Desastres, violência e obras deixarão ao menos
1,6 milhão de deslocados no Brasil até 2016
 Um estudo do Instituto Igarapé, que analisa segurança pública e
desenvolvimento social no Brasil, estima que o país terá ao
menos 1,6 milhão de pessoas deslocadas entre 2009 e 2016. São
cidadãos forçados a deixar suas casas por causa de obras de
infraestrutura, desastres naturais e pelo avanço da violência,
nessa ordem, diz o canadense Robert Muggah, diretor de
pesquisas da entidade. Os números impressionam, mas não
podem ser confrontados com estatísticas oficiais. Os ministérios
da Integração Nacional e das Cidades reconhecem que não há no
país um cadastro de famílias deslocadas.
Inflação já supera dois dígitos no Rio
em doze meses
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15
(IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial no
país, já passou de dois dígitos no Rio de Janeiro
considerando o resultado acumulado em doze meses.
A alta de preços na região metropolitana do Rio entre
12 de junho de 2014 e 14 de julho de 2015 chegou a
10,04%, a segunda maior entre as onze regiões
metropolitanas do país pesquisadas pelo IBGE.
A maior taxa é de Curitiba, de 10,73%, enquanto a menor é
registrada em Belo Horizonte, de 7,86%. Na média
nacional, a inflação acumulada em doze meses é de 9,25%,
a mais alta desde dezembro de 2003, quando foi 9,86%.
Em 2015, a inflação acumulada até julho é de 7,19%, a
terceira maior entre as onze regiões metropolitanas, atrás
de Curitiba (8,20%) e Porto Alegre (7,57%). Quando se
olha o resultado mensal, no entanto, a inflação no Rio
mostrou desaceleração na passagem entre junho e julho,
de 0,89% para 0,38%.
Pelo resultado geral, o IPCA-15 ficou em 0,59% em julho,
que representa uma desaceleração frente à alta de 0,99%
de junho. A taxa é a mais elevada para o mês em cinco
anos, desde 2008. Em 12 meses, a inflação acumulada é de
9,25%, a mais alta desde dezembro de 2003, quando foi
9,86%. Entre janeiro e julho de 2015, a alta de preços foi de
6,90%.
Deflagrada em 17 de
março de 2014 pela
Polícia Federal (PF), a
Operação Lava Jato
desmontou um
esquema de lavagem de
dinheiro e evasão de
divisas que, segundo as
autoridades policiais,
movimentou cerca de
R$ 10 bilhões.
• A investigação resultou na descoberta de um esquema de
desvio de recursos da Petrobras. Segundo a PF e o Ministério
Público Federal (MPF), dirigentes da estatal estão envolvidos no
pagamento de propina a políticos e executivos de empresas que
firmaram contratos com a petroleira.
• Mais recentemente, as investigações descobriram
irregularidades também em contratos do Ministério da Saúde e
da Caixa Econômica Federal.
• Em 12 fases, a PF já cumpriu quase 400 mandados judiciais,
que incluem prisões preventivas, temporárias, busca e
apreensão e condução coercitiva (quando o suspeito é levado a
depor).
•
As investigações policiais e do MPF podem resultar ou não
na abertura de ações na Justiça. Ao todo, 19 ações penais e
5 ações civis públicas foram instauradas na Justiça Federal.
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da
Lava Jato na primeira instância do Judiciário, aceitou
denúncia contra 82 pessoas. São alvo de ações as
empreiteiras Camargo Corrêa, Sanko-Sider, Mendes
Júnior, OAS, Galvão Engenharia e Engevix.
EMPRESAS ENVOLVIDAS
Entenda a proposta que reduz a
maioridade penal para 16 anos
• Câmara criou comissão para analisar projeto apresentado há
22 anos. Texto permite que pena em prisão comum possa
valer a partir de 16 anos. A comissão especial criada nesta
terça-feira (31) na Câmara dos Deputados para discutir a
redução da maioridade penal para 16 anos vai analisar uma
proposta de emenda à Constituição (PEC 171/1993)
apresentada há 22 anos. Junto a esse texto, foram agrupadas
outras 37 proposições com o mesmo teor, que serão
analisadas em conjunto.
O texto original é de autoria do ex-deputado Benedito Domingos (PP-DF), e
altera a redação do artigo 228 da Constituição Federal, com o objetivo de
reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para a responsabilização penal.
