Prof. Msc Daniel Dias Rodrigues os
GEOGRAFIA DE RORAIMA
Nome: Estado de Roraima
Capital: Boa Vista
Área: 224.298,98 Km² Região Norte: 5,8%
País: 2,64%
Localização:
Extremo Norte do Brasil
CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
Limites:
Norte – República Bolivariana da Venezuela
Sul – Estado do Amazonas e Pará
Leste – República Cooperativista da Guiana
Oeste – Estado do Amazonas e República Bolivariana da Venezuela
Fronteiras internacionais
Fronteiras nacionais
Roraima
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
FISIOGRAFIA
Geologia
Características
Datada paleoproterzóico ao fanerozóico
Grande variedade geológica - Rochas e Minerais
Rochas ígneas; Matamórficas e Sedimentares
Escudo das Guianas
Terrenos Sedimentares
Relevo
• O relevo de Roraima origina-se sobre área de sedimentação
antiga, com predomínio de planaltos de formas e altitudes
variadas.
• Observando o mapa de Roraima de Norte para Sul, é como se
fosse uma escadaria, composta por vários degraus.
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
O Planalto Sedimentar Roraima constitui relevos tabulares esculpidos em rochas
sedimentares e metassedimentares do Grupo Roraima, incluindo as maiores
altitudes do Estado de Roraima, que variam de 1000 a quase 3000 m
aproximadamente, como exemplo o Monte Roraima com 2875m, RADAM (1975).
Planalto do Interflúvio Amazonas – Orenoco
Esta unidade morfoestrutural é constituída por conjuntos de montanhas, cujas altitudes variam
de 600 a mais de 2000 metros, que se estendem preferencialmente na direção NE-SW no norte
do estado. Em termos morfológicos caracteriza-se por formas dissecadas em cristas e colinas
com vertentes ravinadas de forte declive e vales encaixados, resultantes, em grande parte, ao
controle tectono – estrutural de zonas de cisalhamento transcorrentes e fraturamentos.
PATAMAR DISSECADO DE RORAIMA
Esse compartimento em geral apresenta vertentes de declividade mediana a suavemente
entalhadas por sulcos e cabeceiras de drenagem de primeira ordem.
Topograficamente corresponde a uma área de transição entre o Planalto do interflúvio
Amazonas-Orinoco e a Depressão Boa Vista que se apresenta predominantemente no centro-
noroeste e mais restritamente na fronteira sul do Estado.
DEPRESSÃO BOA VISTA
Distribui- se na sub-região hídrica do Tacutu, apresenta pequenas elevações dispersas
na região conhecidas como "tesos" correspondendo a remanescente residuais de origens
diversas (lateritos, rochas pré-cambrianas e mesozoicas), assim como uma superfície
pediplanada abrangendo extensas áreas abaciadas com forte orientação
da rede de drenagem relacionada aos domínios do Grábem do Tacutu.
Planalto Residual de Roraima
Esta unidade sobressai em meio a um relevo colinoso do Planalto Dissecado Norte
da Amazônia e as áreas aplainadas do Pediplano Rio Branco – Rio Negro (Franco et al. 1975).
Constitui uma morfologia de erosão diferencial com controle estrutural, elaborada em rochas
de suítes magmáticas e metamórficas e representada por serras e maciços montanhosos
isolados de vertentes intensamente ravinadas, formados por cristas e pontões alinhados na
direção preferencial NE-SW do Cinturão de Cisalhamento Guiana Central
Pediplano Rio Branco – Rio Negro
Esta unidade compreende uma extensa superfície de aplanamento (Figura 6) que
apresenta áreas conservadas e dissecadas em rochas pré-cambrianas, sedimentos
inconsolidados de cobertura terciária a pleistocênica, com altitudes variando de 80 a
160 metros. Pequenas ondulações, conhecidas regionalmente por “tesos”, elaboradas
em blocos concrecionários lateríticos, marcam os interflúvios dos inúmeros igarapés na
sua maioria intermitentes, e que são bordejados por palmeiras de buritis (Mauritia
flexuosa) formando belas veredas que se destacam na paisagem local. Nas áreas
abaciadas se formam inúmeros lagos de forma geralmente circular e isolados por tesos,
podendo também ser encontrados de forma coalescentes formando igarapés
Sendo extensa superfície de aplainamento correspondendo ao nível mais baixo na área,
com altitudes variando de 80 a 160 metros, com declividade regional fraca em direção a
calha do rio Negro, ao sul.
