FUNÇÕES BIOLÓGICAS
MICROSCOPIA
Prof. Marcos Pessoa
Como as células são estudadas????
Exame a fresco dos tecidos
Exame de tecidos mortos e
preservados (fixados)
Problemas:
- Células são pequenas e
complexas;
- Células usualmente não
tem cor e são translucidas
História do microscópio
 A curiosidade humana e o fantástico mundo científico
apresentaram, dentre inúmeras descobertas, o microscópio,
aparelho capaz de aumentar a imagem de pequenos objetos.
• Zacharias Jansen (1580-1628)
• Os holandeses Hans Jansen e seu filho Zacharias, eram fabricantes de óculos.
•E observaram que quando colocavam lentes de vidro nas extremidades de um tubo era
possível ampliar as imagens.
•Anton van Leeuwenhoek
•Descreveu protozoários, bactérias, glóbulos vermelhos, espermatozoides...
•Microscópio de luz ou simples (uma lente).
•Aumento de 50 a 200 vezes
•Robert Hooke (1635-1703)
•Microscópio composto (duas lentes = ocular e objetiva).
•O nome "célula" foi empregado pela primeira vez por Hooke, onde examinou cortes de
cortiça em um microscópio rudimentar, como diminutivo da palavra "cella", que em
latim significa espaço cercado por paredes.
Os novos microscópios
Microscópio de luz Microscópio eletrônico de transmissão Microscópio de fluorescência
Microscópio eletrônico varredura
Microscópio de luz
 Aumento de até 1.000x, podem-se
observar células vivas (“a fresco”) ou
mortas (“fixadas).
 Podem ser utilizados corantes para
realçar as estruturas celulares.
Unidades de Medida
As unidades de medida atualmente usadas em biologia celular e em histologia são as seguintes:
Unidade de medida Símbolo Valor
Micrômetro m 0,001 mm (milésima parte do milímetro)
Nanômetro nm 0,001m (milésima parte do micrômetro)
O aumento total do objeto observado é calculado multiplicando-se os valores do aumento da
objetiva e da ocular.
Portanto:
Ocular Objetiva Aumento Diâmetro do Campo
10 x 10x (pequeno aumento 100x 1.500m
10 x 40x (grande aumento a seco) 400x 375m
10 x 100x (imersão em óleo) 1.000x 150m
Técnicas de Preparação de Lâminas Histológicas
Obtenção do tecido e Fragmentação
Fixação
Inclusão e Etapas Precedentes
Desidratação
Diafanização
Inclusão
Microtomia
Coloração (ML)/Contrastação (ME)
 Fixação - Tem por finalidade assegurar a preservação
das estruturas morfológicas das células e tecidos,
como se estivessem no animal "in vivo".
ML
 fixadores químicos: formaldeído, ácido acético, etc.,
 Líquidos de Bouin (formaldeído, ácido acético, ácido
pícrico), Helly ou Zenker-Formol (bicloreto de
mercúrio, dicromato de potássio).
ME
 Glutaraldeído e tetróxido de ósmio.
Desidratação
Objetiva a retirada de água da peça, já que as substâncias inclusoras são insolúveis
em água. Esta etapa é feita com a utilização de álcoois graduados em tempos
adequados ao fixador e ao material.
Para ME, utiliza-se ainda acetona ou óxido de propileno.
50% a 100%
Diafanização
Objetiva a retirada do álcool da peça (as substâncias inclusoras dissolvem-se mal no
álcool) e torná-la transparente;
Utiliza substâncias solúveis em álcool e capazes de eliminá-lo, por exemplo, o toluol,
xilol, benzol, etc.
Inclusão e Etapas Precedentes
Finalidade: a infiltração de substâncias
endurecedoras nos fragmentos dos
órgãos, para permitir a obtenção dos
cortes extremamente delgados.
São etapas rigorosamente sequenciais e
obrigatórias, na grande maioria das
técnicas, e uma etapa mal executada
acarretando em material de má
qualidade para análise.
Microtomia
Consiste na obtenção de cortes o mais delgado possível, que possibilite a sua observação aos
microscópios de luz ou eletrônico;
Utiliza-se o micrótomo, cuja regulagem medida em micrômetros (ML) e nanômetros (ME -
ultramicrótomo);
Após esta etapa os cortes serão coletados em lâminas de vidro para a ML ou em telas de cobre,
para a ME.
Coloração(ML) - Contrastação (ME)
 A grande maioria de estruturas celulares e teciduais são transparentes, incolores e com o índice
de refração muito próximo, o que dificulta a sua observação. Daí a necessidade da utilização de
corantes histológicos que evidenciem tais estruturas;
 As técnicas procuram basicamente, associar o caráter básico ou ácido do corante a ser utilizado
ao do material a ser evidenciado;
 Desta maneira cria-se o grupamento químico responsável pela cor ou grupamento cromóforo.
As moléculas ácidas como o DNA e o RNA, por exemplo, são estruturas basófilas;
 As estruturas ricas em grupamentos básicos, como as proteínas, são acidófilas por terem
afinidade por corantes ácidos.
 HE: a principal técnica de coloração de tecidos para o estudo de Histologia básica é a técnica HE
(Hematoxilina-Eosina). Através dessa técnica, podemos diferenciar porções basófilas e acidófilas
do tecido estudado. A hematoxilina é um corante básico. A eosina é um corante ácido.

