FARMACOCINÉTICA
Profa. MsC. Cláudia Raquel Zamberlam
Aula 2
Disciplina de
Farmacologia
Aula
2
 NOMENCLATURA
 FORMAS FARMACÊUTICAS
 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
 ABSORÇÃO
– Químico: descrição exata de sua
composição e sua estrutura
molecular.
– Genérico: o 1° fabricante da
droga fornece o nome
genérico ou não registrado.
Torna-­se
‐ o nome oficial.
– Comercial: marca ou
propriedade registrada pelo
fabricante.
*N-­
acetil-­
para-­
aminofenol
*Acetaminofeno ou
paracetamol
*Tylenol
®
*Cloridrato de etíl 1-­
metil-­4-­
fenilisonipecotato
*Meperidina
*Dolantina®
(POTTER e PERRY, 2005, p. 869)
Nomenclatura
Nomenclatura
• Genéricos – conhecidos internacionalmente
(fármaco)
• Registrados (comerciais) – exclusivos dos
fabricantes (medicamentos)
*Há exceções: paracetamol nos EUA é
chamado Acetaminofen.
Nomenclatura
• NOME QUÍMICO: Ester metílico do ácido (5-­
‐
propiltil-­
‐ 1H-­benzimidazol-
‐ ­2-
‐ ­il)carbâmico
‐
• NOME GENÉRICO: Albendazol
• NOME REGISTRADO: Zentel ®, Zolben ®
*Albendazol =
antiparasitário
Nomenclatura
• NOME QUÍMICO: 7-­
‐ Cloro-­1,3-
‐ ­diidro-
‐ ­1-
‐ ­metil-
‐ ­5
‐ fenil-­
‐
2H 1,4-­benzodiaepin-
‐ ­2-
‐ ­ona
‐
• NOME GENÉRICO: Diazepam
• NOMES COMERCIAIS: Calmociteno ®, Diempax ®,
Valium ®.
*Diazepam =
ansiolítico
Nomenclatura
• NOME QUÍMICO: 1-­fenil-
‐ ­2,3-
‐ ­dimetil-
‐ ­5-
‐ ­pirazolona-
‐ ­4-
‐ ­
‐
metilamino metanossulfonato de sódio
monoidratada
• NOME GENÉRICO: Dipirona
• NOMES COMERCIAIS: Baralgin ®, Conmel ®,
Novalgina ®.
*Dipirona =
analgésico
Classificação
• Indica o seu efeito no organismo
• Os efeitos desejados
• Os sintomas que são aliviados
Ex: anti-­histamínico,
‐ antidepressivos,
hipoglicemiante, antiinflamatórios, analgésicos,
antibióticos e etc.
Aspirina: analgésica, antipirética e antiinflamatória
(POTTER e PERRY, 2005, p. 869)
• Estão disponíveis em diversas formas ou
preparações.
• A composição de um medicamento é
planejada para aumentar sua absorção e seu
metabolismo.
Forma Via de administração
(POTTER e PERRY, 2005, p. 869)
Formas Farmacêuticas
Formas farmacêuticas sólidas
Cápsulas
Comprimidos
Drágeas
Preparação Extemporânea
Preparação Extemporânea
Preparação Extemporânea
Formas farmacêuticas semi-­sólidas
‐
Pomadas e unguentos
unguent
o
Pastas
Cremes ou emulsões
Géis
Supositórios e óvulos
Supositórios e óvulos
Soluções orais
Soluções orais
Soluções estéreis
Suspensões
Farmacocinética
• Absorção: refere-­se
‐ à passagem das moléculas do
fármaco do seu local de administração para o sangue.
• Distribuição: após ser absorvido o fármaco é
distribuído dentro do organismo para os tecidos e os
órgãos e finalmente para o seu local de ação
específica.
• Metabolismo: transformados em formas menos ativa
ou inativa – biotransformação.
• Excreção: através dos rins, fígado, intestino, pulmões
e glândulas exócrinas.
DOSE -­Vias de administração
Desintegração e dissolução
Absorção, distribuição,
biotransformação e excreção
Interação fármaco-­
receptor
EFEITO TERAPÊUTICO
1 -­Fase Biofarmacêutica
Liberação do fármaco
2 -­Fase Farmacocinética
-­Entrada na corrente sanguínea
-­Distribuídos para locais de ação,
reservatórios ou locais
inesperados.