Depressão Rio Negro-Rio Branco
Essa unidade se encontra sobre os sedimentos da Formação Iça e sedimentação
holocênica. Corresponde dominantemente a grandes áreas abaciadas geralmente
arenosas em suas partes mais elevadas e nos setores mais rebaixados ocupa grandes
áreas perenemente alagadas inclusive sob superfície florestada.
Esta unidade de relevo tem grande expressão espacial na área, constitui
extensa área aplainada, tendo na parte mais meridional áreas de
acumulação recentes e inundáveis.
Clima
Basicamente Equatorial e tropical -úmido.
Temperaturamédia anual no estado entre 24° C e 26° C
Nos planaltos mais elevados no mês mais frio, varia de 15º e 18ºC. Nas partes mais baixas a
temperatura chega a 36ºC.
Média de precipitação irrregular no estado - Decréscimo de sudoeste para nordeste - 2300 a
1600 mm
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
Hidrografia
• A maioria dos rios do Estado pertence à Bacia do rio Branco,
afluente mais importante da margem esquerda do rio Negro.
• Seu curso d’água inicia-se na confluência dos rios Uraricoera e
Tacutu, a aproximadamente 40 km de Boa Vista, sua extensão
total é 548 Km.
• O regime hidrográfico da Bacia do rio Branco é definido por
um período de cheia, nos meses de março a setembro, sendo a
maior enchente no mês de junho.
• No período seco (outubro a março), as águas baixam
consideravelmente, dificultando, inclusive, a navegação no
baixo rio Branco.
• O rio Branco tem seu curso dividido em três segmentos:
• Alto rio Branco: do ponto de Junção (Tacutu com Uraricoera)
até as corredeiras do Bem-querer, com 172 km de extensão;
• Médio rio Branco: das corredeiras do Bem-querer até Vista
Alegre, numa extensão de 24 km, neste segmento situa-se a
cidade de Caracaraí;
• Baixo rio Branco: de Vista Alegre até a foz no rio Negro,
numa extensão de 386 km.
• O rio Uraricoera com 650 km de extensão é o maior rio de
Roraima.
• Nasce no divisor de águas entre as bacias dos rios Orinoco e
Negro e corre na direção oeste/leste até encontrar o rio Tacutu
e formar o Branco.
• Na hidrografia de Roraima, merecem destaque ainda os rios:
• Maú, que junto com o Tacutu fazem a fronteira Brasil/Guiana;
• Cotingo, que possui o maior potencial hidrelétrico de
Roraima;
• Uailã, rio brasileiro de nascente mais setentrional;
• Jatapu, por possuir a única hidrelétrica do Estado;
• Jauaperi e Alalaú, por fazerem o limite com o estado do
Amazonas.
Solos e vegetação
• Com um clima tipicamente Equatorial/tropical em que
predomina o intemperismo químico, associado à diversidade
do relevo, vegetação e geologia, Roraima apresenta uma
grande variedade de solos, alguns com moderada aptidão
agrícola, com predomínio de solos Argisolo e o Latossolos.
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
• A maior parte do Estado de Roraima apresenta solos com
moderada aptidão agrícola e aptidão parcial para pecuária.
• São 160.000 Km² compostos por Latossolo Amarelo,
Latossolo Vermelho Amarelo e Podzólico Vermelho Amarelo.
• Encontram-se ainda no Estado, 2.750 Km² de solos com
elevada aptidão agrícola, compostos por Latossolo Vermelho
Escuro e Terra Roxa Estruturada e 41.000 Km² de solos de
aptidão agrícola localizada ou restrita, compostos por solos
Litólicos e Aluviões.
• No restante, encontram-se solos com baixa ou nenhuma
aptidão agrícola ou pecuária, caracterizados por
Hidromórficos, Planossolos, Areias Quartzosas,
Concrecionário Laterítico.
