Ano 08 • Nº 81 • Julho/Agosto 2012 • Mensal • Preço de Capa: €10 (Portugal)                     A REVISTA DO GESTOR HOTELEIRO




                                                                      +
                                                                                                                                                _
                                                Entrevista                                                                                      DOSSIER
                                                Primo Muñoz,                                                                                    Banca e Hotelaria
                                                director-geral da Hilton                                                                        Fundos de
                                                para a Península Ibérica                                                                        Investimento
                                                                                                                                                em análise




                            Julho/Agosto 2012
                                                                                                                                                                              81



                                                  Hoteleiros
                                                  sem fronteiras
                                                                                                                          Cinco gestores hoteleiros portugueses contam as
                                                                                                                          suas experiências em mercados como Nova Iorque,
                                                                                                                          Abu Dhabi, Brasil, México e Marraquexe.
                            81




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editorial .




                 Cinco histórias,
                 cinco vidas.
                 Desde que assumi a direcção editorial da Pu-                   sil. Estes profissionais honram não só a sua
                 blituris e da Hotelaria tenho tido o previlégio                classe como Portugal. Em todos estes destinos
                 de viajar pelo mundo. Na grande maioria das                    há não só um português como uma inspiração
                 vezes visitei locais aos quais de outra forma                  lusa no local onde trabalham.
                 nunca iria. Ou porque não estavam no meu                       Também nesta Hotelaria poderá encontrar um
                 Top-de-destinos-a-visitar-antes-de-morrer ou                   Dossier dedicado à Banca e aos Fundos. Todos
                 simplesmente não teria capacidade económica                    conhecemos as dificuldades que atravessam
                 para os suportar. Há no entanto um ponto em                    muitos dos hotéis em Portugal e sabemos em
                 comum: em quase todos os locais que visitei       RUBEN        surdina das dezenas de insolvências em curso.
                 havia um hoteleiro português. Do mais óbvio       OBADIA       Infelizmente não houve uma única instituição
                 Brasil ao Dubai, de Marrocos ao México, pas-      / director   bancária que se tenha dignado a responder ás
                 sando por Nova Iorque. Em quase todos os                       perguntas colocadas pela Jornalista. É certo que
                 encontros fortuitos tive oportunidade de jantar                são negócios de muitos milhões e os problemas
                 com estes verdadeiros embaixadores de Portu-                   são muitos e delicados. Mas quando tudo se
                 gal. Falamos da vida que deixaram, da família                  sabe em surdina, porquê manter o silêncio?
                 que trouxeram, da adaptação, das diferenças
                 culturais, dos desafios que se colocam na ges-
                 tão e no destino.
                 Nesta edição da Hotelaria revelamos-lhe cin-
                 co destas histórias.”Viajámos” a Marrocos, ao
                 México, Brasil, Estados Unidos, Dubai e Bra-                                        robadia@publituris.workmedia.pt




                                                                                                    Julho/Agosto 2012   hotelaria   03




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sumário.
                                                                                  _
          Propriedade
          Publiotel – Empresa de Publicações
                                                                                  Actualidade
          Turísticas e Hoteleiras, Lda.                                      10 › Distribuição
          NIPC 500224609                                                          Paridade de preço é o desafio

          Conselho de Gerência                                               12 › Aumentar reservas directas
          Pedro Corrêa Mendes, Hélia Milheiro
                                                                                  O que pode fazer?
          Director
          Ruben Obadia, robadia@publituris.workmedia.pt                      13 › China
                                                                                  Mercado de viagens vai duplicar entre 2008 e 2013
          Editora
          Carina Monteiro, cmonteiro@publituris.workmedia.pt

          Grafismo                                                           16 › SWOT
          Rui Camacho, rcamacho@workmedia.pt                                      Rodrigo Machaz é o convidado da nova rúbrica
                                                                                  da Publituris Hoteleria
          Projecto Gráfico
          João Artur Peral, www.joaoperal.com
                                                                             18 › Hilton
          Fotografia                                                              Entrevista a Primo Muñoz, director de Área da Hilton
          João Reis, Hugo Gamboa                                                  para a Península Ibérica

          Departamento Comercial
          Paula Noronha (Directora),
          pnoronha@publituris.workmedia.pt;
          Paula Jesus,                                                            management.
          pjesus@publituris.workmedia.pt                                     22 › Hoteleiros pelo mundo
          Helena Umbelino                                                         As histórias de cinco gestores hoteleiros espalhados
          humbelino@publituris.workmedia.pt                                       pelo mundo

          Assinaturas                                                             	
          Carmo David, cdavid@publituris.workmedia.pt                             Dossier.
          Assinatura anual 60€, assinatura mensal 6€                         37 › Banca e a Hotelaria
                                                                                  Os Fundos em análise
          Publicidade e Administração –
          Direcção e Redacção
          Rua Latino Coelho, nº 87, 1º Piso, Sala 32,
          1050-134 Lisboa                                                         Especial.
          E-mail geral@publituris.workmedia.pt                               42 › Sustentabilidade
          Telefone 210 992 813                                                    Hidrion propõe solução económica para manutenção de
          Pedido Registo no INPI 365355
                                                                                  piscinas
          Registo no ICS 125023

          Impressão Peres-Soctip, SA - Estrada Nacional 10,
          Km 108.3, 2135-114 Samora Correia - Porto Alto
                                                                                  Equipamentos.
          Tiragem 3000 Exemplares
                                                                             46 › Nonius
                                               Reservados os direitos de          António Silva em entrevista
                                               reprodução, distribuição ou
                                               disponibilização
                                               a terceiros dos conteúdos
                                               publicados.




          04   hotelaria   Julho/Agosto 2012




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. figuras




           FIGURAS
           Casa da Calçada
           tem novo director geral
                                                                                                       Miguel Afonso
                                                                                                       Santos vai dirigir
                                                                                                       Polana Serena Hotel
                                                Oriol Juve é o novo                                   Miguel Afonso Santos, até aqui direc-
                                                director geral da Casa                                tor geral do Grande Real Villa Itália
                                                da Calçada Relais &                                   Hotel & Spa, vai dirigir, a partir de dia
                                                Chateaux localizada                                   1 de Agosto, o Polana Serena Hotel,
                                                em Amarante.                                          em Maputo. “Em 2003 apaixonei-me
                                                Oriol Juve já desem-     por um projecto chamado Hotéis Real, durante 9 anos dediquei-me
                                                penhou vários cargos     com paixão e tudo fiz para acrescentar valor, diferenciar e contri-
                                                como sales manager,      buir para o seu desenvolvimento. É hora de continuar a crescer e
                                                incluindo o de senior    aprender, para isso decidi abraçar um novo desafio”, refere Miguel
                                                sales manager no         Afonso Santos. O Polana Serena Hotel, de cinco estrelas, reabriu em
                                                resort Praia D’El Rey,   2010 após um investimento de 25 milhões de dólares e 21 meses
                                                cargo que desempe-       de obras profundas. Construído em 1922, o Polana Serena Hotel é
                                                nhou até à data.         considerado um dos mais requintados hotéis de África, sendo des-
                                                Antes assumiu funções    de há muito conhecido como a “Grande Dama de Maputo”.
                                                no Westin CampoReal
                                                Golf Resort & Spa e
                                                no Sheraton Algarve         Starwood distingue director de
                                                at Pine Cliffs Resort,      Vendas e Marketing do Sheraton Algarve
           no Algarve.
                                                                            Jorge Lopes, director de Vendas e Marketing do Sheraton Al-
           Oriol Juve tem o bacharelato em International Hospi-
                                                                            garve Hotel, recebeu o prémio “Starwood President’s Award”,
           tality Management pela École Hôtelière de Lausanne,
                                                                            a distinção mais importante de carreira atribuída pelo grupo.
           na Suíça.                                                        O prémio “Starwood President’s Award” é anual e representa
                                                                            “o mérito e excelência do trabalho desenvolvido nas unida-
                                                                            des hoteleiras do grupo, tendo como objectivo reconhecer o
           Sofia Brandão embaixadora                                        extraordinário desempenho de um colaborador Starwood”.
                                                                            Segundo o premiado, Jorge Lopes, “é uma verdadeira hon-
           da SLH em Portugal                                               ra receber tão prestigiada distinção em apenas dois anos
                                                                            como colaborador Starwood”. Acrescenta ainda que “este
           O Aquapura Douro Valley foi nomeado pela Small Luxury            prémio representa o esforço de uma equipa, da qual me
           Hotels of the World (SLH) embaixador de Relações Públicas,       orgulho muito, e que tem contribuído para a qualidade dos
           da marca em Portugal, na pessoa de Sofia Brandão (soman-                                            resultados que temos
           do assim este cargo ao embaixador de vendas). A directora                                           alcançado”.
           de Vendas e Marketing do Aquapura assume “a função de                                               Este prémio foi entre-
           divulgar, criar awareness e ser o ponto de contacto da im-                                          gue a Jorge Lopes pelo
           prensa em Portugal para a SLH”, segundo nota de imprensa                                            director-geral do She-
           do Aquapura. A SLH elege um embaixador para cada país                                               raton Algarve Hotel, a
           em que quer ter presença. É o caso de Espanha, França,                                              Luxury Collection Hotel,
           Alemanha, EUA, Reino Unido, entre outros.                                                           James Munro, em repre-
           A marca está presente em mais de 500 hotéis, em cerca de                                            sentação de Roland Vos,
           70 países por todo o mundo. Em Portugal, existem 8 hotéis                                           Presidente da Starwood
           que integram a marca: Aquapura Douro Valley, Blue & Green                                           Hotels & Resorts EMEA
           Vilalara Thalassa Resort, Carmo’s Boutique Hotel, Hotel da                                          (Europa, Médio Oriente e
           Estrela, Hotel Infante Sagres, Internacional Design Hotel,                                          África).
           L’AND Vineyards Resort e Palácio Estoril Hotel, Golf & Spa.

