Figuras de
Linguagem
Sentidodaspalavras: DenotaçãoeConotação.
● Sentido literal : sentido real do termo, denotativo.
Ex: Aquela flor do jardim é rosa.
● Sentido figurado: sentido conotativo, uma forma
subjetiva de expressar algo.
Ex: A menina é uma flor.
FigurasdeLinguagem:
recursosestilísticos
expressivos
Aliteração
● Aliteração é a repetição de sons consonantais no início ou no meio de
palavras ao longo de um verso, poema ou frase para produzir efeitos
sonoros e, assim, criar significados no texto.
Ex: “toda pedra é um pedaço de pedra”
(“Pedra”, de Arthur Nestrovski)
Assonância
● Assonância é o nome dado ao recurso da repetição de sons de vogais
iguais ou semelhantes ao longo de um verso, poema ou frase também
para produzir efeitos sonoros no texto.
Ex: É preciso saber viver
( É preciso saber viver- Titãs)
Metáfora
● Metáfora é a figura que cria um novo significado a partir de uma relação de
semelhança entre termos diferentes.
O tempo é um fio- Henriqueta Lisboa
O tempo é um fio
bastante frágil.
Um fio fino
que à toa escapa.
[...]
LUCAS, Fábio (Sel.). Melhores poemas de Henriqueta Lisboa. São Paulo: Global, 2001.
A definição da palavra tempo é feita por meio de uma metáfora, isto é, uma relação
de semelhança entre a ideia de tempo e a ideia de fragilidade do fio.
Comparação
● A comparação ocorre quando elementos de universos diferentes são
aproximados por meio de um termo específico ( como, feito, tal qual,
qual, assim como, tal, etc.)
Ex: O amor é como uma flor
Metonímia
● Metonímia é uma figura de linguagem construída a partir de uma relação
de proximidade entre dois termos.
Exemplo:
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
(“No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade)
Neste caso, a palavra retina, parte do olho, foi usada no lugar de olhos, do
corpo todo, da vida. Há uma relação de proximidade entre retina e
olho/corpo.
Personificação
● Personificação é a figura de linguagem que atribui características
humanas a seres não humanos (animais, plantas) ou a seres
inanimados (objetos).
A pedra está sempre ali,
no meio do caminho.
Nem ela sabe se estava lá e fizeram o caminho ao redor,
(“Pedra”, de Arthur Nestrovski)
Antítese
● Antítese é a figura de linguagem que aproxima palavras que
expressam sentidos opostos.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades- Luís de Camões
[...]
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem, se algum houve, as saudades.
[...]
In: TORRALVO, Izeti F.; MINCHILO, Carlos C. (Prefácio e notas).Sonetos de Cam›es. São Paulo: Ateliê Editorial, 2011.
Paradoxo
● Em alguns casos, observa-se a associação de termos contraditórios,
inconciliáveis. Quando isso ocorre há um paradoxo. A diferença entre
antítese e paradoxo pode ser constatada quando observamos que os
termos contraditórios, no paradoxo, referem-se a uma mesma ideia.
No caso da antítese, temos duas ideias que se opõem.
Ex:
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes.)
Hipérbole
● Hipérbole é a figura de linguagem em que se exagera ou se enfatiza o
que se descreve.
Ex: Não vejo minha amiga há mil anos.
Inundou a sala de tanto chorar.
Hipérbato
● Na Língua Portuguesa, a ordem típica das orações é Sujeito → Verbo
→ Complementos→ Adjuntos adverbiais. Quando realizamos
inversões nesta ordem, temos o hipérbato.
Observe: Pedro comprou um dvd ontem. ( ordem típica)
Um DVD, Pedro comprou ontem ( inversão)
Reiteração
● É a repetição proposital de termos em um no texto.
Ex:
“Nunca tantas pessoas, em tantos veículos, trafegaram em tantas vias e
tantas direções com tanta velocidade, indo a tantos lugares, pra voltar
logo tão arrependidas.” (Millôr Fernandes)
Elipse
● Quando um termo omitido puder ser identificado a partir do contexto
criado pelo texto, ou seja, há uma omissão espontânea ou voluntária,
de termos que se podem subentender facilmente pelo contexto:
Exemplo:
● “Era uma mosca azul, [com] asas de ouro e granada.” ( Machado de
Assis.)
A omissão da preposição “com” pode ser identificada pelo contexto.
Zeugma
• É uma forma particular de elipse. O Zeugma ocorre quando o termo
omitido em um enunciado foi utilizado anteriormente.
Na tirinha acima, temos no primeiro quadrinho um caso de zeugma,
quando o verbo “adora”, referido anteriormente foi omitido.
Polissíndeto
• Quando ocorre a repetição de conjunções coordenadas,
especialmente as aditivas ( e, nem).
Exemplo:
“E zumbia, e voava, e voava, e zumbia”
(Machado de assis)
Pleonasmo
• Em alguns casos, com o objetivo de enfatizar uma ideia, emprega-se palavras ou
expressões que, à primeira vista, pareceriam desnecessárias.
Exemplos:
"Vi, claramente visto, o lume vivo
Que a marítima gente tem por santo
Em tempo de tormenta e vento esquivo,
De tempestade escura e triste pranto.”
CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas. Disponível em: https://oslusiadas.org/v/18.html. Acesso em 06 fev 25.
“O conde atirava à mísera cantora alguns soldos que ainda lhe reforçavam a ela as
cordas vocais” (Júlio ribeiro)
Pleonasmo
• O emprego de um pleonasmo só se justifica quando há uma intencionalidade
estilística, isto é, a finalidade de enfatizar uma ideia. Quando ele nada acrescenta, é
uma redundância desnecessária e, de acordo com a norma-padrão, deve ser evitado.
É o caso de pleonasmos como entrar pra dentro, sair pra fora, subir pra cima, descer
pra baixo, etc.
• Certas construções pleonásticas consagradas pela linguagem coloquial são, porém,
aceitáveis na norma-padrão: abismo sem fundo, jornal diário, ver com os próprios
olhos, pisar com os pés, etc.
Referências
TODAS AS INFORMAÇÕES DESTES SLIDES FORAM RETIRADAS DE:
ABAURRE, Maria Luiza, ABAURRE, Maria Bernadete Marques e PONTARA,
Marcela. Gramática: texto; análise e construção de sentido. Volume único. 2 ed.
São Paulo, Moderna, 2010.
ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo,
Parábola Editorial, 2005.
CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática texto,
reflexão e uso : ensino fundamental, volume único. 5 ed. São Paulo, Atual,
2016.
TRINCONI, Ana, BERTIN, Terezinha e MARCHEZI, Vera. Teláris Língua
Portuguesa 8º ano- 3ªed. São Paulo, Ática, 2019.
Obrigada!

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    Sentidodaspalavras: DenotaçãoeConotação. ● Sentidoliteral : sentido real do termo, denotativo. Ex: Aquela flor do jardim é rosa. ● Sentido figurado: sentido conotativo, uma forma subjetiva de expressar algo. Ex: A menina é uma flor.
  • 3.
  • 4.
    Aliteração ● Aliteração éa repetição de sons consonantais no início ou no meio de palavras ao longo de um verso, poema ou frase para produzir efeitos sonoros e, assim, criar significados no texto. Ex: “toda pedra é um pedaço de pedra” (“Pedra”, de Arthur Nestrovski)
  • 5.
    Assonância ● Assonância éo nome dado ao recurso da repetição de sons de vogais iguais ou semelhantes ao longo de um verso, poema ou frase também para produzir efeitos sonoros no texto. Ex: É preciso saber viver ( É preciso saber viver- Titãs)
  • 6.
    Metáfora ● Metáfora éa figura que cria um novo significado a partir de uma relação de semelhança entre termos diferentes. O tempo é um fio- Henriqueta Lisboa O tempo é um fio bastante frágil. Um fio fino que à toa escapa. [...] LUCAS, Fábio (Sel.). Melhores poemas de Henriqueta Lisboa. São Paulo: Global, 2001. A definição da palavra tempo é feita por meio de uma metáfora, isto é, uma relação de semelhança entre a ideia de tempo e a ideia de fragilidade do fio.
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    Comparação ● A comparaçãoocorre quando elementos de universos diferentes são aproximados por meio de um termo específico ( como, feito, tal qual, qual, assim como, tal, etc.) Ex: O amor é como uma flor
  • 8.
    Metonímia ● Metonímia éuma figura de linguagem construída a partir de uma relação de proximidade entre dois termos. Exemplo: Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. (“No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade) Neste caso, a palavra retina, parte do olho, foi usada no lugar de olhos, do corpo todo, da vida. Há uma relação de proximidade entre retina e olho/corpo.
  • 9.
    Personificação ● Personificação éa figura de linguagem que atribui características humanas a seres não humanos (animais, plantas) ou a seres inanimados (objetos). A pedra está sempre ali, no meio do caminho. Nem ela sabe se estava lá e fizeram o caminho ao redor, (“Pedra”, de Arthur Nestrovski)
  • 10.
    Antítese ● Antítese éa figura de linguagem que aproxima palavras que expressam sentidos opostos. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades- Luís de Camões [...] Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança; do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem, se algum houve, as saudades. [...] In: TORRALVO, Izeti F.; MINCHILO, Carlos C. (Prefácio e notas).Sonetos de Cam›es. São Paulo: Ateliê Editorial, 2011.
  • 11.
    Paradoxo ● Em algunscasos, observa-se a associação de termos contraditórios, inconciliáveis. Quando isso ocorre há um paradoxo. A diferença entre antítese e paradoxo pode ser constatada quando observamos que os termos contraditórios, no paradoxo, referem-se a uma mesma ideia. No caso da antítese, temos duas ideias que se opõem. Ex: Eu possa lhe dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. (Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes.)
  • 12.
    Hipérbole ● Hipérbole éa figura de linguagem em que se exagera ou se enfatiza o que se descreve. Ex: Não vejo minha amiga há mil anos. Inundou a sala de tanto chorar.
  • 13.
    Hipérbato ● Na LínguaPortuguesa, a ordem típica das orações é Sujeito → Verbo → Complementos→ Adjuntos adverbiais. Quando realizamos inversões nesta ordem, temos o hipérbato. Observe: Pedro comprou um dvd ontem. ( ordem típica) Um DVD, Pedro comprou ontem ( inversão)
  • 14.
    Reiteração ● É arepetição proposital de termos em um no texto. Ex: “Nunca tantas pessoas, em tantos veículos, trafegaram em tantas vias e tantas direções com tanta velocidade, indo a tantos lugares, pra voltar logo tão arrependidas.” (Millôr Fernandes)
  • 15.
    Elipse ● Quando umtermo omitido puder ser identificado a partir do contexto criado pelo texto, ou seja, há uma omissão espontânea ou voluntária, de termos que se podem subentender facilmente pelo contexto: Exemplo: ● “Era uma mosca azul, [com] asas de ouro e granada.” ( Machado de Assis.) A omissão da preposição “com” pode ser identificada pelo contexto.
  • 16.
    Zeugma • É umaforma particular de elipse. O Zeugma ocorre quando o termo omitido em um enunciado foi utilizado anteriormente. Na tirinha acima, temos no primeiro quadrinho um caso de zeugma, quando o verbo “adora”, referido anteriormente foi omitido.
  • 17.
    Polissíndeto • Quando ocorrea repetição de conjunções coordenadas, especialmente as aditivas ( e, nem). Exemplo: “E zumbia, e voava, e voava, e zumbia” (Machado de assis)
  • 18.
    Pleonasmo • Em algunscasos, com o objetivo de enfatizar uma ideia, emprega-se palavras ou expressões que, à primeira vista, pareceriam desnecessárias. Exemplos: "Vi, claramente visto, o lume vivo Que a marítima gente tem por santo Em tempo de tormenta e vento esquivo, De tempestade escura e triste pranto.” CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas. Disponível em: https://oslusiadas.org/v/18.html. Acesso em 06 fev 25. “O conde atirava à mísera cantora alguns soldos que ainda lhe reforçavam a ela as cordas vocais” (Júlio ribeiro)
  • 19.
    Pleonasmo • O empregode um pleonasmo só se justifica quando há uma intencionalidade estilística, isto é, a finalidade de enfatizar uma ideia. Quando ele nada acrescenta, é uma redundância desnecessária e, de acordo com a norma-padrão, deve ser evitado. É o caso de pleonasmos como entrar pra dentro, sair pra fora, subir pra cima, descer pra baixo, etc. • Certas construções pleonásticas consagradas pela linguagem coloquial são, porém, aceitáveis na norma-padrão: abismo sem fundo, jornal diário, ver com os próprios olhos, pisar com os pés, etc.
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    Referências TODAS AS INFORMAÇÕESDESTES SLIDES FORAM RETIRADAS DE: ABAURRE, Maria Luiza, ABAURRE, Maria Bernadete Marques e PONTARA, Marcela. Gramática: texto; análise e construção de sentido. Volume único. 2 ed. São Paulo, Moderna, 2010. ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo, Parábola Editorial, 2005. CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática texto, reflexão e uso : ensino fundamental, volume único. 5 ed. São Paulo, Atual, 2016. TRINCONI, Ana, BERTIN, Terezinha e MARCHEZI, Vera. Teláris Língua Portuguesa 8º ano- 3ªed. São Paulo, Ática, 2019.
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