o
Outubro 2010 | N 10 | Ano 93
ISSN1679-0243
Exemplar avulso
R$ 4,90
9771679024000
Confessionalidade
O mosquito e o camelo
Educação
Autismo, uma
realidade também
dentro das igrejas
Testemunho
Vou ligar para o
Papai do Céu
pág. 14 pág. 16 pág. 40
a força da Reforma
A Reforma da Igreja se faz com a
pregação da Lei e do Evangelho
A Palavra
Descontos e prazos especiais
para mais unidades.
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sua vida em 2011
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da sua congregação, ou entre em
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34
Educação
Desenvolvimento
infantil e saúde mental
Frente de missão
Ex-futuro padre entra
para a Igreja Luterana
Idosos
É tempo...da melhor idade
Comportamento
Quem ama educa
Nesta edição
08
18
38
Mensagem do presidente 			 05
Vida com Deus					 06
Em foco					 07
Adoração e louvor				 09
Capa						 10
Confessionalidade					 14
Educação						 16
Educação Teológica				 33
Comportamento					 34
O que as congregações fazem			 36
ANEL						 37
Reação do leitor				 39
Do leitor					 41
Notícias						 42
Virando a página				 50
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 3
Nilo Wachholz
Editor-Redator
editor@editoraconcordia.com.br
Ao leitor
Reforma, educação
e testemunho
O Mensageiro Luterano do mês de outubro contempla
temas que dão ênfase à educação – seja na família, na es-
cola, na igreja ou em nosso Seminário. Isto acontece por
outubro ser o mês das crianças, do professor, do Seminário
e da Reforma.
Começamos com a matéria de capa
relembrando a Reforma liderada por
Martinho Lutero, não apenas recontan-
do parte da história, mas apontando
para a verdadeira força que fez esse
movimento de reforma ter êxito – a
Palavra de Deus. Sem ela, Lutero e
seus colaboradores teriam sucumbi-
do em suas lutas teológicas. O texto
mostra que só a correta pregação
e aplicação da Lei e do Evangelho
vão sustentar a caminhada da
Igreja, com fidelidade e sob as
bênçãos do Senhor da Igreja.
Através das páginas relacionadas à educação, sob
diferentes enfoques e situações, queremos ajudar os pais,
professores e educadores nesta grande e nobre missão-desafio
que é educar e formar para a vida. Começamos na família,
continuamos na escola e na igreja. O Seminário também é
lembrado na Mensagem do presidente, na Educação teológica
e no Virando a página. Já antes, no espaço Vida com Deus,
mulheres da bíblia são lembradas como mães dos nossos
pastores e de decisiva participação no despertamento e na
formação ministerial de muitos.
As crianças também têm especial participação nesta edição.
Não só pela lição do Mensageiro das Crianças e os trabalhos
que elas nos enviaram, mas acima de tudo pelo testemunho do
pequeno Rogério Dezzotti da Silva (pág. 40), que hoje já mora
na Casa do Pai do Céu. Fui tocado profundamente por esse
depoimento, transmitido pela vó Izilda, a quem tive a alegria
de conhecer pessoalmente no Culto de Aniversário da Hora
Luterana. Vale a pena ler, refletir, reler e seguir o seu exemplo
de compartilhar a sua experiência de vida com Deus!
No abraço especial que ofereço a avó e mãe do Rogério,
pequeno em estatura, mas grande na fé, abraço a todos os
leitores do Mensageiro Luterano!
Até a próxima edição, se Deus assim o permitir!
Fotos:LeandroR.Camaratta
4 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Prêmio Areté
Concórdia
E d i t o r a
ISSN 1679-0243
Órgão Oficial da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB)
de periodicidade mensal (exceto janeiro e fevereiro - edição
única). Registrado sob nº 249, livro M, nº 1, em dezembro de
1935, no Registro de Títulos e Documentos do Rio de Janeiro,
conforme o Decreto-Lei de Imprensa nº 24776 de 14/07/1934.
Projeto e Produção Gráfica
Editora Concórdia Ltda.
Redação: mensageiro@editoraconcordia.com.br
Editor
Nilo Wachholz - Reg. Prof. MTb: 42140/SP
Assistente Editorial
Daiene Bauer Kühl - Reg. Prof. MTb: 14623/RS
Revisão
Aline Lorentz Sabka
Diagramação
Leandro da Rosa Camaratta
Estagiário de Design
Christian Schünke
Colaboradores fixos
Bruno Ries, Luisivan Vellar Strelow
Marcos Schmidt, Mona Liza Fuhrmann,
Rosemarie K. Lange, Vitor Radünz, Waldyr Hoffmann
Assinaturas
Lianete Schneider de Souza
Logística
Marcelo Azambuja
Tiragem desta edição: 9 mil exemplares
A Redação reserva-se o direito de publicar ou não o material a
enviado, bem como editá-lo para fins de publicação. Matérias
assinadas não expressam necessariamente a opinião da Redação
ou da Administração Nacional da IELB. O conteúdo do Mensa-
geiro pode ser reproduzido, mencionados o autor e a fonte.
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Clóvis J. Prunzel, Nilo Wachholz,
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1º Vice-presidente
Arnildo Schneider
2º Vice-presidente
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Secretário
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Tesoureiro
Renato Bauermann
A IELB crê, confessa e ensina que os livros canônicos das
Escrituras Sagradas, do Antigo e do Novo Testamento, são a
Palavra infalível revelada por Deus e aceita, como exposição
correta dessa Palavra, os livros simbólicos da Igreja Evangélica
Luterana, reunidos no Livro de Concórdia do ano 1580.
IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL
Assinatura no Brasil
Semestral R$ 29,00; Anual R$ 46,00; Bianual R$ 86,00
Assinatura para outros países
Anual US$ 52,00; Bianual US$ 100,00
A Editora Concórdia recebeu,
no dia 19 de agosto, o Prêmio
Areté de Literatura – prêmio da
excelência no meio editorial cris-
tão. Em cerimônia realizada em
São Paulo, durante o Congresso
da Associação de Editores Cristãos
(ASEC), o editor, pastor Nilo Wa-
chholz, recebeu o troféu pelo livro
premiado, Teologia e prática de
métodos evangelísticos, de Anselmo
Graff (organizador) na catego-
ria Evangelização/Nacional.
De acordo com o editor, o prêmio
foi festejado por todos os presentes.
“Eles torceram muito por nós, que
participávamos pela primeira vez.
Havia muita gente, inclusive a presi-
dente da CBL (Câmara Brasileira do
Livro), o que foi inédito também”.
A Editora Concórdia participou com
seis obras, sendo que foram finalis-
tas os livros: O homem sem medo,
de Decio Dalke, na categoria Bio-
grafia/Nacional; e A Epístola aos
Gálatas, de Paulo Flor, na categoria
Comentário/Nacional.
Ao todo, concorreram mais de
400 obras, em 30 diferentes catego-
rias. Os trabalhos foram avaliados
por 170 julgadores, sem vínculos
com as editoras concorrentes.
O Congresso anual da ASEC
aconteceu durante a 21ª edição
da Bienal Internacional do Livro
de São Paulo, que foi memorável
para as editoras cristãs, pelo nú-
mero expressivo de participantes.
As editoras cristãs filiadas a ASEC
ocuparam o maior espaço da feira.
Durante o Congresso, convidados
que são referência no meio do livro
compareceram para falar de perfil
e tendências do leitor cristão, dos
desafios do livro digital para as
editoras cristãs, além de gestão,
vendas e empreendedorismo.
Editora Concórdia
conquista prêmio
PRÊMIOARETÉ2010
Daiene Bauer Kühl
Equipe Editorial Concórdia
Foto: Arquivo Editora Concórdia
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 5
Mensagem do presidente
Egon Kopereck
Pastor, presidente da IELB
presidente@ielb.org.br
O
utubro é o mês da educação
teológica. Você já agradeceu ao
Senhor por ter um Seminário que
prepara pastores para cuidar, pastorear
e zelar pelo povo de Deus? Você já agra-
deceu a Deus porque neste Seminário há
professores, que foram abençoados por ele
com um dom especial? Que se prepararam,
estudaram, se tornaram mestres, alguns
doutores, para poderem assim servir na
preparação de outros? Você já pensou na
possibilidade de estimular alguém a estu-
dar no Seminário e se tornar um pastor
da Igreja? Você já pensou em patrocinar
os estudos de alguém nesta caminhada
rumo ao ministério? Você tem orado pelo
seu pastor, pela pregação do Evangelho
em sua Comunidade, no Distrito, na IELB
e especialmente nas frentes de missão?
Eis algumas perguntas que merecem
reflexão e atenção.
O pastor
Vejo, praticamente em cada exemplar
do nosso Mensageiro Luterano, o pastor
A educação teológica
é o destaque do mês
Benjamin Jandt na função de provedor
para o nosso Seminário. O pastor Jandt
sempre fala, estimula e busca apoio ao
nosso Seminário, à formação dos nossos
teologandos, destacando a importância
do ministério. E de fato, um pastor é uma
benção para a Igreja.
Vejo congregações sofrendo por não
terem um pastor. Vejo comunidades cla-
mando por bons pastores. Jesus, em Mar-
cos 6.34, se compadeceu de uma multidão,
porque pareciam como ovelhas sem pastor.
Um pastor é um guia, alguém que orienta,
que equipa, que prepara, que consola,
que corrige, exorta, repreende com toda
a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2).
E ele o faz como alguém que deve prestar
contas desse seu ministério (Hb 13.17).
Isso é uma benção que muitas vezes é
pouco valorizada e reconhecida.
A comunidade
Querido povo de Deus! Em primeiro
lugar, lembrem sempre de orar pelo vosso
pastor, para que ele, como disse o apósto-
lo Paulo em
Efésios 6.19,
tenha sem-
pre coragem
e ousadia de
abrir a boca
e anunciar a
mensagem
do amor de
Deus em toda
a sua pureza
e verdade.
Em segundo
lugar, deem
apoio a ele.
Incentivem o
seu trabalho.
Não esque-
çam que o pastor não é nenhum super-
homem. Ele é um ser normal, com fra-
quezas e defeitos. Saibam compreende-lo.
Digam-lhe uma palavra de ânimo. Estejam
prontos para ampará-lo, assim como fize-
ram Arão e Hur com Moisés (Êx 17.12).
Deem-lhe o reconhecimento também
no salário, pois “digno é o trabalhador do
seu salário” (1 Tm 5.18).
Resultados
Valorizando o seu pastor, ele, certa-
mente, fará o seu trabalho com mais ale-
gria. Além disso, você estará estimulando
seu filho, os jovens da sua Congregação,
a pensar no ministério como algo bom,
prazeroso, digno. Uma grande honra!
Seminário Concórdia
Parabéns ao nosso Seminário pelos
seus 107 anos desde a sua fundação. Que
Deus abençoe esta nossa casa de profe-
tas. Que Deus abençoe nossa IELB, para
que sempre tenhamos bons professores,
bons alunos e, desta maneira, pastores
fiéis e dedicados.
Conselho Diretor
Teremos agora, entre os dias 9 e 12 de
outubro, a reunião do Conselho Diretor. O
planejamento, a organização, os trabalhos
da nossa querida Igreja estarão lá, sendo
avaliados, debatidos e decididos.
Orem pelas reuniões e decisões do
Conselho Diretor.
Um grande abraço a nossa que-
rida Igreja! m
Fotos:ArquivoEditoraConcórdia
6 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Vida com DeusVida com Deus
Luisivan Vellar Strelow
Ana, Maria, Eunice e as
mães dos pastores na igreja
Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, lha tra-
zia... o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do SENHOR
e dos homens. 1 Samuel 2.19,26
Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no
coração. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante
de Deus e dos homens. Lucas 2.51,52
Tua avó Lóide... tua mãe Eunice.... Desde a infância sabes as sa-
gradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé
em Cristo Jesus. 2 Timóteo 1.5; 3.15
O
menino Samuel tornou-se mi-
nistro do Senhor (1 Sm 3.21); o
menino Jesus ensinou no templo
(Lc 2.46,47); desde a infância, Timóteo
conhecia as Escrituras (At 16.1-3; 1 Tm
4.12); Jeremias, quando chamado, se
disse uma criança (Jr 1.6). Mas o que eles
tinham em comum? A graça de Deus esta-
va sobre todos eles (1 Sm 2.26; Jr 1.8,9;
Lc 1.52; At 16.1; 1 Tm 4.14).
Ana, a cada ano, tecia uma nova
túnica para Samuel, o qual crescia em
estatura e favor diante de Deus e dos
homens (1 Sm 2.26); Maria guardava
no coração as palavras: “Não sabíeis que
me cumpria estar na casa de meu Pai?”
(Lc 2.49); Eunice enviou Timóteo como
evangelista (At 16. 1-5; 2 Tm 2.1).
As Anas, Marias e Eunices de hoje são as
mães dos pastores na igreja. Muitas delas,
já idosas, cedo deixaram ir seus filhos, para
que se formassem ministros da Palavra de
Deus. São mães que oram fervorosamente,
como Ana; que servem humildemente,
como Maria; e que educam seus filhos na
Palavra de Deus, como Eunice. São mães
que zelam para que seus filhos não cres-
çam apenas em estatura, mas também em
sabedoria e graça diante do Senhor e dos
homens. Dentre esses, muitos são arregi-
mentados para o bom combate da pregação
do Evangelho (2 Tm 2.3,4).
Asfamíliaspiedosassãoomelhorseminá-
rio. Pois um “seminário” nada mais é do que
uma“sementeira”oucanteiro,ondesedepo-
sitam sementes ou se preparam mudas.
Os primeiros professores de teologia,
temos em nossa própria casa: “desde a
infância, sabes as sagradas letras” (2 Tm
3.15). Firme alicerce teológico dos pasto-
res é a instrução de suas mães (Pv 1.8).
Pois com verdadeira fé no Senhor Jesus,
elas cultivam sementes para o Reino de
Deus (2 Tm 1.5). As mães de pastores
oram para que seus filhos sejam bons
soldados de Cristo (1 Sm 2.4; Lc 1.51; 2
Tm 2.3,4), que manejem bem a Palavra
da Verdade, que é a espada do Espírito (2
Tm 2.15; Ef 6.17).
Para formar soldados que, na vida e no
ministério, usam apenas “as armas da luz”
(Rm 13.12), não basta um bom curso de
teologia... É preciso de mães que confiam,
oram e servem a Deus. Pois, o Senhor dos
Exércitos escolhe seus soldados muito
cedo: antes que eu te formasse no ventre
materno, eu te conheci, e, antes que saísses
da madre, te consagrei, e te constituí por
profeta às nações (Jr 1.5).
Quandoosfilhospartemparaamissão,as
mães cristãs celebram o poder e a vitória do
Senhor (1 Sm 2.4; Lc 1.51). Sua esperança
estáemDeus,enãoempoder,nememrique-
zas terrenas (Hb 11.35; 1 Sm 2.5; Lc 1.53).
É delas também a oração de Ana: Por este
menino orava eu... Pelo que também o trago
aoSENHOR,portodososdiasqueviver;pois
do SENHOR o pedi (1 Sm 1.27,28). E Deus,
queamparouaAna,tambémnãodeixaessas
mães desamparadas (1 Sm 2.21). São para
nós e para elas as palavras de Jesus: eis aí teu
filho... eis aí tua mãe (Jo 19.27).
Paulo nos deixa um exemplo de como
honrar as mães de pastores na igreja: saudai
a Rufo, esse eleito do Senhor e sua mãe, que
é também a minha (Rm 16.13).
Se,emnossascongregações,temosmães,
especialmente as mais idosas, de pastores
servindo ao Senhor em lugares distantes,
sejamos nós, para elas, o seu filho e a sua
filha.Lembremosqueelassão,paranós,Ana,
Eunice e Maria.
“Os primeiros professores de teologia, temos em nossa própria casa
_
‘desde a infância, sabes as sagradas
letras’ (2 Tm 3.15). Firme alicerce teológico dos pastores é a instrução de suas mães (Pv 1.8). Com verdadeira
fé no Senhor Jesus, elas cultivam sementes para o Reino de Deus (2 Tm 1.5).”
Luisivan Vellar Strelow. Pastor,
filho de Lili (família Vellar).
Colaborador do ML
m
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 7
Em foco
Pastor da IELB em Novo Hamburgo, RS
Colaborador do ML
marsch@terra.com.br
Marcos Schmidt
Q
uando os Estados Unidos invadi-
ram o Iraque em 2003, busquei
na parábola do joio a sabedoria
de Jesus, para dizer que George W. Bush
cometia um grande erro. Foi no artigo O
joio e a guerra – aqui mesmo, nesta colu-
na. Na famosa história, os empregados
perguntam ao patrão: “O senhor quer que
arranquemos o joio?” A resposta veio logo:
“Não, porque quando vocês forem tirar o
joio, poderão arrancar também o trigo”
(Mateus 13.29). Sete anos depois, os sol-
dados americanos deixam o Iraque e, nas
areias do deserto, o trigo queimado junto
ao joio – a vida ceifada de 100 mil civis, 13
mil soldados iraquianos, 4.446 soldados
americanos e 40 mil feridos. Um rastro de
destruição e de incertezas, além da própria
expansão terrorista dos extremistas muçul-
manos no mundo inteiro, em represália à
invasão desse território islâmico.
Vejo algo semelhante acontecendo
no âmbito religioso cristão, numa guer-
ra entre a moralidade e a imoralidade,
a santificação e o pecado. Em meio aos
violentos ataques contra as torres das
leis morais, o grande perigo é invadir o
território do outro com armas humanas
e truculentas. Igual à espada de Pedro
que arranca a orelha do soldado, mas
que recebe a reprimenda de Jesus: “Você
não sabe que, se eu pedisse ajuda ao meu
Pai, ele me mandaria agora mesmo doze
exércitos de anjos?” (Mateus 26.53). Tais
palavras deveriam tranquilizar os seguido-
res do Mestre, que, no desejo de defender
a vontade divina, podem menosprezar o
poder do Evangelho.
A grande missão da Igreja sempre será
semear e não ceifar, evangelizar e não mora-
lizar. Por isso, a explicação da parábola por
aquele que a proferiu: “Quem semeia a boa
semente é o Filho do Homem. O terreno é
o mundo. A boa semente são as pessoas que
pertencem ao Reino; e o joio, as que per-
tencem ao Maligno. O inimigo que semeia
o joio é o próprio Diabo. A colheita é o fim
dos tempos, e os que fazem a colheita são os
anjos”(Mateus13.37-39).Bastaaodiscípulo
ser a boa semente que germine, cresça e
frutifique; e deixar que os anjos separem o
joio do trigo e façam a colheita.
Dias atrás, um pastor norte-americano
tentou, ele mesmo, separar o joio do trigo.
Felizmente, desistiu de queimar exem-
plares do Alcorão, o que aumentaria a
intolerância religiosa. No site desta Igreja,
afirma-se: “Devemos nos levantar contra
o pecado e chamar as pessoas ao arre-
pendimento. O aborto é um homicídio. A
homossexualidade é um pecado. Devemos
chamar essas coisas do que são e anunciar
ao mundo a verdadeira mensagem: Jesus
é o caminho, a verdade e a vida”. Isto
que pregam está na Bíblia e é a mais pura
verdade. No entanto, tem um problema:
a forma como anunciam transforma o
Evangelho em mentira.
“Não, porque quando vocês forem
tirar o joio, poderão arrancar também o
trigo” é uma ordem, igual ao “vão por
todo o mundo e preguem o Evangelho”.
Desobedecer este imperativo é arrancar o
trigo em vez de colhê-lo. É semear o ódio
no lugar do amor, a injustiça no lugar da
justiça, a Lei no lugar do Evangelho. É
voltar para casa igual aos soldados que
estão saindo do Iraque.
“A grande missão da
Igreja sempre será semear
e não ceifar, evangelizar
e não moralizar. Por isso,
a explicação da parábola
por aquele que a proferiu:
“Quem semeia a boa
semente é o Filho do
Homem. O terreno é o
mundo. A boa semente
são as pessoas que
pertencem ao Reino, e o
joio, as que pertencem ao
Maligno. O inimigo que
semeia o joio é o próprio
Diabo. A colheita é o fim
dos tempos, e os que
fazem a colheita são
os anjos.”
Joio,
trigo
e o Iraque
m
Foto:ArquivoEditoraConcórdia
8 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Idosos
Fabrício Sobrosa Iung,
pastor da IELB em Simões Filho, BA
É tempo... da melhor idade!
H
á muito tempo, o cantor sertanejo
Sérgio Reis escreveu esta música:
“Conheço um velho ditado, que
é de muito tempo dos atrás. Diz que um
pai trata dez filhos, dez filhos não trata um
pai. Sentindo o peso dos anos sem poder
mais trabalhar, o velho, peão estradeiro,
com seu filho foi morar. O rapaz era casado
e a mulher deu de implicar. ‘Você manda o
velho embora, se não quiser que eu vá.’ E
o rapaz, de coração duro, com o velhinho
foi falar: ‘Para o senhor se mudar, meu pai
eu vim lhe pedir. Hoje aqui da minha casa
o senhor tem que sair, leve este couro de
boi que eu acabei de curtir pra lhe servir de
coberta aonde o senhor dormir’. O pobre
velho, calado, pegou o couro e saiu, seu
neto de oito anos que aquela cena assistiu
correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
metade daquele couro, chorando ele pe-
diu. O velhinho, comovido, pra não ver o
neto chorando partiu o couro no meio, e
pro netinho foi dando. O menino chegou
em casa, seu pai foi lhe perguntando. ‘Pra
quê você quer este couro que seu avô ia
levando?’ Disse o menino ao pai: ‘um dia
vou me casar. O senhor vai ficar velho e
comigo vem morar. Pode ser que aconteça
de nós não se combinar, essa metade do
couro vou dar pro senhor levar”.
No dia 1° de outubro, comemoramos o
dia dos idosos. Celebrar este dia significa
celebrar a experiência de vida, reconhecer o
valordasabedoriaadquirida,nãoapenasnos
livros,ounasescolas,masnoconvíviocomas
pessoas e com a própria natureza. Significa
valorizar mãos calejadas e rostos enrugados
pela experiência de uma vida inteira.
Infelizmente, não é isso o que temos
vivido neste mundo. Em nossa sociedade
atarefada e sempre atrasada, parece não
sobrar mais tempo para ouvirmos e valo-
rizarmos aqueles que já vivem na “melhor
idade”. Nossos velhos são desprezados, e
nós perdemos a chance de aprender com a
história viva que eles podem nos ensinar.
Como seria bom se aprendêssemos
com os orientais, que cuidam e valorizam
muito os idosos e as crianças. Eles sabem
que, sem a história que os idosos viveram
e sem o futuro que as crianças irão viver,
o mundo acabará.
A Bíblia Sagrada nos diz que só há uma
forma de alcançarmos um coração sábio:
“aprendendo a contar os nossos dias”. Que
verdade esplêndida! Quando aprendermos
a valorizar cada uma das nossas experiên-
cias, quando aprendermos a viver intensa-
mente cada um dos nossos minutos, é que
alcançaremos um coração sábio.
Queremos viver intensamente e aca-
bamos, muitas vezes, fazendo besteiras;
enquanto pouco seria necessário, muito
queremos fazer. Como seria bom se pudés-
semos viver intensamente enquanto somos
jovens, mas na nossa juventude ainda não
aprendemos a contar os nossos dias. E
quando por fim alcançamos um coração
sábio, já não temos muito vigor.
Que nós, enquanto jovens, possamos
valorizar e amar aqueles que já alcançaram
um coração sábio. Que nós, antes de lhes
dar um pedaço de couro de boi, possamos
lhes dar nosso carinho nosso amor e nossa
atenção. Que nós possamos valorizar o seu
coração sábio e que aprendamos a viver
com os nossos avós.
E que, quando alcançarmos nossa ve-
lhice, possamos viver intensamente, com
leveza de coração, com sabedoria, e com-
partilhando com todos nossa vida, nossas
histórias. Mostrando a todos, especialmente
aosjovens,comoébomalcançarumcoração
sábio, pois os dias passam, a beleza e a vai-
dade ficam para trás, mas as mãos calejadas
mostram a verdadeira sabedoria.
Por isso, é tempo de amar, de valorizar e
viver de forma completa a melhor idade.
Fabrício Sobrosa Iung
Senhor, que eu aprenda a
contar os meus dias e possa
alcançar um coração sábio.
Que eu valorize os idosos e que
possa mostrar a todos os que
nos rodeiam como é bom e
maravilhoso estar dia após dia
na tua presença. Amém!
m
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 9
Adoração e louvor
David Karnopp
As cruzes do templo
O que é importante saber sobre o uso da cruz na igreja?
A
cruz é o símbolo que mais iden-
tifica a presença do cristianismo
em todo mundo. Desde o início da
Igreja Cristã, ela foi usada para identificar
templos, instituições e cemitérios. É tam-
bém costume antigo usá-la como adorno
pessoal, pendurada ao pescoço. Hoje, ela
continua sendo uma das melhores formas
de identificar a presença da fé cristã.
Ao longo da história, foram desenvol-
vidos diversos estilos de cruzes. No meu
livro A dinâmica do culto cristão (Editora
Concórdia), mais precisamente no último
capítulo, tem uma parte que fala sobre
estilos de cruzes. Neste espaço, vou falar
apenas sobre as formas de cruzes mais
usadas na IELB.
Alguns evangélicos e pentecostais não
admitem qualquer forma de cruz. Alegam
que o uso dela é uma adoração a um objeto,
o que seria idolatria. Há pessoas que usam
a cruz como espécie de amuleto, que serve
para proteger contra perigos e até “mau
olhado”. A falta de conhecimento sobre o
significado e importância da cruz
pode levar a distorções.
O Crucifixo
É a cruz com o corpo de Cristo
esculpido. Ele enfatiza a natureza
humana de Cristo e o seu sacrifício
por nós. Um crucifixo sempre nos
lembra que Cristo morreu por nós,
para que tivéssemos perdão e sal-
vação. Porém, ele também lembra
que a nossa vida aqui na terra ainda
está sob a cruz. Muitos entendem
que, após a ressurreição de Jesus,
o cristão não tem sofrimentos e
que sua vida é sempre alegre, mas
a Palavra de Deus condena esta
interpretação. Jesus diz que, para
ser discípulo dele, é preciso tomar
a cruz e carregá-la.
Algumas igrejas até admitem
o uso da cruz, mas apenas a cruz vazia e
não o crucifixo. Dizem que o importante é
anunciar o Cristo ressurreto. “Nós prega-
mos o Cristo crucificado”, diz o apóstolo
Paulo (1 Co 1.23). Ao dizer isso, Paulo
lembra que a obra salvadora de Cristo
culminou com o seu sacrifício na cruz e
que, sem ele, não haveria vitória.
No templo, o melhor lugar para o
crucifixo é em cima do altar, um pouco à
frente da cruz vazia, pois o altar sempre
lembra o sacrifício dos animais no Antigo
Testamento. Como Cristo é o perfeito Cor-
deiro sacrificado por nós, estes sacrifícios
não são mais necessários. Lembrando o
sacrifício de Jesus por nós, o crucifixo é o
ornamento mais importante do altar.
A Cruz Vazia
Lembra a ressurreição e a vitória de
Jesus sobre o pecado e a morte. Seu maior
propósito é dizer que Cristo vive e que nós,
pela fé, viveremos com ele. Ela sempre
serve de consolo para o povo de Deus,
pois tem nela um símbolo da esperança
pela ressurreição.
Dentro da igreja, a cruz vazia deve ficar
por trás do altar e sobressaindo acima dele,
dando a ideia de que, após a ressurreição,
Jesus subiu ao céu. Na frente dela está o
crucifixo, geralmente menor. Assim, quem
olha de frente para o altar, visualiza o cru-
cifixo e lembra que sua caminhada ainda
está sob a cruz, mas já pode levantar os
olhos e, ao visualizar a cruz vazia, pode
estar certo da sua ressurreição e vida eter-
na com Jesus no céu.
A Cruz da Procissão
Em festividades especiais, por ocasião
da entrada dos ministros e dos oficiantes,
pode-se usar uma cruz “processional”. Ela
é composta de uma cruz pequena, inserida
numa haste de metal. Na procissão de en-
trada, ela deve ir à frente e sobressair a tudo
e a todos, para mostrar que é por causa de
Cristo que podemos prestar culto a Deus. É
conveniente que o portador da cruz cubra-se
com uma sobrepeliz.
A Cruz da IELB
A cruz que identifica a IELB é bastante
conhecida em todo Brasil. Ela é um
logotipo de uma instituição e não
de toda a Igreja Cristã. Sua função é
identificar a IELB e não a Igreja Cristã
numtodo.Assim,ébomqueelaesteja
emlugaresvisíveis,comonasfachadas
de templos, nas torres, portas e placas
das igrejas e em adesivos. Em alguns
templosdaIELB,elaestáafixadaatrás
doaltar,quenãoéomelhorlugarpara
ela. Lá, deveria estar a cruz vazia e o
crucifixo, que são símbolos litúrgicos
universais,osquaispertencemàIgreja
Cristã de todos os tempos. O altar e
seus ornamentos devem lembrar a
obra de Cristo em favor do pecador,
enquanto que a cruz da IELB quer
apenas identificar uma instituição.
David Karnopp, pastor em Vacaria, RS
Membro da Comissão de Culto da IELB
m
Foto: Marcelo Kortz
Fotos:ArquivoEditoraConcórdia
10 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Capa
A
A Reforma da Igreja se faz com a pregação da Lei e do Evangelho,
porque somente a Lei e o Evangelho produzem o verdadeiro
arrependimento e a verdadeira mudança de vida.
Mensageiro Luterano - Qual o contexto histórico-
teológico da Reforma liderada por Martinho Lutero?
Luisivan Velar Strelow - A Reforma da Igreja era um sonho
antigo. Bernardo de Claraval (1090-1153) já havia anunciado que,
tendo passado a era dos mártires e a dos doutores, viria a era
dos reformadores. A falsa segurança dos cristãos, o esfriamento
da fé e a acomodação ao mundo ameaçariam a Igreja no fim dos
tempos. Os reformadores seriam pregadores do arrependimento,
como João Batista.
O clamor pela reforma, na época de Lutero, havia crescido
muito. No ano em que Lutero publicou as 95 Teses, terminava
um concílio sobre a Reforma da Igreja.
As ordens religiosas também promoviam reformas internas,
inclusive a de Lutero. Sua viagem a Roma, em 1510, havia sido
para resolver assuntos ligados à reforma da ordem. João Staupitz,
superior e responsável pela formação teológica de Lutero, era
um reconhecido pregador da Reforma da Igreja e da renovação
da piedade monástica. Erasmo de Roterdã e outros humanistas
promoviam a Reforma da Igreja pela renovação dos estudos
bíblicos e teológicos.
Lutero não se tornou reformador aos denunciar os abusos da
Igreja. Ao contrário, a formação de Lutero fez dele um reformador,
ou seja, a “descoberta” do Evangelho fez dele o “Reformador”.
Reforma da Igreja
força da Palavra
acontece pela
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 11
ML – Qual a mensagem central (e es-
tratégica) de Lutero na condução deste
movimento reformista?
Strelow - Como reformador, Lutero con-
frontou os vendedores de indulgências. Para
ele, a humildade e a cruz eram o caminho do
cristão. As indulgências, contudo, promoviam
o desprezo à verdadeira penitência ou arrepen-
dimento cristão.
A Reforma, para Lutero, não era assunto ex-
clusivo da alta hierarquia da Igreja, mas de cada
pastor no cuidado do rebanho que lhe havia sido
confiado. Lutero, desde a chegada a Wittenberg,
em 1511, conduziu a Reforma em sua esfera de
ação, no mosteiro, na igreja e na universidade.
Em Romanos 12.1, 2, Paulo chama os cris-
tãos a não se conformarem ao mundo, mas
a deixarem-se transformar pela pregação da
Palavra de Deus. Na antiga tradução latina, o
texto diz: “reformai-vos pela renovação do vosso
pensamento”. O apóstolo repete o “arrependei-
vos” da pregação de Jesus e dos apóstolos (Mt
4.17; At 2.38; cf. Mt 3.2). Lutero sempre foi, sob
este aspecto, um reformador.
Aos ouvintes na igreja, Lutero pregava contra
a piedade, baseado em obras exteriores sem
renovação interior;
Aos alunos, na universidade, ensinava que
Paulo, na Carta aos Romanos, queria destruir
toda confiança em obras e conduzir os homens
unicamente à fé em Cristo;
Aos frades agostinianos, ensinava que a teolo-
gia da glória busca a justificação por obras, mas
que a teologia da cruz busca justificação interior,
pela fé em Cristo;
Nas 95 Teses, ensinou a todos que o papa
poderia dispensar os cristãos apenas dos castigos
impostos pela Igreja, jamais do arrependimento
ou da cruz. A teologia das 95 Teses era, deste
modo, essencialmente reformatória, pois cha-
mava os cristãos da confiança em obras e coisas
exteriores, como a compra de indulgências, para
a confiança na graça de Deus em Cristo.
ML – Lutero pode ser caracterizado
mais como teólogo (pesquisador) ou
como pastor (pregador)?
Strelow - No estudo da teologia de Lutero,
as 95 Teses foram relegadas a um segundo pla-
no. A redescoberta de manuscritos de Lutero,
no início do século XX, deu força à tendência
de estudar Lutero como um pesquisador bíblico
moderno e não como um pregador do arrepen-
dimento do final da idade média.
Muitos estudos enfatizaram a nova metodo-
logia de interpretação bíblica de Lutero, ou a
sua peregrinação intelectual de ruptura com a
teologia medieval. Em vista disso, o confronto
com os vendedores de indulgências e com as
autoridades eclesiásticas teriam servido apenas
para afastar Lutero do seu trabalho de pesquisa
bíblica e das aulas na universidade.
O centro do debate acadêmico, no século
passado, foi ocupado pela questão da gênese
ou origem da teologia de Lutero, especialmente
em relação à descoberta da doutrina justificação
pela fé em Romanos 1.17. A pesquisa sobre-
valorizou os textos acadêmicos de Lutero, as
anotações que fez sobre os textos bíblicos em
preparação para suas aulas, em detrimento das
teses e de outros escritos da época. Nestes textos,
estariam os vestígios do progresso teológico de
Lutero em direção à descoberta que teria feito
dele o Reformador.
ML – Como Lutero chegou a compre-
ensão da chamada justiça de Deus?
Strelow - Segundo o relato de Lutero, ele
começou expondo os Salmos (1513-1514),
mas sentiu-se pouco preparado para a tarefa.
Em vista disso, concentrou seus esforços no
estudo e ensino de Romanos, Gálatas e Hebreus
“A Reforma, para
Lutero, não era
assunto exclusivo
da alta hierarquia
da Igreja, mas
de cada pastor
no cuidado do
rebanho que lhe
havia sido confiado.
Lutero pregava
para reformar a
Igreja na sua esfera
de atuação: no
mosteiro, na igreja
e na universidade
em Wittenberg.”
“
Foto:LeandroR.Camaratta
12 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Capa
(1514-1518), antes de voltar a lecionar sobre
os Salmos (1519-1521).
A dificuldade estava no termo justiça de Deus,
que Lutero compreendia como a punição de Deus
aos pecadores. As palavras: “a justiça de Deus
se revela no Evangelho, de fé em fé, como está
escrito, o justo viverá por fé” (Rm 1.17) estavam
lacradas para Lutero, porque ainda interpreta-
va o termo justiça de Deus em sentido jurídico
(latino) de punição, e não em sentido teológico
(hebraico) de misericórdia.
Em sentido jurídico-latino, o termo justiça de
Deus significa a justiça com a qual Deus pune os
pecadores. Já, em sentido teológico-hebraico, a
expressão deve significar a justiça com a qual
Deus salva os pecadores, a justiça de Cristo, o
Cordeiro de Deus.
A justiça de Deus revelada no Evangelho é
a que recebemos de Deus pela fé (justiça pas-
siva), não a que Deus exige de nós por meio
de obras (justiça ativa). Em outras palavras, o
Evangelho não revela a dívida do cristão diante
de Deus, mas o presente gratuito de Deus para
o cristão.
A justiça de Deus é Cristo, o Cordeiro de Deus,
e sua obra redentora. O Evangelho que revela a
justiça de Deus é a mesma palavra de absolvição
dita ao pecador arrependido na confissão ou
penitência. O Evangelho é a promessa de per-
dão dos pecados por causa de Cristo, não uma
exigência de novas obras de satisfação.
A doutrina medieval colocava as obras huma-
nas dentro da justificação, induzindo os cristãos,
segundo Lutero, à insegurança quanto à graça
de Deus. Os cristãos não eram levados a colocar
sua confiança no fundamento firme da graça
de Deus e da obra redentora de Cristo, mas nas
areias inconstantes das obras humanas.
Na prática penitencial (confessionário), central
na vida da Igreja da época, o conforto do Evangelho
estava soterrado debaixo do medo de não estar sufi-
cientemente arrependido, ou de ter deixado algum
pecado de fora da confissão, ou de não ter feito
obras suficientes para merecer a vida eterna.
Da prática pastoral, no confessionário e no
púlpito, e da prática acadêmica, em suas leituras
e aulas, Lutero descobriu a importância de dis-
tinguir corretamente entre Lei e Evangelho.
ML – Qual a importância da correta
distinção entre Lei e Evangelho?
Strelow - Lutero aprendeu a separar a jus-
tiça do Evangelho, recebida pela fé, da justiça
da Lei, feita de obras.
... a verdadeira Reforma da Igreja é
diária. A Reforma da Igreja está em
curso em toda casa, igreja e escola
onde a Palavra de Cristo é pregada.
Pais e mães, professores, pastores são
os verdadeiros reformadores da igreja:
uma família reunida em oração e estudo
bíblico, segundo Lutero, é um verdadeiro
concílio reformador da Igreja; um
professor contando histórias bíblicas para
seus alunos, ou um pastor ensinando
o catecismo, é um verdadeiro papa
reformador da Igreja.
Se as autoridades da igreja apenas
permitissem a livre pregação do
Evangelho na Igreja [...] também eles se
converteriam em verdadeiros pastores
do rebanho de Deus e verdadeiros
reformadores [...] Onde o Evangelho é
livremente pregado, a reforma da Igreja
está em curso. E novos reformadores são
formados continuamente nesses mesmos
lares, escolas e igrejas.
“
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 13
Em Romanos 1.17, Lutero compreen-
deu que toda exigência de obras pertence
à Lei e que o Evangelho é o anúncio da
graça de Deus aos pecadores. A desco-
berta permitiu a Lutero ler Rm 1.17, e
toda a Escritura, à luz da distinção entre
a palavra da Lei, que ordena e exige
obras, e a do Evangelho, que oferece a
graça de Deus. Lutero descobriu que a
verdadeira contrição não é exercício hu-
mano, mas obra de Deus pela pregação
da Lei, e que a palavra de perdão dos
pecados, ou absolvição, dá ao pecador
arrependido o que Cristo obteve por nós
na cruz: perdão, vida e salvação.
O morrer diário do velho homem
é obra da Lei (obra estranha de Deus,
de mortificação) e o nascer diário do
novo homem é obra do Evangelho (obra
própria de Deus, de vivificação). A jus-
tificação pela fé somente significa que o
Evangelho somente revela a justiça ou a
graça de Deus, em Cristo.
ML – Como aconteceu e acontece
ainda hoje a Reforma da Igreja?
Strelow - A Reforma da Igreja se faz
com a pregação da Lei e do Evangelho,
porque somente a Lei e o Evangelho pro-
duzem o verdadeiro arrependimento e a
verdadeira mudança de vida.
Em 1539, em um estudo sobre os con-
cílios, Lutero escreveu que a verdadeira
Reforma da Igreja é diária. A Reforma
da Igreja está em curso em toda casa,
igreja e escola onde a palavra de Cristo
é pregada. Pais e mães, professores, pas-
tores são os verdadeiros reformadores da
Igreja: uma família reunida em oração
e estudo bíblico, segundo Lutero, é um
verdadeiro concílio reformador da Igreja;
um professor contando histórias bíblicas
para seus alunos, ou um pastor ensinando
o catecismo, é um verdadeiro papa refor-
mador da igreja.
Se as autoridades da Igreja apenas
permitissem a livre pregação do Evangelho
na Igreja, disse Lutero em escritos dessa
época, também eles se converteriam em
verdadeiros pastores do rebanho de Deus
e verdadeiros reformadores. Mas a Igreja
não tem necessidade, segundo Lutero, de
papas, bispos, concílios e outras estruturas
que não estejam comprometidas com a
pregação diária e livre do Evangelho de
Cristo na Igreja.
Onde o Evangelho é livremente pre-
gado, a Reforma da Igreja está em curso.
E novos reformadores são formados con-
tinuamente nesses mesmos lares, escolas
e igrejas.
ML – Para Lutero, qual o alcance
da Reforma na vida da Igreja?
Strelow - Lutero não queria uma
reforma restrita à teologia ou doutrina,
como um tema acadêmico, mas uma
reforma que fosse verdadeira renovação
Lutero não queria uma reforma
restrita à teologia ou doutrina, como
um tema acadêmico, mas uma reforma
que fosse verdadeira renovação da vida
cristã. Lutero ensinou os cristãos a
colocarem em prática, diariamente,
o significado do Batismo, o morrer
diário do velho homem e o renascer
diário do novo homem.”
da vida cristã. Lutero ensinou os cristãos
a colocarem em prática, diariamente, o
significado do Batismo, o morrer diário
do velho homem e o renascer diário do
novo homem.
Nos Dez Mandamentos, segundo Lu-
tero, os cristãos aprendem quais são as
obras que devem ser afogadas e mortas
com o velho homem e quais são os fru-
tos da nova vida que devem florescer na
vida diária. Na Santa Ceia, os cristãos
aprendem a receber o pão da vida que
os transforma em pão para o mundo em
suas vocações e afazeres diários. Essa
nova vida é fruto da justificação, pois
boas obras seguem à fé.
Essa era a reforma da vida cristã que
os contemporâneos de Lutero também
esperavam. Lutero não convenceu os
seus ouvintes a abandonarem o ideal
de Reforma da Igreja que tinham, mas
ofereceu a eles um firme fundamento
para essa reforma, a graça de Deus, em
lugar das obras humanas. A doutrina da
obra foi substituída pela doutrina da fé
no Cordeiro de Deus. Lutero não dei-
xou de pregar o arrependimento, mas
resgatou para todos nós o Evangelho
de Cristo, no qual temos perdão, vida
e salvação.
“
Nilo Wachholz
Editor
m
Arte sobre fotos Arquivo Editora Concórdia
14 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Confessionalidade
Carlos Walter Winterle
P
articipei, há alguns anos, de uma reunião internacional entre luteranos de diversas linhas teológicas. O tema da reunião
era: “O que nos une... e o que nos separa”. As diversas igrejas luteranas, espalhadas pelo mundo, têm em comum a acei-
tação da Bíblia Sagrada, os três Credos Ecumênicos (Apostólico, Niceno e Atanasiano), os Catecismos Menor e Maior, de
Martinho Lutero, e a Confissão de Augsburgo, entre outros.
Quais são as diferenças? São muitas, mas, em minha opinião, todas podem ser resumidas em um só ponto: a maneira como
interpretamos a Bíblia. Cito na página seguinte dois exemplos.
O mosquito e o camelo
Quando vejo
camelos em algumas
ruas aqui de Nairóbi,
me lembro desta
advertência de
Jesus. Quanta
picuinha é discutida
nas igrejas, quantos
“mosquitos” estão
sendo coados,
enquanto os
“camelos”, doutrinas
e práticas falsas,
estão invadindo as
igrejas, inclusive
as luteranas.
