Hibernação de Ativos
Rotativos
-
Aplicação de Técnicas
Preditivas
Aleçandro Acorsi
Os dados para elaboração deste trabalho foi coletado em um grupo de
10 usinas de açúcar e álcool com capacidade de Moagem de 20.400.000
toneladas de cana por ano safra e com custo de manutenção de
R$ 125.000.000,00, distribuídos da seguinte maneira:
Produção ...........................Custo de Manutenção
Usina 04 = 2.800.000 T .................... R$ 14.000.000,00
Usina 05 = 1.900.000 T .................... R$ 12.000.000,00
Usina 08 = 2.900.000 T .................... R$ 14.000.000,00
Usina 10 = 2.800.000 T .................... R$ 18.000.000,00
Usina 12 = 1.300.000 T .................... R$ 8.500.000,00
Usina 13 = 1.400.000 T .................... R$ 10.000.000,00
Usina 14 = 1.400.000 T .................... R$ 10.000.000,00
Usina 16 = 1.300.000 T .................... R$ 10.000.000,00
Usina 21 = 1.300.000 T .................... R$ 10.000.000,00
Usina 24 = 3.300.000 T .................... R$ 18.500.000,00
O que é
Hibernação ?
Sono letárgico de certos animais
e vegetais durante o inverno.
Hibernação Sem Sucesso:
Ativo Abandonado;
Ambiente Sujo;
Ambiente Contaminado;
Ativo Doente.
Hibernação Com Sucesso:
Ativo Limpo;
Ativo protegido;
Ambiente Limpo;
Ativo Saudável.
O que é
Hibernação
de Ativos ?
Por analogia, hibernação de ativos é uma
manutenção de conservação que deve ser utilizada
durante o período de entressafra ou sempre que
um ativo permanecer por um longo período fora de
operação
5%Disponibilidade
100 %
PeríodoSafra0
Falha Rolamento
Desbalanceamento
Desalinhamento
Problema Elétrico Vida Útil
Fim da Vida Útil
Desgastes
Falha
Prematura
Cenário Antes da Manutenção Preditiva
e Engenharia da Manutenção
Ano Safra 2008 / 2009
160 Horas de treinamento de técnicas preditivas
Análise de Vibração Nível I
•Análise de Vibrações I 24 h
•Análise de Vibrações II 24 h
•Balanceamento de Rotores 16 h
•Alinhamento de Máquinas Rotativas à Laser 16 h
Análise de Vibração Nível II
•Tecnologia em Rolamentos e Lubrificação 24 h
•Análise de Vibrações em Motores Elétricos 16 h
•Termografia 16 h
•Operações de Sistema ( Plataforma SKF ) 24 h
Treinamento para Formação de Equipe
Preditiva
Microlog CMXA 70 Microlog CMXA 75
Coletores
Analisadores de
Dados
Medidor de
Vibração NK
300
Caneta de Vibração CMAS
100 SL
Medidores de
Vibração
Manutenção Preditiva
Equipamentos de Inspeção
Manutenção Preditiva
Equipamentos de Inspeção
Lâmpada
Estroboscópica
TRMS 1
FLIR i5FLUKE Ti 10
Câmera
Termográfica
Manutenção Preditiva
Criticidade dos Ativos
2-3
A - CONFIABILIDADE MÁXIMA
B - DISPONIBILIDADE MÁXIMA
2-3
C - CUSTO MÍNIMO
2-3
3
3
1-2
1 3
1-2
3
1
1
C - CUSTO MÍNIMO: Equipamentos que possuem em geral uma alternativa operacional e que
portanto sua falha não representa impacto relevante ao processo de produção.
B - DISPONIBILIDADE MÁXIMA: Equipamentos que tem como foco a produtividade do processo.
São equipamentos que podem apresentar falha, porém com o foco de manutenção na otimização da
sua utilização;
2-3
C - Custo
A - Atendimento
F - Frequência
2-3
1-2
2-3
1
CLASSES DE EQUIPAMENTOS:
CLASSES DE EQUIPAMENTOS
A - CONFIABILIDADE MÁXIMA: Equipamentos que tem como foco garantia de segurança
operacional do processo produtivo. Sua falha pode ter sérias consequências para a segurança das
pessoas, meio ambiente, qualidade e segurança do produto final e mesmo a sustentabilidade da usina
e empresa.
