Programas: Hanseníase e
Tuberculose
Combatendo hanseníase e tuberculose no Brasil.
Doenças Socialmente
Determinadas
• Doenças socialmente
determinadas são condições de
saúde moldadas por fatores
como renda, educação e acesso
a saneamento básico. No Brasil,
a hanseníase e a tuberculose
exemplificam como
desigualdades sociais afetam a
ocorrência e o tratamento
dessas enfermidades.
Compreender esses
determinantes é crucial para
desenvolver programas de
assistência eficazes.
Densidade urbana e desigualdade social no Sudeste
brasileiro.
Hanseníase: O
Desafio
• Hanseníase: Infecção crônica por
*Mycobacterium leprae*.
• Afeta pele e nervos: Causa
lesões e perda de sensibilidade.
• Diagnóstico precoce: Essencial
para evitar sequelas graves e
irreversíveis.
• Tratamento gratuito: Cura a
doença e impede a transmissão.
Objetivos do Programa Hanseníase
• O programa visa eliminar a hanseníase como problema de saúde
pública, seguindo as metas da OMS. Isso ocorre via diagnóstico precoce,
tratamento gratuito (politerapia) pelo SUS, e cuidado integral. Um
exemplo é a busca por prevalência inferior a 1 caso por 10.000
habitantes.
Diagnóstico Precoce Hanseníase
• Em estágios iniciais, o diagnóstico da hanseníase é crucial para o sucesso do
tratamento. Isso permite a cura completa e, como visto em programas como o do
SUS, interrompe a transmissão comunitária. A detecção precoce evita sequelas
permanentes, como deformidades, e reintegra o indivíduo à sociedade.
•Análise da pele: Procura-se por manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas,
com perda de sensibilidade térmica, tátil e à dor.
•Avaliação dos nervos: Verifica-se o comprometimento dos nervos periféricos, com
sinais como dormência, formigamento ou fraqueza muscular nos braços, pernas, face
ou pálpebras.
•Avaliação da sudorese: Observa-se a diminuição de pelos e suor nas áreas
afetadas.
•Baciloscopia: Consiste em um exame microscópico de amostras retiradas da pele ou
de lesões para identificar o bacilo.
•Exame histológico/Biópsia: Amostras de pele ou de nervos são retiradas e analisadas
em laboratório, permitindo a visualização de alterações patológicas e a identificação
do bacilo, principalmente em casos de hanseníase mais avançada.
•Testes moleculares (qPCR): Exames de biologia molecular podem detectar o
material genético do M. leprae em amostras de pele ou nervos.
Tuberculose: Uma Ameaça
• Doença infecciosa grave, causada pela bactéria *Mycobacterium
tuberculosis*.
• 2023: 8,2 milhões de casos globais, 1,25 milhão de óbitos.
• Brasil: 84,304 mil novos casos em 2024, alta incidência.
• Principal causa de morte por agente infeccioso único.
Objetivos do Programa TB
• O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) busca reduzir a
incidência e mortalidade, como a meta de menos de 10 casos por 100 mil
habitantes até 2030. Ele visa também melhorar a qualidade de vida dos
pacientes. Isso inclui acesso a tratamento gratuito e acompanhamento
integral.
Assistência Farmacêutica
Essencial
• A Assistência Farmacêutica Essencial
garante acesso contínuo a
medicamentos para tratamento
completo de hanseníase e tuberculose.
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do
Brasil, são fornecidos, por exemplo, a
politerapia e esquemas padronizados.
Isso evita interrupções, promovendo a
cura e o controle epidemiológico dessas
doenças.
Distribuição de medicamentos pelo Grupo de
Ação Cívica.
Reunião de negócios Brasil-Coreia com foco em saúde.
Capacitação Profissional
em TB
• Atualização em protocolos clínicos e diagnósticos
(ex: testes moleculares).
• Treinamento em vigilância epidemiológica e análise
de dados (ex: SINAN).
• Habilidades de comunicação para adesão ao
tratamento e apoio psicossocial.
• Gestão de recursos e articulação intersetorial (ex:
parcerias com ONGs).
Formação de
Multiplicadores TB
• A formação de multiplicadores e gerentes especializados é crucial para
fortalecer o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Esses
profissionais, como enfermeiros e agentes comunitários de saúde, são
capacitados para disseminar conhecimentos e práticas eficazes. Por exemplo,
um multiplicador pode treinar equipes locais sobre novos protocolos de
diagnóstico rápido, como o teste molecular.
