Ano 20                      Março – Abril / 2012                   nº 167



HOMENAGEM PÓSTUMA A ELIAS BOAVENTURA
      No dia 17 de março, a UNIMEP prestou comovente                                            em defesa da justiça, dos
homenagem póstuma para reverenciar a memória do Prof.                                           direitos humanos, da dig-
Dr. Elias Boaventura, que faleceu no dia 7 de janeiro, de-                                      nidade de vida, sempre ao
pois de ter sofrido um AVC e longo período de internação                                        lado dos excluídos, dando
hospitalar. A devocional, dirigida pela Pastoral Universitá-                                    marcante testemunho do
ria, propiciou o momento para agradecimento a Deus pela                                         Evangelho de Cristo. Nes-
vida desse consagrado servo de Deus. A seguir, foram ou-                                        sa ocasião, a família do ho-
vidos vários depoimentos, que destacaram o seu trabalho                                         menageado promoveu o
como cidadão, educador e servo de Deus. Elias foi reitor         lançamento do livro “Desmemórias 2 – A lição que ficou”,
da UNIMEP de 1978 a 1986 e se destacou pela sua luta             obra que ainda estava no prelo, por ocasião de sua morte.

ELEITA A NOVA DIRETORIA DA SMM                                          ENCONTRO “ON LINE”
                                                                       O primeiro “Encontro “On line”, do ano de 2012,
                                                                 será no dia 14 de abril, sábado, iniciando-se às l0h, com o
                                                                 estudo do tema e após almoço da travessinha, continuida-
                                                                 de na parte da tarde. O tema do encontro será “Mulheres
                                                                 atravessando fronteiras”.

                                                                  TEM INÍCIO A CAMPANHA DOS TALENTOS
      Na reunião do mês de dezembro, foi eleita a nova                 Na reunião mensal de março, será dado início a “Cam-
Diretoria da SMM para 2012-2013, que ficou assim                 panha dos Talentos”. A Comissão indicada está composta
constituída: Presidente: Inayá Ometto; Vice: Priscila            das seguintes sócias: Joana D’Arc Bicudo da Silva, Claudi-
B. Segabinazzi; Secretária                                       néia Silva, Vera Lígia Carvalho, Susana Maia e Clóris Alessi.
de Atas: Viviane B. da Silva;
Secretária Correspondente:                                               PASTORES DA IGREJA
Wilma B. Câmara; Tesou-
reira: Silvia Rolim.
                                                                       SERÃO HOMENAGEADOS
      Nessa reunião, Vera B.                                          No dia 22 de abril, “Dia do Pastor”, domingo, em
Alvim, que dirigiu a SMM                                         culto de ação de graças, os pastores de nossa Igreja serão
por 15 anos, foi surpreendi-                                     homenageados. O Ministério da Liturgia cuidará des-
da com a homenagem, mui-                                         se momento. A presença da comunidade metodista da
to merecida, outorgando a                                        Catedral é muito importante, não só para cumprimen-
ela o título de “Presidente                                      tar os queridos Pastores, mas, especialmente, agradecer
Honorária da SMM”.                                               a Deus pela vida e obra de cada um deles.


CRISTÃS COMEMORAM O DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO
      Mulheres de mais de 170 países se reuniram no dia          prédio, onde reside a sócia Vera Quintanilha Cantoni,
2 de março, para celebrar o “Dia Mundial de Oração”.             uma das organizadoras do evento. Nesse ano, o tema foi:
Em Piracicaba, há 20 anos, um grupo significativo de             “Que a justiça prevaleça”. O programa foi elaborado pelas
mulheres de várias crenças comemoram a data em culto             mulheres cristãs da Malásia. Compareceram aproximada-
ecumênico, nos últimos anos realizado na Catedral Meto-          mente quarenta pessoas, tendo como preletor o Rev.Tar-
dista. Este último, por motivos especiais, realizou-se num       císio dos Santos, pastor da Catedral Metodista.
2	      GAIVOTA • Março/Abril • 2012



    COMEMORADO O                                                                  Corpo Editorial

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO
     O Dia Mundial de Oração foi comemorado no
dia 2 de março de 2012, com a presença de aproxima-
damente 40 pessoas. A celebração foi conduzida pela
Revª. Romilde Sant’Ana, com programa elaborado pe-
las mulheres da Malásia. Vários cânticos foram entoa-                      Clóris, Vera, Inayá, Darlene e Rinalva
dos e a Viviane Sant’Ana fez lindo solo. Um breve relato
sobre a Malásia foi lido pela Vera Cantoni.
     A mensagem, cujo texto proposto era do livro de                                  Expediente
Habacuque, foi transmitida pelo Revº. Tarcisio dos         GAIVOTA é o órgão oficial da Sociedade de Mulheres da Catedral
Santos. Em resumo, disse o pastor:                         Metodista de Piracicaba.
     “Nesse texto, o profeta Habacuque questiona           Redatora:
Deus sobre a realidade que seu povo vivia e pergunta:      Vera Baggio Alvim
                                                           Corpo Editorial:
até quando? Até quando a injustiça campeará? Haba-         Clóris Alessi
cuque espera pacientemente no Senhor. Ele se lem-          Darlene Barbosa Schützer
brará da fidelidade suprema do Senhor em destruir          Inayá Ometto
                                                           Rinalva Cassiano Silva
todo o pecado e maldade.                                   Produção e Impressão:
                                                           Equilíbrio Prints - (19) 2532-3535
                                                           Diagramação:
                                                           Genival Cardoso
                                                           Fotos:
                                                           Márcia Regina A. C. Nicolau, Rosália Ometto e Viviane Barbosa
                                                           Distribuição:
                                                           Wilma B. Câmara e Daniela M. A. de Melo
                                                           Jornalista Responsável:
                                                           Gustavo Jacques Dias Alvim - MTb 19.492/SP



                                                                                Diretoria da SMM




     “Habacuque dialoga com Deus com muita liber-
dade. Nós, entretanto, somos tímidos para falar com
                                                                       Inayá, Silvia, Wilma, Viviane, Vera e Priscila.
Deus. Hoje, também, somos chamados a profetizar,
bem como questionar nossos governantes e autori-                                         Presidente:
dades quanto à corrupção e abuso de poder. Somos                                Inayá Toledo Veiga Ometto

chamados a buscar a justiça e o direito do outro, e a                                       Vice:
                                                                                Priscila Barroso Segabinazzi
lutar pela moral. Ser profeta hoje é ir ao encontro do                               Secretária de ata:
necessitado.                                                                     Viviane Barbosa da Silva
     “Que Deus nos conduza, em nosso tempo, a                                      Sec. Correpondentes:
profetizar tendo como a justiça”.                                             Wilma Baggio Câmara da Silva
     Um fraterno momento de confraternização en-                                         Tesoureira:
                                                                                     Sílvia Novaes Rolim
cerrou esse evento tão significativo.
                                                                                Agente da Voz Missionária:
                              Inayá Toledo Veiga Ometto                              Cinira Cirillo Cesar
GAIVOTA • Março/Abril • 2012 	              3

PASCOA CRISTÃ, UMA INSPIRAÇÃO!
      O conceito comum                                                                        orientação de Jesus: “Que
difundido sobre páscoa                                                                        vos ameis uns aos outros;
relaciona-se à imagem do                                                                      como eu vos amei a vós” (Jo
coelhinho e dos ovos, es-                                                                     13:34).
pecialmente para as crian-                                                                          O desejo em par-
ças. A verdadeira história,                                                                   ticipar da ceia inspira a
no entanto, deixou de ser                                                                     pensar no sofrimento que
contada, e infelizmente,                                                                      Jesus experimentou para
ano após ano, a primeira                                                                      que se cumprisse o projeto
incidência da chegada da                                                                      salvífico de Deus: “eu vim
páscoa é o início de acir-                                                                    para que tenham vida, e a
rada campanha para a co-                                                                      tenham com abundância”
mercialização de ovos de                                                                      (Jo 10:10).
chocolates, e mais e mais                                                                           Ao nos conformar-
inovações, transforman-                                                                       mos com uma vida medí-
do, o que deveria ser o maior evento cristão, num simples e   ocre, uma vida de dor, tristeza, escravidão, negamos o
momentâneo prazer gastronômico. Diante disto proponho         sofrimento pelo qual Jesus passou em favor da humani-
uma breve reflexão sobre a páscoa cristã e sua inspiração.    dade, e isso é a não aceitação de que “pelas suas pisaduras
      A comemoração do livramento da escravidão do            fomos sarados” (Is 53:5c).
Egito, realizado de forma extraordinária por Deus, era             Aceitar a paixão de Cristo é aceitar a vida, é ex-
uma festa anualmente celebrada, a chamada festa da            perimentar o cuidado do Pai: “Trazei depressa a melhor
Páscoa. Festa esta que Jesus desejou muito celebrar com       roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas
seus amigos e amigas como escreve o evangelista Lucas:        nos pés” (Lc 15:22).
“E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa,
antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais                        ...reconhecer a cruz
até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lc 22:15-16).             A última ceia é marcada pela afirmação do sofri-
      Ao dizer “desejei muito comer convosco esta páscoa,     mento e da morte: “antes que padeça”. Jesus tinha co-
antes que padeça”, o Senhor manifesta a sua disposição        nhecimento do que estava por vir e na mesa Ele mani-
em cumprir a missão que a Ele foi confiada, dispondo-         festou a alegria do convívio, mas também a angústia do
-se ir até a morte. Ao expressar o desejo de participar       que deveria experimentar. Este encontro remete à cruz!
daquele momento, Jesus convida-nos a uma reflexão so-         Em torno da mesa o Senhor se faz corpo e sangue.
bre sua vida, sua paixão, morte e ressurreição. Reflexão           Trazer à memória a imagem da cruz é lembrar o
que nos inspira a...                                          momento em que o Senhor Jesus esteve só, era o cum-
       ... ter vida e aceitar a paixão de Cristo              primento do ministério que somente Ele poderia expe-
                                                              rimentar “Eli, Eli, Iamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus
      A experiência de partilhar o alimento, trazendo à       meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:46).
memória Jesus como o pão da vida, deve ser vivenciada
constantemente por todos/as os/as cristãos/ãs, e isso so-                ...dar louvores. Jesus ressuscitou!
mente pode ser experimentado se for adotado o Senhor                Ao dizer que “...até que ela se cumpra no reino de
Jesus como modelo.                                            Deus” (Lc 22:16), o Senhor motiva a participação como
      Jesus veio ao nosso encontro como homem para            Ele, ardentemente, da Páscoa. Experimentar os elemen-
iniciar o maravilhoso projeto salvífico de Deus. Em           tos da Ceia na certeza da ressurreição é viver a alegria
vida, o Senhor Jesus cumpriu cuidadosamente a sua             do Reino, tendo na lembrança a bendita paixão, morte
missão. Como discípulos/as de Jesus devemos continu-          e ressurreição de Cristo Jesus. Esta é a Páscoa Cristã que
ar a partilhar do pão da vida: “... aquele que crê em mim     inspira ainda hoje toda humanidade. O Reino de Deus
também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que    chegou! Agora não há mais dor, não há mais tristeza,
estas, porque eu vou para meu Pai” (Jo 14:12).                não há mais sofrimento, Jesus ressuscitou, a morte foi
      A afirmação de fé do/a cristão/ã lhe permite dizer      vencida, aleluia!
que não há vida fora do Evangelho de Cristo e a vida                                            Rev. Tarcísio dos Santos
que vive deve cumprir o propósito de Deus segundo a                         Pastor da Catedral Metodista de Piracicaba
4	        GAIVOTA • Março/Abril • 2012


