38
Conta particular
“Ah! se tu conhecesses também, ao menos
neste teu dia, o que à tua paz pertence!”
Jesus (Lucas, 19:42)
Entrada de Jesus em Jerusalém
28Depois de dizer isso, Jesus foi adiante, subindo para Jerusalém.
29Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, no monte chamado das Oliveiras,
enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes:
30"Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem, encontrarão um jumentinho
amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui.
31Se alguém perguntar: 'Por que o estão desamarrando?' digam-lhe: O Senhor
precisa dele".
32Os que tinham sido enviados foram e encontraram o animal exatamente como
ele lhes tinha dito.
33Quando estavam desamarrando o jumentinho, os seus donos
lhes perguntaram: "Por que vocês estão desamarrando o
jumentinho?"
34Eles responderam: "O Senhor precisa dele".
35Levaram-no a Jesus, lançaram seus mantos sobre o
jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele.
36Enquanto ele prosseguia, o povo estendia os seus mantos pelo
caminho.
37Quando ele já estava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão
dos discípulos começou a louvar a Deus alegremente e em alta voz, por todos os
milagres que tinham visto. Exclamavam:
38"Bendito é o rei que vem
em nome do Senhor!"
"Paz no céu
e glória nas alturas!"
39Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus:
"Mestre, repreende os teus discípulos!"
40"Eu digo a vocês", respondeu ele; "se eles se calarem, as
pedras clamarão."
41Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre
ela
42e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você
também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos
seus olhos.
A exclamação de Jesus, junto de
Jerusalém, aplica-se muito mais
ao coração do homem – templo vivo do Senhor –
que à cidade de ordem material, destinada à ruína e
à desagregação nos setores da experiência.
Imaginemos o que seria o mundo,
se cada criatura conhecesse
o que lhe pertence à paz íntima.
Em virtude da quase geral desatenção a
esse imperativo da vida, é que os homens
se empenham em dolorosos atritos,
assumindo escabrosos débitos.
Atentemos para a assertiva do Mestre – “ao menos neste
teu dia”. Estas palavras convidamnos a pensar na
oportunidade de serviço de que dispomos presentemente e
a refletir nos séculos que perdemos; compelemnos a
meditar quanto ao ensejo de trabalho, sempre aberto aos
espíritos diligentes.
O homem encarnado dispõe dum tempo
glorioso que é provisoriamente dele,
que lhe foi proporcionado pelo Altíssimo
em favor de sua própria renovação.
Necessário é que cada um conheça o que
lhe toca à tranqüilidade individual.
Guarde cada homem digna atitude de
compreensão dos deveres próprios
e os fantasmas da inquietude estarão afastados.
Cuide cada pessoa do que se lhe refira à conta particular
e dois terços dos problemas sociais do mundo
surgirão naturalmente resolvidos.
Repara as pequeninas exigências de
teu círculo e atende-as, em favor de ti mesmo.
Não caminharás entre as
estrelas, antes de trilhares as
sendas humildes que te
competem.

Paonosso l38

  • 1.
    38 Conta particular “Ah! setu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence!” Jesus (Lucas, 19:42)
  • 2.
    Entrada de Jesusem Jerusalém 28Depois de dizer isso, Jesus foi adiante, subindo para Jerusalém. 29Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, no monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: 30"Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem, encontrarão um jumentinho amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui. 31Se alguém perguntar: 'Por que o estão desamarrando?' digam-lhe: O Senhor precisa dele". 32Os que tinham sido enviados foram e encontraram o animal exatamente como ele lhes tinha dito.
  • 3.
    33Quando estavam desamarrandoo jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: "Por que vocês estão desamarrando o jumentinho?" 34Eles responderam: "O Senhor precisa dele". 35Levaram-no a Jesus, lançaram seus mantos sobre o jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele. 36Enquanto ele prosseguia, o povo estendia os seus mantos pelo caminho.
  • 4.
    37Quando ele jáestava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar a Deus alegremente e em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. Exclamavam: 38"Bendito é o rei que vem em nome do Senhor!" "Paz no céu e glória nas alturas!" 39Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus: "Mestre, repreende os teus discípulos!"
  • 5.
    40"Eu digo avocês", respondeu ele; "se eles se calarem, as pedras clamarão." 41Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela 42e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos.
  • 6.
    A exclamação deJesus, junto de Jerusalém, aplica-se muito mais ao coração do homem – templo vivo do Senhor – que à cidade de ordem material, destinada à ruína e à desagregação nos setores da experiência.
  • 7.
    Imaginemos o queseria o mundo, se cada criatura conhecesse o que lhe pertence à paz íntima.
  • 8.
    Em virtude daquase geral desatenção a esse imperativo da vida, é que os homens se empenham em dolorosos atritos, assumindo escabrosos débitos.
  • 9.
    Atentemos para aassertiva do Mestre – “ao menos neste teu dia”. Estas palavras convidamnos a pensar na oportunidade de serviço de que dispomos presentemente e a refletir nos séculos que perdemos; compelemnos a meditar quanto ao ensejo de trabalho, sempre aberto aos espíritos diligentes.
  • 10.
    O homem encarnadodispõe dum tempo glorioso que é provisoriamente dele, que lhe foi proporcionado pelo Altíssimo em favor de sua própria renovação.
  • 11.
    Necessário é quecada um conheça o que lhe toca à tranqüilidade individual. Guarde cada homem digna atitude de compreensão dos deveres próprios e os fantasmas da inquietude estarão afastados. Cuide cada pessoa do que se lhe refira à conta particular e dois terços dos problemas sociais do mundo surgirão naturalmente resolvidos.
  • 12.
    Repara as pequeninasexigências de teu círculo e atende-as, em favor de ti mesmo. Não caminharás entre as estrelas, antes de trilhares as sendas humildes que te competem.