Projecto eLit.ptA LITERACIA INFORMACIONAL NOS ESTUDANTES DO SÉCULO XXI“Geração copy & paste”Armando Malheiro da SilvaFernanda Martins Maria Manuela Pinto
EnquadramentoA Literacia Informacional no Espaço Europeu do Ensino Superior: Estudo das Competências da Informação em PortugalProjecto de investigação aprovado e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)  - 2007/2010Entidade proponente do Projecto:Centro de Estudos em Tecnologia e Ciências da Comunicação (CETAC.media) da Faculdade de Letras da Universidade do PortoÁrea cientifica em que o Projecto foi incluído e avaliado: Ciências da Informação e da Comunicação
O ProjectoÁrea ou campo específico em que a abordagem deste Projecto foi concebida:a Ciência da Informaçãotal como vem sendo matrizada e desenvolvida na FLUP atravésde umcorpus teórico-metodológico trans e interdisciplinarquedifere substancialmente do perfil epistémico das chamadas Ciências Documentais
A EquipaConstituiu-se uma equipa assumidamente interdisciplinar cruzando saberes da C.I., da Sociologia e da Psicologia e Educação, eixos enformadores da abordagem do tema/problema Literacia InformacionalArmando Malheiro da Silva(Coordenador)Ciência da Informação: Faculdade de Letras – Universidade do PortoFernanda Martins Psicologia Cognitiva: Faculdade de Letras – Universidade do PortoJosé Azevedo Sociologia: Faculdade de Letras – Universidade do PortoMaria Manuela Pinto Ciência da Informação : Faculdade de Letras – Universidade do PortoViviana Fernández Marcial 	Ciência da Informação : Universidade de A Coruña - EspanhaLetícia SilvaSusana Guedes	(Bolseiras de Investigação 2008/2009 e 2009/2010 : Faculdade de Letras – Universidade do Porto)
Focus do ProjectoFOCUS do projectoEstudar aLiteracia Informacionalou seja, uma ”espécie” de Literaciatendo em conta a moda explosiva e a variedade de Literacias que a literatura exibeou seja, umconjunto de características e aspectos relacionados com aInformação tal como esta é definida e objectivada pela C.I.Desenvolver esse estudo tendo como contexto:as alterações nas políticas e sistemas de educação em Portugal e na Europasobretudo no que toca aonível superior ou universitário e ao modelo de uniformização recentemente implementado e conhecido por Reforma (Declaração) deBolonha
Focus do ProjectoA Referência expressa ao EspaçoEuropeu do Ensino Superiorsignifica precisamente a atenção dada à influência que omeio ambiente(leia-se o enquadramento portuguêse europeu) tem sobre a problemática da LiteraciaNão é, pois, possível esquecer, sobretudo, a vertente política que se traduz num conjunto de iniciativas e projectos que, pelo menos, desde 1996 vêmprocurando ajustar o sistema educativo à introdução e subsequente impacto das TIC
Focus do ProjectoVem a propósito recordar:1996 - o relatório da ComissãoInternacional sobre Educação, coordenada por Jacques Delors, para a UNESCO e intitulado Educação, um tesouro a descobrir1999 – o lançamento da iniciativa eEurope - Sociedade de Informação para todos, concebida para acelerar a implantação das TIC em toda a Europa e garantir que todos os europeus possuam competências necessárias para as usar2000 a 2004 - o lançamento do plano de acção eLearning (Desenhar a Educação de Amanhã)
Focus do ProjectoIniciativas de âmbito europeu com reflexo em Portugal, onde vale destacar:a reforma curricular de 2001-2002 para o ensino básico e secundário (DL nº 6 de 18 Jan 2001) em que é assumido o carácter instrumental do uso das TIC integrado em todos os ciclos de aprendizagem na área de formação transdisciplinar
Focus do ProjectoA implementação da Declaração de Bolonha	a partir de 2006 tem propósitos de:uniformização política dos diplomas e das oportunidades de acesso ao mercado de trabalho no espaço da UEteve, também, o objectivo de uma mudança profunda na concepção pedagógica, sobretudo em nível do último estádio da educação formal - o universitárioe de  aproximar o aluno de uma aprendizagem acompanhada e, ao mesmo tempo, capaz de desenvolver um forte sentido deautonomia e de auto-desenvolvimento das capacidades/competências próprias e adquiridas
Focus do ProjectoMudança do processo ensinar-aprenderOs estudantes participam/constroem activamente o seu conhecimentoPromoção da formação contínua, aprendizagem ao longo da vidaÊnfase na total integração das TIC nos sistemas de educação, permitindo assim um sistema interactivo de raízCriação dos ECTS (European Credits Transfer System)nova medida para reconhecer o conhecimento académico dos estudantes e que traz maiores oportunidades de transmissão e aquisição de conhecimento. Os ECTS valorizam as horas que os estudantes dedicam à aquisição específica de conhecimento, em detrimento da definição baseada no número de horas em que o professor ensina.Promoção de uma educação integrada para o estudanteabrangendo a aquisição de competências genéricas, transversais e específicas (conhecimento, capacidades e habilidades), nas quais o acesso e o uso da informação são uma prioridade.
Focus do ProjectoNo entanto, é preciso sublinhar que o actual projecto e os resultados obtidos através dos questionários, aplicados de 2007 a 2009, não conseguem espelhar qualquer indício claro do impacto da reforma no comportamento informacional dos estudantesO que já parece ser visível, através desta abordagem por questionário, é a transição, em curso, do “cérebro tipográfico” para o ”cérebro hipertextual ou 2.0” estimulada pelos programas e reformas citadasTrata-se de um importante tópico de pesquisa a explorar
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisO Projecto eLit.ptinscreve-se num “terreno” problemático que convoca olhares complementares e exclui abordagens únicas, mas, precisamente por isso, precisa de evidenciar bem a base disciplinar ou científica de onde parte ou onde assenta a Ciência da Informaçãoperspectivada no seu “nicho” interdisciplinar imediato e natural que é o das Ciências da Informação e da Comunicação
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisÉ um projecto de pesquisa em C.I., entendida esta como :
ciência social aplicada que investiga o ciclo info-comunicacional completo (da produção ao uso da informação) em quaisquer suportes e qualquer que seja a codificação e a natureza dos conteúdos (informação)Adapt. from Tom Wilson
EnquadramentoO Projecto eLit.ptInscreve-se naCiência da Informação esta compreende três grandes áreas: a produçãoa organização e representaçãoo comportamento informacionalA Literacia Informacional surge como problema de estudo dentro do Comportamento Informacionalconceito  que chegou à Biblioteconomia e ao universo das Bibliotecas Escolares e Universitárias
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisO objecto construídopela Ciência da Informação como móbil e alvo de toda a pesquisa é a INFORMAÇÃOconceito polissémico e transversal que carece de oportunos esclarecimentos quanto ao seu uso científicoPARTIMOS, EM C.I., DESTA DEFINIÇÃO OPERATÓRIA:informação é um conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas (sinais e símbolos) e modelado com/por interacção social, capaz de ser registada em qualquer material de armazenamento de informação (papel, filme, fita magnética, disco compacto, etc.) e, assim, comunicada de uma forma assíncrona e multidireccional(Silva, 2006)
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisComportamento e Literacia informacionais remetem, naturalmente, para a definição operatória apresentada e configuram, assim, uma especificidade da C.I.Definimos Comportamento Informacional como:o modo de ser ou de reagir de uma pessoa ou de um grupo numa determinada situação e contexto, impelido por necessidades induzidas ou espontâneas, no que toca exclusivamente à produção\emissão, recepção, memorização/guarda, reprodução e difusão da informação(Silva, 2006)
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisDefinimos Literacia Informacionalatravés das competências e da capacidade selectivae sintetizadora na busca e uso da informação(Silva, 2006)Determinar:o tipo de competências aprendidasassim como as necessidades espontâneas ou induzidas ao longo do processo de escolarizaçãono que toca a buscar, reproduzir/citar, interiorizar e comunicar informaçãoenvolve um diálogo directo e  proveitoso com as Ciências da Educação e permite desenvolver pesquisa dentro da C.I.
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisNão podemos esquecer que o conceitochegou à Biblioteconomia e ao universo das Bibliotecas Escolares e Universitáriasvindo dos campos da formação profissional e da Educação, imbricado, sobretudo na língua inglesa (literacy significa alfabetização eliteracy), com o sentido elementar atribuído às competências-chave (aprender a ler, esrever e contar),e, aos poucos, foi sendo diferenciado desse sentidopara significar uma função cognitiva e emocional mais madura e versátil capaz de avaliar, de escolher e de usar construtivamente os diferentes tipos de informação disponíveis
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisÉ preciso ainda ter em conta quea assimilação do conceito na prática formativa e cultural dos bibliotecários levou à elaboração de normas e referenciais, desde os anos 80a fim de que os utilizadores (estudantes) das Bibliotecas adquirissem boas práticas na busca, uso e citação da fontes procuradas e encontradas nesses espaços próprios dentro do contexto escolar em que desenvolviam as suas actividades
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisEssas normas e o entendimento subjacente de L.I. na prática biblioteconómicadesenharam um conjunto de ideias orientadoras do papel do bibliotecário ainda hoje quer no seio das Universidades, quer nas Escolas através da figura do professor bibliotecáriovão desde prescrições elementares e simples como seja a leitura de catálogos e da sinalética classificativa (por ex. CDU), dos livros e periódicos em livre acesso ou os passos certos de uma pesquisa em base de dados bibliográficasaté à estimulação de avaliação, escolha e uso crítico das fontes disponíveis
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisA L.I. na prática biblioteconómica adquiriu, assim, um viés muito associado à indução de competências através do binómio ensino-aprendizagem, que a pesquisa em C.I. deve compreender e ver os efeitos desse esforço “de formação para a a literacia informacional” nas pessoas, nos grupos e no próprio sistema educativoA pesquisa em C.I.vai, pois, muito para além das normas e das boas práticas, e busca criticamente entender e caracterizar em profundidade o perfil de L.I. dos sujeitos estudados
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisO processo de APRENDIZAGEMLITERACIA INFORMACIONAL no âmbito da CIÊNCIA DA INFORMAÇÃOEstá relacionada comCriação1Transformação 7Procura 2Difusão e transmissão 6Avaliação3INFORMAÇÃOOrganização4Armazenamento5LITERACIA INFORMACIONALé um tópico fundamental noCOMPORTAMENTO INFORMACIONALe a AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES está directamente relacionada com
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisEste ciclo de operações implica:o desenvolvimento de competências de L.I. que programas “de formação” promovem em determinados sistemas e contextos e que importa sujeitar a exame crítico e é isso que entendemos ser a pesquisa de L.I. em C.I. o Projecto eLit.pt nasceu alinhado com este objectivo
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisContexto das necessidades de informaçãoBarreirasComportamento de pesquisa da InformaçãoPessoaEstados fisiológicos, afectivos e cognitivos AmbientePapel socialAdapt. from Tom Wilson’s Model
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisConvém sublinhar como objectivos mais especificos do eLit.pt, projecto de pesquisa em C.I.: determinar a existência da LI tal como a definimos atrásVerificar se a LI já é perceptível no fim do ensino secundário e se durante todo esse nível de ensino houve alguma “formação para a LI” no sentido de boas práticas de busca, organização, citação e uso da informaçãoDeterminar eventuais contraste entre os níveis de LI no secundário e a meio do ensino universitário e politécnicoSituar a LI através do diferentes contextos escolares (secundário e superior - universitário e politécnico) nas assimetrias geográficae sócio-económicade Portugal continentalPartir do contexto escolar e do desenvolvimento da LI  que aí se verifica para determinar outros contextos que se sobrepõem ou se ligam complementarmente no processo de consolidação da LI nos estudantes portuguesesAvaliar o esforço há muito desenvolvido através dos padrões de LI e até que ponto ele se revela insuficiente ou até inútil para a criação de um efectivo e interiorizado perfil de LI no processo educativo formal em plena Era da Informação e sob o impacto das TIC
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisConvém ainda destacar mais alguns conceitos operatórios essenciais:Inclusão digitalcorresponde às competências adquiridas no processo de aprendizagem básica de informática, utilização de computadores e navegação na Internetdifere de LIporque essas competências não incluem a capacidade de avaliar, seleccionar e usar criticamente a informação produzida/obtida através do computador ou da internet
Fundamentosepistemológicos e conceptuaisMeio ambientesignifica a realidade política, económica, social e cultural que condiciona e envolve os contextos e situações comportamentais relativas ao fluxo e ao uso/reprodução da informaçãoContextounidade agregadora de elementos materiais, tecnológicos e simbólicos que envolvem os sujeitos de acção info-comunicacional através de momentos circunstanciais delimitados cronologicamente (situação)Situaçãoé o estado circunstancial, temporário, de duração mais ou menos reduzida e contínua, que dá historicidade à acção informacional propriamente dita
Fundamentos epistemológicos e conceptuaisConvém, por último, reconhecer que o eLit.pt foi concebido tendo em vista a criação de um modelo explicativo e, na medida do possível, interventivo que ajude a “cartografar” o estado da LI no sistema educativo portuguêse a propor medidas e programas integrados e interdisciplinares tendentes a proporcionar um alargamento de competências e de desempenho intelectual e civico à populaçao estudantil
As competências informacionais são co-determinadas, em primeiro lugar, pelas condições do meio e pela acção humana, focada no contexto e na situação
O meio determina o contexto e o contexto é mais urgente e uma situação mais pessoal
Tudoistodefinirá as necessidades de informação
As necessidades de informaçãodeterminarão o modocomoosestudantesacederão à informação
Quando os estudantes acedem á informação, um processo de avaliação e selecção é automaticamente activado e este processo é influenciado pela situação, contexto e meio
O resultado deste processo é a satisfação ou não-satisfação do estudanteA InvestigaçãoMetodologia de InvestigaçãoA investigação teve a seguinte base:a) É necessário desenvolver um estudo específico no país de forma a: determinar a existência ou não de diversos padrões de literaciaidentificaraaptidão e atitude dos estudantes universitários face à literacia informacional no ensino superiorb) A cultura informacional é potencialmente diferente das distintas áreas geográficas de Portugalc) O comportamento informacional está ligado ás expectativas, necessidades e estilo de vidad) A criação de um programa estratégico de literacia informacional seria uma garantia de uma optimização do processo de adaptação de Portugal ao Espaço Europeu do Ensino Superior e à sociedade do conhecimento.
