PRIMAVERA ÁRABE

          Prof. Sílvio R. Faria



@sirofa    fb.com/silviorfaria   silviofaria@outlook.com
PRIMAVERA ÁRABE




"Nós venceremos" em árabe. Bandeiras da Líbia, Síria, Iêmen, Tunísia e Egito durante protesto em
             Sanaa, capital iemenita, contra o presidente Saleh, em outubro de 2011
É uma analogia à
Primavera de Praga (Tchecoslováquia,
  1968)
e à Primavera de Pequim (China, 1978)
• Trata-se de um conjunto de revoluções
  populares que põem fim a ditaduras
  militarizadas de décadas nos países;

• Localizadas entre o norte da África e a
  península Arábica;
•Deflagrada pela suicídio por imolação em público
de um jovem desempregado na Tunísia em
dezembro/2010




               Mohamed Bouazizi
•Pedem democracia, liberdades políticas e
de expressão

•Lutam contra o desemprego, a carestia e o
corte de verbas sociais

•*Relação com as medidas impostas pelo
FMI
•Os países são governados por regimes autocratas,
onde a autoridade se concentra num partido ou
pessoa - rei, ditador ou presidente;

•Onde há aparente "democracia" os expoentes
partidos opositores são banidos e as eleições
fraudadas

•Os dirigentes se mantém no poder amparados por
forças de segurança implacáveis
•A elite dominante é corrupta

•A população sobrevive na pobreza, com elevado
desemprego, alto custo de vida, agravados pela crise
econômica global;

•Alta muito grande dos alimentos nos últimos anos -
um dos principais estopins da crise árabe.
•Cerca de metade da população é jovem e com
acesso à educação, frequentemente até a
universidade;

•Desiludida pela falta de emprego, de perspectivas;

•Os jovens não se identificam com os valores
antidemocráticos das elites políticas e econômicas.
BREVE HISTÓRICO

•Em menos de um mês (13/01 a 11/02/2011) revoluções
populares derrubaram os ditadores da Tunísia (Zine al-
Abidine Ben Ali) e do Egito (Hosni Mubarak);


•Pela primeira vez o povo derrubou um governante na região;


•O fim do regime de Mubarak no Egito - mais influente e
populoso do mundo árabe - contagiou de vez a região;
•Os protestos atingiram rapidamente o Iêmen, o
Barein, a Líbia e a Síria;

•Os governantes resistiram com apoio de militares e
forças de segurança;

•As manifestações foram reprimidas de forma
violenta;
•Fase turbulenta e incerta, graves crises política,
insurgência armada, intervenção militar externa e
lutas sectárias;

•Após meses de conflitos, outros dois ditadores
perderam o poder: Muammar Kadafi (Líbia) e Ali
Abdullah Saleh (Iêmen);

•Marrocos e Jordânia ocorreram protestos
menores, contidos por meio de reformas políticas e
sociais.
LÍBIA E SÍRIA
•Com o desenrolar dos protestos na região os
governos dos dois países ficaram sob pressão dos
países ocidentais;

•São     acusados     de   praticar     a   violência
indiscriminada contra a população civil;

•A ditadura de Muammar Kadafi foi derrubada em
Agosto/2011 após seis meses de revolta armada e
cinco meses de bombardeios da OTAN (IT, FR, RU
e EUA);
•A morte violenta de Kadafi simbolizou o fim do
conflito que custou a vida de mais de seis mil
pessoas nas primeiras semanas;

•Após 42 anos de ditadura o país não tem
experiência democráticas;

•O principal desafio é desmobilizar e unificar as
todas as milícias formadas sob um comando
central;
•Na Síria, Bashar al-Assad reprime brutalmente os
protestos por democracia;

•Desde o fim de 2011 os conflitos se tornaram uma
luta armada contra o regime;

•Oposição entre o Exército Livre da Síria e as forças
de al-Assad;

•Minoria alauíta (~10%) associada ao governo
contra a maioria sunita;
•Aliada do Irã e adversária de Israel;

•Os países ocidentais tentaram pressionar al-Assad
a fazer uma abertura política, sem sucesso;

•Com o agravamento da repressão aos protestos e
dos massacres de civis, aumentou a pressão
externa pela saída de al-Assad do poder;
•Potências ocidentais e a Liga Árabe decretaram
sanções ao regime;

•A Turquia, antiga aliada, tornou-se oposição
armada e política contra o regime sírio;

•Após 19 meses de conflito, estima-se algo em
torno de 30.000 mortos.
Referências Bibliográficas
Almanaque Abril 2012. Págs. 24, 74 e75.

http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/um-ano-de-primavera-arabe/

http://blogs.estadao.com.br/radar-global/para-lembrar-imolacao-deu-inicio-a-revoltas/

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/atualidades/primavera-arabe-egipcios-vao-as-urnas-mas-repressao-continua-na-
      siria.htm