-­Biotransformados em moléculas
mais hidrossolúveis para serem mais
facilmente eliminadas.
-­Eliminados do organismo
3 -­Fase Farmacodinâmica
Farmacocinética
Farmacocinética – Absorção
• É o movimento das moléculas das drogas a partir de
sua via de administração para a corrente
sanguínea.
• Os fármacos devem atravessar barreiras biológicas:
mucosas, endotélio capilar ou barreiras
fisiológicas especializadas.
• Quanto mais fácil for a travessia da droga por estas
barreiras, melhor será absorvida.
• Influencia o início e a magnitude de efeito dos
fármacos, sendo um dos determinantes da escolha
de vias de administração e doses.
• Se um fármaco é inadequadamente absorvido, seus
efeitos sistêmicos inexistem.
Farmacocinética -
­
‐ Absorção
• Liberação tópica de drogas – não precisam ser
absorvidas para terem seus efeitos, assim
como drogas adm. diretamente na área-­alvo:
‐
ex. broncodilatadores inalatórios,
intravenosas.
• Drogas sistêmicas – precisam ser absorvidas
para a corrente sanguínea, que transporta
suas moléculas para as áreas-­alvo.
‐
Fatores envolvidos na absorção
• Peso molecular: Quanto menor o PM, mais fácil será
o seu transporte através das membranas;
• Configuração estrutural: essa configuração irá ou
não possibilitar transporte, através da ligação a
receptores de membrana e a proteínas
transportadoras para que ele possa ser transportado;
• Grau de ionização (dissociação): o fármaco ionizado
não sofre transporte através da membrana. É o não-­
‐
ionizado que sofre esse transporte. Assim, ter 90%
de fármaco não-­ionizado
‐ e 10% ionizado é melhor do
que ter 50% não-­ionizado
‐ e 50% ionizado;
Fatores envolvidos na absorção
• Lipossolubilidade: Quanto mais lipossolúvel, mais
fácil será o transporte através das membranas;
• Ligação às proteínas: o que realmente auxilia no
transporte dos compostos polares são as proteínas
transportadoras. Isso inclui tanto as proteínas
plasmáticas quanto as teciduais.
Absorção-­
‐ transporte
Transporte passivo
Transporte ativo
• Difusão simples: fármacos lipossolúveis e a favor do
gradiente de concentração
• Difusão por poros, filtração, ou difusão aquosa:
fármacos hidrossolúveis e de pequeno tamanho,
ocorre através de canais aquosos proteicos que
envolve um fluxo de água que arrasta o soluto
(fármaco) a partir de uma pressão hidrostática ou
osmótica através da membrana. Também
denominada difusão aquosa.
• Difusão facilitada – o fármaco atravessa a membrana
ligado em um carreador proteico a favor de um
gradiente de concentração, este transporte é mais
rápido que a difusão simples.
Absorção-­
‐ transporte
• Transporte ativo: o fármaco atravessa a membrana
através de um carreador proteico, contra um
gradiente de concentração (gasto de ATP) – são
passíveis a efeito de competição.
•Endocitose:
fagocitose;
pinocitose
• Exocitose
Absorção-­
‐ transporte
Administração
dos
medicamentos
Sistema
digestivo
Vias
parenterais
Sistema
respiratório
Outras
vias
Vias de
administração
Farmacocinética -
­
‐ Vias de administração
Via Oral (V.O) – Sublingual (S.L.) -­Enteral
Via Retal (V.R.) -­Enteral
VIA Parenteral Direta
Intravenosa (I.V. ou E.V.), Intra-­
arterial (I.A.), Intra-­
cardíaca, Intra-­
raquídea (I.R.), Intradérmica (I.D.),
Subcutânea (S.C), Intramuscular (I.M.),
Via Tópica (V.T.): Parenteral Indireta
(Cutânea, Vaginal, Ocular, Intra-­nasal
‐ e Otológica)
Via Respiratória – Parenteral Indireta
Inalatória ou Pulmonar
• Consiste na passagem do fármaco da luz
intestinal para o fígado, por meio da veia
porta, antes de atingir a circulação sistêmica,
reduzindo sua biodisponibilidade
• Metabolismo no fígado antes de alcançar a
circulação sanguínea.
• Fármaco sofre uma modificação hepática
antes de atingir seus órgãos-­alvos.
‐
• Pode ser inativado.
