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PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO: O PRIMEIRO
ATENDIMENTO POR OUTROS PROFISSIONAIS DE
SAÚDE.
Autor: Campos F, EJ
Instituição: Serviço Especializado em Moléstias Infectocontagiosas de Limeira/SP
Introdução/Antecedentes
O presente estudo teve por objetivo relatar
o processo do primeiro atendimento
realizado por profissionais de saúde não
médicos aos pacientes que chegam ao
serviço referindo exposição com risco para
o HIV, considerando o início do tratamento
como emergência e para que não haja
perda de tempo, já que os medicamentos
são mais eficazes quando administrados o
mais precocemente possível após a
exposição e dentro do limite de 72 horas.
Justifica-se pelo fato de haver dificuldade
de manter médico durante todo o horário
de funcionamento da unidade. Constatou-
se que riscos de exposição e a procura do
paciente podem ocorrer a qualquer
momento.
Descrição
Foram treinados dois profissionais de saúde
de nível superior com experiência em
realização de Testes Rápidos e outros
procedimentos para que na ausência do
médico pudessem prestar os primeiros
socorros, caracterizar a exposição e dispensar
a primeira dose do tratamento garantindo
assim a melhor eficácia da terapia. Estes
profissionais utilizam o fluxograma novo
previsto no PCDT de 2015, acolhem o
paciente, avaliam o risco da exposição,
realizam Teste Rápido no exposto e se
possível também no paciente fonte,
constatada a necessidade, dispensam a
primeira dose dos antirretrovirais e agendam
médico para o dia seguinte, garantindo a
continuidade por 28 dias e o seguimento do
caso por 90 dias.
Lições aprendidas
A Profilaxia Pós Exposição (PEP) é uma das
estratégias de prevenção combinada adotada
no Brasil para conter o avanço da epidemia do
HIV pelo Ministério da Saúde, que deve ser
implantada em todos os Serviços de
Atendimento Especializado (SAE). O início do
tratamento deve ser o mais breve possível,
idealmente já no primeiro atendimento. Temos
observado que desta maneira conferimos
resolutividade a esta demanda, bem como
reforçamos o caráter interdisciplinar e
multiprofissional da equipe, e principalmente
beneficiamos os cidadãos que necessitam
deste atendimento. Este estudo vem sendo
realizado de forma organizada há um ano
com sucesso, fechando vários casos com
resultados não reagentes para HIV.
Conclusão/Próximos passos
Mediante a construção de um protocolo
acordado entre todos os profissionais
envolvidos no SAE, como a coordenação,
médicos, enfermeiros, farmacêuticos,
pessoal administrativo e atendimento é
possível oferecer um serviço de qualidade
e excelência contribuindo para a redução
do número de novas infecções pelo HIV. A
articulação, a cooperação e o constante
aprimoramento são fundamentais para a
superação das nossas dificuldades. Espero
que esta experiência possa ser multiplicada
para que outros serviços beneficiem-se e
possam atender os indivíduos de forma
rápida e com a máxima eficiência de acordo
com as diretrizes do Ministério da Saúde.

Modelo relato de experiencia

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    www.crt.saude.sp.gov.br PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO:O PRIMEIRO ATENDIMENTO POR OUTROS PROFISSIONAIS DE SAÚDE. Autor: Campos F, EJ Instituição: Serviço Especializado em Moléstias Infectocontagiosas de Limeira/SP Introdução/Antecedentes O presente estudo teve por objetivo relatar o processo do primeiro atendimento realizado por profissionais de saúde não médicos aos pacientes que chegam ao serviço referindo exposição com risco para o HIV, considerando o início do tratamento como emergência e para que não haja perda de tempo, já que os medicamentos são mais eficazes quando administrados o mais precocemente possível após a exposição e dentro do limite de 72 horas. Justifica-se pelo fato de haver dificuldade de manter médico durante todo o horário de funcionamento da unidade. Constatou- se que riscos de exposição e a procura do paciente podem ocorrer a qualquer momento. Descrição Foram treinados dois profissionais de saúde de nível superior com experiência em realização de Testes Rápidos e outros procedimentos para que na ausência do médico pudessem prestar os primeiros socorros, caracterizar a exposição e dispensar a primeira dose do tratamento garantindo assim a melhor eficácia da terapia. Estes profissionais utilizam o fluxograma novo previsto no PCDT de 2015, acolhem o paciente, avaliam o risco da exposição, realizam Teste Rápido no exposto e se possível também no paciente fonte, constatada a necessidade, dispensam a primeira dose dos antirretrovirais e agendam médico para o dia seguinte, garantindo a continuidade por 28 dias e o seguimento do caso por 90 dias. Lições aprendidas A Profilaxia Pós Exposição (PEP) é uma das estratégias de prevenção combinada adotada no Brasil para conter o avanço da epidemia do HIV pelo Ministério da Saúde, que deve ser implantada em todos os Serviços de Atendimento Especializado (SAE). O início do tratamento deve ser o mais breve possível, idealmente já no primeiro atendimento. Temos observado que desta maneira conferimos resolutividade a esta demanda, bem como reforçamos o caráter interdisciplinar e multiprofissional da equipe, e principalmente beneficiamos os cidadãos que necessitam deste atendimento. Este estudo vem sendo realizado de forma organizada há um ano com sucesso, fechando vários casos com resultados não reagentes para HIV. Conclusão/Próximos passos Mediante a construção de um protocolo acordado entre todos os profissionais envolvidos no SAE, como a coordenação, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, pessoal administrativo e atendimento é possível oferecer um serviço de qualidade e excelência contribuindo para a redução do número de novas infecções pelo HIV. A articulação, a cooperação e o constante aprimoramento são fundamentais para a superação das nossas dificuldades. Espero que esta experiência possa ser multiplicada para que outros serviços beneficiem-se e possam atender os indivíduos de forma rápida e com a máxima eficiência de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde.