PÓS-DEUS
Estudo antropofágico do livro de autoria de
Peter Sloterdijk
Recife – Setembro de 2021
Capítulo 1: O Crepúsculo dos deuses
• “A imortalidade era a única característica eminente dos
deuses gregos!” (p.7)
• Paul Valéry: “nous, civilisations...” sobre os horrores da 1ª
Grande Guerra.
• “O que são nações de cultura e o que significam
civilizações se elas permitem tantos excessos em termos
de vítimas e autossacrifícios, sim, que não só as
permitem, mas as provocam por seus próprios impulsos”
(p.8)
• Mortalidade (civilizações) ≈ opções suicidas (p.8, ℓ.21)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Historicidade: decreto do fim
• Historiadores ≈ tanólogos. Assumem o ponto de vista de
Deus no fim do mundo e da vida. (p.9)
• História significa o processo de transferir “o que ainda
não foi” para “aquilo que foi”. Apenas quando todo “ser”
tiver passado para “ter sido”, o destino de “Deus
onisciente” será alcançado.(p.9)
• Tudo que é existe em função daquilo que será por último.
(p.10)
• Apocalipse veroeuropeu: a revelação a partir do fim.
“Tudo está pronto, tudo se torna transparente”. (p.10)
• “Mundos de fé”: esferas de aceitação da “verdade”. “Estar
no caminho”. (p.10)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Rendre l’âme
• Místicos. (p.11)
• Morrer ≈ devolver a alma. (p.11)
• Metafísica clássica: “Deus é onisciente (e ponto)!” (p.11)
• Modernidade: dizer não ao esvaziamento do futuro no
passado e dizer sim ao futuro inesgotável, mesmo tendo
que negar o Deus onisciente. (p.11)
• Nitzche e o tempo: “mundo” é um “palavrão cristão”.
(p.11)
• Pensadores: Schelling, Hegel, Berson, Heidegger, Bloch,
Gönter, Nicolar de Cusa. (p.12)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Mitologias
• Moira (gregos): poder do destino: os deuses deveriam se
acostumar com um destino de ordem superior. (p.12)
• Onipotente sobre as divisões, as porções, as sortes, os
destinos. Justiça anterior à justiça. (p.12)
• O problema do “Único acima dos Muitos”. Quando o Uno
empurrou os demais para as margens, os deuses viraram
“coisas do passado”. (p.13)
• Teólogos: onipotência e onisciência. (p.12/13)
• A Moira nada diz sobre um possível fim dos mortais.
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Onipotência de Alá.
• Morrer em nome de servir como prova do espírito e da
força de Alá: terror inconsequente que atestam o fracasso
de um deus que não compreende o mundo: crepúsculo!
(p.15)
• Alcorão × tecnologias digitais: não aceitar o translatio
creativitatis, nem compreender como desafio do tempo.
(p.15)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Prometeu e a visão do fim (p.16)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Mitologia Germânica e o fim
• Ragnarök: “fim do mundo”, “crepúsculo dos deuses”
(p.17)
Esteban Silveira/Mundo Estranho
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Arte, liberdade e potencial criativo
• Modernidade: emigração da criatividade para a arte e
tecnologia. (p.19)
• Giambattista Vico: era dos deuses ⇒ era dos heróis ⇒
era dos homens (p.19)
• “Onde existiam deuses, devem surgir seres humanos. E
onde há seres humanos, aumenta a artificialidade”.
• Wagner e a interseção das três esferas. Poder do tempo
(1) deuses (2) heróis (3) seres humanos.
• Destino é o que é! Não permite perguntas sobre o seu
porquê! (p.19)
• Leitura de Bakunin: incinerar para renascer (“sem cinzas
não há Fênix”). (p.20)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Multiplicidade de criatividades
• “Não apenas Deus que cria, a natureza e o ser humano
também possuem qualidades criativas”. (p.20,ℓ.12)
• “Pensamento preciso funda nova realidade”. (p.20,ℓ.23)
• Decartes  (p.20)
• “A palavra ‘crepúsculo’ indica corretamente que Deus e
os deuses não morrem, mas esmorecem” Holofotes ou
Sombras! (p.21)
• Luz artificial produzida pela arte, pela ciência, tecnologia,
atividades midiáticas ofusca deuses (p.21)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Ich bin ein Gast auf Erden
• O homem e o “mundo exterior”. (p.22)
• Viver em seu tempo e devolver sua alma. (p.23)
• Jogo de soma zero: céu ou inferno. (p.23)
• Não há aprendizado na eternidade. (p.23)
• Ponto de conflito entre a Modernidade e a Metafísica
Clássica. (p.24)
• Para a Modernidade, o homem toma posse de sua
criatividade e passa a ser provedor de criações e
criaturas para a posteridade, como marca de sua alma
inteligente. (p.24)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Efeito retroativo
• O fenômeno do “crepúsculo dos deuses” relaciona-se às
inteligências criativas do mundo.
