Pressão – ParteII
Prof. MSc. Francisco Hedler Barreto
Instrumentação Industrial
O selo de mercúrio
impede que o vapor
tenha contato com o
fluído colorido ou escape
para o meio ambiente.
Selagem
selo de mercúrio
vapor
h
fluído com corante
2
PRESSÃO -II
Selagem
processo
instrumento
fluído de medição
(mais pesado)
fluído de selagem
(mais leve)
processo
fluído de selagem
(mais pesado)
3
PRESSÃO -II
fluído de medição
(mais leve)
instrumento
Selagem
4
PRESSÃO -II
Conversores
5
PRESSÃO -II
Os elementos primários vistos, especialmente os diafragmas, geram
deslocamentos mecânicos como medida de pressão.
Os seguintes conversores, muito utilizados na Indústria, são utilizados
para converter esses deslocamentos em sinais elétricos:
◦ Células capacitivas;
◦ LDVTs (Linear Variable Differential Transformers);
◦ Extensômetros (strain gauges).
Esses dispositivos, adequados em geral para pequenos deslocamentos,
obviamente também servem para medir deslocamentos, independente
de sua associação com medidas de pressão.
Conversores
Células Capacitivas
diafragma
(armadura móvel)
armadura fixa
p
6
PRESSÃO -II
Conversores
Células Capacitivas
p
A
C
B
7
PRESSÃO -II
A B
Conversores
Células Capacitivas
p1
p2
óleo
armaduras móveis
armadura fixa
8
PRESSÃO -II
Conversores
Células Capacitivas
p1
p2
B C A
A
C1
C
C2
B
9
PRESSÃO -II
Conversores
10
PRESSÃO -II
Células Capacitivas
O deslocamento mecânico do diafragma causa uma variação na
capacitância, de forma que pode-se inferir a pressão medindo-se a
capacitância.
É necessário um circuito eletrônico para isso, além do que não
linearidades afetam diretamente a medida.
Portanto essa é uma técnica adequada a instrumentos digitais.
Conversores
Células Capacitivas –Medida de Capacitância
Como medir capacitância?
Diversas técnicas podem ser utilizadas. Algumas técnicas comuns são as
seguintes:
◦ Onda quadrada / Tensão
Com um resistor em série, alimenta-se o circuito com uma onda quadrada (a
constante de tempo depende da capacitância) e mede-se o valor médio da
saída;
tensão no capacitor
onda quadrada
tensão no capacitor
(valor médio)
11
PRESSÃO -II
Conversores
Células Capacitivas –Medida de Capacitância
◦ Onda quadrada / Frequência
Com um resistor em série, alimenta-se o circuito com uma tensão constante
positiva. Quando a tensão no capacitor atingir um valor pré-determinado
(e.g. metade da tensão de alimentação) chaveia-se a fonte para uma tensão
negativa e assim por diante. Mede-se a frequência de chaveamento, que
depende da constante de tempo do circuito que por sua vez depende da
capacitância.
onda quadrada
tensão no capacitor
+50% amplitude
-50% amplitude
12
PRESSÃO -II
Conversores
13
PRESSÃO -II
Células Capacitivas –Medida de Capacitância
◦ Onda senoidal / Frequência
Com um resistor em série, alimenta-se o circuito com uma tensão senoidal
com uma dada frequência ω. Como a impedância do capacitor varia com a
frequência, basta medir o valor efetivo da tensão no resistor (mais adequado
do que medir no capacitor) e deste valor inferir a capacitância.
OBS. Como a impedância do capacitor também depende da resistência e
indutância parasitas, o ideal seria utilizar várias frequências para melhorar a
qualidade da medida.
Conversores
Células Capacitivas –Medida de Capacitância
◦ Oscilador / Frequência
Liga-se o capacitor a um circuito integrado astável (e.g. 555) e implementa-
se um oscilador. A capacitância
pode ser inferida a partir da
frequência de oscilação.
sensor de pressão
14
PRESSÃO -II
Conversores
movimento
bobina secundária 1
bobina secundária 2
LVDTs
Um LVDT (Linear Variable Differential Transformer ou Linear Variable
Displacement Transducer, etc.) é um dispositivo utilizado para medir
deslocamentos lineares.
bobina primária
núcleo ferromagnético
15
PRESSÃO -II
Conversores
movimento
bobina secundária 1
bobina secundária 2
LVDTs
Conforme o núcleo se desloca, a tensão efetiva em uma bobina
secundária diminui enquanto que na outra aumenta.