O que determina a ConstituiçãoPelo artigo 228 da Constituição Federal, "são penalmente
inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da
legislação especial". A redação proposta pela PEC sugere que o
artigo seja substituído por: “São penalmente inimputáveis os
menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da legislação
especial”.
O que diz o ECA
A legislação especial ao qual a Constituição se refere trata-se,
atualmente, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o
estatuto, o adolescente menor de 18 anos que pratica ato infracional
pode ter, como medida socioeducativa, desde advertência e prestação
de serviços à comunidade até a internação em estabelecimento
educacional, uma “medida privativa da liberdade”
Justificativa da proposta

Na justificativa da PEC, o ex-deputado Domingos alega que a maioridade
penal foi fixada em 1940, quando os jovens, segundo ele, tinham "um
desenvolvimento mental inferior aos jovens de hoje da mesma idade".
De acordo com Domingos, "o acesso à informação, a liberdade de imprensa, a
ausência de censura prévia, a liberação sexual, dentre outros fatores",
aumentaram a capacidade de discernimento dos jovens para "entender o
caráter delituoso" e, por isso, capazes de serem responsabilizados
criminalmente.
"Se há algum tempo atrás se entendia que a capacidade de discernimento
tomava vulto a partir dos 18 anos, hoje, de maneira límpida e cristalina, o
mesmo ocorre quando nos deparamos com os adolescentes com mais de 16",
afirma o texto.
CRISE HÍDRICA NO BRASIL
Na virada do século, em 2001, o especialista em
recursos hídricos Marcos Freitas, então diretor da
Agência Nacional das Águas (ANA), foi convidado
por uma revista a fazer projeções sobre o futuro
do Brasil e como seria a vida dos brasileiros em
2015. À época, a resposta de Freitas pareceu um
tanto esdrúxula: o país, mesmo tendo o maior
volume de água doce do planeta, viveria uma
grave crise hídrica.
Panorama Histórico de
precipitações
A ORIGEM DA CRISE ESTA NÃO
ESTÁ NA FALTA DE CHUVA
A origem da crise energética provocada pela
estiagem no Sul e no Sudeste no início do ano pode
estar do outro lado do mundo. Segundo
meteorologistas ouvidos pela Agência Brasil, o país
está sendo afetado por um ciclo natural de
resfriamento do Oceano Pacífico, que se reflete em
alterações climáticas em grande parte do planeta.
Para o Brasil, o fenômeno indica a possibilidade de
as chuvas no centro-sul do país só voltaram ao
normal no verão de 2016.
 Chamado de oscilação interdecadal do Pacífico
ou oscilação decadal do Pacífico (PDO, na sigla
em inglês), o processo caracteriza-se pela sucessão
entre fases quentes e frias na área tropical do
Oceano Pacífico. Os ciclos duram de 20 a 30 anos
e são mais amplos que os fenômenos El Niño e La
Niña, que se alternam de dois a sete anos. Em
1999, o oceano entrou numa fase fria, que deve
durar até 2025 e se reflete em El Niños brandos e
La Niñas mais intensos.
para uma recessão em 2015',
afirma Dieese
• A economia brasileira
cresceu 0,1% em 2014,
segundo o desempenho
do Produto Interno
Bruto (PIB), divulgado
pelo IBGE na sexta-feira
(27). A soma da riqueza
do país atingiu R$ 5,5
trilhões, enquanto o PIB
per capita caiu, chegando
a R$ 27.229.
• O PIB per capita teve uma queda de 0,7%. O setor produtivo
caiu 1,2% no ano, enquanto o agropecuário subiu 0,4%. Os
serviços, que vinham crescendo de forma contínua, tiveram
em 2014 uma alta menos expressiva, de 0,7%.
• “Os resultados ruins da indústria de transformação
começaram a aparecer depois de 2009, quando ocorreu o
efeito mais agudo da crise financeira global; porém, esses
efeitos permanecem e crescem no cenário nacional. Portanto,
os números do PIB do setor produtivo indicam que a crise da
indústria de transformação iniciada naquele ano se alastra
para o setor de serviços.
• O governo tomou diversas medidas para tentar mudar a
conjuntura da indústria, só que as ações adotadas
mostraram-se muito pouco eficientes”, diz a coordenadora.