Quimioprofilaxia
Preventiva
Vacinação BCG
A quimioprofilaxia consiste no uso de
medicamentos, como a isoniazida, por
pessoas infectadas pela bactéria
Mycobacterium tuberculosis, mas que
ainda não desenvolveram a tuberculose
ativa. Este tratamento preventivo é crucial
para evitar que a infecção latente progrida
para a doença, especialmente em grupos
de risco como crianças, contatos
domiciliares de casos ativos e indivíduos
imunocomprometidos. No Brasil, o
Ministério da Saúde estabelece protocolos
para a administração desta terapia,
visando a interrupção da cadeia de
transmissão.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é
essencial na prevenção das formas mais
graves de tuberculose, como a
meningite tuberculosa e a tuberculose
miliar, especialmente em crianças.
Administrada preferencialmente ao
nascer, ela integra o calendário de
vacinação obrigatório no Brasil,
protegendo os recém-nascidos contra
as manifestações mais severas da
doença. Manter altas taxas de cobertura
vacinal é fundamental para a saúde
pública e para a redução da incidência
da tuberculose em populações
vulneráveis.
Tuberculose e HIV: Co-
infecção
• A co-infecção por tuberculose (TB) e HIV representa um desafio de saúde pública
global, intensificando a progressão de ambas as doenças e exigindo uma
abordagem integrada. No Brasil, o Ministério da Saúde implementa protocolos
que visam o diagnóstico precoce e o tratamento simultâneo, como a oferta
universal de testagem para HIV a pacientes com TB e vice-versa. Essa estratégia
é crucial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos
pacientes, como demonstrado em programas de atenção primária.
Sist. de Informação de Agravos de
Notificações
(SINAN)
• Coleta dados de doenças de notificação compulsória, como tuberculose.
• Essencial para monitoramento epidemiológico da TB no Brasil.
• Permite identificar tendências e planejar ações de controle eficazes.
• Aperfeiçoamento contínuo garante dados precisos para saúde pública.
Avaliação Epidemiológica
Anual
• A avaliação epidemiológica anual da tuberculose, como a realizada
pelo Ministério da Saúde no Brasil, é crucial para monitorar a doença.
Os resultados, por exemplo, da incidência em estados como São Paulo,
retroalimentam os serviços de saúde. Isso permite planejar novas
estratégias de controle e prevenção eficazes.
Diagnóstico Laboratorial
TB
• Diagnóstico preciso: Cultura e PCR detectam *M.
tuberculosis*.
• Monitoramento: Exames de escarro avaliam resposta ao
tratamento.
• Testes de Sensibilidade: Identificam resistência, ex: MDR-TB,
XDR-TB.
• Rede Laboratorial: Garante padronização e qualidade
diagnóstica nacional.
Educação e Mobilização
Social
• A educação em saúde e a mobilização social são cruciais para combater a
hanseníase e a tuberculose. Campanhas nacionais, como o "Janeiro Roxo" para
hanseníase e o "Março Verde" para tuberculose, promovem a conscientização e o
diagnóstico precoce. Em nível local, agentes comunitários de saúde e programas
escolares desempenham um papel vital na prevenção e no apoio à adesão ao
tratamento.
Monitoramento e
Fortalecimento TB
• Acompanhamento da incidência e prevalência da TB no
SINAN.
• Avaliação da cobertura e adesão ao Tratamento Diretamente
Observado (TDO).
• Fortalecimento de equipes de saúde via capacitações
contínuas.
• Análise de resultados para ajustar estratégias e metas
anuais.
Redução da
Hanseníase
Avanços no
Controle da
Tuberculose
• O Programa Nacional de
Controle da Hanseníase (PNCH)
no Brasil, ao adotar a
politerapia (MDT) desde os anos
1980, transformou a
hanseníase em uma doença
curável. Isso resultou na
drástica redução da
prevalência, diminuindo a carga
de incapacidades e o estigma
social. A detecção precoce e o
tratamento adequado
melhoram significativamente a
qualidade de vida dos
pacientes, reintegrando-os à
• A implementação da estratégia
DOTS (Directly Observed
Treatment, Short-course) pelo
Programa Nacional de Controle da
Tuberculose (PNCT) foi crucial para
combater a doença no Brasil. Esta
abordagem reduziu
significativamente a mortalidade e
a incidência, especialmente em
grupos vulneráveis. O tratamento
supervisionado garante a cura,
prevenindo a transmissão e
melhorando a saúde pública geral.
