Fernando Ike de Oliveira
Antes de Tudo...

●    Migrar projetos são difícies

●    Compatilidade e compatibilidade por camadas são uma ilusão 

●    Migrar usando ferramentas mágicas não são tão mágicas assim

●    Tem um bom suporte contratado para ajudar na migração.

● Sim, migrar é doloroso, sacrificante, difícil. Porém pode ser bem 
compensador.
Boas práticas

●    Evitar utilizar extenções específicas de um SGBD.

●    Utilizar ao máximo a sintaxe padrão ANSI SQL.

● Evite o uso de mixed case (notação Húngara), use minúsculas para 
nomes de objetos e maiúsculas para palavras reservadas.

●    Documentar rigorosamente todo o código armazenado no banco.

●    Utilizar tipos de dados binários somente quando necessário.
Pensando em migrar...

● Leia atentamente toda a documentação dos SGBDs e identifique 
diferenças na sintaxe e funcionalidades utilizadas.

●    Realizar Backup antes de realizar qualquer teste.

●    Realizar testes em um servidor de teste.

●    Verificar codificação de caracteres e localização.

● Verificar espaço em disco disponível, o espaço ocupado pelo banco 
pode variar de SGBD para SGBD.
Durante a migração
●    Registre todo o processo.

●    Migre primeiros sistemas não críticos.

●    Migre primeiro o que é mais simples como tabelas e índices.

● Se possível,  gere scripts em texto puro com todo DDL e DML
 .
● Importe tabelas, dados e constraints separadamente.




●    Habilitar e checar logs durante exportações e importações.

●    Migre primeiro o que é mais simples como tabelas e índices.

●    Homologue cada etapa antes de prosseguir.
Oracle != PostgreSQL
Tipos de dados
●   varchar2                  → varchar, text

●   number                    → numeric, bigint, int, smallint, double
                                precision

●   clob, long                → varchar, text

●   nchar, nvarchar2, nclob   → varchar, text

●   binary_float/binary_double → real/double precision

●   blob, raw, long raw       → bytea (migração adicional)

●   date                      → date, timestamp
Oracle != PostgreSQL
JOIN
● FROM t1, t2                              > FROM t1 LEFT OUTER JOIN t2
      WHERE t1.id = t2.id(+)         ON t1.id = t2.id

Funções:
● DECODE (sexo, 'M',                     >  CASE WHEN sexo = 'M' then 'Masculino'
      'Masculino,'F','Feminino')        WHEN sexo = 'F' then 'Feminino' END

●NVL                                      > COALESCE
● sysdate, systimestamp                   > current_date, current_timestamp, localtimestamp

UNION
 MINUS
●                                          > EXCEPT

Clausula LIMIT e OFSET:
 ROWNUM, ROWID
●                                       > LIMIT, OFFSET, OID
Oracle != PostgreSQL
Localização

         NLS CALENDAR                 —
         NLS COMP                     lc collate = ’pt_BR’
         NLS CURRENCY                 lc monetary
         NLS DATE FORMAT              DateStyle
         NLS DATE LANGUAGE             lc messages, lc time (8.4?)
         NLS NCHAR                   —
         NLS NUMERIC CHARACTERS      lc numeric
         NLS SORT                    lc collate
         NLS TERRITORY                LANG, lc *
         NLS LANG, NLS LANGUAGE      LANG, client encoding
SQL
● Catálogo de sistema SYS e SYSTEM  do Oracle são equivalentes ao 
pg_catalog e information_schema no PostgreSQL.

 PostgreSQL é Sensitive Case. Todos nomes de objetos com letras 
●


maiúsculas devem estar entre aspas.

● O PostgreSQL não necessita do uso da tabela “DUAL”. Pode ser 
criada uma para manter a compatibilidade.

● Implementação de hierarquia entre tabelas, XML, Database Link e 
outras funções avançadas possuem diferenças.

● O PostgreSQL não possui  visões materializadas. No entanto é 
possível contornar este problema com gatilhos e funções.
PL/SQL X PLpg/SQL

● Ambos possuem PL/Java, funções em C dentro do banco. No PostgreSQL 
há outras linguagens como PL/Perl, PL/Pyhton, etc.

● Não existem procedures no PostgreSQL, no entanto uma função pode ser 
utilizada retornando o tipo VOID.

● Não existem valores DEFAULT para parâmetos recebidos no PL/SQL, no 
entanto é possível utilizar sobrecarga de funções.

● Não existem Packages no PostgreSQL, no entanto os objetos podem ser 
organizados num esquema separado. Variáveis de nível de pacote podem 
ser armazenadas em tabelas temporárias mantidas durante a sessão.
PL/SQL X PLpg/SQL



● Cursores não são necessários no PostgreSQL. A consulta deve ser 
declarada junto a cláusula FOR do laço.

● O corpo da função deve estar delimitado com marcas de dólar no 
PostgreSQL

● Os gatilhos no PostgreSQL chamam uma e apenas uma função, não 
havendo código em seu corpo.
Armazenamento
● O conceito de Espaço de Tabelas no PostgreSQL se refere a uma pasta que 
é gerenciada pelo SGBD. Não é possível definir DataFiles específicos. A 
única influência sobre os DataFiles é especificar o formato de 
armazenamento nas colunas com valores grandes.

● O PostgreSQL não tem implementado explicitamente o conceito de 
extensões e segmentos.

