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I

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I

MJ - DEPARTAMENTO DE POLiClA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANlZADO
DIVISAO DE REPRESSAo ACRIMES FINANCEIROS

)
)
)

Com a libera~

)

do empresiimo, 0 mon/ants dB R$ 9.698.000,00 foj transferido

para a conla de mesma litularldade, nO 601999, agencia 3032, do BANCO DO BRASIL. Nessa

,

)

conta, 0 crildilo perrnitiu efeluar, na mesma data, aIransfenlncia de R$ 9}OO,000,00, valor
onginal do elTlplestimo, para a conta 6002595-2, manUda pela SMP&B COMUNICACAO LTOA

I

no BANCO RURAL.

)

)

I

Em seguida, a qua~lia deR$ 9.701,000,00 fai transfeJida para a conla garantida

I

)

)

)

do BANCO RURALn' 98.001133·3, de mesma litularidade,qua 56 enrontfava com saldo
devedol de R$ 9,944.154,99. E,le saldo negativo loi origiando de transfen'mcias para as contas
correntes vinculadas 11conla garanUda, oconidas a partir de sua
aberlura, em 11102/OS,qU3ndO

I

fomm realizados pagamentos diversos, i~cluindo saques em especie.

)
)

o

)

pagame~io

desse empreslimo

ocorreuem 26i05f()3, quando

a SMP&B

LTDA obleve junto ao BANCO RURAL novo emprestimo IIquido de R$

}

COMUNICAQAO

)

18.929.111,00, que foi cre<litado na conla nO 6002595-2. A partir dessa conla, 0 valor de R$

)

9.7B4.06a,oO foi lraosfelido para a conta corrente nO 601999 da DNA PROPAGANDA LTDA no

)

BANCO DO BRASIL, e, posteriormente, suportou a transferencia cia quantia de R$9.725.219,99

)

para a conta n' 602000, fonte 00 emprestimo, onde foi debitada 0 monlanie referente 11
quila~ao

)

deffniliva do mutuo.

)

)
, Qu,dro 70• Contrato d. Mirtuo n' J611.BOO.ll21

)

)

CredO!:

S."",

DO'iodcr.

)

DNAl'rop,lt"'d,

do Brasil, Aglnd, i.mamnas"

CNPJ 1)O,I)OO.1lOOfl14D-13

lklli" CN?J 17,3$1.076.'0001·00

Flar.ciso> M,rc"" Casll"" des Saotilil

)

Patrj~, Cou!nhoNun" d. 611"

)

M=

Va:lno F€rnandes de Soo:z. CPI': 403.760.9&J~7

Renilda Mari.

I

Valor principal d. OW-'p<>'

I

V2b; ~<;,'Mooroditado:

RS600.000.00

)

0.10 do """"-

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Sall1i<Go Fernand03de Sooza

R$Wl,ooo,OO

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Aflloa-t .. fi"onc~""
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)

)
)

181
)
)

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)
)
)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLIcIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZADO
DJVlsAO DE REPRESSAO'A' CRIMES F1NANCEIROS

I
I
)

o valor liquido desse empnlstimo foi credilado na
cmta corrente nO 601999,

)

)

agencia 3608, do BANCO DO BRASIL, de titularidade da DNA PROPAGANDA lTDA.

)

momento desle elMiro, a conta apmsentava saldo de R$ 985.153,33, tendo permanecido
com

)

No

saldo supe/ior a R$ 600.000,00 aliI a data de
'l2I08/03.

)

I
I

Em analise da conta corrente de
mesmo nQmero manMa em outra agMcia do

qo

BANCO

)

libera9il.o do valor oonralado, fcram procedidos sois d<ibitos que Iolalizaram

)

conforme tabela abaixo:

)

au.dro 71 • Pag'monto, a partir d. cont. 6Q1999, 3Ij6ocla,032

)

BRASil

de nO 3032, constatou-se que nos dias 06108103 e 07/08103, anles da

)

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)

Este empr€sUmo /oi quitado em seis parcelss, com debitos na conta COlTenteO
n

)
)

I

I

601999, agencia 3032. do BANDO DO BANCO DO BRASIL, ulilizando-se,
para tanto, recursos

'j

oriainadQs de recebimenlos de diversos clientes da DNAROPAGANDA LTDA, dentre eJes, 0
P
proprio BANCO DO BRASIL

)
)

3.2.3.4- EMPRESTIMOS 08TIDOS JUNTO AD BANCO BMG

)
)

De ~oordo com 0 Quadro 4702, itens 04 a 08,
foram tornados 05 empresUmos

)

I

junto ao BMG, em favor do PARTIDO DOS TRABALHADORES e das empresas SMP&B

)

COMUNICAyAO,

)

ASSOCIADOS.

)
)

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GRAFFITI

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ROGERIO

LANZA

TOLENTINO &
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MJ -DEPARTAMENTO DE POLICIAFEDERAL
DIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO
DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCElR05

~

~

)

Ressallaram os Poliles CriminalS Federais que os emprestlffios tornadDs
Junlo

)

ao BMG lorarn ()bJeto de analise do Laudo de Exame Contabll nO 1654/06 SRJMG111, que

)

3bordou, denlre Quiros aspectos, a adequa~ao desses empreslimosas normas do Conselho

)

J

Monetario. Nacional e as do Banco Central do Brasil. esta forma, no Laudo de Exame
D

)

Financeiro nO 1450/2007-INCIDPF,

I
I
I

os exames dos emprestimosrestringiram-se

a esclaracer a

movimenta~ilo dos fe{;UrsGS nas contes correntesa a apr€senter a origem dos reCUffiOS
utilizados quando da realiza,~o depagarnentos,

)
)

3,2.3.4.1 - CONTRATO N·13.03.0011l2!l-I_ PARTIDO DOS TRA8ALHADORES

)
)

o valor liquido de R$ 2,385240,00. referente ao ernprestirno em questM, foi

)

translerida

)

rIO

dta 17102103 para a conta corrente 0° 1300, agenGia nO 3344-8, maniida no

)

BANCO DO BRASil pelo PARTIDO DOS
TRABALHADORES. Nessa coola correnle, 0 valor e

)

outros depOsitos nao identiflcados, que sornaram R$800,000,00, e urn credilo de R$ 90,000,0.0,

)

leito pelo proprio

)

destacando-se os de valores iguais ou superiores a R$ 10.000.00, relacionados no quadro a

)

seguir:

PARTIDO

DOS TRABALHADORES,prDpiciaram vanos

pagarnenlos.

)
Quadlo 72· R•• umo da movlm.nla~lo da conta 1300_ PTno 6.nco do Brasil

)

)

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"" Os falos envolvendo • referid. inslillli>-,o fin,ned,. <Miio .. "~o l"l,do, no Smhilo d. A;1io PCllal nO
0 Supremo TTih"""l Fed",.!.
", E,lo conlra!o foi aMlisaoo no ilcm 5 Do <mpreslimo ao Partido do; TruDalhadoc .. _ PT. do Laudo
•
de E"me ConCibil n' 1854/06,sRIMG,

4W, .rn lrarnila<;io per.nle

183
)

)
)

)

I

MJ -DEPARTAMENTO

)

DE POLiCIA FEDERAL

DlRETORIA DE COMBATE AOCRIME ORGANlZADO
DIVlSAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

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Submete-se a aprecia~o da Procuradoria-Geralda Republica a verificat;oo da

l

pel1irilncia e necessidade da idenU~l;at;ao dos depositantes e beneficiartos-hM

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)

Cont,

AlIbi.

(

)

inrormados no

ex!mto banc~fio fomecido pela BANCO00 BRASIL, requisilando-se informay6es ao Cadastro

)

de Clientes do Sistema - CCSll!

dosados qualificativos de beneficJartos dos cheques e
d

I

transfe~ncias indicados no quadro acima.

)
)

Conforme amilises realizadas pelos Perilos Criminais Federais, OCOfreram

I
I
I

pagamentos de encargos e despesas financeiras, quando cia
renovagao do empreslimo, cuja
oIigem dos I€Cursos ulilizados estil demonstrada no quadro 73 a seguir.
Quad,,, 73 Origem do. ,"corso. ulilindo.

)

7

)

)
)

O,jg.m dOlI'-":0"0'

24000,(10

Pagamenlod. oncargo'

PT, (;OO1a 1300_ 6,,,,,,, do Bro,;1
PT. coola 1300 EM'" cio Br2"

45,537,&1

p""amonlo de eIloanlO'
Pag,menlo de """-"g""

)

pag.meilto d&encar{los llnanc<tlros
V.I"",· R$

!)osori,iO

)

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Pag,men:ode .,,:31900
)

lmlS4,M
5!lIJ.574,OO

PT,",,..1300 _aM'" do Bra~1
PT. Bancodo Bras31, ooola oW h;eallzad,

PagamenIQ~~'~I~""

:l51.50l,20

SMP&B C«rJJnl""9lo,roota

2289-11,
Rurlli

)
)

J

o valor de R$ 351.508,20 page f)eia SMP&B COMUNICAyAO LTDA originou·se
de emprestimo obtido pela SMP&B COMUNICAyAo

LTDA
junto ao pr6p~(} 8MG (Contrato n'

)

14.03,01036), ap65 mevimenlaCiio financelra naqual fora utiliz,mdo conla corrente no BANCO

)

RURAL como intermediilria,

)
)

)

Os acordo com 0 lai.ldo de Exame Conliibil nO 1854106·SRiMG, 0 emprestimo
Mo foi IIquidado. Entrela~to, segundo pesquisas realizadas junto ao sistema do
TMbunal de

)
)
)

I

,Q'

'25 Sist""" m,otido peln B,nco o,"t,,1 do Brasi~ cujo .cesso seda fr,nqueacio
",embIOS do
Mioi.",;o Nblko F.do,"l independent".mO"" d. o,dem judicial, pm '0 lIat" "pon" de dado, cad.,",a;,
o nilo do movimonl",ao

ftnanctira

185

",',,_
) ..-.""

a··

)'"'''1-.t;;t;;~~~~~'"'~-'')'
.L'.'''' _ --2'w:?"'~'it*t'~ --,
-

)

I
I

IfJ-DEPARTAMENTODE

rOLiclA

..

13,,",i .
),

FEDERAL

DlRETORIA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZADO

)

...

~

DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FJNANCEIROS

I
)

JU5ti~a do Estado de Minas Gerais, fOI
homologado 0 acordo entre 0 BMG e 0 ARTIDO DOS
P

I

TRABALHADORES na A,aa de EXe{;lI~aon"00240~19469·7, em tramlta,lio peranle a 34'

)

V~ra Givel da Comarca de Belo Horiwnte/MG11i.

)

I
I
I

3.2.3.4.2· CONTRAlO N° 13.03.001Wv

I

- SMP&B COMUNICACAOlTDA

o emprestimo obtido junto ao BANCO BMG fai contratado no 25102103 a 0
dia

)

I
I
I

valor Ilquido de R$ 11.910.798,00 foi transferido para a conta corrente n" 9941-4, agencia 3032,
de ~tularidade da SMP&B COMUNICACAo lTDA no BANCO DO BRASIL. A conla no BANCO
DO BRASil foi utilizada de maneira transa6na abri~a!ldo as racursos em ap1ica0o financeira

)

vinculada. Da aplic89ao, os valores foram sendo resgatados e Iransferidos para a coola

)

6002289-9, no BANCO RURAL, conforme 0 quadro a seguir:

)

I
I
I
I
)
)

I
)

Q.,dl1>.14- TransforOnei. d. "ourso' ",[glnarie. da apll""I"o fin.ne.Tra· BB
.
~;
27/02/03

""

Tr.m,"l"o
Traosl. mosmo ,1u1aiiJ<Ide
T"",,(. me,rn'lfu:laridade
T,,,,,,". mosmolii<Jl,ridad.
Tlao,", mesma oi<Jl,rid<rle
T "n,(, m"'""" muladdoJ,
T""f, rn.. rn, ilulari;W,
Tr.",[ mesrna lIul";'''e
Traosr, rnosrna tllufari:Jade
TraGS!. """rna tlluf,ridodo

_m

511538
745311
531544
537545
5375,1

13m5J03
1~~5J03

"'~

.-,

,_m
2111l5fll3

~'"

537500
531527

I

B,",o

Ag!,'"

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Cont.

'" "" """"
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"'
'"' worn,
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'" 00.
'"
'"

00.
00.

,~, '"

"",00

V.lo,R$

1.000000.00
2.94!l.OOil,OD

1000.000,00

2-ooo00u,oo
1.000,000,00
1.B50,000,00
1.000,000,00
1.000.000.00

2OO.mlO,OD
11.9!W.OOO,OO

)
)

Desla forma, segundo os PeritosCriminais Federais, os valores transilavam

I

pela conta garantida no BANCO RURAL, de forma parcial ou integral, e, em operay5es se~uidas

)

e intrincadas, relornavam para as contas correnl.es 60025%-2 e 6002289-9 para clilminarem

em

I
I

diversos saques em espeGie, p-agamentos au transfen'mcias financeiras. Afim de evidenciar

os

)

elaboraram

saques e 03 beneficiarios dos recursos, GOnformejil mencionado, os Peritos Criminais Federais
0 Anexo

V (DeMos discriminados - contas 6002289·9 e 6002595-2), que integra este '

I

I

.- Nao 1m passivel coofi,mor, enIcl.nto, qll,j a origem do cr.~ilo om "=<;00

)

S54/06-SR/MO.

m Anali>a<io nO item 3 _ J)()f; "mprb;rjmo.s i1 SMP&lJ Co,"""ico,iJo

ncst. "ao.

Ltdo, do t..udo do Exam" eooltibil 0"

•
)

I

j ... "';""";iM';0£*j~;¥it-'t~~~7Z'P@¥!$WAA!U:f!!f~%*W1i1@P&&Mi!iiW4_MWi

:~'.'.

. ...
"

.. '"

;

J ,5+;

>'.~'.>
'

It

)
)
)

L

MJ -DEPARTAMENTO DE POLtOA FEDERAL
DIRETORIA DECOMBATEAD CRIME ORGANIZADO
DiVlSAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

)

Laudo Exame Financeiro n"145012007·INCIDPF

I

e relaciona de forma discriminada os debilos

ocorridos nessas contes.

I
)

o oonlralo foi liquidado em 28101104,com rocursos originMos

I
)

valordeR$

I

objelo de anillise abaixo. Alem da quita~iio do emprestimo, !oram reitos pagamenlos

)

encargos, quando da conlrala~ao e das sucessivas renovayOes, que tiveram

)
)

)

)

t5.728,300,OO, obtidopele GRAFFITI PARTICIPACOES

de empreslimono

LTDA no proprio 6MG,
dos

as origens

discriminadas no quadro a seguir.

..

Quad", 75_ R,la<;30 de pagamentos do rnCiluo

I

V.lo" •• R$~
On ,m d"" ....,""0 •
00.202.00
ameoloMlecipado, '0 a(lOo.m@o!imo.
25102103
:!oS,628.45 SMP&8
Com""i"'~~. v,lorlrnnsilou no oonl' Q",oolida9000113.13
3iJlJ3m,
I~~~&8 CorroJ01c"",o.00111.
000259,.2, on(lln;tio 00 ="II01O,je
783.00J,oo
P'9,mento d, eocargos
19,000.00000.
empro~;mooe Rll;.na.;OO.oo
Pagarnenlofmai,
281()1104 luel.~Oo,OO Grn1111,
16.2IlUJO,45
Total
Din.' N.o '"
eM?!' " .. ~""r as <II"""" do "",.e,_
''P'"''

D.seri .0
<m!o d. £Ill
P"'l,rnooto 00 e<J<aI9Il'

,

)

)
)

)

-

",<M,~".

I

,

)
)

3.2.3.4.3. CONTRATO N° 14.03.00062118- GRAFFITI PARTICIPACOES LTDA

)

I
)

o

j

conlralo, no montante de R$ 15.728.300,00, !eve seuvalor IIquido de

)

R$15,628,096,65 transfendo em 28101/04 paraa conla corre~te nO .060028'63-3, de tilularidade

)

da GRAFFITI PARTICIPACOES lTDA no BANCO RURAL. A partir dessaconta e nessa mesma

)

data, 0 montante de R$ 14.987.000,00 !oi lrnnsferldo poraa conla n° 1130846, da SMP&B

I

COMUNICA9AO

)

do Coolrnl0 n°13.03,00131-SMP&B

LTDA, mantida junto ao BMG, tendo sido ulilizado
pam efetuar 0pagamento
COMUNICACAo LTDA.

)

I
I
I

A qU<lntia de RS 580,000,00, oriunda deste emprestimo, transferida
foi

29101104 parn a conla n"6002S95·2, mantida no BANCO RURALpela SMP&B COMUNICA9Ao

)

I
I
)

em

". Con'rato an,lis,do no ilem 6. Do <",pris';",o I!GrafJiti Porlicipar;o.; !.Ida, do La"do de hame
Cont.lbil n' 185411l6.sRlMG
l . ... _~~'ew_1Mi!li;-~'t'!_'i"ffl'~~-

I

,._~".,_,',,,._ ',',
..
~
,.....
.......
-.';"':~Q.~i'!("'·;'--:;<_'·' -

.

".c'·

,.

<'.,

.,.,.....

J 3iJ17 I•

-,

.. ':

a

i
)

MJ - DEPARTAJ'.fENTO DE POLfcIA FEDERAL

)
)

t

DIRETORIA DE COMBATE AOCR!ME ORGANIZADO
D!VISAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

~

;

LTDA, tendo sido este valor, ap6s Iransllar pela conta garanlida 98001133--3,ulilizado

j

para

~

pagamentos diversos reallzados a partir da GOniacorrente 5002289-9
nO

)

o contrato !eve umauntca amortiza~ao deencargos, ocorrida em 14/07/04, que

)

I

lolalilOW R$. 2.413,631,16,

)

COMUNICA<;AO LTDA no BANCO RURAL, foi provenienle de outro frmprlistimo tornado ~Ia

)

ESle valor,

apesar

de ler lransitado

em

GOnia da

SMP&B

empresa junto ao proprio BMG, por meio do Contralo nO14,03,01 036,

I
)
)

3.2,3A,4" CONTRATO

I

N° 14,03,OOroS12S ROGERIO LANZA TOLENTINO & ASSOCIADOS
_

lTDA

)

)

I
)

I
)

DestaC<lram 05 Peritos Criminais Federais que a garantia dessa opera<;:ao de
muluo fei um CDS da empresa DNA PROPAGANDA lTDA, no vaior de R$ 10.000.000,00,
contratado junto ao BMG em 22104104.

Em

analise da conla corrente nO
602000130,

agencia

3608, do BANCO DO BRASIL, deUtularidadB da DNA PROPAGANDA lTDA, veJiffcou-se que a

)

valor dsssa aplicayaa em COB foi lransferido para 0 BMG em 22104104, tendo CXlmo
origem 0

)

depOsito de R$ 35.000,000,00

I

BANCO DO BRASIL

realizado pela VISANET, em 1510312004, conla e ordem do
por

)

o valor

)

I
)
)

I
I

liquido do refendo GOntralo de mutuo, monta~le deR$ 9.962.440,00,
no

foi lransferido para a conla nO25687-0, m~ntlda pela DNA PROPAGANDA lTDA

no BANCO DO

BRASIL. Por sua vez, as analises das contas correntes dos inveslijJados demonstram

que
nan

nouve ratomo desse valor a GOnia 602000 do BANCO DO 8RASIL1'1,
nO

I

I
)

I
I

,
)

l29liste conttato e"CQ""a-se ,"ali,ado 10item 4 • Dos empriSlillios a emp'e<a /l.ogJrio Lanza Tolenfino
& Associado, Ltda, do Laud" de Exam" Co"t,bll nO IS54{06-SRlMG,
'" Conta con"ndo mov;"",""",O cxcJ"iva de recurso, origi",rj" G' Vi",e', conform' ,"Illi,. e informaVloda
DNA Propngand"

om 2211~1I1.

'" Conforme 0 Laoao de En",e Coot'bil n° 1854i06-SRJMG, ern 14/07{O4 lIol1'e renov.<;ao do
<rnpre,timo com p'g,rne"'a de e"cargos e de despo,,", fi","oo;", nOtotal de R$7D7,222, 77. 0 v,lar foi
tr:m,ferido para 0 BMG po. DOC, originirio da coot. "",,,,ote 60D2289-9, so"do '1& reCu"O'
prov,,"icntes dQContra'o "" 14,03.01036,

188
j

I

L

fa

I
)

I
I

MJ - DEPARTAMENTO DE POIiCIA FEDERAL

)

DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FJNANCEJROS

DIRETORlA DE COMBATE AO CRIME
ORGAN!ZADO

)

Conforme uemcnslrado noitem 3.1.2.2.1 do presente reial6rio, conclui-se que a

)
)

quantia de R$ 10000.000,00,

provenienle de adiantamentodo FUNDO DE INCENTIVO

)

VISANET, ioi des~iadil pela empresa DNA PROPAGANDA LTDAe PDsleriormenle repassada a

)

agenles publiws no ambito da eslralegia de flnanciamenlo da rode de inftuencia poll~ca

I
I

montadll per-MARCOS

VALERIO, conforme dilig1incias relacionadas aos beneftciilrios indic~dos

nos Quadros 23 e 24, que delalhou 0 destinedos recursos obtidos pele conlratode mutua em

)

quesl~01l'1.

)
)
)

3,2.3.4.5· CONTRAlO NO14.03.01~61"-SMP&B

COMUNICA9Ao LTDA

I
)

Esle oonlrnlo, realizado no dia 14107/04 pelo valor IIquido de R$ 3.485.557,11,

)

cujo monlante; lai tfansferido para a conla corrente n' 6002289-9, ds tilularidade da SMP&B

I

. COMUNICACAo

)

LlOA no BANCO RURAL,

)

A partir de.sa conta,em 14107/04,0 valor fai navamente Iransferido para0 BMG

)
)

em tr~

)

Iinanceiras dos oontratos analisados anlerionnenle (ilens 3,2.3.4.1,

)

conforms quadro abaixo:

)

)

)

parcelas, por meio de 'debito SP8'13<, quando houIe pagamenlos
3.2,3,4,3

e .2.3,4.4)
3

Quadro 16 - D•• ~nD dos "'ourso» do mlltuo
Valo,· R$

0"00;1.

)

de despesas

Pagameoloo..nco'l!9§ do OOnl",lo n'll.Ol.oolG2lPD

'"""w do """"",0

. sub/:'m .,"

35t5C8,ll

I

P'g,menta d,

)

P~m~""<1.de en"f]]ilS do oont",tc

)

Sub10tal
'61CPItF 1(1), ~,38%1

701.2:2,771
3,472."16213
13.194,98

)

IClTotal" (A)'(SI

3Al~.5'71t

)

V.lo, lIo,ldo 00 ,mpr«Umo

3.4115.117.11

n' 14.03,00(]62 (G.. m~) _-",bUe", ","

n' 14,1)3,00538rr olen~nol _su~l.m

'd"

2.413.53I,jl

)

)
)

I
)
)
I

B2 No item 3.1.2.1.1 fo,"", r.I.I,d" OSdilig'nd., reiacioo.dos ,os benelici:irios do,!os '''''''''0' quo
,;nel, no" h,viam sido ider.li!k.do, 0 locolizados no, invcs!iga,oe, anl.riOle,.
." EM. 00"1 10 "nC<lnlro-,e .nati",do no ilem 3 _ Dos empr<slimos a SMP&B Comunica,oo Llrfa, dQ
..
Lando d. E,,,ne Conljbi] n' 1854!06-SR/MG,
'" SPU- Si,l,m, 00 I"g,x.e,"", B,,,U<im, ,i~ema q"' pormile1"",[",,6,,, do rec,r"" l'O' me;" 11,[",ilui",,,,
n,ooceira" b,,,, co"", 0 ]>tocessamcnto e .liqulda¢o."" P'WO_u" P"" P'~"
emp"'''', gOY",.o, B.n""
Ceot""" ban"",, FQnoo: !lacen,

189
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m:trt"1tW tt'£friikiWtnZ'Yfi'¥'iifft$if, 'iklik'i,
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I
)
)
)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLICIA FEDERAL

I

DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANIZADO
DIVISAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

)

I
)

I
)

De acordo com 0 laude de Exame Conlaoit nO
18~/06·SRfMG,esse contrato

nao 101liquidado.

)

I
I
I
I
)

3.2.3.5- DOS DEPOSITOS EfETUADOS
Os Peritos
financelro

PELO BANCO RURAL 20113,211ME 2005
NOS

Crimin31s Federais tamMm

analisaram no Laudo de Exame

nO 145012DD7-INCIDPF os credltos realizados em beneflcio da emprese SMP&B

COMUNICAt;:Ao LTDA oriundos de oonta6 de Utularidade do proprio BANCO RURAL, aolongo

)

I
I
I
)

do periooo 2003 a 2005,referindo·se tais pagamentos, conforme documen1os fomecldos pel3
pr6pria inslitui~~o financeira, a creditos par servi.,os presados pela agenda de puoliGidade.
Com base nas notas flscaisrelacionadas as transacOes, os pefitos contabeis

)

criminais da Poltcia Federal observaram

)

pela SMP&B COMUNICAt;:AO LTDA, que, alemde atividiiOOs de propaganda e publicidade,

)

abrungeram organizacOes de eventos, desenvolvimento e plenejamento de proje<;ilo
da

)
)

I
)

0

ample especlro de servi1;os supostamente preslados

institui~M BANCO RURAL, realizayao de pesquisa,s de mercado do setor bancano, Iomecimento
,de software, dentre outros, Ressalte-se que nos exames periciais Ioi constatado que as notas
f1scais utilizadas pela SMP&B COMUNICAt;:AO lTDA par meio de sua filial
situada no Municipio

)

mineim de Rio Acima, n~o possufam auloriZil~ao do f1sco, conforrne consignado no Laudo

)

Cont<lbif nO 3056105-INCIOPF.

)
)

Nos arquivos de documentos do BANCO RURAL, denominados blocamenlos

)

das ag~ncias, consta documenta~M

I
I
I
I

finaroceim, em geral de pequeno valor,Nesses arquivos foram €noontradas, para algumasnotes

)

I

de suports de al9uns pagamentos feitos pela
instilui~~o

~ais,'propos/as de pres/a9fio de S(ilVi0JS", ·contr.ltos de presla~iio de servir;os", 'notes
'
fiscais" emitidas

pela SMP&B

COMUNICAt;:AOLTDA, pianos de mldia, alem de outros

documentos que dariam suporte a produtos decorrentes de servi~os prestados pela
SMP&B
COMUNICAt;:AO LTOA.

)

I
_ 1RO
'Fit!f¥?;'"
)

)

fa

)

I
I
I

MJ -DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL
DRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO
DIVlsAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

)

I
I
I

Como tambem jil havia sido verificado em rela~ao aos pagameotos do BANCO
RURAL Dcorridos nos anos de 1999 a 2002,confmme item 3,2.2,1 deste relal6~o policial,
algumas notas fiscais emitidas pela SMP&B, normolmenle de pequeM vulto, sao destacados os

I

valores devidos a prlipria SMP&B, receitalJ5, bem como servi90s subcontratados, pm meio da
os

)

presta~ao de serviyos de tereeiros116.

I
I
I
I

Tambem desiaGaf<l,m as peritos que na subcontrata~ao dos serliyos ef<l
comum
a SMP&B COMUNICA~AO

I

LlDA desiacar, no corpo da nota fiscal,

0)

n~mero da nota emitida

pelo subcontratado. Porem, quando das notas ~scais de
grande vullo, nao foram apresentadas

I
I

informa¢es de quaisquer

dos subcontratados, GOmo lambem n~o forom localizados nos

arquivos de blocamentos do BANCO RURAL, documentos que comprovassem

)

aexecu~oo dos

sel'liyos CDnstanles dessas notas.

)

)

Nesse sentido, loi elaborado no funbito do Laudo n' 145012DQ7-INC/QPF 0

I
)

Ouadra abaixo, que lraz relacionados pagamenlos cujos documenios de sup.orielJ7 prestayao
da

I

dos serviyos enoonlram-se incompietos ou nM foram fomBcidos a pericia:

)
Quad,"

)

n- R.l.~~o d.

noW

f.Beals C"lo'

","'i,os

v.ro,Nf
'" "'
'"
m~
~,~
" ,~,
2$8,&24,00
!J,b NF

)
)

I
)

17047 IYf2m t0l01/03
121.24
03JIl1,1)3
12855
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21KlM1J 22Jl1Kl3

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)
)

1:l453

)
)

I
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I
I
)
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)

I

-

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1:)4,1

07104103
071W103
07104,00
G7104K)3
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575,150,00
588,236,00

2,58-!l,235,OO

4,01D.445,06
244,700.00
In.05~,OI)
371.519,00
367,0>9,00
341.294,00

nAo roram

oomp"' •• ~o...

V.lo, pogo
S''''~ ~ CrlIO 0"nota fi«.1
..
575,150,00 Seffi90s de W"""ilUca
088,236,00 Di"lga¢;>inS1illidonoi
2.058.235,00

I'€&quisa mercado

~ooef.nanceironad"".1

d.
2!ilI.8'1.oo Planej,"*"lo oslrolegioo m,ri<,~ng global. SP
4,61G.445,OO
23~.811 68 Plane;"",,10• .tralegioo d. m,rf<oling • !.IG
:lS9.51182 F1anei~o

esttat1!gico d. ma<keling • BA

&J.1.09Il ~2 PI",*""",IJ ",IraU:gioo d. rnar;alit>;l. RS
d. rn,ri<,~ng - PR
:159,71182 P!anoj.rnen:a
.....
rna<k'iing _ GO
J34A68 12 Plane! lo"_~d"

"'I~

A ,<coi!> «be-'e • comissao de 'g~nci, u, .. ",i<;o. execu",do. pol. propria .geneh.
o
". em d... ,,,,in,du, ""n",.to< do p,esta¢o de "'''",os de prop'j¥IIld, e publ!cid.d. il' neoess;d,{Ie de •
.glnei. de publidd,de reconUaW 1eT<.;ro, par, ,xec"t" ,.,.,.1",,3 quo nlo sao posslvois de ,erem
,eoIl>.da, I'd, su, estrulura, como por "'","plo, •. Y,icula".o em mIdi..
.
'" Ern 'fllll106, questioo,dos sabre • inoxi't~nci. de documen,,,, d, ,"?O,lo do' '''''';90' '"post,menl.
prtst,d .. '0 Banco R1,l,ajpel. SMP&lI Cbmunic.<;iio, 0' propoSI'" do inst;lw<;iio
j .. tifi",.
,i'"~~o ."",1 em urn documento do tr€, pagiuas denomioado "R<f: Solicita<;ao de docUIflenlOse
infom]a>~"", subilem "do i[em I -DOS J)OCUMENTOS ANALISADOS, ,Om 'pre","'.,
out""
Joo"menl'"
proban[os.

,,"W,'"
nnc

em""

)

I
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)

MJ _ DEPARTAMEN.LicIA

FEDERAL
OIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
DlV!SAO DE REPRESSAo A CRIMES FiNANCEIROS

)

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071()4J03

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13451 04,ll4m G7Jl4J)3
1346~ 07104103 DI!:l4m
$ubtotol
141&5 1)4,l1lllJ3 00J0a1l:l

V.lor 11'90

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2~~,640 Pi""i"""IO e~"legiw d. m.r1<,nr19 J
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mercadoo d. b,ne",

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49.000,00
1.401->41,00 1_l54A~O,lR
35:uMl,OO
Jl5.&'l2,18 IdenifiCl¢l <le merca:!o pOm""
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2GI1Y.@3 29,W,~3 1.450.000,00
IA2LOOQ,OO Calend!riode oan", =t.mf"'l"ne.l'
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1.1W.153,4~ Tume musOoaIBe.:Jes· om ributo bms1iEirn
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250,00),00
245.000.00 Prafeioesped,1 SA EsIOOowMlna,.
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200.0QO,OO
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4~,107,37
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491,167,31
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436.244,&2
Tolol
11.13UlU7 lG.99U14,3'

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)

V.loIN,

.'pee,""'"

(~

""'"'

)

Entre os paragrafos 147 a 169 do Laudo da Exame FinanceirnnO 145012007-

I
I

INCJDPF, os peritos crimin~is analisaram a documentagao pertinente a cadaitem indicado na

)

tabela supra, com a identificag.'io, igualmente, do destino e verdadeiros benefiGiados dos

)

reculSOs rep3ssados pelo BANCO RURAL a titulo de sel'liyos

)

pela SMP&B

COMUNICACAo LTDA.

