1Poesias
Damião Nangayafina
A poesia que explica
FEITOS
EM
QUALQUER LUGAR
2Poesias
3Poesias
A poesia que explica
Feitos
em
Qualquer Lugar
Oãimad Nanga
2018
4Poesias
Ficha técnica
Titulo:
Feitos em Qualquer lugar
Autor:
Nanga Yafina
5Poesias
Ao leitor
A poesia é uma arte viva entre desejos, paixão e
emoção. Misturas de pensamentos,
sentimentos e sensações....
Tenha uma leitura magnifica e deslumbre-se
com as palavras...
6Poesias
Dedicação
Dedico especialmente a minha Mãe (Senhora
Nduva), a mulher que é responsável pelo
homem que fui, sou, e pelo que serei.
Agradeço a Deus, pela presença, pela vida, pelo
amor e pelos caminhos limpos em cada partida.
Agradeço a Deus por tudo quanto eu tenho
neste universo...
Ao Fernando Menezes, o homem que cuja sua
definição o dicionário não sabe explicar.
“Minha pasta” (risos).
Ao Carmonas, Paulino, Pessela, Avelino, André,
Domingos, etc. Pela força, amor e coragem que
tenho recebido. Grato estou irmãos, só o tempo
dirá, mas só Deus pra fazer tudo possível, tudo
quanto eu quero que vocês se tornem na
sociedade.
A família Zeferino pela disponibilidade dada,
especialmente ao Antônio e ao Isaac... Foi ali,
um dos lugares onde acontecia a mágica do
livro escrito.
Obrigado a todos...
7Poesias
Sumário
Poesias ..........................................................................9
1995.........................................................................10
Sem Alma Sem Coração .....................................12
Voz Que Vem Da Alma........................................14
Desejo Ter Um Filho Vivo...................................16
Vendi A Dignidade Pelo Preço Errado..................18
Pensar Sem Pressa....................................................21
Sociedade ..................................................................22
Violaram A Prostituta....Erro! Indicador não definido.
Não É Amor A Primeira Vista!................................24
Poesia Qualquer ........................................................27
Só Pensei ...................................................................29
Papagaiou ...................................................................30
Não É Chuva ............................................................31
Literalmente Vazio......................................................32
Olha Por Onde Não Se Vê ....................................33
Talvez Não Precise ...................................................34
8Poesias
Viajei Na Terra Alheia .............................................36
Sei Não......................................................................38
Sociedade Parte II “Cicatrizes Da Vida”................39
Quando Tudo É Nada............................................41
Nota-Se Pela Face...................................................43
Amigos ........................................................................44
Tiroteios .....................................................................45
Dor ..............................................................................46
Bloqueio .....................................................................47
Ódio Sarcástico........................................................48
Se Pudesse ................................................................50
Medo...........................................................................51
Cristal .........................................................................52
Poesia Sem Farol ......................................................53
Sonhos Que Não Se Realizam ..............................54
Suposto Sonho ........................................................55
Viagem Ao Sentimentalismo.....................................57
Voe Para Lá................................................................61
Minha Terra Viúva.....................................................64
9Poesias
Poesias
10Poesias
1995
Não nasceu na bonança,
Onde se vê televisão com pernas cruzadas
E te perguntam se o lanche está na mochila
Antes de ires a escola...
Não nasceu na alegria
Donde o sol sorri ao abrir a janela
E a criança vê filme animado
Se diverte com brinquedo da cinderela...
1995
Nasceu na tempestade
Pra ver televisão é por gloria e pela humildade
Sem perder a visão
Estar só é perceber dois e nem entende o que é
irmandade...
11Poesias
Nasceu no vendaval
Que vem e não avisa
Leva os mais leves
No peso frágil arrastados sem pena...
Nasceu próximo da era depois da guerra
Onde o tiro era a música de quem lá nascia
O vai vem do medo querendo um lar tranquilo
Muitos saíram esquisitos dos seus ventres
Apresados, pobres infelizes...
1995
Intelectuais surgiram
Os cantam e encantam a alma do universo
perdido
Entendem a vida e o seu curto processo
Conheceram a queda
Mas olharam pra corda que os levanta
Deixam suas marcas ao chão
Enquanto seguem na mesma direção...
Nasceram em 1995...
12Poesias
Sem Alma Sem Coração
Sem remorsos nem medo de sofrer
O que irei perder?
Se sangue não corre nas veias á anos e
À ausência de mim mesmo causou danos
Fiquei perplexo com a lua em como ela flutua
Encobre a escuridão da noite, mais clareia no
desejo a rua
Sem alma sem coração deixou-me pra traz
Dizendo pra ficar em paz, doeu ouvir a música
do adeus
Que desespero traz sem companhia do meu eu
Porquê? Não recebo sinais?
Da cova onde a morte e o silencio de paz?
Sou nada na vida de quem não quer alguém
igual a mim
Por isso fingi, pra bem longe de mim fugi
13Poesias
Não me sentia amado, nem desejado por aqui
Até aqui... ainda espero o sinal em mim
Um sinal que deveria ser o fim....
14Poesias
Voz Que Vem Da Alma
O olhar criava expectativas
A boca dizia frases fingidas
O coração só obedecias
Seus batimentos e suas falcatruas
Não era pra dizer falsidade
Quando se jura lealdade
Por um bem da verdade
Estar honestamente na honestidade
Sei que não cumpri com a realidade
Perdoa a minha insanidade
Ouça a voz que vem da alma
Sem ilusão, sem mitos e nem falsas esperanças
Querendo que fiques
Sabendo que não tenho muito a dar
Entendo se fores embora
Mas por favor fique...
15Poesias
Aceite como sou
Esqueça quem fui
Conheça quem serei
E o que de mim sobrou
Essa é a voz que vem da alma
Dizendo o que o coração esconde
O que a mente oculta e olhar obedece
Pretendo ser o homem
O amigo, esposo e marido
Companheiro e amante
Teu tempo o seu viajante
Sei que errei, em todo tempo falhei
Deixa ser tua estrela guia
Seu farol em cada esquina e via
Não fui eu quem disse, é aminha alma
Envergonhada, te convidando pra velhice.
16Poesias
Desejo Ter Um Filho Vivo
Disse ela...
Me culpo por ser culpado, mesmo sem armas de
fogo e ferro ter matado, nas noites sombrias
sem ti e sóbria, mergulhei na sensação do
orgulho parvo, roí-me a vida por não ter-te por
perto...
Dali comecei, esperei o silencio de fora e me
tranco lá dentro, enforquei-a com uma corda,
todo branco e cinzento, no chão já não acorda...
Transformei minha cubata em hospedes
mortais, desejando ter um filho vivo, garota ou
rapaz, tanto faz, já infligi a paz, olhar para o
meu próprio reflexo não dava mais, sou uma
homicida a nível de um samurai...
Desejo ter um filho vivo
Disse ela...
Se parasse de leva-los pra cova, se o meu
pensamento obedecesse minha boca, de muitas
bocas, talvez ouvira, mãe, mãe, pai... mas além
disso, preferi ouvir do vasto deserto, um bai,
bai, bai...
17Poesias
Desejo ter um filho vivo
Disse ela...
Com joelhos dobrados e arrependidos,
envergonhada e deprimida, com mãos ligados,
um coração frágil, pensamento ágil, alma
detida, senti o remorso da batida, em uma
partida dolorosa... oro pra Deus, espero com fé,
minha voz no alto, dizendo me arrependo, Deus
obrigado.
Desejo ter um filho vivo...
18Vendi A Dignidade Pelo Preço Errado
Vendi A Dignidade Pelo Preço
Errado
Precisava de pão
Não vivia sozinho
Mesmo vagando por longos caminhos
Só faço pelo estomago dos meus irmãos
Foi uma massa verde
Que deu esperança ao olhar deles
Choro de emoção e dor
Enquanto eles festejam pela arroz
Vendi a dignidade pelo preço errado
A cama que deitava
Aquecia de medo, raiva e suor
Queria voltar no tempo que passava
Dizer não e ter de volta o meu valor
19Vendi A Dignidade Pelo Preço Errado
Embrulhei o bagulho
Na esquina sentado sem barulho
Despi-me do fedor a medo
Andei até não sentir os dedos
Insistia pra chegar
Talvez com lagrimas suplicar
Que devolve-me a paz seu mundele
Mas o asfalto ficava com minha negra pele
Vendi a dignidade pelo preço errado
Fiquei pirado
Fudi com o negocio
Tentei levantar o braço
Levei um bom soco
Levantei com olhos roxos
Já quase sego
Enchi-me de ego
Lutei até quebrar os dedos
20Vendi A Dignidade Pelo Preço Errado
Eu só queria feijão
Um quilo de fubá pra fazer pirão
Mas era algema na mão
Trancado no esgoto escuro do porão
Vendi a dignidade pelo preço errado
Troquei meus irmãos pelo prato
Sou um tolo, parvo e um rato
Culpas não servem para o pagamento
Morrer é uma arte sem preço
Vou pintar as paredes de sangue com meu rosto
Agora deitado nas palhas
Por causa das minhas falhas
Meu ouvido se nega a ouvir
Meu braço nem se move, não consigo fugir
Meu último suspiro, um adeus lento, sem
sentido,
Culpem a fome, mas lembrem-se do meu
nome....
21Pensar Sem Pressa
Pensar Sem Pressa
Pensei
Como nunca tivera pensado
Entendi
Como nunca tinha entendido
Percebi o obvio
Fiquei a imaginar o tedio
No rosto do parvo
Estampada no espelho
Sonhei no presente
Que noutrora
Deixou-se ausente
Um futuro sem aurora
Dói a cabeça
De quem ainda pensa
Que os factos sócio tortos
22Sociedade
Endireitam-se com marotos
Sociedade
Espera-se melhorias
De uma vida puta
Circunstancialmente curta
Hipoteticamente absurda
Neste vale sem conduta
Onde comer pra viver é disputa
Aos sons dos maestros lunáticos
Com o Kwanza em desbunda
Cova pronta
Não pra quem fica no silencio
Lobos a solta
Pra quem tem o prazer de abrir a boca
Somos estuprados
Mortos e massacrados
23Sociedade
Mas a dor não é nada, porque o mar....
Conhece o salgado de uma lagrima boiada...
24Não É Amor A Primeira Vista!
Não É Amor A Primeira Vista!
Poderia piscar os olhos
E fingir não ter te visto
Naquela madrugada
Naquela mesma estrada
Poderia ignorar
Que tinha te ouvida a falar
Com aquela sorriso batido
Vinhas apenas pra manipular
Me deixei levar
Mas você tinha ideia
Que era apenas o sol na peneira
Que não devia se apaixonar
Corri em seus braços
Como um homem cansado
Procurando afeto
25Não É Amor A Primeira Vista!
Em lar sem laços
Fiz serenatas
Panquecas de bananas
Te prometi planetas
Ver o sol se pôr e esperar estrelas
Primeira vista errada
Desejei não estar
Olhar sem falar
Correr sem parar
Agir sem pensar
Mas parei no tempo
Fiquei perdido
Entre o presente
Futuro e passado
Não queria voltar
Sentimentos perdidos
26Não É Amor A Primeira Vista!
Não dava pra sonhar
Com a mente morta e um coração partido...
27Poesia Qualquer
Poesia Qualquer
Oh dor
Intolerável
Oh dor
Tu es insuportável
Tentei amenizar-te
Num bar afogar-te
Com uma corda enforcar-te
Tentei suicidar-te
Oh dor
Deixas-me perplexo
Como um livro aberto
De conteúdo sem nexo
Oh dor
Tentei enganar-te
Com álcool e sexo
Mas és difícil e complexo
28Poesia Qualquer
Usei estratégias
Entrei em igrejas
Dei recompensas
Ofereci-te impressas
Mas só queres a mim
Mata-me se poder
Só não aprofunda-se
De um basta ou um fim
Pôs não consigo te deter
Oh dor
Nesta poesia qualquer
Onde as lagrimas são vitimas
A alma se perde
Mas o coração se nega
Meu eu sonega
Venha com calma
Mas saia depressa...
29Só Pensei
Só Pensei
Viu-se a esperança
Nos olhos de quem menti
Só pensei
Quis crer no cruel
E cair no abismo
Mas pensei
Só pensei em não ir
Então não fui
Fiquei melhor depois
Só porque pensei...
30Papagaiou
Papagaiou
Ele disse que podia
Que podia ser quem pudesse
Podendo entender um dia
Qualquer dia que fosse
Mas ele mentia sendo homem
Nas frases repetidas de pássaro
Homem papagaio
Promessas prometidas
Falsas elas foram cometidas
Cometeu-se no lar
Vozes de cores sem luar
Papagaiou tudo
Como homem só o corpo
Vagabundo
Só poderia ser um tolo.
31Não É Chuva
Não É Chuva
Do jeito que espelha
Ao cair espalha
Com intervalos e falhas
Não é chuva
Mas creio querer
Crendo que sejam lagrimas
Suor ou calor
De um coração ferido
Cansado e deprimido
Fatalmente deixado
Próximo ao trem caído
Que fronte caminhava ao pé do lago
Ficou no deserto perdido
Lacrimejando e
O chão arranhando.
32Literalmente Vazio
Literalmente Vazio
Como o vago da lata
A folha seca deitada
O galho quebrado na água
Como o ar silencioso
As dores abstratas
O próprio vazio
Olhar sem fronteiras
Como o caminho sem trilhas
Avenida sem pessoas
O mundo sem ilha e
O mar sem beira
Como a lua sem brilho
O sol sem dia
O céu sem estrela
Universo sem nós
Um rio sem foz. É assim que me sinto...
33Olha Por Onde Não Se Vê
Olha Por Onde Não Se Vê
Passo sem obstáculos
Piso sem usar óculos
Caminho sem quebrar galhos
Na quinta sem galos
Chego no litoral da alma
Não vejo nada
Juntos as mãos com calma
Invoco palmada
Lugar onde eu vou
Não tem nem lá
Sem hospedeiros
Apenas meu eco, meu ego
Sem horizontes
No meio do nada
No vazio sentimental e
Um trecho apagado no olhar
34Talvez Não Precise
Talvez Não Precise
Talvez não precise do sol para brilhar
Mas dele preciso pra iluminar
Quando estiver a caminhar
Talvez não precise dele pra queimar
O inferno onde vivo já está a funcionar
Lugar onde não há refugio
Nem sombra a se aproximar
Talvez não precise do sol pra me levantar as
madrugadas
Preciso que venha brotar as minhas plantas
Seque a terra húmida pela chuva
De véspera ao presente espaço da rua
Talvez não precise da sorte
Preciso apenas seguir o destino
Seguindo seus passos e suas regras
Talvez esteja enganado e preciso da fé.
35Talvez Não Precise
Ou talvez não
Talvez me canse de ouvir sobre o amanhã
Quando o agora tem traços nos i
E pontos nos t
Talvez me falem do paraiso
E ignoro fechando meus olhos
Minha mente e meus ouvidos
Talvez...