Aula sobre Introdução à Microscopia.pptx

  • 1.
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    Como as célulassão estudadas???? Exame a fresco dos tecidos Exame de tecidos mortos e preservados (fixados) Problemas: - Células são pequenas e complexas; - Células usualmente não tem cor e são translucidas
  • 3.
    História do microscópio A curiosidade humana e o fantástico mundo científico apresentaram, dentre inúmeras descobertas, o microscópio, aparelho capaz de aumentar a imagem de pequenos objetos. • Zacharias Jansen (1580-1628) • Os holandeses Hans Jansen e seu filho Zacharias, eram fabricantes de óculos. •E observaram que quando colocavam lentes de vidro nas extremidades de um tubo era possível ampliar as imagens. •Anton van Leeuwenhoek •Descreveu protozoários, bactérias, glóbulos vermelhos, espermatozoides... •Microscópio de luz ou simples (uma lente). •Aumento de 50 a 200 vezes •Robert Hooke (1635-1703) •Microscópio composto (duas lentes = ocular e objetiva). •O nome "célula" foi empregado pela primeira vez por Hooke, onde examinou cortes de cortiça em um microscópio rudimentar, como diminutivo da palavra "cella", que em latim significa espaço cercado por paredes.
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    Os novos microscópios Microscópiode luz Microscópio eletrônico de transmissão Microscópio de fluorescência Microscópio eletrônico varredura
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    Microscópio de luz Aumento de até 1.000x, podem-se observar células vivas (“a fresco”) ou mortas (“fixadas).  Podem ser utilizados corantes para realçar as estruturas celulares.
  • 6.
    Unidades de Medida Asunidades de medida atualmente usadas em biologia celular e em histologia são as seguintes: Unidade de medida Símbolo Valor Micrômetro m 0,001 mm (milésima parte do milímetro) Nanômetro nm 0,001m (milésima parte do micrômetro) O aumento total do objeto observado é calculado multiplicando-se os valores do aumento da objetiva e da ocular. Portanto: Ocular Objetiva Aumento Diâmetro do Campo 10 x 10x (pequeno aumento 100x 1.500m 10 x 40x (grande aumento a seco) 400x 375m 10 x 100x (imersão em óleo) 1.000x 150m
  • 7.
    Técnicas de Preparaçãode Lâminas Histológicas Obtenção do tecido e Fragmentação Fixação Inclusão e Etapas Precedentes Desidratação Diafanização Inclusão Microtomia Coloração (ML)/Contrastação (ME)
  • 8.
     Fixação -Tem por finalidade assegurar a preservação das estruturas morfológicas das células e tecidos, como se estivessem no animal "in vivo". ML  fixadores químicos: formaldeído, ácido acético, etc.,  Líquidos de Bouin (formaldeído, ácido acético, ácido pícrico), Helly ou Zenker-Formol (bicloreto de mercúrio, dicromato de potássio). ME  Glutaraldeído e tetróxido de ósmio.
  • 9.
    Desidratação Objetiva a retiradade água da peça, já que as substâncias inclusoras são insolúveis em água. Esta etapa é feita com a utilização de álcoois graduados em tempos adequados ao fixador e ao material. Para ME, utiliza-se ainda acetona ou óxido de propileno. 50% a 100%
  • 10.
    Diafanização Objetiva a retiradado álcool da peça (as substâncias inclusoras dissolvem-se mal no álcool) e torná-la transparente; Utiliza substâncias solúveis em álcool e capazes de eliminá-lo, por exemplo, o toluol, xilol, benzol, etc.
  • 11.
    Inclusão e EtapasPrecedentes Finalidade: a infiltração de substâncias endurecedoras nos fragmentos dos órgãos, para permitir a obtenção dos cortes extremamente delgados. São etapas rigorosamente sequenciais e obrigatórias, na grande maioria das técnicas, e uma etapa mal executada acarretando em material de má qualidade para análise.
  • 12.
    Microtomia Consiste na obtençãode cortes o mais delgado possível, que possibilite a sua observação aos microscópios de luz ou eletrônico; Utiliza-se o micrótomo, cuja regulagem medida em micrômetros (ML) e nanômetros (ME - ultramicrótomo); Após esta etapa os cortes serão coletados em lâminas de vidro para a ML ou em telas de cobre, para a ME.
  • 13.
    Coloração(ML) - Contrastação(ME)  A grande maioria de estruturas celulares e teciduais são transparentes, incolores e com o índice de refração muito próximo, o que dificulta a sua observação. Daí a necessidade da utilização de corantes histológicos que evidenciem tais estruturas;  As técnicas procuram basicamente, associar o caráter básico ou ácido do corante a ser utilizado ao do material a ser evidenciado;  Desta maneira cria-se o grupamento químico responsável pela cor ou grupamento cromóforo. As moléculas ácidas como o DNA e o RNA, por exemplo, são estruturas basófilas;  As estruturas ricas em grupamentos básicos, como as proteínas, são acidófilas por terem afinidade por corantes ácidos.  HE: a principal técnica de coloração de tecidos para o estudo de Histologia básica é a técnica HE (Hematoxilina-Eosina). Através dessa técnica, podemos diferenciar porções basófilas e acidófilas do tecido estudado. A hematoxilina é um corante básico. A eosina é um corante ácido.