No Brasil, a educação escolar foi iniciada pelos jesuítas com base em disciplina severa e rígida. Conforme descreve Azevedo (1976), a educação jesuítica do período colonial orientava-se para a uniformidade intelectual, com ensino dogmático e abstrato, não apresentava flexibilidade de ajuste às necessidades, os métodos eram autoritários e a rotina conservadora e controlada. Segundo o autor, essa forma de educação atendeu a sua época deixando fortes traços no processo educacional brasileiro. Neste contexto, o ensino no Brasil, em 1549, foi a catequização enquanto educação.
O ensino pensado pela Igreja Católica, que mantinha relação com o governo de Portugal, tinha como objetivo catequético, converter a alma do índio brasileiro à fé cristã. Escolas improvisadas, construídas pelos próprios índios; no entanto, as aulas lecionadas para os filhos dos colonos. Também eram atendidos de forma diferenciada os filhos de portugueses, descendentes de europeus que também frequentavam as aulas dos jesuítas, entretanto, recebendo um ensino aprofundado, que não se restringia à propagação do ensino religioso. A diferenciação do ensino para este público privilegiado era um pedido feito pela elite colonial que morava no Brasil.