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Eficiência Energética Em Edificações
ADRIANO FERREIRA DE
FARIA
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2. Eficiência Energética em Edificações
No Brasil, o consumo de energia elétrica nas edificações
residenciais e comerciais, de serviços e públicas, é bastante
significativo, correspondendo a aproximadamente 50% do
total da eletricidade consumida no país.
Em contrapartida, o potencial de economia de energia desse
setor também é expressivo, uma vez que edificações novas
construídas de acordo com os padrões instituídos pela
Etiquetagem PBE Edifica podem obter uma economia de até
50%, já as edificações existentes que sofrerem grandes
reformas, uma economia de até 30%.
2. Eficiência Energética em Edificações – Relembrando o
Conceito
Eficiência energética é definida como a obtenção de um
serviço com baixo dispêndio de energia. Não se trata da
redução do serviço, mas do uso eficiente e racional da
energia e da redução do consumo (propiciando, por
consequência, a redução dos níveis de emissões de gases na
atmosfera).
No âmbito da arquitetura e da construção civil, um edifício é
considerado mais eficiente do que outro se “oferece as
mesmas condições ambientais com menor consumo de
energia”.
(Lamberts, et al. 2004; apud Moura e Motta, 2013)
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
O principal desafio da construção civil, um dos setores com
maior demanda de energia no mundo, é aumentar a
eficiência energética durante e após a obra. Cada vez mais as
medidas de contenção na utilização do insumo são
discutidas, especialmente porque o país já passou por um
grande racionamento em 2001.
O setor construtivo é responsável pelo consumo de quase
metade do total de quilowatts produzido no mundo,
segundo levantamento da Agência Internacional de Energia
(AIE).
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
No Brasil, de acordo com dados da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), as edificações consomem 48% de
toda a energia gerada.
O uso residencial corresponde por 24% do total produzido
no país, enquanto os setores comercial e público respondem
por 16% e 8%, respectivamente.
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
O que agrava ainda mais essa situação nos países em
desenvolvimento é o consumo de energia da crescente
classe média, que vem contribuindo significativamente para
o aumento da demanda global das tradicionais formas de
geração energética.
Isso nos leva à necessidade de uma mudança na forma de
construção e na responsabilidade da indústria no
desenvolvimento de produtos sustentáveis a partir das mais
avançadas tecnologias.
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
Foi pensando nesse cenário que surgiu a ideia de trazer para
o Brasil a CasaE, Casa de Eficiência Energética da BASF, que
reúne inovações em construção sustentável e
energeticamente eficiente. Esse é o décimo projeto
executado pela empresa no mundo e o primeiro em clima
tropical.
A ideia é mostrar como a indústria pode contribuir com
pesquisa e tecnologia para a sustentabilidade nas
construções.
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
As soluções aplicadas permitem uma redução de até 70% no
consumo de energia. São tecnologias inteligentes como as
microcápsulas poliméricas com parafina em seu interior e
que, adicionadas ao gesso, mantêm a temperatura dos
ambientes internos, a partir da troca de calor com a área
externa.
A solução chega a diminuir em 1/3 o uso do ar-condicionado.
Outra contribuição é dos pigmentos adicionados à tinta que
bloqueiam a absorção dos raios solares, mantendo a
superfície pintada fria, mesmo quando forem escolhidas
cores escuras, como preto ou cinza.
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
O sistema construtivo, com blocos de poliestireno expansível
(EPS) e grafite, garante o isolamento térmico da casa acima
de 20% em comparação ao produto convencional, o que
também auxilia na economia de energia.
Iluminação natural, janelas e portas com vidros duplos para
manter a temperatura e eletrodomésticos adequados são
outros fatores que contribuem para a redução do consumo
energético.
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
Construções desse tipo ainda não são realidade no Brasil,
mas o mercado começa a perceber que é possível erguer
obras mais eficientes do ponto de vista energético, gerando
também ganhos ambientais.
Embora o custo mais alto ainda seja, em alguns casos, um
limitador, a sustentabilidade é um dos principais
impulsionadores do crescimento e geração de valor. No
futuro, estará ainda mais fortemente integrada às decisões
de negócios.