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
As terras que apresentam melhores possibilidades de utilização para agricultura e
pecuária são as de classe II (regular), correspondendo a 41,55% da área do Estado
ou aproximadamente 9.350.000 ha. Porém, para que esta área produza em níveis
razoáveis é necessário corrigir sua fertilização e adotar medidas apropriadas de
utilização e manejo.
Localizado no centro-norte do Estado, a região possui uma área de 1,5 milhão de
hectares, com boa aptidão agropecuária, livre de postulações institucionais.
São culturas mecanizáveis em todas as etapas de sua produção, e por isso, podem
responder rapidamente a um estímulo governamental orientado para a produção de
alimentos, tanto para o abastecimento interno como exportação.
A introdução de técnicas de irrigação no cerrado permitirá a prática de culturas
perenes e hortaliças. Além de possibilitar 2 a 3 safras anuais das culturas de ciclo
curto (mandioca, milho, soja, arroz, etc), o que elevaria significativamente a
produtividade das mesmas.
A utilização racional das áreas projetadas elevaria significativamente a oferta de
grãos, possibilitaria praticamente dobrar o rebanho bovino, além de criar condições
para o desenvolvimento da avicultura, suinocultura, ovinocultura e produção de leite
e pastagens.
Recursos Minerais
• Estudos indicam Roraima como área de grande potencialidade
mineral.
• Além de ouro e diamante, o Estado dispõe de minérios
radioativos, zinco, ferro, thório, topázio, cassiterita, calcário e
muitos outros.
• A exploração desses recursos ainda é incipiente, devido a
diversos fatores.
• Mas existe uma pequena e permanente extração de diamantes e
ouro em vários sítios, feita de forma clandestina, com baixa
eficiência e degradação do meio ambiente.
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
Estrutura fundiária
• O estado de Roraima detém um espaço geográfico de
22.429.898 hectares, sendo 90% desta área sob o domínio da
União e 10% sob o domínio do Estado.
• Das terras sob o domínio da União, 46,37% estão ocupadas
por terras indígenas, 8,42% por unidades de conservação e
preservação ambiental e 1,22% são terras pertencentes ao
Exército.
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
Importa destacar, também, que o estado de Roraima apresenta
uma singularidade em relação aos demais entes da federação,
quanto a sua situação fundiária, uma vez que 61,2% de seu
território encontra-se sob jurisdição de instituições federais na
forma de áreas institucionais. Distribuídos da seguinte forma:
45,68% constituem-se em terras sob o domínio da FUNAI (terras
indígenas); 8,63% sob a administração do Instituto Chico Mendes
de Conservação da Biodiversidade – Imbuo (unidades de
conservação federal); 5,49% sob o domínio do INCRA (projetos
de assentamentos) e 1,22% são áreas do Ministério da Defesa
(SEPLAN, 2019a)
Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
Questão indígena
• vivem no Estado de Roraima cerca de 97.668 Indígenas (IBGE
2022), pertencentes a nove etnias, distribuídos em 32 Terras
Indígenas (TI’s), espalhadas em 14 dos 15 municípios
existentes.
• As TI’s têm dimensões diferenciadas, formando dentro do
Estado, um território de 10.401.800,00 ha, que lhe representa
46,40% do espaço físico, conforme referido anteriormente.
• Representa, também, uma densidade demográfica de 2,49
km/hab e uma área média de 249,23 ha/ habitante.
• ÁREAS DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL 2007.
UNID.CONSERVAÇÃO ÁREA (ha)
• Est. Ecológico Niquiá 286.600,0000
• Est. Ecológico Maracá 101.312,0000
• Est. Ecológico Caracaraí 80.560,0000
• Parq. Nac. Monte Roraima ( * )
• Parq. Nac. Serra da Mocidade 350.960,4520
• Parq. Nac. Viruá 227.011,0000
• Floresta Nac. de Roraima ( * * ) 171.900,0000
• Floresta Nac. Jauaperí 167.998,0000
• Floresta Nac. Anauá 225.778,0000
• Floresta Nac. do Paredão 129.641,6000
• Reserva Florestal do Parima 146.237,9592
• TOTAL 1.887.999,0112
• Legenda:
• ( * ) Área totalmente inserida nas terras indígenas
• ( * * ) Parcela não inserida nas terras indígenas
Demografia
Fonte: IBGE, 2022
Fonte: IBGE, 2022
Fonte: IBGE, 2022
Fonte: IBGE, 2022
PROCESSO DE URBANIZAÇÃO
• Processo tardio, incipiente e precário
• Macrocefalia urbana
• Mudança no padrão – processo de integração
*Através das rodovias
• Mudança no padrão
Flúvio-Linear / Rodoviário-Linear – Novo Modelo de
localizaçao dos lugares.