Estão “engolindo
camelos”, como é
o caso da recente
aceitação do
casamento entre
pessoas do mesmo
sexo e da ordenação
de pastores (as)
homossexuais por
parte de algumas
igrejas.
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 15
Carlos Walter Winterle é pastor da IELB
em Nairóbi, Quenia.
Aceitou chamado para a
Cidade do Cabo, África do Sul.
1
Apesar de todos confessarem:
“Creio em Deus Pai Todo-
Poderoso, Criador dos céus e
da terra”, muitos não aceitam
o relato bíblico da Criação como regis-
trado por Deus em Gênesis 1 e 2, e em
muitas outras passagens da Escritura,
tanto do Antigo como do Novo Testa-
mento; apoiam a Teoria da Evolução
(que continua sendo uma “teoria” que
jamais foi comprovada).
Conversando com um pastor de outra
Igreja Luterana, ele me ridicularizou
quando eu disse que acreditava no rela-
to de Gênesis 1 e 2, assim como estava
escrito na Bíblia. Diante das risadas debo-
chadas dele, eu disse: “Se eu devo arran-
car as primeiras páginas da Bíblia, devo
arrancar também os últimos capítulos
dos quatro Evangelhos e o capítulo 15 da
Primeira Carta aos Coríntios, que tratam
da ressurreição de Cristo. Eu também
não consigo entender a ressurreição, mas
creio nela, assim como creio na criação
do mundo, conforme registrado por Deus
na Bíblia.”
2
Na reunião, eu estava usando
uma gravata que havia ganha-
do de presente, e nela estava
escrita a oração do Pai Nosso
(em inglês). Foi então que uma senhora,
doutora em teologia, presente à reunião,
e que visivelmente defendia o casamento
entre pessoas do mesmo sexo e a orde-
nação de pastores (as) homossexuais, a
certo momento, no intervalo da reunião,
chegou perto de mim e disse: “Eu não
gosto desta gravata; eu não gosto desta
comercialização da Palavra de Deus,
escrita em vestuários, em copos de uso
diário, e em outros objetos...” Contra-
argumentei dizendo: “Deuteronômio 6.
6-9 diz: ‘Estas palavras que hoje, te orde-
no estarão em teu coração... Também as
atarás como sinal na tua mão, e te serão
por frontal entre os olhos. E as escreverás
nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.’
Por que não usar a Palavra de Deus numa
gravata ou no vestuário como testemunho
de minha fé?”
Estas situações me lembram a crítica
de Jesus aos fariseus do seu tempo, que
defendiam as tradições inventadas pela
Igreja, mesmo que contrárias à Escri-
tura. Jesus diz: “Ai de vós, hipócritas...
Tendes negligenciado os preceitos mais
importantes da Lei: a justiça, a miseri-
córdia e a fé... Guias cegos, que coais o
mosquito e engolis o camelo” (Mateus
23.23-24).
Quando vejo camelos em algumas
ruas aqui de Nairóbi, me lembro desta
advertência de Jesus. Quanta picuinha
é discutida nas igrejas, quantos “mos-
quitos” estão sendo coados, enquanto os
“camelos”, doutrinas e práticas falsas,
estão invadindo as igrejas, inclusive as
luteranas. Estão “engolindo camelos”,
como é o caso da recente aceitação do
casamento entre pessoas do mesmo sexo
e da ordenação de pastores (as) homosse-
xuais por parte de algumas igrejas.
Por bem, o Conselho Luterano In-
ternacional (do qual a IELB faz parte)
e algumas igrejas luteranas da África se
manifestaram radicalmente contra esta
decisão contrária à Palavra de Deus. Te-
nho o documento de uma grande Igreja
Luterana aqui da África (com mais de
quatro milhões de membros), fruto de
missão de igrejas européias e norte-
americanas, que cortou os laços com as
respectivas igrejas-mãe, porque estas
tomaram uma decisão favorável ao casa-
mento entre pessoas do mesmo sexo e à
ordenação de pastores homossexuais. No
documento diz que “rejeitamos o vosso
apoio, seja ele qual for, e a vossa ajuda
financeira... rejeitamos interpretações
inapropriadas e falsas da Escritura que
procuram justificar a união entre pessoas
do mesmo sexo...”.
Queira Deus nos manter firmes e fiéis
à Escritura Sagrada e aos seus ensinos,
conforme expostos no Livro de Concórdia
(As Confissões Luteranas). Saibamos
tanto “coar o mosquito” como rejeitar “o
camelo”, confiando na graça de nosso Se-
nhor Jesus Cristo e mantendo a verdadei-
ra unidade entre as igrejas genuinamente
fiéis à Palavra de Deus.
Casamento
entre primos
O que a Bíblia diz sobre isto?
O que a Igreja aconselha? O
que a medicina diz sobre isto?
Anônima
Primeiramente, agradeço pela sua
pergunta.
O casamento entre primos de pri-
meiro grau (filhos de irmão ou irmã do
pai ou da mãe) é desaconselhado por
causa da consanguinidade, pois pode
resultar em problemas na formação
do feto.
No capítulo 18 do livro de Levíticos,
a Bíblia enumera os casamentos proi-
bidos. Neste capítulo, porém, não há
menção de casamento entre primos.
A medicina apenas adverte para a
possibilidade de má formação do feto,
mencionada acima. 	
Sendo assim, em vista do problema
que pode acontecer com os filhos de
pais primos entre si, a Igreja desacon-
selha esta união.
Espero ter ajudado.
Paulo Kerte Jung,
pastor emérito da IELB.
Envie a sua pergunta para:
mensageiro@editoraconcordia.com.br
Perguntas
m
16 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Educação
Autismo, uma realidade
também dentro das igrejas
Waldyr Hoffmann
S
eguidamente, somos surpreendidos quando, ao
estarmos diante de pessoas que aparentemente são
normais como qualquer ser humano, percebemos,
que estamos diante de alguém que procede diferente dos
“nossos conceitos comportamentais”. Algo que só notamos
à medida em que convivemos mais com estas pessoas. Isso
pode nos levar a um misto de medo, ou insegurança, por
não sabermos como lidar com a situação existente.
Entre estas pessoas diferentes, encontramos os autistas,
que configuram também uma realidade dentro das igrejas.
Como lidar com eles? Posso tocar neles? Dar-lhes um abra-
ço? Ou até mesmo cumprimentá-los?
O que proponho neste artigo é convidar todos a refle-
tirem sobre este tema.
O que é autismo?
Segundo pesquisas, ainda em estudo, o autismo é uma
deficiência no desenvolvimento mental, que começa a ser
observadoduranteostrêsprimeirosanosdevidadacriança.
É o resultado de uma desordem neurológica que afeta o
funcionamento do cérebro. Muito comum em meninos, sua
proporção é de um a cada 110 indivíduos (de acordo com
pesquisa realizada nos Estados Unidos). Não tem nada a
ver com condição social ou racial. O desenvolvimento nor-
mal das áreas do cérebro relacionadas à interação social e
habilidades de comunicação é afetado. Podemos observar
característicasnosmovimentoscorporaisrepetitivos(balan-
ço do corpo, por exemplo), resistência à mudança de rotina,
etc. Em alguns casos, é necessário o uso de medicamentos
para que os autistas não se machuquem.
Há também vários mitos sobre o assunto. Um deles é
de que o autista vive (constrói) o seu próprio mundo, não
interagindo com as pessoas – como se não se importasse
com elas. Isto não é verdade, pois esta atitude é uma
decorrência de sua dificuldade em comunicar-se com as
outras crianças. Ou seja, não há falta de interesse.
Outro mito é o de que todas as pessoas autistas tenham
retardos mentais. Isso também é uma inverdade, pois a
desordem neurológica não significa necessariamente um
retardo mental. Quando as pessoas rotulam desta maneira,Foto: Arquivo Editora Concórdia
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 17
refletem um total desconhecimento sobre
este assunto e, com esta postura, acabam fe-
rindo especialmente os pais, ou familiares,
que têm um filho ou um familiar autista.
Apesar de todos os avanços científicos
e educacionais, ainda são pequenos os
avanços sobre como lidar com o autismo.
Tudo o que é feito tem o intuito de tornar
a vida deles menos difícil. Lidar com um
autista na família é um desafio enorme,
mas, ao mesmo tempo, um aprendizado
sem igual. Percebe-se o quanto a socieda-
de está alheia a este tipo de situação com
atitudes das mais diversas possíveis, desde
preconceito ou até atitudes de ajuda, mes-
mo não sabendo como agir.
Ainda é pequena a solidariedade para
com as famílias onde há um autista. A pró-
priafamílianemsempreestápreparadapara
aquela situação. E isso também se reflete
dentro da Igreja, onde se busca por apoiado-
res,pessoassensíveisesolidárias.Entretanto,
neste espaço também não é fácil assim.
O apoio necessário
A comunidade é um lugar de refúgio,
onde as pessoas se apoiam mutuamente,
pelo menos sob o ângulo teórico. A comuni-
dade de fé cristã exercita-se quando somos
companheiros uns dos outros, especialmen-
te em momentos de dor ou em situações
onde há carências afetivas e materiais pre-
sente. Esse era o comportamento da Igreja
Primitiva que não media esforços para que
todos pudessem estar satisfeitos em suas
necessidades (Livro de Atos).
O que temos observado é um total des-
conhecimento destas necessidades especiais
por parte das pessoas (membros), o que se
reflete na postura que tomam em relação
ao assunto. Uma boa orientação seria as
igrejas, em suas prédigas e reflexões, tra-
tarem destes assuntos a fim de informar a
comunidade sobre o que é isto. Além disso,
deveriam ser aptas a aconselharem sobre
como lidar com o autista, diminuindo a
distância entre as pessoas envolvidas, for-
necendo uma teologia mais humana e pal-
pável, inclusive buscando esclarecimentos
com a ajuda de profissionais da área. Porém,
como isto só acontece, imagino, quando há
uma situação real, não sabemos agir com
essa situação no momento em que nos de-
paramos com ela de forma repentina.
Desafios
Uma pergunta que fazemos é: como
integrar o autista à comunidade? Aliás,
esta tem sido a tônica das igrejas: integrar
o indivíduo ao seu meio. O ponto de parti-
da, apesar de ser válido, não corresponde
com a real necessidade do autista. Em
vez disso, apesar de serem semelhantes
as propostas, com o mesmo fim último,
a pergunta deveria ser: como integrar a
comunidade ao autista? Na prática não é a
mesma coisa. A responsabilidade e desafio
de integrar são da comunidade como um
todo, daí a necessidade de ser instruída
(capacitada) em como trabalhar com essa
situação, o que é um grande desafio a
ser vencido. Caminhando nesta direção,
podemos seguir alguns passos:
- Acolher bem, sendo afetuoso ao
cumprimentá-los. Aliás, esta é uma caracte-
rística do autista: eles gostam de afetos, por
mais que imaginemos que eles não compre-
endam. Não tenha medo do autista.
-Tratá-loscomopessoascomuns.Elesnão
sãoignorantes!E,sefornecessário,chamara
atenção, assim como fazemos com qualquer
indivíduoquetenhafeitoalgoerrado,istonão
é problema para eles. Pois precisam dos limi-
tes para se integrarem melhor e não serem
alvos das críticas ou afastamentos.
- Apoiar-se junto aos pais. Eles têm as
orientações feitas por profissionais, e o
fazem com o objetivo de ajudar os seus
filhos a crescerem. Isto significa que se, em
algum momento, tomaram uma atitude
mais séria, não significa que não gostem
da criança. Só quem vive diariamente com
o autista sabe exatamente o que é melhor
para ele. Por isso, os pais precisam ser
respeitados neste quesito em particular.
- Jamais deixar de convidar, seja para
um almoço ou festa de aniversário, temen-
do que a criança vá atrapalhar. Esta atitude
Waldir Hoffmann é pastor da
IELB em Joinvile, SC,
e colaborador do ML
pode configurar falta de solidariedade e
amor para com o próximo, o que não é
recomendado pelo Senhor Jesus.
- Procurar reconhecer que para que o
autista tenha uma qualidade de vida melhor,
ele precisa de rotinas. Por isso, tudo o que
foge à sua rotina é novidade para ele e, em
razão disso, ele pode ter um comportamen-
to estranho ao normal. Neste sentido, os
limites que foram colocados não podem ser
quebrados pelas pessoas que estão na sua
volta. Entretanto, o bom-senso nos ajudará a
tomaromelhorprocedimentocomoautista,
quando este estiver fora do seu contexto.
- Orar com ele e por ele. O autista, a
seu modo, também compreende as ver-
dades cristãs.
- Respeitar as diferentes etapas – fí-
sica e psicológica do autista – que são as
mesmas de outras crianças. Não podemos
lidar com um adolescente autista como se
ele fosse uma criança.
- Conversar com ele – manter o diá-
logo. Ele, do seu modo, irá compreender
e corresponder.
- Buscar capacitação junto à profissionais
naáreapsicológica,quedarãotodasasorien-
tações com o objetivo de ajudar o autista a
crescer em seu meio e ser amado por todos.
Quem convive com um autista se sur-
preende com os pequenos avanços dele.
Aceitar a situação é o primeiro grande
passo para pais e também para a Igreja,
pois esta terá no seu meio alguém muito
especial, que também é amado e perdoado
por Deus. Desta forma, com sabedoria,
estaremos buscando caminhos para me-
lhor levar o Evangelho de Jesus a todos,
também aos autistas.
Apesar de todos os
avanços científicos e
educacionais, ainda são
pequenos os avanços
sobre como lidar com
o autismo. Tudo o que
é feito tem o intuito de
tornar a vida deles
menos difícil.
Esta é uma
característica do
autista: eles gostam
de afetos, por mais
que imaginemos que eles
não compreendam. Não
tenha medo do autista.
m
Educação
18 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Bruno Edgar Ries
U
ma das grandes responsabilida-
des dos pais, perante Deus e a
sociedade, diz respeito à educa-
ção dos filhos. A maioria tem consciência
deste papel, e questiona-se, frequente-
mente, se está conseguindo realizá-lo de
forma plena.
No passado, quando prevalecia a
família ampliada (em contraposição à
família nuclear atual), essa função era
compartilhada por todo o clã: pais, avós,
bisavós, tios, irmãos mais velhos, etc.
Toda a comunidade familiar cuidava da
criança e a ajudava na aprendizagem da
vida. A Igreja também participava muito
desse processo.
Agora, cabe aos pais, quase exclusi-
vamente, a educação dos filhos. Por essa
razão, tornou-se difícil a tarefa educativa,
particularmente num momento em que
o desenvolvimento do conhecimento e a
mudança da cultura levam os pais a ques-
tionarem seu papel. Hoje, não temos mais a
segurança proporcionada por uma tradição
para realizar a intervenção educativa.
Neste contexto, surgem muitos ques-
tionamentos a respeito: Como posso
saber se estou sendo uma boa mãe ou
um bom pai? Como devo agir nesta ou
naquela situação? A preocupação maior
envolve a saúde física, a saúde mental ou
o aprimoramento moral da criança e do
adolescente? Que tipo de adulto espero
que meu filho venha a ser?
Formação do vínculo
Um fato que marca o início do desen-
volvimento infantil é o estabelecimento
de vínculo entre pais e filhos. Acreditava-
se, no passado, que o vínculo estava
formado naturalmente com a gestação.
Porém, pesquisas demonstraram que ele
se desenvolve com os primeiros contatos
entre a mãe e o filho. Os obstetras têm
tido o cuidado de favorecer um relaciona-
mento afetivo inicial da mãe com o bebê,
colocando-o em contato com o corpo dela
assim que nasce.
O período após o nascimento constitui
o momento mais adequado para a forma-
ção do vínculo. Tanto a criança quanto
a mãe estão particularmente sensíveis
neste momento. Para que o processo se
estabeleça, ressaltam-se como aspectos
fundamentais o contato físico imediato,
e também aquele propiciado pela ama-
mentação e outras situações, a interação
mãe-filho nos dias subsequentes, bem
como a sensibilidade dos pais aos sinais e
preferências manifestas pelo bebê.
O estabelecimento do vínculo garante
proteção e atenção à criança, e evita maus
tratos, abandono e negligência.
Depressão pós-parto
A depressão constitui um fato bastante
comum (15 a 20%), que ocorre já na pri-
Desenvolvimento infantil
e saúde mental
Para o cristão, é na
infância que se
educa para a vida
Foto: Arquivo Editora Concórdia
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 19
meira semana após o parto, e tem duração
e intensidade variável. Manifesta-se com
sintomas de tristeza, choro, desânimo, im-
paciência, irritabilidade, comprometendo
o relacionamento da mãe com a criança e
dificultando a formação do vínculo.
As consequências mais comuns envol-
vem: negligência na alimentação e nos
cuidados do bebê, maus tratos e sérios
prejuízos ao desenvolvimento cognitivo e
afetivo. Ao aparecerem esses sintomas, o
médico deve ser consultado e a mãe
tratada, para não prejudicar o desen-
volvimento da criança.
Desenvolvimento sadio
Enquanto uma pessoa se desen-
volve, ela aumenta suas capacidades,
e torna-se cada vez mais eficiente
nas suas relações com o meio físico
e social.
Cabe à educação oferecer as condi-
ções de um aprimoramento saudável
e, ao mesmo tempo, de ampliação
progressiva das habilidades e com-
petências próprias de um indivíduo
crítico, reflexivo, e que manifeste a
verdadeira fraternidade, honestidade
e responsabilidade oferecidas por uma
formação cristã.
Como pais, não podemos ter a expecta-
tiva de realizar sonhos frustrados através
dos nossos filhos. É fundamental que eles
façam suas escolhas com responsabilidade
e sigam um caminho próprio.
Questões para reflexão
A educação constitui uma tarefa
complexa e que exige segurança para
o seu exercício. A dúvida em relação a
como devemos agir numa determinada
situação nos aflige a todo o momento.
Não se admite nem omissão e nem fuga
da responsabilidade.
O renomado psiquiatra brasileiro,
Içami Tiba, tem apresentado ideias muito
controversas sobre educação, mas que nos
levam a questionar sobre a melhor inter-
venção para um desenvolvimento sadio
de nossos filhos.
Ele afirma que:
• Pai e mãe devem seguir o mesmo
“catecismo”. O que um estabeleceu não
pode ser alterado unilateralmente pelo
outro. Também o exercício da autoridade
exige compartilhamento, e não pode ser
desempenhado de forma exclusiva pelo
pai ou pela mãe. Posturas contraditórias
levam à delinquência.
• A responsabilidade maior pela edu-
cação das crianças é dos pais. A família não
deve delegar esta função à escola.
• O papel da mãe, na educação, é
similar ao do pai. A orientação e firmeza
precisam ser efetivadas por ambos. Não
nem a razão de viver dos pais.
• A droga representa, talvez, a maior
preocupação dos pais na atualidade. Ela
resulta da falta de disciplina, de limites e
da super proteção.
• Os estudos em sala de aula e a
realização de temas escolares em casa
exigem a compreensão da matéria, e não
meramente uma decoreba. Também é
importante exigir que os filhos deem o
máximo de si, e não se limitem à média
exigida para aprovação. A criança
que fica na média acaba acumulan-
do defasagens anuais que, ao final
do ensino fundamental, podem
representar quatro ou cinco anos
de escolarização perdidos...
• Levar o filho à igreja certa-
mente o afastará da cadeia.
• Os filhos precisam aprender
a gerenciar seu dinheiro. Mesmo
que o orçamento familiar seja
folgado, persiste a necessidade
desse aprendizado.
• Podemos recompensar, oca-
sionalmente, a conduta correta
ou um bom desempenho escolar,
mas nunca prometer antes algum
presente se ele fizer algo desejado.
• As decisões e as regras na família
são de competência dos pais. Submeter-se
aos desejos das crianças pode significar a
perda de autoridade dos adultos e a do-
minação dos filhos.
O que diz a Bíblia
O cristão sempre orienta seus atos
pelos preceitos bíblicos. E a Bíblia afirma
que é na infância que se educa para a
vida; devemos disciplinar as crianças,
estabelecer limites e ensinar as normas,
não sujeitar-se às vontades delas, bem
como devemos corrigir seus comporta-
mentos equivocados (Pv 13.24; 22.6 e
15; 29.15; Dt 6.7). O Novo Testamento
diz que aos pais é vedado irritar os filhos,
e estes lhes devem obediência, (Cl 3.20 e
21); reforça também o papel da discipli-
na (Ef 6.4; Hb 12.7-11).
Bruno Edgar Ries é psicólogo
e colaborador do ML
A educação constitui uma
tarefa complexa e que
exige segurança para o
seu exercício. A dúvida em
relação ao como devemos
agir numa determinada
situação nos aflige a todo
o momento. Não se admite
nem omissão e nem fuga da
responsabilidade.
cabe à mãe “engolir sapos” do filho, nem
tentar argumentar, em momentos em que
deve prevalecer a disciplina.
• Aos avós compete apoiar a educação
dada pelos pais, e nunca dar palpites ou
interferir na educação dos netos.
• Educação pode exigir punição, mas
esta exige correspondência com o com-
portamento inconveniente da criança.
Precisamos ter o cuidado de não premiar
a conduta imprópria.
•A disciplina e a liberdade com limites
implicam em combinar regras e horários.
Devem existir horários para as refeições,
para o estudo, para as brincadeiras, TV,
computador, etc.
• Se um filho apronta alguma das
grandes, o melhor a fazer não é reagir
com fúria, mas dizer à criança, ou ado-
lescente, que ficou nervoso com o fato,
que vai dar um tempo para se acalmar e
depois decidir qual o castigo. Neste tem-
po, estão suspensas as festas, saídas com
amigos, o computador... Depois se volta
a conversar.
• Filho não é o centro do universo,
m
20 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Educação
O cristianismo e a educação
Q
uandopensamosemeducação,fre-
quentemente, lembramos a voca-
ção da Igreja Cristã para o ensino.
Não é de hoje que cristãos criam e mantêm
escolas e Universidades. Lembro isso, por-
que ouço algumas pessoas afirmarem que
“fé é coisa de gente sem instrução”. Alguns
afirmam que quanto menos conhecimento
uma pessoa tem, mais ela estará disposta a
crer em um deus.
Richard Dawkings, famoso pregador do
ateísmo,dissequeafaltadeinformaçãoéque
leva as pessoas a recorrerem à fé religiosa. E
éinteressantecomoestaafirmativadeDawk-
ings é aceita por muitas pessoas. Lembro da
minha juventude, na escola, quando entre os
colegas existia a ideia de que os alunos mais
espertos eram aqueles que se diziam ateus.
E esta mentalidade ainda existe.
Muitas pessoas medíocres pensam ga-
nhar um certificado de sabedoria apenas
por afirmar que Deus não existe. Afinal,
dizem, pessoas inteligentes não podem crer
que o mundo foi criado em seis dias; nem
que a Bíblia é a Palavra inspirada por Deus
e isenta de erros.
A expressão de Marx de que “a Religião
é o ópio do povo” continua a ser repetida
de peito aberto. Com isso, se insinua que o
objetivo da fé é alienar as pessoas e torná-
las ignorantes.
Podemos até concordar que o fanatismo
religioso e as superstições escravizam e do-
ensino do Evangelho. Os pais eclesiásticos,
cedo, introduziram na Igreja o sistema de
catequese. Martinho Lutero, ao se defrontar
com uma Alemanha de analfabetos, que
por isso não podia ler a Bíblia, escreveu
um tratado com o título: “Aos conselhos
de todas as cidades da Alemanha, para
que criem e mantenham escolas”. E aos
pais desmotivados em enviar seus filhos à
escola escreve: “Uma prédica para que se
mandem os filhos à escola”. Estes escritos
estão no volume 5 das Obras Selecionadas
de Lutero, em língua portuguesa.
Além disso, gostaria de dividir com os
leitores um pouco da história da criação de
uma pequena escola. Apenas seis anos após
achegadadoscristãospuritanosaMassachu-
sets, nos Estados Unidos, a Corte Geral
daquela colônia aprovou investir algum
dinheiro para a criação de uma escola,
mas não era suficiente. Foi então que o
pastor John Harvard fez uma doação de
cerca de 800 libras. Isto era a metade de
tudo o que ele tinha. Doou também livros
que somavam cerca de 260 títulos – uma
verdadeira biblioteca. E o Colégio foi
criado em 1636, na vila de New Town.
Após a morte do pastor, a escola passou a
ser chamada pelo seu nome, e até hoje ela
existe sendo conhecida como Universidade
deHarvard(amelhoruniversidadedomun-
do). Sim, a melhor universidade do mundo
foi fundada por cristãos, com o objetivo de
dar ensino cristão aos jovens.
A própria pedagogia moderna tam-
bém mistura a sua história com a história
da Igreja. O pai da pedagogia moderna,
“Comenius”, era um dedicado pastor que
acreditava na educação. No século 17,
Comenius escreve Didática Magna, onde
defendia que educar era ensinar “tudo a
todos”. Lançou assim os pilares do ensino
obrigatório, tanto para meninos quanto
para meninas, sistematizou a educação e
defendeuacriaçãodeescolasatraentes,que
incluíssem recreação e o lazer aos alunos.
Olhando para a história da Igreja Cristã,
somos convencidos que a afirmação do ateu
Richard Dawkings é enganosa. O cristianis-
monãoseapoianaignorância,maspromove
e incentiva o ensino e o crescimento.
Conforme o grande amigo de Lutero,
Felipe Melanchton: “A ignorância é a maior
adversária da fé, e, por isso, ela deve ser
combatida”. Esta é a razão pela qual, como
Igreja, insistimos em manter escolas cristãs.
Está em nosso coração esta vocação pelo
ensino, este amor pela educação. Especial-
mente a educação que leva aos jovens o
conhecimento do Salvador Jesus Cristo.
Igreja e escola – tudo a ver.
Fernando E. Garske, pastor capelão do Colégio
Concórdia, São Leopoldo, RS
Fernando E. Garske
“A ignorância é a maior
adversária da fé, e, por isso,
ela deve ser combatida”.
Esta é a razão pela qual,
como Igreja, insistimos em
manter escolas cristãs.”
minam. Religiões fanáticas e supersticiosas
realmente não combinam e nem querem
saber de ensino e conhecimento. Porém,
isto não tem nada a ver com a fé cristã. Pois
esta, historicamente, tem demonstrado zelo
e amor pela educação.
O próprio Jesus deu aos santos apósto-
los a ordem de fazer discípulos batizando
e ensinando. É claro que aqui se fala do
m
Educação Teológica
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 33
Seminário,
escola de profetas
A
ssim é conhecido entre nós, cristãos
luteranos, o Seminário Concór-
dia… É nossa escola de profetas
que, no próximo dia 27 de outubro, com-
pletará 107 anos. Já dá para dizer que ele
sobrevive há gerações. E sempre cumprin-
do sua finalidade – a de formar profetas.
Mas, seria esta uma nova profissão, a de
ser profeta? E as outras escolas também
formam profetas? O que são profetas? E
profetas de quem?
Profetas
O que são profetas? Dá para dizer que
existe dois significados. No Antigo Testa-
mento, o primeiro significado era dizer coi-
sas futuras, o que ainda havia de acontecer,
ou seja, revelar o futuro – especialmente
todos os detalhes a respeito da vinda de
Jesus ao mundo. Quando o profeta era
chamado por Deus, significava que Deus se
revelava a ele, e ele anunciava a profecia
recebida. Em Hebreus 1.1, lemos que, no
princípio, Deus falou pelos profetas.
Porém, a palavra profeta adquiriu tam-
bém um segundo sentido. No Novo Testa-
mento, a palavra profeta passou a significar
também a pessoa chamada por Deus e que
prega o Evangelho, ou seja, que anuncia
as boas notícias, a mensagem da salvação
em Jesus. A importância não estava na pes-
soa, mas na sua função de anunciar Jesus
Cristo como Salvador de todos os homens.
E sempre que alguém prega Jesus Cristo,
e todas as verdades acerca dele, também
estará anunciando profecias e coisas vin-
douras. Porque algumas verdades de nossa
salvação ainda estão por se cumprir, como
a ressurreição dos mortos e a nossa subida
para o céu, por exemplo.
Profetas de Deus
Seminário, escola de profetas de Deus!
O Seminário é uma escola de profetas de
Deus pelo que ele faz. Aos que Deus cha-
ma e dá a vocação, o Seminário ensina a
pregar o Evangelho com todas as profecias
escritas na Bíblia.
Como é importante compreendermos
isso! Como é importante as famílias in-
centivarem e darem seus filhos a Deus,
para serem profetas! Como é importante
ouvirmos os profetas! É como ouvir o pró-
prio Jesus. Nesta pregação, está a nossa
salvação, porque a fé vem pelo ouvir, e o
ouvir do Evangelho de Cristo.
Certa vez, um professor de alunos do Se-
minário de nossa Igreja, nos Estados Unidos,
disseaeles:“selhesofereceremapresidência
dos Estados Unidos em troca de seu ministé-
rio,nãoaceitem.SerpastoreprofetadeDeus
é sumamente mais importante”.
Que grande função tem o Seminário:
ser ESCOLA DE PROFETAS!
Benjamin Jandt
provedoria@seminarioconcordia.com.br
34 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Quem ama
educa!
N
os últimos meses, um assunto ocupou a mídia: o ato
de dar uma palmadinha é certo ou errado? Educa
ou traumatiza?
O presidente Lula assinou um projeto de lei que modifica o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 18.
Pelo novo texto, fica vedado aos pais usar castigos corporais,
de qualquer natureza, na educação dos filhos. De acordo com
a nova lei, que ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal,
o pai ou mãe que, por exemplo, der uma palmada na mão do
filho que insiste em enfiar o dedo na tomada elétrica poderá se
sujeitar a penas que variam da advertência à obrigatoriedade de
se submeter a acompanhamento psicológico, ou programas de
orientação à família.
“A lei confronta o poder familiar, que é direito do pai e da
mãe de exercer sua autoridade”, diz a advogada Renata di Pierro,
especialista em direito de família.
Revista Veja de 21/07/2010
“O novo texto do ECA também não deixa claro como o poder
público vai dimensionar o castigo corporal. Ficará ao critério
discricionário de um juiz estabelecer punição para uma palmada
leve e para uma palmada que deixe a pele vermelha? Além disso,
fica em aberto como será fiscalizado o cumprimento da nova lei.
A polícia terá o direito de invadir o lar de um cidadão, como faz
na casa de um bandido perigoso, caso receba uma denúncia de
que o pai aplicou uma palmada corretiva nos filhos?”
Em resumo, a revista coloca: não é de uma nova lei que de-
pendem a felicidade e o futuro das crianças, e sim do bom-senso
e equilíbrio dos pais.
Bom-senso
Este é o problema! Falta bom-senso e equilíbrio a muitos pais.
Se assim não fosse, não careceríamos de mais uma lei ensinando-
nos a educar nossos filhos. Mas o que mais falta é o bom-senso
cristão de educar os seus filhos.
Bom-senso! É exatamente o que Deus espera de um pai que
deseja o melhor para os seus filhos. Em Lucas 11.11,12, lemos:
“Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu
filho, quando ele pede um peixe? Ou, se o filho pedir um ovo,
vai lhe dar um escorpião?”
O maior mandamento na Escritura é este: “Portanto, amem o
Senhor, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com
todas as forças” (Deuteronômio 6.5). Retrocedendo ao versículo 2,
Comportamento
André Luiz Müller
Fotos: Arquivo Editora Concórdia
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 35
lemos: “Temam o Senhor, nosso Deus, vocês,
os seus filhos e os seus netos, e cumpram
sempre todos os Mandamentos e Leis que
eu lhes estou dando e assim vocês viverão
muitos anos.” Seguindo os versículos mais
adiante, vemos: “Guardem sempre no co-
ração as Leis que eu lhes estou dando hoje
e não deixem de ensiná-las aos seus filhos.
Repitam essas Leis em casa e fora de casa,
quando se deitarem e quando se levanta-
rem” (versos 6 e 7).
A história dos hebreus revela que o pai
deveria ser zeloso, maduro, preocupado
em instruir seus filhos nos caminhos e na
Palavra do Senhor, para seu desenvolvi-
mento e bem-estar espiritual. O pai que era
obediente aos mandamentos das Escrituras,
fazia justamente isso. Este texto nos ensina
que é responsabilidade dos pais criar os
seus filhos na “disciplina e no temor do
Senhor”. Isso nos leva a uma passagem no
livro de Provérbios 22.6-11, principalmente
no verso 6, que diz: “Educa a criança no
caminho em que deve andar; e até o fim
da vida não se desviará dele.”
A educação tem como objetivo revelar
perante a criança como a vida é, preparan-
do-a para o futuro. Iniciar a educação da
criança desta forma é de grande importân-
cia, para que cresça na direção certa e não
se desvie, assim como uma árvore segue a
inclinação de seus primeiros anos.
Qual o limite bíblico
para a educação?
No Novo Testamento, temos uma clara
instrução do Senhor para um pai em rela-
ção à educação de seus filhos. Efésios 6.4
diz: “Pais, não tratem os seus filhos de um
jeito que faça com que eles fiquem irritados.
Pelo contrário, vocês devem criá-los com a
disciplina e os ensinamentos cristãos”.
- O aspecto negativo deste verso indica
que um pai não deve fomentar maus senti-
mentos em seus filhos, sendo severo, injusto,
parcialouexercitandosuaautoridadedefor-
ma brutal e violenta. Isso só servirá para que
o filho alimente rancor em seu coração.
- O aspecto positivo é expresso em uma
instrução compreensiva, ou seja, eduque-o,
crie-o, desenvolva sua conduta em todos
os aspectos da vida pela disciplina e os
ensinamentos cristãos. Na tradução Revista
e Atualizada (ARA), este versículo traz a
palavra “admoestação”. A palavra “admoes-
tação” carrega consigo a ideia de “colocar na
mente da criança”, o que é o ato de lembrar
a criança de suas faltas de forma construtiva
oudesuasresponsabilidades,deacordocom
seu nível de idade e compreensão.
Somenteopai cristão consegue entender
o seu filho na plenitude do “ser”, pois vê nele
um militante desde criança. Alguém que foi
declarado justo no Batismo pela obra de
Cristo na cruz e que agora vive seu processo
de santificação, com acertos e fracassos, mas
sempreamadoporDeus.Porisso,aeducação
cristã,queauxilianoprocessodesantificação,
étãonecessáriaaodesenvolvimentodamen-
te quanto do conhecimento.
O pai cristão é um instrumento na mão
de Deus na questão da educação. Ele não
deve jamais se apresentar como autoridade
final, que determine verdade e dever. Isto
simplesmente desenvolve o aspecto humano
do“eu”.SomentefazendocomqueDeus,em
Cristo Jesus, seja o mestre e governante, é
possível alcançar os objetivos da educação.
O pai cristão não deve irritar, estressar,
exagerar em sua autoridade. Isso é resulta-
do de um espírito e métodos equivocados,
ou seja, severidade, autoritarismo, dureza,
exigências cruéis, restrições desnecessárias
e insistência egoísta em relação à auto-
ridade. Essas provocações resultarão em
reações contrárias, murchando o afeto,
criando obstáculos ao desejo por santida-
de e fazendo o filho sentir que não pode,
de modo algum, agradar a seus pais. Pais
cristãos buscam fazer com que a obediên-
cia seja algo desejável e alcançável através
do amor e gentileza, eles não devem ser
agressores tiranos.
Martinho Lutero dizia: “deixe a maçã
ao lado da vara e dê a seu filho quando
fizer o certo”. A disciplina na educação
deve ser exercitada com cuidadosa vigi-
lância e constante ensino, com muita ora-
ção. Admoestação é castigar, disciplinar e
aconselhar pela Palavra de Deus, propor-
cionando, à criança, tanto a repreensão
pelo erro cometido como o encorajamen-
to no perdão e na orientação para fazer
certo da próxima vez. A instrução vem
do Senhor, e ela é aprendida na escola da
experiência cristã, que passa de geração a
geração e é administrada pelos pais.
A disciplina cristã é necessária para im-
pedir que a criança cresça sem a reverência
a Deus, respeito pela autoridade dos pais,
conhecimento da vida cristã e, finalmente,
para formar bons cidadãos.
“Pois toda a Escritura é inspirada por
Deus e é útil para ensinar a verdade, conde-
nar o erro, corrigir as faltas e ensinar a ma-
neira certa de viver. E isso para que o servo
de Deus esteja completamente preparado e
prontoparafazertodo tipodeboasações” (2
Timóteo 3.16, 17). Isto é o que diz a Bíblia
sobre ser um bom pai. Os meios e métodos
que os pais podem usar, a fim de ensinar
a verdade de Deus, irão necessariamente
variar. Alguns nunca precisarão dar uma
palmadinha, outros talvez até mais de duas!
Contudo, estas verdades bíblicas sempre
devem nortear os pais, para serem aplicadas
como principal método pedagógico.
O pai que é fiel em seu papel de modelo
para os filhos permite que a criança apren-
da, através dele, sobre Deus. Ensinamento
este que permanecerá com ele por toda a
sua vida, não importando o que faça ou
onde vá. Os filhos aprenderão a “amar a
Deus de todo o coração, alma e força”, e te-
rão o desejo de servir a Deus em tudo o que
fizerem. Pois como diz no texto de Lucas
11.13: “Vocês, mesmo sendo maus, sabem
dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais
o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo
aos que lhe pedirem!”
Quem ama educa! Quem ama a Deus
educa com bom-senso e equilíbrio, pre-
parando os filhos para esta vida e para
vida eterna.
“Não é de uma nova lei que depende a felicidade e o futuro das crianças,
e sim do bom-senso e equilíbrio dos pais.” André Luiz Müller, pastor da CELSP, Canoas, RS
m
36 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
O que as congregações fazem
Inglês tem foco missionário
em Ribeirão Preto
Pela Inclusão digital,
Ulbra faz parceria
com congregação
Visando ampliar o trabalho com projetos sociais
que já estão em andamento, a ULBRA Guaíba firmou
parceria com a CEL Cristo para Todos, de Guaíba, RS,
oportunizandocursosdeinclusãodigitalparaascomu-
nidades carentes de Santa Rita, Cohab e Ipê.
Foraminstalados10computadoresnasdependên-
ciasdaigreja,queestarãoàdisposiçãodacomunidade
para a realização de cursos de informática. Nesta par-
ceria, a Congregação cedeu as dependências, com a
segurança necessária, e passa a coordenar os horários
de cursos, fazendo divulgação no bairro – nas escolas
públicasondefuncionaoEJA(EducaçãoparaJovense
Adultos)enostrabalhoscomgruposdeterceiraidade.
A universidade se compromete com a manutenção
técnica, atestados, monitores e formação dos alunos.
Aideiaévalorizaropúblicodebaixarenda,pessoas
desempregadas ou com dificuldade de locomoção e
inclusão social, oferecendo-lhes a oportunidade de
seremincluídosnavidasocial.Oprojetoétambémum
ótimo espaço missionário e a proposta é mostrar que a
igreja está de portas abertas, em conformidade com o
lema da IELB que é levar Cristo Para Todos.
Asalafoiinauguradaem8dejulho,contandocom
a presença do pastor local, Arsildo Wendler, do pastor
capelão, Irmo Wagner (coordenador do Programa
ULBRASol/PastoralULBRAGuaíba),dopresidenteda
Congregação, Jairo Haas, bem como de líderes de en-
tidades sociais dos bairros, organizações da sociedade
e membros da Congregação.
Foram abertas três turmas de alunos, sendo uma
delas de terceira idade. Na parceria com o curso de
Sistemas de Informação do campus, o professor Cesar
Loureiro atua como coordenador.
A CEL Cristo Para Todos, de Ri-
beirão Preto, SP, iniciou um projeto
missionáriofocadoemaulasdelíngua
inglesa.Ocurso,voltadoparaadoles-
centes,prevêdoisencontrossemanais
e participações regulares dos alunos
em eventos da Congregação.
A primeira participação dos alu-
nos em um culto aconteceu durante
a celebração do Dia dos Pais, em 8
de agosto, quando os alunos apre-
sentaram música e textos, em inglês,
alusivos a data.
As aulas, dirigidas pela professo-
ra Stael Witt Jagnow, são gratuitas e
abertas para os adolescentes da Con-
gregação e demais interessados. Os
dois encontros semanais acontecem
na sede da igreja.
O envolvimento dos alunos nas
aulas e nas dependências da Congre-
gação favorecem um contato melhor
com os familiares daqueles que não
são membros, favorecendo o foco
missionário. Existe também interesse
de oferecer um curso para adultos.
Apresentação dos alunos do curso de inglês
Foto: Dieter Joel Jagnow
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 37
ANEL
ANEL debate confessionalidade
e competitividade
O
11º Encontro Nacional de Direto-
res, Mantenedores e Capelães da
Associação Nacional das Escolas
Luteranas (ANEL), aconteceu na Pousada
Betânia, em Curitiba, PR, de 24 a 26 de
agosto. O tema escolhido para o encontro,
Escola Luterana – a organização adminis-
trativa a serviço da confessionalidade e
competitividade, teve o objetivo de qua-
lificar o aspecto confessional das escolas
da rede luterana, segundo Nelci Senger,
tesoureiro da ANEL. “Queremos que a
reflexão em governança corporativa possa
valorizar ainda mais o enfoque cristão em
nossas escolas”, afirmou. Participaram do
evento, representantes de 38 escolas asso-
ciadas e o Conselheiro do Distrito Vale do
Rio dos Sinos, pastor Arnildo Figur.
Palestras
O destaque do primeiro dia foi a palestra
do consultor Roberto Rinaldi, sobre Gover-
nançaeGestão:BoasPráticasparamaximizar
valor na escola cristã. Rinaldi é fundador e
sócio-diretor da ProBusiness, consultoria de
desenvolvimento organizacional, centrada
na abordagem de processos de negócio.
Segundo o palestrante, o princípio
da liderança é servir – quem serve lide-
ra. “Uma escola, na perspectiva cristã,
é prioritariamente um serviço à família,
em obediência a Deus”, afirmou. Também
destacou que é preciso entender o objetivo
de uma escola como um ministério e tratar
a sua realização como um negócio.
O professor Max Haetinger foi o pa-
lestrante do último dia de atividades do
encontro, sob o tema Equipes comprometidas
com mudanças e resultados. Max abordou a
relação do gestor com a equipe, que precisa
encontrar formas de comprometer todos em
um tempo de grandes desafios. “É importan-
te ter gestão participativa, integradora, isso
motiva”, afirmou. Ao falar sobre as equipes
comprometidas, lembrou que é preciso ter
objetividade e metas. “Comprometimento é
igual a resultados duradouros”, destacou.
Visitantes
Os pastores Paulo Teixeira e Denis Timm
e o sr. Walter Eidam, da Sociedade Bíblica do
Brasil, entregaram material de divulgação e
falaram dos projetos. Também destacaram o
apoio do grupo de pastores, que trabalham
na revisão e adequação dos materiais de
Educação Cristã, com a coordenação do 1º
vice-presidente da IELB, Arnildo Schneider.
O editor da IELB, pastor Nilo Wachholz,
Tatiana Sodré – Jornalista, Assessora
de Comunicação da IELB
mostrou aos participantes o troféu Areté
2010, conquistado pela Editora Concórdia,
na Bienal do Livro de São Paulo, no dia 19
de agosto. A obra vencedora na categoria
Evangelização, Teologia e Prática de Métodos
Evangelísticos, foi organizada pelo professor
Anselmo Graff.
O Diretor Executivo da Hora Luterana,
Paulo Roberto Warth, e o pastor Nilo Figur,
Diretor para América Latina e Caribe da
Lutheran Hour Ministries, passaram rapida-
mente pelo encontro da ANEL. Figur falou
da bênção que é ver diretores de escolas e
capelães reunidos pelo mesmo objetivo: a
educação com enfoque cristão.