Me enganei de universo
Por caminhar tanto sem destino
Ou talvez seja aqui onde fui destinando
Talvez Deus seja real
É o Ser dos milagres
O Ser que das divindades
Quem sabe um mito urbano
Talvez seja apenas um antigo
Para nos manter esperançoso... talvez
36Viajei Na Terra Alheia
Viajei Na Terra Alheia
Vi tudo...
Fumo extenso sem fogo
Era um sonho
Desejo novo e mútuo
Nas terras do ar fresco e molhado
Lar das lagrimas do céu
Arvores frutadas de mel
Folhas vivas a cor esperançosa
Foi só uma viagem nossa, que
Criou lembranças pra contar
Saudades pra lá voltar
Queríamos querer
O que deveríamos poder ter
Mas as margem foram infinitas
Gente honesta e pessoas bonitas
Amáveis e acolhedoras
37Viajei Na Terra Alheia
Sonho um sonho a muito tempo
Penso pensar que seja perto
Pôs senti o teu afeto
Nos braços logos da cidade
Depois de um belo cansaço perdido...
Deixei a canseira em suas avenidas
Queimei-me os pés por conhece-la
Deslumbrada cidade vaidosa
O que morre em ti fica no outrora
Nasce nas plantas um novo agora
Viajei na terra alheia
Ainda desejo voltar um dia
Com mais calma apreciar
E grato contemplar
Viajarei pra terras alheias mais uma vez
Porém, no entanto
Desta vez
Será mais um encanto...
38Sei Não
Sei Não
Se andas por ai entregando tudo
Tentando mudar o mundo
Sem passos longos ou curtos
Mas tropeçando na pedra parada
Do estrada feita no tempo
Sei não
Se esquecer uma opção
Enganar a mente e mentir o coração
Em um cruzeiro azul
Numa vasta praça do sul
Sei não...
39Sociedade Parte II “Cicatrizes Da Vida”
Sociedade Parte II “Cicatrizes Da
Vida”
Não reclames um pão a mesa
Existem bocas agradecendo as migalhas que
você deita...
Não tente ser herói...
Numa cidade onde o bandido é de alta
sociedade...
Já viste uma criança que chora sem lagrimas?
Pedindo uma cama pra dormir e repor as
energias da alma?
Desacelerar o seu fraco coração?
Mas você chora de hipotética noção
Por não querer repetir o mesmo calção...
Olha pra quem clama pela fé
De joelho dobrado na calcada de tanto vagar a
pé
E o que faz você ser você?
O gasto que fazes numa xícara de café?
40Sociedade Parte II “Cicatrizes Da Vida”
O terno luxuoso escolhido por sua mulher?
Ou porque nunca viste o sol a nascer?
Olha no olhar de quem você ultrapassa
Chinela velha
Bunda rasgada
Olhar pálido e cheio de incertezas
Sentado à beira do semáforo
A espera de uma sobremesa....
Cicatrizes da vida...
41Quando Tudo É Nada
Quando Tudo É Nada
O amor desfalece
O ódio nos define
O prazer se rompe
O ar para
O sol se cobre
A vida é sem graça e
A graça perdido o valor
O respeito some
Daí vem a fome
A hipocrisia do homem
Essência dos matérias e
Não do nome
Quando tudo é nada
Desacreditamos
Procuramos conforto
42Quando Tudo É Nada
Mas não entramos
Olhamos e depois deixamos
O peito aquece
O coração acelera
A alma sonega
A consciência esquece...
43Nota-Se Pela Face
Nota-Se Pela Face
Assim como o homem
De sua servera paixão
Tem sua própria ilusão
Somos animais!?
Divididos entre a lenda macaca e
O cão farejador de ossos
Pouco vos ouço
Cada um tem o seu lado cumplice
Sombrio e monumentais zumbis
Assim como a moeda
A nota feita pelo homem
Não te diz nada?
Uma nota num lado e
Um retrato do outro?
Teimosa é uma merda
A nota de cem tem sua face oposta...
44Amigos
Amigos
Nas esquinas da baixa
Das valas molhadas e
Dos rios secos
Da ilha pequena sem nexo
Amizade profunda
Colada nas costa da vida
Que nem o fardo
Amizade corcunda
Somos o que nos queremos ser
Emancipados da dor
Diferentes é coesos
Amigos
Palavras não dizem tudo
Quando olhar é farol que nos guia
Não é o universo
É a irmandade que nos ensina...
45Tiroteios
Tiroteios
Na calada noite
O escuro atrai
Quem tiver sorte
É quem pra casa vai
Os rumores não sessão
Parecem gritos de abelhas
Credo! Os meliantes não param
São lobos a caça de ovelhas
Ouviu-se o primeiro tiro
O covarde esconde avida
Há tumultos e desespero
O herói sai e se suicida
Lagrimas mancham as ruas
O cartuxo mergulha no sangue
Melhor sair em fuga
Do que entrar em bang bang...
46Dor
Dor
Dispensa-me
Já comi na sua mão
Liberta-me
Liberte o meu coração.
Eu temo sua presença
Conheço sua sentença
Prefiro sua ausência
Adulteraste a minha infância
Deixa-me sai
Por favor vai
Vai e nunca mais volta...
47Bloqueio
Bloqueio
Era pra escrever uma poesia
Sem fim antes sem começo
Mas travei
Olhei nos seus olhos
No entanto pirei
Queria muito dizer
Falar antes de tentar fazer
O corpo ficou estático
E a mente caduca
Não imaginei o pânico
Procurara uma fuga
Tentar fugir distante
Da sua beleza
Mas parei por todo instante
Pelo olhar que hipnotiza...
48Ódio Sarcástico
Ódio Sarcástico
Leva tudo e não deixa nada
Mas logo volta com a trocha
Com olhar na frase enganada
Que o lado dele a conforta
Tem odeio e amor
Não destinge o mal e o bom
Coração confuso
Sentimento reverso
Tenta entender
As lagrimas decepam-se
Mas ela não chora
Calada
Observando o trágico numa janela
Ouvindo os pássaros felizes
Cantando e encarando a vida
O amargo só a deixa infeliz
49Ódio Sarcástico
Não ve sinceridade
Mas não certeza da realidade
Indecisa e indefesa
Quer colo que abraço
Mas o ego pensa e se nega
A dor venera
A tristeza toma conta do espaço
No fundo ela ama lhe amar
Como a brisa do mar
A luminosidade do luar
Ela o odeia por isso
Mas é um odeio sarcástico
50Se Pudesse
Se Pudesse
Voaria mais alto que qualquer ave
Escalaria montanhas mais altas
Deixaria o passado sem um até breve
Me perderia por ai em céu morto sem estrelas
Navegaria o universo sem bússola
Apenas ir, iria sem ponto nem virgula
Fugiria da dor e da minha própria tristeza
Morreria tentando chegar a lugar algum mesmo
sem vida
Se pudesse
Trocaria tudo pra ser feliz
Gritaria por vales e rios
Obedeceria o destino que conduz
Entre pedras lascadas em trilhos
Se pudesse...
51Medo
Medo
Já não consigo pensar em nada
Tudo parece complicar
Tento achar uma saída,
Mais parece estar a afundar.
O medo,
Bloqueia a alma
Acelera o coração...
Nos tira a calma
Nos põe em depressão
O medo,
De perder o que amas
Estar sozinha
Numa distância fria
Sem explicação
Relembrar o passado
Trazendo lagrimas no presente...