“Minha prioridade é servir a Deus e a comunidade”
                                                                                           Entrevista de Clóris Alessi
                            O Rev. Tarcísio dos Santos       pando de diversos eventos, encontros, tanto com os pas-
                       é o novo pastor titular da Ca-        tores quanto com muitos membros desta comunidade.
                       tedral Metodista de Piracicaba.       No entanto, também é verdade que muitos membros
                       Natural de Belo Horizonte, 44         eu ainda não conhecia, mas confesso que encontrei pes-
                       anos, casado com Maria Apare-         soas maravilhosas, receptivas, como é característico do
                       cida e pai de Gustavo e Anna          povo metodista.
                       Flávia. Graduado em filosofia e
                       teologia, pós graduado em Éti-              Que planos tem para dirigir uma Igreja conhe-
                       ca e Filosofia Política e Mestre      cida como tradicional?
em Ciências da Religião, linha de pesquisa Religião e              Antes de qualquer coisa, deixo claro que, como todo
Dependência Química. Ele foi procurado pela repor-           metodista, sou tradicional. A nossa Igreja tem história,
tagem da Gaivota e, muito gentilmente, aceitou falar         tem valores construídos ao longo dos anos. Temos uma
de si mesmo, de suas expectativas e seus planos. Muito       base sólida mantida por documentos que norteiam as
preciso e seguro em suas respostas e opiniões, o pastor      nossas ações, conservamos as tradições wesleyanas, e prin-
respondeu todas as perguntas:                                cipalmente, considerando que a Bíblia Sagrada é nossa
                                                             base de fé e prática.
     Desde quando é metodista?                                     A Igreja Metodista é tradicional e isto faz dela
     Fui recebido na Igreja Metodista no ano de 1986 na      uma Igreja plural, onde é possível pensar e deixar pen-
cidade de Santa Luzia – MG, de lá para tenho servido a       sar. Existem características específicas na vida das co-
Deus e à Igreja em diferentes áreas.                         munidades, que as tornam especiais, no entanto, o es-
                                                             sencial, que é servir a Deus, vivendo e priorizando o
        Onde estudou teologia?
                                                             Santo Evangelho de Jesus não muda e nem pode mudar
        Na UMESP – Universidade Metodista de São Paulo.
                                                             de igreja para igreja.
      Durante o último Concílio, quando foi indica-                Como presbítero metodista minha prioridade é servir
do para a Catedral de Piracicaba, quais eram as suas         a Deus e à comunidade, fazendo a vontade de Deus e per-
expectativas?                                                mitindo que a Sua glória seja manifestada em minha vida
      Nomeação é uma prerrogativa episcopal e o bis-         e através da minha vida, e, são estes os meus planos.
po presidente da Região Eclesiástica tem a função
de nomear, e, como Superintendente Distrital tive a                O Sr. é da linha Pentecostal?
oportunidade de participar no processo de nomeação                 A Igreja de Jesus Cristo na terra é pentecostal, isto
assessorando-o.                                              porque o próprio Senhor após sua ressurreição disse aos
      Numa conversa informal com Revmo Bispo Ado-            Seus discípulos: “Mas recebereis a virtude do Espírito San-
nias fui desafiado a servir a Deus e à Igreja na cidade      to, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto
de Piracicaba, e, conhecedor do momento em que vive o        em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos
metodismo nesta região geográfica coloquei-me pronta-        confins da terra” (Atos 1:8). Tendo aguardado a promessa
mente a disposição. Desde o início, do momento em que        do Senhor unidos “... foram cheios do Espírito Santo, e
me comprometi a vir para Piracicaba, minha expecta-          começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito
tiva maior é cumprir meus anseios em servir a Deus, à        Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:4).
igreja, pastorear o rebanho do Senhor com muita dedi-              Somos todos pentecostais quando nos dispomos a dei-
cação e amor.                                                xar o Senhor agir em nós e através de nós para abençoar e
                                                             salvar vidas.
        Qual foi a sua reação quando soube para onde
iria?                                                               Como pretende conciliar essas tendências?
     Como respondi anteriormente, a minha reação foi de             Como disse anteriormente somos todos pentecostais e
gratidão e submissão a Deus. Estou certo de que Ele é quem   o importante e que juntos caminhemos sob a graça do Se-
chama, prepara e envia.                                      nhor olhando apenas para o autor e consumador da nossa
                                                             fé, e, cheios do Espírito Santo podermos abençoar, libertar,
     Que idéia fazia desta nova Igreja?                      confortar, ensinar, curar, e principalmente AMAR uns aos
     Eu já conhecia a Catedral Metodista de Piracica-        outros como Jesus nos ensinou. Esta é a melhor forma de
ba, uma vez que estou no distrito desde 2006, partici-       vivermos em harmonia!
GAIVOTA • Março/Abril • 2012 	             5

 CATEDRAL TEM NOVO PASTOR
      Belíssima e expressiva programação mar-
cou a posse do Rev. Tarcísio dos Santos, na Ca-
tedral Metodista de Piracicaba, no dia 5 de feve-
reiro. Foi um culto magnífico, com a presença e
posse também dos pastores coadjutores Luis de
Sousa Cardoso, Júnior Tavernard, Luiz Ferraz
dos Santos e José Carlos Barbosa. Também no
púlpito estavam nossos irmãos Gustavo Alvim,
                                                        baseou-se nos textos de Lucas 24: 44-51 e Atos 1: 8-15.
                                                        Com base neles, o pregador nos falou que Jesus, após
                                                        sua ressurreição, apareceu aos discípulos e lhes lembrou
                                                        tudo o que havia de acontecer e lhes diz que dessas coi-
                                                        sas eles eram testemunhas. E haveriam de receber o Es-
                                                        pírito Santo para serem suas testemunhas em Jerusalém,
                                                        em toda a Judeia e Samaria, até os confins da terra. E no
                                                        final da mensagem destacou alguns tópicos escritos por
                                                        João Wesley, ao falar do caráter do metodista no texto

a quem coube fazer a acolhida, e Ri-
nalva Cassiano da Silva, que condu-
ziu o momento de confissão. Coube
ao Rev. Tavernard apresentar o novo
pastor e seus familiares. Além dos hi-
nos, tivemos, ao final, após a Santa
Ceia, belo solo apresentado pela irmã
Jucimara, da Igreja Assembleia de
Deus, acompanhada por Mateus, seu
esposo, ao piano.
     A mensagem do pastor Tarcísio teve o seguinte      “Explicação Clara da Perfeição Cristã”. Salientou a pes-
tema: “Desafios para o nosso Tempo”. Ele iniciou lem-   soa do cristão metodista, que vive moldado por Deus e
                                                        preocupado em fazer a vontade do Pai Criador. E esse
                                                        é o desafio para todos nós: viver o amor de Cristo tão
                                                        intensamente que aquele que estiver ao nosso lado sinta
                                                        ser Jesus o seu Senhor, Salvador de toda a humanidade.
                                                                                            Ester Siqueira Bezerra




brando o dia em que o Senhor o encontrou e da sua
opção de caminhar no amor de Deus, por intermé-
dio da fé em Jesus Cristo, seu Salvador. Recordou-se
também da música: “Primeiro Amor”, de Carlinhos
Félix, que marcou sua vida, e fez da música um con-
vite para todos voltarem ao primeiro amor, ao Senhor
de nossas vidas. Sua mensagem profunda e marcante
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      Num dia ensolarado de verão, quando os termôme-       de estar muito à vontade e feliz de poder realizar sua
tros registraram temperaturas elevadas, chegando a 34º.     solitária tarefa.
graus, a Diretoria da SMM e suas Assessoras se reuniram           Bem humorada como sempre, Inayá anunciou um
na Chácara de Inayá Ometto, sob a presidência desta,        “break” para o almoço, que transcorreu, num ambien-
para planejar as atividades da Sociedade para 2012.         te de descontração, quando as mulheres saborearam as
      Criativa, competente, sem ser perfeccionista, à se-   delícias que trouxeram para compartilhar umas com as
melhança de Vera Baggio Alvim – ex-Presidente e ago-        outras. Mas antes disso acontecer, Vera, “secretária do-
ra Presidente Honorária da SMM –, Inayá, munida de          méstica” de Inayá, recebeu ordem de sua “chefe” para
uma sugestão para o roteiro das atividades e projetos       fritar quantos ovos fossem solicitados, agradando quem
para 2012, para a qual foi valiosa a avaliação de 2011,     aprecia tal prato. Quase no final do almoço, a Presiden-
fez uma reunião rápida e produtiva, nomeando Comis-         te mostrou seus dotes, oferecendo, na sobremesa, doces
sões, aprovando as propostas, que foram enriquecidas        de goiaba e mamão, e para acompanhar tais guloseimas
com as interessantes sugestões das sócias presentes, pra-   vieram o queijo, coalhada e bolo, este oferecido pelas
ticamente esgotando a pauta prevista para a primeira        sócia Naly Lopes Guimarães, acrescentando, assim, algo
etapa daquele dia.                                          mais ao saboroso cardápio. Para completar o almoço, foi
      Ao lado de Inayá, estava a Secretária de Atas, fun-   servido, pela dona da casa, delicioso suco de maracujá.
ção que nunca aparece, pois lhe cabe tão somente regis-           Estiveram presentes durante o dia todo, o Rev.
trar as decisões tomadas na reunião. Entretanto, Vivia-     Tarcísio dos Santos, novo pastor da Catedral, e sua es-
ne Barbosa da Silva, novata na função, dava a impressão     posa Cidinha. Com sua palavra inspiradora, simples e
GAIVOTA • Março/Abril • 2012 	             7




