TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR
                                                                          Estude e Lute!
               tendênciaestudantilrp.blogspot.com
               resistenciapopularestudantil@gmail.com

   Construir um movimento estudantil classista e combativo!                   Informativo Geral nº 1

                     Balanço da Greve das IFES 2012
        Passamos por uma greve       interiorização precarizada e sem o   que “correia” de transmissão do
da educação que rompeu os 100        devido investimento em recursos      Estado no movimento.
dias, se configurando como a mais    humanos e materiais.
longa greve da história no setor.                                         O que segue é um balanço e
Foi uma greve nacional das IFES              Essa é tida como a maior     avaliação, desde nossa modesta
que reuniu estudantes (neste         greve das categorias em 10 anos,     participação, da atuação
processo em mais de 40 IFES          e carregou o desafio não somente     estudantil no movimento grevista,
aderiram ao movimento),              de obter força mobilizada para       buscando traçar o que
professores (58 de 59 instituições   impor ao Estado e seus gestores      consideramos positivo e o que
participaram do processo),           do Partido dos Trabalhadores as      ainda se coloca como limites que
servidores e técnico-                suas reivindicações, bem como        devemos enfrentar.
administrativos em uma luta contra   enfrentar a burocracia sindical
a desestruturação de carreira, ao    (Proifes) que no movimento são
mesmo tempo pela reestruturação      como “apêndices” da burocracia
da mesma, por melhores               do Estado e cumprem o papel de
condições de trabalho e de           “amaciar” as lutas bem como
estrutura nas instituições de        arrefecê-las e desmobiliza-las em
ensino superior e contra o novo      prol da governabilidade. Entre os
Plano Nacional de Educação que       estudantes temos a “velha”
torna lei o aprofundamento da        entidade UNE que cumpre o
mercantilização, das privatizações   mesmo papel, e hoje não é mais
de novo tipo, da expansão ou


            As políticas da educação: universalização do ensino
                      ou desestruturação precarizante?