           06   hotelaria   Julho/Agosto 2012




06-07 Figuras.indd 6                                                                                                                         12-07-2012 16:49:53
figuras .




                                                                                                                  Rita Alves Martins
                   Cristina Freixa dirige                                                                         é a nova responsável
                   Hotel São Domingos                                                                             do Vila Bicuda
                   O quatro estrelas Hotel São Domingos, em Mértola, é agora
                                                                                                                  Rita Alves Martins, directora ope-
                   dirigido por Cristina Freixa, profissional com experiência em
                                                                                                                  racional do Vila Bicuda, em Cascais,
                   unidades de alojamento no Alentejo e enquanto formadora
                   em Hotelaria e Turismo.                                                                        desde 2003, é agora a responsável
                   Com esta aposta a administração deste hotel de quatro es-                                      do hotel. Rita Alves Martins tem o
                   trelas pretende dar “um novo impulso à forma como este                                         curso de Gestão Hoteleira da Esco-
                   se posiciona no mercado, tanto a nível comercial como de                                       la de Hotelaria e Turismo do Porto.
                   relacionamento com parceiros/ fornecedores, e também na                                        Começou o seu percurso profissional
                   implementação de renovados conceitos de gestão”, informa                                       na Quinta do Lago, tendo passado
                   o hotel em comunicado.                                            posteriormente pelo Holiday Inn Lisboa. Antes de iniciar actividade
                   Cristina Freixa é licenciada em Gestão Hoteleira na Escola        como directora operacional da Vila Bicuda, foi directora de aloja-
                   Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo em Faro e tem uma         mentos do Lapa Palace.
                   pós-graduação em Direcção Hoteleira na Escola de Turis-
                   mo e Hotelaria de Portalegre. A sua experiência profissio-
                   nal passou pelo desenvolvimento de diversos projectos na
                   Full Services Group, pela Direcção das unidades Hotel Rural
                   Monte do Carmo e Quinta da Tapada de São Pedro e pela             Miguel Júdice coordena
                   coordenação e formação em hotelaria e turismo na Escola
                   Profissional de Odemira. Segundo a própria, “o Hotel São          áreas de Hotelaria e Turismo
                   Domingos tem todas as condições para quem procura a tran-
                   quilidade do Alentejo, sendo também um espaço seguro e            do ISLA Campus Lisboa
                   com vários motivos históricos e astronómicos para que uma
                   família relaxe e tenha o seu momento – algo difícil de obter      O ISLA Campus
                                                              com a azáfama do       Lisboa que, desde
                                                              dia-a-dia.
                                                                                     o passado dia 1
                                                              Além disso, o hotel
                                                                                     de Abril de 2011,
                                                              tem também exce-
                                                              lentes infra-estru-    passou a integrar a
                                                              turas para acolher     Laureate International
                                                              grupos de trabalho     Universities, o maior
                                                              ou reuniões de em-     grupo mundial de
                                                              presas e negócios,     Ensino Superior, que
                                                              como por exemplo       inclui as escolas de
                                                              um auditório total-    excelência da área de
                                                              mente      equipado,   Hospitality: Glion e
                                                              com luz natural e      Les Roches (Escolas
                                                              lotação para 100
                                                                                     Suíças), Kendall
                                                              pessoas.”
                                                                                     College (Chicago,
                                                                                     Estados Unidos
                                                                                     da América), Blue

                Delta Hotels and Resorts
                                                                                     Mountain (Austrália),
                                                                                     acaba de nomear Miguel Júdice como Coordenador

                nomeia novo presidente e CEO                                         Executivo das suas Licenciaturas, Mestrados e
                                                                                     Doutoramentos na área do Turismo.
                                                                                     Miguel Júdice é CEO do grupo Lágrimas Hotels &
               Kenneth M. Greene assumirá, em Setembro, as funções
                                                                                     Emotions, uma empresa que gere hotéis de charme
               de presidente e CEO da Delta Hotels and Resorts, um das
                                                                                     e restaurantes de Norte a Sul de Portugal. Além
               principais cadeias hoteleiras do Canadá.
               Greene foi, mais recentemente, presidente e director ad-              das funções executivas que desempenha no Grupo
               ministrativo para a região da Ásia-Pacífico do Grupo Wyn-             Lágrimas, Miguel Júdice é, desde 2010, Presidente
               dham Hotels. Desde 2001, Ken Greene ocupou sucessivos                 da Associação da Hotelaria de Portugal, participando
               cargos de chefia na cadeia.                                           activamente em inúmeros fóruns ligados à actividade
               Antes de ingressar na Wyndham, Greene desempenhou                     turística no nosso país. É licenciado em Gestão de
               funções de liderança em organizações globais tais como                Empresas pela Universidade Católica Portuguesa
               o NRT, Inc., Cendant Corporation, HFS, Inc., e Coldwell               e possui um Mestrado em Hospitality pela Cornell
               Banker Residential Afiliados, Inc.                                    University.


                                                                                                                        Julho/Agosto 2012   hotelaria   07




06-07 Figuras.indd 7                                                                                                                               12-07-2012 16:50:00
. indicadores                        / Opinião




           “DESTRUIÇÃO CREATIVA”



           UPRISING
          Turismo e relevância económica global
           Lembrei-me do nome do célebre álbum de                                       dro Santos Guerreiro, um jornalista brilhante
           Bob Marley (Uprising, 1980) quando vi re-                                    mas para quem a indústria do Turismo tam-
           centemente as conclusões da cimeira do G20,                                  bém aparenta ter nascido no dia anterior ao
           no México.                                                                   seu editorial, e a acabar na calculatória de Pe-
           Esse álbum foi um dos corolários da reggae                                   dro Romano, que confunde o peso do Turismo
           music e um manifesto à cultura rastafarian.                                  nas exportações com o peso do Turismo total
           Uma cultura underground, quase proibida e                                    no PIB (esqueceu-se do turismo doméstico), a
           genericamente mal-entendida por todos. Daí                                   edição continua a não ver o potencial turísti-
           o nome do próprio álbum significar um misto       Mário                      co na sua plenitude, em função da capacidade
           de alvorada com sublevação, um grito de afir-     Candeias*                  instalada que temos e do contributo rápido
           mação dessa cultura.                              / Gestor Hoteleiro         que poderia dar ao país, fruto do incremento
           Não sendo eu um apreciador de reggae, achei                                  induzido da competitividade e do alinhamento
           no mínimo estranho estar a ver o produto da                                  da oferta existente a novos comportamentos
           dita cimeira e fazer uma analogia tão distante                               da procura e mercados emissores.
           e inusitada.                                                                 Em termos institucionais, passado 1 ano de
           Aprofundando o raciocínio, e já menos a                                      novo Governo, ficámos a saber que a reenge-
           quente, a analogia até que aparenta aplicar-se.                              nharia das ERTs foi adiada para 2013. E tam-
           O Turismo, na sua longa marcha pela rele-                                    bém ficámos agora a saber que os novos esta-
           vância, conquistada ao longo de 6 décadas de                                 tutos do TP permitem oxigenar a instituição
           crescimento continuado e atingindo em 2012                                   (palavras do seu Presidente, indiciando que
           a impressionante cifra de 1 bilião de chegadas                               anteriormente o ar não circulava). Quanto ao
           internacionais, 2 triliões USD em receitas e                                 Primeiro-Ministro, acho que ainda não o ouvi
           100 milhões de empregos, só agora é reconhe-                                 proferir uma única vez a palavra Turismo.
           cido pelo G20 como um importante contri-          _                          Para quando o Uprising do Turismo em Por-
           buinte para o desenvolvimento global.             Destruição Creativa:       tugal? Para quando a assunção da carta do
           Se pensarmos em termos de efeitos indirectos      um conceito                G20 em Portugal? Entre adiamentos e oxige-
           agregados, os números de receitas e emprego       popularizado nos anos      nações, o mais certo é termos que continuar a
                                                             50 pelo Economista
           quase triplicam.                                                             inspirar os nossos governantes com os sons de
                                                             e Prémio Nobel
           Foi também recentemente noticiado, na ci-         Joseph Schumpeter,         intervenção de Bob Marley.
           meira do WTTC em Tokyo, que o Turismo é 5         que aplica a teoria
           vezes maior que a indústria automóvel global.     económica à inovação e
           Na cimeira do G20, deu-se como que a alvo-        progresso (destruindo
                                                             ou tornando
           rada do Turismo, o seu Uprising, enquanto
                                                             obsoletos conceitos
           sector estratégico para o mundo. Um sector        e processos antigos,
           que até então era mais ou menos underground       criamos metodologias
           na geometria sócio-económica mundial e pra-       novas, tornando-nos
           ticamente inexistente no policy making global.    mais competitivos,
                                                             sofisticados e com
           De acordo com o G20, o Turismo passa a ser
                                                             maior potencial)
           relevante para o crescimento global, para a       Este economista foi
           criação de emprego, aumento das competên-         tão proeminente
           cias e redução da pobreza global. Custou mas      quanto John Maynard
           foi.                                              Keynes e actualmente
                                                             a coluna sobre Gestão
           Em Portugal, a coisa é um pouco mais anó-                                                                   mcandeias13@hotmail.com
                                                             na revista britânica The
           dina. O Jornal de Negócios fez recentemente       Economist chama-se          *Mário Candeias assina todos os meses a coluna Destruição
           uma edição sobre Turismo. A começar por Pe-       Schumpeter                                                                  Creativa


           08   hotelaria   Julho/Agosto 2012




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. indicadores / Lausanne




           Paridade é
           o desafio da
           distribuição.
                                     De acordo com um novo estudo realizado pela Ecole Hôtelière de Lausanne
                                     (Suíça) e a RateTiger, a paridade é o factor dominante que afecta a distri-
                                     buição dos hotéis e as estratégias de receita actualmente. Resultado? Os
                                     hotéis negligenciaram os fundamentos do revenue management, mas por
                                     outro lado, mostraram abertura para outras alternativas à distribuição.
                                                                                Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




           _
           EStudo,
           O desafio da paridade
           de preços e a natureza
           influenciadora das
           OTA’s desafia os hote-
           leiros a uma nova fonte
           de receitas e fluxos de
           reserva




           10   hotelaria   Julho/Agosto 2012




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Lausanne / indicadores .




