Adolescência
Profa. Dra. Sandra Zanetti
Psicanálise e Adolescência
 O que consideramos normal na adolescência não seria
considerado em outra fase da vida.
 O adolescente passa por mudanças importantes que nos faz
compreender que as condutas que adota tem um caráter
defensivo e de tentar se reorganizar.
 A adolescência deve ser considerada como um estado de transição
em busca da consolidação da identidade e da maturidade
 Por tudo isso, Knobel e Aberastury (1981) escrevem sobre a
“síndrome da adolescência normal”
Psicanálise e Adolescência
 Anna Freud (1958), nos mostra que os comportamento ambivalentes,
incoerentes e imprevisíveis são próprios da adolescência: é normal
durante um longo tempo…
 Que o adolescente se oponha a seus impulsos ou se sinta submetido a
eles…
 Que ame seus pais e dependa deles…
 Que se sinta envergonhado de reconhecer sua mãe na frente dos
colegas e num outro momento se sinta com muita vontade de querer
falar com ela…
 Que busque a identificação e a imitação dos outros…
 Que seja idealista, generoso, desinteressado e em outro momento,
egocêntrico, calculista e controlador….
Psicanálise e Adolescência
 Que ame os seus pais e o odeie…
 Situações todas que seriam vividas como altamente anormais durante
outras fases da vida, mas que neste momento significam apenas que
é necessário um longo período para que surja a estrutura adulta da
personalidade
 O ego do adolescente não deseja fechar-se prematuramente aquilo
que ele ainda não experimentou…
 Como se antes de tomar uma escolha, de como será sua identidade,
ele buscasse neste tempo, poder experimentar de tudo um pouco!
 Ele precisa de tempo para conseguir organizar o ego e os pais serão
muito importante neste processo.
 Winnicott (1980) também concorda que o adolescente precisa é
de tempo, mas entende que complicações nesta fase estão
articuladas com complicações nas fases edípica e pré-edípica,
desde o nascimento…
 Algumas dificuldades que estavam em estado latente até então
serão reavivadas em função da desorganização que o
adolescente viverá próprio da adolescência.
 As mudanças no corpo, o desabrochar da capacidade sexual, e
as manifestações desta sexualidade são as principais mudanças
que vão interferir na organização psíquica vigente até então...
Psicanálise e Adolescência
 Aberastury e Knobel (1981) vão falar em três lutos: pelo corpo infantil,
pela identidade da infância e pelos pais da infância.
 Com relação às mudanças do corpo e à perda do corpo infantil, um dos
problemas que o adolescente terá que lidar é com sua definição sexual.
 As mudanças corporais exigem o abandono da fantasia do sexo duplo,
implícita em todo o ser humano, como consequência da bissexualidade
básica.
 O modo como os pais vão ajudar o adolescente a lidar com essa e
outras questões fará muita diferença em termos do adolescente
conseguir sair da adolescência de um modo organizado.
Psicanálise e Adolescência
 Winnicott (1980) entende que muitas das dificuldades do
adolescente derivam de um fracasso ambiental.
 A confiança é um fator importante para que ele consiga se
relacionar bem com o mundo e isso só acontece quando os
pais foram capazes de amar ele e de serem firmes, dizendo
não quando fosse preciso e sim quando se deve.
 Esse limite dará ao jovem a segurança suficiente para não
precisar sair desafiando o mundo através da sexualidade, das
drogas, da velocidade e da agressividade, ainda que boa parte
disso seja considerado normal.
Psicanálise e Adolescência
 O adolescente precisa de pais confiáveis e presentes ainda que
diga que não os quer por perto.
 Uma desistência dos pais ou liberdade em excesso será
interpretado como abandono.
 Os pais precisam assumir o desafio de contrastar seus filhos sem
impedir que vivenciem todas as situações necessárias para que a
criatividade e a espontaneidade continuem juntas num processo
de descoberta da real identidade.
 Vivenciar esta hierarquia familiar ajuda a estruturar o sentimento
de respeito pelo outro e de limite.
Psicanálise e Adolescência
 Voltando à tese principal de Winnicott (1971): durante
a adolescência os sucessos e fracassos do bebê e da
criança retornam para acomodarem-se.
