Extinções em Massa

Autores:
David Rodrigues Pereira
Sandra Guedes Gavinhos
Conceito de
      Extinção

•  De forma muito simplificada
   podemos definir extinção como o
   desaparecimento do último
   representante de um taxon. Para
   um paleontólogo corresponde à
   mais recente ocorrência de um
   determinado fóssil.
•  Extinções de fundo e as extinções
   de massa.                                  Adaptado de University of California Museum of Paleontology (2005)




 Tornaram-se um dos critérios utilizados para definir o quadro geocronológico.
História da Terra




                    Adaptado de Press, F.; Siever (2001)
Os Primórdios da Vida –
 A Era Pré-Câmbrica

   A Terra formou-se há cerca de 4600
   milhões de anos data que marca o início
   da Era Pré-Câmbrica. Cerca de 300
   milhões de anos mais tarde formou-se o
   oceano e só depois os continentes. A vida
   terá surgido há cerca de 3800 milhões de
   anos.




                                                          In Gore, P. (1999)                                                            In Darling, D.




Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico   Silurico   Devónico   Carbónico       Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Explosão Câmbrica
Há cerca de 570 milhões de anos o planeta possuía
características atmosféricas semelhantes às actuais.
As placas continentais formavam uma massa
continental – Gonduana. No final do período
Câmbrico ocorre a primeira extinção em massa.




                                                                                                                                  In Purves et al (2002)




                      Autor: Miller, D. W. In página web do Smithsonian




Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico    Silurico   Devónico     Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Ordovícico

Caracteriza-se por uma irradiação de organismos
marinhos, especialmente os filtradores
(braquiópodes e moluscos).
As licopodiáceas e as cavalinhas colonizaram
ambientes terrestres húmidos.
No final, extinção de 75% das espécies marinhas.




                                                          Fóssil de cavalinha
                                                                                                            In Palmer, D. (2000)




Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico   Silurico   Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico     Cretácico    Terciário   Quaternário
Silúrico

A vida marinha aparenta uma recuperação, mas não surgiu nenhum novo grupo de
animais marinhos.
Nos continentes surgem os primeiros animais terrestres – artrópodes.
Verificou-se um aumento das zonas de recife, o que juntamente com a presença de
evaporitos, é um forte indicador de que o clima deste período deve ter sido quente.




                                                                         Zosterophyllum e equivalente actual
                                         In página web UCDavis, (2004)




Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico    Silurico   Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Devónico

Forte irradiação de corais e cefalópodes de concha. No final deste período todos os grupos de
peixes estavam representados. Surgem as primeiras gimnospérmicas. Os primeiros fósseis de
aranhas e outros insectos, assim como de anfíbios semelhantes a peixes, datam desta altura. O
clima era quente e árido. Deslocação do Gonduana para norte.
Novamente uma extinção de cerca de 75% das espécies marinhas marcou o final do período.




    Peixe dipnóico, género Dipterus.


                                                                                                                             In Purves et al, (2002)



   Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico   Silurico   Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Carbónico

                                                       Formação de grandes florestas pantanosas que deram
                                                       origem às bacias sedimentares ricas em carvão existentes
                                                       na Europa central.
                                                       As mudanças climáticas do fim deste período aumentaram
                                                       a humidade e conduziram a um arrefecimento dos mares.
                                                       Ocorre a grande glaciação gonduaniana.
                                                       Os insectos desenvolveram asas, os anfíbios evoluíram
                                                       tendo um dos ramos originado os répteis.




                            In Palmer, D. (2000)



Pré - Câmbrico   Câmbrico    Ordovicico     Silurico    Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Pérmico
    Grande desenvolvimento ao nível dos insectos. Surgem três grandes grupos de répteis,
    que constituem a base evolutiva dos dinossáurios, os répteis actuais, as aves e os
    mamíferos.
                                                                                                        As erupções vulcânicas
                                                                                                        são intensas e as cinzas
                                                                                                        daí resultantes taparam
                                                                                                        a luz solar arrefecendo
                                                                                                        o clima, dando origem
                                                                                                        ao maior período
                                                                                                        glacial da história da
                                                                                                        Terra.