2.1 Construção civil em novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
São muitos os desafios que a construção civil tem pela frente
na questão da eficiência energética, porém, sabemos que o
setor tem se movimentado para a promoção da
sustentabilidade.
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 Atividade em grupo
 Artigo: Eficiência Energética na Construção Civil no Brasil
 Artigo: Eficiência Energética de Edifícios – Panorama e Perspectivas das
Certificações no Brasil
2.2 Estado Atual e Perspectivas de Green Buildings no Brasil
O Que é Green Building, e o que ele pode fazer por você?
2.2 Estado Atual e Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Green building é um edifício ou qualquer espaço ou
ambiente que é construído pensando na sustentabilidade
social, ambiental e econômica, desde a sua concepção,
construção e durante a toda a sua operação.
No Brasil, esse tipo de construção é certificado pela
organização não governamental Green Building Council
Brasil - GBCB. De acordo com a GBCB, mais de mil
construções já possuem certificação sustentável, o que deixa
o Brasil na 4ª posição mundial.
2.2 Estado Atual e Perspectivas de Green Buildings no Brasil
A certificação dada pela GBCB, chamada de LEED (Leadership
in Energy and Environmental Design), avalia os
investimentos e esforços sustentáveis que perpassam obras
de eficiência energética e hídrica, gestão de resíduos, na
qualidade ambiental de interiores e na inovação de
processos.
Para a GBCB, os benefícios de uma construção sustentável
são inúmeros e percorrem valores econômicos, sociais e
ambientais.
2.2 Estado Atual e Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Entre os ganhos econômicos, a ONG cita a diminuição dos
custos operacionais, a diminuição dos riscos regulatórios, a
valorização do imóvel, o aumento na velocidade de
ocupação e retenção de ocupantes, a modernização e uma
menor obsolescência da edificação.
Como benefícios ambientais, são levados em conta o uso
racional e a redução da extração dos recursos naturais, a
redução e o consumo eficiente de água e energia, o uso de
materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental entre
outros.
2.2 Estado Atual e Perspectivas de Green Buildings no Brasil
No âmbito social, os benefícios são: melhora na segurança
da saúde dos ocupantes, inclusão social e aumento do senso
de comunidade, conscientização socioambiental, aumento
da produtividade do funcionário alocado, devido ao
crescimento da satisfação e do bem estar, entre muitos
outros.
2.2 Estado Atual e Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Aos poucos, diversas empresas já estão se adaptando a essa
exigência de mercado e investindo em construções
sustentáveis.
Elas instalam painéis solares, telhados verdes, adquirem
máquinas e equipamentos mais modernos que gastam
menos energia, realizam a reciclagem e destinação correta
de todos os tipos de materiais, incentiva hortas comunitárias
etc.
2.2 Estado Atual e Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Políticas públicas também incentivam a prática, com a
criação de linhas de crédito específicas com foco em
sustentabilidade.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul -
BRDE possui um programa chamado Produção & Consumo
Sustentáveis, que oferece financiamentos para empresas
com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do presente
e do futuro.
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Por que Certificar um prédio?
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2.3 Entidades, Organizações e Atores no Mercado das
Edificações no Brasil
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Como Ter Certeza que um Prédio é Sustentável?
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Publicação
do RTQ-C
Publicação
do RTQ-R
Obrigatório para
edifícios Federais
Reuniões para
revisão da IN02
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2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
O sucesso na implantação de qualquer sistema de gestão
está relacionado, principalmente, com um alto nível de
comprometimento da alta direção da empresa, com a sua
capacidade de comunicar e compartilhar sua visão
estratégica com os demais níveis da hierarquia, e, ainda,
com a seleção de um profissional competente e
tecnicamente qualificado para o gerenciamento do projeto.
2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Assim, o processo de implantação de um sistema de
gerenciamento da energia em muito se assemelha com
qualquer outro sistema de gestão.
Cabe à alta direção a responsabilidade de motivar sua
equipe, delegando poderes específicos e disponibilizando os
recursos necessários, além de traçar os objetivos
estratégicos do projeto e acompanhar os resultados obtidos.