QUESTÃO HUMANITÁRIA NA EUROPA
Navio com cerca de 700 imigrantes naufraga no Mar
Mediterrâneo
ROMA — Entre 700 e 950 imigrantes ilegais
podem ter morrido no naufrágio de um barco
perto da costa da Líbia na madrugada deste
domingo, no que pode ser a pior tragédia ocorrida
no Mediterrâneo no pós-guerra — o naufrágio na
Lampedusa, em 2013, deixou 366 mortos e 20
desaparecidos. Se confirmado o desastre, o
número total de mortos desde o começo do ano
subirá para mais de 1.500 — somente na semana
passada, cerca de 400 pessoas morreram tentando
chegar a Itália.
 O naufrágio aconteceu depois de uma semana já
marcada por centenas de mortes no mar, ocorridas em
acidentes semelhantes nos dias anteriores.
Inicialmente, falava-se de até 700 pessoas a bordo, mas
um sobrevivente elevou o número a 950, incluindo 50
crianças e 200 mulheres. Só 28 pessoas foram
resgatadas, além de 24 corpos. Os passageiros vinham
de países como Argélia, Egito, Somália, Nigéria,
Senegal, Gana e Bangladesh, entre outros.
A embarcação, que partiu do Egito e pegou os
imigrantes num porto da Líbia, perto da cidade
de Zuwara, lançou um aviso de socorro durante a
madrugada, captado pela Guarda Costeira
italiana, que rapidamente alertou um cargueiro
português na área.
ONDA DE IMIGRAÇÃO ILEGAL A Europa enfrenta um desafio sem
precedentes com a nova onda de
imigração. Apenas no primeiro trimestre,
quase 57,3 mil ilegais chegaram ao
continente — praticamente o triplo do
mesmo período de 2014, ano em que já
haviam sido quebrados todos os
recordes. Diariamente, a Guarda Costeira
italiana ou navios mercantes resgatam
uma média de entre 500 e mil pessoas.
Em uma semana, mais de 11 mil
chegaram a ser resgatados. Mas, segundo
analistas, os líderes europeus continuam
encarando o problema humanitário com
uma resposta meramente policial.
A UE mantém atualmente o Triton, novo programa de
proteção de fronteiras substituto do Mare Nostrum, mais
abrangente e que acabou cancelado no ano passado
porque alguns políticos acreditavam que ele encorajaria os
imigrantes a deixar seus países. O sistema atual funciona
num limite de cerca de 50 quilômetros da costa da Itália.
Este desastre confirma a urgência de restaurar uma
operação de salvamento no mar e estabelecer vias legais
críveis para chegar à Europa.
Estado Islâmico (EI):
 Grupo muçulmano extremista fundado em 2004 no
Iraque, inicialmente como um braço da rede
terroristaAl-Qaeda– com o qual romperia
posteriormente. Até recentemente, o grupo era
conhecido como Estado Islâmico do Iraque e Levante
(EIIL, ou ISIS na sigla em inglês).
Islâmicos sunitas, seus militantes consideram os xiitas,
grupo predominante no Iraque, como infiéis que
merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que
se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou
enfrentar a pena de morte.
Islâmicos sunitas, seus militantes consideram os xiitas,
grupo predominante no Iraque, como infiéis que
merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que
se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou
enfrentar a pena de morte.
Seu objetivo é criar um Estado muçulmano que inclua
as zonas sunitas do Iraque e da Síria. A violenta ofensiva
do grupo tem apoio de sunitas descontentes com o
governo de Bashar Al-Assad na Síria e também com o
governo iraquiano xiita.
Sunitas e xiitas são duas correntes rivais do Islã e inimigos há
séculos. O Iraque já teve vários conflitos e atentados
envolvendo extremistas desses dois grupos.
Sunitas: É o nome dado aos adeptos da corrente majoritária do
islamismo. Constituem maioria em quase todos os países
muçulmanos, menos Irã e Iraque. O nome tem origem no fato
de aderirem à "Suna", livro que conta a vida de Maomé.
Originalmente, os sunitas teriam uma interpretação mais
flexível dos textos sagrados e adaptariam sua crença ao tempo
em que vivem. Sua ação política e religiosa é marcada pela
conciliação e pragmatismo, com o diálogo entre povos e
religiões. Porém, os sunitas do Estado Islâmico são radicais e
têm adotado uma conduta violenta no conflito.
Curdos: Os  curdos  são  um  povo  original  da  região  do 
Curdistão,  que  inclui  áreas  da  Turquia,  Iraque, Irã, Síria, 
Armênia e Azerbaijão.
