Doenças Socialmente
Determinadas
• Doençassocialmente
determinadas são condições de
saúde moldadas por fatores
como renda, educação e acesso
a saneamento básico. No Brasil,
a hanseníase e a tuberculose
exemplificam como
desigualdades sociais afetam a
ocorrência e o tratamento
dessas enfermidades.
Compreender esses
determinantes é crucial para
desenvolver programas de
assistência eficazes.
Densidade urbana e desigualdade social no Sudeste
brasileiro.
3.
Hanseníase: O
Desafio
• Hanseníase:Infecção crônica por
*Mycobacterium leprae*.
• Afeta pele e nervos: Causa
lesões e perda de sensibilidade.
• Diagnóstico precoce: Essencial
para evitar sequelas graves e
irreversíveis.
• Tratamento gratuito: Cura a
doença e impede a transmissão.
4.
Objetivos do ProgramaHanseníase
• O programa visa eliminar a hanseníase como problema de saúde
pública, seguindo as metas da OMS. Isso ocorre via diagnóstico precoce,
tratamento gratuito (politerapia) pelo SUS, e cuidado integral. Um
exemplo é a busca por prevalência inferior a 1 caso por 10.000
habitantes.
5.
Diagnóstico Precoce Hanseníase
•Em estágios iniciais, o diagnóstico da hanseníase é crucial para o sucesso do
tratamento. Isso permite a cura completa e, como visto em programas como o do
SUS, interrompe a transmissão comunitária. A detecção precoce evita sequelas
permanentes, como deformidades, e reintegra o indivíduo à sociedade.
•Análise da pele: Procura-se por manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas,
com perda de sensibilidade térmica, tátil e à dor.
•Avaliação dos nervos: Verifica-se o comprometimento dos nervos periféricos, com
sinais como dormência, formigamento ou fraqueza muscular nos braços, pernas, face
ou pálpebras.
•Avaliação da sudorese: Observa-se a diminuição de pelos e suor nas áreas
afetadas.
•Baciloscopia: Consiste em um exame microscópico de amostras retiradas da pele ou
de lesões para identificar o bacilo.
•Exame histológico/Biópsia: Amostras de pele ou de nervos são retiradas e analisadas
em laboratório, permitindo a visualização de alterações patológicas e a identificação
do bacilo, principalmente em casos de hanseníase mais avançada.
•Testes moleculares (qPCR): Exames de biologia molecular podem detectar o
material genético do M. leprae em amostras de pele ou nervos.
6.
Tuberculose: Uma Ameaça
•Doença infecciosa grave, causada pela bactéria *Mycobacterium
tuberculosis*.
• 2023: 8,2 milhões de casos globais, 1,25 milhão de óbitos.
• Brasil: 84,304 mil novos casos em 2024, alta incidência.
• Principal causa de morte por agente infeccioso único.
7.
Objetivos do ProgramaTB
• O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) busca reduzir a
incidência e mortalidade, como a meta de menos de 10 casos por 100 mil
habitantes até 2030. Ele visa também melhorar a qualidade de vida dos
pacientes. Isso inclui acesso a tratamento gratuito e acompanhamento
integral.
8.
Assistência Farmacêutica
Essencial
• AAssistência Farmacêutica Essencial
garante acesso contínuo a
medicamentos para tratamento
completo de hanseníase e tuberculose.
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do
Brasil, são fornecidos, por exemplo, a
politerapia e esquemas padronizados.
Isso evita interrupções, promovendo a
cura e o controle epidemiológico dessas
doenças.
Distribuição de medicamentos pelo Grupo de
Ação Cívica.
9.
Reunião de negóciosBrasil-Coreia com foco em saúde.
Capacitação Profissional
em TB
• Atualização em protocolos clínicos e diagnósticos
(ex: testes moleculares).
• Treinamento em vigilância epidemiológica e análise
de dados (ex: SINAN).
• Habilidades de comunicação para adesão ao
tratamento e apoio psicossocial.
• Gestão de recursos e articulação intersetorial (ex:
parcerias com ONGs).
10.
Formação de
Multiplicadores TB
•A formação de multiplicadores e gerentes especializados é crucial para
fortalecer o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Esses
profissionais, como enfermeiros e agentes comunitários de saúde, são
capacitados para disseminar conhecimentos e práticas eficazes. Por exemplo,
um multiplicador pode treinar equipes locais sobre novos protocolos de
diagnóstico rápido, como o teste molecular.
11.