acolhedora, falou às mulheres, baseando sua reflexão no         Das atividades programadas, ressaltam duas delas,
texto de Lucas l: 26-30, com ênfase no versículo que      que merecem destaque por serem novidades: no mês de
diz: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim        maio, será introduzida a “Visita Surpresa” que a Socieda-
segundo a tua palavra”.                                   des do Distrito realizarão, fazendo e também recebendo
     Na segunda etapa da reunião, depois do almoço, o     visitas. A ideia foi da Secretária Distrital Keila Nicolau
planejamento foi completado, per-                                           Arruda Valente. A outra programação
correndo-se os meses de junho, julho                                        será um piquenique, com lanche na
e agosto, com as últimas programa-                                          cesta e toalha na grama, na Chácara de
ções, uma vez que haviam sido traba-                                        Inayá. Esse passeio será no mês de ju-
lhados os meses de fevereiro a maio.                                        lho. A devocional, nessa ocasião, estará
     Foi dada, então, oportunidade                                          a cargo de Cidinha, esposa do Pastor.
à Joana D’Arc Bicudo da Silva, res-                                         Atentem agora para o detalhe: o convite
ponsável pela Comissão de Visita-                                           é extensivo às crianças e juvenis.
ção, que relatou as atividades de seu                                            Encerrou-se a reunião com um
grupo. Em seu preâmbulo, muito                                              gostoso passeio pela Chácara e, em se-
comovente, comentou sobre as pes-                                           guida, aos poucos, o pessoal foi deixan-
soas que foram visitadas e, no final,                                       do aquele ambiente agradável em dire-
fez um apelo para que outras sócias se engajassem para    ção aos seus lares, com a certeza do dever cumprido.
poder ampliar o as atividades da Comissão.                                                              Clóris Alessi
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.MEMÓRIA.

 DEUS É SURPREENDENTE                                                                      Gustavo Jacques Dias Alvim


      Em janeiro de 1985, eclodiu no Instituto Educa-
cional Piracicabano (IEP)/ Universidade Metodista de
Piracicaba (UNIMEP), uma séria crise, motivada por
uma decisão arbitrária, intempestiva e descabida do seu
Conselho Diretor que, sob a alegação de desmandos ad-
ministrativos da Direção Geral da Instituição, demitiu
o reitor e o vice-reitor, na calada da noite, em pleno
mês de férias. Na realidade, a deliberação tinha motiva-
ção ideológica e causou um grande estrago na imagem
institucional. A notícia desse ato correu célere e pronta
reação da comunidade unimepiana e piracicabana não
se fez por esperar. Em poucas horas. o campus Centro,
onde estavam sediadas a direção geral e a reitoria, foi
ocupado por docentes, funcionários, estudantes e pes-
soas da própria cidade. À medida que o tempo passava,
cresciam os sentimentos de indignação com o ocorrido
e de solidariedade aos demitidos, por parte de parla-
mentos, entidades de direitos humanos, igrejas, autori-     por oito anos, fazendo, nesse tempo um grande tra-
dades governamentais e educacionais, numa proporção         balho e deixando uma saudade imensa ao se despedir.
inimaginável, ganhando a crise grandes espaços na mí-       Ele se aposentara em 1979 e regressara o seu país na-
dia, inclusive nacional.                                    tal. Levei um susto quando ouvi dele o seguinte: “Eu
       Evidentemente, a Igreja Metodista Nacional, Re-      estou querendo voltar ao Brasil, para passar aí o ano
gional e Local também foram atingidas negativamente,        próximo, mas gostaria de ter uma igreja pequena para
criando conflito e desarmonia entre seus membros, que       pastorear, uma casa para morar, em qualquer cidade que
tomavam um ou outro lado da questão. Houve mo-              esteja precisando, nada mais. Você o que pensa disso?
mentos de excessos, que deixaram mágoas em muitas           Será que o Bispo Messias aceita-me?” Muito alegre res-
pessoas. Como não podia deixar de ser, a Igreja Central     pondi: “Deixa comigo. Comprometo-me a falar com o
de Piracicaba foi a mais atingida , pois seus membros,      Bispo”. No dia seguinte, liguei para o Bispo e contei-
muitos deles ligados às Instituições, tomaram partidos      -lhe o episódio, mas me atrevi a trocar a igreja pequena
opostos, gerando questões complicadas na igreja local.      pelar Igreja Central. Ele foi rápido na resposta: “Será
Infelizmente, ao pastor da época faltou habilidade para     que ele aceita? Estou com dificuldades para fazer a no-
minimizar as consequências, criando dificuldades ainda      meação para Piracicaba. O sim dele, para mim, é uma
maiores ao deixar transparecer sua simpatia ao grupo        resposta às minhas orações. Consulte-o. Se for positiva
que defendia a medida do Conselho Diretor.                  a resposta, peça-lhe para me telefonar”. Quando contei
       Resolvida a crise, depois de 45 dias, por meio de    ao Rev. Cyrus o que eu tinha feito, ele deu aquela garga-
medida judicial, que repôs os demitidos em seus car-        lhada inconfundível e gostosa, antes de me dizer: “Não
gos, sabia-se que sobrara ao Bispo da Região um grande      precisava tanto, mas me sentirei feliz pastoreando mais
problema: substituir, ao final daquele ano, o pastor, que   um ano a minha querida Igreja em Piracicaba.“
não tinha a mínima condição para permanecer no cargo              E ele veio com a esposa. Aqui ficou um ano, como
de pastor titular da hoje Catedral.                         desejava. Com sua habilidade, seu relacionamento fácil,
      Foi quando Deus surpreendeu a todos. Estava che-      seu abraço afetuoso, suas palavras de amor e carinho, foi
gando o fim de 1985, quando recebo uma ligação dos          costurando aqui e ali, e, em pouco tempo a comunida-
Estados Unidos. Era do casal Marshlea e Cyrus Dawsey,       de estava toda recomposta e unida outra vez. Ele conse-
com os quais Vera, minha esposa e eu, falávamos de          guiu sarar as feridas abertas pela crise. Deus é mesmo
vez em quando. Ele havia sido pastor da Igreja Central      surpreendente!
GAIVOTA • Março/Abril • 2012 	               9

              A ESPERANÇA ANUNCIA:
   “PAZ SEJA CONVOSCO”
       “...Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!”
                                                        (Jo 20.26b)

      Num clima de angústia, medo, abandono, perda e                  3. O Deus que não desiste. Tomé não estava presen-
derrota os discípulos se escondem. Estão reunidos, com          te no momento em que o grupo encontrou Jesus. Mas a
as portas trancadas, mas aquele que vence distâncias, es-       comunidade o acolhe e dá a notícia: vimos o Senhor! Não
paço, tempo, lutas e dores, o Cristo vivo e ressurreto          houve recriminação e nem cobrança. Apenas uma consta-
vence a porta trancada e se coloca no meio deles, ofere-        tação: vimos o Senhor. Tomé coloca sua incredulidade,
cendo o que seus corações necessitavam: a paz.                  afinal o sofrimento também gera incredulidade. Mas, Je-
      1. O Deus que nunca nos abandona.                         sus não desiste de Tomé e volta para Tomé, para trazer paz
      Após a Páscoa, a vida vai retomando sua normali-          ao seu coração cheio de dúvidas, incertezas e solidão.
dade, entram em cena novamente os problemas, os sofri-                Hoje, é preciso crer antes de ver, pois é a fé que abre
mentos, os lutos e as angústias. Todos aqueles seguidores       nossos olhos à presença de Jesus e sua graça. Dostoiévski
carregam esta dor no olhar, na                                                           afirmava que e “existe no ser hu-
postura, e na própria ausência,                                                          mano um vazio do tamanho de
como é o caso de Tomé. Cristo                                                            Deus.” Portanto, ver Jesus é o
toma a iniciativa de colocar-se no                                                       anseio mais profundo do cora-
meio, de apresentar-se, de revelar-                                                      ção humano, mesmo sem o saber.
-se, de aproximar-se, de oferecer-                                                       Esta é a nossa missão como corpo
-se, de encontrar seus discípulos                                                        de Cristo: ajudar as pessoas a se
e a comunidade em sua realidade                                                          aproximarem de Jesus e a terem
existencial. A realidade dos discí-                                                      com Ele um encontro pessoal.
pulos ainda é de sexta-feira da                                                               Não podemos conformar-
paixão, apesar das palavras de                                                           -nos com o mundo em que vi-
Maria Madalena. Esta é, muitas                                                           vemos, onde domina a morte, o
vezes, a nossa realidade: nossos                                                         medo, o individualismo, a guer-
medos, inseguranças, resistências e falta de fé levam-nos       ra, a fome, a miséria. Devemos lutar para abrir as portas,
a trancar-nos atrás de nossas portas e reforçamos cada          como Jesus, colocando-nos em meio a estas situações,
vez mais as trancas. Ao colocar-se no meio, Jesus revela        levando paz e alegria. Pregar e viver como se os sinais de
que não desistiu e nem abandonou seus discípulos, mas           morte tivessem seus dias contados, declarando que Jesus
também revela que Deus vem ao nosso encontro para               está vivo e a vida vence a morte. Um judeu italiano que
destrancar as portas dos nossos corações.                       sobreviveu ao extermínio nazista em Auschwitz relatou
      2. A presença de Jesus traz alegria - O reconheci-        um caso de enforcamento naquele campo de concentra-
mento da presença do Cristo vivo e ressurreto provoca ale-      ção. Cada preso de guerra era forçado a assistir à morte
gria. Não uma alegria alienante e passageira, como aquela       dos companheiros. Naquele dia, a vítima respondia por
alegria que as drogas e baladas possuem, mas uma alegria        um “crime” diferente: havia explodido um forno de cre-
plena da esperança que a presença de Cristo transforma          mação em Birkenau. Segundos antes de ser enforcado
situações. Essa alegria não pode ser vivida em portas fecha-    por esse “crime”, aquele judeu se virou e gritou: “com-
das, ela transborda, contagia e multiplica-se. A partir da      panheiros, eu sou o último!”. Esta frase anunciava uma
paz ofertada e da dádiva do Espírito Santo ocorre o envio       esperança: a libertação que viria, embora ele não a pu-
para perdoar pecados. Perdão de pecados indica pacificação      desse experimentar. O mundo carece de esperança e paz.
da vida, um novo tempo, a “nova chance”. Quem se sen-           A esperança não deixa de anunciar: “Paz seja convosco”.
te reconciliado por Cristo também reconcilia no mundo.
                                                                                                    Amélia Tavares C. Neves
Quem acolheu a paz de Cristo faz dela fonte de vida e ale-                                       Redatora Voz Missionária,
gria, independentemente das circunstâncias da vida.                                                       pastora na 3ª RE
10	    GAIVOTA • Março/Abril • 2012