                                                                                                        Termina a Era
                                                                                                        Paleozóica.
                             In Purves et al, (2002)




Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico    Silurico     Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Triásico

  A Pangeia divide-se em vários continentes e o nível médio das águas do mar sobe. A
  vida diversifica-se surgindo novas linhagens, nomeadamente de plantas com semente
  (predomínio das coníferas), anfíbios (tartarugas e rãs), répteis e mamíferos. O fim do
  período foi marcado por uma extinção em massa que eliminou 65% das espécies
  vivas.




                                                                                In Palmer, D. (2000)




                    Dois fósseis de dinossáurio do género Coelophysis.


Pré - Câmbrico    Câmbrico   Ordovicico   Silurico   Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Jurássico
    Ocorre uma grande diversificação evolutiva. O clima é quente e húmido o que
    propicia um grande desenvolvimento de foraminíferos, esponjas e algas. Os peixes
    ósseos dominam os oceanos e surgem as primeiras salamandras e lagartos.
    Domínio dos répteis terrestres, destacando-se os dinossáurios .
    Aparecimento das primeiras aves a partir de répteis voadores e vários grupos de
    mamíferos aparecem também pela primeira vez.




                                                                                                            Fóssil de dinossáurio
                                                                                                            herbívoro -
                                                                                                            estegossauro.


                                                                                            In Palmer, D. (2000)



Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico   Silurico   Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico    Cretácico   Terciário   Quaternário
Cretácico
    O nível médio das águas do mar subiu e a Terra ficou com um clima mais quente e
    húmido. Os invertebrados marinhos aumentaram de número e em diversidade de
    espécies. Os dinossáurios continuaram a dominar os ecossistemas terrestres.
    Surgem as angiospérmicas.




                                                                                                                          Amonite




                                            Fóssil de
                                            angiospérmica -                  Os dinossáurios, entre muitos outros seres
                                            Archaefructus.
                                                                             vivos, extinguem-se no final deste período .
                                              In Palmer, D. (2000)


Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico   Silurico   Devónico     Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico   Terciário   Quaternário
Cenozóico
    Com uma duração de 65 milhões de anos, esta é a mais curta das eras geológicas.
    Subdivide-se nos períodos Terciário e Quaternário.
    A posição dos continentes é semelhante à actual.
    Grande irradiação dos mamíferos e um domínio das angiospérmicas.




                                                                                                       Pegada de
                                                                                                       hominídeo bípede
                                                                                                       Laetoli, Tanzânia,
                                                                                                       cerca de 3,6 m.a.

                                                                                                     In Palmer, D. (2000)

    O ser humano assume um papel preponderante em todos os ecossistemas, muitas vezes
    com impacto negativo.

Pré - Câmbrico   Câmbrico   Ordovicico   Silurico   Devónico   Carbónico   Pérmico   Triásico   Jurássico   Cretácico       Terciário   Quaternário
As Grandes Extinções


Em termos clássicos são reconhecidas cinco principais extinções em massa:

    • Na Era Paleozóica, na passagem do Ordovícico para o Silúrico;

    • Na Era Paleozóica na passagem do Devónico para o Carbónico;

    • Na passagem da Era Paleozóica para a Era Mesozóica, conhecida
    como a extinção P-T (Pérmico-Triásico);

    • Na Era Mesozóica na passagem do Triásico para o Jurássico;

    • Na passagem da Era Mesozóica para a Cenozóica, conhecida como
    extinção K-T (Cretácico-Terciário).
As Grandes Extinções e
      Biodiversidade
•  As extinções em massa têm um papel ambivalente. Por um lado são destruidoras,
   mas revelam também uma face inesperada: capacidade de criação. Através das
   extinções em massa, as alterações ecológicas influenciam as dinâmicas que
   permitem a evolução das espécies e até um aumento da biodiversidade.