• Rodovias, que favoreceram a gênese de núcleos
embrionários que proporcionarão, no futuro, a perspectivas
de renovação da divisão geopolítica roraimense.
• São pequenos povoados que surgem e favorecem uma
continuidade ao longo do percurso, por exemplo, Jundiá,
Equador, Nova Colina, Martins Pereira, Novo Paraíso,
Petrolina do Norte, Vista Alegre, São Raimundo, Três
Corações, entre outros, ao longo da rodovia BR-174,
Moderna e Entre Rios na rodovia BR-210.
• Três etapas para a gênese desses lugares: ocorre um
assentamento intencional, com objetivo provisório e
temporário com um determinado objetivo. Em seguida,
o que ocorre é uma espontaneidade, por parte de
pioneiros, de se assentarem e produzirem para
sobreviverem num espaço antes relativamente
estruturado. Finalmente, o Estado chega e intervém com
políticas de projetos de colonização dinamizando o
lugar.
• Equador, Nova colina, Martins Pereira.
Até o início da década de 1980, a expansão urbana da capital
roraimense foi capitaneada pelo governo, que, “visando a
segurança nacional, promoveu o crescimento populacional do
Território por meio de uma política urbana concentrada na
capital […]”. Já em 1991, através da Lei nº 244, que
regulamenta o Plano Diretor do município de Boa Vista, foram
criados mais 30 bairros. Em 1999 o Plano Diretor foi alterado,
redefinindo os limites de alguns bairros e acrescentando mais
18. Em 2000 a cidade já contava com 49 bairros e em 2011,
com os novos bairros criados em 2007 (São Bento) e 2010
(Said Salomão), já são 55, expandindo a área urbana para a
região oeste.
Boa Vista possui três espaços urbanos distintos: primeiro,
o arruamento histórico do núcleo embrionário, às margens
do rio Branco; segundo, o espaço definido no projeto
urbanístico radial concêntrico de 1944; e terceiro (mancha
urbana), a área que perpassa os limites do projeto inicial a
partir dos anos 1970 e se consolida com a expansão urbana
a partir dos anos 1990.
• Gênese espontânea. Meados do século XIX
• Século XX introdução do modelo radial concêntrico.
Darcy Aleixo.
Determina o processo de ocupação e expansão até 1980.
Em termos econômicos, a capital responde por mais de 80% do PIB
estadual, concentrando 80% dos estabelecimentos comerciais,
responsáveis por aproximadamente 70% das ativi- dades privadas
no estado. Possui sozinha mais estabelecimentos financeiros,
hospitalares e educacionais do que o restante (14) dos municípios,
e é sede das principais instituições públicas, tanto da administração
direta como indireta.
MACROCEFALIA URBANA.
O que ocorreu efetivamente após os anos 1980 foi a incorporação de novas
áreas mediante a proliferação desordenada de loteamentos, “respondendo
especialmente a interesses políticos de assentamentos de migrantes que
eram induzidos a se deslocarem para Boa Vista. Os anos 1990 reproduziram
a expansão urbana ocorrida na década anterior, num ritmo ainda mais
intenso. Com o crescimento da migração intraestadual, em função da
desativação dos garimpos e da falência dos projetos de assentamentos
rurais no interior do estado, houve uma desordenada expansão da área
urbana, resultando na criação de novos bairros. Durante essa década foram
criados ao menos 16 bairros, sobretudo na região oeste da cidade.
Nos dois primeiros períodos (1890/1943 e 1943/1980) o
protagonismo esteve com o Estado, responsável pela
expansão urbana através de políticas de ocupação para a
região.
Num terceiro momento, pós-1980 até a atualidade, tanto
o capital quanto os habitantes da cidade têm exercido
papel importante na configuração do espaço urbano de
Boa Vista

aspectos fisicos e humanos de Roraima.pptx

  • 1.
