PROJECTO CRUSTASEA
  DESENVOLVIMENTO DE CÓDIGOS DE BOAS
  DESENVOLVIMENTO DE CÓDIGOS DE BOAS
   PRÁTICAS E TECNOLOGIAS DE TRIAGEM E
   PRÁTICAS E TECNOLOGIAS DE TRIAGEM E
      TRANSPORTE DE CRUSTÁCEOS VIVOS
      TRANSPORTE DE CRUSTÁCEOS VIVOS
CrustaSea Módulo I




Sara Barrento
sarabarrento@yahoo.com

Instituto das Pescas e do Mar - IPIMAR
Av. de Brasília
1449-006 Lisboa Portugal

Tlf: 21 302 7000
http://ipimar-iniap.ipimar.pt/contactos.html
CrustaSea Módulo I




De onde vêm? (empresa)

O que fazem?

Crustáceos vivos mais comercializados:
Módulo I
       Módulo
Crustáceos Vivos
Crustáceos
CrustaSea Módulo I



Conteúdo
 Projecto CrustaSea
 Importância dos crustáceos vivos
 Espécies comercializadas vivas em Portugal
 A importância da biologia na comercialização
 Oxigénio
 pH
 Temperatura
 Amónia, nitritos e nitratos
 Aquacultura
CrustaSea Módulo I


 Projecto CrustaSea
Parceiros:
- 4 Associações
- 7 PMEs

- 6 Institutos de Investigação
CrustaSea Módulo I


Parceiros Europeu
Associações




PMEs




Institutos de
Investigação
CrustaSea Módulo I


Objectivo: “Desenvolvimento de códigos de boas
práticas e tecnologias de triagem, transporte e
armazenagem de crustáceos vivos”
CrustaSea Módulo I

Objectivos económicos
Desenvolvimento do sector europeu de crustáceos:


 Redução da mortalidade

 Reduzir os custos de triagem e transporte

 Diminuição da perda de qualidade

 Expansão das oportunidades de mercado
CrustaSea Módulo I

Objectivos científicos
  Avaliar procedimentos, identificar problemas e fornecer
  alternativas viáveis

  Compreender a biologia dos crustáceos que influenciam a
  mortalidade durante transporte e armazenagem
CrustaSea Módulo I


Objectivos tecnológicos
            KEEP
            KEEP
            THROW
            THROW                  Unidade de triagem que permite
                                   distinguir animais cheios de vazios

     PRESS TO SCAN

                                   Modelo portátil (1000 €) e industrial
     PRESS TO SCAN




                     Fonte: PERA
                     Fonte: PERA
CrustaSea Módulo I

  Objectivos tecnológicos

 Entrada   Fluxo = 0.5L/Kg/min




Saída

                                 Contentor baixo
                                 Palete
CrustaSea Módulo I




A importância dos crustáceos
CrustaSea Módulo I




       Produtos de luxo
Portugal 11 milhões de €
Na Europa 1,75 biliões €
CrustaSea Módulo I

Crustáceos vivos em Portugal
Manter crustáceos vivos em viveiros ou aquários até à
confecção culinária como garantia de frescura e qualidade
é uma tradição ancestral
CrustaSea Módulo I

Santola
Maja squinado




 Profundidade: até 100 m
 Habitat: Fundos rochosos e
 lodosos
 Temperatura: 8 a 19 ºC
 Captura: armadilha
CrustaSea Módulo I

Sapateira
Cancer pagurus




Profundidade: 20 – 200 m
Habitat: Fundos rochosos,
         arenosos e vasosos
Temperatura: 4 a 16 ºC
Captura: armadilha

Noctívagos
CrustaSea Módulo I

Caranguejo Verde
Carcinua maenas




                   Profundidade: entre marés
                   Habitat: rochas e poças de maré
                   Temperatura: 8 a 40 ºC
                   Captura: armadilhas
CrustaSea Módulo I