Adicionalmente, a diferença de fase entre as tensões permite inferir a
direção do movimento.
núcleo ferromagnético
bobina primária
16
PRESSÃO -II
Conversores
17
PRESSÃO -II
LVDTs- Características
◦ LVDTs são sensores potencialmente bastante precisos;
◦ Não há contato rsico entre o núcleo, que se move, e as bobinas fixas,
portanto não há atrito nem desgaste mecânico envolvido na operação do
dispositivo (particularmente útil em ambientes sujeitos a vibração).
◦ A eletrônica envolvida pode se situar fora do dispositivo, e o circuito
magnético é extremamente robusto (podendo ser selado), portanto um
LDVT pode ser utilizado em condições extremas de temperatura, tanto muito
baixas como muito altas ou mesmo em ambientes explosivos.
◦ Efeitos como histerese e similares são mínimos (isso garante excelentes
sensibilidade e repetibilidade).
◦ LVDTs podem ser construídos com dimensões bastante reduzidas (alguns
milímetros – e.g. para sensores de pressão) ou extremamente grandes
(vários metros – e.g. para barras de combustivel em usinas nucleares).
Conversores
R = ρ L / S,
onde
R [Ω] é a resistência;
ρ [Ω/m] é a resistividade do material;
L [m] é o comprimento do resistor;
S [m2] é a seção transversal do resistor.
Quanto maior o comprimento maior é a resistência, e quanto maior a
seção transversal, menor é a resistência.
S
Extensômetros
A resistência elétrica R de um resistor é, em termos simples, dada pela
seguinte fórmula:
L
18
PRESSÃO -II
Conversores
Extensômetros
Se um resistor sofrer uma deformação elástica, tanto L como S variam:
S
L
L’
S’
L”
19
PRESSÃO -II
S”
S’ < S e L’ > L daí R’ > R
S” < S e L” > L daí R” > R
R = ρ L / S
Conversores
Extensômetros
Se o resistor for colado a um diafragma, qualquer deflexão sofrida por
este ocasionará uma variação (usualmente bem pequena) na
resistência.
Quando um resistor é utilizado para medir deflexões dessa forma, ele é
chamado extensômetro.
Originalmente (nos idos de 1940) eram utilizados fios. Hoje em dia são
utilizados majoritariamente resistores em lâminas, muito mais
convenientes para fixação, com maior deformação relativa e uma
superrcie maior para dissipação de calor.
20
PRESSÃO -II
Conversores
Extensômetros –Medida de Resistência
A forma mais prática para usar extensômetros em diafragmas, é usá-los
em ponte.
A tensão V medida no voltimetro é
dada por
V = ( R1’/(R1+R1’) – R2’/(R2+R2’) )VCC
Em particular, se R1/R1’ = R2/R2’ então
V = 0
21
PRESSÃO -II
Conversores
Extensômetros –Medida de Resistência
O seguinte arranjo, com quatro resistores é particularmente conveniente.
Os resistores R1-4 e R3-6 estão dispostos
radialmente.
Os resistores R2-3 e R5-6 estão dispostos
tangencialmente.
Ocorrendo flexão do diafragma
R1-4 e R3-6 aumentam
(comprimento aumenta e a seção diminui)
R2-3 e R5-6 diminuem
(comprimento diminui e a seção aumenta)
22
PRESSÃO -II
Ocorrendo flexão do diafragma:
R5-6 / ( R1-4 + R5-6 ) diminui
(R1-4 aumenta e R5-6 diminui)
R3-6 / ( R2-3 + R3-6 ) aumenta
(R2-3 diminui e R3-6aumenta)
Com isso
-A tensão diferencial no voltimetro é
maximizada e a sensibilidade do
instrumento aumenta;
-Todos os componentes estão à mesma
temperatura;
-O ruído em ambos os terminais é apro-
ximadamente o mesmo.
OBS. Os terminais estão desconectados para
calibração e diagnóstico.
Conversores
23
PRESSÃO -II
Extensômetros –Medida de Resistência
No circuito tem-se
Observações
24
PRESSÃO -II
Os conversores apresentados servem também como medidores de
deslocamento linear e variáveis relacionadas como vibração e força.
Todos se prestam para utilização por sistemas digitais, particularmente
porque a compensação de não linearidades é mais convenientemente
feita por soÄware.
Células capacitivas e extensômetros são mais adequados a pequenos
deslocamentos, enquanto LDVTs são frequentemente também
utilizados em sistemas de maior porte.
Observações
25
PRESSÃO -II
Extensômetros são também muito utilizados para medir força,
baseados na deformação de suportes ou acoplamentos em
implementações lineares (especialmente medida de peso) como
também para medir torque em implementações rotativas
(especialmente em eixos de transmissão).