    Prof. Msc DanielDias Rodrigues os GEOGRAFIA DE RORAIMA
  • 2.
    Nome: Estado deRoraima Capital: Boa Vista Área: 224.298,98 Km² Região Norte: 5,8% País: 2,64% Localização: Extremo Norte do Brasil CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 3.
    Limites: Norte – RepúblicaBolivariana da Venezuela Sul – Estado do Amazonas e Pará Leste – República Cooperativista da Guiana Oeste – Estado do Amazonas e República Bolivariana da Venezuela Fronteiras internacionais Fronteiras nacionais
  • 4.
    Roraima Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 6.
  • 7.
    Geologia Características Datada paleoproterzóico aofanerozóico Grande variedade geológica - Rochas e Minerais Rochas ígneas; Matamórficas e Sedimentares Escudo das Guianas Terrenos Sedimentares
  • 9.
    Relevo • O relevode Roraima origina-se sobre área de sedimentação antiga, com predomínio de planaltos de formas e altitudes variadas. • Observando o mapa de Roraima de Norte para Sul, é como se fosse uma escadaria, composta por vários degraus.
  • 10.
    Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 11.
    Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 12.
    O Planalto SedimentarRoraima constitui relevos tabulares esculpidos em rochas sedimentares e metassedimentares do Grupo Roraima, incluindo as maiores altitudes do Estado de Roraima, que variam de 1000 a quase 3000 m aproximadamente, como exemplo o Monte Roraima com 2875m, RADAM (1975).
  • 14.
    Planalto do InterflúvioAmazonas – Orenoco Esta unidade morfoestrutural é constituída por conjuntos de montanhas, cujas altitudes variam de 600 a mais de 2000 metros, que se estendem preferencialmente na direção NE-SW no norte do estado. Em termos morfológicos caracteriza-se por formas dissecadas em cristas e colinas com vertentes ravinadas de forte declive e vales encaixados, resultantes, em grande parte, ao controle tectono – estrutural de zonas de cisalhamento transcorrentes e fraturamentos.
  • 16.
    PATAMAR DISSECADO DERORAIMA Esse compartimento em geral apresenta vertentes de declividade mediana a suavemente entalhadas por sulcos e cabeceiras de drenagem de primeira ordem. Topograficamente corresponde a uma área de transição entre o Planalto do interflúvio Amazonas-Orinoco e a Depressão Boa Vista que se apresenta predominantemente no centro- noroeste e mais restritamente na fronteira sul do Estado.
  • 18.
    DEPRESSÃO BOA VISTA Distribui-se na sub-região hídrica do Tacutu, apresenta pequenas elevações dispersas na região conhecidas como "tesos" correspondendo a remanescente residuais de origens diversas (lateritos, rochas pré-cambrianas e mesozoicas), assim como uma superfície pediplanada abrangendo extensas áreas abaciadas com forte orientação da rede de drenagem relacionada aos domínios do Grábem do Tacutu.
  • 21.
    Planalto Residual deRoraima Esta unidade sobressai em meio a um relevo colinoso do Planalto Dissecado Norte da Amazônia e as áreas aplainadas do Pediplano Rio Branco – Rio Negro (Franco et al. 1975). Constitui uma morfologia de erosão diferencial com controle estrutural, elaborada em rochas de suítes magmáticas e metamórficas e representada por serras e maciços montanhosos isolados de vertentes intensamente ravinadas, formados por cristas e pontões alinhados na direção preferencial NE-SW do Cinturão de Cisalhamento Guiana Central
  • 24.
    Pediplano Rio Branco– Rio Negro Esta unidade compreende uma extensa superfície de aplanamento (Figura 6) que apresenta áreas conservadas e dissecadas em rochas pré-cambrianas, sedimentos inconsolidados de cobertura terciária a pleistocênica, com altitudes variando de 80 a 160 metros. Pequenas ondulações, conhecidas regionalmente por “tesos”, elaboradas em blocos concrecionários lateríticos, marcam os interflúvios dos inúmeros igarapés na sua maioria intermitentes, e que são bordejados por palmeiras de buritis (Mauritia flexuosa) formando belas veredas que se destacam na paisagem local. Nas áreas abaciadas se formam inúmeros lagos de forma geralmente circular e isolados por tesos, podendo também ser encontrados de forma coalescentes formando igarapés Sendo extensa superfície de aplainamento correspondendo ao nível mais baixo na área, com altitudes variando de 80 a 160 metros, com declividade regional fraca em direção a calha do rio Negro, ao sul.