                                                                        Wikipedia (2006)
As Causas
•  Alterações no nível das águas do mar;
•  Actividade vulcânica intensa;
•  Impacto de corpos extraterrestres.      adaptado de Palmer, D. (2000)
Extinção P-T
   – A mãe de todas as extinções
Ter-se-ão extinguido 57% de todas as famílias de seres vivos, 95% de
todas as espécies marinhas. A fauna paleozóica foi muito atingida,
perdendo-se essencialmente carnívoros e animais recifais.
A extinção P-T coincide com o evento de maior actividade vulcânica
da história da Terra, provavelmente associada a alterações ocorridas
na interface manto-núcleo.
As erupções originaram extensas planícies basálticas, como é o caso
da que pode ser encontrada na Sibéria.
Encontrou-se uma grande abundância de fósseis de fungos em
sedimentos terrestres no limite P-T, o que parece indicar elevada
actividade de decomposição de matéria orgânica.
Em 2003, surgiram evidências que parecem ser conclusivas, sobre a
ocorrência de um impacto de um meteorito.
Extinção K-T
     A extinção K-T foi global, afectando todos os continentes e oceanos.
     Várias teorias duvidosas surgiram.
      No entanto, as hipóteses mais aceites são:
     - o impacto de um asteróide
               - Alvarez et al (1980) existência de grandes quantidade de um metal raro -
     o irídio- no limite K-T
               - Descoberta da cratera de Chicxulub, na península do Iucatão, no México
     - intensa actividade vulcânica
               - a pluma poderá ter atingido a superfície na mesma altura, nomeadamente
     a         existência das vastas planícies basálticas do Decão, na Índia.




Cratera de Chicxulub   In Palmer, D (2000)    In Cowen, R (2005)                    In Purves et al (2002)
A 6ª Extinção
  Encontramo-nos a viver uma extinção em massa?
Duas fases:
a) fase um – iniciou-se quando os primeiros hominídeos se dispersaram pelo mundo há cerca
de 100 mil anos atrás.
b) fase dois – teve início há 10 mil anos com a introdução das práticas agrícolas.




                                                                    In Palmer, D. (2000)
A 6ª Extinção
 Encontramo-nos a viver uma extinção em massa?


A explosão demográfica pós-industrialização em conjunto com a desigual distribuição e
consumo de bens no planeta, é a grande causa da Sexta Extinção.

Principais factores:
-  esflorestação
 D
-  rosão dos solos
 E
-  oluição
 P
-  so de combustíveis fósseis
 U
-  obreexploração de recursos naturais
 S
-  ntrodução de espécies exóticas…
 I


                                                                         In WWF, 2005
Conservação

Por um lado, a extinção é o destino normal de todas as espécies.

Após cada extinção em massa, ocorre uma eventual recuperação dos efeitos no sentido de a
vida reconstituir ou até mesmo ultrapassar a sua diversidade inicial após uma grande
mortandade.

A extinção em massa dispersa faunas estáveis e, pode mesmo acolher inovações evolutivas.

Mas por outro lado, Gould (1993) questiona: “Que importância concebível tem para nós a
perspectiva de recuperação de uma extinção em massa milhões de anos depois, se toda a
nossa espécie, para não falar da nossa linhagem, não espera viver tanto tempo?” (200 mil
anos).
Conservação


                        “Se todos tratássemos os outros como gostamos de ser
                        tratados, então, a decência e a estabilidade acabariam
                        por prevalecer. Sugiro que efectuemos um tal pacto com
                        o nosso planeta. Ele detém todas as cartas e um imenso
                        poder sobre nós – por isso, semelhante acordo, de que
                        necessitamos desesperadamente, mas não ao nível da
                        sua própria escala de tempo, seria para nós uma bênção
                        e para ele uma indulgência. Seria melhor assinarmos os
                        documentos enquanto ele está disposto a negociar”.
                        (Gould, 1993)
in Solarviews. (2005)
Discussão em aberto


1) Alguns autores referem a existência de ciclos de extinção com uma duração de 26 a 30
    milhões de anos (Sepkoski e Raup, 1986) e 62 a 63 milhões de anos (Rhoder e Muller).
    Se estiverem correctos apontam uma nova extinção em massa para os próximos 10
    milhões de anos.