• Efeitos artificiais acumulativos (feedback positivo) com
grande impacto na natureza e aceleração no
esmorecimento do “lado divino”. (p.25)
• O cidadão urbano (p.25)Imagem:
@juliawsott
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
O legado
• Revisitar o crepúsculo do deuses: importância do
testamento (obras e artefatos). (p.26)
• Escoamento da inteligência para estruturas informadas
com validade relativa: “espírito objetivo” (Hegel). (p.26)
• As obras, os legados, heranças: usufruto de outros, sem
a necessária presença viva de seus autores. (p.26)
• Luz artificial da civilização. (p.26)
• Evolução acelerada a trabalho da transformação do
mundo. Dinamismo das culturas. (p.27)
• Crepúsculo das almas (?). (27)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Eu, robô
• Crepúsculo das almas e consequente crepúsculo da
inteligência. (p.27)
• Segunda máquina. (p.27)
• Inteligência artificial. (p.27)
• Não vivemos mais apenas no meio da primeira analogia
entis (Deus-Homem), mas com a segunda: homem –
máquina mais alta. (p.28)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
Os críticos que lamentam que a máquina está nos “roubando” a
nossa alma estão errados. Uma interioridade mais intensa e que
ilumina profundezas maiores se liberta aqui com um gesto
soberano as formas de reflexão que se tornaram irrelevantes e se
transformaram em meros mecanismos para finalmente pode se
confirmar numa espiritualidade mais profunda. E o que
aprendemos com este processo histórico? Não importa o quando
de sus reflexão o sujeito ceda ao mecanismo, ele só se torna mais
rico, pois de uma interioridade inesgotável e sem fundo fluirão
sempre novas forças de reflexão.
Seele und Maschine (Günther, 1956, p.90), In Sloterdijk, p.29)
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
O “cara” novo
https://www.umsabadoqualquer.com/458-buteco-dos-deuses-6/
Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife

POS-DEUS-cap-1.pdf

  • 1.
    PÓS-DEUS Estudo antropofágico dolivro de autoria de Peter Sloterdijk Recife – Setembro de 2021
  • 2.
    Capítulo 1: OCrepúsculo dos deuses • “A imortalidade era a única característica eminente dos deuses gregos!” (p.7) • Paul Valéry: “nous, civilisations...” sobre os horrores da 1ª Grande Guerra. • “O que são nações de cultura e o que significam civilizações se elas permitem tantos excessos em termos de vítimas e autossacrifícios, sim, que não só as permitem, mas as provocam por seus próprios impulsos” (p.8) • Mortalidade (civilizações) ≈ opções suicidas (p.8, ℓ.21) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 3.
    Historicidade: decreto dofim • Historiadores ≈ tanólogos. Assumem o ponto de vista de Deus no fim do mundo e da vida. (p.9) • História significa o processo de transferir “o que ainda não foi” para “aquilo que foi”. Apenas quando todo “ser” tiver passado para “ter sido”, o destino de “Deus onisciente” será alcançado.(p.9) • Tudo que é existe em função daquilo que será por último. (p.10) • Apocalipse veroeuropeu: a revelação a partir do fim. “Tudo está pronto, tudo se torna transparente”. (p.10) • “Mundos de fé”: esferas de aceitação da “verdade”. “Estar no caminho”. (p.10) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 4.
    Rendre l’âme • Místicos.(p.11) • Morrer ≈ devolver a alma. (p.11) • Metafísica clássica: “Deus é onisciente (e ponto)!” (p.11) • Modernidade: dizer não ao esvaziamento do futuro no passado e dizer sim ao futuro inesgotável, mesmo tendo que negar o Deus onisciente. (p.11) • Nitzche e o tempo: “mundo” é um “palavrão cristão”. (p.11) • Pensadores: Schelling, Hegel, Berson, Heidegger, Bloch, Gönter, Nicolar de Cusa. (p.12) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 5.