Recursos
https://www.paho.org/pt/historias/hanseniase-diagnostico-precoce-e-
acolhimento-transformam-vidas-no-brasilhttps://www.gov.br/secom/pt-
br/assuntos/noticias/2024/02/brasil-lanca-programa-para-eliminar-e-
controlar-14-doencas-socialmente-determinadashttps://
bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hanseniase.pdfhttps://
agenciagov.ebc.com.br/noticias/202402/brasil-lanca-programa-para-
eliminar-e-controlar-14-doencas-socialmente-determinadas

Programas Hansenase e Tuberculose (1).pptx

  • 1.
    Programas: Hanseníase e Tuberculose Combatendohanseníase e tuberculose no Brasil.
  • 2.
    Doenças Socialmente Determinadas • Doençassocialmente determinadas são condições de saúde moldadas por fatores como renda, educação e acesso a saneamento básico. No Brasil, a hanseníase e a tuberculose exemplificam como desigualdades sociais afetam a ocorrência e o tratamento dessas enfermidades. Compreender esses determinantes é crucial para desenvolver programas de assistência eficazes. Densidade urbana e desigualdade social no Sudeste brasileiro.
  • 3.
    Hanseníase: O Desafio • Hanseníase:Infecção crônica por *Mycobacterium leprae*. • Afeta pele e nervos: Causa lesões e perda de sensibilidade. • Diagnóstico precoce: Essencial para evitar sequelas graves e irreversíveis. • Tratamento gratuito: Cura a doença e impede a transmissão.
  • 4.
    Objetivos do ProgramaHanseníase • O programa visa eliminar a hanseníase como problema de saúde pública, seguindo as metas da OMS. Isso ocorre via diagnóstico precoce, tratamento gratuito (politerapia) pelo SUS, e cuidado integral. Um exemplo é a busca por prevalência inferior a 1 caso por 10.000 habitantes.
  • 5.
    Diagnóstico Precoce Hanseníase •Em estágios iniciais, o diagnóstico da hanseníase é crucial para o sucesso do tratamento. Isso permite a cura completa e, como visto em programas como o do SUS, interrompe a transmissão comunitária. A detecção precoce evita sequelas permanentes, como deformidades, e reintegra o indivíduo à sociedade. •Análise da pele: Procura-se por manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas, com perda de sensibilidade térmica, tátil e à dor. •Avaliação dos nervos: Verifica-se o comprometimento dos nervos periféricos, com sinais como dormência, formigamento ou fraqueza muscular nos braços, pernas, face ou pálpebras. •Avaliação da sudorese: Observa-se a diminuição de pelos e suor nas áreas afetadas. •Baciloscopia: Consiste em um exame microscópico de amostras retiradas da pele ou de lesões para identificar o bacilo. •Exame histológico/Biópsia: Amostras de pele ou de nervos são retiradas e analisadas em laboratório, permitindo a visualização de alterações patológicas e a identificação do bacilo, principalmente em casos de hanseníase mais avançada. •Testes moleculares (qPCR): Exames de biologia molecular podem detectar o material genético do M. leprae em amostras de pele ou nervos.
  • 6.
    Tuberculose: Uma Ameaça •Doença infecciosa grave, causada pela bactéria *Mycobacterium tuberculosis*. • 2023: 8,2 milhões de casos globais, 1,25 milhão de óbitos. • Brasil: 84,304 mil novos casos em 2024, alta incidência. • Principal causa de morte por agente infeccioso único.
  • 7.
    Objetivos do ProgramaTB • O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) busca reduzir a incidência e mortalidade, como a meta de menos de 10 casos por 100 mil habitantes até 2030. Ele visa também melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Isso inclui acesso a tratamento gratuito e acompanhamento integral.
  • 8.
    Assistência Farmacêutica Essencial • AAssistência Farmacêutica Essencial garante acesso contínuo a medicamentos para tratamento completo de hanseníase e tuberculose. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Brasil, são fornecidos, por exemplo, a politerapia e esquemas padronizados. Isso evita interrupções, promovendo a cura e o controle epidemiológico dessas doenças. Distribuição de medicamentos pelo Grupo de Ação Cívica.
  • 9.
    Reunião de negóciosBrasil-Coreia com foco em saúde. Capacitação Profissional em TB • Atualização em protocolos clínicos e diagnósticos (ex: testes moleculares). • Treinamento em vigilância epidemiológica e análise de dados (ex: SINAN). • Habilidades de comunicação para adesão ao tratamento e apoio psicossocial. • Gestão de recursos e articulação intersetorial (ex: parcerias com ONGs).
  • 10.