ALGORÍTMO DE DECISÃO
SA - Segurança dos
Alimentos
S - SSMA
Q - Qualidade
RT - Regime de
Trabalho
1
1
S
Q
A
F
C
RT
A
F
C
EQUIPAMENTO
CLASSE "A"
EQUIPAMENTO
CLASSE "B"
EQUIPAMENTO
CLASSE "C"
SA
Manutenção Preditiva
Criticidade dos Ativos
SSMA (Saúde,
Segurança e Meio
Ambiente)
Riscos potenciais para as
pessoas, meio ambiente e
instalações.
SEGURANÇA DO
ALIMENTO
Efeito da falha dos
equipamentos sobre a
segurança dos produtos.
QUALIDADE
Efeito da falha dos
equipamentos sobre a
qualidade dos produtos.
REGIME DE TRABALHO
Tempo de operação do
equipamento quando
programado.
ATENDIMENTO
Efeito da falha sobre as
interrupções do processo
produtivo.
FREQÜÊNCIA
Quantidade de falhas por
período de utilização (taxa
falha).
CUSTO
Mão de obra e materiais
envolvidos no reparo.
O tempo de reparo e custo não são
relevantes.
Muitas paradas devido às falhas
(mais de 4 por safra)
É exigido aproximadamente a metade
do período. Pelo menos um turno.
A falha provoca graves efeitos sobre o
homem, o meio ambiente ou
instalações. Existe histórico de
ocorrência.
A falha acarreta riscos para o homem, o
meio ambiente ou instalações. Não tem
histórico porém é possível.
O tempo de reparo e custos são muito
elevados
(Acima de R$ 10.000,00)
O tempo de reparo e custos são
elevados
(Entre R$ 10.000,00 e R$ 2.500,00)
A falha no equipamento gera
contaminação de origem física, química
e/ou biológica e não existem etapas
posteriores ou condição do processo
para eliminação e/ou redução do perigo
a níveis aceitáveis.
NOTA:Todo equipamento que fizer parte de uma
etapa identificada como PCC (Ponto Crítico de
Controle) ou PPRO (Programa de Pré-
Requisitos Operacionais) na análise de perigos
(APPCC - Plano de Análise de Perigos e Pontos
Críticos de Controle) é um equipamento crítico.
Paradas ocasionais
(mais de 2 por safra)
Paradas pouco freqüentes
(menos de 1 por safra)
* O fator de avaliação de Segurança dos Alimentos é aplicável à unidades produtoras de açúcar direcionado para consumo direto e/ou ingrediente para outras indústrias (açúcar branco)
e/ou de levedura seca.
A falha não produz conseqüências.
EFEITOS DA FALHA
1 3
A falha afeta muito a qualidade, gerando
produtos fora da especificação.
A falha faz variar a qualidade do
produto. Se a falha ocorrer o produto
tem possibilidade de não atender o
padrão.
2
Uso ocasional.
FATORES DE
AVALIAÇÃO
A falha gera contaminação de origem
física, química e/ou biológica e existem
etapas posteriores para eliminação e/ou
redução do perigo a níveis aceitáveis.
A falha não gera contaminação de
origem física, química e/ou biológica à
segurança do produto.
A falha provoca interrupção total do
processo produtivo. Pára toda a usina.
A falha provoca interrupção parcial na
produção ou cria restrições
operacionais.
A falha não provoca interrupções do
processo produtivo existente ou existe
componente de reserva.
A falha não produz efeito sobre a
qualidade do produto.
É exigido em tempo integral.
24 horas por dia na Safra.