                       A ORAÇÃO
QUE PARECE NÃO TER SIDO OUVIDA
     Um poema virou história e conta o seguinte: uma          Que importante lição! A oração da menina não
professora de Escola Dominical convidou seus alunos      foi atendida tal como ela esperava, mas foi ouvida e
e suas alunas para irem a um piquenique no fim de se-    respondida de acordo com os propósitos de Deus,
mana e adiantou: “Se não chover vamos todos passar o     que sempre nos oferece o melhor.
dia no campo. Vai ser muito bom, vamos levar bastante         Em Marcos 14.36, Jesus Cristo pede ao Pai
lanche e brincar muito”. A turma de alunos era forma-    que afaste dele aquele cálice. A oração de Jesus teve
da por animados pré-                                                                     como resposta um
-adolescentes. Assim,                                                                    longo e doloroso si-
todos ficaram muito                                                                      lêncio. Será que sua
animados aguardando                                                                      prece não foi ouvi-
a chegada do sábado,                                                                     da? Com certeza foi,
para irem ao campo e                                                                     mas Deus tinha um
desfrutarem do deseja-                                                                   propósito: vida eter-
do piquenique.                                                                           na a todos os seus
     Um dos alunos,                                                                      filhos. Assim, Jesus
uma menina de apro-                                                                      Cristo, inocente, foi
ximadamente 12 anos,                                                                     imolado por nós, os
orou cada noite que                                                                      pecadores.
antecedeu o fim de                                                                            O       apóstolo
semana, pedindo ao                                                                       Paulo sofria com um
Pai do Céu para que                                                                      espinho na carne e
não chovesse no dia do                                                                   rogou muitas vezes
passeio programado.                                                                      ao Pai para que re-
     Finalmente, o sá-                                                                   tirasse o espinho e
bado chegou e, para                                                                      a resposta foi “a mi-
sua decepção, cho-                                                                       nha graça te basta”.
via torrencialmente.                                                                     Não foi a resposta
Da vidraça da janela                                                                     esperada por Paulo,
de sua casa, a garota                                                                    mas foi a resposta
olhava, a cada instan-                                                                   que Deus lhe deu.
te, as teimosas gotas                                                                    Assim como acon-
de chuva caírem, para                                                                    teceu com Paulo,
certificar-se se aquela                                                                  pode acontecer com
incômoda “visita” iria                                                                   cada um de nós. En-
logo embora.                                                                             tretanto lembremo-
     O mal tempo                                                                         -noss, Deus sempre
continuava, e ela, ven-                                                                  nos concederá o me-
do que a ousadia da                                                                      lhor.
chuva era mais forte                                                                          Será que com-
que seu desejo, desis-                                                                   preendemos quando
tiu de olhar o aguaceiro e passou o dia muito triste e   Deus nos responde com um não? Será que não é hora
acabrunhada. A família tentava ajudá-la dizendo que      de deixar que Ele conduza a nossa caminhada? Pense
outros dias viriam e outro piquenique seria agenda-      nisso e verá que, por trás de um não, haverá sempre
do. Chegando a noite, a garota foi dormir. Entretanto    um sim. Deus te abençoe!
antes de adormecer, apanhou seu diário e escreveu a
seguinte frase: HOJE O SENHOR DISSE NÃO.                                               Rinalva Cassiano da Silva
GAIVOTA • Março/Abril • 2012 	         11


                    UMAS e OUTRAS
      O Genival Cardoso tem sido um grande colabo-
rador da SMM. Primeiro, ajudando na elaboração das                SÓCIA DA SMM: não se esqueça de procurar
edições da Gaivota, do livro de Receitas, publicado no       a tesoureira Silvia Rolim para acertar a mensalidade
final do ano e agora com o novo Cancioneiro. Traba-          de R$ 7.00 mensais. Esta é uma das obrigações de
lho primoroso, digno do profissional que ele é. Muito        todas as sócias e esperamos que o façam com alegria
obrigada Genival!                                            no coração.

                                                                  LEITOR/A DE GAIVOTA: A distribuição
                                                             deste jornal é gratuita, no entanto, tem um custo
                                                             que não é pequeno. Se você deseja colaborar, o pre-
                                                             ço por exemplar é de R$ 4,00. Agradecemos ante-
                                                             cipadamente.

                                                                É com grande pesar que registramos o falecimento
                                                            de duas grandes amigas: Carlota Machado, no final do
                                                            ano passado, e Eunicia Silvestre no início deste ano.

                                                                                            CARLOTA           foi
                                                                                            muito laboriosa
                                                                                            nos trabalhos da
      O novo Cancioneiro, que foi todo revisado e
 ampliado, já saiu e está maravilhoso. Foi um trabalho                                      sociedade, em es-
 de muito fôlego em que Maria Leny Alessi, Clóris                                           pecial na cozinha,
 Alessi e Vera Alvim se debruçaram com afinco e de-                                         fazendo deliciosas
 dicação. Parabéns pelo excelente resultado!                                                roscas para a Cam-
                                                                                            panha dos Talen-
     As sócias Mirce Lavoura e Rinalva C. Silva rece-                                       tos. Estava sempre
beram o título de “Sócia Benfeitora da AMAS”, no do-
                                                                                            pronta para ajudar
mingo dia 4 de março. Foi uma homenagem justa e
bastante merecida. Parabéns a ambas!                                                        no que fosse preciso.

      O domingo da posse do Rev. Tarcísio e dos pas-         EUNICIA, só-
 tores coadjutores foi bastante festivo. A igreja estava     cia antiga, até
 repleta, com muitos visitantes. Um grande grupo da          quando pode,
 Igreja de Capivari veio prestigiar a posse e aproveitou     cantou no coral
 para amenizar a saudade. A seguir, houve um ani-
                                                             da igreja. Fazia
 mado almoço da travessinha, oportunidade em que
 pudemos conhecer mais de perto o novo pastor e sua          lindos trabalhos
 simpática família.                                          em crochê e ex-
                                                             punha alegre-
     O livro “Receitas de Talentos” saiu com agrade-         mente no bazar
cimentos a várias pessoas e, por um lapso, o nome da         de Natal. Era
Rinalva foi omitido. Foi dela a ideia da 1ª edição e tam-    bonito vê-la na Escola Dominical, cercada pelos
bém foi a grande incentivadora para que fosse reeditado
                                                             netos que ela fazia questão de trazer à Igreja.
o novo caderno. Fica, pois, registrada a nossa falha e o
agradecimento pelo apoio recebido durante a elaboração           Foram duas grandes perdas lembradas com muita
do mesmo. Temos tido retorno de pessoas que testaram        saudade. Desejamos que Deus conforte e console os fa-
e aprovaram ali as receitas publicadas.                     miliares neste momento de grande pesar.
12	     GAIVOTA • Março/Abril • 2012