I
I

o rasreamento do caminho perconido

)

)

prestados

)

pelo dinheiro oriundo do BANCO

RURAL, a titulo de pagamento por sel'lioros de publicidade

prestadas

pela SMP&B

)

COMUNICACAO LTDA, identifll;ou os primeiros pagamentoo relacianados aoIin~nGiamento

)

poll~co objeto da A~~o Penal nO 470-STF, indicando que 0 ESQUEMA MONTADO POR

)

MARCOS VALERIO come-you a operar no 'inicio de janeiro de 2003, alguns meses antes nos

I

primeiros emprestimos oblidos pelas empresas invest~adas. Oesta forma,

)

credibilidade a argumental'ao apresenada pol MARCOS VALE:RIO FERNANDES DE SOUZA

)

I
I
)
)

nao merece

graode

de que os repasses realizadus em beneficios de politicos e agremia9l)es partid;iriastiveram

como origem, exclusivamente, os diversos empreslimas obtKIos junto aas bancos RURAL
e
BMG nos anos 2003 e 2004, conforms documento apreseotado II Poi1cia Federal e repmduzido
no item 3.2.3.1 do pmsente reiatolio,

I
I

I

192
fa

)

I
)

I

MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANlZADO
DIVISAO DE REPREssAO A CRIMES FINANCEIROS

I

I
I
I

Passa-se a resultado do raslreamento dos pagamentos agrupados em cada
ilem da tabela supra.

)
I

3.2.3.5:1

)

-ITEM

01 DO QUADRO 72· R$.01M45,OO
4

I

I

o item 01 do Quadro 71Iraz ~aloras depositados pelo BANCO RURAL no

I

periorlo de 03J{)tI2003 a 2210112003 em ra~or da GOniacorrenle nO 60025SS.2. mantida p-ela

I
)

LTOAjunto ao BANCq .RURAL. que perfizeram 0 montante de R$

SMP&B COMUNICA~Ao

)

4.010.445,00,

I
)

)

I

I

Em 17/01/03 foi re-gislrado0 recebimento na GOnia n' 6002289-9,

detitulactdade

da SMP&6 COMUNICACAO lTDA, do dep6sito no valor de R$ 804.320,56, aliunda da
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS..

)
Par sua Vel, foi verifLcado pelos pe!itos criminals que no dia 03/01"103 a

I
)

SUBSECRETARIA DE PLANEJAMENTO ORCAMENTO E ADMINISTRA~Ao

I

DO ESPDRTE realizou

)

4, mantida

I

07101103,esle depOsito suportou a tfansfel"&fIl;iade R$65.000,00 para a GOnia n'·6002289,9.

rIO

0 dep6sito

DO MINISTER10

da quanUa de R$ 665.673,50 em beneficia da conta n' 9941-

BANCO DO BRASIL pela SMP&B COMUNICACAo

LTDA. Posteriormente, em

)
)

I
I
I

Desta forma. os ~alores provenientes doBANCO

RURAL, ASSEMBLEIA

LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS e SUBSECRETARIA DE PLANEJAMENTO
ORCAMENTO

E ADMINISTRACAO

DO MINISTl:RIO

DO ESPORTE
totalizaram

a R$

)

5.479.765,56, sendo que monillnte, ap6s lfansitar pardalmenle pela conla garantida n"

)

981)01020-2, pDssibilitou diversos saques a partir lias contas 6002289-9I 6002595-2,
€

)

relacionados no Quadro 73. comos respe<;tivosbtmeficlarios:

)

Qu,d,a 7S - P,i"cipai. saqu •• no p.,lodo d. ~21all{)la 22I011Ol

)

HI>IO,1eo

I

Ch,coo-.p,malo, V

I

Cheque

I
)

Ch.wmp,mOOrV

~,

~),~111JJ
OJJlJ1111J
0611l11{13

f••o,ocrdo
V,lo'
19)02,39 Marcos Val~o Foro,odes de Sauz.
18,000.68 S.lPSB COO1ulli::a<}OO •.
lid
40,000.00 CcrnrMeI N<Ji/ lofoIm.ltb> LIda,

Han"o A9·nol•

""
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)3511400

~

~

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412781

193
I.

6550


1

L

,

It

1

1
)

MJ - DEPARTAMENTO DE PQLICIA FEDERAL
OIRETORIA DE caMBATE AO CRIME ORGANIZADO
DlVISAO DE REPRES$Ao A CRIMESFINANCEIROS

,
I

1
1
1
1

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HI.tone"
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061D11{l3

_Ch.oollljl,m~or V

OIMm

Cheque

G710IIGJ

30,GOO,DO
SMP&Il Co"",n""'~M

Ucla,

Ch. Pg. OOng.

0710110:1

23,000,00 SMP&Il

Llda,

,

Ch_romp,m~c< V

M/Ot!l1

80.000,00 SIWiAU'iO' Video
26.000,00 Man, r",,,,,, Gila,.. deII.BII,paz

I
1
I

Ch.oornjl.mmorV

)

Clu;(Imp.mo"'V

Con!.

V.lor
Fawrtdao
1"nDO,OO SMP&6 Comont""'"" Ltd"
lfi,ooo,oo I,k"" V,!..", Fernandes<I, Souza

I

)

1

I

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09101103

Ch.comp,m:;or

V

Ch.oo"'p,miorV
C/I,oomp.miorV

Ch,compmaiorV
Cl1.comp.maior V
Saq. out#.I1da
De~loSP8
01.romp.m,ior V
Ch.<OOlp,moie< V

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Ch.Pg,O~.

)

Choornjl,maior

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I
1
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1
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V

Ch""""l'.""iOl V
Ch_romp.rn'[or

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44,000.00 S&9iolui, Sanlos urn"
23.812,00 S.~P&BCcrnunit:a;;l<l Ud..

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ell. F'j). Obrlg.

40000,00

j~.U1iJ3

V

25,000,00 SMP&B C_~

Cobran""
V

Ch.<:OOlp.maiCf

V

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Ch.[t)1llp.m,l" V

1Ml1.1l3
15/01103
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C~fl.~. 2OfIll103
Ch.oorop,m"{lI

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C'-""'1p,m,IOI

V

Cn. romp m,ior V
Ch.oomp,m";",V

SMP&B Comu~

3032

8771

3032
8771
0010
335n~O
0015 33571400
23il4100'J003830
4071
524~

0049

56876007

3032
8m
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33511400
0009 800001754
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Ll<Ia.

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4531

Ltda,

00091
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97902141
259,2

SA
1~~lm 45,000,1)0 Ban", RuI~

Ch.romp.maior

Cheqlle

2404 3000009675
0009 880051754
0019
20040

1O.~W3 400,000,00 8ancoAJrade 1""~lI1Mto SA
l0i0M13 400,000.00 Marws Vteno Fomande,<Ie $cu:,"
M"",. Vatr.ioFem_
d. 300"
10.01/03 ~OO.OOO,OO
4l),(VO,OO ~.a_
Vo'brio Fem","" "" Scm.
tIWMl3
30,(01),00 Marcos Valerio F,mMO" de S<ma
lMllJ03
80,000,00 R"lCarUo
Cool"" de a.rro,
IOJ01Al3
l0iU1JW 400,OOO,DO RegMo LanzaTolen~'O
lo,olJlJ3
30,000,00 SM?&8 Co;.. micapo Ucla.
13101ID
!lD.OOO,OOFa'J,I" Borges For,,, loren.
13011101
15.oooM ),1= V.IOrio Fe_des <I, Sou,"
131:)1103
35.MO,Qil Mor<os V,IOrio Femand", deSouza
10.000,00 Mari.Tor.", Ch_ de Mellopaz
"IJ1OtIOJ
<10,000,00~l=ira dell(eIo Ail>og«jO$Associados
131OAl3
13101/03 400.000,00 Moreira de M~oA6'osa:Jos Assodados
13l[l1J:13
500,000,00 Renilcla M,n" San,op f.m,""'" 0, Sou",

13101100

C"oo
Ch,comp,ooor

C"",un~

20/0113
2111lliOO

21/01100
W)lm

lD.458,91
15.:163,00
15.000.00
15.000,00
11,000,00

M,.-w.; Vin~I" ~ir(I
SMP&8 CoOlUnlca.-;1loLtd,

00161

Ib"", Hcii<rtlach cardoso
SMP&8 Comun~
Lid,
C/lsja", de M,llo paz

1Xl161 34162910

1l1.211 1,95 M"Ili-Ac1ioo

.0,000,00
117<0.07
9a.SOO,aa
14,000,00

ElltretenimeJIjos

<711 0016

15,OOO~~ "'I," VenJj,a
G

Empr."" Jomaii,lica

:l53

61=
28134
oot6 34161910
0007 140534976
0015 42137041

2,71

0296170500091&8

453

LIda,

479
310

Ramon HoJlert.>::hC,r<Iooo
SMP&BSao Paulo Comunic~ Uda,
c,,50 Com!rdo, $o"i", m•.
oo,io do Cornerclo

305955a4

0009

lid.,

)
)

1
1
)

Mais uma vez verifica-se, de um modo gcral, que os dep6sitos suportaram
saqu€s em especi€ µor m€io de cheques nominais a SMP&B COMUNICAQAo LTDA, sem a
identiffcagao dos verdadeiros beneficianos, bern como vultosos pagamentos

MARCOS VALtRIO

recebidos por

FERNANDES DE SOUZA JRS 954,302,39), ROGtRIO

LANZA

I
)

194
,
l

13551
L

)

)
)

I

MJ -DEPARTAMENTO DE POLiclA FEDERAL
DJRETORIA DE COMBA TE AOCRIME ORGANIZADO
D1VISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

)
)
)

TOLENTINO

I

(R$ 400.000,00),

RAMON HOLLERBACH CARDOSO

(R$

55.000,00)
e

CRISTIANO DE MELLO PAZ (R$ 12.000,00), bern como peJ~s esposas dos inv6stigados

I
)

RENILDA MARIA SANTIAGO FERNANDES DE SOUZA (R$ 500.000,00) e MARIA TEREZA

)

CHAVES DE MELLO PAZ (R$ 41.000,00). Ress@lte-se, nests ponto. que alguns saques

)

realizados em nome <los inlegrantes do esquemacriminosD aprese~tam valores aproximados,

I

iodica~do que dividiam equitaUV<lmente0 lucro iIlcito gerado Ilf'la reciclagem de reculSos

)

miundos de suposros ciientes, dentro e!es 0 BANCO RURAL.

1
)

Em continuidade ao processo de transfer~ncieg financeiras sucesslvas,

)

diftcul!ando 0 rastreamenlo do C<lminho pefC(lrrido pelo dlnheiro, valores transferidos
os

1
)

conta 8771, de tilularidade de MARCOS VALERIO FERNANDES

)

quad",

DE SOUZA, mantida no

BANCO DO BRASIL, patrocinaram vanos pagamenlos, a saber.

1

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I

79 -

hgillllon!os.
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)

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)
)
)

parird. <onto 8771.

V.lor
1lO.0000.OO
60.000.00
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•••

80.'0

RDgeno Lanza Tolen,""
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161.925.00

Aecia EduartiQ Coelho$i~

0",.

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13.0c0.00

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RDgeoo lao .. Toienlioo
Moreira de Melo Advogadoo A"ocIaoo.
AntooioC3I",

Vieira, CPf 106.678.906-10

Agincia

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""
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4071

Conta
5245

00'"

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~
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33571400

."

~
~

~

174.422,,0

)
Em relay80 atransferfmda para 0 BANCO ALFA no valor de R$ 400.000,00.

)

1

os

Perilos CriminalS Federais informaram que correspondencia desse banco afinna que a conte

)

corrente


I

flnanceira, de titularidade dos investlgados, para exame.

Eo

de investimentos

de oiienles e ao foram fomecidos quaisquer exlratos de aplicar;ao
n

)

Para os pagameotos em favor de emprosas e de profissionais liberais, nM

)

foram localizados au apres.entadcs documentos contabeis de suporte, probanteii de even!uars

I
I
)
)
)

pr€sta¢es

de SCrvi90S.Por sua vez, comprovou-se

que aomenos os favorecJdos STAFF

AUDIO E ViDEO (R$ ao.ooo,OO),RICARDO COELHO DE BARROS(R$ aO.OOO,DO) CASO
e

195
- ,'r_
••
-..' -',,- ",. '. ~.·'!"'_~",,,'j'••~","~jI;".,.,,*,~WWW.=~"",,~,_

!.
-',-- ·----' '~J;i_,.¥iYtrtwm~Jry:::.
PL~:£'0!W~*~~,;"
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-"'->~--',~:-:- __
.

1
I

135S2

-,

It

)
)
)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL
OIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO

)

)

DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

)
)

COMt:RCIO E SERVIr;:O lTDA (R$ 98.500,00) receberam pagamentos relacionados a S!)rvi~os

)

prestados a catldidatos do PARTIDO DOS TRABALHADORES

)

nas eleic;i'ies ocorMas ana de
no

2002.

)
)

)

Segue 0 resultado das dilig~ncias relacionadas (lO raslreamento dos
pagamentos:

)

)
)

1) RICARDO COELHO DE BABRROS {R$ 80.000.00)e STAFf

AUDIO E

)

ViDEO l lOA {R$ BO.OOO,OO}: pro'lidenciada no ~mbilo do presente Inquento a oitiva de
foi

)

RICARDO COELHO DE BARROS, tendo este declaradoque na epoca do recebimento da

)

quan~a de R$ 80,000,00 (10/0112003)desempenhava a fun~ao de coordenador da campanha

)

eleitoral de JUDSON CABRAL, candidato do PARTIDO DOS TRABALHADQRES - PT ao

)

govemo do Esl~do de AJagoas. Afirmou que em dezembro de2002, em reuniao realizada rom

)

DELOSIO SOARES, entllo tesoureiro do PT, ocomda no Hotel Gloria proximo a Pra"" da

)
)

I

Repliblica em sao PallloiSP, ficou acordado que 0 PT pagaria R$ 160,000,00 ao comM de
JUDSON CABRAL para saldar dividasde campanha que estavam em aberto, Tendo em visla

)

que metade do valor era devkio a pequenes empresas, muitas com dificuldades para receber 0

)

dinheiro direlamenle em sua oonta, RICARDO COELHO relalou que loi decidido que a mai()r

I

credora, a produtora de TV STAFF AUDIO E ViDEO, receberia 0 dinneiro dlrelamenle em sua

)

conta e a oulm melade seria deposilada na conta do propIio depoenle.Assim, a quantia de R$

I

80.000,00 foideposilada na conla da empresa STAFFAUDIO E ViDEO LTDA em 08!Ol12(){l3,

)

sendo que no dia 1010112003 0 valor de R$ 80.000,OD toi depositad() na oonta ~oJTenle n'

I

1000002880, ag~ncia 2394 da CAIXA ECON6MICA FEDERAL(banco nO 104), de titularidade de

)
)
)

RICARDO COELHO DE BARROS, conforme veIificado na analise financeira consubstanciada no
Quadro. Relatou por fim, que na citada reuniao ocorMd8 em Sao PautolSP no dia 13 ou 147 de

)

dez€mbro de 2002, quando 0 direl6rto do PT eslava reunido no Hotel Gloria, formou"se umafila

)

de mais de 20 (vinle) pessoss para serem atendidas par DELUBIO SOARES em razilo GO

)

problemas financeiros das campanhas nos Estados, endo que nunca !eve qualquer conhllo com
s

•
)

MARCOS VAL~RIO FERNANDES DE SOUZA.

)

196
I

,'"
h5S;;

)

,

I

',:,. ~--~(;o;

fa

I
1
)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL

I

DIRETORIA OE COMBATE AO CRIMEORGANIZADO
OIVISAO DEREPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

I
)

2) CASO COMt:RCIO

)

E SERV1CO LTDA {R$ 98.500,OO}: fls. 114911151 do
as

volume VI do Inquerito Policial n' 00212007·DFINIDCOR consrn lerma de depoimento

)

de
FREUD

)

GODOY, s6cio-{:ontrolador da CASO COMERCIO E SERVICO LTDA queeGlarou que a
d

)

refenda empresa fol aberta em 1998, tendo como objeto social 0 comercio varejista de produtos

I

de limpeza e a presta~o

)

aUvidade de seguran~a de formairregular. FRED GODOY disse que a empresa funcionava

1

esporadicamente, quando havia eventos ligados ao PARTIDO DOS TRABALHADORES

)

de serviliOs burocriiticos de escritiJrio, que na verdade exercia a
mas

- PT e a

CENTRAL UN1CA DOS TRABALHADORES - CUT, normalmente shows de bandas musicais e

)

oulros. Oisse que a CASO COMt:RCIO E~ERVI(;O LTDA chegou a possuir 14 (quatorze)

)

empregados quando aluava no clube BANCLUBe que
jamais foi contratado pelas empresas

I

I

vinculadas a MARCOS VALt:RIO FERNANDES DE SOUZA, com 0 qual jamais manleve

)

cantato. Em relru;ao ao recebimento da quan~a de R$ 98.500,00 da empresa SMP&B

)

COMUNICACAo LTDA, canforme r.3nsa,ao ocomda no dia 2110112003, REUD GODOY
F

)

afirmou referir-w ao pagamento pelaprestru;ao de diversos servil(Os durante a campanha do

)

PRESIDENTE LULA ocorlida no ana de 2002, lais como despesas de segufan~a, alimenta,~o,

)

transporte, hospedagem de equipes de apoioe seguran,a da campanMa presidencial. Relatou

)

que Irabalha prestando esselipo de seTlliyo ao PRESIDENTE LULA desde a campanha de 1969,

)

mas que nao haviJ trabalhado na campanha de2006 poslo que a servi~o foiprestado pero

)

Gabinete de Seguran~a Il)SlilucionaJda Presidlincia da Republica, lendo sido apresentado aos

)
)

membros do PARTIDO DOS TRABAlHADORES por UBENS RODRIGUES DE OLIVEIRA,
R

)

tambem conhecido como MARITACA Segundo 0 depoente, as despesas objeto do pagamento

)

efetuado pala SMP&B COMUNICA(:Ao LTDA tamblim se deram ap6s a elei9lio presid~ncia
e

)

durante toda a lase de transi,ao de govemo, endo que, ap6s este pertodo, procurou 0 comilli
s

)

eleitoral do PT a flm de ser ressarcido gastos, que alCJn~ara 0 valor aproximado de R$
dos

)

1

I
)

115.000,00. Disse ter side orientado pela tesouraria do comile a procurar
uma empresa, cujo
nome nao toi declinado, atraves do nlimero de urn teleione, por melo do qual sabendo
ffcau
Iratar"se da SMP&B COMUNICAQAo LTDA. Ao cantata! empresa, FREUD GODOY toi
a

)

orienlado ~ emitir uma nola fiscatno ~atordo Gfooito existenle e encaminhil·la via poslal,Cllja

I

objelo a ser desGrito seria a presta,ao de serviyosde recursos humano6, tendo entao recebido

I

pelos Correios urn cheque no valor de R$ 9B.500,00, que corresponderia ao valordevido com as

)

I

187

L
'ff1;'-';'·'W!h~·C_mtir-%"'i'!i't4

i

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fa

1

"

MJ -DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL
DIRETOR!A DE COMBATC AO CRIME ORGANJZADO
DJVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FJNANCEIROS

)

)
)

dedu¢es

1

contrato entre sua empresa e 0 PT e que nao realizou a es<;rituragao contilbil das despesas

)

havidas durante a campanha eleitorat e a transj,;ao prnsidencial. Por fim, sctareceu que a
e

)

tributanas devidas. Afi!lTloU FREUD GODOY que nM hOll'le a fonnalizayao de'

depOsito em dinheiro no valor de R$150.000,00, ocorrido no dia 24-03-2004 na conta da CASO

)

COMERCIQ' E SERVlgO LTDA,se refere BO valor proveniena da venda de um terreno de 450

)

metros quadrados lacalizado no Condomlnio Swiss Park, em SM Bemardo do Campo/SP,

)
)

sendo que os 04 (quatro) depOsitos reatizados peta empresa de DUDA MENDONGA, valor
no

)

lolat de R$ 29.347,00, estariam retacionados a servi(XlSde seguranya pessool realizados para 0

I

publicitario.

)
)

3) FAUSTO BORGES FERRAZ LORENA (R$ 80.000,00):Ioi expedida a Carta

)

Prccat6ria n' 01012010·DFINIDCOR

)

para a obte09ao ds esGiarecimentos respeito do
a

pagamcnto no valor deR$ 80.000,00 ocorrido em 1310112003,
sendo que ate a presente data

1

refeJida precat6ria enoontra-se sem resposta.

)
)

4) SERGIO LUIZ SANTOS LIMA (RS 44,000,00): s anillises financeiras
a

)
)

indicaram ter recebido em sua conte n" 97952141, ag~ncia 009 do Banco CITIBANK, 09 (nove)

)

depOsitos no valor total de R$ 493.785,00 (quatrocentos e noventa eti&l mil sctecentcs e

)
)
)
)
)
)

,

oitenla e cinco reais) enire 0 perlodo de411212002 e 13/0612005, oriundos da
2
PROPAGANDA LTDA (primeiro pagamentoj e

DNA

SMP&B COMUNICAGAoLTDA (demais

pagarmmlos). Tambem foi registrado 0 recebimento daquantia de R$ 12.000,00, depositada
pela empresa SMP&8 COMUNICAQAO LTDA em 0010512003na oonta 0" 034800, ag1mcia
2&46, do banco 237, em nome de SERGIO LUIZ
SANTOS LIMA.

)

I

Ouvido em sede policial SERGIO LUIZ declarou que atua como consultor
de

)

empresas, tendo eSciareGido que presta seus servi~os scm a formaliz~lio

I
I

contratos, Em rela9M 80S pagamentos oriundos das empresas SMP&8 COMUNICAGAoLTDA

)
)
)

,

dos respectivos

e DNA PROPAGANDA, dentie os quais aquele regislrado no Quadron' 73, 0 declarante afirmou
que se lrala de pagamenlo do emprostimo que fez paraCRISTIANO PAZ, de quem se~a amigo
hil mais de 12 (ooze) anos. Alegou que empres(ou a quanija de R$250.000,00 para que
1
)

1
1

-

1

MJ -DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGAN!lADO
DIVISAo DE REPRESSAOA CRIMES FINANCEIROS

1
)

)

1

CRISTIANO PAZ efeuasse a compra do apartamenlcl em que fesidia, tendo ulilizado para tanto
l

)

recursos originaoos de uma fascisM lrabalhisla no valor de R$ 220,000,00.
SERGIO LUIZ

1
1
I

alegou que DaO foi formalizado

)
)
)

1

nenhum [ermo escnto com CRISTIANO PflZ., naa tendo sido,

tamMm, solicJado qualquer garantia para 0 empreslimo, que devena ser qui!ado em 8 (oilo) ou
9 (nove) ~ezes sem acrescimo de jums. SERGIO LUIZ aftrmou ni!o se recordar da Iransa~o
relacionada aD dep6sito no valor de R$ 200,()(}(),OO, ocorrido no dia 24/1212002 por melo
de
cheque emitido pela DNA PROPAGANDA ~TDAtendo declarado acredilar que posseter leila
urn novo emprestimo paraCRISTIANO. Por Hm, 8sclareceu que as parcelas do pagamento

do

)

empnistimo niio tinham valores fixos ou dalas de vencimento,
sendo que CRISTIANO pagava0

)

deciaranle namedida em que Unha disponibilidade de recursos.

)
)

Quanto

aos

pagamentos

realizados no dia

1310112.003 em beneficia

do

I

MOREIRA DE MELO ADVOGAOOS ASSOCIADOS, no valor total de R$440.000,OO,
ressalte·se

1

que JOSE ROBERTO MOREIRA

)
)

1
1

DE MELO foi urn dos denunciados

Federal do Rio de JaneirolRJ

porenvolvimento

nos aim; ds corru~1)

procurador cia Fazenda GlENIO

pelo Minisl~rio

Publico

relaclonados ao ex-

SABBAD GUEDES.

Nao loram realizadas dilig{mcias relacionadas ao recebimento

)

de recursos por

)

GESTAO VENTURA, tendoem visla a impossibilidade de sua qualifica~ao por·insuficiiincia

)

de

dados qualiflcalivos

)

)
)
)
)
)
)

De qualquer forma, demonstrou-se
RURAL, ASSEMBlEIA
DEPLANEJAMENTO

LEGISLATIVA
OR!iAMENTO

que os valores provenienles

DO ESTADO DE MINAS GERAIS e SUBSECRETARIA
E ADMINISTRA!iAo

DO MINISTERIO ESPORTE, que
00

lotllizaram

no periodo 0 montante de R$ 5.479.765,56, foram

pagamentos

relacionados

ao PARTIDO

1
1

3.2.3.5.2

DOSRABALHAOORES
T

ulilizados

nos

primeiros

no inlcio do ana de
2003,

conforme indicado no Quadro nO 78.

)

do BANCO

-ITEM 02 DO QUADRO 72." R$ 2.354.490,18

1
I
199
,

..
fX',;,~-~

)

)

..

..
..... ;"~
•••..•

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~

fa

"

)

MJ --DEPARTAifENTO
)

DE

·N'Y~

.

.•.. .
556
j3
~

POLIcIA FEDERAL

DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANtzADO
OIVISi!.D DE RE?RESSAO A CRIMES FfNANCEIROS

)
)

Segundo os Pefllos Criminais Federals, as recursos referentes as notes fiseals

1

relacionadas no item 02 do quadro n" 77,pagas em 07J{)4103 com 2% de desconto, fOr.3m

)

depositaoos na conl<l corrente nO 6002595-2 manUda pBla SMP&B COMUNICACAO

)

no BANCO

I

RURilL. Deslacaram as peritos que as nojas fisceis trazem desC(i~~ogenerica dos servi~os

1
I

preslados, shim de os pagamentos e a movimental(llo financeira assemelharem-se

anterionnente Jdentificados, em que os recursos loram sacados em especie au ulilizados para

I

amortizat;6es de emprestimos.

com Quiros

)

1

Do valor lotal do dep6sito, a quanUa de 1.727.ooo,OOlransitou
R$

I

gaf(lnlida

I

nogOO01133·3

e, dopais de somadcs

a oulros

recursos,orem
t

pela conta

posleriormente

saGildos. Por sua vcz, a cutra parte dosecursos, no ffiontante deR$ 650,000,00, supartou as
r

)

seguintes tfansa~i)es:

)

I
1

a)

)

EMPREENDIMENTOS

)

empresa umizada na operacionalizac;ao da distribui~ao de recursos destinados

)

aD

)

1
I

pagamento

R$

de

300,000,00

INTERMEDIA90ES

em

favor

de

GUARANHUNS

E PARTICIPA96ES SIC LTDA,

PARTIDO LIBERAL· PL, conforme denuncia apresentada peta Procuradoria·

Geral da Republica;
)

)

b) saque em

especie

no valor e R$ 3OQ,OOO,OO
d
reartzado

)

RODRIGUES, que atuava como cash courier (maleiros) de "doleiros" para a

)

in!erruP9~0 do paper

I

identifica~ao dos beneficiarios finaisdes recursos distribuldos

)

MONTADO POR MARCOS VALERIO, conformeinvestiga¢es

)

~mbito do Inquerito 2245-4/140·STF.

frail do

dlnheiro

e conseqilente

por DAVID

impassibilidade de
pelD ESQUEMA
conduzidas

no

)

I
1
I

I
I

c) saque de R$ 50,000,00, por meio de chEque nominal il pr6pria SMP&B
COMUNICA<;Ao
beneflciilriD.

LTDA e endossado para dificuttar a identifica~ao do verdadeiro
h,_,~~~~
-'.:
__
~",."".;z;

1'55~

I
)

I
)

)

MJ -DEPARTAMENTO DE POLiClA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

,

)

1
)
)

)
)

1
I

"

a

)

Estes :evanlamenlos indicam,mais uma vez, que recursos oMundos dire[amenle
do BANCO RURAL,
COMUNICACAo,

a

titulo

de

pagamenlo

selVi~os

preslados'
pela

SMP&B

foram ulilizados no financiamonto da rede innuencia polilica eSlrulurada
de

pBlo ESQUEMA MONTADO PORMARCOS

3,2.3.5.3

por

-ITEM

VALERIO.

03 DO QUADRO 12R$ 345,885,18
•

I
A nota fiscal relacionada a esle item 03 propordonou

)

0 credito na conla
nO

)

05,0025%-2 da quanlia de R$ 345.882,18, efeluado em 08108103, Desse credito, 0 monlanle de

)

R$ 299,000,00 transiiou peJaconla garanlida nO
B8001133-3, que possula nessa data saldo

)

)
)

)

supeIior a impossibililar
lransferencia,

0

a indlliidualiw9ii.o

da

destina9ao

dosrecursos_ Alem

dessa

credito desse valor suporlou pagamenia no vBlar de R$ 49.953,00,em favor da

OOlp(asa GUARANHUNS EMPREENDIMENTOS LTDA, efetuadonessa

dala.

I

)

3.2.3.5.4

-ITEM 04 DO QUADRO 72- R$ 3.551.153,48

,

As nolas fiscais relacianadas noitem D4 referem"se a dep6sitos que totalizaram

}

R$ 3.551.153,48, ccorridos no dia 29/09103 em favorda conla nO6002595-2, que,POI'sua vez,

1

I
)

suportou as seguintes lfans~Oes:

)
)
)

a) saque em especie de R$300.000,00, feito com cheque nominal a pr6pria
SMP&B COMUNICAr;:AO LTDA;

)
b) saque em

)

VASCONCELOS

)

Inquento nO 2245--4/140-STF, ALEXANDRE VASCONCELOS CASTRO recebeu

)

05 (cinco) cheques dB SMP&B COMUNICACAO LTDA no ano 2003, perfmerldo

)

especie

de R$ 250,000,00 em



CASTRO. Confonne diligencias

favor de ALEXANDRE
realizadas

no ambito 0

() lolal de R$ 770,QOO,OO. ALEXANDRE VASCONCELOS CASTRO, proprietilrl()

)

)

I

da empresa de factoring CONSUL
TORA EXPRESS COBRAN(:A l TDA, a~rmou
--'~~~ffl,.,.,_."

l

'"

'. -

','.-raltt¥t'I' !It -W$ii
"

j;B8id@1"!~;fUg~;~~~~=xr.:::;:, ,.;'
,,:,.'''-:';.,

J 355,,9

.-

1
)

L

fa

)
)
)

MJ -DEY ARTAMENTO DE POLicIAFEDERAL

1

DIRETDRIA DECDMBATE AD CRIMEORGANIZADO
DIVISAO DE REPRESsAo A CRIMES FINANCEIROS

)

)

)

em seu depoimento que receoou tais cheques para desconto do empres~rio do

1

ramo de moda EVALDO NEVES THIBAU, falo, enlrelanlo, oegado poresse,

)
)

c) diversos aulros pagamentos com trimsilo do valor de R$ 2,903.000,00 pela

)

conta garantida nO 98001133-3, destaca~do-se, deste vakJr, cinco pagamen10s

)

efetuados no dia 03110103, que totalizaram R$ 283.000,00,
em lavor da

)

MADEIREIRA R1BE1RiiO LTDA, CNPJ 41.736.76010001~9. Essa empresa

I
)

encontra-se inapta pol omissao no Cafl8Stro da Secretaria de Receit:J. Federal,

1

stem de nao constar cadaslro de s6cias.

)
)

Pelas anillises financeirns realiladas, loi verificado que a empresa MADEIREIRA

)

RIBEIRiiO LTDA recebeu 05 (cinco) pagamentos da SMP&B COMUNICA9Ao LTDA nos anos

)

de 1999 e 2000, perfalendo a lotal de R$ 283.000,00:

)
)

Qu,dro 80 • R""",,,o$ ",c.bidos pel. M.dei,.i,.. Rib.I,!o Uda

I

O,:a

)

[l3I101,1IOJ

)
)

V'~r(R$1
R'50000,OO

)

RJBEIRIIO

CHQ.PG.OBRIG.

--

LTDAJ417387$0000149
0311012110J

RS 58.000.00

MADEIBfJRII RIBEIRilO

CHO.PG.OBRIG.

LTDAI4H367WJOOI49
OOIWrlOO"J

R$ 75,~)I),OO

)
)

Tlansa>llo

Aaed1to do (NorneK;NPJ)
MIIDEIRI"IRII

IIIAD.I Rl"IRI< RlBEIRAO

C~O.PG.OBRlG.

l TDAJ4 1736700000149
DJI1()J20()3

RS 50.000.00

MADEIREIRA Rl8ElRAO

CHQ.PG.OBRIG.