Navalheira
Necora puber




               Profundidade: até 70 m
               Habitat: Fundos rochosos, arenosos
               Captura: armadilhas
CrustaSea Módulo I
Lagostas
Palinurus
 Profundidade: 50 a 100 m
 Habitat: Fundo rochoso
 Temperatura: 8 a 16 ºC
 Captura: armadilha
CrustaSea Módulo I

Lavagante Europeu
Homarus gammarus

Profundidade: 0 a 200 m
Habitat: Fundos rochosos
Temperatura: 7 a 19 ºC
Captura: armadilha




 São noctívagos, territoraiais
 e canibais
CrustaSea Módulo I

Lavagante Americano
Homarus americanus




 Profundidade: 0 a 200 m
 Habitat: Fundos rochosos
 Temperatura: -1 a 24 ºC
 Captura: armadilha

 São noctívagos, territoraiais e
 canibais
CrustaSea Módulo I

Lagostim
Nephrops norvegicus




Profundidade: 15 a 800 m
Habitat: buracos na areia, vasa
Temperatura: 2 a 15 ºC
Captura: arrasto/armadilha
Maturação: 2 a 5 anos
São noctívagos e territoriais
CrustaSea Módulo I

De onde vêm os crustáceos
CrustaSea Módulo I


O mercado da importação

      Lagostas
       Spiny lobsters              Captura
                                   Importação
   Caranguejos
           Crabs



    Lavagantes
          Homarids



      Lagostim
       Norw ay lobster



      Sapateira
         Edible crab




                         0   500     1000   1500   2000       2500
                                      toneladas
CrustaSea Módulo I


A importância da importação
As importações representam 88 % do mercado nacional

Portugal é o 13º país importador de crustáceos a nível mundial

Principais espécies importadas em toneladas:




        2022 t               132 t           125 t
CrustaSea Módulo I


A importância da importação

 Mais logística
                        Mais
                        Logística
CrustaSea Módulo I

A importância da importação
Viveiros mais sofisticados com condições de
estabulação mais controladas
CrustaSea Módulo I



 Mortalidade no transporte e após ...
      Espécie         Origem       Transporte               Mortalidade
Sapateira                      Camião, tanques com
                       Reino   água salgada a 13 º C,    à chegada = 1 – 5 %
                       Unido   com arejamento (58 h)     viveiros = 10 – 25 %


Lavagante Europeu
                       Reino   Camião, tanques com
                       Unido                              à chegada = 0 %
                               água salgada a 13 º C,
                                                          viveiros = 2 - 10 %
                               com arejamento (58 h)

Lavagante americano
                       EUA     Avião, caixas de cartão    à chegada = 0 %
                      Canadá   em ambiente humido         viveiros = 0 - 1 %
CrustaSea Módulo I

O problema da mortalidade

                                                     Importador   lagosta da
lagosta da mauritania           5                                 mauritania
                                                                                              20               Retalhista

                                                                    lagosta
     lagosta nacional               10                                             5
                                                                    nacional

                                                                  lavagante
lavagante americano     0                                                                          25
                                                                  americano

                                                                   lavagante
   lavagante europeu                10                                                  10
                                                                    europeu


          caranguejo        1                                     caranguejo                                    50


          navalheira                     16                       navalheira                                    50


             santola        3                                        santola                  20


            sapateira                         25                   sapateira                                          60


                        0       10 20 30 40 50 60 70                           0       10    20     30    40   50    60    70

                                         Mortalidade (%)                                      Mortalidade (%)
CrustaSea Módulo I



A importância da Biologia na
comercialização de crutáceos vivos
CrustaSea Módulo I




Modo de apresentação: vivo
Para manter um animal vivo é preciso conhecer
a biologia de cada espécie e as suas necessidades
CrustaSea Módulo I