                          Passagem
      Desde a infância apren-
demos que a Páscoa é uma pra-
zerosa festa cristã. Os ovos de
chocolate que ano a ano são aper-
feiçoados em sabores, recheios e
enfeites, colorem e adocicam esse
momento especial de nossa reli-
giosidade. Particularmente, trago
lembranças deliciosas das Páscoas
do inverno paranaense, celebra-
das em nossa pequena igreja num
café comunitário, onde os dotes
culinários de irmãs e irmãos nos
aqueciam a alma com seus cho-
colates, bolos e roscas. Momen-
tos de partilhar a vida festejada na
ressurreição de Cristo.
      Contudo, a Páscoa, ao longo
do tempo, ganhou outros signi-
ficados. Num mundo atribulado
como o nosso, esses dias são celebrados também pelo              A etimologia da palavra mostra que pasca ou
feriado e a oportunidade de descanso que propiciam.         pascha (pasça), do grego, ou pecach (xop) do he-
Tempo de viajar, rever amigos, parentes, ou somente         braico, se refere a “passagem”, numa alusão àquela
buscar momentos de tranquilidade e recreação. Desta         que o povo fez da escravidão para a liberdade, e que
maneira, o turismo ganha espaço importante. O co-           no Novo Testamento é fortalecida e ampliada por
mércio, as promoções, tomam sentido na cultura e no         Cristo na superação da morte pela vida. No entan-
calendário. Assim à Páscoa se incorporam significados       to, se buscássemos um sentido mais contextualiza-
diversos, relacionados aos interesses e as conveniências    do, talvez fosse possível vislumbrar algo prático e
de cada pessoa e família.                                   assumir, com sinceridade e clareza, outras transições
                                                            requeridas pelo cristianismo, como a passagem da
      Mas Páscoa vai além destas alegorias e nos remete
                                                            tristeza para a alegria, do pecado para santificação,
a uma tradicional festa judaica que comemora a liberta-
                                                            da omissão para a ação, da mentira para a verdade,
ção do povo judeu da escravidão e se estende do décimo
                                                            da hipocrisia para a sinceridade, da arrogância para
quarto ao vigésimo dia do mês Nisã (Abril), quando os
                                                            o arrependimento, da indiferença para o compro-
israelitas tem o costume de matar e comer o “cordeiro
                                                            metimento.
pascal” – um cordeiro assado – em memória do dia no
                                                                 Assim, quem sabe, na lembrança dos significados
qual seus pais, preparando-se para sair do Egito, foram
                                                            deste evento, possamos evocar uma Páscoa que reavi-
ordenados por Deus a matar e comer um cordeiro e as-
                                                            ve, de fato, a vida, transformando intensamente nossas
pergir as ombreiras de suas portas com seu sangue, para
                                                            ações, reações, intenções, interesses e relacionamentos,
que o anjo destruidor, vendo este sangue, não deixasse
                                                            deixando esta data calar mais fundo em nós e, por nosso
que os filhos primogênitos fossem mortos, conforme re-
                                                            testemunho e mudança, inspirar a renovação de outros
lata o Êxodo. Cristo foi crucificado na sexta-feira desta
                                                            e outras também.
festa e é comparado ao cordeiro pascal imolado, que
                                                                 Feliz Páscoa, Feliz Passagem!
morreu por nós, livrou-nos da morte e da escravidão
do pecado por seu sangue e, segundo o relato bíblico,                              Rev. Nilson da Silva Júnior
ressurreto no domingo pascal.                                             Pastoral Universitária da UNIMEP

