E.B. 2,3 de Campo de Besteiros 2007/2008
Trabalho realizado por: ~ Elisabete  Figueiredo  Nº 6   ~Guilherme Santinha  Nº 12   ~Rafael Andrade  Nº 18   ~Rodolfo Bento  Nº 20     7º B
D. Afonso Henriques era  filho  de Henrique de Borgonha, Conde de Portucale e da Infanta  D. Teresa de Leão. Há  quem   defenda  que era filho de Egas Moniz. Terá nascido em Agosto de 1109 em Viseu. Tradicionalmente, acredita-se que terá nascido e sido criado em Guimarães, onde viveu até 1128 .
Em 1120, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe (que apoiava o partido dos Travas), sob a direcção do arcebispo de Braga. Este, forçado a emigrar, levou consigo o infante que em 1122 se armou cavaleiro.
Restabelecida a paz, voltaram ao condado. Entretanto, novos incidentes provocaram a invasão do Condado Portucalense por Afonso VII de Castela que, em 1127, cercou Guimarães, onde se encontrava Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste pelo seu aio Egas Moniz, Afonso VII desistiu de conquistar a cidade .
Foi nestas circunstâncias que se travou a batalha, da  qual o conde de Trava saiu derrotado, sendo D.Teresa exilada para a Galiza, onde viria a morrer em 1130.  A batalha foi decisiva e quem venceu foram  sobretudo os barões portucalenses que rejeitavam a  influência dos Travas no condado, e manifestavam a  sua opção por D. Afonso Henriques como seu chefe.
Vencida a batalha, Afonso Henriques assumiu  claramente o governo do condado, com o objectivo  claro de lhe firmar a independência. Para tal, definiu  uma dupla política baseada, por um lado, na defesa do  seu condado contra Leão e Castela (a norte e a leste)  e contra os mouros (a sul);
por outro, na negociação com a Santa Sé, no sentido de ver reconhecida a independência do seu reino e de conseguir também a autonomia plena da Igreja Portuguesa.
Dentro deste espírito, fundou o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1131), propiciando assim a reunião  das dioceses portuguesas à metrópole de Braga, e  mandou erigir numerosos castelos fronteiriços,  datando de 1135 a fundação do castelo de Leiria, um  dos pontos estratégicos para o desenvolvimento da  Reconquista.
Territ ório cristão  Territ ório conquistado por  D. Afonso Henriques Territ ório muçulmano                        
Em Cerneja, em 1137, D. Afonso Henriques venceu os  Leoneses e, em Ourique, na famosa batalha com o  mesmo nome, a 25 de Julho de 1139, derrotou os  mouros, passando então a intitular-se rei.
Em 1143 D. Afonso Henriques prestou vassalagem à  Santa Sé e, nesse mesmo ano, na reunião de Zamora,  D. Afonso VII de Leão reconheceu a realeza de D.  Afonso Henriques. Porém, só em 1179, com a bula  Manifestis Probatum, o papa Alexandre III designou  D. Afonso Henriques como rei, concedendo-lhe  também o direito de conquistar territórios aos  mouros, e possibilitando-lhe deste modo o  alargamento do seu território.
  Territ ório muçulmano Territ ório cristão  Territ ório conquistado por D.Afonso Henriques
Tomaria ainda Almada e Palmela,  que se entregaram sem luta, conquistando posteriormente, em 1159, Évora e Beja, que perderia pouco depois a favor dos mouros. A reconquista de Beja foi de novo possível em 1162, reocupando-se também Évora, com a  ajuda de Geraldo Sem-Pavor, cidade que  também voltaria a perder.
D. Afonso Henriques morreu em 1185, deixando a seu filho, D. Sancho I, um território perfeitamente  definido e independente: não apenas um condado, mas já assim, um verdadeiro reino. Territ ório cristão  Territ ório conquistado por D. Afonso Henriques Territ ório muçulmano
Moral da História   Portugal não seria Portugal, se D. Afonso Henriques  fosse mais um "velho do Restelo" (expressão que viria  a ganhar significado 300 anos mais tarde), daqueles  que entram numa de "Ai, mãe é mãe  independentemente de tudo o que fizer" ! O facto é que quem quer ser alguém nesta vida, tem  de seguir os bons exemplos de quem chegou lá e não  os fracos exemplos de quem não só não fez, como  também não queria deixar fazer... ...Por isso...  ...Sigam este conselho...
                                                                                                                                                                                                                                                   

D. Afonso Henriques

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    E.B. 2,3 deCampo de Besteiros 2007/2008
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    Trabalho realizado por:~ Elisabete Figueiredo Nº 6 ~Guilherme Santinha Nº 12 ~Rafael Andrade Nº 18 ~Rodolfo Bento Nº 20 7º B
  • 3.
    D. Afonso Henriquesera filho de Henrique de Borgonha, Conde de Portucale e da Infanta D. Teresa de Leão. Há quem defenda que era filho de Egas Moniz. Terá nascido em Agosto de 1109 em Viseu. Tradicionalmente, acredita-se que terá nascido e sido criado em Guimarães, onde viveu até 1128 .
  • 4.
    Em 1120, Afonsotomou uma posição política oposta à da mãe (que apoiava o partido dos Travas), sob a direcção do arcebispo de Braga. Este, forçado a emigrar, levou consigo o infante que em 1122 se armou cavaleiro.
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    Restabelecida a paz,voltaram ao condado. Entretanto, novos incidentes provocaram a invasão do Condado Portucalense por Afonso VII de Castela que, em 1127, cercou Guimarães, onde se encontrava Afonso Henriques. Sendo-lhe prometida a lealdade deste pelo seu aio Egas Moniz, Afonso VII desistiu de conquistar a cidade .
  • 6.
    Foi nestas circunstânciasque se travou a batalha, da qual o conde de Trava saiu derrotado, sendo D.Teresa exilada para a Galiza, onde viria a morrer em 1130. A batalha foi decisiva e quem venceu foram sobretudo os barões portucalenses que rejeitavam a influência dos Travas no condado, e manifestavam a sua opção por D. Afonso Henriques como seu chefe.
  • 7.
    Vencida a batalha,Afonso Henriques assumiu claramente o governo do condado, com o objectivo claro de lhe firmar a independência. Para tal, definiu uma dupla política baseada, por um lado, na defesa do seu condado contra Leão e Castela (a norte e a leste) e contra os mouros (a sul);
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    por outro, nanegociação com a Santa Sé, no sentido de ver reconhecida a independência do seu reino e de conseguir também a autonomia plena da Igreja Portuguesa.
  • 9.
    Dentro deste espírito,fundou o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1131), propiciando assim a reunião das dioceses portuguesas à metrópole de Braga, e mandou erigir numerosos castelos fronteiriços, datando de 1135 a fundação do castelo de Leiria, um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento da Reconquista.
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    Territ ório cristão Territ ório conquistado por D. Afonso Henriques Territ ório muçulmano                        
  • 11.
    Em Cerneja, em1137, D. Afonso Henriques venceu os Leoneses e, em Ourique, na famosa batalha com o mesmo nome, a 25 de Julho de 1139, derrotou os mouros, passando então a intitular-se rei.
  • 12.
    Em 1143 D.Afonso Henriques prestou vassalagem à Santa Sé e, nesse mesmo ano, na reunião de Zamora, D. Afonso VII de Leão reconheceu a realeza de D. Afonso Henriques. Porém, só em 1179, com a bula Manifestis Probatum, o papa Alexandre III designou D. Afonso Henriques como rei, concedendo-lhe também o direito de conquistar territórios aos mouros, e possibilitando-lhe deste modo o alargamento do seu território.
  • 13.
    Território muçulmano Territ ório cristão Territ ório conquistado por D.Afonso Henriques
  • 14.
    Tomaria ainda Almadae Palmela, que se entregaram sem luta, conquistando posteriormente, em 1159, Évora e Beja, que perderia pouco depois a favor dos mouros. A reconquista de Beja foi de novo possível em 1162, reocupando-se também Évora, com a ajuda de Geraldo Sem-Pavor, cidade que também voltaria a perder.
  • 15.
    D. Afonso Henriquesmorreu em 1185, deixando a seu filho, D. Sancho I, um território perfeitamente definido e independente: não apenas um condado, mas já assim, um verdadeiro reino. Territ ório cristão Territ ório conquistado por D. Afonso Henriques Territ ório muçulmano
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    Moral da História Portugal não seria Portugal, se D. Afonso Henriques fosse mais um "velho do Restelo" (expressão que viria a ganhar significado 300 anos mais tarde), daqueles que entram numa de "Ai, mãe é mãe independentemente de tudo o que fizer" ! O facto é que quem quer ser alguém nesta vida, tem de seguir os bons exemplos de quem chegou lá e não os fracos exemplos de quem não só não fez, como também não queria deixar fazer... ...Por isso... ...Sigam este conselho...
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