                O estudo multi-regional (realizado em cinco
                países), “O Desafio de Distribuição de 2012”,          5 canais de
                conclui que os revenue managers usam mais              distribuição emergentes
                do que nunca ferramentas de gestão de canais e
                relatórios de preços, até 11 vezes por dia, em mé-
                                                                       1.Backbid
                dia, para gerar receita nos seus principais canais.
                                                                       O BackBid é um site de reservas de hotel, onde os viajantes “postam” as
                No entanto, à medida que lutam para manter a
                                                                       suas reservas de hotéis e aceitam propostas de unidades alternativas
                consistência do preço, procuram agora novas ma-        para encontrar o melhor valor para a sua estada.
                neiras de melhorar a exposição, alcançar novos         O canal permite aos consumidores encontrar o melhor hotel pelo me-
                mercados e aumentar as reservas directas.              lhor preço, sabendo todos os detalhes sobre uma determinada unidade,
                “As OTA’s monitorizam a paridade de preços e           antes de aceitar uma nova oferta. Não há risco envolvido, pois podem
                pressionam os hotéis a actualizar os preços dos        negar qualquer oferta e manter a reserva existente.
                seus canais”, refere Horatiu Tudori, professor se-
                nior de revenue management, da École Hôtelière
                de Lausanne, na Suíça. “Os hoteleiros gastam           2. Guestmob
                mais tempo na gestão da paridade de preços e a         O Guestmob permite aos clientes escolher entre uma colecção de ho-
                                                                       téis em cidades seleccionadas.
                garantir a integridade do preço, o que lhes deixa
                                                                       Como funciona? O utilizador regista-se no site gratuitamente e, em se-
                pouco tempo para definir estratégias mais sofisti-
                                                                       guida, procura hotéis dentro de uma das 20 cidades seleccionadas nos
                cadas para reduzir o custo de distribuição e au-       Estados Unidos por data. O Guestmob produz uma lista de hotéis que
                mentar a RevPAR.”                                      normalmente incluem entre quatro a oito unidades com classificação e
                O estudo descobriu que os revenue managers             localização similares, os quais os hóspedes podem ver pelo nome.
                focam-se em três principais questões: 1) aumento       Só depois do cliente confirmar a reserva é que fica a conhecer qual o
                da RevPAR, 2) controlo os custos de distribuição       hotel reservado.
                / e-business, e 3) o aumento da exposição. “Os ho-     O canal agiliza o processo de reserva, organizando os hotéis por aquilo
                téis definiram como estratégia para 2012 a neces-      que o cliente procura, em oposição a uma lista de centenas de unida-
                sidade de melhorar o RevPAR através de tarifas         des, o que acontece na maioria dos motores de reserva de hotéis. As
                mais elevadas, ou aumentando o tempo de estada         reservas feitas no Guestmob também são reembolsáveis.
                do hóspede. O principal desafio será diminuir os
                                                                       3. Hall St.
                custos de distribuição, enquanto aumentam os
                                                                       Os hóspedes registam-se na plataforma, negoceiam taxas com os ho-
                                                                       téis, e, em seguida, podem desfrutar da reserva pré-paga ou vendê-la
                “As OTA’s monitorizam a                                a outros clientes
                 paridade de preços e pressionam                       A plataforma reconhece que “as mudanças de última hora fazem parte
                                                                       do nosso dia-a-dia” e dá aos clientes a liberdade de mudar o nome das
                os hotéis a actualizar os preços                       suas reservas ou vendê-las a outros usuários.
                dos seus canais.”
                                                                       4. Tingo
                preços e a ocupação, garantindo ao mesmo tempo         Tingo monitoriza todas as alterações de preço do quarto já reservado
                a paridade de preços entre seus parceiros de dis-      pelo cliente e, em seguida, faz uma nova reserva à taxa mais baixa, sem
                                                                       nenhum custo para o cliente caso a taxa tenha caído.
                tribuição para evitar políticas rigorosas”, continua
                                                                       A vantagem para os consumidores é óbvia: o cliente reserva o quarto
                Tudori.
                                                                       que quer e fica à espera que o preço baixe cada vez que fica mais perto
                “As OTA’s estão a ficar maiores e têm um tal           da data da reserva.
                poder que não podemos lutar contra elas, por isso
                estamos a encontrar outras formas de comunicar         5. Traveltipping
                a nossa oferta e estar presente online. Claro que      Os utilizadores começam a sua pesquisa, seleccionando uma das seis
                precisamos de estar presentes e precisamos ter al-     regiões do mundo: América do Norte & Caraíbas, América Latina, Euro-
                guma disponibilidade e paridade com as OTA’s”,         pa, África e Médio Oriente, Ásia e Oceania. Cada região apresenta vá-
                disse um dos inquiridos da pesquisa.                   rios pacotes de viagens, tais como quatro noites de estadia para duas
                O desafio da paridade de preços e a natureza in-       pessoas na República Dominicana.
                fluenciadora das OTA’s desafia os hoteleiros a         As ofertas são em quantidade limitada, permitindo que os fornecedo-
                                                                       res vendam o que querem, quando querem. O objectivo é ajudar os for-
                uma nova fonte de receitas e fluxos de reserva. O
                                                                       necedores a venderem o inventário angustiado e aumentar a receita
                estudo descobriu que os hoteleiros concentram-
                                                                       durante os períodos sazonais, de acordo com o site.
                se nas vendas directas através do desenvolvimento
                de novos contratos corporativos, impulsionado os
                seus próprios canais web, e a manutenção mais
                rápida da disponibilidade e tarifas em canais não-
                convencionais de distribuição para tentar “ganhar      Fonte: www.hotelnewsnow.com
                este jogo”. h


                                                                                                                  Julho/Agosto 2012   hotelaria   11




08-15 Indicadores.indd 11                                                                                                                   12-07-2012 16:51:26
. indicadores /blog.revinate.com




                                    Como
                                    aumentar
                                    as reservas
                                    directas?
                                                                                          Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




                                                                                          para mais informações. “Este é o momento ideal
                                                                                          para iniciar um relacionamento com o cliente e
                                                                                          levá-lo a fazer uma reserva directa”, defende.
                                                                                          Antes de tudo, os hotéis devem ter acesso di-
                                                                                          recto ao seu site a partir de todos os sites de
                                                                                          avaliação (TripAdvisor, Yelp, etc) e das OTAs,
                                                                                          sempre que possível. Isto irá orientar os clien-
                                                                                          tes não só para o site do hotel, mas também
                                                                                          para os seus canais sociais, onde o hotel pode
                                                                                          comunicar com eles de formas únicas. Quando
                                                                                          se cativa potenciais clientes através das redes
                                                                                          sociais, aumenta o seu interesse no hotel. Isto
           _                                                                              pode impedi-los de voltar às OTAs, e fazê-los
           Sugestão,                 Um artigo publicado em blog.revi-                    considerar outras opções antes de reservar. “Se
           A maioria dos             nate.com sugere aos hoteleiros o uso das redes       lhes deu um preço de amigo ou permitiu-lhes
           clientes considera        sociais e da tecnologia avançada para incentivar     fazer uma reserva fácil através das redes sociais,
           que uma das mais          os clientes a reservarem directamente no seu site.   pode evitar pagar taxas à OTA. Um bom relac-
           valias de consultar as    “É fácil perceber o porquê da popularidade das       ionamento nas redes sociais com todos os fãs e
           OTA’s é ter acesso        Online Travel Agencies (OTAs) - permitem a           seguidores vai aumentar este efeito”.
           aos comentários dos       pesquisa sem paralelo de um hotel por preço,         Segundo o mesmo artigo, também pode ser
           clientes                  localização, avaliações de hóspedes, etc. As         uma estratégica eficaz fornecer alguma funcio-
                                     OTAs são usadas como as páginas amarelas de          nalidade que as OTAs oferecem directamente
                                     hotéis - se a unidade não estiver listada, os cli-   no seu site. A maioria dos clientes considera que
                                     entes são menos propensos a saber que o hotel        uma das mais valias de consultar as OTA’s é ter
                                     existe”, escreve o autor. A OTA é geralmente a       acesso aos comentários dos clientes. Ao fornecer
                                     primeira paragem, quando alguém está a planear       os comentários em tempo real de usuários do
                                     uma viagem. Muitas vezes, os utilizadores não        TripAdvisor ou Yelp na sua página, o hotel está
                                     reservam durante essa primeira visita. Procuram      a dar a garantia ao potencial cliente que a sua
                                     saber preços e disponibilidade antes de avançar      unidade é a escolha certa. “Isto deve ser feito
                                     com a reserva de um hotel e transporte. Durante      de forma transparente, publicando tanto os co-
                                     a consulta inicial os clientes podem ver alguns      mentários bons como os maus, passando uma
                                     perfis, ler comentários, e clicar no site do hotel   mensgem de credibilidade a quem está a ler”. h


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PhoCusWright / indicadores .




