2. Eficiência Energéticaem Edificações
No Brasil, o consumo de energia elétrica nas edificações
residenciais e comerciais, de serviços e públicas, é bastante
significativo, correspondendo a aproximadamente 50% do
total da eletricidade consumida no país.
Em contrapartida, o potencial de economia de energia desse
setor também é expressivo, uma vez que edificações novas
construídas de acordo com os padrões instituídos pela
Etiquetagem PBE Edifica podem obter uma economia de até
50%, já as edificações existentes que sofrerem grandes
reformas, uma economia de até 30%.
4.
2. Eficiência Energéticaem Edificações – Relembrando o
Conceito
Eficiência energética é definida como a obtenção de um
serviço com baixo dispêndio de energia. Não se trata da
redução do serviço, mas do uso eficiente e racional da
energia e da redução do consumo (propiciando, por
consequência, a redução dos níveis de emissões de gases na
atmosfera).
No âmbito da arquitetura e da construção civil, um edifício é
considerado mais eficiente do que outro se “oferece as
mesmas condições ambientais com menor consumo de
energia”.
(Lamberts, et al. 2004; apud Moura e Motta, 2013)
5.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
O principal desafio da construção civil, um dos setores com
maior demanda de energia no mundo, é aumentar a
eficiência energética durante e após a obra. Cada vez mais as
medidas de contenção na utilização do insumo são
discutidas, especialmente porque o país já passou por um
grande racionamento em 2001.
O setor construtivo é responsável pelo consumo de quase
metade do total de quilowatts produzido no mundo,
segundo levantamento da Agência Internacional de Energia
(AIE).
6.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
No Brasil, de acordo com dados da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), as edificações consomem 48% de
toda a energia gerada.
O uso residencial corresponde por 24% do total produzido
no país, enquanto os setores comercial e público respondem
por 16% e 8%, respectivamente.
7.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
O que agrava ainda mais essa situação nos países em
desenvolvimento é o consumo de energia da crescente
classe média, que vem contribuindo significativamente para
o aumento da demanda global das tradicionais formas de
geração energética.
Isso nos leva à necessidade de uma mudança na forma de
construção e na responsabilidade da indústria no
desenvolvimento de produtos sustentáveis a partir das mais
avançadas tecnologias.
8.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
Foi pensando nesse cenário que surgiu a ideia de trazer para
o Brasil a CasaE, Casa de Eficiência Energética da BASF, que
reúne inovações em construção sustentável e
energeticamente eficiente. Esse é o décimo projeto
executado pela empresa no mundo e o primeiro em clima
tropical.
A ideia é mostrar como a indústria pode contribuir com
pesquisa e tecnologia para a sustentabilidade nas
construções.
9.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
As soluções aplicadas permitem uma redução de até 70% no
consumo de energia. São tecnologias inteligentes como as
microcápsulas poliméricas com parafina em seu interior e
que, adicionadas ao gesso, mantêm a temperatura dos
ambientes internos, a partir da troca de calor com a área
externa.
A solução chega a diminuir em 1/3 o uso do ar-condicionado.
Outra contribuição é dos pigmentos adicionados à tinta que
bloqueiam a absorção dos raios solares, mantendo a
superfície pintada fria, mesmo quando forem escolhidas
cores escuras, como preto ou cinza.
10.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
O sistema construtivo, com blocos de poliestireno expansível
(EPS) e grafite, garante o isolamento térmico da casa acima
de 20% em comparação ao produto convencional, o que
também auxilia na economia de energia.
Iluminação natural, janelas e portas com vidros duplos para
manter a temperatura e eletrodomésticos adequados são
outros fatores que contribuem para a redução do consumo
energético.
12.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
Construções desse tipo ainda não são realidade no Brasil,
mas o mercado começa a perceber que é possível erguer
obras mais eficientes do ponto de vista energético, gerando
também ganhos ambientais.
Embora o custo mais alto ainda seja, em alguns casos, um
limitador, a sustentabilidade é um dos principais
impulsionadores do crescimento e geração de valor. No
futuro, estará ainda mais fortemente integrada às decisões
de negócios.
13.
2.1 Construção civilem novos prédios, indústrias, retrofit,
planta livre, escritórios
São muitos os desafios que a construção civil tem pela frente
na questão da eficiência energética, porém, sabemos que o
setor tem se movimentado para a promoção da
sustentabilidade.
Artigo: EficiênciaEnergética de Edifícios – Panorama e Perspectivas das
Certificações no Brasil
19.
2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil
O Que é Green Building, e o que ele pode fazer por você?
20.
2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Green building é um edifício ou qualquer espaço ou
ambiente que é construído pensando na sustentabilidade
social, ambiental e econômica, desde a sua concepção,
construção e durante a toda a sua operação.
No Brasil, esse tipo de construção é certificado pela
organização não governamental Green Building Council
Brasil - GBCB. De acordo com a GBCB, mais de mil
construções já possuem certificação sustentável, o que deixa
o Brasil na 4ª posição mundial.
21.
2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil
A certificação dada pela GBCB, chamada de LEED (Leadership
in Energy and Environmental Design), avalia os
investimentos e esforços sustentáveis que perpassam obras
de eficiência energética e hídrica, gestão de resíduos, na
qualidade ambiental de interiores e na inovação de
processos.
Para a GBCB, os benefícios de uma construção sustentável
são inúmeros e percorrem valores econômicos, sociais e
ambientais.
22.
2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Entre os ganhos econômicos, a ONG cita a diminuição dos
custos operacionais, a diminuição dos riscos regulatórios, a
valorização do imóvel, o aumento na velocidade de
ocupação e retenção de ocupantes, a modernização e uma
menor obsolescência da edificação.
Como benefícios ambientais, são levados em conta o uso
racional e a redução da extração dos recursos naturais, a
redução e o consumo eficiente de água e energia, o uso de
materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental entre
outros.
23.
2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil
No âmbito social, os benefícios são: melhora na segurança
da saúde dos ocupantes, inclusão social e aumento do senso
de comunidade, conscientização socioambiental, aumento
da produtividade do funcionário alocado, devido ao
crescimento da satisfação e do bem estar, entre muitos
outros.
24.
2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Aos poucos, diversas empresas já estão se adaptando a essa
exigência de mercado e investindo em construções
sustentáveis.
Elas instalam painéis solares, telhados verdes, adquirem
máquinas e equipamentos mais modernos que gastam
menos energia, realizam a reciclagem e destinação correta
de todos os tipos de materiais, incentiva hortas comunitárias
etc.
25.
2.2 Estado Atuale Perspectivas de Green Buildings no Brasil
Políticas públicas também incentivam a prática, com a
criação de linhas de crédito específicas com foco em
sustentabilidade.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul -
BRDE possui um programa chamado Produção & Consumo
Sustentáveis, que oferece financiamentos para empresas
com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do presente
e do futuro.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
O sucesso na implantação de qualquer sistema de gestão
está relacionado, principalmente, com um alto nível de
comprometimento da alta direção da empresa, com a sua
capacidade de comunicar e compartilhar sua visão
estratégica com os demais níveis da hierarquia, e, ainda,
com a seleção de um profissional competente e
tecnicamente qualificado para o gerenciamento do projeto.
66.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Assim, o processo de implantação de um sistema de
gerenciamento da energia em muito se assemelha com
qualquer outro sistema de gestão.
Cabe à alta direção a responsabilidade de motivar sua
equipe, delegando poderes específicos e disponibilizando os
recursos necessários, além de traçar os objetivos
estratégicos do projeto e acompanhar os resultados obtidos.
67.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Do profissional designado para a gestão do sistema de
gerenciamento da energia espera-se que este demonstre,
além de perseverança e capacidade de canalizar os esforços
da organização no que diz respeito à racionalização de
consumos e gestão eficiente da energia, uma preocupação
diária com os custos energéticos e a forma como a energia é
consumida na empresa, de sorte a mais facilmente
encontrar soluções que conduzam a um melhor
comportamento energético.
68.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Para tanto, é imprescindível que tal profissional conheça,
com profundidade e rigor, as razões dos consumos de
energia na sua empresa, onde e como é consumida e os
respectivos custos, além das normas técnicas e legislação
aplicável aos principais insumos energéticos.
69.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
A principal responsabilidade do gestor de energia é elaborar
e implementar o plano anual de energia, onde deverão ser
definidos os objetivos e metas a atingir, bem como os meios
necessários, de comum acordo com seus pares e com o
respaldo da alta direção.
70.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Este profissional estará, ainda, na coordenação da equipe de
gestão de energia, grupo multifuncional de colaboradores
detentores do conhecimento técnico dos diversos saberes
associados aos processos desenvolvidos na empresa, tanto
de natureza produtiva, mas, também, comercial e
administrativa.
71.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Em empresas maiores, a equipe de gestão de energia é
composta pelos próprios responsáveis por cada uma das
áreas de gestão na qual a organização encontra-se
segmentada, facilitando, assim, a identificação das
necessidades energéticas e formas de consumo da energia,
bem como dos possíveis “pontos problema”, tornando,
também, mais eficaz a tomada de decisões e a disseminação
interna de tais questões.
71
72.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Uma vez definida a equipe de gestão de energia, deverá o
gestor de energia buscar caracterizar o fluxo de informação
dos dados sobre energia na empresa.
O sistema de contabilidade energética da empresa é uma
ferramenta fundamental para o controle efetivo dos
consumos de energia e respectiva racionalização dos custos,
sendo primordial assegurar que a informação seja fornecida
corretamente, em prazo hábil e ao colaborador adequado,
para uma possível tomada de decisão.
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73.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Como toda empresa possui uma preocupação de otimização
de seus recursos, sobretudo humanos, a posição de gestor
de energia pode ser exercida de forma cumulativa com
outras funções na organização, desde que estas não
prejudiquem o desempenho do profissional.
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74.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
É imprescindível, porém, que tal profissional seja
reconhecidamente um especialista no assunto, que seja
hierarquicamente compatível com os pares que comporão a
equipe de gestão da energia e que responda diretamente à
alta direção, de forma a assegurar um bom desempenho em
suas funções.
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75.
2.4 Papel doGestor de Energia na Indústria e na Área de
Edificações (Tarefas, Responsabilidades, Deveres, Perfil de
Trabalho)
Provavelmente, o maior desafio a ser superado pelo gestor
de energia será lidar com as vaidades pessoais de cada
gestor de área da organização e modificar algumas culturas e
posturas arraigadas, através da conscientização de cada
colaborador acerca da relevância de algumas ações simples
e isoladas, como apagar as luzes dos recintos vazios ou
desligar equipamentos de ar condicionado durante o horário
de almoço.
Certo é que necessitará de muita diplomacia, perseverança e
capacidade de mobilização.
http://conhecendoaenergia.blogspot.com.br/2010/02/o-papel-do-gestor-de-energia.html
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76.
Sites Importantes
PBE Edifica:site oficial da Etiqueta PBE Edifica:
www.pbeedifica.com.br
Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LABEEE/UFSC):
http://www.labeee.ufsc.br
Centro Brasileiro de Eficiência Energética em Edificações (CB3E):
http://cb3e.ufsc.br
Procelinfo:ETIQUETAGEM
http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View={89E211C6-61C2-499A-A791-DACD3
3A348F3}
Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE): Inmetro
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtosPBE/EdificiosComerciais.asp
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77.
Sites Importantes
Curso adistância de Etiquetagem:
http://etiqeee.paginas.ufsc.br/
Webprescritivo(Etiqueta da Envoltória):
http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/webprescritivo/index.html
Software Oficial para Etiquetagem Procel:
http://domus.pucpr.br/
LADE -Laboratório de Análise e Desenvolvimento em Edificações (UFMS / Prof.
Wagner Andreasi)
http://www-nt.ufms.br/research/view/id/16
CBCS: Conselho Brasileiro de Construção Sustentável
http://www.cbcs.org.br.
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