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Aula 6 – Diagramas TTT
Como avaliar a velocidade de transformação da austenita?
Diagramas de transformação isotérmica da austenita ou TTT
(Temperatura-Tempo-Transformação)
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Aula 6 – Diagramas TTT
“limite” para formação de perlita fina
A redução de temperatura de transformação leva a redução da
difusão do carbono, diminuindo a distância de difusão e levando
a formação de perlita fina.
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Aula 6 – Diagramas TTT
~200 s
~2000 s
~100 s
~800 s
Abaixo de 550°C, a formação de
perlita é cineticamente impedida,
e ocorre a formação de BAINITA,
microestrutura composta por
partículas de carboneto
(~Fe3C) e ferrita.
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Aula 6 – Diagramas TTT
Se o resfriamento for suficientemente rápido para impedir a
difusão de qualquer átomo presente no aço, a transformação da
austenita deve se dar sem difusão...
Célula CFC parcial
(note a “semelhança” com o CCC)
Duas células unitárias CFC de Fe puro
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Transformação sem difusão do Fe puro
CFC em CCC
Transformação MARTENSÍTICA
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A presença de carbono nos interstícios da austenita dificulta a
formação da estrutura CCC...
Esta estrutura é
Tetragonal de
Corpo Centrado
(TCC) e é uma
solução sólida
supersaturada de C
no Fe
Esta fase
metaestável é
chamada de
MARTENSITA
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Mi ou Ms: temperatura de início de transformação martensítica
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Perlita
mecanismo de endurecimento:
partículas (de Fe3C) dispersas
Micrografias de E.C. Bain e H. W. Paxton. Alloying elements in steel. ASM, 1966, p. 27-40
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Aula 6 – Diagramas TTT
Micrografias de E.C. Bain e H. W. Paxton. Alloying elements in steel. ASM, 1966, p. 27-40
Perlita e/ou bainita
mecanismo de endurecimento:
partículas (de Fe3C) dispersas
Microestrutura
composta por
mistura de bainita e
perlita fina
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bainita
mecanismo de endurecimento:
partículas (de Fe3C) dispersas
martensita
mecanismo de endurecimento:
solução sólida supersaturada de C no Fe
de estrutura cristalina TCC
Micrografias de E.C. Bain e H. W. Paxton. Alloying elements in steel. ASM, 1966, p. 27-40
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Parâmetros de reticulado (em nm)
austenita:
ao = 0,3555 + 0.0044x(%C)
martensita:
a = 0,28664 - 0,0013x(%C)
c = 0,28664 + 0,0166x(%C)
para aço com 0,5%C,
volume austenita (B) = 0,0229 nm³
volume martensita (C) = 0,0239 nm³
5,4% de aumento de volume na têmpera!
Consequências:
Geração de tensões residuais.
Risco de empenamentos.
Risco de trincas de têmpera
(sempre intergranulares).
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C. A. D. Rodrigues et al. DESENVOLVIMENTO DO AÇO INOXIDÁVEL SUPERMARTENSÍTICO
MICROLIGADO AO NIÓBIO. 60 Congresso Internacional Anual da ABM – 25 a 28 de julho de 2005 – Belo
Horizonte.
Influência
de
diferentes
microestruturas
e
do
teor
de
carbono
na
dureza
de
aços
ao
carbono
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em água
Quanto
maior a %C,
maior a
chance de
retida!
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Se
o
aço
não
for
eutetóide
há
transformação
da
austenita
acima
do
patamar
eutetóide!
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Aula 6 – Diagramas TTT
1,13%C
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Aula 6 – Diagramas TTT
Na prática,
tratamentos
isotérmicos são de
difícil execução...
Comparação entre
diagrama TTT e TRC -
Transformação sob
Resfriamento Constante
( ou CCT – Continuous
Cooling Transformation)
num aço eutetóide
TTT
TRC
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Aula 6 – Diagramas TTT
Exercícios de fixação de conceitos
Uma engrenagem feita de aço 1076 e utilizada num liquidificador doméstico necessita de 48 HRC de dureza mínima para suportar o desgaste e a
solicitação mecânica imposta. Para tal, usa-se normalmente nesta peça o tratamento de austêmpera. Um novo engenheiro, desejando diminuir o tempo de
tratamento, fez o seguinte ciclo térmico:
Austenitização total.