Jihadistas: Os  militantes  do  Estado  Islâmico  são 
chamados  de  jihadistas,  nome  dado  aos  integrantes  da 
jihad, termo traduzido no Ocidente como “guerra santa”.
Yazidis: São  uma  minoria  de  língua  curda  e  que  segue 
uma  religião  pré-islâmica.  Injustamente  chamados  de 
"adoradores  do  diabo"  por  terem  uma  crença  diferente, 
vivem  em  pequenas  comunidades  isoladas  no  Iraque,  na 
Síria e na Turquia.
Europa comemora 70 anos do fim da Segunda Guerra
Mundial
A Segunda Grande Guerra durou quase seis anos, envolveu 
todos os continentes do planeta e custou a vida de mais de 
60  milhões  de  pessoas.  A  maior  parte  das  mortes  -  25 
milhões  -  ocorreu  na  antiga  União  Soviética,  que  junto 
com Grã-Bretanha e  Estados  Unidos  lideraram  as  forças 
aliadas.
Do outro lado estavam os agressores do eixo - Alemanha, 
Itália  e  Japão  -  encabeçados  pelo  ditador  nazista Adolf 
Hitler.
Além  dos  horrores  de  uma  campanha  militar  que  não 
poupou civis em nenhum dos lados, a guerra foi marcada 
pelo holocausto: o assassinato sistemático de cerca de seis 
milhões de judeus pelos nazistas.
Ao  lado  dos  aliados,  o  Brasil  passou  a  integrar  o 
conflito  em  1942.  Cerca  de  25  mil  soldados  da  Força 
Expedicionária Brasileira além de homens da Força Aérea 
lutaram na Itália.
O  fim  dos  combates  comemorado  na  Europa  não 
significou  o  fim  da  Guerra  Mundial.  O  império  japonês, 
que  recusava  a  se  render,  só  capitulou  três  meses  mais 
tarde, depois que os Estados Unidos lançaram uma bomba 
atômica sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki
Fim da ditadura completa 30
anos
Há exatos 30 anos o Brasil dava fim à ditadura. No dia 15 
de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito presidente, 
encerrando um período de 21 de regime militar. A votação 
aconteceu  no  colégio  eleitoral,  mas  teve  o  gostinho  de 
uma resposta à derrota da campanha pelas Diretas Já.
Durante  mais  de  um  ano, 
milhões de pessoas fizeram 
grandes  manifestações,  em 
todo  o  país,  para  exigir  o 
direito  de  eleger  o 
presidente  da  República. 
Porém,  no  dia  25  de  abril 
1984  veio  o  desastre:  o 
governo decretou estado de 
emergência  no  Distrito 
Federal  e  conseguiu  que  o 
Congresso  derrubasse  a 
emenda  das  Diretas  Já.  A 
frustração bateu forte.
A oposição decidiu reagir e ganhar a briga no terreno do 
adversário e lançou a candidatura do então governador de 
Minas  Gerais,  Tancredo  Neves,  para  a  presidência  da 
República. Ele  enfrentou Paulo Maluf no colégio eleitoral, 
formado  por  deputados  federais  e  representantes  das 
Assembléias Legislativas dos estados.
O  povo  não  pôde  votar,  mas  acompanhou  a  sessão  de 
perto  pela  TV.  Quando  o  resultado  saiu,  a  população 
comemorou:  Tancredo  Neves  foi  eleito  presidente  com 
480  votos  e  prometeu  que  esta  seria  a  última  eleição 
indireta do país.
Dois  meses  depois,  na  véspera  da  posse,  a  euforia  da 
vitória  acabou  de  repente.  Tancredo  Neves  foi  internado 
em  estado  grave  e  passou  por  várias  cirurgias,  mas  a 
doença  não  cedeu.
No dia 21 de abril, veio a confirmação de sua morte. 
Uma  multidão  compareceu  ao  velório  no  Palácio  da 
Liberdade, em Belo Horizonte. As grades do jardim foram 
abaixo e a viúva, Risoleta Neves, teve que pedir calma ao 
povo. O vice de Tancredo, José Sarney, foi quem assumiu a 
presidência e a promessa continuou de pé: ele foi o último 
presidente eleito indiretamente a tomar posse.