  • 26.
    Depressão Rio Negro-RioBranco Essa unidade se encontra sobre os sedimentos da Formação Iça e sedimentação holocênica. Corresponde dominantemente a grandes áreas abaciadas geralmente arenosas em suas partes mais elevadas e nos setores mais rebaixados ocupa grandes áreas perenemente alagadas inclusive sob superfície florestada.
  • 28.
    Esta unidade derelevo tem grande expressão espacial na área, constitui extensa área aplainada, tendo na parte mais meridional áreas de acumulação recentes e inundáveis.
  • 30.
    Clima Basicamente Equatorial etropical -úmido. Temperaturamédia anual no estado entre 24° C e 26° C Nos planaltos mais elevados no mês mais frio, varia de 15º e 18ºC. Nas partes mais baixas a temperatura chega a 36ºC. Média de precipitação irrregular no estado - Decréscimo de sudoeste para nordeste - 2300 a 1600 mm Fonte:Atlas escolar geográfico de Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 31.
    Hidrografia • A maioriados rios do Estado pertence à Bacia do rio Branco, afluente mais importante da margem esquerda do rio Negro. • Seu curso d’água inicia-se na confluência dos rios Uraricoera e Tacutu, a aproximadamente 40 km de Boa Vista, sua extensão total é 548 Km. • O regime hidrográfico da Bacia do rio Branco é definido por um período de cheia, nos meses de março a setembro, sendo a maior enchente no mês de junho. • No período seco (outubro a março), as águas baixam consideravelmente, dificultando, inclusive, a navegação no baixo rio Branco.
  • 32.
    • O rioBranco tem seu curso dividido em três segmentos: • Alto rio Branco: do ponto de Junção (Tacutu com Uraricoera) até as corredeiras do Bem-querer, com 172 km de extensão; • Médio rio Branco: das corredeiras do Bem-querer até Vista Alegre, numa extensão de 24 km, neste segmento situa-se a cidade de Caracaraí; • Baixo rio Branco: de Vista Alegre até a foz no rio Negro, numa extensão de 386 km. • O rio Uraricoera com 650 km de extensão é o maior rio de Roraima. • Nasce no divisor de águas entre as bacias dos rios Orinoco e Negro e corre na direção oeste/leste até encontrar o rio Tacutu e formar o Branco.
  • 34.
    • Na hidrografiade Roraima, merecem destaque ainda os rios: • Maú, que junto com o Tacutu fazem a fronteira Brasil/Guiana; • Cotingo, que possui o maior potencial hidrelétrico de Roraima; • Uailã, rio brasileiro de nascente mais setentrional; • Jatapu, por possuir a única hidrelétrica do Estado; • Jauaperi e Alalaú, por fazerem o limite com o estado do Amazonas.
  • 36.
    Solos e vegetação •Com um clima tipicamente Equatorial/tropical em que predomina o intemperismo químico, associado à diversidade do relevo, vegetação e geologia, Roraima apresenta uma grande variedade de solos, alguns com moderada aptidão agrícola, com predomínio de solos Argisolo e o Latossolos.
  • 37.
    Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 38.
    • A maiorparte do Estado de Roraima apresenta solos com moderada aptidão agrícola e aptidão parcial para pecuária. • São 160.000 Km² compostos por Latossolo Amarelo, Latossolo Vermelho Amarelo e Podzólico Vermelho Amarelo. • Encontram-se ainda no Estado, 2.750 Km² de solos com elevada aptidão agrícola, compostos por Latossolo Vermelho Escuro e Terra Roxa Estruturada e 41.000 Km² de solos de aptidão agrícola localizada ou restrita, compostos por solos Litólicos e Aluviões. • No restante, encontram-se solos com baixa ou nenhuma aptidão agrícola ou pecuária, caracterizados por Hidromórficos, Planossolos, Areias Quartzosas, Concrecionário Laterítico.
  • 39.
    Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 40.
