ORAÇÃO DA CAMPANHADA FRATERNIDADE 2025
Ó Deus, nosso Pai,
ao contemplar o trabalho de tuas mãos, viste que tudo era muito bom!
O nosso pecado, porém, feriu a beleza de tua obra, e hoje experimentamos
suas consequências.
Por Jesus, teu Filho e nosso irmão, humildemente te pedimos: dá-nos,
nesta Quaresma, a graça do sincero arrependimento e da conversão de
nossas atitudes.
Que o teu Espírito Santo reacenda em nós a consciência da missão que de
ti recebemos: cultivar e guardar a Criação, no cuidado e no respeito à vida.
Faz de nós, ó Deus, promotores da solidariedade e da justiça.
Enquanto peregrinos, habitamos e construímos nossa Casa Comum, na
esperança de um dia sermos acolhidos na Casa que preparaste para nós
no Céu.
Amém!
3.
A CAMPANHA DAFRATERNIDADE SE TORNOU EXPRESSÃO DE ...
COMUNHÃO – CONVERSÃO – PARTILHA
Comunhão na busca de construir uma verdadeira fraternidade aberta a todos.
Conversão na tentativa de deixar-se transformar pelo Evangelho, que deve modificar os
critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento
e os modelos de vida da humanidade.
Partilha como realização, ainda que parcial, do Reino de Deus para o qual nos aponta a
Páscoa de Cristo, que vamos logo celebrar.
A CF se tornou sem dúvida uma das principais ações evangelizadoras da Igreja do
Brasil; um eloquente testemunho da tão necessária e desejada
Pastoral de Conjunto.
OBJETIVO GERAL DACF 2025
Promover, em espírito quaresmal e
em tempos de urgente crise
socioambiental, um processo de
conversão integral, ouvindo o grito
dos pobres e da Terra
6.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1.Reconhecer ocaminho percorrido e as ações já
iniciadas com a Encíclica Laudato Si’ (LS) e o
Sínodo da Amazônia, em vista do seu
fortalecimento e continuidade.
2.Denunciar os males que o modo de vida atual
impõe ao planeta e que têm gerado uma
“complexa crise socioambiental” (LS n. 139),
dado que em nossa Casa Comum “tudo está
estreitamente interligado” (LS n. 16).
7.
3. Apontar ascausas da grave crise climática
global, a urgência de alteração profunda nos
nossos modos de vida e as “falsas soluções” (fc.
LS, n. 54) fomentadas em nome da transição
energética.
4. Aprofundar o conhecimento do “Evangelho da
Criação” (LS, cap. II), valorizando a dimensão
trinitária da fé cristã e recuperando o horizonte
bíblico da Aliança universal que envolve todas as
criaturas (cf Gn 8-9).
8.
5. Explicitar aDoutrina Social da Igreja e
assumir o compromisso com a conversão
integral, para a superação do pecado, em
todas as suas manifestações.
6. Vivenciar as propostas do Ano Jubilar em
vista de novas relações do ser humano com
Deus e suas criaturas, consigo mesmo e com o
próximo
9.
7. Propor aEcologia Integral como perspectiva
de de conversão e elemento transversal às
dimensões litúrgica, catequética e sociotransformadora
do compromisso cristão.
8. Incentivar as pastorais e os movimentos
socioambientais, em articulação com outras Igrejas e
Religiões, sociedade civil, povos originários e
comunidades tradicionais, em vista da justiça
socioambiental e da atuação socioeducativa.
10.
9. Promover eapoiar ações efetivas que visem à
mudança do modelo econômico que ameaça a vida em
nossa Casa Comum.
10. Apoiar os atingidos por catástrofes naturais e as
vítimas dos crimes ambientais em sua busca por
reparação e justiça.
11. Celebrar os 10 anos da Encíclica Laudato Si’, do
Papa Francisco, acolhendo a Laudate Deum e avançando
com as temáticas socioambientais que já foram abordadas
nas Campanhas da Fraternidade
11.
A Ecologia é,sem dúvida, a questão mais
tratada pelas CFs ao longo destes 61 anos.
Foram 8 as CFs que, de alguma forma
abordaram essa temática
❑CF 1979 – Por um mundo mais humano –
Preserve o que é de todos;
❑CF 1986 – Fraternidade e a Terra –
Terra de Deus, terra de irmãos;
❑CF 2002, Fraternidade e povos indígenas –
Por uma terra sem males.
12.