                                              Quando observadas mais             Se nos anos 90 a política
                                     de perto, e não pelo ângulo das      de desresponsabilização do
                                     frases de efeito e propaganda        Estado (ou privatização) no Ensino
                                     institucional de apelo inclusivo e   Superior foi iniciada, fazendo com
                                     popular, as políticas de expansão    que hoje 78% da prestação dos
                                     da educação superior da              serviços nesse setor seja ofertada
                                     dobradinha petista na gestão do      pelo setor privado, nos anos Lula
                                     Estado, Lula e Dilma, seguem a       as principais políticas que
                                     risca o ideário do “consenso de      encontramos para a área de
                                     Washington” (ou a cartilha           educação não fogem a esta regra.
                                     neoliberal para os países da         Os carros chefe desta política são
                                     América Latina), isto é enxugar      o REUNI (Programa de Apoio a
                                     custos, formar mais e mais barato    Planos de Reestruturação e
                                     (igual a tornar Universidade uma     Expansão das Universidades
                                     fábrica de diplomas), e como não     Federais), PROUNI (Programa
                                     podia faltar nesta receita,          Universidade para Todos) e FIES
                                     privatizar alguns serviços           (Fundo de Financiamento
                                     prestados pelo Estado. Nestes        Estudantil).
                                     pontos parece que os “camaradas”
                                     foram ainda mais eficientes que               O primeiro, respectivo a
                                     FHC na implementação da agenda       rede pública Federal do ensino
                                     burguesa na educação de nosso        superior, representa a principal
                                     País.                                política para área.
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         Podemos afirmar sem            atendimento de alunos de baixa
dúvidas que esta política é             renda, no FIES temos o
responsável por grande parte dos        endividamento dxs estudantes
elementos que desestruturaram a         para que estes tenham acesso ao
educação superior realmente             péssimo ensino privado. Mais
pública, gratuita e de qualidade. Ao    flagrante se fazem estas políticas
propor uma política de expansão         se olharmos as cifras do
de cerca de 50% das UF´s, mas           orçamento: 47,9% para
com um incremento de apenas             amortização da dívida pública (ou
20% a mais nas verbas (isto ainda       seja, orçamento que vai para o
para os anos da implementação,          bolso de banqueiros e
que acaba agora em 2012), esta          especuladores da dívida ou mega-
política favoreceu a expansão e         agiotas) e 3,18% para a educação
interiorização precárias, de forma
desordenada e sem qualidade (ao                 No ensino público federal
não garantir infraestrutura             básico o quadro de precarização é
adequada e ao superexplorar a           semelhante. Expansão
mão de obra dos docentes e              desordenada e recursos
servidores quando não aumentou          insuficientes é a combinação da
o quadro de trabalhadores de            moda, e não é a toa que vemos        modelo de “parcerias”. Este se
acordo com as metas propostas).         mobilizados secundaristas e          fundamenta também em um
                                        professores de escolas como a        discurso de expansão e acesso a
         Não podemos deixar de          Dom Pedro II no Rio de Janeiro e     profissionalização para as
citar que o REUNI impõem de             mesmo de toda rede de Institutos     camadas populares, porém
cima pra baixo algumas metas            Federais. Para estes estudantes      aponta-se para mais um projeto
(ex.:90% de aprovação dxs               sequer há uma política de Estado     educacional onde ao centro estão
ingressantes) e reformulações           que assegura assistência e           mercado, e as estratégias
curriculares o que por si só já piora   permanência.                         eleitoreiras.
as condições pedagógicas. Para
xs estudantes tais políticas                    Nos IFs a política do                Nos planos “estratégicos”
significaram a deterioração das         governo é similar e temos o          do governo, temos traçadas as
condições do tripé ensino,              PRONATEC (Programa Nacional          linhas pelo PNE (Plano Nacional
pesquisa e extensão,                    de Acesso ao Ensino Técnico e        de Educação) que em cada meta
acompanhada de uma insuficiente         Emprego), que segue o modelo do      vemos colocada a linha
política de assistência estudantil,     REUNI, expandindo de forma           produtivista, e mais os aspectos
pois o PNAES (Plano Nacional de         desordenada a rede tecnológica, e    privatizantes (incentivadas
Assistência Estudantil) sequer tem      seguindo os parâmetros        da     principalmente pelo PPPs-
em seu texto orçamento definido,        transferência de recursos para o     Parcerias Público Privadas) estão
não garantindo moradia,                 setor privado, em especial pelo      colocadas para a educação em
alimentação, transporte e recursos                                           todos os seus níveis da infantil a
para a permanência na                                                        superior. Por mais que os setores
universidade. Somados a lei de                                               governistas façam a propaganda,
iniciativa tecnológica, somente                                              da suposta vitória que foi a
mais uma das iniciativas de ataque                                           aprovação dos 10% do PIB para
à educação pública, que insere a                                             educação (que é para 2020,
lógica e o capital privado por                                               lembrando que o ultimo PNE já
completo na produção de                                                      não cumpriu a meta de 7%, hoje o
conhecimento, temos exposto o                                                investido chega perto dos 4%),
projeto de desmonte da estrutura                                             temos a dimensão que para o
de ensino público superior no                                                projeto de educação que esta
Brasil.                                                                      colocada o problema orçamentário
                                                                             é apenas uma parte do problema
Não bastando isso, os cortes se                                              (Banco Muncial e FMI).
tornam política corrente do
governo, somando na área da                                                          O problema da educação
educação 5 bi R$ entre 2011/2012.                                            pública, no caso das IEFs, se
O PROUNI e o FIES expõem ainda                                               mistura com o da saúde. Com a
mais os compromissos do governo                                              proposta da EBSRH (Empresa
PT com o setor privado, pois se no                                           Brasileira de Serviços
primeiro temos a isenção de                                                  Hospitalares) aprovada em todas
impostos para Universidades                                                  as instâncias do poder do Estado,
privadas (compra de vagas do                                                 e em vias de aprovação e
Estado no setor privado) para
TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR                                                             p. 3
implementação nas                     insalubridade e reduzia o salário              O PT mostra então a que
Universidades, vemos toda a rede      dos médicos em 50%, vetada no         veio, enquanto nova elite da
de Hospitais Universitários           inicio da greve não são isoladas.     política brasileira e enquanto
submetidos à lógica do serviço        Para citar somente mais um            burocracia nos movimentos,
privado, o produtivismo, o que        exemplo temos como proposta do        quando toma medidas que podem
coloca um serviço que hoje já é       governo a PL549 que congela           ser consideradas extremas,
precário em um patamar ainda          salários e contratações no serviço    mesmo para um governo
pior, sem falar que tal empresa       público Federal por dez anos.         conservador, como a ordem saída
abre margem à privatização deste                                            do governo para corte de ponto
serviço.                                      Todo esse contexto deixa      dxs servidorxs federais em greve,
                                      claro que o governo petista           e sua substituição por
        O modelo de gestão            (Lula/Dilma) não alterou              terceirizadxs; ou então no campo
referência é o HU da UFRS (a          estruturalmente a situação da         dos docentes tanto dos IFs como
muito gerido em regime de OS-         educação pública superior             das IFES encerrando as
Organização Social), Hospital que     brasileira, pois apesar de suas       negociações e fechando acordo
já tem porta dupla. Sabemos o que     políticas promoverem mudanças         com a burocracia sindical do
hoje isso representa para a           parciais e permitirem a “inclusão”    Proifes, um sindicato que não
população, pois os HUs em geral       de estudantes pobres no ensino        representa 10% da categoria, e
são hospitais de extrema              superior, estas são realizadas não    que foi criado pela própria base
importância para a rede de            nas IFES que são públicas, mas        petista na categoria para rivalizar
atendimento do SUS, geralmente        em Universidades Privadas, de         com o ANDES e SINASEFE que se
os únicos nos Estados a               caráter duvidoso, estimulando         recusam a cumprir o papel de
oferecerem atendimentos de alta       ainda mais a subordinação da          sindicato “chapa branca”.
complexidade pelo SUS, que hoje       educação ao mercado, aos
atende 70% da população.              interesses particulares das                  Defendemos o ensino
                                      grandes transnacionais e então a      público e o emprego do
        Num horizonte próximo         precarização, o que afasta ainda      funcionalismo público ao invés do
temos ainda mais ataques em           mais de nosso horizonte educação      ensino privado e das privatizações
vista. O “REUNI 2” (Programa de       realmente pública, popular e          por entender que na esfera das
Expansão Excelência e                 gratuita.                             universidades públicas ainda
Internacionalização das                                                     encontramos melhores condições
Universidades Federais) se                   Portanto percebemos que        de ensino e trabalho, além dar
avizinha, e impõem ainda medidas      as políticas de Estado para a         maior possibilidade dos
como a MP 568 que modificava a        educação têm procurado                estudantes e trabalhadores se
remuneração de forma                  desenvolver a educação privada e      organizarem e se inserirem como
desvantajosa para xs                  tecnicista em detrimento da           atores políticos em seus locais de
trabalhadorxs que exercem sua         pública.                              estudo/trabalho.
função em condições de


           Enfrentar as políticas que estão postas: um desafio!
        Enquanto militantes que                                                    Uma coisa é a unidade
somos, queremos construir um                                               (seja no discurso ou de fato na
pólo classista e combativo que                                             prática) entre correntes, partidos,
possa ser um instrumento para                                              coletivos que atuam no movimento
fomentar a organização e                                                   estudantil; e outra coisa é um
mobilização de base do                                                     conjunto de reivindicações que
movimento estudantil e sabemos                                             reflitam a organização de base e
do grande desafio e das grandes                                            que de fato expresse unidade
dificuldades que temos para fazer                                          programática para além dos
frente a essas políticas. Há tempos                                        partidos e organizações políticas
que o movimento estudantil                                                 ou de tendência desse movimento.
encontra-se enfraquecido, não                                              Esse seria um primeiro desafio. No
conseguindo construir pautas                                               entanto, para que possamos
concretas que possibilitem unificar                                        “solucionar” esse problemão,
as bases estudantis                                                        também precisaríamos refletir e
nacionalmente para além do                                                 ver como enfrentamos um outro
pontual ou do particular e que,                                            desafio, que na verdade impede a
então, possa se colocar como                                               construção do primeiro: a prática
força organizada em conjunto com                                           burocrática dos burocratas do
outros setores do povo em luta por                                         movimento estudantil.
outro projeto de educação.
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        A burocracia do movimento             Essa é a “histórica” UNE    base e tendo suas pautas muito
hoje pode ser encontrada na União    que lutou contra a ditadura civil-   vinculadas a agenda dos partidos
Nacional dos Estudantes (UNE)        militar brasileira, mas que hoje     que a impulsionam, a ANEL teria
que há muito tempo não defende       está atrelada a um projeto de tons   começado rompendo o velho
os interesses dos estudantes, já     ao mesmo tempo liberais e            reproduzindo-o segundo as
que não constrói organização com     desenvolvimentistas e que, por       críticas daqueles que queriam um
estes e está umbilicalmente          isso, não ousa construir             processo de construção de base,
vinculada aos interesses dos         protagonismo e força estudantil      que pudesse ir amadurecendo e
governos antes Lula e agora Dilma    independente e combativa.            sendo dotado de instâncias
Rouseff. É por isso a defesa da      Também acreditamos na ação           organizativas reais e de baixo para
UNE do REUNI, do PROUNI e do         direta como método de luta que       cima.
FIES, da própria campanha petista    implique diretamente os
à presidência e do papelão que fez   estudantes em cada escola, em                É justamente por vermos a
ao passar por cima das               cada universidade e que faça         debilidade de organização
Assembléias Gerais das               pressão na defesa e conquista        nacional dos estudantes que
Universidades que elegeram           daquilo que nos interessa. Para      achamos precipitado a construção
delegados para a construção do       isso, devemos combater a             dessa entidade nacional, que
Comando Nacional de Greve            burocracia do movimento, pela        acaba servindo muito mais como
Estudantil (CNGE) e sentar na        força do exemplo e mostrar que é     vitrine para partidos políticos do
mesa de negociação com o             no trabalho de base, no              que de fato instrumento de
ministro da educação Aloísio         fortalecimento da organização e      organização nacional dos
Mercadante.                          da mobilização dos estudantes        estudantes.
                                     desde cada local de estudo e pela
       Essa é a prática da           ação direta que iremos criar                 No contexto da Greve das
burocracia dirigente que toma        protagonismo e força social para     IFES, a militância da ANEL
decisões a portas fechadas, que      construir a educação que             construiu o CNGE, embora em seu
só mobiliza as universidades         queremos.                            início quisesse fazê-lo a partir de
quando precisa de delegados para                                          seus espaços de organização, o
seus Congressos Nacionais, que               Como “alternativa” a UNE     que acabou não acontecendo, já
não pratica independência do         surgiu a ANEL (Assembléia            que as Assembléias Gerais foram
movimento e que age de acordo        Nacional dos Estudantes – livre),    soberanas. Mesmo assim, como a
com os interesses de seus            fruto da decisão de alguns setores   composição majoritária no CNGE
partidos (PT e PCdoB),               estudantis que vinham construindo    era dos estudantes da ANEL e
majoritários hoje na direção dessa   a CONLUTE. No entanto, a criação     daqueles vinculados aos grupos
entidade.                            dessa entidade não surgiu sem        da Oposição de Esquerda da UNE,
                                     críticas como a da precipitação e    imperou a moderação e o
                                     do atropelamento do principal        simbolismo em muitas ações,
                                     grupo que assumiu sua                como as “querelas” visando
                                     construção, o PSTU.                  marcar terreno”, acordões entre
                                                                          correntes para fazer valer certas
                                             Querendo romper com as       pautas e não a radicalização para
                                     velhas práticas da UNE, mas já       pressionar de fato o governo.
                                     começando na criação de uma
                                     estrutura nacional sem a devida
                                     correspondência organizativa de
TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR                                                           p. 5