Efeito de 1ª Passagem
Efeito de 1ª Passagem
Drogas adm oralmente são
primeiro expostas ao
fígado e podem ser
extensivamente
metabolizadas antes de
atingir o resto do corpo.
Drogas adm IV
entram diretamente
na circulação e tem
acesso direto ao
resto do corpo
Duodeno:
grande
área de
absorção Barreira
Porta-­
hepática
Metabolismo de 1ª Passagem
Através do Sistema Digestivo...
• Via oral (V.O.):
Deglutição
Estômago:
pH ácido
Porção inicial do
intestino:
> Absorção
pH alcalino
Passagem pelo
fígado(Circulação
porta-­hepática):
‐
Metabolismo de
1ª passagem
Vias de administração
* Fármacos são melhor
absorvidos em pH
alcalino
-
­
‐ Método não
invasivo,
-
­
‐ Praticidade,
-
­
‐ Auto-­administração;
‐
-
­
‐ Facilidade...
-
­
‐ Dificuldade de deglutição,
-
­
‐ Baixa absorção no estômago
aumenta o tempo de latência dos
fármacos,
-
­
‐ pH’s extremos;
-
­
‐ Metabolismo de 1ª passagem...
Vantagens
Desvantagens
• Via oral (V.O.):
• Via mucosa oral (Sublingual ou enteral transmucosa):
Mucosa oral
Rapidez na
absorção
Não sofre
metabolismo
de 1ª
passagem
Efeitos rápidos
Ex: anti-­
hipertensivos,
analgésicos (Toragesic),
Rivotril.
Absorção veias abaixo da
• Via retal:
Uso
esporádico
Absorção
irregular
Tratamento
local ou
sistêmico
Vômito
Crises
convulsivas
Cirurgias no
TGI
Desidratação
que impeça
o uso da via
intravenosa
Recomendado em:
Por vias parenterais...
Par
(fora)
Enteral
(Intestino)
Fora do
intestino
Vantagens
Desvantagens
-­Maior rapidez
no início dos
efeitos;;
-­Correlação entre
droga administrada
e
o que fará o efeito;;
-­
Biodisponibilidade;;
-­Útil em casos
-­Invasivo;;
-­
Conhecimento
técnico e cuidados;;
-­
Concentração x
tonicidade.
• Via endovenosa ou intravenosa (I.V.)
Leito
Vascular
Não há
absorção
Efeito
imediato
Cuidados:
Risco de embolia
(substâncias gasosas ou
oleosas);
Sobrecarga de volume;
Cuidado com a velocidade e
isotonia das soluções
Administração
de grandes
volumes
• Via intramuscular (I.M):
Músculo
Altamente
irrigado
Absorção
rápida
Cuidados:
Líquidos anisotônicos e
irritantes devem ser
evitados;
Aplicação – risco de lesar
nervos e atingir vasos;
Procedimento invasivo
Volume injetado:
região deltoide -­de 2 a 3 mililitros
região glútea -­de 4 a 5 mililitros
músculo da coxa -­de 3 a 4
mililitros
• Via intramuscular (I.M):
• Via Subcutânea:
Áreas
distensíveis
(Tecido
adiposo)
Maiores
volumes
(até
3mL)
Menor risco
de
complicações
Útil para
medicamentos
que têm de
ser absorvidos
lentamente
Complicação: fenômeno de Arthus: formação de
nódulos devido injeções repetidas em um mesmo local.
Absorção lenta, através dos
capilares, de forma contínua
e segura
Usada para administração
de
vacinas (anti-­
rábica e anti-­
sarampo), anticoagulantes
(heparina) e
hipoglicemiantes (insulina).
• Via Intradérmica:
Via limitada
Pequenos
volumes
0,1 a 0,5
mL
Testes imunológicos
BCG;
Prova PPD
• Cavidades serosas
Principal: Via
intraperitoneal
(I.P.)
Altamente
vascularizada
Pouco utilizada.
Útil em
experimentos
com animais.
Pelas vias respiratórias...
• Mucosa nasal:
Instilação de
medicamentos
Efeito local
• Mucosa bronquial e alvéolos:
Inalação de
medicamentos
Pulmão funciona
como via de
administração e
eliminação
Ação sistêmica ou
local
Outras vias...