CF 2004 –Fraternidade e Água – Água fonte de vida;
CF 2007 – Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste
chão;
CF 2011 – Fraternidade e vida no planeta – A criação
geme em dores de parto (Rm 8, 22);
CF 2016 – Casa Comum, nossa responsabilidade – Quero
ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho
que não seca (Am 5,17)
CF 2017 – Fraternidade – Biomas brasileiros e defesa da
vida – Cultivar e guardar a criação (Gn 2,15).
ECOLOGIA
A Ecologia compreendeao menos 3
dimensões intimamente ligadas de
uma mesma realidade:
1.Enquanto ciência, a Ecologia nos ajuda a compreender
como se relacionam todas as criaturas que habitam o
planeta, nossa Casa Comum: os seres que são a base
da vida (água, solo, ar, energia do sol), e a imensidão
dos seres vivos (microorganismos, plantas, animais e
nós, humanos).
15.
2. A Ecologiatambém reúne uma multidão de pessoas e
grupos que se mobilizam para deter a destruição
da Terra e assegurar a continuidade da teia da
vida, com atitudes pessoais e comunitárias e
compromissos das instituições e dos governos.
3. Por fim, Ecologia nos leva a compreender que temos
um lugar próprio nesse mundo, relacionado com os
outros seres.
16.
“Isto implica umarelação de
reciprocidade responsável entre o ser
humano e a natureza.
Cada comunidade pode tomar da
bondade da terra aquilo de que se
necessita, para a sua sobrevivência,
mas tem também o dever de a
proteger e garantir a continuidade da
sua fertilidade para as gerações
futuras” (LS, n.67).
17.
ECOLOGIA INTEGRAL
A Ecologiareaparece,
pois, no conjunto das
CFs de uma forma
nova, como Ecologia
Integral, conceito tão
caro ao Papa Francisco
e tão importante no
seu projeto de um
novo humanismo
integral e solidário.
18.
Ecologia integral nãoé apenas a ecologia verde, ou
seja, o cuidado com a natureza, com as florestas,
com os rios, etc., e o combate à sua degradação. É
também e sem dúvida o cuidado com a natureza,.
19.
Mas junto aele, o cuidado com o meio
ambiente, ou seja, com o ambiente em
meio ao qual nós vivemos e nos
relacionamos: da cidade, do trabalho, da
família, da espiritualidade, enfim, o
cuidado com todas as relações humanas
e sociais que compõem a nossa vida
nessa Casa Comum.
20.
Estamos no decêniodecisivo para o planeta!
Ou mudamos, convertemo-nos, ou
provocaremos com nossas atitudes individuais
e coletivas um colapso planetário.
Já estamos experimentando seu prenúncio nas
grandes catástrofes que assolam o nosso país.
E não existe planeta reserva!
Só temos este!
Ainda dá tempo! Mas o tempo é agora!
22.
CONVERSÃO ECOLÓGICA
É precisourgentemente de conversão
ecológica: passar da lógica extrativista, que
contempla a Terra como um reservatório sem fim
de recursos, de onde podemos retirar tudo aquilo
que quisermos, como quisermos e quanto
quisermos, a uma lógica do cuidado
25.
ECOLOGIA INTEGRAL TAMBÉMÉ ESPIRITUAL
Professamos com alegria e gratidão que Deus
criou tudo com seu olhar amoroso. Todos os
elementos materiais são bons, se orientados
para a salvação dos seres humanos e de
todas as criaturas .
Assim, “Deus viu que tudo era muito bom!”
(Gn 1,31)
26.
O desafio paranossa conversão nesta Quaresma é
cuidar da casa: da casa interior de cada um de
nós (espiritualidade); da casa em que habitamos
(família); da casa em que passamos grande parte
do nosso tempo (trabalho); da casa em que nos
relacionamos (cidade) e da nossa Casa Comum (o
planeta Terra), pois nela tudo está interligado! Tudo
isso sem nos esquecer de que “não temos aqui
cidade permanente, mas estamos à procura da que
está por vir” (Hb 13,14).
28.
IDENTIDDE VISUAL
• SãoFrancisco de Assis;
• A cruz;
• A natureza;
• A cidade;
• A técnica da colagem.
29.
MOTIVAÇÕES PARA ACF 2025
•800 anos do Cântico das Criaturas (São Francisco de Assis);
•10 anos da Laudato Si (Papa Francisco);
•Acolhida da Laudate Deum (Papa Francisco);
•10 anos da REPAM - A Rede Eclesial Pan-Amazônica;
•Realização da COP 30 - 30ª Conferência da ONU sobre
Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), em novembro de
2025;
•
30.
•Igrejas e Organismosestão atrasados no
´proceso de mobilização das bases.
•Uma constatação: a Igreja está se retirando do
aerópago da sociedade civil.
CONTEMPLAR A REALIDADECOM A LUZ QUE
VEM DO SENHOR E DO SEU ESPÍRITO
• Acolher a realidade como dom; beleza e fecundidade de nossas
terras, a riqueza da humanidade (pessoas, povos e culturas)
(DAp, n. 6):
• Terras férteis;
• Rios abundantes;
• Rios aéreos;
• Cachoeiras, cascatas e quedas d’água;
• Águas minerais de diversos sabores e poderes curativos;
• Litoral e praias maravilhosas;
33.
• Serras echapadas monumentais;
• Vegetação rica e variada;
• Abundância de espécies, de frutos, de flores, de ervas capazes
de curar, de árvores.
• Fauna brasileira rica em diversidade;
• Os biomas brasileiros: a Amazônia; o Cerrado, a Caatinga, a
Mata Atlântica, o Pantanal, os pampas.
• País de acolhida e fraternidade, de luta e resistência;[
• Culturas ancestrais, originárias, tradicionais;
• Arte, poesia, literatura, música.
34.
Compete a nósreconhecer a
presença de Deus em todas
as formas de vida existentes,
como nas plantas, nos
animais e nos seres humanos
(EE, n. 235), porque a criação
continua sendo o cenário
visível da manifestação da
bondade de Deus. Como
imagem e semelhança de
Deus (Gn 1,26), somos
guardiões da obra do Criador,
que colocou em nossas mãos
a missão de cuidar, zelar e
administrar todo o criado
35.
A CRISE SOCIOAMBIENTAL
,
Écomplexa e tem muitas faces, envolvendo
fatores históricos, sociais, econômicos e
políticos.
Modelo de desenvolvimento capitalista, baseado na
exploração dos patrimônios naturais, na queima de
combustíveis fósseis, na expansão desenfreada do
consumo, na relação mercantilista com a natureza.
Degradação do solo, desmatamento, extrativismo
predatório, poluição, escassez de água,
comprometimento da biodiversidade com a extinção de
espécies.
Mudanças climáticas
36.
Eventos climáticos extremose complexos, ondas de calor, enchentes e
furacões estão se tornando mais frequentes e destrutivos, ceifando vidas e
empurrando milhões de pessoas anualmente para a pobreza
38.
Os povos indígenas,
comunidadestradicionais
e populações de baixa
renda no campo e nas
periferias das cidades
são atingidas de modo
mais violento por causa
das intervenções
invasivas que já sofrem
39.
• Urbanização desordenada;
•Concentração de terra e riquezas
• Expansão da agricultura predatória
• Falta de políticas ambientais ;
• Exploração insustentável dos patrimônios naturais
• Conflitos fundiários, invasões de terras indígenas e quilombolas, violência contra
ativistas ambientais e agentes de pastoral;[
• Níveis recordes de emissão de gases de efeito estufa,
aquecimento global alarmante.
Nosso país é o 4ª maior emissor de gases que
provocam as mudanças no clima,
especialmente pelas queimadas.
42.
Os sinais deesgotamento do modelo vigente, do
qual poucos se beneficiam, refletidos nas
mudanças climáticas, nas crises econômicas e na
exclusão social e ambiental, nos colocam diante
de um dilema ético: ou mudamos nossa maneira
de ser e agir no mundo, reeducando nossos
hábitos e costumes na relação com toda a criação
cumprindo nossa missão de cultivá-la e guardá-la
(Gn 2,15); ou deixaremos para as gerações futuras
uma Casa Comum insustentável, contrariando os
desígnios do Deus Criador
44.
DESAFIOS PARA ASUPERAÇÃO DA CRISE
Séria constatação de que ainda “não estamos reagindo
de modo satisfatório” e que “este mundo que nos
acolhe está se desfazendo e, talvez, aproximando-se
de um ponto de ruptura” (LD, n.2).
•Reflexão e atuação pela vida na Terra: espiritualidade,
educação e responsabilidade ambiental.
45.
(...) há gruposque promovem ideologicamente a negação das mudanças climáticas (LD, n.5-
10). Dizem que elas não existem e por isso não devemos nos preocupar . Isso gera confusão
e dúvida entre as pessoas, dificultando a conversão ecológica e a consequente prática de
ações concretas para lidar com desafios climáticos.
•O paradigma tecnocrático continua imperando.
•para o qual tudo se resolve com tecnologia e economia (LD, n. 20).
As políticas públicas não conseguem responder com eficiência aos desafios
da crise socioambiental.
• Papa Francisco afirma claramente a importância das pequenas ações (LD,
n. 70-71):
“
46.
Não há mudançasduradouras sem
mudanças culturais, sem uma maturação
do modo de viver e das convicções da
sociedade; não há mudanças culturais
sem mudança nas
pessoas” (LD, n. 70).
CONVERSÃO INTEGRAL
47.
A IMPORTÂNCIA DEUMA ECOLOGIA INTEGRAL
A Ecologia Integral supõe uma inter-relação
entre o Criador e , dentro da qual o ser humano
deveria se destacar como protagonista no
cuidado, pois coube a ele a missão de guardião
responsável da Casa Comum.
Em uma cosmovisão integradora, não se separa
o ambiental, o antropológico e o teológico
48.
Uma ecologia integralconjuga as duas visões da Bíblia, a
saber: a proclamativa, que tem um caráter mais
antropocêntrico, na qual a criação está em função e a
serviço da salvação, sendo o ser humano colocado em
destaque; e a manifestativa, o que é mais cosmocêntrica, na
qual a relação do ser humano com a
natureza e com Deus é profundamente integradora
Em Jesus Cristo estas duas tradições se encontram ligadas, sendo
para nós uma referência inspiradora de uma ecologia integral na
vida de fé
49.
A abordagem daEcologia Integral atualiza o sentido do bem
comum, elemento tradicional da Doutrina Social da Igreja,
resgata a opção preferencial pelos pobres e mantém o
compromisso para com as futuras gerações. Essa postura
profética da Igreja está também relacionada com o cultivo
da paz e da justiça socioambiental, sobretudo em um mundo
que enfrenta uma crise estrutural em múltiplas dimensões
(pobreza, desigualdade, competição por recursos,
ecossistemas degradados e mudanças climáticas
50.
O PECADO ECOLÓGICO
Consisteno desrespeito ao Criador e sua obra que é a Casa
Comum. São ações ou omissões contra Deus, contra o
próximo e contra o meio ambiente.
É um tipo de cegueira e perda de sensibilidade com o
mundo ao nosso redor em que se tratam as pessoas e os
seres vivos como objetos, esvazia-se a dimensão
transcendente de toda a criação, destrói-se de maneira
irresponsável a natureza, exploram-se sem limites os
recursos da Terra e deixa-se para gerações futuras um
planeta fragmentado e insustentável (DFSA, n. 82)
51.
CONVERSÃO ECOLÓGICA
Uma conversãoecológica supõe uma mudança do
nosso modo de ser, pensar e agir, como pessoas e
comunidade.
Buscamos um modo de viver mais integrativo entre
Deus, os seres humanos e toda a criação, no qual a
cultura do amor e da paz tenha a primazia.
Unir fiéis e não fiéis na missão do cuidado da Casa Comum;
Construir grandes e pequenas alianças, reforçando os laços da
amizade social; valorizar a Riqueza da diversidade da criação;
Fazer gestos concretos que estão ao alcance de nossas mãos;
Alimentar-nos da riqueza da espiritualidade cristã que integra
o divino, humano e o ambiental.
52.
Toda conversão ecológicadeve ser, para nós cristãos,
inspirada na fonte trinitária da fé, segundo a qual temos um
Pai que cria, um Filho que salva e um Espírito que
santifica (LS, n. 238-240).
O amor da Trindade Divina, que se expressa na história da
Casa Comum, nos estimula a realizar ações concretas para
superar a crise social e ambiental que assolam o nosso
planeta.
A Trindade, solidária e bondosa, é a fonte perene de graça
que nos permite ter o olhar do Criador “que viu que toda a
sua obra era muito boa” (Gn 1,31), mesmo com as inúmeras
rupturas que nós humanos provocamos ao longo da história
A PALAVRA DEDEUS É LUZ PARA NOSSO CAMINHO
As narrativas da criação no livro do Gênesis nos levam a compreender que a benção e a Aliança
não são apenas para o ser humano, mas para toda criatura.
Deus dá ao ser humano uma tarefa especial: “cultivar e guardar” a Terra, para que ela seja
sempre um jardim, e tudo o que nela habita. Não se trata de exercer poder sem limites sobre
os demais seres, pois não faria sentido destruir o que Deus, repetidamente, avaliou como
“bom”.
O livro sagrado também nos alerta para os riscos da maldade do ser humano que resultam no
pecado. Mas mantém viva a esperança na Aliança que Deus estabeleceu com seu povo.
Aprendemos da Escritura a existência de políticas opressivas, violentas e contraditórias, que
resultam em catástrofes ambientais, como na relação de escravidão do povo hebreu nas mãos do
faraó do Egito. Porém, na travessia libertadora pelo deserto, a natureza favorece a
sobrevivência do ser humano: a água, o maná, as codornizes - obras de Deus criador.
No Pentateuco, a partir do Decálogo, encontramos leis ambientais, recomendações que unem a fé
ao cuidado com a fauna e a flora. Um destaque pode ser dado ao descanso sabático, previsto não
apenas para o ser humano, mas também para os animais.
56.
O ano sabáticoe o ano jubilar, presentes na Bíblia, preveem o repouso
também da terra, para que assim ela continue a ser generosa, o perdão
das dívidas e a libertação dos escravos. É um “não” dito à exploração sem
limites. O Jubileu de 2025 é uma oportunidade para vivermos esta
experiência.
Jesus e sua forma de anunciar a Boa Nova do Reino de Deus trazem consigo
várias conotações socioambientais. Isso se expressa nas parábolas com
sementes, árvores e seus frutos, como imagem do Reino.
Os pães ázimos da Última Ceia, frutos da Terra e do trabalho humano,
expressão ao mesmo tempo do uso moderado dos bens da terra e da
opressão e miséria sofrida por aqueles que são escravizados, são tomados
por Jesus, consagrados ao Pai e entregues aos seus discípulos. Assim,
somos convidados a deixar de lado todo fermento, ou seja, tudo o que
é excesso e abraçar a simplicidade do necessário
57.
O ESPÍRITO DEDEUS NA CRIAÇÃO
Ao longo das Escrituras
Sagradas, vemos que a
ação do Espírito é sopro
que dá vida a toda
criatura. É Deus que
cria, dá vida e renova
constantemente,
recordando-nos de que
sua força tudo abraço e
transforma
58.
A CONVERSÃO INTEGRALNA TRADIÇÃO DA
IGREJA: UM PERCURSO INSPIRADOR
A Igreja, a cada Quaresma, reafirma o convite a
única conversão ao Evangelho vivo, que é Jesus
Cristo. Essa mudança de vida deve se
desenvolver em diversos setores da nossa vida
pessoal e esclesial, abarcando o cuidado com a
Casa Comum em que habitamos.
59.
A ECOLOGIA INTEGRALNOS SANTOS
PADRES DA IGREJA
Os padres da igreja, vivendo as necessidades de
seu tempo tomam a natureza, o cosmos, com seu
ciclo se sua organização, como uma referência
para o ser humano olhar para si e rever suas
relações sociais. Utilizando exemplos das relações
entre os seres vivos, eles nos apresentam as
lições do equilíbrio e do limite. É o que se pode
chamar de função pedagógica dos cosmos
66.
A CONVERSÃO INTEGRALE ECOLÓGICA NA
DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA
O tesouro que é a Doutrina Social da Igreja tem nos
ensinado muito sobre o tema, desde Leão XIII,
passando por São João XXIII, São Paulo VI, São João
Paulo II e Bento XVI, tal magistério nos chama atenção
para o princípio da destinação universal dos bens da
terra, o desenvolvimento dos povos os perigos da
exploração e da crescente ruptura entre sociedade e
natureza, princípios da ética ambiental, a urgência de
se educar para a responsabilidade ecológica, a
interligação entre o zelo pelo ser humano e pela
natureza.
Tudo isso como expressão de uma ampla tarefa eclesial que
decorre da fé
67.
No pontificado doPapa Francisco, recebemos a encíclica
Laudato Si, primeiro documento do Magistério da Igreja
plenamente dedicado ao tema socioambiental. Seu ponto
de partida é a “convicção de que tudo está estreitamente
interligado no mundo” (LS, n. 16). Nós e nosso planeta
existimos em comunhão.
O pecado mais perigoso de nosso tempo talvez seja a
ruptura que estabelecemos entre humanidade e
natureza, como se, cada uma delas, não tivesse valor
intrínseco e não fosse capaz por si mesma de louvar a
Deus
70.
Não podemos nosdeixar levar pelas falsas
promessas do paradigma tecnocrático, pois
nem sempre o que parece progresso
representa as melhores condições de vida
para todos. Por isso, a atuação social e
política dos cristãos é essencial
75.
A LUZ DACIÊNCIA E DA SABEDORIA DOS POVOS
As ciências da Terra tem muito a nos ensinar sobre o
que está acontecendo ao nosso planeta. Estudos
apontam, desde o final dos anos 1980, que nosso
planeta vem se aquecendo cada vez mais, como
resultado do nosso modo de vida. A Terra passa por
uma mudança e os seus efeitos afetam todas as formas
de vida de maneira imprevisível
76.
A sabedoria ancestraldos povos originários também tem muito a
nos ensinar: “Ensinai a seus filhos o que ensinamos aos nossos. Que
a Terra é a nossa mãe. Tudo está associado. O que fere a Terra fere
também aos filhos da Terra. O homem não tece a teia da vida: é
antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si
próprio”. (Cacique Seatle
Não podemos ficar paralisados! E isso nos compromete no
segmento de Jesus de Nazaré, neste tempo quaresmal, a aprofundar
o percurso de penitência e conversão integral
O agir éconsequência do ver e ouvir a realidade e
de processos de discernimento espiritual debate
coletivo, planejamento comunitário e decisões
conjuntas que fazem parte de instâncias maiores
de participação e transformação social
É preciso alimentar um olhar otimista irrealista,
convicto de que ainda podemos evitar os piores
impactos das mudanças climáticas. A Esperança
nos move a unir os esforços das ciências ao
profetismo da fé, para superar a crise que
vivemos
79.
Como Igreja, nãopodemos deixar de propor que “chegou a hora
de aceitar um certo decréscimo do consumo” (LS, n. 193). É
preciso redescobrir a dimensão transcendente da vida, a
capacidade humana de contemplação
É preciso reafirmar a dimensão profunda do
repouso considerando formas menos produtivistas
de organização do trabalho e do seu tempo com
uma remuneração digna e justa e condições de
trabalho e previdenciárias cada vez mais
humanizadas
81.
É importante conheceras várias iniciativas de cuidado
com a Casa Comum na Igreja no Brasil e buscar nelas
inspiração para transformar nossas realidades locais
Unidos em nossa fé e comprometidos
com a missão de cuidar da nossa Casa
Comum, somos chamados a reconhecer
a urgência da grave crise socioambiental
que assola nosso país e o mundo.
O tempo de agir é agora. Como filhos e filhas de Deus, somos por
proteger e preservar a obra de suas mãos, este é o nosso chamado.
Este é o nosso dever como discípulos de Cristo
TEMPOS DE MOBILIZAÇÃO
Cursode Animadores Laudato Si’
• Semana Laudato Si’ – de 18 a 25 de maio
• Junho Verde (CNBB)
• Tempo da Criação - de 1º de setembro (Dia
Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação),
culminando em 4 de outubro, festa de São
Francisco de Assis.
• Celebração dos 800 anos do Cântico das
Criaturas.
85.
8ª Romaria dasÁguas e da Terra da Bacia do Rio
Doce, em Mariana (será o gesto concreto da CF
em nossa Arquidiocese, em memória dos 10 anos
do crime socioambiental do rompimento da
barragem de Fundão – 9 de novembro.
•Celebração do jubileu dos atingidos e atingidas na
Romaria.
30ª Conferência das Nações Unidas sobre as
Mudanças Climáticas (COP 30) – de 10 21 de
87.
O Brasil registroumais de 109 mil focos de incêndios em 2024. O
número já é um dos maiores da história, com uma alta de 78% em
relação aos doze meses de 2023, segundo dados do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais.
O calor excessivo e o tempo seco de agosto contribuiram para
formação de uma onda de incêndios em todo país. Foram 51.527 em
26 dias, 47% do total acumulado ao longo do ano, em sua maioria
nos estados do Mato Grosso, Pará, Amazonas e Mato Grosso do Sul
POLÍTICAS PUBLICAS –COMITES E CODEMAS
COMITE DE BACIA HIDROGRAFICA DA BACIA DO RIO DOCE
COMITE DE BACIA HIDROGRAFICA DA BACIA DO RIO
PIRACICABA
COMITE DA BACIA HIDROGRAFICA DA BACIA DO SANTO
ANTONIO
CODEMAS MUNICIPAIS
DEFESA CIVIL MUNICIPAL
MOVIMENTOS / FÓRUNS / COMITÉS
Onde nós estamos ?
Qual a nossa participação ?
91.
Rede Igrejas emineração
Comissão do Meio ambiente da
província eclesiástica de Mariana
Comissão para Ecologia Integral da
CNBB