● Ainda não é possível especificar o local de armazenamento separado para 
áreas temporárias (para operações de Rollback, Ordenação, Indexação, etc). 
Estas áreas ficam todas no mesmo local que o catálogo do sistema.
Backup
● Conceito de Redo no Oracle é semelhante ao conceito de WAL no 
PostgreSQL.

●    Conceito de DUMP é semelhante em ambos.

●    DUMP no PostgreSQL permite redirecionamento via pipe. 

●    Conceito de cópia de arquivos de dados é semelhante em ambos.

●    Conceito de Stand By é semelhante em ambos.

●    O PostgreSQL não possui uma ferramenta de FlashBack.

●    O PostgreSQL não possui ferramenta nativa no estilo do RMAN.
Segurança

●    GRANT e REVOKE tem funcionalidade semelhante.

● SCHEMAS não são automaticamente atrelados ao usuário no PostgreSQL. 
Eles precisam ser criados manualmente. Depois disso se comporta de maneira 
parecida. No entanto um esquema pode possuir objetos de outro dono se ele 
tiver as permissões necessárias para isso.

● O ROLE “connect” no Oracle é realizado através do pg_hba.conf no 
PostgreSQL.
Segurança

● O ROLE “resource” no Oracle é semelhante a possuir privilégio para criar 
objetos num esquema do PostgreSQL.

●    O Role DBA é no Oracle é semelhante ao superusuário do PostgreSQL.

● O Role SYS é no Oracle é semelhante ao usuário POSTGRES no 
PostgreSQL.

* Os GROUPs foram convertidos  para ROLEs  na versão 8.1
w
Clusters

●    Um cluster não é somente um Oracle RAC.

●    Similar ao RAC é o PgCluster

●    Stand by em ambos são equivalente

●    Não tem ainda um similar ao Oracle Dataguard (em desenvolvimento)

●    Pool de conexões usando PgPool{­2} e PgBouncer
DBlink


●    Conecta em outros instâncias PostgreSQL.

● Presente como extensão no diretório contrib do código­fonte ou como um 
pacote separado nas principais distribuições Linux.

●    Possível inserir, alterar, remover qualquer informação remota
Lógica da Migração - Ora2pg
Ora2pg
●    Feito em PERL. Depende dos módulos DBI, DBD::Pg e DBD::Oracle.

● Importa dados e definições do Oracle para um arquivo texto ou direto 
para um banco no PostgreSQL.

● Suporte a extração de DDL de tabelas, indices, constraints, views, 
triggers, procedures, functions, packages e grants.

●    Dados podem ser exportados no formato INSERT ou COPY.
Ora2pg

● Pode ser selecionado um esquema ou tabela específico para ser 
importado. 

●    Corrige nomes de tipos de dados diferentes.

●    Extrai o código do corpo de triggers numa função.

●    Algumas funções com nome diferente precisam.

 Funções em PL/SQL geralmente precisam de um pouco de edição 
●


manual.

●    Funções SQL diferentes precisam de edição manual.
DBI-Link
 SQL 2003/MED

­ Pl/Perl Untrusted.

­ DBI/DBD.

­  Mapeamento  de  tabelas  remotas  utilizando  Views  +  Rules  + 
Triggers.

­  Acesso  Transparente  a  tabelas  de  Banco  de  Dados  Remotos 
(Oracle, MSSQL, MySQL).
Orafce


●    Um grande conjunto de funções compatíveis com Oracle

●    Disponíveis para as principais distribuições

●    Fácil instalação e uso

●    Documentação: 
    ­ http://www.postgres.cz/index.php/Oracle_functionality_(en)
Pg::snapshot


●    Desenvolvido em Perl e PL/Perl

●    Fornece visões materializadas

●    Os dados podem ser do Oracle ou PostgreSQL
Postgres Plus


●    Um PostgreSQL modificado pela EnterpriseDB

●    É incrementado com extensões SQL adotadas pela Oracle 

●    Produto pago
Como você pode contribuir


●    Porte de projetos são fonte de idéias para novas funções

●  Registre  suas  experiências  em  migração  e  disponibileze  na 
internet (Wiki).

●    Contribuia com orafce e ora2pg.

●    Contribua com Pl/pgSQL e PL/Java.
Referências

Oracle ­ http://www.oracle.com
PostgreSQL ­ http://www.postgresql.org
Migração ­
http://wiki.postgresql.org/wiki/Converting_from_other_Databases_to_PostgreSQL#Oracle

Ora2Pg ­ http://www.samse.fr/GPL/ora2pg/ora2pg.html 
DBI­Link ­ http://pgfoundry.org/projects/dbi­link/ 
História de horror de Migração para PostgreSQL ­
 http://www.frankhilliard.com/horrorstory.cfm 
Orafce ­ http://pgfoundry.org/projects/orafce/
EnterpriseDB ­ http://www.enterprisedb.com
Pg::Snapshot ­ http://pgfoundry.org/projects/snapshot/
Outras referências



●    Oracle: Ask Tom: http://asktom.oracle.com/

●    PostgreSQL: Ask Tom brazuca:
     http://www.midstorm.org/~telles
TODO


●   Diferenças do PL/Java

●   Migrar a palestra para Latex

●   Diferenças de Cluster

●   Exemplos
Contatos


Fernando Ike
<fernando.ike@gmail.com>

Oracle para PostgreSQL: Conseguir migrar e não parar UTI