Gaivota 167

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    Ano 20 Março – Abril / 2012 nº 167 HOMENAGEM PÓSTUMA A ELIAS BOAVENTURA No dia 17 de março, a UNIMEP prestou comovente em defesa da justiça, dos homenagem póstuma para reverenciar a memória do Prof. direitos humanos, da dig- Dr. Elias Boaventura, que faleceu no dia 7 de janeiro, de- nidade de vida, sempre ao pois de ter sofrido um AVC e longo período de internação lado dos excluídos, dando hospitalar. A devocional, dirigida pela Pastoral Universitá- marcante testemunho do ria, propiciou o momento para agradecimento a Deus pela Evangelho de Cristo. Nes- vida desse consagrado servo de Deus. A seguir, foram ou- sa ocasião, a família do ho- vidos vários depoimentos, que destacaram o seu trabalho menageado promoveu o como cidadão, educador e servo de Deus. Elias foi reitor lançamento do livro “Desmemórias 2 – A lição que ficou”, da UNIMEP de 1978 a 1986 e se destacou pela sua luta obra que ainda estava no prelo, por ocasião de sua morte. ELEITA A NOVA DIRETORIA DA SMM ENCONTRO “ON LINE” O primeiro “Encontro “On line”, do ano de 2012, será no dia 14 de abril, sábado, iniciando-se às l0h, com o estudo do tema e após almoço da travessinha, continuida- de na parte da tarde. O tema do encontro será “Mulheres atravessando fronteiras”. TEM INÍCIO A CAMPANHA DOS TALENTOS Na reunião do mês de dezembro, foi eleita a nova Na reunião mensal de março, será dado início a “Cam- Diretoria da SMM para 2012-2013, que ficou assim panha dos Talentos”. A Comissão indicada está composta constituída: Presidente: Inayá Ometto; Vice: Priscila das seguintes sócias: Joana D’Arc Bicudo da Silva, Claudi- B. Segabinazzi; Secretária néia Silva, Vera Lígia Carvalho, Susana Maia e Clóris Alessi. de Atas: Viviane B. da Silva; Secretária Correspondente: PASTORES DA IGREJA Wilma B. Câmara; Tesou- reira: Silvia Rolim. SERÃO HOMENAGEADOS Nessa reunião, Vera B. No dia 22 de abril, “Dia do Pastor”, domingo, em Alvim, que dirigiu a SMM culto de ação de graças, os pastores de nossa Igreja serão por 15 anos, foi surpreendi- homenageados. O Ministério da Liturgia cuidará des- da com a homenagem, mui- se momento. A presença da comunidade metodista da to merecida, outorgando a Catedral é muito importante, não só para cumprimen- ela o título de “Presidente tar os queridos Pastores, mas, especialmente, agradecer Honorária da SMM”. a Deus pela vida e obra de cada um deles. CRISTÃS COMEMORAM O DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO Mulheres de mais de 170 países se reuniram no dia prédio, onde reside a sócia Vera Quintanilha Cantoni, 2 de março, para celebrar o “Dia Mundial de Oração”. uma das organizadoras do evento. Nesse ano, o tema foi: Em Piracicaba, há 20 anos, um grupo significativo de “Que a justiça prevaleça”. O programa foi elaborado pelas mulheres de várias crenças comemoram a data em culto mulheres cristãs da Malásia. Compareceram aproximada- ecumênico, nos últimos anos realizado na Catedral Meto- mente quarenta pessoas, tendo como preletor o Rev.Tar- dista. Este último, por motivos especiais, realizou-se num císio dos Santos, pastor da Catedral Metodista.
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    2 GAIVOTA • Março/Abril • 2012 COMEMORADO O Corpo Editorial DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO O Dia Mundial de Oração foi comemorado no dia 2 de março de 2012, com a presença de aproxima- damente 40 pessoas. A celebração foi conduzida pela Revª. Romilde Sant’Ana, com programa elaborado pe- las mulheres da Malásia. Vários cânticos foram entoa- Clóris, Vera, Inayá, Darlene e Rinalva dos e a Viviane Sant’Ana fez lindo solo. Um breve relato sobre a Malásia foi lido pela Vera Cantoni. A mensagem, cujo texto proposto era do livro de Expediente Habacuque, foi transmitida pelo Revº. Tarcisio dos GAIVOTA é o órgão oficial da Sociedade de Mulheres da Catedral Santos. Em resumo, disse o pastor: Metodista de Piracicaba. “Nesse texto, o profeta Habacuque questiona Redatora: Deus sobre a realidade que seu povo vivia e pergunta: Vera Baggio Alvim Corpo Editorial: até quando? Até quando a injustiça campeará? Haba- Clóris Alessi cuque espera pacientemente no Senhor. Ele se lem- Darlene Barbosa Schützer brará da fidelidade suprema do Senhor em destruir Inayá Ometto Rinalva Cassiano Silva todo o pecado e maldade. Produção e Impressão: Equilíbrio Prints - (19) 2532-3535 Diagramação: Genival Cardoso Fotos: Márcia Regina A. C. Nicolau, Rosália Ometto e Viviane Barbosa Distribuição: Wilma B. Câmara e Daniela M. A. de Melo Jornalista Responsável: Gustavo Jacques Dias Alvim - MTb 19.492/SP Diretoria da SMM “Habacuque dialoga com Deus com muita liber- dade. Nós, entretanto, somos tímidos para falar com Inayá, Silvia, Wilma, Viviane, Vera e Priscila. Deus. Hoje, também, somos chamados a profetizar, bem como questionar nossos governantes e autori- Presidente: dades quanto à corrupção e abuso de poder. Somos Inayá Toledo Veiga Ometto chamados a buscar a justiça e o direito do outro, e a Vice: Priscila Barroso Segabinazzi lutar pela moral. Ser profeta hoje é ir ao encontro do Secretária de ata: necessitado. Viviane Barbosa da Silva “Que Deus nos conduza, em nosso tempo, a Sec. Correpondentes: profetizar tendo como a justiça”. Wilma Baggio Câmara da Silva Um fraterno momento de confraternização en- Tesoureira: Sílvia Novaes Rolim cerrou esse evento tão significativo. Agente da Voz Missionária: Inayá Toledo Veiga Ometto Cinira Cirillo Cesar
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    GAIVOTA • Março/Abril• 2012 3 PASCOA CRISTÃ, UMA INSPIRAÇÃO! O conceito comum orientação de Jesus: “Que difundido sobre páscoa vos ameis uns aos outros; relaciona-se à imagem do como eu vos amei a vós” (Jo coelhinho e dos ovos, es- 13:34). pecialmente para as crian- O desejo em par- ças. A verdadeira história, ticipar da ceia inspira a no entanto, deixou de ser pensar no sofrimento que contada, e infelizmente, Jesus experimentou para ano após ano, a primeira que se cumprisse o projeto incidência da chegada da salvífico de Deus: “eu vim páscoa é o início de acir- para que tenham vida, e a rada campanha para a co- tenham com abundância” mercialização de ovos de (Jo 10:10). chocolates, e mais e mais Ao nos conformar- inovações, transforman- mos com uma vida medí- do, o que deveria ser o maior evento cristão, num simples e ocre, uma vida de dor, tristeza, escravidão, negamos o momentâneo prazer gastronômico. Diante disto proponho sofrimento pelo qual Jesus passou em favor da humani- uma breve reflexão sobre a páscoa cristã e sua inspiração. dade, e isso é a não aceitação de que “pelas suas pisaduras A comemoração do livramento da escravidão do fomos sarados” (Is 53:5c). Egito, realizado de forma extraordinária por Deus, era Aceitar a paixão de Cristo é aceitar a vida, é ex- uma festa anualmente celebrada, a chamada festa da perimentar o cuidado do Pai: “Trazei depressa a melhor Páscoa. Festa esta que Jesus desejou muito celebrar com roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas seus amigos e amigas como escreve o evangelista Lucas: nos pés” (Lc 15:22). “E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais ...reconhecer a cruz até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lc 22:15-16). A última ceia é marcada pela afirmação do sofri- Ao dizer “desejei muito comer convosco esta páscoa, mento e da morte: “antes que padeça”. Jesus tinha co- antes que padeça”, o Senhor manifesta a sua disposição nhecimento do que estava por vir e na mesa Ele mani- em cumprir a missão que a Ele foi confiada, dispondo- festou a alegria do convívio, mas também a angústia do -se ir até a morte. Ao expressar o desejo de participar que deveria experimentar. Este encontro remete à cruz! daquele momento, Jesus convida-nos a uma reflexão so- Em torno da mesa o Senhor se faz corpo e sangue. bre sua vida, sua paixão, morte e ressurreição. Reflexão Trazer à memória a imagem da cruz é lembrar o que nos inspira a... momento em que o Senhor Jesus esteve só, era o cum- ... ter vida e aceitar a paixão de Cristo primento do ministério que somente Ele poderia expe- rimentar “Eli, Eli, Iamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus A experiência de partilhar o alimento, trazendo à meu, por que me desamparaste?” (Mt 27:46). memória Jesus como o pão da vida, deve ser vivenciada constantemente por todos/as os/as cristãos/ãs, e isso so- ...dar louvores. Jesus ressuscitou! mente pode ser experimentado se for adotado o Senhor Ao dizer que “...até que ela se cumpra no reino de Jesus como modelo. Deus” (Lc 22:16), o Senhor motiva a participação como Jesus veio ao nosso encontro como homem para Ele, ardentemente, da Páscoa. Experimentar os elemen- iniciar o maravilhoso projeto salvífico de Deus. Em tos da Ceia na certeza da ressurreição é viver a alegria vida, o Senhor Jesus cumpriu cuidadosamente a sua do Reino, tendo na lembrança a bendita paixão, morte missão. Como discípulos/as de Jesus devemos continu- e ressurreição de Cristo Jesus. Esta é a Páscoa Cristã que ar a partilhar do pão da vida: “... aquele que crê em mim inspira ainda hoje toda humanidade. O Reino de Deus também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que chegou! Agora não há mais dor, não há mais tristeza, estas, porque eu vou para meu Pai” (Jo 14:12). não há mais sofrimento, Jesus ressuscitou, a morte foi A afirmação de fé do/a cristão/ã lhe permite dizer vencida, aleluia! que não há vida fora do Evangelho de Cristo e a vida Rev. Tarcísio dos Santos que vive deve cumprir o propósito de Deus segundo a Pastor da Catedral Metodista de Piracicaba
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    4 GAIVOTA • Março/Abril • 2012 “Minha prioridade é servir a Deus e a comunidade” Entrevista de Clóris Alessi O Rev. Tarcísio dos Santos pando de diversos eventos, encontros, tanto com os pas- é o novo pastor titular da Ca- tores quanto com muitos membros desta comunidade. tedral Metodista de Piracicaba. No entanto, também é verdade que muitos membros Natural de Belo Horizonte, 44 eu ainda não conhecia, mas confesso que encontrei pes- anos, casado com Maria Apare- soas maravilhosas, receptivas, como é característico do cida e pai de Gustavo e Anna povo metodista. Flávia. Graduado em filosofia e teologia, pós graduado em Éti- Que planos tem para dirigir uma Igreja conhe- ca e Filosofia Política e Mestre cida como tradicional? em Ciências da Religião, linha de pesquisa Religião e Antes de qualquer coisa, deixo claro que, como todo Dependência Química. Ele foi procurado pela repor- metodista, sou tradicional. A nossa Igreja tem história, tagem da Gaivota e, muito gentilmente, aceitou falar tem valores construídos ao longo dos anos. Temos uma de si mesmo, de suas expectativas e seus planos. Muito base sólida mantida por documentos que norteiam as preciso e seguro em suas respostas e opiniões, o pastor nossas ações, conservamos as tradições wesleyanas, e prin- respondeu todas as perguntas: cipalmente, considerando que a Bíblia Sagrada é nossa base de fé e prática. Desde quando é metodista? A Igreja Metodista é tradicional e isto faz dela Fui recebido na Igreja Metodista no ano de 1986 na uma Igreja plural, onde é possível pensar e deixar pen- cidade de Santa Luzia – MG, de lá para tenho servido a sar. Existem características específicas na vida das co- Deus e à Igreja em diferentes áreas. munidades, que as tornam especiais, no entanto, o es- sencial, que é servir a Deus, vivendo e priorizando o Onde estudou teologia? Santo Evangelho de Jesus não muda e nem pode mudar Na UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. de igreja para igreja. Durante o último Concílio, quando foi indica- Como presbítero metodista minha prioridade é servir do para a Catedral de Piracicaba, quais eram as suas a Deus e à comunidade, fazendo a vontade de Deus e per- expectativas? mitindo que a Sua glória seja manifestada em minha vida Nomeação é uma prerrogativa episcopal e o bis- e através da minha vida, e, são estes os meus planos. po presidente da Região Eclesiástica tem a função de nomear, e, como Superintendente Distrital tive a O Sr. é da linha Pentecostal? oportunidade de participar no processo de nomeação A Igreja de Jesus Cristo na terra é pentecostal, isto assessorando-o. porque o próprio Senhor após sua ressurreição disse aos Numa conversa informal com Revmo Bispo Ado- Seus discípulos: “Mas recebereis a virtude do Espírito San- nias fui desafiado a servir a Deus e à Igreja na cidade to, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto de Piracicaba, e, conhecedor do momento em que vive o em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos metodismo nesta região geográfica coloquei-me pronta- confins da terra” (Atos 1:8). Tendo aguardado a promessa mente a disposição. Desde o início, do momento em que do Senhor unidos “... foram cheios do Espírito Santo, e me comprometi a vir para Piracicaba, minha expecta- começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito tiva maior é cumprir meus anseios em servir a Deus, à Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:4). igreja, pastorear o rebanho do Senhor com muita dedi- Somos todos pentecostais quando nos dispomos a dei- cação e amor. xar o Senhor agir em nós e através de nós para abençoar e salvar vidas. Qual foi a sua reação quando soube para onde iria? Como pretende conciliar essas tendências? Como respondi anteriormente, a minha reação foi de Como disse anteriormente somos todos pentecostais e gratidão e submissão a Deus. Estou certo de que Ele é quem o importante e que juntos caminhemos sob a graça do Se- chama, prepara e envia. nhor olhando apenas para o autor e consumador da nossa fé, e, cheios do Espírito Santo podermos abençoar, libertar, Que idéia fazia desta nova Igreja? confortar, ensinar, curar, e principalmente AMAR uns aos Eu já conhecia a Catedral Metodista de Piracica- outros como Jesus nos ensinou. Esta é a melhor forma de ba, uma vez que estou no distrito desde 2006, partici- vivermos em harmonia!
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    GAIVOTA • Março/Abril• 2012 5 CATEDRAL TEM NOVO PASTOR Belíssima e expressiva programação mar- cou a posse do Rev. Tarcísio dos Santos, na Ca- tedral Metodista de Piracicaba, no dia 5 de feve- reiro. Foi um culto magnífico, com a presença e posse também dos pastores coadjutores Luis de Sousa Cardoso, Júnior Tavernard, Luiz Ferraz dos Santos e José Carlos Barbosa. Também no púlpito estavam nossos irmãos Gustavo Alvim, baseou-se nos textos de Lucas 24: 44-51 e Atos 1: 8-15. Com base neles, o pregador nos falou que Jesus, após sua ressurreição, apareceu aos discípulos e lhes lembrou tudo o que havia de acontecer e lhes diz que dessas coi- sas eles eram testemunhas. E haveriam de receber o Es- pírito Santo para serem suas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, até os confins da terra. E no final da mensagem destacou alguns tópicos escritos por João Wesley, ao falar do caráter do metodista no texto a quem coube fazer a acolhida, e Ri- nalva Cassiano da Silva, que condu- ziu o momento de confissão. Coube ao Rev. Tavernard apresentar o novo pastor e seus familiares. Além dos hi- nos, tivemos, ao final, após a Santa Ceia, belo solo apresentado pela irmã Jucimara, da Igreja Assembleia de Deus, acompanhada por Mateus, seu esposo, ao piano. A mensagem do pastor Tarcísio teve o seguinte “Explicação Clara da Perfeição Cristã”. Salientou a pes- tema: “Desafios para o nosso Tempo”. Ele iniciou lem- soa do cristão metodista, que vive moldado por Deus e preocupado em fazer a vontade do Pai Criador. E esse é o desafio para todos nós: viver o amor de Cristo tão intensamente que aquele que estiver ao nosso lado sinta ser Jesus o seu Senhor, Salvador de toda a humanidade. Ester Siqueira Bezerra brando o dia em que o Senhor o encontrou e da sua opção de caminhar no amor de Deus, por intermé- dio da fé em Jesus Cristo, seu Salvador. Recordou-se também da música: “Primeiro Amor”, de Carlinhos Félix, que marcou sua vida, e fez da música um con- vite para todos voltarem ao primeiro amor, ao Senhor de nossas vidas. Sua mensagem profunda e marcante
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    6 GAIVOTA • Março/Abril • 2012 Num dia ensolarado de verão, quando os termôme- de estar muito à vontade e feliz de poder realizar sua tros registraram temperaturas elevadas, chegando a 34º. solitária tarefa. graus, a Diretoria da SMM e suas Assessoras se reuniram Bem humorada como sempre, Inayá anunciou um na Chácara de Inayá Ometto, sob a presidência desta, “break” para o almoço, que transcorreu, num ambien- para planejar as atividades da Sociedade para 2012. te de descontração, quando as mulheres saborearam as Criativa, competente, sem ser perfeccionista, à se- delícias que trouxeram para compartilhar umas com as melhança de Vera Baggio Alvim – ex-Presidente e ago- outras. Mas antes disso acontecer, Vera, “secretária do- ra Presidente Honorária da SMM –, Inayá, munida de méstica” de Inayá, recebeu ordem de sua “chefe” para uma sugestão para o roteiro das atividades e projetos fritar quantos ovos fossem solicitados, agradando quem para 2012, para a qual foi valiosa a avaliação de 2011, aprecia tal prato. Quase no final do almoço, a Presiden- fez uma reunião rápida e produtiva, nomeando Comis- te mostrou seus dotes, oferecendo, na sobremesa, doces sões, aprovando as propostas, que foram enriquecidas de goiaba e mamão, e para acompanhar tais guloseimas com as interessantes sugestões das sócias presentes, pra- vieram o queijo, coalhada e bolo, este oferecido pelas ticamente esgotando a pauta prevista para a primeira sócia Naly Lopes Guimarães, acrescentando, assim, algo etapa daquele dia. mais ao saboroso cardápio. Para completar o almoço, foi Ao lado de Inayá, estava a Secretária de Atas, fun- servido, pela dona da casa, delicioso suco de maracujá. ção que nunca aparece, pois lhe cabe tão somente regis- Estiveram presentes durante o dia todo, o Rev. trar as decisões tomadas na reunião. Entretanto, Vivia- Tarcísio dos Santos, novo pastor da Catedral, e sua es- ne Barbosa da Silva, novata na função, dava a impressão posa Cidinha. Com sua palavra inspiradora, simples e
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    GAIVOTA • Março/Abril• 2012 7 acolhedora, falou às mulheres, baseando sua reflexão no Das atividades programadas, ressaltam duas delas, texto de Lucas l: 26-30, com ênfase no versículo que que merecem destaque por serem novidades: no mês de diz: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim maio, será introduzida a “Visita Surpresa” que a Socieda- segundo a tua palavra”. des do Distrito realizarão, fazendo e também recebendo Na segunda etapa da reunião, depois do almoço, o visitas. A ideia foi da Secretária Distrital Keila Nicolau planejamento foi completado, per- Arruda Valente. A outra programação correndo-se os meses de junho, julho será um piquenique, com lanche na e agosto, com as últimas programa- cesta e toalha na grama, na Chácara de ções, uma vez que haviam sido traba- Inayá. Esse passeio será no mês de ju- lhados os meses de fevereiro a maio. lho. A devocional, nessa ocasião, estará Foi dada, então, oportunidade a cargo de Cidinha, esposa do Pastor. à Joana D’Arc Bicudo da Silva, res- Atentem agora para o detalhe: o convite ponsável pela Comissão de Visita- é extensivo às crianças e juvenis. ção, que relatou as atividades de seu Encerrou-se a reunião com um grupo. Em seu preâmbulo, muito gostoso passeio pela Chácara e, em se- comovente, comentou sobre as pes- guida, aos poucos, o pessoal foi deixan- soas que foram visitadas e, no final, do aquele ambiente agradável em dire- fez um apelo para que outras sócias se engajassem para ção aos seus lares, com a certeza do dever cumprido. poder ampliar o as atividades da Comissão. Clóris Alessi
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    8 GAIVOTA • Março/Abril • 2012 .MEMÓRIA. DEUS É SURPREENDENTE Gustavo Jacques Dias Alvim Em janeiro de 1985, eclodiu no Instituto Educa- cional Piracicabano (IEP)/ Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), uma séria crise, motivada por uma decisão arbitrária, intempestiva e descabida do seu Conselho Diretor que, sob a alegação de desmandos ad- ministrativos da Direção Geral da Instituição, demitiu o reitor e o vice-reitor, na calada da noite, em pleno mês de férias. Na realidade, a deliberação tinha motiva- ção ideológica e causou um grande estrago na imagem institucional. A notícia desse ato correu célere e pronta reação da comunidade unimepiana e piracicabana não se fez por esperar. Em poucas horas. o campus Centro, onde estavam sediadas a direção geral e a reitoria, foi ocupado por docentes, funcionários, estudantes e pes- soas da própria cidade. À medida que o tempo passava, cresciam os sentimentos de indignação com o ocorrido e de solidariedade aos demitidos, por parte de parla- mentos, entidades de direitos humanos, igrejas, autori- por oito anos, fazendo, nesse tempo um grande tra- dades governamentais e educacionais, numa proporção balho e deixando uma saudade imensa ao se despedir. inimaginável, ganhando a crise grandes espaços na mí- Ele se aposentara em 1979 e regressara o seu país na- dia, inclusive nacional. tal. Levei um susto quando ouvi dele o seguinte: “Eu Evidentemente, a Igreja Metodista Nacional, Re- estou querendo voltar ao Brasil, para passar aí o ano gional e Local também foram atingidas negativamente, próximo, mas gostaria de ter uma igreja pequena para criando conflito e desarmonia entre seus membros, que pastorear, uma casa para morar, em qualquer cidade que tomavam um ou outro lado da questão. Houve mo- esteja precisando, nada mais. Você o que pensa disso? mentos de excessos, que deixaram mágoas em muitas Será que o Bispo Messias aceita-me?” Muito alegre res- pessoas. Como não podia deixar de ser, a Igreja Central pondi: “Deixa comigo. Comprometo-me a falar com o de Piracicaba foi a mais atingida , pois seus membros, Bispo”. No dia seguinte, liguei para o Bispo e contei- muitos deles ligados às Instituições, tomaram partidos -lhe o episódio, mas me atrevi a trocar a igreja pequena opostos, gerando questões complicadas na igreja local. pelar Igreja Central. Ele foi rápido na resposta: “Será Infelizmente, ao pastor da época faltou habilidade para que ele aceita? Estou com dificuldades para fazer a no- minimizar as consequências, criando dificuldades ainda meação para Piracicaba. O sim dele, para mim, é uma maiores ao deixar transparecer sua simpatia ao grupo resposta às minhas orações. Consulte-o. Se for positiva que defendia a medida do Conselho Diretor. a resposta, peça-lhe para me telefonar”. Quando contei Resolvida a crise, depois de 45 dias, por meio de ao Rev. Cyrus o que eu tinha feito, ele deu aquela garga- medida judicial, que repôs os demitidos em seus car- lhada inconfundível e gostosa, antes de me dizer: “Não gos, sabia-se que sobrara ao Bispo da Região um grande precisava tanto, mas me sentirei feliz pastoreando mais problema: substituir, ao final daquele ano, o pastor, que um ano a minha querida Igreja em Piracicaba.“ não tinha a mínima condição para permanecer no cargo E ele veio com a esposa. Aqui ficou um ano, como de pastor titular da hoje Catedral. desejava. Com sua habilidade, seu relacionamento fácil, Foi quando Deus surpreendeu a todos. Estava che- seu abraço afetuoso, suas palavras de amor e carinho, foi gando o fim de 1985, quando recebo uma ligação dos costurando aqui e ali, e, em pouco tempo a comunida- Estados Unidos. Era do casal Marshlea e Cyrus Dawsey, de estava toda recomposta e unida outra vez. Ele conse- com os quais Vera, minha esposa e eu, falávamos de guiu sarar as feridas abertas pela crise. Deus é mesmo vez em quando. Ele havia sido pastor da Igreja Central surpreendente!
