INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO CABEÇA DE VELHO-CHIMOIO
HOSPITAL RURAL DO SONGO
CURSO: ESMI
TEMA: Pré-eclampsia
ESTUDANTE: TUTORA
Patrícia Fernando Antonio Lúzia Daudo
Songo, Janeiro de 2025
INTRODUÇÃO
A Pré-Eclâmpsia, é uma das principais causas directas de
mortalidade materna e perinatal. Pré-eclâmpsia não tratada
está presente por um tempo variável e, de repente, pode
progredir para eclâmpsia, o que ocorre em 1/200 pacientes
com pré-eclâmpsia. Eclâmpsia não tratada costuma ser fatal.
OBJECTIVOS
Objectivo geral:
Falar da pré-eclampsia
Objectivos Especificos:
Definir a Pré-eclampsia;
Mencionar os fatores de riscos;
Falar das complicações;
Falar da conduta.
CONCEITO
Caracteriza-se por hipertensão com sistólica igual ou superior a 140
mmHg e uma pressão diastólica igual ou superior a 90 mm Hg que
aparece após as 20 semanas de gestação associada a proteinúria. .
Classificação
Pré-eclâmpsia Moderada
Pré-eclâmpsia Grave
1. Pré-eclâmpsia Moderada
Quadro clínico
Duas leituras de tensão arterial diastólica variando entre 90 e
110mmHg num intervalo de 4 horas depois de 20 semanas da gestação.
Proteinúria, 300mg por 24 horas (++)
Edemas
Pré-eclampsia moderada
Conduta:
Se os sinais continuarem inalterados ou normalizarem, fazer o acompanhamento
duas vezes por semana em ambulatório.
Repouso (em DLE), Dieta normal (sem restrição de SAL).
Indução do parto - se gravidez de termo ou se agravamento do quadro.
Monitorização da TA (4/4h), Peso (diariamente), edemas e sinais de gravidade.
Não dar diuréticos.
Evitar anti-hipertensivos (excepto se TAD>100mmHg).
Hemograma, BQ e Urina II para avaliação da evolução.
Avaliação do feto.
Pré-eclampsia grave
Quadro cínico:
T.A. diastólica ≥110 mmHg
Proteinúria (+++)ou mais cruzes
Edema
Edema pulmonar
Distúrbios visuais
Cefaleias de difícil controlo
Dor epigástrica
Vómitos, Náusea
Hiperreflexia, Oligúria e edema pulmonar podem ocorre
Pré Eclâmpsia Severa
Conduta:
Internamento, indução de parto ou cesariana;
Sulfato de Magnésio.
Interrupção da gravidez (assim que possível).
Maturação pulmonar (Dexametasona 12mg de 12/12h por 24h) – se gravidez
pré-termo.
Usar Anti-hipertensivos.
Monitorização dos sinais vitais incluindo o Débito urinário.
Hemograma, BQ e Urina II para avaliação da evolução
Avaliação do feto;
Sulfato de Magnésio a 10% e Diazepam
Drogas anti-hipertensivas
 Se a tensão diastólica for de 110 mmHg ou mais, administrar drogas hipertensivas. O
objectivo é manter a tensão diastólica entre 90mmHg e 100 mmHg de modo a evitar uma
hemorragia cerebral. A Hidralazina é a droga de escolha.
 Administrar 12,5 mg de Hidralazina por via IM ou 6mg IV, de 30 em 30 minutos, se
necessário.
 Se a Hidralazina não estiver disponível, administre: 5mg de nifedipina sublingual:
 Se a reacção for inadequada (a pressão diastólica continuar acima de 110mm Hg) depois
de 10 minutos, administrar 5mg adicionais por baixo da língua.
 Se não tiver disponível Hidralazina e Nifedipina, pode administrar Labetalol, 10mg IV se
não houver resposta até 10 minutos depois pode repetir 20mg de Labetalol.
