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Ritos

Quando em mim as chamas cessarem

E os rios em fim

Secarem

Partirei com minhas dores

Meus retalhos

Meus ardores

Minha ânsia crua

De soltar meus atritos

Gritos

Ritos

Os meus cantos

Nos meus santos

De palavras

Nuances

E águas.
Sagrado

Nada é sagrado

Só tuas faces que leio em exaustão

Profanando teu sorriso de infinito

Decifrando as linhas de tua emoção

Leio-te como em braile

Sentindo a cada toque um perfume novo

Perdendo-me no fluxo desse encanto

Como quem imerge um céu no pensamento

E se descobre decifrada em cada canto

Tenho a certeza que nada é sagrado

Só esse vento que arrebata

Confunde e resume sentimentos a nada

Juntando a poeira do passado

Resgatando o sentir profanado

Que clama o amor tão quieto adormecido

Tudo isso me envolve na suave certeza

Nada é sagrado exceto teu simples sorriso.
Tempos

Não se percebe o tempo passar

Corre por entre os sonhos embriagadamente

Como se desfazendo em laços presentes

Passando como um código de conduta de Bertrand

Alheio a certezas imploradas..Exploradas

Aliando e afastando...Com um tic tac de um velho relógio

Que pendurado no tempo sofre oscilações físicas

Sem perder sua contagem do lógico

Não se percebe quando ele chega e te abraça

Trazendo nesse abraço de moinho

Todas as suas certezas em marcas em volta do seu olhar

Como se dentro dos teus olhares

Ele estava ali o tempo todo a te esperar.
Orvalhos

Primeiro foi a luz

Que descortinava teus olhos

Depois veio o silêncio

Que ecoava o teu canto

Sem eu perceber chegou o mar

Que tempestuava teus cabelos

Desvendava todos os teus mantos

Vi-me nua dos meus sentidos

Absorta em teus detalhes

Suando minhas mãos

Orvalhando em meus entalhes

Só e imersa nesse torpor

Bebendo meu cio

Ardendo minha poesia

Em flor.
Delta picante

O silêncio é abrasador

Fecho meus olhos

Entregue na minha leitura

Perdida entre beijos

Sentindo na pele a luxuria.



As palavras me tocam

Como um punhal em fogo

Imagino tua mão censurada

Ao me ler pouco a pouco.



Remeto-me ao longe

Em ligas e cetins

Castelos e condes

Relendo a Anais Nin.



A madrugada excita

Desvirgina a solidão

Entre livros e sonhos

Queimo de tesão.
Metamorfoses

Coloco-me como o vento

Que sopra em rebentos

Como mangue

Que enlameia para criar

Coloco-me em finito

Como a imensidão do mar.



Coloco-me

Feito lama que escorre

Vento que corre

Mar que engole

Corpo que se move.



Sou pedra a despedaçar

Fragmentar

Des-com-pac-tar.



Sou desejos

Remelexos

Sangue, sexo, medos

Sou Hu-ma-na.
Infinitos

Quando apagarem as estrelas

A lua sumir no infinito

Deixarei de exaltar o amor

O sentimento e os seus ritos

Suas lágrimas de dor

O corpo elevado ao espírito

Quando o céu sucumbir ao mar

As orações cessarem

Os corações calarem

Deixarei por um tempo de amar

Até que em outro mundo

Dentro do pulsar profundo

Enfim possa recomeçar.
Na Pele

É uma coisa de pele

É uma coisa que geme

Sussurra, pede

Me trás oxigênio

É coisa que arrebata

Lambe, come

Mata

Em fecundas estocadas

Só poesia na pele

E mais nada.
Guardados

Fecho as cortinas

Meu corpo santo

Minhas presilhas.



Minhas águas cálidas

Meu ventre

As palavras pálidas.



Tranco meu amor

Meu infinito

Guardo a dor.



Minha pele confusa

Meus passos ermos

A febre que pulsa.



O tempo de te ver

A cama perfumada

Meu gosto em você.
Fecho, guardo, tranco

Teus nós e elos

Só por enquanto.