    Mitologias • Moira (gregos):poder do destino: os deuses deveriam se acostumar com um destino de ordem superior. (p.12) • Onipotente sobre as divisões, as porções, as sortes, os destinos. Justiça anterior à justiça. (p.12) • O problema do “Único acima dos Muitos”. Quando o Uno empurrou os demais para as margens, os deuses viraram “coisas do passado”. (p.13) • Teólogos: onipotência e onisciência. (p.12/13) • A Moira nada diz sobre um possível fim dos mortais. Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 6.
    Onipotência de Alá. •Morrer em nome de servir como prova do espírito e da força de Alá: terror inconsequente que atestam o fracasso de um deus que não compreende o mundo: crepúsculo! (p.15) • Alcorão × tecnologias digitais: não aceitar o translatio creativitatis, nem compreender como desafio do tempo. (p.15) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 7.
    Prometeu e avisão do fim (p.16) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 8.
    Mitologia Germânica eo fim • Ragnarök: “fim do mundo”, “crepúsculo dos deuses” (p.17) Esteban Silveira/Mundo Estranho Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 9.
    Arte, liberdade epotencial criativo • Modernidade: emigração da criatividade para a arte e tecnologia. (p.19) • Giambattista Vico: era dos deuses ⇒ era dos heróis ⇒ era dos homens (p.19) • “Onde existiam deuses, devem surgir seres humanos. E onde há seres humanos, aumenta a artificialidade”. • Wagner e a interseção das três esferas. Poder do tempo (1) deuses (2) heróis (3) seres humanos. • Destino é o que é! Não permite perguntas sobre o seu porquê! (p.19) • Leitura de Bakunin: incinerar para renascer (“sem cinzas não há Fênix”). (p.20) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 10.
    Multiplicidade de criatividades •“Não apenas Deus que cria, a natureza e o ser humano também possuem qualidades criativas”. (p.20,ℓ.12) • “Pensamento preciso funda nova realidade”. (p.20,ℓ.23) • Decartes  (p.20) • “A palavra ‘crepúsculo’ indica corretamente que Deus e os deuses não morrem, mas esmorecem” Holofotes ou Sombras! (p.21) • Luz artificial produzida pela arte, pela ciência, tecnologia, atividades midiáticas ofusca deuses (p.21) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 11.
    Ich bin einGast auf Erden • O homem e o “mundo exterior”. (p.22) • Viver em seu tempo e devolver sua alma. (p.23) • Jogo de soma zero: céu ou inferno. (p.23) • Não há aprendizado na eternidade. (p.23) • Ponto de conflito entre a Modernidade e a Metafísica Clássica. (p.24) • Para a Modernidade, o homem toma posse de sua criatividade e passa a ser provedor de criações e criaturas para a posteridade, como marca de sua alma inteligente. (p.24) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 12.
    Efeito retroativo • Ofenômeno do “crepúsculo dos deuses” relaciona-se às inteligências criativas do mundo. • Efeitos artificiais acumulativos (feedback positivo) com grande impacto na natureza e aceleração no esmorecimento do “lado divino”. (p.25) • O cidadão urbano (p.25)Imagem: @juliawsott Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 13.
    O legado • Revisitaro crepúsculo do deuses: importância do testamento (obras e artefatos). (p.26) • Escoamento da inteligência para estruturas informadas com validade relativa: “espírito objetivo” (Hegel). (p.26) • As obras, os legados, heranças: usufruto de outros, sem a necessária presença viva de seus autores. (p.26) • Luz artificial da civilização. (p.26) • Evolução acelerada a trabalho da transformação do mundo. Dinamismo das culturas. (p.27) • Crepúsculo das almas (?). (27) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 14.
    Eu, robô • Crepúsculodas almas e consequente crepúsculo da inteligência. (p.27) • Segunda máquina. (p.27) • Inteligência artificial. (p.27) • Não vivemos mais apenas no meio da primeira analogia entis (Deus-Homem), mas com a segunda: homem – máquina mais alta. (p.28) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 15.
    Os críticos quelamentam que a máquina está nos “roubando” a nossa alma estão errados. Uma interioridade mais intensa e que ilumina profundezas maiores se liberta aqui com um gesto soberano as formas de reflexão que se tornaram irrelevantes e se transformaram em meros mecanismos para finalmente pode se confirmar numa espiritualidade mais profunda. E o que aprendemos com este processo histórico? Não importa o quando de sus reflexão o sujeito ceda ao mecanismo, ele só se torna mais rico, pois de uma interioridade inesgotável e sem fundo fluirão sempre novas forças de reflexão. Seele und Maschine (Günther, 1956, p.90), In Sloterdijk, p.29) Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife
  • 16.