52Cristal
Cristal
Se relacionamento fosse cristal
Nasceria em nós o medo de quebrar
Teríamos medo de nos magoar
Nos apegaríamos mais em amar
O prazer vingativo ceifaria
Respeito e honestidade haveria
Não é querer pegar e atirar
E querer pisar por cima pra não se cortar
Cristal
Frágil como folha
Sensível a quebra
Irreparável
Pense nos danos
Incalculável
53Poesia Sem Farol
Poesia Sem Farol
Não é a natureza do homem negar um pão
Mas também não é seu destino morrer em vão
Pedir oferendas e ser cuspido na mão
Fugir do seu próprio feito um ladrão
Deixar os dedos sanguíneos de lesão
Não era suposto chorar quando outrora
O sorriso inundava o brilho da aurora
Hoje secos olhos de lagrimas
Mendigando a sua sobrevivência
Ouvir traz sempre um caos
Ver traz morte sem aposentadoria
Falar é ter força e culhoes
Sentir, é fugir com sabedoria
54Sonhos Que Não Se Realizam
Sonhos Que Não Se Realizam
A cama não conforta
Dormimos porque temos sono
A comida não alimenta
Comemos pela fome
Andamos de canto em canto
Mesmo sem achar procuramos
Ver o horizonte ou uma saída
E só vagamos porque há vida
As vezes dói
Ter desejo de vencer
Mais as necessidades te fazem perder
Na coragem de cada dia ser diferente do outro
Dai,
Acordamos com a coluna dormente
E mais um sonho.
55Suposto Sonho
Suposto Sonho
Naquela noite, onde os lenções gritavam de
humidade, no suposto calor da lua cheia
espreitando de cima, observando a rica nudez e
iluminando com vergonha.
Sol não vens? Perguntava ela a expressa
enquanto tentava esconder-se entre as nuvens
brancas e cinzentas.
Nós os dois nu, entre corpos agarrados mãos
deslizando de cima a baixo e levemente
acariciando, seus mamoeiros doridos e
maduros por cima, clareava o clima.
O toque da língua provoca imensas sensações,
de cima a baixo, de lado em lado, provocando a
ereção
Que suposto sonho!
Onde o desejo inibi sua face, levando-nos ao
atlântico. Dali o sentido avança e empurra a
56Suposto Sonho
canoa para a beira do mar, o limo dificulta e o
silencio compacta o ar.
Gemidos e gritos, entre seus ouvidos voavam
frases sem sentido, Só o vai e vem do gesto que
inundavam o lugar apenas com atos.
Coitado deste santo lar banhado do suor do
pegado... o mar se agita e brava, as aguas
onduladas brancas descrevem suspiros na
cama, triste luar inspira e deita pra fora.
Suposto Sonho.
E agora? Só nós dois, juntos ligados, saciados
sem barulho e sussurrando enquanto mudos,
sego e surdos... sentimos o impacto da coisa,
pronto... cansados e fracos, ignoramos o toque
secundário, o beijo final e último olhar. Entrou
a vergonha ao correr pra se vestir, nossos
corpos ficaram feios depois de se vir.... se vir
novamente dar-nos-emos trabalho.
Suposto Sonho
57Viagem Ao Sentimentalismo
Viagem Ao Sentimentalismo
Com uma vara torta
Em uma longa estrada sigo
Toco a caminhar
Andando sem remorso e sem parar
Do longe ouve-se o leve assobio
Tão alto que alerta o coração vadio
Que vazio vadeia no frio
Feito papagaio sem ninho
Meu passado ébrio
Completamente sombrio
Com sonhos descabidos
58Viagem Ao Sentimentalismo
Perdidos pelo mito
Com alma abatido
Meu coração é o sossego
Minhas veias cegas
Deus não sinto e nem ouço a batida
Lento e amolecido
Amoleceu-se pelo vento
Que conduz o pranto
Chora a perda sem ganho
Lagrimas de ranho
O suor esconde a dor
Mas o peso do passado recomeça
59Viagem Ao Sentimentalismo
Cidade estranha
Só ódio e inveja coabita
Amor amarrado em volta da lenha
Humildade decapitada
Chorei um rio
Sequei o deserto
Matei a santa, pulei o paraíso...
Estou munido de pecado
Devo minha paz ao mundo
Devo minha vida ao sentimento
Não me reconheço e nem me conheço
60Viagem Ao Sentimentalismo
Lagrimas caindo...
61Voe Para Lá
Voe Para Lá
Voe para o lar da esperança
O lugar onde tudo vive
Onde o chão é verde... e tudo corri
Alcance o céu...comprimente as estrelas
cadentes
Agradeça a lua por iluminar os horizontes
Peca a ela que ilumine as zonas sul
Este oeste centro e norte
Toque no seu peito
Dé afeto
Mostre carinho
62Voe Para Lá
E sinta os batimentos
Esqueça a vergonha...
Leve seus sonhos
Convença a cegonha
Que seja seus olhos
Estenda seus encantos no mais alto
Eleve suas ambições
Grite e brigue pelo universo
Cante com os anjos suas canções
Sonhar é ilimitado
Enriqueça seu eu amor
Tu és a causa disto
63Voe Para Lá
Você tem valor
64Minha Terra Viúva
Minha Terra Viúva
Terra mãe, terra minha
Na cor preta e seu sangue na veia
Suas crias presas no gume da esperança
No amarelar da cor, seu luto tem presença
Suada de lagrimas de sol
Entende-se que muito perdeste
No olhar do rosto amarotado
E pelos rios que vejo muito choraste
Terá mãe terra viúva
Foi ao seu lado que muitos pereceram
Quando com ódio e desentendimento lutaram
65Minha Terra Viúva
Com garfo e faca, paus catana e arma se mataram
Terra minha terra viúva
Com os que sobraram
Por amor e pátria
Das ruinas construíram
Casa, escola igreja e hospitais
Caminhos logos e curtos que nos levam em paz
Entre as sirenes dos nossos problemas
Até ao princípio do fim das cavernas dos
ancestrais
Onde foram seus homens?
Pra onde partiram seus filhos?
66Minha Terra Viúva
Agora tristeza é o que te sobra
Pois os teus heróis partiram
Na masmorra da luta
Perdeste poetas emancipados na caneta
Sobraram-te saudades visíveis
No lado oposto da esperança
67Saudades
Saudades
Já mais senti o que sinto
A sensação do desejo em mim
Chegar aos seus lábios
Seus seios em fim
Deslizar no seu corpo
O relento do seu suar
Caminhar sobre o deserto
No escuro sem luar
Ainda me lembro
Dos sons do orgasmo
Do nosso sexo salgado
68Saudades
Do grito adiantado
Saudades de ver
Seu corpo exposto
Seus olhos vendados
Na hora do sexo
Tanto quero...lá voltar
No casebre da audácia
Onde as flores tem seu cheiro
E o silêncio te a sua voz...
69Sexo, Prazer, Amor E Desejo
Sexo, Prazer, Amor E Desejo
Corpos submersos
Flutuando no calor
Corações suspensos
Na física do amor...
Sente-se avareza das cortinas
A vergonha do sol no cântico das folhas
Paredes surdas com os gemidos
Fechados entre paredes
Sente-se a nostalgia do ar
Entre ambos vivia o amor de loucos
Paixão de tontos...desejos sombrios
70Sexo, Prazer, Amor E Desejo
Amor próprio...mergulhado no pecado
Sem sentimentos
O sexo era feito sem alma
Chão frio e húmido
Dispensou-se a cama
Caricias que rasgam a pele
Entre posições da lua
Peles pálida
Era o infinito tons de cinza
Suspiros aqueciam o lugar
Sem se vir nem ir
Lençóis a cor do altar
71Sexo, Prazer, Amor E Desejo
Pétalas a cair...vermelhas e rosas
Branco narrando prosas
Luzes apagadas
O sexo adora mistérios
A mão é a bússola que guia o corpo inteiro
Fortes abraços...lábios gastos
Cabelos arrancados...feridas e encantos
72Contatos
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Feitos em qualquer lugar

  • 1.