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2011/08/saiba-o-que-e-primavera-arabe.html

http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/atualidades-vestibular/category/primavera-arabe/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_%C3%81rabe

http://topicos.estadao.com.br/primavera-arabe

Primavera Árabe

  • 1.
    PRIMAVERA ÁRABE Prof. Sílvio R. Faria @sirofa fb.com/silviorfaria silviofaria@outlook.com
  • 2.
    PRIMAVERA ÁRABE "Nós venceremos"em árabe. Bandeiras da Líbia, Síria, Iêmen, Tunísia e Egito durante protesto em Sanaa, capital iemenita, contra o presidente Saleh, em outubro de 2011
  • 3.
    É uma analogiaà Primavera de Praga (Tchecoslováquia, 1968) e à Primavera de Pequim (China, 1978)
  • 4.
    • Trata-se deum conjunto de revoluções populares que põem fim a ditaduras militarizadas de décadas nos países; • Localizadas entre o norte da África e a península Arábica;
  • 6.
    •Deflagrada pela suicídiopor imolação em público de um jovem desempregado na Tunísia em dezembro/2010 Mohamed Bouazizi
  • 7.
    •Pedem democracia, liberdadespolíticas e de expressão •Lutam contra o desemprego, a carestia e o corte de verbas sociais •*Relação com as medidas impostas pelo FMI
  • 8.
    •Os países sãogovernados por regimes autocratas, onde a autoridade se concentra num partido ou pessoa - rei, ditador ou presidente; •Onde há aparente "democracia" os expoentes partidos opositores são banidos e as eleições fraudadas •Os dirigentes se mantém no poder amparados por forças de segurança implacáveis
  • 9.
    •A elite dominanteé corrupta •A população sobrevive na pobreza, com elevado desemprego, alto custo de vida, agravados pela crise econômica global; •Alta muito grande dos alimentos nos últimos anos - um dos principais estopins da crise árabe.
  • 10.
    •Cerca de metadeda população é jovem e com acesso à educação, frequentemente até a universidade; •Desiludida pela falta de emprego, de perspectivas; •Os jovens não se identificam com os valores antidemocráticos das elites políticas e econômicas.
  • 11.
    BREVE HISTÓRICO •Em menosde um mês (13/01 a 11/02/2011) revoluções populares derrubaram os ditadores da Tunísia (Zine al- Abidine Ben Ali) e do Egito (Hosni Mubarak); •Pela primeira vez o povo derrubou um governante na região; •O fim do regime de Mubarak no Egito - mais influente e populoso do mundo árabe - contagiou de vez a região;
  • 12.
    •Os protestos atingiramrapidamente o Iêmen, o Barein, a Líbia e a Síria; •Os governantes resistiram com apoio de militares e forças de segurança; •As manifestações foram reprimidas de forma violenta;
  • 13.
    •Fase turbulenta eincerta, graves crises política, insurgência armada, intervenção militar externa e lutas sectárias; •Após meses de conflitos, outros dois ditadores perderam o poder: Muammar Kadafi (Líbia) e Ali Abdullah Saleh (Iêmen); •Marrocos e Jordânia ocorreram protestos menores, contidos por meio de reformas políticas e sociais.
  • 14.
    LÍBIA E SÍRIA •Como desenrolar dos protestos na região os governos dos dois países ficaram sob pressão dos países ocidentais; •São acusados de praticar a violência indiscriminada contra a população civil; •A ditadura de Muammar Kadafi foi derrubada em Agosto/2011 após seis meses de revolta armada e cinco meses de bombardeios da OTAN (IT, FR, RU e EUA);
  • 15.
    •A morte violentade Kadafi simbolizou o fim do conflito que custou a vida de mais de seis mil pessoas nas primeiras semanas; •Após 42 anos de ditadura o país não tem experiência democráticas; •O principal desafio é desmobilizar e unificar as todas as milícias formadas sob um comando central;
  • 17.
    •Na Síria, Basharal-Assad reprime brutalmente os protestos por democracia; •Desde o fim de 2011 os conflitos se tornaram uma luta armada contra o regime; •Oposição entre o Exército Livre da Síria e as forças de al-Assad; •Minoria alauíta (~10%) associada ao governo contra a maioria sunita;
  • 18.
    •Aliada do Irãe adversária de Israel; •Os países ocidentais tentaram pressionar al-Assad a fazer uma abertura política, sem sucesso; •Com o agravamento da repressão aos protestos e dos massacres de civis, aumentou a pressão externa pela saída de al-Assad do poder;
  • 19.
    •Potências ocidentais ea Liga Árabe decretaram sanções ao regime; •A Turquia, antiga aliada, tornou-se oposição armada e política contra o regime sírio; •Após 19 meses de conflito, estima-se algo em torno de 30.000 mortos.
  • 21.
    Referências Bibliográficas Almanaque Abril2012. Págs. 24, 74 e75. http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/um-ano-de-primavera-arabe/ http://blogs.estadao.com.br/radar-global/para-lembrar-imolacao-deu-inicio-a-revoltas/ http://educacao.uol.com.br/disciplinas/atualidades/primavera-arabe-egipcios-vao-as-urnas-mas-repressao-continua-na- siria.htm http://g1.globo.com/educacao/noticia/2011/08/saiba-o-que-e-primavera-arabe.html http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/atualidades-vestibular/category/primavera-arabe/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_%C3%81rabe http://topicos.estadao.com.br/primavera-arabe