Metodologia de InvestigaçãoQualitativa obter indicadores sobre o comportamento informacional, as expectativas, necessidades e uso da informação por parte dos estudantesestes indicadores foram usados na estruturação do inquéritoQuantitativabaseada nos resultados do inquéritoA Investigação
A InvestigaçãoPrincipais questões1ªQuestão2ªQuestão4231Perceber de que forma os estudantes universitários encaram as novas competências requeridas pela criação do EEESPerceber como os estudantes estão preparados em termos de competências informacionaisantes do ensino superiorDurante a frequência do ensino uperiorno final do curso superior
A Investigação1ª Fase2ª Fase3ªFaseInquérito construído com base nos resultados da entrevistae com umaaplicação nacional       Análise de Resultados e estruturação do modelo Grupo FocoEntrevista(qualitativo)
Grupos de QuestõesContexto Pessoal(10 questões)Contexto Escolar (4 questões)Utilização da Biblioteca e Recursos de InformaçãoEscolar/Faculdade (8 questões)Pública (8 questões)Utilização da Internet (5 questões)Recuperação e Uso da informação (19 questões)
A Investigação
A Amostra11 Escolas Secundárias955 estudantes 13 Instituições do Ensino Superior 2271 estudantes
Caracterização da AmostraGénero dos inquiridos%
Caracterização da AmostraIdade dos Inquiridos%
Dados gerais sobre a origem socialOs estudantes do secundário parecem reflectir um perfil característico de populações urbanasExiste uma clara diferenciação na origem social dos alunos do Ensino Universitário e Politécnico:verifica-se um maior recurso ao apoio social nos alunos do politécnico, bem como uma menor escolaridade da mãe e do pai os alunos do politécnico já no 1º ciclo frequentaram menos a biblioteca escolar, o que pode, desde logo, evidenciar a frequência de escolas com menos recursos.Frequência de utilização
Inquiridos do Ensino Superior beneficiários bolsa estudo/apoio escolarEnsino Superior%
Nível de escolaridade da mãeSecundário - 45,6% têm um curso superior, seguem-se 23,3% com o SecundárioSuperior - 22,6% têm o Secundário, seguem-se 22,2% com curso Superior%
Nível de escolaridade da mãe - inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior - Mãe
Nível de escolaridade do paiSecundário - 35,5%têm um curso superior, seguem-se 25,2% com o SecundárioSuperior - 22,8% têm o Secundário, seguem-se 22,5%com o 1º ciclo%
Nível de escolaridade do pai - inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior - Pai%
Dados gerais sobre a presença de computadores e  acesso  à Internet Presença de computadores e acesso à Internet cerca de 99% dos inquiridos declara ter computador em casao número de computadores por agregado familiar é maior no superior do que no politécnico o que leva à possibilidade de um uso mais intensivo por cada indivíduo do superiorO acesso à Internet em casa está também bastante difundido (cerca de 81% dos inquiridos refere ter), sendo que a sua distribuição é mais uma vez favorável aos alunos universitáriosA frequência de acesso é igualmente diferenciada, sendo os universitários aqueles que acedem com maior frequência.Verifica-se, ainda, que esta distribuição desigual assenta também numa distribuição geográfica. Assim as maiores taxas de acesso encontram-se também nas maiores cidades.
Número de computadores que os inquiridos têm em casaCerca de 90% dos alunos têm de 1 a 3 computadores em casa  	Só 0,2% no Secundário e 0,4% no Superior não tem computador em casa%
Frequência com que acedem à InternetLidera o acesso diário à Internet%
Frequência com que acedem à Internet - Inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior
Local onde os inquiridos acedem à InternetDomina a opção pelo acesso em casaDestaque para o acesso na Faculdade para o Ensino Superior%
Uso de motores de buscaOpção: Uso Muito FrequenteO Google lidera, embora o Yahoo tenha representatividade no Secundário%
Estudantes que frequentaram aulas de TIC94,7% de estudantes do Secundário contra 53% do SuperiorEstudantes do Secundário estavam no 5º ano em 2001-2002Estudantes do Superior estavam no 7º ano em 2001-2002
Número de disciplinas em que são requeridos trabalhosEstudantes têm um elevado número de disciplinas que exigem a realização de trabalhos%
Local onde os inquiridos realizam os seus trabalhosMantém-se o domínio da realização em casa (com recursos TIC)Estudantes do Superior com uso mais intensivo quer da Faculdade quer da Biblioteca da Faculdade (domínio especializado)  	%
Frequência de utilização dos recursos da InternetMESSENGER,Youtube, Hi5, Downloads lideram  - INTERNET para lazerWebsites de bibliotecas, B-On e bibliotecas digitais com as % mais baixas Wikipédia%Bibliotecas
Utilização da Biblioteca Escolar (BE) / Faculdade (BF)Biblioteca Escolar / FaculdadeApesar dos estudantes optarem maioritariamente pela casa para realizar os trabalhos escolares a maioria dos inquiridos já visitou uma biblioteca.	Contudo:cerca de 22,4,6% dos estudantes do Secundário e 15,9% do Superior dizem nunca ter visitado este equipamento desde o 1º cicloverificando-se uma maior afluência no 3º ciclo (69,7% e 60,9%), seguido do 2º ciclo (47,7% e 42,3%)Em termos de regularidade de frequênciaA tendência inverte-se: só uma minoria o faz regularmente, sendo notória uma diferença de comportamento entre o estudante do Secundário e o do Ensino Superior Frequência de utilização
Frequência com que os inquiridos vão à BE/BF%
Frequência da BE/BF noutros ciclos de ensino%
Frequência da BE no 1º ciclo - Inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior
Existência de formação de utilizadores na BE/BFExistência de formação de utilizadores na BE/BF: SimSó 25% dos inquiridos reconhece a sua existência%
O que fazem os alunos na BE/BF3ºlugar%
Dificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BE/BFDificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BE/BF: NãoCuriosamente não sentem dificuldade%
Utilizaçãodos recursos da BE/BFUtilização dos recursos disponíveis (catálogo, acesso livre, biblioteca digital, catálogo electrónico, bases de dados) Secundário: exceptuando o acesso livre (mesmo assim 25,3% nunca o utilizaram) a % de não utilização dos recursos disponíveisultrapassa sempre os 50%Superior: Estes utilizam uma maior diversidade de recursos do que os do secundário:Mesmo assim a utilização é baixa recolhendo a opção “nunca” % superiores a 33%, que atinge no caso do catálogo os 52% apesar de o acesso livre ser o recurso mais utilizado apenas 23,5% o faz frequentemente, nunca sendo utilizado por 17,9%.