Nessas aplicações eles são denominados células de carga.
SENSOR DE PESO
(apoio binocular)
Observações
SENSOR DE TORQUE ROTATIVO
26
PRESSÃO -II

Instrumentacao pressao parte2

  • 1.
    Pressão – ParteII Prof.MSc. Francisco Hedler Barreto Instrumentação Industrial
  • 2.
    O selo demercúrio impede que o vapor tenha contato com o fluído colorido ou escape para o meio ambiente. Selagem selo de mercúrio vapor h fluído com corante 2 PRESSÃO -II
  • 3.
    Selagem processo instrumento fluído de medição (maispesado) fluído de selagem (mais leve) processo fluído de selagem (mais pesado) 3 PRESSÃO -II fluído de medição (mais leve) instrumento
  • 4.
  • 5.
    Conversores 5 PRESSÃO -II Os elementosprimários vistos, especialmente os diafragmas, geram deslocamentos mecânicos como medida de pressão. Os seguintes conversores, muito utilizados na Indústria, são utilizados para converter esses deslocamentos em sinais elétricos: ◦ Células capacitivas; ◦ LDVTs (Linear Variable Differential Transformers); ◦ Extensômetros (strain gauges). Esses dispositivos, adequados em geral para pequenos deslocamentos, obviamente também servem para medir deslocamentos, independente de sua associação com medidas de pressão.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Conversores Células Capacitivas p1 p2 B CA A C1 C C2 B 9 PRESSÃO -II
  • 10.
    Conversores 10 PRESSÃO -II Células Capacitivas Odeslocamento mecânico do diafragma causa uma variação na capacitância, de forma que pode-se inferir a pressão medindo-se a capacitância. É necessário um circuito eletrônico para isso, além do que não linearidades afetam diretamente a medida. Portanto essa é uma técnica adequada a instrumentos digitais.
  • 11.
    Conversores Células Capacitivas –Medidade Capacitância Como medir capacitância? Diversas técnicas podem ser utilizadas. Algumas técnicas comuns são as seguintes: ◦ Onda quadrada / Tensão Com um resistor em série, alimenta-se o circuito com uma onda quadrada (a constante de tempo depende da capacitância) e mede-se o valor médio da saída; tensão no capacitor onda quadrada tensão no capacitor (valor médio) 11 PRESSÃO -II
  • 12.
    Conversores Células Capacitivas –Medidade Capacitância ◦ Onda quadrada / Frequência Com um resistor em série, alimenta-se o circuito com uma tensão constante positiva. Quando a tensão no capacitor atingir um valor pré-determinado (e.g. metade da tensão de alimentação) chaveia-se a fonte para uma tensão negativa e assim por diante. Mede-se a frequência de chaveamento, que depende da constante de tempo do circuito que por sua vez depende da capacitância. onda quadrada tensão no capacitor +50% amplitude -50% amplitude 12 PRESSÃO -II
  • 13.
    Conversores 13 PRESSÃO -II Células Capacitivas–Medida de Capacitância ◦ Onda senoidal / Frequência Com um resistor em série, alimenta-se o circuito com uma tensão senoidal com uma dada frequência ω. Como a impedância do capacitor varia com a frequência, basta medir o valor efetivo da tensão no resistor (mais adequado do que medir no capacitor) e deste valor inferir a capacitância. OBS. Como a impedância do capacitor também depende da resistência e indutância parasitas, o ideal seria utilizar várias frequências para melhorar a qualidade da medida.
  • 14.
    Conversores Células Capacitivas –Medidade Capacitância ◦ Oscilador / Frequência Liga-se o capacitor a um circuito integrado astável (e.g. 555) e implementa- se um oscilador. A capacitância pode ser inferida a partir da frequência de oscilação. sensor de pressão 14 PRESSÃO -II
  • 15.
    Conversores movimento bobina secundária 1 bobinasecundária 2 LVDTs Um LVDT (Linear Variable Differential Transformer ou Linear Variable Displacement Transducer, etc.) é um dispositivo utilizado para medir deslocamentos lineares. bobina primária núcleo ferromagnético 15 PRESSÃO -II
  • 16.
    Conversores movimento bobina secundária 1 bobinasecundária 2 LVDTs Conforme o núcleo se desloca, a tensão efetiva em uma bobina secundária diminui enquanto que na outra aumenta. Adicionalmente, a diferença de fase entre as tensões permite inferir a direção do movimento. núcleo ferromagnético bobina primária 16 PRESSÃO -II
  • 17.