LTDM1736750000149
03l11)12(l03

1<$ 50,00(1,00

MADEIREIRil

RIBflRIIO

CHQ.PG.aSRIG,

l TDAJ41l36760000149
TOTAL:

)

R$ 23000.00

)
)

Fai expedido 0 Oficia n'

201l2010·DFtNIDCORlDPF com

solicita~o

a

)

MADEIRElRA RIBEIRAo l TDAde inlormay5es a respeitoda n~tureza de tais pagamentos. Em

)

resposta a esta' comunica9ilo, foi informado que, devido ao lapso temporal, a empresa nao lena

)

como informar precisamenle a natureza de lais credilo6, mas em virtude da atividade camerdal

)
)

exercid8 pela empresa, infere que aludidos cheques p:Jdem referir a quita9~o dedebitos
st!
oriundos da comprn de produtos que comercializa, tais como madeiras 5erradas, folheada,

)
)

compensada, aglomerada, formicas em geml e colas para madeira.

)

202
,

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VO-'_""-"A"

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)
1

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"

)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL
)
)

DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANlZADO
DlVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

1
?alas camcteristicas dos pa9amentos recebidos, pOOe-se infenr lratar-se de

)
)

empresa utilizada para ocultar au dissimular 0 destino dado a recursos movimentados el0s
p

)

ESQUEMA MO,llTADO paR MARCOS VALERIO . .'lao pos5iveJ vislumbrarqualquer
e

)

de lais transa90cs com 0 iOInecimentode setvi~os ou bans vinculados a pre5ta~ao de

)

I
1
I

rijla~ii:o

servi;os de publlc!dade ou propaganda, motlvo pelo qual sa caputa necessaria a

inslauragaa de Inquerito especiflco para apurar 0 envolvimenlo
R18ElRAO LTOA com a jlQss[vellavagem

da empresa MADEIREIRA

de fUlldos lITellas.

)
)

3.2.3.5.5

-ITEM 05 DO QUADRO 72 - R$ 245.000,00

1
A nDta ~scal. reladonada no item 05, refere·se

)

a pagamenlo

IIquido de R$

)

245.000,00. depositsdo em 13/10103 na conta nO6002595-2, Segundo os exames periciais, este

)

pagarnenta

1
1
1

proporcionou

transfelencias de R$ 162.411.00 para

FERNANDES DE SOUZAede

3,2.3,5.6

-ITEM

o

MARCOS VALERIO

R$19.000.OQpara CRISTIANO DE MELLO PAZ.

06 DO QUADRO 72· R$48S.244,02

pagarnento de R$ 486.244.02 foi deposirndo na conta 6002595-2 em

10111/03, Ap6s transitar pela cQnla
garantida vinculada, referida quantia loi somada ao erectilo de
R$ 310,733,23, efeluado pela TELEMIG CELULAR SA
possibilitldo

em11/11/03, tendo, por sua vez,

pagamentos em beneficio dos favoreeidos
relacionados no Quadro a
seguir;

QU.dfO 31 - O••tino do. re<ur.lOS BMCQ Rural & Telemlg C~I"I""

,~

101111n3

Cfi~

11l!11j(]3 Chq. ,abriJ,
1(11111)3 CIl.com ;maior V
11111/03 Cheque
~~1t/03 Ch.que
11!1!/O3 Co.,om maio, V
11111103 Ch,romp,maior V
11111/03 Co.romp.malor V
111l1103 CIl,comp,maior V
111111(13 CO

"

Banw

'" "

Coni.

Nom.

000 8&10876 C<isiano de Mella paz

00'
00'
,

,

'"
,.
"'
00'

""
m

609535 BBmrVr . erlS. Turi,mo Ltdo,
31241B5 Nlkl infermado

• WOden GleKt$OnCas~o Silva
. 'N,)d,"Gleidscn Caslro SilYo
1331 52$0 Nlkl inferm.do
; 15>397 Nlkl inform"'"
1331
52560 Nilo inrOfrn.do
00; 105397 Nlkl io,mnada
_ SMP&B Com"";"" o ltd•.
,

,

J3559
l

,

1

...
'~

V.IOT

12.000.00

m.920.80
50.000,00
50.000.00
50,000,00
50.000.00
5O,O~a,OO

50.Il00.00
50,000.00
250,000.00

203
I
1

L

It

I
I
1

MJ - DEPARTAMENTO DE POLiCIAFEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
DNiSAO DEREPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

)

1

I

Data
Tran•• ".o
B.noo
lZ1l1103 Ch,rom~.moiorV
00'
12111103 Ch.comy_maiar V
001
121 l/O3 OebiioSPB
00'
12/11103 Ch.romp,maior V
001
.
12i11h)3 ","00

)

1
)
)

.,.
"'
,.
""
M'

.

)

1

Cont.

Nom.
20<W5 MarC<Js oleno Fem"ndes de $aum
Y
75.34841 livo"ia Del Roy Editor.Ltd•.
42137 E$lUdio Triade Ltd•.

.."

Marcos Valeria Ferrnmdes de So"za

42.000,00
100,00(1,00

• Jacinto de Souza Lam85

Verificou-se, desla fOl1l1a,que os w:ursos

)

V.10r
12.000,00
17.727,00
36.078,90

deposilados pelo
BANCO RURAL e

pelu TELEMIG CELULAR SiA, a titulo de pagamento por 5e!Vil,Xls prestados pela SMP&B

)

1

)

COMUN1CACAo LTDA, suportaram 0pagarnenlo de 05 (cinco) cheques em11/11/2003 cujos
bene~cifuios nao foram identificaclos pelas instituig6es financelras1l!1,

)
)

I
I

Por sua vez, comprovoU"*le que tais recurses s~port~ram e pagamento da
quantia de_R$_100.0DO,DOem fal'or de JACINTO LAMAS, conforme ojl€ra,~o regislrada em

)

12/1112003, sendo este um dos operadores da distribui~ilo dos re:urws desUnados ao

)

PARTIDO LIBERAL - PL.

)

1
I

Niio foi passivel, ate 0 presents momento, proceder a locatiza9~o e oiijva de

)

WILDEN GLEIDSON CASTRO SILVA, vez
que em diligencias policiais foi informado por

)

parentes que ele reside em Ribeirao das NeveS/MG emlocal illCerto e nao sabido.

)

)

)
)

)
)
)

1
I
)
)

I
Ressalte-w, tamMm, que os examesperlciais identiffcaRlm outro pagamento
com caracter1sticas simiiares, mas que oao lui possivel

&OS

peMtos criminais fazer sua

vinculao;:ao a notas fiscais de prest<ll)M de servi<;os. obre 0 ".-Milo com hist6rico de "TRS
S
OUTRAS TIT', no valor de R$ 1.187.529,70, na conia corrente nO 6{)02595--2, da SMP&B
COMUNICA<;:AO LTDA, 0 BANCO RURAL nao apresentou nola f~al

ou oulm documento que
0

justificasse. A pamr desses recursos, fcram destacados os beneficiarios do cnldito, relacionados
em quadm, a seguir:
Q"."o 82 - De'tin'~'o dos rnour$O'
Hi,I6neo

I

Data

I

ValOr

IFa>lort<ld,

~

Ag'nel. [

Conta

)
)

1

,

"" Cab< .0 Minos<cnoi"unll"" """",,1 vcnllcar a pcrtmenCL.e n'C=lOaUe Q. Connfi"tOaneoa<
invc'l;ga~ijes vhando " ;den(Uk.~
do, v.rd,dciro, ben<fkj,rios de,le, "hoque,.

204
)

I

I
1
1

,

UClA FEDERAL
~E
ORGANiZADO
:S FINANCEIROS

)
)

mmm

Chq,pg.oOO<j.

39001,00

Gua~~~:.,~preeildirrenl""Inlerme,f<¢es W

,

~:Ul.ag.,

10ln7103

Ch,oomp.ma!.'rV

mmm

00,(1'1),00 RGmon Hdle;b,clI Carea>;)

I

Chq_PJ_oorig.

1~Wm3

Chq·pg·Ql;<i9_

lD/lJ7I!JJ
1I1Q7Xll

0718

"P«1lcf
,SiC lid ..
SGOO),OO SMP&B Co"",,nioao;.lo Hda.

1

I

,
,

,

""

Ch.ro~p,m"'rV
Ch,CQITlp,m&lr V
Ch,comp,ma'or

V

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)

,

Ch,ccmp,m,;orV

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Saqfoh,OOl.g ••
CIl,com~.m~orV

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)

S"'l',h,oul.age.

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Cbq,N,oi;rig,

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1(1.000,00 SMP&8 eo.n.,~lid ..
Ilo_noo,oo Morel" d. MeIO ,,dvogadOO
/Is'-"<iltdos
6('-~OO,OO SMP&B'CoIlW oi«¢o Ud •.
J7Ooo,OO G,,,,,nhuns Em~reell(lim""los IOlerrnod1a¢e<

CI-.q,pg,obri9'

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00,925,00

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)

)

1

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Guarortllu:,!m(l1eendlmOO"lS IntemJedl..,oes
SICLid
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Marla Terezo Ch"" de Mellopaz

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Rool," F...w, doQu~ro:;:
15.001),00 MariaT,r= Ch" .. de Mello p""
3Om,DO SMP&O Corr",nlcaQ1i:> Uda.
12.00J,00 J.lamos V,IEi", F.mand .. d, SaICa
3G1lXl,OO Marcos V,I .. o F,marrJes <Ie Souza
6(I,0C(I,OO RogO<io lan" To;,n,no
0.000,00 Marcos V~erio F,m.oo" de Souza
331,000,00 Rogerio l.an>a Tolen~""
5O,(XXl,oo

Ch.ccmp,mtiorV

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Ch,ccmp.m,'c<V

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25041l3OOO1
8!lOO51754

Destaca-se nesle quadro, mals uma Vel, 03 (Irns) pagamentos realizados
em

)

da GUARANHUNS

EMPREENDtMENTOS

INTERMEOIAt;OES E PARTICIPACOES

,

beneficio

)

PARTIDO liBERAL - PL, conforme den(mGia awescntada pela Procuradoria-Geral da Republica

)

que originou a A9ao Penal n" 470.

)

SIC LTDA, empresa uUiilaGana ofl8racionaliza9ao

da distribuiyao de recursos destinados aD

)

)
)

)

1

Neste ponto encerra-se 0 resumo das dilig{mcias relacionadas

eo mapeamento

dos recursos dislribuidos por meio do cirl:Uito financeiro conlrolado por MARCOSVALERIO, com
a iden1ificayao das circunsl~ndas dos transal,li:ies flnanceiras apontadas nos Lavdos de Exame

,

Financeiro nO 144g/2007-INCfDPF

I

investigay5es, vollado a intermedia980 por parte do ESQUEMA MONTADO

)

VALERIO de i~leresses privados junto a esfera publica federal, atividade esta que renderia a

)

Procuradotia-Geral da Republicam

e n< 1450i2007·INCIDPF,

oonforme determinado

pela

Desta forma, passa-se a reportar a segundo foco das
paR

MARCOS

1

)
)
)

I

'" Nnda oor,o ,epO,(;ldos no pres'nle relal6rio" diligeocia, ,elaciooad..,. b,nefici'rios de "C"mo"
P"SO"' f!Sic., e juridka" que [Ot"'" mmcionado.s no' Laud"' d. Exame Fi"oceiro o· 144912007_
INC/DPF " 1450n007-JNc/DPl' e ~"" ,ioda nlo h,viam ,jdll idcntiflCadll"nas jnvcstig~Oe.< anteriores.

205
I
)

fa

)

1
1
1
I

MJ -

DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL

DiRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANIZADO
DIVlsAO DE REPRESSAO A CRIMES FlNANCEIRO$

)
)

remurterayoo necessaria ao financiamento dacompra do pode! politico deSClitona demlncia que

)

originou a A,lio Penal nO 470.

)
)

3.3 - DA INTERMEDlACAo

DE lNTERESSES PRlVADOS

)
)

ConlQrme mencionado no item 2.2 do presente relat6~o (FONTES

1
1
1

SECUNOAR!AS: INTERMED1ACAo DE INTERESSES • LOBBY], 0$ elementos

deprova

munida, nas diversas investiga¢es realizadas evidenciaram a prOOisposi~o de MARCOS

)

VAL~RIO para lidar com fundo3 provenienles de alividades deli!uosas, quando!oi passlvei

)

oomprovar que seu gr1JiXJempresaTial do ramo de publicidade e propaganda eslava preparado e

)

disposto a funcionar como velculo de captaqao d,e reculSOs plOvenientes da
iniciativa

)

subomos

)

politlcos1lo.

ou uoavGes ilegais, e sua posrurior distribuiyao

privada,

pma agentes !'Jubliees partidos
ou

)
)

Ficou devidamente comprovado que 0 ESQUEMA MONTADO POR MARCOS

)

I
I

VALERIO reris pmmovido

Q

adianlamento

de recUTSOS a serem postericrmente contrapesados

pela remUneTa9i!o gerada com a intermedia9ao de
interesses prillados junto ao Estado,quando

)

poderia conter com 0 auxUio justam€nte do centro de poder politico que estava financiando.

PaTa

)

atender a demanda

pe!o

)

empresario, MARCOS VAU~Rl0 conlou com

)

que nao poderia custear seu investimento politico somente com os recursos provenientes

)

)
)
)

crescente

contratos de puhlicidade
notadamente

que

de recuTSOS, solicitada pelo nucleo
poti~GO au· oferecida

mantinha

(I

aporle financeiro de institui9iles

ban canas, vez
de

com administra9ll:o publica direli! e indireta,
a

do contrato que a DNA PROPAGANDA l TDA havia ffrmado com 0 BANCO DO

BRASIL aD tongo dos anos ..

)
)

Os elementos de prova reunidos indicam que os emprestimos

obtidos por

)

MARCOS VALt:RIO, cujos valores foram repassados eo m]ciao politico nomeacio peja PGR,

)
)

)
)

1

,10Este .. tvi~o ilidto "'" roalizado do forma a permi'ir' movimenta>,o d< ,II" '"''''''

do dioheiro ,em

chamar a aI<ngio para si "''''''0 e para os lelCcilO;quo dolo $, .,rvi,m, bcm como petrllitir a elimiIUl,'o
do peculiar r"lm de pop,", (paper Irai/) que poderi. $er detect,do pelo, dos 6rgio, de P'"v."~1io 0
oonlmk d. !avagcm de dinhciro
)., ,,:, "':''-''·,',c·· ":' '-~-"~'tT·t~,,*reifi&"@v..J.;<
-~ , "'"';.' "".
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i

fa

1
1

DE POLtCIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO
DIV[SAO DE REPRESsAO

A CRIMES FINANCEIROS

)

seriam na verdade custeados com a remunerar;ao gerada pela Int€rmedia~o de interesse:

I
I

pnvados junto

a

[ede de infiuencia politica oonstruida pelo empresano. Esses inleresses

eslariam relacionooos tanto as proprias instituit;Oes nnanceiras que coocederam os muluos

)

q~anto a lerceiros,

)

)

Assim, a Procul<ldmia-Geral cia Republica determinou a apurayM dos futos

1
)

relacionados;lulilila~o relo BANCO ECONOMiCO E MERCANTIL DE PERNAMBUCO, bem

I
1
1
I

como pelo pr6pJio BANCO RURAL, da rede de inffu~ncJa polltica monlada per MARCOS
VALERIO, que buscava a aprovaQ~o de decis6€s pelo Banco Central do Brasil beneficiaria
que
rerenda insliluiyao financeira.

)

19ualmenle, !oi requisilada pela PGR a realizaQao de diligimcias especlficas

)

voltadas a veriftcaro relacionamenlo que as empresas BRASil TELECOM, TELEMIG CELULAR

)

e AMAZONIA CELULAR manlinham com 0 "NUCLEO MARCOS VALERIO" desde 0 pericdo

I

iniciado com os primeiros pagamentos as empresas de publfcidade
investigadas.

)
)
)

Segue nos pr6ximas pontos 0 resultado dessas dilig~~clas.

)
)

)
)
)

)

3.3.1 . DO CASO DOS BAN COS MERCANTIL DE PERNAMBUCO E ECONaMICO

.i
Conforrne investigay6es conduzidas no ambito do InqueritoO 2200-2/140,
n
MARCOS VALERIO FERNANDES

DE SOUZA iniciou sua vida profissional em
inslilui~aes

)

bancarias de Minas ,*rais, como as eJ(tintos bancos BEMGEe AGRIMISA, tendo tambem

)

apregoado t:erta epoca qLJetrabalhava no Banco Central Brasil, emprego este que defalo
do

)

nunca .existiu, apesar de ter manlido rela.,oes pr6ximas com dirigentes do bancoestalat. Dessa

)

forma, a expertise adquirida no mercad() financeiro permilia a MARCOS VALERIO idenli6car

)

oportunidades de neg6do que surgem da interface necessaria desse setor com 0 paderpubtico.

I
I
)
)
)

""

1366;'1

U

)lJ -DEPARTAMENTO

)

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I
,

)

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1

1
)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLIcIA FEDERAL

I

DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADQ
OIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS

)
)

palo Esladow'

)

vez que se!rata de uma atil'idade econ6mica forte
mente reaulada e fiscallzada

)

Tais oportunidades de neg6ciQ poderiam garar rendimentos muito supeliofes

1
I
I

suas empresas de puLlicidade e pmpaganda142,ainda que se leve em conla a exislMcia de
selVi~s

)

superfaturados ou ftcllcios,como jll demonslrado nesterelat6rio.

Dessa forma, foi verificado que
MARCOS

I
1

aos auferidos par

VALt:RIO

atuOU COITKl
represenlanle

do BANCO RURAL nag Iralativasenvolvendo a suspensao de liquida<;ao extrajudicial do BANCO
MERCANTIL DE PERNAMBUCO, quando utilizaria a rede de influ&ncia pol~ica que havia

)

montado a partir do ana de 2003 para obler ganhos relacionados a corre(:io da dlvida gerada

I
I

peto programa de reestrutura~1o do sistema financetro - PROER.

)
)

Visando il apura930 dos latus objetQ da segunda etapa das inves1igay6es, a

)

ProcuradoJia-Geral da Republica - PGR requisitou por meio da peti~ao n' 34994, constante <is

1

fis. 832118325 60S ilJtos principais (fis. 04109 do [PL n' 002/2007·0FINIOCOR), a tomada dos

)

depoimenlos de ANTONIO

)

CLAUDIO JAROLEnO

1

GUSTAVO MATOS DO VALE (diretof

da DILIO do BACEN),

(consultor do BACEN), MARCO ANTONIO BELtM DA SILVA (consultor

)

do SACEN) e ARMANDO

)

MONTEIRO

FILHO (presidsnte

do BANCO MERCANTIL DE

PERNAMBUCO).

I ,

)

I
)
)
)

I

,

Foi colhido 0 depoimento de ANTONIO GUSTAVO MATOS 00 VALE, Diretor
de uquiday6es do Banco Central do Brasil (DILID) desde 0010512003,no qual
nuances envolvendo as dilerentes

in!erpretay6es

acerca da corre~

Ioi explanado as

dos emprestimos

concedidos pelo BANCEN ~s instituiy6es flnanceiras no ~mbito do PROER. Aftrmou ANTONIO
GUSTAVO 00 VALE que 0 PROER Ini programa criado com a finalidade basica decobrir 0
um

)

palrim6nio negativo dos bancos que estavam em iiquida,aQ, de modo que urn banco em

)

luncionamento pudesse assumir tOOo$ os passivos junla 11. popula9ikl e ils empres8s, permltindQ

)
)

I
)

I
1

1<L0 fI,nco Cent,,! do Brasil, vinculado >0 Mioi<t"rio d. F3Zcnd •• C 0 princip<LI "genie e"eC"I;vQ d"
poHticas if'<;ada, pelo Con,e]ho Moneliirio Naoion,I,"
, tambOrn 0 principal 6<£.0 de fi,ca];za"'o
do
Sistema Financo.iro Nacion.!'
'" Omformc apurado. "" prete"sC« de MARCOS VALERIO em '0'"0 d.. negocia.,o"" <Ilvo!vondQ 0
BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO girav, em 10'"0 de R$ 700.000.000.00 (..,teccnto.s mHMos

de rea;,)

208
.
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)

I

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)

1
)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANlZADO
DlVlsA.O DE REPRESSAo A CRIMES FINANCEtROS

1
1
)

)
)

I
)

1
I

que a liquidacao eXlrajudicial nao prejudicasse esses denies OU 0 sistema flnanceiro como um
lodo, Explicou que lados OS" passivas cram Iransferidos pam a institui9ao financeira que assumia
a parte operacional do banco em Iiquida9i1o, lais como depositos a vista e a prdzo, conlols
correntes e poupan(:a einl'€stimenlos de um modo gem!, sendo tamb!!m lIansferidos os ativas
considerados "OOns"14$. Por sua vez, a diferen~a resultante,considerada 0 "banco ruim', era
coberta com recursos do PROER,sob fonna de empresUmo aobanco em liquidat;ilo, senda os

)

recursos, porem, encaminhados para 0 banco em funcipnamentQ, Disse que para efelivar esse

1

emprestimo

)

in5titui~ao em liquidaQ~o, por cerca de 35% dovalor de face, com recursos do PROER, em

1

VOlume suficienle para que 100% do valor de face dos titulos llbrissem 120% do valor das
C

)

)
)

)

0

BACEN exigia garantias, formadas por titulos piiblicos federais adquiridosela
p

emprestimos, Relatou, iambem, que 0 Programa foilan~ado no final de lSS5 e alendeu os
bancos

NACIONAl,

ECONOMICO,

MERCANTll

DE

PERNAMBUCO, BANORTE,

BAMERINDUS, enlre oulros.

1
)

Em relaGilo a MARCOS VALERIOFERNANDES DE SOUZA, afirmou ANTONIO

)

GUSTAVO DO VALE que de lato 0 recebeu na Diretoria de I..iquidar;iies do BAGEN em tres

)
)

I

))

oportunldades, entre 0 final de 2003 e 0 iOicio de 2004,
reunio~

nas quais sempre era

acompanhado de um consultor. Disse que reatmen!e MARCOS VALERIO apresentava-se como
representante do BANCO RURAL com a finalidade e obter informa¢es
d

que subsidiasse

)

el'€ntual proposta no senlido de iel'€olar a tiquida9ao exraj'Jdicial do BANCO MERCANTILDE

)

PERNAMBUCO e em que condi<;~es o.Banco Cemral
apreciaria tal proposta, nilo tendo, em

)

nenhum momenID, abordado qualquer questiio sobre 0 BANCO ECONOMICO EnlIelano. mls

I

tres vezes em que 0 recebeu, MARCOS VALERIO se encontrava sQzinho,nM

)

acomp<lnhado de diretores do BANCO RURALou de acionistas do BANCO MERCANTIL DE

1
I

PERNAMBUCO, bem como nunca se fez aoompanhar de qualquer politico, lendo apenas citado

estando

o lato de desfrutar da amizade do DeputadoFaieral VIRGILIO GUIMARAES.

)

I
)
)
)

1

'.''''
/3%5

'" Ressalto-<e que a rnrte "boa» do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO ro; ",tlIllida polo
DANCO RURAL, que pa"ou, co,lrolar a instilu;,ao em liquid."lo,

I
'
J. - ' ... -----~

~M?f..wmemr4f'tlffl

,{;,,:;;r);d&?i%¥~~~·<?!%!Jf0*9fh$¥~"0;0j:~:::F;r3;§'2~

:

fa

)

)
)
)

~

MJ - DEPARTAiUENTO DE POLiClA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBAlE AOCRIME ORGAN!ZADO
OlvlsAo DE REPREssP.OA CRIMES FINANCEIROS

)

AfirffiOU ~inda ANT6NIO

GUSTAVO MATOS DO VALE que a lese dos

)

controladores do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO era 0 pag~mento do emprestimodo

)

PROER segundo a Lei N° 6.024174, islo e, com aoorre9ao da diVida pela TR, sendo que a lese

)

)

do BACEN, diferentemente, consistia em colTigir os creditos do PROER segundo os contratos

)

ate 0 limite da garanUa, Dessa forma, a diferenQa resultante das duas teses gimva em lomo de

)

R$ 700,QOO.OCO,OO, tendo 0 BANCO RURAL, entretanto, efetivado nenhuma proposla em
noo

)

razao do entendimento jurldioo do BACEN de nao apreciar qu~lquer pr,ojlOBta que Ilao

)

oontemplasse a entrnga total das garan~as para pagarmmto do empT~timodo

) .

tambem, que esta lese estava sub·judice na 1" Instancia Judicial, tendo recebido senten~a

)

favortwel aos controladores do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO no inlcio de 2005,

)

PROER. Retatou,

posteriormente confirmada em janeiro de 2006par ac6rdilo do TRF - 5' Regi~,

tato que

)

propiciava urn ambiente que permitia a analise de proposta no
ambito administrativo. Entretanto,

)

no final do primairo semestre de 2007 0 SuperiorTribunal de Jusli~a - STJ decidiu

)

favoravelmente a !esa do BACEN,

)
)

Pur fim, 0 Diletor de Uquida';OOsdo Banco Central do Brasil afirmou que nao

I
1
I

sofreu qualquer especie de µress~o polltica para resolver a uquidaC50 extrajudicial do BANCO
MERCANTIL de maneirn favoravel ao BANCO RURAL, sendo que MARCOS VALERIO tambem

)

),
)

mlO fez nenhuma proposta financeira ao depoente nosenlioo de facilitar ou agiUz1'lf 0
)

levanlamento da liquidac~ora

quesUonada.

)

)

Pro~SIJ~uindo 3S diligenGias determlnadas pala PGR, realizou--8e a oitivade

)

CLAUDIO JALORETTO, que II epoca dosfatos exercla 0 cargo de CO~5uttor da Diretoria de

I

Liquidayao e Dcseslatizayiles

)

relaOOnados a area de desestatiz~ao

)

recebido MARCOS VAL~RIO FERNANDES DE SOUZA emduas visitas feitas ao BACEN, a

)

primeira ocnrrida no dia 25/1112003 e a seguoda no dia 1710212005,
Tanto no primeiro enoontro,

I
)
)
)

. DILlD, respons:)vet pelo aoompanhamento de assunlos
debanoos e5tadu~is, CLAUDIO JALORETIO admi~u ter

do quat iambem participou 0 consultor da area dsliquida~es

MARCO ANTONIO BELEM,

quanto naquele ooorrido em 1710212005,com a presenya do Diretor de LiquidaQoes ANTONIO
GUSTAVO MATOS DO VALE, 0 8ssunto da conversa rom

MARCOS VALERIO tai a
1
)

1
1

,

)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLICIA FEDERAL
DlRETORIA DE COMBAlE AO CRiME QRGANIZADO
DlVISAO DE REPRESSAo A CRIMES FINANCEIROS

)

)

f}OSsjbilidade de levant~mento

1
1
I
1

CLAUDIO JALORETTO

da liquidai{8.o do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO,

tendol

anrmado,entretanlo, que nao foi realizada qualquer oferla flnanceira au

insinua<;:iio no sentido de que fusse levado em considerayiio

do pleilo apresentado.
CLAUDIO

JALORETTO ffimbem relatounao ler conhecimento de que lenha havido ingerencia politica para

1

que fossem agendadas as reuni5es com MARCOS
VALtRIO, nao tendo recebido qualquer

)

liga~ao teleflinica ou vtsita de politicos pala tratar da proposla
le~ada a efeito peto ernpresilrio.

.I
)

Tambem !oi realizada a oiUIia de MARCO ANTONIO SELEM DA SILVA,

1

consultor do Dlrstor de UquidaQi!o do SACEN,
que afirmou ter 0 Govemo FHC la~98-do 0

)

PROER no ano de 1996 a partir da quebra dos grandes bancos,programa este que socorreu 0

1

BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO. Dessa forma, a institui~&I fi~anceira fot di~idida enlre

)

a "parte boa", vendida eo BANCO RURAL, e a 'parte ruim", que ficou em liquida~&I extrajudicial,

)

1

sendo a "parte ruim" propriet§ria dos tIIulos que foram dados em
garanUa do emprestimo no

)

ambito do PROER, que no caro do BANCO MERCANTll emm inicjalme~te "C-BONDS',

)

posleriormente trocados por "NTN,A3" (Notasdo Tesouro Nacion~1 com varia~ao cambial).

1

MARCO ANTONIO BELEM confirmou queMARCOS VALERIO FERNANDES DE SOUZA visilou

)

a Diretoria de Liquida9iio e OesestaUzag{es(DllID) 10 (dez) vezes no penodo de novembro de

I

2003 a maio de 2005, sendo que em !res oportunidades fa: alendido pe!o Oiretor e um dos

)
)
)

consultores, duas vezes 0 Diretor 6s!ava acompanhado pelo depoente e uma vez pelo senhor
)

CLAUDIO JAlORETIO.

Aflrmou que MARCOS VAltRIO,

que nao
f~atendido em duas

)

oportunidades e nas outras cinco veZe5 toi recetJido $Omenle pEllodepoenle MARCO ANTONIO

)

BELEM, em todas idas ao BACEN estala sozinho,nilo se fazendo acompanhar denenhum

)

diretor do BANCO RURAL, do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO ou de poIlUCD.

)

Enlrelanio, MARCOS VALERIO se apresentava como representanle do BANCO RURAL
e

)

atuav~ com

)

MERCANTIl DE PERNAMBUCO, tendo suscitado a alternative de pagar a parte inconlroversa,

)

1

° inluito de estudar uma proposla que permmsse leV<lnlar~liquida~~o do BANCO

que sena 0 crediio do BancoCentral acrescido de TR e 0 resiante das garan~as depositariaem
Juizo au aonna urna scciedade de propiX;ilo especlfico. ARCO ANT6NlO
M

BELEM disse,

)

)

)

,

tamMm, que MARCOS VALERIO avento';divers2s hip6teses Bem, no entanto, prolocoiar a
formaliza;:80 de uma proposta, e que apesar de saber que 0 empresllrioHnha divemas amizades

211
)

)
)

1

MJ - DEPARTAMEl'TO DE POLIcIA FEDERAL
DIRETORlA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZADO
DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES F1NANCEIROS

)

)



110mundo poillico, em nenhum momento!oi insinuado au pronunciado que falava em nomee
d

)

algum poliUco especincamenle. Por fim, 0 depoente relalouque nunca recebeu visila de politicos

1
)

)
)

)

au de qualquer outra pessoa para trarnr do levantamento cialiquida~~o do BANCO MERCANTIL
DE PERNAMBUCO e que MARCOS VAL~RIO ch~ou a
ques~onar se a posslvel solu~ao da
liquida~ao do BANCO ECONOMICO seria similar a do BANCO MERCANTIL, !endo a Ojreloria
de Liquida~~ infarmada que a possibmdadede solu~iio administrativa era infinitamente

)

reduzida, vez que, nessa epoca, 0 caso jll esta'la submetido 11Justi~a e que eracondtr,:1o'sine



qua /JOn' que qualquer proposla administrativa contemplasse aenlrega das garanHas 00Banco

I

Central.

)
)
)

Ccmplementando as aitivas ir1dicadas pela PGR, pmoodeu-se a tomada das
dedara¢es de ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO FlLHO, acionista oontrolader do BANCO

I
)

MERCANTIL SIA, que sofreuinterven9~o do BANCO CENTRAL em14108/1995 ap6s ter ficado

)

oom seu patrim(inio negativo. Confirmau 0 declarante que0 8ACEN di~idiu 0 BANCO

)

MERCANTIL em urna parte 'sadia', composla IXJr 1 agencias e lodo 0 palrimonio que fai
4

1

entregue ao BANCO RURAL SIA, e a parte "padre", que passou a ser adminislrada PBlo

)

intervenlDr designado. Esclaroceu, tamMm, que0 inlerventor recebeu do PROER, no ano 1996,

)

o valor de R$ 530.135.000,00, ter1do sido destinado a quan~a deR$ 114.389.392,64 com a

)
)

)
)

finalidade de cquilibrar 0 alivo e passlvo da ci1amada parte sadia. Por sua Via, 0 valor de R$
294.831.009,85 foi umizado para a aquisi~M de PAR BONO's, litules emitidos pela Tesoufo
Norte-Americana, e R$ 42.500.000,00 para FeVS, com a finalidade de lastrear 0 empreslimo

)

PROER. ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO FILHO afinnou que posterionnente os titulos do

)

Tesouro Americana (PAR BOND's) torem ifacados, sem a~u~ncia dos cootroladores, pOT
IItuios

)

NTN - AJ (Notas do Tesouro NacionaO pelo valor equivaiente,mesma taxa de juros de 6%00

)

ana pe!o valor de face e cor~llo

)

22% da massa do BANCO MERCANTIl S/A, fatc que valorlzava a instituiyao ftnanceira

I

liquidanda. Em relaQilo a MARCOS VAL~RIO FERNANDESDE SOUZA, afirmou ler sido

I
I

I
I
)

cambial, tendo 0 BANCO RURAL o ana de 2003 adqu;rido
n

apresenlado a ele, no ano de 2003. por JOSE AUGUSTO OUMMONT e PLAUTOGOUVEA,
diretores do BANCO RURAL, em urn eocontm OGorridona porta do Hotel Nooun Plaw, em
Brasilia/OF. Disse que manlinha contatopessoal somente com PLAUTO GOUVEA, sendo que
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MJ - DEPARTAMENTO DE PQLiCIA FEDERAL

1

DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
DIVISAO DE REPRESSA.o A CRIMES FINANCEIROS

I
I
)

)
)

MARCOS VALERIO leria ligado duas ou t~s vazes para 0 declaranle com a 1inalidade de
converser sobre a proposta de comprado contrale acionario do MERCANT1L peloBANCO
RURAL Relalou 0 declarante que compareceu ao Banco Central diversas o[>Ortunidades
em

)

para conversar sabre a suspensao da uquidat;aodo

)

companhia de MARCOS VALERIO, tendo em vista que sempre tRltou pessoalmenle

1
1

assunto, nao aulorizando

)

MERCANTIL,

)

1

BANCO MERCANT1LA, Sf
porem nunca em
desse

qualquer outra pessoa a !alar em seu nome.
Esdareceu, lambem, que

nunca conversou com MARCOS VALERIO a respeito da suspensao de liquidal(il:o do BANCO
apasar

do emprf!sfuio

afilTllar qua falava em nome do BANCO

meSGentou que, nesse perlodo,leve diversos conlatos com 0 Presidente LUll

RURIL.

