Paixão pela Glória de Deus Fidelidade na Exposição da Palavra
Só em Cristo há salvação! Só há um Mediador entre Deus e os homens: Cristo Cristo é a única esperança!
Os “batistas particulares”. John Spilsbury (1593-1668)
deixou a igreja batista onde Henry Jessey (1601-1663)
pastoreava e em 1638 começou outra igreja batista
particular. Essa igreja cresceu sendo que em alguns anos
contava com cerca de 300 membros. Três grandes líderes
batistas particulares quase totalmente desconhecidos
atualmente foram Hanserd Knollys (1599-1691), William
Kiffin (1616-1701) e Benjamim Keach (1640-1704).
Continua...
Domingo é o dia do nosso almoço, não falte!
A partir das 12h30min h.
CELEBRAREMOS A CEIA DO SENHOR
http://comunidadebatistadagraca.blogspot.com.br/
VIVENDO Á SOMBRA DA CONSUMAÇÃO DE TUDO
1 Pedro 4:-7-11
Neste segundo trecho do capítulo 4 o apóstolo Pedro trata
da vida do peregrino à luz da consumação dos séculos. Era
parte da convicção dos cristãos primitivos o retorno breve
de Cristo. Tal convicção servia como um incentivo a uma
vida de santidade (1 Jo 3:3), fortalecimento dos laços
afetivos (Tg 5:8,9) e também a uma vida de serviço mútuo.
A vida do peregrino à luz do fim pode ser descrita como
uma vida de olhos abertos, uma vida de coração aberto e
uma vida de mãos abertas para o serviço mútuo na igreja:
O primeiro ponto a destacar aqui é que o peregrino
(cristão) deve abrir os olhos, v.7. Hernandes Dias Lopes
assinala “os cristãos primitivos viviam como que na ponta
dos pés, aguardando o retorno de Cristo e a transição do
reino da graça para o reino da glória.” Por isso Pedro afirma
aqui que o “fim de todas as coisas está próximo” e isso se
refere à segunda vinda de Cristo (Rm 13:12;Hb 10:25;Tg
5:8) que desencadeará a sequência final dos últimos
eventos. Na mente do apóstolo, a vida à luz do retorno de
Cristo é uma vida com os olhos bem abertos, que pode ser
ilustrado em duas ações básicas:
(a) Uma vida de discernimento. Pedro usa dois termos aqui
– “criteriosos e sóbrios”. A recomendação parece ser a de
que o cristão seja criterioso em todas as coisas e sóbrio em
todas as palavras e atitudes. Uma pessoa criteriosa é
alguém que sabe distinguir o que é realmente importante
daquilo que só parece importante. Já a pessoa sóbria é
Ano I Domingo, 2 de junho de 2013
História dos Batistas
Prelúdio musical
Direção litúrgica..................................... Pb Alan Pires
Salmo 100
Oração invocatória
Cântico
Uníssono (Congregação)
Isaías 53:1-12
Período de oração
Cânticos
Dedicação de bens e vida
2 Coríntios 9:6-12
Ação de graças
Celebração da Ceia do Senhor
Ação de graças..............................Dc Joredson e Ana
Mateus 26:26-29
Mensagem: Pr. Silas Roberto Nogueira
1 Pedro 4:12-19
Oração final............................................Pb Jairo Pires
Liturgia
Nossos encontros
Domingos
EBD às 17h00min
Culto às 18h30min
Quinta-feira
Oração e estudo às 20h00min
1º Domingo do mês: Ceia do Senhor
Lembre-se:
Paixão pela Glória de Deus Fidelidade na Exposição da Palavra
Só em Cristo há salvação! Só há um Mediador entre Deus e os homens: Cristo Cristo é a única esperança!
aquela que é equilibrada, que possui domínio próprio. A
sobriedade é aquilo que em relação à vinda de Cristo não
permitirá que nos tornemos indolentes ou fanáticos zelosos.
(b) Uma vida de oração. Sua vida determina a sua oração.