• Pele ou superfícies epiteliais:
Pele íntegra
Tratamentos
tópicos ou
Ações
sistêmicas
• Via Intra-­ocular
‐ ou conjuntival:
Tratamento de
conjuntivites ou
glaucoma
Canal medular
(Epidural)
• Via Epidural (Peridural) e Intratecal:
Bom alcance do SNC
Espaço
subaracnóide ou
raquidiano
(intratecal)
Evita barreira hematocefálica
(BHC)
• Em resumo:
• Em resumo:

FARMACOLOGIA BASICA- INTRODUCAO A FARMACO

  • 1.
    FARMACOCINÉTICA Profa. MsC. CláudiaRaquel Zamberlam Aula 2 Disciplina de Farmacologia
  • 2.
    Aula 2  NOMENCLATURA  FORMASFARMACÊUTICAS  VIAS DE ADMINISTRAÇÃO  ABSORÇÃO
  • 3.
    – Químico: descriçãoexata de sua composição e sua estrutura molecular. – Genérico: o 1° fabricante da droga fornece o nome genérico ou não registrado. Torna-­se ‐ o nome oficial. – Comercial: marca ou propriedade registrada pelo fabricante. *N-­ acetil-­ para-­ aminofenol *Acetaminofeno ou paracetamol *Tylenol ® *Cloridrato de etíl 1-­ metil-­4-­ fenilisonipecotato *Meperidina *Dolantina® (POTTER e PERRY, 2005, p. 869) Nomenclatura
  • 4.
    Nomenclatura • Genéricos –conhecidos internacionalmente (fármaco) • Registrados (comerciais) – exclusivos dos fabricantes (medicamentos) *Há exceções: paracetamol nos EUA é chamado Acetaminofen.
  • 5.
    Nomenclatura • NOME QUÍMICO:Ester metílico do ácido (5-­ ‐ propiltil-­ ‐ 1H-­benzimidazol- ‐ ­2- ‐ ­il)carbâmico ‐ • NOME GENÉRICO: Albendazol • NOME REGISTRADO: Zentel ®, Zolben ® *Albendazol = antiparasitário
  • 6.
    Nomenclatura • NOME QUÍMICO:7-­ ‐ Cloro-­1,3- ‐ ­diidro- ‐ ­1- ‐ ­metil- ‐ ­5 ‐ fenil-­ ‐ 2H 1,4-­benzodiaepin- ‐ ­2- ‐ ­ona ‐ • NOME GENÉRICO: Diazepam • NOMES COMERCIAIS: Calmociteno ®, Diempax ®, Valium ®. *Diazepam = ansiolítico
  • 7.
    Nomenclatura • NOME QUÍMICO:1-­fenil- ‐ ­2,3- ‐ ­dimetil- ‐ ­5- ‐ ­pirazolona- ‐ ­4- ‐ ­ ‐ metilamino metanossulfonato de sódio monoidratada • NOME GENÉRICO: Dipirona • NOMES COMERCIAIS: Baralgin ®, Conmel ®, Novalgina ®. *Dipirona = analgésico
  • 8.
    Classificação • Indica oseu efeito no organismo • Os efeitos desejados • Os sintomas que são aliviados Ex: anti-­histamínico, ‐ antidepressivos, hipoglicemiante, antiinflamatórios, analgésicos, antibióticos e etc. Aspirina: analgésica, antipirética e antiinflamatória (POTTER e PERRY, 2005, p. 869)
  • 9.
    • Estão disponíveisem diversas formas ou preparações. • A composição de um medicamento é planejada para aumentar sua absorção e seu metabolismo. Forma Via de administração (POTTER e PERRY, 2005, p. 869) Formas Farmacêuticas
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
    Farmacocinética • Absorção: refere-­se ‐à passagem das moléculas do fármaco do seu local de administração para o sangue. • Distribuição: após ser absorvido o fármaco é distribuído dentro do organismo para os tecidos e os órgãos e finalmente para o seu local de ação específica. • Metabolismo: transformados em formas menos ativa ou inativa – biotransformação. • Excreção: através dos rins, fígado, intestino, pulmões e glândulas exócrinas.
  • 30.
