UNIVERSIDADE BRASIL
CURSO: PSICOLOGIA
DISCIPLINA: PSICOTERAPIA BREVE
Psicoterapia breve de Orientação Psicanalítica
Profª. Ms. Alessandro Euzébio
PAUTA
1) Objetivos da aula de hoje;
2) Estratégias:
 Aula expositiva dialogada
 Atividades em subgrupos
Objetivos da aula
GERAIS:
Conhecer os princípios da Psicoterapia Psicanalítica;
ESPECÍFICOS:
 Reconhecer as diferenças entre a psicanálise, a psicoterapia psicanalítica.
Identificar as transformações das técnicas psicanalíticas até a Psicoterapia
Psicanalítica;
Conhecimentos prévios
Individualmente, responda o que você sabe sobre a psicanálise e a teoria
psicanalítica.
10 minutos.
Transformação da técnica psicanalítica
Na semana passada, Oliveira (1999) destaca que para alguns autores, como
Malam e Marmo, Freud foi grande fonte de inspiração para uma Psicoterapia
Psicanalítica e para a PB de Orientação Psicanalítica.
A “terapêutica psicanalítica” (evolução da técnica psicanalítica) pode ser
compreendida a partir de 5 períodos (ALEXANDER; FRENCH, 1965):
1. Hipnoses catárticas;
2. Sugestão em estado de vigília;
3. Associação livre;
4. Neurose transferencial;
5. Reeducação emocional.
Hipnoses catárticas
Em seus primeiros trabalhos, Freud, juntamente com Breuer, utilizou-se da
hipnose com o intuito de promover catarses.
Catarses são grandes descargas de sentimentos e emoções que sob a hipnose
não se submetiam aos mecanismos de defesa.
A partir do aprofundamento na construção da teoria psicanalítica e o
desenvolvimento de suas técnicas, a hipnose foi abandonada.
Sugestão em estado de vigília
Vigília é uma estado da consciência em que a pessoa encontra-se prestes a
adormecer e acordando. É a esse estado que os sonhos são associados.
Nesse sentido, a sugestão em estado de vigília significava produzir a
interrupção dos sintomas por meio da sugestão direta, de perguntas ao paciente
como no estado hipnótico.
Ela é abandona por Freud à medida que ele recupera a importância dos
mecanismos de defesa, da transferência, da contratransferência na análise.
Associação livre
Associação livre é o método que substitui a hipnose e a sugestão em estado de
vigília.
É por meio dela que a pessoa seleciona as palavras que lhe vêm à mente. A
denominação é dada como associação livre, mas ela não é “livre” pois está
circunscrita ao ambiente analítico e passa pelo crivo da autocrítica que é
manejada pelo analista.
Neurose transferencial
Na leitura psicanalítica freudiana, a neurose é interpretada e reinterpretada.
Nos estudos iniciais, Freud estuda a histeria e define-a como trauma sexual
vivido na infância e reprimido. Sua preocupação era buscar mecanismos
fisiológicos para a repressão, o que posteriormente é abandonado.
Mais tarde, separa a histeria das neuroses obsessivas atribuindo à primeira um
trauma passivo e às segundas onde a pessoa seria vítima de uma violência
sexual, acompanhadas por sentimentos de inadequação e culpa.
Inicialmente estes sentimentos foram associados às emoções que as
lembranças reprimidas suscitavam até que o desprazer pelas lembranças
reprimidas passa a ser a nova leitura das neuroses.
Neurose transferencial
Transferência são todos os sentimentos, pulsões, fantasias e defesas que a
pessoa apresenta no encontro com as pessoas, inclusive o analista, o
psicoterapeuta, podendo ser positivas ou negativas, ou seja, amorosas ou
odiosas. É através dela que se estabelecem as relações de trabalho
terapêutico, a aliança terapêutica.
E assim é que é preciso entender, elaborar a transferência até poder interpretá-
la e torná-la consciente. Isso implica em dar conta de lidar com a nova neurose
que se instala e precisa se instalar que é a neurose transferencial.
Contratransferência: é nesse sentido que o analista, o psicoterapeuta lança mão
de tomar contanto com a sua própria transferência, seus aspectos
inconscientes, seus próprios traumas e manejá-los no processo de transferência
-contratransferência.
Aportes teórico – técnicos da psicanálise e da psicoterapia de
orientação psicanalítica
Trauma e a relação com o terapeuta: é retomada os traumas de cada um,
paciente e terapeuta e o terapeuta deve lidar com isso como parte da aliança
teraêutcia – a dupla neurosa.
A interpretação e a hipótese: As interpretações vão sendo realizadas a partir
não de uma hipótese, mas de várias hipóteses. Estas interpretações do analista,
do terapeuta devem aguardar o tempo necessário para que as hipóteses sobre
o que acontece no inconsciente do paciente possam ir sendo construídas para
gradativamente serem postas em interpretação.
