BULLYING
MÔNICA CARDOZO DA SILVA
COL. MUN. PROFª RUTH DE AZEVEDO SILVA RODRIGUES
BULLYING:
POR QUE E COMO COMBATER?
O bullying tornou-se um grande problema social que vem
ocorrendo com freqüência no meio escolar desde o nível fundamental ao
universitário. Assim são necessárias intervenções através de projetos que
levem os jovens a cultivarem atitudes positivas e construtivas
desembocando na defesa da expressão genérica do "educar para a paz"
utilizada por Fante (2005).
O QUE É BULLYING?
Termo anglo saxônico, sem similar na Língua‐
Portuguesa;
Bull = touro;
Bully = tirano, valentão, brigão, etc;
Bullying = tiranizar, intimidar, implicar, etc
Sinonímia:
Assediar
Oprimir
Dominar
Vexar
Constranger
Injuriar
Desmoralizar
Desvalorizar
Depreciar
Hostilizar
Atormentar
Perseguir
Intimidar
Provocar
Ameaçar
Ofender
Atormentar
Tiranizar
Abusar
Excluir
Ridicularizar
Fragilizar
Estigmatizar
Aterrorizar
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Para que uma ação seja considerada bullying, ela
precisa ter certas características:
ser repetida contra uma mesma pessoa,
apresentar um desequilíbrio de poder que dificulte a
defesa da vítima,
não possuir razão aparente e contar com atitudes
deliberadas e que tragam prejuízo – material, físico,
emocional ou de aprendizado
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“Bully” é quem comete agressões e humilhações
contra outra pessoa, contendo agressões físicas,
psicológicas e exclusão.
 A vítima do bullying sente se isolada e‐
desprotegida, visto que a maioria das pessoas que a
cerca não enxerga o que está acontecendo (se
sentem impotentes para modificar a situação, ou são
coniventes ou tendem a agregar se com a maioria‐
manipulada).
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Espectadores: não só assistem às agressões como
também as incentivam. Muitos ignoram as ações dos
colegas, fingindo não ver. Outros se retraem ou
aderem ao grupo dos “valentões”, como artifício para
não se converterem em próximos alvos.
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O mecanismo básico que explica o preconceito é:
discrimina‐se alguém, que se torna então o
depositário das imperfeições que não admito ter.
Traduzindo em miúdos:
atribuo defeitos, problemas, limitações e imperfeições
a um outro que não eu. Na psicanálise isso se chama
mecanismo de projeção.
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Cria‐se então um falso efeito no psiquismo do
agressor e dos espectadores (nesse caso a omissão é
cúmplice da agressão), de que eles não têm
imperfeições, de que são desprovidos de problemas,
que são “ótimos” e mais ainda, como efeito
secundário, de que são poderosos por conseguirem
“abafar” uma vítima. Isso explica bastante o porque do
silêncio do grupo, da passividade conveniente e da
falta de solidariedade com a vítima.
BULLYING
Portanto quem sofre bullying é três vezes vítima:
Do agressor – que a ataca;
de si própria – pois se sente impotente diante da
situação;
do grupo – que a escolhe como um bode expiatório
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A vítima não sabe se defender, ou sua ética pessoal
não permite que use as mesmas armas de ataque
contra o agressor, ou então não consegue ter atitudes
incisivas que dêem um limite aos agressores. Muitas
vezes, deixa‐se derrotar pelos agressores. Outras
vezes, acaba acreditando que é mesmo tudo aquilo
que o agressor e seus aliados lhe imputam.
Muitas vezes, tudo começa com
alguns centímetros de altura a mais ou menos, um
pouco de peso a mais ou a menos, uma pele rosada ou co
m espinhas, inteligência e/ou
beleza a mais ou a menos, timidez a mais e, com certeza,
auto‐estema a menos por parte da parte da vítima.
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As características das “vítimas”, que viraram motivo d
e gozação e ofensa, são sempre atributos muito  
comuns  e  naturais. Mas  nas mãos  de  um  agressor  
tudo muda: ele transforma  uma  limitação  em  
deficiência,  transforma  o  infinitamente  humano  
em aberração.  
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A prevenção:
Com um conjunto de estratégias psicopedagógicas 
que se fundamenta sobre princípios de solidariedade, 
tolerância e respeito às diferenças. 
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Prevenção  (intervenção):
Escola
Agressores
Vítimas
Testemunhas silenciosas
Pais
O que fazer para combater  o bullying nas 
escolas.
Implantar  política  anti-bullying  nas  escolas, 
envolvendo  professores,  funcionários,  alunos  e 
pais.
Informar
Sensibilizar
Conscientizar
Mobilizar
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Grupos de “alunos solidários” atuam como “anjos da 
guarda” daqueles que apresentam dificuldades de 
relacionamento, dentro e fora da escola.
Grupos de “pais solidários” auxiliam nas brincadeiras 
do recreio dirigido, junto aos “alunos solidários”.
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A interiorização de valores humanistas e a discussão 
de situações-problema de cada grupo-classe são 
estratégias que visam à educação das emoções, sendo 
desenvolvida toda semana, durante o encontro entre 
os tutores e suas turmas.
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Ações solidárias em prol de instituições filantrópicas
são objetivos comuns a serem alcançados pela escola e
comunidade.
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 Desenvolver programas antibullying que envolvam a
comunidade escolar, em parceria com segmentos
sociais como Conselho Tutelar, Secretaria da Saúde e
Secretaria da Segurança.
REFERÊNCIAS E SUGESTÕES DE LEITURA
Beaudoin e Taylor. Bullying - Estratégias de
sobrevivência para crianças e adolescentes. Editora
Artmed – Bookman. 2007.
Beaudoin e Taylor. Bullying e Desrespeito: Como
acabar com essa cultura na escola. Editora Artmed.
2006.
Cleo Fante. Fenômeno Bullying. Editora Verus. 2005.
SITES
www.observatoriodainfancia.com.br
www.diganaoaobullying.com.br
www.bullying.pro.br
http://maosdadascontraobullying.blogspot.com/

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