 Neste sentido, duas condições nos adolescente são
normais e que significam essa retomada: a depressão
típica do adolescente e a tendência antissocial.
 Depressão típica do adolescente: preocupação com a
sobrevivência do objeto.
Psicanálise e Adolescência
 Depressão típica do adolescente: para Winnicott (1971) o
adolescente não está voltado para si pensando sobre
em como o mundo deveria ser, como diz Piaget (2012),
mas ele está lidando com o fato de ter atacado seus
objetos de amor e tem medo de ser retaliado por isso.
 Caso os primeiros meses tenham sido vivenciado de
forma traumática (desmame abrupto, depressão
materna, morte da mãe, etc.), caso tenha havido alguma
falha ambiental, essa depressão será mais grave.
Psicanálise e Adolescência
 Tendência antissocial: está ligado a algum ato antissocial do
adolescente (roubar, violentar, agredir etc.) que o adolescente
desenvolve porque sente que o ambiente lhe deve algo.
 Então ele busca recuperar o que perdeu através dessas atuações.
 Trata-se de uma “deprivação”: houve um momento inicial em que se
teve o que se necessitava e se perdeu essa relação importante depois.
 Então podemos ler esse fenômeno como uma busca por um cuidado,
uma atenção especial e uma ligação que se perdeu.
 Por isso, este estado indica que ainda há esperança. O adolescente
ainda sente esperança de recuperar essa falha do ambiente. Espera
que o mundo reconheça o seu débito.
Psicanálise e Adolescência
 Diante disso tudo o papel dos pais é o de sobreviver!
 Conter e permanecer, muito mais do que curar!
 Isso será um desafio, principalmente para os pais que não puderam
vivenciar a adolescência plenamente.
 A imaturidade na adolescência, para Winnicott, portanto, significa
saúde. Ela é preciosa porque nela estão contidos os aspectos mais
excitantes do pensamento criador.
 Se os pais abdicam de cuidar, uma das consequências é o adolescente
se tornar adulto prematuramente, tem-se aqui o mesmo mecanismo
do “falso-self”: não foi o ambiente que se adaptou à ele, foi o oposto.
Psicanálise e Adolescência
 Aberastury e Knobel (1981), pensando sobre as psicopatias na
adolescência, vão retomar a importância da elaboração dos
lutos:
 1- Luto pelo corpo infantil:
 O adolescente se vê passivamente assistindo às mudanças
biológicas do corpo – sentimento de impotência.
 Isso leva a deslocar a rebeldia para a esfera do pensamento.
 Pensamento onipotente como defesa contra as ideias de
fracasso no manejo com a realidade externa.
Psicanálise e Adolescência
 (Luto pelo corpo infantil…)
 O adolescente vive a perda do corpo infantil com uma mente ainda
da infância e o corpo que vai se tornando adulto causa uma
grande contradição em sua mente.
 Essa contradição pode causar uma despersonalização porque o
esquema corporal terá que ser retrabalhado. Isso só será possível
integrando aspectos da infância com a vida adulta.
 Se tudo isso fracassa pela dificuldade de elaboração deste luto, o
adolescente pode querer optar pelo pensamento onipotente, e
negar a realidade, e vivenciar os papéis fantasiados como reais.
Psicanálise e Adolescência
 2- Luto pela identidade e papel infantil:
 O adolescente não pode mais assumir o papel de dependência da
infância nem o de maturidade adulta.
 Entra novamente em cena o manejo onipotente, e a
irresponsabilidade típica do adolescente, a falta de caráter e a falta
de consideração em relação aos outros.
 O exagero ou a fixação neste processo pela dificuldade de elaborar
esse luto e por uma dificuldade de vivenciar a fase de transição
para a independência, resulta em condutas psicopáticas de
desafeto e crueldade.
Psicanálise e Adolescência
 (luto pela identidade infantil):
 O curto-circuito afetivo elimina o pensamento, de
onde surgiria o sentimento da culpa, e permite os
maus-tratos.
 A impossibilidade de reconhecer a frustração obriga
a bloquear a culpa, dissociando pensamento de
afeto.
Psicanálise e Adolescência
 3- Luto pelos pais da infância:
 Os adolescentes pretendem não só ter pais protetores e
controladores, mas se idealiza a situação com eles, querendo
que resolvam todas suas necessidades, imediatamente.