    DOSE -­Vias deadministração Desintegração e dissolução Absorção, distribuição, biotransformação e excreção Interação fármaco-­ receptor EFEITO TERAPÊUTICO 1 -­Fase Biofarmacêutica Liberação do fármaco 2 -­Fase Farmacocinética -­Entrada na corrente sanguínea -­Distribuídos para locais de ação, reservatórios ou locais inesperados. -­Biotransformados em moléculas mais hidrossolúveis para serem mais facilmente eliminadas. -­Eliminados do organismo 3 -­Fase Farmacodinâmica Farmacocinética
  • 31.
    Farmacocinética – Absorção •É o movimento das moléculas das drogas a partir de sua via de administração para a corrente sanguínea. • Os fármacos devem atravessar barreiras biológicas: mucosas, endotélio capilar ou barreiras fisiológicas especializadas. • Quanto mais fácil for a travessia da droga por estas barreiras, melhor será absorvida. • Influencia o início e a magnitude de efeito dos fármacos, sendo um dos determinantes da escolha de vias de administração e doses. • Se um fármaco é inadequadamente absorvido, seus efeitos sistêmicos inexistem.
  • 32.
    Farmacocinética - ­ ‐ Absorção •Liberação tópica de drogas – não precisam ser absorvidas para terem seus efeitos, assim como drogas adm. diretamente na área-­alvo: ‐ ex. broncodilatadores inalatórios, intravenosas. • Drogas sistêmicas – precisam ser absorvidas para a corrente sanguínea, que transporta suas moléculas para as áreas-­alvo. ‐
  • 33.
    Fatores envolvidos naabsorção • Peso molecular: Quanto menor o PM, mais fácil será o seu transporte através das membranas; • Configuração estrutural: essa configuração irá ou não possibilitar transporte, através da ligação a receptores de membrana e a proteínas transportadoras para que ele possa ser transportado; • Grau de ionização (dissociação): o fármaco ionizado não sofre transporte através da membrana. É o não-­ ‐ ionizado que sofre esse transporte. Assim, ter 90% de fármaco não-­ionizado ‐ e 10% ionizado é melhor do que ter 50% não-­ionizado ‐ e 50% ionizado;
  • 34.
    Fatores envolvidos naabsorção • Lipossolubilidade: Quanto mais lipossolúvel, mais fácil será o transporte através das membranas; • Ligação às proteínas: o que realmente auxilia no transporte dos compostos polares são as proteínas transportadoras. Isso inclui tanto as proteínas plasmáticas quanto as teciduais.
  • 35.
  • 36.
    • Difusão simples:fármacos lipossolúveis e a favor do gradiente de concentração • Difusão por poros, filtração, ou difusão aquosa: fármacos hidrossolúveis e de pequeno tamanho, ocorre através de canais aquosos proteicos que envolve um fluxo de água que arrasta o soluto (fármaco) a partir de uma pressão hidrostática ou osmótica através da membrana. Também denominada difusão aquosa. • Difusão facilitada – o fármaco atravessa a membrana ligado em um carreador proteico a favor de um gradiente de concentração, este transporte é mais rápido que a difusão simples. Absorção-­ ‐ transporte
  • 37.
    • Transporte ativo:o fármaco atravessa a membrana através de um carreador proteico, contra um gradiente de concentração (gasto de ATP) – são passíveis a efeito de competição. •Endocitose: fagocitose; pinocitose • Exocitose Absorção-­ ‐ transporte
  • 38.
  • 39.
    Farmacocinética - ­ ‐ Viasde administração Via Oral (V.O) – Sublingual (S.L.) -­Enteral Via Retal (V.R.) -­Enteral VIA Parenteral Direta Intravenosa (I.V. ou E.V.), Intra-­ arterial (I.A.), Intra-­ cardíaca, Intra-­ raquídea (I.R.), Intradérmica (I.D.), Subcutânea (S.C), Intramuscular (I.M.), Via Tópica (V.T.): Parenteral Indireta (Cutânea, Vaginal, Ocular, Intra-­nasal ‐ e Otológica) Via Respiratória – Parenteral Indireta Inalatória ou Pulmonar
  • 40.
    • Consiste napassagem do fármaco da luz intestinal para o fígado, por meio da veia porta, antes de atingir a circulação sistêmica, reduzindo sua biodisponibilidade • Metabolismo no fígado antes de alcançar a circulação sanguínea. • Fármaco sofre uma modificação hepática antes de atingir seus órgãos-­alvos. ‐ • Pode ser inativado. Efeito de 1ª Passagem
  • 41.