                            Mercado chinês
                            duplica até 2013.
                            As reservas de viagens na China vão ultrapassar os 105 mil milhões de dólares ( 85
                            mil milhões de euros) em 2013, dos quais mais de 15 mil milhões serão feitos online.
                            O mercado de viagens online vai crescer em torno de 500% entre 2008 e 2013.
                            Texto Carina Monteiro




                O mercado chinês de viagens tem                    du (o motor de pesquisa líder) tornou-se accio-
                crescido de maneira explosiva e vai quase dupli-   nista maioritário da Qunar, site de planeamento
                car entre 2008 e 2013, de acordo com um relató-    de viagens, enquanto o fornecedor de serviços de
                rio da PhoCusWright. Segundo o documento, o        internet Tencent e o gigante de e-commerce Ali-
                mercado de viagens online vai crescer em torno     baba, entre outros, investiram fortemente no ne-
                de 500% entre 2008 e 2013, impulsionado pela       gócio de viagens online. As viagens online estão
                rápida adpoção da Internet como forma de co-       a registar um crescimento “meteórico”, normal-
                mercialização e de vários investimentos e parce-   mente visto apenas em mercados online que es-
                rias entre as empresas fornecedoras naquele país   tão agora a nascer”, diz Douglas Quinby, director
                e as empresas de viagens online. Em 2011, o Bai-   sénior de pesquisa da PhoCusWright. h




                                                                                                            Julho/Agosto 2012   hotelaria   13




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. indicadores / IHG




           BREVES
           Famílias elegem hotéis
           para passar férias
           50,8% das famílias portuguesas fica alojada em hotéis para passar as férias de verão e 85% afirmam tê-lo feito nos últimos três meses.
           Esta é um das conclusões de um estudo realizado pelo Holiday Inn, em Portugal e Espanha.
           Como principais vantagens dos hotéis, os inquiridos elegem a comodidade que supõe “ter tudo feito” (limpeza, pequeno-almoço, refei-
           ções…) e em seguida a poupança ao usufruir das ofertas especiais para famílias: alojamento das crianças grátis. Em Portugal são os casais
           mais jovens que dão mais importância à poupança em ficar alojado com a família num hotel, enquanto em Espanha a importância desta
           vantagem aumenta com a idade.
           Por outro lado, os inquiridos que dizem não passar
           férias com os filhos em hotéis (46%) explicam que
           não o fazem, sobretudo devido ao preço.
           Pais e filhos têm diferentes expectativas face ao
           quarto de hotel. Para os pais, 77,5% dos inquiridos,
           a primeira coisa que fazem ao chegar ao quarto é
           verificar se o mesmo está limpo, em seguida entram
           na casa de banho para ver os produtos de higiene
           que o hotel oferece (7,7%). Existem diferenças en-
           tre homens e mulheres, já que as mães vão ver os
           produtos para o banho e os pais exploram o mini bar.
           Por seu lado, os mais pequenos querem ver televi-
           são (para 62,8% é a primeira coisa que fazem ao
           entrar num quarto de hotel). Neste ponto também
           existem diferenças entre rapazes e raparigas, os
           primeiros preferem a televisão ao contrário das me-
           ninas que preferem experimentar a cama (dar saltos
           em cima da cama em alguns casos).




                Nova geração de Revenue Managers
                A terceira geração de revenue managers vai concentrar-se mais na optimização da receita a partir de um único cliente em
                vez do modelo tradicional de receita de quartos – num conceito emergente chamado Total Revenue Management - de acordo
                com um painel de especialistas em revenue management que falaram durante a “Conferência Optimização da Receita HSMAI”.
                Durante muito tempo os revenue managers têm-se centrado na optimização de receitas, em vez do gasto total do clien-
                te, que pode incluir spa, golfe ou alimentos e bebidas, disse Bonnie Buckhiester, presidente da Buckhiester Management.
                “Estamos muito centrados nos quartos. Não gastam tempo suficiente na optimização de outras áreas, F&B ou golfe”, disse.
                Buckhiester divide os revenue managers em três gerações. Os primeiros não eram chamados de revenue managers, foram
                principalmente os general managers e os directores de vendas que aplicavam estratégias de pricing. A segunda geração é a
                maioria dos revenue managers que estão agora no mercado, são muito analíticos e processam muitos números. Alguns não
                são tão bons no planeamento estratégico, disse. A terceira geração, aqueles que estão no início da carreira ou entrar agora
                na indústria, precisam de estar muito interessados na gestão da unidade como um todo.




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Opinião / indicadores .




               Novas tendências de mercado



                A mudança do racional
                para o emocional...

                Haverá um eterno conflito na mente humana                                a partilhar as suas descobertas em cada hotel,
                entre o racional e o emocional, mas vários es-                           dando voz a cada um por via das redes sociais,
                tudos apontam para a importância da emocão                               com total integração com as mesmas. Se consi-
                aquando do processo de compra. Hoje em dia,                              derarmos a marca mãe – Marriott Hotels & Re-
                os consumidores assumem como dado adquiri-                               sorts – podemos observar uma mudança muito
                do as características funcionais, os benefícios, a                       importante no grupo, dando passos significati-
                qualidade do produto e a respectiva marca. O                             vos para se posicionar de acordo com as novas
                que os consumidores procuram são produtos,                               tendências do mercado. Outra marca fora do
                serviços e campanhas de marketing que atordo-        Filipa Vinha        sector, mas que preconiza valores assentes no
                em os seus sentidos, toquem os seus corações e       / sócia fundadora   marketing emocional, Louis Vuitton, lançou
                estimulem as suas mentes. Procuram produtos          da Milestones       há algum tempo uma campanha deslumbrante
                e campanhas de marketing que permitam uma            “Strategic          que marca a importância que uma viagem pode
                experiência. Passa assim o foco do marketing a       Thinking in         ter na vida (procure no youtube “louis vuitton
                estar centrado na experiência do consumidor.         Tourism”            a journey”), com um vídeo extremamente bem
                A experiência é crucial e está no centro das                             conseguido, por Bruno Aveillan.
                atenções. Empresas como a Starbucks, Apple,                              Adicionalmente, outras tendências do sector
                Google preocupam-se grandemente com a ex-                                também apontam neste sentido. A importância
                periência do consumidor. No caso da hotelaria,                           do “não onde, mas como”; trata-se de um novo
                a experiência é também o cerne da questão,                               movimento que simboliza o viajar com o co-
                porque é através dela que o hóspede analisa a                            ração e com sentido de integridade perante o
                promessa de marca e avalia emocionalmente se                             destino que se visita, procurando conhecer as
                um mero serviço poderá transformar-se numa                               verdadeiras raízes do destino. Outra tendência
                experiência memorável. Por outro lado, traba-                            está relacionada com o movimento “go local”,
                lhar a componente emocional acrescenta novas                             a vontade de conhecer verdadeiramente um
                variáveis de diferenciação à marca. Preço, ca-                           povo, um destino, uma cidade, viver como os
                racterísticas e benefícios não aportam valores                           que nela vivem, fazer o que os locais fazem. Um
                diferenciadores e podem ser facilmente copia-                            terceiro movimento prende-se com a escolha
                dos. Mas uma experiência muito própria, origi-                           de destinos / alojamentos que tenham preocu-
                nal e baseada na verdadeira promessa de marca                            pação com o meio ambiente e a prestação de
                pode transformar consumidores, em verdadei-                              um serviço turístico localmente sustentável.
                ros fãs, passando estes a serem os melhores                              O marketing emocional vai mais longe, apela
                vendedores da empresa.                                                   aos sentidos, levanta questões, vem de dentro
                Vemos reflectida esta tendência na nova cam-                             para fora, permite a diferenciação e cria valor
                panha dos Hotéis Renaissance do Grupo Mar-                               de marca. Aposte neste caminho. Recomendo
                riott, “Live Life to Discover”, sob o mote “                             as seguintes leituras: http://sustainabletravel.
                transform any trip into an inspiring journey”.                           com/; http://renaissance-hotels.marriott.com/.
                Um mosaico de experiências é o que podemos
                observar logo na página de entrada do website.
                Adicionalmente, os hóspedes são convidados                                                      filipa.vinha@milestones.com.pt




                                                                                                             Julho/Agosto 2012   hotelaria   15




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. fala-se                    / Opinião




           SWOT (Pontos fortes, pontos fracos. Oportunidade e Ameaças) *




           .Oportunidade

           Volvo Ocean Race
           É para mim uma grande honra estrear esta                                                      do nosso território é fundamental termos um
           nova secção da Publituris Hotelaria e, desde                                                  posicionamento internacional forte. Portugal
           já, agradeço o convite que me foi dirigido. Para                                              tem assim como grande desafio posicionar-se
           começar, foi me pedido para escolher uma no-                                                  internacionalmente através de alguns clusters
           tícia do mês passado que considerasse uma                                                     que reflectem os recursos existentes e as possi-
           oportunidade ou uma ameaça para o turismo/                                                    bilidades reais de desenvolvimento. Dois des-
           hotelaria. Sou um optimista por natureza, logo,                                               ses clusters, já identificados, são o cluster do
           a minha escolha teria obrigatoriamente de cair                                                turismo e o cluster do mar. A nossa cultura
           sobre uma oportunidade. Prefiro sempre de                         Rodrigo                     oceânica torna-se assim um elemento funda-
           ver o copo meio cheio do que meio vazio! As-                      Machaz                      mental e a grande oportunidade do nosso país
           sim, o meu destaque vai para a notícia que fez                    / diretor-geral da          está na capacidade de tirar proveito dela. Na
           capa da “nova” revista Publituris: “Regata traz                   Memmo Hotels                nossa cultura oceânica reside o nosso ADN, o
           60 M€”. Não sou a pessoa certa para confir-                                                   nosso passado, o nosso presente e, obrigatoria-
           mar este valor, que à primeira vista surpreende                                               mente, o nosso futuro. Tenhamos nós a capa-
           pela positiva, mas de uma coisa tenho a cer-                                                  cidade de tirar proveito desta oportunidade. h
           teza, o futuro de Portugal passa obrigatoria-
           mente pelo mar e muitos ainda são os que não
           perceberam que é nele que resido o maior ac-                                                  * Rubrica nova na Publituris Hotelaria. Todos
           tivo do nosso país. Somos um país à beira mar                                                 os meses convidamos uma personalidade do
           plantado mas ainda de costas voltadas para                                                    sector a fazer uma análise SWOT às notícias
           o mar. Para melhorarmos a competitividade                                                     do mês passado