  Crustáceos Decápodes: biologia

                                          1 par         carapaça
                                                                          olho
                                          pinças
  Animais invertebrados
  Marinhos ou de água doce
  Oxigénio da água é obtido através das
  brânquias (guelras)
  Caranguejos, lagostas e lavagantes
  têm 10 patas                                            abdómen 4 pares patas
                                                                  locomotoras
  Com carapaça rígida
                                           pinça para
                                                              antena
  Crescem periodicamente (muda)            cortar

  Sexos separados                                                      pinça
                                                                       para
                                                                       esmagar
  Desenvolvimento não é directo


                                                                   rostro
A muda permite o crescimento e a                                  olho
                                                                carapaça
reprodução                                 abdómen



                                                     telson     urópode
CrustaSea Módulo I


Do que é que precisam para sobreviver?



                      oxigénio
             salinidade          pH

                                      temperatura
      alimento
                                         habitat



                   ÁGUA DO MAR
CrustaSea Módulo I


Composição da água do mar
Oxigénio     85.8 %
Hidrogénio   10.8 %
Cloro        1.9 %
Sódio        1.1 %      3.5 % da água do mar são
Magnésio     0.13 %     sais, maioritariamente cloreto
Enxofre      0.09 %     de sódio (sal de cozinha):
Cálcio       0.04 %     - em 100 mL de água do mar
Potássio     0.04 %     3.5 g são sais
Bromo        0.0067 %   - em 1 L tem 35 g de sais
Carbono      0.0028 %
Outros       0.2 %
CrustaSea Módulo I


Características da água do mar
•   é salgada (35 ppm)
•   tem oxigénio dissolvido que é essencial para a respiração
•   tem variações de temperatura
•   tem valor de pH (acidez) específico (8.2 – 8.6)


                                                       Crustáceo
                                 Água

                                                                CO2
                                  O2

                                                          Brânquias
Brânquias adaptadasa extrair oxigénio da água e não do ar
Quando colocados ao ar os crustáceos acabam por morrer
sufocados
CrustaSea Módulo I


O que é o pH?
O pH é uma medida de acidez que varia entre:
0 (muito ácido) e 14 (muito básico)

A água do mar tem valores muito restritos de pH (8.2 – 8.6)

Como todos os organismos vivos estão adaptados ao meio onde
habitam, os crustáceos têm uma tolerância a variações de pH muito
baixa e próxima dos valores da água do mar

pH = 0 ácido de bateria
pH = 1 ácido do estômago                pH = 8 água do mar
pH = 2 sumo de limão, vinagre           pH = 9 bicarbonato de sódio
pH = 3 sumo de laranja                  pH = 10 sabão
pH = 4 sumo de tomate                   pH = 11 amónia
pH = 5 café, cerveja                    pH = 12 água com sabão
pH = 6 urina, saliva                    pH = 13 lixívia
pH = 7 água destilada                   pH = 14 soda caústica
CrustaSea Módulo I


  A tempertaura da água do mar
   A temperatura é fundamental pois afecta a salinidade, o
   oxigénio dissolvido e o pH.

   Quando a temperatura da água aumenta provoca
   - diminuição do oxigénio (O2) dissolvido na água
   - aumento da salinidade por evaporação
   - diminuição do pH da água

Quando a temperatura da água aumenta provoca nos crustáceos:


   - aumento do consumo de oxigénio (O2)
   - aumento do dióxido de carbono (CO2)                       pH
   - diminuição do pH no sangue (sangue mais
   ácido)                                             CO2
                                               O2
CrustaSea Módulo I



A amónia, os nitritos e os nitratos
Os crustáceos marinhos, comem e respiram dentro de água salgada,
libertando dióxido de carbono e amónia. Tanto a amónia como o dióxido de
carbono quando em excesso degradam a qualidade da água e são tóxicos.