    Formação de Multiplicadores TB •A formação de multiplicadores e gerentes especializados é crucial para fortalecer o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Esses profissionais, como enfermeiros e agentes comunitários de saúde, são capacitados para disseminar conhecimentos e práticas eficazes. Por exemplo, um multiplicador pode treinar equipes locais sobre novos protocolos de diagnóstico rápido, como o teste molecular.
  • 11.
    Quimioprofilaxia Preventiva Vacinação BCG A quimioprofilaxiaconsiste no uso de medicamentos, como a isoniazida, por pessoas infectadas pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, mas que ainda não desenvolveram a tuberculose ativa. Este tratamento preventivo é crucial para evitar que a infecção latente progrida para a doença, especialmente em grupos de risco como crianças, contatos domiciliares de casos ativos e indivíduos imunocomprometidos. No Brasil, o Ministério da Saúde estabelece protocolos para a administração desta terapia, visando a interrupção da cadeia de transmissão. A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é essencial na prevenção das formas mais graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, especialmente em crianças. Administrada preferencialmente ao nascer, ela integra o calendário de vacinação obrigatório no Brasil, protegendo os recém-nascidos contra as manifestações mais severas da doença. Manter altas taxas de cobertura vacinal é fundamental para a saúde pública e para a redução da incidência da tuberculose em populações vulneráveis.
  • 13.
    Tuberculose e HIV:Co- infecção • A co-infecção por tuberculose (TB) e HIV representa um desafio de saúde pública global, intensificando a progressão de ambas as doenças e exigindo uma abordagem integrada. No Brasil, o Ministério da Saúde implementa protocolos que visam o diagnóstico precoce e o tratamento simultâneo, como a oferta universal de testagem para HIV a pacientes com TB e vice-versa. Essa estratégia é crucial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, como demonstrado em programas de atenção primária.
  • 14.
    Sist. de Informaçãode Agravos de Notificações (SINAN) • Coleta dados de doenças de notificação compulsória, como tuberculose. • Essencial para monitoramento epidemiológico da TB no Brasil. • Permite identificar tendências e planejar ações de controle eficazes. • Aperfeiçoamento contínuo garante dados precisos para saúde pública.
  • 16.
    Avaliação Epidemiológica Anual • Aavaliação epidemiológica anual da tuberculose, como a realizada pelo Ministério da Saúde no Brasil, é crucial para monitorar a doença. Os resultados, por exemplo, da incidência em estados como São Paulo, retroalimentam os serviços de saúde. Isso permite planejar novas estratégias de controle e prevenção eficazes.
  • 17.
    Diagnóstico Laboratorial TB • Diagnósticopreciso: Cultura e PCR detectam *M. tuberculosis*. • Monitoramento: Exames de escarro avaliam resposta ao tratamento. • Testes de Sensibilidade: Identificam resistência, ex: MDR-TB, XDR-TB. • Rede Laboratorial: Garante padronização e qualidade diagnóstica nacional.
  • 18.
    Educação e Mobilização Social •A educação em saúde e a mobilização social são cruciais para combater a hanseníase e a tuberculose. Campanhas nacionais, como o "Janeiro Roxo" para hanseníase e o "Março Verde" para tuberculose, promovem a conscientização e o diagnóstico precoce. Em nível local, agentes comunitários de saúde e programas escolares desempenham um papel vital na prevenção e no apoio à adesão ao tratamento.
  • 19.
    Monitoramento e Fortalecimento TB •Acompanhamento da incidência e prevalência da TB no SINAN. • Avaliação da cobertura e adesão ao Tratamento Diretamente Observado (TDO). • Fortalecimento de equipes de saúde via capacitações contínuas. • Análise de resultados para ajustar estratégias e metas anuais.
  • 20.
    Redução da Hanseníase Avanços no Controleda Tuberculose • O Programa Nacional de Controle da Hanseníase (PNCH) no Brasil, ao adotar a politerapia (MDT) desde os anos 1980, transformou a hanseníase em uma doença curável. Isso resultou na drástica redução da prevalência, diminuindo a carga de incapacidades e o estigma social. A detecção precoce e o tratamento adequado melhoram significativamente a qualidade de vida dos pacientes, reintegrando-os à • A implementação da estratégia DOTS (Directly Observed Treatment, Short-course) pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) foi crucial para combater a doença no Brasil. Esta abordagem reduziu significativamente a mortalidade e a incidência, especialmente em grupos vulneráveis. O tratamento supervisionado garante a cura, prevenindo a transmissão e melhorando a saúde pública geral.
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