        A Unidade na Greve e o que fica como ensinamentos
        A Greve das IFES permitiu            Porém, nem tudo foram        legitimação de pautas das
o ensaio da unidade do movimento     flores e velhas práticas que são     assembléias de base.
estudantil em torno a                encontradas no interior da UNE
reivindicações concretas, o que      (justamente aquilo que fazem                O CNGE foi, portanto, o
não aconteceu sem os velhos          milhares de militantes decidirem     espaço que coordenou todo o
problemas dos acordões políticos     por não mais construírem a           processo de mobilização dos
entre correntes e partidos em        entidade) podiam ser encontradas     estudantes e que, instalado em
detrimento das bases mobilizadas,    nas reuniões do CNGE: disputa        Brasília, acompanhou as
da disputa a gritos e manobras       entre as correntes na hora de        “negociações”, sistematizou as
mesquinhas para fazer valer as       tomar decisões; acordos entre        pautas mais ou menos discutidas
posições particulares durante das    elas para deliberação de pautas.     em cada Universidade e fez
reuniões do CNGE e das pressões                                           unidade com os Comandos das
indiretas, vias parlamentares               Se foi um avanço a            demais categorias. Suas ações
esquecendo do uso de medidas de      unidade gerada e principalmente o    tiveram limites pelo caráter da
força e ação direta que impliquem    papel desempenhado pela              composição que acima
diretamente os grevistas, gerando    mobilização em cada                  descrevemos, o que impossibilitou
protagonismo, e de fato              Universidade e pelas Assembléias     o aprofundamento da mobilização
pressionem o governo para ceder      Gerais na hora de discutir as        e da radicalização nas bases
na sua intransigência. A unidade     pautas da greve e eleger os          embora na quase totalidade do
também foi ensaiada com e pelas      delegados, ainda há muito o que      movimento grevista isto tivesse
outras categorias em greve, os       fazer para tornar as instâncias de   apontado.
docentes, os servidores e os         coordenação nacionais
técnicos administrativos das IFES,   expressões verdadeiramente                    Uma das críticas a forma
o que foi um avanço.                 democráticas e de base, com o        que o CNGE foi construído era a
                                     controle dos delegados pelas         de sua instalação em Brasília,
        O CNGE se constituiu por     bases estudantis e que o             dificultando o controle de base dos
delegados por Universidade           programa de lutas que permita        delegados eleitos e também o
eleitos em Assembléias Gerais de     unidade na prática seja de fato      próprio deslocamento e
Base e foi um avanço para o          reflexo das decisões de cada         permanência destes. Nossa
movimento estudantil grevista,       Universidade.                        participação no CNGE foi modesta
pondo em xeque o papel da União                                           e minoritária, mas mesmo com as
Nacional dos Estudantes (UNE),              Cabe destacar o papel         críticas que podem ser feitas, não
questionando a atuação               protagonista de nossa militância,    nos furtamos de construí-lo e de
governista e centralista dela e      comprometida com a base, que de      defender em seus espaços e
afirmando outro modelo de            forma enérgica defendeu que os       principalmente nas Universidades
organização nacional dos             delegados de base saíssem de         em Greve nossas posições a partir
estudantes na coordenação da         assembléia, bem como a               de nossa militância.
Greve.
p. 6                                                 TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR


                 A partir de agora, continuar organizados e
                          aprofundar a mobilização

        Sabendo dos vários            base, é tomar uma postura que      em que os estudantes sejam
desafios que estiveram colocados      julgamos mais adequada para        implicados diretamente na tomada
à todos os trabalhadores e            avançar da greve como uma          de decisões sobre os rumos de
estudantes na construção dessa        simples medida de reação as        suas lutas e na construção das
Greve, achamos que fazer a            investidas de cima, para a greve   pautas de reivindicações que
defesa do trabalho de base            como uma medida de força           precisamos conquistar. Manter a
cotidiano, da discussão e da          conhecida e reconhecida como       discussão na base a partir do
formação política no dia a dia e de   expressão da organização           acúmulo deixado pela greve é
uma estrutura sindical e estudantil   permanente dos trabalhadores e     tarefa imediata e permanente.
que vincule organicamente a base      estudantes. Isso implica gerar     Uma tarefa que nos chama e da
e os “representantes” para que de     espaços de participação reais em   qual não abriremos mão!
fato as decisões seja tomadas pela    cada faculdade e em cada escola



             Unir estudantes e trabalhadores e construir Povo Forte!

