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PONTO NOVA REGULAMENTAÇÃO PORTARIA MTE Nº. 1.510 /2009 de 21/08/09 - REGULAMENTAÇÃO DO REGISTRO ELETRÔNICO DE PONTO
Com a edição desta portaria, os principais objetivos visados pelo Ministério do Trabalho e Emprego são: impedir a adulteração de dados e facilitar a fiscalização.  Pretende a norma impedir que o horário efetivamente anotado pelo empregado possa ser alterado, apagado ou editado pelo empregador; e permitir que, por um simples terminal USB, o fiscal tenha acesso direto aos horários dos empregados da empresa, sem riscos de manipulação ou edição de informações.
Conforme Art. 2º que versa sobre o registro fiel das marcações efetuadas, não será permitida qualquer ação que desvirtue os fins legais à que o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto - SREP se destina, tais como:  Restrições de horário à marcação do ponto;  Marcação automática do ponto, utilizando-se horários predeterminados ou horário contratual;  Exigências, por parte do sistema, de autorização prévia para marcação de sobrejornada e  Existência de qualquer dispositivo que permita a alteração dos dados registrados pelo empregado.
O uso de registro eletrônico de ponto passou a ser obrigatório? Não. O artigo 74 da CLT faculta o uso de registro de ponto manual ou mecânico. Porém, se o meio eletrônico for adotado, deverão ser seguidas as instruções da Portaria MTE nº 1.510/2009.
Será permitido o registro de ponto em terminal de computador? Não. O registro de ponto de forma eletrônica deverá ser feito obrigatoriamente por meio do REP (Registro de Ponto Eletrônico).
O empregador pode restringir o horário de marcação de ponto?  Não. Nenhuma restrição à marcação é permitida.
Se nenhum dado pode ser alterado ou apagado, qual o procedimento para marcações incorretas? O programa de tratamento admitirá a inserção justificada de informações, seja para a inclusão de marcação faltante, seja para a assinalação de marcação indevida. Porém, os dados originais permanecerão.
Adotado o REP, é obrigatório o registro do intervalo de repouso no equipamento?  Não. O § 2º do art. 74 da CLT admite a pré-assinalação do período de repouso. É facultado ao empregador exigir ou não o registro da entrada e saída dos intervalos de seus empregados. Entretanto, as convenções e acordos coletivos de trabalho poderão prever a obrigatoriedade da marcação nos intervalos.
Como ficam as empresas que adotaram o ponto eletrônico mas possuem funcionários que realizam trabalho externo?  Nesse caso, as empresas devem utilizar a papeleta de serviço externo prevista no art. 13, parágrafo único, da Portaria MTE 3.626/1991.
Como o empregador deve proceder no caso de uma marcação incorreta ou da falta de registro de ponto?  Esses casos devem ser atendidos pelo programa de tratamento e documentados no AFDT. Na situação de marcação incorreta, ou seja, quando o empregado marcar uma entrada ou saída sem ter realmente entrado ou saído do trabalho ou quando o fizer em duplicidade, esse registro deve ser sinalizado como marcação desconsiderada (‘D’) no campo 7 do AFDT e na justificativa a ocorrência deve ser explicada. Se houve falta de marcação de ponto, deve ser incluído no AFDT o correto horário de entrada ou saída do empregado, bem como a justificativa para a omissão da marcação, e o campo 9 dever ser informar que aquela marcação foi incluída (‘I’).
1. Parágrafo Único. A função de tratamento de dados se limitará a acrescentar informações para complementar eventuais omissões de registros de ponto ou indicar marcações indevidas. 2. O software deverá gerar a qualquer momento, quando solicitado pelo Fiscal, os arquivos: AFDT, ACJEF e Relatório Espelho de Ponto. Estes arquivos, como também o relatório Espelho de Ponto, devem seguir o formato especificado na Portaria.
Quais são os documentos, relatórios e arquivos que o empregador deverá fornecer à fiscalização do trabalho, segundo a Portaria MTE 1.510/2009?  a. AFD – Arquivo Fonte de Dados – gerado diretamente pelo REP mediante comando do auditor-fiscal do trabalho;b. Relatório Instantâneo de Marcações – gerado diretamente pelo REP mediante comando do auditor-fiscal do trabalho;c. AFDT – Arquivo Fonte de Dados Tratados, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;d. ACJEF – Arquivo de Controle de Jornada para Efeitos Fiscais, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;e. Relatório Espelho de Ponto, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;f. Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade fornecido pelo fabricante do REP. Um para cada equipamento utilizado pelo estabelecimento, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;g. Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade fornecido pelo desenvolvedor do programa de tratamento, mesmo que seja desenvolvido internamente pela empresa, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho.