O consultor jurídico da ANEL, Dr. Leonel
Szubert, esteve no evento para esclarecer
dúvidasedarorientações.Representantesde
empresasparceirasdaANEL,vieramdivulgar
seus produtos e lançamentos. m
Fotos: Tatiana Sodré
Foto: Leandro R. Camaratta
38 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Frente de missão
O
ano de 2009 não sairá tão cedo
da memória de Renato José
Sucupira da Costa. Muita coisa
aconteceu neste ano… De um futuro in-
gressante num seminário católico, hoje ele
pensa em ser pastor luterano.
Católico Apostólico Romano, Renato
foi catequista de primeira eucaristia e
também coordenou um grupo da Pas-
toral da Juventude. Desde os 17 anos,
sentia forte inclinação a servir a Deus
como padre.
Em 2007, foi para um seminário ca-
tólico, onde ficou um ano estudando no
curso de Filosofia, num instituto para a
formação de novos padres. Porém, Renato
desistiu deste intuito temporariamente,
sentindo-se incapaz de cumprir a missão
e prometendo repensar o assunto.
Ele voltou a apostar no desafio de
estudar para padre no ano seguinte. Foi
chamado para fazer um período de ex-
periência para entrar no Mosteiro de São
Bento, em Milão, na Itália. Porém, algo
Ex-futuro padre entra
para a Igreja Luterana
lhe dizia que aquela vida de reclusão de
monge não era para si e, mais uma vez, às
portas de ingressar no curso de Teologia
para padres, Renato desistiu.
Ele fez ainda mais uma viagem a
Belém na derradeira tentativa de ser se-
minarista. E ao falar com o padre deixou
tudo acertado, de fato entraria para a o
Seminário em 2010. Mas aí aconteceu
algo que ele não esperava: apaixounou-se
por Josélia Bezerra, hoje sua namorada.
Então, resolveu que ser padre não era
para ele e desistiu definitivamente. Além
disso, não concordava com as diretrizes
normativas que regem o Código de Direi-
to Canônico da Igreja Católica Romana.
Outro motivo que teve forte impacto na
sua vontade de mudar de Igreja foi a
questão da adoração de imagens.
A mudança
Renato já sabia um pouco da história
da Igreja Luterana. Já escutara sobre a
coragem que Martinho Lutero teve em
bater de frente com a Igreja Romana e suas
doutrinas papistas. E foi em Macapá, AP,
onde mora, que conheceu a Igreja Lutera-
na, mais precisamente quando foi deixar o
carro numa oficina que fica em frente ao
templo luterano. Ao ver o templo, avistou
também a placa da igreja. Ficou surpreso,
pois somente naquele momento soube que
a Igreja Luterana está presente no Estado
do Amapá. Renato ficou muito interessado
em ser membro luterano.
E assim aconteceu. Após conhecer a
Igreja Luterana numa ida à oficina, deci-
diu que viria assistir a um culto luterano,
e sua namorada o acompanhou. Os dois
gostaram da IELB porque tem história para
contar, preocupa-se com formação de seus
pastores e é uma instituição dedicada na
promoção da vida, através dos projetos
sociais que realiza.
E quem pensa que Renato desistiu da
ideia de ingressar no ministério pastoral
engana-se. Mesmo durante o período de
instrução de adultos, concluído no culto
de Natal de 2009, quando ele e
Josélia foram aceitos como lute-
ranos, ele manifestou interesse
em ir ao seminário luterano para
estudar. Essa vontade perma-
nece ainda hoje, e ele não vê a
hora dos três anos necessários
para neófitos ingressarem no
Seminário passarem voando,
para ele arrumar as malas e ir do
Oiapoque ao Chuí, atravessando
o país, a fim de começar a estu-
dar Teologia. Então, realizará
seu sonho de ser um ministro da
Palavra de Deus.
Aline Gehm Koller Albrecht, com auxílio
do pastor Tiago Albrecht
m
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 39
Militares
Reação do leitor
Santos & Santos
No Mensageiro Luterano de agos-
to/2010, a Sra. Ieda ClarisseLang,sugere
algo jamais pensado por Lutero e, que,
certamente, não teria sua aprovação.
Há duas espécies de santos: os sepa-
rados/perdoados por Deus e os criados
pelo homem. Na Igreja Católica, o signi-
ficado está fundamentado na mitologia
greco-romana. Isto é, a partir dos chama-
dos heróis da fé, nos primórdios da Igreja
Cristã. Eles serviam de exemplo, modelo
de fé, pois morriam em defesa dela. O
povo buscou na mitologia semelhanças
nos deuses e deusas greco-romanos
como protetores, patronos e outros, pas-
sando de veneração à adoração. Séculos
depois, a Igreja aceitou o fato.
Pedro, Paulo e os outros citados no início
do texto não surgiram da mente do povo. Fo-
ram santificados pelo Espírito Santo, jamais
produzidosporaçãohumana.Omesmovale
para Martinho Lutero, cujo centro de sua
confissão estava única e exclusivamente na
fé. Com exceção de Maria, que confessou
que a criança em seu ventre é o seu Salva-
dor, desconheço a fé que os outros tiveram,
alguns sendo lendas. É muito provável que
sejafundamentadanasobras,queédoutrina
Católica. Ainda que possamos admitir que,
talvez, alguns tenham sido santificados pela
fé. Porém, acima de tudo, santificação é
atributo exclusivo do Espírito Santo.
Daí a querer colocar nomes estranhos
em uma comunidade luterana vai mi-
lhões de anos-luz. Acho que precisamos
cuidar para não cairmos no sincretismo
religioso de outras denominações. Diria
que divulgar a razão de nossa Igreja ser
chamada de Evangélica é uma, e base-
ada em 2 Co 5.19: “...a saber, que Deus
estava em Cristo, reconciliando consigo
o mundo, não imputando aos homens as
suas transgressões, e nos confiou a palavra
da reconciliação”. Não vamos “macular”
nossa herança luterana por questões que
não edificam...
Decio Dalke, Canoas, RS
Militares celebram culto
No dia 24 de junho, foi celebrado
em Brasília, DF, sob a coordena-
ção da Aeronáutica, a Páscoa dos
Militares Evangélicos de Brasília.
Estiveram presentes militares de
todas as forças (Marinha, Exército,
Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo
de Bombeiros Militar). Somente a
Marinha não teve a presença de seu
capelão, visto que não há capelão
evangélico nesta força em Brasília.
Um pastor da Marinha, militar da
reserva, participou entre os capelães
na condução do culto.
Os cantores e músicos foram cha-
madosdentretodasasforças.ABanda
da Base Aérea de Brasília conduziu
o Hino Nacional e o hino final: Um
pendão real vos entregou o Rei!
A Igreja Presbiteriana Nacional
de Brasília sediou o culto. Seu
pastor presidente, Obedes Ferreira
da Cunha Júnior, participou na direção
da liturgia. Estiveram presentes cerca de
1000 militares.
A coordenação geral do Culto e a
Pregação estiveram por conta do 1º Ten
QCOA-PAS, Valdemar Alcindo Arend,
também pastor da Congregação Cristo
Para Todos, do Guará II, DF. A pregação
apontou para Jesus como o fundamento
da verdadeira Paz, e aquele que faz de
seus seguidores pacificadores (promotores
da Paz).
Foto: Arquivo Editora Concórdia
40 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
HORA LUTERANA
Abril é o mês de aniversár
Hora Luterana
Abril é o mês de aniversár
Hora Luterana
Testemunho
Vou ligar para a casa
do Papai do Céu
Testemunho apresentado pelo pastor Carlos Kracke no
culto alusivo aos 63 anos da Hora Luterana 2010, na
CEL Concórdia, de São Paulo, SP, em agosto último.
Rogério Dezzotti da Silva, criança
amada, querida e mimada. Aos oito meses
de idade, foi diagnosticado ser portador
de um tumor maligno no fígado. Foi
internado por oito meses, passou por
18 cirurgias, entre cateter e cirurgias
grandes, na tentativa de retirar o tumor.
Porém, sem sucesso! Em 2002, foi desen-
ganado pelos médicos, com apenas 1 ano
e 4 meses de vida.
Passou-se o tempo e, pela misericórdia
de Deus, até esquecemos o tumor. E o
Rogério cada dia mais forte e lindo. Grata
ao Senhor pelo milagre, queria falar do
amor de Deus para o pequeno Rogério, e
não sabia como fazêr para ele entender,
pois uma criança tão pequena, com ape-
nas dois aninhos. Então, lembrei-me da
Hora Luterana, e daquele telefone que
passa mensagens para adultos e crian-
ças. Liguei para 5097-7620 e coloquei o
Rogério para ouvir.
Ele ficava quietinho e atento até o final
da historinha, e assim eu ligava todos os
dias até ele aprender a discar sozinho.
Com apenas 4 anos, ele dizia que ia ligar
para a “casa do Papai do Céu”. Já grandi-
nho ouvia as histórias, gostava, tinha fé
em Jesus e dizia ao primo e aos amigos
da escola para ligarem para a “casa do
Papai do céu” que, todo dia tinha uma
historinha linda.
Hoje, a Hora Luterana não recebe mais
esta ligação. Pois no dia 5 de fevereiro de
2007, perto de completar 6 anos, Papai de
Céu, levou o Rogério. Levou nosso anjo
que alegrava nossas vidas e divulgava esta
ligação para os amiguinhos. Mas deixou
muitas lembranças lindas e hoje cai muitas
lágrimas de saudades dos olhos da mamãe
Michele e da vovó “Bolinha” (era assim
que ele me chamava, pois dizia que eu era
baixinha e gordinha). Eu amava esse jeito
carinhoso e alegre que ele me chamava.
Em nossos corações, ficou uma pergun-
ta: Para que Senhor?
O Senhor poupou a vida dele por
quase 5 anos a mais, com uma qualidade
de vida maravilhosa, sem nunca mais
ter tomado nenhum medicamento. E, de
repente o Senhor o chama, dilacerando
nosso coração.
O que é que o Senhor quer nos mostrar?
É um mistério que só o Senhor sabe.
Ainda em meio a tanta dor, digo de
coração: “Deus deu, Deus levou. Louvado
seja o nome do Senhor”
Vovó Izilda (vovó Bolinha)
(11) 5097-7600
www.cptn.org.br
atendimento@horaluterana.org.br
m
Fotos:Álbumdefamília
”
“
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 41
Do leitor
Escola Dominical
Gostaria de cumpri-
mentar o presidente,
pastor Egon Kopereck,
pelo destaque que dá
à atividade da Escola
Dominical em sua Men-
sagem do Presidente,
na edição de setem-
bro de 2010. Caso não
dispensarmos cuidados
Espirituais (assim mesmo, com
“E” maiúsculo) às nossas crianças,
estamos, humanamente falando, a
apenas uma geração do desapareci-
mento da nossa congregação. Graças
a Deus, a maioria de nós, (pastores,
congregações, pais, mães, avós) está
atenta à importância da educação
religiosa de nossos filhos e netos. Por
isso, a necessidade de se valorizar,
e por vezes priorizar, o trabalho da
Escola Dominical, colocando-o no
orçamento da congregação, forman-
do professores fiéis e competentes,
e produzindo material religioso que
tenha foco Cristocêntrico. Vindo
para a Escola Dominical na igreja, os
filhos trarão consigo seus pais, avós,
amigos, vizinhos...
Acir Raymann
São Leopoldo, RS
São Miguel
do Iguaçu
Os artigos publicados no Mensagei-
ro de agosto são maravilhosos! Todos
edificantes e contextualizados. Porém,
o que realmente mexeu com o meu
coração foi uma nota com foto, ao pé
da página 43: Missão em São Miguel do
Iguaçu. Pois, quando vim do Rio Grande
do Sul para o Paraná, junto com meus
pais, fixamos residência, por pouco
tempo, nesta cidade. Isso aconteceu
em 1960.
Na época, celebrávamos os cultos
em nossa casa, atendidos pelo pastor
ArmindoGrams,deCapanema.EoNatal
daquele ano contou com um modesto,
porém, lindo programa natalino, ensaia-
do por mim e minha irmã, Erminda.
Questões familiares nos levaram de
lá para Marechal Cândido Rondon, e o
ponto de pregação não prosperou.
Me emociono ao saber que, após 50
anos, a nossa Igreja volta a anunciar as
Boas Novas da Salvação nesta cidade.
Desejo aos irmãos de São Miguel do
Iguaçu ricas bênçãos de Deus, e espero
que o sonho de passar para o status de
congregação se realize através do vosso
trabalho, para o Senhor da Igreja.
Noemi Strelow Reis, Guarapuava, PR
Ornamentos
Em primeiro lugar, que-
ro parabenizar o pastor
David pelas excelentes e
práticas matérias com as
quais ele tem colaborado
em favor da nossa amável
Igreja, através do ML.
Num segundo mo-
mento, quero aproveitar
a matéria Os ornamentos
do culto (ML, Julho/2010, pág. 8), e pe-
dir ao pastor David que, se possível, es-
creva alguma coisa a respeito de vestes
talares. Não como regras irredutíveis,
mas como conselho. Pois, em alguns cul-
tos festivos, sobretudo de instalações, é
comum um ou outro pastor usar estola
multicolorida (destoante no meu ponto
de vista) e cruzes muito diferentes. O
que chama muito a atenção dos parti-
cipantes do culto. Em Cristo,
Claudia C. Oliveira – Samambaia, DF
Gratidão
Quero agradecer à equipe do
Mensageiro pela publicação do nosso
testemunho.
Muitas pessoas já nos parabeniza-
ram e estão felizes comigo e o Renato.
Deus tem derramado bênçãos em gran-
de medida em nossas vidas. Que Deus
abençoe o vosso trabalho. Abraços!
Elisa Teske
Parabéns pelo
Mensageiro!
Considerando que o Mensagei-
ro Luterano, além de ser um meio
de comunicação e transmissão do
Evangelho, está desenvolvendo um
trabalho muito importante valori-
zando nossos idosos, gostaria de dar
destaque às matérias: Gente da IELB,
maio/2010, pág. 36; A terceira idade
e o computador, agosto/2010, pág.
21; e Memória cultural, agosto/2010,
pág. 40. Refiro-me a essas três porque
envolvem a história da senhora Ella
Wadewitz, que aos 96 anos
de idade ainda consegue dar
um show de exemplo de vida a
todos nós.
Há dois anos, o e-mail dela foi
divulgado nesta revista pelo seu
neto, o pastor Flávio Luis Hörle.
Escrevi um e-mail para a se-
nhora Ella e, para minha surpresa,
ela respondeu e em inglês. Para
mim, tudo bem, ela entende o meu
português e eu me esforço um pouco e
entendo o inglês dela. Estamos sempre
em contato, inclusive, ela me falou da
matéria Memória Cultural que seria
publicada no Mensageiro.
Com certeza, temos mais pessoas
como a D. Ella, ocultas em algum
lugar, que possuem esta memória
incrível e tão grande disposição a
ponto de acompanhar a tecnologia
dos dias atuais.
Gostaria de parabenizar a redação
desta revista que, com a colaboração
do pastor Carlos Walter Winterle, se
propôs a registrar histórias como da
D. Ella. Que Deus permita que exem-
plos como este envolvam corações e
mentes, a fim de que cada vez menos
pessoas caiam nos perigos da autopie-
dade. Bênçãos de Deus a esta jovem
senhora, D. Ella, e a todos os colabo-
radores desta revista.
Marli Eleonora Braun
CEL São Paulo, de Palotina, PR
Mensageiro Luterano | Setembro 2010 | Nº 9 | ANo 93 5
m
Egon Kopereck
Pastor, presidente da IELB
presidente@iel
b.org.br
A vida da Igreja
Q
ueridos irmãos e irmãs em Cristo!
Setembro é o mês da ESCOLA
DOMINICAL. Em Pv 22.6, o sábio
Salomão diz: “Ensina a criança no caminho
em que deve andar, e, ainda quando for
velho, não se desviará dele”. É na infân-
cia que aprendemos a maior parte das
coisas. Se perdermos essa fase, deixando
de inculcar nelas os valores essenciais, é
difícil mudar mais tarde. Por isso, a Esco-
la Dominical deve receber uma atenção
e um cuidado bem especial em nossas
congregações. Felizes as Comunidades
que têm zelado por este trabalho com
as crianças em seu meio, incentivando
professores e professoras, providenciando
material, oferecendo um lugar adequado
para o trabalho, enfim, colocando entre
as prioridades do seu planejamento o
atendimento aos pequeninos, pois, assim,
podem sonhar com um futuro promissor
em suas Comunidades.
Queridos membros da Igreja, cuidem
bem das crianças; invistam na preparação
dos professores! A Comissão da Escola
Dominical da IELB tem se preocupado
em oferecer sempre, a cada ano, material
de qualidade, bem como em ajudar na
formação e preparação dos professores.
Mensagem do presidente
Os ERPEDs têm acontecido por todas as
regiões do nosso Brasil, e fico feliz, quan-
do ouço o nosso Coordenador do PEM,
pastor Adilson Schünke, falar com alegria
e entusiasmo da participação crescente
dos professores nestes eventos. Quando
a Congregação/Paróquia/Distrito paga
as despesas dos nossos professores, para
eles participarem dos cursos de aperfeiço-
amento, e lhes oferece apoio e as melho-
res condições para desenvolverem o seu
trabalho, não estamos gastando dinheiro,
mas investindo no nosso próprio futuro
como Igreja.
Deus abençoe nossos professores e
professoras. Deus conceda sempre ânimo,
coragem, alegria e força para esta sublime
missão.
Deus abençoe as crianças. Participem,
venham e tragam com vocês os vossos pais
para os cultos.
Deus abençoe a todos os pais, que de
forma responsável, consciente e amorosa
trazem seus filhos para a igreja, para a Es-
cola Dominical, depois para a Juventude,
enfim, para dentro da vida da Igreja.
Vida devocional
Também no mês de setembro, acontece
o lançamento dos novos devocionários
Castelo Forte e Cinco Minutos Com Jesus.
Que bênção termos a nossa disposição um
material tão rico, tão acessível e de tão
grande valor para alimentar a nossa fé! O
grande pregador Spurgeon disse: “O altar
da família é uma das melhores e mais anti-
gas instituições no mundo, e abençoada é a
família onde ele existe”. Não deixemos de
adquirir o nosso devocionário, e, por que
não pensar em dar de presente aos nossos
vizinhos, amigos, colegas de trabalho e
amigo secreto (oculto) de final de ano?!
Um devocionário é um excelente meio de
testemunhar nossa fé. Pensemos nisto!
Eleições
E, por fim, não poderia deixar de trazer
uma palavra também sobre o importante
pleito que está diante de nós. Não deixe-
mos de fazer a nossa parte. Devemos ter
muito cuidado e critério ao escolher os
nossos candidatos – eles estarão a nossa
frente nos próximos quatro anos. Coloque-
mos nas mãos de Deus a decisão do nosso
povo. Depois de eleitos, aceitemos a deci-
são tomada e incluamos, constantemente,
os nossos governantes em nossas orações.
Por vezes, somos muito rápidos em criticar,
mas esquecemos de pedir e buscar a ajuda
e benção de Deus sobre eles.
Aos candidatos, ligados a nossa Igreja,
desejamos as mais ricas bênçãos de Deus,
e rogamos para que do alto obtenham sa-
bedoria, coragem, discernimento e muita
fé, para desempenharem com responsabi-
lidade o seu dever. Também aqui é grande
e profunda a verdade: “Feliz a nação cujo
Deus é o Senhor” (Sl 33.12).
Foto:RodrigoAbreu/Arquivo
ERRATA: Diferente do que foi publicado neste espaço, na
edição de agosto, Maripá pertence ao Distrito Sete Quedas.
ML Set 2010.indd 5
17/8/2010 10:57:18
Adoração e louvor
Os ornamentos do cultoDavid Karnopp
Acasa de Deus é o lugar do culto di-vino. E o culto é o momento ondeo Senhor e a sua igreja se encon-tram. É natural que este encontro seja re-alçado pela beleza, dignidade e reverência.Vários fatores podem contribuir para isso.Um deles é a limpeza e a ornamentação dacasa de Deus. É desconfortante participarde um culto onde o altar está mal arruma-do, as flores estão murchas, os bancos e opiso estão sujos de poeira. Por outro lado,casa bem arrumada gera alegria e gostode entrar. Não há regras absolutas, nemgrandes limitações para a ornamentaçãodo culto. Da mesma forma, a Bíblia nãoestabelece regras para essa finalidade.Isso depende muito dos dons e recursos
disponíveis na congregação. Sendo feitode forma discreta e sem extravagâncias,poderá enriquecer o nosso local de culto eserá também um convite para permanecere retornar àquele lugar.
As flores
Flores e folhagens são objetos de deco-ração. Elas são uma expressão da belezacriadora e bondade divina. Servem paraembelezar e tornar a casa de Deus agra-dável e gloriosa. Assim como levar floresa uma sepultura simboliza respeito, levarflores à casa de Deus demonstra a nossaalegria e reverência a Deus e a sua obra.É importante que sejam naturais e nãoartificiais; discretas e não chamativas.É também saudável que suas cores nãodestoem da cor litúrgica da época. É bomcuidar para não transformar o altar em
uma “tenda de flores”
ao ponto de desviar
a atenção ou a visão
dele. Em casamentos
e cultos de confir-
mação, costumam
acontecer exageros.
Quando colocamos
um arranjo de flores
sobre uma mesa, a
intenção é que o ar-
ranjo enfeite a mesa
e não o contrário. O
lugar adequado para
as flores não é exata-
mente no altar, mas
em um suporte ao
seu lado. O altar é a
mesa do Senhor, onde
é servida a Santa Ceia
– estando bem pre-
parado, ele também
é convidativo para a
comunhão.
Após o culto, é
aconselhável não dei-
xar as flores no altar.
Uma boa sugestão é
enviá-las a uma pes-
soa aniversariante.
As velas
No culto, são usadas velas acesas. Elasnos lembram que a luz é um símbolo deDeus. “Deus é luz e nele não há trevas” (Jo1.5). Cristo é a Luz do mundo, como elemesmo disse (Jo 8.12). Ele é “a verdadeiraluz que, vinda ao mundo, ilumina a todohomem” (Jo 1.9). A primeira palavra queveio da boca de Deus durante a criação foi:“haja luz”. Além disso, as velas se consomempelo fogo. Isso nos lembra de que o Senhorse desfez de tudo e sacrificou-se por amor anós, a fim de nos redimir do pecado.Velas não custam caro. Portanto, usevelas de boa qualidade, pois velas de máqualidade derretem facilmente, e tocos develas não causam boa impressão. Devemser verdadeiras, nunca lâmpadas elétricasque imitam velas. No meu livro Dinâmicado Culto Cristão, Editora Concórdia, p. 56e 57, há várias orientações sobre o uso develas e castiçais.
Os paramentos
Paramentos são todos os tecidos queusamos no altar, entre eles, a toalha quecobre toda a mesa, os guardanapos e osantepêndios. A palavra paramento vem dolatim, paramentu, que significa adorno,enfeite, preparo. O altar da casa de Deusé adornado e preparado para mostrarque a mesa está pronta para a ceia. Os“antepêndios” são os panos coloridos queusamos no altar, no púlpito da pregaçãoe no púlpito de leitura, que, na verdade,são conhecidos pelo nome geral, “para-mentos”. Eles simbolizam a nossa alegriapelo perdão que recebemos na Ceia e naPalavra. Eles são um alegre convite paraa mesa que está pronta.
Os desenhos, cores, símbolos e de-corações usados nos altar e nos panos etambém em banners e quadros, de algumaforma, querem enfatizar a boa nova dasalvação. Vale a pena dispor dos nossosdons e recursos para, da melhor forma,ornamentar a casa de Deus e o seu culto.
David Karnopp é pastor em Vacaria, RS.Membro da Comissão de Culto da IELB
“Quando colocamos um arranjo de flores sobreuma mesa, a intenção é que o arranjo enfeite amesa e não o contrário. O lugar adequado paraas flores não é exatamente no altar, mas em umsuporte ao seu lado.”
8 Mensageiro Luterano | Julho 2010 | Nº 7 | Ano 93
Foto: Leandro R. Camaratta
ML Julho 2010.indd 8
17/6/2010 17:43:33
Compartilhando experiências da vida com Deus, para esperarmos
com firmeza a vinda de Cristo. Esse foi o lema do Congresso Interdis-
trital de Jovens, que aconteceu na cidade de Imperatriz, MA, onde
cerca de 240 jovens, dos Distritos Pará Norte e Vale do Tocantins, se
reuniram entre os dias 22 e 25 de julho. “Um momento muito especial
foi quando colocamos em prática o compartilhar destas experiências
‘fora dos muros da nossa igreja’”, comenta o pastor Clóvis Blank.
Isso aconteceu nas principais ruas de Imperatriz, a segunda maior
cidade do Maranhão, quando jovens, com muita alegria e embalados
por músicas cristãs, falaram do amor de Jesus, entregando folhetos
e testemunhando às pessoas que ali estavam. “Foram momentos
inesquecíveis onde semeamos a Palavra. Com certeza, Deus trará os
frutos ao seu devido tempo”, completa o pastor.
Dentre as oficinas, uma foi ministrada pelo Estagiário Jonas
Roberto Schultz, de Floriano, PI, sobre o tema: Sinais dos tempos, o
que representam para nós?
Muitas caravanas viajaram quase 1.000 km para chegar até o
local do Congresso, no entanto, todas as programações superaram
as dificuldades das distâncias. Algumas caravanas passaram por
problemas – foram situações diferentes. “O pessoal de Teresina, PI,
pegou carona até a cidade mais próxima na caçamba de uma cami-
nhoneta”, lembra o pastor Elton Rost.
Bênçãos de Deus em
mais um aniversário
No dia 6 de junho de 2010, a família Helker se reuniu para comemorar os 84
anos de Olga Littig Helker. A vovó Olga, como é mais conhecida, não pode mais
ir à Igreja, devido a problemas de saúde, mas é atendida em casa pelo pastor
Erildo Mayer, da CEL Concórdia, de Ribeirão do Costa, Afonso Cláudio, ES.
Lembrando que esta vovó também é membro fundador desta Congregação.
O momento devocional foi dirigido pelo seu genro, o pastor Paulo Roberto
Hackbart, da PEL Redentor de Vitória, ES. Todos os familiares louvam a Deus
porque, apesar dos problemas de saúde, a vovó Olga sempre foi um exemplo
de fé, e isso ela soube transmitir muito bem para seus oito filhos. O tema da
devoção foi: O temor do Senhor é fonte de sabedoria (Pv 9.10).
Notícias
42 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Congresso interdistrital de jovens no Maranhão
Fotos: Arquivo Editora Concórdia
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 43
O Valor da Vida
em DVD
A Congregação Paz, de Cosmópolis,
SP, está inovando! O pastor Elton Junges,
juntamente com alguns membros, está
apresentando o programa O Valor da vida,
transmitido pela WEB TV Jaguari – www.
tvjaguari.com.br – todas as segundas-feiras,
a partir das 19 horas.
A cada episódio, mais internautas de várias
partes do Brasil e também do exterior assistem
ao programa. Aproveitando a audiência e vi-
sando atender um público ainda maior, a partir
de março do corrente ano, a Congregação deu
mais um passo de ousadia – está gravando
e disponibilizando cada programa em DVD
com qualidade digital. “Em cada DVD, você
encontrará uma mensagem de fé e de vida,
orientação de saúde física e emocional por pro-
fissionais da saúde, Quiz Bíblico, vídeo musical
e oração”, garante o pastor Junges.
As encomendas são feitas pelo e-mail
ovalordavida.igrejaluterana@gmail.com. Par-
ticipe ao vivo, enviando mensagens, recados e
perguntas, e concorra a prêmios, participando
do Quiz Bíblico. Assista e divulgue!
Na foto os apresentadores: Alexandre
Tetzner, Felipe Junges, pastor Elton Junges
e Dra. Marines Chagas Junges.
Falecimento
Faleceu, no dia 7 de junho, aos 81 anos, Elli Edith Guse. Elli era membro da Congregação Sião,
da Linha 26 Norte, Ajuricaba, RS, onde, trabalhou como serva dedicada da Igreja. Deixa enlutados
os filhos, noras, netos, irmãos e demais parentes e amigos, que foram consolados com as palavras do
Sl 4.8: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro”. A
cerimônia de sepultamento foi dirigida pelo pastor Marcos Scheunemann.
25 anos em
Alvorada
No dia 30 de maio, a CEL Ebenézer, de
Alvorada, RS, celebrou culto de louvor e
ação de graças pela passagem dos seus 25
anos. “Foi um momento muito abençoado
por Deus, onde todos os membros puderam
agradecer por tantas bênçãos recebidas no
decorrer destes anos”, comenta o pastor local,
Valdomiro Meyer Jacobsen.
O momento do culto foi abrilhantado
com os talentos das crianças, que fizeram o
processional de entrada, do grupo de dança
litúrgica Ritmo Gospel, que dançou duas mú-
sicas, e do Sr. João Guerreiro, que apresentou
uma canção, do Vocal Carpe Diem, de Canoas,
da banda Ebenézer, de Gravataí, e do Coral
da CEL São Marcos, de Alvorada. Estiveram
presentes praticamente todos os pastores que
atenderam a Congregação no decorrer da
sua história, e a mensagem foi proferida pelo
pastor Abílio Dias de Souza. Após o culto, foi
servido um almoço e todos puderam ainda
assistir a apresentação do cantor gospel,
Gilmar Collares, de Porto Alegre.
Culto festivo em
Baixo Guandu
No dia 11 de julho, os membros da CEL
Cristo Para Todos, de Baixo Guandu, ES, es-
tiveram reunidos para festejar os 85 anos da
JELB. O culto de aniversário foi conduzido
pelos jovens, sendo que oito destes auxiliaram
diretamente na liturgia. Foi um momento
muito especial, onde jovens e Congregação
festejaram as bênçãos de Deus sobre o traba-
lho da JELB em todo o Brasil. Cerca de 100
pessoas estiveram presentes no culto.
Profissão de Fé
em Campina
Grande
No dia 22 de agosto, a Congregação da
Fé, de Campina Grande, PB, recebeu mais um
membro por Profissão de Fé. “Para a Igreja, é
momento de grande alegria ser participante
na vida do irmão que confessa Jesus como
seu salvador pessoal e crê nas doutrinas bíbli-
cas, conforme o ensino Luterano”, comenta
o pastor Holdair José Drefs.
No dia 5 de junho, o casal Vando e
Eleônia Schmitz comemorou Bodas de
Ouro. Neste mesmo dia, foi realizado um
culto especial na Congregação São Paulo, de
Fraiburgo, SC, em homenagem e lembrança
desta data marcante e especial para o casal,
na companhia das filhas, genros e netos. O
texto base para a mensagem foi 1 Sm 7.12b:
“Até aqui nos ajudou o Senhor”.
Bodas de Ouro
Notícias
44 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Escola Bíblica
de férias
Entre os dias 12 e 16 de julho, aconteceu a I Escola Bíblica de Férias,
no bairro Piracuama, onde a congregação Ebenézer, de Campo Limpo,
SP, realiza um trabalho missionário. O evento contou, diariamente, com
a participação de 35 crianças, mesmo sendo uma semana de muita
chuva e frio. As crianças ouviram a história dividida em capítulos,
aprenderam a contar a maravilhosa história de Jesus, através do livro
Sem Palavras e participaram de mini-palestras. Além disso, houve muito
louvor. O evento foi apoiado pelas professoras Cida, Débora, Izabel, pelo
estudante de teologia Daniel Alves e pelo pastor Héber Fach.
Crescimento anima
congregação
Em culto na CEL Martinho Lutero, de Novo Hamburgo, RS, foram
recebidos por Profissão de Fé sete pessoas. Destaque especial para Elton
E. Grunevald, que após oito anos, retornou à paróquia. Eles se integram
ainda mais ao trabalho de levar Cristo para todos, desenvolvido pela
Paróquia Cristo, de Estância Velha, RS.
Em 2009, a paróquia recebeu Hilbert Wendler Jr. como pastor. Desde
2002 é atendida pelo pastor Breno C. Thomé, que contou com a ajuda
do pastor Vili Redel de 2007 a 2009. Nestes oito anos o trabalho, expe-
rimentou crescimento contínuo – o número de membros passou de 338
para 448. O que representa uma média de 4% ao ano. Por isso, no Plane-
jamento 2014 está prevista a vinda de mais um pastor para 2012, pois o
pastor Breno irá para o rol dos eméritos, após 46 anos de ministério.
Houve dois acontecimentos importantes, no primeiro semestre
deste ano, na CEL Trindade de Maripá, PR.
No dia 28 de fevereiro, aconteceu a instalação do novo pastor da
Congregação, Gerson Luiz Uhlmann. Este evento contou com a par-
ticipação de 300 pessoas. No dia 13 de junho, após culto festivo, foi
realizada a cerimônia de inauguração da nova casa pastoral. Depois da
cerimônia, que contou com a participação de 200 pessoas, os membros
puderam visitar a nova casa e participar de um delicioso churrasco de
confraternização. A Congregação está muito feliz e agradecida a Deus
por todas as bênçãos derramadas sobre ela.
Novidades em Maripá Mais uma Igreja
em Rondônia
ComoauxíliodoGrupoBuildersForChristInBrazil,nomêsdejunho,
foi construída mais uma igreja luterana em Rondônia, na Linha 625, no
município de Governador Jorge Teixeira. Os cultos eram realizados na
casadosmembrospelopastorMarcioVorpagel,deJarú,RO.Duranteuma
semana,umgrupodeamericanos,juntamentecomvoluntáriosbrasileiros,
conviveram e ajudaram na construção do novo templo, consagrado no
dia 8 de junho, com a participação de mais de 150 pessoas.
Fotos: Arquivo Editora Concórdia
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 45
Falecimentos
Aprouve Deus
chamar desta vida
para a eternidade
Francisco Mo-
des, 88 anos. Ele
era membro da CEL
São Mateus, em
Nova Santa Rosa,
PR. O culto fúnebre foi dirigido pelo pastor
Marcos Glass.
No dia 28 de novembro de 2007, fa-
leceu Lindaura Hell Boni, em Espigão
do Oeste, RO. Nascida em 30 de maio de
1952, em Itaguaçu, ES, casou-se com An-
tônio G. Boni em 1969. Lindaura foi uma
das pioneiras em RO, chegando em Cacoal
em 1975, e participava com alegria dos
encontros das Servas e dos cultos. Ficam
enlutados o seu esposo, filhos, netos e
demais parentes e amigos.
Helmuth Ul-
mer faleceu no
dia 1º de fevereiro,
aos 83 anos. Ele
nasceu no dia 5 de
julho de 1926 em
Erechim, RS. Deixa
enlutados a esposa,
MadalenaMaria,filhos,filhas,noras,netos,
bisnetos e a Congregação Bom Pastor, de
Campo Erechim, Erebango, RS, da qual
era membro. Os familiares e amigos foram
consolados pelo pastor Fredolino Mauer,
que baseou sua mensagem em Lc 2.29,30:
“Agora, Senhor, podes despedir em paz o
teuservo,…porqueosmeusolhosjáviram
a tua salvação”.
No dia 10 de
julho, aos 91 anos,
faleceu Edmun-
do Rudke. Nasci-
do em 11 de maio
de 1919, ele deixa
enlutados os nove
filhos, genros, ne-
tos, bisnetos e irmãos.O sepultamento
aconteceu, no dia 10 de julho, no cemi-
tério da CEL São Mateus – Linha 15 de
Novembro, Santa Rosa, RS. A cerimônia
foi realizada pelo pastor Albano Ücker.
Batizado e Confirmação
em Panorama
Aconteceu, no dia 22 de agosto, na CEL São João Batista, de Panorama, Rio Bananal,
ES, o batizado de Lucas Elias Schaffel. Já no dia 28 de agosto, foi realizada a Confirmação
de cinco jovens. O momento contou com a presença de aproximadamente 200 pessoas.
O lema foi: “Vocês sabem que numa corrida, embora todos os corredores tomem parte,
somente um ganha o prêmio. Portanto, corram de tal maneira que ganhem o prêmio” (1
Co 9.24). As cerimônias foram oficiadas pelo pastor Silvair Litzkow.
Batismo em
Baixo Guandu
No dia 10 de julho, na Congrega-
ção Paz, de Barra de Santa Rosa, Baixo
Guandu, ES, foi realizado o Batismo de
Thamirys Santos Buger e Débora Pinheiro
Friedrick. Foi um momento muito especial
para os pais, parentes e membros da Con-
gregação. O culto foi realizado pelo pastor
Gilmar Klippel.
Confirmação
em Vitória das
Missões
No dia 18 de julho, seis jovens con-
fessaram publicamente sua fé. O culto de
Confirmação foi realizado na CEL São Paulo,
de Vitória das Missões, RS, e contou com
a presença de 80 pessoas. A cerimônia foi
realizada pelo pastor Éverton Harms.
Notícias
46 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Nova paróquia em Blumenau
No dia 17 de agosto, foi fundada a Paróquia Cristo, da Vila Itoupava, em conjunto com as
congregações Emanuel e São Paulo, todas de Blumenau, SC. Esteve presente o presidente da IELB,
pastor Egon Kopereck, que dirigiu o sermão.
Neste mesmo dia, foi realizado também, pelo pastor Osvino Vorpagel, o batizado de Emily
Pellens, filha de Edemar e Katiuscia. Cerca de 100 pessoas estiveram presentes no evento.
A APAE não é sopa
A CEL São João Batista, de Guaíba, RS,
realizou, no dia 28 de agosto, um belo traba-
lho de dedicação ao próximo. Sob o título A APAE não é sopa, a Congregação organizou um
jantar, onde foi servido um buffet de sopas, reunindo cerca de 200 pessoas que compreen-
deram as necessidades pelas quais a APAE passa nesta cidade. Foi uma noite descontraída e
abrilhantada por shows de músicos e cantores luteranos, e amigos guaibenses.
A bênção dos
90 anos
No dia 18 de maio, na CEL São Marcos,
de Curitiba, PR, a Sra. Romilda Jandrey Huf
festejou 90 anos, ao lado de dezenas de fami-
liares e amigos. Viúva do professor da IELB,
Waldemiro Belmiro Huf, e mãe de nove filhos
(dois já falecidos), ela tem 25 netos (dois
pastores), 24 bisnetos, e uma trineta.
Gerações
em Pelotas
Ducila Schmidt Muller – 75 anos
Neiva Muller Rusch – 46 anos
Jislaini Rusch Fouchi – 25 anos
Jiseli Eduarda Fouchi – 7 anos
Todas pertencem à Congregação Cristo,
de Santa Coleta, Pelotas, RS.
72 anos de casamento
Nodia26defevereiro,ocasalAlexandreeErnaGrunvald,
93e92anosrespectivamente,completou72anosdefelizvida
matrimonial.MuitoagradecidospelasbênçãosqueoAltíssimo
derramou sobre eles, os filhos Reinaldo, Wilimar, Vali, Edite,
Neldi e Nair dizem: “Graças dou por esta vida, pelo bem que
revelou...” Atualmente, residem em São Valentim, RS, e são
membros da Congregação São João, de Erechim, RS.
Fotos: Arquivo Editora Concórdia
Encontrão de jovens em Barreiras
Nos dias 28 e 29 de agosto,
jovens de Luís Eduardo Maga-
lhães, Barreiras e Baianópolis, BA,
estiveram reunidos na chácara
da família Rohloff, promovendo
momentos de devoção, reflexão,
culto e lazer. “Compartilhando
experiências da vida com Deus”
(Sl 78.4), também os jovens. “Oh!
Como é bom e agradável viverem
unidos os irmãos!” (Sl 133.1).
Noite cultural no Distrito Paulista
No dia 4 de setembro, o Distrito Paulista de Jovens teve sua noite cultural. Uma noite onde
os jovens do distrito puderam louvar a Deus com seus talentos, através de peças teatrais, músicas
inéditas e dança litúrgica. Foi um ótimo momento de comunhão, descontração e muitas risadas.
Cerca de 80 pessoas estiveram presentes, entre atores, cantores, dançarinos e espectadores.
No mês de julho, o pas-
tor e professor Paulo Pietzs-
ch, do Seminário Concórdia,
São Leopoldo, RS, esteve
em Teresina, PI, visitando
a Paróquia Cristo. Para o
pastor Elton Rost, que tem
seu colega mais próximo a
450 km, em São Luis, MA,
foi uma grande satisfação
receber esta visita, e notícias
da IELB e do Seminário.
“Para a Paróquia, também é motivo de alegria quando somos visitados”, comenta o pastor.
Juntos os dois visitaram o estagiário Jonas Roberto Schultz, na cidade de Floriano. “Ele está
fazendo um belo trabalho de atendimento a luteranos, também em Bom Jesus, Uruçuí e
Nova Santa Rosa, e visitas missionárias no hospital de Floriano”, afirma.
A IELB em Teresina
Com diferença de 10 dias, faleceram
Olinda e Walter Luby Mauhs.Olinda
faleceu no dia 7 de maio, aos 86 anos,
e Walter no dia 17, aos 82. No dia 2 de
maio, o casal havia completado 51 anos
de matrimônio. Deixam com saudades fi-
lho, filha, nora, netas, irmãos, cunhados e
sobrinhos. O pastor Marcos Schmidt con-
duziu as cerimônias de sepultamento em
Novo Hamburgo, RS. A família agradece
aobondosoDeuspelabênçãodoconvívio
com o casal e pela forma tranquila que os
levou ao descanso eterno.
Faleceu aos
78 anos, no dia 2
de agosto, em Pé-
rola d’Oeste, PR,
Leopoldo Fer-
nando Lassig.
Leopoldo nasceu
nodia22demarço
de 1932, em Passo Fundo, RS, e desde
1966 residia em Pérola d’Oeste. Deixa en-
lutados a esposa, Araci, seis filhos, netos
e bisnetos. A cerimônia foi realizada pelo
pastor Claudio Renato Bündchen.
Faleceu, no dia
7 de agosto, Lydia
Ottile Ditchum,
aos 72 anos. Por
mais de 25 anos,
Lydia se dedicou a
servir a Jesus Cris-
to e à IELB, como
AgentedeLiteraturadaCongregaçãoCas-
teloForte,emSãoBernardodoCampo,SP.
O culto de Ação de Graças ocorreu no dia
29 de agosto na mesma congregação, em
que também era fundadora.
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 47
Falecimentos
“Eu sei em quem tenho crido”
No dia 13 de junho, a CEL da Penha, Rio
de Janeiro, RJ, realizou um culto especial.
Primeiro foi batizada a pequena Melissa,
filha de Jorge do Nascimento Júnior e de
Marcelle Ramos da Rosa do Nascimento.
Depois, três adolescentes - Ademar Miguel
de Melo Júnior, Bruna Schmidt e Camila
Cristina Lima de Melo – confirmaram (pelo
rito da Confirmação) a fé cristã recebida
quando batizados na infância.
A mensagem proferida pelo pastor Le-
onerio Faller, foi sobre o tema “Eu sei em
quem tenho crido” (2 Tm 1.12). Enfatizou
que, quando bebê, a criança é levada pelos
pais e padrinhos ao Batismo e ela recebe uma
fé inconsciente (ela passa a crer no Deus
Triúno pela ação do Espírito Santo, porém,
ela não sabe em quem crê); com o passar
do tempo e, especialmente, na instrução de
confirmandos, ela vai aprendendo quem é
o Deus Triúno e as doutrinas da fé cristã,
podendo então na adolescência consciente-
mente confirmar que deseja permanecer na
fé recebida no Batismo e servir a este Deus
por toda vida.
Ademar, Camila e sua mãe Lucinea co-
nheceram a Igreja Luterana através do Proje-
to Social Vida da Comunidade da Penha.