                               .Ameaça                                            Ponto Forte                                 .Ponto Fraco
                               Pilotos da TAP                                     Emirates com                                Espanha aprova
                               ameaçam novas                                      voos diários para                           Plano Nacional de Turismo
                               greves                                             Portugal

           Não ponho em causa o direito à greve, nem tão        Que boa notícia a chegada da               O Conselho de Ministros espanhol aprovou o Plano Nacional
           pouco as causas que motivam os pilotos e, que,       Emirates a Portugal, a premiar o           Integral de Turismo (PNIT). 28 medidas e 104 acções feitas
           sinceramente, não conheço a fundo. Mas marcar        excelente trabalho do Embaixador           em 6 meses pela SET em conjunto com o Turismo Espanhol.
           uma greve da TAP para Julho e Agosto deveria ser     de Portugal para os Emirados               Quer assim melhorar a competitividade do sector para que
           crime e dar cadeia. Pelo menos enquanto a TAP        Árabes Unidos, Jaime Leitão. Ter um        este seja o motor de crescimento e um dos sectores sobre
           fosse uma empresa pública e tivesse sobrevivido      voo diário Lisboa-Dubai faz toda a         os quais assenta a recuperação económica do país.
           à conta dos nossos impostos! E o crime está em       diferença e no imediato traduz-se no       O facto de o turismo não ser para o nosso governo um
           marcar, pois a sua anulação, à posteriori, em nada   recrutamento de 300 colaboradores          dos sectores chave para recuperação da nossa economia
           resolve os cancelamentos que, entretanto, foram      portugueses.                               continua a ser o nosso grande ponto fraco. Se assim fosse,
           efectuados, nem limpa a péssima imagem que           A Emirates tem clientes oriundos de        teríamos um ministro para o turismo, um plano nacional
           o destino Portugal passa para o exterior. Dias       mais de 123 destinos em 73 países.         integral para o turismo com mediadas imediatas para
           atribulados estes que se vivem no turismo em         Acima de tudo vai ser o nosso elo          incentivar e apoiar o turismo, a nossa grande fonte de
           Portugal. Se num ano temos a natureza a enviar-      de ligação com a Ásia, Austrália e o       exportação. Por mais boa vontade, experiência e compe-
           nos nuvens de cinzas, no outro temos as SCUT’s       Médio Oriente. Numa altura em que a        tência que tenha o presidente do Turismo de Portugal, o
           e os pilotos da TAP a darem as boas-vindas           economia destes mercados cresce a          problema vem de cima! Quem tinha razão é André Jordan,
           aos turistas que insistimos em convidar a nos        olhos vistos, com reflexos naturais no     grande amigo e figura ímpar do turismo em Portugal, ao di-
           visitarem. Assim fica difícil acreditar no turismo   turismo, este não é um ponto forte, é      zer: “O turismo sempre foi um filho enjeitado da economia
           em Portugal!!! h                                     um ponto fortíssimo. h                     portuguesa. h



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. fala-se / Hilton Worldwide




           Conrad quer
           promover Algarve
           o ano todo.
                        O director-geral de Área da Hilton para a Península Ibérica, Primo Muñoz, em
                        entrevista à Publituris Hotelaria fala sobre a estratégia de posicionamento do
                        Conrad Algarve, que abre este Verão, na Quinta do Lago.

                        Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.



                                                                                                                           _
           A Hilton ainda não avança o dia                        internacionais.                                          Conrad
           de abertura do Conrad Algarve, mas é certo que         Estamos entusiasmados por receber os World               Algarve,
           o resort vai abrir este Verão a tempo de acolher a     Travel Awards no final deste ano, que são fre-           O resort vai receber
           cerimónia dos World Travel Awards (WTA) dedi-          quentemente descritos como “Os óscares da                a gala dos World
           cada à categoria “Europa”, no dia 6 de Outubro.        indústria de viagens” - um título que reflecte o         Travel Awards, no
                                                                  nível de prestígio, que tem muito a ver com a            dia 6 de Outubro
           Qual a data de abertura do Conrad Algarve?             marca Conrad. Sentimos que a decisão do WTA
           O Conrad Algarve vai abrir ainda este Verão. Esta      de trazer o evento para Conrad Algarve é uma
           propriedade impressionante combinará luxo              confirmação dos nossos padrões de luxo e es-
           contemporâneo com um serviço personalizado             tamos muito entusiasmados com esta que será
           que permite aos visitantes experimentarem o            uma oportunidade fantástica para mostrarmos o
           luxo de serem eles mesmos.                             esplendor deste resort.
           Rodeado de extensos jardins e terraços, com pis-
           cina interior e exterior, o hotel será líder no seg-   Na sua opinião quais são as principais opor-
           mento de luxo no Algarve e estamos muito ansio-        tunidades e ameaças do destino Algarve?
           sos por acolher os primieros hóspedes do hotel.        A Conrad Hotels & Resorts, uma das marcas de
                                                                  luxo premium da Hilton Worldwide, escolheu
           Quais são as expectativas para o Conrad?               este local, porque o Algarve é uma das mais belas
           O hotel vai receber a gala dos World Travel            regiões do Portugal e é visitado por turistas de
           Awards em Outubro. É um bom começo?
           O Conrad Algarve vai beneficiar da força da mar-
           ca Conrad Hotels & Resorts, bem como de toda             Conrad Algarve
           a engenharia de marketing, vendas e distribuição
                                                                    •  em 154 quartos;
                                                                      T
           da Hilton Worldwide. Estamos confiantes na ca-
                                                                    •  esultou de um investimento de 150 milhões através de um contrato
                                                                      R
           pacidade do resort para atrair visitantes para o
                                                                      de management, por 20 anos, entre a Hilton e o Grupo Imocom, que
           destino todo o ano.                                        declarou insolvência em Julho de 2011;
           Esta estância deslumbrante irá introduzir um             •  Conrad Algarve chegou a ter data inauguração agendada para dia
                                                                      O
           novo padrão de luxo contemporâneo e um ser-                1 de Setembro.
           viço personalizado para o Algarve, para Portugal         •  Resort integra agora o Fundo de Lazer e Imobiliário turístico, criado
                                                                      O
           e para o resto do continente europeu. Sabemos              pela ECS Capital;
           que há uma procura significativa por alojamento          •  om a abertura do Conrad Algarve, são sete as propriedades da Hilton
                                                                      C
           de luxo na região e que o Algarve é um destino             Worldwide na Península Ibérica.
           de sol popular no Inverno para muitos viajantes


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Hilton Worldwide / fala-se .




                                                          _
                             “gostaríamos de ver um maior
                        investimento em infra-estruturas,
                             O que permitiria a turistas de
                          outros países experimentarem as
                                  maravilhas do Algarve.”




                                                                                   

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. fala-se / Hilton Worldwide




                                                                  _
  todo o mundo durante todo o ano. Acreditamos                 Primo Muñoz,         mundial e seis experiências gastronómicas únicas
           firmemente no crescimento do Algarve como um           Director-geral       num ambiente de luxo e criando uma atmosfera
           destino e estamos confiantes de que vai ter um         de Área da Hilton    que permite aos clientes descobrir a riqueza da
           crescimento tremendo no mercado turístico de           para a Península     cultura local e capacitá-los que o luxo é serem
           luxo.                                                  Ibérica              eles mesmos.
           Sentimos que a melhor maneira de desenvol-                                  A fim de apoiar este potencial de crescimento, gos-
           ver de forma sustentável o Turismo na região, é                             taríamos de ver um maior investimento em infra-es-
           atraindo turistas com elevado rendimento para o                             truturas, o que permitiria a turistas de outros países
           destino e incentivá-los a ver o Algarve como um                             experimentarem as maravilhas do Algarve.
           destino bonito, de luxo, o ano todo.
           Em muitos aspectos, o Conrad Algarve foi con-                               Assumiu o cargo de director-geral da Hil-
           cebido para ajudar a desenvolver esta identida-                             ton para a Península Ibérica em Maio. A
           de para o turismo na região, tornando-se uma                                que se deveu esta reestruturação e quais são
           atracção o ano todo. Isto será alcançado através                            as prioridades da sua direcção?
           de excelentes instalações, como um spa de classe                            Recentemente anunciámos uma série de novas
                                                                                       nomeações para Espanha e Portugal, que foram
                                                                                       o resultado da promoção interna. A minha no-
             “Há potencial para aumentar presença                                      meação para director-geral da Península Ibé-
                                                                                       rica alarga a minha anterior função, dando-me
             da Hilton na Península Ibérica”                                           a responsabilidade pela operação dos nossos
             Carlos Miro, director development, Espanha  Portugal, da Hilton Worl-    hotéis portugueses, bem do nosso portfólio es-
             dwide, também falou à Publituris Hotelaria sobre os planos de expan-      panhol.
             são da marca. Carlos Miro afirma que os dois mercados são “extrema-       A Hilton Worldwide tem uma forte tradição
             mente receptivos” às marcas da Hilton e diz haver “muito potencial para   na promoção dos funcionários da empresa,
             aumentar a presença na Península Ibérica” - particularmente com as        proporcionando oportunidades de desenvol-
             marcas DoubleTree by Hilton, Hilton Garden Inn e Hampton by Hilton.
                                                                                       vimento pessoal e profissional. O que começa
             “Acreditamos que há interesse por produtos consistentes, frescos e ino-
                                                                                       para muitos como um trabalho a tempo parcial,
             vadores de marca internacional nestes mercados, onde o forte ‘motor’
             da Hilton Worldwide é um benefício enorme”, afirma.                       muitas vezes, pode levar a uma carreira a longo
             O responsável refere, ainda, que existe um interesse crescente no mo-     prazo na hotelaria - Eu comecei em 1977 no
             delo de negócio de franchising em Espanha. “Isto premite aos proprietá-   Hilton Paris e, posteriormente, trabalhei em vá-
             rios manter a propriedade e a operação do seu hotel, ao mesmo tempo       rios dos nossos hotéis na Europa.
             que têm a possibilidade de fazer parte de uma das marcas mundiais de      Estou muito contente por assumir este novo e ex-
             hotéis mais emblemáticas”, defende.                                       citante desafio - particularmente com a abertura
             De acordo com Carlos Miro, Portugal, bem como Espanha, são os merca-      do tão esperado Conrad Algarve, no Verão. Vou
             dos-chave para a Hilton Worldwide e, conta, actualmente a cadeia está     trabalhar em estreita colaboração com Joachim
             a trabalhar em projectos em várias cidades principais e secundárias,      Hartl, director do hotel, e com a sua excelente
             bem como em resorts para expandir a sua presença. No entanto, o res-
                                                                                       equipa, que está a trabalhar intensivamente para
             ponsável não adianta que projectos sao esses. “Não temos nada confir-
                                                                                       garantir que este soberbo hotel oferecerá experi-
             mado nesta fase, mas esperamos fazer um anúncio no devido tempo”.
                                                                                       ências excepcionais quando abrir. h


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                       Ser hoteleiro
                       no resto
                       do mundo.
                           Têm carreiras internacionais em cadeias hoteleiras de
                           luxo. De Marraquexe ao Brasil. De Nova Iorque a Abu
                           Dhabi, passando pelo México. Leia as histórias de cinco
                           gestores hoteleiros que dirigem hotéis nestes mercados,
                           as oportunidades, os desafios e as conquistas de cada um.



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                                                 Ponta dos Ganchos
                                                      Resort, Brasil




                                                          Julho/Agosto 2012   hotelaria   23




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           O sonho de
          trabalhar na
          Aman resorts.            Miguel Guedes de Sousa é o exemplo de que “água mole em pedra dura,
                                   tanto bate, até que fura”. Só assim se explica a sua história com a cadeia
                                   Aman Resorts, na qual trabalha há dez anos. Tantos, quantos os que levou
                                   a tentar entrar na cadeia.
                                                                                 Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.



                                                                                                                         _
          Miguel Guedes de Sousa fez um es-                   imediata e total para trabalhar para a Aman, no            Percurso
          tágio em Banguecoque, no Hotel Landmark.            final da entrevista perguntou-me se conhecia               Profissional,
          No final dessa experiência, o pai foi visitá-lo e   um português seu amigo: António Gonçalves                  Miguel Guedes
          juntos foram visitar um hotel do qual Miguel        Pereira, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.            de Sousa dirige
          tinha ouvido falar muito em Banguecoque: o          Disse-lhe que conhecia muito bem. Adrian Ze-               o Amanjena, desde
          Amanpuri, o primeiro hotel da cadeia Aman           cha ligou-lhe logo a pedir referências. Quando             Maio de 2008. Antes
          Resorts. Foi amor à primeira vista. “Fiquei         desligou, sorriu e perguntou-me quando queria              dirigiu o Ampulo, na
          totalmente fascinado com o conceito; a plena        começar?”.                                                 Ilha Pamalican,
          harmonia da cultura local com o design limpo,       Já na cadeia Aman, seguiu-se um mês a via-                 nas Filipinas
          respeitando sempre a envolvente natural sin-        jar por todos os hotéis na Ásia como se fosse              (2004-2008)
          gular da paisagem, com uma baixa densidade          um cliente. O objectivo era “perceber, com-
          de construção acompanhada pela qualidade            preender, entender, respirar, amar o conceito e
          ímpar dos materiais usados”. A partir daí,          a filosofia Aman”.
          Miguel tinha uma certeza, queria trabalhar na       Hoje em dia Miguel é director-geral do Aman-
          AMAN Resorts. “Sempre acreditei que “que-           jena, em Marraquexe. Dirige uma equipa de
          rer era poder...e nunca desisti deste sonho, tive   300 pessoas, 298 marroquinos e duas portu-
          10 anos a insistir!”. Miguel enviava currículos     guesas, uma é resident manager e, a outra, é
          a cada três meses, estava atento a tudo o que       sales manager.
          saía na imprensa internacional sobre a cadeia       Ao mercado marroquino tece elogios. Diz que
          Aman, os novos destinos e aberturas, histórias,     é um destino “super exótico com uma cultura
          experiências contadas pelos clientes, entrevistas   e povo fascinante e com um clima super con-
          dadas do fundador e criador da Aman Resorts,        fortável a dois passos da Europa e, do outro
          Adrian Zecha. Um dia recebeu um telefonema          lado do Atlântico, estão os Estados Unidos e
          do escritório de Adrian Zecha para que parasse      a América do Sul, o que torna a venda deste
          de enviar o currículo, mas com o convite para       mercado fácil. “Marrocos conseguiu atrair in-
          se conhecerem, caso um dia Miguel viajasse          vestimentos hoteleiros das melhores cadeias de
          para Singapura. Foi a deixa perfeita. No dia        luxo mundiais. Os baixos impostos sobre ren-
          seguinte, Miguel apanhou o avião e foi a Singa-     dimento tornaram o investimento internacional
          pura para ser entrevistado pelo próprio Adrian      muito atractivo. Uma entidade decide na hora
          Zecha. ”Sabia tudo sobre ele e sobre a cadeia       todas as aprovações e licenças”. Acresce a lei
          Aman Resorts”, conta. “Ficou surpreendido           laboral flexível e baixos custos laborais.
          com o meu conhecimento e disponibilidade            Em contrapartida, a Marrocos está muitas


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Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo / management .




              vezes associada a ideia de “um país de risco
              político e terrorismo islamita”. Há, também,
              alguma dificuldade no transporte aéreo directo
              para Marraquexe, especialmente oriundos do
              mercado Norte e Sul-americano, além da forte
              dependência do mercado europeu, acrescenta.
              Quando lhe pedimos para contar um episó-
              dio que ilustre a diferença de culturas, Miguel
              refere a religião. “Sendo um País onde o Es-
              tado não tem separação da religião, as pessoas
              são muito mais crentes e religiosas, como tal
              os muçulmanos tem que rezar 5 vezes ao dia,
              tornando interessante gerir esses hábitos diaria-
              mente no local de trabalho. Mas os Portugueses
              são tolerantes e experientes com grande sentido
              de adaptação a gerir pessoas e locais de culturas
              diferentes”, afirma.
              Miguel Guedes de Sousa está há quatro anos
              em Marrocos e já vai dizendo que está na altura
              de mudar, apesar de “adorar profundamente
              aquele país”. Quem sabe não volta a Portugal.
              “Em alturas de crise surgem sempre oportuni-
              dades únicas! Mesmo em Portugal”, diz.

              Momento mais importante no percurso na
              Aman Resorts
              “Tive dois momentos muito importantes na
              minha carreira na Aman Resorts; Primeiro,
              no Amanpulo, nas Filipinas, durante a minha
              gestão. Em 2007 fomos considerados o Melhor
              Resort do Sudeste Asíatico e Melhor Hotel do
              Mundo até 100 quartos pelo guia Gallivanter.
              Segundo, em 2010, o Amanjena ganhou o pré-
              mio de Melhor Resort da África e Médio Ori-
              ente da Condé Nast Traveler e o Melhor Hotel
              do Mundo do guia Gallivanter”. h


                                                                                                 Julho/Agosto 2012   hotelaria   25




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. management / Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo




                       Brasil:
                       a escolha
                       natural.
                                   Quando Miguel Garcia decidiu procurar novos desafios, em 2009, o Brasil
                                   perfilava-se como um dos destinos de eleição.


                                                                                        Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.