    As terras queapresentam melhores possibilidades de utilização para agricultura e pecuária são as de classe II (regular), correspondendo a 41,55% da área do Estado ou aproximadamente 9.350.000 ha. Porém, para que esta área produza em níveis razoáveis é necessário corrigir sua fertilização e adotar medidas apropriadas de utilização e manejo. Localizado no centro-norte do Estado, a região possui uma área de 1,5 milhão de hectares, com boa aptidão agropecuária, livre de postulações institucionais. São culturas mecanizáveis em todas as etapas de sua produção, e por isso, podem responder rapidamente a um estímulo governamental orientado para a produção de alimentos, tanto para o abastecimento interno como exportação. A introdução de técnicas de irrigação no cerrado permitirá a prática de culturas perenes e hortaliças. Além de possibilitar 2 a 3 safras anuais das culturas de ciclo curto (mandioca, milho, soja, arroz, etc), o que elevaria significativamente a produtividade das mesmas. A utilização racional das áreas projetadas elevaria significativamente a oferta de grãos, possibilitaria praticamente dobrar o rebanho bovino, além de criar condições para o desenvolvimento da avicultura, suinocultura, ovinocultura e produção de leite e pastagens.
  • 41.
    Recursos Minerais • Estudosindicam Roraima como área de grande potencialidade mineral. • Além de ouro e diamante, o Estado dispõe de minérios radioativos, zinco, ferro, thório, topázio, cassiterita, calcário e muitos outros. • A exploração desses recursos ainda é incipiente, devido a diversos fatores. • Mas existe uma pequena e permanente extração de diamantes e ouro em vários sítios, feita de forma clandestina, com baixa eficiência e degradação do meio ambiente.
  • 42.
    Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 43.
    Estrutura fundiária • Oestado de Roraima detém um espaço geográfico de 22.429.898 hectares, sendo 90% desta área sob o domínio da União e 10% sob o domínio do Estado. • Das terras sob o domínio da União, 46,37% estão ocupadas por terras indígenas, 8,42% por unidades de conservação e preservação ambiental e 1,22% são terras pertencentes ao Exército.
  • 44.
    Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 45.
    Importa destacar, também,que o estado de Roraima apresenta uma singularidade em relação aos demais entes da federação, quanto a sua situação fundiária, uma vez que 61,2% de seu território encontra-se sob jurisdição de instituições federais na forma de áreas institucionais. Distribuídos da seguinte forma: 45,68% constituem-se em terras sob o domínio da FUNAI (terras indígenas); 8,63% sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Imbuo (unidades de conservação federal); 5,49% sob o domínio do INCRA (projetos de assentamentos) e 1,22% são áreas do Ministério da Defesa (SEPLAN, 2019a)
  • 46.
    Fonte:Atlas escolar geográficode Roraima. / Gladis de Fátima Nunes da Silva [et al.]. – Boa Vista – RR : UERR Edições, 2019.
  • 47.
    Questão indígena • vivemno Estado de Roraima cerca de 97.668 Indígenas (IBGE 2022), pertencentes a nove etnias, distribuídos em 32 Terras Indígenas (TI’s), espalhadas em 14 dos 15 municípios existentes.
  • 50.
    • As TI’stêm dimensões diferenciadas, formando dentro do Estado, um território de 10.401.800,00 ha, que lhe representa 46,40% do espaço físico, conforme referido anteriormente. • Representa, também, uma densidade demográfica de 2,49 km/hab e uma área média de 249,23 ha/ habitante.
  • 51.
    • ÁREAS DEPRESERVAÇÃO AMBIENTAL 2007. UNID.CONSERVAÇÃO ÁREA (ha) • Est. Ecológico Niquiá 286.600,0000 • Est. Ecológico Maracá 101.312,0000 • Est. Ecológico Caracaraí 80.560,0000 • Parq. Nac. Monte Roraima ( * ) • Parq. Nac. Serra da Mocidade 350.960,4520 • Parq. Nac. Viruá 227.011,0000 • Floresta Nac. de Roraima ( * * ) 171.900,0000 • Floresta Nac. Jauaperí 167.998,0000 • Floresta Nac. Anauá 225.778,0000 • Floresta Nac. do Paredão 129.641,6000 • Reserva Florestal do Parima 146.237,9592 • TOTAL 1.887.999,0112 • Legenda: • ( * ) Área totalmente inserida nas terras indígenas • ( * * ) Parcela não inserida nas terras indígenas
  • 52.