Manutenção Preditiva
Equipamentos de Manutenção
TKSA 20 XA FixturlaserTKSA 40
Alinhadores de
Eixos
Alinhadores de
Polias
TKSA 40
TIH 030 SKF HEATER FAG
Aquecedores
Indutivos
Tensionador de
Correias
Manutenção Preditiva
Equipamentos de Manutenção
Manutenção Preditiva
Check list
Plano de Lubrificação
Medidores de
Graxa
LAGM 1000E
Manutenção Preditiva
Equipamentos de Manutenção
5%
Manutenção Preditiva
Equipamentos de Manutenção
Recipeintes
para manuseio
de Óleo
Tampa dosadora Bomba dosadora
Lubrificação
Filtro de Sílica Gel
5%
Manutenção Preditiva
Equipamentos de Manutenção
Filtragem de
Óleo
Sistema Off-Line de Filtros Absolutos
Lubrificação
Palmtop
PROCEDIMENTO DE HIBERNAÇÃO BOMBAS
Objetivo
Garantir o desempenho dos equipamentos retirados ou não durante a entressafra proporcionando que voltem a operar com a
mesma confiabilidade do final de safra.
Abrangência
Abrange as áreas de: Manutenção, Inspeção Corporativa, Compra Corporativa e Fornecedores das usinas.
Responsabilidades
Manutenção Corporativa:
Compra Corporativa:
Inspeção Corporativa:
Supervisão de Manutenção das Usinas:
Fornecedores:
Procedimentos de Hibernação
Operacionalização
DESCRIÇÃO DAS FASES
ANÁLISE PREDITIVA;
 Análise de Vibração. Análise de Óleo, termografia, check-list
LIQUIDAR A INSTALAÇÃO, BOMBA, TUBULAÇÃO, VÁLVULAS /
REGISTROS;
 Limpeza da bomba
COLOCAR PARA FORAA ÁGUA;
LIMPEZA DO GRUPO DE BOMBEAMENTO, BOMBA, MOTOR, BASE;
 Limpeza geral
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DA PARTE HIDRÁULICA (CORPO DA BOMBA);
 Limpeza com produtos químicos (quando necessário)
CONSERVAÇÃO DOS MANCAIS;
 Aplicação do protetivo anti-corrosivo
VERIFICAÇÃO E ESTOCAGEM DAS VEDAÇÕES;
 Gaxetas e Selos Mecânicos
 ESTOCAGEM DA TRANSMISSÃO (POLIAS, CORREIAS, ACOPLAMENTOS);
 Inspeção em correias, polias e troca da graxa do acoplamento
 CONSERVAÇÃO BASE, PARAFUSOS, PORCAS, VÁLVULAS E CARTER DE
PROTEÇÃO;
 Aplicar protetivo anti-corrosivo
 ESTOCAGEM DAS BOMBAS NO ALMOXARIFADO;
GIRAR A CADA 7 DIAS.
Entressafra
2012/2013
Manutenção
Entressafra
2012/2013
Hibernação
Etiquetas para
Hibernação / Manutenção
CASE
HISTÓRICO
 Em inspeções periódicas de análise de vibração
no Redutor de acionamento do 1º terno da
moenda, foi observado aumento nos níveis de
vibração no redutor.
 Analisando os espectros de vibração foi
diagnosticado defeito no rolamento do eixo de
saída.
 Como estava em fase final de safra, foi decidido
continuar o monitoramento e substituir o
rolamento na manutenção de entressafra.
Dados do Equipamento:
 Fabricante: RENK ZANINI
 Modelo: TB-45BM
 Potência efetiva: 1470,9 a 1593,4 KW
 Fator de Serviço: 2,4
 RPM Alta: 6000 a 6500
 RPM baixa: 405,9 a 439,7
 Relação de Transmissão: 14,78
 Ano de Fabricação: 2007
 Viscosidade: ISO VG-68
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
669 Hz
3200 Hz
6000 RPM ou
100 HZ
1488,4 RPM ou
24,81 HZ
405,9 RPM ou
6,76 HZ
Z1 = 32 dentes
Z2 = 129 dentes
Z3 = 27 dentes
Z4 = 99 dentes
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Gráfico de Tendência. É possível observar
evolução do defeito.
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Espectro em envelope. É possível observar
freqüência de falha do rolamento NU 23040.
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Domínio no tempo: É possível observar os
impactos gerados pelo defeito no rolamento.
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Gráfico de Tendência. É possível observar que
após substituição do rolamento o nível de vibração
reduziu para níveis aceitáveis para operação.