                                  oxigénio

          alimento                                pH
                                                  Temperatura
                                                  salinidade
                                                  habitat


            dióxido de                                 amónia
            carbono
CrustaSea Módulo I



Da amónia a nitrato
               alimento

                                        Nitratos    - tóxico
                                        Amónia
                                        Nitritos    + tóxico

          Alimento não
          consumido
                                                   Removido quando
 Amónia                   Nitratos                 se muda a água

             Nitritos     Bactérias que
    Bactérias que         convertem nitritos
    convertem amónia      em nitratos
    em nitritos
CrustaSea Módulo I

   Cada espécie é única

Espécies
           Factores
                                        Lavagante    Lavagante
                         Sapateira
                                         Europeu     americano

  Temperatura          4 a 16 ºC      7 a 19 ºC      -1 a 24 ºC

   Salinidade          30 - 35 ‰      30 - 35 ‰      27 - 35 ‰
                        6 mg/mL        6 mg/mL        6 mg/mL
    Oxigénio
                      (80 - 100 %)   (80 - 100 %)   (80 - 100 %)
       pH              7,8 – 8, 2     7,8 - 8, 2     7,8 - 8, 2

     Amónia              <0.3           <0.3           <0.3
CrustaSea Módulo I
Reprodução
      Fêmeas   Machos
CrustaSea Módulo I

  A muda
   As sapateiras fazem a muda principalmente no Verão
   Inicialmente a carapaça nova é mole e o animal fica vulnerável,
   mantém-se escondido e não se alimenta




A carapaça antiga é
substituída por uma nova
de maiores dimensões;
O aumento pode ser de
20 a 30 %
CrustaSea Módulo I

É quando a fêmea ainda tem a carapaça mole que o macho
A muda
deposita o esperma nas aberturas genitais das fêmeas




Reprodução
CrustaSea Módulo I


A fêmea incuba os ovos durante 8 meses
CrustaSea Módulo I
O desenvolvimento não é directo: dos
     ovos eclodem larvas que não se
   assemelham às sapateiras adultas




                       Larva – termo
                       que em latim
                       significa máscara
CrustaSea Módulo I

As larvas passam por várias metamorfoses




                      Metamorfose significa
                      transformação
CrustaSea Módulo I

Ciclo de vida
                        Prezoea


                                       Zoea
 Eclosão das
 larvas



                                              Várias
                                              metamorfoses
                                  Juvenil     e mudas




                                  1 ano (3,5 cm)
           Fêmea (4 a 5 anos)
           Incubação dos ovos
           até 8 meses
CrustaSea Módulo I



Aquacultura
CrustaSea Módulo I


Aquacultura Produção

Ano 1960 (1 milhão toneladas)     Crustáceos mais importantes

Ano 2000 (46 milhões toneladas)    Penaeus monodon
- peixe 23 mt                      Penaeus vannamei
- moluscos 11 mt                   Procambarus clarkii
                                   Macrobrachium rosenbergii
- plantas 10 mt
- crustáceos 1.6 mt


                    Baixo volume de crustáceos cultivados
                                     Maioria são camarões
Aquacultura de lagostas e lavagantes é ainda muito escassa
CrustaSea Módulo I


Maricultura de lavagantes
- Captura de fêmeas ovadas
- Crescimento dos juvenis
- Devolução ao mar
Captura de fêmeas ovadas
                           CrustaSea Módulo I
CrustaSea Módulo I


Maternidade de lavagante americano
•   Fêmeas ovadas fornecidas
    pelos pescadores
•   Cada fêmeas tem em
    média 10 000 ovos
CrustaSea Módulo I

   Crescimento larvar
   Crescimento das larvas




A primeira fase larvar   Entre 1 e 7 mm as larvas têm   Durante este perído as
é microscópica           carapaça e passam por várias   larvas mantém-se na
                         mudas para crescerem           coluna de água
CrustaSea Módulo I
As larvas passam a juvenis e deixam a coluna de água e começam a viver
junto ao fundo. Os juvenis nesta fase são muito vorazes. Para evitar
canibalismo têm de ser mantidos isolados nestes “condomínios”.
CrustaSea Módulo I