 Quando os pais não atendem essas solicitações se refugiam
num mundo autista procurando elaborar esse luto.
 No psicopata os pais infantis têm vigilância real e permanente e
quando lidam com uma frustração sentem como uma ameaça
de morte em função da dificuldade de elaboração da vivência.
Psicanálise e Adolescência
 Psicopata:
 A negativa de um carro, por exemplo, leva ao roubo do mesmo. A
falta de dinheiro ao crime.
 Há percepção-ação: sem pensamento.
 Esse adolescente ao invés da solidão (depressão típica do
adolescente), evita lidar com os lutos e estar sozinho. Tenta diluir
sua personalidade em grupos de delinquentes aos quais faz atuar
suas necessidades e ansiedades.
 O psicopata percebe o mundo como ameaçador e frustrante e no
emprego de uma conduta apressada, utiliza apenas sua
racionalidade para justificar uma conduta cruel, carente de culpa.
Psicanálise e Adolescência
 Finalizando: serão os pais os agentes principais neste processo
que poderão ajudar o filho nesta travessia tão cheia de
contornos, obstáculos, conflitos, ansiedades e dificuldades.
 Um ambiente seguro, permanente, confiante e presente, mas não
rígido, que leva em consideração as necessidades e as
possibilidade de cada adolescente, o ajuda a trilhar um caminho
particular rumo à maturidade de modo saudável.
 Tarefa nada fácil para os pais que precisarão sobreviver a muitos
ataques e aos próprios conflitos adolescentes para que ajudem os
filhos a passar pelos conflitos próprios desta época da vida.
Psicanálise e Adolescência
Referências
 Aberastury, A. & Knobel, M. (1981). Adolescência normal: um enfoque
psicanalítico. Porto Alegre: Artmed.
 Freud, A. (1958). Ond adolescence. In A. Freud, The psychoanalytic study of
child. New York: IUP.
 Outeiral, J. (1944). Adolescer – estudos sobre a adolescência. Artes
Médicas: Porto Alegre.
 Winnicott, D. W. (1956). A tendência anti-social. In. D. W. Winnicott,
Privação e Delinquência. São Paulo: Martins Fontes.
 Winnicott, D. W. (1971). O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago.

aula 12 - psicanálise e adolescência.pptx

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  • 2.
    Psicanálise e Adolescência O que consideramos normal na adolescência não seria considerado em outra fase da vida.  O adolescente passa por mudanças importantes que nos faz compreender que as condutas que adota tem um caráter defensivo e de tentar se reorganizar.  A adolescência deve ser considerada como um estado de transição em busca da consolidação da identidade e da maturidade  Por tudo isso, Knobel e Aberastury (1981) escrevem sobre a “síndrome da adolescência normal”
  • 3.
    Psicanálise e Adolescência Anna Freud (1958), nos mostra que os comportamento ambivalentes, incoerentes e imprevisíveis são próprios da adolescência: é normal durante um longo tempo…  Que o adolescente se oponha a seus impulsos ou se sinta submetido a eles…  Que ame seus pais e dependa deles…  Que se sinta envergonhado de reconhecer sua mãe na frente dos colegas e num outro momento se sinta com muita vontade de querer falar com ela…  Que busque a identificação e a imitação dos outros…  Que seja idealista, generoso, desinteressado e em outro momento, egocêntrico, calculista e controlador….
  • 4.
    Psicanálise e Adolescência Que ame os seus pais e o odeie…  Situações todas que seriam vividas como altamente anormais durante outras fases da vida, mas que neste momento significam apenas que é necessário um longo período para que surja a estrutura adulta da personalidade  O ego do adolescente não deseja fechar-se prematuramente aquilo que ele ainda não experimentou…  Como se antes de tomar uma escolha, de como será sua identidade, ele buscasse neste tempo, poder experimentar de tudo um pouco!  Ele precisa de tempo para conseguir organizar o ego e os pais serão muito importante neste processo.
  • 5.
