Cinemática – ECe AC
Elevação e depressão – escápula seguindo inclinação da clavícula em torno da
EC
4.
Cinemática – ECe AC
Protração e Retração: rotações no plano horizontal das articulações EC e AC.
Escápula acompanha protação da clavícula. AC pode amplificar, compensar ou
ajustar a protação por meio de rotação interna.
5.
Cinemática – ECe AC
Rotação para cima e para baixo: Elevação da EC + rotação escapular pra cima
da AC. Essencial para os 60º completos da escapulotorácica.
6.
Músculos do ManguitoRotador e Cabeça
Longa do Bíceps:
Músculos reforçam a cápsula articular
Protege e estabiliza a GU principalmente na dinâmica
Tendões se fundem à cápsula
Estabilidade mecânica da GU dependente da inervação, força e controle do
MR
MR não cobre duas regiões – inferior e intervalo rotador
Intervalo rotador – reforço do tendão da cabeça longa do bíceps e lig
coracoumeral
Tendão da cabeça longa do bíceps braquial – resiste translação anterior e
resiste à migração superior da cabeça umeral (natural da abdução)
7.
Postura Escapulotorácia eEstabilidade
estática:
Mecanismo passivo
Estruturas capsulares superiores – suporte ligamentar primário para a cabeça
umeral – Lig capsular superior, lig coracoumeral e o tendão do supraespinal
Vetor de força capsular (ECS) + vetor de força da gravidade (G) = força
compressiva (FC) – resiste à descida do úmero
Plano inclinado da glenóide – suporta parte do peso do braço
Supraespinal e Deltóide Posterior – fonte secundária de estabilidade estática –
peso pra baixo
Postura escapulotorácia – mantem a cavidade glenoide levemente rodada pra
cima.
Perda da postura – deformação plástica das estruturas capsulares superiores
Arco Coracoacromial eBursa:
Arco coracoacromial – ligamento
coracoacromial e acrômio – teto funcional
da articulação do ombro
Espaço subacromial – musculo e tendão do
Supraespinal, Bursa subacromial, cabeça
longa do bíceps e parte da cápsula
superior.
Bursas – situadas em regiões onde forças
friccionais significativas se desenvolvem
Bursa subacromial – protege o músculo e
tendão do SP da superfície rígida abaixo
do acrômio
Bursa subdeltoídea – extensão lateral da
subacromial – limita forças friccionais
entre o deltoide e o tendão do SP
subjacente e cabeça umeral.
10.
Cinemática – Abduçãoe Adução:
Rotação externa acompanha abdução – tubérculo maior passa posteriormente
ao processo do acrômio – evita aperto no espaço subacromial
120º de abdução do ombro – 60º de rotação pra cima da escápula
Cabeça do úmero – rola pra cima e desliza inferiormente
Músculo supraespinal se funde com a cápsula superior da art GU – atividade
muscular – tensiona a cápsula superior – protege do pinçamento entre a
cabeça umeral e acrômio.
120º de flexão – 180º flexão extrema – rotação pra cima da escápula
Extensão – 65º ativa / 80º passiva
11.
Cinemática – RotaçãoInterna e Externa:
Rotação externa – cabeça umeral rola posteriormente e desliza anteriormente
Rotação interna – cabeça umeral rola anteriormente e desliza posteriormente
Associação com protração e retração da escápula
12.
Abdução do Ombro:6 princípios
Ritmo ou timing cinemático natural entre abdução da GU e rotação
escapulotorácica
Após 30º de abdução – 2:1 – 1º Princípio
2º Princípio - rotação da escápula pra cima de 60º durante abdução completa do
ombro é resultado de elevação simultânea da clávicula na EC + rotação pra cima
da escápula na AC
3º Princípio – clavícula se retrai na EC durante abdução completa do ombro. A
retração da clavícula ajuda a articulação AC a posicionar a escápula dentro do
plano horizontal de maneira ideal.
4º Princípio – Escápula inclina posteriormente e roda externamente.
5º Princípio – Clavícula roda posteriormente em torno de seu próprio eixo
6º Princípio – úmero naturalmente roda externamente durante abdução do ombro.
Elevadores:
Parte ascendentedo músculo
trapézio
Levantador da escápula
Rombóide
- Suportam a postura da cintura
escapular e extremidade superior
- Postura ideal – escápula levemente
elevada e relativamente retraída,
com cavidade glenóide levemente
pra cima
16.
Depressores:
Parte descendentedo músculo do
músculo trapézio (trapézio
inferior)
Latíssimo do dorso
Peitoral menor
Subclávio
- LD – deprimi indiretamente puxando
o úmero para baixo
Músculos que aduzeme estendem:
Deltóide posterior
Grande dorsal
Redondo maior
Cabeça longa do tríceps braquial
Cabeça esternocostal do peitoral
maior
- Auxiliar: infraespinal e redondo
menor.
Puxada frente xPuxada costas
Autor Ano Músculos Analisados Amostra Resultado
Sperandei et al 2009 peitoral maior, latíssimo do dorso, deltoide parte
espinal e bíceps braquial
24 sujeitos treinados, 5 rep 80%
1RM
Peitoral maior ativação mais significativa
durante a puxada frente Deltoide parte
espinal e bíceps braquial, a maior ativação
mioelétrica foi verificada durante a puxada
pelas costas. Latíssimo do dorso, não houve
diferenças na ativação mioelétrica em
nenhuma das técnicas utilizadas
Carpenter, Novaes & Batista 2007 bíceps braquial, tríceps braquial, latíssimo do
dorso, trapézio e peitoral maior
12 indivíduos treinados controle de
cadência a 80% 1RM, sem controle
de cadência a 80%1RM e sem
controle de cadência a 70%1RM
Não foram verificadas diferenças na ativação
dos músculos estudados para as diferentes
técnicas ou cargas impostas, exceto para o
músculo trapézio na condição de controle de
cadência a 80%1RM
Signorile, Zink & Szwed 2002 músculos cabeça longa do tríceps braquial, latíssimo
do dorso, deltoide parte espinal, redondo maior e
peitoral maior
10 sujeitos treinados utilizando-se
10RM
latíssimo do dorso, deltoide parte espinal e
cabeça longa do tríceps apresentaram maior
ação muscular durante o exercício de puxada
pela frente do que na puxada pelas costas. Os
músculos peitoral maior e redondo maior não
apresentaram diferenças significativas entre os
tipos de pegada
27.
Puxada aberta portrás
Puxada aberta para trás:
Abdução + Rotação externa – ligamento glenoumeral inferior em tensão
Menor amplitude de movimento do ombro e cotovelo – comparado com puxada
fechado pela frente - 50º ombro, 15º cotovelo a menos que fechada pela frente (DE
GRAAFF e KENT, 1995; LIPPER,1994)
Lesões nos processos espinhosos – cervical baixa
Menor recrutamento de unidades motoras – menor produção de força (SIGNORILE et
al., 2002; SOUTO MAIOR, 2004)
Apesar de a puxada por trás proporcionar uma menor ativação dos rotadores
internos do ombro, esse exercício não parece ser o mais indicado. O aumento das
curvaturas cervical e lombar, o possível trauma provocado pela barra e o
tensionamento ligamentar e capsular,gerado pela amplitude exagerada do ombro,
acabam sendo mais agressivos ao indivíduo (Crate, 1997)
28.
Puxada: Pegada pronadax supinada
Autor Ano Músculos analisados Amostra Resultado
Yodas et al 2010 trapézio parte ascendente,
latíssimo do dorso, infraespinal,
eretor da coluna, peitoral maior,
oblíquo externo e bíceps braquial
21 indivíduos
treinado
Latíssimo do dorso
apresentou a maior ação
muscular, variando
em 117 ± 46% CVMI para a
pegada supinada
Lusk, Hale
& Russel
2010 latíssimo do dorso, trapézio
parte transversa e bíceps
braquial
12 sujeitos
treinados
o músculo latíssimo do dorso;
entretanto, foi encontrada
maior participação deste
músculo na pegada pronada
em relação à supinada
29.
Exercícios: Desenvolvimento deombro
por trás
Desenvolvimento de ombro por trás
Extrema tensão no complexo do ombro
Mais altas no supraespinhoso,
infraespinhoso e subescapular.
Bursite – rotação da cabeça do úmero para
trás com movimento
repetitivos (HORRIGAN et al, 1999)
Este exercício, apesar de ser muito
utilizado pela maioria dos, adeptos da
musculação, é um exercício que possui um
grande risco de lesão para a articulação do
ombro (Arruda, 200)
30.
Desenvolvimento para trás:
As forças translatórias são de
compressão articular durante todo
o movimento. No começo da
abdução, a força translatória
superior tende a aproximar a
cabeça do úmero do arco
coracoacromial. Esta força
translatória é interrompida pela
translação inferior causada pelos
músculos do manguito rotador
(Arruda, 2000)
31.
Supino Reto
adutoreshorizontais do ombro
[músculos peitoral maior(parte
clavicular e esternocostal),
deltóide (partes clavicular e
acromial) e coracobraquial,
abdutores do cíngulo( do membro
superior (músculos peitoral menor
e serrátil anterior e extensores dos
cotovelos(músculos tríceps braquial
e ancôneo)
32.
Supino Reto:
Posiçãobasal – provoca uma restrição importante no
movimento das articulações escápulo-torácias, uma
vez que bloqueia os movimentos das escápulas
impedindo a sua retração. (Moura e Silva, 2015)
A ausência de retração da escápula leva a que o
tendão do subescapular não tenha a tração necessária
para exercer contra-força estabilizadora e impedir a
translação anterior e rotação lateral excessivas da
cabeça umeral
Combinação de rot. Lateral + hiperextensão e abdução
horizontal do ombro – translação anterior excessiva da
cabeça umeral – forças lesivas – instabilidade
glenoumeral anteior
Como o peso acima do tronco pressiona-o contra o
apoio, a escápula tem que realizar uma adução
forçada entre a caixa torácica e o banco, aumentando
o risco de lesão desta articulação. Além disso, este
movimento causa um estresse excessivo nas estruturas
anteriores da articulação do ombro. (Arruda, 2000)
33.
Exercícios: Abdução doombro até 90º
Abdução do Ombro até 90º
Utilização progressiva – tendinopatia
pela compressão do manguito rotador
entre a cabeça umeral e o arco
coracoacromial.
Realização segura – ângulos de 70-75º
(SOUTO MAIOR, 2004)
Outro aspecto relevante é o aumento da
compressão articular, causada pela
redução do espaço articular à medida
que o movimento de abdução aproxima-
se de 90° (Peterson e Renstróm, 1997)
34.
Exercícios: Remada empé até altura do
queixo
Remada em pé até a altura do queixo
Ombros – acometimento da Bursa
Abdução, rotação externa e elevação do membro
superior
Melhor posicionamento – elevação da sobrecarga
até a região média do osso esterno (CIULLO e
ZARINS, 1983)
KOLBER E COL (2014), sugerem uma modificação
nas empunhaduras curtas, não trazendo a barra
além da clavícula, por exemplo, na tentativa de
evitar lesões futuras.