Para  o  cientista  político  Nilson  Borges,  o  grande  legado 
desses 30 anos de nova república é a estabilidade política: 
"Nós conseguimos instituições fortes e independentes. Nós 
temos  hoje  o  Congresso  funcionando,  o  Judiciário 
fucnionando,  nós  temos  partidos  políticos,  uma  polícia 
federal  independente,  um  Ministério  Público 
independente.  Então,  o  Brasil  atingiu  uma  maturidade 
política"

Atualidades Brasil e Mundo

  • 2.
    Desastres, violência eobras deixarão ao menos 1,6 milhão de deslocados no Brasil até 2016  Um estudo do Instituto Igarapé, que analisa segurança pública e desenvolvimento social no Brasil, estima que o país terá ao menos 1,6 milhão de pessoas deslocadas entre 2009 e 2016. São cidadãos forçados a deixar suas casas por causa de obras de infraestrutura, desastres naturais e pelo avanço da violência, nessa ordem, diz o canadense Robert Muggah, diretor de pesquisas da entidade. Os números impressionam, mas não podem ser confrontados com estatísticas oficiais. Os ministérios da Integração Nacional e das Cidades reconhecem que não há no país um cadastro de famílias deslocadas.
  • 4.
    Inflação já superadois dígitos no Rio em doze meses
  • 5.
    O Índice Nacionalde Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial no país, já passou de dois dígitos no Rio de Janeiro considerando o resultado acumulado em doze meses. A alta de preços na região metropolitana do Rio entre 12 de junho de 2014 e 14 de julho de 2015 chegou a 10,04%, a segunda maior entre as onze regiões metropolitanas do país pesquisadas pelo IBGE.
  • 6.
    A maior taxaé de Curitiba, de 10,73%, enquanto a menor é registrada em Belo Horizonte, de 7,86%. Na média nacional, a inflação acumulada em doze meses é de 9,25%, a mais alta desde dezembro de 2003, quando foi 9,86%. Em 2015, a inflação acumulada até julho é de 7,19%, a terceira maior entre as onze regiões metropolitanas, atrás de Curitiba (8,20%) e Porto Alegre (7,57%). Quando se olha o resultado mensal, no entanto, a inflação no Rio mostrou desaceleração na passagem entre junho e julho, de 0,89% para 0,38%. Pelo resultado geral, o IPCA-15 ficou em 0,59% em julho, que representa uma desaceleração frente à alta de 0,99% de junho. A taxa é a mais elevada para o mês em cinco anos, desde 2008. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 9,25%, a mais alta desde dezembro de 2003, quando foi 9,86%. Entre janeiro e julho de 2015, a alta de preços foi de 6,90%.
  • 7.
    Deflagrada em 17de março de 2014 pela Polícia Federal (PF), a Operação Lava Jato desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.
  • 8.
    • A investigaçãoresultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras. Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), dirigentes da estatal estão envolvidos no pagamento de propina a políticos e executivos de empresas que firmaram contratos com a petroleira. • Mais recentemente, as investigações descobriram irregularidades também em contratos do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. • Em 12 fases, a PF já cumpriu quase 400 mandados judiciais, que incluem prisões preventivas, temporárias, busca e apreensão e condução coercitiva (quando o suspeito é levado a depor). •
  • 9.
    As investigações policiaise do MPF podem resultar ou não na abertura de ações na Justiça. Ao todo, 19 ações penais e 5 ações civis públicas foram instauradas na Justiça Federal. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância do Judiciário, aceitou denúncia contra 82 pessoas. São alvo de ações as empreiteiras Camargo Corrêa, Sanko-Sider, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia e Engevix.
  • 10.
  • 12.
    Entenda a propostaque reduz a maioridade penal para 16 anos • Câmara criou comissão para analisar projeto apresentado há 22 anos. Texto permite que pena em prisão comum possa valer a partir de 16 anos. A comissão especial criada nesta terça-feira (31) na Câmara dos Deputados para discutir a redução da maioridade penal para 16 anos vai analisar uma proposta de emenda à Constituição (PEC 171/1993) apresentada há 22 anos. Junto a esse texto, foram agrupadas outras 37 proposições com o mesmo teor, que serão analisadas em conjunto. O texto original é de autoria do ex-deputado Benedito Domingos (PP-DF), e altera a redação do artigo 228 da Constituição Federal, com o objetivo de reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para a responsabilização penal.
  • 13.
