ASSOPS-Associação	de	Passos	de	Silgueiros	*	Rua	Dr.	José	Assunção,	113,	Passos	de	Silgueiros	
3500-541	SILGUEIROS	*	Telefone:	232	952	001	*	www.assops.pt	*	museudesilgueiros@gmail.com	
	
	
	
	
	
		
	
						
	
Nº	de	inventário:	8964;								
comprimento	8,8	cm		
	
	
A	agulha	de	coser	tem	uma	longa	existência,	desde	o	tempo	em	que	se	
usavam	 as	 espinhas	 ou	 pequenos	 ossos.	 Assim	 se	 foram	 cosendo,	 durante	
séculos,	as	peles	dos	animais	para	as	ajeitar	ao	corpo	humano.	
O	 grande	 progresso	 surgiu	 na	 Idade	 Média	 com	 o	 fabrico	 da	 agulha	 de	
ferro,	capaz	de	receber	facilmente	a	linha	num	dos	extremos	e	de,	com	o	outro,	
devidamente	 afiado,	 furar	 com	 ligeireza	 as	 peles	 e	 os	 diversos	 tipos	 de	 tecido	
com	que	se	confecionavam	as	vestimentas.	
	Com	 a	 invenção	 do	 aço	 e	 com	 o	 seu	 progressivo	 aperfeiçoamento	
criaram-se	 agulhas	 cada	 vez	 mais	 pequenas,	 mais	 eficientes	 e	 mais	 fáceis	 de	
manejar.	
	 Consequentemente,	 cada	 vez	 se	 tornou	 mais	 difícil	 enfiar-lhes	 a	 linha,	
dada	 a	 pequenez	 do	 respetivo	 orifício,	 sobretudo	 por	 costureiras	 com	
deficiências	de	visão	ou	dificuldades	musculares	manuais.	
	 A	 indústria,	 sempre	 atenta	 à	 possibilidade	 de	 negócio,	 criou	 então	
pequenos	 instrumentos	 capazes	 de	 ajudar	 na	 tarefa	 de	 enfiar	 a	 agulha	 que	 o	
comércio	se	encarregou	de	espalhar	pelo	mundo	inteiro.		
Uns	mais	fáceis	de	manejar	do	que	outros,	alguns	mais	eficientes,	outros	
mais	 aparatosos	 e	 outros	 mais	 sofisticados	 e	 até	 com	 cara	 de	 tudo	 menos	 de	
enfiador	de	agulhas,	mas	todos	concebidos	para	o	mesmo	fim	–	levar	a	linha	de	
coser	a	entrar	no	fundo	da	agulha.	
	 A	peça	que	hoje	vos	trazemos	é	uma	elegante	pistola	a	que	não	falta	cano	
nem	gatilho	a	qual,	depois	de	adequadamente	“armada”,	no	tempo	de	um	tiro,	
ainda	hoje	pode	cumprir	a	sua	obrigação.	
	
	
	
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	
A PEÇA DO MÊS
Notícias	-	40	
Pistola	de	enfiar	agulhas

Notícias 40- assops

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    ASSOPS-Associação de Passos de Silgueiros * Rua Dr. José Assunção, 113, Passos de Silgueiros 3500-541 SILGUEIROS * Telefone: 232 952 001 * www.assops.pt * museudesilgueiros@gmail.com Nº de inventário: 8964; comprimento 8,8 cm A agulha de coser tem uma longa existência, desde o tempo em que se usavam as espinhas ou pequenos ossos. Assim se foram cosendo, durante séculos, as peles dos animais para as ajeitar ao corpo humano. O grande progresso surgiu na Idade Média com o fabrico da agulha de ferro, capaz de receber facilmente a linha num dos extremos e de, com o outro, devidamente afiado, furar com ligeireza as peles e os diversos tipos de tecido com que se confecionavam as vestimentas. Com a invenção do aço e com o seu progressivo aperfeiçoamento criaram-se agulhas cada vez mais pequenas, mais eficientes e mais fáceis de manejar. Consequentemente, cada vez se tornou mais difícil enfiar-lhes a linha, dada a pequenez do respetivo orifício, sobretudo por costureiras com deficiências de visão ou dificuldades musculares manuais. A indústria, sempre atenta à possibilidade de negócio, criou então pequenos instrumentos capazes de ajudar na tarefa de enfiar a agulha que o comércio se encarregou de espalhar pelo mundo inteiro. Uns mais fáceis de manejar do que outros, alguns mais eficientes, outros mais aparatosos e outros mais sofisticados e até com cara de tudo menos de enfiador de agulhas, mas todos concebidos para o mesmo fim – levar a linha de coser a entrar no fundo da agulha. A peça que hoje vos trazemos é uma elegante pistola a que não falta cano nem gatilho a qual, depois de adequadamente “armada”, no tempo de um tiro, ainda hoje pode cumprir a sua obrigação. A PEÇA DO MÊS Notícias - 40 Pistola de enfiar agulhas