2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Do profissional designado para a gestão do sistema de
gerenciamento da energia espera-se que este demonstre,
além de perseverança e capacidade de canalizar os esforços
da organização no que diz respeito à racionalização de
consumos e gestão eficiente da energia, uma preocupação
diária com os custos energéticos e a forma como a energia é
consumida na empresa, de sorte a mais facilmente
encontrar soluções que conduzam a um melhor
comportamento energético.
2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Para tanto, é imprescindível que tal profissional conheça,
com profundidade e rigor, as razões dos consumos de
energia na sua empresa, onde e como é consumida e os
respectivos custos, além das normas técnicas e legislação
aplicável aos principais insumos energéticos.
2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
A principal responsabilidade do gestor de energia é elaborar
e implementar o plano anual de energia, onde deverão ser
definidos os objetivos e metas a atingir, bem como os meios
necessários, de comum acordo com seus pares e com o
respaldo da alta direção.
2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Este profissional estará, ainda, na coordenação da equipe de
gestão de energia, grupo multifuncional de colaboradores
detentores do conhecimento técnico dos diversos saberes
associados aos processos desenvolvidos na empresa, tanto
de natureza produtiva, mas, também, comercial e
administrativa.
2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Em empresas maiores, a equipe de gestão de energia é
composta pelos próprios responsáveis por cada uma das
áreas de gestão na qual a organização encontra-se
segmentada, facilitando, assim, a identificação das
necessidades energéticas e formas de consumo da energia,
bem como dos possíveis “pontos problema”, tornando,
também, mais eficaz a tomada de decisões e a disseminação
interna de tais questões.
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2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Uma vez definida a equipe de gestão de energia, deverá o
gestor de energia buscar caracterizar o fluxo de informação
dos dados sobre energia na empresa.
O sistema de contabilidade energética da empresa é uma
ferramenta fundamental para o controle efetivo dos
consumos de energia e respectiva racionalização dos custos,
sendo primordial assegurar que a informação seja fornecida
corretamente, em prazo hábil e ao colaborador adequado,
para uma possível tomada de decisão.
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2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Como toda empresa possui uma preocupação de otimização
de seus recursos, sobretudo humanos, a posição de gestor
de energia pode ser exercida de forma cumulativa com
outras funções na organização, desde que estas não
prejudiquem o desempenho do profissional.
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2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
É imprescindível, porém, que tal profissional seja
reconhecidamente um especialista no assunto, que seja
hierarquicamente compatível com os pares que comporão a
equipe de gestão da energia e que responda diretamente à
alta direção, de forma a assegurar um bom desempenho em
suas funções.
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2.4 Papel do Gestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Provavelmente, o maior desafio a ser superado pelo gestor
de energia será lidar com as vaidades pessoais de cada
gestor de área da organização e modificar algumas culturas e
posturas arraigadas, através da conscientização de cada
colaborador acerca da relevância de algumas ações simples
e isoladas, como apagar as luzes dos recintos vazios ou
desligar equipamentos de ar condicionado durante o horário
de almoço.
Certo é que necessitará de muita diplomacia, perseverança e
capacidade de mobilização.
http://conhecendoaenergia.blogspot.com.br/2010/02/o-papel-do-gestor-de-energia.html
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Sites Importantes
PBE Edifica: site oficial da Etiqueta PBE Edifica:
www.pbeedifica.com.br
Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE/UFSC):
http://www.labeee.ufsc.br
Centro Brasileiro de Eficiência Energética em Edificações (CB3E):
http://cb3e.ufsc.br
Procelinfo:ETIQUETAGEM
http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View={89E211C6-61C2-499A-A791-DACD3
3A348F3}
Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE): Inmetro
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtosPBE/EdificiosComerciais.asp
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Sites Importantes
Curso a distância de Etiquetagem:
http://etiqeee.paginas.ufsc.br/
Webprescritivo(Etiqueta da Envoltória):
http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/webprescritivo/index.html
Software Oficial para Etiquetagem Procel:
http://domus.pucpr.br/
LADE -Laboratório de Análise e Desenvolvimento em Edificações (UFMS / Prof.