2) As extinções em massa representam uma taxa muito elevada de selecção natural, em que
    os seres vivos menos bem adaptados são extintos ou serão o resultado de alterações
    catastróficas que eliminam, ao acaso, independentemente do seu grau de adaptação
    (Brenchley, 2002).
    Survival of the fittest vs. Survival of the luckiest
Bibliografia
Bocchi, G.; Ceruti, M. (1994). Histórias e origens. Col. História e Biografias. Lisboa. Instituto Piaget.
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      Disponível em URL: http://www.panda.org/about_wwf/what_we_do/species/our_solutions/az_species/index.cfm

Extinções em massa

  • 1.
    Extinções em Massa Autores: DavidRodrigues Pereira Sandra Guedes Gavinhos
  • 2.
    Conceito de Extinção •  De forma muito simplificada podemos definir extinção como o desaparecimento do último representante de um taxon. Para um paleontólogo corresponde à mais recente ocorrência de um determinado fóssil. •  Extinções de fundo e as extinções de massa. Adaptado de University of California Museum of Paleontology (2005) Tornaram-se um dos critérios utilizados para definir o quadro geocronológico.
  • 3.
    História da Terra Adaptado de Press, F.; Siever (2001)
  • 4.
    Os Primórdios daVida – A Era Pré-Câmbrica A Terra formou-se há cerca de 4600 milhões de anos data que marca o início da Era Pré-Câmbrica. Cerca de 300 milhões de anos mais tarde formou-se o oceano e só depois os continentes. A vida terá surgido há cerca de 3800 milhões de anos. In Gore, P. (1999) In Darling, D. Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 5.
    Explosão Câmbrica Há cercade 570 milhões de anos o planeta possuía características atmosféricas semelhantes às actuais. As placas continentais formavam uma massa continental – Gonduana. No final do período Câmbrico ocorre a primeira extinção em massa. In Purves et al (2002) Autor: Miller, D. W. In página web do Smithsonian Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 6.
    Ordovícico Caracteriza-se por umairradiação de organismos marinhos, especialmente os filtradores (braquiópodes e moluscos). As licopodiáceas e as cavalinhas colonizaram ambientes terrestres húmidos. No final, extinção de 75% das espécies marinhas. Fóssil de cavalinha In Palmer, D. (2000) Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 7.
    Silúrico A vida marinhaaparenta uma recuperação, mas não surgiu nenhum novo grupo de animais marinhos. Nos continentes surgem os primeiros animais terrestres – artrópodes. Verificou-se um aumento das zonas de recife, o que juntamente com a presença de evaporitos, é um forte indicador de que o clima deste período deve ter sido quente. Zosterophyllum e equivalente actual In página web UCDavis, (2004) Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 8.
    Devónico Forte irradiação decorais e cefalópodes de concha. No final deste período todos os grupos de peixes estavam representados. Surgem as primeiras gimnospérmicas. Os primeiros fósseis de aranhas e outros insectos, assim como de anfíbios semelhantes a peixes, datam desta altura. O clima era quente e árido. Deslocação do Gonduana para norte. Novamente uma extinção de cerca de 75% das espécies marinhas marcou o final do período. Peixe dipnóico, género Dipterus. In Purves et al, (2002) Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 9.