Bodas de Diamante
Oswaldo e Ivoni Gerda Layher celebraram Bodas de Diamante
no dia 23 de setembro. O casamento, em 1950, teve como lema o
Salmo 23. A renovação da bênção matrimonial aconteceu durante
culto matutino na Congregação Cruz, de Cruz Alta, RS, no dia 19
de setembro, onde são membros fundadores. Na ocasião, os filhos,
Clatyon, Milton e Carmen, os irmãos, cunhados, genros, netos e de-
mais familiares e amigos expressaram gratidão junto com o casal. A
celebração foi oficiada pelo pastor Fermino Bündchen.
Notícias
48 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Lançado o CD Queremos sempre
ouvir _ 105 anos de louvor
Aconteceu no dia 28 de agosto, na CEL
São Paulo, de Arroio do Meio, RS, o culto de
lançamento do CD “Queremos sempre ouvir -
105 Anos de Louvor”, gravado por grupos da
Congregação. Mais de 200 pessoas estiveram
presentes prestigiando os seis grupos que se
apresentaram, entre Coral, Grupo Vocal, Coral
de Crianças, pastores e suas famílias, as duplas
HeinzeNiceepastorJaireCelene–envolvendo
um total de 40 pessoas.
ComoapoiodaCongregação,ospatrocínios
do Departamento Feminino, de duas empresas
da cidade e ainda com a parceria da Editora
Concórdia,esteprojetopôdeserrealizado.Logo
após o culto, que teve a
presença de autorida-
des e convidados, como
o prefeito municipal,
foi servido um jantar
de confraternização no
salão da Congregação.
“LouvamosaDeuspelos
dons que ele nos deu,
por esta oportunidade,
pelos agora já 106 anos
de nossa Comunidade”,
agradece o pastor Jair
Erstling.
Fotos: Mônica Santos
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Realizado 2009 156.008,62 115.122,69 180.805,86 160.122,67 178.151,84 164.391,96 171.101,24 172.863,80 246.346,83 186.097,41 168.335,23 263.048,34
Meta/10 179.765,32 128.692,16 189.639,31 168.286,91 189.936,65 181.386,62 195.542,49 179.720,07 205.766,60 199.802,51 184.583,82 260.898,54
Realiz.2010 145.659,30 132.607,53 224.557,49 170.273,78 157.706,27 204.893,26 212.464,13 190.341,07
100.000,00
120.000,00
140.000,00
160.000,00
180.000,00
200.000,00
220.000,00
240.000,00
260.000,00
280.000,00
Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 49
Indicadores da IELB
Contribuições das Congregações
Silvério Neuenfeldt Vorpagel –
instalado, no dia 7 de março de 2010,
como pastor na CEL Cristo, de Santa
Maria de Jetibá, ES, pelo pastor Heder
Frederico Pieper Gumz. Era pastor em
Cerejeiras, RO.
Alisson Schröpfer da Silva – ins-
talado, no dia 5 de setembro de 2010,
como pastor na CEL Santíssima Trindade,
de Joaçaba, SC, pelo pastor Dilosani Ou-
riques Penning. Era pastor cedido à Igreja
Evangélica Reformada em Itararé, SP.
Paulo Luiz Vaz – instalado, no dia
6 de junho de 2010, como pastor na CEL
Salvador, de Santa Vitória do Palmar, RS,
pelo pastor Ismar Lambrecht Pinz. Era
pastor emérito.
Márcio Vanderlei Schneider –
instalado, no dia 1º de agosto de 2010,
como pastor na CEL Concórdia, de Porto
dos Gaúchos, MT, pelo pastor Ilto Celvino
Mathias. Era pastor cedido em Canin-
deyú, Paraguai.
Marcos Everton Müller – instala-
do, no dia 1º de agosto de 2010, como pas-
tor na CEL da Paz, de São João d’Aliança,
GO, pelo pastor Jaime Paulo Link. Era
pastor em Casilla Dos, Paraguai.
Clomerio Carlos Junior Loose –
instalado, no dia 15 de agosto de 2010,
como pastor na CEL Cristo Redentor, de
Buritis, RO, pelo pastor Adalberto José
Gross. Era pastor em Nova Brasilândia
D’Oeste, RO.
Informações do Assessor da IELB - Pastor Rony Ricardo Marquardt
Valores Válidos para OUTUBRO/2010
IEG= 1,5772 POUP= 2,4079 IFAPAI= 3,0594 IFPP= 3,1669
Rentab. [Líquida] (mensal atual) FPP/FAPAI = 0,7540% Poupança = 0,5706
Política de Subsistência Pastoral: Básico:R$ 1.867,00 (retroativo a abril/2010)
Anuênios (cada ano pós formatura)=> (1º ao 15º)=R$ 67,21
e (16º ao 20º)=R$ 33,61
Obs1: Lembramos a ênfase da livre negociação entre congregações e pastores.
(Não deveria ser menor que os valores acima indicados)
Renato Bauermann
Tesoureiro da IELB
Atividades de
leigos e servas
em Joinville
No dia 25 de junho 2005, aconte-
ceu o primeiro culto da Congregação
Mensageiros de Cristo, em Joinville, SC,
na residência de Geraldo Siedschlag!
Em 2006, inicia o Departamento de
Servas Mensageiros de Cristo, tendo
sua primeira reunião no dia 27 de
maio, na casa pastoral. Os encontros
acontecem nas casas das servas para
facilitar a participação. Neste ano, o
departamento comemorou quatro anos
com culto de Ação de Graças e entrega
das sacolinhas, ministrado pelo pastor
Daniel César Peplinski.
Nos dias 26 e 27 de junho, realizou-
se o 2º Retiro dos Leigos da CEL Men-
sageiros de Cristo, de Joinville, SC, no
Sítio Gooden Fiche. Os 14 leigos estive-
ram reunidos em comunhão e tiveram
momentos de devoção, canto e oração
para o louvor a Deus. Além disso, pude-
ram aprender mais sobre a Palavra de
Deus através de palestras e estudos (O
Leigo e a Oferta; Trabalho e Compro-
metimento com a Igreja; Pornografia
e Intimidade) ministrados pelo pastor
Daniel César Peplinski. “Os momentos
de diversão foram ótimos, e também
fomos todos abençoados com um final
de semana maravilhoso”, comenta o
leigo Patrick Maass Legonde.
Aguarde!
Em dezembro
do Mensageiro
Luterano
EDIÇÃO
ESPECIAL
Ordenações e Instalações
50 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93
Virando
a página
Virando
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50
Do Seminário
para fora
P
ermita que te apresente o Seminário Concórdia que conheço.
Que eu fale sobre uma escola centenária, a Escola de
Profetas que existe há 107 anos.
São 100 homens que amam seu Salvador, que se preparam para
o ministério.
São 100 homens que vêm de todos os recantos do Brasil e, por vezes,
do exterior, que passam a conviver.
São 100 homens: alguns de cabelo curto, outros comprido; cara limpa,
barba ou bigode; retraídos, desinibidos, calmos, nervosos.
São homens que enchem de alegria e de vida os prédios deste
lindo lugar.
São homens que pregam, cantam, estudam, vivem, choram e riem.
Homens que se envolvem nos jogos “Azul x Branco” e para sempre
se mantêm fiéis ao time.
Homens que estudam pela manhã na ULBRAe à noite no Seminário:
vivência de mundo; reclusão de mosteiro.
Homens que participam de trabalhos voluntários, do grupo de teatro,
dos corais, dos grupos instrumentais, que ajudam.
Homens que nos fins de semana estão nas congregações.
São instrumentos de Deus.
O Seminário não é um lugar santo onde cabeças estão sempre abai-
xadas e mãos dobradas em constante oração.
Nos corredores e janelas dos edifícios não há um silêncio artificial.
Aqui há vida, louvor, música sacra, pop e gospel, gritos, conversas,
brincadeiras, mas também meditação, muitas horas de estudo e devoção.
Há coisas que são iguais, como em qualquer lugar: o sol brilha nas
paredes do Seminário como faz nas folhas de laranjeira.
A chuva molha o campus assim como molha os trigais.
Diversidade aqui? Sim.
Quando um toca violino e o outro violão.
Quando um escuta música pop e outro estuda o sermão.
Quando um trabalha no hospital, outro é garçom ou limpa o jardim.
Quando um é responsável por uma missão e outro treme na
primeira devoção.
Quando um já tem esposa e filhos e o outro procura coragem
para namorar.
Mas, aqui também se encontra desânimo, tristeza e derrota.
Aqui o perdão é buscado e oferecido.
Aqui também se deixa o irmão ignorado.
Aqui também a saudade e a solidão tomam conta do coração.
União aqui? Sim.
Quando 100 alunos cantam vibrantemente: “Digno és, ó Cordeiro,
de todo louvor....”.
Quando estes estudantes de teologia dos mais diferentes lugares
oram em conjunto: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o
Teu nome”.
Quando tantos, a cada ano, espalham por todo o país a Boa Nova
durante os períodos de estágio, durante suas férias e mais tarde nos
primeiros chamados.
Quando Deus perdoa os seus pecados, diariamente.
Quando confraternizam entre si e com seus professores e famílias
em encontros formais e informais.
Quandoesposasdedicadasbuscamnasmaisdiversasfunçõesauxiliar
no sustento para que o seu marido possa tornar-se pastor.
Quando esposas, noivas e namoradas dos teologandos estudam e
se preparam.
No trabalho abnegado de ASAS (Associação de Amigas do Semi-
nário Concórdia).
Cristo aqui? Sim.
No estudo da teologia e no riso franco lá fora.
Na palavra que encoraja e consola.
Na mensagem dos mestres, que transmite esperança.
Nas reuniões fraternas entre professores.
No sorriso que compreende.
Na luta do professor e aluno pela verdade.
No ministério pessoal de irmão para irmão.
Nas devoções.
Na forma de agir.
Nos corações de todos.
O Seminário Concórdia é um lugar bom para se estar, porque Cristo
também está aqui. O Seminário Concórdia é um lugar bom para visitar.
Você é sempre bem-vindo!
Beatriz C. Warth Raymann, São Leopoldo, RS
m
Por Everson Gass
PASTOR EM BLUMENAU/SC
Encarte da Liga de
Leigos Luteranos do Brasil
Número 13
Outubro de 2010
Amizade: Um ‘laço fraternal’
entre o pastor e o leigo!
amigos que encontramos braços fortes que
abraçam, que amparam e sustentam, para
que se alguém cair, estejamos amparados
e possamos continuar no caminho. Pois
são incansáveis em recuperar o fraco quan-
do vacila. É entre amigos que dispomos de
tempo para compartilhar experiências de
vida. Experiências da sua vida e da vida
dos homens e mulheres de Deus na Escri-
tura. É entre amigos que encontramos cora-
ções sensíveis que nos ‘amem até mesmo
quando nós mesmos não nos amamos; que
nos busquem dos nossos falsos refúgios,
e sejam capazes de sentir dentro de si as
nossas dores’. É entre amigos cristãos que
encontramos homens de fé inabalável; que
dobram os seus joelhos e levantam mãos
santas sem ira e sem brigas (1 Tm 2.8),
intercedendo pelo amigo ‘pois muito pode
a suplica do justo’ (Tg 5.16). Sábio é o con-
selho de Deus pela boca de Salomão: “Em
todo tempo ama o amigo, e na angústia se
faz o irmão” (Pv 17.17).
Tudo isso pude vivenciar convivendo
com meus amigos da Diretoria da LLLB.
Pude também sentir e ver, em muitos luga-
res que passei, como a Liga de Leigos é
chão fértil para o cultivo da amizade entre o
pastor e o leigo.
É claro que está amizade está ancora-
da na maior de todas as amizades. O ami-
go de todos os leigos e pastores: o amigo
Jesus. O poeta sacro expressa: “Em Jesus
amigo temos... Busca o teu melhor amigo...
Cristo é verdadeiro amigo...” E o próprio
Jesus dá testemunho disso: “Ninguém tem
maior amor do que este: de dar alguém a
própria vida em favor dos seus amigos. Vós
sois meus amigos, se fazeis o que eu vos
mando. Já não vos chamo servos, porque o
“A
prendi o que é a Liga de Leigos
Luteranos do Brasil, fazendo par-
te desta diretoria”. Foi o que dis-
se em minha manifestação diante do Con-
gresso Nacional. O que eu não disse é que
aprendi a amar a Liga de Leigos, a valorizar
a Liga, a vivenciar o incansável trabalho de
braços fortes que são os Leigos quando se
reúnem em ligas e nas congregações, a ad-
mirar sua dedicação pela igreja, na congre-
gação e no lar. Isso aprendi junto a LLLB.
Mas o que tem isso de tão especial que
mereça destaque e faça com que me ma-
nifeste assim? Vou dizer: na liga de leigos
se constrói e se cultiva laços de amizade.
Amizade entre o leigo e o seu pastor.
E agora me detenho a pensar: que tra-
balho bonito pode surgir quando o contexto
da igreja e da liga é estabelecido sobre
laços de amizade! Que benção se pode
desfrutar quando podemos contar com ami-
gos de fé e na fé! Pois “há amigo mais che-
gado do que um irmão” (Pv 18.24).
É entre amigos que nossos anseios e
necessidades encontram eco. É entre ami-
gos que encontramos ouvidos atenciosos
em momentos de lágrimas; ouvidos toleran-
tes e pacientes em nossas fraquezas; ouvi-
dos receptivos em nossos risos e sorrisos.
É entre amigos com olhos de discernimen-
to, que nos vendo em situações de crises,
nos fazem lembrar do SENHOR Deus que
é a nossa força. É entre amigos que en-
contramos aquele que é ‘a boca do mudo’
(Pv 31.8), aquela voz forte que fala por nós
quando por nós mesmos não podemos
falar; que nos chamem de volta quando
perdemos o caminho, e se atrevam a pro-
nunciar palavras de perdão mesmo quando
não estamos dispostos a ouvi-los. É entre
servo não sabe o que faz o seu senhor; mas
tenho-vos chamado amigos, porque tudo
quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a
conhecer”(Jo 15.13-15).
Leigos, busquem no seu pastor o con-
dutor espiritual, o confessor dos momentos
de angústia e felicidade, o cuidador de vos-
sas almas e encontrarão um amigo. Pasto-
res, deixem os leigos cuidarem de vocês,
compartilhem com eles vossas cargas e
alegrias, e encontrarão amigos.
Que trabalho bonito pode surgir quan-
do o contexto da igreja e da liga é estabe-
lecido sobre laços de amizade. Obrigado,
leigos da (ex) Diretoria e pastor Wanderley
M. Lange, amigos para todas as horas.
Obrigado, leigos e pastores de todo Brasil,
pela amizade cultivada. Do SENHOR temos
força, para sermos amigos.
“Sacerdotes do Rei Jesus”
RELATÓRIO FINANCEIRO - OUT/2007 A 10/SET/2010
“Passou-se três anos desta direto-
ria a frente da LLLB. Foram três anos
de alegria, onde tivemos a oportunidade
de compartilhar experiências e estudos
para a edificação do Reino de Deus.
Estivemos presentes, sempre que pos-
sível, nos congressos distritais para le-
var ânimo aos congressistas, a fim de
que estejam engajados sempre mais
no trabalho da nossa querida IELB.
O nosso trabalho não termina com
o término do mandato, pois precisamos
sempre incentivar a participação dos
nossos leigos. Em alguns momentos,
sentimo-nos decepcionados quando
ouvimos que há pouca vontade dos
leigos de se engajarem. Mas não desa-
nimamos, pois sabemos que, ao seme-
armos a semente, Deus se encarrega
de produzir os bons frutos. Desejamos
que a nova diretoria, que assume após
o Congresso Nacional, tenha pleno su-
cesso na condução da LLLB”
Que Deus abençoe a todos. Da-
mos graças ao SENHOR, nosso Deus
por todos os benefícios para conosco.
Rogamos ao SENHOR da Igreja que
continue fortalecendo nossas fracas
mãos para sermos o Braço Forte da
IELB. “Somente a ti, ó SENHOR Deus,
a ti somente, e não a nós, seja dada a
glória por causa do teu amor e da tua
fidelidade”. (Salmo 115.1)
PALAVRA DA (EX) DIRETORIA
Movimento Entradas Saídas Saldo
De transporte R$ 1.407,31
Ofertas R$ 43.206,10 R$ 44.613,41
Resgate de aplicação R$ 23.196,07 R$ 67.809,48
Depósito cheques em caixa R$ 620,00 R$ 68.429,48
Venda livro O que ensinam os luteranos R$ 50,00 R$ 68.479,48
Inscrições encontro PDs R$ 300,00 R$ 68.779,48
Ofertas Culto encontro PDs R$ 707,50 R$ 69.486,98
Encontro PDs - participação diretoria 3LB R$ 1.712,00 R$ 71.198,98
Estorno tarifa bancária R$ 23,20 R$ 71.222,18
Deposito ref. Congresso R$ 3.042,00 R$ 74.264,18
Comissão vendas camisetas / Concordia R$ 1.596,00 R$ 75.860,18
Saque da poupança R$ 6,15 R$ 75.866,33
Depósito /congresso R$ 96,00 R$ 75.962,33
Transferência da conta congresso p/ c/c R$ 6.637,31 R$ 82.599,64
R$ 82.599,64
Emissão cheque 26.09.07 R$ 352,57 R$ 82.247,07
DARF R$ 500,00 R$ 81.747,07
Rev. Saymon Gonçalves R$ 3.800,00 R$ 77.947,07
CPMF R$ 25,63 R$ 77.921,44
Viagens R$ 10.767,51 R$ 67.153,93
Despesas bancárias R$ 1.314,40 R$ 65.839,53
Reemb. de despesas R$ 84,00 R$ 65.755,53
Transferência para aplicação R$ 11.534,63 R$ 54.220,90
Declaração - IR / RAIS R$ 490,00 R$ 53.730,90
Nic Br. Manut. R$ 60,00 R$ 53.670,90
Host Hosp. e Serv. para internet R$ 134,00 R$ 53.536,90
Informare Serv. em informatica Ltda. R$ 1.453,30 R$ 52.083,60
Convenção Nacional R$ 682,00 R$ 51.401,60
Encarte ML R$ 18.785,00 R$ 32.616,60
Thalisgraf Artes Graficas - agendas R$ 815,00 R$ 31.801,60
Projeto Timoteo R$ 10.000,00 R$ 21.801,60
Graf & Art R$ 510,00 R$ 21.291,60
Redix Serv. em informatica R$ 210,00 R$ 21.081,60
Hotel - encontro PDs R$ 1.800,00 R$ 19.281,60
Transferência p/ conta congresso R$ 3.396,00 R$ 15.885,60
Papelaria - transparência, tinta, cópias... R$ 294,50 R$ 15.591,10
Despesas c/ telefone R$ 327,32 R$ 15.263,78
Presentes - assinatura ML - camisetas 3LB R$ 109,00 R$ 15.154,78
Deposito em poupança R$ 10,00 R$ 15.144,78
Correios R$ 98,10 R$ 15.046,68
Confecções carteirinhas / Leigos R$ 300,00 R$ 14.746,68
Manutenção nobreak R$ 50,00 R$ 14.696,68
Despesas Reunião – Chapa/Diretoria R$ 150,00 R$ 14.546,68
R$ 81.192,33 R$ 68.052,96
Obs: Dif. R$-75,00 entrou nas ofertas
Composição do saldo:
Em caixa R$ 200,00
Banco do Brasil R$ 14.346,68
Soma R$ 14.546,68
Auxílio Subsistência
“Sacerdotes do Rei Jesus”
Encarte Especial
19° Congresso da LLLB
Balneário Camboriú - SC
Estas palavras ditas por um
leigo resumem o que foi o 19º
Congresso Nacional da Liga de
Leigos Luteranos do Brasil; en-
tre os dias 26 e 29 de agosto de
2010, em Balneário Camboriú,
SC. Foram 725 inscritos que ‘fize-
ram’ esse congresso. Sob o tema
bíblico: “A alegria do SENHOR
é a vossa força”, e com o lema:
“Do SENHOR temos força!”, lei-
gos de todas as regiões do Brasil
esternaram o que se tornou des-
taque destes últimos três anos de
LLLB: Os leigos são o braço forte
da Igreja. Acompanhe a matéria
sobre o Congresso.
”Esperava um bom
congresso, mas minha
expectativa foi superada
pelo bom conteúdo das
palestras e demais ativida-
des e voltei fortalecido na fé
e entusiasmado para traba-
lhar pela causa da LLLB”.
Culto e Abertura
Palestras e Preleções
Momentos Devocionais
Everson Gass (pregador), oficiaram o
culto. Tendo do pastor local, Ezequiel
Blum, a palavra de saudação. “Fracos,
porém, fortes” foi o tema do culto e do
sermão. Logo após louvarmos a Deus
pela bênção deste Congresso Nacio-
Foram duas palestras (conversa-
ções). Foram duas preleções (discurso
didático). Se bem que na prática, foram
quatro momentos de aprendizado prá-
tico, bíblico e confessional. Dois leigos
e dois pastores: Sr. Augusto Frederico
Kirchhein e Sr. Frederico da Silva Reis.
Pastor Flavio Luis Hoerlle e pastor Tho-
mas Heimann. Partindo do lema “Do
SENHOR temos força”, nos conduziram
em reflexão profunda e edificante.
As palestras tinham como objetivo
animarnos como ‘sacerdotes’ a servir a
Deus em todos os âmbitos da vida. Fa-
lando sobre a vida livre dos cristãos, em
família e sociedade, o Sr. Augusto des-
tacou os benefícios que esta liberdade
nos concede e seus efeitos, lembrou
que esta mesma liberdade nos leva a
desenvolver um espírito mais crítico e
a refletirmos estando abertos a aceitar
e respeitar diferentes pontos de vistas,
e finalizou destacando que só a Graça
salva e nós somos livres para servir.
Já o pastor Flávio abordando ‘uma
vida de Fé, esperança e amor’, enfocou
a vida do leigo Neemias. Destacou o
equilíbrio de Neemias no relacionamen-
to com Deus, no relacionamento consi-
go mesmo e no relacionamento com as
pessoas e a importância de se aprovei-
Um momento devocional marcou o início de cada ma-
nhã e tarde. Representantes de quatro distritos, trouxeram
um orientação e reflexão para os leigos. Iniciar os trabalhos
sob o ouvir atento da Palavra de Deus, sempre traz bên-
çãos. O tema dos devocionais partiam do lema do congres-
so em relação a vida do Leigo. Do SENHOR temos força...
para sermos bons e fiéis maridos... para sermos pais exem-
plares... para sermos cidadãos honestos... para sermos
cristãos consagrados. Foram momentos sublimes, conforme
revelaram os congressistas.
nal e sermos instruídos na Palavra,
realizou-se a Cerimônia de Cívica com
palavra de diversas autoridades civis
e religiosas, e que na palavra do seu
presidente, Sr. Eugen Waiduschadt,
declarou aberto o 19º Congresso Na-
cional da LLLB.
tar as oportunidades que diariamente
se apresentam, assim como Neemias
o fez reconstruindo não só um muro
mas reerguendo um povo. Destacou a
necessidade de sairmos da posição de
vítimas para sermos o sujeito da própria
vida amparando-se sempre na Oração
a Deus, tendo Deus como o amigo de
todos os momentos. Enfatizou também
a necessidade de nos concentrarmos no
presente, pois o passado já foi e o futuro
ainda não chegou. Finalizou desejando
que o exemplo de Neemias inspire a to-
dos nossos leigos.
Já as preleções tinham como ob-
jetivo promover uma reflexão sobre o
ministério pastoral e o sacerdócio uni-
versal dos cristãos. O Sr. Frederico,
sob o tema “Do SENHOR temos For-
ça... para conduzir os leigos” destacou
a importância da sintonia entre pastor
e leigo nos trabalhos na congregação;
da necessidade de despertar lideran-
ças e de compartilhar seus conheci-
mentos sem permitir que despertem
sentimentos de concorrência entre lei-
gos e pastores.
O contraponto veio com o pastor
Thomas, que falou sobre o tema “Do
SENHOR temos Força! ... para cuidar
dos cuidadores”. Destacou que cuidar,
é um processo que transforma quem
cuida e quem é cuidado, e os pastores
que são nossos cuidadores precisam
ser cuidados, afinal são homens com
tudo o que isso implica. Mencionou
ainda a necessidade de se proporcio-
nar oportunidades para que o pastor
também possa dar atenção a sua fa-
mília, para que possa conduzi-la de
forma que agrade a Deus. Falou com
o coração de um pastor, como filho e
neto de pastores.
Através de palmas, sentimos o
acolhimento daquilo que foi ministra-
do. Muitos registraram, em suas ava-
liações, esses momentos de palestras
como o ponto alto do Congresso.
Os congressistas ainda esta-
vam se acomodando no auditório,
quando as 19h, ao cantar do hino do
Congresso, deu-se início ao culto de
abertura. Os pastores conselheiros,
Wanderley Maycon Lange (liturgista) e
Noites Artísticas e Culturais
Nova Diretoria
Culto e Encerramento
Em duas noites, tive-
mos três momentos artístico-
culturais. A boa música marcou
esses momentos. Dispostos e
alegres, o Vocal Masculino da
Congregação Cruz, Petrópolis,
de Porto Alegre, nos brindou
com um repertório de músicas
sacras clássicas e contempo-
o cantor Carlos Magrão (luterano por pro-
fissão de fé), acompanhado de seu amigo
e tecladista ‘Chiquinho’, dedilhando uma
gaita, trouxe alegria e emoção ao apre-
sentar canções do seu CD Gospel, de do-
mínio do povo luterano e de sua autoria.
As músicas da tradição gaúcha fecharam
o ‘show’.
do auditório, iniciando assim o Culto de
Encerramento. Mais de mil pessoas ce-
lebraram este culto de adoração e ação
de graças, sendo instruído pela Palavra
de Deus e orientado pela pregação, na
palavra do pastor presidente da IELB,
pastor Egon Kopereck, que nos trouxe
mensagem de ânimo e força no tema
Para a noite seguinte, es-
tavam reservados momentos
de louvor e testemunho da fé,
com a participação do Coral
Paz e do Quarteto Masculino
Paz, de Vila Velha, ES. Regi-
do com maestria pelo pastor
Silvio Ferreira da Silva, com
vozes harmoniosas e arranjos
râneas. E quando já nos daríamos por
satisfeitos, finalizando a noite do dia 27,
Assim como começamos esse
Congresso sob a bênçãos de Deus em
culto festivo, não poderia ser diferente
seu encerramento. O clima de despe-
dida e desejos de reencontrar-se no
próximo congresso marcavam a manhã
de domingo. Pastores e leigos da (ex)
diretoria entraram pelo corredor central
impactantes, mesmo sob o cansaço da
viagem, o Coral serviu aos congressistas
um ‘cardápio variado’ de músicas cristãs,
que enlevou nossos corações e mentes
a Deus. Sem dúvida, podemos dizer: A
alegria do SENHOR é a nossa força!
do Congresso. Receberam a Santa Ceia
951 pessoas. E sob o olhar atento dos
participantes, a nova diretoria foi ins-
talada. Sob a bênção araônica o povo
de Deus foi despedido. E nos versos do
Hino Nacional dos Leigos, cantado com
emoção, finalizou-se mais um Congres-
so Nacional da LLLB.
Tivemos momentos administrativos: moções, relatórios e a eleição da
nova diretoria. E é de Marechal Cândido Rondon, PR a diretoria eleita
neste Congresso, que terá o privilégio de cumprir um mandato de 3
anos. Está assim composta, eleita e instalada:
Presidente: Oldemar Rohloff - Vice: Ildo Vorpagel Hoffmann
Secretário: Rudi Bär – 2º Sec.: Guido Hübner
Tesoureiro: Winfried Arno Hübner – 2º Tes.: Valdir Weirich
Pastores Conselheiros: Cleydes Kloss e Emerson Oditer Zielke
Conselho Fiscal: 	Otto Pinz, Sandro Luiz Zastrow e
		 Dulcídio Ademar Kissler Figur.
Almejamos bênçãos, alegria e força que vem do SENHOR.
Qual sua expectativa...DEPOIMENTOS
Com que certeza...
“Depois de uma viagem cansa-
tiva, cheguei ao local do Congresso,
Balneário Camboriú. Após um bom
banho e uma refeição, refeito o cor-
po, na esperança de encontrar velhos
amigos e fazer outros. Foi um Con-
gresso ótimo, nas devoções, pales-
tras e momentos culturais onde me
aproximou ainda mais de Deus. Os
cultos foram maravilhosos. Que Deus
continue abençoando a diretoria que
se despede, e a nova, Deus dê força
e coragem para enfrentar este novo
desafio. Que o bondoso Deus nos
permita nos encontremos no próximo
Congresso - se for da vontade Dele”.
Harry Valter
Von Dentzsch
Santo Ângelo, RS
Com as bençãos divinas, as quais eu agradeço ao nosso Bondoso e Misericordioso Deus, tive a oportuni-
dade de participar do 19º Congresso Nacional de Leigos. Que benção é, a participação em um congresso, as
emoções manifestadas ao encontrar com os irmãos na fé e pastores de congressos anteriores, são momentos
agradáveis e gratificantes, e mais ainda ao conhecer outros irmãos na fé acompanhados de suas esposas, se
envolvendo e compartilhando da alegria e satisfação inerentes de um coração cristão. Devo confessar que a
expectativa foi deveras emocionante e salutar, tanto para o corpo como para a alma. Aprendemos e adquirimos
maior conhecimento teológico através das ótimas e bem estruturadas palestras. Realizei com alegria e satisfa-
ção o meu desejo ao me encontrar com o pastor Krieser que me batizou há 62 anos, em o nome do Deus Triúno
e naquele momento me tornei cristão e ungido pelo Espírito Santo. Com o meu mais sincero, forte e fraternal
abraço, pude reencontrar o pastor Edgard e os sentimentos ali compartilhados foram recíprocos e abençoados
por Deus. E como cristãos convictos e ativos devemos viver no dia a dia o nosso Batismo.
Silvio Rein
Rio de Janeiro, RJ
Como em todos os congressos
que fui, entrei neste congresso com
a expectativa dum congresso aben-
çoado e enriquecedor. Como sempre,
não fiquei decepcionado, e acredi-
to que todos que participaram deste
congresso devem pensar o mesmo. A
diretoria está de parabéns pelo belo
congresso que organizaram. Volto
para casa alegre, contente, fortaleci-
do na minha fé Cristã. Foram quatro
palestras edificantes, marcantes e
extraordinárias. A comunhão com os
irmãos foi maravilhosa, e me alegrou
muito. Que Deus abençoe sempre a
nossa querida LLLB e a nova diretoria
eleita. Até 2013 em Rondon!
José Jacuniak
Erechim, RS
Cheguei com mui-
to entusiasmo para o
meu primeiro congres-
so. Saio satisfeito, pois
superei todas as minhas
expectativas sobre o
congresso e pretendo
participar dos demais
congressos.
Delair Marques do Santos
Ijuí, RS
Quero parabenizar a todos os organizadores
do 19º Congresso Nacional de Leigos, pelo ótimo
trabalho desenvolvido, com escolhas de ótimas
palestras, ambiente harmonioso entre irmãos e ir-
mãs no Salvador Jesus Cristo, belas músicas a se-
rem cantadas, com hospedagem e alimentação de
primeira. Como é bom participar de eventos des-
tes na IELB. Ouvir testemunhos e incentivos para
cada vez mais trabalharmos em prol da pregação
do Evangelho. Esperamos que em 2013, muitos
outros irmãos possam desfrutar destas bênçãos”.
Pastor Jaime
Marconi Grieleitow
Guarapuava, PR
Gratidão
Informação
A Diretoria que se despede agradece o apoio e as orações, pelo que foi possível com nossas fracas mãos realizar
o trabalho frente a LLLB. Um agradecimento especial as esposas de cada membro da diretoria. Agradecemos aos
Presidentes Distritais - seu trabalho é importante e tem valor – Vocês foram nossos parceiros e representantes junto
aos Distritos que sempre nos receberam com carinho e solicitude. Quanto a realização do Congresso lembramos com
gratidão a Congregação Esperança de Balneário Camboriú, SC que colocou-se a disposição e serviu com alegria
para a realização deste Congresso. Ao coral Esperança e aos Levitas – Grupo musical da referida Congregação.
Agradecemos também as decoradoras do auditório que com simplicidade e criatividade prepararam o ambiente para
o Congresso. E finalmente, nosso agradecimento a Deus, que nos despertou e nos animou, dando forças para dirigir
a LLLB. Soli Deo Gloria!
Foi criado um e-mail: lllb.secretaria@hotmail.com para os contatos de todas as ligas e pessoas que
queiram entrar em contato conosco. Convites, cadastros e demais informações. Estamos a disposição.
Por Emerson Zielke e Cleydes Kloss
PASTORES CONSELHEIROS DA LLLB
ardentemente compartilhar a verdade do
Evangelho com todos aqueles que ainda
não o conheciam. Sua missão era levá-
los à compreensão da imensa Graça de
Deus que, em seu Filho Jesus Cristo,
nos ama, nos perdoa e nos salva, não
porque nós o merecemos, mas por sua
infinita graça e misericórdia para conos-
co (Ef 2.8,9; Tt 3.5). Porém, o apóstolo
estava ciente de que tal compreensão
só poderia ser alcançada com a inter-
venção do Espírito Santo no coração
dos seus ouvintes. Por isso, sua oração
era para que Deus, o Pai, por meio do
seu Espírito Santo, desse a eles poder
para que fossem espiritualmente fortes
e que, por meio da fé, Cristo vivesse em
seus corações. Só assim eles compre-
enderiam a real dimensão do seu amor
e seriam capazes de responder a este
amor (Ef 2.14-18).
Quando pelo poder do Espírito
Santo compreendemos em nossos co-
rações o que significa o amor de Deus,
não há como ficar indiferentes, como
disse o apóstolo Paulo “o amor de Cristo
nos constrange” (2 Co 5.14), nos domi-
na (conforme a NTLH). É dominados por
este amor que queremos servir ao nosso
com Cristo e a Igreja
LEIGOS - Um só coração
Foram finalizadas as competições es-
portivas entre as diversas ligas de leigos.
Foi aprovado continuar a apoiar o projeto
de missão em Ciudad del Este, que desen-
volve um trabalho junto às crianças de rua
e na recuperação de drogados, utilizando
para isto cursos de informática, em que a
digitação é ensinada com a utilização de
textos da Bíblia.
ALLLB foi representada por Ricardo Go-
erl e pelo pastor Wanderley Lange, que apre-
sentaramtrabalhosobreamaneirapelaquala
mesma incentiva os leigos brasileiros a traba-
Realizou-se nos dias 7 e 8 de agosto,
em Santa Rita, o XX Congresso Nacional
da Liga de Leigos Luteranos do Paraguai
(Union de Caballeros Luteranos del Pa-
raguai). Sob o lema “O chefe da família
como sacerdote do lar”, estiveram presen-
tes 143 leigos. A palestra/estudo bíblico foi
feita pelo pastor Gerardo Wagner, pastor
local que mostrou as responsabilidades
e deveres do pai em educar e incentivar
a sua família a permanecer firme
na fé e na participação nas
atividades da igreja.
lhar por sua igreja. Esteve presente também
o presidente da Liga de Leigos da
Argentina, Sr. Enrique Helbig.
CONGRESSO NACIONAL NO PARAGUAI
Caros irmãos leigos. Fomos abenço-
ados com mais um Congresso da LLLB.
Acredito que todos que dele participaram
se sentiram motivados e fortalecidos a
chegarem em suas Congregações e Li-
gas com o propósito de, com suas vidas,
tempo e dons, servirem ao Senhor Jesus
com alegria.
Este é também o anseio da nova di-
retoria da LLLB. Até o Congresso eram
sonhos, planos, propostas. Agora, é hora
de trabalhar, de construir tudo aquilo que
foi planejado sobre o fundamento que
é Cristo Jesus (Ef 2.20). A exemplo de
Pedro e seus companheiros, é hora de
lançar as redes, pois é o Senhor quem
está mandando (Lc 5.5). Ele é a nossa
motivação, a nossa força, pois, pela fé
Ele habita em nossos corações (Ef 3.17),
para que nos tornemos “um só coração
com ele e a sua Igreja”.
É, fundamentados nesta certeza,
que a nova diretoria adotou como seu
lema: LEIGOS – um só coração com
Cristo e a Igreja. Escolhemos este lema
por compreendermos que toda ação vol-
tada para o Reino de Deus só se torna
verdadeira e eficaz se, em nossos cora-
ções, nos sentirmos tocados pela Pala-
vra de Deus. Como se sentiram Pedro e
seus companheiros quando, depois de
uma pescaria em que o mar não estava
para peixe, receberam a ordem de Jesus
para lançarem suas redes novamente.
Se as palavras de Jesus tivessem tocado
apenas sua razão, não teriam acatado
aquela ordem, mas como elas tocaram
seus corações, sentiram-se motivados a
obedecê-las e o mesmo aconteceu quan-
do Jesus os chamou para serem pesca-
dores de homens.
Foi dominado por esta Palavra e por
compreender em seu coração o signifi-
cado do amor de Deus, que o apóstolo
Paulo assumiu seu chamado, desejando
Senhor, aceitando ao seu chamado uni-
versal. Pois cada crente foi libertado e
chamado para ser um sacerdote no Rei-
no do Senhor (Ap 1.5,6).
Por isso, é ao vosso coração, leigo
luterano, que dirigimos estas palavras,
convocando-o a uma união conosco, a
LLLB, no propósito de sermos “um só co-
ração com Cristo e a Igreja”. É hora de
deixarmos a praia e seguirmos o nosso
Mestre na tarefa de pescar mais homens
(pessoas) para o Reino de Deus.
E para a concretização deste dese-
jo, fazemos nossa a oração do apóstolo
Paulo, em Efésios 3.14-18, pedindo a
Deus, o Pai, que por meio do seu Espírito
Santo, dê a vocês poder para que sejam
espiritualmente fortes, pedindo também
para que, por meio da fé, Cristo viva no
coração de vocês, para que vocês com-
preendam a real dimensão do seu amor,
dando graças a Deus pelo privilégio de
pertencer a sua Igreja, de ser perdoado
e salvo em Cristo e de poder oferecer ao
serviço do Reino de Deus sua vida, seu
tempo, seu dons, seus bens para que o
amor de Deus alcance mais corações.
Que Deus nos abençoe!
VOCÊ VIU?
CONGRESSO DIGRA
cultural e no domingo antes do culto foi debati-
do o trabalho dos leigos no distrito. A LLLB foi
representada pelo vice-presidente, Sr. Ricardo
Goerl, que falou sobre os objetivos da LLLB e
incentivou os leigos a serem mais atuantes em
suas comunidades, distritos e na IELB.
Estiveram presentes 72 participantes. Foi elei-
ta a nova diretoria - Presidente: Joerci Weber;
Secretário: Artur Sharczk; Tesoureiro: Vilmar da
Silva; Pastor Conselheiro: Alcione Eidam.
Almejamos bênçãos aos leigos e ligas do
DIGRA.
Na Comunidade São João de Gravataí, RS,
em 31 de julho e 1º de agosto, reuniram-se os
leigos do DIGRA para o seu Congresso Distri-
tal. O lema foi Leigos Luteranos, ontem, hoje
e sempre. E o tema da palestra Leigo Lide-
rança Cristã, com base em Êxodo 18. O pa-
lestrante, pastor Aurélio Leandro Dall’Onder,
instou os leigos a trabalharem em suas co-
munidades, pois constituem a liderança da
igreja e seu trabalho é de suma importância
para o Reino de Deus.
Sábado a noite foi apresentada uma noite
VOCÊ VIU?
Encarte 3LB
Publicação bimestral encartado
na Revista Mensageiro Luterano
EDITOR
PROJETO GRÁFICO
DIAGRAMAÇÃO
E-MAIL
Everson Gass
Luciano Vidal
Marcelo A. Manenti
eversongass@gmail.com
EXPEDIENTE
Congresso de Leigos, com o lema: Com-
partilhando experiências da vida com
Deus. De manhã, em reunião conjunta
de leigos e senhoras, a psicóloga Mona
Liza Fuhrmann palestrou sobre Época de
Mudanças, abordando o relacionamento
dos pais com crianças, adolescentes e jo-
vens na área religiosa, e de frequência às
atividades da igreja. À tarde, em reunião
separada, os leigos debateram a situa-
ção do distrito e resolveram trabalhar para
a formação de grupos de leigos em todas as
paróquias do Distrito.
Na Comunidade Ebenézer, de Jaraguá
do Sul, SC, em 22 de agosto, com a presen-
ça de 65 participantes, foi realizado mais um
O representante da LLLB falou sobre como
os leigos podem ser mais ativos em suas co-
munidades e nos distritos. Foi eleita a seguinte
diretoria distrital de leigos: Presidente - Ricardo
Schmitt Hannes; Vice - Zelindo Silvio Petri; Se-
cretário - Nelson Bast; Vice - Valdir Kich; Tesou-
reiro - Ivo Schmitz; Vice - Adair Hoffmaister; Pas-
tor Conselheiro - Waldyr Hoffmann. Foi prestada
uma homenagem ao leigo Alfredo Oestereich,
recentemente falecido. A diretoria foi instalada
na devoção de encerramento pelo conselheiro
distrital, pastor Waldir Sabka.
Deus abençoe as Ligas deste distrito.
reuniões regulares e uma excelente participa-
ção. Este trabalho vem sendo estimulado pelos
pastores da região, especialmente pelo pastor
de Capanema e Pérola do Oeste, PR. Alimen-
tados com a Palavra de Deus, fortalecidos com
os sacramentos (Batismo e Santa Ceia) e moti-
vados pela saudável comunhão com os irmãos,
estes leigos são também o braço forte da IELB.
A LLLB foi representada no congresso por
seu segundo secretário Luiz João Schewinski.
Com bênçãos do Altíssimo nos alegramos
com esse Distrito.
Realizou-se, em Pérola do Oeste, PR,
o congresso Distrital das ligas de Servas e
Leigos Luteranos do Distrito Vale do Iguaçu,
com a presença de 220 pessoas, sendo 80
homens. Nesta oportunidade, foram eleitas as
diretorias das respectivas ligas.
A Liga de Leigos do Distrito esteve inati-
va por um período, sendo que em 2009 elegeu
uma diretoria provisória e neste ano uma direto-
ria para o próximo biênio. Há uma grande mo-
bilização de parte dos leigos, notadamente nas
paróquias da fronteira com a Argentina, com
Nos dias 26 e 27 de junho em Blumenau,
realizou-se o Congresso de Leigos e Servas do
Distrito Vale do Itajaí. Com a presença de 120
pessoas, fomos agraciados com duas pales-
tras: Fé em Jesus - Amor a Igreja pelo pastor
Everson Gass; e Compartilhando Experiências
de Vida com Deus pelo pastor Daltro Tomm. No
domingo à tarde, em reunião exclusiva dos lei-
gos foi eleita a nova diretoria distrital, da Liga
de Balneário Camboriú, tendo como presiden-
te Gerson Lotti. Foi celebrado os 106 anos da
IELB em culto festivo, tendo como pregador o
pastor Hilmar Stern, Conselheiro Distrital. A Di-
retoria Nacional da LLLB se fez presente em
quase sua totalidade. Desejamos bênçãos as
ligas deste Distrito.