Ninguém que não cumpra a injunção anterior consegue
manter uma vida disciplinada de oração, comunhão com
Deus. A sobriedade e o domínio próprio são características
essenciais para a oração desimpedida. Não podemos ser
como a geração de Noé, intoxicada pelo mundo a tal ponto
de ignorar o juízo iminente (Mt 24:38) e nem como os
discípulos que ficaram imóveis como os olhos postos no céu
quando da ascensão de Cristo (At 1:11). John Stott
asseverou que “uma das maiores fraquezas que os cristãos
manifestam é a tendência para o extremismo ou
desequilíbrio.” Todo desequilíbrio reflete diretamente em
nossa vida de oração. Precisamos ser criteriosos e sóbrios,
perseverando em oração.
O segundo ponto é que o peregrino (cristão) deve abrir
o seu coração, v.8,9. Pedro prossegue referindo-se às
afeições que devemos manter em virtude da proximidade da
Segunda Vinda de Cristo. A comunidade cristã deve ser
marcada pelo amor fraternal, por isso aqui se diz “acima de
tudo”. O amor fraternal segundo já nos ensinou Pedro, é
fruto da santificação, 1:22. O amor cristão é fruto da
atuação do Espírito Santo em nós, Rm 5:5; Gl 5:22. O amor
cristão não pode ser tímido, Pedro diz que o amor deve ser
“intenso” (ARA).Esse amor se manifesta em duas atitudes:
(a) Perdão: Pedro cita Pv 10:12. O sentido óbvio é que o
amor fraternal intenso será a base de toda ação
perdoadora. Não pode haver perdão sem amor, pois o amor
é justamente aquilo que cobre a transgressão cometida
contra nós. O perdão é absolutamente essencial em todo e
qualquer relacionamento. Paulo estabeleceu padrão para o
perdão na comunidade – “assim como o Senhor vos
perdoou...”, Cl 3:13. (b) Amparo: uma segunda atitude que
evidencia o amor é a hospitalidade. Nos dias do Novo
Testamento não havia hotéis, nem mesmo as hospedarias
eram recomendáveis. Assim sendo, tanto os missionários
quanto os irmãos que por sua fidelidade poderiam ter
perdido seus bens, poderiam ser amparados por aqueles
que praticavam a hospitalidade. Justamente por isso a
hospitalidade era uma característica tão importante e
recomendada. Mas o final do versículo revela que a
hospitalidade não é isenta de tensões. Ao falar de amor
perdoador e hospitaleiro me lembro de Corrie tem Bomm
(1892-1983). Corrie foi presa por abrigar judeus em sua
casa para protegê-los dos nazistas e mais tarde teve a
oportunidade de perdoar um dos ex-guardas nazistas que
fora convertido ao Senhor. Devemos manifestar amor de
modo prático, no perdão e amparo uns aos outros.
O terceiro ponto é que o peregrino (cristão) deve abrir
as suas mãos para o serviço, v.10,11. A terceira atitude
que nos compete tendo em mente a volta de Cristo é o
serviço aos irmãos. Pedro fala aqui de um assunto
controverso, os dons espirituais e seu exercício na igreja
local. Há alguns pontos que devemos destacar aqui: (1) os
dons são recebidos da parte de Deus. Deus é quem
soberanamente os distribui; (2) há uma variedade de dons,
pois a graça de Deus é multiforme; (3) não há na igreja
quem não tenha pelo menos um dom; (4) os dons são para
o serviço, isto é, para o benefício do Corpo, da Igreja, não
para o benefício próprio;(5) cada um de nós deve descobrir
o seu próprio dom e usá-lo para a edificação de todos; (6)
compete a nós o uso adequado dos dons como “bons
mordomos”. Os dons não nos pertencem, assim não
podemos dispor deles como bem queremos. Então o
apóstolo impõe algumas regras para o exercício dos dons,
vejamos: (a) Servindo de acordo com a Palavra de Deus.
Todos os dons, sejam quais forem, devem ser exercitados
de acordo com a Palavra de Deus. A frase “se alguém fala,
fale de acordo com os oráculos de Deus” tem esse sentido.
A frase “oráculos de Deus” em Rm 3:2 e At 7:38 referem-se
à Palavra de Deus. A Palavra de Deus apresenta os
parâmetros para o uso dos dons na igreja, afinal ela é a
nossa regra de fé e prática. A. Lindsay Glegg assinala com
sabedoria: “você não pode ter os dons de Cristo sem ter o
governo de Cristo”. (b) Servindo de acordo com o poder de
Deus. Temos que entender que na igreja tudo o que
fazemos deve ser levado a efeito segundo o poder de Deus.