    O que determinaa ConstituiçãoPelo artigo 228 da Constituição Federal, "são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial". A redação proposta pela PEC sugere que o artigo seja substituído por: “São penalmente inimputáveis os menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da legislação especial”. O que diz o ECA A legislação especial ao qual a Constituição se refere trata-se, atualmente, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o estatuto, o adolescente menor de 18 anos que pratica ato infracional pode ter, como medida socioeducativa, desde advertência e prestação de serviços à comunidade até a internação em estabelecimento educacional, uma “medida privativa da liberdade”
  • 14.
    Justificativa da proposta  Najustificativa da PEC, o ex-deputado Domingos alega que a maioridade penal foi fixada em 1940, quando os jovens, segundo ele, tinham "um desenvolvimento mental inferior aos jovens de hoje da mesma idade". De acordo com Domingos, "o acesso à informação, a liberdade de imprensa, a ausência de censura prévia, a liberação sexual, dentre outros fatores", aumentaram a capacidade de discernimento dos jovens para "entender o caráter delituoso" e, por isso, capazes de serem responsabilizados criminalmente. "Se há algum tempo atrás se entendia que a capacidade de discernimento tomava vulto a partir dos 18 anos, hoje, de maneira límpida e cristalina, o mesmo ocorre quando nos deparamos com os adolescentes com mais de 16", afirma o texto.
  • 15.
    CRISE HÍDRICA NOBRASIL Na virada do século, em 2001, o especialista em recursos hídricos Marcos Freitas, então diretor da Agência Nacional das Águas (ANA), foi convidado por uma revista a fazer projeções sobre o futuro do Brasil e como seria a vida dos brasileiros em 2015. À época, a resposta de Freitas pareceu um tanto esdrúxula: o país, mesmo tendo o maior volume de água doce do planeta, viveria uma grave crise hídrica.
  • 16.
  • 21.
    A ORIGEM DACRISE ESTA NÃO ESTÁ NA FALTA DE CHUVA A origem da crise energética provocada pela estiagem no Sul e no Sudeste no início do ano pode estar do outro lado do mundo. Segundo meteorologistas ouvidos pela Agência Brasil, o país está sendo afetado por um ciclo natural de resfriamento do Oceano Pacífico, que se reflete em alterações climáticas em grande parte do planeta. Para o Brasil, o fenômeno indica a possibilidade de as chuvas no centro-sul do país só voltaram ao normal no verão de 2016.
  • 22.
     Chamado deoscilação interdecadal do Pacífico ou oscilação decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), o processo caracteriza-se pela sucessão entre fases quentes e frias na área tropical do Oceano Pacífico. Os ciclos duram de 20 a 30 anos e são mais amplos que os fenômenos El Niño e La Niña, que se alternam de dois a sete anos. Em 1999, o oceano entrou numa fase fria, que deve durar até 2025 e se reflete em El Niños brandos e La Niñas mais intensos.
  • 23.
    para uma recessãoem 2015', afirma Dieese • A economia brasileira cresceu 0,1% em 2014, segundo o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo IBGE na sexta-feira (27). A soma da riqueza do país atingiu R$ 5,5 trilhões, enquanto o PIB per capita caiu, chegando a R$ 27.229.
  • 24.
    • O PIBper capita teve uma queda de 0,7%. O setor produtivo caiu 1,2% no ano, enquanto o agropecuário subiu 0,4%. Os serviços, que vinham crescendo de forma contínua, tiveram em 2014 uma alta menos expressiva, de 0,7%. • “Os resultados ruins da indústria de transformação começaram a aparecer depois de 2009, quando ocorreu o efeito mais agudo da crise financeira global; porém, esses efeitos permanecem e crescem no cenário nacional. Portanto, os números do PIB do setor produtivo indicam que a crise da indústria de transformação iniciada naquele ano se alastra para o setor de serviços. • O governo tomou diversas medidas para tentar mudar a conjuntura da indústria, só que as ações adotadas mostraram-se muito pouco eficientes”, diz a coordenadora.
  • 25.
    QUESTÃO HUMANITÁRIA NAEUROPA Navio com cerca de 700 imigrantes naufraga no Mar Mediterrâneo
  • 26.