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Espectro em envelope. É possível que após
substituição do rolamento NU 23040 a frequência
de falha desapareceu.
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Domínio no tempo: É possível observar que após
a substituição do rolamento o defeito foi eliminado
Azul com defeito, Rosa sem defeito.
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Manutenção Preditiva
Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
Resultados
Evolução de Ativos em Hibernação
Evolução de Hibernação de Ativos por
Usina
Ativos em Hibernação Entressafra
2012/2013
Comparativo Ativos em Hibernação x Ativos
em Manutenção
Resultado Econômico
Mortalidade Infantil
Durante os 30 primeiros dias de safra, foi realizado um levantamento de todos os defeitos ou
falhas ocorridas.
Entre os 8267 ativos, 238 apresentaram defeitos ou falhas, totalizando 2,87%.
Entre os 238 ativos que apresentaram defeitos e falhas no inicio da safra:
# 145 foram hibernados, ou seja, (145 / 6053) 0,0240 ou 2,40%
# 93 passaram por manutenção, ou seja, (93 / 2653) 0,0351 ou 3,51%.
Mortalidade Infantil
Mortalidade Infantil
Tipos de Defeitos / Falhas – Início de Safra
Ativos com Defeitos / Falhas – Início de
Safra
5%
Disponibilidade
100 %
Período0
Manutenção de Precisão
(Balanceamento
Alinhamento, etc),
Montagem de Rolamentos
Análise de Vibração
Análise de Óleo
Termografia
Plano de Lubrificação
Check - List
Aumento
da Vida Útil
Considerações Finais
KARDEC, Alan & NASCIF, Júlio, Manutenção Função Estratégica, 4a
Edição, Rio de Janeiro, Qualitymark Ltda, 2012.
NEPOMUCENO, Lauro Xavier, Técnicas de Manutenção Preditiva, Volume
1 e 2 ,1a Edição, São Paulo, Edgar Blucher, 2012.
CARRETEIRO, Ronald & BELMIRO, Pedro, Lubrificantes & Lubrificação
Industrial, 1a Edição, Rio de Janeiro, Interciência, 2006.
Referência Bibliográfica mais Utilizada
O caminho para cima e o
caminho para baixo são um
único caminho
Heráclito
PERGUNTAS E
RESPOSTAS

manutenção

  • 1.
    Hibernação de Ativos Rotativos - Aplicaçãode Técnicas Preditivas Aleçandro Acorsi
  • 2.
    Os dados paraelaboração deste trabalho foi coletado em um grupo de 10 usinas de açúcar e álcool com capacidade de Moagem de 20.400.000 toneladas de cana por ano safra e com custo de manutenção de R$ 125.000.000,00, distribuídos da seguinte maneira: Produção ...........................Custo de Manutenção Usina 04 = 2.800.000 T .................... R$ 14.000.000,00 Usina 05 = 1.900.000 T .................... R$ 12.000.000,00 Usina 08 = 2.900.000 T .................... R$ 14.000.000,00 Usina 10 = 2.800.000 T .................... R$ 18.000.000,00 Usina 12 = 1.300.000 T .................... R$ 8.500.000,00 Usina 13 = 1.400.000 T .................... R$ 10.000.000,00 Usina 14 = 1.400.000 T .................... R$ 10.000.000,00 Usina 16 = 1.300.000 T .................... R$ 10.000.000,00 Usina 21 = 1.300.000 T .................... R$ 10.000.000,00 Usina 24 = 3.300.000 T .................... R$ 18.500.000,00
  • 3.
    O que é Hibernação? Sono letárgico de certos animais e vegetais durante o inverno. Hibernação Sem Sucesso: Ativo Abandonado; Ambiente Sujo; Ambiente Contaminado; Ativo Doente. Hibernação Com Sucesso: Ativo Limpo; Ativo protegido; Ambiente Limpo; Ativo Saudável. O que é Hibernação de Ativos ? Por analogia, hibernação de ativos é uma manutenção de conservação que deve ser utilizada durante o período de entressafra ou sempre que um ativo permanecer por um longo período fora de operação
  • 4.