  • 53.
  • 54.
  • 55.
  • 56.
    PROCESSO DE URBANIZAÇÃO •Processo tardio, incipiente e precário • Macrocefalia urbana • Mudança no padrão – processo de integração *Através das rodovias • Mudança no padrão Flúvio-Linear / Rodoviário-Linear – Novo Modelo de localizaçao dos lugares.
  • 57.
    • Rodovias, quefavoreceram a gênese de núcleos embrionários que proporcionarão, no futuro, a perspectivas de renovação da divisão geopolítica roraimense. • São pequenos povoados que surgem e favorecem uma continuidade ao longo do percurso, por exemplo, Jundiá, Equador, Nova Colina, Martins Pereira, Novo Paraíso, Petrolina do Norte, Vista Alegre, São Raimundo, Três Corações, entre outros, ao longo da rodovia BR-174, Moderna e Entre Rios na rodovia BR-210.
  • 58.
    • Três etapaspara a gênese desses lugares: ocorre um assentamento intencional, com objetivo provisório e temporário com um determinado objetivo. Em seguida, o que ocorre é uma espontaneidade, por parte de pioneiros, de se assentarem e produzirem para sobreviverem num espaço antes relativamente estruturado. Finalmente, o Estado chega e intervém com políticas de projetos de colonização dinamizando o lugar. • Equador, Nova colina, Martins Pereira.
  • 59.
    Até o inícioda década de 1980, a expansão urbana da capital roraimense foi capitaneada pelo governo, que, “visando a segurança nacional, promoveu o crescimento populacional do Território por meio de uma política urbana concentrada na capital […]”. Já em 1991, através da Lei nº 244, que regulamenta o Plano Diretor do município de Boa Vista, foram criados mais 30 bairros. Em 1999 o Plano Diretor foi alterado, redefinindo os limites de alguns bairros e acrescentando mais 18. Em 2000 a cidade já contava com 49 bairros e em 2011, com os novos bairros criados em 2007 (São Bento) e 2010 (Said Salomão), já são 55, expandindo a área urbana para a região oeste.
  • 61.
    Boa Vista possuitrês espaços urbanos distintos: primeiro, o arruamento histórico do núcleo embrionário, às margens do rio Branco; segundo, o espaço definido no projeto urbanístico radial concêntrico de 1944; e terceiro (mancha urbana), a área que perpassa os limites do projeto inicial a partir dos anos 1970 e se consolida com a expansão urbana a partir dos anos 1990.
  • 62.
    • Gênese espontânea.Meados do século XIX • Século XX introdução do modelo radial concêntrico. Darcy Aleixo. Determina o processo de ocupação e expansão até 1980.
  • 64.
    Em termos econômicos,a capital responde por mais de 80% do PIB estadual, concentrando 80% dos estabelecimentos comerciais, responsáveis por aproximadamente 70% das ativi- dades privadas no estado. Possui sozinha mais estabelecimentos financeiros, hospitalares e educacionais do que o restante (14) dos municípios, e é sede das principais instituições públicas, tanto da administração direta como indireta. MACROCEFALIA URBANA.
  • 65.
    O que ocorreuefetivamente após os anos 1980 foi a incorporação de novas áreas mediante a proliferação desordenada de loteamentos, “respondendo especialmente a interesses políticos de assentamentos de migrantes que eram induzidos a se deslocarem para Boa Vista. Os anos 1990 reproduziram a expansão urbana ocorrida na década anterior, num ritmo ainda mais intenso. Com o crescimento da migração intraestadual, em função da desativação dos garimpos e da falência dos projetos de assentamentos rurais no interior do estado, houve uma desordenada expansão da área urbana, resultando na criação de novos bairros. Durante essa década foram criados ao menos 16 bairros, sobretudo na região oeste da cidade.
  • 67.
    Nos dois primeirosperíodos (1890/1943 e 1943/1980) o protagonismo esteve com o Estado, responsável pela expansão urbana através de políticas de ocupação para a região. Num terceiro momento, pós-1980 até a atualidade, tanto o capital quanto os habitantes da cidade têm exercido papel importante na configuração do espaço urbano de Boa Vista