    ROMA — Entre700 e 950 imigrantes ilegais podem ter morrido no naufrágio de um barco perto da costa da Líbia na madrugada deste domingo, no que pode ser a pior tragédia ocorrida no Mediterrâneo no pós-guerra — o naufrágio na Lampedusa, em 2013, deixou 366 mortos e 20 desaparecidos. Se confirmado o desastre, o número total de mortos desde o começo do ano subirá para mais de 1.500 — somente na semana passada, cerca de 400 pessoas morreram tentando chegar a Itália.
  • 28.
     O naufrágioaconteceu depois de uma semana já marcada por centenas de mortes no mar, ocorridas em acidentes semelhantes nos dias anteriores. Inicialmente, falava-se de até 700 pessoas a bordo, mas um sobrevivente elevou o número a 950, incluindo 50 crianças e 200 mulheres. Só 28 pessoas foram resgatadas, além de 24 corpos. Os passageiros vinham de países como Argélia, Egito, Somália, Nigéria, Senegal, Gana e Bangladesh, entre outros. A embarcação, que partiu do Egito e pegou os imigrantes num porto da Líbia, perto da cidade de Zuwara, lançou um aviso de socorro durante a madrugada, captado pela Guarda Costeira italiana, que rapidamente alertou um cargueiro português na área.
  • 29.
    ONDA DE IMIGRAÇÃOILEGAL A Europa enfrenta um desafio sem precedentes com a nova onda de imigração. Apenas no primeiro trimestre, quase 57,3 mil ilegais chegaram ao continente — praticamente o triplo do mesmo período de 2014, ano em que já haviam sido quebrados todos os recordes. Diariamente, a Guarda Costeira italiana ou navios mercantes resgatam uma média de entre 500 e mil pessoas. Em uma semana, mais de 11 mil chegaram a ser resgatados. Mas, segundo analistas, os líderes europeus continuam encarando o problema humanitário com uma resposta meramente policial.
  • 30.
    A UE mantématualmente o Triton, novo programa de proteção de fronteiras substituto do Mare Nostrum, mais abrangente e que acabou cancelado no ano passado porque alguns políticos acreditavam que ele encorajaria os imigrantes a deixar seus países. O sistema atual funciona num limite de cerca de 50 quilômetros da costa da Itália. Este desastre confirma a urgência de restaurar uma operação de salvamento no mar e estabelecer vias legais críveis para chegar à Europa.
  • 31.
    Estado Islâmico (EI): Grupo muçulmano extremista fundado em 2004 no Iraque, inicialmente como um braço da rede terroristaAl-Qaeda– com o qual romperia posteriormente. Até recentemente, o grupo era conhecido como Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL, ou ISIS na sigla em inglês). Islâmicos sunitas, seus militantes consideram os xiitas, grupo predominante no Iraque, como infiéis que merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou enfrentar a pena de morte.
  • 32.
    Islâmicos sunitas, seusmilitantes consideram os xiitas, grupo predominante no Iraque, como infiéis que merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou enfrentar a pena de morte. Seu objetivo é criar um Estado muçulmano que inclua as zonas sunitas do Iraque e da Síria. A violenta ofensiva do grupo tem apoio de sunitas descontentes com o governo de Bashar Al-Assad na Síria e também com o governo iraquiano xiita.
  • 33.
    Sunitas e xiitassão duas correntes rivais do Islã e inimigos há séculos. O Iraque já teve vários conflitos e atentados envolvendo extremistas desses dois grupos. Sunitas: É o nome dado aos adeptos da corrente majoritária do islamismo. Constituem maioria em quase todos os países muçulmanos, menos Irã e Iraque. O nome tem origem no fato de aderirem à "Suna", livro que conta a vida de Maomé. Originalmente, os sunitas teriam uma interpretação mais flexível dos textos sagrados e adaptariam sua crença ao tempo em que vivem. Sua ação política e religiosa é marcada pela conciliação e pragmatismo, com o diálogo entre povos e religiões. Porém, os sunitas do Estado Islâmico são radicais e têm adotado uma conduta violenta no conflito.
  • 34.
    Curdos: Os  curdos  são um  povo  original  da  região  do  Curdistão,  que  inclui  áreas  da  Turquia,  Iraque, Irã, Síria,  Armênia e Azerbaijão. Jihadistas: Os  militantes  do  Estado  Islâmico  são  chamados  de  jihadistas,  nome  dado  aos  integrantes  da  jihad, termo traduzido no Ocidente como “guerra santa”. Yazidis: São  uma  minoria  de  língua  curda  e  que  segue  uma  religião  pré-islâmica.  Injustamente  chamados  de  "adoradores  do  diabo"  por  terem  uma  crença  diferente,  vivem  em  pequenas  comunidades  isoladas  no  Iraque,  na  Síria e na Turquia.