    Carbónico Formação de grandes florestas pantanosas que deram origem às bacias sedimentares ricas em carvão existentes na Europa central. As mudanças climáticas do fim deste período aumentaram a humidade e conduziram a um arrefecimento dos mares. Ocorre a grande glaciação gonduaniana. Os insectos desenvolveram asas, os anfíbios evoluíram tendo um dos ramos originado os répteis. In Palmer, D. (2000) Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 10.
    Pérmico Grande desenvolvimento ao nível dos insectos. Surgem três grandes grupos de répteis, que constituem a base evolutiva dos dinossáurios, os répteis actuais, as aves e os mamíferos. As erupções vulcânicas são intensas e as cinzas daí resultantes taparam a luz solar arrefecendo o clima, dando origem ao maior período glacial da história da Terra. Termina a Era Paleozóica. In Purves et al, (2002) Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 11.
    Triásico APangeia divide-se em vários continentes e o nível médio das águas do mar sobe. A vida diversifica-se surgindo novas linhagens, nomeadamente de plantas com semente (predomínio das coníferas), anfíbios (tartarugas e rãs), répteis e mamíferos. O fim do período foi marcado por uma extinção em massa que eliminou 65% das espécies vivas. In Palmer, D. (2000) Dois fósseis de dinossáurio do género Coelophysis. Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 12.
    Jurássico Ocorre uma grande diversificação evolutiva. O clima é quente e húmido o que propicia um grande desenvolvimento de foraminíferos, esponjas e algas. Os peixes ósseos dominam os oceanos e surgem as primeiras salamandras e lagartos. Domínio dos répteis terrestres, destacando-se os dinossáurios . Aparecimento das primeiras aves a partir de répteis voadores e vários grupos de mamíferos aparecem também pela primeira vez. Fóssil de dinossáurio herbívoro - estegossauro. In Palmer, D. (2000) Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 13.
    Cretácico O nível médio das águas do mar subiu e a Terra ficou com um clima mais quente e húmido. Os invertebrados marinhos aumentaram de número e em diversidade de espécies. Os dinossáurios continuaram a dominar os ecossistemas terrestres. Surgem as angiospérmicas. Amonite Fóssil de angiospérmica - Os dinossáurios, entre muitos outros seres Archaefructus. vivos, extinguem-se no final deste período . In Palmer, D. (2000) Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 14.
    Cenozóico Com uma duração de 65 milhões de anos, esta é a mais curta das eras geológicas. Subdivide-se nos períodos Terciário e Quaternário. A posição dos continentes é semelhante à actual. Grande irradiação dos mamíferos e um domínio das angiospérmicas. Pegada de hominídeo bípede Laetoli, Tanzânia, cerca de 3,6 m.a. In Palmer, D. (2000) O ser humano assume um papel preponderante em todos os ecossistemas, muitas vezes com impacto negativo. Pré - Câmbrico Câmbrico Ordovicico Silurico Devónico Carbónico Pérmico Triásico Jurássico Cretácico Terciário Quaternário
  • 15.
    As Grandes Extinções Emtermos clássicos são reconhecidas cinco principais extinções em massa: • Na Era Paleozóica, na passagem do Ordovícico para o Silúrico; • Na Era Paleozóica na passagem do Devónico para o Carbónico; • Na passagem da Era Paleozóica para a Era Mesozóica, conhecida como a extinção P-T (Pérmico-Triásico); • Na Era Mesozóica na passagem do Triásico para o Jurássico; • Na passagem da Era Mesozóica para a Cenozóica, conhecida como extinção K-T (Cretácico-Terciário).
  • 16.
    As Grandes Extinçõese Biodiversidade •  As extinções em massa têm um papel ambivalente. Por um lado são destruidoras, mas revelam também uma face inesperada: capacidade de criação. Através das extinções em massa, as alterações ecológicas influenciam as dinâmicas que permitem a evolução das espécies e até um aumento da biodiversidade. Wikipedia (2006)
  • 17.
    As Causas •  Alteraçõesno nível das águas do mar; •  Actividade vulcânica intensa; •  Impacto de corpos extraterrestres. adaptado de Palmer, D. (2000)
  • 18.
    Extinção P-T – A mãe de todas as extinções Ter-se-ão extinguido 57% de todas as famílias de seres vivos, 95% de todas as espécies marinhas. A fauna paleozóica foi muito atingida, perdendo-se essencialmente carnívoros e animais recifais. A extinção P-T coincide com o evento de maior actividade vulcânica da história da Terra, provavelmente associada a alterações ocorridas na interface manto-núcleo. As erupções originaram extensas planícies basálticas, como é o caso da que pode ser encontrada na Sibéria. Encontrou-se uma grande abundância de fósseis de fungos em sedimentos terrestres no limite P-T, o que parece indicar elevada actividade de decomposição de matéria orgânica. Em 2003, surgiram evidências que parecem ser conclusivas, sobre a ocorrência de um impacto de um meteorito.
  • 19.
    Extinção K-T A extinção K-T foi global, afectando todos os continentes e oceanos. Várias teorias duvidosas surgiram. No entanto, as hipóteses mais aceites são: - o impacto de um asteróide - Alvarez et al (1980) existência de grandes quantidade de um metal raro - o irídio- no limite K-T - Descoberta da cratera de Chicxulub, na península do Iucatão, no México - intensa actividade vulcânica - a pluma poderá ter atingido a superfície na mesma altura, nomeadamente a existência das vastas planícies basálticas do Decão, na Índia. Cratera de Chicxulub In Palmer, D (2000) In Cowen, R (2005) In Purves et al (2002)
  • 20.
    A 6ª Extinção Encontramo-nos a viver uma extinção em massa? Duas fases: a) fase um – iniciou-se quando os primeiros hominídeos se dispersaram pelo mundo há cerca de 100 mil anos atrás. b) fase dois – teve início há 10 mil anos com a introdução das práticas agrícolas. In Palmer, D. (2000)
  • 21.
    A 6ª Extinção Encontramo-nos a viver uma extinção em massa? A explosão demográfica pós-industrialização em conjunto com a desigual distribuição e consumo de bens no planeta, é a grande causa da Sexta Extinção. Principais factores: -  esflorestação D -  rosão dos solos E -  oluição P -  so de combustíveis fósseis U -  obreexploração de recursos naturais S -  ntrodução de espécies exóticas… I In WWF, 2005
  • 22.
    Conservação Por um lado,a extinção é o destino normal de todas as espécies. Após cada extinção em massa, ocorre uma eventual recuperação dos efeitos no sentido de a vida reconstituir ou até mesmo ultrapassar a sua diversidade inicial após uma grande mortandade. A extinção em massa dispersa faunas estáveis e, pode mesmo acolher inovações evolutivas. Mas por outro lado, Gould (1993) questiona: “Que importância concebível tem para nós a perspectiva de recuperação de uma extinção em massa milhões de anos depois, se toda a nossa espécie, para não falar da nossa linhagem, não espera viver tanto tempo?” (200 mil anos).
  • 23.
    Conservação “Se todos tratássemos os outros como gostamos de ser tratados, então, a decência e a estabilidade acabariam por prevalecer. Sugiro que efectuemos um tal pacto com o nosso planeta. Ele detém todas as cartas e um imenso poder sobre nós – por isso, semelhante acordo, de que necessitamos desesperadamente, mas não ao nível da sua própria escala de tempo, seria para nós uma bênção e para ele uma indulgência. Seria melhor assinarmos os documentos enquanto ele está disposto a negociar”. (Gould, 1993) in Solarviews. (2005)
  • 24.