Frequência de utilização dos recursos da BE/BFFrequência de utilização dos recursos da BE/BF:Muito Frequente%
Dificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BE/BFDificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BE/BF: Não
Utilização da Biblioteca Pública (BP)Biblioteca PúblicaNeste grupo de questões destaca-se a % dos que não respondem (quer no Secundário, quer no Superior), rondandomais de 40% dos inquiridos.28,8 %dos alunos do Secundáriodesconhece a existência de BP na sua área de residência enquanto no Superior são cerca de 17,8 %
Frequência da utilização da BP%
Utilização da BPApesar de 57% dos inquiridos do secundário não responderem Secundário:40,8% vai para a biblioteca estudar 43,3% para pesquisa e acesso à informaçãoSuperior:47,8% vai para a biblioteca estudar 53,5% para pesquisa e acesso a informaçãoNos recursos disponíveis são maioritariamente identificados:livros, jornais e revistas
O que fazem os alunos na BPO que fazem os alunos na BP (57% dos inquiridos do secundário não responderam)%
Utilização da BPUtilização dos recursos disponíveis (catálogo, acesso livre, biblioteca digital, catálogo electrónico, bases de dados) cerca de 30%denão respondentesSecundário: exceptuando o acesso livre (mesmo com 48,2% que nunca utilizaram) a % de não utilização dos recursos disponíveisultrapassa sempre os 50%Superior: cerca de 50%nunca usou:catálogo (electrónico ou de fichas), a bibloteca digital e as bases de dadosapesar de o acesso livre ser o recurso mais utiizado apenas 12% o faz frequentemente, nunca sendo utilizado por 31,2%.
Frequência de utilização dos recursos da BPFrequência de utilização dos recursos da BP: Muito Frequente%
Dificuldade em utilizar os recursos da BPDificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BP: Não
Conhecimento de uma norma de referenciação bibliográficaConhecimento de uma norma de referenciação bibliográfica: Sim%
Formação de utilizadores na BPExistência de formação de utilizadores na BP: Sim%40% não responderam a este grupo de questões
Ensino/aprendizagem: o Processo de BolonhaFormação de estudantes adaptados às exigências de competitividade internacionalTer acesso a um grande número de experiênciasAprender a partir da experiência - Learning by doing – comportamentalmente e cognitivamente activo (e.g. Piaget, Bruner, Mayer)Ser responsável pela sua aprendizagemSaber regular a sua aprendizagem - self-regulated learning(e.g. McCombs & Whisler, 1997)
Alguns aspectos com implicações no ensino/aprendizagemA utilização das novas tecnologias de informação e comunicaçãoUma metodologia docente baseada na Aprendizagem SignificativaUm processo baseado no desenvolvimento de competências
Alguns aspectos com implicações no ensino/aprendizagem
Literacia Informacional e EducaçãoNecessidade de ensinar formalmente competências informacionaisEnsinar de forma crítica - diminuir a aceitação “cega” dos conteúdos da internet
Literacia Informacional e Educação
Tipo de trabalho preferidoOs alunos preferem realizar trabalho de grupoNos universitários esta preferência é menos acentuadaNo ensino universitário o gosto pela autonomia torna-se mais evidenteSuporte de entrega dos trabalhosHá uma diferença estatisticamente significativa relativamente à % de alunos que usa os diferentes suportes de entrega de trabalhos
No ensino politécnico assim como no superior usam mais ambos os suportes (papel e electrónico)
É no ensino universitário que o papel é mais usado
É no ensino secundário que o suporte electrónico é mais usado
Os hábitos escolares estão a mudar e reflectem-se mais depressa ao nível do secundário
 A Universidade continua a ser uma instituição mais conservadoraFazem apresentação oral de trabalhosA percentagem de alunos que apresenta trabalhos oralmente é maior no ensino secundárioNo ensino superior a exigência de apresentação dos trabalhos não é tão grande, desvalorizando essa componente que se relaciona, nomeadamente,  com o desenvolvimento de competências de comunicação
Suporte para a apresentação de trabalhosHá uma diferença estatisticamente significativa relativamente à % de alunos que usa os diferentes suportes de apresentação de trabalhosÉ no ensino politécnico que o PowerPoint é mais usadoÉ no ensino secundário que a apresentação oral sem suporte electrónico é mais elevadaÉ no ensino secundário que o flash é mais usadoPUSSUPNo ensino secundário a exigência de apresentação dos trabalhos com ajuda de suporte electrónico é menor  - falta de equipamento?
A utilização do flash pelos alunos do ensino secundário pode revelar a adesão cada vez mais rápida deste nível de ensino às TICPUSP
Instrumentos para a realização de trabalhosOs estudantes em média utilizam mais os motores de busca para a realização dos trabalhos e por último os materiais existentes na biblioteca pública As TIC ultrapassam os meios clássicos de realização dos trabalhosNecessidade de formação para melhorar a qualidade desta utilização
Tratamento da informação seleccionadaA percentagem de estudantes que lêem e tiram apontamentos é idênticaHá mais alunos do secundário a fazer cópia textualHá uma percentagem menor de alunos do secundário a comparar leituras e a avaliar a autoria   Há uma evolução do nível de literacia do ensino secundário para o superior – diminuição da cópia literal e preocupação com a autoria
Fases de realização de trabalhosFases realização do trabalho –  tempo dedicadoFases realização do trabalho – importância consideradaOs alunos dedicam mais tempo a redigir e a pesquisar embora considerem mais importante a análise dos resultadosIndicador de falta de destrezas a nível de literacias
Ajuda para a realização de trabalhosHá uma diferença estatisticamente significativa relativamente à % de alunos que recorre a diferentes pessoas para pedir ajuda para a realização dos trabalhos
Não pedem ajuda ou pedem a familiares  - os alunos do secundário
Pedem ajuda ao grupo - os do politécnico
Aos colegas e aos professores - os do universitário	O recurso aos familiares é mais fácil durante o ensino secundário	O nível de conhecimentos de cada aluno pode ser mais diferenciado no ensino superior daí o recurso aos colegas/grupo
Indicações do professor – pesquisa para o trabalhoA percentagem de alunos que refere que os professores fornecem  indicações de pesquisa para os trabalhos a desenvolver é idêntica nos três tipos de ensinoComo fazer pesquisa está a fazer parte do processo de ensino/aprendizagem em todos estes níveis de ensino
Indicações do professor – estrutura do trabalhoA percentagem de alunos que refere que os professores fornecem  indicações sobre a estrutura dos trabalhos é diferente nos três tipos de ensinoÉ no ensino secundário que os professores fornecem mais indicações No ensino universitário é onde existem menos indicaçõesAté agora o acompanhamento da realização dos trabalhos pelos professores do ensino universitário era pouco comum
Formação – utilizadores da biblioteca escolarÉ na Universidade que existe mais formação fornecida aos utilizadores da bibliotecaNo ensino politécnico é onde há menos formação deste tipoAs bibliotecas universitárias como parte integrante da vivência académica e da investigação
Utilização de recursos da Internet –mais relacionados com o ensinoOs estudantes em média utilizam mais o YouTube e a Wikipédia

E lit apresentacao_v_c_f

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    Projecto eLit.ptA LITERACIAINFORMACIONAL NOS ESTUDANTES DO SÉCULO XXI“Geração copy & paste”Armando Malheiro da SilvaFernanda Martins Maria Manuela Pinto
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    EnquadramentoA Literacia Informacionalno Espaço Europeu do Ensino Superior: Estudo das Competências da Informação em PortugalProjecto de investigação aprovado e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) - 2007/2010Entidade proponente do Projecto:Centro de Estudos em Tecnologia e Ciências da Comunicação (CETAC.media) da Faculdade de Letras da Universidade do PortoÁrea cientifica em que o Projecto foi incluído e avaliado: Ciências da Informação e da Comunicação
  • 3.
    O ProjectoÁrea oucampo específico em que a abordagem deste Projecto foi concebida:a Ciência da Informaçãotal como vem sendo matrizada e desenvolvida na FLUP atravésde umcorpus teórico-metodológico trans e interdisciplinarquedifere substancialmente do perfil epistémico das chamadas Ciências Documentais
  • 4.
    A EquipaConstituiu-se umaequipa assumidamente interdisciplinar cruzando saberes da C.I., da Sociologia e da Psicologia e Educação, eixos enformadores da abordagem do tema/problema Literacia InformacionalArmando Malheiro da Silva(Coordenador)Ciência da Informação: Faculdade de Letras – Universidade do PortoFernanda Martins Psicologia Cognitiva: Faculdade de Letras – Universidade do PortoJosé Azevedo Sociologia: Faculdade de Letras – Universidade do PortoMaria Manuela Pinto Ciência da Informação : Faculdade de Letras – Universidade do PortoViviana Fernández Marcial Ciência da Informação : Universidade de A Coruña - EspanhaLetícia SilvaSusana Guedes (Bolseiras de Investigação 2008/2009 e 2009/2010 : Faculdade de Letras – Universidade do Porto)
  • 5.
    Focus do ProjectoFOCUSdo projectoEstudar aLiteracia Informacionalou seja, uma ”espécie” de Literaciatendo em conta a moda explosiva e a variedade de Literacias que a literatura exibeou seja, umconjunto de características e aspectos relacionados com aInformação tal como esta é definida e objectivada pela C.I.Desenvolver esse estudo tendo como contexto:as alterações nas políticas e sistemas de educação em Portugal e na Europasobretudo no que toca aonível superior ou universitário e ao modelo de uniformização recentemente implementado e conhecido por Reforma (Declaração) deBolonha
  • 6.
    Focus do ProjectoAReferência expressa ao EspaçoEuropeu do Ensino Superiorsignifica precisamente a atenção dada à influência que omeio ambiente(leia-se o enquadramento portuguêse europeu) tem sobre a problemática da LiteraciaNão é, pois, possível esquecer, sobretudo, a vertente política que se traduz num conjunto de iniciativas e projectos que, pelo menos, desde 1996 vêmprocurando ajustar o sistema educativo à introdução e subsequente impacto das TIC
  • 7.
    Focus do ProjectoVema propósito recordar:1996 - o relatório da ComissãoInternacional sobre Educação, coordenada por Jacques Delors, para a UNESCO e intitulado Educação, um tesouro a descobrir1999 – o lançamento da iniciativa eEurope - Sociedade de Informação para todos, concebida para acelerar a implantação das TIC em toda a Europa e garantir que todos os europeus possuam competências necessárias para as usar2000 a 2004 - o lançamento do plano de acção eLearning (Desenhar a Educação de Amanhã)
  • 8.
    Focus do ProjectoIniciativasde âmbito europeu com reflexo em Portugal, onde vale destacar:a reforma curricular de 2001-2002 para o ensino básico e secundário (DL nº 6 de 18 Jan 2001) em que é assumido o carácter instrumental do uso das TIC integrado em todos os ciclos de aprendizagem na área de formação transdisciplinar
  • 9.
    Focus do ProjectoAimplementação da Declaração de Bolonha a partir de 2006 tem propósitos de:uniformização política dos diplomas e das oportunidades de acesso ao mercado de trabalho no espaço da UEteve, também, o objectivo de uma mudança profunda na concepção pedagógica, sobretudo em nível do último estádio da educação formal - o universitárioe de aproximar o aluno de uma aprendizagem acompanhada e, ao mesmo tempo, capaz de desenvolver um forte sentido deautonomia e de auto-desenvolvimento das capacidades/competências próprias e adquiridas
  • 10.
    Focus do ProjectoMudançado processo ensinar-aprenderOs estudantes participam/constroem activamente o seu conhecimentoPromoção da formação contínua, aprendizagem ao longo da vidaÊnfase na total integração das TIC nos sistemas de educação, permitindo assim um sistema interactivo de raízCriação dos ECTS (European Credits Transfer System)nova medida para reconhecer o conhecimento académico dos estudantes e que traz maiores oportunidades de transmissão e aquisição de conhecimento. Os ECTS valorizam as horas que os estudantes dedicam à aquisição específica de conhecimento, em detrimento da definição baseada no número de horas em que o professor ensina.Promoção de uma educação integrada para o estudanteabrangendo a aquisição de competências genéricas, transversais e específicas (conhecimento, capacidades e habilidades), nas quais o acesso e o uso da informação são uma prioridade.
  • 11.
    Focus do ProjectoNoentanto, é preciso sublinhar que o actual projecto e os resultados obtidos através dos questionários, aplicados de 2007 a 2009, não conseguem espelhar qualquer indício claro do impacto da reforma no comportamento informacional dos estudantesO que já parece ser visível, através desta abordagem por questionário, é a transição, em curso, do “cérebro tipográfico” para o ”cérebro hipertextual ou 2.0” estimulada pelos programas e reformas citadasTrata-se de um importante tópico de pesquisa a explorar
  • 12.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisO Projecto eLit.ptinscreve-se num “terreno” problemático que convoca olhares complementares e exclui abordagens únicas, mas, precisamente por isso, precisa de evidenciar bem a base disciplinar ou científica de onde parte ou onde assenta a Ciência da Informaçãoperspectivada no seu “nicho” interdisciplinar imediato e natural que é o das Ciências da Informação e da Comunicação
  • 13.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisÉ um projecto de pesquisa em C.I., entendida esta como :
  • 14.
    ciência social aplicadaque investiga o ciclo info-comunicacional completo (da produção ao uso da informação) em quaisquer suportes e qualquer que seja a codificação e a natureza dos conteúdos (informação)Adapt. from Tom Wilson
  • 15.
    EnquadramentoO Projecto eLit.ptInscreve-senaCiência da Informação esta compreende três grandes áreas: a produçãoa organização e representaçãoo comportamento informacionalA Literacia Informacional surge como problema de estudo dentro do Comportamento Informacionalconceito que chegou à Biblioteconomia e ao universo das Bibliotecas Escolares e Universitárias
  • 16.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisO objecto construídopela Ciência da Informação como móbil e alvo de toda a pesquisa é a INFORMAÇÃOconceito polissémico e transversal que carece de oportunos esclarecimentos quanto ao seu uso científicoPARTIMOS, EM C.I., DESTA DEFINIÇÃO OPERATÓRIA:informação é um conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas (sinais e símbolos) e modelado com/por interacção social, capaz de ser registada em qualquer material de armazenamento de informação (papel, filme, fita magnética, disco compacto, etc.) e, assim, comunicada de uma forma assíncrona e multidireccional(Silva, 2006)
  • 17.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisComportamento e Literacia informacionais remetem, naturalmente, para a definição operatória apresentada e configuram, assim, uma especificidade da C.I.Definimos Comportamento Informacional como:o modo de ser ou de reagir de uma pessoa ou de um grupo numa determinada situação e contexto, impelido por necessidades induzidas ou espontâneas, no que toca exclusivamente à produção\emissão, recepção, memorização/guarda, reprodução e difusão da informação(Silva, 2006)
  • 18.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisDefinimos Literacia Informacionalatravés das competências e da capacidade selectivae sintetizadora na busca e uso da informação(Silva, 2006)Determinar:o tipo de competências aprendidasassim como as necessidades espontâneas ou induzidas ao longo do processo de escolarizaçãono que toca a buscar, reproduzir/citar, interiorizar e comunicar informaçãoenvolve um diálogo directo e proveitoso com as Ciências da Educação e permite desenvolver pesquisa dentro da C.I.
  • 19.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisNão podemos esquecer que o conceitochegou à Biblioteconomia e ao universo das Bibliotecas Escolares e Universitáriasvindo dos campos da formação profissional e da Educação, imbricado, sobretudo na língua inglesa (literacy significa alfabetização eliteracy), com o sentido elementar atribuído às competências-chave (aprender a ler, esrever e contar),e, aos poucos, foi sendo diferenciado desse sentidopara significar uma função cognitiva e emocional mais madura e versátil capaz de avaliar, de escolher e de usar construtivamente os diferentes tipos de informação disponíveis
  • 20.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisÉ preciso ainda ter em conta quea assimilação do conceito na prática formativa e cultural dos bibliotecários levou à elaboração de normas e referenciais, desde os anos 80a fim de que os utilizadores (estudantes) das Bibliotecas adquirissem boas práticas na busca, uso e citação da fontes procuradas e encontradas nesses espaços próprios dentro do contexto escolar em que desenvolviam as suas actividades
  • 21.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisEssas normas e o entendimento subjacente de L.I. na prática biblioteconómicadesenharam um conjunto de ideias orientadoras do papel do bibliotecário ainda hoje quer no seio das Universidades, quer nas Escolas através da figura do professor bibliotecáriovão desde prescrições elementares e simples como seja a leitura de catálogos e da sinalética classificativa (por ex. CDU), dos livros e periódicos em livre acesso ou os passos certos de uma pesquisa em base de dados bibliográficasaté à estimulação de avaliação, escolha e uso crítico das fontes disponíveis
  • 22.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisA L.I. na prática biblioteconómica adquiriu, assim, um viés muito associado à indução de competências através do binómio ensino-aprendizagem, que a pesquisa em C.I. deve compreender e ver os efeitos desse esforço “de formação para a a literacia informacional” nas pessoas, nos grupos e no próprio sistema educativoA pesquisa em C.I.vai, pois, muito para além das normas e das boas práticas, e busca criticamente entender e caracterizar em profundidade o perfil de L.I. dos sujeitos estudados
  • 23.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisO processo de APRENDIZAGEMLITERACIA INFORMACIONAL no âmbito da CIÊNCIA DA INFORMAÇÃOEstá relacionada comCriação1Transformação 7Procura 2Difusão e transmissão 6Avaliação3INFORMAÇÃOOrganização4Armazenamento5LITERACIA INFORMACIONALé um tópico fundamental noCOMPORTAMENTO INFORMACIONALe a AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES está directamente relacionada com
  • 24.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisEste ciclo de operações implica:o desenvolvimento de competências de L.I. que programas “de formação” promovem em determinados sistemas e contextos e que importa sujeitar a exame crítico e é isso que entendemos ser a pesquisa de L.I. em C.I. o Projecto eLit.pt nasceu alinhado com este objectivo
  • 25.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisContexto das necessidades de informaçãoBarreirasComportamento de pesquisa da InformaçãoPessoaEstados fisiológicos, afectivos e cognitivos AmbientePapel socialAdapt. from Tom Wilson’s Model
  • 26.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisConvém sublinhar como objectivos mais especificos do eLit.pt, projecto de pesquisa em C.I.: determinar a existência da LI tal como a definimos atrásVerificar se a LI já é perceptível no fim do ensino secundário e se durante todo esse nível de ensino houve alguma “formação para a LI” no sentido de boas práticas de busca, organização, citação e uso da informaçãoDeterminar eventuais contraste entre os níveis de LI no secundário e a meio do ensino universitário e politécnicoSituar a LI através do diferentes contextos escolares (secundário e superior - universitário e politécnico) nas assimetrias geográficae sócio-económicade Portugal continentalPartir do contexto escolar e do desenvolvimento da LI que aí se verifica para determinar outros contextos que se sobrepõem ou se ligam complementarmente no processo de consolidação da LI nos estudantes portuguesesAvaliar o esforço há muito desenvolvido através dos padrões de LI e até que ponto ele se revela insuficiente ou até inútil para a criação de um efectivo e interiorizado perfil de LI no processo educativo formal em plena Era da Informação e sob o impacto das TIC
  • 27.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisConvém ainda destacar mais alguns conceitos operatórios essenciais:Inclusão digitalcorresponde às competências adquiridas no processo de aprendizagem básica de informática, utilização de computadores e navegação na Internetdifere de LIporque essas competências não incluem a capacidade de avaliar, seleccionar e usar criticamente a informação produzida/obtida através do computador ou da internet
  • 28.
    Fundamentosepistemológicos e conceptuaisMeioambientesignifica a realidade política, económica, social e cultural que condiciona e envolve os contextos e situações comportamentais relativas ao fluxo e ao uso/reprodução da informaçãoContextounidade agregadora de elementos materiais, tecnológicos e simbólicos que envolvem os sujeitos de acção info-comunicacional através de momentos circunstanciais delimitados cronologicamente (situação)Situaçãoé o estado circunstancial, temporário, de duração mais ou menos reduzida e contínua, que dá historicidade à acção informacional propriamente dita
  • 29.
    Fundamentos epistemológicos econceptuaisConvém, por último, reconhecer que o eLit.pt foi concebido tendo em vista a criação de um modelo explicativo e, na medida do possível, interventivo que ajude a “cartografar” o estado da LI no sistema educativo portuguêse a propor medidas e programas integrados e interdisciplinares tendentes a proporcionar um alargamento de competências e de desempenho intelectual e civico à populaçao estudantil
  • 30.
    As competências informacionaissão co-determinadas, em primeiro lugar, pelas condições do meio e pela acção humana, focada no contexto e na situação
  • 31.
    O meio determinao contexto e o contexto é mais urgente e uma situação mais pessoal
  • 32.
  • 33.
    As necessidades deinformaçãodeterminarão o modocomoosestudantesacederão à informação
  • 34.
    Quando os estudantesacedem á informação, um processo de avaliação e selecção é automaticamente activado e este processo é influenciado pela situação, contexto e meio
  • 35.
    O resultado desteprocesso é a satisfação ou não-satisfação do estudanteA InvestigaçãoMetodologia de InvestigaçãoA investigação teve a seguinte base:a) É necessário desenvolver um estudo específico no país de forma a: determinar a existência ou não de diversos padrões de literaciaidentificaraaptidão e atitude dos estudantes universitários face à literacia informacional no ensino superiorb) A cultura informacional é potencialmente diferente das distintas áreas geográficas de Portugalc) O comportamento informacional está ligado ás expectativas, necessidades e estilo de vidad) A criação de um programa estratégico de literacia informacional seria uma garantia de uma optimização do processo de adaptação de Portugal ao Espaço Europeu do Ensino Superior e à sociedade do conhecimento.
  • 36.
    Metodologia de InvestigaçãoQualitativaobter indicadores sobre o comportamento informacional, as expectativas, necessidades e uso da informação por parte dos estudantesestes indicadores foram usados na estruturação do inquéritoQuantitativabaseada nos resultados do inquéritoA Investigação
  • 37.
    A InvestigaçãoPrincipais questões1ªQuestão2ªQuestão4231Perceberde que forma os estudantes universitários encaram as novas competências requeridas pela criação do EEESPerceber como os estudantes estão preparados em termos de competências informacionaisantes do ensino superiorDurante a frequência do ensino uperiorno final do curso superior
  • 38.
    A Investigação1ª Fase2ªFase3ªFaseInquérito construído com base nos resultados da entrevistae com umaaplicação nacional Análise de Resultados e estruturação do modelo Grupo FocoEntrevista(qualitativo)
  • 39.
    Grupos de QuestõesContextoPessoal(10 questões)Contexto Escolar (4 questões)Utilização da Biblioteca e Recursos de InformaçãoEscolar/Faculdade (8 questões)Pública (8 questões)Utilização da Internet (5 questões)Recuperação e Uso da informação (19 questões)
  • 40.
  • 41.
    A Amostra11 EscolasSecundárias955 estudantes 13 Instituições do Ensino Superior 2271 estudantes
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    Dados gerais sobrea origem socialOs estudantes do secundário parecem reflectir um perfil característico de populações urbanasExiste uma clara diferenciação na origem social dos alunos do Ensino Universitário e Politécnico:verifica-se um maior recurso ao apoio social nos alunos do politécnico, bem como uma menor escolaridade da mãe e do pai os alunos do politécnico já no 1º ciclo frequentaram menos a biblioteca escolar, o que pode, desde logo, evidenciar a frequência de escolas com menos recursos.Frequência de utilização
  • 45.
    Inquiridos do EnsinoSuperior beneficiários bolsa estudo/apoio escolarEnsino Superior%
  • 46.
    Nível de escolaridadeda mãeSecundário - 45,6% têm um curso superior, seguem-se 23,3% com o SecundárioSuperior - 22,6% têm o Secundário, seguem-se 22,2% com curso Superior%
  • 47.
    Nível de escolaridadeda mãe - inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior - Mãe
  • 48.
    Nível de escolaridadedo paiSecundário - 35,5%têm um curso superior, seguem-se 25,2% com o SecundárioSuperior - 22,8% têm o Secundário, seguem-se 22,5%com o 1º ciclo%
  • 49.
    Nível de escolaridadedo pai - inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior - Pai%
  • 50.
    Dados gerais sobrea presença de computadores e acesso à Internet Presença de computadores e acesso à Internet cerca de 99% dos inquiridos declara ter computador em casao número de computadores por agregado familiar é maior no superior do que no politécnico o que leva à possibilidade de um uso mais intensivo por cada indivíduo do superiorO acesso à Internet em casa está também bastante difundido (cerca de 81% dos inquiridos refere ter), sendo que a sua distribuição é mais uma vez favorável aos alunos universitáriosA frequência de acesso é igualmente diferenciada, sendo os universitários aqueles que acedem com maior frequência.Verifica-se, ainda, que esta distribuição desigual assenta também numa distribuição geográfica. Assim as maiores taxas de acesso encontram-se também nas maiores cidades.
  • 51.
    Número de computadoresque os inquiridos têm em casaCerca de 90% dos alunos têm de 1 a 3 computadores em casa Só 0,2% no Secundário e 0,4% no Superior não tem computador em casa%
  • 52.
    Frequência com queacedem à InternetLidera o acesso diário à Internet%
  • 53.
    Frequência com queacedem à Internet - Inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior
  • 54.
    Local onde osinquiridos acedem à InternetDomina a opção pelo acesso em casaDestaque para o acesso na Faculdade para o Ensino Superior%
  • 55.
    Uso de motoresde buscaOpção: Uso Muito FrequenteO Google lidera, embora o Yahoo tenha representatividade no Secundário%
  • 56.
    Estudantes que frequentaramaulas de TIC94,7% de estudantes do Secundário contra 53% do SuperiorEstudantes do Secundário estavam no 5º ano em 2001-2002Estudantes do Superior estavam no 7º ano em 2001-2002
  • 57.
    Número de disciplinasem que são requeridos trabalhosEstudantes têm um elevado número de disciplinas que exigem a realização de trabalhos%
  • 58.
    Local onde osinquiridos realizam os seus trabalhosMantém-se o domínio da realização em casa (com recursos TIC)Estudantes do Superior com uso mais intensivo quer da Faculdade quer da Biblioteca da Faculdade (domínio especializado) %
  • 59.
    Frequência de utilizaçãodos recursos da InternetMESSENGER,Youtube, Hi5, Downloads lideram - INTERNET para lazerWebsites de bibliotecas, B-On e bibliotecas digitais com as % mais baixas Wikipédia%Bibliotecas
  • 60.
    Utilização da BibliotecaEscolar (BE) / Faculdade (BF)Biblioteca Escolar / FaculdadeApesar dos estudantes optarem maioritariamente pela casa para realizar os trabalhos escolares a maioria dos inquiridos já visitou uma biblioteca. Contudo:cerca de 22,4,6% dos estudantes do Secundário e 15,9% do Superior dizem nunca ter visitado este equipamento desde o 1º cicloverificando-se uma maior afluência no 3º ciclo (69,7% e 60,9%), seguido do 2º ciclo (47,7% e 42,3%)Em termos de regularidade de frequênciaA tendência inverte-se: só uma minoria o faz regularmente, sendo notória uma diferença de comportamento entre o estudante do Secundário e o do Ensino Superior Frequência de utilização
  • 61.
    Frequência com queos inquiridos vão à BE/BF%
  • 62.
    Frequência da BE/BFnoutros ciclos de ensino%
  • 63.
    Frequência da BEno 1º ciclo - Inquiridos do Ensino SuperiorEnsino Superior
  • 64.
    Existência de formaçãode utilizadores na BE/BFExistência de formação de utilizadores na BE/BF: SimSó 25% dos inquiridos reconhece a sua existência%
  • 65.
    O que fazemos alunos na BE/BF3ºlugar%
  • 66.
    Dificuldade dos inquiridosem utilizar os recursos da BE/BFDificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BE/BF: NãoCuriosamente não sentem dificuldade%
  • 67.
    Utilizaçãodos recursos daBE/BFUtilização dos recursos disponíveis (catálogo, acesso livre, biblioteca digital, catálogo electrónico, bases de dados) Secundário: exceptuando o acesso livre (mesmo assim 25,3% nunca o utilizaram) a % de não utilização dos recursos disponíveisultrapassa sempre os 50%Superior: Estes utilizam uma maior diversidade de recursos do que os do secundário:Mesmo assim a utilização é baixa recolhendo a opção “nunca” % superiores a 33%, que atinge no caso do catálogo os 52% apesar de o acesso livre ser o recurso mais utilizado apenas 23,5% o faz frequentemente, nunca sendo utilizado por 17,9%.
  • 68.
    Frequência de utilizaçãodos recursos da BE/BFFrequência de utilização dos recursos da BE/BF:Muito Frequente%
  • 69.
    Dificuldade dos inquiridosem utilizar os recursos da BE/BFDificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BE/BF: Não
  • 70.
    Utilização da BibliotecaPública (BP)Biblioteca PúblicaNeste grupo de questões destaca-se a % dos que não respondem (quer no Secundário, quer no Superior), rondandomais de 40% dos inquiridos.28,8 %dos alunos do Secundáriodesconhece a existência de BP na sua área de residência enquanto no Superior são cerca de 17,8 %
  • 71.
  • 72.
    Utilização da BPApesarde 57% dos inquiridos do secundário não responderem Secundário:40,8% vai para a biblioteca estudar 43,3% para pesquisa e acesso à informaçãoSuperior:47,8% vai para a biblioteca estudar 53,5% para pesquisa e acesso a informaçãoNos recursos disponíveis são maioritariamente identificados:livros, jornais e revistas
  • 73.
    O que fazemos alunos na BPO que fazem os alunos na BP (57% dos inquiridos do secundário não responderam)%
  • 74.
    Utilização da BPUtilizaçãodos recursos disponíveis (catálogo, acesso livre, biblioteca digital, catálogo electrónico, bases de dados) cerca de 30%denão respondentesSecundário: exceptuando o acesso livre (mesmo com 48,2% que nunca utilizaram) a % de não utilização dos recursos disponíveisultrapassa sempre os 50%Superior: cerca de 50%nunca usou:catálogo (electrónico ou de fichas), a bibloteca digital e as bases de dadosapesar de o acesso livre ser o recurso mais utiizado apenas 12% o faz frequentemente, nunca sendo utilizado por 31,2%.
  • 75.
    Frequência de utilizaçãodos recursos da BPFrequência de utilização dos recursos da BP: Muito Frequente%
  • 76.
    Dificuldade em utilizaros recursos da BPDificuldade dos inquiridos em utilizar os recursos da BP: Não
  • 77.
    Conhecimento de umanorma de referenciação bibliográficaConhecimento de uma norma de referenciação bibliográfica: Sim%
  • 78.
    Formação de utilizadoresna BPExistência de formação de utilizadores na BP: Sim%40% não responderam a este grupo de questões
  • 79.
    Ensino/aprendizagem: o Processode BolonhaFormação de estudantes adaptados às exigências de competitividade internacionalTer acesso a um grande número de experiênciasAprender a partir da experiência - Learning by doing – comportamentalmente e cognitivamente activo (e.g. Piaget, Bruner, Mayer)Ser responsável pela sua aprendizagemSaber regular a sua aprendizagem - self-regulated learning(e.g. McCombs & Whisler, 1997)
  • 80.
    Alguns aspectos comimplicações no ensino/aprendizagemA utilização das novas tecnologias de informação e comunicaçãoUma metodologia docente baseada na Aprendizagem SignificativaUm processo baseado no desenvolvimento de competências
  • 81.
    Alguns aspectos comimplicações no ensino/aprendizagem
  • 82.
    Literacia Informacional eEducaçãoNecessidade de ensinar formalmente competências informacionaisEnsinar de forma crítica - diminuir a aceitação “cega” dos conteúdos da internet
  • 83.
  • 85.
    Tipo de trabalhopreferidoOs alunos preferem realizar trabalho de grupoNos universitários esta preferência é menos acentuadaNo ensino universitário o gosto pela autonomia torna-se mais evidenteSuporte de entrega dos trabalhosHá uma diferença estatisticamente significativa relativamente à % de alunos que usa os diferentes suportes de entrega de trabalhos
  • 86.
    No ensino politécnicoassim como no superior usam mais ambos os suportes (papel e electrónico)
  • 87.
    É no ensinouniversitário que o papel é mais usado
  • 88.
    É no ensinosecundário que o suporte electrónico é mais usado
  • 89.
    Os hábitos escolaresestão a mudar e reflectem-se mais depressa ao nível do secundário
  • 90.
    A Universidadecontinua a ser uma instituição mais conservadoraFazem apresentação oral de trabalhosA percentagem de alunos que apresenta trabalhos oralmente é maior no ensino secundárioNo ensino superior a exigência de apresentação dos trabalhos não é tão grande, desvalorizando essa componente que se relaciona, nomeadamente, com o desenvolvimento de competências de comunicação
  • 91.
    Suporte para aapresentação de trabalhosHá uma diferença estatisticamente significativa relativamente à % de alunos que usa os diferentes suportes de apresentação de trabalhosÉ no ensino politécnico que o PowerPoint é mais usadoÉ no ensino secundário que a apresentação oral sem suporte electrónico é mais elevadaÉ no ensino secundário que o flash é mais usadoPUSSUPNo ensino secundário a exigência de apresentação dos trabalhos com ajuda de suporte electrónico é menor - falta de equipamento?
  • 92.
    A utilização doflash pelos alunos do ensino secundário pode revelar a adesão cada vez mais rápida deste nível de ensino às TICPUSP
  • 93.
    Instrumentos para arealização de trabalhosOs estudantes em média utilizam mais os motores de busca para a realização dos trabalhos e por último os materiais existentes na biblioteca pública As TIC ultrapassam os meios clássicos de realização dos trabalhosNecessidade de formação para melhorar a qualidade desta utilização
  • 94.
    Tratamento da informaçãoseleccionadaA percentagem de estudantes que lêem e tiram apontamentos é idênticaHá mais alunos do secundário a fazer cópia textualHá uma percentagem menor de alunos do secundário a comparar leituras e a avaliar a autoria Há uma evolução do nível de literacia do ensino secundário para o superior – diminuição da cópia literal e preocupação com a autoria
  • 95.
    Fases de realizaçãode trabalhosFases realização do trabalho – tempo dedicadoFases realização do trabalho – importância consideradaOs alunos dedicam mais tempo a redigir e a pesquisar embora considerem mais importante a análise dos resultadosIndicador de falta de destrezas a nível de literacias
  • 96.
    Ajuda para arealização de trabalhosHá uma diferença estatisticamente significativa relativamente à % de alunos que recorre a diferentes pessoas para pedir ajuda para a realização dos trabalhos
  • 97.
    Não pedem ajudaou pedem a familiares - os alunos do secundário
  • 98.
    Pedem ajuda aogrupo - os do politécnico
  • 99.
    Aos colegas eaos professores - os do universitário O recurso aos familiares é mais fácil durante o ensino secundário O nível de conhecimentos de cada aluno pode ser mais diferenciado no ensino superior daí o recurso aos colegas/grupo
  • 100.
    Indicações do professor– pesquisa para o trabalhoA percentagem de alunos que refere que os professores fornecem indicações de pesquisa para os trabalhos a desenvolver é idêntica nos três tipos de ensinoComo fazer pesquisa está a fazer parte do processo de ensino/aprendizagem em todos estes níveis de ensino
  • 101.
    Indicações do professor– estrutura do trabalhoA percentagem de alunos que refere que os professores fornecem indicações sobre a estrutura dos trabalhos é diferente nos três tipos de ensinoÉ no ensino secundário que os professores fornecem mais indicações No ensino universitário é onde existem menos indicaçõesAté agora o acompanhamento da realização dos trabalhos pelos professores do ensino universitário era pouco comum
  • 102.
    Formação – utilizadoresda biblioteca escolarÉ na Universidade que existe mais formação fornecida aos utilizadores da bibliotecaNo ensino politécnico é onde há menos formação deste tipoAs bibliotecas universitárias como parte integrante da vivência académica e da investigação
  • 103.
    Utilização de recursosda Internet –mais relacionados com o ensinoOs estudantes em média utilizam mais o YouTube e a Wikipédia