Palavreando

Nem sempre as palavras

Naufragam em bocas

Ás vezes se perdem

Entre umas e outras

Unem-se em frases

Polemicas ou doces

Tornam-se fugazes

Ou fingem de loucas

Palavras são tudo

Ou nada certo

Destroem, edificam

Desmistificam o concreto

Escritas ancoram

Faladas decoram

Palavras refletem

O que o mundo devora.
®IatamyraRocha

Iatamyra Rocha

  • 1.
  • 2.
    Ritos Quando em mimas chamas cessarem E os rios em fim Secarem Partirei com minhas dores Meus retalhos Meus ardores Minha ânsia crua De soltar meus atritos Gritos Ritos Os meus cantos Nos meus santos De palavras Nuances E águas.
  • 3.
    Sagrado Nada é sagrado Sótuas faces que leio em exaustão Profanando teu sorriso de infinito Decifrando as linhas de tua emoção Leio-te como em braile Sentindo a cada toque um perfume novo Perdendo-me no fluxo desse encanto Como quem imerge um céu no pensamento E se descobre decifrada em cada canto Tenho a certeza que nada é sagrado Só esse vento que arrebata Confunde e resume sentimentos a nada Juntando a poeira do passado Resgatando o sentir profanado Que clama o amor tão quieto adormecido Tudo isso me envolve na suave certeza Nada é sagrado exceto teu simples sorriso.
  • 4.
    Tempos Não se percebeo tempo passar Corre por entre os sonhos embriagadamente Como se desfazendo em laços presentes Passando como um código de conduta de Bertrand Alheio a certezas imploradas..Exploradas Aliando e afastando...Com um tic tac de um velho relógio Que pendurado no tempo sofre oscilações físicas Sem perder sua contagem do lógico Não se percebe quando ele chega e te abraça Trazendo nesse abraço de moinho Todas as suas certezas em marcas em volta do seu olhar Como se dentro dos teus olhares Ele estava ali o tempo todo a te esperar.
  • 5.
    Orvalhos Primeiro foi aluz Que descortinava teus olhos Depois veio o silêncio Que ecoava o teu canto Sem eu perceber chegou o mar Que tempestuava teus cabelos Desvendava todos os teus mantos Vi-me nua dos meus sentidos Absorta em teus detalhes Suando minhas mãos Orvalhando em meus entalhes Só e imersa nesse torpor Bebendo meu cio Ardendo minha poesia Em flor.
  • 6.
    Delta picante O silêncioé abrasador Fecho meus olhos Entregue na minha leitura Perdida entre beijos Sentindo na pele a luxuria. As palavras me tocam Como um punhal em fogo Imagino tua mão censurada Ao me ler pouco a pouco. Remeto-me ao longe Em ligas e cetins Castelos e condes Relendo a Anais Nin. A madrugada excita Desvirgina a solidão Entre livros e sonhos Queimo de tesão.
  • 7.
    Metamorfoses Coloco-me como ovento Que sopra em rebentos Como mangue Que enlameia para criar Coloco-me em finito Como a imensidão do mar. Coloco-me Feito lama que escorre Vento que corre Mar que engole Corpo que se move. Sou pedra a despedaçar Fragmentar Des-com-pac-tar. Sou desejos Remelexos Sangue, sexo, medos Sou Hu-ma-na.
  • 8.
    Infinitos Quando apagarem asestrelas A lua sumir no infinito Deixarei de exaltar o amor O sentimento e os seus ritos Suas lágrimas de dor O corpo elevado ao espírito Quando o céu sucumbir ao mar As orações cessarem Os corações calarem Deixarei por um tempo de amar Até que em outro mundo Dentro do pulsar profundo Enfim possa recomeçar.
  • 9.
    Na Pele É umacoisa de pele É uma coisa que geme Sussurra, pede Me trás oxigênio É coisa que arrebata Lambe, come Mata Em fecundas estocadas Só poesia na pele E mais nada.
  • 10.
    Guardados Fecho as cortinas Meucorpo santo Minhas presilhas. Minhas águas cálidas Meu ventre As palavras pálidas. Tranco meu amor Meu infinito Guardo a dor. Minha pele confusa Meus passos ermos A febre que pulsa. O tempo de te ver A cama perfumada Meu gosto em você.
  • 11.
    Fecho, guardo, tranco Teusnós e elos Só por enquanto. Palavreando Nem sempre as palavras Naufragam em bocas Ás vezes se perdem Entre umas e outras Unem-se em frases Polemicas ou doces Tornam-se fugazes Ou fingem de loucas Palavras são tudo Ou nada certo Destroem, edificam Desmistificam o concreto Escritas ancoram Faladas decoram Palavras refletem O que o mundo devora.
  • 12.