Endometrite persistente
pós cobertura
Gabriela Medina Feliciano, Maria Fernanda Lopes Valentim, Sabrina
Heloisa dos Santos e Sávio Gonçalves Medeiros Furtado
Introdução.
01
• Nosso PCC aborda estudo sobre endometrite persistente pós
cobertura(EPPC), Este estudo aborda a anatomia e fisiologia do
sistema reprodutor da égua.
• Inflamação não infecciosa.
• É uma condição crônica.
• puro-sangue inglês, são mais predispostas devido ao
afrouxamento dos ligamentos uterinos.
• Manejo
• Esta pesquisa visa fornecer uma análise através de uma revisão
de literatura desses tópicos, visando melhorar o manejo e o
tratamento da endometrite persistente pós-cobertura em éguas.
Anatomia do sistema
reprodutor.
2
O sistema reprodutor das éguas é composto por diversas
estruturas interligadas:
• Ovários
 Formato “rim”
 Suspensos pelo mesovário
• Tubas uterinas
 Conecta ovário ao útero
 Capturam o óvulo liberado pelos ovários]
• Útero
 Dividido em colo e cérvix
 Sendo composto por 3 Túnicas
O sistema reprodutor das éguas é composto por diversas
estruturas interligadas:
• Vagina
• Vulva
A fêmea equina possui características únicas no seu aparelho
reprodutor em comparação com fêmeas de outras espécies. Uma
dessas particularidades é a Fossa da Ovulação, presente nos ovários
das éguas, onde ocorre a ovulação.
Fisiologia da
reprodução
2.1
O ciclo estral começa quando a retina capta a luminosidade:
• estimulando o eixo hipotalâmico-hipofisário
 Inibindo a Produção de melatonina
 ↑ Secreção de GnRH que estimula a liberação FSH e do LH que
estimula o ciclo reprodutivo.
• Ciclo reprodutivo da égua
• Estro
 Folicular
• Diestro
 Luteal
Fase Folicular:
• Desenvolvimento dos folículos sobre FSH
• No estro, os folículos pré-ovulatórios maduros liberam
estrógeno, tornando a égua receptiva ao garanhão.
Fase luteal:
• No metaestro cai a quantidade de estrógeno no período de
ovulação, elevando a progesterona e formando corpo lúteo.
Mecanismo de defesa
Uterina
2.2
Defesa do útero:
• A cérvix, a vagina e a vulva atuam como barreiras físicas contra
microrganismos e sujeiras.
• Cobertura ou inseminação artificial, o sêmen é depositado direto
no útero.
 desencadeia uma reação inflamatória intrauterina(endometrite
transitória).
 espermatozoides com o endométrio atrai neutrófilos, que
fagocitam os espermatozoides. Esse processo libera
prostaglandina, causando contrações no miométrio que ajudam
a limpar o útero.
Defesa do útero:
• Neutrofilos:
 Pico depois de 8 horas e permanecem elevados durante 24h.
 Desaparecem em 48h
 Com a persistentencia após 48, caracteriza como EPPC.
Endometrite
Persistente após
cobertura.
2.3
• EPPC
• Após 48h
 Útero se torna inadequado.
 Pode causar infecção ascendente.
• Éguas mais velhas são mais suscetíveis à endometrite
persistente pós-cobertura (EPPC). Com a idade, a vulva torna-se
mais flácida e aberta, facilitando a entrada de patógenos. Além
disso, o posicionamento anatômico do útero, com maior
angulação e posição inferior na pelve, dificulta a drenagem de
líquidos inflamatórios, contribuindo para a persistência da
endometrite.
• EPPC
• Falha na contração uterina
 Impede a expulsão eficaz de microrganismos patogênicos e
substâncias inflamatórias
 incorreta drenagem de fluidos
Diagnóstico
3
• Identificação das éguas predispostas
• Historico
 éguas com problemas anteriores
• Análise detalhada da cérvix
 tensa no diestro e relaxada no estro
• Ultrassonografia transretal
 presença de líquido intrauterino
• Cultura uterina e citologia
 presença de neutrófilos ou agentes patológicos
• Fluido uterino ultrapassando 2cm
 São consideradas susceptíveis.
• A citologia e a cultura bacteriana
 Swab desprotegido
 Swab protegido
 Biópsia uterina
 Lavagem de baixo volume
 Escova citológica.
• A leitura citológica classifica o grau de inflamação avaliando o
número de neutrófilos polimorfonucleares (PMNs) em 10
campos de alta potência, utilizando um aumento de 400x.