[NACIOULA
L

DA SILVA, de quem e amigo h~ 13 (treze) anO$, mas nunca fez qualquer ~po de soliGita9<l0 OU

)
)

)

aboroou com 0 Pres[dente a questao da suspens~o liquida~o
da

do BANCO MERCANTIL SIA,

mesma postura adol<lda perseu mho ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO NETO, Presidenle

)

da Confedera<,:OONacional da Industria - CNI. EnGerrando suas declara9i)es, ARMANDO

)

QUEIROZ MONTEIRO FllHO

)

ANTONIO PALOCCI, em 31/07/2003, tendo em vista que 0 Direlar de Lkjuida¢es

)

GUSTAVO MATOS DO VALE afirmou que a proposta feila pelo declararrte podeJia ser aceita

)

desde que tivesse a anuencia daquela aulondade.Nessa audiencia, en!relanto, foi informado por

I

ANTONIO PALOCCI que a proposta do declarante a TESpeitoda corre~o

)

)
)
)

DE

rf!lalou Ier solicilado audiencia com 0 Ministro da Fazenda,
ANTONIO

da dlvida apenas por

TR era dislinta do entcndimento do President(l do Banco Cenlral do Brasil, fato que 0 f(lz
compreender que 0 assunto estava encerrado na esfera administrativa, tendo prosseguido com
seu p!eilo na esfera judicial.

)
Alem dos depoimcntos

)

apontados pela PGR,
outros elementos

de prova

I

produzidos

)

VALERIO realmenle agia como representante do ~ANCO RURAL s/A, ainda que informalmente,

)

ainda no ambito do lnquerito 22454114()"STF demonstram
nO

que MARCOS

vez que nilo havia qualquer ato a oflcializar tal atua~aol"

)
)
)

)
)
)

,.., Ressallc-," q"e MARCOS VALJiRIO compare<cu em va,i., ,"unioo, om comp.nhia do JOSE
AUGUSTO DUMONT, c01nprovando-" que cont.v, com a anuond. do diroiQ, do Banco Ru"l "OS
ncgoda<;5oscono"zid" eon nome d, in,il"j~,o fio,n<d,..
~1~
) ';"-',.,,;.,'
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~

MJ-DEPARTAMENTO DE POUCIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZACO
DIVISAo DE REPREssAo A CRIMES FINANCEIRDS

I

Nesse sen lido, destacam-SIl as deGJara~5es
presredas ~elo Oepulado Federal

)

VIRGILIO GUIMARAES, um dos responsaveis pela introdu~ao de MARCOS VALERIO no circulo

1

de infiuencia do PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT. elatou 0 Deputado Federal queno
R

)

final do plimeiro semestre de 2003,MARCOS VALERIO wlicitou que 0 ajudasse a conseguir

1
I
1
1

uma audi~ncia de representantes do BANCO RURAL junto ao presidente do Banco Cenual do
Brasil, vez que a institui~M financeira minBira tinha interesse emdiscutir com 05 diretores do
8ACEN a questao relacionada ~ autorilaCio para a Incorpora~~o dQ BANCO MERCANTIL DE

I
I

PERNAMBUCO. Segundo 0 decJarante,MARCOS VALERIO lena jusUficado suas rela90es com
o BANCO RURAL pelo iato de ser a instiluiQao financeira uma dascllen!es cia suas ag<1!nc1as
de

)

pubJicJdade e que ale enl<lo nunea havia demonstredo qualquer postura de
representar

)
)

interesses do banco. Tena dito tamMm MARCOS VALt:RIO que 0 BANCO RURAL estava

)

sendo perseguido pela dir{l9ao anlefior do Banco Central, ao tendo especifir:ado, entretanto,
n

)

qual tipo de persegui~ao selia esta. Alegou 0 Depulado Federal VIRGiLIO GUIMARAES que

)

MARCOS VAU':RIO sabia de SU(lpartidpaCio em discuss6es para a alte~o

)

Sistema Flnanceiro Nacional, sendo autorde projelos IlJ9isJativos nessa area. Assim, 0

)

da
legislayao do

declaranle comentou com MARCOS VALt:RIO que iria pTOlataruma palestra sabre seu plOjeto

1

de autonomia do 8anco Central na sede desse orgao,tendo perguntando para 0 empresario S9

)

gosa!ia de acompanM·lo. Ao aooilar 0 colwita, MARCOS VAlt:RIO

)
)

se enconlrou com 0

declarante em seu gabinete na Cilmara dos Deputados, juntamente com JOSE AUGUSTO
!

)

DUMONT, Diretor do BANCO RURAL, diIigindo-se os trBS para 0 Banco Central para

)

partlciparem do seminaIio, que, entretanlo, nM coniou com a presen~a do presidenie da

)

institui9ao, Ao final de sua palestra, 0 depul<1doVIRGILIO GUIMARAES apresentou MARCOS

I

VALERIO e JOSE AUGUSTO para a diretoIia do Banco
Central do Brasil e pediu Que esses

)

fossem atendidOS. AllJ90U 0 declarante que nao acompanhou es conversas de ARCOS
M

)
)

VALERIO e JOSE AUGUSTO DUMONT com os direlores do Banco Cenlral, tendo
retomado ao
seu gabinete. Enlretanlo,

ap6s lerem discutido 0 assunto da incorpora9Jo do BANCO

)
)
)

MERCANTIL DE PERNAMBUCO, MARCOS VALERIO e JOSE AUGUSTO DUMONT passaram
no gabinete do Deputado Federa! para agradecw 0 auxilio no ageodamento do encontro,tendo

)

MARCOS VALERIO afirmado que tudo eslsria encaminhancto bern e que faltavampenas
a

)

alguns documentos para dar prosseguimento no procesoo.POTfim, 0 Oeputado Federal

)
1391

I

1

fa

)

I
)

MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL

1
1
)

1
I
)

I
)

1
1
I
1
)

)
)

1

,L

DIRETORIA DE COMBA TE AO CRIME ORGANIZADO
DIVISAo DE REPRESsAO A CRIMES FINANCEIROS
VIRGILIO GUIMARAES afirmou nunca mais ter di~cutido com MARCOS VAlt:.RIO JOSt
e

AUGUSTO DUMONT qualquef assunlo relacicnado ao
PERNAMBUCO,

BANCO MERCANTIL DE

tendo apenas S€ encontradO casualmen!e com dais dirn[ores do BANCO

RURAL, cujos nomes nile SOUDodeclinar, que Ihe afirmararn que 0 Govemo Federal e 0 PT
erarn muilo "moles" paro resolver um assunto que serla simples.

Analisandc-se as declara~s

prest<JdasP'llo deputado VIRGILIO GUIMAMES,

verifica-se que 0 parlamentar somente admiliu aquila que nilo podia neg~r, uma vez que a visita
ocorrida no dia 1111112003, juntamente rom MARCOS VALERIO e JOSE AUGUSTO

DUMONT,

roi registrada e informada 11
CMPI "DOS CORREIOS" em comunica9:lo encaminhooa pele Ba~co
Central do Brasil. Ressalte-se, entretanto, que segundo os registros do BACEN mencionadosno
relat6rio final da CMPI "DOS CORREIOS', os visitantes se enconiraram

comdiretor cia
Q

)

Diretona de Fiscaiz8yM

)

relacionados

)

igualmente,

)

(dezesseis) visias realizadas por MARCOS VALERIO enlre maryoe 2.003 e maio de 2005, 8
d

)

I
)

(oilo)

(OIFIS) e assessor pariamentar do 6rgao para discutir assu~tos
0

a informa<;:ii<ls sobre GOnsfitui~o de provisoes de credito rural.
Ress.,lte-se,
que a inlorma,ao

delas para

discutir

prestada pelo Banco Central do Brasil indicou outras 16

assuntos

relacionados a liquidayao

extrajudicial

do

BANCO

MERCANTIL DE PERNAMBUCO.

)
)

Tamoom deVil ser relembrada a inrorma~o prestada por oulro envolvido nos

)

tatoo investigados. qu~ da mesma forma confirmou a atua~ao de MARCOS VALERIO em

1

assun!os vinculadoo

)

GONvALVES RIBEIRO GUIMARAES. diretor presidente do BANCO POPULAR 00 BRAStL

)

durante 0 periodo de dezembro de 2003 a aoril de 2005, que afirmou em declara9iJes colhidas

)

no ambito do Inquerito n' 2245·41140..sTFue MARCOS VALERIO 0 visitava com treq06ncia
q

)
)
)

I
)

I
)

aa BANCO

MERCANTILOE PERNAMBUCO. Trata-se

de

IVAN

Nestas visitas, MARCOS VALERIO comentou que era procurador do BANCO RURAL, tendo
perguntado a IVAN GUIMARAES sua opiniao sobre 0 processo tiquidal{3:o dos bancos
de
MERCANTIL DE PERNAMBUCO e ECONOMlCO.
..., ... .'·'~."'i®?rf:¥ii;-@M'1fZ'tr'jM
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1

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)

I
)

1

MJ - DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
DIVISAO DE REPRESSAo A CRIMESFINANCEIROS

)

I

1

W

Por sua vez, !ambem foram colhidas asdeclara9Ms de ANGELO CALMON DE

)

SA (fis. 8611/8613 do

1
I

ECONllMICO,

volume 40), fundador e resµonsiivel

pelo

controle

doBANCO

tendo 0 banqueiro alirmado qua o:mheceu MARCOS VALt:RIO na Academia de

Tt'lr.is de Brasilia no ano de
2003. Relatou tersido apresenlado a MARCOS VALERIO por JOSE ~.

)

AUGUSTO DUMONT, que leMa dito que empresilrio esta~a ajudarldo 0 BANCO RURAL nas
0

1
)

negocia~es

com 0 Banco Central do Brasil a respeito do BANCOMERCANTIL DE

1
I
I
1
I

PERNAMBUCO,

Relatou que se encontrou pessoalmente com MARCOS VALERIO entre cJnco

e dez vezes, eoconlros estes oconidos nas cidades BrasilialOF, Belo HorizontelMG e
de
SatvadorlBA, nos quais em algumas oportunidades empresano se encontrava em companhio
0
do advogadQ ROGERIO LANZA TOLENTINO. ANGELO CALMON DE aflnnou que nesses
sA
enconlros

)

e conversas

lelef6nicas que manteve com MARCOS VALERIO unico assunlo
0

disculido era a situayao do BANCO ECON6MICO
junto ao BANCO CENTRAL, mas que nunca

)

)

esteve no 6rgao em companhia do empresinio mineiro,haja vista que conduzia direlamente as

1

negociayiles

)

pretensa ajuda de MARCOS VALERIO no peric-do de
2003 a 2004 em nada contribuiu para a

)

soluyao do problema, tendo, pelo contrano, aumentado a intransigencia do BANCO CENTRAL

)

em rela~ao 11proposta apresenlada no final do ano e 2003 a respeito do levanlamento da
d

)

liquidayao.

)
)

I
)

)

a respeito dolevanlamenlo

POI

da liquida~o

de seu banco.
Argumenlou

que a

fim, disse que tal proposla roileila de maneira que nadasobraria, em um primeiro

momento, aos acionislas do BANCO ECONOMICO, mo~vopelo qual seriam in~erdades osfatos
vciCtllados pela imprensa de que paguria uma'correlagem" de R$ 200,000.000,00 a MARCOS
VALERIO.

)
)

Por todos esses elementosde pro~a reunidos, pede-se concluir que defaro

)

MARCOS VALERIO tenlou de atsuma
IOfTl1a influenciar direlores do Banco Central do Brasil

1

para que adotassem

)

le~antamento da liquidayoo extrajudicialdo BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO, decisoes

)
)

I
)

que poderiam

decisOes favor8ve;s80 BANCO RURAL nas flejJocia9/les voltadas ao

resultar em ganhos que giravam em
toma de R$ 700.000,000,00, conforme

afirmayao do Diretor de Liquida~6es do Banco Central doBrasil ANTONIO GUSTAVO MATOS
DO VALE,

)

I

, ?1~

•

.

,
I
13577
~

1
1
1

fa

)

MJ -DEPARTAMENTO DE POLIClA FEDERAL _
DIRETORIA DE COMBAlE AOCRIME ORGANIZADO

1
I
1
1

DIVISAo DE REPRESSAo A CRIMES FINANCEIROS
Enlrelanto, da mesma forma, pooe-se infelir que () ESQUEMA MONTADO POR

I

MARCOS VALERIO nao obleve suC€sso na inveslida, quer seja pelo inlJsitado da lese juridica

)

defendida pelo BANCO MERCANTIL, que, apesar de tel sido 8colhida nas inshlncias iniciais cia

)

Juslli;a, loi derfubada por decisM do Superior
Tribunal de Justi~a proferida no Recu[l)o Especial

)

nO 9"14.617

1

OOfllpllnham

_ PE145, quer seja por reslsWncias causadas pelo equilibria de for98S que
0

Govemo Federal.

)
)

1
I
I

Merees destaque tamhem, nesse ponto,as dfl{;larat;oes de ARMANDO DE
QUEIROZ MONTEIRO FILHO, acionisla con!rolador do BANCO MERCANTIL SfA, quando
afirma que leria compreendido que () assunlo eslava encerrado na esfern adminislrativa quando

)

foi comunicado f!elo entao Ministro da Fazenda,
ANT6NIO PALocel, em audilmcJa oconida no

)

dia 31{07I2oo3, que a proposta de COITeyao divida do PROER apenas par TR era distintado
da

1

en!endimento do Presidents do Banco Central do Brasil. relato padeser
Tat

)

testemunho

)

1
)

1
)

prestado por IVAN GONl;ALVES

RIBEIRO

GUIMARAES

corroborado com 0
de
que, nas visitas

recebJdas de MARCOS VALtRIO, este sempre 0 Questionava sobre 0 fato do ent(io Ministro da
Fazenda, ANT6NIO PALaCel, ser tao critlcado par seu pr6poopartido, procurando,

assim,

en!ender como se estruluraya as inst~ncias decis6rias, bem como conhecer quais seriam as
tendencias do PARTIDO DOS TRABAlHADORES.

)

Para finalizar Essas constala,.o€s, 6 necess;~o rel€mbrar as dt;dara~i)es

)
)

prestadas palo ~putado

)

panamentar Bfirmou que MARCOS VALtRIO,

)

rartido, se aproximou da corrente do PARTIDO DOS RABAlHADORES
T

1
)
)

Federal

VIRGILIO

GUIMARAESoj Pclicia

Federal, nas quais 0

apesler siuo apresentado a membros deeu
s
enlao denominada

'CAMPO MAJORITARIO", que leria como principaisfiguras JOSt DIRCEu"e, JOS~ GENUiNO,
DELOBIO SOARES e SilVIO PEREIRA.

1
)

J" O'ip;., da emen", ac6,diO. re.lat6rio. Yolo, e corlidao Je julg,memo d. Scguncla Tu,ma do STl.

)

se~dO numer.,;;o ,Jol.d. pdo h,qu6dlo If' 002/20m·DFlN/DCORiDPFj.
L< Om(ormo jii anotado pel. PGR no dem1nda que orivoou a A~o P<nal nO 470. KATIA RABELO
doclarou , CPMI "DOS CORRElOS" que MARCOS VALERJO foi facilitador para a iIl~orloc"01odo

I
I
1

",f"':oto,

ao Roc""o E:l;><d'l If' 914.617 - PE, foram iUTI<aoo,no pre"n[c lnqu",iw (as. 421/44iJ

BA..'<CORURAL j"nlO '0 C"tlo Mio;stro JOSE DlRCEU no tratamcnro do q"e,tao envolvcndo 0
pmce.o;so de liq"id.,ao <x[mj"dicio! do Banco Mc.r""nlil.
"-.
"')'1M ""etq",
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1
)

1
1
I

MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL

DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGAN!ZADO
OIVlsAO DE REPRESsAo A CRIMES FINANCEIROS

)

1
1

Mas cornu ja mencionado no,presente relat6rio, MARCOS VALERIO unha

)

consci1mcia de que a pollUca e urn jogo de alias apostas, e em nenhum momenta cessou sua

)

busca na identifiC8C~Ode interesses prrvMos a serem intemlediados junto ao Estado, com

)

destaque para as tratalivas envol~endo 0 banqueiro DANIEL DANTAS e as empresas

1

controladas pe[o GRUPO OPPORTUNI1Y, notlldamenle a BRASIL
TELECOM,

objeto de

)

aoordagem do t6pico seguinte deste relat6rto.

)

1

3.3.2 -DOS

CONTRATOS RELACIONADOS

AS-EMPRESAS BRASIL TELECOM,
TELEMIG

)

CELULAR eAMAZON1A

)

CELULAR

1
A Procurad()ria-Geral da Repliblica delerminou a Pol1ciaFederal a realiza<;:aode

)

)

diligencias eSp<lcificas voitadas ao relacionamento que as empresas BRASIL ELECOM,
T

1

TELEMIG CELULAR e AMAZONIA CELULAR mantinham com 0 "NUCLEO MARCOS VALERIO'

)

desde 0 perlodo i~iciado com os primeiros pagamentos as empresas

1
1
I

investig~das.

)

publicidad.e

Dessa forma, loj oHciado as comp<lnhiasde telefonja, na epoc-a oontroladas pelo

)
)

de

,

GRUPO OPPORTUNITY, para que informassem a Policia Federaltodos os pagamentos
realizados em beneficia das empresa5 vinculadas ao ESQUEMA MONTADO POR MARCOS

)

VALERIO, prindpalmenle as agendas de pubticidade
ONA PROPAGANDA LTDA e SMP&B

I

COMUNICACAO LTDA, tendo sido lllmMm

)

documentos de suporte de tats pagamentos,lais como contralos, recibos, nol~s flscais,

)

comprovantes de sePlir;os prestados, denim outros (fis. 0&I3OBda numera~ao adoj~da jl€lo IPL
3

I

n' 00212007·DFINIDCORJDPF),

$OIiGitadoque fossem encaminhados todos
os

)

I
)
)

I

As inionna"oes

prestadas µelas empresas TELEMIG

CELULAR

S,A e

AMAZONIA CELUlJIR SA formaram 0 A?enso VI do IPL n' D0212007·DFINfDCORJDPF,
composlo, dentre outros documentos, por planilha contendo a relar;ao de kxios pagamenlOs
os

)

leitcs pelas operadoras asempresas DNA PROPAGANDA LTDA, SMP&B COMUNICACAO

1
1

LTDA e MULTI-ACTION ENTRETERIMENTOS LTOA, dentre Quras vincutadas aD esquema
~1R
"""""",

,

,

'-

fa

,
,
,
)

)

MJ - DEPARTAJ.ffiNTO DE POLtCIA FEDERAL
OIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

)

DVISAo

DE RE?RESSAo

A CRIMES INANCE1ROS
F

investigado, no periooo compreendido entreos anos de 2002 e 2005. Referlda planilha contem,

I

alem dos 'Ialares pagos a cada urnadeslas empresas, a respectivJ data de pagamenlo e a

)

ide~iir,ca9ao do numero da Nola Fiscal que suµortou cada lransa9ao.

1
1

,
,

Por sua vez, as analises financeiras consubstanciadasnos Laudo de Exame
nO 144S12007-INCiDPF

Financeiro

(Anexo

I - Creditos

consolidados por depositanle)

1
I
I
1

AMAZONIA CELULAR SAe

)

a)

AMAZllNIA CELULAR SlA:

)

b)

AMAZONIA CELULAR SA- Amapa:6 dep6sitos no valor total deR$ 32,268,59;

)

c)

)

d)

AMAZONV>. CELULAR SIA- Para: 107 depcisitos no valor totalde R$ 2,680,080,09;

)

e)

AMAZONIA CELULAR SIA- Roraima: 7 dep6sitos no valor lotal de R$23.795,35;

)

o

TElEMIG

g)

TELEMIG CELUlAR

h)

INSTITUTO TELEMIG CELULAR: 2 depositos no valortolal de R$ 28.062,05

,
,
,

identificaram as seguinles cfliditos realizados pelas empresas TELEMIG
CElULAR SA,

1

)

outras associadas, no periodo de 19S9a 2002:

16 dep6sitos no valOltotal de R$ 285.823,34:

AMAZONIA CELULAR - Amazonas: 17 depOsitos no valor total de R$ 258.224,22;
SIA

SIA147: 149 depOsitos no valor total de R$ 6.288.666,94;
SIA: 865 depositos no valor de R$ 67.793.630,72
total

)

Da mesma !anna, 0 Laudo de Exame Financeiro n° 145012007"INC/DPF (Anexo
)

I - Creditos consolidados

par depositante)

identificou os seguinles crtlditds

realizados
pelas

)

empresas TELEMIG CELULAR SA, AMAZONIA CELULAR e oulras ~ssociadas, no perlodo
S,A

)

de 2003 a2005:

)


)

a)

AMAZONIA CELULAR Maranhao: 1 deposito no valor de RS43.000,OO;
-

b)

AMAZONIA CELULAR SIA: 217 dep6silos no valorlotal deR$ 33.137.917,18;

)
)

1
)

,
,
)

)'i.,,;,

r:S}'.{ ,

c)

AMAZONIA CELULAR
SIA- Para: 1 depOsito novalorde

R$ 25.372,15

d)

TElEMIG CELULAR PARTICIPACOES SA: 16 depOsitos novalorde

e)

TELEM1G CELULAR SIA:350 d€p6sitos no valor totalde R$ 53.00£.607,38

R$66,790,03

... () ,ete~do hudo pencial iambem aponla 149 depO'ito, 0" valor lotal oe R$ 6.288.668.94 re;li2ados
da e",p"" ,.ri. TELECOMUNlCA<;:OES DE MINAS GERAIS S/A, CNPJ
17.184.201/0001·99.

em benefkio

?1R
,
)

1>5"

)

'-

fa

)
)

1

MJ - DEPARTMIENTO DE POLicIA FEDERAL
DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANtzADO

)

DlVlSAO DE REPRESsAO

1
1

A CRIMES FINANCEIROS

INSTITUTO TELEMIG CELULAR: 12 dep6sitos no valortotai R$ 224.750,48
de

)

)

Ccnforme item 3.2.3.5.6 do presenle relal6rio, 0 credilo no valor de R$

)

310.739,23 detuado pela TELEMIG CELULAR SA

)

COMUNICA(:Ao

1

no dia 11111103em favor da SMP&B

LTDA, apos ler sldo somado ao deposito de R$ 486.244,02 realizado pelo

)

BANCO RURAL SA a t1tulo de remunerayao por serviyos prestadcs pela agenda de

)

publiddade, $Uportou os pagamenlos aos diversos benefrci~riosndicado5 no quadro 81, denIm
i

)
)

,
,

os quais 0 denunciado JACINTO LAMAS, que recebeu em 1211112003a quanlia de R$

100.000,00 provenienle desses cTeditos.

)
)

Por sua vel, em 3010712004a
TELEMIG CELULAR SfA efetuou 0 credito00

)
)

)

valDr de R$ 870.000,00 em favor daSMP&8 COMUNICA9Ao

LTDA,deposito esse que foi

somado a quantia de R$2.566.305,00 oriunda da empresaBRASIL TELECOM SIA. 0 credilo

)

constituido no total de R$ 3.436.305,00 suporlou tamMm

)

realiza<Jasem favor das empresas ATHENAS TRADING SIA,no valor de R$1.967.403.oo

)

BRASIL TRADING LTOA,no montan!e de R$ 976.BB7,OO.
Conforme sera abordado em ponto

)

especfiico deste mlat6rto. tais empresBs promoveram a remessao exterior desses valores
a

I

recebidos. atraves de oper&9Oesde cjmbio irregulares rea!lzadas parainviabilizar a idanlifical)oo

)

no dia 3010712004 lransferendas
e BY

dos verdadeiros benefici~rios dosrecur.;as.

I )
)

Nao foi identificado nenhum outro recurso oriundo das empresasTELEMIG

)
)

CELULAR SA e AMAZ<'JNIA CELULAR S.A, que ap6s trnnsitar peras contas correntes n'

e n' 6002595.2'48, ou qualquer autra contra de distribuil{ila, teriam atimentado 0

)

6002289-9

)

ESQUEMA MONTADO paR MARCOS VAL~RIO.

)
)
)

Assim, de uma forma geml, as analisesfinanceiras apontam que os pagamentos
em beneficia das ag~ncias de publicidade DNA PROPAGANDA LTDA, SMP&B COMUNICA9Ao

)

,
)

)
)

L."Conrorme anQtado tlO item 3.2.32 des~ ",lalMo (DO MECANISMODE OISTRIBUI~~O DOS RECURSOS DE
EMPR~STIMDS). os princi~, emp,"s"mo, tom~dos petas emplOS(lS in,&sUgad~s transltaram e furam sacailos
atra,e, das conta, ""IT."Ie, n" 1lOO2289·9e n' 13002595-2,m"oli1as pe!a SMP&S OOMUNICAyAOLTDA no
BANCO RURAl.