          _
          Brasil,                   Miguel Garcia dirige o resort                       ca. Os restantes 10% são maioritariamente de
          Por ano, abrem            Ponta dos Ganchos, no Brasil, um dos mais           outras regiões do Brasil, à excepção de Miguel
          diversos novos em-        exclusivos empreendimentos do País. A aven-         e o gerente do restaurante, Paulo Galveias, que
          preendimentos             tura começou em 2009. Miguel Garcia preci-          também é português.
          e a procura por           sou de 15 dias para tomar a decisão de sair
          profissionais está        de Portugal rumo ao Brasil. A ideia já estava       Escassez de mão-de-obra qualificada
          em alta no País           mais ou menos maturada, visto que já andava         Quando Miguel Garcia decidiu procurar novos
                                    à procura de novos desafios, mas concretizou-       desafios, em 2009, o Brasil perfilava-se como
                                    se com a proposta para resident manager do          um dos destinos de eleição. “O crescimento
                                    resort. A proposta reunia todas as condições        económico na época estava fulminante e isso
                                    para Miguel a aceitar: o desafio de ficar a cargo   reflectia-se a todos os níveis, inclusive e obvia-
                                    de uma operação maior do que aquela que ex-         mente no mercado hoteleiro. Isso traz muitas
                                    ercia na altura, no segmento onde mais se revê      oportunidades, pois o mercado necessita de
                                    e inserido numa cultura diferente. Chegou e         injectar a curto prazo mão de obra qualificada
                                    nem foi preciso esperar muito para atingir ao       e pronta para entregar resultados”, explica.
                                    cargo de general manager. Colocaram-lhe as          Neste mercado encontrou várias vantagens.
                                    metas e objectivos necessários para lá chegar,      Desde logo a facilidade de adaptação e a lín-
                                    o que, frisa, “nem sempre acontece em todas         gua. “Torna-nos muito mais competitivos do
                                    as empresas”. Em Dezembro de 2010 foi pro-          que outras nacionalidades”. A segunda vanta-
                                    movido e ficou com a tutela geral do hotel.         gem é o presente investimento no sector. “Por
                                    Actualmente dirige uma equipa composta por          ano, abrem diversos novos empreendimentos
                                    120 colaboradores, 90% dos quais são naturais       e a procura por profissionais está em alta”.
                                    da região, de acordo uma política seguida pelo      Como terceira vantagem, aponta a remune-
                                    hotel. “Fazemos questão que seja assim por di-      ração. “Apesar de ser em reais é competitiva
                                    versas razões: primeiro, porque queremos que        comparando com Portugal”, afirma, ressal-
                                    o nosso impacto social seja positivo e ajude no     vando, no entanto, que não acontece “na gen-
                                    desenvolvimento local; segundo, porque não          eralidade e em alguns patamares”.
                                    queremos ser um resort impessoal ou vulgar.         Miguel Garcia também fala dos desafios. O
                                    Queremos que cada cliente sinta onde esta-          primeiro de todos é forma diferente como se
                                    mos inseridos, a cultura, as tradições”, expli-     trabalha, em geral, “mais informal”. “Em Por-


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                                                                                       preciso ter paixão pelo que se faz e ser mui-
                                                                                       to exigente consigo mesmo. Ficar focado na
                                                                                       melhoria contínua e nos detalhes que fazem
                                                                                       a diferença é meio caminho andado” diz. “Es-
                                                                                       tar sempre actualizado é uma obrigação e o
                                                                                       grande desafio que se coloca é ter uma equipa
                                                                                       de profissionais muito bem treinados e motiva-
                                                                                       dos para entregar os resultados que se esperam
                                                                                       e os que vão mais além. Neste segmento, além
                                                                                       da infra-estrutura e da gastronomia, o que faz a
                                                                                       diferença é o serviço e os intangíveis que são o
                                                                                       verdadeiro ‘luxo’”. Miguel nem gosta de usar a
                                                                                       palavra, já que, na sua opinião, foi banalizada.
                                                                                       “Acredito que se massificou o conceito de luxo
                                                                                       e, hoje em dia, vejo hotéis sem carisma, sem
                                                                                       serviço, sem sentido de lugar, aos quais cha-
                                                                                       ma de luxo só porque tem um par de cadeiras
                                                                                       Philipe Starck no lobby...”. As diferenças deste
                                                                                       segmento no Brasil comparado com Portugal,
                                                                                       hoje em dia, são “muito poucas”, maioritari-
                                                                                       amente culturais, apesar de “que aqui ainda
                                                                                       são poucas as referências neste segmento para
                                                                                       o tamanho do País”.
                                                                                       A viver desde 2009 no País, Miguel Garcia diz
                                                                _                      que está quase “tropicalizado” (risos). “A in-
              tugal e bem, somos - na generalidade - mui-       Miguel                 tegração no Brasil é fácil, mas há sempre dife-
              to profissionais, comprometidos com o que         Garcia,                renças de cultura, de hábitos, formas de lidar
              fazemos. Aqui senti, e muito, um descompro-       Foi em 2012, pelo      diferentes… Mas isso é a parte divertida de es-
              metimento com o profissionalismo, não só no       segundo ano con-       tar fora de Portugal, caso contrário não valeria
              sector hoteleiro. Está a mudar, mas ainda há      secutivo, finalista    a pena”.
              muito por se fazer.” Outro dos desafios apon-     do prémio “Melhor      Nos planos pretende ficar pelo menos mais
              tados é a escassez de mão-de-obra qualificada.    Gerência de Resort”,   cinco anos no Brasil, “não mais mais do que
              Ainda há poucas universidades focadas na          nos prémios VIHP -     isso”. “Estarei em busca de novos desafios e
              Hotelaria e Turismo para colocar profissionais    Very Important         outras cidades como Salvador, São Paulo ou
              no mercado e, também, há poucos a quererem         Hotel Professional    Rio estão na lista das possibilidades”, conclui.
              seguir carreira em Hotelaria e Turismo. Por
              último, Miguel aponta como grande desafio                                Momento mais importante da estada no
              o valor actual do mercado imobiliário. “Está                             Brasil
              impossível para novos hotéis entrarem nas                                “Houve vários momentos altos e desafiad-
              grandes cidades como Rio e São Paulo, está a                             ores - e ainda bem - desde 2009. Posso eleger
              afastar investimento hoteleiro, simplesmente e                           dois, o primeiro é a adaptação a uma nova
              basicamente porque ‘a conta não fecha’, como                             realidade, foi desafiador conquistar a equipa,
              aqui se diz”.                                                            sendo eu o único estrangeiro. O resultado tem
              No geral, Miguel Garcia encontra duas grandes                            sido muito bom. O segundo momento alto foi
              diferenças na forma de trabalho dos dois mer-                            a implementação e certificação da ISO 14001.
              cados. “A informalidade e a outra, que quero                             Podia eleger outros também importantes e
              levar comigo para qualquer parte do Globo, a                             gratificantes, mas este foi sem dúvida algo de
              amabilidade. Isto é uma dificuldade que nós,                             muita dedicação, empenho e resultado de um
              portugueses, temos em manter um ambiente                                 grupo de trabalho formidável”.
              de trabalho leve, simpático e ao mesmo tempo
              produtivo. Normalmente e, pela experiência                               Percurso profissional
              que tenho, achamos por definição (não con-                               Até se tornar director-geral do resort Ponta
              sciente) é que o ambiente de trabalho para ser                           dos Ganchos, Miguel Garcia foi responsável
              produtivo tem de ser sério, formal e a simpatia                          de FB do Tivoli Lisboa. Antes trabalhou
              só quando aparece. Acredito pouco nisto”.                                também no departamento de FB do Four
              Trabalhar num segmento de “luxo” traz de-                                Seasons Hotel des Bergues. h


                                                                                                           Julho/Agosto 2012   hotelaria   27




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. management / Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo




                A pressão
                do mercado
                americano.
                                   Jorge Tito na cadeia Sofitel desde 2005, altura em que dirigia o então
                                   Sofitel Vilalara. Daí transitou para o Sofitel Buenos Aires, hotel que dirigiu
                                   até ir para Nova Iorque.

                                                                                   Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




          Jorge Tito é director-geral do
          Sofitel New York, num dos mercados
          hoteleiros mais competitivos do mundo, o
          americano. A oportunidade surgiu, candida-
          tou-se e foi escolhido. Assumiu funções em
          Agosto de 2010, deixando para trás um cur-
          rículo invejável, preenchido por funções em
          hotéis da América do Sul e Portugal.
          Jorge Tito dirige 284 colaboradores e essa é
          uma das partes mais desafiantes do seu trab-
          alho. Se por um lado o mercado americano é
          “competitivo, dinâmico e maduro”, o reverso
          da medalha mostra um ambiente laboral com-
          plexo. “Tenho dentro do hotel 28 delegados
          sindicais. A criatividade é limitada pela com-
          plexidade da lei laboral, tudo tem que ser
          muito mais discutido e analisado, apresentado
          e depois de aceite por todos os agentes vem a
          implementação. Uma simples reacção espon-
          tânea a um pedido de um cliente de última
          hora (normal na indústria hoteleira) pode ter
          custos incalculáveis. Um chef de cozinha não
          entra na cozinha (leia-se fogão) durante o ser-
          viço, esse não e o seu trabalho”, exemplifica.      _
          Continuar, ou não, a trabalhar neste merca-         Sofitel New
          do, dependerá, diz, em parte da empresa e da        York,
          sua vontade. “Trabalharei neste mercado até         Jorge Tito assumiu
          ao dia que acharem que sou útil e que, ainda,       funções no Sofitel
          tenho algo para dar. Da minha parte, até que        New York em Agosto
          deixe de sentir a pressão natural que posso         de 2010


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Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo / management .




              fazer mais e melhor. Quando deixar de sentir
              essa pressão de todos os dias, é altura de par-
              tir. Felizmente, ainda não deixei de sentir essa
              pressão em nenhum dos projectos anteriores”.

              Momento mais importante da estada em
              Nova Iorque
              “Um projecto como estes é recheado de mui-
              tos momentos altos, difíceis de destacar, todos
              os dias há um momento alto porque o desafio
              é constante e muito intenso. Todas as semanas
              tenho momentos altos, ou pela singularidade
              dos casos ou pela quantidade dos mesmos num
              só dia. E uma cidade onde os hotéis trabalham
              a 90% de ocupação, qualquer decisão errada
              na estratégia comercial pode custar uma fortu-
              na. Dirijo um hotel com uma grande dinâmica
              de preços, os preços mudam várias vezes ao




              “uma cidade onde os hotéis
              trabalham a 90% de ocupação,
              qualquer decisão errada na
              estratégia comercial pode
              custar uma fortuna.”


              dia, cotizam-se cerca de 30/40 pedidos de gru-
              pos por dia, uma decisão errada numa cotiza-
              ção de um grupo pode custar facilmente 50
              mil dólares. Os momentos altos, no final, são
              os pequenos sucessos de cada dia, as pequenas
              notas de satisfação dos clientes, os clientes que
              retornam e nos dizem que se sentem em casa,
              os resultados nas diferentes áreas de avaliação
              da minha performance, financeiros, de satisfa-
              ção de clientes, de satisfação de colaboradores,
              das auditorias de qualidade a que nos subte-
              mos etc”.