Wagner Andreasi)
http://www-nt.ufms.br/research/view/id/16
CBCS: Conselho Brasileiro de Construção Sustentável
http://www.cbcs.org.br.
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Eficiencia Energetica em Edificações.ppt

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    1 Eficiência Energética EmEdificações ADRIANO FERREIRA DE FARIA
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    2. Eficiência Energéticaem Edificações No Brasil, o consumo de energia elétrica nas edificações residenciais e comerciais, de serviços e públicas, é bastante significativo, correspondendo a aproximadamente 50% do total da eletricidade consumida no país. Em contrapartida, o potencial de economia de energia desse setor também é expressivo, uma vez que edificações novas construídas de acordo com os padrões instituídos pela Etiquetagem PBE Edifica podem obter uma economia de até 50%, já as edificações existentes que sofrerem grandes reformas, uma economia de até 30%.
  • 4.
    2. Eficiência Energéticaem Edificações – Relembrando o Conceito Eficiência energética é definida como a obtenção de um serviço com baixo dispêndio de energia. Não se trata da redução do serviço, mas do uso eficiente e racional da energia e da redução do consumo (propiciando, por consequência, a redução dos níveis de emissões de gases na atmosfera). No âmbito da arquitetura e da construção civil, um edifício é considerado mais eficiente do que outro se “oferece as mesmas condições ambientais com menor consumo de energia”. (Lamberts, et al. 2004; apud Moura e Motta, 2013)
  • 5.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios O principal desafio da construção civil, um dos setores com maior demanda de energia no mundo, é aumentar a eficiência energética durante e após a obra. Cada vez mais as medidas de contenção na utilização do insumo são discutidas, especialmente porque o país já passou por um grande racionamento em 2001. O setor construtivo é responsável pelo consumo de quase metade do total de quilowatts produzido no mundo, segundo levantamento da Agência Internacional de Energia (AIE).
  • 6.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios No Brasil, de acordo com dados da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as edificações consomem 48% de toda a energia gerada. O uso residencial corresponde por 24% do total produzido no país, enquanto os setores comercial e público respondem por 16% e 8%, respectivamente.
  • 7.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios O que agrava ainda mais essa situação nos países em desenvolvimento é o consumo de energia da crescente classe média, que vem contribuindo significativamente para o aumento da demanda global das tradicionais formas de geração energética. Isso nos leva à necessidade de uma mudança na forma de construção e na responsabilidade da indústria no desenvolvimento de produtos sustentáveis a partir das mais avançadas tecnologias.
  • 8.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios Foi pensando nesse cenário que surgiu a ideia de trazer para o Brasil a CasaE, Casa de Eficiência Energética da BASF, que reúne inovações em construção sustentável e energeticamente eficiente. Esse é o décimo projeto executado pela empresa no mundo e o primeiro em clima tropical. A ideia é mostrar como a indústria pode contribuir com pesquisa e tecnologia para a sustentabilidade nas construções.
  • 9.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios As soluções aplicadas permitem uma redução de até 70% no consumo de energia. São tecnologias inteligentes como as microcápsulas poliméricas com parafina em seu interior e que, adicionadas ao gesso, mantêm a temperatura dos ambientes internos, a partir da troca de calor com a área externa. A solução chega a diminuir em 1/3 o uso do ar-condicionado. Outra contribuição é dos pigmentos adicionados à tinta que bloqueiam a absorção dos raios solares, mantendo a superfície pintada fria, mesmo quando forem escolhidas cores escuras, como preto ou cinza.
  • 10.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios O sistema construtivo, com blocos de poliestireno expansível (EPS) e grafite, garante o isolamento térmico da casa acima de 20% em comparação ao produto convencional, o que também auxilia na economia de energia. Iluminação natural, janelas e portas com vidros duplos para manter a temperatura e eletrodomésticos adequados são outros fatores que contribuem para a redução do consumo energético.