Os juvenis são libertados em zonas rochosas pouco profundas
CrustaSea Módulo I

Produção de Lavagante Europeu
Projecto Europeu Lobsterplant




 Objectivos:
 - Sistema de produção industrial em compartimentos individualizados
 - Automatização da alimentação
 - Desenvolvimento de um sistema de vídeo para identificar mortos e
 taxa de crescimento
 - Avaliar a qualidade nutricional aquacultura versus selvagens
CrustaSea Módulo I


    Projecto Europeu Lobsterplant
IPIMAR
Itália
Noruega
Inglaterra




Investimento inicial elevado

Para atingir o tamanho comercial de 350 g são   Foto: Lavagantes juvenis
necessários 31 meses, cerca de 2 anos e meio.                de 8 meses

Formação crustáceos vivos

  • 1.
    PROJECTO CRUSTASEA DESENVOLVIMENTO DE CÓDIGOS DE BOAS DESENVOLVIMENTO DE CÓDIGOS DE BOAS PRÁTICAS E TECNOLOGIAS DE TRIAGEM E PRÁTICAS E TECNOLOGIAS DE TRIAGEM E TRANSPORTE DE CRUSTÁCEOS VIVOS TRANSPORTE DE CRUSTÁCEOS VIVOS
  • 2.
    CrustaSea Módulo I SaraBarrento sarabarrento@yahoo.com Instituto das Pescas e do Mar - IPIMAR Av. de Brasília 1449-006 Lisboa Portugal Tlf: 21 302 7000 http://ipimar-iniap.ipimar.pt/contactos.html
  • 3.
    CrustaSea Módulo I Deonde vêm? (empresa) O que fazem? Crustáceos vivos mais comercializados:
  • 4.
    Módulo I Módulo Crustáceos Vivos Crustáceos
  • 5.
    CrustaSea Módulo I Conteúdo Projecto CrustaSea Importância dos crustáceos vivos Espécies comercializadas vivas em Portugal A importância da biologia na comercialização Oxigénio pH Temperatura Amónia, nitritos e nitratos Aquacultura
  • 6.
    CrustaSea Módulo I Projecto CrustaSea Parceiros: - 4 Associações - 7 PMEs - 6 Institutos de Investigação
  • 7.
    CrustaSea Módulo I ParceirosEuropeu Associações PMEs Institutos de Investigação
  • 8.
    CrustaSea Módulo I Objectivo:“Desenvolvimento de códigos de boas práticas e tecnologias de triagem, transporte e armazenagem de crustáceos vivos”
  • 9.
    CrustaSea Módulo I Objectivoseconómicos Desenvolvimento do sector europeu de crustáceos: Redução da mortalidade Reduzir os custos de triagem e transporte Diminuição da perda de qualidade Expansão das oportunidades de mercado
  • 10.
    CrustaSea Módulo I Objectivoscientíficos Avaliar procedimentos, identificar problemas e fornecer alternativas viáveis Compreender a biologia dos crustáceos que influenciam a mortalidade durante transporte e armazenagem
  • 11.
    CrustaSea Módulo I Objectivostecnológicos KEEP KEEP THROW THROW Unidade de triagem que permite distinguir animais cheios de vazios PRESS TO SCAN Modelo portátil (1000 €) e industrial PRESS TO SCAN Fonte: PERA Fonte: PERA
  • 12.
    CrustaSea Módulo I Objectivos tecnológicos Entrada Fluxo = 0.5L/Kg/min Saída Contentor baixo Palete
  • 13.
    CrustaSea Módulo I Aimportância dos crustáceos
  • 14.
    CrustaSea Módulo I Produtos de luxo Portugal 11 milhões de € Na Europa 1,75 biliões €
  • 15.
    CrustaSea Módulo I Crustáceosvivos em Portugal Manter crustáceos vivos em viveiros ou aquários até à confecção culinária como garantia de frescura e qualidade é uma tradição ancestral
  • 16.
    CrustaSea Módulo I Santola Majasquinado Profundidade: até 100 m Habitat: Fundos rochosos e lodosos Temperatura: 8 a 19 ºC Captura: armadilha