Resfriamento até 600 C em banho de sal (garantindo rápida troca térmica).
Manutenção da temperatura em 600 C por 10 minutos.
Resfriamento final em óleo.
O tratamento não atingiu a dureza desejada. Assim, pergunta-se: a) Qual a microestrutura final obtida? b) Qual a dureza alcançada? Justifique as respostas
com o uso do diagrama TTT fornecido na próxima página.
Decidiu-se por uma alteração no ciclo térmico, executando-se após a austenitização total o resfriamento da peça em água, trazendo-a a temperatura
ambiente em menos de 1 segundo. Esta alteração resultou em fragilidade excessiva. Pergunta-se: c) Qual a microestrutura final obtida e qual a dureza
alcançada? Justifique com o uso do diagrama TTT fornecido na próxima página. d) Qual o mecanismo de endurecimento atuante?
Uma nova alteração foi sugerida, como segue:
Austenitização total.
Resfriamento até 430 C em banho de sal (garantindo rápida troca térmica).
Manutenção da temperatura em 430 C por 10 minutos.
Resfriamento final em óleo.
Para esta alteração, pergunta-se: e) Qual a microestrutura final obtida e qual a dureza alcançada? Justifique com o uso do diagrama TTT fornecido na
próxima página. f) Qual o mecanismo de endurecimento atuante?
g) Desenvolva um novo tratamento térmico, a partir do material na condição recozida, onde a dureza se situe entre 48 e 52 HRC, mantendo o mesmo
mecanismo de endurecimento do item anterior. Para tal, descreva o ciclo térmico e a microestrutura obtida, justificando com base no diagrama TTT
fornecido na próxima página.
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Aula 6 – Diagramas TTT
1076

MR6120-06(SSS).ppt

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    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 1 Aula 6 – Diagramas TTT Como avaliar a velocidade de transformação da austenita? Diagramas de transformação isotérmica da austenita ou TTT (Temperatura-Tempo-Transformação)
  • 2.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 2 Aula 6 – Diagramas TTT “limite” para formação de perlita fina A redução de temperatura de transformação leva a redução da difusão do carbono, diminuindo a distância de difusão e levando a formação de perlita fina.
  • 3.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 3 Aula 6 – Diagramas TTT ~200 s ~2000 s ~100 s ~800 s Abaixo de 550°C, a formação de perlita é cineticamente impedida, e ocorre a formação de BAINITA, microestrutura composta por partículas de carboneto (~Fe3C) e ferrita.
  • 4.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 4 Aula 6 – Diagramas TTT Se o resfriamento for suficientemente rápido para impedir a difusão de qualquer átomo presente no aço, a transformação da austenita deve se dar sem difusão... Célula CFC parcial (note a “semelhança” com o CCC) Duas células unitárias CFC de Fe puro
  • 5.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 5 Aula 6 – Diagramas TTT Transformação sem difusão do Fe puro CFC em CCC Transformação MARTENSÍTICA
  • 6.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 6 Aula 6 – Diagramas TTT A presença de carbono nos interstícios da austenita dificulta a formação da estrutura CCC... Esta estrutura é Tetragonal de Corpo Centrado (TCC) e é uma solução sólida supersaturada de C no Fe Esta fase metaestável é chamada de MARTENSITA
  • 7.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 7 Aula 6 – Diagramas TTT Mi ou Ms: temperatura de início de transformação martensítica
  • 8.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 8 Aula 6 – Diagramas TTT Perlita mecanismo de endurecimento: partículas (de Fe3C) dispersas Micrografias de E.C. Bain e H. W. Paxton. Alloying elements in steel. ASM, 1966, p. 27-40
  • 9.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 9 Aula 6 – Diagramas TTT Micrografias de E.C. Bain e H. W. Paxton. Alloying elements in steel. ASM, 1966, p. 27-40 Perlita e/ou bainita mecanismo de endurecimento: partículas (de Fe3C) dispersas Microestrutura composta por mistura de bainita e perlita fina
  • 10.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 10 Aula 6 – Diagramas TTT bainita mecanismo de endurecimento: partículas (de Fe3C) dispersas martensita mecanismo de endurecimento: solução sólida supersaturada de C no Fe de estrutura cristalina TCC Micrografias de E.C. Bain e H. W. Paxton. Alloying elements in steel. ASM, 1966, p. 27-40
  • 11.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 11 Aula 6 – Diagramas TTT Parâmetros de reticulado (em nm) austenita: ao = 0,3555 + 0.0044x(%C) martensita: a = 0,28664 - 0,0013x(%C) c = 0,28664 + 0,0166x(%C) para aço com 0,5%C, volume austenita (B) = 0,0229 nm³ volume martensita (C) = 0,0239 nm³ 5,4% de aumento de volume na têmpera! Consequências: Geração de tensões residuais. Risco de empenamentos. Risco de trincas de têmpera (sempre intergranulares).