    1Poesias Damião Nangayafina A poesiaque explica FEITOS EM QUALQUER LUGAR
  • 2.
  • 3.
    3Poesias A poesia queexplica Feitos em Qualquer Lugar Oãimad Nanga 2018
  • 4.
    4Poesias Ficha técnica Titulo: Feitos emQualquer lugar Autor: Nanga Yafina
  • 5.
    5Poesias Ao leitor A poesiaé uma arte viva entre desejos, paixão e emoção. Misturas de pensamentos, sentimentos e sensações.... Tenha uma leitura magnifica e deslumbre-se com as palavras...
  • 6.
    6Poesias Dedicação Dedico especialmente aminha Mãe (Senhora Nduva), a mulher que é responsável pelo homem que fui, sou, e pelo que serei. Agradeço a Deus, pela presença, pela vida, pelo amor e pelos caminhos limpos em cada partida. Agradeço a Deus por tudo quanto eu tenho neste universo... Ao Fernando Menezes, o homem que cuja sua definição o dicionário não sabe explicar. “Minha pasta” (risos). Ao Carmonas, Paulino, Pessela, Avelino, André, Domingos, etc. Pela força, amor e coragem que tenho recebido. Grato estou irmãos, só o tempo dirá, mas só Deus pra fazer tudo possível, tudo quanto eu quero que vocês se tornem na sociedade. A família Zeferino pela disponibilidade dada, especialmente ao Antônio e ao Isaac... Foi ali, um dos lugares onde acontecia a mágica do livro escrito. Obrigado a todos...
  • 7.
    7Poesias Sumário Poesias ..........................................................................9 1995.........................................................................10 Sem AlmaSem Coração .....................................12 Voz Que Vem Da Alma........................................14 Desejo Ter Um Filho Vivo...................................16 Vendi A Dignidade Pelo Preço Errado..................18 Pensar Sem Pressa....................................................21 Sociedade ..................................................................22 Violaram A Prostituta....Erro! Indicador não definido. Não É Amor A Primeira Vista!................................24 Poesia Qualquer ........................................................27 Só Pensei ...................................................................29 Papagaiou ...................................................................30 Não É Chuva ............................................................31 Literalmente Vazio......................................................32 Olha Por Onde Não Se Vê ....................................33 Talvez Não Precise ...................................................34
  • 8.
    8Poesias Viajei Na TerraAlheia .............................................36 Sei Não......................................................................38 Sociedade Parte II “Cicatrizes Da Vida”................39 Quando Tudo É Nada............................................41 Nota-Se Pela Face...................................................43 Amigos ........................................................................44 Tiroteios .....................................................................45 Dor ..............................................................................46 Bloqueio .....................................................................47 Ódio Sarcástico........................................................48 Se Pudesse ................................................................50 Medo...........................................................................51 Cristal .........................................................................52 Poesia Sem Farol ......................................................53 Sonhos Que Não Se Realizam ..............................54 Suposto Sonho ........................................................55 Viagem Ao Sentimentalismo.....................................57 Voe Para Lá................................................................61 Minha Terra Viúva.....................................................64
  • 9.
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    10Poesias 1995 Não nasceu nabonança, Onde se vê televisão com pernas cruzadas E te perguntam se o lanche está na mochila Antes de ires a escola... Não nasceu na alegria Donde o sol sorri ao abrir a janela E a criança vê filme animado Se diverte com brinquedo da cinderela... 1995 Nasceu na tempestade Pra ver televisão é por gloria e pela humildade Sem perder a visão Estar só é perceber dois e nem entende o que é irmandade...
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    11Poesias Nasceu no vendaval Quevem e não avisa Leva os mais leves No peso frágil arrastados sem pena... Nasceu próximo da era depois da guerra Onde o tiro era a música de quem lá nascia O vai vem do medo querendo um lar tranquilo Muitos saíram esquisitos dos seus ventres Apresados, pobres infelizes... 1995 Intelectuais surgiram Os cantam e encantam a alma do universo perdido Entendem a vida e o seu curto processo Conheceram a queda Mas olharam pra corda que os levanta Deixam suas marcas ao chão Enquanto seguem na mesma direção... Nasceram em 1995...
  • 12.
    12Poesias Sem Alma SemCoração Sem remorsos nem medo de sofrer O que irei perder? Se sangue não corre nas veias á anos e À ausência de mim mesmo causou danos Fiquei perplexo com a lua em como ela flutua Encobre a escuridão da noite, mais clareia no desejo a rua Sem alma sem coração deixou-me pra traz Dizendo pra ficar em paz, doeu ouvir a música do adeus Que desespero traz sem companhia do meu eu Porquê? Não recebo sinais? Da cova onde a morte e o silencio de paz? Sou nada na vida de quem não quer alguém igual a mim Por isso fingi, pra bem longe de mim fugi
  • 13.
    13Poesias Não me sentiaamado, nem desejado por aqui Até aqui... ainda espero o sinal em mim Um sinal que deveria ser o fim....
  • 14.
    14Poesias Voz Que VemDa Alma O olhar criava expectativas A boca dizia frases fingidas O coração só obedecias Seus batimentos e suas falcatruas Não era pra dizer falsidade Quando se jura lealdade Por um bem da verdade Estar honestamente na honestidade Sei que não cumpri com a realidade Perdoa a minha insanidade Ouça a voz que vem da alma Sem ilusão, sem mitos e nem falsas esperanças Querendo que fiques Sabendo que não tenho muito a dar Entendo se fores embora Mas por favor fique...
  • 15.
    15Poesias Aceite como sou Esqueçaquem fui Conheça quem serei E o que de mim sobrou Essa é a voz que vem da alma Dizendo o que o coração esconde O que a mente oculta e olhar obedece Pretendo ser o homem O amigo, esposo e marido Companheiro e amante Teu tempo o seu viajante Sei que errei, em todo tempo falhei Deixa ser tua estrela guia Seu farol em cada esquina e via Não fui eu quem disse, é aminha alma Envergonhada, te convidando pra velhice.
  • 16.
    16Poesias Desejo Ter UmFilho Vivo Disse ela... Me culpo por ser culpado, mesmo sem armas de fogo e ferro ter matado, nas noites sombrias sem ti e sóbria, mergulhei na sensação do orgulho parvo, roí-me a vida por não ter-te por perto... Dali comecei, esperei o silencio de fora e me tranco lá dentro, enforquei-a com uma corda, todo branco e cinzento, no chão já não acorda... Transformei minha cubata em hospedes mortais, desejando ter um filho vivo, garota ou rapaz, tanto faz, já infligi a paz, olhar para o meu próprio reflexo não dava mais, sou uma homicida a nível de um samurai... Desejo ter um filho vivo Disse ela... Se parasse de leva-los pra cova, se o meu pensamento obedecesse minha boca, de muitas bocas, talvez ouvira, mãe, mãe, pai... mas além disso, preferi ouvir do vasto deserto, um bai, bai, bai...
  • 17.