    5%Disponibilidade 100 % PeríodoSafra0 Falha Rolamento Desbalanceamento Desalinhamento ProblemaElétrico Vida Útil Fim da Vida Útil Desgastes Falha Prematura Cenário Antes da Manutenção Preditiva e Engenharia da Manutenção Ano Safra 2008 / 2009
  • 5.
    160 Horas detreinamento de técnicas preditivas Análise de Vibração Nível I •Análise de Vibrações I 24 h •Análise de Vibrações II 24 h •Balanceamento de Rotores 16 h •Alinhamento de Máquinas Rotativas à Laser 16 h Análise de Vibração Nível II •Tecnologia em Rolamentos e Lubrificação 24 h •Análise de Vibrações em Motores Elétricos 16 h •Termografia 16 h •Operações de Sistema ( Plataforma SKF ) 24 h Treinamento para Formação de Equipe Preditiva
  • 6.
    Microlog CMXA 70Microlog CMXA 75 Coletores Analisadores de Dados Medidor de Vibração NK 300 Caneta de Vibração CMAS 100 SL Medidores de Vibração Manutenção Preditiva Equipamentos de Inspeção
  • 7.
    Manutenção Preditiva Equipamentos deInspeção Lâmpada Estroboscópica TRMS 1 FLIR i5FLUKE Ti 10 Câmera Termográfica
  • 8.
    Manutenção Preditiva Criticidade dosAtivos 2-3 A - CONFIABILIDADE MÁXIMA B - DISPONIBILIDADE MÁXIMA 2-3 C - CUSTO MÍNIMO 2-3 3 3 1-2 1 3 1-2 3 1 1 C - CUSTO MÍNIMO: Equipamentos que possuem em geral uma alternativa operacional e que portanto sua falha não representa impacto relevante ao processo de produção. B - DISPONIBILIDADE MÁXIMA: Equipamentos que tem como foco a produtividade do processo. São equipamentos que podem apresentar falha, porém com o foco de manutenção na otimização da sua utilização; 2-3 C - Custo A - Atendimento F - Frequência 2-3 1-2 2-3 1 CLASSES DE EQUIPAMENTOS: CLASSES DE EQUIPAMENTOS A - CONFIABILIDADE MÁXIMA: Equipamentos que tem como foco garantia de segurança operacional do processo produtivo. Sua falha pode ter sérias consequências para a segurança das pessoas, meio ambiente, qualidade e segurança do produto final e mesmo a sustentabilidade da usina e empresa. ALGORÍTMO DE DECISÃO SA - Segurança dos Alimentos S - SSMA Q - Qualidade RT - Regime de Trabalho 1 1 S Q A F C RT A F C EQUIPAMENTO CLASSE "A" EQUIPAMENTO CLASSE "B" EQUIPAMENTO CLASSE "C" SA
  • 9.
    Manutenção Preditiva Criticidade dosAtivos SSMA (Saúde, Segurança e Meio Ambiente) Riscos potenciais para as pessoas, meio ambiente e instalações. SEGURANÇA DO ALIMENTO Efeito da falha dos equipamentos sobre a segurança dos produtos. QUALIDADE Efeito da falha dos equipamentos sobre a qualidade dos produtos. REGIME DE TRABALHO Tempo de operação do equipamento quando programado. ATENDIMENTO Efeito da falha sobre as interrupções do processo produtivo. FREQÜÊNCIA Quantidade de falhas por período de utilização (taxa falha). CUSTO Mão de obra e materiais envolvidos no reparo. O tempo de reparo e custo não são relevantes. Muitas paradas devido às falhas (mais de 4 por safra) É exigido aproximadamente a metade do período. Pelo menos um turno. A falha provoca graves efeitos sobre o homem, o meio ambiente ou instalações. Existe histórico de ocorrência. A falha acarreta riscos para o homem, o