  • 17.
    CrustaSea Módulo I Sapateira Cancerpagurus Profundidade: 20 – 200 m Habitat: Fundos rochosos, arenosos e vasosos Temperatura: 4 a 16 ºC Captura: armadilha Noctívagos
  • 18.
    CrustaSea Módulo I CaranguejoVerde Carcinua maenas Profundidade: entre marés Habitat: rochas e poças de maré Temperatura: 8 a 40 ºC Captura: armadilhas
  • 19.
    CrustaSea Módulo I Navalheira Necorapuber Profundidade: até 70 m Habitat: Fundos rochosos, arenosos Captura: armadilhas
  • 20.
    CrustaSea Módulo I Lagostas Palinurus Profundidade: 50 a 100 m Habitat: Fundo rochoso Temperatura: 8 a 16 ºC Captura: armadilha
  • 21.
    CrustaSea Módulo I LavaganteEuropeu Homarus gammarus Profundidade: 0 a 200 m Habitat: Fundos rochosos Temperatura: 7 a 19 ºC Captura: armadilha São noctívagos, territoraiais e canibais
  • 22.
    CrustaSea Módulo I LavaganteAmericano Homarus americanus Profundidade: 0 a 200 m Habitat: Fundos rochosos Temperatura: -1 a 24 ºC Captura: armadilha São noctívagos, territoraiais e canibais
  • 23.
    CrustaSea Módulo I Lagostim Nephropsnorvegicus Profundidade: 15 a 800 m Habitat: buracos na areia, vasa Temperatura: 2 a 15 ºC Captura: arrasto/armadilha Maturação: 2 a 5 anos São noctívagos e territoriais
  • 24.
    CrustaSea Módulo I Deonde vêm os crustáceos
  • 25.
    CrustaSea Módulo I Omercado da importação Lagostas Spiny lobsters Captura Importação Caranguejos Crabs Lavagantes Homarids Lagostim Norw ay lobster Sapateira Edible crab 0 500 1000 1500 2000 2500 toneladas
  • 26.
    CrustaSea Módulo I Aimportância da importação As importações representam 88 % do mercado nacional Portugal é o 13º país importador de crustáceos a nível mundial Principais espécies importadas em toneladas: 2022 t 132 t 125 t
  • 27.
    CrustaSea Módulo I Aimportância da importação Mais logística Mais Logística
  • 28.
    CrustaSea Módulo I Aimportância da importação Viveiros mais sofisticados com condições de estabulação mais controladas
  • 29.
    CrustaSea Módulo I Mortalidade no transporte e após ... Espécie Origem Transporte Mortalidade Sapateira Camião, tanques com Reino água salgada a 13 º C, à chegada = 1 – 5 % Unido com arejamento (58 h) viveiros = 10 – 25 % Lavagante Europeu Reino Camião, tanques com Unido à chegada = 0 % água salgada a 13 º C, viveiros = 2 - 10 % com arejamento (58 h) Lavagante americano EUA Avião, caixas de cartão à chegada = 0 % Canadá em ambiente humido viveiros = 0 - 1 %
  • 30.
    CrustaSea Módulo I Oproblema da mortalidade Importador lagosta da lagosta da mauritania 5 mauritania 20 Retalhista lagosta lagosta nacional 10 5 nacional lavagante lavagante americano 0 25 americano lavagante lavagante europeu 10 10 europeu caranguejo 1 caranguejo 50 navalheira 16 navalheira 50 santola 3 santola 20 sapateira 25 sapateira 60 0 10 20 30 40 50 60 70 0 10 20 30 40 50 60 70 Mortalidade (%) Mortalidade (%)
  • 31.
    CrustaSea Módulo I Aimportância da Biologia na comercialização de crutáceos vivos
  • 32.
    CrustaSea Módulo I Modode apresentação: vivo Para manter um animal vivo é preciso conhecer a biologia de cada espécie e as suas necessidades
  • 33.
    CrustaSea Módulo I Crustáceos Decápodes: biologia 1 par carapaça olho pinças Animais invertebrados Marinhos ou de água doce Oxigénio da água é obtido através das brânquias (guelras) Caranguejos, lagostas e lavagantes têm 10 patas abdómen 4 pares patas locomotoras Com carapaça rígida pinça para antena Crescem periodicamente (muda) cortar Sexos separados pinça para esmagar Desenvolvimento não é directo rostro A muda permite o crescimento e a olho carapaça reprodução abdómen telson urópode
  • 34.
    CrustaSea Módulo I Doque é que precisam para sobreviver? oxigénio salinidade pH temperatura alimento habitat ÁGUA DO MAR
  • 35.
    CrustaSea Módulo I Composiçãoda água do mar Oxigénio 85.8 % Hidrogénio 10.8 % Cloro 1.9 % Sódio 1.1 % 3.5 % da água do mar são Magnésio 0.13 % sais, maioritariamente cloreto Enxofre 0.09 % de sódio (sal de cozinha): Cálcio 0.04 % - em 100 mL de água do mar Potássio 0.04 % 3.5 g são sais Bromo 0.0067 % - em 1 L tem 35 g de sais Carbono 0.0028 % Outros 0.2 %
  • 36.
    CrustaSea Módulo I Característicasda água do mar • é salgada (35 ppm) • tem oxigénio dissolvido que é essencial para a respiração • tem variações de temperatura • tem valor de pH (acidez) específico (8.2 – 8.6) Crustáceo Água CO2 O2 Brânquias Brânquias adaptadasa extrair oxigénio da água e não do ar Quando colocados ao ar os crustáceos acabam por morrer sufocados
  • 37.
    CrustaSea Módulo I Oque é o pH? O pH é uma medida de acidez que varia entre: 0 (muito ácido) e 14 (muito básico) A água do mar tem valores muito restritos de pH (8.2 – 8.6) Como todos os organismos vivos estão adaptados ao meio onde habitam, os crustáceos têm uma tolerância a variações de pH muito baixa e próxima dos valores da água do mar pH = 0 ácido de bateria pH = 1 ácido do estômago pH = 8 água do mar pH = 2 sumo de limão, vinagre pH = 9 bicarbonato de sódio pH = 3 sumo de laranja pH = 10 sabão pH = 4 sumo de tomate pH = 11 amónia pH = 5 café, cerveja pH = 12 água com sabão pH = 6 urina, saliva pH = 13 lixívia pH = 7 água destilada pH = 14 soda caústica
  • 38.
    CrustaSea Módulo I A tempertaura da água do mar A temperatura é fundamental pois afecta a salinidade, o oxigénio dissolvido e o pH. Quando a temperatura da água aumenta provoca - diminuição do oxigénio (O2) dissolvido na água - aumento da salinidade por evaporação - diminuição do pH da água Quando a temperatura da água aumenta provoca nos crustáceos: - aumento do consumo de oxigénio (O2) - aumento do dióxido de carbono (CO2) pH - diminuição do pH no sangue (sangue mais ácido) CO2 O2
  • 39.
    CrustaSea Módulo I Aamónia, os nitritos e os nitratos Os crustáceos marinhos, comem e respiram dentro de água salgada, libertando dióxido de carbono e amónia. Tanto a amónia como o dióxido de carbono quando em excesso degradam a qualidade da água e são tóxicos. oxigénio alimento pH Temperatura salinidade habitat dióxido de amónia carbono
  • 40.
    CrustaSea Módulo I Daamónia a nitrato alimento Nitratos - tóxico Amónia Nitritos + tóxico Alimento não consumido Removido quando Amónia Nitratos se muda a água Nitritos Bactérias que Bactérias que convertem nitritos convertem amónia em nitratos em nitritos
  • 41.
    CrustaSea Módulo I Cada espécie é única Espécies Factores Lavagante Lavagante Sapateira Europeu americano Temperatura 4 a 16 ºC 7 a 19 ºC -1 a 24 ºC Salinidade 30 - 35 ‰ 30 - 35 ‰ 27 - 35 ‰ 6 mg/mL 6 mg/mL 6 mg/mL Oxigénio (80 - 100 %) (80 - 100 %) (80 - 100 %) pH 7,8 – 8, 2 7,8 - 8, 2 7,8 - 8, 2 Amónia <0.3 <0.3 <0.3
  • 42.
  • 43.
    CrustaSea Módulo I A muda As sapateiras fazem a muda principalmente no Verão Inicialmente a carapaça nova é mole e o animal fica vulnerável, mantém-se escondido e não se alimenta A carapaça antiga é substituída por uma nova de maiores dimensões; O aumento pode ser de 20 a 30 %
  • 44.
    CrustaSea Módulo I Équando a fêmea ainda tem a carapaça mole que o macho A muda deposita o esperma nas aberturas genitais das fêmeas Reprodução
  • 45.
    CrustaSea Módulo I Afêmea incuba os ovos durante 8 meses
  • 46.
    CrustaSea Módulo I Odesenvolvimento não é directo: dos ovos eclodem larvas que não se assemelham às sapateiras adultas Larva – termo que em latim significa máscara
  • 47.
    CrustaSea Módulo I Aslarvas passam por várias metamorfoses Metamorfose significa transformação
  • 48.
    CrustaSea Módulo I Ciclode vida Prezoea Zoea Eclosão das larvas Várias metamorfoses Juvenil e mudas 1 ano (3,5 cm) Fêmea (4 a 5 anos) Incubação dos ovos até 8 meses
  • 49.
  • 50.
    CrustaSea Módulo I AquaculturaProdução Ano 1960 (1 milhão toneladas) Crustáceos mais importantes Ano 2000 (46 milhões toneladas) Penaeus monodon - peixe 23 mt Penaeus vannamei - moluscos 11 mt Procambarus clarkii Macrobrachium rosenbergii - plantas 10 mt - crustáceos 1.6 mt Baixo volume de crustáceos cultivados Maioria são camarões Aquacultura de lagostas e lavagantes é ainda muito escassa
  • 51.
    CrustaSea Módulo I Mariculturade lavagantes - Captura de fêmeas ovadas - Crescimento dos juvenis - Devolução ao mar
  • 52.
    Captura de fêmeasovadas CrustaSea Módulo I
  • 53.
    CrustaSea Módulo I Maternidadede lavagante americano • Fêmeas ovadas fornecidas pelos pescadores • Cada fêmeas tem em média 10 000 ovos
  • 54.
    CrustaSea Módulo I Crescimento larvar Crescimento das larvas A primeira fase larvar Entre 1 e 7 mm as larvas têm Durante este perído as é microscópica carapaça e passam por várias larvas mantém-se na mudas para crescerem coluna de água
  • 55.
    CrustaSea Módulo I Aslarvas passam a juvenis e deixam a coluna de água e começam a viver junto ao fundo. Os juvenis nesta fase são muito vorazes. Para evitar canibalismo têm de ser mantidos isolados nestes “condomínios”.
  • 56.
    CrustaSea Módulo I Osjuvenis são libertados em zonas rochosas pouco profundas
  • 57.
    CrustaSea Módulo I Produçãode Lavagante Europeu Projecto Europeu Lobsterplant Objectivos: - Sistema de produção industrial em compartimentos individualizados - Automatização da alimentação - Desenvolvimento de um sistema de vídeo para identificar mortos e taxa de crescimento - Avaliar a qualidade nutricional aquacultura versus selvagens
  • 58.
    CrustaSea Módulo I Projecto Europeu Lobsterplant IPIMAR Itália Noruega Inglaterra Investimento inicial elevado Para atingir o tamanho comercial de 350 g são Foto: Lavagantes juvenis necessários 31 meses, cerca de 2 anos e meio. de 8 meses