Tratamento.
4
• Preparando o útero para inseminação.
 eliminar fatores que predispõem a infecções antecipadamente
 correções cirúrgicas na genitália externa
 ausência de fungos ou bactérias através de exames citológicos e
de cultura
 limitar a uma única cobertura por ciclo
• Que aumenta as chances de prenhez
• O uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINES)
 meloxicam e firocoxibe
• Preparando o útero para inseminação.
• Lavagem uterina com ringer lactato
 associada à ocitocina
 ajuda a remover exsudatos e detritos
 Diminui resposta inflamatória
• agentes causadores da inflamação
 Produtos seminais
 Contaminantes externos
• tratamentos visam reduzir essa inflamação
• Alguns aspectos anatômicos do trato reprodutor das éguas,
como a presença de um esfíncter na junção útero-tubarica e o
posicionamento mais baixo do oviduto em relação ao útero,
permitem tratamento pós-cobertura sem prejudicar a fertilidade.
• Entre as terapias pós-cobertura/inseminação, destacam-se:
 Administração de drogas ecbólicas
 lavagem uterina
 Antibioticoterapia
 anti-inflamatórios
 plasma rico em plaquetas.
• A ocitocina é a droga ecbólica preferida. Mas pode ser
necessário escolher outra droga ecbólica, em vez de aumentar a
dose de ocitocina, para evitar quadros de tetania.
• Lavagem uterina
 4 a 12h após a cobertura
 Indicada quando há 2cm ou mais de líquido uterino ou repetição
de cio
• Diagnostico Tardio
 antibioticoterapia é eficaz
 Betalactâmicos como:
 penicilina, ampicilina e ceftiofur
 Aminoglicosídeos como:
 amicacina e gentamicina
 duração de 3 a 5 dias
 A administração uterina é preferível para minimizar danos à
microbiota e a outros órgãos.
• Firocoxib reduz a resposta inflamatória
 Sem afetar a ovulação ou a drenagem uterina na dose de
0,2mg/kg
• Plasma rico em plaquetas
 frequentemente recomendada por promover reparação do
tecido uterino
 O plasma rico em plaquetas e o plasma homólogo com
leucócitos são eficazes na redução da inflamação uterina,
promovendo a apoptose dos neutrófilos e a ativação de
macrófagos para resolver a inflamação e cicatrizar o tecido.
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endometrite persistente pós cobertura em éguas.pptx

  • 1.
    Endometrite persistente pós cobertura GabrielaMedina Feliciano, Maria Fernanda Lopes Valentim, Sabrina Heloisa dos Santos e Sávio Gonçalves Medeiros Furtado
  • 2.
  • 3.
    • Nosso PCCaborda estudo sobre endometrite persistente pós cobertura(EPPC), Este estudo aborda a anatomia e fisiologia do sistema reprodutor da égua. • Inflamação não infecciosa. • É uma condição crônica. • puro-sangue inglês, são mais predispostas devido ao afrouxamento dos ligamentos uterinos. • Manejo • Esta pesquisa visa fornecer uma análise através de uma revisão de literatura desses tópicos, visando melhorar o manejo e o tratamento da endometrite persistente pós-cobertura em éguas.
  • 4.
  • 5.
    O sistema reprodutordas éguas é composto por diversas estruturas interligadas: • Ovários  Formato “rim”  Suspensos pelo mesovário • Tubas uterinas  Conecta ovário ao útero  Capturam o óvulo liberado pelos ovários] • Útero  Dividido em colo e cérvix  Sendo composto por 3 Túnicas
  • 6.
    O sistema reprodutordas éguas é composto por diversas estruturas interligadas: • Vagina • Vulva A fêmea equina possui características únicas no seu aparelho reprodutor em comparação com fêmeas de outras espécies. Uma dessas particularidades é a Fossa da Ovulação, presente nos ovários das éguas, onde ocorre a ovulação.
  • 7.
  • 8.
    O ciclo estralcomeça quando a retina capta a luminosidade: • estimulando o eixo hipotalâmico-hipofisário  Inibindo a Produção de melatonina  ↑ Secreção de GnRH que estimula a liberação FSH e do LH que estimula o ciclo reprodutivo. • Ciclo reprodutivo da égua • Estro  Folicular • Diestro  Luteal
  • 9.
    Fase Folicular: • Desenvolvimentodos folículos sobre FSH • No estro, os folículos pré-ovulatórios maduros liberam estrógeno, tornando a égua receptiva ao garanhão. Fase luteal: • No metaestro cai a quantidade de estrógeno no período de ovulação, elevando a progesterona e formando corpo lúteo.