O serviço na comunidade cristã levado a efeito segundo o
nosso poder será um trabalho carnal que não redundará em
benefício espiritual. Muitas vezes nos tornamos fatigados no
serviço cristão porque nossas forças são exíguas, mas se
somos supridos por Deus, então podemos levar a efeito a
obra. O termo “supre” usado por Pedro aqui está no
presente o que indica suporte contínuo do poder de Deus
para nossas necessidades no serviço cristão. Precisamos
fazer uso contínuo desse poder para o exercício dos dons
da Igreja; (c) Servindo para a glória de Deus. O propósito
exercitarmos os dons segundo a Palavra de Deus e
segundo o Seu poder é para que tudo redunde em glória ao
Senhor. Quando não seguimos o proposto por Pedro aqui
certamente Deus não é glorificado. Quando Deus não é
glorificado Ele é usurpado, pois a “Ele pertence a glória e o
domínio”. Devemos ser cuidadosos quanto ao uso dos dons
espirituais, nosso propósito em tudo deve ser glorificar a
Deus. O puritano William Gurnall alertava “orgulhar-se dos
dons rouba a bênção de Deus no uso deles”. Os nossos
dons são para o serviço dos irmãos, para serem usados na
vida da igreja. Os dons são distribuídos individualmente
para que sejam exercitados coletivamente, 1 Co 12:11,12.
Devemos ser liberais no uso dos dons espirituais na
comunidade. Conta-se que quando se esperava o fim do
mundo para os princípios do século XIX, ocorreu um
fenômeno que foi chamado de “dia escuro”, em 19 de maio
de 1780 que causou pânico em muitos nos Estados Unidos.
Neste dia havia uma sessão no Conselho de Estado de
Conecticut e um dos congressistas, nervoso, considerando
a possibilidade de que este fenômeno indicasse o retorno
de Cristo, propôs o encerramento da sessão. Neste
momento o Coronel Abrahan Davenport (1715-1789)
discordou e, mandando que trouxessem velas, afirmou que
se aquele fosse realmente o dia do Senhor, ele queria ser
encontrado cumprindo o seu dever. É exatamente isso que
devemos ter em mente enquanto aguardamos a Segunda
Vinda de Cristo. Que na Sua Vinda Ele nos encontre sóbrios
e vigilantes, cumprindo nosso dever de amar aos irmãos e
servirmos uns aos outros.
Pr. Silas Roberto Nogueira

Boletim 2 jun 2013

  • 1.
    Paixão pela Glóriade Deus Fidelidade na Exposição da Palavra Só em Cristo há salvação! Só há um Mediador entre Deus e os homens: Cristo Cristo é a única esperança! Os “batistas particulares”. John Spilsbury (1593-1668) deixou a igreja batista onde Henry Jessey (1601-1663) pastoreava e em 1638 começou outra igreja batista particular. Essa igreja cresceu sendo que em alguns anos contava com cerca de 300 membros. Três grandes líderes batistas particulares quase totalmente desconhecidos atualmente foram Hanserd Knollys (1599-1691), William Kiffin (1616-1701) e Benjamim Keach (1640-1704). Continua... Domingo é o dia do nosso almoço, não falte! A partir das 12h30min h. CELEBRAREMOS A CEIA DO SENHOR http://comunidadebatistadagraca.blogspot.com.br/ VIVENDO Á SOMBRA DA CONSUMAÇÃO DE TUDO 1 Pedro 4:-7-11 Neste segundo trecho do capítulo 4 o apóstolo Pedro trata da vida do peregrino à luz da consumação dos séculos. Era parte da convicção dos cristãos primitivos o retorno breve de Cristo. Tal convicção servia como um incentivo a uma vida de santidade (1 Jo 3:3), fortalecimento dos laços afetivos (Tg 5:8,9) e também a uma vida de serviço mútuo. A vida do peregrino à luz do fim pode ser descrita como uma vida de olhos abertos, uma vida de coração aberto e uma vida de mãos abertas para o serviço mútuo na igreja: O primeiro ponto a destacar aqui é que o peregrino (cristão) deve abrir os olhos, v.7. Hernandes Dias Lopes assinala “os cristãos primitivos viviam como que na ponta dos pés, aguardando o retorno de Cristo e a transição do reino da graça para o reino da glória.” Por isso Pedro afirma aqui que o “fim de todas as coisas está próximo” e isso se refere à segunda vinda de Cristo (Rm 13:12;Hb 10:25;Tg 5:8) que desencadeará a sequência final dos últimos eventos. Na mente do apóstolo, a vida à luz do retorno de Cristo é uma vida com os olhos bem abertos, que pode ser ilustrado em duas ações básicas: (a) Uma vida de discernimento. Pedro usa dois termos aqui – “criteriosos e sóbrios”. A recomendação parece ser a de que o cristão seja criterioso em todas as coisas e sóbrio em todas as palavras e atitudes. Uma pessoa criteriosa é alguém que sabe distinguir o que é realmente importante daquilo que só parece importante. Já a pessoa sóbria é Ano I Domingo, 2 de junho de 2013 História dos Batistas Prelúdio musical Direção litúrgica..................................... Pb Alan Pires Salmo 100 Oração invocatória Cântico Uníssono (Congregação) Isaías 53:1-12 Período de oração Cânticos Dedicação de bens e vida 2 Coríntios 9:6-12 Ação de graças Celebração da Ceia do Senhor Ação de graças..............................Dc Joredson e Ana Mateus 26:26-29 Mensagem: Pr. Silas Roberto Nogueira 1 Pedro 4:12-19 Oração final............................................Pb Jairo Pires Liturgia Nossos encontros Domingos EBD às 17h00min Culto às 18h30min Quinta-feira Oração e estudo às 20h00min 1º Domingo do mês: Ceia do Senhor Lembre-se:
  • 2.
    Paixão pela Glóriade Deus Fidelidade na Exposição da Palavra Só em Cristo há salvação! Só há um Mediador entre Deus e os homens: Cristo Cristo é a única esperança! aquela que é equilibrada, que possui domínio próprio. A sobriedade é aquilo que em relação à vinda de Cristo não permitirá que nos tornemos indolentes ou fanáticos zelosos. (b) Uma vida de oração. Sua vida determina a sua oração. Ninguém que não cumpra a injunção anterior consegue manter uma vida disciplinada de oração, comunhão com Deus. A sobriedade e o domínio próprio são características essenciais para a oração desimpedida. Não podemos ser como a geração de Noé, intoxicada pelo mundo a tal ponto de ignorar o juízo iminente (Mt 24:38) e nem como os discípulos que ficaram imóveis como os olhos postos no céu quando da ascensão de Cristo (At 1:11). John Stott asseverou que “uma das maiores fraquezas que os cristãos manifestam é a tendência para o extremismo ou desequilíbrio.” Todo desequilíbrio reflete diretamente em nossa vida de oração. Precisamos ser criteriosos e sóbrios, perseverando em oração. O segundo ponto é que o peregrino (cristão) deve abrir o seu coração, v.8,9. Pedro prossegue referindo-se às afeições que devemos manter em virtude da proximidade da Segunda Vinda de Cristo. A comunidade cristã deve ser marcada pelo amor fraternal, por isso aqui se diz “acima de tudo”. O amor fraternal segundo já nos ensinou Pedro, é fruto da santificação, 1:22. O amor cristão é fruto da atuação do Espírito Santo em nós, Rm 5:5; Gl 5:22. O amor cristão não pode ser tímido, Pedro diz que o amor deve ser “intenso” (ARA).Esse amor se manifesta em duas atitudes: (a) Perdão: Pedro cita Pv 10:12. O sentido óbvio é que o amor fraternal intenso será a base de toda ação perdoadora. Não pode haver perdão sem amor, pois o amor é justamente aquilo que cobre a transgressão cometida contra nós. O perdão é absolutamente essencial em todo e qualquer relacionamento. Paulo estabeleceu padrão para o perdão na comunidade – “assim como o Senhor vos perdoou...”, Cl 3:13. (b) Amparo: uma segunda atitude que evidencia o amor é a hospitalidade. Nos dias do Novo Testamento não havia hotéis, nem mesmo as hospedarias eram recomendáveis. Assim sendo, tanto os missionários quanto os irmãos que por sua fidelidade poderiam ter perdido seus bens, poderiam ser amparados por aqueles que praticavam a hospitalidade. Justamente por isso a hospitalidade era uma característica tão importante e recomendada. Mas o final do versículo revela que a hospitalidade não é isenta de tensões. Ao falar de amor perdoador e hospitaleiro me lembro de Corrie tem Bomm (1892-1983). Corrie foi presa por abrigar judeus em sua casa para protegê-los dos nazistas e mais tarde teve a oportunidade de perdoar um dos ex-guardas nazistas que fora convertido ao Senhor. Devemos manifestar amor de modo prático, no perdão e amparo uns aos outros. O terceiro ponto é que o peregrino (cristão) deve abrir as suas mãos para o serviço, v.10,11. A terceira atitude que nos compete tendo em mente a volta de Cristo é o serviço aos irmãos. Pedro fala aqui de um assunto controverso, os dons espirituais e seu exercício na igreja local. Há alguns pontos que devemos destacar aqui: (1) os dons são recebidos da parte de Deus. Deus é quem soberanamente os distribui; (2) há uma variedade de dons, pois a graça de Deus é multiforme; (3) não há na igreja quem não tenha pelo menos um dom; (4) os dons são para o serviço, isto é, para o benefício do Corpo, da Igreja, não para o benefício próprio;(5) cada um de nós deve descobrir o seu próprio dom e usá-lo para a edificação de todos; (6) compete a nós o uso adequado dos dons como “bons mordomos”. Os dons não nos pertencem, assim não podemos dispor deles como bem queremos. Então o apóstolo impõe algumas regras para o exercício dos dons, vejamos: (a) Servindo de acordo com a Palavra de Deus. Todos os dons, sejam quais forem, devem ser exercitados de acordo com a Palavra de Deus. A frase “se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” tem esse sentido. A frase “oráculos de Deus” em Rm 3:2 e At 7:38 referem-se à Palavra de Deus. A Palavra de Deus apresenta os parâmetros para o uso dos dons na igreja, afinal ela é a nossa regra de fé e prática. A. Lindsay Glegg assinala com sabedoria: “você não pode ter os dons de Cristo sem ter o governo de Cristo”. (b) Servindo de acordo com o poder de Deus. Temos que entender que na igreja tudo o que fazemos deve ser levado a efeito segundo o poder de Deus. O serviço na comunidade cristã levado a efeito segundo o nosso poder será um trabalho carnal que não redundará em benefício espiritual. Muitas vezes nos tornamos fatigados no serviço cristão porque nossas forças são exíguas, mas se somos supridos por Deus, então podemos levar a efeito a obra. O termo “supre” usado por Pedro aqui está no presente o que indica suporte contínuo do poder de Deus para nossas necessidades no serviço cristão. Precisamos fazer uso contínuo desse poder para o exercício dos dons da Igreja; (c) Servindo para a glória de Deus. O propósito exercitarmos os dons segundo a Palavra de Deus e segundo o Seu poder é para que tudo redunde em glória ao Senhor. Quando não seguimos o proposto por Pedro aqui certamente Deus não é glorificado. Quando Deus não é glorificado Ele é usurpado, pois a “Ele pertence a glória e o domínio”. Devemos ser cuidadosos quanto ao uso dos dons espirituais, nosso propósito em tudo deve ser glorificar a Deus. O puritano William Gurnall alertava “orgulhar-se dos dons rouba a bênção de Deus no uso deles”. Os nossos dons são para o serviço dos irmãos, para serem usados na vida da igreja. Os dons são distribuídos individualmente para que sejam exercitados coletivamente, 1 Co 12:11,12. Devemos ser liberais no uso dos dons espirituais na comunidade. Conta-se que quando se esperava o fim do mundo para os princípios do século XIX, ocorreu um fenômeno que foi chamado de “dia escuro”, em 19 de maio de 1780 que causou pânico em muitos nos Estados Unidos. Neste dia havia uma sessão no Conselho de Estado de Conecticut e um dos congressistas, nervoso, considerando a possibilidade de que este fenômeno indicasse o retorno de Cristo, propôs o encerramento da sessão. Neste momento o Coronel Abrahan Davenport (1715-1789) discordou e, mandando que trouxessem velas, afirmou que se aquele fosse realmente o dia do Senhor, ele queria ser encontrado cumprindo o seu dever. É exatamente isso que devemos ter em mente enquanto aguardamos a Segunda Vinda de Cristo. Que na Sua Vinda Ele nos encontre sóbrios e vigilantes, cumprindo nosso dever de amar aos irmãos e servirmos uns aos outros. Pr. Silas Roberto Nogueira