    Discussão em aberto 1) Algunsautores referem a existência de ciclos de extinção com uma duração de 26 a 30 milhões de anos (Sepkoski e Raup, 1986) e 62 a 63 milhões de anos (Rhoder e Muller). Se estiverem correctos apontam uma nova extinção em massa para os próximos 10 milhões de anos. 2) As extinções em massa representam uma taxa muito elevada de selecção natural, em que os seres vivos menos bem adaptados são extintos ou serão o resultado de alterações catastróficas que eliminam, ao acaso, independentemente do seu grau de adaptação (Brenchley, 2002). Survival of the fittest vs. Survival of the luckiest
  • 25.
    Bibliografia Bocchi, G.; Ceruti,M. (1994). Histórias e origens. Col. História e Biografias. Lisboa. Instituto Piaget. Cowen, R. (2005). History of Life. Blackwell Publishing. 4ª ed. United Kingdom. Foucault, A. (1993). O Clima. História e devir do meio terrestre. Col. Perspectivas ecológicas. Lisboa. Instituto Piaget. Gispert, C. (dir.). (1999). Naturália. A Terra.Evolução.Paleontologia. Vol. 2. Lisboa. Oceano Grupo Editorial, S. A. Gould. Stephen J. (1993).Os oito porquinhos – Ensaios sobre a origem, diversidade e extinção das espécies. Forum da Ciência. Publicações Europa- América Leakey, Richard; Lewin, Roger.(1996). The Sixth Extinction: patterns of life and the future of human kind. Encore Ed. Massoud, Z. (1992). Terra Viva. Col. Perspectivas ecológicas. Lisboa. Instituto Piaget Muller, R. A.; Rohde, R. A. (2005). Cycles in fossil diversity. Nature 434: 209-210 Palmer, D. (2000). Atlas do Mundo Pré-Histórico. Círculo de Leitores. Purves, W.;Sadava, D.; Orians, G.; Heller, H. (2002). Vida. A Ciência da Biologia. 6ª Ed. São Paulo. Artmed Editora Press, F.; Siever, R. (2001). Understanding Earth. 3ª Ed. New York. W.H. Freeman and Company. Raup, D.; Sepkoski, J. (1986). Periodic extinction of families and genera. Science. 231: 833-836 Internet Darling, D. The Worlds of David Darling. [em linha]. [citado em: 30 Março 2006]. Disponível em URL: www.daviddarling.info/images/Ediacara_Hills.jpg Eldredge, Niles. The Sixth Extinction. ActionBioscience.org.[em linha]. Junho 2001. [citado em 30 Março 2006]. Disponível em URL: www.actionbioscience.org/newfrontiers/elredge2.html. Gore, G. Georgia Perimeter College. [em linha]. 14 Outubro 1995. (revisto em 3 Fevereiro 1999). [citado em: 30 Março 2006]. Disponível em URL: http://gpc.edu/~pgore/geology/geo102/precamb.htm Hamilton, C. Views of the Solar System. [em linha]. 1995-2005.[citado em: 30 Março 2006]. Disponível em URL: http://solarviews.com/thumb/earth/earthx.jpg Smithsonian. National Museum of Natural History. Department of Paleobiology [em linha]. [citado em: 30 Março 2006]. Disponível em URL: www.nmnh.si.edu/paleo/images/dbsamsci.jpg University of California Museum of Paleontology with support provided by the National Science Foundation and the Howard Hughes Medical Institute. [em linha]. 2005. [citado em: 30 Março 2006]. Disponível em URL: http://evolution.berkeley.edu/evosite/evo101/VIIB1dMassExtinctions.shtml University of California. Department of Geology. [em linha]. Davis,California. (revisto em 11 Novembro).[citado em: 30 Março 2006]. Disponível em URL: http://research.unc.edu/endeavours/fall2002/images/zosterophyllum.jpg Wikipedia Foundation. Wikipedia ®. [em linha]. 27 Março 2006. [citado em: 30 Março 2006]. Disponível em URL: http://en.wikipedia.org/wiki/Extinction_event WWF. World Wide Fund . [em linha] (revisto em 28 Março 2006) Disponível em URL: http://www.panda.org/about_wwf/what_we_do/species/our_solutions/az_species/index.cfm