    Efeito de 1ªPassagem Drogas adm oralmente são primeiro expostas ao fígado e podem ser extensivamente metabolizadas antes de atingir o resto do corpo. Drogas adm IV entram diretamente na circulação e tem acesso direto ao resto do corpo
  • 42.
  • 43.
    Através do SistemaDigestivo... • Via oral (V.O.): Deglutição Estômago: pH ácido Porção inicial do intestino: > Absorção pH alcalino Passagem pelo fígado(Circulação porta-­hepática): ‐ Metabolismo de 1ª passagem Vias de administração * Fármacos são melhor absorvidos em pH alcalino
  • 44.
    - ­ ‐ Método não invasivo, - ­ ‐Praticidade, - ­ ‐ Auto-­administração; ‐ - ­ ‐ Facilidade... - ­ ‐ Dificuldade de deglutição, - ­ ‐ Baixa absorção no estômago aumenta o tempo de latência dos fármacos, - ­ ‐ pH’s extremos; - ­ ‐ Metabolismo de 1ª passagem... Vantagens Desvantagens • Via oral (V.O.):
  • 45.
    • Via mucosaoral (Sublingual ou enteral transmucosa): Mucosa oral Rapidez na absorção Não sofre metabolismo de 1ª passagem Efeitos rápidos Ex: anti-­ hipertensivos, analgésicos (Toragesic), Rivotril. Absorção veias abaixo da
  • 46.
    • Via retal: Uso esporádico Absorção irregular Tratamento localou sistêmico Vômito Crises convulsivas Cirurgias no TGI Desidratação que impeça o uso da via intravenosa Recomendado em:
  • 47.
    Por vias parenterais... Par (fora) Enteral (Intestino) Forado intestino Vantagens Desvantagens -­Maior rapidez no início dos efeitos;; -­Correlação entre droga administrada e o que fará o efeito;; -­ Biodisponibilidade;; -­Útil em casos -­Invasivo;; -­ Conhecimento técnico e cuidados;; -­ Concentração x tonicidade.
  • 48.
    • Via endovenosaou intravenosa (I.V.) Leito Vascular Não há absorção Efeito imediato Cuidados: Risco de embolia (substâncias gasosas ou oleosas); Sobrecarga de volume; Cuidado com a velocidade e isotonia das soluções Administração de grandes volumes
  • 49.
    • Via intramuscular(I.M): Músculo Altamente irrigado Absorção rápida Cuidados: Líquidos anisotônicos e irritantes devem ser evitados; Aplicação – risco de lesar nervos e atingir vasos; Procedimento invasivo
  • 50.
    Volume injetado: região deltoide-­de 2 a 3 mililitros região glútea -­de 4 a 5 mililitros músculo da coxa -­de 3 a 4 mililitros • Via intramuscular (I.M):
  • 51.
    • Via Subcutânea: Áreas distensíveis (Tecido adiposo) Maiores volumes (até 3mL) Menorrisco de complicações Útil para medicamentos que têm de ser absorvidos lentamente Complicação: fenômeno de Arthus: formação de nódulos devido injeções repetidas em um mesmo local. Absorção lenta, através dos capilares, de forma contínua e segura Usada para administração de vacinas (anti-­ rábica e anti-­ sarampo), anticoagulantes (heparina) e hipoglicemiantes (insulina).
  • 52.
    • Via Intradérmica: Vialimitada Pequenos volumes 0,1 a 0,5 mL Testes imunológicos BCG; Prova PPD
  • 53.
    • Cavidades serosas Principal:Via intraperitoneal (I.P.) Altamente vascularizada Pouco utilizada. Útil em experimentos com animais.
  • 54.
    Pelas vias respiratórias... •Mucosa nasal: Instilação de medicamentos Efeito local
  • 55.
    • Mucosa bronquiale alvéolos: Inalação de medicamentos Pulmão funciona como via de administração e eliminação Ação sistêmica ou local
  • 56.
    Outras vias... • Peleou superfícies epiteliais: Pele íntegra Tratamentos tópicos ou Ações sistêmicas • Via Intra-­ocular ‐ ou conjuntival: Tratamento de conjuntivites ou glaucoma
  • 57.
    Canal medular (Epidural) • ViaEpidural (Peridural) e Intratecal: Bom alcance do SNC Espaço subaracnóide ou raquidiano (intratecal) Evita barreira hematocefálica (BHC)
  • 58.
  • 59.