No dia 18 de Julho de 2010, aconteceu o 33º
Congresso da Liga de Leigos do Divari, na Comuni-
dade Cristo, de Coronel Barros. O lema do Congresso
foi 1 Pe 2.9. O palestrante foi o pastor Cezar Squiavo
Schuquel, da CEL Martinho Lutero, de São Leopoldo e
conselheiro do Distrito Concórdia. A palestra foi sobre
o tema: Leigo consagrado, esposo dedicado. Após a
palestra, o representante da Diretoria Nacional, pastor
Everson Gass, falou-nos sobre o trabalho da LLLB. Ti-
vemos a eleição da nova diretoria, composta por mem-
bros, da CEL Sião e da Paróquia dos Bairros ambas de
Santo Ângelo, é como segue. Presidente: Mario Völz;
Vice: Harry Von Dentzsch; Secretario: Carlos Timm;
Vice: Marcio Zimpel; Tesoureiro: Miguel Colaço; Vice:
Wilson Amaral do Nascimento; Conselheiros: pastores
Cláudio S.S. Santos e Jair de Souza. Foram 98 assina-
turas no livro de presença sendo 58 inscritos. Deseja-
mos bênçãos sobre todas as ligas do Divari.
24° CONGRESSO DINOCA
CONGRESSO DIVALI CONGRESSO DIVARI
CONGRESSO NO DISTRITO VALE DO IGUAÇU
Mensageiro Luterano | Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93 17
Gálatas 2.20
1 Coríntios 6.15 e 19
João 9.4
1 Corintios 1.7
1 Corintios 29.14
2 Corintios 5.21
Corpo e mente
Bens
Vida
Evangelho
Talentos ou habilidades
Tempo
MC Atividades
Mensageiro das CriançasEncarte do Mensageiro Luterano de setembro de 2010
Compartilhando Experiências
da Vida com Deus
Deus é o dono de tudo o que existe. E ele nos convida a administrarmos tudo de
acordo com a sua vontade, para a sua glória e para o bem-estar nosso e das outras
pessoas. Deus nos encarregou como mordomos ou administradores a usarmos tudo
o que é dele. Porém, ele também chama a nossa atenção, pois um dia teremos que
prestar contas dessa administração. É por isso que nos convida a sermos fiéis em
nosso trabalho, usando os tesouros de Deus para a edificação do seu Reino.
“Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes.”
Lucas 16.10
1Deus nos dá diversas coisas para cuidar. Relacione os versículos bíblicos indicados
com a riqueza que Deus nos dá para administrar.
18 Mensageiro Luterano | Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93
Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.
Ele conhece o nosso _________________
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2Martinho Lutero escreve na explicação do 1º artigo que Deus nos criou e nos deu uma
série de coisas para administrarmos neste mundo, e pelos quais devemos cuidar e acima
de tudo agradecer, pois, tudo recebemos de Deus que nos ama e se preocupa conosco.
Escreva uma oração a Deus, agradecendo a ele por tudo o que você tem neste mundo.
3Jesus aconselha em Lucas 16.13:
Aloysia Klemann
Mensageiro Luterano | Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93 19
Olá, amiguinhos do MC!
Nos dias 12 a 16 de julho, as crianças da Missão Piracuama,
SP, estiveram reunidas na Escola Bíblica de Férias. Cerca de
35 crianças se reuniram diariamente para ouvir a história
de um menino chamado Samuel e também para aprender
a contar a história da Salvação através do livro Sem Pala-
vras. No último dia, fizeram desenhos da história que mais
gostaram para mostrar a vocês! Beijos da tia Izabel, tio
Daniel, tia Cida, tia Débora e do pastor Héber Fach.
Ana Flavia
Andreza - 10 anos
Felipe - 3 anos
Guilherme - 12 anos Ingrid - 13 anos
Izabela
Paloma - 8 anosRafael - 7 anos
Leonardo - 12 anos
Lírys - 7 anos
Larissa - 11 anos
Maria Eduarda - 5 anos
20 Mensageiro Luterano | Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93
Desafio do mês
Como você imagina o que Deus criou no segundo dia, de acordo com Gn 1.6-8? Faça um
desenho bem bonito e colorido, e mande-o até o dia 20 de outubro para:
Mensageiro das crianças
Av. São Pedro, 633 - Bairro São Geraldo - CEP: 90230-120 - Porto Alegre, RS
Olá, amiguinhos do MC!
Meu nome é Milene
Tainara Weiss, tenho 9
anos. Meu pai, Irio, e
minha mãe, Eliete, são
agricultores. As profes-
soras da escolinha se
chamam Malise e Marli,
meus coleguinhas são:
Roberto, Ronaldo, Ri-
cardo, Valdir, Leonardo,
Vanderleia, Mateus, Lu-
cas, Jaqueline, Eloisa, Fernanda, Wesley, Welinton, Maria-
na, Sabrine, Jaqueline. O pastor Gerson Esteffen é bem le-
gal para a nossa Congregação Emanuel, de Esquina Budel.
Sua esposa também é legal, e eles juntos tem um filhinho
fofinho chamado Davi.
Um Beijo a todos.
E lembrem-se: Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Olá, amiguinhos!
Tudo bem?
Meu nome é Sau-
lo Maier Saick e
eu tenho um ir-
mão. Meus pais
são Darli e Su-
zane. Moramos
em Serra Pelada,
Afonso Claudio,
ES. Sou da co-
munidade Cristo, de Lagoa, meu pastor é o Edgar
e as minhas professoras são a Valda e a Idalina.
Gosto muito de ir a escolinha, ouvir as histórias e
cantar. Um abraço a todos!
Rafaela - 10 anos
Thaisa - 7 anos
Rejane - 10 anosLuana - 10 anos Kauê - 9 anos
Natalia - 11 anos
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  • 2.
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  • 3.
    34 Educação Desenvolvimento infantil e saúdemental Frente de missão Ex-futuro padre entra para a Igreja Luterana Idosos É tempo...da melhor idade Comportamento Quem ama educa Nesta edição 08 18 38 Mensagem do presidente 05 Vida com Deus 06 Em foco 07 Adoração e louvor 09 Capa 10 Confessionalidade 14 Educação 16 Educação Teológica 33 Comportamento 34 O que as congregações fazem 36 ANEL 37 Reação do leitor 39 Do leitor 41 Notícias 42 Virando a página 50 Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 3 Nilo Wachholz Editor-Redator editor@editoraconcordia.com.br Ao leitor Reforma, educação e testemunho O Mensageiro Luterano do mês de outubro contempla temas que dão ênfase à educação – seja na família, na es- cola, na igreja ou em nosso Seminário. Isto acontece por outubro ser o mês das crianças, do professor, do Seminário e da Reforma. Começamos com a matéria de capa relembrando a Reforma liderada por Martinho Lutero, não apenas recontan- do parte da história, mas apontando para a verdadeira força que fez esse movimento de reforma ter êxito – a Palavra de Deus. Sem ela, Lutero e seus colaboradores teriam sucumbi- do em suas lutas teológicas. O texto mostra que só a correta pregação e aplicação da Lei e do Evangelho vão sustentar a caminhada da Igreja, com fidelidade e sob as bênçãos do Senhor da Igreja. Através das páginas relacionadas à educação, sob diferentes enfoques e situações, queremos ajudar os pais, professores e educadores nesta grande e nobre missão-desafio que é educar e formar para a vida. Começamos na família, continuamos na escola e na igreja. O Seminário também é lembrado na Mensagem do presidente, na Educação teológica e no Virando a página. Já antes, no espaço Vida com Deus, mulheres da bíblia são lembradas como mães dos nossos pastores e de decisiva participação no despertamento e na formação ministerial de muitos. As crianças também têm especial participação nesta edição. Não só pela lição do Mensageiro das Crianças e os trabalhos que elas nos enviaram, mas acima de tudo pelo testemunho do pequeno Rogério Dezzotti da Silva (pág. 40), que hoje já mora na Casa do Pai do Céu. Fui tocado profundamente por esse depoimento, transmitido pela vó Izilda, a quem tive a alegria de conhecer pessoalmente no Culto de Aniversário da Hora Luterana. Vale a pena ler, refletir, reler e seguir o seu exemplo de compartilhar a sua experiência de vida com Deus! No abraço especial que ofereço a avó e mãe do Rogério, pequeno em estatura, mas grande na fé, abraço a todos os leitores do Mensageiro Luterano! Até a próxima edição, se Deus assim o permitir!
  • 4.
    Fotos:LeandroR.Camaratta 4 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Prêmio Areté Concórdia E d i t o r a ISSN 1679-0243 Órgão Oficial da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) de periodicidade mensal (exceto janeiro e fevereiro - edição única). Registrado sob nº 249, livro M, nº 1, em dezembro de 1935, no Registro de Títulos e Documentos do Rio de Janeiro, conforme o Decreto-Lei de Imprensa nº 24776 de 14/07/1934. Projeto e Produção Gráfica Editora Concórdia Ltda. Redação: mensageiro@editoraconcordia.com.br Editor Nilo Wachholz - Reg. Prof. MTb: 42140/SP Assistente Editorial Daiene Bauer Kühl - Reg. Prof. MTb: 14623/RS Revisão Aline Lorentz Sabka Diagramação Leandro da Rosa Camaratta Estagiário de Design Christian Schünke Colaboradores fixos Bruno Ries, Luisivan Vellar Strelow Marcos Schmidt, Mona Liza Fuhrmann, Rosemarie K. Lange, Vitor Radünz, Waldyr Hoffmann Assinaturas Lianete Schneider de Souza Logística Marcelo Azambuja Tiragem desta edição: 9 mil exemplares A Redação reserva-se o direito de publicar ou não o material a enviado, bem como editá-lo para fins de publicação. Matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião da Redação ou da Administração Nacional da IELB. O conteúdo do Mensa- geiro pode ser reproduzido, mencionados o autor e a fonte. Av. São Pedro, 633 – Bairro São Geraldo CEP 90230-120 – Porto Alegre – RS Fone/Fax: (51) 3272 3456 www.editoraconcordia.com.br twitter.com/edconcordia Editora: editora@editoraconcordia.com.br Livraria: comercial@editoraconcordia.com.br Diretoria Executiva Henry J. Rheinheimer (presidente), Clóvis J. Prunzel, Nilo Wachholz, Nilson Krick e Rubens José Ogg Gerente Nilson Krick nilson@editoraconcordia.com.br Depto Financeiro Joel Weber Editor Nilo Wachholz editor@editoraconcordia.com.br Comissão Editorial Rubens José Ogg, Célia M. Bündchen, Clóvis J. Prunzel, Nilo Wachholz, Adilson Schünke e Nilson Krick Rua Cel. Lucas de Oliveira, 894 Bairro Mont’Serrat - CEP 90440-010 Porto Alegre/RS – Brasil Fone: (51) 3332 2111 / Fax: (51) 3332 8145 e-mail: ielb@ielb.org.br Diretoria Nacional 2010/2014 Presidente Egon Kopereck 1º Vice-presidente Arnildo Schneider 2º Vice-presidente Geraldo Walmir Schüler Secretário Rubens José Ogg Tesoureiro Renato Bauermann A IELB crê, confessa e ensina que os livros canônicos das Escrituras Sagradas, do Antigo e do Novo Testamento, são a Palavra infalível revelada por Deus e aceita, como exposição correta dessa Palavra, os livros simbólicos da Igreja Evangélica Luterana, reunidos no Livro de Concórdia do ano 1580. IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL Assinatura no Brasil Semestral R$ 29,00; Anual R$ 46,00; Bianual R$ 86,00 Assinatura para outros países Anual US$ 52,00; Bianual US$ 100,00 A Editora Concórdia recebeu, no dia 19 de agosto, o Prêmio Areté de Literatura – prêmio da excelência no meio editorial cris- tão. Em cerimônia realizada em São Paulo, durante o Congresso da Associação de Editores Cristãos (ASEC), o editor, pastor Nilo Wa- chholz, recebeu o troféu pelo livro premiado, Teologia e prática de métodos evangelísticos, de Anselmo Graff (organizador) na catego- ria Evangelização/Nacional. De acordo com o editor, o prêmio foi festejado por todos os presentes. “Eles torceram muito por nós, que participávamos pela primeira vez. Havia muita gente, inclusive a presi- dente da CBL (Câmara Brasileira do Livro), o que foi inédito também”. A Editora Concórdia participou com seis obras, sendo que foram finalis- tas os livros: O homem sem medo, de Decio Dalke, na categoria Bio- grafia/Nacional; e A Epístola aos Gálatas, de Paulo Flor, na categoria Comentário/Nacional. Ao todo, concorreram mais de 400 obras, em 30 diferentes catego- rias. Os trabalhos foram avaliados por 170 julgadores, sem vínculos com as editoras concorrentes. O Congresso anual da ASEC aconteceu durante a 21ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que foi memorável para as editoras cristãs, pelo nú- mero expressivo de participantes. As editoras cristãs filiadas a ASEC ocuparam o maior espaço da feira. Durante o Congresso, convidados que são referência no meio do livro compareceram para falar de perfil e tendências do leitor cristão, dos desafios do livro digital para as editoras cristãs, além de gestão, vendas e empreendedorismo. Editora Concórdia conquista prêmio PRÊMIOARETÉ2010 Daiene Bauer Kühl Equipe Editorial Concórdia
  • 5.
    Foto: Arquivo EditoraConcórdia Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 5 Mensagem do presidente Egon Kopereck Pastor, presidente da IELB presidente@ielb.org.br O utubro é o mês da educação teológica. Você já agradeceu ao Senhor por ter um Seminário que prepara pastores para cuidar, pastorear e zelar pelo povo de Deus? Você já agra- deceu a Deus porque neste Seminário há professores, que foram abençoados por ele com um dom especial? Que se prepararam, estudaram, se tornaram mestres, alguns doutores, para poderem assim servir na preparação de outros? Você já pensou na possibilidade de estimular alguém a estu- dar no Seminário e se tornar um pastor da Igreja? Você já pensou em patrocinar os estudos de alguém nesta caminhada rumo ao ministério? Você tem orado pelo seu pastor, pela pregação do Evangelho em sua Comunidade, no Distrito, na IELB e especialmente nas frentes de missão? Eis algumas perguntas que merecem reflexão e atenção. O pastor Vejo, praticamente em cada exemplar do nosso Mensageiro Luterano, o pastor A educação teológica é o destaque do mês Benjamin Jandt na função de provedor para o nosso Seminário. O pastor Jandt sempre fala, estimula e busca apoio ao nosso Seminário, à formação dos nossos teologandos, destacando a importância do ministério. E de fato, um pastor é uma benção para a Igreja. Vejo congregações sofrendo por não terem um pastor. Vejo comunidades cla- mando por bons pastores. Jesus, em Mar- cos 6.34, se compadeceu de uma multidão, porque pareciam como ovelhas sem pastor. Um pastor é um guia, alguém que orienta, que equipa, que prepara, que consola, que corrige, exorta, repreende com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2). E ele o faz como alguém que deve prestar contas desse seu ministério (Hb 13.17). Isso é uma benção que muitas vezes é pouco valorizada e reconhecida. A comunidade Querido povo de Deus! Em primeiro lugar, lembrem sempre de orar pelo vosso pastor, para que ele, como disse o apósto- lo Paulo em Efésios 6.19, tenha sem- pre coragem e ousadia de abrir a boca e anunciar a mensagem do amor de Deus em toda a sua pureza e verdade. Em segundo lugar, deem apoio a ele. Incentivem o seu trabalho. Não esque- çam que o pastor não é nenhum super- homem. Ele é um ser normal, com fra- quezas e defeitos. Saibam compreende-lo. Digam-lhe uma palavra de ânimo. Estejam prontos para ampará-lo, assim como fize- ram Arão e Hur com Moisés (Êx 17.12). Deem-lhe o reconhecimento também no salário, pois “digno é o trabalhador do seu salário” (1 Tm 5.18). Resultados Valorizando o seu pastor, ele, certa- mente, fará o seu trabalho com mais ale- gria. Além disso, você estará estimulando seu filho, os jovens da sua Congregação, a pensar no ministério como algo bom, prazeroso, digno. Uma grande honra! Seminário Concórdia Parabéns ao nosso Seminário pelos seus 107 anos desde a sua fundação. Que Deus abençoe esta nossa casa de profe- tas. Que Deus abençoe nossa IELB, para que sempre tenhamos bons professores, bons alunos e, desta maneira, pastores fiéis e dedicados. Conselho Diretor Teremos agora, entre os dias 9 e 12 de outubro, a reunião do Conselho Diretor. O planejamento, a organização, os trabalhos da nossa querida Igreja estarão lá, sendo avaliados, debatidos e decididos. Orem pelas reuniões e decisões do Conselho Diretor. Um grande abraço a nossa que- rida Igreja! m
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    Fotos:ArquivoEditoraConcórdia 6 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Vida com DeusVida com Deus Luisivan Vellar Strelow Ana, Maria, Eunice e as mães dos pastores na igreja Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, lha tra- zia... o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do SENHOR e dos homens. 1 Samuel 2.19,26 Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. Lucas 2.51,52 Tua avó Lóide... tua mãe Eunice.... Desde a infância sabes as sa- gradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. 2 Timóteo 1.5; 3.15 O menino Samuel tornou-se mi- nistro do Senhor (1 Sm 3.21); o menino Jesus ensinou no templo (Lc 2.46,47); desde a infância, Timóteo conhecia as Escrituras (At 16.1-3; 1 Tm 4.12); Jeremias, quando chamado, se disse uma criança (Jr 1.6). Mas o que eles tinham em comum? A graça de Deus esta- va sobre todos eles (1 Sm 2.26; Jr 1.8,9; Lc 1.52; At 16.1; 1 Tm 4.14). Ana, a cada ano, tecia uma nova túnica para Samuel, o qual crescia em estatura e favor diante de Deus e dos homens (1 Sm 2.26); Maria guardava no coração as palavras: “Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2.49); Eunice enviou Timóteo como evangelista (At 16. 1-5; 2 Tm 2.1). As Anas, Marias e Eunices de hoje são as mães dos pastores na igreja. Muitas delas, já idosas, cedo deixaram ir seus filhos, para que se formassem ministros da Palavra de Deus. São mães que oram fervorosamente, como Ana; que servem humildemente, como Maria; e que educam seus filhos na Palavra de Deus, como Eunice. São mães que zelam para que seus filhos não cres- çam apenas em estatura, mas também em sabedoria e graça diante do Senhor e dos homens. Dentre esses, muitos são arregi- mentados para o bom combate da pregação do Evangelho (2 Tm 2.3,4). Asfamíliaspiedosassãoomelhorseminá- rio. Pois um “seminário” nada mais é do que uma“sementeira”oucanteiro,ondesedepo- sitam sementes ou se preparam mudas. Os primeiros professores de teologia, temos em nossa própria casa: “desde a infância, sabes as sagradas letras” (2 Tm 3.15). Firme alicerce teológico dos pasto- res é a instrução de suas mães (Pv 1.8). Pois com verdadeira fé no Senhor Jesus, elas cultivam sementes para o Reino de Deus (2 Tm 1.5). As mães de pastores oram para que seus filhos sejam bons soldados de Cristo (1 Sm 2.4; Lc 1.51; 2 Tm 2.3,4), que manejem bem a Palavra da Verdade, que é a espada do Espírito (2 Tm 2.15; Ef 6.17). Para formar soldados que, na vida e no ministério, usam apenas “as armas da luz” (Rm 13.12), não basta um bom curso de teologia... É preciso de mães que confiam, oram e servem a Deus. Pois, o Senhor dos Exércitos escolhe seus soldados muito cedo: antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí por profeta às nações (Jr 1.5). Quandoosfilhospartemparaamissão,as mães cristãs celebram o poder e a vitória do Senhor (1 Sm 2.4; Lc 1.51). Sua esperança estáemDeus,enãoempoder,nememrique- zas terrenas (Hb 11.35; 1 Sm 2.5; Lc 1.53). É delas também a oração de Ana: Por este menino orava eu... Pelo que também o trago aoSENHOR,portodososdiasqueviver;pois do SENHOR o pedi (1 Sm 1.27,28). E Deus, queamparouaAna,tambémnãodeixaessas mães desamparadas (1 Sm 2.21). São para nós e para elas as palavras de Jesus: eis aí teu filho... eis aí tua mãe (Jo 19.27). Paulo nos deixa um exemplo de como honrar as mães de pastores na igreja: saudai a Rufo, esse eleito do Senhor e sua mãe, que é também a minha (Rm 16.13). Se,emnossascongregações,temosmães, especialmente as mais idosas, de pastores servindo ao Senhor em lugares distantes, sejamos nós, para elas, o seu filho e a sua filha.Lembremosqueelassão,paranós,Ana, Eunice e Maria. “Os primeiros professores de teologia, temos em nossa própria casa _ ‘desde a infância, sabes as sagradas letras’ (2 Tm 3.15). Firme alicerce teológico dos pastores é a instrução de suas mães (Pv 1.8). Com verdadeira fé no Senhor Jesus, elas cultivam sementes para o Reino de Deus (2 Tm 1.5).” Luisivan Vellar Strelow. Pastor, filho de Lili (família Vellar). Colaborador do ML m
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 7 Em foco Pastor da IELB em Novo Hamburgo, RS Colaborador do ML marsch@terra.com.br Marcos Schmidt Q uando os Estados Unidos invadi- ram o Iraque em 2003, busquei na parábola do joio a sabedoria de Jesus, para dizer que George W. Bush cometia um grande erro. Foi no artigo O joio e a guerra – aqui mesmo, nesta colu- na. Na famosa história, os empregados perguntam ao patrão: “O senhor quer que arranquemos o joio?” A resposta veio logo: “Não, porque quando vocês forem tirar o joio, poderão arrancar também o trigo” (Mateus 13.29). Sete anos depois, os sol- dados americanos deixam o Iraque e, nas areias do deserto, o trigo queimado junto ao joio – a vida ceifada de 100 mil civis, 13 mil soldados iraquianos, 4.446 soldados americanos e 40 mil feridos. Um rastro de destruição e de incertezas, além da própria expansão terrorista dos extremistas muçul- manos no mundo inteiro, em represália à invasão desse território islâmico. Vejo algo semelhante acontecendo no âmbito religioso cristão, numa guer- ra entre a moralidade e a imoralidade, a santificação e o pecado. Em meio aos violentos ataques contra as torres das leis morais, o grande perigo é invadir o território do outro com armas humanas e truculentas. Igual à espada de Pedro que arranca a orelha do soldado, mas que recebe a reprimenda de Jesus: “Você não sabe que, se eu pedisse ajuda ao meu Pai, ele me mandaria agora mesmo doze exércitos de anjos?” (Mateus 26.53). Tais palavras deveriam tranquilizar os seguido- res do Mestre, que, no desejo de defender a vontade divina, podem menosprezar o poder do Evangelho. A grande missão da Igreja sempre será semear e não ceifar, evangelizar e não mora- lizar. Por isso, a explicação da parábola por aquele que a proferiu: “Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem. O terreno é o mundo. A boa semente são as pessoas que pertencem ao Reino; e o joio, as que per- tencem ao Maligno. O inimigo que semeia o joio é o próprio Diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os que fazem a colheita são os anjos”(Mateus13.37-39).Bastaaodiscípulo ser a boa semente que germine, cresça e frutifique; e deixar que os anjos separem o joio do trigo e façam a colheita. Dias atrás, um pastor norte-americano tentou, ele mesmo, separar o joio do trigo. Felizmente, desistiu de queimar exem- plares do Alcorão, o que aumentaria a intolerância religiosa. No site desta Igreja, afirma-se: “Devemos nos levantar contra o pecado e chamar as pessoas ao arre- pendimento. O aborto é um homicídio. A homossexualidade é um pecado. Devemos chamar essas coisas do que são e anunciar ao mundo a verdadeira mensagem: Jesus é o caminho, a verdade e a vida”. Isto que pregam está na Bíblia e é a mais pura verdade. No entanto, tem um problema: a forma como anunciam transforma o Evangelho em mentira. “Não, porque quando vocês forem tirar o joio, poderão arrancar também o trigo” é uma ordem, igual ao “vão por todo o mundo e preguem o Evangelho”. Desobedecer este imperativo é arrancar o trigo em vez de colhê-lo. É semear o ódio no lugar do amor, a injustiça no lugar da justiça, a Lei no lugar do Evangelho. É voltar para casa igual aos soldados que estão saindo do Iraque. “A grande missão da Igreja sempre será semear e não ceifar, evangelizar e não moralizar. Por isso, a explicação da parábola por aquele que a proferiu: “Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem. O terreno é o mundo. A boa semente são as pessoas que pertencem ao Reino, e o joio, as que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeia o joio é o próprio Diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os que fazem a colheita são os anjos.” Joio, trigo e o Iraque m
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    Foto:ArquivoEditoraConcórdia 8 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Idosos Fabrício Sobrosa Iung, pastor da IELB em Simões Filho, BA É tempo... da melhor idade! H á muito tempo, o cantor sertanejo Sérgio Reis escreveu esta música: “Conheço um velho ditado, que é de muito tempo dos atrás. Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai. Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar, o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar. O rapaz era casado e a mulher deu de implicar. ‘Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá.’ E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar: ‘Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir. Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair, leve este couro de boi que eu acabei de curtir pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir’. O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu, seu neto de oito anos que aquela cena assistiu correu atrás do avô, seu paletó sacudiu metade daquele couro, chorando ele pe- diu. O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando partiu o couro no meio, e pro netinho foi dando. O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando. ‘Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando?’ Disse o menino ao pai: ‘um dia vou me casar. O senhor vai ficar velho e comigo vem morar. Pode ser que aconteça de nós não se combinar, essa metade do couro vou dar pro senhor levar”. No dia 1° de outubro, comemoramos o dia dos idosos. Celebrar este dia significa celebrar a experiência de vida, reconhecer o valordasabedoriaadquirida,nãoapenasnos livros,ounasescolas,masnoconvíviocomas pessoas e com a própria natureza. Significa valorizar mãos calejadas e rostos enrugados pela experiência de uma vida inteira. Infelizmente, não é isso o que temos vivido neste mundo. Em nossa sociedade atarefada e sempre atrasada, parece não sobrar mais tempo para ouvirmos e valo- rizarmos aqueles que já vivem na “melhor idade”. Nossos velhos são desprezados, e nós perdemos a chance de aprender com a história viva que eles podem nos ensinar. Como seria bom se aprendêssemos com os orientais, que cuidam e valorizam muito os idosos e as crianças. Eles sabem que, sem a história que os idosos viveram e sem o futuro que as crianças irão viver, o mundo acabará. A Bíblia Sagrada nos diz que só há uma forma de alcançarmos um coração sábio: “aprendendo a contar os nossos dias”. Que verdade esplêndida! Quando aprendermos a valorizar cada uma das nossas experiên- cias, quando aprendermos a viver intensa- mente cada um dos nossos minutos, é que alcançaremos um coração sábio. Queremos viver intensamente e aca- bamos, muitas vezes, fazendo besteiras; enquanto pouco seria necessário, muito queremos fazer. Como seria bom se pudés- semos viver intensamente enquanto somos jovens, mas na nossa juventude ainda não aprendemos a contar os nossos dias. E quando por fim alcançamos um coração sábio, já não temos muito vigor. Que nós, enquanto jovens, possamos valorizar e amar aqueles que já alcançaram um coração sábio. Que nós, antes de lhes dar um pedaço de couro de boi, possamos lhes dar nosso carinho nosso amor e nossa atenção. Que nós possamos valorizar o seu coração sábio e que aprendamos a viver com os nossos avós. E que, quando alcançarmos nossa ve- lhice, possamos viver intensamente, com leveza de coração, com sabedoria, e com- partilhando com todos nossa vida, nossas histórias. Mostrando a todos, especialmente aosjovens,comoébomalcançarumcoração sábio, pois os dias passam, a beleza e a vai- dade ficam para trás, mas as mãos calejadas mostram a verdadeira sabedoria. Por isso, é tempo de amar, de valorizar e viver de forma completa a melhor idade. Fabrício Sobrosa Iung Senhor, que eu aprenda a contar os meus dias e possa alcançar um coração sábio. Que eu valorize os idosos e que possa mostrar a todos os que nos rodeiam como é bom e maravilhoso estar dia após dia na tua presença. Amém! m
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 9 Adoração e louvor David Karnopp As cruzes do templo O que é importante saber sobre o uso da cruz na igreja? A cruz é o símbolo que mais iden- tifica a presença do cristianismo em todo mundo. Desde o início da Igreja Cristã, ela foi usada para identificar templos, instituições e cemitérios. É tam- bém costume antigo usá-la como adorno pessoal, pendurada ao pescoço. Hoje, ela continua sendo uma das melhores formas de identificar a presença da fé cristã. Ao longo da história, foram desenvol- vidos diversos estilos de cruzes. No meu livro A dinâmica do culto cristão (Editora Concórdia), mais precisamente no último capítulo, tem uma parte que fala sobre estilos de cruzes. Neste espaço, vou falar apenas sobre as formas de cruzes mais usadas na IELB. Alguns evangélicos e pentecostais não admitem qualquer forma de cruz. Alegam que o uso dela é uma adoração a um objeto, o que seria idolatria. Há pessoas que usam a cruz como espécie de amuleto, que serve para proteger contra perigos e até “mau olhado”. A falta de conhecimento sobre o significado e importância da cruz pode levar a distorções. O Crucifixo É a cruz com o corpo de Cristo esculpido. Ele enfatiza a natureza humana de Cristo e o seu sacrifício por nós. Um crucifixo sempre nos lembra que Cristo morreu por nós, para que tivéssemos perdão e sal- vação. Porém, ele também lembra que a nossa vida aqui na terra ainda está sob a cruz. Muitos entendem que, após a ressurreição de Jesus, o cristão não tem sofrimentos e que sua vida é sempre alegre, mas a Palavra de Deus condena esta interpretação. Jesus diz que, para ser discípulo dele, é preciso tomar a cruz e carregá-la. Algumas igrejas até admitem o uso da cruz, mas apenas a cruz vazia e não o crucifixo. Dizem que o importante é anunciar o Cristo ressurreto. “Nós prega- mos o Cristo crucificado”, diz o apóstolo Paulo (1 Co 1.23). Ao dizer isso, Paulo lembra que a obra salvadora de Cristo culminou com o seu sacrifício na cruz e que, sem ele, não haveria vitória. No templo, o melhor lugar para o crucifixo é em cima do altar, um pouco à frente da cruz vazia, pois o altar sempre lembra o sacrifício dos animais no Antigo Testamento. Como Cristo é o perfeito Cor- deiro sacrificado por nós, estes sacrifícios não são mais necessários. Lembrando o sacrifício de Jesus por nós, o crucifixo é o ornamento mais importante do altar. A Cruz Vazia Lembra a ressurreição e a vitória de Jesus sobre o pecado e a morte. Seu maior propósito é dizer que Cristo vive e que nós, pela fé, viveremos com ele. Ela sempre serve de consolo para o povo de Deus, pois tem nela um símbolo da esperança pela ressurreição. Dentro da igreja, a cruz vazia deve ficar por trás do altar e sobressaindo acima dele, dando a ideia de que, após a ressurreição, Jesus subiu ao céu. Na frente dela está o crucifixo, geralmente menor. Assim, quem olha de frente para o altar, visualiza o cru- cifixo e lembra que sua caminhada ainda está sob a cruz, mas já pode levantar os olhos e, ao visualizar a cruz vazia, pode estar certo da sua ressurreição e vida eter- na com Jesus no céu. A Cruz da Procissão Em festividades especiais, por ocasião da entrada dos ministros e dos oficiantes, pode-se usar uma cruz “processional”. Ela é composta de uma cruz pequena, inserida numa haste de metal. Na procissão de en- trada, ela deve ir à frente e sobressair a tudo e a todos, para mostrar que é por causa de Cristo que podemos prestar culto a Deus. É conveniente que o portador da cruz cubra-se com uma sobrepeliz. A Cruz da IELB A cruz que identifica a IELB é bastante conhecida em todo Brasil. Ela é um logotipo de uma instituição e não de toda a Igreja Cristã. Sua função é identificar a IELB e não a Igreja Cristã numtodo.Assim,ébomqueelaesteja emlugaresvisíveis,comonasfachadas de templos, nas torres, portas e placas das igrejas e em adesivos. Em alguns templosdaIELB,elaestáafixadaatrás doaltar,quenãoéomelhorlugarpara ela. Lá, deveria estar a cruz vazia e o crucifixo, que são símbolos litúrgicos universais,osquaispertencemàIgreja Cristã de todos os tempos. O altar e seus ornamentos devem lembrar a obra de Cristo em favor do pecador, enquanto que a cruz da IELB quer apenas identificar uma instituição. David Karnopp, pastor em Vacaria, RS Membro da Comissão de Culto da IELB m Foto: Marcelo Kortz
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    Fotos:ArquivoEditoraConcórdia 10 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Capa A A Reforma da Igreja se faz com a pregação da Lei e do Evangelho, porque somente a Lei e o Evangelho produzem o verdadeiro arrependimento e a verdadeira mudança de vida. Mensageiro Luterano - Qual o contexto histórico- teológico da Reforma liderada por Martinho Lutero? Luisivan Velar Strelow - A Reforma da Igreja era um sonho antigo. Bernardo de Claraval (1090-1153) já havia anunciado que, tendo passado a era dos mártires e a dos doutores, viria a era dos reformadores. A falsa segurança dos cristãos, o esfriamento da fé e a acomodação ao mundo ameaçariam a Igreja no fim dos tempos. Os reformadores seriam pregadores do arrependimento, como João Batista. O clamor pela reforma, na época de Lutero, havia crescido muito. No ano em que Lutero publicou as 95 Teses, terminava um concílio sobre a Reforma da Igreja. As ordens religiosas também promoviam reformas internas, inclusive a de Lutero. Sua viagem a Roma, em 1510, havia sido para resolver assuntos ligados à reforma da ordem. João Staupitz, superior e responsável pela formação teológica de Lutero, era um reconhecido pregador da Reforma da Igreja e da renovação da piedade monástica. Erasmo de Roterdã e outros humanistas promoviam a Reforma da Igreja pela renovação dos estudos bíblicos e teológicos. Lutero não se tornou reformador aos denunciar os abusos da Igreja. Ao contrário, a formação de Lutero fez dele um reformador, ou seja, a “descoberta” do Evangelho fez dele o “Reformador”. Reforma da Igreja força da Palavra acontece pela
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 11 ML – Qual a mensagem central (e es- tratégica) de Lutero na condução deste movimento reformista? Strelow - Como reformador, Lutero con- frontou os vendedores de indulgências. Para ele, a humildade e a cruz eram o caminho do cristão. As indulgências, contudo, promoviam o desprezo à verdadeira penitência ou arrepen- dimento cristão. A Reforma, para Lutero, não era assunto ex- clusivo da alta hierarquia da Igreja, mas de cada pastor no cuidado do rebanho que lhe havia sido confiado. Lutero, desde a chegada a Wittenberg, em 1511, conduziu a Reforma em sua esfera de ação, no mosteiro, na igreja e na universidade. Em Romanos 12.1, 2, Paulo chama os cris- tãos a não se conformarem ao mundo, mas a deixarem-se transformar pela pregação da Palavra de Deus. Na antiga tradução latina, o texto diz: “reformai-vos pela renovação do vosso pensamento”. O apóstolo repete o “arrependei- vos” da pregação de Jesus e dos apóstolos (Mt 4.17; At 2.38; cf. Mt 3.2). Lutero sempre foi, sob este aspecto, um reformador. Aos ouvintes na igreja, Lutero pregava contra a piedade, baseado em obras exteriores sem renovação interior; Aos alunos, na universidade, ensinava que Paulo, na Carta aos Romanos, queria destruir toda confiança em obras e conduzir os homens unicamente à fé em Cristo; Aos frades agostinianos, ensinava que a teolo- gia da glória busca a justificação por obras, mas que a teologia da cruz busca justificação interior, pela fé em Cristo; Nas 95 Teses, ensinou a todos que o papa poderia dispensar os cristãos apenas dos castigos impostos pela Igreja, jamais do arrependimento ou da cruz. A teologia das 95 Teses era, deste modo, essencialmente reformatória, pois cha- mava os cristãos da confiança em obras e coisas exteriores, como a compra de indulgências, para a confiança na graça de Deus em Cristo. ML – Lutero pode ser caracterizado mais como teólogo (pesquisador) ou como pastor (pregador)? Strelow - No estudo da teologia de Lutero, as 95 Teses foram relegadas a um segundo pla- no. A redescoberta de manuscritos de Lutero, no início do século XX, deu força à tendência de estudar Lutero como um pesquisador bíblico moderno e não como um pregador do arrepen- dimento do final da idade média. Muitos estudos enfatizaram a nova metodo- logia de interpretação bíblica de Lutero, ou a sua peregrinação intelectual de ruptura com a teologia medieval. Em vista disso, o confronto com os vendedores de indulgências e com as autoridades eclesiásticas teriam servido apenas para afastar Lutero do seu trabalho de pesquisa bíblica e das aulas na universidade. O centro do debate acadêmico, no século passado, foi ocupado pela questão da gênese ou origem da teologia de Lutero, especialmente em relação à descoberta da doutrina justificação pela fé em Romanos 1.17. A pesquisa sobre- valorizou os textos acadêmicos de Lutero, as anotações que fez sobre os textos bíblicos em preparação para suas aulas, em detrimento das teses e de outros escritos da época. Nestes textos, estariam os vestígios do progresso teológico de Lutero em direção à descoberta que teria feito dele o Reformador. ML – Como Lutero chegou a compre- ensão da chamada justiça de Deus? Strelow - Segundo o relato de Lutero, ele começou expondo os Salmos (1513-1514), mas sentiu-se pouco preparado para a tarefa. Em vista disso, concentrou seus esforços no estudo e ensino de Romanos, Gálatas e Hebreus “A Reforma, para Lutero, não era assunto exclusivo da alta hierarquia da Igreja, mas de cada pastor no cuidado do rebanho que lhe havia sido confiado. Lutero pregava para reformar a Igreja na sua esfera de atuação: no mosteiro, na igreja e na universidade em Wittenberg.” “
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    Foto:LeandroR.Camaratta 12 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Capa (1514-1518), antes de voltar a lecionar sobre os Salmos (1519-1521). A dificuldade estava no termo justiça de Deus, que Lutero compreendia como a punição de Deus aos pecadores. As palavras: “a justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito, o justo viverá por fé” (Rm 1.17) estavam lacradas para Lutero, porque ainda interpreta- va o termo justiça de Deus em sentido jurídico (latino) de punição, e não em sentido teológico (hebraico) de misericórdia. Em sentido jurídico-latino, o termo justiça de Deus significa a justiça com a qual Deus pune os pecadores. Já, em sentido teológico-hebraico, a expressão deve significar a justiça com a qual Deus salva os pecadores, a justiça de Cristo, o Cordeiro de Deus. A justiça de Deus revelada no Evangelho é a que recebemos de Deus pela fé (justiça pas- siva), não a que Deus exige de nós por meio de obras (justiça ativa). Em outras palavras, o Evangelho não revela a dívida do cristão diante de Deus, mas o presente gratuito de Deus para o cristão. A justiça de Deus é Cristo, o Cordeiro de Deus, e sua obra redentora. O Evangelho que revela a justiça de Deus é a mesma palavra de absolvição dita ao pecador arrependido na confissão ou penitência. O Evangelho é a promessa de per- dão dos pecados por causa de Cristo, não uma exigência de novas obras de satisfação. A doutrina medieval colocava as obras huma- nas dentro da justificação, induzindo os cristãos, segundo Lutero, à insegurança quanto à graça de Deus. Os cristãos não eram levados a colocar sua confiança no fundamento firme da graça de Deus e da obra redentora de Cristo, mas nas areias inconstantes das obras humanas. Na prática penitencial (confessionário), central na vida da Igreja da época, o conforto do Evangelho estava soterrado debaixo do medo de não estar sufi- cientemente arrependido, ou de ter deixado algum pecado de fora da confissão, ou de não ter feito obras suficientes para merecer a vida eterna. Da prática pastoral, no confessionário e no púlpito, e da prática acadêmica, em suas leituras e aulas, Lutero descobriu a importância de dis- tinguir corretamente entre Lei e Evangelho. ML – Qual a importância da correta distinção entre Lei e Evangelho? Strelow - Lutero aprendeu a separar a jus- tiça do Evangelho, recebida pela fé, da justiça da Lei, feita de obras. ... a verdadeira Reforma da Igreja é diária. A Reforma da Igreja está em curso em toda casa, igreja e escola onde a Palavra de Cristo é pregada. Pais e mães, professores, pastores são os verdadeiros reformadores da igreja: uma família reunida em oração e estudo bíblico, segundo Lutero, é um verdadeiro concílio reformador da Igreja; um professor contando histórias bíblicas para seus alunos, ou um pastor ensinando o catecismo, é um verdadeiro papa reformador da Igreja. Se as autoridades da igreja apenas permitissem a livre pregação do Evangelho na Igreja [...] também eles se converteriam em verdadeiros pastores do rebanho de Deus e verdadeiros reformadores [...] Onde o Evangelho é livremente pregado, a reforma da Igreja está em curso. E novos reformadores são formados continuamente nesses mesmos lares, escolas e igrejas. “
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 13 Em Romanos 1.17, Lutero compreen- deu que toda exigência de obras pertence à Lei e que o Evangelho é o anúncio da graça de Deus aos pecadores. A desco- berta permitiu a Lutero ler Rm 1.17, e toda a Escritura, à luz da distinção entre a palavra da Lei, que ordena e exige obras, e a do Evangelho, que oferece a graça de Deus. Lutero descobriu que a verdadeira contrição não é exercício hu- mano, mas obra de Deus pela pregação da Lei, e que a palavra de perdão dos pecados, ou absolvição, dá ao pecador arrependido o que Cristo obteve por nós na cruz: perdão, vida e salvação. O morrer diário do velho homem é obra da Lei (obra estranha de Deus, de mortificação) e o nascer diário do novo homem é obra do Evangelho (obra própria de Deus, de vivificação). A jus- tificação pela fé somente significa que o Evangelho somente revela a justiça ou a graça de Deus, em Cristo. ML – Como aconteceu e acontece ainda hoje a Reforma da Igreja? Strelow - A Reforma da Igreja se faz com a pregação da Lei e do Evangelho, porque somente a Lei e o Evangelho pro- duzem o verdadeiro arrependimento e a verdadeira mudança de vida. Em 1539, em um estudo sobre os con- cílios, Lutero escreveu que a verdadeira Reforma da Igreja é diária. A Reforma da Igreja está em curso em toda casa, igreja e escola onde a palavra de Cristo é pregada. Pais e mães, professores, pas- tores são os verdadeiros reformadores da Igreja: uma família reunida em oração e estudo bíblico, segundo Lutero, é um verdadeiro concílio reformador da Igreja; um professor contando histórias bíblicas para seus alunos, ou um pastor ensinando o catecismo, é um verdadeiro papa refor- mador da igreja. Se as autoridades da Igreja apenas permitissem a livre pregação do Evangelho na Igreja, disse Lutero em escritos dessa época, também eles se converteriam em verdadeiros pastores do rebanho de Deus e verdadeiros reformadores. Mas a Igreja não tem necessidade, segundo Lutero, de papas, bispos, concílios e outras estruturas que não estejam comprometidas com a pregação diária e livre do Evangelho de Cristo na Igreja. Onde o Evangelho é livremente pre- gado, a Reforma da Igreja está em curso. E novos reformadores são formados con- tinuamente nesses mesmos lares, escolas e igrejas. ML – Para Lutero, qual o alcance da Reforma na vida da Igreja? Strelow - Lutero não queria uma reforma restrita à teologia ou doutrina, como um tema acadêmico, mas uma reforma que fosse verdadeira renovação Lutero não queria uma reforma restrita à teologia ou doutrina, como um tema acadêmico, mas uma reforma que fosse verdadeira renovação da vida cristã. Lutero ensinou os cristãos a colocarem em prática, diariamente, o significado do Batismo, o morrer diário do velho homem e o renascer diário do novo homem.” da vida cristã. Lutero ensinou os cristãos a colocarem em prática, diariamente, o significado do Batismo, o morrer diário do velho homem e o renascer diário do novo homem. Nos Dez Mandamentos, segundo Lu- tero, os cristãos aprendem quais são as obras que devem ser afogadas e mortas com o velho homem e quais são os fru- tos da nova vida que devem florescer na vida diária. Na Santa Ceia, os cristãos aprendem a receber o pão da vida que os transforma em pão para o mundo em suas vocações e afazeres diários. Essa nova vida é fruto da justificação, pois boas obras seguem à fé. Essa era a reforma da vida cristã que os contemporâneos de Lutero também esperavam. Lutero não convenceu os seus ouvintes a abandonarem o ideal de Reforma da Igreja que tinham, mas ofereceu a eles um firme fundamento para essa reforma, a graça de Deus, em lugar das obras humanas. A doutrina da obra foi substituída pela doutrina da fé no Cordeiro de Deus. Lutero não dei- xou de pregar o arrependimento, mas resgatou para todos nós o Evangelho de Cristo, no qual temos perdão, vida e salvação. “ Nilo Wachholz Editor m
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    Arte sobre fotosArquivo Editora Concórdia 14 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Confessionalidade Carlos Walter Winterle P articipei, há alguns anos, de uma reunião internacional entre luteranos de diversas linhas teológicas. O tema da reunião era: “O que nos une... e o que nos separa”. As diversas igrejas luteranas, espalhadas pelo mundo, têm em comum a acei- tação da Bíblia Sagrada, os três Credos Ecumênicos (Apostólico, Niceno e Atanasiano), os Catecismos Menor e Maior, de Martinho Lutero, e a Confissão de Augsburgo, entre outros. Quais são as diferenças? São muitas, mas, em minha opinião, todas podem ser resumidas em um só ponto: a maneira como interpretamos a Bíblia. Cito na página seguinte dois exemplos. O mosquito e o camelo Quando vejo camelos em algumas ruas aqui de Nairóbi, me lembro desta advertência de Jesus. Quanta picuinha é discutida nas igrejas, quantos “mosquitos” estão sendo coados, enquanto os “camelos”, doutrinas e práticas falsas, estão invadindo as igrejas, inclusive as luteranas. Estão “engolindo camelos”, como é o caso da recente aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da ordenação de pastores (as) homossexuais por parte de algumas igrejas.
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 15 Carlos Walter Winterle é pastor da IELB em Nairóbi, Quenia. Aceitou chamado para a Cidade do Cabo, África do Sul. 1 Apesar de todos confessarem: “Creio em Deus Pai Todo- Poderoso, Criador dos céus e da terra”, muitos não aceitam o relato bíblico da Criação como regis- trado por Deus em Gênesis 1 e 2, e em muitas outras passagens da Escritura, tanto do Antigo como do Novo Testa- mento; apoiam a Teoria da Evolução (que continua sendo uma “teoria” que jamais foi comprovada). Conversando com um pastor de outra Igreja Luterana, ele me ridicularizou quando eu disse que acreditava no rela- to de Gênesis 1 e 2, assim como estava escrito na Bíblia. Diante das risadas debo- chadas dele, eu disse: “Se eu devo arran- car as primeiras páginas da Bíblia, devo arrancar também os últimos capítulos dos quatro Evangelhos e o capítulo 15 da Primeira Carta aos Coríntios, que tratam da ressurreição de Cristo. Eu também não consigo entender a ressurreição, mas creio nela, assim como creio na criação do mundo, conforme registrado por Deus na Bíblia.” 2 Na reunião, eu estava usando uma gravata que havia ganha- do de presente, e nela estava escrita a oração do Pai Nosso (em inglês). Foi então que uma senhora, doutora em teologia, presente à reunião, e que visivelmente defendia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a orde- nação de pastores (as) homossexuais, a certo momento, no intervalo da reunião, chegou perto de mim e disse: “Eu não gosto desta gravata; eu não gosto desta comercialização da Palavra de Deus, escrita em vestuários, em copos de uso diário, e em outros objetos...” Contra- argumentei dizendo: “Deuteronômio 6. 6-9 diz: ‘Estas palavras que hoje, te orde- no estarão em teu coração... Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.’ Por que não usar a Palavra de Deus numa gravata ou no vestuário como testemunho de minha fé?” Estas situações me lembram a crítica de Jesus aos fariseus do seu tempo, que defendiam as tradições inventadas pela Igreja, mesmo que contrárias à Escri- tura. Jesus diz: “Ai de vós, hipócritas... Tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a miseri- córdia e a fé... Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo” (Mateus 23.23-24). Quando vejo camelos em algumas ruas aqui de Nairóbi, me lembro desta advertência de Jesus. Quanta picuinha é discutida nas igrejas, quantos “mos- quitos” estão sendo coados, enquanto os “camelos”, doutrinas e práticas falsas, estão invadindo as igrejas, inclusive as luteranas. Estão “engolindo camelos”, como é o caso da recente aceitação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da ordenação de pastores (as) homosse- xuais por parte de algumas igrejas. Por bem, o Conselho Luterano In- ternacional (do qual a IELB faz parte) e algumas igrejas luteranas da África se manifestaram radicalmente contra esta decisão contrária à Palavra de Deus. Te- nho o documento de uma grande Igreja Luterana aqui da África (com mais de quatro milhões de membros), fruto de missão de igrejas européias e norte- americanas, que cortou os laços com as respectivas igrejas-mãe, porque estas tomaram uma decisão favorável ao casa- mento entre pessoas do mesmo sexo e à ordenação de pastores homossexuais. No documento diz que “rejeitamos o vosso apoio, seja ele qual for, e a vossa ajuda financeira... rejeitamos interpretações inapropriadas e falsas da Escritura que procuram justificar a união entre pessoas do mesmo sexo...”. Queira Deus nos manter firmes e fiéis à Escritura Sagrada e aos seus ensinos, conforme expostos no Livro de Concórdia (As Confissões Luteranas). Saibamos tanto “coar o mosquito” como rejeitar “o camelo”, confiando na graça de nosso Se- nhor Jesus Cristo e mantendo a verdadei- ra unidade entre as igrejas genuinamente fiéis à Palavra de Deus. Casamento entre primos O que a Bíblia diz sobre isto? O que a Igreja aconselha? O que a medicina diz sobre isto? Anônima Primeiramente, agradeço pela sua pergunta. O casamento entre primos de pri- meiro grau (filhos de irmão ou irmã do pai ou da mãe) é desaconselhado por causa da consanguinidade, pois pode resultar em problemas na formação do feto. No capítulo 18 do livro de Levíticos, a Bíblia enumera os casamentos proi- bidos. Neste capítulo, porém, não há menção de casamento entre primos. A medicina apenas adverte para a possibilidade de má formação do feto, mencionada acima. Sendo assim, em vista do problema que pode acontecer com os filhos de pais primos entre si, a Igreja desacon- selha esta união. Espero ter ajudado. Paulo Kerte Jung, pastor emérito da IELB. Envie a sua pergunta para: mensageiro@editoraconcordia.com.br Perguntas m
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    16 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Educação Autismo, uma realidade também dentro das igrejas Waldyr Hoffmann S eguidamente, somos surpreendidos quando, ao estarmos diante de pessoas que aparentemente são normais como qualquer ser humano, percebemos, que estamos diante de alguém que procede diferente dos “nossos conceitos comportamentais”. Algo que só notamos à medida em que convivemos mais com estas pessoas. Isso pode nos levar a um misto de medo, ou insegurança, por não sabermos como lidar com a situação existente. Entre estas pessoas diferentes, encontramos os autistas, que configuram também uma realidade dentro das igrejas. Como lidar com eles? Posso tocar neles? Dar-lhes um abra- ço? Ou até mesmo cumprimentá-los? O que proponho neste artigo é convidar todos a refle- tirem sobre este tema. O que é autismo? Segundo pesquisas, ainda em estudo, o autismo é uma deficiência no desenvolvimento mental, que começa a ser observadoduranteostrêsprimeirosanosdevidadacriança. É o resultado de uma desordem neurológica que afeta o funcionamento do cérebro. Muito comum em meninos, sua proporção é de um a cada 110 indivíduos (de acordo com pesquisa realizada nos Estados Unidos). Não tem nada a ver com condição social ou racial. O desenvolvimento nor- mal das áreas do cérebro relacionadas à interação social e habilidades de comunicação é afetado. Podemos observar característicasnosmovimentoscorporaisrepetitivos(balan- ço do corpo, por exemplo), resistência à mudança de rotina, etc. Em alguns casos, é necessário o uso de medicamentos para que os autistas não se machuquem. Há também vários mitos sobre o assunto. Um deles é de que o autista vive (constrói) o seu próprio mundo, não interagindo com as pessoas – como se não se importasse com elas. Isto não é verdade, pois esta atitude é uma decorrência de sua dificuldade em comunicar-se com as outras crianças. Ou seja, não há falta de interesse. Outro mito é o de que todas as pessoas autistas tenham retardos mentais. Isso também é uma inverdade, pois a desordem neurológica não significa necessariamente um retardo mental. Quando as pessoas rotulam desta maneira,Foto: Arquivo Editora Concórdia
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 17 refletem um total desconhecimento sobre este assunto e, com esta postura, acabam fe- rindo especialmente os pais, ou familiares, que têm um filho ou um familiar autista. Apesar de todos os avanços científicos e educacionais, ainda são pequenos os avanços sobre como lidar com o autismo. Tudo o que é feito tem o intuito de tornar a vida deles menos difícil. Lidar com um autista na família é um desafio enorme, mas, ao mesmo tempo, um aprendizado sem igual. Percebe-se o quanto a socieda- de está alheia a este tipo de situação com atitudes das mais diversas possíveis, desde preconceito ou até atitudes de ajuda, mes- mo não sabendo como agir. Ainda é pequena a solidariedade para com as famílias onde há um autista. A pró- priafamílianemsempreestápreparadapara aquela situação. E isso também se reflete dentro da Igreja, onde se busca por apoiado- res,pessoassensíveisesolidárias.Entretanto, neste espaço também não é fácil assim. O apoio necessário A comunidade é um lugar de refúgio, onde as pessoas se apoiam mutuamente, pelo menos sob o ângulo teórico. A comuni- dade de fé cristã exercita-se quando somos companheiros uns dos outros, especialmen- te em momentos de dor ou em situações onde há carências afetivas e materiais pre- sente. Esse era o comportamento da Igreja Primitiva que não media esforços para que todos pudessem estar satisfeitos em suas necessidades (Livro de Atos). O que temos observado é um total des- conhecimento destas necessidades especiais por parte das pessoas (membros), o que se reflete na postura que tomam em relação ao assunto. Uma boa orientação seria as igrejas, em suas prédigas e reflexões, tra- tarem destes assuntos a fim de informar a comunidade sobre o que é isto. Além disso, deveriam ser aptas a aconselharem sobre como lidar com o autista, diminuindo a distância entre as pessoas envolvidas, for- necendo uma teologia mais humana e pal- pável, inclusive buscando esclarecimentos com a ajuda de profissionais da área. Porém, como isto só acontece, imagino, quando há uma situação real, não sabemos agir com essa situação no momento em que nos de- paramos com ela de forma repentina. Desafios Uma pergunta que fazemos é: como integrar o autista à comunidade? Aliás, esta tem sido a tônica das igrejas: integrar o indivíduo ao seu meio. O ponto de parti- da, apesar de ser válido, não corresponde com a real necessidade do autista. Em vez disso, apesar de serem semelhantes as propostas, com o mesmo fim último, a pergunta deveria ser: como integrar a comunidade ao autista? Na prática não é a mesma coisa. A responsabilidade e desafio de integrar são da comunidade como um todo, daí a necessidade de ser instruída (capacitada) em como trabalhar com essa situação, o que é um grande desafio a ser vencido. Caminhando nesta direção, podemos seguir alguns passos: - Acolher bem, sendo afetuoso ao cumprimentá-los. Aliás, esta é uma caracte- rística do autista: eles gostam de afetos, por mais que imaginemos que eles não compre- endam. Não tenha medo do autista. -Tratá-loscomopessoascomuns.Elesnão sãoignorantes!E,sefornecessário,chamara atenção, assim como fazemos com qualquer indivíduoquetenhafeitoalgoerrado,istonão é problema para eles. Pois precisam dos limi- tes para se integrarem melhor e não serem alvos das críticas ou afastamentos. - Apoiar-se junto aos pais. Eles têm as orientações feitas por profissionais, e o fazem com o objetivo de ajudar os seus filhos a crescerem. Isto significa que se, em algum momento, tomaram uma atitude mais séria, não significa que não gostem da criança. Só quem vive diariamente com o autista sabe exatamente o que é melhor para ele. Por isso, os pais precisam ser respeitados neste quesito em particular. - Jamais deixar de convidar, seja para um almoço ou festa de aniversário, temen- do que a criança vá atrapalhar. Esta atitude Waldir Hoffmann é pastor da IELB em Joinvile, SC, e colaborador do ML pode configurar falta de solidariedade e amor para com o próximo, o que não é recomendado pelo Senhor Jesus. - Procurar reconhecer que para que o autista tenha uma qualidade de vida melhor, ele precisa de rotinas. Por isso, tudo o que foge à sua rotina é novidade para ele e, em razão disso, ele pode ter um comportamen- to estranho ao normal. Neste sentido, os limites que foram colocados não podem ser quebrados pelas pessoas que estão na sua volta. Entretanto, o bom-senso nos ajudará a tomaromelhorprocedimentocomoautista, quando este estiver fora do seu contexto. - Orar com ele e por ele. O autista, a seu modo, também compreende as ver- dades cristãs. - Respeitar as diferentes etapas – fí- sica e psicológica do autista – que são as mesmas de outras crianças. Não podemos lidar com um adolescente autista como se ele fosse uma criança. - Conversar com ele – manter o diá- logo. Ele, do seu modo, irá compreender e corresponder. - Buscar capacitação junto à profissionais naáreapsicológica,quedarãotodasasorien- tações com o objetivo de ajudar o autista a crescer em seu meio e ser amado por todos. Quem convive com um autista se sur- preende com os pequenos avanços dele. Aceitar a situação é o primeiro grande passo para pais e também para a Igreja, pois esta terá no seu meio alguém muito especial, que também é amado e perdoado por Deus. Desta forma, com sabedoria, estaremos buscando caminhos para me- lhor levar o Evangelho de Jesus a todos, também aos autistas. Apesar de todos os avanços científicos e educacionais, ainda são pequenos os avanços sobre como lidar com o autismo. Tudo o que é feito tem o intuito de tornar a vida deles menos difícil. Esta é uma característica do autista: eles gostam de afetos, por mais que imaginemos que eles não compreendam. Não tenha medo do autista. m
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    Educação 18 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Bruno Edgar Ries U ma das grandes responsabilida- des dos pais, perante Deus e a sociedade, diz respeito à educa- ção dos filhos. A maioria tem consciência deste papel, e questiona-se, frequente- mente, se está conseguindo realizá-lo de forma plena. No passado, quando prevalecia a família ampliada (em contraposição à família nuclear atual), essa função era compartilhada por todo o clã: pais, avós, bisavós, tios, irmãos mais velhos, etc. Toda a comunidade familiar cuidava da criança e a ajudava na aprendizagem da vida. A Igreja também participava muito desse processo. Agora, cabe aos pais, quase exclusi- vamente, a educação dos filhos. Por essa razão, tornou-se difícil a tarefa educativa, particularmente num momento em que o desenvolvimento do conhecimento e a mudança da cultura levam os pais a ques- tionarem seu papel. Hoje, não temos mais a segurança proporcionada por uma tradição para realizar a intervenção educativa. Neste contexto, surgem muitos ques- tionamentos a respeito: Como posso saber se estou sendo uma boa mãe ou um bom pai? Como devo agir nesta ou naquela situação? A preocupação maior envolve a saúde física, a saúde mental ou o aprimoramento moral da criança e do adolescente? Que tipo de adulto espero que meu filho venha a ser? Formação do vínculo Um fato que marca o início do desen- volvimento infantil é o estabelecimento de vínculo entre pais e filhos. Acreditava- se, no passado, que o vínculo estava formado naturalmente com a gestação. Porém, pesquisas demonstraram que ele se desenvolve com os primeiros contatos entre a mãe e o filho. Os obstetras têm tido o cuidado de favorecer um relaciona- mento afetivo inicial da mãe com o bebê, colocando-o em contato com o corpo dela assim que nasce. O período após o nascimento constitui o momento mais adequado para a forma- ção do vínculo. Tanto a criança quanto a mãe estão particularmente sensíveis neste momento. Para que o processo se estabeleça, ressaltam-se como aspectos fundamentais o contato físico imediato, e também aquele propiciado pela ama- mentação e outras situações, a interação mãe-filho nos dias subsequentes, bem como a sensibilidade dos pais aos sinais e preferências manifestas pelo bebê. O estabelecimento do vínculo garante proteção e atenção à criança, e evita maus tratos, abandono e negligência. Depressão pós-parto A depressão constitui um fato bastante comum (15 a 20%), que ocorre já na pri- Desenvolvimento infantil e saúde mental Para o cristão, é na infância que se educa para a vida Foto: Arquivo Editora Concórdia
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 19 meira semana após o parto, e tem duração e intensidade variável. Manifesta-se com sintomas de tristeza, choro, desânimo, im- paciência, irritabilidade, comprometendo o relacionamento da mãe com a criança e dificultando a formação do vínculo. As consequências mais comuns envol- vem: negligência na alimentação e nos cuidados do bebê, maus tratos e sérios prejuízos ao desenvolvimento cognitivo e afetivo. Ao aparecerem esses sintomas, o médico deve ser consultado e a mãe tratada, para não prejudicar o desen- volvimento da criança. Desenvolvimento sadio Enquanto uma pessoa se desen- volve, ela aumenta suas capacidades, e torna-se cada vez mais eficiente nas suas relações com o meio físico e social. Cabe à educação oferecer as condi- ções de um aprimoramento saudável e, ao mesmo tempo, de ampliação progressiva das habilidades e com- petências próprias de um indivíduo crítico, reflexivo, e que manifeste a verdadeira fraternidade, honestidade e responsabilidade oferecidas por uma formação cristã. Como pais, não podemos ter a expecta- tiva de realizar sonhos frustrados através dos nossos filhos. É fundamental que eles façam suas escolhas com responsabilidade e sigam um caminho próprio. Questões para reflexão A educação constitui uma tarefa complexa e que exige segurança para o seu exercício. A dúvida em relação a como devemos agir numa determinada situação nos aflige a todo o momento. Não se admite nem omissão e nem fuga da responsabilidade. O renomado psiquiatra brasileiro, Içami Tiba, tem apresentado ideias muito controversas sobre educação, mas que nos levam a questionar sobre a melhor inter- venção para um desenvolvimento sadio de nossos filhos. Ele afirma que: • Pai e mãe devem seguir o mesmo “catecismo”. O que um estabeleceu não pode ser alterado unilateralmente pelo outro. Também o exercício da autoridade exige compartilhamento, e não pode ser desempenhado de forma exclusiva pelo pai ou pela mãe. Posturas contraditórias levam à delinquência. • A responsabilidade maior pela edu- cação das crianças é dos pais. A família não deve delegar esta função à escola. • O papel da mãe, na educação, é similar ao do pai. A orientação e firmeza precisam ser efetivadas por ambos. Não nem a razão de viver dos pais. • A droga representa, talvez, a maior preocupação dos pais na atualidade. Ela resulta da falta de disciplina, de limites e da super proteção. • Os estudos em sala de aula e a realização de temas escolares em casa exigem a compreensão da matéria, e não meramente uma decoreba. Também é importante exigir que os filhos deem o máximo de si, e não se limitem à média exigida para aprovação. A criança que fica na média acaba acumulan- do defasagens anuais que, ao final do ensino fundamental, podem representar quatro ou cinco anos de escolarização perdidos... • Levar o filho à igreja certa- mente o afastará da cadeia. • Os filhos precisam aprender a gerenciar seu dinheiro. Mesmo que o orçamento familiar seja folgado, persiste a necessidade desse aprendizado. • Podemos recompensar, oca- sionalmente, a conduta correta ou um bom desempenho escolar, mas nunca prometer antes algum presente se ele fizer algo desejado. • As decisões e as regras na família são de competência dos pais. Submeter-se aos desejos das crianças pode significar a perda de autoridade dos adultos e a do- minação dos filhos. O que diz a Bíblia O cristão sempre orienta seus atos pelos preceitos bíblicos. E a Bíblia afirma que é na infância que se educa para a vida; devemos disciplinar as crianças, estabelecer limites e ensinar as normas, não sujeitar-se às vontades delas, bem como devemos corrigir seus comporta- mentos equivocados (Pv 13.24; 22.6 e 15; 29.15; Dt 6.7). O Novo Testamento diz que aos pais é vedado irritar os filhos, e estes lhes devem obediência, (Cl 3.20 e 21); reforça também o papel da discipli- na (Ef 6.4; Hb 12.7-11). Bruno Edgar Ries é psicólogo e colaborador do ML A educação constitui uma tarefa complexa e que exige segurança para o seu exercício. A dúvida em relação ao como devemos agir numa determinada situação nos aflige a todo o momento. Não se admite nem omissão e nem fuga da responsabilidade. cabe à mãe “engolir sapos” do filho, nem tentar argumentar, em momentos em que deve prevalecer a disciplina. • Aos avós compete apoiar a educação dada pelos pais, e nunca dar palpites ou interferir na educação dos netos. • Educação pode exigir punição, mas esta exige correspondência com o com- portamento inconveniente da criança. Precisamos ter o cuidado de não premiar a conduta imprópria. •A disciplina e a liberdade com limites implicam em combinar regras e horários. Devem existir horários para as refeições, para o estudo, para as brincadeiras, TV, computador, etc. • Se um filho apronta alguma das grandes, o melhor a fazer não é reagir com fúria, mas dizer à criança, ou ado- lescente, que ficou nervoso com o fato, que vai dar um tempo para se acalmar e depois decidir qual o castigo. Neste tem- po, estão suspensas as festas, saídas com amigos, o computador... Depois se volta a conversar. • Filho não é o centro do universo, m
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    20 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Educação O cristianismo e a educação Q uandopensamosemeducação,fre- quentemente, lembramos a voca- ção da Igreja Cristã para o ensino. Não é de hoje que cristãos criam e mantêm escolas e Universidades. Lembro isso, por- que ouço algumas pessoas afirmarem que “fé é coisa de gente sem instrução”. Alguns afirmam que quanto menos conhecimento uma pessoa tem, mais ela estará disposta a crer em um deus. Richard Dawkings, famoso pregador do ateísmo,dissequeafaltadeinformaçãoéque leva as pessoas a recorrerem à fé religiosa. E éinteressantecomoestaafirmativadeDawk- ings é aceita por muitas pessoas. Lembro da minha juventude, na escola, quando entre os colegas existia a ideia de que os alunos mais espertos eram aqueles que se diziam ateus. E esta mentalidade ainda existe. Muitas pessoas medíocres pensam ga- nhar um certificado de sabedoria apenas por afirmar que Deus não existe. Afinal, dizem, pessoas inteligentes não podem crer que o mundo foi criado em seis dias; nem que a Bíblia é a Palavra inspirada por Deus e isenta de erros. A expressão de Marx de que “a Religião é o ópio do povo” continua a ser repetida de peito aberto. Com isso, se insinua que o objetivo da fé é alienar as pessoas e torná- las ignorantes. Podemos até concordar que o fanatismo religioso e as superstições escravizam e do- ensino do Evangelho. Os pais eclesiásticos, cedo, introduziram na Igreja o sistema de catequese. Martinho Lutero, ao se defrontar com uma Alemanha de analfabetos, que por isso não podia ler a Bíblia, escreveu um tratado com o título: “Aos conselhos de todas as cidades da Alemanha, para que criem e mantenham escolas”. E aos pais desmotivados em enviar seus filhos à escola escreve: “Uma prédica para que se mandem os filhos à escola”. Estes escritos estão no volume 5 das Obras Selecionadas de Lutero, em língua portuguesa. Além disso, gostaria de dividir com os leitores um pouco da história da criação de uma pequena escola. Apenas seis anos após achegadadoscristãospuritanosaMassachu- sets, nos Estados Unidos, a Corte Geral daquela colônia aprovou investir algum dinheiro para a criação de uma escola, mas não era suficiente. Foi então que o pastor John Harvard fez uma doação de cerca de 800 libras. Isto era a metade de tudo o que ele tinha. Doou também livros que somavam cerca de 260 títulos – uma verdadeira biblioteca. E o Colégio foi criado em 1636, na vila de New Town. Após a morte do pastor, a escola passou a ser chamada pelo seu nome, e até hoje ela existe sendo conhecida como Universidade deHarvard(amelhoruniversidadedomun- do). Sim, a melhor universidade do mundo foi fundada por cristãos, com o objetivo de dar ensino cristão aos jovens. A própria pedagogia moderna tam- bém mistura a sua história com a história da Igreja. O pai da pedagogia moderna, “Comenius”, era um dedicado pastor que acreditava na educação. No século 17, Comenius escreve Didática Magna, onde defendia que educar era ensinar “tudo a todos”. Lançou assim os pilares do ensino obrigatório, tanto para meninos quanto para meninas, sistematizou a educação e defendeuacriaçãodeescolasatraentes,que incluíssem recreação e o lazer aos alunos. Olhando para a história da Igreja Cristã, somos convencidos que a afirmação do ateu Richard Dawkings é enganosa. O cristianis- monãoseapoianaignorância,maspromove e incentiva o ensino e o crescimento. Conforme o grande amigo de Lutero, Felipe Melanchton: “A ignorância é a maior adversária da fé, e, por isso, ela deve ser combatida”. Esta é a razão pela qual, como Igreja, insistimos em manter escolas cristãs. Está em nosso coração esta vocação pelo ensino, este amor pela educação. Especial- mente a educação que leva aos jovens o conhecimento do Salvador Jesus Cristo. Igreja e escola – tudo a ver. Fernando E. Garske, pastor capelão do Colégio Concórdia, São Leopoldo, RS Fernando E. Garske “A ignorância é a maior adversária da fé, e, por isso, ela deve ser combatida”. Esta é a razão pela qual, como Igreja, insistimos em manter escolas cristãs.” minam. Religiões fanáticas e supersticiosas realmente não combinam e nem querem saber de ensino e conhecimento. Porém, isto não tem nada a ver com a fé cristã. Pois esta, historicamente, tem demonstrado zelo e amor pela educação. O próprio Jesus deu aos santos apósto- los a ordem de fazer discípulos batizando e ensinando. É claro que aqui se fala do m
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    Educação Teológica Mensageiro Luterano| Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 33 Seminário, escola de profetas A ssim é conhecido entre nós, cristãos luteranos, o Seminário Concór- dia… É nossa escola de profetas que, no próximo dia 27 de outubro, com- pletará 107 anos. Já dá para dizer que ele sobrevive há gerações. E sempre cumprin- do sua finalidade – a de formar profetas. Mas, seria esta uma nova profissão, a de ser profeta? E as outras escolas também formam profetas? O que são profetas? E profetas de quem? Profetas O que são profetas? Dá para dizer que existe dois significados. No Antigo Testa- mento, o primeiro significado era dizer coi- sas futuras, o que ainda havia de acontecer, ou seja, revelar o futuro – especialmente todos os detalhes a respeito da vinda de Jesus ao mundo. Quando o profeta era chamado por Deus, significava que Deus se revelava a ele, e ele anunciava a profecia recebida. Em Hebreus 1.1, lemos que, no princípio, Deus falou pelos profetas. Porém, a palavra profeta adquiriu tam- bém um segundo sentido. No Novo Testa- mento, a palavra profeta passou a significar também a pessoa chamada por Deus e que prega o Evangelho, ou seja, que anuncia as boas notícias, a mensagem da salvação em Jesus. A importância não estava na pes- soa, mas na sua função de anunciar Jesus Cristo como Salvador de todos os homens. E sempre que alguém prega Jesus Cristo, e todas as verdades acerca dele, também estará anunciando profecias e coisas vin- douras. Porque algumas verdades de nossa salvação ainda estão por se cumprir, como a ressurreição dos mortos e a nossa subida para o céu, por exemplo. Profetas de Deus Seminário, escola de profetas de Deus! O Seminário é uma escola de profetas de Deus pelo que ele faz. Aos que Deus cha- ma e dá a vocação, o Seminário ensina a pregar o Evangelho com todas as profecias escritas na Bíblia. Como é importante compreendermos isso! Como é importante as famílias in- centivarem e darem seus filhos a Deus, para serem profetas! Como é importante ouvirmos os profetas! É como ouvir o pró- prio Jesus. Nesta pregação, está a nossa salvação, porque a fé vem pelo ouvir, e o ouvir do Evangelho de Cristo. Certa vez, um professor de alunos do Se- minário de nossa Igreja, nos Estados Unidos, disseaeles:“selhesofereceremapresidência dos Estados Unidos em troca de seu ministé- rio,nãoaceitem.SerpastoreprofetadeDeus é sumamente mais importante”. Que grande função tem o Seminário: ser ESCOLA DE PROFETAS! Benjamin Jandt provedoria@seminarioconcordia.com.br
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    34 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Quem ama educa! N os últimos meses, um assunto ocupou a mídia: o ato de dar uma palmadinha é certo ou errado? Educa ou traumatiza? O presidente Lula assinou um projeto de lei que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 18. Pelo novo texto, fica vedado aos pais usar castigos corporais, de qualquer natureza, na educação dos filhos. De acordo com a nova lei, que ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal, o pai ou mãe que, por exemplo, der uma palmada na mão do filho que insiste em enfiar o dedo na tomada elétrica poderá se sujeitar a penas que variam da advertência à obrigatoriedade de se submeter a acompanhamento psicológico, ou programas de orientação à família. “A lei confronta o poder familiar, que é direito do pai e da mãe de exercer sua autoridade”, diz a advogada Renata di Pierro, especialista em direito de família. Revista Veja de 21/07/2010 “O novo texto do ECA também não deixa claro como o poder público vai dimensionar o castigo corporal. Ficará ao critério discricionário de um juiz estabelecer punição para uma palmada leve e para uma palmada que deixe a pele vermelha? Além disso, fica em aberto como será fiscalizado o cumprimento da nova lei. A polícia terá o direito de invadir o lar de um cidadão, como faz na casa de um bandido perigoso, caso receba uma denúncia de que o pai aplicou uma palmada corretiva nos filhos?” Em resumo, a revista coloca: não é de uma nova lei que de- pendem a felicidade e o futuro das crianças, e sim do bom-senso e equilíbrio dos pais. Bom-senso Este é o problema! Falta bom-senso e equilíbrio a muitos pais. Se assim não fosse, não careceríamos de mais uma lei ensinando- nos a educar nossos filhos. Mas o que mais falta é o bom-senso cristão de educar os seus filhos. Bom-senso! É exatamente o que Deus espera de um pai que deseja o melhor para os seus filhos. Em Lucas 11.11,12, lemos: “Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe? Ou, se o filho pedir um ovo, vai lhe dar um escorpião?” O maior mandamento na Escritura é este: “Portanto, amem o Senhor, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças” (Deuteronômio 6.5). Retrocedendo ao versículo 2, Comportamento André Luiz Müller Fotos: Arquivo Editora Concórdia
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 35 lemos: “Temam o Senhor, nosso Deus, vocês, os seus filhos e os seus netos, e cumpram sempre todos os Mandamentos e Leis que eu lhes estou dando e assim vocês viverão muitos anos.” Seguindo os versículos mais adiante, vemos: “Guardem sempre no co- ração as Leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas Leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levanta- rem” (versos 6 e 7). A história dos hebreus revela que o pai deveria ser zeloso, maduro, preocupado em instruir seus filhos nos caminhos e na Palavra do Senhor, para seu desenvolvi- mento e bem-estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isso. Este texto nos ensina que é responsabilidade dos pais criar os seus filhos na “disciplina e no temor do Senhor”. Isso nos leva a uma passagem no livro de Provérbios 22.6-11, principalmente no verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até o fim da vida não se desviará dele.” A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é, preparan- do-a para o futuro. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importân- cia, para que cresça na direção certa e não se desvie, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos. Qual o limite bíblico para a educação? No Novo Testamento, temos uma clara instrução do Senhor para um pai em rela- ção à educação de seus filhos. Efésios 6.4 diz: “Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos”. - O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus senti- mentos em seus filhos, sendo severo, injusto, parcialouexercitandosuaautoridadedefor- ma brutal e violenta. Isso só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. - O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva, ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela disciplina e os ensinamentos cristãos. Na tradução Revista e Atualizada (ARA), este versículo traz a palavra “admoestação”. A palavra “admoes- tação” carrega consigo a ideia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas de forma construtiva oudesuasresponsabilidades,deacordocom seu nível de idade e compreensão. Somenteopai cristão consegue entender o seu filho na plenitude do “ser”, pois vê nele um militante desde criança. Alguém que foi declarado justo no Batismo pela obra de Cristo na cruz e que agora vive seu processo de santificação, com acertos e fracassos, mas sempreamadoporDeus.Porisso,aeducação cristã,queauxilianoprocessodesantificação, étãonecessáriaaodesenvolvimentodamen- te quanto do conhecimento. O pai cristão é um instrumento na mão de Deus na questão da educação. Ele não deve jamais se apresentar como autoridade final, que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do“eu”.SomentefazendocomqueDeus,em Cristo Jesus, seja o mestre e governante, é possível alcançar os objetivos da educação. O pai cristão não deve irritar, estressar, exagerar em sua autoridade. Isso é resulta- do de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à auto- ridade. Essas provocações resultarão em reações contrárias, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santida- de e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais. Pais cristãos buscam fazer com que a obediên- cia seja algo desejável e alcançável através do amor e gentileza, eles não devem ser agressores tiranos. Martinho Lutero dizia: “deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação deve ser exercitada com cuidadosa vigi- lância e constante ensino, com muita ora- ção. Admoestação é castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, propor- cionando, à criança, tanto a repreensão pelo erro cometido como o encorajamen- to no perdão e na orientação para fazer certo da próxima vez. A instrução vem do Senhor, e ela é aprendida na escola da experiência cristã, que passa de geração a geração e é administrada pelos pais. A disciplina cristã é necessária para im- pedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento da vida cristã e, finalmente, para formar bons cidadãos. “Pois toda a Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, conde- nar o erro, corrigir as faltas e ensinar a ma- neira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e prontoparafazertodo tipodeboasações” (2 Timóteo 3.16, 17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar, a fim de ensinar a verdade de Deus, irão necessariamente variar. Alguns nunca precisarão dar uma palmadinha, outros talvez até mais de duas! Contudo, estas verdades bíblicas sempre devem nortear os pais, para serem aplicadas como principal método pedagógico. O pai que é fiel em seu papel de modelo para os filhos permite que a criança apren- da, através dele, sobre Deus. Ensinamento este que permanecerá com ele por toda a sua vida, não importando o que faça ou onde vá. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e te- rão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem. Pois como diz no texto de Lucas 11.13: “Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” Quem ama educa! Quem ama a Deus educa com bom-senso e equilíbrio, pre- parando os filhos para esta vida e para vida eterna. “Não é de uma nova lei que depende a felicidade e o futuro das crianças, e sim do bom-senso e equilíbrio dos pais.” André Luiz Müller, pastor da CELSP, Canoas, RS m
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    36 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 O que as congregações fazem Inglês tem foco missionário em Ribeirão Preto Pela Inclusão digital, Ulbra faz parceria com congregação Visando ampliar o trabalho com projetos sociais que já estão em andamento, a ULBRA Guaíba firmou parceria com a CEL Cristo para Todos, de Guaíba, RS, oportunizandocursosdeinclusãodigitalparaascomu- nidades carentes de Santa Rita, Cohab e Ipê. Foraminstalados10computadoresnasdependên- ciasdaigreja,queestarãoàdisposiçãodacomunidade para a realização de cursos de informática. Nesta par- ceria, a Congregação cedeu as dependências, com a segurança necessária, e passa a coordenar os horários de cursos, fazendo divulgação no bairro – nas escolas públicasondefuncionaoEJA(EducaçãoparaJovense Adultos)enostrabalhoscomgruposdeterceiraidade. A universidade se compromete com a manutenção técnica, atestados, monitores e formação dos alunos. Aideiaévalorizaropúblicodebaixarenda,pessoas desempregadas ou com dificuldade de locomoção e inclusão social, oferecendo-lhes a oportunidade de seremincluídosnavidasocial.Oprojetoétambémum ótimo espaço missionário e a proposta é mostrar que a igreja está de portas abertas, em conformidade com o lema da IELB que é levar Cristo Para Todos. Asalafoiinauguradaem8dejulho,contandocom a presença do pastor local, Arsildo Wendler, do pastor capelão, Irmo Wagner (coordenador do Programa ULBRASol/PastoralULBRAGuaíba),dopresidenteda Congregação, Jairo Haas, bem como de líderes de en- tidades sociais dos bairros, organizações da sociedade e membros da Congregação. Foram abertas três turmas de alunos, sendo uma delas de terceira idade. Na parceria com o curso de Sistemas de Informação do campus, o professor Cesar Loureiro atua como coordenador. A CEL Cristo Para Todos, de Ri- beirão Preto, SP, iniciou um projeto missionáriofocadoemaulasdelíngua inglesa.Ocurso,voltadoparaadoles- centes,prevêdoisencontrossemanais e participações regulares dos alunos em eventos da Congregação. A primeira participação dos alu- nos em um culto aconteceu durante a celebração do Dia dos Pais, em 8 de agosto, quando os alunos apre- sentaram música e textos, em inglês, alusivos a data. As aulas, dirigidas pela professo- ra Stael Witt Jagnow, são gratuitas e abertas para os adolescentes da Con- gregação e demais interessados. Os dois encontros semanais acontecem na sede da igreja. O envolvimento dos alunos nas aulas e nas dependências da Congre- gação favorecem um contato melhor com os familiares daqueles que não são membros, favorecendo o foco missionário. Existe também interesse de oferecer um curso para adultos. Apresentação dos alunos do curso de inglês Foto: Dieter Joel Jagnow