A interpretação requer o reconhecimento de uma explicação (o porquê) e o uso
instrumental (para que) e que servem para mobilizar o inconsciente do paciente.
Aportes teórico – técnicos da psicanálise e da psicoterapia de
orientação psicanalítica
Enquadramento: diferenças conforme a terapêutica (análise, psicoterapia
psicanalítica e de pb) – variam conforme o conteúdo, a estrutura e a vivência:
aspectos objetivos e subjetivos relacionados à teoria e às técnicas.
Por exemplo, enquanto na psicanálise, a regressão é fundamental ao processo,
o mesmo não ocorre em algumas modalidades de PB.
Comunicação e elaboração: a comunicação entre terapeuta, analista e paciente,
analisando ocorre para contribuir para a elaboração do conflito, contribuindo
para evitar repetição de condutas ou recordações.
Insight: forma de chegar ao conhecimento do mundo interno.
Aportes teórico – técnicos da psicanálise e da psicoterapia de
orientação psicanalítica
Assim é que num primeiro momento, a reeducação emocional significa um novo
estado de funcionamento psíquico na psicoterapia psicanalítica: inclusive para
aprender a lidar com os lutas ao longo da vida (aceitar as perdas). Mutação
objetal interna.
Aportes teórico – técnicos da psicanálise e da psicoterapia de
orientação psicanalítica
Para Knobel (1986, p. 30):
“A técnica psicanalítica baseia-se em quatro aspectos fundamentais:
1) a estimulação da regressão;
2) a emergencial da neurose transferencial;
3) a elaboração;
4) a mutação de objetos internos por meio dos mecanismos de projeção e
introjeção fundamentalmente, e associados a outros mecanismos de defesa que
cada sujeito tem à sua disposição […].”
Psicoterapia Psicanalítica – para ir encerrando
Dois princípios que modificaram a técnica psicanalítica:
1. Princípio da flexibilidade
2. Experiência emocional corretiva
Exercício
Individualmente, retome sua resposta sobre a psicanálise e a psicoterapia
psicanalítica e amplie-a relacionando com o que ficou da aula de hoje.
No máximo, 5 linhas.
20 minutos.
Referência
KNOBEL, M. Psicoterapia Breve. São Paulo: EPU, 1986.

Aula-3-Psicoterapia-Breve-de-Orientação-Psicanalítica.ppt

  • 1.
    UNIVERSIDADE BRASIL CURSO: PSICOLOGIA DISCIPLINA:PSICOTERAPIA BREVE Psicoterapia breve de Orientação Psicanalítica Profª. Ms. Alessandro Euzébio
  • 2.
    PAUTA 1) Objetivos daaula de hoje; 2) Estratégias:  Aula expositiva dialogada  Atividades em subgrupos
  • 3.
    Objetivos da aula GERAIS: Conheceros princípios da Psicoterapia Psicanalítica; ESPECÍFICOS:  Reconhecer as diferenças entre a psicanálise, a psicoterapia psicanalítica. Identificar as transformações das técnicas psicanalíticas até a Psicoterapia Psicanalítica;
  • 4.
    Conhecimentos prévios Individualmente, respondao que você sabe sobre a psicanálise e a teoria psicanalítica. 10 minutos.
  • 5.
    Transformação da técnicapsicanalítica Na semana passada, Oliveira (1999) destaca que para alguns autores, como Malam e Marmo, Freud foi grande fonte de inspiração para uma Psicoterapia Psicanalítica e para a PB de Orientação Psicanalítica. A “terapêutica psicanalítica” (evolução da técnica psicanalítica) pode ser compreendida a partir de 5 períodos (ALEXANDER; FRENCH, 1965): 1. Hipnoses catárticas; 2. Sugestão em estado de vigília; 3. Associação livre; 4. Neurose transferencial; 5. Reeducação emocional.
  • 6.
    Hipnoses catárticas Em seusprimeiros trabalhos, Freud, juntamente com Breuer, utilizou-se da hipnose com o intuito de promover catarses. Catarses são grandes descargas de sentimentos e emoções que sob a hipnose não se submetiam aos mecanismos de defesa. A partir do aprofundamento na construção da teoria psicanalítica e o desenvolvimento de suas técnicas, a hipnose foi abandonada.
  • 7.
    Sugestão em estadode vigília Vigília é uma estado da consciência em que a pessoa encontra-se prestes a adormecer e acordando. É a esse estado que os sonhos são associados. Nesse sentido, a sugestão em estado de vigília significava produzir a interrupção dos sintomas por meio da sugestão direta, de perguntas ao paciente como no estado hipnótico. Ela é abandona por Freud à medida que ele recupera a importância dos mecanismos de defesa, da transferência, da contratransferência na análise.