 Pode-se administrar Metildopa, de 250mg (1 cp de 8/8h) e ou Dihidralazina ( 1-2 cp de
6/6h) como dose de manutenção.
FACTORES RISCO
Primigestas
Hipertensão cronica;
Histórico Familiar de pré-eclampsia;
Gravidez múltipla
Diabetes;
Obesidade;
Idade materna avançada ou menor de 18 anos.
COMPLICAÇÕES
Eclampsia;
Síndrome de HELLP;
Descolamento prematuro da placenta;
Insuficiência renal ou hepática;
Parto prematuro;
Mola Hidatiforme
Morte materna ou fetal.
PREVENÇÃO
Acompanhamento Pré-natal regular;
Alimentação saudável;
Controle de peso;
Pratica de Exercícios físicos;
Evitar Consumo de Álcool e Tabagismo;
Manter-se Hidratada;
E garantir horas adequadas de sono.
CONCLUSÃO
A pré-eclâmpsia é uma patologia causada por problemas no
desenvolvimento dos vasos sanguíneos da placenta. Neste sentido, os
pacientes mais do que em todos outras as orientações, evitar o
tabagismo, a obesidade e a hiperglicemia assim como a prescrição dos
exercícios físicos e dita são também obrigações medicas, é claro, a
mulher que teve pré-eclâmpsia pode engravidar novamente, sendo
importante que assistência pré-natal seja rigorosamente conforme as
orientações do obstetra.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Amara, Walter Toledo e Peraçoli, José Carlos. Factores de risco
relacionados à pré-eclâmpsia. Brasilia : UNESP, 2011.
2. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
(FEBRASGO). Pré-eclâmpsia nos seus diversos aspectos. São Paulo:
FEBRASGO, 2017. ISSN 2525-6416.
3. Francisco, Rossana Pulcineli Vieira e Kahhale, Soubhi. Pré-Eclampsia. São
Paulo: s.n., 2018.
MUITO OBRIGADA!

Hospital do Songo PRE ECLAMPSIA TRABALHO.pptx

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    INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICOCABEÇA DE VELHO-CHIMOIO HOSPITAL RURAL DO SONGO CURSO: ESMI TEMA: Pré-eclampsia ESTUDANTE: TUTORA Patrícia Fernando Antonio Lúzia Daudo Songo, Janeiro de 2025
  • 2.
    INTRODUÇÃO A Pré-Eclâmpsia, éuma das principais causas directas de mortalidade materna e perinatal. Pré-eclâmpsia não tratada está presente por um tempo variável e, de repente, pode progredir para eclâmpsia, o que ocorre em 1/200 pacientes com pré-eclâmpsia. Eclâmpsia não tratada costuma ser fatal.
  • 3.
    OBJECTIVOS Objectivo geral: Falar dapré-eclampsia Objectivos Especificos: Definir a Pré-eclampsia; Mencionar os fatores de riscos; Falar das complicações; Falar da conduta.
  • 4.
    CONCEITO Caracteriza-se por hipertensãocom sistólica igual ou superior a 140 mmHg e uma pressão diastólica igual ou superior a 90 mm Hg que aparece após as 20 semanas de gestação associada a proteinúria. .
  • 5.
    Classificação Pré-eclâmpsia Moderada Pré-eclâmpsia Grave 1.Pré-eclâmpsia Moderada Quadro clínico Duas leituras de tensão arterial diastólica variando entre 90 e 110mmHg num intervalo de 4 horas depois de 20 semanas da gestação. Proteinúria, 300mg por 24 horas (++) Edemas
  • 6.
    Pré-eclampsia moderada Conduta: Se ossinais continuarem inalterados ou normalizarem, fazer o acompanhamento duas vezes por semana em ambulatório. Repouso (em DLE), Dieta normal (sem restrição de SAL). Indução do parto - se gravidez de termo ou se agravamento do quadro. Monitorização da TA (4/4h), Peso (diariamente), edemas e sinais de gravidade. Não dar diuréticos. Evitar anti-hipertensivos (excepto se TAD>100mmHg). Hemograma, BQ e Urina II para avaliação da evolução. Avaliação do feto.
  • 7.
    Pré-eclampsia grave Quadro cínico: T.A.diastólica ≥110 mmHg Proteinúria (+++)ou mais cruzes Edema Edema pulmonar Distúrbios visuais Cefaleias de difícil controlo Dor epigástrica Vómitos, Náusea Hiperreflexia, Oligúria e edema pulmonar podem ocorre
  • 8.
    Pré Eclâmpsia Severa Conduta: Internamento,indução de parto ou cesariana; Sulfato de Magnésio. Interrupção da gravidez (assim que possível). Maturação pulmonar (Dexametasona 12mg de 12/12h por 24h) – se gravidez pré-termo. Usar Anti-hipertensivos. Monitorização dos sinais vitais incluindo o Débito urinário. Hemograma, BQ e Urina II para avaliação da evolução Avaliação do feto; Sulfato de Magnésio a 10% e Diazepam
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    Drogas anti-hipertensivas  Sea tensão diastólica for de 110 mmHg ou mais, administrar drogas hipertensivas. O objectivo é manter a tensão diastólica entre 90mmHg e 100 mmHg de modo a evitar uma hemorragia cerebral. A Hidralazina é a droga de escolha.  Administrar 12,5 mg de Hidralazina por via IM ou 6mg IV, de 30 em 30 minutos, se necessário.  Se a Hidralazina não estiver disponível, administre: 5mg de nifedipina sublingual:  Se a reacção for inadequada (a pressão diastólica continuar acima de 110mm Hg) depois de 10 minutos, administrar 5mg adicionais por baixo da língua.  Se não tiver disponível Hidralazina e Nifedipina, pode administrar Labetalol, 10mg IV se não houver resposta até 10 minutos depois pode repetir 20mg de Labetalol.  Pode-se administrar Metildopa, de 250mg (1 cp de 8/8h) e ou Dihidralazina ( 1-2 cp de 6/6h) como dose de manutenção.
  • 10.
    FACTORES RISCO Primigestas Hipertensão cronica; HistóricoFamiliar de pré-eclampsia; Gravidez múltipla Diabetes; Obesidade; Idade materna avançada ou menor de 18 anos.
  • 11.
    COMPLICAÇÕES Eclampsia; Síndrome de HELLP; Descolamentoprematuro da placenta; Insuficiência renal ou hepática; Parto prematuro; Mola Hidatiforme Morte materna ou fetal.
  • 12.
    PREVENÇÃO Acompanhamento Pré-natal regular; Alimentaçãosaudável; Controle de peso; Pratica de Exercícios físicos; Evitar Consumo de Álcool e Tabagismo; Manter-se Hidratada; E garantir horas adequadas de sono.
  • 13.
    CONCLUSÃO A pré-eclâmpsia éuma patologia causada por problemas no desenvolvimento dos vasos sanguíneos da placenta. Neste sentido, os pacientes mais do que em todos outras as orientações, evitar o tabagismo, a obesidade e a hiperglicemia assim como a prescrição dos exercícios físicos e dita são também obrigações medicas, é claro, a mulher que teve pré-eclâmpsia pode engravidar novamente, sendo importante que assistência pré-natal seja rigorosamente conforme as orientações do obstetra.
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    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Amara,Walter Toledo e Peraçoli, José Carlos. Factores de risco relacionados à pré-eclâmpsia. Brasilia : UNESP, 2011. 2. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Pré-eclâmpsia nos seus diversos aspectos. São Paulo: FEBRASGO, 2017. ISSN 2525-6416. 3. Francisco, Rossana Pulcineli Vieira e Kahhale, Soubhi. Pré-Eclampsia. São Paulo: s.n., 2018.
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