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    GAIVOTA • Março/Abril• 2012 9 A ESPERANÇA ANUNCIA: “PAZ SEJA CONVOSCO” “...Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!” (Jo 20.26b) Num clima de angústia, medo, abandono, perda e 3. O Deus que não desiste. Tomé não estava presen- derrota os discípulos se escondem. Estão reunidos, com te no momento em que o grupo encontrou Jesus. Mas a as portas trancadas, mas aquele que vence distâncias, es- comunidade o acolhe e dá a notícia: vimos o Senhor! Não paço, tempo, lutas e dores, o Cristo vivo e ressurreto houve recriminação e nem cobrança. Apenas uma consta- vence a porta trancada e se coloca no meio deles, ofere- tação: vimos o Senhor. Tomé coloca sua incredulidade, cendo o que seus corações necessitavam: a paz. afinal o sofrimento também gera incredulidade. Mas, Je- 1. O Deus que nunca nos abandona. sus não desiste de Tomé e volta para Tomé, para trazer paz Após a Páscoa, a vida vai retomando sua normali- ao seu coração cheio de dúvidas, incertezas e solidão. dade, entram em cena novamente os problemas, os sofri- Hoje, é preciso crer antes de ver, pois é a fé que abre mentos, os lutos e as angústias. Todos aqueles seguidores nossos olhos à presença de Jesus e sua graça. Dostoiévski carregam esta dor no olhar, na afirmava que e “existe no ser hu- postura, e na própria ausência, mano um vazio do tamanho de como é o caso de Tomé. Cristo Deus.” Portanto, ver Jesus é o toma a iniciativa de colocar-se no anseio mais profundo do cora- meio, de apresentar-se, de revelar- ção humano, mesmo sem o saber. -se, de aproximar-se, de oferecer- Esta é a nossa missão como corpo -se, de encontrar seus discípulos de Cristo: ajudar as pessoas a se e a comunidade em sua realidade aproximarem de Jesus e a terem existencial. A realidade dos discí- com Ele um encontro pessoal. pulos ainda é de sexta-feira da Não podemos conformar- paixão, apesar das palavras de -nos com o mundo em que vi- Maria Madalena. Esta é, muitas vemos, onde domina a morte, o vezes, a nossa realidade: nossos medo, o individualismo, a guer- medos, inseguranças, resistências e falta de fé levam-nos ra, a fome, a miséria. Devemos lutar para abrir as portas, a trancar-nos atrás de nossas portas e reforçamos cada como Jesus, colocando-nos em meio a estas situações, vez mais as trancas. Ao colocar-se no meio, Jesus revela levando paz e alegria. Pregar e viver como se os sinais de que não desistiu e nem abandonou seus discípulos, mas morte tivessem seus dias contados, declarando que Jesus também revela que Deus vem ao nosso encontro para está vivo e a vida vence a morte. Um judeu italiano que destrancar as portas dos nossos corações. sobreviveu ao extermínio nazista em Auschwitz relatou 2. A presença de Jesus traz alegria - O reconheci- um caso de enforcamento naquele campo de concentra- mento da presença do Cristo vivo e ressurreto provoca ale- ção. Cada preso de guerra era forçado a assistir à morte gria. Não uma alegria alienante e passageira, como aquela dos companheiros. Naquele dia, a vítima respondia por alegria que as drogas e baladas possuem, mas uma alegria um “crime” diferente: havia explodido um forno de cre- plena da esperança que a presença de Cristo transforma mação em Birkenau. Segundos antes de ser enforcado situações. Essa alegria não pode ser vivida em portas fecha- por esse “crime”, aquele judeu se virou e gritou: “com- das, ela transborda, contagia e multiplica-se. A partir da panheiros, eu sou o último!”. Esta frase anunciava uma paz ofertada e da dádiva do Espírito Santo ocorre o envio esperança: a libertação que viria, embora ele não a pu- para perdoar pecados. Perdão de pecados indica pacificação desse experimentar. O mundo carece de esperança e paz. da vida, um novo tempo, a “nova chance”. Quem se sen- A esperança não deixa de anunciar: “Paz seja convosco”. te reconciliado por Cristo também reconcilia no mundo. Amélia Tavares C. Neves Quem acolheu a paz de Cristo faz dela fonte de vida e ale- Redatora Voz Missionária, gria, independentemente das circunstâncias da vida. pastora na 3ª RE
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    10 GAIVOTA • Março/Abril • 2012 A ORAÇÃO QUE PARECE NÃO TER SIDO OUVIDA Um poema virou história e conta o seguinte: uma Que importante lição! A oração da menina não professora de Escola Dominical convidou seus alunos foi atendida tal como ela esperava, mas foi ouvida e e suas alunas para irem a um piquenique no fim de se- respondida de acordo com os propósitos de Deus, mana e adiantou: “Se não chover vamos todos passar o que sempre nos oferece o melhor. dia no campo. Vai ser muito bom, vamos levar bastante Em Marcos 14.36, Jesus Cristo pede ao Pai lanche e brincar muito”. A turma de alunos era forma- que afaste dele aquele cálice. A oração de Jesus teve da por animados pré- como resposta um -adolescentes. Assim, longo e doloroso si- todos ficaram muito lêncio. Será que sua animados aguardando prece não foi ouvi- a chegada do sábado, da? Com certeza foi, para irem ao campo e mas Deus tinha um desfrutarem do deseja- propósito: vida eter- do piquenique. na a todos os seus Um dos alunos, filhos. Assim, Jesus uma menina de apro- Cristo, inocente, foi ximadamente 12 anos, imolado por nós, os orou cada noite que pecadores. antecedeu o fim de O apóstolo semana, pedindo ao Paulo sofria com um Pai do Céu para que espinho na carne e não chovesse no dia do rogou muitas vezes passeio programado. ao Pai para que re- Finalmente, o sá- tirasse o espinho e bado chegou e, para a resposta foi “a mi- sua decepção, cho- nha graça te basta”. via torrencialmente. Não foi a resposta Da vidraça da janela esperada por Paulo, de sua casa, a garota mas foi a resposta olhava, a cada instan- que Deus lhe deu. te, as teimosas gotas Assim como acon- de chuva caírem, para teceu com Paulo, certificar-se se aquela pode acontecer com incômoda “visita” iria cada um de nós. En- logo embora. tretanto lembremo- O mal tempo -noss, Deus sempre continuava, e ela, ven- nos concederá o me- do que a ousadia da lhor. chuva era mais forte Será que com- que seu desejo, desis- preendemos quando tiu de olhar o aguaceiro e passou o dia muito triste e Deus nos responde com um não? Será que não é hora acabrunhada. A família tentava ajudá-la dizendo que de deixar que Ele conduza a nossa caminhada? Pense outros dias viriam e outro piquenique seria agenda- nisso e verá que, por trás de um não, haverá sempre do. Chegando a noite, a garota foi dormir. Entretanto um sim. Deus te abençoe! antes de adormecer, apanhou seu diário e escreveu a seguinte frase: HOJE O SENHOR DISSE NÃO. Rinalva Cassiano da Silva
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    GAIVOTA • Março/Abril• 2012 11 UMAS e OUTRAS O Genival Cardoso tem sido um grande colabo- rador da SMM. Primeiro, ajudando na elaboração das SÓCIA DA SMM: não se esqueça de procurar edições da Gaivota, do livro de Receitas, publicado no a tesoureira Silvia Rolim para acertar a mensalidade final do ano e agora com o novo Cancioneiro. Traba- de R$ 7.00 mensais. Esta é uma das obrigações de lho primoroso, digno do profissional que ele é. Muito todas as sócias e esperamos que o façam com alegria obrigada Genival! no coração. LEITOR/A DE GAIVOTA: A distribuição deste jornal é gratuita, no entanto, tem um custo que não é pequeno. Se você deseja colaborar, o pre- ço por exemplar é de R$ 4,00. Agradecemos ante- cipadamente. É com grande pesar que registramos o falecimento de duas grandes amigas: Carlota Machado, no final do ano passado, e Eunicia Silvestre no início deste ano. CARLOTA foi muito laboriosa nos trabalhos da O novo Cancioneiro, que foi todo revisado e ampliado, já saiu e está maravilhoso. Foi um trabalho sociedade, em es- de muito fôlego em que Maria Leny Alessi, Clóris pecial na cozinha, Alessi e Vera Alvim se debruçaram com afinco e de- fazendo deliciosas dicação. Parabéns pelo excelente resultado! roscas para a Cam- panha dos Talen- As sócias Mirce Lavoura e Rinalva C. Silva rece- tos. Estava sempre beram o título de “Sócia Benfeitora da AMAS”, no do- pronta para ajudar mingo dia 4 de março. Foi uma homenagem justa e bastante merecida. Parabéns a ambas! no que fosse preciso. O domingo da posse do Rev. Tarcísio e dos pas- EUNICIA, só- tores coadjutores foi bastante festivo. A igreja estava cia antiga, até repleta, com muitos visitantes. Um grande grupo da quando pode, Igreja de Capivari veio prestigiar a posse e aproveitou cantou no coral para amenizar a saudade. A seguir, houve um ani- da igreja. Fazia mado almoço da travessinha, oportunidade em que pudemos conhecer mais de perto o novo pastor e sua lindos trabalhos simpática família. em crochê e ex- punha alegre- O livro “Receitas de Talentos” saiu com agrade- mente no bazar cimentos a várias pessoas e, por um lapso, o nome da de Natal. Era Rinalva foi omitido. Foi dela a ideia da 1ª edição e tam- bonito vê-la na Escola Dominical, cercada pelos bém foi a grande incentivadora para que fosse reeditado netos que ela fazia questão de trazer à Igreja. o novo caderno. Fica, pois, registrada a nossa falha e o agradecimento pelo apoio recebido durante a elaboração Foram duas grandes perdas lembradas com muita do mesmo. Temos tido retorno de pessoas que testaram saudade. Desejamos que Deus conforte e console os fa- e aprovaram ali as receitas publicadas. miliares neste momento de grande pesar.
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    12 GAIVOTA • Março/Abril • 2012 Passagem Desde a infância apren- demos que a Páscoa é uma pra- zerosa festa cristã. Os ovos de chocolate que ano a ano são aper- feiçoados em sabores, recheios e enfeites, colorem e adocicam esse momento especial de nossa reli- giosidade. Particularmente, trago lembranças deliciosas das Páscoas do inverno paranaense, celebra- das em nossa pequena igreja num café comunitário, onde os dotes culinários de irmãs e irmãos nos aqueciam a alma com seus cho- colates, bolos e roscas. Momen- tos de partilhar a vida festejada na ressurreição de Cristo. Contudo, a Páscoa, ao longo do tempo, ganhou outros signi- ficados. Num mundo atribulado como o nosso, esses dias são celebrados também pelo A etimologia da palavra mostra que pasca ou feriado e a oportunidade de descanso que propiciam. pascha (pasça), do grego, ou pecach (xop) do he- Tempo de viajar, rever amigos, parentes, ou somente braico, se refere a “passagem”, numa alusão àquela buscar momentos de tranquilidade e recreação. Desta que o povo fez da escravidão para a liberdade, e que maneira, o turismo ganha espaço importante. O co- no Novo Testamento é fortalecida e ampliada por mércio, as promoções, tomam sentido na cultura e no Cristo na superação da morte pela vida. No entan- calendário. Assim à Páscoa se incorporam significados to, se buscássemos um sentido mais contextualiza- diversos, relacionados aos interesses e as conveniências do, talvez fosse possível vislumbrar algo prático e de cada pessoa e família. assumir, com sinceridade e clareza, outras transições requeridas pelo cristianismo, como a passagem da Mas Páscoa vai além destas alegorias e nos remete tristeza para a alegria, do pecado para santificação, a uma tradicional festa judaica que comemora a liberta- da omissão para a ação, da mentira para a verdade, ção do povo judeu da escravidão e se estende do décimo da hipocrisia para a sinceridade, da arrogância para quarto ao vigésimo dia do mês Nisã (Abril), quando os o arrependimento, da indiferença para o compro- israelitas tem o costume de matar e comer o “cordeiro metimento. pascal” – um cordeiro assado – em memória do dia no Assim, quem sabe, na lembrança dos significados qual seus pais, preparando-se para sair do Egito, foram deste evento, possamos evocar uma Páscoa que reavi- ordenados por Deus a matar e comer um cordeiro e as- ve, de fato, a vida, transformando intensamente nossas pergir as ombreiras de suas portas com seu sangue, para ações, reações, intenções, interesses e relacionamentos, que o anjo destruidor, vendo este sangue, não deixasse deixando esta data calar mais fundo em nós e, por nosso que os filhos primogênitos fossem mortos, conforme re- testemunho e mudança, inspirar a renovação de outros lata o Êxodo. Cristo foi crucificado na sexta-feira desta e outras também. festa e é comparado ao cordeiro pascal imolado, que Feliz Páscoa, Feliz Passagem! morreu por nós, livrou-nos da morte e da escravidão do pecado por seu sangue e, segundo o relato bíblico, Rev. Nilson da Silva Júnior ressurreto no domingo pascal. Pastoral Universitária da UNIMEP