  • 8.
    Associação livre Associação livreé o método que substitui a hipnose e a sugestão em estado de vigília. É por meio dela que a pessoa seleciona as palavras que lhe vêm à mente. A denominação é dada como associação livre, mas ela não é “livre” pois está circunscrita ao ambiente analítico e passa pelo crivo da autocrítica que é manejada pelo analista.
  • 9.
    Neurose transferencial Na leiturapsicanalítica freudiana, a neurose é interpretada e reinterpretada. Nos estudos iniciais, Freud estuda a histeria e define-a como trauma sexual vivido na infância e reprimido. Sua preocupação era buscar mecanismos fisiológicos para a repressão, o que posteriormente é abandonado. Mais tarde, separa a histeria das neuroses obsessivas atribuindo à primeira um trauma passivo e às segundas onde a pessoa seria vítima de uma violência sexual, acompanhadas por sentimentos de inadequação e culpa. Inicialmente estes sentimentos foram associados às emoções que as lembranças reprimidas suscitavam até que o desprazer pelas lembranças reprimidas passa a ser a nova leitura das neuroses.
  • 10.
    Neurose transferencial Transferência sãotodos os sentimentos, pulsões, fantasias e defesas que a pessoa apresenta no encontro com as pessoas, inclusive o analista, o psicoterapeuta, podendo ser positivas ou negativas, ou seja, amorosas ou odiosas. É através dela que se estabelecem as relações de trabalho terapêutico, a aliança terapêutica. E assim é que é preciso entender, elaborar a transferência até poder interpretá- la e torná-la consciente. Isso implica em dar conta de lidar com a nova neurose que se instala e precisa se instalar que é a neurose transferencial. Contratransferência: é nesse sentido que o analista, o psicoterapeuta lança mão de tomar contanto com a sua própria transferência, seus aspectos inconscientes, seus próprios traumas e manejá-los no processo de transferência -contratransferência.
  • 11.
    Aportes teórico –técnicos da psicanálise e da psicoterapia de orientação psicanalítica Trauma e a relação com o terapeuta: é retomada os traumas de cada um, paciente e terapeuta e o terapeuta deve lidar com isso como parte da aliança teraêutcia – a dupla neurosa. A interpretação e a hipótese: As interpretações vão sendo realizadas a partir não de uma hipótese, mas de várias hipóteses. Estas interpretações do analista, do terapeuta devem aguardar o tempo necessário para que as hipóteses sobre o que acontece no inconsciente do paciente possam ir sendo construídas para gradativamente serem postas em interpretação. A interpretação requer o reconhecimento de uma explicação (o porquê) e o uso instrumental (para que) e que servem para mobilizar o inconsciente do paciente.
  • 12.
    Aportes teórico –técnicos da psicanálise e da psicoterapia de orientação psicanalítica Enquadramento: diferenças conforme a terapêutica (análise, psicoterapia psicanalítica e de pb) – variam conforme o conteúdo, a estrutura e a vivência: aspectos objetivos e subjetivos relacionados à teoria e às técnicas. Por exemplo, enquanto na psicanálise, a regressão é fundamental ao processo, o mesmo não ocorre em algumas modalidades de PB. Comunicação e elaboração: a comunicação entre terapeuta, analista e paciente, analisando ocorre para contribuir para a elaboração do conflito, contribuindo para evitar repetição de condutas ou recordações. Insight: forma de chegar ao conhecimento do mundo interno.
  • 13.
    Aportes teórico –técnicos da psicanálise e da psicoterapia de orientação psicanalítica Assim é que num primeiro momento, a reeducação emocional significa um novo estado de funcionamento psíquico na psicoterapia psicanalítica: inclusive para aprender a lidar com os lutas ao longo da vida (aceitar as perdas). Mutação objetal interna.
  • 14.
    Aportes teórico –técnicos da psicanálise e da psicoterapia de orientação psicanalítica Para Knobel (1986, p. 30): “A técnica psicanalítica baseia-se em quatro aspectos fundamentais: 1) a estimulação da regressão; 2) a emergencial da neurose transferencial; 3) a elaboração; 4) a mutação de objetos internos por meio dos mecanismos de projeção e introjeção fundamentalmente, e associados a outros mecanismos de defesa que cada sujeito tem à sua disposição […].”
  • 15.
    Psicoterapia Psicanalítica –para ir encerrando Dois princípios que modificaram a técnica psicanalítica: 1. Princípio da flexibilidade 2. Experiência emocional corretiva
  • 16.
    Exercício Individualmente, retome suaresposta sobre a psicanálise e a psicoterapia psicanalítica e amplie-a relacionando com o que ficou da aula de hoje. No máximo, 5 linhas. 20 minutos.
  • 17.
    Referência KNOBEL, M. PsicoterapiaBreve. São Paulo: EPU, 1986.