Os fluxos de informação tornaram-se elementos centrais na organização do espaço geográfico contemporâneo, influenciando diretamente as formas de territorialidade. Eles correspondem à circulação intensa e acelerada de dados, imagens, discursos e conhecimentos por meio de redes técnicas, digitais e comunicacionais, como a internet, a mídia e as plataformas virtuais. Essa circulação constante reduz distâncias, encurta o tempo das relações sociais e transforma profundamente a maneira como os territórios são vividos, percebidos e controlados.
A territorialidade, por sua vez, refere-se às estratégias de poder, apropriação, identidade e pertencimento que indivíduos, grupos sociais, empresas e Estados exercem sobre um território. Tradicionalmente associada a limites físicos e fronteiras políticas, a territorialidade passou a incorporar também dimensões imateriais, simbólicas e informacionais. Nesse contexto, o controle da informação torna-se tão relevante quanto o controle da terra, pois quem domina os fluxos informacionais exerce influência econômica, cultural e política.
Com a intensificação dos fluxos de informação, surgem novos territórios, como o ciberespaço, que coexistem com os territórios materiais. Esses espaços virtuais permitem interações globais, mas também reforçam desigualdades, já que o acesso à informação não ocorre de forma homogênea. Assim, os fluxos informacionais reconfiguram as relações de poder, criam novas territorialidades e redefinem as dinâmicas sociais, evidenciando que o território, no mundo atual, é cada vez mais resultado da articulação entre espaço físico, tecnologia e informação. Nesse cenário, empresas transnacionais utilizam dados para expandir sua atuação, enquanto Estados buscam regular, vigiar e proteger seus territórios informacionais. Ao mesmo tempo, movimentos sociais se apropriam das redes para fortalecer identidades, divulgar lutas e construir novas formas de resistência territorial. Portanto, compreender os fluxos de informação é essencial para analisar o território contemporâneo, pois eles moldam relações, decisões e conflitos em múltiplas escalas, do local ao global. A informação passa a ser recurso estratégico, capaz de integrar ou excluir, conectar ou fragmentar espaços. Dessa forma, o território deixa de ser apenas um suporte físico e passa a ser também um campo de disputas simbólicas, tecnológicas e comunicacionais, onde o poder se manifesta por meio do domínio dos fluxos. Assim, estudar esse tema contribui para compreender o funcionamento da sociedade em rede, marcada pela velocidade, pela conectividade e pela constante transformação das relações espaciais e sociais. Essa dinâmica exige novas formas de análise geográfica, capazes de integrar técnica, poder e cultura. Dessa maneira, os fluxos de informação tornam-se fundamentais para entender o mundo atual. Eles influenciam decisões,de comportamentos e a organização dos espaços. Impactando diretamente a vida social, econômica e política. Em escala global..