  • 12.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 12 Aula 6 – Diagramas TTT C. A. D. Rodrigues et al. DESENVOLVIMENTO DO AÇO INOXIDÁVEL SUPERMARTENSÍTICO MICROLIGADO AO NIÓBIO. 60 Congresso Internacional Anual da ABM – 25 a 28 de julho de 2005 – Belo Horizonte.
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    Influência de diferentes microestruturas e do teor de carbono na dureza de aços ao carbono Aula 6 –Diagramas TTT em água Quanto maior a %C, maior a chance de retida! MR6120 – Materiais Metálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 13
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    Se o aço não for eutetóide há transformação da austenita acima do patamar eutetóide! MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 14 Aula 6 – Diagramas TTT 1,13%C
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    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 15 Aula 6 – Diagramas TTT Na prática, tratamentos isotérmicos são de difícil execução... Comparação entre diagrama TTT e TRC - Transformação sob Resfriamento Constante ( ou CCT – Continuous Cooling Transformation) num aço eutetóide TTT TRC
  • 16.
    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 16 Aula 6 – Diagramas TTT Exercícios de fixação de conceitos Uma engrenagem feita de aço 1076 e utilizada num liquidificador doméstico necessita de 48 HRC de dureza mínima para suportar o desgaste e a solicitação mecânica imposta. Para tal, usa-se normalmente nesta peça o tratamento de austêmpera. Um novo engenheiro, desejando diminuir o tempo de tratamento, fez o seguinte ciclo térmico: Austenitização total. Resfriamento até 600 C em banho de sal (garantindo rápida troca térmica). Manutenção da temperatura em 600 C por 10 minutos. Resfriamento final em óleo. O tratamento não atingiu a dureza desejada. Assim, pergunta-se: a) Qual a microestrutura final obtida? b) Qual a dureza alcançada? Justifique as respostas com o uso do diagrama TTT fornecido na próxima página. Decidiu-se por uma alteração no ciclo térmico, executando-se após a austenitização total o resfriamento da peça em água, trazendo-a a temperatura ambiente em menos de 1 segundo. Esta alteração resultou em fragilidade excessiva. Pergunta-se: c) Qual a microestrutura final obtida e qual a dureza alcançada? Justifique com o uso do diagrama TTT fornecido na próxima página. d) Qual o mecanismo de endurecimento atuante? Uma nova alteração foi sugerida, como segue: Austenitização total. Resfriamento até 430 C em banho de sal (garantindo rápida troca térmica). Manutenção da temperatura em 430 C por 10 minutos. Resfriamento final em óleo. Para esta alteração, pergunta-se: e) Qual a microestrutura final obtida e qual a dureza alcançada? Justifique com o uso do diagrama TTT fornecido na próxima página. f) Qual o mecanismo de endurecimento atuante? g) Desenvolva um novo tratamento térmico, a partir do material na condição recozida, onde a dureza se situe entre 48 e 52 HRC, mantendo o mesmo mecanismo de endurecimento do item anterior. Para tal, descreva o ciclo térmico e a microestrutura obtida, justificando com base no diagrama TTT fornecido na próxima página.
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    MR6120 – MateriaisMetálicos http://www.fei.edu.br/~rodrmagn © 2008/2010 – Rodrigo Magnabosco –Slide 17 Aula 6 – Diagramas TTT 1076