     Winnicott (1980)também concorda que o adolescente precisa é de tempo, mas entende que complicações nesta fase estão articuladas com complicações nas fases edípica e pré-edípica, desde o nascimento…  Algumas dificuldades que estavam em estado latente até então serão reavivadas em função da desorganização que o adolescente viverá próprio da adolescência.  As mudanças no corpo, o desabrochar da capacidade sexual, e as manifestações desta sexualidade são as principais mudanças que vão interferir na organização psíquica vigente até então... Psicanálise e Adolescência
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     Aberastury eKnobel (1981) vão falar em três lutos: pelo corpo infantil, pela identidade da infância e pelos pais da infância.  Com relação às mudanças do corpo e à perda do corpo infantil, um dos problemas que o adolescente terá que lidar é com sua definição sexual.  As mudanças corporais exigem o abandono da fantasia do sexo duplo, implícita em todo o ser humano, como consequência da bissexualidade básica.  O modo como os pais vão ajudar o adolescente a lidar com essa e outras questões fará muita diferença em termos do adolescente conseguir sair da adolescência de um modo organizado. Psicanálise e Adolescência
  • 7.
     Winnicott (1980)entende que muitas das dificuldades do adolescente derivam de um fracasso ambiental.  A confiança é um fator importante para que ele consiga se relacionar bem com o mundo e isso só acontece quando os pais foram capazes de amar ele e de serem firmes, dizendo não quando fosse preciso e sim quando se deve.  Esse limite dará ao jovem a segurança suficiente para não precisar sair desafiando o mundo através da sexualidade, das drogas, da velocidade e da agressividade, ainda que boa parte disso seja considerado normal. Psicanálise e Adolescência
  • 8.
     O adolescenteprecisa de pais confiáveis e presentes ainda que diga que não os quer por perto.  Uma desistência dos pais ou liberdade em excesso será interpretado como abandono.  Os pais precisam assumir o desafio de contrastar seus filhos sem impedir que vivenciem todas as situações necessárias para que a criatividade e a espontaneidade continuem juntas num processo de descoberta da real identidade.  Vivenciar esta hierarquia familiar ajuda a estruturar o sentimento de respeito pelo outro e de limite. Psicanálise e Adolescência
  • 9.
     Voltando àtese principal de Winnicott (1971): durante a adolescência os sucessos e fracassos do bebê e da criança retornam para acomodarem-se.  Neste sentido, duas condições nos adolescente são normais e que significam essa retomada: a depressão típica do adolescente e a tendência antissocial.  Depressão típica do adolescente: preocupação com a sobrevivência do objeto. Psicanálise e Adolescência
  • 10.
     Depressão típicado adolescente: para Winnicott (1971) o adolescente não está voltado para si pensando sobre em como o mundo deveria ser, como diz Piaget (2012), mas ele está lidando com o fato de ter atacado seus objetos de amor e tem medo de ser retaliado por isso.  Caso os primeiros meses tenham sido vivenciado de forma traumática (desmame abrupto, depressão materna, morte da mãe, etc.), caso tenha havido alguma falha ambiental, essa depressão será mais grave. Psicanálise e Adolescência
  • 11.
     Tendência antissocial:está ligado a algum ato antissocial do adolescente (roubar, violentar, agredir etc.) que o adolescente desenvolve porque sente que o ambiente lhe deve algo.  Então ele busca recuperar o que perdeu através dessas atuações.  Trata-se de uma “deprivação”: houve um momento inicial em que se teve o que se necessitava e se perdeu essa relação importante depois.  Então podemos ler esse fenômeno como uma busca por um cuidado, uma atenção especial e uma ligação que se perdeu.  Por isso, este estado indica que ainda há esperança. O adolescente ainda sente esperança de recuperar essa falha do ambiente. Espera que o mundo reconheça o seu débito. Psicanálise e Adolescência
  • 12.
     Diante dissotudo o papel dos pais é o de sobreviver!  Conter e permanecer, muito mais do que curar!  Isso será um desafio, principalmente para os pais que não puderam vivenciar a adolescência plenamente.  A imaturidade na adolescência, para Winnicott, portanto, significa saúde. Ela é preciosa porque nela estão contidos os aspectos mais excitantes do pensamento criador.  Se os pais abdicam de cuidar, uma das consequências é o adolescente se tornar adulto prematuramente, tem-se aqui o mesmo mecanismo do “falso-self”: não foi o ambiente que se adaptou à ele, foi o oposto. Psicanálise e Adolescência
  • 13.