meio ambiente ou instalações. Não tem histórico porém é possível. O tempo de reparo e custos são muito elevados (Acima de R$ 10.000,00) O tempo de reparo e custos são elevados (Entre R$ 10.000,00 e R$ 2.500,00) A falha no equipamento gera contaminação de origem física, química e/ou biológica e não existem etapas posteriores ou condição do processo para eliminação e/ou redução do perigo a níveis aceitáveis. NOTA:Todo equipamento que fizer parte de uma etapa identificada como PCC (Ponto Crítico de Controle) ou PPRO (Programa de Pré- Requisitos Operacionais) na análise de perigos (APPCC - Plano de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) é um equipamento crítico. Paradas ocasionais (mais de 2 por safra) Paradas pouco freqüentes (menos de 1 por safra) * O fator de avaliação de Segurança dos Alimentos é aplicável à unidades produtoras de açúcar direcionado para consumo direto e/ou ingrediente para outras indústrias (açúcar branco) e/ou de levedura seca. A falha não produz conseqüências. EFEITOS DA FALHA 1 3 A falha afeta muito a qualidade, gerando produtos fora da especificação. A falha faz variar a qualidade do produto. Se a falha ocorrer o produto tem possibilidade de não atender o padrão. 2 Uso ocasional. FATORES DE AVALIAÇÃO A falha gera contaminação de origem física, química e/ou biológica e existem etapas posteriores para eliminação e/ou redução do perigo a níveis aceitáveis. A falha não gera contaminação de origem física, química e/ou biológica à segurança do produto. A falha provoca interrupção total do processo produtivo. Pára toda a usina. A falha provoca interrupção parcial na produção ou cria restrições operacionais. A falha não provoca interrupções do processo produtivo existente ou existe componente de reserva. A falha não produz efeito sobre a qualidade do produto. É exigido em tempo integral. 24 horas por dia na Safra.
  • 10.
    Manutenção Preditiva Equipamentos deManutenção TKSA 20 XA FixturlaserTKSA 40 Alinhadores de Eixos Alinhadores de Polias TKSA 40
  • 11.
    TIH 030 SKFHEATER FAG Aquecedores Indutivos Tensionador de Correias Manutenção Preditiva Equipamentos de Manutenção
  • 12.
  • 13.
  • 14.
    Medidores de Graxa LAGM 1000E ManutençãoPreditiva Equipamentos de Manutenção
  • 15.
    5% Manutenção Preditiva Equipamentos deManutenção Recipeintes para manuseio de Óleo Tampa dosadora Bomba dosadora Lubrificação Filtro de Sílica Gel
  • 16.
    5% Manutenção Preditiva Equipamentos deManutenção Filtragem de Óleo Sistema Off-Line de Filtros Absolutos Lubrificação Palmtop
  • 17.
    PROCEDIMENTO DE HIBERNAÇÃOBOMBAS Objetivo Garantir o desempenho dos equipamentos retirados ou não durante a entressafra proporcionando que voltem a operar com a mesma confiabilidade do final de safra. Abrangência Abrange as áreas de: Manutenção, Inspeção Corporativa, Compra Corporativa e Fornecedores das usinas. Responsabilidades Manutenção Corporativa: Compra Corporativa: Inspeção Corporativa: Supervisão de Manutenção das Usinas: Fornecedores: Procedimentos de Hibernação
  • 18.
