O artigo analisa as relações raciais no Brasil, contestando a visão de que o racismo é mero subproduto de desigualdades de classe, propondo a convergência entre a teoria marxista da dependência e a decolonialidade como ferramentas para entender e intervir na realidade social e racial da nação. Aborda a importância de reconhecer a experiência da diáspora africana e como a raça se torna central na análise das desigualdades e violências na sociedade brasileira. O autor enfatiza que a compreensão da realidade latino-americana deve ocorrer a partir de suas particularidades, desafiando referenciais teóricos importados de países hegemônicos.