     Aberastury eKnobel (1981), pensando sobre as psicopatias na adolescência, vão retomar a importância da elaboração dos lutos:  1- Luto pelo corpo infantil:  O adolescente se vê passivamente assistindo às mudanças biológicas do corpo – sentimento de impotência.  Isso leva a deslocar a rebeldia para a esfera do pensamento.  Pensamento onipotente como defesa contra as ideias de fracasso no manejo com a realidade externa. Psicanálise e Adolescência
  • 14.
     (Luto pelocorpo infantil…)  O adolescente vive a perda do corpo infantil com uma mente ainda da infância e o corpo que vai se tornando adulto causa uma grande contradição em sua mente.  Essa contradição pode causar uma despersonalização porque o esquema corporal terá que ser retrabalhado. Isso só será possível integrando aspectos da infância com a vida adulta.  Se tudo isso fracassa pela dificuldade de elaboração deste luto, o adolescente pode querer optar pelo pensamento onipotente, e negar a realidade, e vivenciar os papéis fantasiados como reais. Psicanálise e Adolescência
  • 15.
     2- Lutopela identidade e papel infantil:  O adolescente não pode mais assumir o papel de dependência da infância nem o de maturidade adulta.  Entra novamente em cena o manejo onipotente, e a irresponsabilidade típica do adolescente, a falta de caráter e a falta de consideração em relação aos outros.  O exagero ou a fixação neste processo pela dificuldade de elaborar esse luto e por uma dificuldade de vivenciar a fase de transição para a independência, resulta em condutas psicopáticas de desafeto e crueldade. Psicanálise e Adolescência
  • 16.
     (luto pelaidentidade infantil):  O curto-circuito afetivo elimina o pensamento, de onde surgiria o sentimento da culpa, e permite os maus-tratos.  A impossibilidade de reconhecer a frustração obriga a bloquear a culpa, dissociando pensamento de afeto. Psicanálise e Adolescência
  • 17.
     3- Lutopelos pais da infância:  Os adolescentes pretendem não só ter pais protetores e controladores, mas se idealiza a situação com eles, querendo que resolvam todas suas necessidades, imediatamente.  Quando os pais não atendem essas solicitações se refugiam num mundo autista procurando elaborar esse luto.  No psicopata os pais infantis têm vigilância real e permanente e quando lidam com uma frustração sentem como uma ameaça de morte em função da dificuldade de elaboração da vivência. Psicanálise e Adolescência
  • 18.
     Psicopata:  Anegativa de um carro, por exemplo, leva ao roubo do mesmo. A falta de dinheiro ao crime.  Há percepção-ação: sem pensamento.  Esse adolescente ao invés da solidão (depressão típica do adolescente), evita lidar com os lutos e estar sozinho. Tenta diluir sua personalidade em grupos de delinquentes aos quais faz atuar suas necessidades e ansiedades.  O psicopata percebe o mundo como ameaçador e frustrante e no emprego de uma conduta apressada, utiliza apenas sua racionalidade para justificar uma conduta cruel, carente de culpa. Psicanálise e Adolescência
  • 19.
     Finalizando: serãoos pais os agentes principais neste processo que poderão ajudar o filho nesta travessia tão cheia de contornos, obstáculos, conflitos, ansiedades e dificuldades.  Um ambiente seguro, permanente, confiante e presente, mas não rígido, que leva em consideração as necessidades e as possibilidade de cada adolescente, o ajuda a trilhar um caminho particular rumo à maturidade de modo saudável.  Tarefa nada fácil para os pais que precisarão sobreviver a muitos ataques e aos próprios conflitos adolescentes para que ajudem os filhos a passar pelos conflitos próprios desta época da vida. Psicanálise e Adolescência
  • 20.
    Referências  Aberastury, A.& Knobel, M. (1981). Adolescência normal: um enfoque psicanalítico. Porto Alegre: Artmed.  Freud, A. (1958). Ond adolescence. In A. Freud, The psychoanalytic study of child. New York: IUP.  Outeiral, J. (1944). Adolescer – estudos sobre a adolescência. Artes Médicas: Porto Alegre.  Winnicott, D. W. (1956). A tendência anti-social. In. D. W. Winnicott, Privação e Delinquência. São Paulo: Martins Fontes.  Winnicott, D. W. (1971). O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago.