Aconselhamento linguageiro, 
aprendizagem de LE e complexidade 
Walkyria Magno e Silva – UFPA 
Sarah Sanderson Doyle – UFPA, Capes/Fulbright
Roteiro da apresentação 
• Embasamento teórico 
– Aconselhamento linguageiro 
– Motivação 
– Aprendizagem de LE como um SAC 
• Contexto e problema 
• Metodologia 
• Resultados
Aconselhamento linguageiro 
“O aconselhamento na aprendizagem de línguas 
envolve o processo e a prática de ajudar os alunos 
a direcionar seus caminhos para se tornarem 
aprendentes de línguas mais eficazes e 
autônomos” (CARSON; MYNARD, 2012. p. 4). 
O conselheiro linguageiro é "menos preocupado 
com o conteúdo linguístico ou critérios de avaliação 
formais e mais orientado para o processo de 
mudança promovido por meio de um modo 
dialógico de intervenção” (MOZZON-McPHERSON, 
1997, p. 106).
Modelo de Mynard 
Fonte: Mynard, 2012. p. 33
Motivação 
A motivação pode ser vista como um processo com 
a alternância de fases altas e baixas (DÖRNYEI, 
2011). 
Compreendendo a aprendizagem de línguas 
adicionais como um sistema adaptativo 
complexo, a motivação pode ser considerada um 
dos parâmetros de controle para os resultados 
das trajetórias dos estudantes (LARSEN-FREEMAN; 
CAMERON, 2008, entre outros).
Teoria da Complexidade: algumas definições 
Atratores 
Estado 
preferido 
pelo 
sistema. 
Emergência 
Não linearidade 
Trajetória 
Imprevisibilidade Instabilidade 
Quando a auto-organização 
de um 
sistema resulta em 
um fenômeno em 
uma escala ou nível 
diferente. 
O sistema nunca está 
estático; mesmo 
quando está estável, 
ele está mudando. 
Não há relação de 
causa e efeito; a 
complexidade 
surge da natureza 
das conexões ou 
interações entre os 
componentes de 
um sistema. 
As relações entre os 
elementos do sistema 
podem gerar os mais 
variados efeitos sem que 
se possa determinar de 
antemão quais serão eles.
Contexto 
• Universidade Federal do Pará em Belém 
• Faculdade de Letras Estrangeiras e Modernas 
(FALEM) 
• Licenciatura em Letras – Inglês e Inglês sem 
Fronteiras (ISF) 
– Alunos começam com vários níveis nas quatro 
habilidades 
– Base de Apoio à Aprendizagem Autônoma (BA3) 
• Projeto de Pesquisa: Aprendizagem de Línguas 
Estrangeiras como um Sistema Adaptativo Complexo: 
Autonomia, Motivação e Aconselhamento Linguageiro
Contexto 
• Aconselhamento Linguageiro: 
– Sessões de aconselhamento (conselheiro + 
aconselhado) 
– Reuniões quinzenais do grupo dos conselheiros 
para supervisão e troca de experiências 
– 9 conselheiros ativos; 2 treinando 
– 15 aconselhados ativos
Problema 
• De que forma o aconselhamento linguageiro 
influencia a trajetória dos aprendentes?
Metodologia 
Um estudo qualitativo 
• Dados colhidos nas sessões de 
aconselhamento (caderno de notas) 
• Informações constantes nas atas das reuniões 
de supervisão dos conselheiros
Resultados 
• Três ordens de trajetórias 
• Imprevisíveis 
– Trajetórias bem sucedidas 
– Atratores desfavoráveis 
– Bifurcações
Trajetórias bem sucedidas 
• Aconselhado no projeto de aconselhamento ISF 
• Controle da aprendizagem como evidência da 
autonomia 
– Artigo 
– Seminário 
– Apresentações pequenas 
– MOOC 
– Vídeos no YouTube 
– Pimsleur
Atratores desfavoráveis 
• Outros agentes 
• Trabalho 
Zona de 
conforto 
Motivação em 
alta • Outros agentes 
• Voz do 
conselheiro 
• Perspectivas 
futuras 
• Problemas de 
transporte 
Zona de 
conforto 
AC1CL3
Bifurcação 
Seguir o curso 
Aconselhamento 
linguageiro 
AC1CL2 
Deixar o curso Mudar de curso
Referências 
• DÖRNYEI, Z. Motivação em Ação: Buscando uma 
Conceituação Processual da Motivação de Alunos. In: 
BARCELOS, A.M.F. (Org.). Linguística Aplicada: Reflexões 
sobre ensino e aprendizagem de língua maternal e 
estrangeira. Campinas: Pontes, 2011. p. 199-273. 
• LARSEN-FREEMAN, D.; CAMERON, L. Complex Systems and 
Applied Linguistics. Oxford: OUP, 2008. 
• MOZZON-McPHERSON, M. The language adviser: a new 
type of teacher? An analysis of an emerging role. In: LITTLE, 
D.; VOSS, B. (Ed.). Language Centres: Planning for the New 
Millennium. Plymouth: CercleS, 1997. p. 97-108. 
• MYNARD, J.; CARSON, L. Advising in Language Learning. 
Dialogue, tools and context. Harlow, England: Pearson, 
2012.

Clafpl 2014 revis. em 24 set

  • 1.
    Aconselhamento linguageiro, aprendizagemde LE e complexidade Walkyria Magno e Silva – UFPA Sarah Sanderson Doyle – UFPA, Capes/Fulbright
  • 2.
    Roteiro da apresentação • Embasamento teórico – Aconselhamento linguageiro – Motivação – Aprendizagem de LE como um SAC • Contexto e problema • Metodologia • Resultados
  • 3.
    Aconselhamento linguageiro “Oaconselhamento na aprendizagem de línguas envolve o processo e a prática de ajudar os alunos a direcionar seus caminhos para se tornarem aprendentes de línguas mais eficazes e autônomos” (CARSON; MYNARD, 2012. p. 4). O conselheiro linguageiro é "menos preocupado com o conteúdo linguístico ou critérios de avaliação formais e mais orientado para o processo de mudança promovido por meio de um modo dialógico de intervenção” (MOZZON-McPHERSON, 1997, p. 106).
  • 4.
    Modelo de Mynard Fonte: Mynard, 2012. p. 33
  • 5.
    Motivação A motivaçãopode ser vista como um processo com a alternância de fases altas e baixas (DÖRNYEI, 2011). Compreendendo a aprendizagem de línguas adicionais como um sistema adaptativo complexo, a motivação pode ser considerada um dos parâmetros de controle para os resultados das trajetórias dos estudantes (LARSEN-FREEMAN; CAMERON, 2008, entre outros).
  • 8.
    Teoria da Complexidade:algumas definições Atratores Estado preferido pelo sistema. Emergência Não linearidade Trajetória Imprevisibilidade Instabilidade Quando a auto-organização de um sistema resulta em um fenômeno em uma escala ou nível diferente. O sistema nunca está estático; mesmo quando está estável, ele está mudando. Não há relação de causa e efeito; a complexidade surge da natureza das conexões ou interações entre os componentes de um sistema. As relações entre os elementos do sistema podem gerar os mais variados efeitos sem que se possa determinar de antemão quais serão eles.
  • 9.
    Contexto • UniversidadeFederal do Pará em Belém • Faculdade de Letras Estrangeiras e Modernas (FALEM) • Licenciatura em Letras – Inglês e Inglês sem Fronteiras (ISF) – Alunos começam com vários níveis nas quatro habilidades – Base de Apoio à Aprendizagem Autônoma (BA3) • Projeto de Pesquisa: Aprendizagem de Línguas Estrangeiras como um Sistema Adaptativo Complexo: Autonomia, Motivação e Aconselhamento Linguageiro
  • 10.
    Contexto • AconselhamentoLinguageiro: – Sessões de aconselhamento (conselheiro + aconselhado) – Reuniões quinzenais do grupo dos conselheiros para supervisão e troca de experiências – 9 conselheiros ativos; 2 treinando – 15 aconselhados ativos
  • 11.
    Problema • Deque forma o aconselhamento linguageiro influencia a trajetória dos aprendentes?
  • 12.
    Metodologia Um estudoqualitativo • Dados colhidos nas sessões de aconselhamento (caderno de notas) • Informações constantes nas atas das reuniões de supervisão dos conselheiros
  • 13.
    Resultados • Trêsordens de trajetórias • Imprevisíveis – Trajetórias bem sucedidas – Atratores desfavoráveis – Bifurcações
  • 14.
    Trajetórias bem sucedidas • Aconselhado no projeto de aconselhamento ISF • Controle da aprendizagem como evidência da autonomia – Artigo – Seminário – Apresentações pequenas – MOOC – Vídeos no YouTube – Pimsleur
  • 15.
    Atratores desfavoráveis •Outros agentes • Trabalho Zona de conforto Motivação em alta • Outros agentes • Voz do conselheiro • Perspectivas futuras • Problemas de transporte Zona de conforto AC1CL3
  • 16.
    Bifurcação Seguir ocurso Aconselhamento linguageiro AC1CL2 Deixar o curso Mudar de curso
  • 17.
    Referências • DÖRNYEI,Z. Motivação em Ação: Buscando uma Conceituação Processual da Motivação de Alunos. In: BARCELOS, A.M.F. (Org.). Linguística Aplicada: Reflexões sobre ensino e aprendizagem de língua maternal e estrangeira. Campinas: Pontes, 2011. p. 199-273. • LARSEN-FREEMAN, D.; CAMERON, L. Complex Systems and Applied Linguistics. Oxford: OUP, 2008. • MOZZON-McPHERSON, M. The language adviser: a new type of teacher? An analysis of an emerging role. In: LITTLE, D.; VOSS, B. (Ed.). Language Centres: Planning for the New Millennium. Plymouth: CercleS, 1997. p. 97-108. • MYNARD, J.; CARSON, L. Advising in Language Learning. Dialogue, tools and context. Harlow, England: Pearson, 2012.