    17Poesias Desejo ter umfilho vivo Disse ela... Com joelhos dobrados e arrependidos, envergonhada e deprimida, com mãos ligados, um coração frágil, pensamento ágil, alma detida, senti o remorso da batida, em uma partida dolorosa... oro pra Deus, espero com fé, minha voz no alto, dizendo me arrependo, Deus obrigado. Desejo ter um filho vivo...
  • 18.
    18Vendi A DignidadePelo Preço Errado Vendi A Dignidade Pelo Preço Errado Precisava de pão Não vivia sozinho Mesmo vagando por longos caminhos Só faço pelo estomago dos meus irmãos Foi uma massa verde Que deu esperança ao olhar deles Choro de emoção e dor Enquanto eles festejam pela arroz Vendi a dignidade pelo preço errado A cama que deitava Aquecia de medo, raiva e suor Queria voltar no tempo que passava Dizer não e ter de volta o meu valor
  • 19.
    19Vendi A DignidadePelo Preço Errado Embrulhei o bagulho Na esquina sentado sem barulho Despi-me do fedor a medo Andei até não sentir os dedos Insistia pra chegar Talvez com lagrimas suplicar Que devolve-me a paz seu mundele Mas o asfalto ficava com minha negra pele Vendi a dignidade pelo preço errado Fiquei pirado Fudi com o negocio Tentei levantar o braço Levei um bom soco Levantei com olhos roxos Já quase sego Enchi-me de ego Lutei até quebrar os dedos
  • 20.
    20Vendi A DignidadePelo Preço Errado Eu só queria feijão Um quilo de fubá pra fazer pirão Mas era algema na mão Trancado no esgoto escuro do porão Vendi a dignidade pelo preço errado Troquei meus irmãos pelo prato Sou um tolo, parvo e um rato Culpas não servem para o pagamento Morrer é uma arte sem preço Vou pintar as paredes de sangue com meu rosto Agora deitado nas palhas Por causa das minhas falhas Meu ouvido se nega a ouvir Meu braço nem se move, não consigo fugir Meu último suspiro, um adeus lento, sem sentido, Culpem a fome, mas lembrem-se do meu nome....
  • 21.
    21Pensar Sem Pressa PensarSem Pressa Pensei Como nunca tivera pensado Entendi Como nunca tinha entendido Percebi o obvio Fiquei a imaginar o tedio No rosto do parvo Estampada no espelho Sonhei no presente Que noutrora Deixou-se ausente Um futuro sem aurora Dói a cabeça De quem ainda pensa Que os factos sócio tortos
  • 22.
    22Sociedade Endireitam-se com marotos Sociedade Espera-semelhorias De uma vida puta Circunstancialmente curta Hipoteticamente absurda Neste vale sem conduta Onde comer pra viver é disputa Aos sons dos maestros lunáticos Com o Kwanza em desbunda Cova pronta Não pra quem fica no silencio Lobos a solta Pra quem tem o prazer de abrir a boca Somos estuprados Mortos e massacrados
  • 23.
    23Sociedade Mas a dornão é nada, porque o mar.... Conhece o salgado de uma lagrima boiada...
  • 24.
    24Não É AmorA Primeira Vista! Não É Amor A Primeira Vista! Poderia piscar os olhos E fingir não ter te visto Naquela madrugada Naquela mesma estrada Poderia ignorar Que tinha te ouvida a falar Com aquela sorriso batido Vinhas apenas pra manipular Me deixei levar Mas você tinha ideia Que era apenas o sol na peneira Que não devia se apaixonar Corri em seus braços Como um homem cansado Procurando afeto
  • 25.
    25Não É AmorA Primeira Vista! Em lar sem laços Fiz serenatas Panquecas de bananas Te prometi planetas Ver o sol se pôr e esperar estrelas Primeira vista errada Desejei não estar Olhar sem falar Correr sem parar Agir sem pensar Mas parei no tempo Fiquei perdido Entre o presente Futuro e passado Não queria voltar Sentimentos perdidos
  • 26.
    26Não É AmorA Primeira Vista! Não dava pra sonhar Com a mente morta e um coração partido...
  • 27.
    27Poesia Qualquer Poesia Qualquer Ohdor Intolerável Oh dor Tu es insuportável Tentei amenizar-te Num bar afogar-te Com uma corda enforcar-te Tentei suicidar-te Oh dor Deixas-me perplexo Como um livro aberto De conteúdo sem nexo Oh dor Tentei enganar-te Com álcool e sexo Mas és difícil e complexo
  • 28.
    28Poesia Qualquer Usei estratégias Entreiem igrejas Dei recompensas Ofereci-te impressas Mas só queres a mim Mata-me se poder Só não aprofunda-se De um basta ou um fim Pôs não consigo te deter Oh dor Nesta poesia qualquer Onde as lagrimas são vitimas A alma se perde Mas o coração se nega Meu eu sonega Venha com calma Mas saia depressa...
  • 29.
    29Só Pensei Só Pensei Viu-sea esperança Nos olhos de quem menti Só pensei Quis crer no cruel E cair no abismo Mas pensei Só pensei em não ir Então não fui Fiquei melhor depois Só porque pensei...
  • 30.
    30Papagaiou Papagaiou Ele disse quepodia Que podia ser quem pudesse Podendo entender um dia Qualquer dia que fosse Mas ele mentia sendo homem Nas frases repetidas de pássaro Homem papagaio Promessas prometidas Falsas elas foram cometidas Cometeu-se no lar Vozes de cores sem luar Papagaiou tudo Como homem só o corpo Vagabundo Só poderia ser um tolo.
  • 31.
    31Não É Chuva NãoÉ Chuva Do jeito que espelha Ao cair espalha Com intervalos e falhas Não é chuva Mas creio querer Crendo que sejam lagrimas Suor ou calor De um coração ferido Cansado e deprimido Fatalmente deixado Próximo ao trem caído Que fronte caminhava ao pé do lago Ficou no deserto perdido Lacrimejando e O chão arranhando.
  • 32.
    32Literalmente Vazio Literalmente Vazio Comoo vago da lata A folha seca deitada O galho quebrado na água Como o ar silencioso As dores abstratas O próprio vazio Olhar sem fronteiras Como o caminho sem trilhas Avenida sem pessoas O mundo sem ilha e O mar sem beira Como a lua sem brilho O sol sem dia O céu sem estrela Universo sem nós Um rio sem foz. É assim que me sinto...
  • 33.
    33Olha Por OndeNão Se Vê Olha Por Onde Não Se Vê Passo sem obstáculos Piso sem usar óculos Caminho sem quebrar galhos Na quinta sem galos Chego no litoral da alma Não vejo nada Juntos as mãos com calma Invoco palmada Lugar onde eu vou Não tem nem lá Sem hospedeiros Apenas meu eco, meu ego Sem horizontes No meio do nada No vazio sentimental e Um trecho apagado no olhar
  • 34.
    34Talvez Não Precise TalvezNão Precise Talvez não precise do sol para brilhar Mas dele preciso pra iluminar Quando estiver a caminhar Talvez não precise dele pra queimar O inferno onde vivo já está a funcionar Lugar onde não há refugio Nem sombra a se aproximar Talvez não precise do sol pra me levantar as madrugadas Preciso que venha brotar as minhas plantas Seque a terra húmida pela chuva De véspera ao presente espaço da rua Talvez não precise da sorte Preciso apenas seguir o destino Seguindo seus passos e suas regras Talvez esteja enganado e preciso da fé.
  • 35.