    Conversores 17 PRESSÃO -II LVDTs- Características ◦LVDTs são sensores potencialmente bastante precisos; ◦ Não há contato rsico entre o núcleo, que se move, e as bobinas fixas, portanto não há atrito nem desgaste mecânico envolvido na operação do dispositivo (particularmente útil em ambientes sujeitos a vibração). ◦ A eletrônica envolvida pode se situar fora do dispositivo, e o circuito magnético é extremamente robusto (podendo ser selado), portanto um LDVT pode ser utilizado em condições extremas de temperatura, tanto muito baixas como muito altas ou mesmo em ambientes explosivos. ◦ Efeitos como histerese e similares são mínimos (isso garante excelentes sensibilidade e repetibilidade). ◦ LVDTs podem ser construídos com dimensões bastante reduzidas (alguns milímetros – e.g. para sensores de pressão) ou extremamente grandes (vários metros – e.g. para barras de combustivel em usinas nucleares).
  • 18.
    Conversores R = ρL / S, onde R [Ω] é a resistência; ρ [Ω/m] é a resistividade do material; L [m] é o comprimento do resistor; S [m2] é a seção transversal do resistor. Quanto maior o comprimento maior é a resistência, e quanto maior a seção transversal, menor é a resistência. S Extensômetros A resistência elétrica R de um resistor é, em termos simples, dada pela seguinte fórmula: L 18 PRESSÃO -II
  • 19.
    Conversores Extensômetros Se um resistorsofrer uma deformação elástica, tanto L como S variam: S L L’ S’ L” 19 PRESSÃO -II S” S’ < S e L’ > L daí R’ > R S” < S e L” > L daí R” > R R = ρ L / S
  • 20.
    Conversores Extensômetros Se o resistorfor colado a um diafragma, qualquer deflexão sofrida por este ocasionará uma variação (usualmente bem pequena) na resistência. Quando um resistor é utilizado para medir deflexões dessa forma, ele é chamado extensômetro. Originalmente (nos idos de 1940) eram utilizados fios. Hoje em dia são utilizados majoritariamente resistores em lâminas, muito mais convenientes para fixação, com maior deformação relativa e uma superrcie maior para dissipação de calor. 20 PRESSÃO -II
  • 21.
    Conversores Extensômetros –Medida deResistência A forma mais prática para usar extensômetros em diafragmas, é usá-los em ponte. A tensão V medida no voltimetro é dada por V = ( R1’/(R1+R1’) – R2’/(R2+R2’) )VCC Em particular, se R1/R1’ = R2/R2’ então V = 0 21 PRESSÃO -II
  • 22.
    Conversores Extensômetros –Medida deResistência O seguinte arranjo, com quatro resistores é particularmente conveniente. Os resistores R1-4 e R3-6 estão dispostos radialmente. Os resistores R2-3 e R5-6 estão dispostos tangencialmente. Ocorrendo flexão do diafragma R1-4 e R3-6 aumentam (comprimento aumenta e a seção diminui) R2-3 e R5-6 diminuem (comprimento diminui e a seção aumenta) 22 PRESSÃO -II
  • 23.
    Ocorrendo flexão dodiafragma: R5-6 / ( R1-4 + R5-6 ) diminui (R1-4 aumenta e R5-6 diminui) R3-6 / ( R2-3 + R3-6 ) aumenta (R2-3 diminui e R3-6aumenta) Com isso -A tensão diferencial no voltimetro é maximizada e a sensibilidade do instrumento aumenta; -Todos os componentes estão à mesma temperatura; -O ruído em ambos os terminais é apro- ximadamente o mesmo. OBS. Os terminais estão desconectados para calibração e diagnóstico. Conversores 23 PRESSÃO -II Extensômetros –Medida de Resistência No circuito tem-se
  • 24.
    Observações 24 PRESSÃO -II Os conversoresapresentados servem também como medidores de deslocamento linear e variáveis relacionadas como vibração e força. Todos se prestam para utilização por sistemas digitais, particularmente porque a compensação de não linearidades é mais convenientemente feita por soÄware. Células capacitivas e extensômetros são mais adequados a pequenos deslocamentos, enquanto LDVTs são frequentemente também utilizados em sistemas de maior porte.
  • 25.
    Observações 25 PRESSÃO -II Extensômetros sãotambém muito utilizados para medir força, baseados na deformação de suportes ou acoplamentos em implementações lineares (especialmente medida de peso) como também para medir torque em implementações rotativas (especialmente em eixos de transmissão). Nessas aplicações eles são denominados células de carga. SENSOR DE PESO (apoio binocular)
  • 26.
    Observações SENSOR DE TORQUEROTATIVO 26 PRESSÃO -II