220

Inquérito 2474 - parte 5

  • 1.
    , I fa ,, I MJ - DEPARTAMENTODE POLiClA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANlZADO DIVISAO DE REPRESSAo ACRIMES FINANCEIROS ) ) ) Com a libera~ ) do empresiimo, 0 mon/ants dB R$ 9.698.000,00 foj transferido para a conla de mesma litularldade, nO 601999, agencia 3032, do BANCO DO BRASIL. Nessa , ) conta, 0 crildilo perrnitiu efeluar, na mesma data, aIransfenlncia de R$ 9}OO,000,00, valor onginal do elTlplestimo, para a conta 6002595-2, manUda pela SMP&B COMUNICACAO LTOA I no BANCO RURAL. ) ) I Em seguida, a qua~lia deR$ 9.701,000,00 fai transfeJida para a conla garantida I ) ) ) do BANCO RURALn' 98.001133·3, de mesma litularidade,qua 56 enrontfava com saldo devedol de R$ 9,944.154,99. E,le saldo negativo loi origiando de transfen'mcias para as contas correntes vinculadas 11conla garanUda, oconidas a partir de sua aberlura, em 11102/OS,qU3ndO I fomm realizados pagamentos diversos, i~cluindo saques em especie. ) ) o ) pagame~io desse empreslimo ocorreuem 26i05f()3, quando a SMP&B LTDA obleve junto ao BANCO RURAL novo emprestimo IIquido de R$ } COMUNICAQAO ) 18.929.111,00, que foi cre<litado na conla nO 6002595-2. A partir dessa conla, 0 valor de R$ ) 9.7B4.06a,oO foi lraosfelido para a conta corrente nO 601999 da DNA PROPAGANDA LTDA no ) BANCO DO BRASIL, e, posteriormente, suportou a transferencia cia quantia de R$9.725.219,99 ) para a conta n' 602000, fonte 00 emprestimo, onde foi debitada 0 monlanie referente 11 quila~ao ) deffniliva do mutuo. ) ) , Qu,dro 70• Contrato d. Mirtuo n' J611.BOO.ll21 ) ) CredO!: S."", DO'iodcr. ) DNAl'rop,lt"'d, do Brasil, Aglnd, i.mamnas" CNPJ 1)O,I)OO.1lOOfl14D-13 lklli" CN?J 17,3$1.076.'0001·00 Flar.ciso> M,rc"" Casll"" des Saotilil ) Patrj~, Cou!nhoNun" d. 611" ) M= Va:lno F€rnandes de Soo:z. CPI': 403.760.9&J~7 Renilda Mari. I Valor principal d. OW-'p<>' I V2b; ~<;,'Mooroditado: RS600.000.00 ) 0.10 do """"- ) Oat< do ',endrnonlo; Sall1i<Go Fernand03de Sooza R$Wl,ooo,OO Gat.n .. ,.,1 ,,'"' Aflloa-t .. fi"onc~"" 11iWlt)I ISB FIX CORPOR/ rIVO). 00 ,,~r"e R$2!.31 ~ ,8(16, 14 ) ) ) ) 181
  • 2.
    ) ) fa ) ) ) MJ - DEPARTAMENTODE POLIcIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZADO DJVlsAO DE REPRESSAO'A' CRIMES F1NANCEIROS I I ) o valor liquido desse empnlstimo foi credilado na cmta corrente nO 601999, ) ) agencia 3608, do BANCO DO BRASIL, de titularidade da DNA PROPAGANDA lTDA. ) momento desle elMiro, a conta apmsentava saldo de R$ 985.153,33, tendo permanecido com ) No saldo supe/ior a R$ 600.000,00 aliI a data de 'l2I08/03. ) I I Em analise da conta corrente de mesmo nQmero manMa em outra agMcia do qo BANCO ) libera9il.o do valor oonralado, fcram procedidos sois d<ibitos que Iolalizaram ) conforme tabela abaixo: ) au.dro 71 • Pag'monto, a partir d. cont. 6Q1999, 3Ij6ocla,032 ) BRASil de nO 3032, constatou-se que nos dias 06108103 e 07/08103, anles da ) ", .~, ''''';1<''''00 ~i"o,;", ) ClIeqoo Ch<ql'l pogo",,", OJ~~ ,,~"'" ) ~1,)M)l ) ~~ ) 07.11/1):) a"'llIIlJ ) ClJ",,,, """i"'nsa,j, ClleqIlOPOiI"""'"'>Ii"""" C]]'qllO POl" """' .,,,,,~ C~,qw ",mpe"'''''' t~.q" ~'S4J1 ">4'li ~4"" 11>,,, ," ., W, ., . . ..,.., 2MDS e" 122! «~, 44~1 ,,1.,,,,,111. A~"~ Con~ ~; 1263BI B''''''N~SIA . . '" ,., COs(.noM,,~ p"" "00 V.~r "'.000,00 "''''''v~.,;, ,_ f F ron<"" 1.0"". c..mnci s,"'''' Renilil. MariaS. F. do Sou .. :14161910 R.11IOO ~~I""""h C.~'"" R$ 600.IJ(J{),OO, '~.C<J<i.OO 6I),00(],O(l 10~.OOO,OO 100.000,00 tOll.IW.OO IIO,ODI~O I ) Este empr€sUmo /oi quitado em seis parcelss, com debitos na conta COlTenteO n ) ) I I 601999, agencia 3032. do BANDO DO BANCO DO BRASIL, ulilizando-se, para tanto, recursos 'j oriainadQs de recebimenlos de diversos clientes da DNAROPAGANDA LTDA, dentre eJes, 0 P proprio BANCO DO BRASIL ) ) 3.2.3.4- EMPRESTIMOS 08TIDOS JUNTO AD BANCO BMG ) ) De ~oordo com 0 Quadro 4702, itens 04 a 08, foram tornados 05 empresUmos ) I junto ao BMG, em favor do PARTIDO DOS TRABALHADORES e das empresas SMP&B ) COMUNICAyAO, ) ASSOCIADOS. ) ) I , GRAFFITI PARTICIPAr;:6Es e ROGERIO LANZA TOLENTINO &
  • 3.
    , ) -'" -.'" ~-''''-C"~'''''1MMit!.ltfTtftf1fqqlll@.!dAt!!'M*@@,*,!Will<ifer*t-1}!t1Mi'W%Mu"i§;"," ~-lhi'!1' .... "_ ,,"',_. :' .,.'"' ...-> .. ' ":'_:_:''''_'_'''!!C_j'".,'.'':_'.''' . ", ,.,'0, _' .. "_, .::.;£;Jct».i'§.. *'AA> " :., ; ..•. fa C·.. ·",,···.· 13533 .' ' . ) I ) MJ -DEPARTAMENTO DE POLICIAFEDERAL DIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCElR05 ~ ~ ) Ressallaram os Poliles CriminalS Federais que os emprestlffios tornadDs Junlo ) ao BMG lorarn ()bJeto de analise do Laudo de Exame Contabll nO 1654/06 SRJMG111, que ) 3bordou, denlre Quiros aspectos, a adequa~ao desses empreslimosas normas do Conselho ) J Monetario. Nacional e as do Banco Central do Brasil. esta forma, no Laudo de Exame D ) Financeiro nO 1450/2007-INCIDPF, I I I os exames dos emprestimosrestringiram-se a esclaracer a movimenta~ilo dos fe{;UrsGS nas contes correntesa a apr€senter a origem dos reCUffiOS utilizados quando da realiza,~o depagarnentos, ) ) 3,2.3.4.1 - CONTRATO N·13.03.0011l2!l-I_ PARTIDO DOS TRA8ALHADORES ) ) o valor liquido de R$ 2,385240,00. referente ao ernprestirno em questM, foi ) translerida ) rIO dta 17102103 para a conta corrente 0° 1300, agenGia nO 3344-8, maniida no ) BANCO DO BRASil pelo PARTIDO DOS TRABALHADORES. Nessa coola correnle, 0 valor e ) outros depOsitos nao identiflcados, que sornaram R$800,000,00, e urn credilo de R$ 90,000,0.0, ) leito pelo proprio ) destacando-se os de valores iguais ou superiores a R$ 10.000.00, relacionados no quadro a ) seguir: PARTIDO DOS TRABALHADORES,prDpiciaram vanos pagarnenlos. ) Quadlo 72· R•• umo da movlm.nla~lo da conta 1300_ PTno 6.nco do Brasil ) ) I ) ) I ) ) I ) ) •• '" ~1"Moo 17_l 75t,1 I,m,Ul rn~ Roeob_ 17_' " a51161 Ch"" .. 17m.oo !l>1l6.J Che'l"O la.<iWl 151111 ChlXt"'_ tlro1JlJ.l 851129 Ch""" """ .. '1~2/Ill IS1111 Ch""""""", 8S1171 18.111103 $,111, Choque oomp. !Imllll Ch,qLJOromp. ,-, ,-, ~5~ "C',q" 111121 11lJ(l:!KJ1 111117 O,.qUlltoltlp Choq", _;>, 8"00 Ag"',b 0•• .. ~. . ". ,~ 00. 00. . '" '" ,. '" ., ,~ "' ,"' ~, no 00' "', n< O~ 0818 • lJ13 "_ ',ji5~1~.OO 0 BMG A.-.mp_ & • N.. ,,,,,.,,od, Nool,..,onado N»It_odo "00• 12,816.64 2(:II,DOG,OO NI->'"bnnod, m061l N!<>~~""od, Nlo Inf,.'I'1ooo , 1,.>00,00 0 54.lJ.!I!,OO 0 <1M',W 0 33.<)4~,OO , 71.(>00,00 16269SGll1lo 00" , 0 , 1',~15,00 1G1~,1l'I 117:20 1..eoo~IG~f"" Ed"~L~~ • , OO]ro.oo P,ri1do"" T.. ,~~,., N'" ~~""';, 6~9!1!103oIS1S ~'" rn~"""<i, l003!SOOD "" Inf,",,,,,, ,< VOIOT ~$ Orll...ro .. ~"" ~ 1<1,19,.00 , I I ) ) "" Os falos envolvendo • referid. inslillli>-,o fin,ned,. <Miio .. "~o l"l,do, no Smhilo d. A;1io PCllal nO 0 Supremo TTih"""l Fed",.!. ", E,lo conlra!o foi aMlisaoo no ilcm 5 Do <mpreslimo ao Partido do; TruDalhadoc .. _ PT. do Laudo • de E"me ConCibil n' 1854/06,sRIMG, 4W, .rn lrarnila<;io per.nle 183
  • 4.
    ) ) ) ) I MJ -DEPARTAMENTO ) DE POLiCIAFEDERAL DlRETORIA DE COMBATE AOCRIME ORGANlZADO DIVlSAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) ) "" lam!Jl ) 0" 811/& ffi.'''ri"" Che1" 1~'Wll ,m2 Cl]e1~ G<)mp. 851124 ,~, C"q", Olmp 1511, CIJev>e eomp I I m:OOl 8sml Cho'''''''''p_ ) I 1&'lml I Boneo AIIh~ " 0«:, "" m om '" H" m " '" 0721 Orlg,mID .. 0 •• " t'lQOCQ&71 N.,",maO, 14.101,01) 0 1i'9ilJOOOI U!o'"fOllll'ilo l6A57,OO 0 ~~OO,OI) 0 1!5O(l.oo 0 200-"00.00 0 j'.!8MO 0 ,- 8Sl1!D en'quo "'mp. C»N"'",mp. iln21 Clloqoo","", 00' SlllSl) CIlo""" ",,",. m ,~ - "" 00' 30.1 '" am ,- ) lM)1!Jl ) J ) ) 85,135 Cfooq"" 2-I11>1.)3 m~o 0.",,10 1d~ ",w 14!l1.ll3 If!l1~3 101101 Des>OSI~1 ,~ 00,,. ~~ ~4000 ;,m.w O'l'¢'itol d~ I ) 2O~1IIJ3 !51111 Clloq""",~~, WIl20ai e5H,O CIle<i"' "","",. ~W 0.5117, Choquo ,- ) ) Deµ.M d~ ""'l'. ) O~. "O~ 1&.OWl 1,1101 CIle<i"''''"'J>. 11~~1l3 351111 Clle<iuo",",p . ) zamolll a,1111 Cheque"'m~ ) "!:1m3 a"191 COeq""'m~ "''''' ",m 2e~1~, ) O_~l a,lllO ) 'WM Clle<iue ""'I'S"I"' oem _. Ci'r.lF O,~l~l 8511Y1 8;12~2 o~. ) ) IlJIllUI 611221 c~"'"' OlJlll~l 35112, _00 ""'.on ~ro, !11191 ) woo, s •• " ",m'orn! '" ,. .. '" '" '" .. 'N . m ~m 0. '" 00' 00' CMoj.. """p @ ChoQ""",,~, @ m 0 0 m:«),OO 1,.620,00 " 0 12,19,n 0 1DOllGAl " '000 1108 0.' '" m' m WI)!;)l S5I2,g l1!OOm IOI'llil CMoj", comp, " '" ~6C~ m ) l701llm il11801 ClJeq" 17!OO/'J1 ssms I , ~oo InlDllll.<Io _00 5+10ma ~"" I"~,"ado 1I18531i Nlolo~_o ~,,~1t NaolO_o 111<l1l7 N"'~~nna1' !(H){)JO~ll N!ololb;m,jo "~90034",' Nao Inform>'!o tOm~ Hlo Itb:!oMo P'<1<!<ldos r",bolla!l:Jre. 1111 ii1, ,., ,,- " '3.0IlG.oo N'" I~~;m.., 11'113) 'S,m.S5 llOlIO ""'p, m . 0 10,100,00 0 1jO~" P'rti<!< '''' T""',", .. ore. N"'lr~' 2610531 U",JIlf"",""" 421l11l47 s."", S,"'-,"er BmI SA ,~, _dosTraIJ,lI:®m. '''''' NIooM"",'" N"" I'~"""~D l(ilii Ipe'·'",Htvto" Po"";,,, .~","O$ d.CJad,"" 1002,1114 N» 1,Il:ma;Jo moo "noD ""G S.A · N", IrJlo<mt>Jo "" 0 Pam",;", T ""''''''''''res "'" ',fu"",",o M, 0 m.,I,bm..oo • "'" 1010-"'''' C"flUO 0 20.1100.00 0 11,m.41 I'JO D",~riolleg~",1 PT ,~ ,-, Cl>e1;'Je comp, '" 0 ~.QiJIl.oo Dll' '511<$ """ 1'276M • N"'~_o 11llJ~1 "me w,~ N>O'_' , lIA&9.0J9 000' I I I ll:l3~' ~O,OO~,OO 0 11100 ) ~'" In~m>ado _.W 10011.13 (:l,',ue N., loformado 4~04<Ma 0 0 00, i,"'4 >om 300.000,01) fM49,61 0001 ~"m'f'1".! tile"", "'"'P 811291 00.;. 0 50IlOO,00 6~1%9 ~"PropaGlIIJd, Ltd" 11281,00 ere"", ) N."m_ H"" 1,lo"",do J~'CIJ YV3m liM. 0 lolZ1l ) 'e~,I>1>ol,",0 TtJrlsmo loo.aoo,oo lco.aoo,oo Olml.l3 81129 IIl2W~O molofl>mado 13l!1MS ~'" Inlo,""do ) ,-, ,~, 11971195 34)3,1 ~" ~,. ) 2000931 nbl 11lfMn,00 0 <ll95 00'; ) """p, 1/.54.&1 1& ,,{,"'''' 00. '" 0.' m roo; 00' '", '" J51l ro, 85220 ) '" 0" 0 28]01.00 17"14,00 !5t17& ~ V.lor R$ t~04J6S66 U" Inlalm,1Io t01~D'" 1!l11l1.Ul IMlWl u," · Ntol";;~, lO=!IlWO Nu. 1t.loonado N'olflblm:>f, 22,900.>< " " " " 0 " 0 " 0 '0,000.00 0 12.355.00 2Q.1)43.00 0 24,~:J(),OO 0 21.714,83 " 0 !'M](I~O 4Moo.oo 11,W;.6a 21.se.a.oo 10.000.<)0 22,5(').<)0 104.001.00 '9,Wl~Q 14,1tMI 0 " 184
  • 5.
    ·~"''''·;;:if;;'':jw~~~'''@'ii@$®!!Nj;:$~W-j7.n'it¢W"m j , "': ...." " ., --,:::.,..,._"_:." : ";:'/";.':.':'·.'i.;;,,:,:·~.t.~·'".. ' , .• . ',' ... ",". ~4'1'.":'.'t'.:·,~ ':::<. J I ) I I I I I I MJ -DEPARTM1ENTO DE POLIClA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATEAO CRJME ORGANIZADO DIVlsAO DE REPRESSAO ACRIMES FINANCEIROS "" ,-, ~. 31211 ,OO3~1 1l512:m ~~to"'o B,nco C~"'",,_D, M CO""" eomp '00' ) Ch'~"" '" 1IWJ{l3 S5lJ3l Cht!~ ... J 00_ 00' Jlm~l S,I344 ""' J - O<lj;.<nJll .. tioo Va",~l . P"l,m".;';, - 'O~OO,OO 11.;00,1» ~Mlico,'o!n~ 601999 '00 "" n', "",," 0""""';""" aWl. Prop""n" sa.oooM I e.. ",eMGSA 4,~!1,61 «'''''0'' 000" " I." " " " " lHj~," Corre", 41131«< 1 N"'!rt',onod; Ok, l"m, .. ;,((l""'do, " "j~ 0 ) «m<"~ Submete-se a aprecia~o da Procuradoria-Geralda Republica a verificat;oo da l pel1irilncia e necessidade da idenU~l;at;ao dos depositantes e beneficiartos-hM J ) ,- 00" 2~llJm ~,t331 ) Cont, AlIbi. ( ) inrormados no ex!mto banc~fio fomecido pela BANCO00 BRASIL, requisilando-se informay6es ao Cadastro ) de Clientes do Sistema - CCSll! dosados qualificativos de beneficJartos dos cheques e d I transfe~ncias indicados no quadro acima. ) ) Conforme amilises realizadas pelos Perilos Criminais Federais, OCOfreram I I I pagamentos de encargos e despesas financeiras, quando cia renovagao do empreslimo, cuja oIigem dos I€Cursos ulilizados estil demonstrada no quadro 73 a seguir. Quad,,, 73 Origem do. ,"corso. ulilindo. ) 7 ) ) ) O,jg.m dOlI'-":0"0' 24000,(10 Pagamenlod. oncargo' PT, (;OO1a 1300_ 6,,,,,,, do Bro,;1 PT. coola 1300 EM'" cio Br2" 45,537,&1 p""amonlo de eIloanlO' Pag,menlo de """-"g"" ) pag.meilto d&encar{los llnanc<tlros V.I"",· R$ !)osori,iO ) rIO Pag,men:ode .,,:31900 ) lmlS4,M 5!lIJ.574,OO PT,",,..1300 _aM'" do Bra~1 PT. Bancodo Bras31, ooola oW h;eallzad, PagamenIQ~~'~I~"" :l51.50l,20 SMP&B C«rJJnl""9lo,roota 2289-11, Rurlli ) ) J o valor de R$ 351.508,20 page f)eia SMP&B COMUNICAyAO LTDA originou·se de emprestimo obtido pela SMP&B COMUNICAyAo LTDA junto ao pr6p~(} 8MG (Contrato n' ) 14.03,01036), ap65 mevimenlaCiio financelra naqual fora utiliz,mdo conla corrente no BANCO ) RURAL como intermediilria, ) ) ) Os acordo com 0 lai.ldo de Exame Conliibil nO 1854106·SRiMG, 0 emprestimo Mo foi IIquidado. Entrela~to, segundo pesquisas realizadas junto ao sistema do TMbunal de ) ) ) I ,Q' '25 Sist""" m,otido peln B,nco o,"t,,1 do Brasi~ cujo .cesso seda fr,nqueacio ",embIOS do Mioi.",;o Nblko F.do,"l independent".mO"" d. o,dem judicial, pm '0 lIat" "pon" de dado, cad.,",a;, o nilo do movimonl",ao ftnanctira 185 ",',,_
  • 6.
    ) ..-."" a·· )'"'''1-.t;;t;;~~~~~'"'~-'')' .L'.'''' _--2'w:?"'~'it*t'~ --, - ) I I IfJ-DEPARTAMENTODE rOLiclA .. 13,,",i . ), FEDERAL DlRETORIA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZADO ) ... ~ DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FJNANCEIROS I ) JU5ti~a do Estado de Minas Gerais, fOI homologado 0 acordo entre 0 BMG e 0 ARTIDO DOS P I TRABALHADORES na A,aa de EXe{;lI~aon"00240~19469·7, em tramlta,lio peranle a 34' ) V~ra Givel da Comarca de Belo Horiwnte/MG11i. ) I I I 3.2.3.4.2· CONTRAlO N° 13.03.001Wv I - SMP&B COMUNICACAOlTDA o emprestimo obtido junto ao BANCO BMG fai contratado no 25102103 a 0 dia ) I I I valor Ilquido de R$ 11.910.798,00 foi transferido para a conta corrente n" 9941-4, agencia 3032, de ~tularidade da SMP&B COMUNICACAo lTDA no BANCO DO BRASIL. A conla no BANCO DO BRASil foi utilizada de maneira transa6na abri~a!ldo as racursos em ap1ica0o financeira ) vinculada. Da aplic89ao, os valores foram sendo resgatados e Iransferidos para a coola ) 6002289-9, no BANCO RURAL, conforme 0 quadro a seguir: ) I I I I ) ) I ) Q.,dl1>.14- TransforOnei. d. "ourso' ",[glnarie. da apll""I"o fin.ne.Tra· BB . ~; 27/02/03 "" Tr.m,"l"o Traosl. mosmo ,1u1aiiJ<Ide T"",,(. me,rn'lfu:laridade T,,,,,,". mosmolii<Jl,ridad. Tlao,", mesma oi<Jl,rid<rle T "n,(, m"'""" muladdoJ, T""f, rn.. rn, ilulari;W, Tr.",[ mesrna lIul";'''e Traosr, rnosrna tllufari:Jade TraGS!. """rna tlluf,ridodo _m 511538 745311 531544 537545 5375,1 13m5J03 1~~5J03 "'~ .-, ,_m 2111l5fll3 ~'" 537500 531527 I B,",o Ag!,'" _. -" Cont. '" "" """" '" '"' "'"'' '" '"' ~m' '" ,~ wom, "' '"' worn, ~, '" 00. '" '" 00. 00. ,~, '" "",00 V.lo,R$ 1.000000.00 2.94!l.OOil,OD 1000.000,00 2-ooo00u,oo 1.000,000,00 1.B50,000,00 1.000,000,00 1.000.000.00 2OO.mlO,OD 11.9!W.OOO,OO ) ) Desla forma, segundo os PeritosCriminais Federais, os valores transilavam I pela conta garantida no BANCO RURAL, de forma parcial ou integral, e, em operay5es se~uidas ) e intrincadas, relornavam para as contas correnl.es 60025%-2 e 6002289-9 para clilminarem em I I diversos saques em espeGie, p-agamentos au transfen'mcias financeiras. Afim de evidenciar os ) elaboraram saques e 03 beneficiarios dos recursos, GOnformejil mencionado, os Peritos Criminais Federais 0 Anexo V (DeMos discriminados - contas 6002289·9 e 6002595-2), que integra este ' I I .- Nao 1m passivel coofi,mor, enIcl.nto, qll,j a origem do cr.~ilo om "=<;00 ) S54/06-SR/MO. m Anali>a<io nO item 3 _ J)()f; "mprb;rjmo.s i1 SMP&lJ Co,"""ico,iJo ncst. "ao. Ltdo, do t..udo do Exam" eooltibil 0" •
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    ) I j ... "';""";iM';0£*j~;¥it-'t~~~7Z'P@¥!$WAA!U:f!!f~%*W1i1@P&&Mi!iiW4_MWi :~'.'. .... " .. '" ; J ,5+; >'.~'.> ' It ) ) ) L MJ -DEPARTAMENTO DE POLtOA FEDERAL DIRETORIA DECOMBATEAD CRIME ORGANIZADO DiVlSAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) Laudo Exame Financeiro n"145012007·INCIDPF I e relaciona de forma discriminada os debilos ocorridos nessas contes. I ) o oonlralo foi liquidado em 28101104,com rocursos originMos I ) valordeR$ I objelo de anillise abaixo. Alem da quita~iio do emprestimo, !oram reitos pagamenlos ) encargos, quando da conlrala~ao e das sucessivas renovayOes, que tiveram ) ) ) ) t5.728,300,OO, obtidopele GRAFFITI PARTICIPACOES de empreslimono LTDA no proprio 6MG, dos as origens discriminadas no quadro a seguir. .. Quad", 75_ R,la<;30 de pagamentos do rnCiluo I V.lo" •• R$~ On ,m d"" ....,""0 • 00.202.00 ameoloMlecipado, '0 a(lOo.m@o!imo. 25102103 :!oS,628.45 SMP&8 Com""i"'~~. v,lorlrnnsilou no oonl' Q",oolida9000113.13 3iJlJ3m, I~~~&8 CorroJ01c"",o.00111. 000259,.2, on(lln;tio 00 ="II01O,je 783.00J,oo P'9,mento d, eocargos 19,000.00000. empro~;mooe Rll;.na.;OO.oo Pagarnenlofmai, 281()1104 luel.~Oo,OO Grn1111, 16.2IlUJO,45 Total Din.' N.o '" eM?!' " .. ~""r as <II"""" do "",.e,_ ''P'"'' D.seri .0 <m!o d. £Ill P"'l,rnooto 00 e<J<aI9Il' , ) ) ) ) - ",<M,~". I , ) ) 3.2.3.4.3. CONTRATO N° 14.03.00062118- GRAFFITI PARTICIPACOES LTDA ) I ) o j conlralo, no montante de R$ 15.728.300,00, !eve seuvalor IIquido de ) R$15,628,096,65 transfendo em 28101/04 paraa conla corre~te nO .060028'63-3, de tilularidade ) da GRAFFITI PARTICIPACOES lTDA no BANCO RURAL. A partir dessaconta e nessa mesma ) data, 0 montante de R$ 14.987.000,00 !oi lrnnsferldo poraa conla n° 1130846, da SMP&B I COMUNICA9AO ) do Coolrnl0 n°13.03,00131-SMP&B LTDA, mantida junto ao BMG, tendo sido ulilizado pam efetuar 0pagamento COMUNICACAo LTDA. ) I I I A qU<lntia de RS 580,000,00, oriunda deste emprestimo, transferida foi 29101104 parn a conla n"6002S95·2, mantida no BANCO RURALpela SMP&B COMUNICA9Ao ) I I ) em ". Con'rato an,lis,do no ilem 6. Do <",pris';",o I!GrafJiti Porlicipar;o.; !.Ida, do La"do de hame Cont.lbil n' 185411l6.sRlMG
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    l . ..._~~'ew_1Mi!li;-~'t'!_'i"ffl'~~- I ,._~".,_,',,,._ ',', .. ~ ,..... ....... -.';"':~Q.~i'!("'·;'--:;<_'·' - . ".c'· ,. <'., .,.,..... J 3iJ17 I• -, .. ': a i ) MJ - DEPARTAJ'.fENTO DE POLfcIA FEDERAL ) ) t DIRETORIA DE COMBATE AOCR!ME ORGANIZADO D!VISAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ~ ; LTDA, tendo sido este valor, ap6s Iransllar pela conta garanlida 98001133--3,ulilizado j para ~ pagamentos diversos reallzados a partir da GOniacorrente 5002289-9 nO ) o contrato !eve umauntca amortiza~ao deencargos, ocorrida em 14/07/04, que ) I lolalilOW R$. 2.413,631,16, ) COMUNICA<;AO LTDA no BANCO RURAL, foi provenienle de outro frmprlistimo tornado ~Ia ) ESle valor, apesar de ler lransitado em GOnia da SMP&B empresa junto ao proprio BMG, por meio do Contralo nO14,03,01 036, I ) ) 3.2,3A,4" CONTRATO I N° 14,03,OOroS12S ROGERIO LANZA TOLENTINO & ASSOCIADOS _ lTDA ) ) I ) I ) DestaC<lram 05 Peritos Criminais Federais que a garantia dessa opera<;:ao de muluo fei um CDS da empresa DNA PROPAGANDA lTDA, no vaior de R$ 10.000.000,00, contratado junto ao BMG em 22104104. Em analise da conla corrente nO 602000130, agencia 3608, do BANCO DO BRASIL, deUtularidadB da DNA PROPAGANDA lTDA, veJiffcou-se que a ) valor dsssa aplicayaa em COB foi lransferido para 0 BMG em 22104104, tendo CXlmo origem 0 ) depOsito de R$ 35.000,000,00 I BANCO DO BRASIL realizado pela VISANET, em 1510312004, conla e ordem do por ) o valor ) I ) ) I I liquido do refendo GOntralo de mutuo, monta~le deR$ 9.962.440,00, no foi lransferido para a conla nO25687-0, m~ntlda pela DNA PROPAGANDA lTDA no BANCO DO BRASIL. Por sua vez, as analises das contas correntes dos inveslijJados demonstram que nan nouve ratomo desse valor a GOnia 602000 do BANCO DO 8RASIL1'1, nO I I ) I I , ) l29liste conttato e"CQ""a-se ,"ali,ado 10item 4 • Dos empriSlillios a emp'e<a /l.ogJrio Lanza Tolenfino & Associado, Ltda, do Laud" de Exam" Co"t,bll nO IS54{06-SRlMG, '" Conta con"ndo mov;"",""",O cxcJ"iva de recurso, origi",rj" G' Vi",e', conform' ,"Illi,. e informaVloda DNA Propngand" om 2211~1I1. '" Conforme 0 Laoao de En",e Coot'bil n° 1854i06-SRJMG, ern 14/07{O4 lIol1'e renov.<;ao do <rnpre,timo com p'g,rne"'a de e"cargos e de despo,,", fi","oo;", nOtotal de R$7D7,222, 77. 0 v,lar foi tr:m,ferido para 0 BMG po. DOC, originirio da coot. "",,,,ote 60D2289-9, so"do '1& reCu"O' prov,,"icntes dQContra'o "" 14,03.01036, 188
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    j I L fa I ) I I MJ - DEPARTAMENTODE POIiCIA FEDERAL ) DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FJNANCEJROS DIRETORlA DE COMBATE AO CRIME ORGAN!ZADO ) Conforme uemcnslrado noitem 3.1.2.2.1 do presente reial6rio, conclui-se que a ) ) quantia de R$ 10000.000,00, provenienle de adiantamentodo FUNDO DE INCENTIVO ) VISANET, ioi des~iadil pela empresa DNA PROPAGANDA LTDAe PDsleriormenle repassada a ) agenles publiws no ambito da eslralegia de flnanciamenlo da rode de inftuencia poll~ca I I montadll per-MARCOS VALERIO, conforme dilig1incias relacionadas aos beneftciilrios indic~dos nos Quadros 23 e 24, que delalhou 0 destinedos recursos obtidos pele conlratode mutua em ) quesl~01l'1. ) ) ) 3,2.3.4.5· CONTRAlO NO14.03.01~61"-SMP&B COMUNICA9Ao LTDA I ) Esle oonlrnlo, realizado no dia 14107/04 pelo valor IIquido de R$ 3.485.557,11, ) cujo monlante; lai tfansferido para a conla corrente n' 6002289-9, ds tilularidade da SMP&B I . COMUNICACAo ) LlOA no BANCO RURAL, ) A partir de.sa conta,em 14107/04,0 valor fai navamente Iransferido para0 BMG ) ) em tr~ ) Iinanceiras dos oontratos analisados anlerionnenle (ilens 3,2.3.4.1, ) conforms quadro abaixo: ) ) ) parcelas, por meio de 'debito SP8'13<, quando houIe pagamenlos 3.2,3,4,3 e .2.3,4.4) 3 Quadro 16 - D•• ~nD dos "'ourso» do mlltuo Valo,· R$ 0"00;1. ) de despesas Pagameoloo..nco'l!9§ do OOnl",lo n'll.Ol.oolG2lPD '"""w do """"",0 . sub/:'m .," 35t5C8,ll I P'g,menta d, ) P~m~""<1.de en"f]]ilS do oont",tc ) Sub10tal '61CPItF 1(1), ~,38%1 701.2:2,771 3,472."16213 13.194,98 ) IClTotal" (A)'(SI 3Al~.5'71t ) V.lo, lIo,ldo 00 ,mpr«Umo 3.4115.117.11 n' 14.03,00(]62 (G.. m~) _-",bUe", "," n' 14,1)3,00538rr olen~nol _su~l.m 'd" 2.413.53I,jl ) ) ) I ) ) I B2 No item 3.1.2.1.1 fo,"", r.I.I,d" OSdilig'nd., reiacioo.dos ,os benelici:irios do,!os '''''''''0' quo ,;nel, no" h,viam sido ider.li!k.do, 0 locolizados no, invcs!iga,oe, anl.riOle,. ." EM. 00"1 10 "nC<lnlro-,e .nati",do no ilem 3 _ Dos empr<slimos a SMP&B Comunica,oo Llrfa, dQ .. Lando d. E,,,ne Conljbi] n' 1854!06-SR/MG, '" SPU- Si,l,m, 00 I"g,x.e,"", B,,,U<im, ,i~ema q"' pormile1"",[",,6,,, do rec,r"" l'O' me;" 11,[",ilui",,,, n,ooceira" b,,,, co"", 0 ]>tocessamcnto e .liqulda¢o."" P'WO_u" P"" P'~" emp"'''', gOY",.o, B.n"" Ceot""" ban"",, FQnoo: !lacen, 189
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    ' -" " ...-'~~~~ m:trt"1tWtt'£friikiWtnZ'Yfi'¥'iifft$if, 'iklik'i, _" _ . . 1,·:,:::':;;i;i(/W'lBlfW._'~'~><:": ',o.>/1_T(;::-'.' ,,',~':,-,- ",:-'-X~;:"·' '" 139/6 • .• " .. - - • 'p- . ,','. .' - I ) ) ) MJ - DEPARTAMENTO DE POLICIA FEDERAL I DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANIZADO DIVISAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) I ) I ) De acordo com 0 laude de Exame Conlaoit nO 18~/06·SRfMG,esse contrato nao 101liquidado. ) I I I I ) 3.2.3.5- DOS DEPOSITOS EfETUADOS Os Peritos financelro PELO BANCO RURAL 20113,211ME 2005 NOS Crimin31s Federais tamMm analisaram no Laudo de Exame nO 145012DD7-INCIDPF os credltos realizados em beneflcio da emprese SMP&B COMUNICAt;:Ao LTDA oriundos de oonta6 de Utularidade do proprio BANCO RURAL, aolongo ) I I I ) do periooo 2003 a 2005,referindo·se tais pagamentos, conforme documen1os fomecldos pel3 pr6pria inslitui~~o financeira, a creditos par servi.,os presados pela agenda de puoliGidade. Com base nas notas flscaisrelacionadas as transacOes, os pefitos contabeis ) criminais da Poltcia Federal observaram ) pela SMP&B COMUNICAt;:AO LTDA, que, alemde atividiiOOs de propaganda e publicidade, ) abrungeram organizacOes de eventos, desenvolvimento e plenejamento de proje<;ilo da ) ) I ) 0 ample especlro de servi1;os supostamente preslados institui~M BANCO RURAL, realizayao de pesquisa,s de mercado do setor bancano, Iomecimento ,de software, dentre outros, Ressalte-se que nos exames periciais Ioi constatado que as notas f1scais utilizadas pela SMP&B COMUNICAt;:AO lTDA par meio de sua filial situada no Municipio ) mineim de Rio Acima, n~o possufam auloriZil~ao do f1sco, conforrne consignado no Laudo ) Cont<lbif nO 3056105-INCIOPF. ) ) Nos arquivos de documentos do BANCO RURAL, denominados blocamenlos ) das ag~ncias, consta documenta~M I I I I finaroceim, em geral de pequeno valor,Nesses arquivos foram €noontradas, para algumasnotes ) I de suports de al9uns pagamentos feitos pela instilui~~o ~ais,'propos/as de pres/a9fio de S(ilVi0JS", ·contr.ltos de presla~iio de servir;os", 'notes ' fiscais" emitidas pela SMP&B COMUNICAt;:AOLTDA, pianos de mldia, alem de outros documentos que dariam suporte a produtos decorrentes de servi~os prestados pela SMP&B COMUNICAt;:AO LTOA. ) I _ 1RO