  • 35.
    Europa comemora 70anos do fim da Segunda Guerra Mundial A Segunda Grande Guerra durou quase seis anos, envolveu  todos os continentes do planeta e custou a vida de mais de  60  milhões  de  pessoas.  A  maior  parte  das  mortes  -  25  milhões  -  ocorreu  na  antiga  União  Soviética,  que  junto  com Grã-Bretanha e  Estados  Unidos  lideraram  as  forças  aliadas. Do outro lado estavam os agressores do eixo - Alemanha,  Itália  e  Japão  -  encabeçados  pelo  ditador  nazista Adolf  Hitler. Além  dos  horrores  de  uma  campanha  militar  que  não  poupou civis em nenhum dos lados, a guerra foi marcada  pelo holocausto: o assassinato sistemático de cerca de seis  milhões de judeus pelos nazistas.
  • 36.
    Ao  lado  dos aliados,  o  Brasil  passou  a  integrar  o  conflito  em  1942.  Cerca  de  25  mil  soldados  da  Força  Expedicionária Brasileira além de homens da Força Aérea  lutaram na Itália. O  fim  dos  combates  comemorado  na  Europa  não  significou  o  fim  da  Guerra  Mundial.  O  império  japonês,  que  recusava  a  se  render,  só  capitulou  três  meses  mais  tarde, depois que os Estados Unidos lançaram uma bomba  atômica sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki
  • 37.
    Fim da ditaduracompleta 30 anos Há exatos 30 anos o Brasil dava fim à ditadura. No dia 15  de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito presidente,  encerrando um período de 21 de regime militar. A votação  aconteceu  no  colégio  eleitoral,  mas  teve  o  gostinho  de  uma resposta à derrota da campanha pelas Diretas Já.
  • 38.
    Durante  mais  de um  ano,  milhões de pessoas fizeram  grandes  manifestações,  em  todo  o  país,  para  exigir  o  direito  de  eleger  o  presidente  da  República.  Porém,  no  dia  25  de  abril  1984  veio  o  desastre:  o  governo decretou estado de  emergência  no  Distrito  Federal  e  conseguiu  que  o  Congresso  derrubasse  a  emenda  das  Diretas  Já.  A  frustração bateu forte.
  • 39.
    A oposição decidiu reagir e ganhar a briga no terreno do  adversário e lançou a candidatura do então governador de  Minas  Gerais,  Tancredo Neves,  para  a  presidência  da  República. Ele  enfrentou Paulo Maluf no colégio eleitoral,  formado  por  deputados  federais  e  representantes  das  Assembléias Legislativas dos estados. O  povo  não  pôde  votar,  mas  acompanhou  a  sessão  de  perto  pela  TV.  Quando  o  resultado  saiu,  a  população  comemorou:  Tancredo  Neves  foi  eleito  presidente  com  480  votos  e  prometeu  que  esta  seria  a  última  eleição  indireta do país. Dois  meses  depois,  na  véspera  da  posse,  a  euforia  da  vitória  acabou  de  repente.  Tancredo  Neves  foi  internado  em  estado  grave  e  passou  por  várias  cirurgias,  mas  a  doença  não  cedeu. No dia 21 de abril, veio a confirmação de sua morte. 
  • 40.
    Uma  multidão  compareceu ao  velório  no  Palácio  da  Liberdade, em Belo Horizonte. As grades do jardim foram  abaixo e a viúva, Risoleta Neves, teve que pedir calma ao  povo. O vice de Tancredo, José Sarney, foi quem assumiu a  presidência e a promessa continuou de pé: ele foi o último  presidente eleito indiretamente a tomar posse.
  • 41.
    Para  o  cientista político  Nilson  Borges,  o  grande  legado  desses 30 anos de nova república é a estabilidade política:  "Nós conseguimos instituições fortes e independentes. Nós  temos  hoje  o  Congresso  funcionando,  o  Judiciário  fucnionando,  nós  temos  partidos  políticos,  uma  polícia  federal  independente,  um  Ministério  Público  independente.  Então,  o  Brasil  atingiu  uma  maturidade  política"