Figuras de Construção
Figuras de Linguagem
ligadas ao aspecto sintático
Elipse
• Trata-se do ocultamento de uma ou mais
palavras subentendidas no contexto ou na
desinência verbal:
“Sou ave de rapina
Sou mulher e sou menina”
Reca Polleti
(Elipse do pronome “eu”)
Elipse
- Se conversar, diretoria!
(Elipse de “você irá à”)
Zeugma
• É a omissão de uma ou mais palavras
anteriormente expressas (costuma ser o
verbo):
“Vieira vivia para fora [...] Bernardes, para a
cela...”
Antonio F. de Castilho
(zeugma do verbo “vivia”)
Pleonasmo
• Como figura de linguagem, trata-se de
repetição com objetivo enfático:
“Chovia uma triste chuva de resignação”
Manuel Bandeira
Anáfora
• É a repetição de um termo no início de
cada verso ou de cada frase:
“Pecai com os malandros
Pecai com os sargentos
Pecai com os fuzileiros navais
Pecai de todas as maneiras.”
Manuel Bandeira
Epístrofe
• Repetição de palavras ou expressões no
fim de cada verso ou frase:
“Gestos largos, esperança de mundo
largas, vaidades largas, consciências
largas (...)”
Polissíndeto
É a repetição de uma conjunção
coordenativa.
“E zumbia, e voava, e voava, e zumbia...”
Machado de Assis
Assíndeto
• Trata-se da ausência de conjunção
coordenativa entre os termos
coordenados.
“Soltei a pena, Moisés dobrou o jornal,
Pimentel roeu as unhas.”
Graciliano Ramos
Silepse
É quando o enunciador faz a concordância
com a idéia.
Há três tipos:
(De pessoa, número e gênero)
Silepse de Pessoa
“Quanto à pátria de origem, todos os
homens somos do céu.”
Pe. Manuel Bernardes
(todos os homens: 3ª pessoa do plural;
somos: 1ª pessoa do plural)
Silepse de Número
“Muita gente anda no mundo sem saber pra
quê: vivem porque vêem os outros
viverem.”
J. Simões Lopes Neto
(muita gente: 3ª p. do singular; vivem/ vêem/
viverem: 3ª p. do plural)
Silepse de Gênero
Se você acha Maria Filomena feio,
chame-me Maria!
(“feio” concorda com “nome”)
Hipérbato
• Temos um hipérbato quando há uma
inversão na ordem direta dos termos da
oração:
“Não é que o meu o teu sangue
Sangue de maior primor...”
Alexandre Herculano
Hipérbato
“De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre...”
Vinicius de Moraes
Anacoluto
• Trata-se da ruptura sintática da frase;
muito freqüente na linguagem oral.
“O homem daqui, acho que o conceito de
felicidade é muito subjetivo.”
Rachel de Queiroz
Quiasmo
• É a figura de estilo que apresenta
repetição, invertendo a ordem das
palavras (ab-ba):
“O silêncio da voz é a voz do silêncio”
Parret
Quiasmo
“Tinhas a alma de sonhos povoada
E a alma de sonhos povoada eu tinha.”
Olavo Bilac
Apóstrofe
• Essa figura é utilizada para evocar um ser,
animado ou não (corresponde ao
vocativo):
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal”
Fernando Pessoa

Figuras de construção

  • 1.
    Figuras de Construção Figurasde Linguagem ligadas ao aspecto sintático
  • 2.
    Elipse • Trata-se doocultamento de uma ou mais palavras subentendidas no contexto ou na desinência verbal: “Sou ave de rapina Sou mulher e sou menina” Reca Polleti (Elipse do pronome “eu”)
  • 3.
    Elipse - Se conversar,diretoria! (Elipse de “você irá à”)
  • 4.
    Zeugma • É aomissão de uma ou mais palavras anteriormente expressas (costuma ser o verbo): “Vieira vivia para fora [...] Bernardes, para a cela...” Antonio F. de Castilho (zeugma do verbo “vivia”)
  • 5.
    Pleonasmo • Como figurade linguagem, trata-se de repetição com objetivo enfático: “Chovia uma triste chuva de resignação” Manuel Bandeira
  • 6.
    Anáfora • É arepetição de um termo no início de cada verso ou de cada frase: “Pecai com os malandros Pecai com os sargentos Pecai com os fuzileiros navais Pecai de todas as maneiras.” Manuel Bandeira
  • 7.
    Epístrofe • Repetição depalavras ou expressões no fim de cada verso ou frase: “Gestos largos, esperança de mundo largas, vaidades largas, consciências largas (...)”
  • 8.
    Polissíndeto É a repetiçãode uma conjunção coordenativa. “E zumbia, e voava, e voava, e zumbia...” Machado de Assis
  • 9.
    Assíndeto • Trata-se daausência de conjunção coordenativa entre os termos coordenados. “Soltei a pena, Moisés dobrou o jornal, Pimentel roeu as unhas.” Graciliano Ramos
  • 10.
    Silepse É quando oenunciador faz a concordância com a idéia. Há três tipos: (De pessoa, número e gênero)
  • 11.
    Silepse de Pessoa “Quantoà pátria de origem, todos os homens somos do céu.” Pe. Manuel Bernardes (todos os homens: 3ª pessoa do plural; somos: 1ª pessoa do plural)
  • 12.
    Silepse de Número “Muitagente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem.” J. Simões Lopes Neto (muita gente: 3ª p. do singular; vivem/ vêem/ viverem: 3ª p. do plural)
  • 13.
    Silepse de Gênero Sevocê acha Maria Filomena feio, chame-me Maria! (“feio” concorda com “nome”)
  • 14.
    Hipérbato • Temos umhipérbato quando há uma inversão na ordem direta dos termos da oração: “Não é que o meu o teu sangue Sangue de maior primor...” Alexandre Herculano
  • 15.
    Hipérbato “De tudo, aomeu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre...” Vinicius de Moraes
  • 16.
    Anacoluto • Trata-se daruptura sintática da frase; muito freqüente na linguagem oral. “O homem daqui, acho que o conceito de felicidade é muito subjetivo.” Rachel de Queiroz
  • 17.
    Quiasmo • É afigura de estilo que apresenta repetição, invertendo a ordem das palavras (ab-ba): “O silêncio da voz é a voz do silêncio” Parret
  • 18.
    Quiasmo “Tinhas a almade sonhos povoada E a alma de sonhos povoada eu tinha.” Olavo Bilac
  • 19.
    Apóstrofe • Essa figuraé utilizada para evocar um ser, animado ou não (corresponde ao vocativo): “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal” Fernando Pessoa