  • 10.
  • 11.
    Defesa do útero: •A cérvix, a vagina e a vulva atuam como barreiras físicas contra microrganismos e sujeiras. • Cobertura ou inseminação artificial, o sêmen é depositado direto no útero.  desencadeia uma reação inflamatória intrauterina(endometrite transitória).  espermatozoides com o endométrio atrai neutrófilos, que fagocitam os espermatozoides. Esse processo libera prostaglandina, causando contrações no miométrio que ajudam a limpar o útero.
  • 12.
    Defesa do útero: •Neutrofilos:  Pico depois de 8 horas e permanecem elevados durante 24h.  Desaparecem em 48h  Com a persistentencia após 48, caracteriza como EPPC.
  • 13.
  • 14.
    • EPPC • Após48h  Útero se torna inadequado.  Pode causar infecção ascendente. • Éguas mais velhas são mais suscetíveis à endometrite persistente pós-cobertura (EPPC). Com a idade, a vulva torna-se mais flácida e aberta, facilitando a entrada de patógenos. Além disso, o posicionamento anatômico do útero, com maior angulação e posição inferior na pelve, dificulta a drenagem de líquidos inflamatórios, contribuindo para a persistência da endometrite.
  • 15.
    • EPPC • Falhana contração uterina  Impede a expulsão eficaz de microrganismos patogênicos e substâncias inflamatórias  incorreta drenagem de fluidos
  • 16.
  • 17.
    • Identificação daséguas predispostas • Historico  éguas com problemas anteriores • Análise detalhada da cérvix  tensa no diestro e relaxada no estro • Ultrassonografia transretal  presença de líquido intrauterino • Cultura uterina e citologia  presença de neutrófilos ou agentes patológicos
  • 18.
    • Fluido uterinoultrapassando 2cm  São consideradas susceptíveis. • A citologia e a cultura bacteriana  Swab desprotegido  Swab protegido  Biópsia uterina  Lavagem de baixo volume  Escova citológica. • A leitura citológica classifica o grau de inflamação avaliando o número de neutrófilos polimorfonucleares (PMNs) em 10 campos de alta potência, utilizando um aumento de 400x.
  • 19.
  • 20.
    • Preparando oútero para inseminação.  eliminar fatores que predispõem a infecções antecipadamente  correções cirúrgicas na genitália externa  ausência de fungos ou bactérias através de exames citológicos e de cultura  limitar a uma única cobertura por ciclo • Que aumenta as chances de prenhez • O uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINES)  meloxicam e firocoxibe
  • 21.
    • Preparando oútero para inseminação. • Lavagem uterina com ringer lactato  associada à ocitocina  ajuda a remover exsudatos e detritos  Diminui resposta inflamatória • agentes causadores da inflamação  Produtos seminais  Contaminantes externos • tratamentos visam reduzir essa inflamação
  • 22.
    • Alguns aspectosanatômicos do trato reprodutor das éguas, como a presença de um esfíncter na junção útero-tubarica e o posicionamento mais baixo do oviduto em relação ao útero, permitem tratamento pós-cobertura sem prejudicar a fertilidade. • Entre as terapias pós-cobertura/inseminação, destacam-se:  Administração de drogas ecbólicas  lavagem uterina  Antibioticoterapia  anti-inflamatórios  plasma rico em plaquetas.
  • 23.
    • A ocitocinaé a droga ecbólica preferida. Mas pode ser necessário escolher outra droga ecbólica, em vez de aumentar a dose de ocitocina, para evitar quadros de tetania. • Lavagem uterina  4 a 12h após a cobertura  Indicada quando há 2cm ou mais de líquido uterino ou repetição de cio • Diagnostico Tardio  antibioticoterapia é eficaz  Betalactâmicos como:  penicilina, ampicilina e ceftiofur
  • 24.
     Aminoglicosídeos como: amicacina e gentamicina  duração de 3 a 5 dias  A administração uterina é preferível para minimizar danos à microbiota e a outros órgãos. • Firocoxib reduz a resposta inflamatória  Sem afetar a ovulação ou a drenagem uterina na dose de 0,2mg/kg
  • 25.
    • Plasma ricoem plaquetas  frequentemente recomendada por promover reparação do tecido uterino  O plasma rico em plaquetas e o plasma homólogo com leucócitos são eficazes na redução da inflamação uterina, promovendo a apoptose dos neutrófilos e a ativação de macrófagos para resolver a inflamação e cicatrizar o tecido.
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