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    'Fit!f¥?;'" ) ) fa ) I I I MJ -DEPARTAMENTO DEPOLiCIA FEDERAL DRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO DIVlsAo DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) I I I Como tambem jil havia sido verificado em rela~ao aos pagameotos do BANCO RURAL Dcorridos nos anos de 1999 a 2002,confmme item 3,2.2,1 deste relal6~o policial, algumas notas fiscais emitidas pela SMP&B, normolmenle de pequeM vulto, sao destacados os I valores devidos a prlipria SMP&B, receitalJ5, bem como servi90s subcontratados, pm meio da os ) presta~ao de serviyos de tereeiros116. I I I I Tambem desiaGaf<l,m as peritos que na subcontrata~ao dos serliyos ef<l comum a SMP&B COMUNICA~AO I LlDA desiacar, no corpo da nota fiscal, 0) n~mero da nota emitida pelo subcontratado. Porem, quando das notas ~scais de grande vullo, nao foram apresentadas I I informa¢es de quaisquer dos subcontratados, GOmo lambem n~o forom localizados nos arquivos de blocamentos do BANCO RURAL, documentos que comprovassem ) aexecu~oo dos sel'liyos CDnstanles dessas notas. ) ) Nesse sentido, loi elaborado no funbito do Laudo n' 145012DQ7-INC/QPF 0 I ) Ouadra abaixo, que lraz relacionados pagamenlos cujos documenios de sup.orielJ7 prestayao da I dos serviyos enoonlram-se incompietos ou nM foram fomBcidos a pericia: ) Quad," ) n- R.l.~~o d. noW f.Beals C"lo' ","'i,os v.ro,Nf '" "' '" m~ ~,~ " ,~, 2$8,&24,00 !J,b NF ) ) I ) 17047 IYf2m t0l01/03 121.24 03JIl1,1)3 12855 O7IJMJ3 21KlM1J 22Jl1Kl3 s"oto!.t ) ) 1:l453 ) ) I ) I I ) ) ) I - %,~, "~m " ,~ "~m '"" 1:)4,1 07104103 071W103 07104,00 G7104K)3 07!04/Q3 575,150,00 588,236,00 2,58-!l,235,OO 4,01D.445,06 244,700.00 In.05~,OI) 371.519,00 367,0>9,00 341.294,00 nAo roram oomp"' •• ~o... V.lo, pogo S''''~ ~ CrlIO 0"nota fi«.1 .. 575,150,00 Seffi90s de W"""ilUca 088,236,00 Di"lga¢;>inS1illidonoi 2.058.235,00 I'€&quisa mercado ~ooef.nanceironad"".1 d. 2!ilI.8'1.oo Planej,"*"lo oslrolegioo m,ri<,~ng global. SP 4,61G.445,OO 23~.811 68 Plane;"",,10• .tralegioo d. m,rf<oling • !.IG :lS9.51182 F1anei~o esttat1!gico d. ma<keling • BA &J.1.09Il ~2 PI",*""",IJ ",IraU:gioo d. rnar;alit>;l. RS d. rn,ri<,~ng - PR :159,71182 P!anoj.rnen:a ..... rna<k'iing _ GO J34A68 12 Plane! lo"_~d" "'I~ A ,<coi!> «be-'e • comissao de 'g~nci, u, .. ",i<;o. execu",do. pol. propria .geneh. o ". em d... ,,,,in,du, ""n",.to< do p,esta¢o de "'''",os de prop'j¥IIld, e publ!cid.d. il' neoess;d,{Ie de • .glnei. de publidd,de reconUaW 1eT<.;ro, par, ,xec"t" ,.,.,.1",,3 quo nlo sao posslvois de ,erem ,eoIl>.da, I'd, su, estrulura, como por "'","plo, •. Y,icula".o em mIdi.. . '" Ern 'fllll106, questioo,dos sabre • inoxi't~nci. de documen,,,, d, ,"?O,lo do' '''''';90' '"post,menl. prtst,d .. '0 Banco R1,l,ajpel. SMP&lI Cbmunic.<;iio, 0' propoSI'" do inst;lw<;iio j .. tifi",. ,i'"~~o ."",1 em urn documento do tr€, pagiuas denomioado "R<f: Solicita<;ao de docUIflenlOse infom]a>~"", subilem "do i[em I -DOS J)OCUMENTOS ANALISADOS, ,Om 'pre","'., out"" Joo"menl'" proban[os. ,,"W,'"
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    nnc em"" ) I ) ) ) MJ _ DEPARTAMEN.LicIA FEDERAL OIRETORIADE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO DlV!SAO DE REPRESSAo A CRIMES FiNANCEIROS ) .- '""' -" '" -"' ) ) ) 071()4J03 ) ) I " I ) ) " " ) I ) :;&3,Zi!4,OO 13451 04,ll4m G7Jl4J)3 1346~ 07104103 DI!:l4m $ubtotol 141&5 1)4,l1lllJ3 00J0a1l:l V.lor 11'90 S''''~ <1000010o "OlD~oo'l n 375.62812 PI'"'I,menlo est.. l<l<jlw,j. /.I3I1<""g • PE -R 2~~,640 Pi""i"""IO e~"legiw d. m.r1<,nr19 J (Q HOOi),OO CDnd~ri. '''1",",,10$ mercadoo d. b,ne", 268_000,00 49.000,00 1.401->41,00 1_l54A~O,lR 35:uMl,OO Jl5.&'l2,18 IdenifiCl¢l <le merca:!o pOm"" 8,~1o!a1 3S2.9;1.~Q 345."2,11 14~~j 2GI1Y.@3 29,W,~3 1.450.000,00 IA2LOOQ,OO Calend!riode oan", =t.mf"'l"ne.l' a[O. 28/U9/Ul 1.17:l.1i20,OO 1.1W.153,4~ Tume musOoaIBe.:Jes· om ributo bms1iEirn 14a., 28mm 29m,l3 1.00:J.OOO,OO e~ooo.oo Onem, de ,,"esanalo para ",~mlca 3.62:1.62MO 3,5S1.lS3,~ S"blOlai 15028 WI1ll1W 1J/1 (W3 250,00),00 245.000.00 Prafeioesped,1 SA EsIOOowMlna,. 24~.QOO.OO Stlb!<>tal 200.0QO,OO 1524(1 Cl7lll103 1l/Um 4~,107,37 4B6,l44,ll2 Autl:tcrio _Projoto <Ie iOOn~cIa<la vi"," COr ali,.. 491,167,31 Subtolol 436.244,&2 Tolol 11.13UlU7 lG.99U14,3' " '"'' ) V.loIN, .'pee,""'" (~ ""'"' ) Entre os paragrafos 147 a 169 do Laudo da Exame FinanceirnnO 145012007- I I INCJDPF, os peritos crimin~is analisaram a documentagao pertinente a cadaitem indicado na ) tabela supra, com a identificag.'io, igualmente, do destino e verdadeiros benefiGiados dos ) reculSOs rep3ssados pelo BANCO RURAL a titulo de sel'liyos ) pela SMP&B COMUNICACAo LTDA. I I o rasreamento do caminho perconido ) ) prestados ) pelo dinheiro oriundo do BANCO RURAL, a titulo de pagamento por sel'lioros de publicidade prestadas pela SMP&B ) COMUNICACAO LTDA, identifll;ou os primeiros pagamentoo relacianados aoIin~nGiamento ) poll~co objeto da A~~o Penal nO 470-STF, indicando que 0 ESQUEMA MONTADO POR ) MARCOS VALERIO come-you a operar no 'inicio de janeiro de 2003, alguns meses antes nos I primeiros emprestimos oblidos pelas empresas invest~adas. Oesta forma, ) credibilidade a argumental'ao apresenada pol MARCOS VALE:RIO FERNANDES DE SOUZA ) I I ) ) nao merece graode de que os repasses realizadus em beneficios de politicos e agremia9l)es partid;iriastiveram como origem, exclusivamente, os diversos empreslimas obtKIos junto aas bancos RURAL e BMG nos anos 2003 e 2004, conforms documento apreseotado II Poi1cia Federal e repmduzido no item 3.2.3.1 do pmsente reiatolio, I I I 192
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    fa ) I ) I MJ - DEPARTAMENTODE POLicIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANlZADO DIVISAO DE REPREssAO A CRIMES FINANCEIROS I I I I Passa-se a resultado do raslreamento dos pagamentos agrupados em cada ilem da tabela supra. ) I 3.2.3.5:1 ) -ITEM 01 DO QUADRO 72· R$.01M45,OO 4 I I o item 01 do Quadro 71Iraz ~aloras depositados pelo BANCO RURAL no I periorlo de 03J{)tI2003 a 2210112003 em ra~or da GOniacorrenle nO 60025SS.2. mantida p-ela I ) LTOAjunto ao BANCq .RURAL. que perfizeram 0 montante de R$ SMP&B COMUNICA~Ao ) 4.010.445,00, I ) ) I I Em 17/01/03 foi re-gislrado0 recebimento na GOnia n' 6002289-9, detitulactdade da SMP&6 COMUNICACAO lTDA, do dep6sito no valor de R$ 804.320,56, aliunda da ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS.. ) Par sua Vel, foi verifLcado pelos pe!itos criminals que no dia 03/01"103 a I ) SUBSECRETARIA DE PLANEJAMENTO ORCAMENTO E ADMINISTRA~Ao I DO ESPDRTE realizou ) 4, mantida I 07101103,esle depOsito suportou a tfansfel"&fIl;iade R$65.000,00 para a GOnia n'·6002289,9. rIO 0 dep6sito DO MINISTER10 da quanUa de R$ 665.673,50 em beneficia da conta n' 9941- BANCO DO BRASIL pela SMP&B COMUNICACAo LTDA. Posteriormente, em ) ) I I I Desta forma. os ~alores provenientes doBANCO RURAL, ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS e SUBSECRETARIA DE PLANEJAMENTO ORCAMENTO E ADMINISTRACAO DO MINISTl:RIO DO ESPORTE totalizaram a R$ ) 5.479.765,56, sendo que monillnte, ap6s lfansitar pardalmenle pela conla garantida n" ) 981)01020-2, pDssibilitou diversos saques a partir lias contas 6002289-9I 6002595-2, € ) relacionados no Quadro 73. comos respe<;tivosbtmeficlarios: ) Qu,d,a 7S - P,i"cipai. saqu •• no p.,lodo d. ~21all{)la 22I011Ol ) HI>IO,1eo I Ch,coo-.p,malo, V I Cheque I ) Ch.wmp,mOOrV ~, ~),~111JJ OJJlJ1111J 0611l11{13 f••o,ocrdo V,lo' 19)02,39 Marcos Val~o Foro,odes de Sauz. 18,000.68 S.lPSB COO1ulli::a<}OO •. lid 40,000.00 CcrnrMeI N<Ji/ lofoIm.ltb> LIda, Han"o A9·nol• "" ,. ~ 00'" ,o~ )3511400 ~ ~ "" 412781 193
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    I. 6550 1 L , It 1 1 ) MJ - DEPARTAMENTODE PQLICIA FEDERAL OIRETORIA DE caMBATE AO CRIME ORGANIZADO DlVISAO DE REPRES$Ao A CRIMESFINANCEIROS , I 1 1 1 1 ",' HI.tone" ,CheqlHl 061D11{l3 _Ch.oollljl,m~or V OIMm Cheque G710IIGJ 30,GOO,DO SMP&Il Co"",n""'~M Ucla, Ch. Pg. OOng. 0710110:1 23,000,00 SMP&Il Llda, , Ch_romp,m~c< V M/Ot!l1 80.000,00 SIWiAU'iO' Video 26.000,00 Man, r",,,,,, Gila,.. deII.BII,paz I 1 I Ch.oornjl.mmorV ) Clu;(Imp.mo"'V Con!. V.lor Fawrtdao 1"nDO,OO SMP&6 Comont""'"" Ltd" lfi,ooo,oo I,k"" V,!..", Fernandes<I, Souza I ) 1 I CI!.I'll_ ooog. 09101103 Ch.comp,m:;or V Ch.oo"'p,miorV C/I,oomp.miorV Ch,compmaiorV Cl1.comp.maior V Saq. out#.I1da De~loSP8 01.romp.m,ior V Ch.<OOlp,moie< V .I Ch.Pg,O~. ) Choornjl,maior ) I I 1 ) 1 ) ) ) ) ) I .1 V Ch""""l'.""iOl V Ch_romp.rn'[or V ,- 141ltm 44,000.00 S&9iolui, Sanlos urn" 23.812,00 S.~P&BCcrnunit:a;;l<l Ud.. 14Kl1ffl """"' w~" ell. F'j). Obrlg. 40000,00 j~.U1iJ3 V 25,000,00 SMP&B C_~ Cobran"" V Ch.<:OOlp.maiCf V Chequ, Ch.[t)1llp.m,l" V 1Ml1.1l3 15/01103 16ro1l01 ..'" l1IJWJ ~lro C~fl.~. 2OfIll103 Ch.oorop,m"{lI Y C'-""'1p,m,IOI V Cn. romp m,ior V Ch.oomp,m";",V SMP&B Comu~ 3032 8771 3032 8771 0010 335n~O 0015 33571400 23il4100'J003830 4071 524~ 0049 56876007 3032 8m OJlo 33511400 0009 800001754 :)ol89 1(}5280 34a.9 I(}52BO 3032 8m Ll<Ia. '" 4531 Ltda, 00091 ooosl 97902141 259,2 SA 1~~lm 45,000,1)0 Ban", RuI~ Ch.romp.maior Cheqlle 2404 3000009675 0009 880051754 0019 20040 1O.~W3 400,000,00 8ancoAJrade 1""~lI1Mto SA l0i0M13 400,000.00 Marws Vteno Fomande,<Ie $cu:," M"",. Vatr.ioFem_ d. 300" 10.01/03 ~OO.OOO,OO 4l),(VO,OO ~.a_ Vo'brio Fem","" "" Scm. tIWMl3 30,(01),00 Marcos Valerio F,mMO" de S<ma lMllJ03 80,000,00 R"lCarUo Cool"" de a.rro, IOJ01Al3 l0iU1JW 400,OOO,DO RegMo LanzaTolen~'O lo,olJlJ3 30,000,00 SM?&8 Co;.. micapo Ucla. 13101ID !lD.OOO,OOFa'J,I" Borges For,,, loren. 13011101 15.oooM ),1= V.IOrio Fe_des <I, Sou," 131:)1103 35.MO,Qil Mor<os V,IOrio Femand", deSouza 10.000,00 Mari.Tor.", Ch_ de Mellopaz "IJ1OtIOJ <10,000,00~l=ira dell(eIo Ail>og«jO$Associados 131OAl3 13101/03 400.000,00 Moreira de M~oA6'osa:Jos Assodados 13l[l1J:13 500,000,00 Renilcla M,n" San,op f.m,""'" 0, Sou", 13101100 C"oo Ch,comp,ooor C"",un~ 20/0113 2111lliOO 21/01100 W)lm lD.458,91 15.:163,00 15.000.00 15.000,00 11,000,00 M,.-w.; Vin~I" ~ir(I SMP&8 CoOlUnlca.-;1loLtd, 00161 Ib"", Hcii<rtlach cardoso SMP&8 Comun~ Lid, C/lsja", de M,llo paz 1Xl161 34162910 1l1.211 1,95 M"Ili-Ac1ioo .0,000,00 117<0.07 9a.SOO,aa 14,000,00 ElltretenimeJIjos <711 0016 15,OOO~~ "'I," VenJj,a G Empr."" Jomaii,lica :l53 61= 28134 oot6 34161910 0007 140534976 0015 42137041 2,71 0296170500091&8 453 LIda, 479 310 Ramon HoJlert.>::hC,r<Iooo SMP&BSao Paulo Comunic~ Uda, c,,50 Com!rdo, $o"i", m•. oo,io do Cornerclo 305955a4 0009 lid., ) ) 1 1 ) Mais uma vez verifica-se, de um modo gcral, que os dep6sitos suportaram saqu€s em especi€ µor m€io de cheques nominais a SMP&B COMUNICAQAo LTDA, sem a identiffcagao dos verdadeiros beneficianos, bern como vultosos pagamentos MARCOS VALtRIO recebidos por FERNANDES DE SOUZA JRS 954,302,39), ROGtRIO LANZA I ) 194
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    , l 13551 L ) ) ) I MJ -DEPARTAMENTO DEPOLiclA FEDERAL DJRETORIA DE COMBA TE AOCRIME ORGANIZADO D1VISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) ) ) TOLENTINO I (R$ 400.000,00), RAMON HOLLERBACH CARDOSO (R$ 55.000,00) e CRISTIANO DE MELLO PAZ (R$ 12.000,00), bern como peJ~s esposas dos inv6stigados I ) RENILDA MARIA SANTIAGO FERNANDES DE SOUZA (R$ 500.000,00) e MARIA TEREZA ) CHAVES DE MELLO PAZ (R$ 41.000,00). Ress@lte-se, nests ponto. que alguns saques ) realizados em nome <los inlegrantes do esquemacriminosD aprese~tam valores aproximados, I iodica~do que dividiam equitaUV<lmente0 lucro iIlcito gerado Ilf'la reciclagem de reculSos ) miundos de suposros ciientes, dentro e!es 0 BANCO RURAL. 1 ) Em continuidade ao processo de transfer~ncieg financeiras sucesslvas, ) diftcul!ando 0 rastreamenlo do C<lminho pefC(lrrido pelo dlnheiro, valores transferidos os 1 ) conta 8771, de tilularidade de MARCOS VALERIO FERNANDES ) quad", DE SOUZA, mantida no BANCO DO BRASIL, patrocinaram vanos pagamenlos, a saber. 1 paraa I 79 - hgillllon!os. ~ Om HI,tflrl"" ) Ch. compo W.~lm 1 Ch. """~ C~.omp. o l()f(11.o:l 101(110) ) Ch. """p. I ) ) ) parird. <onto 8771. V.lor 1lO.0000.OO 60.000.00 100.Wl.OO ••• 80.'0 RDgeno Lanza Tolen,"" M,,,,,, W~rio FOIIIaII<la,d. SOl'" 8=AI!.51A tOlOl103 eo.oo:.l,oo C'.oomp. tUJ1KIJ Hlo idenificado CtL=p. 13ftl1m 219.'~7.50 6O.000,O~ C~oq" !6I01!03 161.925.00 Aecia EduartiQ Coelho$i~ 0",. ZW,/()J 13.0c0.00 >OW RDgeoo lao .. Toienlioo Moreira de Melo Advogadoo A"ocIaoo. AntooioC3I", Vieira, CPf 106.678.906-10 Agincia "' "" "' 4071 Conta 5245 00'" ~ ,071 "' ,," '" "" 00' ~ ~ .~ ,~, 33571400 ." ~ ~ ~ 174.422,,0 ) Em relay80 atransferfmda para 0 BANCO ALFA no valor de R$ 400.000,00. ) 1 os Perilos CriminalS Federais informaram que correspondencia desse banco afinna que a conte ) corrente I flnanceira, de titularidade dos investlgados, para exame. Eo de investimentos de oiienles e ao foram fomecidos quaisquer exlratos de aplicar;ao n ) Para os pagameotos em favor de emprosas e de profissionais liberais, nM ) foram localizados au apres.entadcs documentos contabeis de suporte, probanteii de even!uars I I ) ) ) pr€sta¢es de SCrvi90S.Por sua vez, comprovou-se que aomenos os favorecJdos STAFF AUDIO E ViDEO (R$ ao.ooo,OO),RICARDO COELHO DE BARROS(R$ aO.OOO,DO) CASO e 195
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    - ,'r_ •• -..' -',,-",. '. ~.·'!"'_~",,,'j'••~","~jI;".,.,,*,~WWW.=~"",,~,_ !. -',-- ·----' '~J;i_,.¥iYtrtwm~Jry:::. PL~:£'0!W~*~~,;" " ':' -"'->~--',~:-:- __ . 1 I 135S2 -, It ) ) ) MJ - DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL OIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO ) ) DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) ) COMt:RCIO E SERVIr;:O lTDA (R$ 98.500,00) receberam pagamentos relacionados a S!)rvi~os ) prestados a catldidatos do PARTIDO DOS TRABALHADORES ) nas eleic;i'ies ocorMas ana de no 2002. ) ) ) Segue 0 resultado das dilig~ncias relacionadas (lO raslreamento dos pagamentos: ) ) ) 1) RICARDO COELHO DE BABRROS {R$ 80.000.00)e STAFf AUDIO E ) ViDEO l lOA {R$ BO.OOO,OO}: pro'lidenciada no ~mbilo do presente Inquento a oitiva de foi ) RICARDO COELHO DE BARROS, tendo este declaradoque na epoca do recebimento da ) quan~a de R$ 80,000,00 (10/0112003)desempenhava a fun~ao de coordenador da campanha ) eleitoral de JUDSON CABRAL, candidato do PARTIDO DOS TRABALHADQRES - PT ao ) govemo do Esl~do de AJagoas. Afirmou que em dezembro de2002, em reuniao realizada rom ) DELOSIO SOARES, entllo tesoureiro do PT, ocomda no Hotel Gloria proximo a Pra"" da ) ) I Repliblica em sao PallloiSP, ficou acordado que 0 PT pagaria R$ 160,000,00 ao comM de JUDSON CABRAL para saldar dividasde campanha que estavam em aberto, Tendo em visla ) que metade do valor era devkio a pequenes empresas, muitas com dificuldades para receber 0 ) dinheiro direlamenle em sua oonta, RICARDO COELHO relalou que loi decidido que a mai()r I credora, a produtora de TV STAFF AUDIO E ViDEO, receberia 0 dinneiro dlrelamenle em sua ) conta e a oulm melade seria deposilada na conta do propIio depoenle.Assim, a quantia de R$ I 80.000,00 foideposilada na conla da empresa STAFFAUDIO E ViDEO LTDA em 08!Ol12(){l3, ) sendo que no dia 1010112003 0 valor de R$ 80.000,OD toi depositad() na oonta ~oJTenle n' I 1000002880, ag~ncia 2394 da CAIXA ECON6MICA FEDERAL(banco nO 104), de titularidade de ) ) ) RICARDO COELHO DE BARROS, conforme veIificado na analise financeira consubstanciada no Quadro. Relatou por fim, que na citada reuniao ocorMd8 em Sao PautolSP no dia 13 ou 147 de ) dez€mbro de 2002, quando 0 direl6rto do PT eslava reunido no Hotel Gloria, formou"se umafila ) de mais de 20 (vinle) pessoss para serem atendidas par DELUBIO SOARES em razilo GO ) problemas financeiros das campanhas nos Estados, endo que nunca !eve qualquer conhllo com s • ) MARCOS VAL~RIO FERNANDES DE SOUZA. ) 196
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    I ,'" h5S;; ) , I ',:,. ~--~(;o; fa I 1 ) MJ -DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL I DIRETORIA OE COMBATE AO CRIMEORGANIZADO OIVISAO DEREPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS I ) 2) CASO COMt:RCIO ) E SERV1CO LTDA {R$ 98.500,OO}: fls. 114911151 do as volume VI do Inquerito Policial n' 00212007·DFINIDCOR consrn lerma de depoimento ) de FREUD ) GODOY, s6cio-{:ontrolador da CASO COMERCIO E SERVICO LTDA queeGlarou que a d ) refenda empresa fol aberta em 1998, tendo como objeto social 0 comercio varejista de produtos I de limpeza e a presta~o ) aUvidade de seguran~a de formairregular. FRED GODOY disse que a empresa funcionava 1 esporadicamente, quando havia eventos ligados ao PARTIDO DOS TRABALHADORES ) de serviliOs burocriiticos de escritiJrio, que na verdade exercia a mas - PT e a CENTRAL UN1CA DOS TRABALHADORES - CUT, normalmente shows de bandas musicais e ) oulros. Oisse que a CASO COMt:RCIO E~ERVI(;O LTDA chegou a possuir 14 (quatorze) ) empregados quando aluava no clube BANCLUBe que jamais foi contratado pelas empresas I I vinculadas a MARCOS VALt:RIO FERNANDES DE SOUZA, com 0 qual jamais manleve ) cantato. Em relru;ao ao recebimento da quan~a de R$ 98.500,00 da empresa SMP&B ) COMUNICACAo LTDA, canforme r.3nsa,ao ocomda no dia 2110112003, REUD GODOY F ) afirmou referir-w ao pagamento pelaprestru;ao de diversos servil(Os durante a campanha do ) PRESIDENTE LULA ocorlida no ana de 2002, lais como despesas de segufan~a, alimenta,~o, ) transporte, hospedagem de equipes de apoioe seguran,a da campanMa presidencial. Relatou ) que Irabalha prestando esselipo de seTlliyo ao PRESIDENTE LULA desde a campanha de 1969, ) mas que nao haviJ trabalhado na campanha de2006 poslo que a servi~o foiprestado pero ) Gabinete de Seguran~a Il)SlilucionaJda Presidlincia da Republica, lendo sido apresentado aos ) ) membros do PARTIDO DOS TRABAlHADORES por UBENS RODRIGUES DE OLIVEIRA, R ) tambem conhecido como MARITACA Segundo 0 depoente, as despesas objeto do pagamento ) efetuado pala SMP&B COMUNICA(:Ao LTDA tamblim se deram ap6s a elei9lio presid~ncia e ) durante toda a lase de transi,ao de govemo, endo que, ap6s este pertodo, procurou 0 comilli s ) eleitoral do PT a flm de ser ressarcido gastos, que alCJn~ara 0 valor aproximado de R$ dos ) 1 I ) 115.000,00. Disse ter side orientado pela tesouraria do comile a procurar uma empresa, cujo nome nao toi declinado, atraves do nlimero de urn teleione, por melo do qual sabendo ffcau Iratar"se da SMP&B COMUNICAQAo LTDA. Ao cantata! empresa, FREUD GODOY toi a ) orienlado ~ emitir uma nola fiscatno ~atordo Gfooito existenle e encaminhil·la via poslal,Cllja I objelo a ser desGrito seria a presta,ao de serviyosde recursos humano6, tendo entao recebido I pelos Correios urn cheque no valor de R$ 9B.500,00, que corresponderia ao valordevido com as ) I 187 L
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    'ff1;'-';'·'W!h~·C_mtir-%"'i'!i't4 i ...,;, .• ):~ ,,<,;:;"~,;:;J2$tjii'~~~ i ,,' :,,;j<;o.,~ "::;iiY{(i;::Y:,",,:, ",.. ,~,~.,"~,"'. 'j .3 ';57 '. ": fa 1 " MJ -DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL DIRETOR!A DE COMBATC AO CRIME ORGANJZADO DJVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FJNANCEIROS ) ) ) dedu¢es 1 contrato entre sua empresa e 0 PT e que nao realizou a es<;rituragao contilbil das despesas ) havidas durante a campanha eleitorat e a transj,;ao prnsidencial. Por fim, sctareceu que a e ) tributanas devidas. Afi!lTloU FREUD GODOY que nM hOll'le a fonnalizayao de' depOsito em dinheiro no valor de R$150.000,00, ocorrido no dia 24-03-2004 na conta da CASO ) COMERCIQ' E SERVlgO LTDA,se refere BO valor proveniena da venda de um terreno de 450 ) metros quadrados lacalizado no Condomlnio Swiss Park, em SM Bemardo do Campo/SP, ) ) sendo que os 04 (quatro) depOsitos reatizados peta empresa de DUDA MENDONGA, valor no ) lolat de R$ 29.347,00, estariam retacionados a servi(XlSde seguranya pessool realizados para 0 I publicitario. ) ) 3) FAUSTO BORGES FERRAZ LORENA (R$ 80.000,00):Ioi expedida a Carta ) Prccat6ria n' 01012010·DFINIDCOR ) para a obte09ao ds esGiarecimentos respeito do a pagamcnto no valor deR$ 80.000,00 ocorrido em 1310112003, sendo que ate a presente data 1 refeJida precat6ria enoontra-se sem resposta. ) ) 4) SERGIO LUIZ SANTOS LIMA (RS 44,000,00): s anillises financeiras a ) ) indicaram ter recebido em sua conte n" 97952141, ag~ncia 009 do Banco CITIBANK, 09 (nove) ) depOsitos no valor total de R$ 493.785,00 (quatrocentos e noventa eti&l mil sctecentcs e ) ) ) ) ) ) , oitenla e cinco reais) enire 0 perlodo de411212002 e 13/0612005, oriundos da 2 PROPAGANDA LTDA (primeiro pagamentoj e DNA SMP&B COMUNICAGAoLTDA (demais pagarmmlos). Tambem foi registrado 0 recebimento daquantia de R$ 12.000,00, depositada pela empresa SMP&8 COMUNICAQAO LTDA em 0010512003na oonta 0" 034800, ag1mcia 2&46, do banco 237, em nome de SERGIO LUIZ SANTOS LIMA. ) I Ouvido em sede policial SERGIO LUIZ declarou que atua como consultor de ) empresas, tendo eSciareGido que presta seus servi~os scm a formaliz~lio I I contratos, Em rela9M 80S pagamentos oriundos das empresas SMP&8 COMUNICAGAoLTDA ) ) ) , dos respectivos e DNA PROPAGANDA, dentie os quais aquele regislrado no Quadron' 73, 0 declarante afirmou que se lrala de pagamenlo do emprostimo que fez paraCRISTIANO PAZ, de quem se~a amigo hil mais de 12 (ooze) anos. Alegou que empres(ou a quanija de R$250.000,00 para que
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    1 ) 1 1 - 1 MJ -DEPARTAMENTO DEPOLicIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGAN!lADO DIVISAo DE REPRESSAOA CRIMES FINANCEIROS 1 ) ) 1 CRISTIANO PAZ efeuasse a compra do apartamenlcl em que fesidia, tendo ulilizado para tanto l ) recursos originaoos de uma fascisM lrabalhisla no valor de R$ 220,000,00. SERGIO LUIZ 1 1 I alegou que DaO foi formalizado ) ) ) 1 nenhum [ermo escnto com CRISTIANO PflZ., naa tendo sido, tamMm, solicJado qualquer garantia para 0 empreslimo, que devena ser qui!ado em 8 (oilo) ou 9 (nove) ~ezes sem acrescimo de jums. SERGIO LUIZ aftrmou ni!o se recordar da Iransa~o relacionada aD dep6sito no valor de R$ 200,()(}(),OO, ocorrido no dia 24/1212002 por melo de cheque emitido pela DNA PROPAGANDA ~TDAtendo declarado acredilar que posseter leila urn novo emprestimo paraCRISTIANO. Por Hm, 8sclareceu que as parcelas do pagamento do ) empnistimo niio tinham valores fixos ou dalas de vencimento, sendo que CRISTIANO pagava0 ) deciaranle namedida em que Unha disponibilidade de recursos. ) ) Quanto aos pagamentos realizados no dia 1310112.003 em beneficia do I MOREIRA DE MELO ADVOGAOOS ASSOCIADOS, no valor total de R$440.000,OO, ressalte·se 1 que JOSE ROBERTO MOREIRA ) ) 1 1 DE MELO foi urn dos denunciados Federal do Rio de JaneirolRJ porenvolvimento nos aim; ds corru~1) procurador cia Fazenda GlENIO pelo Minisl~rio Publico relaclonados ao ex- SABBAD GUEDES. Nao loram realizadas dilig{mcias relacionadas ao recebimento ) de recursos por ) GESTAO VENTURA, tendoem visla a impossibilidade de sua qualifica~ao por·insuficiiincia ) de dados qualiflcalivos ) ) ) ) ) ) ) De qualquer forma, demonstrou-se RURAL, ASSEMBlEIA DEPLANEJAMENTO LEGISLATIVA OR!iAMENTO que os valores provenienles DO ESTADO DE MINAS GERAIS e SUBSECRETARIA E ADMINISTRA!iAo DO MINISTERIO ESPORTE, que 00 lotllizaram no periodo 0 montante de R$ 5.479.765,56, foram pagamentos relacionados ao PARTIDO 1 1 3.2.3.5.2 DOSRABALHAOORES T ulilizados nos primeiros no inlcio do ana de 2003, conforme indicado no Quadro nO 78. ) do BANCO -ITEM 02 DO QUADRO 72." R$ 2.354.490,18 1 I 199
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    , .. fX',;,~-~ ) ) .. .. ..... ;"~ •••..• ,~-~-- ~ fa " ) MJ --DEPARTAifENTO ) DE ·N'Y~ . .•... 556 j3 ~ POLIcIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANtzADO OIVISi!.D DE RE?RESSAO A CRIMES FfNANCEIROS ) ) Segundo os Pefllos Criminais Federals, as recursos referentes as notes fiseals 1 relacionadas no item 02 do quadro n" 77,pagas em 07J{)4103 com 2% de desconto, fOr.3m ) depositaoos na conl<l corrente nO 6002595-2 manUda pBla SMP&B COMUNICACAO ) no BANCO I RURilL. Deslacaram as peritos que as nojas fisceis trazem desC(i~~ogenerica dos servi~os 1 I preslados, shim de os pagamentos e a movimental(llo financeira assemelharem-se anterionnente Jdentificados, em que os recursos loram sacados em especie au ulilizados para I amortizat;6es de emprestimos. com Quiros ) 1 Do valor lotal do dep6sito, a quanUa de 1.727.ooo,OOlransitou R$ I gaf(lnlida I nogOO01133·3 e, dopais de somadcs a oulros recursos,orem t pela conta posleriormente saGildos. Por sua vcz, a cutra parte dosecursos, no ffiontante deR$ 650,000,00, supartou as r ) seguintes tfansa~i)es: ) I 1 a) ) EMPREENDIMENTOS ) empresa umizada na operacionalizac;ao da distribui~ao de recursos destinados ) aD ) 1 I pagamento R$ de 300,000,00 INTERMEDIA90ES em favor de GUARANHUNS E PARTICIPA96ES SIC LTDA, PARTIDO LIBERAL· PL, conforme denuncia apresentada peta Procuradoria· Geral da Republica; ) ) b) saque em especie no valor e R$ 3OQ,OOO,OO d reartzado ) RODRIGUES, que atuava como cash courier (maleiros) de "doleiros" para a ) in!erruP9~0 do paper I identifica~ao dos beneficiarios finaisdes recursos distribuldos ) MONTADO POR MARCOS VALERIO, conformeinvestiga¢es ) ~mbito do Inquerito 2245-4/140·STF. frail do dlnheiro e conseqilente por DAVID impassibilidade de pelD ESQUEMA conduzidas no ) I 1 I I I c) saque de R$ 50,000,00, por meio de chEque nominal il pr6pria SMP&B COMUNICA<;Ao beneflciilriD. LTDA e endossado para dificuttar a identifica~ao do verdadeiro
