Doença arterial obstrutiva
Doença arterial obstrutiva
periférica
periférica
(DAOP)
(DAOP)
Fhabiano Alcântara
Cirurgia Vascular Mater Dei
2024
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
•
Conceito:
•
Conjunto de sinais e sintomas secundários à
diminuição do aporte sanguíneo aos tecidos,
estes incidindo de forma lenta e progressiva
devido doença no sistema arterial.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
•
A arteriosclerose constitui a principal causa de
insuficiência arterial crônica nos membros inferiores.
•
Sua prevalência na população geral é subestimada.
•
A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é a
manifestação mais comum da doença aterosclerótica
sistêmica.
ETIOLOGIA
ETIOLOGIA
•
Aterosclerose Obliterante (AEO)
Degeneração com proliferação de tecido fibrogorduroso
em todas as camadas da artéria.
Tromboangeíte obliterante (doença buerger), arterite primária da
aorta (doença de Takayasu), sequelas de oclusão arterial aguda e
outas arterites específicas e inespecíficas.
EPIDEMIOLOGIA
EPIDEMIOLOGIA
•
Presume-se que 20% da população com mais de 65
anos é portadora da doença aterosclerótica periférica.
•
Mortalidade é 6 vezes maior nos pacientes com DAOP.
(OLINIC et al.,2018; LOURENÇO; SILVA; LEITE, 2021).
EPIDEMIOLOGIA
EPIDEMIOLOGIA
•
Aumenta com a idade
•
Mais comum em homens 55 – 74 anos ,mulheres 65-
74
•
80% evolui assintomático
(OLINIC et al.,2018; LOURENÇO; SILVA; LEITE, 2021).
FATORES DE RISCO
FATORES DE RISCO
•
Hipertensão arterial
•
Hipercolesterolemia
•
Tabagismo
•
Obesidade
•
Diabetes Melito
•
Hipertrigliceridemia
•
Estresse
•
Sedentarismo
TERRITÓRIOS
TERRITÓRIOS
QUADRO CLÍNICO
QUADRO CLÍNICO
Claudicação intermitente
•
Dor tipo cãimbra ou aperto
•
Desencadeada pelo exercício
•
Melhora com o repouso
•
Distância varia com extensão e gravidade da obstrução
arterial
•
Localização guarda relação com território acometido
•Glúteos : Aorto-ilíaco
•Coxas: Fêmoro –poplíteo
•Panturrilha: Infra-patelar
QUADRO CLÍNICO
QUADRO CLÍNICO
•
Dor isquêmica de repouso
• Quando a distancia útil da marcha se torna
pequena ou nula.
• Estágio mais avançado de isquemia (rede
colateral insuficiente)
• Membro pendente para alivio da dor.
• Edema -> distúrbio trófico-> úlcera/gangrena
QUADRO CLÍNICO
QUADRO CLÍNICO
•
Neuropatia Isquêmica
• Dor ao longo da distribuição de um nervo
sensorial periférico : ´formigamento, dormência ou
queimação`.
QUADRO CLÍNICO
QUADRO CLÍNICO
•
Atrofia
•
Impotência : Lesões oclusivas aortoiliacas . Sind.
Leriche
•
Dor abdominal pos- prandial + claudicação
•
HAS refrataria + Ins.Renal
EXAME FÍSICO
EXAME FÍSICO
Inspeção estática – Comparativa bilateral
•Rarefação de pelos (*)
•Pele seca, descamativa
•Edema de extremidades
•Palidez
•Cianose
•Temperatura
•Atrofia muscular
•Lesões atróficas
EXAME FÍSICO
EXAME FÍSICO
Inspeção dinâmica
•Palidez de extremidades à elevação
•Tempo de enchimento venoso prolongado
•Diminuição de pulsos de acordo com território
•Sopros sistólicos nos trajetos vasculares
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
Doppler portátil / Índice tornozelo
braquial
•> ou igual 0,9 : sem isquemia
•0,5 – 0,9 : claudicação
•< ou igual a 0,5 : isquemia crítica
•Pouco fidedigno em diabéticos
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
USG Duplex scan
•Não invasivo, mais empregado
•Identifica placas de ateroma e seus efeitos hemodinâmicos
•Examinador-dependente
Angiotomografia
•Pouco invasivo
•Necessita contraste iodado/radiação ionizante
•Difícil definição na presença de calcificações parietais
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
Angiorressonância
•Pouco invasivo/ não necessita contraste iodado
•Superestima estenoses
•Custo elevado
Arteriografia
•Padrão-ouro /melhor qualidade de imagem
•Muito invasivo
CLASSIFICAÇÕES
CLASSIFICAÇÕES
CLASSIFICAÇÕES
CLASSIFICAÇÕES
TRATAMENTO CLÍNICO
TRATAMENTO CLÍNICO
Controle dos fatores de risco (TODOS PACIENTES!)
•Abolição do fumo
•Controle de HAS ,DM, e dislipidemia
•Combate ao estresse
•Proteção ao Frio
•Anti-agregantes plaquetários:
o Diminui degeneração aterosclerótica da parede
o Reduz risco de eventos aterotrombóticos
o AAS,clopidogrel,ticlopidina
TRATAMENTO CLÍNICO
TRATAMENTO CLÍNICO
Para todos os claudicantes
•
Marcha programada
Programa de exercícios supervisionados com caminhada diária
•
Uso de vasodilatadores
o Cilostazol – droga mais utilizada
o Inibidor da fosfodiesterase
o Produz relaxamento da musculatura lisa e vasodilatação
TRATAMENTO CLÍNICO
TRATAMENTO CLÍNICO
Objetivo
Aumentar o desenvolvimento de circulação colateral
Melhorar distâncias de claudicação
TRATAMENTO CIRÚRGICO
TRATAMENTO CIRÚRGICO
Indicações
•Presença de lesão trófica
•Dor de repouso
•Claudicação limitante
•Falha do tratamento clínico
OBJETIVO
•Restaurar/melhorar circulação para extremidade isquêmica
•Alívio da dor
ALTERNATIVAS TECNICAS
•Enxertos/pontes de revascularização
•Tromboendarterectomia
•Tratamento endovascular
•Amputação (não é passível de revascularização)
1. Referências:
ANNEX, B. H.; COOKE, J. P. New Directions in Therapeutic Angiogenesis and
Arteriogenesis in Peripheral Arterial Disease. Circulation Research, v. 128, n. 12, p. 1944–
1957, 11 jun. 2021.
BAUERSACHS, R. et al. Burden of Coronary Artery Disease and Peripheral Artery
Disease: A Literature Review. Cardiovascular Therapeutics, v. 2019, p. 1–9, 26 nov. 2019.
BEVAN, G. H.; WHITE SOLARU, K. T. Evidence-Based Medical Management of
Peripheral Artery Disease. Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology, v. 40, n. 3,
p. 541–553, mar. 2020.
CRIQUI, M. H. et al. Lower Extremity Peripheral Artery Disease: Contemporary
Epidemiology, Management Gaps, and Future Directions: A Scientific Statement From
the American Heart Association. Circulation, v. 144, n. 9, 31 ago. 2021.
CONTE, M. S. et al. Global vascular guidelines on the management of chronic limbthreatening ischemia. Journal of
Vascular Surgery, v. 69, n. 6, p. 3S125S.e40, jun. 2019.
DELANEY, C. L.; SMALE, M. K.; MILLER, M. D. Nutritional Considerations for
Peripheral Arterial Disease: A Narrative Review. Nutrients, v. 11, n. 6, p. 1219, 29 maio
2019.
DONOHUE, C. M.; ADLER, J. V.; BOLTON, L. L. Peripheral arterial disease screening
and diagnostic practice: A scoping review. International Wound Journal, v. 17, n. 1, p. 32–
44, 3 nov. 2019.
FIRNHABER, J. M.; POWELL, C. S. Lower Extremity Peripheral Artery Disease:
Diagnosis and Treatment. American Family Physician, v. 99, n. 6, p. 362–369, 15 mar. 2019.
HARDUNG, D. et al. Antithrombotic treatment for peripheral arterial occlusive disease.
Deutsches Aerzteblatt Online, 9 ago. 2021.
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 3, p. 11204-11218, may./jun., 2023
PARVAR, S. L. et al. Medical and lifestyle management of peripheral arterial disease.
Journal of Vascular Surgery, v. 68, n. 5, p. 1595–1606, nov. 2018.
OBRIGADO!

Doença arterial obstrutiva periférica.ppt

  • 1.
    Doença arterial obstrutiva Doençaarterial obstrutiva periférica periférica (DAOP) (DAOP) Fhabiano Alcântara Cirurgia Vascular Mater Dei 2024
  • 2.
    INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO • Conceito: • Conjunto de sinaise sintomas secundários à diminuição do aporte sanguíneo aos tecidos, estes incidindo de forma lenta e progressiva devido doença no sistema arterial.
  • 3.
    INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO • A arteriosclerose constituia principal causa de insuficiência arterial crônica nos membros inferiores. • Sua prevalência na população geral é subestimada. • A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é a manifestação mais comum da doença aterosclerótica sistêmica.
  • 4.
    ETIOLOGIA ETIOLOGIA • Aterosclerose Obliterante (AEO) Degeneraçãocom proliferação de tecido fibrogorduroso em todas as camadas da artéria. Tromboangeíte obliterante (doença buerger), arterite primária da aorta (doença de Takayasu), sequelas de oclusão arterial aguda e outas arterites específicas e inespecíficas.
  • 6.
    EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA • Presume-se que 20%da população com mais de 65 anos é portadora da doença aterosclerótica periférica. • Mortalidade é 6 vezes maior nos pacientes com DAOP. (OLINIC et al.,2018; LOURENÇO; SILVA; LEITE, 2021).
  • 7.
    EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA • Aumenta com aidade • Mais comum em homens 55 – 74 anos ,mulheres 65- 74 • 80% evolui assintomático (OLINIC et al.,2018; LOURENÇO; SILVA; LEITE, 2021).
  • 8.
    FATORES DE RISCO FATORESDE RISCO • Hipertensão arterial • Hipercolesterolemia • Tabagismo • Obesidade • Diabetes Melito • Hipertrigliceridemia • Estresse • Sedentarismo
  • 9.
  • 10.
    QUADRO CLÍNICO QUADRO CLÍNICO Claudicaçãointermitente • Dor tipo cãimbra ou aperto • Desencadeada pelo exercício • Melhora com o repouso • Distância varia com extensão e gravidade da obstrução arterial • Localização guarda relação com território acometido •Glúteos : Aorto-ilíaco •Coxas: Fêmoro –poplíteo •Panturrilha: Infra-patelar
  • 11.
    QUADRO CLÍNICO QUADRO CLÍNICO • Dorisquêmica de repouso • Quando a distancia útil da marcha se torna pequena ou nula. • Estágio mais avançado de isquemia (rede colateral insuficiente) • Membro pendente para alivio da dor. • Edema -> distúrbio trófico-> úlcera/gangrena
  • 12.
    QUADRO CLÍNICO QUADRO CLÍNICO • NeuropatiaIsquêmica • Dor ao longo da distribuição de um nervo sensorial periférico : ´formigamento, dormência ou queimação`.
  • 13.
    QUADRO CLÍNICO QUADRO CLÍNICO • Atrofia • Impotência: Lesões oclusivas aortoiliacas . Sind. Leriche • Dor abdominal pos- prandial + claudicação • HAS refrataria + Ins.Renal
  • 14.
    EXAME FÍSICO EXAME FÍSICO Inspeçãoestática – Comparativa bilateral •Rarefação de pelos (*) •Pele seca, descamativa •Edema de extremidades •Palidez •Cianose •Temperatura •Atrofia muscular •Lesões atróficas
  • 16.
    EXAME FÍSICO EXAME FÍSICO Inspeçãodinâmica •Palidez de extremidades à elevação •Tempo de enchimento venoso prolongado •Diminuição de pulsos de acordo com território •Sopros sistólicos nos trajetos vasculares
  • 17.
    EXAMES SUBSIDIÁRIOS EXAMES SUBSIDIÁRIOS Dopplerportátil / Índice tornozelo braquial •> ou igual 0,9 : sem isquemia •0,5 – 0,9 : claudicação •< ou igual a 0,5 : isquemia crítica •Pouco fidedigno em diabéticos
  • 18.
    EXAMES SUBSIDIÁRIOS EXAMES SUBSIDIÁRIOS USGDuplex scan •Não invasivo, mais empregado •Identifica placas de ateroma e seus efeitos hemodinâmicos •Examinador-dependente Angiotomografia •Pouco invasivo •Necessita contraste iodado/radiação ionizante •Difícil definição na presença de calcificações parietais
  • 20.
    EXAMES SUBSIDIÁRIOS EXAMES SUBSIDIÁRIOS Angiorressonância •Poucoinvasivo/ não necessita contraste iodado •Superestima estenoses •Custo elevado Arteriografia •Padrão-ouro /melhor qualidade de imagem •Muito invasivo
  • 21.
  • 22.
  • 23.
    TRATAMENTO CLÍNICO TRATAMENTO CLÍNICO Controledos fatores de risco (TODOS PACIENTES!) •Abolição do fumo •Controle de HAS ,DM, e dislipidemia •Combate ao estresse •Proteção ao Frio •Anti-agregantes plaquetários: o Diminui degeneração aterosclerótica da parede o Reduz risco de eventos aterotrombóticos o AAS,clopidogrel,ticlopidina
  • 24.
    TRATAMENTO CLÍNICO TRATAMENTO CLÍNICO Paratodos os claudicantes • Marcha programada Programa de exercícios supervisionados com caminhada diária • Uso de vasodilatadores o Cilostazol – droga mais utilizada o Inibidor da fosfodiesterase o Produz relaxamento da musculatura lisa e vasodilatação
  • 25.
    TRATAMENTO CLÍNICO TRATAMENTO CLÍNICO Objetivo Aumentaro desenvolvimento de circulação colateral Melhorar distâncias de claudicação
  • 26.
    TRATAMENTO CIRÚRGICO TRATAMENTO CIRÚRGICO Indicações •Presençade lesão trófica •Dor de repouso •Claudicação limitante •Falha do tratamento clínico OBJETIVO •Restaurar/melhorar circulação para extremidade isquêmica •Alívio da dor
  • 27.
    ALTERNATIVAS TECNICAS •Enxertos/pontes derevascularização •Tromboendarterectomia •Tratamento endovascular •Amputação (não é passível de revascularização)
  • 29.
    1. Referências: ANNEX, B.H.; COOKE, J. P. New Directions in Therapeutic Angiogenesis and Arteriogenesis in Peripheral Arterial Disease. Circulation Research, v. 128, n. 12, p. 1944– 1957, 11 jun. 2021. BAUERSACHS, R. et al. Burden of Coronary Artery Disease and Peripheral Artery Disease: A Literature Review. Cardiovascular Therapeutics, v. 2019, p. 1–9, 26 nov. 2019. BEVAN, G. H.; WHITE SOLARU, K. T. Evidence-Based Medical Management of Peripheral Artery Disease. Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology, v. 40, n. 3, p. 541–553, mar. 2020. CRIQUI, M. H. et al. Lower Extremity Peripheral Artery Disease: Contemporary Epidemiology, Management Gaps, and Future Directions: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation, v. 144, n. 9, 31 ago. 2021. CONTE, M. S. et al. Global vascular guidelines on the management of chronic limbthreatening ischemia. Journal of Vascular Surgery, v. 69, n. 6, p. 3S125S.e40, jun. 2019. DELANEY, C. L.; SMALE, M. K.; MILLER, M. D. Nutritional Considerations for Peripheral Arterial Disease: A Narrative Review. Nutrients, v. 11, n. 6, p. 1219, 29 maio 2019. DONOHUE, C. M.; ADLER, J. V.; BOLTON, L. L. Peripheral arterial disease screening and diagnostic practice: A scoping review. International Wound Journal, v. 17, n. 1, p. 32– 44, 3 nov. 2019. FIRNHABER, J. M.; POWELL, C. S. Lower Extremity Peripheral Artery Disease: Diagnosis and Treatment. American Family Physician, v. 99, n. 6, p. 362–369, 15 mar. 2019. HARDUNG, D. et al. Antithrombotic treatment for peripheral arterial occlusive disease. Deutsches Aerzteblatt Online, 9 ago. 2021. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 3, p. 11204-11218, may./jun., 2023 PARVAR, S. L. et al. Medical and lifestyle management of peripheral arterial disease. Journal of Vascular Surgery, v. 68, n. 5, p. 1595–1606, nov. 2018.
  • 30.