170
DOMÍNIO ESPIRITUAL
“Não estou só, porque o Pai está comigo.”
— Jesus. (JOÃO, capítulo16, versículo 32.)
28 Eu vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e
volto para o Pai".
29 Então os discípulos de Jesus disseram: "Agora estás falando
claramente, e não por figuras.
30 Agora podemos perceber que sabes todas as coisas e nem
precisas que te façam perguntas. Por isso cremos que vieste de
Deus".
31 Respondeu Jesus: "Agora vocês creem?
32 Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão
espalhados cada um para a sua casa. Vocês me deixarão
sozinho. Mas eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo.
33 "Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz.
Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu
venci o mundo".
Nos transes aflitivos a criatura
demonstra sempre onde se
localizam as forças exteriores
que lhe subjugam a alma.
Nas grandes horas de testemunho,
no sofrimento ou na morte,
os avarentos clamam pelas posses efêmeras,
os arbitrários exigem a obediência
de que se julgam credores,
os supersentimentalistas
reclamam o objeto de suas afeições.
Jesus, todavia, no campo supremo das últimas horas
terrestres, mostra-se absoluto senhor de si mesmo,
ensinando-nos a sublime identificação
com os propósitos do Pai, como o mais
avançado recurso de domínio próprio.
Ligado naturalmente às mais diversas forças, no
dia do Calvário não se prendeu a nenhuma delas.
Atendia ao governo humano lealmente,
mas Pilatos não o atemoriza.
Respeitava a lei de Moisés;
entretanto, Caifás não o impressiona.
Amava enternecidamente os discípulos;
contudo, as razões afetivas não lhe dominam o coração.
Cultivava com admirável devotamento o seu
trabalho de instruir e socorrer, curar e consolar;
no entanto, a possibilidade de
permanecer não lhe seduz o espírito.
O ato de Judas não lhe arranca maldições.
A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero.
O pranto das mulheres de Jerusalém não lhe entibia o ânimo firme.
O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio.
A cruz não lhe altera a serenidade.
Suspenso no madeiro, roga desculpas para a
ignorância do povo.
Sua lição de domínio
espiritual é profunda e imperecível.
Revela a necessidade de sermos “nós mesmos”,
nos transes mais escabrosos da vida,
de consciência tranqüila elevada à Divina
Justiça e de coração fiel dirigido pela
Divina Vontade.

Caminhoverdadevidal170

  • 1.
    170 DOMÍNIO ESPIRITUAL “Não estousó, porque o Pai está comigo.” — Jesus. (JOÃO, capítulo16, versículo 32.)
  • 2.
    28 Eu vimdo Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai". 29 Então os discípulos de Jesus disseram: "Agora estás falando claramente, e não por figuras. 30 Agora podemos perceber que sabes todas as coisas e nem precisas que te façam perguntas. Por isso cremos que vieste de Deus".
  • 3.
    31 Respondeu Jesus:"Agora vocês creem? 32 Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para a sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo. 33 "Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".
  • 4.
    Nos transes aflitivosa criatura demonstra sempre onde se localizam as forças exteriores que lhe subjugam a alma.
  • 5.
    Nas grandes horasde testemunho, no sofrimento ou na morte, os avarentos clamam pelas posses efêmeras, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam credores, os supersentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.
  • 6.
    Jesus, todavia, nocampo supremo das últimas horas terrestres, mostra-se absoluto senhor de si mesmo, ensinando-nos a sublime identificação com os propósitos do Pai, como o mais avançado recurso de domínio próprio. Ligado naturalmente às mais diversas forças, no dia do Calvário não se prendeu a nenhuma delas.
  • 7.
    Atendia ao governohumano lealmente, mas Pilatos não o atemoriza. Respeitava a lei de Moisés; entretanto, Caifás não o impressiona. Amava enternecidamente os discípulos; contudo, as razões afetivas não lhe dominam o coração.
  • 8.
    Cultivava com admiráveldevotamento o seu trabalho de instruir e socorrer, curar e consolar; no entanto, a possibilidade de permanecer não lhe seduz o espírito.
  • 9.
    O ato deJudas não lhe arranca maldições. A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero. O pranto das mulheres de Jerusalém não lhe entibia o ânimo firme. O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio. A cruz não lhe altera a serenidade.
  • 10.
    Suspenso no madeiro,roga desculpas para a ignorância do povo.
  • 11.
    Sua lição dedomínio espiritual é profunda e imperecível. Revela a necessidade de sermos “nós mesmos”, nos transes mais escabrosos da vida, de consciência tranqüila elevada à Divina Justiça e de coração fiel dirigido pela Divina Vontade.