Inflação - Outubro
Nota




                     Por Bruno Prado
                          Economista
INFLAÇÃO – OUTUBRO



           Dia 11 de novembro, o Banco Central do Brasil divulgou em nota nacional a evolução do
índice de inflação corrente no período. O IPCA – índice de preços ao consumidor amplo é o mais
utilizado índice para medição da evolução de preços no Brasil. O IPCA teve alta de 0,43% 1no mês
de outubro sofrendo uma leve redução em comparação ao mês anterior que foi de 0,53%, uma
redução de 0,10 pontos percentual. Quando comparamos o índice considerando os últimos 12
meses, o índice de inflação ficou em 6,97% ante 7,31% de setembro2.



                                                Inflação
                                                      Inflação


                                                         0,53
                                                                                  0,43
                                0,37




                          Agosto                  Setembro                 Outubro


           Os alimentos tiveram peso positivo na inflação (0,56%), porém em um ritmo menor do
que o do mês de setembro que ficou em 0,64%. Os principais itens que influenciaram a
diminuição no preço dos alimentos foram o leite (2,47% para 0,05%), o feijão carioca (6,14% para
-1,88%) e o frango inteiro (2,94% para -0,05%). Claro que houve itens que sofreram aumento nos
preços como o café moído (3,02%) e o óleo de soja (2,12%), porém foram em um nível muito
menor quando comparados com o mês de setembro.

           Os transportes sofreram variação parecida com os alimentos, chegando a 0,48% em
outubro sendo influenciados pela variação no preço das passagens aéreas (23,45% para 14,26%),
preços dos combustíveis (0,69% para 0,10%), conserto de automóveis (1,23% para 0,60%) e valor
de carros usados (0,51% para -0,15%) e novos (0,18% para -0,09%).



1
    Fonte: IBGE – “Indicadores IBGE. Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - out/2011”
2
    Fonte: IBGE – “Indicadores IBGE. Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - set/2011”
Os custos com habitação também sofreram redução de 0,71% para 0,62% influenciados
pelo aluguel (0,92% para 0,80%), energia elétrica (0,55% para 0,40%), taxa de água e esgoto
(1,19% para 0,86%) e gás de botijão (1,36% para 0,10%).3

           Projeções para a Economia

           Portanto os índices de inflação começam a refletir o cenário atual da economia, vítima
tanto das medidas macropudenciais tomadas final do ano passado e começo desse ano, como
também pelo fato de haver uma redução generalizada no ritmo da economia mundial resultado
de uma crise que pode ou não acontecer. O governo brasileiro apostou que haveria realmente
uma diminuição na atividade econômica e tudo indica que caminhamos para isso. Contudo, a
injeção de capital na economia com a chegada do décimo terceiro pode estimular a economia e
mantê-la aquecida. A Poupador Consultoria ainda aposta em um índice de 6,38% a 6,77% para a
inflação desse ano.




3
    Fonte: IBGE – “Indicadores IBGE. Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - out/2011”

Nota inflação out

  • 1.
    Inflação - Outubro Nota Por Bruno Prado Economista
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    INFLAÇÃO – OUTUBRO Dia 11 de novembro, o Banco Central do Brasil divulgou em nota nacional a evolução do índice de inflação corrente no período. O IPCA – índice de preços ao consumidor amplo é o mais utilizado índice para medição da evolução de preços no Brasil. O IPCA teve alta de 0,43% 1no mês de outubro sofrendo uma leve redução em comparação ao mês anterior que foi de 0,53%, uma redução de 0,10 pontos percentual. Quando comparamos o índice considerando os últimos 12 meses, o índice de inflação ficou em 6,97% ante 7,31% de setembro2. Inflação Inflação 0,53 0,43 0,37 Agosto Setembro Outubro Os alimentos tiveram peso positivo na inflação (0,56%), porém em um ritmo menor do que o do mês de setembro que ficou em 0,64%. Os principais itens que influenciaram a diminuição no preço dos alimentos foram o leite (2,47% para 0,05%), o feijão carioca (6,14% para -1,88%) e o frango inteiro (2,94% para -0,05%). Claro que houve itens que sofreram aumento nos preços como o café moído (3,02%) e o óleo de soja (2,12%), porém foram em um nível muito menor quando comparados com o mês de setembro. Os transportes sofreram variação parecida com os alimentos, chegando a 0,48% em outubro sendo influenciados pela variação no preço das passagens aéreas (23,45% para 14,26%), preços dos combustíveis (0,69% para 0,10%), conserto de automóveis (1,23% para 0,60%) e valor de carros usados (0,51% para -0,15%) e novos (0,18% para -0,09%). 1 Fonte: IBGE – “Indicadores IBGE. Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - out/2011” 2 Fonte: IBGE – “Indicadores IBGE. Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - set/2011”
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    Os custos comhabitação também sofreram redução de 0,71% para 0,62% influenciados pelo aluguel (0,92% para 0,80%), energia elétrica (0,55% para 0,40%), taxa de água e esgoto (1,19% para 0,86%) e gás de botijão (1,36% para 0,10%).3 Projeções para a Economia Portanto os índices de inflação começam a refletir o cenário atual da economia, vítima tanto das medidas macropudenciais tomadas final do ano passado e começo desse ano, como também pelo fato de haver uma redução generalizada no ritmo da economia mundial resultado de uma crise que pode ou não acontecer. O governo brasileiro apostou que haveria realmente uma diminuição na atividade econômica e tudo indica que caminhamos para isso. Contudo, a injeção de capital na economia com a chegada do décimo terceiro pode estimular a economia e mantê-la aquecida. A Poupador Consultoria ainda aposta em um índice de 6,38% a 6,77% para a inflação desse ano. 3 Fonte: IBGE – “Indicadores IBGE. Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - out/2011”