Quimioprofilaxia
Preventiva
Vacinação BCG
A quimioprofilaxiaconsiste no uso de
medicamentos, como a isoniazida, por
pessoas infectadas pela bactéria
Mycobacterium tuberculosis, mas que
ainda não desenvolveram a tuberculose
ativa. Este tratamento preventivo é crucial
para evitar que a infecção latente progrida
para a doença, especialmente em grupos
de risco como crianças, contatos
domiciliares de casos ativos e indivíduos
imunocomprometidos. No Brasil, o
Ministério da Saúde estabelece protocolos
para a administração desta terapia,
visando a interrupção da cadeia de
transmissão.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é
essencial na prevenção das formas mais
graves de tuberculose, como a
meningite tuberculosa e a tuberculose
miliar, especialmente em crianças.
Administrada preferencialmente ao
nascer, ela integra o calendário de
vacinação obrigatório no Brasil,
protegendo os recém-nascidos contra
as manifestações mais severas da
doença. Manter altas taxas de cobertura
vacinal é fundamental para a saúde
pública e para a redução da incidência
da tuberculose em populações
vulneráveis.
13.
Tuberculose e HIV:Co-
infecção
• A co-infecção por tuberculose (TB) e HIV representa um desafio de saúde pública
global, intensificando a progressão de ambas as doenças e exigindo uma
abordagem integrada. No Brasil, o Ministério da Saúde implementa protocolos
que visam o diagnóstico precoce e o tratamento simultâneo, como a oferta
universal de testagem para HIV a pacientes com TB e vice-versa. Essa estratégia
é crucial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos
pacientes, como demonstrado em programas de atenção primária.
14.
Sist. de Informaçãode Agravos de
Notificações
(SINAN)
• Coleta dados de doenças de notificação compulsória, como tuberculose.
• Essencial para monitoramento epidemiológico da TB no Brasil.
• Permite identificar tendências e planejar ações de controle eficazes.
• Aperfeiçoamento contínuo garante dados precisos para saúde pública.
16.
Avaliação Epidemiológica
Anual
• Aavaliação epidemiológica anual da tuberculose, como a realizada
pelo Ministério da Saúde no Brasil, é crucial para monitorar a doença.
Os resultados, por exemplo, da incidência em estados como São Paulo,
retroalimentam os serviços de saúde. Isso permite planejar novas
estratégias de controle e prevenção eficazes.
17.
Diagnóstico Laboratorial
TB
• Diagnósticopreciso: Cultura e PCR detectam *M.
tuberculosis*.
• Monitoramento: Exames de escarro avaliam resposta ao
tratamento.
• Testes de Sensibilidade: Identificam resistência, ex: MDR-TB,
XDR-TB.
• Rede Laboratorial: Garante padronização e qualidade
diagnóstica nacional.
18.
Educação e Mobilização
Social
•A educação em saúde e a mobilização social são cruciais para combater a
hanseníase e a tuberculose. Campanhas nacionais, como o "Janeiro Roxo" para
hanseníase e o "Março Verde" para tuberculose, promovem a conscientização e o
diagnóstico precoce. Em nível local, agentes comunitários de saúde e programas
escolares desempenham um papel vital na prevenção e no apoio à adesão ao
tratamento.
19.
Monitoramento e
Fortalecimento TB
•Acompanhamento da incidência e prevalência da TB no
SINAN.
• Avaliação da cobertura e adesão ao Tratamento Diretamente
Observado (TDO).
• Fortalecimento de equipes de saúde via capacitações
contínuas.
• Análise de resultados para ajustar estratégias e metas
anuais.
20.
Redução da
Hanseníase
Avanços no
Controleda
Tuberculose
• O Programa Nacional de
Controle da Hanseníase (PNCH)
no Brasil, ao adotar a
politerapia (MDT) desde os anos
1980, transformou a
hanseníase em uma doença
curável. Isso resultou na
drástica redução da
prevalência, diminuindo a carga
de incapacidades e o estigma
social. A detecção precoce e o
tratamento adequado
melhoram significativamente a
qualidade de vida dos
pacientes, reintegrando-os à
• A implementação da estratégia
DOTS (Directly Observed
Treatment, Short-course) pelo
Programa Nacional de Controle da
Tuberculose (PNCT) foi crucial para
combater a doença no Brasil. Esta
abordagem reduziu
significativamente a mortalidade e
a incidência, especialmente em
grupos vulneráveis. O tratamento
supervisionado garante a cura,
prevenindo a transmissão e
melhorando a saúde pública geral.