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  • 1. PONTO NOVA REGULAMENTAÇÃO PORTARIA MTE Nº. 1.510 /2009 de 21/08/09 - REGULAMENTAÇÃO DO REGISTRO ELETRÔNICO DE PONTO
  • 2. Com a edição desta portaria, os principais objetivos visados pelo Ministério do Trabalho e Emprego são: impedir a adulteração de dados e facilitar a fiscalização. Pretende a norma impedir que o horário efetivamente anotado pelo empregado possa ser alterado, apagado ou editado pelo empregador; e permitir que, por um simples terminal USB, o fiscal tenha acesso direto aos horários dos empregados da empresa, sem riscos de manipulação ou edição de informações.
  • 3. Conforme Art. 2º que versa sobre o registro fiel das marcações efetuadas, não será permitida qualquer ação que desvirtue os fins legais à que o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto - SREP se destina, tais como: Restrições de horário à marcação do ponto; Marcação automática do ponto, utilizando-se horários predeterminados ou horário contratual; Exigências, por parte do sistema, de autorização prévia para marcação de sobrejornada e Existência de qualquer dispositivo que permita a alteração dos dados registrados pelo empregado.
  • 4. O uso de registro eletrônico de ponto passou a ser obrigatório? Não. O artigo 74 da CLT faculta o uso de registro de ponto manual ou mecânico. Porém, se o meio eletrônico for adotado, deverão ser seguidas as instruções da Portaria MTE nº 1.510/2009.
  • 5. Será permitido o registro de ponto em terminal de computador? Não. O registro de ponto de forma eletrônica deverá ser feito obrigatoriamente por meio do REP (Registro de Ponto Eletrônico).
  • 6. O empregador pode restringir o horário de marcação de ponto? Não. Nenhuma restrição à marcação é permitida.
  • 7. Se nenhum dado pode ser alterado ou apagado, qual o procedimento para marcações incorretas? O programa de tratamento admitirá a inserção justificada de informações, seja para a inclusão de marcação faltante, seja para a assinalação de marcação indevida. Porém, os dados originais permanecerão.
  • 8. Adotado o REP, é obrigatório o registro do intervalo de repouso no equipamento? Não. O § 2º do art. 74 da CLT admite a pré-assinalação do período de repouso. É facultado ao empregador exigir ou não o registro da entrada e saída dos intervalos de seus empregados. Entretanto, as convenções e acordos coletivos de trabalho poderão prever a obrigatoriedade da marcação nos intervalos.
  • 9. Como ficam as empresas que adotaram o ponto eletrônico mas possuem funcionários que realizam trabalho externo? Nesse caso, as empresas devem utilizar a papeleta de serviço externo prevista no art. 13, parágrafo único, da Portaria MTE 3.626/1991.
  • 10. Como o empregador deve proceder no caso de uma marcação incorreta ou da falta de registro de ponto? Esses casos devem ser atendidos pelo programa de tratamento e documentados no AFDT. Na situação de marcação incorreta, ou seja, quando o empregado marcar uma entrada ou saída sem ter realmente entrado ou saído do trabalho ou quando o fizer em duplicidade, esse registro deve ser sinalizado como marcação desconsiderada (‘D’) no campo 7 do AFDT e na justificativa a ocorrência deve ser explicada. Se houve falta de marcação de ponto, deve ser incluído no AFDT o correto horário de entrada ou saída do empregado, bem como a justificativa para a omissão da marcação, e o campo 9 dever ser informar que aquela marcação foi incluída (‘I’).
  • 11. 1. Parágrafo Único. A função de tratamento de dados se limitará a acrescentar informações para complementar eventuais omissões de registros de ponto ou indicar marcações indevidas. 2. O software deverá gerar a qualquer momento, quando solicitado pelo Fiscal, os arquivos: AFDT, ACJEF e Relatório Espelho de Ponto. Estes arquivos, como também o relatório Espelho de Ponto, devem seguir o formato especificado na Portaria.
  • 12. Quais são os documentos, relatórios e arquivos que o empregador deverá fornecer à fiscalização do trabalho, segundo a Portaria MTE 1.510/2009? a. AFD – Arquivo Fonte de Dados – gerado diretamente pelo REP mediante comando do auditor-fiscal do trabalho;b. Relatório Instantâneo de Marcações – gerado diretamente pelo REP mediante comando do auditor-fiscal do trabalho;c. AFDT – Arquivo Fonte de Dados Tratados, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;d. ACJEF – Arquivo de Controle de Jornada para Efeitos Fiscais, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;e. Relatório Espelho de Ponto, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;f. Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade fornecido pelo fabricante do REP. Um para cada equipamento utilizado pelo estabelecimento, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;g. Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade fornecido pelo desenvolvedor do programa de tratamento, mesmo que seja desenvolvido internamente pela empresa, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho.