1) Jesus envia dois discípulos para buscar um jumentinho para sua entrada em Jerusalém. 2) Quando Jesus se aproxima de Jerusalém, a multidão o louva. 3) Jesus chora sobre Jerusalém por não compreender o que traz a paz.
38
Conta particular
“Ah! setu conhecesses também, ao menos
neste teu dia, o que à tua paz pertence!”
Jesus (Lucas, 19:42)
2.
Entrada de Jesusem Jerusalém
28Depois de dizer isso, Jesus foi adiante, subindo para Jerusalém.
29Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, no monte chamado das Oliveiras,
enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes:
30"Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem, encontrarão um jumentinho
amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui.
31Se alguém perguntar: 'Por que o estão desamarrando?' digam-lhe: O Senhor
precisa dele".
32Os que tinham sido enviados foram e encontraram o animal exatamente como
ele lhes tinha dito.
3.
33Quando estavam desamarrandoo jumentinho, os seus donos
lhes perguntaram: "Por que vocês estão desamarrando o
jumentinho?"
34Eles responderam: "O Senhor precisa dele".
35Levaram-no a Jesus, lançaram seus mantos sobre o
jumentinho e fizeram que Jesus montasse nele.
36Enquanto ele prosseguia, o povo estendia os seus mantos pelo
caminho.
4.
37Quando ele jáestava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão
dos discípulos começou a louvar a Deus alegremente e em alta voz, por todos os
milagres que tinham visto. Exclamavam:
38"Bendito é o rei que vem
em nome do Senhor!"
"Paz no céu
e glória nas alturas!"
39Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus:
"Mestre, repreende os teus discípulos!"
5.
40"Eu digo avocês", respondeu ele; "se eles se calarem, as
pedras clamarão."
41Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre
ela
42e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você
também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos
seus olhos.
6.
A exclamação deJesus, junto de
Jerusalém, aplica-se muito mais
ao coração do homem – templo vivo do Senhor –
que à cidade de ordem material, destinada à ruína e
à desagregação nos setores da experiência.
7.
Imaginemos o queseria o mundo,
se cada criatura conhecesse
o que lhe pertence à paz íntima.
8.
Em virtude daquase geral desatenção a
esse imperativo da vida, é que os homens
se empenham em dolorosos atritos,
assumindo escabrosos débitos.
9.
Atentemos para aassertiva do Mestre – “ao menos neste
teu dia”. Estas palavras convidamnos a pensar na
oportunidade de serviço de que dispomos presentemente e
a refletir nos séculos que perdemos; compelemnos a
meditar quanto ao ensejo de trabalho, sempre aberto aos
espíritos diligentes.
10.
O homem encarnadodispõe dum tempo
glorioso que é provisoriamente dele,
que lhe foi proporcionado pelo Altíssimo
em favor de sua própria renovação.
11.
Necessário é quecada um conheça o que
lhe toca à tranqüilidade individual.
Guarde cada homem digna atitude de
compreensão dos deveres próprios
e os fantasmas da inquietude estarão afastados.
Cuide cada pessoa do que se lhe refira à conta particular
e dois terços dos problemas sociais do mundo
surgirão naturalmente resolvidos.
12.
Repara as pequeninasexigências de
teu círculo e atende-as, em favor de ti mesmo.
Não caminharás entre as
estrelas, antes de trilhares as
sendas humildes que te
competem.