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 37 ANEL ANEL debate confessionalidade e competitividade O 11º Encontro Nacional de Direto- res, Mantenedores e Capelães da Associação Nacional das Escolas Luteranas (ANEL), aconteceu na Pousada Betânia, em Curitiba, PR, de 24 a 26 de agosto. O tema escolhido para o encontro, Escola Luterana – a organização adminis- trativa a serviço da confessionalidade e competitividade, teve o objetivo de qua- lificar o aspecto confessional das escolas da rede luterana, segundo Nelci Senger, tesoureiro da ANEL. “Queremos que a reflexão em governança corporativa possa valorizar ainda mais o enfoque cristão em nossas escolas”, afirmou. Participaram do evento, representantes de 38 escolas asso- ciadas e o Conselheiro do Distrito Vale do Rio dos Sinos, pastor Arnildo Figur. Palestras O destaque do primeiro dia foi a palestra do consultor Roberto Rinaldi, sobre Gover- nançaeGestão:BoasPráticasparamaximizar valor na escola cristã. Rinaldi é fundador e sócio-diretor da ProBusiness, consultoria de desenvolvimento organizacional, centrada na abordagem de processos de negócio. Segundo o palestrante, o princípio da liderança é servir – quem serve lide- ra. “Uma escola, na perspectiva cristã, é prioritariamente um serviço à família, em obediência a Deus”, afirmou. Também destacou que é preciso entender o objetivo de uma escola como um ministério e tratar a sua realização como um negócio. O professor Max Haetinger foi o pa- lestrante do último dia de atividades do encontro, sob o tema Equipes comprometidas com mudanças e resultados. Max abordou a relação do gestor com a equipe, que precisa encontrar formas de comprometer todos em um tempo de grandes desafios. “É importan- te ter gestão participativa, integradora, isso motiva”, afirmou. Ao falar sobre as equipes comprometidas, lembrou que é preciso ter objetividade e metas. “Comprometimento é igual a resultados duradouros”, destacou. Visitantes Os pastores Paulo Teixeira e Denis Timm e o sr. Walter Eidam, da Sociedade Bíblica do Brasil, entregaram material de divulgação e falaram dos projetos. Também destacaram o apoio do grupo de pastores, que trabalham na revisão e adequação dos materiais de Educação Cristã, com a coordenação do 1º vice-presidente da IELB, Arnildo Schneider. O editor da IELB, pastor Nilo Wachholz, Tatiana Sodré – Jornalista, Assessora de Comunicação da IELB mostrou aos participantes o troféu Areté 2010, conquistado pela Editora Concórdia, na Bienal do Livro de São Paulo, no dia 19 de agosto. A obra vencedora na categoria Evangelização, Teologia e Prática de Métodos Evangelísticos, foi organizada pelo professor Anselmo Graff. O Diretor Executivo da Hora Luterana, Paulo Roberto Warth, e o pastor Nilo Figur, Diretor para América Latina e Caribe da Lutheran Hour Ministries, passaram rapida- mente pelo encontro da ANEL. Figur falou da bênção que é ver diretores de escolas e capelães reunidos pelo mesmo objetivo: a educação com enfoque cristão. O consultor jurídico da ANEL, Dr. Leonel Szubert, esteve no evento para esclarecer dúvidasedarorientações.Representantesde empresasparceirasdaANEL,vieramdivulgar seus produtos e lançamentos. m Fotos: Tatiana Sodré
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    Foto: Leandro R.Camaratta 38 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Frente de missão O ano de 2009 não sairá tão cedo da memória de Renato José Sucupira da Costa. Muita coisa aconteceu neste ano… De um futuro in- gressante num seminário católico, hoje ele pensa em ser pastor luterano. Católico Apostólico Romano, Renato foi catequista de primeira eucaristia e também coordenou um grupo da Pas- toral da Juventude. Desde os 17 anos, sentia forte inclinação a servir a Deus como padre. Em 2007, foi para um seminário ca- tólico, onde ficou um ano estudando no curso de Filosofia, num instituto para a formação de novos padres. Porém, Renato desistiu deste intuito temporariamente, sentindo-se incapaz de cumprir a missão e prometendo repensar o assunto. Ele voltou a apostar no desafio de estudar para padre no ano seguinte. Foi chamado para fazer um período de ex- periência para entrar no Mosteiro de São Bento, em Milão, na Itália. Porém, algo Ex-futuro padre entra para a Igreja Luterana lhe dizia que aquela vida de reclusão de monge não era para si e, mais uma vez, às portas de ingressar no curso de Teologia para padres, Renato desistiu. Ele fez ainda mais uma viagem a Belém na derradeira tentativa de ser se- minarista. E ao falar com o padre deixou tudo acertado, de fato entraria para a o Seminário em 2010. Mas aí aconteceu algo que ele não esperava: apaixounou-se por Josélia Bezerra, hoje sua namorada. Então, resolveu que ser padre não era para ele e desistiu definitivamente. Além disso, não concordava com as diretrizes normativas que regem o Código de Direi- to Canônico da Igreja Católica Romana. Outro motivo que teve forte impacto na sua vontade de mudar de Igreja foi a questão da adoração de imagens. A mudança Renato já sabia um pouco da história da Igreja Luterana. Já escutara sobre a coragem que Martinho Lutero teve em bater de frente com a Igreja Romana e suas doutrinas papistas. E foi em Macapá, AP, onde mora, que conheceu a Igreja Lutera- na, mais precisamente quando foi deixar o carro numa oficina que fica em frente ao templo luterano. Ao ver o templo, avistou também a placa da igreja. Ficou surpreso, pois somente naquele momento soube que a Igreja Luterana está presente no Estado do Amapá. Renato ficou muito interessado em ser membro luterano. E assim aconteceu. Após conhecer a Igreja Luterana numa ida à oficina, deci- diu que viria assistir a um culto luterano, e sua namorada o acompanhou. Os dois gostaram da IELB porque tem história para contar, preocupa-se com formação de seus pastores e é uma instituição dedicada na promoção da vida, através dos projetos sociais que realiza. E quem pensa que Renato desistiu da ideia de ingressar no ministério pastoral engana-se. Mesmo durante o período de instrução de adultos, concluído no culto de Natal de 2009, quando ele e Josélia foram aceitos como lute- ranos, ele manifestou interesse em ir ao seminário luterano para estudar. Essa vontade perma- nece ainda hoje, e ele não vê a hora dos três anos necessários para neófitos ingressarem no Seminário passarem voando, para ele arrumar as malas e ir do Oiapoque ao Chuí, atravessando o país, a fim de começar a estu- dar Teologia. Então, realizará seu sonho de ser um ministro da Palavra de Deus. Aline Gehm Koller Albrecht, com auxílio do pastor Tiago Albrecht m
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 39 Militares Reação do leitor Santos & Santos No Mensageiro Luterano de agos- to/2010, a Sra. Ieda ClarisseLang,sugere algo jamais pensado por Lutero e, que, certamente, não teria sua aprovação. Há duas espécies de santos: os sepa- rados/perdoados por Deus e os criados pelo homem. Na Igreja Católica, o signi- ficado está fundamentado na mitologia greco-romana. Isto é, a partir dos chama- dos heróis da fé, nos primórdios da Igreja Cristã. Eles serviam de exemplo, modelo de fé, pois morriam em defesa dela. O povo buscou na mitologia semelhanças nos deuses e deusas greco-romanos como protetores, patronos e outros, pas- sando de veneração à adoração. Séculos depois, a Igreja aceitou o fato. Pedro, Paulo e os outros citados no início do texto não surgiram da mente do povo. Fo- ram santificados pelo Espírito Santo, jamais produzidosporaçãohumana.Omesmovale para Martinho Lutero, cujo centro de sua confissão estava única e exclusivamente na fé. Com exceção de Maria, que confessou que a criança em seu ventre é o seu Salva- dor, desconheço a fé que os outros tiveram, alguns sendo lendas. É muito provável que sejafundamentadanasobras,queédoutrina Católica. Ainda que possamos admitir que, talvez, alguns tenham sido santificados pela fé. Porém, acima de tudo, santificação é atributo exclusivo do Espírito Santo. Daí a querer colocar nomes estranhos em uma comunidade luterana vai mi- lhões de anos-luz. Acho que precisamos cuidar para não cairmos no sincretismo religioso de outras denominações. Diria que divulgar a razão de nossa Igreja ser chamada de Evangélica é uma, e base- ada em 2 Co 5.19: “...a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”. Não vamos “macular” nossa herança luterana por questões que não edificam... Decio Dalke, Canoas, RS Militares celebram culto No dia 24 de junho, foi celebrado em Brasília, DF, sob a coordena- ção da Aeronáutica, a Páscoa dos Militares Evangélicos de Brasília. Estiveram presentes militares de todas as forças (Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar). Somente a Marinha não teve a presença de seu capelão, visto que não há capelão evangélico nesta força em Brasília. Um pastor da Marinha, militar da reserva, participou entre os capelães na condução do culto. Os cantores e músicos foram cha- madosdentretodasasforças.ABanda da Base Aérea de Brasília conduziu o Hino Nacional e o hino final: Um pendão real vos entregou o Rei! A Igreja Presbiteriana Nacional de Brasília sediou o culto. Seu pastor presidente, Obedes Ferreira da Cunha Júnior, participou na direção da liturgia. Estiveram presentes cerca de 1000 militares. A coordenação geral do Culto e a Pregação estiveram por conta do 1º Ten QCOA-PAS, Valdemar Alcindo Arend, também pastor da Congregação Cristo Para Todos, do Guará II, DF. A pregação apontou para Jesus como o fundamento da verdadeira Paz, e aquele que faz de seus seguidores pacificadores (promotores da Paz). Foto: Arquivo Editora Concórdia
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    40 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 HORA LUTERANA Abril é o mês de aniversár Hora Luterana Abril é o mês de aniversár Hora Luterana Testemunho Vou ligar para a casa do Papai do Céu Testemunho apresentado pelo pastor Carlos Kracke no culto alusivo aos 63 anos da Hora Luterana 2010, na CEL Concórdia, de São Paulo, SP, em agosto último. Rogério Dezzotti da Silva, criança amada, querida e mimada. Aos oito meses de idade, foi diagnosticado ser portador de um tumor maligno no fígado. Foi internado por oito meses, passou por 18 cirurgias, entre cateter e cirurgias grandes, na tentativa de retirar o tumor. Porém, sem sucesso! Em 2002, foi desen- ganado pelos médicos, com apenas 1 ano e 4 meses de vida. Passou-se o tempo e, pela misericórdia de Deus, até esquecemos o tumor. E o Rogério cada dia mais forte e lindo. Grata ao Senhor pelo milagre, queria falar do amor de Deus para o pequeno Rogério, e não sabia como fazêr para ele entender, pois uma criança tão pequena, com ape- nas dois aninhos. Então, lembrei-me da Hora Luterana, e daquele telefone que passa mensagens para adultos e crian- ças. Liguei para 5097-7620 e coloquei o Rogério para ouvir. Ele ficava quietinho e atento até o final da historinha, e assim eu ligava todos os dias até ele aprender a discar sozinho. Com apenas 4 anos, ele dizia que ia ligar para a “casa do Papai do Céu”. Já grandi- nho ouvia as histórias, gostava, tinha fé em Jesus e dizia ao primo e aos amigos da escola para ligarem para a “casa do Papai do céu” que, todo dia tinha uma historinha linda. Hoje, a Hora Luterana não recebe mais esta ligação. Pois no dia 5 de fevereiro de 2007, perto de completar 6 anos, Papai de Céu, levou o Rogério. Levou nosso anjo que alegrava nossas vidas e divulgava esta ligação para os amiguinhos. Mas deixou muitas lembranças lindas e hoje cai muitas lágrimas de saudades dos olhos da mamãe Michele e da vovó “Bolinha” (era assim que ele me chamava, pois dizia que eu era baixinha e gordinha). Eu amava esse jeito carinhoso e alegre que ele me chamava. Em nossos corações, ficou uma pergun- ta: Para que Senhor? O Senhor poupou a vida dele por quase 5 anos a mais, com uma qualidade de vida maravilhosa, sem nunca mais ter tomado nenhum medicamento. E, de repente o Senhor o chama, dilacerando nosso coração. O que é que o Senhor quer nos mostrar? É um mistério que só o Senhor sabe. Ainda em meio a tanta dor, digo de coração: “Deus deu, Deus levou. Louvado seja o nome do Senhor” Vovó Izilda (vovó Bolinha) (11) 5097-7600 www.cptn.org.br atendimento@horaluterana.org.br m Fotos:Álbumdefamília ” “
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 41 Do leitor Escola Dominical Gostaria de cumpri- mentar o presidente, pastor Egon Kopereck, pelo destaque que dá à atividade da Escola Dominical em sua Men- sagem do Presidente, na edição de setem- bro de 2010. Caso não dispensarmos cuidados Espirituais (assim mesmo, com “E” maiúsculo) às nossas crianças, estamos, humanamente falando, a apenas uma geração do desapareci- mento da nossa congregação. Graças a Deus, a maioria de nós, (pastores, congregações, pais, mães, avós) está atenta à importância da educação religiosa de nossos filhos e netos. Por isso, a necessidade de se valorizar, e por vezes priorizar, o trabalho da Escola Dominical, colocando-o no orçamento da congregação, forman- do professores fiéis e competentes, e produzindo material religioso que tenha foco Cristocêntrico. Vindo para a Escola Dominical na igreja, os filhos trarão consigo seus pais, avós, amigos, vizinhos... Acir Raymann São Leopoldo, RS São Miguel do Iguaçu Os artigos publicados no Mensagei- ro de agosto são maravilhosos! Todos edificantes e contextualizados. Porém, o que realmente mexeu com o meu coração foi uma nota com foto, ao pé da página 43: Missão em São Miguel do Iguaçu. Pois, quando vim do Rio Grande do Sul para o Paraná, junto com meus pais, fixamos residência, por pouco tempo, nesta cidade. Isso aconteceu em 1960. Na época, celebrávamos os cultos em nossa casa, atendidos pelo pastor ArmindoGrams,deCapanema.EoNatal daquele ano contou com um modesto, porém, lindo programa natalino, ensaia- do por mim e minha irmã, Erminda. Questões familiares nos levaram de lá para Marechal Cândido Rondon, e o ponto de pregação não prosperou. Me emociono ao saber que, após 50 anos, a nossa Igreja volta a anunciar as Boas Novas da Salvação nesta cidade. Desejo aos irmãos de São Miguel do Iguaçu ricas bênçãos de Deus, e espero que o sonho de passar para o status de congregação se realize através do vosso trabalho, para o Senhor da Igreja. Noemi Strelow Reis, Guarapuava, PR Ornamentos Em primeiro lugar, que- ro parabenizar o pastor David pelas excelentes e práticas matérias com as quais ele tem colaborado em favor da nossa amável Igreja, através do ML. Num segundo mo- mento, quero aproveitar a matéria Os ornamentos do culto (ML, Julho/2010, pág. 8), e pe- dir ao pastor David que, se possível, es- creva alguma coisa a respeito de vestes talares. Não como regras irredutíveis, mas como conselho. Pois, em alguns cul- tos festivos, sobretudo de instalações, é comum um ou outro pastor usar estola multicolorida (destoante no meu ponto de vista) e cruzes muito diferentes. O que chama muito a atenção dos parti- cipantes do culto. Em Cristo, Claudia C. Oliveira – Samambaia, DF Gratidão Quero agradecer à equipe do Mensageiro pela publicação do nosso testemunho. Muitas pessoas já nos parabeniza- ram e estão felizes comigo e o Renato. Deus tem derramado bênçãos em gran- de medida em nossas vidas. Que Deus abençoe o vosso trabalho. Abraços! Elisa Teske Parabéns pelo Mensageiro! Considerando que o Mensagei- ro Luterano, além de ser um meio de comunicação e transmissão do Evangelho, está desenvolvendo um trabalho muito importante valori- zando nossos idosos, gostaria de dar destaque às matérias: Gente da IELB, maio/2010, pág. 36; A terceira idade e o computador, agosto/2010, pág. 21; e Memória cultural, agosto/2010, pág. 40. Refiro-me a essas três porque envolvem a história da senhora Ella Wadewitz, que aos 96 anos de idade ainda consegue dar um show de exemplo de vida a todos nós. Há dois anos, o e-mail dela foi divulgado nesta revista pelo seu neto, o pastor Flávio Luis Hörle. Escrevi um e-mail para a se- nhora Ella e, para minha surpresa, ela respondeu e em inglês. Para mim, tudo bem, ela entende o meu português e eu me esforço um pouco e entendo o inglês dela. Estamos sempre em contato, inclusive, ela me falou da matéria Memória Cultural que seria publicada no Mensageiro. Com certeza, temos mais pessoas como a D. Ella, ocultas em algum lugar, que possuem esta memória incrível e tão grande disposição a ponto de acompanhar a tecnologia dos dias atuais. Gostaria de parabenizar a redação desta revista que, com a colaboração do pastor Carlos Walter Winterle, se propôs a registrar histórias como da D. Ella. Que Deus permita que exem- plos como este envolvam corações e mentes, a fim de que cada vez menos pessoas caiam nos perigos da autopie- dade. Bênçãos de Deus a esta jovem senhora, D. Ella, e a todos os colabo- radores desta revista. Marli Eleonora Braun CEL São Paulo, de Palotina, PR Mensageiro Luterano | Setembro 2010 | Nº 9 | ANo 93 5 m Egon Kopereck Pastor, presidente da IELB presidente@iel b.org.br A vida da Igreja Q ueridos irmãos e irmãs em Cristo! Setembro é o mês da ESCOLA DOMINICAL. Em Pv 22.6, o sábio Salomão diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. É na infân- cia que aprendemos a maior parte das coisas. Se perdermos essa fase, deixando de inculcar nelas os valores essenciais, é difícil mudar mais tarde. Por isso, a Esco- la Dominical deve receber uma atenção e um cuidado bem especial em nossas congregações. Felizes as Comunidades que têm zelado por este trabalho com as crianças em seu meio, incentivando professores e professoras, providenciando material, oferecendo um lugar adequado para o trabalho, enfim, colocando entre as prioridades do seu planejamento o atendimento aos pequeninos, pois, assim, podem sonhar com um futuro promissor em suas Comunidades. Queridos membros da Igreja, cuidem bem das crianças; invistam na preparação dos professores! A Comissão da Escola Dominical da IELB tem se preocupado em oferecer sempre, a cada ano, material de qualidade, bem como em ajudar na formação e preparação dos professores. Mensagem do presidente Os ERPEDs têm acontecido por todas as regiões do nosso Brasil, e fico feliz, quan- do ouço o nosso Coordenador do PEM, pastor Adilson Schünke, falar com alegria e entusiasmo da participação crescente dos professores nestes eventos. Quando a Congregação/Paróquia/Distrito paga as despesas dos nossos professores, para eles participarem dos cursos de aperfeiço- amento, e lhes oferece apoio e as melho- res condições para desenvolverem o seu trabalho, não estamos gastando dinheiro, mas investindo no nosso próprio futuro como Igreja. Deus abençoe nossos professores e professoras. Deus conceda sempre ânimo, coragem, alegria e força para esta sublime missão. Deus abençoe as crianças. Participem, venham e tragam com vocês os vossos pais para os cultos. Deus abençoe a todos os pais, que de forma responsável, consciente e amorosa trazem seus filhos para a igreja, para a Es- cola Dominical, depois para a Juventude, enfim, para dentro da vida da Igreja. Vida devocional Também no mês de setembro, acontece o lançamento dos novos devocionários Castelo Forte e Cinco Minutos Com Jesus. Que bênção termos a nossa disposição um material tão rico, tão acessível e de tão grande valor para alimentar a nossa fé! O grande pregador Spurgeon disse: “O altar da família é uma das melhores e mais anti- gas instituições no mundo, e abençoada é a família onde ele existe”. Não deixemos de adquirir o nosso devocionário, e, por que não pensar em dar de presente aos nossos vizinhos, amigos, colegas de trabalho e amigo secreto (oculto) de final de ano?! Um devocionário é um excelente meio de testemunhar nossa fé. Pensemos nisto! Eleições E, por fim, não poderia deixar de trazer uma palavra também sobre o importante pleito que está diante de nós. Não deixe- mos de fazer a nossa parte. Devemos ter muito cuidado e critério ao escolher os nossos candidatos – eles estarão a nossa frente nos próximos quatro anos. Coloque- mos nas mãos de Deus a decisão do nosso povo. Depois de eleitos, aceitemos a deci- são tomada e incluamos, constantemente, os nossos governantes em nossas orações. Por vezes, somos muito rápidos em criticar, mas esquecemos de pedir e buscar a ajuda e benção de Deus sobre eles. Aos candidatos, ligados a nossa Igreja, desejamos as mais ricas bênçãos de Deus, e rogamos para que do alto obtenham sa- bedoria, coragem, discernimento e muita fé, para desempenharem com responsabi- lidade o seu dever. Também aqui é grande e profunda a verdade: “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33.12). Foto:RodrigoAbreu/Arquivo ERRATA: Diferente do que foi publicado neste espaço, na edição de agosto, Maripá pertence ao Distrito Sete Quedas. ML Set 2010.indd 5 17/8/2010 10:57:18 Adoração e louvor Os ornamentos do cultoDavid Karnopp Acasa de Deus é o lugar do culto di-vino. E o culto é o momento ondeo Senhor e a sua igreja se encon-tram. É natural que este encontro seja re-alçado pela beleza, dignidade e reverência.Vários fatores podem contribuir para isso.Um deles é a limpeza e a ornamentação dacasa de Deus. É desconfortante participarde um culto onde o altar está mal arruma-do, as flores estão murchas, os bancos e opiso estão sujos de poeira. Por outro lado,casa bem arrumada gera alegria e gostode entrar. Não há regras absolutas, nemgrandes limitações para a ornamentaçãodo culto. Da mesma forma, a Bíblia nãoestabelece regras para essa finalidade.Isso depende muito dos dons e recursos disponíveis na congregação. Sendo feitode forma discreta e sem extravagâncias,poderá enriquecer o nosso local de culto eserá também um convite para permanecere retornar àquele lugar. As flores Flores e folhagens são objetos de deco-ração. Elas são uma expressão da belezacriadora e bondade divina. Servem paraembelezar e tornar a casa de Deus agra-dável e gloriosa. Assim como levar floresa uma sepultura simboliza respeito, levarflores à casa de Deus demonstra a nossaalegria e reverência a Deus e a sua obra.É importante que sejam naturais e nãoartificiais; discretas e não chamativas.É também saudável que suas cores nãodestoem da cor litúrgica da época. É bomcuidar para não transformar o altar em uma “tenda de flores” ao ponto de desviar a atenção ou a visão dele. Em casamentos e cultos de confir- mação, costumam acontecer exageros. Quando colocamos um arranjo de flores sobre uma mesa, a intenção é que o ar- ranjo enfeite a mesa e não o contrário. O lugar adequado para as flores não é exata- mente no altar, mas em um suporte ao seu lado. O altar é a mesa do Senhor, onde é servida a Santa Ceia – estando bem pre- parado, ele também é convidativo para a comunhão. Após o culto, é aconselhável não dei- xar as flores no altar. Uma boa sugestão é enviá-las a uma pes- soa aniversariante. As velas No culto, são usadas velas acesas. Elasnos lembram que a luz é um símbolo deDeus. “Deus é luz e nele não há trevas” (Jo1.5). Cristo é a Luz do mundo, como elemesmo disse (Jo 8.12). Ele é “a verdadeiraluz que, vinda ao mundo, ilumina a todohomem” (Jo 1.9). A primeira palavra queveio da boca de Deus durante a criação foi:“haja luz”. Além disso, as velas se consomempelo fogo. Isso nos lembra de que o Senhorse desfez de tudo e sacrificou-se por amor anós, a fim de nos redimir do pecado.Velas não custam caro. Portanto, usevelas de boa qualidade, pois velas de máqualidade derretem facilmente, e tocos develas não causam boa impressão. Devemser verdadeiras, nunca lâmpadas elétricasque imitam velas. No meu livro Dinâmicado Culto Cristão, Editora Concórdia, p. 56e 57, há várias orientações sobre o uso develas e castiçais. Os paramentos Paramentos são todos os tecidos queusamos no altar, entre eles, a toalha quecobre toda a mesa, os guardanapos e osantepêndios. A palavra paramento vem dolatim, paramentu, que significa adorno,enfeite, preparo. O altar da casa de Deusé adornado e preparado para mostrarque a mesa está pronta para a ceia. Os“antepêndios” são os panos coloridos queusamos no altar, no púlpito da pregaçãoe no púlpito de leitura, que, na verdade,são conhecidos pelo nome geral, “para-mentos”. Eles simbolizam a nossa alegriapelo perdão que recebemos na Ceia e naPalavra. Eles são um alegre convite paraa mesa que está pronta. Os desenhos, cores, símbolos e de-corações usados nos altar e nos panos etambém em banners e quadros, de algumaforma, querem enfatizar a boa nova dasalvação. Vale a pena dispor dos nossosdons e recursos para, da melhor forma,ornamentar a casa de Deus e o seu culto. David Karnopp é pastor em Vacaria, RS.Membro da Comissão de Culto da IELB “Quando colocamos um arranjo de flores sobreuma mesa, a intenção é que o arranjo enfeite amesa e não o contrário. O lugar adequado paraas flores não é exatamente no altar, mas em umsuporte ao seu lado.” 8 Mensageiro Luterano | Julho 2010 | Nº 7 | Ano 93 Foto: Leandro R. Camaratta ML Julho 2010.indd 8 17/6/2010 17:43:33
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    Compartilhando experiências davida com Deus, para esperarmos com firmeza a vinda de Cristo. Esse foi o lema do Congresso Interdis- trital de Jovens, que aconteceu na cidade de Imperatriz, MA, onde cerca de 240 jovens, dos Distritos Pará Norte e Vale do Tocantins, se reuniram entre os dias 22 e 25 de julho. “Um momento muito especial foi quando colocamos em prática o compartilhar destas experiências ‘fora dos muros da nossa igreja’”, comenta o pastor Clóvis Blank. Isso aconteceu nas principais ruas de Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão, quando jovens, com muita alegria e embalados por músicas cristãs, falaram do amor de Jesus, entregando folhetos e testemunhando às pessoas que ali estavam. “Foram momentos inesquecíveis onde semeamos a Palavra. Com certeza, Deus trará os frutos ao seu devido tempo”, completa o pastor. Dentre as oficinas, uma foi ministrada pelo Estagiário Jonas Roberto Schultz, de Floriano, PI, sobre o tema: Sinais dos tempos, o que representam para nós? Muitas caravanas viajaram quase 1.000 km para chegar até o local do Congresso, no entanto, todas as programações superaram as dificuldades das distâncias. Algumas caravanas passaram por problemas – foram situações diferentes. “O pessoal de Teresina, PI, pegou carona até a cidade mais próxima na caçamba de uma cami- nhoneta”, lembra o pastor Elton Rost. Bênçãos de Deus em mais um aniversário No dia 6 de junho de 2010, a família Helker se reuniu para comemorar os 84 anos de Olga Littig Helker. A vovó Olga, como é mais conhecida, não pode mais ir à Igreja, devido a problemas de saúde, mas é atendida em casa pelo pastor Erildo Mayer, da CEL Concórdia, de Ribeirão do Costa, Afonso Cláudio, ES. Lembrando que esta vovó também é membro fundador desta Congregação. O momento devocional foi dirigido pelo seu genro, o pastor Paulo Roberto Hackbart, da PEL Redentor de Vitória, ES. Todos os familiares louvam a Deus porque, apesar dos problemas de saúde, a vovó Olga sempre foi um exemplo de fé, e isso ela soube transmitir muito bem para seus oito filhos. O tema da devoção foi: O temor do Senhor é fonte de sabedoria (Pv 9.10). Notícias 42 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Congresso interdistrital de jovens no Maranhão Fotos: Arquivo Editora Concórdia
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 43 O Valor da Vida em DVD A Congregação Paz, de Cosmópolis, SP, está inovando! O pastor Elton Junges, juntamente com alguns membros, está apresentando o programa O Valor da vida, transmitido pela WEB TV Jaguari – www. tvjaguari.com.br – todas as segundas-feiras, a partir das 19 horas. A cada episódio, mais internautas de várias partes do Brasil e também do exterior assistem ao programa. Aproveitando a audiência e vi- sando atender um público ainda maior, a partir de março do corrente ano, a Congregação deu mais um passo de ousadia – está gravando e disponibilizando cada programa em DVD com qualidade digital. “Em cada DVD, você encontrará uma mensagem de fé e de vida, orientação de saúde física e emocional por pro- fissionais da saúde, Quiz Bíblico, vídeo musical e oração”, garante o pastor Junges. As encomendas são feitas pelo e-mail ovalordavida.igrejaluterana@gmail.com. Par- ticipe ao vivo, enviando mensagens, recados e perguntas, e concorra a prêmios, participando do Quiz Bíblico. Assista e divulgue! Na foto os apresentadores: Alexandre Tetzner, Felipe Junges, pastor Elton Junges e Dra. Marines Chagas Junges. Falecimento Faleceu, no dia 7 de junho, aos 81 anos, Elli Edith Guse. Elli era membro da Congregação Sião, da Linha 26 Norte, Ajuricaba, RS, onde, trabalhou como serva dedicada da Igreja. Deixa enlutados os filhos, noras, netos, irmãos e demais parentes e amigos, que foram consolados com as palavras do Sl 4.8: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro”. A cerimônia de sepultamento foi dirigida pelo pastor Marcos Scheunemann. 25 anos em Alvorada No dia 30 de maio, a CEL Ebenézer, de Alvorada, RS, celebrou culto de louvor e ação de graças pela passagem dos seus 25 anos. “Foi um momento muito abençoado por Deus, onde todos os membros puderam agradecer por tantas bênçãos recebidas no decorrer destes anos”, comenta o pastor local, Valdomiro Meyer Jacobsen. O momento do culto foi abrilhantado com os talentos das crianças, que fizeram o processional de entrada, do grupo de dança litúrgica Ritmo Gospel, que dançou duas mú- sicas, e do Sr. João Guerreiro, que apresentou uma canção, do Vocal Carpe Diem, de Canoas, da banda Ebenézer, de Gravataí, e do Coral da CEL São Marcos, de Alvorada. Estiveram presentes praticamente todos os pastores que atenderam a Congregação no decorrer da sua história, e a mensagem foi proferida pelo pastor Abílio Dias de Souza. Após o culto, foi servido um almoço e todos puderam ainda assistir a apresentação do cantor gospel, Gilmar Collares, de Porto Alegre. Culto festivo em Baixo Guandu No dia 11 de julho, os membros da CEL Cristo Para Todos, de Baixo Guandu, ES, es- tiveram reunidos para festejar os 85 anos da JELB. O culto de aniversário foi conduzido pelos jovens, sendo que oito destes auxiliaram diretamente na liturgia. Foi um momento muito especial, onde jovens e Congregação festejaram as bênçãos de Deus sobre o traba- lho da JELB em todo o Brasil. Cerca de 100 pessoas estiveram presentes no culto. Profissão de Fé em Campina Grande No dia 22 de agosto, a Congregação da Fé, de Campina Grande, PB, recebeu mais um membro por Profissão de Fé. “Para a Igreja, é momento de grande alegria ser participante na vida do irmão que confessa Jesus como seu salvador pessoal e crê nas doutrinas bíbli- cas, conforme o ensino Luterano”, comenta o pastor Holdair José Drefs. No dia 5 de junho, o casal Vando e Eleônia Schmitz comemorou Bodas de Ouro. Neste mesmo dia, foi realizado um culto especial na Congregação São Paulo, de Fraiburgo, SC, em homenagem e lembrança desta data marcante e especial para o casal, na companhia das filhas, genros e netos. O texto base para a mensagem foi 1 Sm 7.12b: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. Bodas de Ouro
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    Notícias 44 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Escola Bíblica de férias Entre os dias 12 e 16 de julho, aconteceu a I Escola Bíblica de Férias, no bairro Piracuama, onde a congregação Ebenézer, de Campo Limpo, SP, realiza um trabalho missionário. O evento contou, diariamente, com a participação de 35 crianças, mesmo sendo uma semana de muita chuva e frio. As crianças ouviram a história dividida em capítulos, aprenderam a contar a maravilhosa história de Jesus, através do livro Sem Palavras e participaram de mini-palestras. Além disso, houve muito louvor. O evento foi apoiado pelas professoras Cida, Débora, Izabel, pelo estudante de teologia Daniel Alves e pelo pastor Héber Fach. Crescimento anima congregação Em culto na CEL Martinho Lutero, de Novo Hamburgo, RS, foram recebidos por Profissão de Fé sete pessoas. Destaque especial para Elton E. Grunevald, que após oito anos, retornou à paróquia. Eles se integram ainda mais ao trabalho de levar Cristo para todos, desenvolvido pela Paróquia Cristo, de Estância Velha, RS. Em 2009, a paróquia recebeu Hilbert Wendler Jr. como pastor. Desde 2002 é atendida pelo pastor Breno C. Thomé, que contou com a ajuda do pastor Vili Redel de 2007 a 2009. Nestes oito anos o trabalho, expe- rimentou crescimento contínuo – o número de membros passou de 338 para 448. O que representa uma média de 4% ao ano. Por isso, no Plane- jamento 2014 está prevista a vinda de mais um pastor para 2012, pois o pastor Breno irá para o rol dos eméritos, após 46 anos de ministério. Houve dois acontecimentos importantes, no primeiro semestre deste ano, na CEL Trindade de Maripá, PR. No dia 28 de fevereiro, aconteceu a instalação do novo pastor da Congregação, Gerson Luiz Uhlmann. Este evento contou com a par- ticipação de 300 pessoas. No dia 13 de junho, após culto festivo, foi realizada a cerimônia de inauguração da nova casa pastoral. Depois da cerimônia, que contou com a participação de 200 pessoas, os membros puderam visitar a nova casa e participar de um delicioso churrasco de confraternização. A Congregação está muito feliz e agradecida a Deus por todas as bênçãos derramadas sobre ela. Novidades em Maripá Mais uma Igreja em Rondônia ComoauxíliodoGrupoBuildersForChristInBrazil,nomêsdejunho, foi construída mais uma igreja luterana em Rondônia, na Linha 625, no município de Governador Jorge Teixeira. Os cultos eram realizados na casadosmembrospelopastorMarcioVorpagel,deJarú,RO.Duranteuma semana,umgrupodeamericanos,juntamentecomvoluntáriosbrasileiros, conviveram e ajudaram na construção do novo templo, consagrado no dia 8 de junho, com a participação de mais de 150 pessoas. Fotos: Arquivo Editora Concórdia
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    Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 45 Falecimentos Aprouve Deus chamar desta vida para a eternidade Francisco Mo- des, 88 anos. Ele era membro da CEL São Mateus, em Nova Santa Rosa, PR. O culto fúnebre foi dirigido pelo pastor Marcos Glass. No dia 28 de novembro de 2007, fa- leceu Lindaura Hell Boni, em Espigão do Oeste, RO. Nascida em 30 de maio de 1952, em Itaguaçu, ES, casou-se com An- tônio G. Boni em 1969. Lindaura foi uma das pioneiras em RO, chegando em Cacoal em 1975, e participava com alegria dos encontros das Servas e dos cultos. Ficam enlutados o seu esposo, filhos, netos e demais parentes e amigos. Helmuth Ul- mer faleceu no dia 1º de fevereiro, aos 83 anos. Ele nasceu no dia 5 de julho de 1926 em Erechim, RS. Deixa enlutados a esposa, MadalenaMaria,filhos,filhas,noras,netos, bisnetos e a Congregação Bom Pastor, de Campo Erechim, Erebango, RS, da qual era membro. Os familiares e amigos foram consolados pelo pastor Fredolino Mauer, que baseou sua mensagem em Lc 2.29,30: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teuservo,…porqueosmeusolhosjáviram a tua salvação”. No dia 10 de julho, aos 91 anos, faleceu Edmun- do Rudke. Nasci- do em 11 de maio de 1919, ele deixa enlutados os nove filhos, genros, ne- tos, bisnetos e irmãos.O sepultamento aconteceu, no dia 10 de julho, no cemi- tério da CEL São Mateus – Linha 15 de Novembro, Santa Rosa, RS. A cerimônia foi realizada pelo pastor Albano Ücker. Batizado e Confirmação em Panorama Aconteceu, no dia 22 de agosto, na CEL São João Batista, de Panorama, Rio Bananal, ES, o batizado de Lucas Elias Schaffel. Já no dia 28 de agosto, foi realizada a Confirmação de cinco jovens. O momento contou com a presença de aproximadamente 200 pessoas. O lema foi: “Vocês sabem que numa corrida, embora todos os corredores tomem parte, somente um ganha o prêmio. Portanto, corram de tal maneira que ganhem o prêmio” (1 Co 9.24). As cerimônias foram oficiadas pelo pastor Silvair Litzkow. Batismo em Baixo Guandu No dia 10 de julho, na Congrega- ção Paz, de Barra de Santa Rosa, Baixo Guandu, ES, foi realizado o Batismo de Thamirys Santos Buger e Débora Pinheiro Friedrick. Foi um momento muito especial para os pais, parentes e membros da Con- gregação. O culto foi realizado pelo pastor Gilmar Klippel. Confirmação em Vitória das Missões No dia 18 de julho, seis jovens con- fessaram publicamente sua fé. O culto de Confirmação foi realizado na CEL São Paulo, de Vitória das Missões, RS, e contou com a presença de 80 pessoas. A cerimônia foi realizada pelo pastor Éverton Harms.