               Rizoma Tendência Libertária e Autônoma (SP) - Resistência Popular (AL)
            Coletivo Quebrando Muros (PR) - Tendência Estudantil Resistência Popular (RS)




                                                               ‘’Povo na rua é pra lutar, pra
                                                                 construir o poder popular’’

                                                                ‘’Chega acabou, a regalia,
                                                                   é o poder da periferia’’

                                                                ‘’Ganhamos a rua hoje pra
                                                                 lutar Resistência Popular’’

                                                                ‘’Recua, polícia, recua, o
                                                               Poder Popular está na Rua’’


                                                                 tendênciaestudantilrp.blogspot.com
                                                              resistenciapopularestudantil@gmail.com



                                                                               Participe de
                                                                             nossas Plenárias
                                                                                Mensais!

Informativo terp greve 2012

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    TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIAPOPULAR Estude e Lute! tendênciaestudantilrp.blogspot.com resistenciapopularestudantil@gmail.com Construir um movimento estudantil classista e combativo! Informativo Geral nº 1 Balanço da Greve das IFES 2012 Passamos por uma greve interiorização precarizada e sem o que “correia” de transmissão do da educação que rompeu os 100 devido investimento em recursos Estado no movimento. dias, se configurando como a mais humanos e materiais. longa greve da história no setor. O que segue é um balanço e Foi uma greve nacional das IFES Essa é tida como a maior avaliação, desde nossa modesta que reuniu estudantes (neste greve das categorias em 10 anos, participação, da atuação processo em mais de 40 IFES e carregou o desafio não somente estudantil no movimento grevista, aderiram ao movimento), de obter força mobilizada para buscando traçar o que professores (58 de 59 instituições impor ao Estado e seus gestores consideramos positivo e o que participaram do processo), do Partido dos Trabalhadores as ainda se coloca como limites que servidores e técnico- suas reivindicações, bem como devemos enfrentar. administrativos em uma luta contra enfrentar a burocracia sindical a desestruturação de carreira, ao (Proifes) que no movimento são mesmo tempo pela reestruturação como “apêndices” da burocracia da mesma, por melhores do Estado e cumprem o papel de condições de trabalho e de “amaciar” as lutas bem como estrutura nas instituições de arrefecê-las e desmobiliza-las em ensino superior e contra o novo prol da governabilidade. Entre os Plano Nacional de Educação que estudantes temos a “velha” torna lei o aprofundamento da entidade UNE que cumpre o mercantilização, das privatizações mesmo papel, e hoje não é mais de novo tipo, da expansão ou As políticas da educação: universalização do ensino ou desestruturação precarizante? Quando observadas mais Se nos anos 90 a política de perto, e não pelo ângulo das de desresponsabilização do frases de efeito e propaganda Estado (ou privatização) no Ensino institucional de apelo inclusivo e Superior foi iniciada, fazendo com popular, as políticas de expansão que hoje 78% da prestação dos da educação superior da serviços nesse setor seja ofertada dobradinha petista na gestão do pelo setor privado, nos anos Lula Estado, Lula e Dilma, seguem a as principais políticas que risca o ideário do “consenso de encontramos para a área de Washington” (ou a cartilha educação não fogem a esta regra. neoliberal para os países da Os carros chefe desta política são América Latina), isto é enxugar o REUNI (Programa de Apoio a custos, formar mais e mais barato Planos de Reestruturação e (igual a tornar Universidade uma Expansão das Universidades fábrica de diplomas), e como não Federais), PROUNI (Programa podia faltar nesta receita, Universidade para Todos) e FIES privatizar alguns serviços (Fundo de Financiamento prestados pelo Estado. Nestes Estudantil). pontos parece que os “camaradas” foram ainda mais eficientes que O primeiro, respectivo a FHC na implementação da agenda rede pública Federal do ensino burguesa na educação de nosso superior, representa a principal País. política para área.
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    p. 2 TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR Podemos afirmar sem atendimento de alunos de baixa dúvidas que esta política é renda, no FIES temos o responsável por grande parte dos endividamento dxs estudantes elementos que desestruturaram a para que estes tenham acesso ao educação superior realmente péssimo ensino privado. Mais pública, gratuita e de qualidade. Ao flagrante se fazem estas políticas propor uma política de expansão se olharmos as cifras do de cerca de 50% das UF´s, mas orçamento: 47,9% para com um incremento de apenas amortização da dívida pública (ou 20% a mais nas verbas (isto ainda seja, orçamento que vai para o para os anos da implementação, bolso de banqueiros e que acaba agora em 2012), esta especuladores da dívida ou mega- política favoreceu a expansão e agiotas) e 3,18% para a educação interiorização precárias, de forma desordenada e sem qualidade (ao No ensino público federal não garantir infraestrutura básico o quadro de precarização é adequada e ao superexplorar a semelhante. Expansão mão de obra dos docentes e desordenada e recursos servidores quando não aumentou insuficientes é a combinação da o quadro de trabalhadores de moda, e não é a toa que vemos modelo de “parcerias”. Este se acordo com as metas propostas). mobilizados secundaristas e fundamenta também em um professores de escolas como a discurso de expansão e acesso a Não podemos deixar de Dom Pedro II no Rio de Janeiro e profissionalização para as citar que o REUNI impõem de mesmo de toda rede de Institutos camadas populares, porém cima pra baixo algumas metas Federais. Para estes estudantes aponta-se para mais um projeto (ex.:90% de aprovação dxs sequer há uma política de Estado educacional onde ao centro estão ingressantes) e reformulações que assegura assistência e mercado, e as estratégias curriculares o que por si só já piora permanência. eleitoreiras. as condições pedagógicas. Para xs estudantes tais políticas Nos IFs a política do Nos planos “estratégicos” significaram a deterioração das governo é similar e temos o do governo, temos traçadas as condições do tripé ensino, PRONATEC (Programa Nacional linhas pelo PNE (Plano Nacional pesquisa e extensão, de Acesso ao Ensino Técnico e de Educação) que em cada meta acompanhada de uma insuficiente Emprego), que segue o modelo do vemos colocada a linha política de assistência estudantil, REUNI, expandindo de forma produtivista, e mais os aspectos pois o PNAES (Plano Nacional de desordenada a rede tecnológica, e privatizantes (incentivadas Assistência Estudantil) sequer tem seguindo os parâmetros da principalmente pelo PPPs- em seu texto orçamento definido, transferência de recursos para o Parcerias Público Privadas) estão não garantindo moradia, setor privado, em especial pelo colocadas para a educação em alimentação, transporte e recursos todos os seus níveis da infantil a para a permanência na superior. Por mais que os setores universidade. Somados a lei de governistas façam a propaganda, iniciativa tecnológica, somente da suposta vitória que foi a mais uma das iniciativas de ataque aprovação dos 10% do PIB para à educação pública, que insere a educação (que é para 2020, lógica e o capital privado por lembrando que o ultimo PNE já completo na produção de não cumpriu a meta de 7%, hoje o conhecimento, temos exposto o investido chega perto dos 4%), projeto de desmonte da estrutura temos a dimensão que para o de ensino público superior no projeto de educação que esta Brasil. colocada o problema orçamentário é apenas uma parte do problema Não bastando isso, os cortes se (Banco Muncial e FMI). tornam política corrente do governo, somando na área da O problema da educação educação 5 bi R$ entre 2011/2012. pública, no caso das IEFs, se O PROUNI e o FIES expõem ainda mistura com o da saúde. Com a mais os compromissos do governo proposta da EBSRH (Empresa PT com o setor privado, pois se no Brasileira de Serviços primeiro temos a isenção de Hospitalares) aprovada em todas impostos para Universidades as instâncias do poder do Estado, privadas (compra de vagas do e em vias de aprovação e Estado no setor privado) para
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    TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIAPOPULAR p. 3 implementação nas insalubridade e reduzia o salário O PT mostra então a que Universidades, vemos toda a rede dos médicos em 50%, vetada no veio, enquanto nova elite da de Hospitais Universitários inicio da greve não são isoladas. política brasileira e enquanto submetidos à lógica do serviço Para citar somente mais um burocracia nos movimentos, privado, o produtivismo, o que exemplo temos como proposta do quando toma medidas que podem coloca um serviço que hoje já é governo a PL549 que congela ser consideradas extremas, precário em um patamar ainda salários e contratações no serviço mesmo para um governo pior, sem falar que tal empresa público Federal por dez anos. conservador, como a ordem saída abre margem à privatização deste do governo para corte de ponto serviço. Todo esse contexto deixa dxs servidorxs federais em greve, claro que o governo petista e sua substituição por O modelo de gestão (Lula/Dilma) não alterou terceirizadxs; ou então no campo referência é o HU da UFRS (a estruturalmente a situação da dos docentes tanto dos IFs como muito gerido em regime de OS- educação pública superior das IFES encerrando as Organização Social), Hospital que brasileira, pois apesar de suas negociações e fechando acordo já tem porta dupla. Sabemos o que políticas promoverem mudanças com a burocracia sindical do hoje isso representa para a parciais e permitirem a “inclusão” Proifes, um sindicato que não população, pois os HUs em geral de estudantes pobres no ensino representa 10% da categoria, e são hospitais de extrema superior, estas são realizadas não que foi criado pela própria base importância para a rede de nas IFES que são públicas, mas petista na categoria para rivalizar atendimento do SUS, geralmente em Universidades Privadas, de com o ANDES e SINASEFE que se os únicos nos Estados a caráter duvidoso, estimulando recusam a cumprir o papel de oferecerem atendimentos de alta ainda mais a subordinação da sindicato “chapa branca”. complexidade pelo SUS, que hoje educação ao mercado, aos atende 70% da população. interesses particulares das Defendemos o ensino grandes transnacionais e então a público e o emprego do Num horizonte próximo precarização, o que afasta ainda funcionalismo público ao invés do temos ainda mais ataques em mais de nosso horizonte educação ensino privado e das privatizações vista. O “REUNI 2” (Programa de realmente pública, popular e por entender que na esfera das Expansão Excelência e gratuita. universidades públicas ainda Internacionalização das encontramos melhores condições Universidades Federais) se Portanto percebemos que de ensino e trabalho, além dar avizinha, e impõem ainda medidas as políticas de Estado para a maior possibilidade dos como a MP 568 que modificava a educação têm procurado estudantes e trabalhadores se remuneração de forma desenvolver a educação privada e organizarem e se inserirem como desvantajosa para xs tecnicista em detrimento da atores políticos em seus locais de trabalhadorxs que exercem sua pública. estudo/trabalho. função em condições de Enfrentar as políticas que estão postas: um desafio! Enquanto militantes que Uma coisa é a unidade somos, queremos construir um (seja no discurso ou de fato na pólo classista e combativo que prática) entre correntes, partidos, possa ser um instrumento para coletivos que atuam no movimento fomentar a organização e estudantil; e outra coisa é um mobilização de base do conjunto de reivindicações que movimento estudantil e sabemos reflitam a organização de base e do grande desafio e das grandes que de fato expresse unidade dificuldades que temos para fazer programática para além dos frente a essas políticas. Há tempos partidos e organizações políticas que o movimento estudantil ou de tendência desse movimento. encontra-se enfraquecido, não Esse seria um primeiro desafio. No conseguindo construir pautas entanto, para que possamos concretas que possibilitem unificar “solucionar” esse problemão, as bases estudantis também precisaríamos refletir e nacionalmente para além do ver como enfrentamos um outro pontual ou do particular e que, desafio, que na verdade impede a então, possa se colocar como construção do primeiro: a prática força organizada em conjunto com burocrática dos burocratas do outros setores do povo em luta por movimento estudantil. outro projeto de educação.
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    p. 4 TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR A burocracia do movimento Essa é a “histórica” UNE base e tendo suas pautas muito hoje pode ser encontrada na União que lutou contra a ditadura civil- vinculadas a agenda dos partidos Nacional dos Estudantes (UNE) militar brasileira, mas que hoje que a impulsionam, a ANEL teria que há muito tempo não defende está atrelada a um projeto de tons começado rompendo o velho os interesses dos estudantes, já ao mesmo tempo liberais e reproduzindo-o segundo as que não constrói organização com desenvolvimentistas e que, por críticas daqueles que queriam um estes e está umbilicalmente isso, não ousa construir processo de construção de base, vinculada aos interesses dos protagonismo e força estudantil que pudesse ir amadurecendo e governos antes Lula e agora Dilma independente e combativa. sendo dotado de instâncias Rouseff. É por isso a defesa da Também acreditamos na ação organizativas reais e de baixo para UNE do REUNI, do PROUNI e do direta como método de luta que cima. FIES, da própria campanha petista implique diretamente os à presidência e do papelão que fez estudantes em cada escola, em É justamente por vermos a ao passar por cima das cada universidade e que faça debilidade de organização Assembléias Gerais das pressão na defesa e conquista nacional dos estudantes que Universidades que elegeram daquilo que nos interessa. Para achamos precipitado a construção delegados para a construção do isso, devemos combater a dessa entidade nacional, que Comando Nacional de Greve burocracia do movimento, pela acaba servindo muito mais como Estudantil (CNGE) e sentar na força do exemplo e mostrar que é vitrine para partidos políticos do mesa de negociação com o no trabalho de base, no que de fato instrumento de ministro da educação Aloísio fortalecimento da organização e organização nacional dos Mercadante. da mobilização dos estudantes estudantes. desde cada local de estudo e pela Essa é a prática da ação direta que iremos criar No contexto da Greve das burocracia dirigente que toma protagonismo e força social para IFES, a militância da ANEL decisões a portas fechadas, que construir a educação que construiu o CNGE, embora em seu só mobiliza as universidades queremos. início quisesse fazê-lo a partir de quando precisa de delegados para seus espaços de organização, o seus Congressos Nacionais, que Como “alternativa” a UNE que acabou não acontecendo, já não pratica independência do surgiu a ANEL (Assembléia que as Assembléias Gerais foram movimento e que age de acordo Nacional dos Estudantes – livre), soberanas. Mesmo assim, como a com os interesses de seus fruto da decisão de alguns setores composição majoritária no CNGE partidos (PT e PCdoB), estudantis que vinham construindo era dos estudantes da ANEL e majoritários hoje na direção dessa a CONLUTE. No entanto, a criação daqueles vinculados aos grupos entidade. dessa entidade não surgiu sem da Oposição de Esquerda da UNE, críticas como a da precipitação e imperou a moderação e o do atropelamento do principal simbolismo em muitas ações, grupo que assumiu sua como as “querelas” visando construção, o PSTU. marcar terreno”, acordões entre correntes para fazer valer certas Querendo romper com as pautas e não a radicalização para velhas práticas da UNE, mas já pressionar de fato o governo. começando na criação de uma estrutura nacional sem a devida correspondência organizativa de
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    TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIAPOPULAR p. 5 A Unidade na Greve e o que fica como ensinamentos A Greve das IFES permitiu Porém, nem tudo foram legitimação de pautas das o ensaio da unidade do movimento flores e velhas práticas que são assembléias de base. estudantil em torno a encontradas no interior da UNE reivindicações concretas, o que (justamente aquilo que fazem O CNGE foi, portanto, o não aconteceu sem os velhos milhares de militantes decidirem espaço que coordenou todo o problemas dos acordões políticos por não mais construírem a processo de mobilização dos entre correntes e partidos em entidade) podiam ser encontradas estudantes e que, instalado em detrimento das bases mobilizadas, nas reuniões do CNGE: disputa Brasília, acompanhou as da disputa a gritos e manobras entre as correntes na hora de “negociações”, sistematizou as mesquinhas para fazer valer as tomar decisões; acordos entre pautas mais ou menos discutidas posições particulares durante das elas para deliberação de pautas. em cada Universidade e fez reuniões do CNGE e das pressões unidade com os Comandos das indiretas, vias parlamentares Se foi um avanço a demais categorias. Suas ações esquecendo do uso de medidas de unidade gerada e principalmente o tiveram limites pelo caráter da força e ação direta que impliquem papel desempenhado pela composição que acima diretamente os grevistas, gerando mobilização em cada descrevemos, o que impossibilitou protagonismo, e de fato Universidade e pelas Assembléias o aprofundamento da mobilização pressionem o governo para ceder Gerais na hora de discutir as e da radicalização nas bases na sua intransigência. A unidade pautas da greve e eleger os embora na quase totalidade do também foi ensaiada com e pelas delegados, ainda há muito o que movimento grevista isto tivesse outras categorias em greve, os fazer para tornar as instâncias de apontado. docentes, os servidores e os coordenação nacionais técnicos administrativos das IFES, expressões verdadeiramente Uma das críticas a forma o que foi um avanço. democráticas e de base, com o que o CNGE foi construído era a controle dos delegados pelas de sua instalação em Brasília, O CNGE se constituiu por bases estudantis e que o dificultando o controle de base dos delegados por Universidade programa de lutas que permita delegados eleitos e também o eleitos em Assembléias Gerais de unidade na prática seja de fato próprio deslocamento e Base e foi um avanço para o reflexo das decisões de cada permanência destes. Nossa movimento estudantil grevista, Universidade. participação no CNGE foi modesta pondo em xeque o papel da União e minoritária, mas mesmo com as Nacional dos Estudantes (UNE), Cabe destacar o papel críticas que podem ser feitas, não questionando a atuação protagonista de nossa militância, nos furtamos de construí-lo e de governista e centralista dela e comprometida com a base, que de defender em seus espaços e afirmando outro modelo de forma enérgica defendeu que os principalmente nas Universidades organização nacional dos delegados de base saíssem de em Greve nossas posições a partir estudantes na coordenação da assembléia, bem como a de nossa militância. Greve.
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    p. 6 TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR A partir de agora, continuar organizados e aprofundar a mobilização Sabendo dos vários base, é tomar uma postura que em que os estudantes sejam desafios que estiveram colocados julgamos mais adequada para implicados diretamente na tomada à todos os trabalhadores e avançar da greve como uma de decisões sobre os rumos de estudantes na construção dessa simples medida de reação as suas lutas e na construção das Greve, achamos que fazer a investidas de cima, para a greve pautas de reivindicações que defesa do trabalho de base como uma medida de força precisamos conquistar. Manter a cotidiano, da discussão e da conhecida e reconhecida como discussão na base a partir do formação política no dia a dia e de expressão da organização acúmulo deixado pela greve é uma estrutura sindical e estudantil permanente dos trabalhadores e tarefa imediata e permanente. que vincule organicamente a base estudantes. Isso implica gerar Uma tarefa que nos chama e da e os “representantes” para que de espaços de participação reais em qual não abriremos mão! fato as decisões seja tomadas pela cada faculdade e em cada escola Unir estudantes e trabalhadores e construir Povo Forte! Rizoma Tendência Libertária e Autônoma (SP) - Resistência Popular (AL) Coletivo Quebrando Muros (PR) - Tendência Estudantil Resistência Popular (RS) ‘’Povo na rua é pra lutar, pra construir o poder popular’’ ‘’Chega acabou, a regalia, é o poder da periferia’’ ‘’Ganhamos a rua hoje pra lutar Resistência Popular’’ ‘’Recua, polícia, recua, o Poder Popular está na Rua’’ tendênciaestudantilrp.blogspot.com resistenciapopularestudantil@gmail.com Participe de nossas Plenárias Mensais!