1. INTRODUÇÃO



       A etapa reprodutora feminina inicia-se na puberdade, quando é ativada a
função dos ovários - a partir deste momento, produz-se a maturação periódica das
células germinativas presentes nas gônadas e em cada ciclo surge a possibilidade de
acontecer uma fecundação, com a conseqüente gravidez. Quando tal não acontece,
como na maioria dos ciclos, surge a menstruação, a hemorragia vaginal que, em
condições normais, surge aproximadamente a cada 28 dias de uma forma regular,
exceto durante a gravidez e no período de amamentação. Mas a etapa reprodutora
feminina tem um fim, pois a função dos ovários, ativada na puberdade, termina ao fim
de quatro décadas e deixam de se produzir ovulações, desaparecendo a possibilidade
de haver urna gravidez e, como sinal disso, terminam as menstruações.

        O termo menopausa faz referência precisamente a esse fim das menstruações,
embora na realidade designe concretamente a última menstruação. Trata-se, portanto,
de um marco que acontece no decurso de um processo fisiológico que abrange um
amplo período na vida da mulher e está condicionado por progressivas alterações
hormonais às quais o organismo se adapta também progressivamente - este período
denomina-se climatério. Uma vez que as alterações que ocorrem nesta fase se iniciam
antes do final definitivo da menstruação e continuam ainda durante algum tempo,
distinguem-se no climatério duas fases: a pré-menopausa, que corresponde ao
período prévio à última menstruação, de vários meses e mesmo anos de duração, na
qual se traçam as alterações que levarão ao final da menstruação; e a pós-
menopausa, que corresponde ao período posterior ao desaparecimento da
menstruação, também relativamente prolongado, no qual o organismo feminino se vai
adaptando às novas circunstâncias derivadas do término da atividade dos ovários.
O QUE É CLIMATERIO?

Climatério é uma palavra de origem grega que significa período de crise ou mudança,
estendendo-se dos 40 aos 65 anos e tendo um significado de passagem entre a vida
reprodutiva e a menopausa.

Viver com qualidade de vida é o sonho de consumo de todo o gênero feminino.O problema é
que muitos se concentram apenas nos fatores geradores de estresse: desemprego, violência,
crise social, trânsito congestionado... : e esquecem-se dos recursos internos para lidar com as
atribulações, o que leva a demandas impossíveis que causam a exaustão ou "burn out",
estágio final do estresse crônico que significa o início da depressão.

Uma vez que os sintomas psíquicos existem, eles podem variar na intensidade e freqüência,
necessitando        de         cuidados          médicos          e         psicológicos.

Entre os fatores que alteram o impacto de tais sintomas psíquicos, incluem-se as questões
sócio-econômicas,    o     nível   de    escolaridade,    a     raça     e   a    cultura.

Nas culturas onde as mulheres de meia-idade são valorizadas e nas quais elas possuem
expectativas positivas em relação ao período do climatério, o espectro sintomatológico é
menos abrangente e intenso.

Sintomas do climatério

Os sintomas psíquicos climatéricos são caracterizados por tristeza, desânimo, cansaço, falta de
energia, depressão, ansiedade, irritabilidade, insônia, diminuição de atenção, concentração e
memória, pensamentos negativos (morte, ruína e culpa), perda do prazer ou interesse pelas
questões           cotidianas             e            diminuição          da            libido.

As mulheres com antecedentes da disforia pré-menstrual (forma acentuada de TPM) e
depressão pós-parto têm mais chances de terem depressão no climatério, bem como aquelas
com grande desconforto físico causado pelos fogachos (ondas de calor).

A ciência começou a desconfiar da interferência do hormônio feminino estrógeno sobre os
quadros afetivos, a partir da comprovação das suas várias ações sobre o cérebro,
principalmente na secreção dos mensageiros químicos responsáveis pelo bom humor.
Algumas mulheres são mais sensíveis às flutuações hormonais típicas do período. Porém, nem
tudo que reluz é ouro, ou seja, há mulheres que não sofrem a interferência da baixa do
hormônio feminino.

O contexto global de vida destas mulheres deve ser analisado individualmente. Hábitos ruins
de vida envolvendo alimentação inadequada, sedentarismo, ausência de lazer; aposentadoria
precoce, relacionamentos familiares e conjugais conflitantes e pensamentos pessimistas, bem
como todo o histórico de vida das pessoas, devem ser levados em consideração pelos
profissionais. Mulheres com expectativas mais positivas em relação ao envelhecimento tendem
a sofrer menos dos sintomas, ao adotarem hábitos de vida saudáveis, investindo nos
equilíbrios físico e mental.

O ideal é sempre a prevenção, com cuidados que envolvam as mudanças comportamentais
necessárias. Quando os sintomas tornam-se significativos, prejudicando várias esferas da vida
feminina, deve-se procurar um médico que poderá indicar outros profissionais como
psicólogos, ginecologistas, endocrinologistas e nutricionistas.

Como diminuir os sintomas do climatério

Medidas simples e úteis incluem o combate ao estresse, através de técnicas de relaxamento
corporal, mudanças de atitudes e comportamentos, tais como exercer uma atividade de
trabalho que goste, morar perto do local de trabalho e delimitar prioridades nas atividades
cotidianas, como horas de lazer e leitura, além de ser otimista perante às adversidades...

Atividades físicas, respiração profunda e dietas equilibradas. Quando o estresse evolui para um
quadro depressivo, a psicoterapia, o tratamento de reposição hormonal e mesmo o uso de
antidepressivos são importantes terapêuticas que devem ser encaradas com naturalidade e
sem preconceitos.

A duração do tratamento varia de acordo com a gravidade e incapacitação gerada pelos
sintomas, cabendo ao médico esclarecer todos os aspectos envolvidos. O conceito de cura
aqui é diferente, um dia de cada vez deverá ser vencido.

Climaterio

  • 1.
    1. INTRODUÇÃO A etapa reprodutora feminina inicia-se na puberdade, quando é ativada a função dos ovários - a partir deste momento, produz-se a maturação periódica das células germinativas presentes nas gônadas e em cada ciclo surge a possibilidade de acontecer uma fecundação, com a conseqüente gravidez. Quando tal não acontece, como na maioria dos ciclos, surge a menstruação, a hemorragia vaginal que, em condições normais, surge aproximadamente a cada 28 dias de uma forma regular, exceto durante a gravidez e no período de amamentação. Mas a etapa reprodutora feminina tem um fim, pois a função dos ovários, ativada na puberdade, termina ao fim de quatro décadas e deixam de se produzir ovulações, desaparecendo a possibilidade de haver urna gravidez e, como sinal disso, terminam as menstruações. O termo menopausa faz referência precisamente a esse fim das menstruações, embora na realidade designe concretamente a última menstruação. Trata-se, portanto, de um marco que acontece no decurso de um processo fisiológico que abrange um amplo período na vida da mulher e está condicionado por progressivas alterações hormonais às quais o organismo se adapta também progressivamente - este período denomina-se climatério. Uma vez que as alterações que ocorrem nesta fase se iniciam antes do final definitivo da menstruação e continuam ainda durante algum tempo, distinguem-se no climatério duas fases: a pré-menopausa, que corresponde ao período prévio à última menstruação, de vários meses e mesmo anos de duração, na qual se traçam as alterações que levarão ao final da menstruação; e a pós- menopausa, que corresponde ao período posterior ao desaparecimento da menstruação, também relativamente prolongado, no qual o organismo feminino se vai adaptando às novas circunstâncias derivadas do término da atividade dos ovários.
  • 2.
    O QUE ÉCLIMATERIO? Climatério é uma palavra de origem grega que significa período de crise ou mudança, estendendo-se dos 40 aos 65 anos e tendo um significado de passagem entre a vida reprodutiva e a menopausa. Viver com qualidade de vida é o sonho de consumo de todo o gênero feminino.O problema é que muitos se concentram apenas nos fatores geradores de estresse: desemprego, violência, crise social, trânsito congestionado... : e esquecem-se dos recursos internos para lidar com as atribulações, o que leva a demandas impossíveis que causam a exaustão ou "burn out", estágio final do estresse crônico que significa o início da depressão. Uma vez que os sintomas psíquicos existem, eles podem variar na intensidade e freqüência, necessitando de cuidados médicos e psicológicos. Entre os fatores que alteram o impacto de tais sintomas psíquicos, incluem-se as questões sócio-econômicas, o nível de escolaridade, a raça e a cultura. Nas culturas onde as mulheres de meia-idade são valorizadas e nas quais elas possuem expectativas positivas em relação ao período do climatério, o espectro sintomatológico é menos abrangente e intenso. Sintomas do climatério Os sintomas psíquicos climatéricos são caracterizados por tristeza, desânimo, cansaço, falta de energia, depressão, ansiedade, irritabilidade, insônia, diminuição de atenção, concentração e memória, pensamentos negativos (morte, ruína e culpa), perda do prazer ou interesse pelas questões cotidianas e diminuição da libido. As mulheres com antecedentes da disforia pré-menstrual (forma acentuada de TPM) e depressão pós-parto têm mais chances de terem depressão no climatério, bem como aquelas com grande desconforto físico causado pelos fogachos (ondas de calor). A ciência começou a desconfiar da interferência do hormônio feminino estrógeno sobre os quadros afetivos, a partir da comprovação das suas várias ações sobre o cérebro, principalmente na secreção dos mensageiros químicos responsáveis pelo bom humor. Algumas mulheres são mais sensíveis às flutuações hormonais típicas do período. Porém, nem tudo que reluz é ouro, ou seja, há mulheres que não sofrem a interferência da baixa do hormônio feminino. O contexto global de vida destas mulheres deve ser analisado individualmente. Hábitos ruins de vida envolvendo alimentação inadequada, sedentarismo, ausência de lazer; aposentadoria precoce, relacionamentos familiares e conjugais conflitantes e pensamentos pessimistas, bem como todo o histórico de vida das pessoas, devem ser levados em consideração pelos profissionais. Mulheres com expectativas mais positivas em relação ao envelhecimento tendem a sofrer menos dos sintomas, ao adotarem hábitos de vida saudáveis, investindo nos equilíbrios físico e mental. O ideal é sempre a prevenção, com cuidados que envolvam as mudanças comportamentais necessárias. Quando os sintomas tornam-se significativos, prejudicando várias esferas da vida feminina, deve-se procurar um médico que poderá indicar outros profissionais como psicólogos, ginecologistas, endocrinologistas e nutricionistas. Como diminuir os sintomas do climatério Medidas simples e úteis incluem o combate ao estresse, através de técnicas de relaxamento corporal, mudanças de atitudes e comportamentos, tais como exercer uma atividade de trabalho que goste, morar perto do local de trabalho e delimitar prioridades nas atividades
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    cotidianas, como horasde lazer e leitura, além de ser otimista perante às adversidades... Atividades físicas, respiração profunda e dietas equilibradas. Quando o estresse evolui para um quadro depressivo, a psicoterapia, o tratamento de reposição hormonal e mesmo o uso de antidepressivos são importantes terapêuticas que devem ser encaradas com naturalidade e sem preconceitos. A duração do tratamento varia de acordo com a gravidade e incapacitação gerada pelos sintomas, cabendo ao médico esclarecer todos os aspectos envolvidos. O conceito de cura aqui é diferente, um dia de cada vez deverá ser vencido.