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    h,_,~~~~ -'.: __ ~",."".;z; 1'55~ I ) I ) ) MJ -DEPARTAMENTO DEPOLiClA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS , ) 1 ) ) ) ) 1 I " a ) Estes :evanlamenlos indicam,mais uma vez, que recursos oMundos dire[amenle do BANCO RURAL, COMUNICACAo, a titulo de pagamenlo selVi~os preslados' pela SMP&B foram ulilizados no financiamonto da rede innuencia polilica eSlrulurada de pBlo ESQUEMA MONTADO PORMARCOS 3,2.3.5.3 por -ITEM VALERIO. 03 DO QUADRO 12R$ 345,885,18 • I A nota fiscal relacionada a esle item 03 propordonou ) 0 credito na conla nO ) 05,0025%-2 da quanlia de R$ 345.882,18, efeluado em 08108103, Desse credito, 0 monlanle de ) R$ 299,000,00 transiiou peJaconla garanlida nO B8001133-3, que possula nessa data saldo ) ) ) ) supeIior a impossibililar lransferencia, 0 a indlliidualiw9ii.o da destina9ao dosrecursos_ Alem dessa credito desse valor suporlou pagamenia no vBlar de R$ 49.953,00,em favor da OOlp(asa GUARANHUNS EMPREENDIMENTOS LTDA, efetuadonessa dala. I ) 3.2.3.5.4 -ITEM 04 DO QUADRO 72- R$ 3.551.153,48 , As nolas fiscais relacianadas noitem D4 referem"se a dep6sitos que totalizaram } R$ 3.551.153,48, ccorridos no dia 29/09103 em favorda conla nO6002595-2, que,POI'sua vez, 1 I ) suportou as seguintes lfans~Oes: ) ) ) a) saque em especie de R$300.000,00, feito com cheque nominal a pr6pria SMP&B COMUNICAr;:AO LTDA; ) b) saque em ) VASCONCELOS ) Inquento nO 2245--4/140-STF, ALEXANDRE VASCONCELOS CASTRO recebeu ) 05 (cinco) cheques dB SMP&B COMUNICACAO LTDA no ano 2003, perfmerldo ) especie de R$ 250,000,00 em CASTRO. Confonne diligencias favor de ALEXANDRE realizadas no ambito 0 () lolal de R$ 770,QOO,OO. ALEXANDRE VASCONCELOS CASTRO, proprietilrl() ) ) I da empresa de factoring CONSUL TORA EXPRESS COBRAN(:A l TDA, a~rmou
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    --'~~~ffl,.,.,_." l '" '. - ','.-raltt¥t'I' !It-W$ii " j;B8id@1"!~;fUg~;~~~~=xr.:::;:, ,.;' ,,:,.'''-:';., J 355,,9 .- 1 ) L fa ) ) ) MJ -DEY ARTAMENTO DE POLicIAFEDERAL 1 DIRETDRIA DECDMBATE AD CRIMEORGANIZADO DIVISAO DE REPRESsAo A CRIMES FINANCEIROS ) ) ) em seu depoimento que receoou tais cheques para desconto do empres~rio do 1 ramo de moda EVALDO NEVES THIBAU, falo, enlrelanlo, oegado poresse, ) ) c) diversos aulros pagamentos com trimsilo do valor de R$ 2,903.000,00 pela ) conta garantida nO 98001133-3, destaca~do-se, deste vakJr, cinco pagamen10s ) efetuados no dia 03110103, que totalizaram R$ 283.000,00, em lavor da ) MADEIREIRA R1BE1RiiO LTDA, CNPJ 41.736.76010001~9. Essa empresa I ) encontra-se inapta pol omissao no Cafl8Stro da Secretaria de Receit:J. Federal, 1 stem de nao constar cadaslro de s6cias. ) ) Pelas anillises financeirns realiladas, loi verificado que a empresa MADEIREIRA ) RIBEIRiiO LTDA recebeu 05 (cinco) pagamentos da SMP&B COMUNICA9Ao LTDA nos anos ) de 1999 e 2000, perfalendo a lotal de R$ 283.000,00: ) ) Qu,dro 80 • R""",,,o$ ",c.bidos pel. M.dei,.i,.. Rib.I,!o Uda I O,:a ) [l3I101,1IOJ ) ) V'~r(R$1 R'50000,OO ) RJBEIRIIO CHQ.PG.OBRIG. -- LTDAJ417387$0000149 0311012110J RS 58.000.00 MADEIBfJRII RIBEIRilO CHO.PG.OBRIG. LTDAI4H367WJOOI49 OOIWrlOO"J R$ 75,~)I),OO ) ) Tlansa>llo Aaed1to do (NorneK;NPJ) MIIDEIRI"IRII IIIAD.I Rl"IRI< RlBEIRAO C~O.PG.OBRlG. l TDAJ4 1736700000149 DJI1()J20()3 RS 50.000.00 MADEIREIRA Rl8ElRAO CHQ.PG.OBRIG. LTDM1736750000149 03l11)12(l03 1<$ 50,00(1,00 MADEIREIRil RIBflRIIO CHQ.PG.aSRIG, l TDAJ41l36760000149 TOTAL: ) R$ 23000.00 ) ) Fai expedido 0 Oficia n' 201l2010·DFtNIDCORlDPF com solicita~o a ) MADEIRElRA RIBEIRAo l TDAde inlormay5es a respeitoda n~tureza de tais pagamentos. Em ) resposta a esta' comunica9ilo, foi informado que, devido ao lapso temporal, a empresa nao lena ) como informar precisamenle a natureza de lais credilo6, mas em virtude da atividade camerdal ) ) exercid8 pela empresa, infere que aludidos cheques p:Jdem referir a quita9~o dedebitos st! oriundos da comprn de produtos que comercializa, tais como madeiras 5erradas, folheada, ) ) compensada, aglomerada, formicas em geml e colas para madeira. ) 202
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    , ;",·."'i!,-""",.$1f~~t;~~~~2'flM:tt'W@@iml!fii"ii'WGn""= . """'-,'iI'i'ifi'li _ ." . ._ _._" ".,__ ,>,_"_.,,., i> "_," ..._.'_ VO-'_""-"A" j " fa "" ) 1 ' " ", " ) MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL ) ) DIRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANlZADO DlVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS 1 ?alas camcteristicas dos pa9amentos recebidos, pOOe-se infenr lratar-se de ) ) empresa utilizada para ocultar au dissimular 0 destino dado a recursos movimentados el0s p ) ESQUEMA MO,llTADO paR MARCOS VALERIO . .'lao pos5iveJ vislumbrarqualquer e ) de lais transa90cs com 0 iOInecimentode setvi~os ou bans vinculados a pre5ta~ao de ) I 1 I rijla~ii:o servi;os de publlc!dade ou propaganda, motlvo pelo qual sa caputa necessaria a inslauragaa de Inquerito especiflco para apurar 0 envolvimenlo R18ElRAO LTOA com a jlQss[vellavagem da empresa MADEIREIRA de fUlldos lITellas. ) ) 3.2.3.5.5 -ITEM 05 DO QUADRO 72 - R$ 245.000,00 1 A nDta ~scal. reladonada no item 05, refere·se ) a pagamenlo IIquido de R$ ) 245.000,00. depositsdo em 13/10103 na conta nO6002595-2, Segundo os exames periciais, este ) pagarnenta 1 1 1 proporcionou transfelencias de R$ 162.411.00 para FERNANDES DE SOUZAede 3,2.3,5.6 -ITEM o MARCOS VALERIO R$19.000.OQpara CRISTIANO DE MELLO PAZ. 06 DO QUADRO 72· R$48S.244,02 pagarnento de R$ 486.244.02 foi deposirndo na conta 6002595-2 em 10111/03, Ap6s transitar pela cQnla garantida vinculada, referida quantia loi somada ao erectilo de R$ 310,733,23, efeluado pela TELEMIG CELULAR SA possibilitldo em11/11/03, tendo, por sua vez, pagamentos em beneficio dos favoreeidos relacionados no Quadro a seguir; QU.dfO 31 - O••tino do. re<ur.lOS BMCQ Rural & Telemlg C~I"I"" ,~ 101111n3 Cfi~ 11l!11j(]3 Chq. ,abriJ, 1(11111)3 CIl.com ;maior V 11111/03 Cheque ~~1t/03 Ch.que 11!1!/O3 Co.,om maio, V 11111103 Ch,romp,maior V 11111/03 Co.romp.malor V 111l1103 CIl,comp,maior V 111111(13 CO " Banw '" " Coni. Nom. 000 8&10876 C<isiano de Mella paz 00' 00' , , '" ,. "' 00' "" m 609535 BBmrVr . erlS. Turi,mo Ltdo, 31241B5 Nlkl infermado • WOden GleKt$OnCas~o Silva . 'N,)d,"Gleidscn Caslro SilYo 1331 52$0 Nlkl inferm.do ; 15>397 Nlkl inform"'" 1331 52560 Nilo inrOfrn.do 00; 105397 Nlkl io,mnada _ SMP&B Com"";"" o ltd•. , , J3559 l , 1 ... '~ V.IOT 12.000.00 m.920.80 50.000,00 50.000.00 50,000,00 50.000.00 5O,O~a,OO 50.Il00.00 50,000.00 250,000.00 203
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    I 1 L It I I 1 MJ - DEPARTAMENTODE POLiCIAFEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO DNiSAO DEREPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) 1 I Data Tran•• ".o B.noo lZ1l1103 Ch,rom~.moiorV 00' 12111103 Ch.comy_maiar V 001 121 l/O3 OebiioSPB 00' 12/11103 Ch.romp,maior V 001 . 12i11h)3 ","00 ) 1 ) ) .,. "' ,. "" M' . ) 1 Cont. Nom. 20<W5 MarC<Js oleno Fem"ndes de $aum Y 75.34841 livo"ia Del Roy Editor.Ltd•. 42137 E$lUdio Triade Ltd•. .." Marcos Valeria Ferrnmdes de So"za 42.000,00 100,00(1,00 • Jacinto de Souza Lam85 Verificou-se, desla fOl1l1a,que os w:ursos ) V.10r 12.000,00 17.727,00 36.078,90 deposilados pelo BANCO RURAL e pelu TELEMIG CELULAR SiA, a titulo de pagamento por 5e!Vil,Xls prestados pela SMP&B ) 1 ) COMUN1CACAo LTDA, suportaram 0pagarnenlo de 05 (cinco) cheques em11/11/2003 cujos bene~cifuios nao foram identificaclos pelas instituig6es financelras1l!1, ) ) I I Por sua vez, comprovoU"*le que tais recurses s~port~ram e pagamento da quantia de_R$_100.0DO,DOem fal'or de JACINTO LAMAS, conforme ojl€ra,~o regislrada em ) 12/1112003, sendo este um dos operadores da distribui~ilo dos re:urws desUnados ao ) PARTIDO LIBERAL - PL. ) 1 I Niio foi passivel, ate 0 presents momento, proceder a locatiza9~o e oiijva de ) WILDEN GLEIDSON CASTRO SILVA, vez que em diligencias policiais foi informado por ) parentes que ele reside em Ribeirao das NeveS/MG emlocal illCerto e nao sabido. ) ) ) ) ) ) ) 1 I ) ) I Ressalte-w, tamMm, que os examesperlciais identiffcaRlm outro pagamento com caracter1sticas simiiares, mas que oao lui possivel &OS peMtos criminais fazer sua vinculao;:ao a notas fiscais de prest<ll)M de servi<;os. obre 0 ".-Milo com hist6rico de "TRS S OUTRAS TIT', no valor de R$ 1.187.529,70, na conia corrente nO 6{)02595--2, da SMP&B COMUNICA<;:AO LTDA, 0 BANCO RURAL nao apresentou nola f~al ou oulm documento que 0 justificasse. A pamr desses recursos, fcram destacados os beneficiarios do cnldito, relacionados em quadm, a seguir: Q"."o 82 - De'tin'~'o dos rnour$O' Hi,I6neo I Data I ValOr IFa>lort<ld, ~ Ag'nel. [ Conta ) ) 1 , "" Cab< .0 Minos<cnoi"unll"" """",,1 vcnllcar a pcrtmenCL.e n'C=lOaUe Q. Connfi"tOaneoa< invc'l;ga~ijes vhando " ;den(Uk.~ do, v.rd,dciro, ben<fkj,rios de,le, "hoque,. 204
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    ) I I 1 1 , UClA FEDERAL ~E ORGANiZADO :S FINANCEIROS ) ) mmm Chq,pg.oOO<j. 39001,00 Gua~~~:.,~preeildirrenl""Inlerme,f<¢esW , ~:Ul.ag., 10ln7103 Ch,oomp.ma!.'rV mmm 00,(1'1),00 RGmon Hdle;b,clI Carea>;) I Chq_PJ_oorig. 1~Wm3 Chq·pg·Ql;<i9_ lD/lJ7I!JJ 1I1Q7Xll 0718 "P«1lcf ,SiC lid .. SGOO),OO SMP&B Co"",,nioao;.lo Hda. 1 I , , , "" Ch.ro~p,m"'rV Ch,CQITlp,m&lr V Ch,comp,ma'or V tlmm l1mm 11mm 00' l1mm ) , Ch,ccmp,m,;orV 111il7/OO Saqfoh,OOl.g •• CIl,com~.m~orV l1mm 1.w7m ) S"'l',h,oul.age. '~m Cbq,N,oi;rig, !4mm 3>.000,00 1.1= V'IM<>~ .. cle Sou" 1(1.000,00 SMP&8 eo.n.,~lid .. Ilo_noo,oo Morel" d. MeIO ,,dvogadOO /Is'-"<iltdos 6('-~OO,OO SMP&B'CoIlW oi«¢o Ud •. J7Ooo,OO G,,,,,nhuns Em~reell(lim""los IOlerrnod1a¢e< CI-.q,pg,obri9' ,;mm 00,925,00 ,;m~ 1J),CW,OO ) ) 1 " '" Guarortllu:,!m(l1eendlmOO"lS IntemJedl..,oes SICLid .. Marla Terezo Ch"" de Mellopaz 3.162>10 OW -"' - ~ 800051754 · · '''' '" W, '""' "' "" '" "' '"' "" '"· · · 00' · "" · · 0000 SiCUda • P;>1;,; OCOC · l1mm • P.~cl 0016 '" '" Rool," F...w, doQu~ro:;: 15.001),00 MariaT,r= Ch" .. de Mello p"" 3Om,DO SMP&O Corr",nlcaQ1i:> Uda. 12.00J,00 J.lamos V,IEi", F.mand .. d, SaICa 3G1lXl,OO Marcos V,I .. o F,marrJes <Ie Souza 6(I,0C(I,OO RogO<io lan" To;,n,no 0.000,00 Marcos V~erio F,m.oo" de Souza 331,000,00 Rogerio l.an>a Tolen~"" 5O,(XXl,oo Ch.ccmp,mtiorV 1 ~ · 419 Ch,ccmp.m,'c<V I 25643:.l{J(1m :)3571<00 0016 :13571400 10_ 0718 "' "' '" 0718 ~=, 25041l3OOO1 8!lOO51754 Destaca-se nesle quadro, mals uma Vel, 03 (Irns) pagamentos realizados em ) da GUARANHUNS EMPREENDtMENTOS INTERMEOIAt;OES E PARTICIPACOES , beneficio ) PARTIDO liBERAL - PL, conforme den(mGia awescntada pela Procuradoria-Geral da Republica ) que originou a A9ao Penal n" 470. ) SIC LTDA, empresa uUiilaGana ofl8racionaliza9ao da distribuiyao de recursos destinados aD ) ) ) ) 1 Neste ponto encerra-se 0 resumo das dilig{mcias relacionadas eo mapeamento dos recursos dislribuidos por meio do cirl:Uito financeiro conlrolado por MARCOSVALERIO, com a iden1ificayao das circunsl~ndas dos transal,li:ies flnanceiras apontadas nos Lavdos de Exame , Financeiro nO 144g/2007-INCfDPF I investigay5es, vollado a intermedia980 por parte do ESQUEMA MONTADO ) VALERIO de i~leresses privados junto a esfera publica federal, atividade esta que renderia a ) Procuradotia-Geral da Republicam e n< 1450i2007·INCIDPF, oonforme determinado pela Desta forma, passa-se a reportar a segundo foco das paR MARCOS 1 ) ) ) I '" Nnda oor,o ,epO,(;ldos no pres'nle relal6rio" diligeocia, ,elaciooad..,. b,nefici'rios de "C"mo" P"SO"' f!Sic., e juridka" que [Ot"'" mmcionado.s no' Laud"' d. Exame Fi"oceiro o· 144912007_ INC/DPF " 1450n007-JNc/DPl' e ~"" ,ioda nlo h,viam ,jdll idcntiflCadll"nas jnvcstig~Oe.< anteriores. 205
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    I ) fa ) 1 1 1 I MJ - DEPARTAMENTO DEPOLicIA FEDERAL DiRETORIA DE COMBATEAO CRIME ORGANIZADO DIVlsAO DE REPRESSAO A CRIMES FlNANCEIRO$ ) ) remurterayoo necessaria ao financiamento dacompra do pode! politico deSClitona demlncia que ) originou a A,lio Penal nO 470. ) ) 3.3 - DA INTERMEDlACAo DE lNTERESSES PRlVADOS ) ) ConlQrme mencionado no item 2.2 do presente relat6~o (FONTES 1 1 1 SECUNOAR!AS: INTERMED1ACAo DE INTERESSES • LOBBY], 0$ elementos deprova munida, nas diversas investiga¢es realizadas evidenciaram a prOOisposi~o de MARCOS ) VAL~RIO para lidar com fundo3 provenienles de alividades deli!uosas, quando!oi passlvei ) oomprovar que seu gr1JiXJempresaTial do ramo de publicidade e propaganda eslava preparado e ) disposto a funcionar como velculo de captaqao d,e reculSOs plOvenientes da iniciativa ) subomos ) politlcos1lo. ou uoavGes ilegais, e sua posrurior distribuiyao privada, pma agentes !'Jubliees partidos ou ) ) Ficou devidamente comprovado que 0 ESQUEMA MONTADO POR MARCOS ) I I VALERIO reris pmmovido Q adianlamento de recUTSOS a serem postericrmente contrapesados pela remUneTa9i!o gerada com a intermedia9ao de interesses prillados junto ao Estado,quando ) poderia conter com 0 auxUio justam€nte do centro de poder politico que estava financiando. PaTa ) atender a demanda pe!o ) empresario, MARCOS VAU~Rl0 conlou com ) que nao poderia custear seu investimento politico somente com os recursos provenientes ) ) ) ) crescente contratos de puhlicidade notadamente que de recuTSOS, solicitada pelo nucleo poti~GO au· oferecida mantinha (I aporle financeiro de institui9iles ban canas, vez de com administra9ll:o publica direli! e indireta, a do contrato que a DNA PROPAGANDA l TDA havia ffrmado com 0 BANCO DO BRASIL aD tongo dos anos .. ) ) Os elementos de prova reunidos indicam que os emprestimos obtidos por ) MARCOS VALt:RIO, cujos valores foram repassados eo m]ciao politico nomeacio peja PGR, ) ) ) ) 1 ,10Este .. tvi~o ilidto "'" roalizado do forma a permi'ir' movimenta>,o d< ,II" '"'''''' do dioheiro ,em chamar a aI<ngio para si "''''''0 e para os lelCcilO;quo dolo $, .,rvi,m, bcm como petrllitir a elimiIUl,'o do peculiar r"lm de pop,", (paper Irai/) que poderi. $er detect,do pelo, dos 6rgio, de P'"v."~1io 0 oonlmk d. !avagcm de dinhciro
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    )., ,,:, "':''-''·,',c··":' '-~-"~'tT·t~,,*reifi&"@v..J.;< -~ , "'"';.' "". ' , .. ... _;,",,,,,-,,,,±s:.,,,E:;..:!O "*~~1!1?1RZ"_-""".-.:, M'-t,,,_: I ' "', ,,'_ :;:'4,¥!:",",:';i;" "-'r,~·':~"'<;:,;-:-r::"~":'"&'&-:?';:":'-' '_'C" ":','-,,#_,:-,."- i fa 1 1 DE POLtCIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANIZADO DIV[SAO DE REPRESsAO A CRIMES FINANCEIROS ) seriam na verdade custeados com a remunerar;ao gerada pela Int€rmedia~o de interesse: I I pnvados junto a [ede de infiuencia politica oonstruida pelo empresano. Esses inleresses eslariam relacionooos tanto as proprias instituit;Oes nnanceiras que coocederam os muluos ) q~anto a lerceiros, ) ) Assim, a Procul<ldmia-Geral cia Republica determinou a apurayM dos futos 1 ) relacionados;lulilila~o relo BANCO ECONOMiCO E MERCANTIL DE PERNAMBUCO, bem I 1 1 I como pelo pr6pJio BANCO RURAL, da rede de inffu~ncJa polltica monlada per MARCOS VALERIO, que buscava a aprovaQ~o de decis6€s pelo Banco Central do Brasil beneficiaria que rerenda insliluiyao financeira. ) 19ualmenle, !oi requisilada pela PGR a realizaQao de diligimcias especlficas ) voltadas a veriftcaro relacionamenlo que as empresas BRASil TELECOM, TELEMIG CELULAR ) e AMAZONIA CELULAR manlinham com 0 "NUCLEO MARCOS VALERIO" desde 0 pericdo I iniciado com os primeiros pagamentos as empresas de publfcidade investigadas. ) ) ) Segue nos pr6ximas pontos 0 resultado dessas dilig~~clas. ) ) ) ) ) ) 3.3.1 . DO CASO DOS BAN COS MERCANTIL DE PERNAMBUCO E ECONaMICO .i Conforrne investigay6es conduzidas no ambito do InqueritoO 2200-2/140, n MARCOS VALERIO FERNANDES DE SOUZA iniciou sua vida profissional em inslilui~aes ) bancarias de Minas ,*rais, como as eJ(tintos bancos BEMGEe AGRIMISA, tendo tambem ) apregoado t:erta epoca qLJetrabalhava no Banco Central Brasil, emprego este que defalo do ) nunca .existiu, apesar de ter manlido rela.,oes pr6ximas com dirigentes do bancoestalat. Dessa ) forma, a expertise adquirida no mercad() financeiro permilia a MARCOS VALERIO idenli6car ) oportunidades de neg6do que surgem da interface necessaria desse setor com 0 paderpubtico. I I ) ) ) "" 1366;'1 U )lJ -DEPARTAMENTO ) _", ,-"" ,m I
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    , ) fa 1 1 ) MJ - DEPARTAMENTODE POLIcIA FEDERAL I DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADQ OIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES FINANCEIROS ) ) palo Esladow' ) vez que se!rata de uma atil'idade econ6mica forte mente reaulada e fiscallzada ) Tais oportunidades de neg6ciQ poderiam garar rendimentos muito supeliofes 1 I I suas empresas de puLlicidade e pmpaganda142,ainda que se leve em conla a exislMcia de selVi~s ) superfaturados ou ftcllcios,como jll demonslrado nesterelat6rio. Dessa forma, foi verificado que MARCOS I 1 aos auferidos par VALt:RIO atuOU COITKl represenlanle do BANCO RURAL nag Iralativasenvolvendo a suspensao de liquida<;ao extrajudicial do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO, quando utilizaria a rede de influ&ncia pol~ica que havia ) montado a partir do ana de 2003 para obler ganhos relacionados a corre(:io da dlvida gerada I I peto programa de reestrutura~1o do sistema financetro - PROER. ) ) Visando il apura930 dos latus objetQ da segunda etapa das inves1igay6es, a ) ProcuradoJia-Geral da Republica - PGR requisitou por meio da peti~ao n' 34994, constante <is 1 fis. 832118325 60S ilJtos principais (fis. 04109 do [PL n' 002/2007·0FINIOCOR), a tomada dos ) depoimenlos de ANTONIO ) CLAUDIO JAROLEnO 1 GUSTAVO MATOS DO VALE (diretof da DILIO do BACEN), (consultor do BACEN), MARCO ANTONIO BELtM DA SILVA (consultor ) do SACEN) e ARMANDO ) MONTEIRO FILHO (presidsnte do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO). I , ) I ) ) ) I , Foi colhido 0 depoimento de ANTONIO GUSTAVO MATOS 00 VALE, Diretor de uquiday6es do Banco Central do Brasil (DILID) desde 0010512003,no qual nuances envolvendo as dilerentes in!erpretay6es acerca da corre~ Ioi explanado as dos emprestimos concedidos pelo BANCEN ~s instituiy6es flnanceiras no ~mbito do PROER. Aftrmou ANTONIO GUSTAVO 00 VALE que 0 PROER Ini programa criado com a finalidade basica decobrir 0 um ) palrim6nio negativo dos bancos que estavam em iiquida,aQ, de modo que urn banco em ) luncionamento pudesse assumir tOOo$ os passivos junla 11. popula9ikl e ils empres8s, permltindQ ) ) I ) I 1 1<L0 fI,nco Cent,,! do Brasil, vinculado >0 Mioi<t"rio d. F3Zcnd •• C 0 princip<LI "genie e"eC"I;vQ d" poHticas if'<;ada, pelo Con,e]ho Moneliirio Naoion,I," , tambOrn 0 principal 6<£.0 de fi,ca];za"'o do Sistema Financo.iro Nacion.!' '" Omformc apurado. "" prete"sC« de MARCOS VALERIO em '0'"0 d.. negocia.,o"" <Ilvo!vondQ 0 BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO girav, em 10'"0 de R$ 700.000.000.00 (..,teccnto.s mHMos de rea;,) 208
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    . I· ·····""'i't%ii&:m: f;(Cttf"ff .', • '-."~~~.' ~ ....: .~= ""':,:: '., .. ' ,.'. '. . '.... . .. ,.'.. "'. ,.'Tt.' ·'lIi1ftnl"Yti&rWt ...,.,,,. :"""": .... ·"··"'·W:·,,,,··..t';i'Ifi}!'··'·""'''·''':' ... ... e·:!... ',.I; .:'" ', ...'.'. ~;".';;;'~."':S";:""":::;:":'"';;.""-'" .', ,.. .....:0)' ,." L ) I fa ) 1 ) MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBAlE AO CRIME ORGANlZADO DlVlsA.O DE REPRESSAo A CRIMES FINANCEtROS 1 1 ) ) ) I ) 1 I que a liquidacao eXlrajudicial nao prejudicasse esses denies OU 0 sistema flnanceiro como um lodo, Explicou que lados OS" passivas cram Iransferidos pam a institui9ao financeira que assumia a parte operacional do banco em Iiquida9i1o, lais como depositos a vista e a prdzo, conlols correntes e poupan(:a einl'€stimenlos de um modo gem!, sendo tamb!!m lIansferidos os ativas considerados "OOns"14$. Por sua vez, a diferen~a resultante,considerada 0 "banco ruim', era coberta com recursos do PROER,sob fonna de empresUmo aobanco em liquidat;ilo, senda os ) recursos, porem, encaminhados para 0 banco em funcipnamentQ, Disse que para efelivar esse 1 emprestimo ) in5titui~ao em liquidaQ~o, por cerca de 35% dovalor de face, com recursos do PROER, em 1 VOlume suficienle para que 100% do valor de face dos titulos llbrissem 120% do valor das C ) ) ) ) 0 BACEN exigia garantias, formadas por titulos piiblicos federais adquiridosela p emprestimos, Relatou, iambem, que 0 Programa foilan~ado no final de lSS5 e alendeu os bancos NACIONAl, ECONOMICO, MERCANTll DE PERNAMBUCO, BANORTE, BAMERINDUS, enlre oulros. 1 ) Em relaGilo a MARCOS VALERIOFERNANDES DE SOUZA, afirmou ANTONIO ) GUSTAVO DO VALE que de lato 0 recebeu na Diretoria de I..iquidar;iies do BAGEN em tres ) ) I )) oportunldades, entre 0 final de 2003 e 0 iOicio de 2004, reunio~ nas quais sempre era acompanhado de um consultor. Disse que reatmen!e MARCOS VALERIO apresentava-se como representante do BANCO RURAL com a finalidade e obter informa¢es d que subsidiasse ) el'€ntual proposta no senlido de iel'€olar a tiquida9ao exraj'Jdicial do BANCO MERCANTILDE ) PERNAMBUCO e em que condi<;~es o.Banco Cemral apreciaria tal proposta, nilo tendo, em ) nenhum momenID, abordado qualquer questiio sobre 0 BANCO ECONOMICO EnlIelano. mls I tres vezes em que 0 recebeu, MARCOS VALERIO se encontrava sQzinho,nM ) acomp<lnhado de diretores do BANCO RURALou de acionistas do BANCO MERCANTIL DE 1 I PERNAMBUCO, bem como nunca se fez aoompanhar de qualquer politico, lendo apenas citado estando o lato de desfrutar da amizade do DeputadoFaieral VIRGILIO GUIMARAES. ) I ) ) ) 1 '.'''' /3%5 '" Ressalto-<e que a rnrte "boa» do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO ro; ",tlIllida polo DANCO RURAL, que pa"ou, co,lrolar a instilu;,ao em liquid."lo, I '
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    J. - '... -----~ ~M?f..wmemr4f'tlffl ,{;,,:;;r);d&?i%¥~~~·<?!%!Jf0*9fh$¥~"0;0j:~:::F;r3;§'2~ : fa ) ) ) ) ~ MJ - DEPARTAiUENTO DE POLiClA FEDERAL DIRETORIA DE COMBAlE AOCRIME ORGAN!ZADO OlvlsAo DE REPREssP.OA CRIMES FINANCEIROS ) AfirffiOU ~inda ANT6NIO GUSTAVO MATOS DO VALE que a lese dos ) controladores do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO era 0 pag~mento do emprestimodo ) PROER segundo a Lei N° 6.024174, islo e, com aoorre9ao da diVida pela TR, sendo que a lese ) ) do BACEN, diferentemente, consistia em colTigir os creditos do PROER segundo os contratos ) ate 0 limite da garanUa, Dessa forma, a diferenQa resultante das duas teses gimva em lomo de ) R$ 700,QOO.OCO,OO, tendo 0 BANCO RURAL, entretanto, efetivado nenhuma proposla em noo ) razao do entendimento jurldioo do BACEN de nao apreciar qu~lquer pr,ojlOBta que Ilao ) oontemplasse a entrnga total das garan~as para pagarmmto do empT~timodo ) . tambem, que esta lese estava sub·judice na 1" Instancia Judicial, tendo recebido senten~a ) favortwel aos controladores do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO no inlcio de 2005, ) PROER. Retatou, posteriormente confirmada em janeiro de 2006par ac6rdilo do TRF - 5' Regi~, tato que ) propiciava urn ambiente que permitia a analise de proposta no ambito administrativo. Entretanto, ) no final do primairo semestre de 2007 0 SuperiorTribunal de Jusli~a - STJ decidiu ) favoravelmente a !esa do BACEN, ) ) Pur fim, 0 Diletor de Uquida';OOsdo Banco Central do Brasil afirmou que nao I 1 I sofreu qualquer especie de µress~o polltica para resolver a uquidaC50 extrajudicial do BANCO MERCANTIL de maneirn favoravel ao BANCO RURAL, sendo que MARCOS VALERIO tambem ) ), ) mlO fez nenhuma proposta financeira ao depoente nosenlioo de facilitar ou agiUz1'lf 0 ) levanlamento da liquidac~ora quesUonada. ) ) Pro~SIJ~uindo 3S diligenGias determlnadas pala PGR, realizou--8e a oitivade ) CLAUDIO JALORETTO, que II epoca dosfatos exercla 0 cargo de CO~5uttor da Diretoria de I Liquidayao e Dcseslatizayiles ) relaOOnados a area de desestatiz~ao ) recebido MARCOS VAL~RIO FERNANDES DE SOUZA emduas visitas feitas ao BACEN, a ) primeira ocnrrida no dia 25/1112003 e a seguoda no dia 1710212005, Tanto no primeiro enoontro, I ) ) ) . DILlD, respons:)vet pelo aoompanhamento de assunlos debanoos e5tadu~is, CLAUDIO JALORETIO admi~u ter do quat iambem participou 0 consultor da area dsliquida~es MARCO ANTONIO BELEM, quanto naquele ooorrido em 1710212005,com a presenya do Diretor de LiquidaQoes ANTONIO GUSTAVO MATOS DO VALE, 0 8ssunto da conversa rom MARCOS VALERIO tai a