  • 12.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios Construções desse tipo ainda não são realidade no Brasil, mas o mercado começa a perceber que é possível erguer obras mais eficientes do ponto de vista energético, gerando também ganhos ambientais. Embora o custo mais alto ainda seja, em alguns casos, um limitador, a sustentabilidade é um dos principais impulsionadores do crescimento e geração de valor. No futuro, estará ainda mais fortemente integrada às decisões de negócios.
  • 13.
    2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit, planta livre, escritórios São muitos os desafios que a construção civil tem pela frente na questão da eficiência energética, porém, sabemos que o setor tem se movimentado para a promoção da sustentabilidade.
  • 14.
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  • 17.
     Artigo: EficiênciaEnergética na Construção Civil no Brasil
  • 18.
     Artigo: EficiênciaEnergética de Edifícios – Panorama e Perspectivas das Certificações no Brasil
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    2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil O Que é Green Building, e o que ele pode fazer por você?
  • 20.
    2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil Green building é um edifício ou qualquer espaço ou ambiente que é construído pensando na sustentabilidade social, ambiental e econômica, desde a sua concepção, construção e durante a toda a sua operação. No Brasil, esse tipo de construção é certificado pela organização não governamental Green Building Council Brasil - GBCB. De acordo com a GBCB, mais de mil construções já possuem certificação sustentável, o que deixa o Brasil na 4ª posição mundial.
  • 21.
    2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil A certificação dada pela GBCB, chamada de LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), avalia os investimentos e esforços sustentáveis que perpassam obras de eficiência energética e hídrica, gestão de resíduos, na qualidade ambiental de interiores e na inovação de processos. Para a GBCB, os benefícios de uma construção sustentável são inúmeros e percorrem valores econômicos, sociais e ambientais.
  • 22.
    2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil Entre os ganhos econômicos, a ONG cita a diminuição dos custos operacionais, a diminuição dos riscos regulatórios, a valorização do imóvel, o aumento na velocidade de ocupação e retenção de ocupantes, a modernização e uma menor obsolescência da edificação. Como benefícios ambientais, são levados em conta o uso racional e a redução da extração dos recursos naturais, a redução e o consumo eficiente de água e energia, o uso de materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental entre outros.
  • 23.
    2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil No âmbito social, os benefícios são: melhora na segurança da saúde dos ocupantes, inclusão social e aumento do senso de comunidade, conscientização socioambiental, aumento da produtividade do funcionário alocado, devido ao crescimento da satisfação e do bem estar, entre muitos outros.
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    2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil Aos poucos, diversas empresas já estão se adaptando a essa exigência de mercado e investindo em construções sustentáveis. Elas instalam painéis solares, telhados verdes, adquirem máquinas e equipamentos mais modernos que gastam menos energia, realizam a reciclagem e destinação correta de todos os tipos de materiais, incentiva hortas comunitárias etc.
  • 25.
    2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil Políticas públicas também incentivam a prática, com a criação de linhas de crédito específicas com foco em sustentabilidade. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE possui um programa chamado Produção & Consumo Sustentáveis, que oferece financiamentos para empresas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do presente e do futuro.
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  • 27.
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    2.3 Entidades, Organizaçõese Atores no Mercado das Edificações no Brasil
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    31 Como Ter Certezaque um Prédio é Sustentável?
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    39 Publicação do RTQ-C Publicação do RTQ-R Obrigatóriopara edifícios Federais Reuniões para revisão da IN02
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    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) O sucesso na implantação de qualquer sistema de gestão está relacionado, principalmente, com um alto nível de comprometimento da alta direção da empresa, com a sua capacidade de comunicar e compartilhar sua visão estratégica com os demais níveis da hierarquia, e, ainda, com a seleção de um profissional competente e tecnicamente qualificado para o gerenciamento do projeto.
  • 66.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Assim, o processo de implantação de um sistema de gerenciamento da energia em muito se assemelha com qualquer outro sistema de gestão. Cabe à alta direção a responsabilidade de motivar sua equipe, delegando poderes específicos e disponibilizando os recursos necessários, além de traçar os objetivos estratégicos do projeto e acompanhar os resultados obtidos.
  • 67.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Do profissional designado para a gestão do sistema de gerenciamento da energia espera-se que este demonstre, além de perseverança e capacidade de canalizar os esforços da organização no que diz respeito à racionalização de consumos e gestão eficiente da energia, uma preocupação diária com os custos energéticos e a forma como a energia é consumida na empresa, de sorte a mais facilmente encontrar soluções que conduzam a um melhor comportamento energético.
  • 68.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Para tanto, é imprescindível que tal profissional conheça, com profundidade e rigor, as razões dos consumos de energia na sua empresa, onde e como é consumida e os respectivos custos, além das normas técnicas e legislação aplicável aos principais insumos energéticos.
  • 69.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) A principal responsabilidade do gestor de energia é elaborar e implementar o plano anual de energia, onde deverão ser definidos os objetivos e metas a atingir, bem como os meios necessários, de comum acordo com seus pares e com o respaldo da alta direção.
  • 70.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Este profissional estará, ainda, na coordenação da equipe de gestão de energia, grupo multifuncional de colaboradores detentores do conhecimento técnico dos diversos saberes associados aos processos desenvolvidos na empresa, tanto de natureza produtiva, mas, também, comercial e administrativa.
  • 71.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Em empresas maiores, a equipe de gestão de energia é composta pelos próprios responsáveis por cada uma das áreas de gestão na qual a organização encontra-se segmentada, facilitando, assim, a identificação das necessidades energéticas e formas de consumo da energia, bem como dos possíveis “pontos problema”, tornando, também, mais eficaz a tomada de decisões e a disseminação interna de tais questões. 71
  • 72.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Uma vez definida a equipe de gestão de energia, deverá o gestor de energia buscar caracterizar o fluxo de informação dos dados sobre energia na empresa. O sistema de contabilidade energética da empresa é uma ferramenta fundamental para o controle efetivo dos consumos de energia e respectiva racionalização dos custos, sendo primordial assegurar que a informação seja fornecida corretamente, em prazo hábil e ao colaborador adequado, para uma possível tomada de decisão. 72
  • 73.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Como toda empresa possui uma preocupação de otimização de seus recursos, sobretudo humanos, a posição de gestor de energia pode ser exercida de forma cumulativa com outras funções na organização, desde que estas não prejudiquem o desempenho do profissional. 73
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    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) É imprescindível, porém, que tal profissional seja reconhecidamente um especialista no assunto, que seja hierarquicamente compatível com os pares que comporão a equipe de gestão da energia e que responda diretamente à alta direção, de forma a assegurar um bom desempenho em suas funções. 74
  • 75.
    2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de Trabalho) Provavelmente, o maior desafio a ser superado pelo gestor de energia será lidar com as vaidades pessoais de cada gestor de área da organização e modificar algumas culturas e posturas arraigadas, através da conscientização de cada colaborador acerca da relevância de algumas ações simples e isoladas, como apagar as luzes dos recintos vazios ou desligar equipamentos de ar condicionado durante o horário de almoço. Certo é que necessitará de muita diplomacia, perseverança e capacidade de mobilização. http://conhecendoaenergia.blogspot.com.br/2010/02/o-papel-do-gestor-de-energia.html 75
  • 76.
    Sites Importantes PBE Edifica:site oficial da Etiqueta PBE Edifica: www.pbeedifica.com.br Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE/UFSC): http://www.labeee.ufsc.br Centro Brasileiro de Eficiência Energética em Edificações (CB3E): http://cb3e.ufsc.br Procelinfo:ETIQUETAGEM http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View={89E211C6-61C2-499A-A791-DACD3 3A348F3} Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE): Inmetro http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtosPBE/EdificiosComerciais.asp 76
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    Sites Importantes Curso adistância de Etiquetagem: http://etiqeee.paginas.ufsc.br/ Webprescritivo(Etiqueta da Envoltória): http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/webprescritivo/index.html Software Oficial para Etiquetagem Procel: http://domus.pucpr.br/ LADE -Laboratório de Análise e Desenvolvimento em Edificações (UFMS / Prof. Wagner Andreasi) http://www-nt.ufms.br/research/view/id/16 CBCS: Conselho Brasileiro de Construção Sustentável http://www.cbcs.org.br. 77
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