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    Notícias 46 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Nova paróquia em Blumenau No dia 17 de agosto, foi fundada a Paróquia Cristo, da Vila Itoupava, em conjunto com as congregações Emanuel e São Paulo, todas de Blumenau, SC. Esteve presente o presidente da IELB, pastor Egon Kopereck, que dirigiu o sermão. Neste mesmo dia, foi realizado também, pelo pastor Osvino Vorpagel, o batizado de Emily Pellens, filha de Edemar e Katiuscia. Cerca de 100 pessoas estiveram presentes no evento. A APAE não é sopa A CEL São João Batista, de Guaíba, RS, realizou, no dia 28 de agosto, um belo traba- lho de dedicação ao próximo. Sob o título A APAE não é sopa, a Congregação organizou um jantar, onde foi servido um buffet de sopas, reunindo cerca de 200 pessoas que compreen- deram as necessidades pelas quais a APAE passa nesta cidade. Foi uma noite descontraída e abrilhantada por shows de músicos e cantores luteranos, e amigos guaibenses. A bênção dos 90 anos No dia 18 de maio, na CEL São Marcos, de Curitiba, PR, a Sra. Romilda Jandrey Huf festejou 90 anos, ao lado de dezenas de fami- liares e amigos. Viúva do professor da IELB, Waldemiro Belmiro Huf, e mãe de nove filhos (dois já falecidos), ela tem 25 netos (dois pastores), 24 bisnetos, e uma trineta. Gerações em Pelotas Ducila Schmidt Muller – 75 anos Neiva Muller Rusch – 46 anos Jislaini Rusch Fouchi – 25 anos Jiseli Eduarda Fouchi – 7 anos Todas pertencem à Congregação Cristo, de Santa Coleta, Pelotas, RS. 72 anos de casamento Nodia26defevereiro,ocasalAlexandreeErnaGrunvald, 93e92anosrespectivamente,completou72anosdefelizvida matrimonial.MuitoagradecidospelasbênçãosqueoAltíssimo derramou sobre eles, os filhos Reinaldo, Wilimar, Vali, Edite, Neldi e Nair dizem: “Graças dou por esta vida, pelo bem que revelou...” Atualmente, residem em São Valentim, RS, e são membros da Congregação São João, de Erechim, RS. Fotos: Arquivo Editora Concórdia
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    Encontrão de jovensem Barreiras Nos dias 28 e 29 de agosto, jovens de Luís Eduardo Maga- lhães, Barreiras e Baianópolis, BA, estiveram reunidos na chácara da família Rohloff, promovendo momentos de devoção, reflexão, culto e lazer. “Compartilhando experiências da vida com Deus” (Sl 78.4), também os jovens. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Sl 133.1). Noite cultural no Distrito Paulista No dia 4 de setembro, o Distrito Paulista de Jovens teve sua noite cultural. Uma noite onde os jovens do distrito puderam louvar a Deus com seus talentos, através de peças teatrais, músicas inéditas e dança litúrgica. Foi um ótimo momento de comunhão, descontração e muitas risadas. Cerca de 80 pessoas estiveram presentes, entre atores, cantores, dançarinos e espectadores. No mês de julho, o pas- tor e professor Paulo Pietzs- ch, do Seminário Concórdia, São Leopoldo, RS, esteve em Teresina, PI, visitando a Paróquia Cristo. Para o pastor Elton Rost, que tem seu colega mais próximo a 450 km, em São Luis, MA, foi uma grande satisfação receber esta visita, e notícias da IELB e do Seminário. “Para a Paróquia, também é motivo de alegria quando somos visitados”, comenta o pastor. Juntos os dois visitaram o estagiário Jonas Roberto Schultz, na cidade de Floriano. “Ele está fazendo um belo trabalho de atendimento a luteranos, também em Bom Jesus, Uruçuí e Nova Santa Rosa, e visitas missionárias no hospital de Floriano”, afirma. A IELB em Teresina Com diferença de 10 dias, faleceram Olinda e Walter Luby Mauhs.Olinda faleceu no dia 7 de maio, aos 86 anos, e Walter no dia 17, aos 82. No dia 2 de maio, o casal havia completado 51 anos de matrimônio. Deixam com saudades fi- lho, filha, nora, netas, irmãos, cunhados e sobrinhos. O pastor Marcos Schmidt con- duziu as cerimônias de sepultamento em Novo Hamburgo, RS. A família agradece aobondosoDeuspelabênçãodoconvívio com o casal e pela forma tranquila que os levou ao descanso eterno. Faleceu aos 78 anos, no dia 2 de agosto, em Pé- rola d’Oeste, PR, Leopoldo Fer- nando Lassig. Leopoldo nasceu nodia22demarço de 1932, em Passo Fundo, RS, e desde 1966 residia em Pérola d’Oeste. Deixa en- lutados a esposa, Araci, seis filhos, netos e bisnetos. A cerimônia foi realizada pelo pastor Claudio Renato Bündchen. Faleceu, no dia 7 de agosto, Lydia Ottile Ditchum, aos 72 anos. Por mais de 25 anos, Lydia se dedicou a servir a Jesus Cris- to e à IELB, como AgentedeLiteraturadaCongregaçãoCas- teloForte,emSãoBernardodoCampo,SP. O culto de Ação de Graças ocorreu no dia 29 de agosto na mesma congregação, em que também era fundadora. Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 47 Falecimentos
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    “Eu sei emquem tenho crido” No dia 13 de junho, a CEL da Penha, Rio de Janeiro, RJ, realizou um culto especial. Primeiro foi batizada a pequena Melissa, filha de Jorge do Nascimento Júnior e de Marcelle Ramos da Rosa do Nascimento. Depois, três adolescentes - Ademar Miguel de Melo Júnior, Bruna Schmidt e Camila Cristina Lima de Melo – confirmaram (pelo rito da Confirmação) a fé cristã recebida quando batizados na infância. A mensagem proferida pelo pastor Le- onerio Faller, foi sobre o tema “Eu sei em quem tenho crido” (2 Tm 1.12). Enfatizou que, quando bebê, a criança é levada pelos pais e padrinhos ao Batismo e ela recebe uma fé inconsciente (ela passa a crer no Deus Triúno pela ação do Espírito Santo, porém, ela não sabe em quem crê); com o passar do tempo e, especialmente, na instrução de confirmandos, ela vai aprendendo quem é o Deus Triúno e as doutrinas da fé cristã, podendo então na adolescência consciente- mente confirmar que deseja permanecer na fé recebida no Batismo e servir a este Deus por toda vida. Ademar, Camila e sua mãe Lucinea co- nheceram a Igreja Luterana através do Proje- to Social Vida da Comunidade da Penha. Bodas de Diamante Oswaldo e Ivoni Gerda Layher celebraram Bodas de Diamante no dia 23 de setembro. O casamento, em 1950, teve como lema o Salmo 23. A renovação da bênção matrimonial aconteceu durante culto matutino na Congregação Cruz, de Cruz Alta, RS, no dia 19 de setembro, onde são membros fundadores. Na ocasião, os filhos, Clatyon, Milton e Carmen, os irmãos, cunhados, genros, netos e de- mais familiares e amigos expressaram gratidão junto com o casal. A celebração foi oficiada pelo pastor Fermino Bündchen. Notícias 48 Mensageiro Luterano |Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Lançado o CD Queremos sempre ouvir _ 105 anos de louvor Aconteceu no dia 28 de agosto, na CEL São Paulo, de Arroio do Meio, RS, o culto de lançamento do CD “Queremos sempre ouvir - 105 Anos de Louvor”, gravado por grupos da Congregação. Mais de 200 pessoas estiveram presentes prestigiando os seis grupos que se apresentaram, entre Coral, Grupo Vocal, Coral de Crianças, pastores e suas famílias, as duplas HeinzeNiceepastorJaireCelene–envolvendo um total de 40 pessoas. ComoapoiodaCongregação,ospatrocínios do Departamento Feminino, de duas empresas da cidade e ainda com a parceria da Editora Concórdia,esteprojetopôdeserrealizado.Logo após o culto, que teve a presença de autorida- des e convidados, como o prefeito municipal, foi servido um jantar de confraternização no salão da Congregação. “LouvamosaDeuspelos dons que ele nos deu, por esta oportunidade, pelos agora já 106 anos de nossa Comunidade”, agradece o pastor Jair Erstling. Fotos: Mônica Santos
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    Jan Fev MarAbr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Realizado 2009 156.008,62 115.122,69 180.805,86 160.122,67 178.151,84 164.391,96 171.101,24 172.863,80 246.346,83 186.097,41 168.335,23 263.048,34 Meta/10 179.765,32 128.692,16 189.639,31 168.286,91 189.936,65 181.386,62 195.542,49 179.720,07 205.766,60 199.802,51 184.583,82 260.898,54 Realiz.2010 145.659,30 132.607,53 224.557,49 170.273,78 157.706,27 204.893,26 212.464,13 190.341,07 100.000,00 120.000,00 140.000,00 160.000,00 180.000,00 200.000,00 220.000,00 240.000,00 260.000,00 280.000,00 Mensageiro Luterano | Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 49 Indicadores da IELB Contribuições das Congregações Silvério Neuenfeldt Vorpagel – instalado, no dia 7 de março de 2010, como pastor na CEL Cristo, de Santa Maria de Jetibá, ES, pelo pastor Heder Frederico Pieper Gumz. Era pastor em Cerejeiras, RO. Alisson Schröpfer da Silva – ins- talado, no dia 5 de setembro de 2010, como pastor na CEL Santíssima Trindade, de Joaçaba, SC, pelo pastor Dilosani Ou- riques Penning. Era pastor cedido à Igreja Evangélica Reformada em Itararé, SP. Paulo Luiz Vaz – instalado, no dia 6 de junho de 2010, como pastor na CEL Salvador, de Santa Vitória do Palmar, RS, pelo pastor Ismar Lambrecht Pinz. Era pastor emérito. Márcio Vanderlei Schneider – instalado, no dia 1º de agosto de 2010, como pastor na CEL Concórdia, de Porto dos Gaúchos, MT, pelo pastor Ilto Celvino Mathias. Era pastor cedido em Canin- deyú, Paraguai. Marcos Everton Müller – instala- do, no dia 1º de agosto de 2010, como pas- tor na CEL da Paz, de São João d’Aliança, GO, pelo pastor Jaime Paulo Link. Era pastor em Casilla Dos, Paraguai. Clomerio Carlos Junior Loose – instalado, no dia 15 de agosto de 2010, como pastor na CEL Cristo Redentor, de Buritis, RO, pelo pastor Adalberto José Gross. Era pastor em Nova Brasilândia D’Oeste, RO. Informações do Assessor da IELB - Pastor Rony Ricardo Marquardt Valores Válidos para OUTUBRO/2010 IEG= 1,5772 POUP= 2,4079 IFAPAI= 3,0594 IFPP= 3,1669 Rentab. [Líquida] (mensal atual) FPP/FAPAI = 0,7540% Poupança = 0,5706 Política de Subsistência Pastoral: Básico:R$ 1.867,00 (retroativo a abril/2010) Anuênios (cada ano pós formatura)=> (1º ao 15º)=R$ 67,21 e (16º ao 20º)=R$ 33,61 Obs1: Lembramos a ênfase da livre negociação entre congregações e pastores. (Não deveria ser menor que os valores acima indicados) Renato Bauermann Tesoureiro da IELB Atividades de leigos e servas em Joinville No dia 25 de junho 2005, aconte- ceu o primeiro culto da Congregação Mensageiros de Cristo, em Joinville, SC, na residência de Geraldo Siedschlag! Em 2006, inicia o Departamento de Servas Mensageiros de Cristo, tendo sua primeira reunião no dia 27 de maio, na casa pastoral. Os encontros acontecem nas casas das servas para facilitar a participação. Neste ano, o departamento comemorou quatro anos com culto de Ação de Graças e entrega das sacolinhas, ministrado pelo pastor Daniel César Peplinski. Nos dias 26 e 27 de junho, realizou- se o 2º Retiro dos Leigos da CEL Men- sageiros de Cristo, de Joinville, SC, no Sítio Gooden Fiche. Os 14 leigos estive- ram reunidos em comunhão e tiveram momentos de devoção, canto e oração para o louvor a Deus. Além disso, pude- ram aprender mais sobre a Palavra de Deus através de palestras e estudos (O Leigo e a Oferta; Trabalho e Compro- metimento com a Igreja; Pornografia e Intimidade) ministrados pelo pastor Daniel César Peplinski. “Os momentos de diversão foram ótimos, e também fomos todos abençoados com um final de semana maravilhoso”, comenta o leigo Patrick Maass Legonde. Aguarde! Em dezembro do Mensageiro Luterano EDIÇÃO ESPECIAL Ordenações e Instalações
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    50 Mensageiro Luterano|Outubro 2010 | Nº 10 | Ano 93 Virando a página Virando a página 50 Do Seminário para fora P ermita que te apresente o Seminário Concórdia que conheço. Que eu fale sobre uma escola centenária, a Escola de Profetas que existe há 107 anos. São 100 homens que amam seu Salvador, que se preparam para o ministério. São 100 homens que vêm de todos os recantos do Brasil e, por vezes, do exterior, que passam a conviver. São 100 homens: alguns de cabelo curto, outros comprido; cara limpa, barba ou bigode; retraídos, desinibidos, calmos, nervosos. São homens que enchem de alegria e de vida os prédios deste lindo lugar. São homens que pregam, cantam, estudam, vivem, choram e riem. Homens que se envolvem nos jogos “Azul x Branco” e para sempre se mantêm fiéis ao time. Homens que estudam pela manhã na ULBRAe à noite no Seminário: vivência de mundo; reclusão de mosteiro. Homens que participam de trabalhos voluntários, do grupo de teatro, dos corais, dos grupos instrumentais, que ajudam. Homens que nos fins de semana estão nas congregações. São instrumentos de Deus. O Seminário não é um lugar santo onde cabeças estão sempre abai- xadas e mãos dobradas em constante oração. Nos corredores e janelas dos edifícios não há um silêncio artificial. Aqui há vida, louvor, música sacra, pop e gospel, gritos, conversas, brincadeiras, mas também meditação, muitas horas de estudo e devoção. Há coisas que são iguais, como em qualquer lugar: o sol brilha nas paredes do Seminário como faz nas folhas de laranjeira. A chuva molha o campus assim como molha os trigais. Diversidade aqui? Sim. Quando um toca violino e o outro violão. Quando um escuta música pop e outro estuda o sermão. Quando um trabalha no hospital, outro é garçom ou limpa o jardim. Quando um é responsável por uma missão e outro treme na primeira devoção. Quando um já tem esposa e filhos e o outro procura coragem para namorar. Mas, aqui também se encontra desânimo, tristeza e derrota. Aqui o perdão é buscado e oferecido. Aqui também se deixa o irmão ignorado. Aqui também a saudade e a solidão tomam conta do coração. União aqui? Sim. Quando 100 alunos cantam vibrantemente: “Digno és, ó Cordeiro, de todo louvor....”. Quando estes estudantes de teologia dos mais diferentes lugares oram em conjunto: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Teu nome”. Quando tantos, a cada ano, espalham por todo o país a Boa Nova durante os períodos de estágio, durante suas férias e mais tarde nos primeiros chamados. Quando Deus perdoa os seus pecados, diariamente. Quando confraternizam entre si e com seus professores e famílias em encontros formais e informais. Quandoesposasdedicadasbuscamnasmaisdiversasfunçõesauxiliar no sustento para que o seu marido possa tornar-se pastor. Quando esposas, noivas e namoradas dos teologandos estudam e se preparam. No trabalho abnegado de ASAS (Associação de Amigas do Semi- nário Concórdia). Cristo aqui? Sim. No estudo da teologia e no riso franco lá fora. Na palavra que encoraja e consola. Na mensagem dos mestres, que transmite esperança. Nas reuniões fraternas entre professores. No sorriso que compreende. Na luta do professor e aluno pela verdade. No ministério pessoal de irmão para irmão. Nas devoções. Na forma de agir. Nos corações de todos. O Seminário Concórdia é um lugar bom para se estar, porque Cristo também está aqui. O Seminário Concórdia é um lugar bom para visitar. Você é sempre bem-vindo! Beatriz C. Warth Raymann, São Leopoldo, RS m
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    Por Everson Gass PASTOREM BLUMENAU/SC Encarte da Liga de Leigos Luteranos do Brasil Número 13 Outubro de 2010 Amizade: Um ‘laço fraternal’ entre o pastor e o leigo! amigos que encontramos braços fortes que abraçam, que amparam e sustentam, para que se alguém cair, estejamos amparados e possamos continuar no caminho. Pois são incansáveis em recuperar o fraco quan- do vacila. É entre amigos que dispomos de tempo para compartilhar experiências de vida. Experiências da sua vida e da vida dos homens e mulheres de Deus na Escri- tura. É entre amigos que encontramos cora- ções sensíveis que nos ‘amem até mesmo quando nós mesmos não nos amamos; que nos busquem dos nossos falsos refúgios, e sejam capazes de sentir dentro de si as nossas dores’. É entre amigos cristãos que encontramos homens de fé inabalável; que dobram os seus joelhos e levantam mãos santas sem ira e sem brigas (1 Tm 2.8), intercedendo pelo amigo ‘pois muito pode a suplica do justo’ (Tg 5.16). Sábio é o con- selho de Deus pela boca de Salomão: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Tudo isso pude vivenciar convivendo com meus amigos da Diretoria da LLLB. Pude também sentir e ver, em muitos luga- res que passei, como a Liga de Leigos é chão fértil para o cultivo da amizade entre o pastor e o leigo. É claro que está amizade está ancora- da na maior de todas as amizades. O ami- go de todos os leigos e pastores: o amigo Jesus. O poeta sacro expressa: “Em Jesus amigo temos... Busca o teu melhor amigo... Cristo é verdadeiro amigo...” E o próprio Jesus dá testemunho disso: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o “A prendi o que é a Liga de Leigos Luteranos do Brasil, fazendo par- te desta diretoria”. Foi o que dis- se em minha manifestação diante do Con- gresso Nacional. O que eu não disse é que aprendi a amar a Liga de Leigos, a valorizar a Liga, a vivenciar o incansável trabalho de braços fortes que são os Leigos quando se reúnem em ligas e nas congregações, a ad- mirar sua dedicação pela igreja, na congre- gação e no lar. Isso aprendi junto a LLLB. Mas o que tem isso de tão especial que mereça destaque e faça com que me ma- nifeste assim? Vou dizer: na liga de leigos se constrói e se cultiva laços de amizade. Amizade entre o leigo e o seu pastor. E agora me detenho a pensar: que tra- balho bonito pode surgir quando o contexto da igreja e da liga é estabelecido sobre laços de amizade! Que benção se pode desfrutar quando podemos contar com ami- gos de fé e na fé! Pois “há amigo mais che- gado do que um irmão” (Pv 18.24). É entre amigos que nossos anseios e necessidades encontram eco. É entre ami- gos que encontramos ouvidos atenciosos em momentos de lágrimas; ouvidos toleran- tes e pacientes em nossas fraquezas; ouvi- dos receptivos em nossos risos e sorrisos. É entre amigos com olhos de discernimen- to, que nos vendo em situações de crises, nos fazem lembrar do SENHOR Deus que é a nossa força. É entre amigos que en- contramos aquele que é ‘a boca do mudo’ (Pv 31.8), aquela voz forte que fala por nós quando por nós mesmos não podemos falar; que nos chamem de volta quando perdemos o caminho, e se atrevam a pro- nunciar palavras de perdão mesmo quando não estamos dispostos a ouvi-los. É entre servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”(Jo 15.13-15). Leigos, busquem no seu pastor o con- dutor espiritual, o confessor dos momentos de angústia e felicidade, o cuidador de vos- sas almas e encontrarão um amigo. Pasto- res, deixem os leigos cuidarem de vocês, compartilhem com eles vossas cargas e alegrias, e encontrarão amigos. Que trabalho bonito pode surgir quan- do o contexto da igreja e da liga é estabe- lecido sobre laços de amizade. Obrigado, leigos da (ex) Diretoria e pastor Wanderley M. Lange, amigos para todas as horas. Obrigado, leigos e pastores de todo Brasil, pela amizade cultivada. Do SENHOR temos força, para sermos amigos. “Sacerdotes do Rei Jesus”
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    RELATÓRIO FINANCEIRO -OUT/2007 A 10/SET/2010 “Passou-se três anos desta direto- ria a frente da LLLB. Foram três anos de alegria, onde tivemos a oportunidade de compartilhar experiências e estudos para a edificação do Reino de Deus. Estivemos presentes, sempre que pos- sível, nos congressos distritais para le- var ânimo aos congressistas, a fim de que estejam engajados sempre mais no trabalho da nossa querida IELB. O nosso trabalho não termina com o término do mandato, pois precisamos sempre incentivar a participação dos nossos leigos. Em alguns momentos, sentimo-nos decepcionados quando ouvimos que há pouca vontade dos leigos de se engajarem. Mas não desa- nimamos, pois sabemos que, ao seme- armos a semente, Deus se encarrega de produzir os bons frutos. Desejamos que a nova diretoria, que assume após o Congresso Nacional, tenha pleno su- cesso na condução da LLLB” Que Deus abençoe a todos. Da- mos graças ao SENHOR, nosso Deus por todos os benefícios para conosco. Rogamos ao SENHOR da Igreja que continue fortalecendo nossas fracas mãos para sermos o Braço Forte da IELB. “Somente a ti, ó SENHOR Deus, a ti somente, e não a nós, seja dada a glória por causa do teu amor e da tua fidelidade”. (Salmo 115.1) PALAVRA DA (EX) DIRETORIA Movimento Entradas Saídas Saldo De transporte R$ 1.407,31 Ofertas R$ 43.206,10 R$ 44.613,41 Resgate de aplicação R$ 23.196,07 R$ 67.809,48 Depósito cheques em caixa R$ 620,00 R$ 68.429,48 Venda livro O que ensinam os luteranos R$ 50,00 R$ 68.479,48 Inscrições encontro PDs R$ 300,00 R$ 68.779,48 Ofertas Culto encontro PDs R$ 707,50 R$ 69.486,98 Encontro PDs - participação diretoria 3LB R$ 1.712,00 R$ 71.198,98 Estorno tarifa bancária R$ 23,20 R$ 71.222,18 Deposito ref. Congresso R$ 3.042,00 R$ 74.264,18 Comissão vendas camisetas / Concordia R$ 1.596,00 R$ 75.860,18 Saque da poupança R$ 6,15 R$ 75.866,33 Depósito /congresso R$ 96,00 R$ 75.962,33 Transferência da conta congresso p/ c/c R$ 6.637,31 R$ 82.599,64 R$ 82.599,64 Emissão cheque 26.09.07 R$ 352,57 R$ 82.247,07 DARF R$ 500,00 R$ 81.747,07 Rev. Saymon Gonçalves R$ 3.800,00 R$ 77.947,07 CPMF R$ 25,63 R$ 77.921,44 Viagens R$ 10.767,51 R$ 67.153,93 Despesas bancárias R$ 1.314,40 R$ 65.839,53 Reemb. de despesas R$ 84,00 R$ 65.755,53 Transferência para aplicação R$ 11.534,63 R$ 54.220,90 Declaração - IR / RAIS R$ 490,00 R$ 53.730,90 Nic Br. Manut. R$ 60,00 R$ 53.670,90 Host Hosp. e Serv. para internet R$ 134,00 R$ 53.536,90 Informare Serv. em informatica Ltda. R$ 1.453,30 R$ 52.083,60 Convenção Nacional R$ 682,00 R$ 51.401,60 Encarte ML R$ 18.785,00 R$ 32.616,60 Thalisgraf Artes Graficas - agendas R$ 815,00 R$ 31.801,60 Projeto Timoteo R$ 10.000,00 R$ 21.801,60 Graf & Art R$ 510,00 R$ 21.291,60 Redix Serv. em informatica R$ 210,00 R$ 21.081,60 Hotel - encontro PDs R$ 1.800,00 R$ 19.281,60 Transferência p/ conta congresso R$ 3.396,00 R$ 15.885,60 Papelaria - transparência, tinta, cópias... R$ 294,50 R$ 15.591,10 Despesas c/ telefone R$ 327,32 R$ 15.263,78 Presentes - assinatura ML - camisetas 3LB R$ 109,00 R$ 15.154,78 Deposito em poupança R$ 10,00 R$ 15.144,78 Correios R$ 98,10 R$ 15.046,68 Confecções carteirinhas / Leigos R$ 300,00 R$ 14.746,68 Manutenção nobreak R$ 50,00 R$ 14.696,68 Despesas Reunião – Chapa/Diretoria R$ 150,00 R$ 14.546,68 R$ 81.192,33 R$ 68.052,96 Obs: Dif. R$-75,00 entrou nas ofertas Composição do saldo: Em caixa R$ 200,00 Banco do Brasil R$ 14.346,68 Soma R$ 14.546,68 Auxílio Subsistência
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    “Sacerdotes do ReiJesus” Encarte Especial 19° Congresso da LLLB Balneário Camboriú - SC Estas palavras ditas por um leigo resumem o que foi o 19º Congresso Nacional da Liga de Leigos Luteranos do Brasil; en- tre os dias 26 e 29 de agosto de 2010, em Balneário Camboriú, SC. Foram 725 inscritos que ‘fize- ram’ esse congresso. Sob o tema bíblico: “A alegria do SENHOR é a vossa força”, e com o lema: “Do SENHOR temos força!”, lei- gos de todas as regiões do Brasil esternaram o que se tornou des- taque destes últimos três anos de LLLB: Os leigos são o braço forte da Igreja. Acompanhe a matéria sobre o Congresso. ”Esperava um bom congresso, mas minha expectativa foi superada pelo bom conteúdo das palestras e demais ativida- des e voltei fortalecido na fé e entusiasmado para traba- lhar pela causa da LLLB”.
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    Culto e Abertura Palestrase Preleções Momentos Devocionais Everson Gass (pregador), oficiaram o culto. Tendo do pastor local, Ezequiel Blum, a palavra de saudação. “Fracos, porém, fortes” foi o tema do culto e do sermão. Logo após louvarmos a Deus pela bênção deste Congresso Nacio- Foram duas palestras (conversa- ções). Foram duas preleções (discurso didático). Se bem que na prática, foram quatro momentos de aprendizado prá- tico, bíblico e confessional. Dois leigos e dois pastores: Sr. Augusto Frederico Kirchhein e Sr. Frederico da Silva Reis. Pastor Flavio Luis Hoerlle e pastor Tho- mas Heimann. Partindo do lema “Do SENHOR temos força”, nos conduziram em reflexão profunda e edificante. As palestras tinham como objetivo animarnos como ‘sacerdotes’ a servir a Deus em todos os âmbitos da vida. Fa- lando sobre a vida livre dos cristãos, em família e sociedade, o Sr. Augusto des- tacou os benefícios que esta liberdade nos concede e seus efeitos, lembrou que esta mesma liberdade nos leva a desenvolver um espírito mais crítico e a refletirmos estando abertos a aceitar e respeitar diferentes pontos de vistas, e finalizou destacando que só a Graça salva e nós somos livres para servir. Já o pastor Flávio abordando ‘uma vida de Fé, esperança e amor’, enfocou a vida do leigo Neemias. Destacou o equilíbrio de Neemias no relacionamen- to com Deus, no relacionamento consi- go mesmo e no relacionamento com as pessoas e a importância de se aprovei- Um momento devocional marcou o início de cada ma- nhã e tarde. Representantes de quatro distritos, trouxeram um orientação e reflexão para os leigos. Iniciar os trabalhos sob o ouvir atento da Palavra de Deus, sempre traz bên- çãos. O tema dos devocionais partiam do lema do congres- so em relação a vida do Leigo. Do SENHOR temos força... para sermos bons e fiéis maridos... para sermos pais exem- plares... para sermos cidadãos honestos... para sermos cristãos consagrados. Foram momentos sublimes, conforme revelaram os congressistas. nal e sermos instruídos na Palavra, realizou-se a Cerimônia de Cívica com palavra de diversas autoridades civis e religiosas, e que na palavra do seu presidente, Sr. Eugen Waiduschadt, declarou aberto o 19º Congresso Na- cional da LLLB. tar as oportunidades que diariamente se apresentam, assim como Neemias o fez reconstruindo não só um muro mas reerguendo um povo. Destacou a necessidade de sairmos da posição de vítimas para sermos o sujeito da própria vida amparando-se sempre na Oração a Deus, tendo Deus como o amigo de todos os momentos. Enfatizou também a necessidade de nos concentrarmos no presente, pois o passado já foi e o futuro ainda não chegou. Finalizou desejando que o exemplo de Neemias inspire a to- dos nossos leigos. Já as preleções tinham como ob- jetivo promover uma reflexão sobre o ministério pastoral e o sacerdócio uni- versal dos cristãos. O Sr. Frederico, sob o tema “Do SENHOR temos For- ça... para conduzir os leigos” destacou a importância da sintonia entre pastor e leigo nos trabalhos na congregação; da necessidade de despertar lideran- ças e de compartilhar seus conheci- mentos sem permitir que despertem sentimentos de concorrência entre lei- gos e pastores. O contraponto veio com o pastor Thomas, que falou sobre o tema “Do SENHOR temos Força! ... para cuidar dos cuidadores”. Destacou que cuidar, é um processo que transforma quem cuida e quem é cuidado, e os pastores que são nossos cuidadores precisam ser cuidados, afinal são homens com tudo o que isso implica. Mencionou ainda a necessidade de se proporcio- nar oportunidades para que o pastor também possa dar atenção a sua fa- mília, para que possa conduzi-la de forma que agrade a Deus. Falou com o coração de um pastor, como filho e neto de pastores. Através de palmas, sentimos o acolhimento daquilo que foi ministra- do. Muitos registraram, em suas ava- liações, esses momentos de palestras como o ponto alto do Congresso. Os congressistas ainda esta- vam se acomodando no auditório, quando as 19h, ao cantar do hino do Congresso, deu-se início ao culto de abertura. Os pastores conselheiros, Wanderley Maycon Lange (liturgista) e
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    Noites Artísticas eCulturais Nova Diretoria Culto e Encerramento Em duas noites, tive- mos três momentos artístico- culturais. A boa música marcou esses momentos. Dispostos e alegres, o Vocal Masculino da Congregação Cruz, Petrópolis, de Porto Alegre, nos brindou com um repertório de músicas sacras clássicas e contempo- o cantor Carlos Magrão (luterano por pro- fissão de fé), acompanhado de seu amigo e tecladista ‘Chiquinho’, dedilhando uma gaita, trouxe alegria e emoção ao apre- sentar canções do seu CD Gospel, de do- mínio do povo luterano e de sua autoria. As músicas da tradição gaúcha fecharam o ‘show’. do auditório, iniciando assim o Culto de Encerramento. Mais de mil pessoas ce- lebraram este culto de adoração e ação de graças, sendo instruído pela Palavra de Deus e orientado pela pregação, na palavra do pastor presidente da IELB, pastor Egon Kopereck, que nos trouxe mensagem de ânimo e força no tema Para a noite seguinte, es- tavam reservados momentos de louvor e testemunho da fé, com a participação do Coral Paz e do Quarteto Masculino Paz, de Vila Velha, ES. Regi- do com maestria pelo pastor Silvio Ferreira da Silva, com vozes harmoniosas e arranjos râneas. E quando já nos daríamos por satisfeitos, finalizando a noite do dia 27, Assim como começamos esse Congresso sob a bênçãos de Deus em culto festivo, não poderia ser diferente seu encerramento. O clima de despe- dida e desejos de reencontrar-se no próximo congresso marcavam a manhã de domingo. Pastores e leigos da (ex) diretoria entraram pelo corredor central impactantes, mesmo sob o cansaço da viagem, o Coral serviu aos congressistas um ‘cardápio variado’ de músicas cristãs, que enlevou nossos corações e mentes a Deus. Sem dúvida, podemos dizer: A alegria do SENHOR é a nossa força! do Congresso. Receberam a Santa Ceia 951 pessoas. E sob o olhar atento dos participantes, a nova diretoria foi ins- talada. Sob a bênção araônica o povo de Deus foi despedido. E nos versos do Hino Nacional dos Leigos, cantado com emoção, finalizou-se mais um Congres- so Nacional da LLLB. Tivemos momentos administrativos: moções, relatórios e a eleição da nova diretoria. E é de Marechal Cândido Rondon, PR a diretoria eleita neste Congresso, que terá o privilégio de cumprir um mandato de 3 anos. Está assim composta, eleita e instalada: Presidente: Oldemar Rohloff - Vice: Ildo Vorpagel Hoffmann Secretário: Rudi Bär – 2º Sec.: Guido Hübner Tesoureiro: Winfried Arno Hübner – 2º Tes.: Valdir Weirich Pastores Conselheiros: Cleydes Kloss e Emerson Oditer Zielke Conselho Fiscal: Otto Pinz, Sandro Luiz Zastrow e Dulcídio Ademar Kissler Figur. Almejamos bênçãos, alegria e força que vem do SENHOR.
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    Qual sua expectativa...DEPOIMENTOS Comque certeza... “Depois de uma viagem cansa- tiva, cheguei ao local do Congresso, Balneário Camboriú. Após um bom banho e uma refeição, refeito o cor- po, na esperança de encontrar velhos amigos e fazer outros. Foi um Con- gresso ótimo, nas devoções, pales- tras e momentos culturais onde me aproximou ainda mais de Deus. Os cultos foram maravilhosos. Que Deus continue abençoando a diretoria que se despede, e a nova, Deus dê força e coragem para enfrentar este novo desafio. Que o bondoso Deus nos permita nos encontremos no próximo Congresso - se for da vontade Dele”. Harry Valter Von Dentzsch Santo Ângelo, RS Com as bençãos divinas, as quais eu agradeço ao nosso Bondoso e Misericordioso Deus, tive a oportuni- dade de participar do 19º Congresso Nacional de Leigos. Que benção é, a participação em um congresso, as emoções manifestadas ao encontrar com os irmãos na fé e pastores de congressos anteriores, são momentos agradáveis e gratificantes, e mais ainda ao conhecer outros irmãos na fé acompanhados de suas esposas, se envolvendo e compartilhando da alegria e satisfação inerentes de um coração cristão. Devo confessar que a expectativa foi deveras emocionante e salutar, tanto para o corpo como para a alma. Aprendemos e adquirimos maior conhecimento teológico através das ótimas e bem estruturadas palestras. Realizei com alegria e satisfa- ção o meu desejo ao me encontrar com o pastor Krieser que me batizou há 62 anos, em o nome do Deus Triúno e naquele momento me tornei cristão e ungido pelo Espírito Santo. Com o meu mais sincero, forte e fraternal abraço, pude reencontrar o pastor Edgard e os sentimentos ali compartilhados foram recíprocos e abençoados por Deus. E como cristãos convictos e ativos devemos viver no dia a dia o nosso Batismo. Silvio Rein Rio de Janeiro, RJ Como em todos os congressos que fui, entrei neste congresso com a expectativa dum congresso aben- çoado e enriquecedor. Como sempre, não fiquei decepcionado, e acredi- to que todos que participaram deste congresso devem pensar o mesmo. A diretoria está de parabéns pelo belo congresso que organizaram. Volto para casa alegre, contente, fortaleci- do na minha fé Cristã. Foram quatro palestras edificantes, marcantes e extraordinárias. A comunhão com os irmãos foi maravilhosa, e me alegrou muito. Que Deus abençoe sempre a nossa querida LLLB e a nova diretoria eleita. Até 2013 em Rondon! José Jacuniak Erechim, RS Cheguei com mui- to entusiasmo para o meu primeiro congres- so. Saio satisfeito, pois superei todas as minhas expectativas sobre o congresso e pretendo participar dos demais congressos. Delair Marques do Santos Ijuí, RS Quero parabenizar a todos os organizadores do 19º Congresso Nacional de Leigos, pelo ótimo trabalho desenvolvido, com escolhas de ótimas palestras, ambiente harmonioso entre irmãos e ir- mãs no Salvador Jesus Cristo, belas músicas a se- rem cantadas, com hospedagem e alimentação de primeira. Como é bom participar de eventos des- tes na IELB. Ouvir testemunhos e incentivos para cada vez mais trabalharmos em prol da pregação do Evangelho. Esperamos que em 2013, muitos outros irmãos possam desfrutar destas bênçãos”. Pastor Jaime Marconi Grieleitow Guarapuava, PR Gratidão Informação A Diretoria que se despede agradece o apoio e as orações, pelo que foi possível com nossas fracas mãos realizar o trabalho frente a LLLB. Um agradecimento especial as esposas de cada membro da diretoria. Agradecemos aos Presidentes Distritais - seu trabalho é importante e tem valor – Vocês foram nossos parceiros e representantes junto aos Distritos que sempre nos receberam com carinho e solicitude. Quanto a realização do Congresso lembramos com gratidão a Congregação Esperança de Balneário Camboriú, SC que colocou-se a disposição e serviu com alegria para a realização deste Congresso. Ao coral Esperança e aos Levitas – Grupo musical da referida Congregação. Agradecemos também as decoradoras do auditório que com simplicidade e criatividade prepararam o ambiente para o Congresso. E finalmente, nosso agradecimento a Deus, que nos despertou e nos animou, dando forças para dirigir a LLLB. Soli Deo Gloria! Foi criado um e-mail: lllb.secretaria@hotmail.com para os contatos de todas as ligas e pessoas que queiram entrar em contato conosco. Convites, cadastros e demais informações. Estamos a disposição.
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    Por Emerson Zielkee Cleydes Kloss PASTORES CONSELHEIROS DA LLLB ardentemente compartilhar a verdade do Evangelho com todos aqueles que ainda não o conheciam. Sua missão era levá- los à compreensão da imensa Graça de Deus que, em seu Filho Jesus Cristo, nos ama, nos perdoa e nos salva, não porque nós o merecemos, mas por sua infinita graça e misericórdia para conos- co (Ef 2.8,9; Tt 3.5). Porém, o apóstolo estava ciente de que tal compreensão só poderia ser alcançada com a inter- venção do Espírito Santo no coração dos seus ouvintes. Por isso, sua oração era para que Deus, o Pai, por meio do seu Espírito Santo, desse a eles poder para que fossem espiritualmente fortes e que, por meio da fé, Cristo vivesse em seus corações. Só assim eles compre- enderiam a real dimensão do seu amor e seriam capazes de responder a este amor (Ef 2.14-18). Quando pelo poder do Espírito Santo compreendemos em nossos co- rações o que significa o amor de Deus, não há como ficar indiferentes, como disse o apóstolo Paulo “o amor de Cristo nos constrange” (2 Co 5.14), nos domi- na (conforme a NTLH). É dominados por este amor que queremos servir ao nosso com Cristo e a Igreja LEIGOS - Um só coração Foram finalizadas as competições es- portivas entre as diversas ligas de leigos. Foi aprovado continuar a apoiar o projeto de missão em Ciudad del Este, que desen- volve um trabalho junto às crianças de rua e na recuperação de drogados, utilizando para isto cursos de informática, em que a digitação é ensinada com a utilização de textos da Bíblia. ALLLB foi representada por Ricardo Go- erl e pelo pastor Wanderley Lange, que apre- sentaramtrabalhosobreamaneirapelaquala mesma incentiva os leigos brasileiros a traba- Realizou-se nos dias 7 e 8 de agosto, em Santa Rita, o XX Congresso Nacional da Liga de Leigos Luteranos do Paraguai (Union de Caballeros Luteranos del Pa- raguai). Sob o lema “O chefe da família como sacerdote do lar”, estiveram presen- tes 143 leigos. A palestra/estudo bíblico foi feita pelo pastor Gerardo Wagner, pastor local que mostrou as responsabilidades e deveres do pai em educar e incentivar a sua família a permanecer firme na fé e na participação nas atividades da igreja. lhar por sua igreja. Esteve presente também o presidente da Liga de Leigos da Argentina, Sr. Enrique Helbig. CONGRESSO NACIONAL NO PARAGUAI Caros irmãos leigos. Fomos abenço- ados com mais um Congresso da LLLB. Acredito que todos que dele participaram se sentiram motivados e fortalecidos a chegarem em suas Congregações e Li- gas com o propósito de, com suas vidas, tempo e dons, servirem ao Senhor Jesus com alegria. Este é também o anseio da nova di- retoria da LLLB. Até o Congresso eram sonhos, planos, propostas. Agora, é hora de trabalhar, de construir tudo aquilo que foi planejado sobre o fundamento que é Cristo Jesus (Ef 2.20). A exemplo de Pedro e seus companheiros, é hora de lançar as redes, pois é o Senhor quem está mandando (Lc 5.5). Ele é a nossa motivação, a nossa força, pois, pela fé Ele habita em nossos corações (Ef 3.17), para que nos tornemos “um só coração com ele e a sua Igreja”. É, fundamentados nesta certeza, que a nova diretoria adotou como seu lema: LEIGOS – um só coração com Cristo e a Igreja. Escolhemos este lema por compreendermos que toda ação vol- tada para o Reino de Deus só se torna verdadeira e eficaz se, em nossos cora- ções, nos sentirmos tocados pela Pala- vra de Deus. Como se sentiram Pedro e seus companheiros quando, depois de uma pescaria em que o mar não estava para peixe, receberam a ordem de Jesus para lançarem suas redes novamente. Se as palavras de Jesus tivessem tocado apenas sua razão, não teriam acatado aquela ordem, mas como elas tocaram seus corações, sentiram-se motivados a obedecê-las e o mesmo aconteceu quan- do Jesus os chamou para serem pesca- dores de homens. Foi dominado por esta Palavra e por compreender em seu coração o signifi- cado do amor de Deus, que o apóstolo Paulo assumiu seu chamado, desejando Senhor, aceitando ao seu chamado uni- versal. Pois cada crente foi libertado e chamado para ser um sacerdote no Rei- no do Senhor (Ap 1.5,6). Por isso, é ao vosso coração, leigo luterano, que dirigimos estas palavras, convocando-o a uma união conosco, a LLLB, no propósito de sermos “um só co- ração com Cristo e a Igreja”. É hora de deixarmos a praia e seguirmos o nosso Mestre na tarefa de pescar mais homens (pessoas) para o Reino de Deus. E para a concretização deste dese- jo, fazemos nossa a oração do apóstolo Paulo, em Efésios 3.14-18, pedindo a Deus, o Pai, que por meio do seu Espírito Santo, dê a vocês poder para que sejam espiritualmente fortes, pedindo também para que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês, para que vocês com- preendam a real dimensão do seu amor, dando graças a Deus pelo privilégio de pertencer a sua Igreja, de ser perdoado e salvo em Cristo e de poder oferecer ao serviço do Reino de Deus sua vida, seu tempo, seu dons, seus bens para que o amor de Deus alcance mais corações. Que Deus nos abençoe! VOCÊ VIU?
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    CONGRESSO DIGRA cultural eno domingo antes do culto foi debati- do o trabalho dos leigos no distrito. A LLLB foi representada pelo vice-presidente, Sr. Ricardo Goerl, que falou sobre os objetivos da LLLB e incentivou os leigos a serem mais atuantes em suas comunidades, distritos e na IELB. Estiveram presentes 72 participantes. Foi elei- ta a nova diretoria - Presidente: Joerci Weber; Secretário: Artur Sharczk; Tesoureiro: Vilmar da Silva; Pastor Conselheiro: Alcione Eidam. Almejamos bênçãos aos leigos e ligas do DIGRA. Na Comunidade São João de Gravataí, RS, em 31 de julho e 1º de agosto, reuniram-se os leigos do DIGRA para o seu Congresso Distri- tal. O lema foi Leigos Luteranos, ontem, hoje e sempre. E o tema da palestra Leigo Lide- rança Cristã, com base em Êxodo 18. O pa- lestrante, pastor Aurélio Leandro Dall’Onder, instou os leigos a trabalharem em suas co- munidades, pois constituem a liderança da igreja e seu trabalho é de suma importância para o Reino de Deus. Sábado a noite foi apresentada uma noite VOCÊ VIU? Encarte 3LB Publicação bimestral encartado na Revista Mensageiro Luterano EDITOR PROJETO GRÁFICO DIAGRAMAÇÃO E-MAIL Everson Gass Luciano Vidal Marcelo A. Manenti eversongass@gmail.com EXPEDIENTE Congresso de Leigos, com o lema: Com- partilhando experiências da vida com Deus. De manhã, em reunião conjunta de leigos e senhoras, a psicóloga Mona Liza Fuhrmann palestrou sobre Época de Mudanças, abordando o relacionamento dos pais com crianças, adolescentes e jo- vens na área religiosa, e de frequência às atividades da igreja. À tarde, em reunião separada, os leigos debateram a situa- ção do distrito e resolveram trabalhar para a formação de grupos de leigos em todas as paróquias do Distrito. Na Comunidade Ebenézer, de Jaraguá do Sul, SC, em 22 de agosto, com a presen- ça de 65 participantes, foi realizado mais um O representante da LLLB falou sobre como os leigos podem ser mais ativos em suas co- munidades e nos distritos. Foi eleita a seguinte diretoria distrital de leigos: Presidente - Ricardo Schmitt Hannes; Vice - Zelindo Silvio Petri; Se- cretário - Nelson Bast; Vice - Valdir Kich; Tesou- reiro - Ivo Schmitz; Vice - Adair Hoffmaister; Pas- tor Conselheiro - Waldyr Hoffmann. Foi prestada uma homenagem ao leigo Alfredo Oestereich, recentemente falecido. A diretoria foi instalada na devoção de encerramento pelo conselheiro distrital, pastor Waldir Sabka. Deus abençoe as Ligas deste distrito. reuniões regulares e uma excelente participa- ção. Este trabalho vem sendo estimulado pelos pastores da região, especialmente pelo pastor de Capanema e Pérola do Oeste, PR. Alimen- tados com a Palavra de Deus, fortalecidos com os sacramentos (Batismo e Santa Ceia) e moti- vados pela saudável comunhão com os irmãos, estes leigos são também o braço forte da IELB. A LLLB foi representada no congresso por seu segundo secretário Luiz João Schewinski. Com bênçãos do Altíssimo nos alegramos com esse Distrito. Realizou-se, em Pérola do Oeste, PR, o congresso Distrital das ligas de Servas e Leigos Luteranos do Distrito Vale do Iguaçu, com a presença de 220 pessoas, sendo 80 homens. Nesta oportunidade, foram eleitas as diretorias das respectivas ligas. A Liga de Leigos do Distrito esteve inati- va por um período, sendo que em 2009 elegeu uma diretoria provisória e neste ano uma direto- ria para o próximo biênio. Há uma grande mo- bilização de parte dos leigos, notadamente nas paróquias da fronteira com a Argentina, com Nos dias 26 e 27 de junho em Blumenau, realizou-se o Congresso de Leigos e Servas do Distrito Vale do Itajaí. Com a presença de 120 pessoas, fomos agraciados com duas pales- tras: Fé em Jesus - Amor a Igreja pelo pastor Everson Gass; e Compartilhando Experiências de Vida com Deus pelo pastor Daltro Tomm. No domingo à tarde, em reunião exclusiva dos lei- gos foi eleita a nova diretoria distrital, da Liga de Balneário Camboriú, tendo como presiden- te Gerson Lotti. Foi celebrado os 106 anos da IELB em culto festivo, tendo como pregador o pastor Hilmar Stern, Conselheiro Distrital. A Di- retoria Nacional da LLLB se fez presente em quase sua totalidade. Desejamos bênçãos as ligas deste Distrito. No dia 18 de Julho de 2010, aconteceu o 33º Congresso da Liga de Leigos do Divari, na Comuni- dade Cristo, de Coronel Barros. O lema do Congresso foi 1 Pe 2.9. O palestrante foi o pastor Cezar Squiavo Schuquel, da CEL Martinho Lutero, de São Leopoldo e conselheiro do Distrito Concórdia. A palestra foi sobre o tema: Leigo consagrado, esposo dedicado. Após a palestra, o representante da Diretoria Nacional, pastor Everson Gass, falou-nos sobre o trabalho da LLLB. Ti- vemos a eleição da nova diretoria, composta por mem- bros, da CEL Sião e da Paróquia dos Bairros ambas de Santo Ângelo, é como segue. Presidente: Mario Völz; Vice: Harry Von Dentzsch; Secretario: Carlos Timm; Vice: Marcio Zimpel; Tesoureiro: Miguel Colaço; Vice: Wilson Amaral do Nascimento; Conselheiros: pastores Cláudio S.S. Santos e Jair de Souza. Foram 98 assina- turas no livro de presença sendo 58 inscritos. Deseja- mos bênçãos sobre todas as ligas do Divari. 24° CONGRESSO DINOCA CONGRESSO DIVALI CONGRESSO DIVARI CONGRESSO NO DISTRITO VALE DO IGUAÇU
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    Mensageiro Luterano |Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93 17 Gálatas 2.20 1 Coríntios 6.15 e 19 João 9.4 1 Corintios 1.7 1 Corintios 29.14 2 Corintios 5.21 Corpo e mente Bens Vida Evangelho Talentos ou habilidades Tempo MC Atividades Mensageiro das CriançasEncarte do Mensageiro Luterano de setembro de 2010 Compartilhando Experiências da Vida com Deus Deus é o dono de tudo o que existe. E ele nos convida a administrarmos tudo de acordo com a sua vontade, para a sua glória e para o bem-estar nosso e das outras pessoas. Deus nos encarregou como mordomos ou administradores a usarmos tudo o que é dele. Porém, ele também chama a nossa atenção, pois um dia teremos que prestar contas dessa administração. É por isso que nos convida a sermos fiéis em nosso trabalho, usando os tesouros de Deus para a edificação do seu Reino. “Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes.” Lucas 16.10 1Deus nos dá diversas coisas para cuidar. Relacione os versículos bíblicos indicados com a riqueza que Deus nos dá para administrar.
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    18 Mensageiro Luterano| Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93 Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro. Ele conhece o nosso _________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ ______________________________________________ 2Martinho Lutero escreve na explicação do 1º artigo que Deus nos criou e nos deu uma série de coisas para administrarmos neste mundo, e pelos quais devemos cuidar e acima de tudo agradecer, pois, tudo recebemos de Deus que nos ama e se preocupa conosco. Escreva uma oração a Deus, agradecendo a ele por tudo o que você tem neste mundo. 3Jesus aconselha em Lucas 16.13: Aloysia Klemann
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    Mensageiro Luterano |Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93 19 Olá, amiguinhos do MC! Nos dias 12 a 16 de julho, as crianças da Missão Piracuama, SP, estiveram reunidas na Escola Bíblica de Férias. Cerca de 35 crianças se reuniram diariamente para ouvir a história de um menino chamado Samuel e também para aprender a contar a história da Salvação através do livro Sem Pala- vras. No último dia, fizeram desenhos da história que mais gostaram para mostrar a vocês! Beijos da tia Izabel, tio Daniel, tia Cida, tia Débora e do pastor Héber Fach. Ana Flavia Andreza - 10 anos Felipe - 3 anos Guilherme - 12 anos Ingrid - 13 anos Izabela Paloma - 8 anosRafael - 7 anos Leonardo - 12 anos Lírys - 7 anos Larissa - 11 anos Maria Eduarda - 5 anos
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    20 Mensageiro Luterano| Setembro 2010 | Nº 9 | Ano 93 Desafio do mês Como você imagina o que Deus criou no segundo dia, de acordo com Gn 1.6-8? Faça um desenho bem bonito e colorido, e mande-o até o dia 20 de outubro para: Mensageiro das crianças Av. São Pedro, 633 - Bairro São Geraldo - CEP: 90230-120 - Porto Alegre, RS Olá, amiguinhos do MC! Meu nome é Milene Tainara Weiss, tenho 9 anos. Meu pai, Irio, e minha mãe, Eliete, são agricultores. As profes- soras da escolinha se chamam Malise e Marli, meus coleguinhas são: Roberto, Ronaldo, Ri- cardo, Valdir, Leonardo, Vanderleia, Mateus, Lu- cas, Jaqueline, Eloisa, Fernanda, Wesley, Welinton, Maria- na, Sabrine, Jaqueline. O pastor Gerson Esteffen é bem le- gal para a nossa Congregação Emanuel, de Esquina Budel. Sua esposa também é legal, e eles juntos tem um filhinho fofinho chamado Davi. Um Beijo a todos. E lembrem-se: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Olá, amiguinhos! Tudo bem? Meu nome é Sau- lo Maier Saick e eu tenho um ir- mão. Meus pais são Darli e Su- zane. Moramos em Serra Pelada, Afonso Claudio, ES. Sou da co- munidade Cristo, de Lagoa, meu pastor é o Edgar e as minhas professoras são a Valda e a Idalina. Gosto muito de ir a escolinha, ouvir as histórias e cantar. Um abraço a todos! Rafaela - 10 anos Thaisa - 7 anos Rejane - 10 anosLuana - 10 anos Kauê - 9 anos Natalia - 11 anos
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    Concórdia E d it o r a (51) 3272.3456 pedido@editoraconcordia.com.br www.editoraconcordia.com.br Biblioteca básica da igrejaBiblioteca básica da igreja Lançamento A Editora Concórdia em sua missão de “produzir 1 - incentivar a leitura e o conhecimento da e comercializar materiais que atendam as literatura cristã, em todas as faixas etárias. necessidades das pessoas com vistas a sua 2 - criar bibliotecas comunitárias nas igrejas integração e acolhimento no amor de Deus” locais, para membros e não membros da lança a Biblioteca Básica da Igreja Local igreja. (congregação), com o objetivo de: Todas as congregações que queiram oferecer estes serviços à comunidade local, devem entrar em contato com a Editora Concórdia para adquirir o kit básico da biblioteca, composto por: 50 livros, 04 CDs e 01 DVD por apenas R$ 400,00 (quatrocentos reais). Pagamento em 8 parcelas de R$ 50,00 cada. Quem adquirir a biblioteca recebe todos os lançamentos da Editora Concórdia com 50% de desconto e a possibilidade de adquirir demais livros com preços promocionais. Validade desta promoção: 1º de outubro a 20 de dezembro de 2010. Entre os títulos estão: Meu pequeno tesouro de orações, Livro de Concórdia, O amor continua, O abraço de Deus, Lei e Evangelho (edição completa), Isto é meu corpo, Dinâmica de Grupos, Com Jesus – Cânticos Infantis 2, entre outros. Veja lista completa no site www.editoraconcordia.com.br
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    Um manual teórico-práticosobre criatividade e variedade na pregação cristã Auxílios para anunciar a Boa-Nova Pregação Criativa Promoção de lançamento R$ 39,00R$ 49,00 R$ 12,90 cadaR$ 19,50 DieterJo elJa gno w PregaçãoCriativa 16x23cm|368pág. 14x21cm|96pág. 13x18cm|Capadura|Fitamarcadora Ou adquira os 3 volumes por apenas R$34,90 Concórdia E d i t o r a (51) 3272.3456 pedido@editoraconcordia.com.br www.editoraconcordia.com.br Mensagens diárias 2011 Faça já a sua encomenda do devocionário Cinco Minutos com Jesus 2011, por apenas R$18,50 cada Preços especiais para mais unidades. Consulte-nos! Perícopes de Mateus, Gálatas e Coríntios na pregação de Martim Lutero Comunique a palavra de Deus com criatividade e variedade! Hora Luterana - (11) 5097-7600 horaluterana@horaluterana.org.br Editora Concórdia - (51) 3272-3456 pedido@editoraconcordia.com.brConcórdia E d i t o r a (frete não incluso)