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    1 ) 1 1 , ) MJ - DEPARTAMENTODE POLICIA FEDERAL DlRETORIA DE COMBAlE AO CRiME QRGANIZADO DlVISAO DE REPRESSAo A CRIMES FINANCEIROS ) ) f}OSsjbilidade de levant~mento 1 1 I 1 CLAUDIO JALORETTO da liquidai{8.o do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO, tendol anrmado,entretanlo, que nao foi realizada qualquer oferla flnanceira au insinua<;:iio no sentido de que fusse levado em considerayiio do pleilo apresentado. CLAUDIO JALORETTO ffimbem relatounao ler conhecimento de que lenha havido ingerencia politica para 1 que fossem agendadas as reuni5es com MARCOS VALtRIO, nao tendo recebido qualquer ) liga~ao teleflinica ou vtsita de politicos pala tratar da proposla le~ada a efeito peto ernpresilrio. .I ) Tambem !oi realizada a oiUIia de MARCO ANTONIO SELEM DA SILVA, 1 consultor do Dlrstor de UquidaQi!o do SACEN, que afirmou ter 0 Govemo FHC la~98-do 0 ) PROER no ano de 1996 a partir da quebra dos grandes bancos,programa este que socorreu 0 1 BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO. Dessa forma, a institui~&I fi~anceira fot di~idida enlre ) a "parte boa", vendida eo BANCO RURAL, e a 'parte ruim", que ficou em liquida~&I extrajudicial, ) 1 sendo a "parte ruim" propriet§ria dos tIIulos que foram dados em garanUa do emprestimo no ) ambito do PROER, que no caro do BANCO MERCANTll emm inicjalme~te "C-BONDS', ) posleriormente trocados por "NTN,A3" (Notasdo Tesouro Nacion~1 com varia~ao cambial). 1 MARCO ANTONIO BELEM confirmou queMARCOS VALERIO FERNANDES DE SOUZA visilou ) a Diretoria de Liquida9iio e OesestaUzag{es(DllID) 10 (dez) vezes no penodo de novembro de I 2003 a maio de 2005, sendo que em !res oportunidades fa: alendido pe!o Oiretor e um dos ) ) ) consultores, duas vezes 0 Diretor 6s!ava acompanhado pelo depoente e uma vez pelo senhor ) CLAUDIO JAlORETIO. Aflrmou que MARCOS VAltRIO, que nao f~atendido em duas ) oportunidades e nas outras cinco veZe5 toi recetJido $Omenle pEllodepoenle MARCO ANTONIO ) BELEM, em todas idas ao BACEN estala sozinho,nilo se fazendo acompanhar denenhum ) diretor do BANCO RURAL, do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO ou de poIlUCD. ) Enlrelanio, MARCOS VALERIO se apresentava como representanle do BANCO RURAL e ) atuav~ com ) MERCANTIl DE PERNAMBUCO, tendo suscitado a alternative de pagar a parte inconlroversa, ) 1 ° inluito de estudar uma proposla que permmsse leV<lnlar~liquida~~o do BANCO que sena 0 crediio do BancoCentral acrescido de TR e 0 resiante das garan~as depositariaem Juizo au aonna urna scciedade de propiX;ilo especlfico. ARCO ANT6NlO M BELEM disse, ) ) ) , tamMm, que MARCOS VALERIO avento';divers2s hip6teses Bem, no entanto, prolocoiar a formaliza;:80 de uma proposta, e que apesar de saber que 0 empresllrioHnha divemas amizades 211
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    ) ) ) 1 MJ - DEPARTAMEl'TODE POLIcIA FEDERAL DIRETORlA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZADO DIVISAO DE REPRESSAO A CRIMES F1NANCEIROS ) ) 110mundo poillico, em nenhum momento!oi insinuado au pronunciado que falava em nomee d ) algum poliUco especincamenle. Por fim, 0 depoente relalouque nunca recebeu visila de politicos 1 ) ) ) ) au de qualquer outra pessoa para trarnr do levantamento cialiquida~~o do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO e que MARCOS VAL~RIO ch~ou a ques~onar se a posslvel solu~ao da liquida~ao do BANCO ECONOMICO seria similar a do BANCO MERCANTIL, !endo a Ojreloria de Liquida~~ infarmada que a possibmdadede solu~iio administrativa era infinitamente ) reduzida, vez que, nessa epoca, 0 caso jll esta'la submetido 11Justi~a e que eracondtr,:1o'sine qua /JOn' que qualquer proposla administrativa contemplasse aenlrega das garanHas 00Banco I Central. ) ) ) Ccmplementando as aitivas ir1dicadas pela PGR, pmoodeu-se a tomada das dedara¢es de ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO FlLHO, acionista oontrolader do BANCO I ) MERCANTIL SIA, que sofreuinterven9~o do BANCO CENTRAL em14108/1995 ap6s ter ficado ) oom seu patrim(inio negativo. Confirmau 0 declarante que0 8ACEN di~idiu 0 BANCO ) MERCANTIL em urna parte 'sadia', composla IXJr 1 agencias e lodo 0 palrimonio que fai 4 1 entregue ao BANCO RURAL SIA, e a parte "padre", que passou a ser adminislrada PBlo ) intervenlDr designado. Esclaroceu, tamMm, que0 inlerventor recebeu do PROER, no ano 1996, ) o valor de R$ 530.135.000,00, ter1do sido destinado a quan~a deR$ 114.389.392,64 com a ) ) ) ) finalidade de cquilibrar 0 alivo e passlvo da ci1amada parte sadia. Por sua Via, 0 valor de R$ 294.831.009,85 foi umizado para a aquisi~M de PAR BONO's, litules emitidos pela Tesoufo Norte-Americana, e R$ 42.500.000,00 para FeVS, com a finalidade de lastrear 0 empreslimo ) PROER. ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO FILHO afinnou que posterionnente os titulos do ) Tesouro Americana (PAR BOND's) torem ifacados, sem a~u~ncia dos cootroladores, pOT IItuios ) NTN - AJ (Notas do Tesouro NacionaO pelo valor equivaiente,mesma taxa de juros de 6%00 ) ana pe!o valor de face e cor~llo ) 22% da massa do BANCO MERCANTIl S/A, fatc que valorlzava a instituiyao ftnanceira I liquidanda. Em relaQilo a MARCOS VAL~RIO FERNANDESDE SOUZA, afirmou ler sido I I I I ) cambial, tendo 0 BANCO RURAL o ana de 2003 adqu;rido n apresenlado a ele, no ano de 2003. por JOSE AUGUSTO OUMMONT e PLAUTOGOUVEA, diretores do BANCO RURAL, em urn eocontm OGorridona porta do Hotel Nooun Plaw, em Brasilia/OF. Disse que manlinha contatopessoal somente com PLAUTO GOUVEA, sendo que
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    ~~~~-~,,: fa -,,' -'''"- "-~~W'¥tu?i%i . j" ,', , ,"" ,,", ' .. 13S69 ," " I ) ) ) ) MJ - DEPARTAMENTO DE PQLiCIA FEDERAL 1 DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO DIVISAO DE REPRESSA.o A CRIMES FINANCEIROS I I ) ) ) MARCOS VALERIO leria ligado duas ou t~s vazes para 0 declaranle com a 1inalidade de converser sobre a proposta de comprado contrale acionario do MERCANT1L peloBANCO RURAL Relalou 0 declarante que compareceu ao Banco Central diversas o[>Ortunidades em ) para conversar sabre a suspensao da uquidat;aodo ) companhia de MARCOS VALERIO, tendo em vista que sempre tRltou pessoalmenle 1 1 assunto, nao aulorizando ) MERCANTIL, ) 1 BANCO MERCANT1LA, Sf porem nunca em desse qualquer outra pessoa a !alar em seu nome. Esdareceu, lambem, que nunca conversou com MARCOS VALERIO a respeito da suspensao de liquidal(il:o do BANCO apasar do emprf!sfuio afilTllar qua falava em nome do BANCO meSGentou que, nesse perlodo,leve diversos conlatos com 0 Presidente LUll RURIL. [NACIOULA L DA SILVA, de quem e amigo h~ 13 (treze) anO$, mas nunca fez qualquer ~po de soliGita9<l0 OU ) ) ) aboroou com 0 Pres[dente a questao da suspens~o liquida~o da do BANCO MERCANTIL SIA, mesma postura adol<lda perseu mho ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO NETO, Presidenle ) da Confedera<,:OONacional da Industria - CNI. EnGerrando suas declara9i)es, ARMANDO ) QUEIROZ MONTEIRO FllHO ) ANTONIO PALOCCI, em 31/07/2003, tendo em vista que 0 Direlar de Lkjuida¢es ) GUSTAVO MATOS DO VALE afirmou que a proposta feila pelo declararrte podeJia ser aceita ) desde que tivesse a anuencia daquela aulondade.Nessa audiencia, en!relanto, foi informado por I ANTONIO PALOCCI que a proposta do declarante a TESpeitoda corre~o ) ) ) ) DE rf!lalou Ier solicilado audiencia com 0 Ministro da Fazenda, ANTONIO da dlvida apenas por TR era dislinta do entcndimento do President(l do Banco Cenlral do Brasil, fato que 0 f(lz compreender que 0 assunto estava encerrado na esfera administrativa, tendo prosseguido com seu p!eilo na esfera judicial. ) Alem dos depoimcntos ) apontados pela PGR, outros elementos de prova I produzidos ) VALERIO realmenle agia como representante do ~ANCO RURAL s/A, ainda que informalmente, ) ainda no ambito do lnquerito 22454114()"STF demonstram nO que MARCOS vez que nilo havia qualquer ato a oflcializar tal atua~aol" ) ) ) ) ) ) ,.., Ressallc-," q"e MARCOS VALJiRIO compare<cu em va,i., ,"unioo, om comp.nhia do JOSE AUGUSTO DUMONT, c01nprovando-" que cont.v, com a anuond. do diroiQ, do Banco Ru"l "OS ncgoda<;5oscono"zid" eon nome d, in,il"j~,o fio,n<d,.. ~1~
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    ) ';"-',.,,;.,' ,,,~,~~'¥#t!SW%WikH'1/'CtH&<wMit'W'3i5M~. li,ji",''k~jj£ I ~,m ','-"''"''''.' . :'''Tf~i~:,:':'':'; ·,':>;;;~S";;~"/::''-~<:''''';'f?'''~:;'':''·---Jifs'/o , " . fa i ) ) ) c'." ~ MJ-DEPARTAMENTODE POUCIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AD CRIME ORGANIZACO DIVISAo DE REPREssAo A CRIMES FINANCEIRDS I Nesse sen lido, destacam-SIl as deGJara~5es presredas ~elo Oepulado Federal ) VIRGILIO GUIMARAES, um dos responsaveis pela introdu~ao de MARCOS VALERIO no circulo 1 de infiuencia do PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT. elatou 0 Deputado Federal queno R ) final do plimeiro semestre de 2003,MARCOS VALERIO wlicitou que 0 ajudasse a conseguir 1 I 1 1 uma audi~ncia de representantes do BANCO RURAL junto ao presidente do Banco Cenual do Brasil, vez que a institui~M financeira minBira tinha interesse emdiscutir com 05 diretores do 8ACEN a questao relacionada ~ autorilaCio para a Incorpora~~o dQ BANCO MERCANTIL DE I I PERNAMBUCO. Segundo 0 decJarante,MARCOS VALERIO lena jusUficado suas rela90es com o BANCO RURAL pelo iato de ser a instiluiQao financeira uma dascllen!es cia suas ag<1!nc1as de ) pubJicJdade e que ale enl<lo nunea havia demonstredo qualquer postura de representar ) ) interesses do banco. Tena dito tamMm MARCOS VALt:RIO que 0 BANCO RURAL estava ) sendo perseguido pela dir{l9ao anlefior do Banco Central, ao tendo especifir:ado, entretanto, n ) qual tipo de persegui~ao selia esta. Alegou 0 Depulado Federal VIRGiLIO GUIMARAES que ) MARCOS VAU':RIO sabia de SU(lpartidpaCio em discuss6es para a alte~o ) Sistema Flnanceiro Nacional, sendo autorde projelos IlJ9isJativos nessa area. Assim, 0 ) da legislayao do declaranle comentou com MARCOS VALt:RIO que iria pTOlataruma palestra sabre seu plOjeto 1 de autonomia do 8anco Central na sede desse orgao,tendo perguntando para 0 empresario S9 ) gosa!ia de acompanM·lo. Ao aooilar 0 colwita, MARCOS VAlt:RIO ) ) se enconlrou com 0 declarante em seu gabinete na Cilmara dos Deputados, juntamente com JOSE AUGUSTO ! ) DUMONT, Diretor do BANCO RURAL, diIigindo-se os trBS para 0 Banco Central para ) partlciparem do seminaIio, que, entretanlo, nM coniou com a presen~a do presidenie da ) institui9ao, Ao final de sua palestra, 0 depul<1doVIRGILIO GUIMARAES apresentou MARCOS I VALERIO e JOSE AUGUSTO para a diretoIia do Banco Central do Brasil e pediu Que esses ) fossem atendidOS. AllJ90U 0 declarante que nao acompanhou es conversas de ARCOS M ) ) VALERIO e JOSE AUGUSTO DUMONT com os direlores do Banco Cenlral, tendo retomado ao seu gabinete. Enlretanlo, ap6s lerem discutido 0 assunto da incorpora9Jo do BANCO ) ) ) MERCANTIL DE PERNAMBUCO, MARCOS VALERIO e JOSE AUGUSTO DUMONT passaram no gabinete do Deputado Federa! para agradecw 0 auxilio no ageodamento do encontro,tendo ) MARCOS VALERIO afirmado que tudo eslsria encaminhancto bern e que faltavampenas a ) alguns documentos para dar prosseguimento no procesoo.POTfim, 0 Oeputado Federal )
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    1391 I 1 fa ) I ) MJ - DEPARTAMENTODE POLicIA FEDERAL 1 1 ) 1 I ) I ) 1 1 I 1 ) ) ) 1 ,L DIRETORIA DE COMBA TE AO CRIME ORGANIZADO DIVISAo DE REPRESsAO A CRIMES FINANCEIROS VIRGILIO GUIMARAES afirmou nunca mais ter di~cutido com MARCOS VAlt:.RIO JOSt e AUGUSTO DUMONT qualquef assunlo relacicnado ao PERNAMBUCO, BANCO MERCANTIL DE tendo apenas S€ encontradO casualmen!e com dais dirn[ores do BANCO RURAL, cujos nomes nile SOUDodeclinar, que Ihe afirmararn que 0 Govemo Federal e 0 PT erarn muilo "moles" paro resolver um assunto que serla simples. Analisandc-se as declara~s prest<JdasP'llo deputado VIRGILIO GUIMAMES, verifica-se que 0 parlamentar somente admiliu aquila que nilo podia neg~r, uma vez que a visita ocorrida no dia 1111112003, juntamente rom MARCOS VALERIO e JOSE AUGUSTO DUMONT, roi registrada e informada 11 CMPI "DOS CORREIOS" em comunica9:lo encaminhooa pele Ba~co Central do Brasil. Ressalte-se, entretanto, que segundo os registros do BACEN mencionadosno relat6rio final da CMPI "DOS CORREIOS', os visitantes se enconiraram comdiretor cia Q ) Diretona de Fiscaiz8yM ) relacionados ) igualmente, ) (dezesseis) visias realizadas por MARCOS VALERIO enlre maryoe 2.003 e maio de 2005, 8 d ) I ) (oilo) (OIFIS) e assessor pariamentar do 6rgao para discutir assu~tos 0 a informa<;:ii<ls sobre GOnsfitui~o de provisoes de credito rural. Ress.,lte-se, que a inlorma,ao delas para discutir prestada pelo Banco Central do Brasil indicou outras 16 assuntos relacionados a liquidayao extrajudicial do BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO. ) ) Tamoom deVil ser relembrada a inrorma~o prestada por oulro envolvido nos ) tatoo investigados. qu~ da mesma forma confirmou a atua~ao de MARCOS VALERIO em 1 assun!os vinculadoo ) GONvALVES RIBEIRO GUIMARAES. diretor presidente do BANCO POPULAR 00 BRAStL ) durante 0 periodo de dezembro de 2003 a aoril de 2005, que afirmou em declara9iJes colhidas ) no ambito do Inquerito n' 2245·41140..sTFue MARCOS VALERIO 0 visitava com treq06ncia q ) ) ) I ) I ) aa BANCO MERCANTILOE PERNAMBUCO. Trata-se de IVAN Nestas visitas, MARCOS VALERIO comentou que era procurador do BANCO RURAL, tendo perguntado a IVAN GUIMARAES sua opiniao sobre 0 processo tiquidal{3:o dos bancos de MERCANTIL DE PERNAMBUCO e ECONOMlCO.
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    ..., ... .'·'~."'i®?rf:¥ii;-@M'1fZ'tr'jM ..";--""i#PJdr?jX2JC:ft;:*;;;h.':c!':~'r'i?&~"'i " : __.. , ".J'" 3.•. S, n 1: -".'," ":ff.::~j,,.·.'!"', ",'[5'" .':." .. ,' '.-", ".",. " f";--~' , :" '.:,'-'. . . -'_'" • •.•. " .... ". H' ,"' """",, ',C., _ ' 1 fa ) I ) 1 MJ - DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO DIVISAO DE REPRESSAo A CRIMESFINANCEIROS ) I 1 W Por sua vez, !ambem foram colhidas asdeclara9Ms de ANGELO CALMON DE ) SA (fis. 8611/8613 do 1 I ECONllMICO, volume 40), fundador e resµonsiivel pelo controle doBANCO tendo 0 banqueiro alirmado qua o:mheceu MARCOS VALt:RIO na Academia de Tt'lr.is de Brasilia no ano de 2003. Relatou tersido apresenlado a MARCOS VALERIO por JOSE ~. ) AUGUSTO DUMONT, que leMa dito que empresilrio esta~a ajudarldo 0 BANCO RURAL nas 0 1 ) negocia~es com 0 Banco Central do Brasil a respeito do BANCOMERCANTIL DE 1 I I 1 I PERNAMBUCO, Relatou que se encontrou pessoalmente com MARCOS VALERIO entre cJnco e dez vezes, eoconlros estes oconidos nas cidades BrasilialOF, Belo HorizontelMG e de SatvadorlBA, nos quais em algumas oportunidades empresano se encontrava em companhio 0 do advogadQ ROGERIO LANZA TOLENTINO. ANGELO CALMON DE aflnnou que nesses sA enconlros ) e conversas lelef6nicas que manteve com MARCOS VALERIO unico assunlo 0 disculido era a situayao do BANCO ECON6MICO junto ao BANCO CENTRAL, mas que nunca ) ) esteve no 6rgao em companhia do empresinio mineiro,haja vista que conduzia direlamente as 1 negociayiles ) pretensa ajuda de MARCOS VALERIO no peric-do de 2003 a 2004 em nada contribuiu para a ) soluyao do problema, tendo, pelo contrano, aumentado a intransigencia do BANCO CENTRAL ) em rela~ao 11proposta apresenlada no final do ano e 2003 a respeito do levanlamento da d ) liquidayao. ) ) I ) ) a respeito dolevanlamenlo POI da liquida~o de seu banco. Argumenlou que a fim, disse que tal proposla roileila de maneira que nadasobraria, em um primeiro momento, aos acionislas do BANCO ECONOMICO, mo~vopelo qual seriam in~erdades osfatos vciCtllados pela imprensa de que paguria uma'correlagem" de R$ 200,000.000,00 a MARCOS VALERIO. ) ) Por todos esses elementosde pro~a reunidos, pede-se concluir que defaro ) MARCOS VALERIO tenlou de atsuma IOfTl1a influenciar direlores do Banco Central do Brasil 1 para que adotassem ) le~antamento da liquidayoo extrajudicialdo BANCO MERCANTIL DE PERNAMBUCO, decisoes ) ) I ) que poderiam decisOes favor8ve;s80 BANCO RURAL nas flejJocia9/les voltadas ao resultar em ganhos que giravam em toma de R$ 700.000,000,00, conforme afirmayao do Diretor de Liquida~6es do Banco Central doBrasil ANTONIO GUSTAVO MATOS DO VALE, ) I , ?1~ • . ,
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    I 13577 ~ 1 1 1 fa ) MJ -DEPARTAMENTO DEPOLIClA FEDERAL _ DIRETORIA DE COMBAlE AOCRIME ORGANIZADO 1 I 1 1 DIVISAo DE REPRESSAo A CRIMES FINANCEIROS Enlrelanto, da mesma forma, pooe-se infelir que () ESQUEMA MONTADO POR I MARCOS VALERIO nao obleve suC€sso na inveslida, quer seja pelo inlJsitado da lese juridica ) defendida pelo BANCO MERCANTIL, que, apesar de tel sido 8colhida nas inshlncias iniciais cia ) Juslli;a, loi derfubada por decisM do Superior Tribunal de Justi~a proferida no Recu[l)o Especial ) nO 9"14.617 1 OOfllpllnham _ PE145, quer seja por reslsWncias causadas pelo equilibria de for98S que 0 Govemo Federal. ) ) 1 I I Merees destaque tamhem, nesse ponto,as dfl{;larat;oes de ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO FILHO, acionisla con!rolador do BANCO MERCANTIL SfA, quando afirma que leria compreendido que () assunlo eslava encerrado na esfern adminislrativa quando ) foi comunicado f!elo entao Ministro da Fazenda, ANT6NIO PALocel, em audilmcJa oconida no ) dia 31{07I2oo3, que a proposta de COITeyao divida do PROER apenas par TR era distintado da 1 en!endimento do Presidents do Banco Central do Brasil. relato padeser Tat ) testemunho ) 1 ) 1 ) prestado por IVAN GONl;ALVES RIBEIRO GUIMARAES corroborado com 0 de que, nas visitas recebJdas de MARCOS VALtRIO, este sempre 0 Questionava sobre 0 fato do ent(io Ministro da Fazenda, ANT6NIO PALaCel, ser tao critlcado par seu pr6poopartido, procurando, assim, en!ender como se estruluraya as inst~ncias decis6rias, bem como conhecer quais seriam as tendencias do PARTIDO DOS TRABAlHADORES. ) Para finalizar Essas constala,.o€s, 6 necess;~o rel€mbrar as dt;dara~i)es ) ) prestadas palo ~putado ) panamentar Bfirmou que MARCOS VALtRIO, ) rartido, se aproximou da corrente do PARTIDO DOS RABAlHADORES T 1 ) ) Federal VIRGILIO GUIMARAESoj Pclicia Federal, nas quais 0 apesler siuo apresentado a membros deeu s enlao denominada 'CAMPO MAJORITARIO", que leria como principaisfiguras JOSt DIRCEu"e, JOS~ GENUiNO, DELOBIO SOARES e SilVIO PEREIRA. 1 ) J" O'ip;., da emen", ac6,diO. re.lat6rio. Yolo, e corlidao Je julg,memo d. Scguncla Tu,ma do STl. ) se~dO numer.,;;o ,Jol.d. pdo h,qu6dlo If' 002/20m·DFlN/DCORiDPFj. L< Om(ormo jii anotado pel. PGR no dem1nda que orivoou a A~o P<nal nO 470. KATIA RABELO doclarou , CPMI "DOS CORRElOS" que MARCOS VALERJO foi facilitador para a iIl~orloc"01odo I I 1 ",f"':oto, ao Roc""o E:l;><d'l If' 914.617 - PE, foram iUTI<aoo,no pre"n[c lnqu",iw (as. 421/44iJ BA..'<CORURAL j"nlO '0 C"tlo Mio;stro JOSE DlRCEU no tratamcnro do q"e,tao envolvcndo 0 pmce.o;so de liq"id.,ao <x[mj"dicio! do Banco Mc.r""nlil.
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    "-. "')'1M ""etq", ~"W-<,-.":-JfL, ,',';'>.,35' '''" ';u~ ..,,',J:'':': .:;: .:::--'" -'-:·""<r"·:;;-; "" ," -,' " ,'". ~r'~_0.-:,-,--",>"p>:, . :,", 'j' __ ~ '7 .-~-=,", l;:::,, :',~~",£%l'!re;1i@r""'l;t;,;"",,~~ :. ,__','F"-, ~'f.- ~"~';1,>' ~ ',"" ' , L fa 1 ) 1 1 I MJ - DEPARTAMENTO DE POLicIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGAN!ZADO OIVlsAO DE REPRESsAo A CRIMES FINANCEIROS ) 1 1 Mas cornu ja mencionado no,presente relat6rio, MARCOS VALERIO unha ) consci1mcia de que a pollUca e urn jogo de alias apostas, e em nenhum momenta cessou sua ) busca na identifiC8C~Ode interesses prrvMos a serem intemlediados junto ao Estado, com ) destaque para as tratalivas envol~endo 0 banqueiro DANIEL DANTAS e as empresas 1 controladas pe[o GRUPO OPPORTUNI1Y, notlldamenle a BRASIL TELECOM, objeto de ) aoordagem do t6pico seguinte deste relat6rto. ) 1 3.3.2 -DOS CONTRATOS RELACIONADOS AS-EMPRESAS BRASIL TELECOM, TELEMIG ) CELULAR eAMAZON1A ) CELULAR 1 A Procurad()ria-Geral da Repliblica delerminou a Pol1ciaFederal a realiza<;:aode ) ) diligencias eSp<lcificas voitadas ao relacionamento que as empresas BRASIL ELECOM, T 1 TELEMIG CELULAR e AMAZONIA CELULAR mantinham com 0 "NUCLEO MARCOS VALERIO' ) desde 0 perlodo i~iciado com os primeiros pagamentos as empresas 1 1 I investig~das. ) publicidad.e Dessa forma, loj oHciado as comp<lnhiasde telefonja, na epoc-a oontroladas pelo ) ) de , GRUPO OPPORTUNITY, para que informassem a Policia Federaltodos os pagamentos realizados em beneficia das empresa5 vinculadas ao ESQUEMA MONTADO POR MARCOS ) VALERIO, prindpalmenle as agendas de pubticidade ONA PROPAGANDA LTDA e SMP&B I COMUNICACAO LTDA, tendo sido lllmMm ) documentos de suporte de tats pagamentos,lais como contralos, recibos, nol~s flscais, ) comprovantes de sePlir;os prestados, denim outros (fis. 0&I3OBda numera~ao adoj~da jl€lo IPL 3 I n' 00212007·DFINIDCORJDPF), $OIiGitadoque fossem encaminhados todos os ) I ) ) I As inionna"oes prestadas µelas empresas TELEMIG CELULAR S,A e AMAZONIA CELUlJIR SA formaram 0 A?enso VI do IPL n' D0212007·DFINfDCORJDPF, composlo, dentre outros documentos, por planilha contendo a relar;ao de kxios pagamenlOs os ) leitcs pelas operadoras asempresas DNA PROPAGANDA LTDA, SMP&B COMUNICACAO 1 1 LTDA e MULTI-ACTION ENTRETERIMENTOS LTOA, dentre Quras vincutadas aD esquema ~1R
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    """""", , , '- fa , , , ) ) MJ - DEPARTAJ.ffiNTODE POLtCIA FEDERAL OIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO ) DVISAo DE RE?RESSAo A CRIMES INANCE1ROS F investigado, no periooo compreendido entreos anos de 2002 e 2005. Referlda planilha contem, I alem dos 'Ialares pagos a cada urnadeslas empresas, a respectivJ data de pagamenlo e a ) ide~iir,ca9ao do numero da Nola Fiscal que suµortou cada lransa9ao. 1 1 , , Por sua vez, as analises financeiras consubstanciadasnos Laudo de Exame nO 144S12007-INCiDPF Financeiro (Anexo I - Creditos consolidados por depositanle) 1 I I 1 AMAZONIA CELULAR SAe ) a) AMAZllNIA CELULAR SlA: ) b) AMAZONIA CELULAR SA- Amapa:6 dep6sitos no valor total deR$ 32,268,59; ) c) ) d) AMAZONV>. CELULAR SIA- Para: 107 depcisitos no valor totalde R$ 2,680,080,09; ) e) AMAZONIA CELULAR SIA- Roraima: 7 dep6sitos no valor lotal de R$23.795,35; ) o TElEMIG g) TELEMIG CELUlAR h) INSTITUTO TELEMIG CELULAR: 2 depositos no valortolal de R$ 28.062,05 , , , identificaram as seguinles cfliditos realizados pelas empresas TELEMIG CElULAR SA, 1 ) outras associadas, no periodo de 19S9a 2002: 16 dep6sitos no valOltotal de R$ 285.823,34: AMAZONIA CELULAR - Amazonas: 17 depOsitos no valor total de R$ 258.224,22; SIA SIA147: 149 depOsitos no valor total de R$ 6.288.666,94; SIA: 865 depositos no valor de R$ 67.793.630,72 total ) Da mesma !anna, 0 Laudo de Exame Financeiro n° 145012007"INC/DPF (Anexo ) I - Creditos consolidados par depositante) identificou os seguinles crtlditds realizados pelas ) empresas TELEMIG CELULAR SA, AMAZONIA CELULAR e oulras ~ssociadas, no perlodo S,A ) de 2003 a2005: ) ) a) AMAZONIA CELULAR Maranhao: 1 deposito no valor de RS43.000,OO; - b) AMAZONIA CELULAR SIA: 217 dep6silos no valorlotal deR$ 33.137.917,18; ) ) 1 ) , , ) )'i.,,;, r:S}'.{ , c) AMAZONIA CELULAR SIA- Para: 1 depOsito novalorde R$ 25.372,15 d) TElEMIG CELULAR PARTICIPACOES SA: 16 depOsitos novalorde e) TELEM1G CELULAR SIA:350 d€p6sitos no valor totalde R$ 53.00£.607,38 R$66,790,03 ... () ,ete~do hudo pencial iambem aponla 149 depO'ito, 0" valor lotal oe R$ 6.288.668.94 re;li2ados da e",p"" ,.ri. TELECOMUNlCA<;:OES DE MINAS GERAIS S/A, CNPJ 17.184.201/0001·99. em benefkio ?1R
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    , ) 1>5" ) '- fa ) ) 1 MJ - DEPARTMIENTODE POLicIA FEDERAL DIRETORIA DE COMBATE AO CRIME ORGANtzADO ) DlVlSAO DE REPRESsAO 1 1 A CRIMES FINANCEIROS INSTITUTO TELEMIG CELULAR: 12 dep6sitos no valortotai R$ 224.750,48 de ) ) Ccnforme item 3.2.3.5.6 do presenle relal6rio, 0 credilo no valor de R$ ) 310.739,23 detuado pela TELEMIG CELULAR SA ) COMUNICA(:Ao 1 no dia 11111103em favor da SMP&B LTDA, apos ler sldo somado ao deposito de R$ 486.244,02 realizado pelo ) BANCO RURAL SA a t1tulo de remunerayao por serviyos prestadcs pela agenda de ) publiddade, $Uportou os pagamenlos aos diversos benefrci~riosndicado5 no quadro 81, denIm i ) ) , , os quais 0 denunciado JACINTO LAMAS, que recebeu em 1211112003a quanlia de R$ 100.000,00 provenienle desses cTeditos. ) ) Por sua vel, em 3010712004a TELEMIG CELULAR SfA efetuou 0 credito00 ) ) ) valDr de R$ 870.000,00 em favor daSMP&8 COMUNICA9Ao LTDA,deposito esse que foi somado a quantia de R$2.566.305,00 oriunda da empresaBRASIL TELECOM SIA. 0 credilo ) constituido no total de R$ 3.436.305,00 suporlou tamMm ) realiza<Jasem favor das empresas ATHENAS TRADING SIA,no valor de R$1.967.403.oo ) BRASIL TRADING LTOA,no montan!e de R$ 976.BB7,OO. Conforme sera abordado em ponto ) especfiico deste mlat6rto. tais empresBs promoveram a remessao exterior desses valores a I recebidos. atraves de oper&9Oesde cjmbio irregulares rea!lzadas parainviabilizar a idanlifical)oo ) no dia 3010712004 lransferendas e BY dos verdadeiros benefici~rios dosrecur.;as. I ) ) Nao foi identificado nenhum outro recurso oriundo das empresasTELEMIG ) ) CELULAR SA e AMAZ<'JNIA CELULAR S.A, que ap6s trnnsitar peras contas correntes n' e n' 6002595.2'48, ou qualquer autra contra de distribuil{ila, teriam atimentado 0 ) 6002289-9 ) ESQUEMA MONTADO paR MARCOS VAL~RIO. ) ) ) Assim, de uma forma geml, as analisesfinanceiras apontam que os pagamentos em beneficia das ag~ncias de publicidade DNA PROPAGANDA LTDA, SMP&B COMUNICA9Ao ) , ) ) ) L."Conrorme anQtado tlO item 3.2.32 des~ ",lalMo (DO MECANISMODE OISTRIBUI~~O DOS RECURSOS DE EMPR~STIMDS). os princi~, emp,"s"mo, tom~dos petas emplOS(lS in,&sUgad~s transltaram e furam sacailos atra,e, das conta, ""IT."Ie, n" 1lOO2289·9e n' 13002595-2,m"oli1as pe!a SMP&S OOMUNICAyAOLTDA no BANCO RURAl. 220