    35Talvez Não Precise Outalvez não Talvez me canse de ouvir sobre o amanhã Quando o agora tem traços nos i E pontos nos t Talvez me falem do paraiso E ignoro fechando meus olhos Minha mente e meus ouvidos Talvez... Me enganei de universo Por caminhar tanto sem destino Ou talvez seja aqui onde fui destinando Talvez Deus seja real É o Ser dos milagres O Ser que das divindades Quem sabe um mito urbano Talvez seja apenas um antigo Para nos manter esperançoso... talvez
  • 36.
    36Viajei Na TerraAlheia Viajei Na Terra Alheia Vi tudo... Fumo extenso sem fogo Era um sonho Desejo novo e mútuo Nas terras do ar fresco e molhado Lar das lagrimas do céu Arvores frutadas de mel Folhas vivas a cor esperançosa Foi só uma viagem nossa, que Criou lembranças pra contar Saudades pra lá voltar Queríamos querer O que deveríamos poder ter Mas as margem foram infinitas Gente honesta e pessoas bonitas Amáveis e acolhedoras
  • 37.
    37Viajei Na TerraAlheia Sonho um sonho a muito tempo Penso pensar que seja perto Pôs senti o teu afeto Nos braços logos da cidade Depois de um belo cansaço perdido... Deixei a canseira em suas avenidas Queimei-me os pés por conhece-la Deslumbrada cidade vaidosa O que morre em ti fica no outrora Nasce nas plantas um novo agora Viajei na terra alheia Ainda desejo voltar um dia Com mais calma apreciar E grato contemplar Viajarei pra terras alheias mais uma vez Porém, no entanto Desta vez Será mais um encanto...
  • 38.
    38Sei Não Sei Não Seandas por ai entregando tudo Tentando mudar o mundo Sem passos longos ou curtos Mas tropeçando na pedra parada Do estrada feita no tempo Sei não Se esquecer uma opção Enganar a mente e mentir o coração Em um cruzeiro azul Numa vasta praça do sul Sei não...
  • 39.
    39Sociedade Parte II“Cicatrizes Da Vida” Sociedade Parte II “Cicatrizes Da Vida” Não reclames um pão a mesa Existem bocas agradecendo as migalhas que você deita... Não tente ser herói... Numa cidade onde o bandido é de alta sociedade... Já viste uma criança que chora sem lagrimas? Pedindo uma cama pra dormir e repor as energias da alma? Desacelerar o seu fraco coração? Mas você chora de hipotética noção Por não querer repetir o mesmo calção... Olha pra quem clama pela fé De joelho dobrado na calcada de tanto vagar a pé E o que faz você ser você? O gasto que fazes numa xícara de café?
  • 40.
    40Sociedade Parte II“Cicatrizes Da Vida” O terno luxuoso escolhido por sua mulher? Ou porque nunca viste o sol a nascer? Olha no olhar de quem você ultrapassa Chinela velha Bunda rasgada Olhar pálido e cheio de incertezas Sentado à beira do semáforo A espera de uma sobremesa.... Cicatrizes da vida...
  • 41.
    41Quando Tudo ÉNada Quando Tudo É Nada O amor desfalece O ódio nos define O prazer se rompe O ar para O sol se cobre A vida é sem graça e A graça perdido o valor O respeito some Daí vem a fome A hipocrisia do homem Essência dos matérias e Não do nome Quando tudo é nada Desacreditamos Procuramos conforto
  • 42.
    42Quando Tudo ÉNada Mas não entramos Olhamos e depois deixamos O peito aquece O coração acelera A alma sonega A consciência esquece...
  • 43.
    43Nota-Se Pela Face Nota-SePela Face Assim como o homem De sua servera paixão Tem sua própria ilusão Somos animais!? Divididos entre a lenda macaca e O cão farejador de ossos Pouco vos ouço Cada um tem o seu lado cumplice Sombrio e monumentais zumbis Assim como a moeda A nota feita pelo homem Não te diz nada? Uma nota num lado e Um retrato do outro? Teimosa é uma merda A nota de cem tem sua face oposta...
  • 44.
    44Amigos Amigos Nas esquinas dabaixa Das valas molhadas e Dos rios secos Da ilha pequena sem nexo Amizade profunda Colada nas costa da vida Que nem o fardo Amizade corcunda Somos o que nos queremos ser Emancipados da dor Diferentes é coesos Amigos Palavras não dizem tudo Quando olhar é farol que nos guia Não é o universo É a irmandade que nos ensina...
  • 45.
    45Tiroteios Tiroteios Na calada noite Oescuro atrai Quem tiver sorte É quem pra casa vai Os rumores não sessão Parecem gritos de abelhas Credo! Os meliantes não param São lobos a caça de ovelhas Ouviu-se o primeiro tiro O covarde esconde avida Há tumultos e desespero O herói sai e se suicida Lagrimas mancham as ruas O cartuxo mergulha no sangue Melhor sair em fuga Do que entrar em bang bang...
  • 46.
    46Dor Dor Dispensa-me Já comi nasua mão Liberta-me Liberte o meu coração. Eu temo sua presença Conheço sua sentença Prefiro sua ausência Adulteraste a minha infância Deixa-me sai Por favor vai Vai e nunca mais volta...
  • 47.
    47Bloqueio Bloqueio Era pra escreveruma poesia Sem fim antes sem começo Mas travei Olhei nos seus olhos No entanto pirei Queria muito dizer Falar antes de tentar fazer O corpo ficou estático E a mente caduca Não imaginei o pânico Procurara uma fuga Tentar fugir distante Da sua beleza Mas parei por todo instante Pelo olhar que hipnotiza...
  • 48.
    48Ódio Sarcástico Ódio Sarcástico Levatudo e não deixa nada Mas logo volta com a trocha Com olhar na frase enganada Que o lado dele a conforta Tem odeio e amor Não destinge o mal e o bom Coração confuso Sentimento reverso Tenta entender As lagrimas decepam-se Mas ela não chora Calada Observando o trágico numa janela Ouvindo os pássaros felizes Cantando e encarando a vida O amargo só a deixa infeliz
  • 49.
    49Ódio Sarcástico Não vesinceridade Mas não certeza da realidade Indecisa e indefesa Quer colo que abraço Mas o ego pensa e se nega A dor venera A tristeza toma conta do espaço No fundo ela ama lhe amar Como a brisa do mar A luminosidade do luar Ela o odeia por isso Mas é um odeio sarcástico
  • 50.
    50Se Pudesse Se Pudesse Voariamais alto que qualquer ave Escalaria montanhas mais altas Deixaria o passado sem um até breve Me perderia por ai em céu morto sem estrelas Navegaria o universo sem bússola Apenas ir, iria sem ponto nem virgula Fugiria da dor e da minha própria tristeza Morreria tentando chegar a lugar algum mesmo sem vida Se pudesse Trocaria tudo pra ser feliz Gritaria por vales e rios Obedeceria o destino que conduz Entre pedras lascadas em trilhos Se pudesse...
  • 51.
    51Medo Medo Já não consigopensar em nada Tudo parece complicar Tento achar uma saída, Mais parece estar a afundar. O medo, Bloqueia a alma Acelera o coração... Nos tira a calma Nos põe em depressão O medo, De perder o que amas Estar sozinha Numa distância fria Sem explicação Relembrar o passado Trazendo lagrimas no presente...
  • 52.
    52Cristal Cristal Se relacionamento fossecristal Nasceria em nós o medo de quebrar Teríamos medo de nos magoar Nos apegaríamos mais em amar O prazer vingativo ceifaria Respeito e honestidade haveria Não é querer pegar e atirar E querer pisar por cima pra não se cortar Cristal Frágil como folha Sensível a quebra Irreparável Pense nos danos Incalculável
  • 53.