    Operacionalização DESCRIÇÃO DAS FASES ANÁLISEPREDITIVA;  Análise de Vibração. Análise de Óleo, termografia, check-list LIQUIDAR A INSTALAÇÃO, BOMBA, TUBULAÇÃO, VÁLVULAS / REGISTROS;  Limpeza da bomba COLOCAR PARA FORAA ÁGUA; LIMPEZA DO GRUPO DE BOMBEAMENTO, BOMBA, MOTOR, BASE;  Limpeza geral LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DA PARTE HIDRÁULICA (CORPO DA BOMBA);  Limpeza com produtos químicos (quando necessário) CONSERVAÇÃO DOS MANCAIS;  Aplicação do protetivo anti-corrosivo VERIFICAÇÃO E ESTOCAGEM DAS VEDAÇÕES;  Gaxetas e Selos Mecânicos  ESTOCAGEM DA TRANSMISSÃO (POLIAS, CORREIAS, ACOPLAMENTOS);  Inspeção em correias, polias e troca da graxa do acoplamento  CONSERVAÇÃO BASE, PARAFUSOS, PORCAS, VÁLVULAS E CARTER DE PROTEÇÃO;  Aplicar protetivo anti-corrosivo  ESTOCAGEM DAS BOMBAS NO ALMOXARIFADO; GIRAR A CADA 7 DIAS.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    HISTÓRICO  Em inspeçõesperiódicas de análise de vibração no Redutor de acionamento do 1º terno da moenda, foi observado aumento nos níveis de vibração no redutor.  Analisando os espectros de vibração foi diagnosticado defeito no rolamento do eixo de saída.  Como estava em fase final de safra, foi decidido continuar o monitoramento e substituir o rolamento na manutenção de entressafra. Dados do Equipamento:  Fabricante: RENK ZANINI  Modelo: TB-45BM  Potência efetiva: 1470,9 a 1593,4 KW  Fator de Serviço: 2,4  RPM Alta: 6000 a 6500  RPM baixa: 405,9 a 439,7  Relação de Transmissão: 14,78  Ano de Fabricação: 2007  Viscosidade: ISO VG-68 Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 22.
  • 23.
    669 Hz 3200 Hz 6000RPM ou 100 HZ 1488,4 RPM ou 24,81 HZ 405,9 RPM ou 6,76 HZ Z1 = 32 dentes Z2 = 129 dentes Z3 = 27 dentes Z4 = 99 dentes Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 24.
    Gráfico de Tendência.É possível observar evolução do defeito. Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 25.
    Espectro em envelope.É possível observar freqüência de falha do rolamento NU 23040. Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 26.
    Domínio no tempo:É possível observar os impactos gerados pelo defeito no rolamento. Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 27.
    Gráfico de Tendência.É possível observar que após substituição do rolamento o nível de vibração reduziu para níveis aceitáveis para operação. Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 28.
    Espectro em envelope.É possível que após substituição do rolamento NU 23040 a frequência de falha desapareceu. Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 29.
    Domínio no tempo:É possível observar que após a substituição do rolamento o defeito foi eliminado Azul com defeito, Rosa sem defeito. Manutenção Preditiva Redutor Acionamento 1º Teno da Moenda
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
    Evolução de Ativosem Hibernação
  • 36.
    Evolução de Hibernaçãode Ativos por Usina
  • 37.
    Ativos em HibernaçãoEntressafra 2012/2013
  • 38.
    Comparativo Ativos emHibernação x Ativos em Manutenção
  • 39.
  • 40.
    Mortalidade Infantil Durante os30 primeiros dias de safra, foi realizado um levantamento de todos os defeitos ou falhas ocorridas. Entre os 8267 ativos, 238 apresentaram defeitos ou falhas, totalizando 2,87%. Entre os 238 ativos que apresentaram defeitos e falhas no inicio da safra: # 145 foram hibernados, ou seja, (145 / 6053) 0,0240 ou 2,40% # 93 passaram por manutenção, ou seja, (93 / 2653) 0,0351 ou 3,51%. Mortalidade Infantil
  • 41.
  • 42.
    Tipos de Defeitos/ Falhas – Início de Safra
  • 43.
    Ativos com Defeitos/ Falhas – Início de Safra
  • 44.
    5% Disponibilidade 100 % Período0 Manutenção dePrecisão (Balanceamento Alinhamento, etc), Montagem de Rolamentos Análise de Vibração Análise de Óleo Termografia Plano de Lubrificação Check - List Aumento da Vida Útil Considerações Finais
  • 45.
    KARDEC, Alan &NASCIF, Júlio, Manutenção Função Estratégica, 4a Edição, Rio de Janeiro, Qualitymark Ltda, 2012. NEPOMUCENO, Lauro Xavier, Técnicas de Manutenção Preditiva, Volume 1 e 2 ,1a Edição, São Paulo, Edgar Blucher, 2012. CARRETEIRO, Ronald & BELMIRO, Pedro, Lubrificantes & Lubrificação Industrial, 1a Edição, Rio de Janeiro, Interciência, 2006. Referência Bibliográfica mais Utilizada
  • 46.
    O caminho paracima e o caminho para baixo são um único caminho Heráclito
  • 47.