    53Poesia Sem Farol PoesiaSem Farol Não é a natureza do homem negar um pão Mas também não é seu destino morrer em vão Pedir oferendas e ser cuspido na mão Fugir do seu próprio feito um ladrão Deixar os dedos sanguíneos de lesão Não era suposto chorar quando outrora O sorriso inundava o brilho da aurora Hoje secos olhos de lagrimas Mendigando a sua sobrevivência Ouvir traz sempre um caos Ver traz morte sem aposentadoria Falar é ter força e culhoes Sentir, é fugir com sabedoria
  • 54.
    54Sonhos Que NãoSe Realizam Sonhos Que Não Se Realizam A cama não conforta Dormimos porque temos sono A comida não alimenta Comemos pela fome Andamos de canto em canto Mesmo sem achar procuramos Ver o horizonte ou uma saída E só vagamos porque há vida As vezes dói Ter desejo de vencer Mais as necessidades te fazem perder Na coragem de cada dia ser diferente do outro Dai, Acordamos com a coluna dormente E mais um sonho.
  • 55.
    55Suposto Sonho Suposto Sonho Naquelanoite, onde os lenções gritavam de humidade, no suposto calor da lua cheia espreitando de cima, observando a rica nudez e iluminando com vergonha. Sol não vens? Perguntava ela a expressa enquanto tentava esconder-se entre as nuvens brancas e cinzentas. Nós os dois nu, entre corpos agarrados mãos deslizando de cima a baixo e levemente acariciando, seus mamoeiros doridos e maduros por cima, clareava o clima. O toque da língua provoca imensas sensações, de cima a baixo, de lado em lado, provocando a ereção Que suposto sonho! Onde o desejo inibi sua face, levando-nos ao atlântico. Dali o sentido avança e empurra a
  • 56.
    56Suposto Sonho canoa paraa beira do mar, o limo dificulta e o silencio compacta o ar. Gemidos e gritos, entre seus ouvidos voavam frases sem sentido, Só o vai e vem do gesto que inundavam o lugar apenas com atos. Coitado deste santo lar banhado do suor do pegado... o mar se agita e brava, as aguas onduladas brancas descrevem suspiros na cama, triste luar inspira e deita pra fora. Suposto Sonho. E agora? Só nós dois, juntos ligados, saciados sem barulho e sussurrando enquanto mudos, sego e surdos... sentimos o impacto da coisa, pronto... cansados e fracos, ignoramos o toque secundário, o beijo final e último olhar. Entrou a vergonha ao correr pra se vestir, nossos corpos ficaram feios depois de se vir.... se vir novamente dar-nos-emos trabalho. Suposto Sonho
  • 57.
    57Viagem Ao Sentimentalismo ViagemAo Sentimentalismo Com uma vara torta Em uma longa estrada sigo Toco a caminhar Andando sem remorso e sem parar Do longe ouve-se o leve assobio Tão alto que alerta o coração vadio Que vazio vadeia no frio Feito papagaio sem ninho Meu passado ébrio Completamente sombrio Com sonhos descabidos
  • 58.
    58Viagem Ao Sentimentalismo Perdidospelo mito Com alma abatido Meu coração é o sossego Minhas veias cegas Deus não sinto e nem ouço a batida Lento e amolecido Amoleceu-se pelo vento Que conduz o pranto Chora a perda sem ganho Lagrimas de ranho O suor esconde a dor Mas o peso do passado recomeça
  • 59.
    59Viagem Ao Sentimentalismo Cidadeestranha Só ódio e inveja coabita Amor amarrado em volta da lenha Humildade decapitada Chorei um rio Sequei o deserto Matei a santa, pulei o paraíso... Estou munido de pecado Devo minha paz ao mundo Devo minha vida ao sentimento Não me reconheço e nem me conheço
  • 60.
  • 61.
    61Voe Para Lá VoePara Lá Voe para o lar da esperança O lugar onde tudo vive Onde o chão é verde... e tudo corri Alcance o céu...comprimente as estrelas cadentes Agradeça a lua por iluminar os horizontes Peca a ela que ilumine as zonas sul Este oeste centro e norte Toque no seu peito Dé afeto Mostre carinho
  • 62.
    62Voe Para Lá Esinta os batimentos Esqueça a vergonha... Leve seus sonhos Convença a cegonha Que seja seus olhos Estenda seus encantos no mais alto Eleve suas ambições Grite e brigue pelo universo Cante com os anjos suas canções Sonhar é ilimitado Enriqueça seu eu amor Tu és a causa disto
  • 63.
  • 64.
    64Minha Terra Viúva MinhaTerra Viúva Terra mãe, terra minha Na cor preta e seu sangue na veia Suas crias presas no gume da esperança No amarelar da cor, seu luto tem presença Suada de lagrimas de sol Entende-se que muito perdeste No olhar do rosto amarotado E pelos rios que vejo muito choraste Terá mãe terra viúva Foi ao seu lado que muitos pereceram Quando com ódio e desentendimento lutaram
  • 65.
    65Minha Terra Viúva Comgarfo e faca, paus catana e arma se mataram Terra minha terra viúva Com os que sobraram Por amor e pátria Das ruinas construíram Casa, escola igreja e hospitais Caminhos logos e curtos que nos levam em paz Entre as sirenes dos nossos problemas Até ao princípio do fim das cavernas dos ancestrais Onde foram seus homens? Pra onde partiram seus filhos?
  • 66.
    66Minha Terra Viúva Agoratristeza é o que te sobra Pois os teus heróis partiram Na masmorra da luta Perdeste poetas emancipados na caneta Sobraram-te saudades visíveis No lado oposto da esperança
  • 67.
    67Saudades Saudades Já mais sentio que sinto A sensação do desejo em mim Chegar aos seus lábios Seus seios em fim Deslizar no seu corpo O relento do seu suar Caminhar sobre o deserto No escuro sem luar Ainda me lembro Dos sons do orgasmo Do nosso sexo salgado
  • 68.
    68Saudades Do grito adiantado Saudadesde ver Seu corpo exposto Seus olhos vendados Na hora do sexo Tanto quero...lá voltar No casebre da audácia Onde as flores tem seu cheiro E o silêncio te a sua voz...
  • 69.
    69Sexo, Prazer, AmorE Desejo Sexo, Prazer, Amor E Desejo Corpos submersos Flutuando no calor Corações suspensos Na física do amor... Sente-se avareza das cortinas A vergonha do sol no cântico das folhas Paredes surdas com os gemidos Fechados entre paredes Sente-se a nostalgia do ar Entre ambos vivia o amor de loucos Paixão de tontos...desejos sombrios
  • 70.
    70Sexo, Prazer, AmorE Desejo Amor próprio...mergulhado no pecado Sem sentimentos O sexo era feito sem alma Chão frio e húmido Dispensou-se a cama Caricias que rasgam a pele Entre posições da lua Peles pálida Era o infinito tons de cinza Suspiros aqueciam o lugar Sem se vir nem ir Lençóis a cor do altar
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    71Sexo, Prazer, AmorE Desejo Pétalas a cair...vermelhas e rosas Branco narrando prosas Luzes apagadas O sexo adora mistérios A mão é a bússola que guia o corpo inteiro Fortes abraços...lábios gastos Cabelos arrancados...feridas e encantos
  • 72.
    72Contatos Contatos Telefone: 994 516908/929 046 502 Facebook: Damian Eu Gênio E-mail: damiao18maria@gmail.com damiao.solua.escritor@gmail.com Blogger: http://nangayela.blogspot.com Médium: https://medium.com/@damiao18maria Intagran: https://www.instagran.com/solua_2020/