              Percurso profissional
              Jorge Tito é actualmente director-geral do
              Sofitel New York. Está na cadeia Sofitel desde
              2005, altura em que dirigia o então Sofitel
              Vilalara. Daí transitou para o Sofitel Buenos
              Aires, hotel que dirigiu até ir para Nova Iorque.
              Antes de ingressar cadeia Sofitel desempenhou
              funções de direcção em diversos hotéis, entre
              os quais o Hotel Quinta do Lago (2004/2005),
              Le Meridien Rio de Janeiro (2000/2004) e o
              Le Meridien Bahia (1999/2000) e Le Meri-
              dien Penina (1992/1999). h



                                                                                                 Julho/Agosto 2012   hotelaria   29




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          Na terra
          das mil e uma
          oportunidades.
                                   Fernando Horta já tinha trabalhado com a marca Starwood e queria voltar
                                   a fazê-lo. Juntou as duas vontades: a de trabalhar no mercado árabe e a de
                                   voltar à marca quando aceitou trabalhar no St. Regis, em Abu Dhabi.

                                                                                  Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




          Fernando Horta é director de                                            Semana começa ao Domingo
          Engenharia do The St. Regis Saadiyat Island Re-                         No mercado árabe, Fernando Horta encontrou
          sort, em Abu Dhabi, desde Março de 2011. Inte-                          três vantagens: a primeira é a mescla de culturas
          grou o projecto na fase final de construção. Para                       e o que pode aprende com isso. “No The St. Re-
          trás ficou um longo percurso em cargos de gestão                        gis Saadiyat Island Resort temos colegas de 44
          em unidades hoteleiras nacionais e estrangeiras,                        diferentes nacionalidades”, explica. A segunda
          a última das quais o SANA Luanda, ainda na                              razão, refere, “este é um mercado em franca ebu-
          fase de pré-abertura. Foi de lá que partiu para                         lição onde tudo acontece. Em 2013 prevê-se que
          este novo projecto da marca Starwood, em Abu                            o aeroporto do Dubai destrone Heathrow como
          Dhabi. Fernando Horta já tinha trabalhado com                           o aeroporto com maior movimento do mundo.
          a marca americana e queria voltar a fazê-lo. Jun-                       Abu Dhabi é a capital dos Emirados, a uma mera
          tou as duas vontades: a de trabalhar no mercado                         hora de carro, e se a isso juntarmos a nata de cli-
          árabe e a de voltar à Starwood: “Desde 2008 que                         entes de todos os cantos do mundo, percebe-se
          mantinha um namoro com este destino, e só a                             que é um destino apetecível”. Por último, refere a
          crise global que atingiu o Dubai em 2008 impe-                          segurança que por lá se vive.
          diu que o casamento se tivesse concretizado mais                        Como não há bela sem senão, quisemos saber
          cedo. Eu queria muito voltar à Starwood, por                            quais as maiores dificuldades de trabalhar neste
          tudo o que a empresa representa de know-how                             destino. Fernando elege a língua - “que não é fácil
          hoteleiro e de condições de trabalho. Uma mul-                          de aprender, embora no trabalho se fale em in-
          tinacional com regras e projectos de carreira”,                         glês” e também há que respeitar e saber adaptar-
          afirma. Ainda recusou, em 2010, duas propostas      _
          para dirigir hotéis, porque sabia “que não con-     Fernando
          seguiria adaptar-se aqueles mercados”, e, final-    Horta,
          mente em 2011, o convite chegou. “Eu estava         Antes de integrar
          disponível, e não me importei de dar um passo       o projecto em Abu
          atrás na carreira, para estar numa área do globo    Dhabi fez a pré-
          onde - juntamente com a China - ainda há muito      abertura do SANA
          crescimento”.                                       Luanda
          Fernando Horta dirige actualmente 29 pessoas,
          mas espera poder dirigir umas centenas dentro
          de algum tempo, “quando puder voltar às opera-
          ções como gosto”.


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Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo / management .




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              se as tradições locais, mas isso nem é um prob-     pretende ficar por vários anos”. Disso não tem      the st. regis-
              lema para o Fernando Horta. Um problema ao          dúvida. “Tive um convite há poucas semanas          The Saadiyat
              qual ainda não está habituado é o facto de o fim    para regressar a Portugal e ser director geral de   Island
              de semana ser à sexta e sábado. “Custa adaptar a    um belíssimo hotel de 5 estrelas e recusei. Pelo    Resort,
              nossa mente a que a semana de trabalho começa       menos até o nosso primeiro- ministro dizer aos      O hotel abriu
              ao Domingo. Há ano e meio que não consigo ver       que aconselhou a emigrar, que já podem voltar.”      em 2011
              uma corrida de Fórmula 1 em directo”, brinca.
                                                                  Momento mais importante da estada em
              Arte de bem receber                                 Abu Dhabi
              Particularizar e definir o mercado laboral nos      “Aquele em que abrimos a porta do primeiro St.
              Emirados Árabes Unidos não é uma tarefa fácil       Regis no Médio Oriente (em 2012 abrem mais
              se tivermos em conta que é composto por várias      2) segundo os nossos 3 lemas: On Time, on Bud-
              comunidades de emigrantes. Por isso, quando         get and on Brand. Algo que normalmente não se
              perguntamos a Fernando Horta que diferenças         vê, abrir na data acordada, para uma função de
              culturais encontra entre mercado e outros onde      2000 pessoas no ballroom, com individualidades
              já trabalhou, ele ressalva este factor. “Temos 44   ligadas à Formula 1 e aos governos, e que não
              nacionalidades diferentes a trabalhar, sendo que    podemos defraudar”.
              a maioria vem dos países do Sudoeste asiático
              onde a vontade de servir é inata, onde o sorriso    Percurso profissional
              não é forçado, onde o bem estar dos clientes é      Engenheiro de formação inicial, Fernando
              verdadeira e genuinamente a única razão de ser      Horta trabalhou uns anos na Indústria até en-
              de estarem connosco. Isto leva-me a fazer com-      trar no mundo da Hotelaria. Começou a trab-
              parações com outros locais onde trabalhei e faz-    alhar na manutenção do Meridien Lisboa. De-
              me aprender maneiras diferentes de tratar os hós-   pois, esteve seis anos no Meridien do Porto, e
              pedes”. Fernando não esquece o dia em que o         nove no Sheraton Algarve, sempre como direc-
              hotel recebeu uma família que tinha um dos filhos   tor técnico. Em 2004, já depois da graduação
              em fase terminal de uma doença grave. “Tivemos      em direcção hoteleira e a meio do MBA em
              essa informação antes da chegada e, sem que nin-    Gestão Hoteleira numa universidade Suíça,
              guém o encomendasse, um dos butlers contactou       foi para Madrid como Director de Engenharia
              outras propriedades da cadeia para tentar saber     de Espanha e Portugal para os hotéis da Star-
              as preferências da criança. Descobriu qual o ar-    wood. Em 2005, foi convidado pela Amorim
              tista favorito da criança e, ao chegarem à suite,   Turismo para abrir o Lake Spa Resort, em
              era essa música que tocava na aparelhagem”.         Vilamoura, como director geral, função que
              Fernando Horta ainda não está completamente         exerceu durante quatro anos, tendo entretanto
              integrado nos Emirados Árabes Unidos. Os 15         colaborado na conclusão do Tróia Design Ho-
              meses que já passaram desde que chegou a este       tel. No final do Verão de 2009 assumiu a di-
              destino não lhe permitem para afirmar isso ai-      recção geral do SANA Luanda, ainda na fase
              nda, mas são suficientes para dizier que está “a    de pré-abertura, de onde saiu para os Emira-
              adorar a experiência e que, se tudo correr bem,     dos Árabes Unidos. h


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                                   De Bora
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                                   o México.
                                   Rui Reis está a viver há quatro anos na cdidade do México, destino ao qual
                                   regressou depois de ter estado a dirgir hotéis da Starwood em Bora Bora.

                                                                                     Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




                                    Em 2008, um ano antes do The St. Regis           de trabalhar em diversas marcas da Starwood e
                                    México City abrir, Rui Reis foi convidado a      chegar a director de Área da Starwood na Poli-
                                    dirigir o hotel. Não hesitou em aceitar o con-   nésia Francesa.
                                    vite. Já tinha trabalhado no México e gostava    Regressou ao México para fazer a abertura do
                                    de regressar.                                    The St. Regis México City. Esteve um ano a
                                    Rui Reis começou a carreira em Portugal, no      trabalhar directamente como os proprietários
                                    final dos anos 80 e início dos anos 90. Deu o    e a equipa de pré-abertura. Hoje em dia dirige
                                    salto para o Rio de Janeiro, em 1993, e nunca    um equipa de 250 pessoas. Do México diz que
                                    mais voltou a trabalhar em Portugal. Antes de    é “um país maravilhoso para trabalhar, com
          _                         regressar ao México - Rui Reis trabalhou na      grande tradição no Turismo, gente de grande
          Rui REis,                 cidade do México (1993-1998) e nas princi-       qualidade humana e técnica, muito hospi-
          Em Bora Bora, onde        pais estâncias balneares do país, como Cancun    taleiros”. E se tivesse de eleger um local para
          dirigiu vários hotéis     (2000-2001) – estava sediado em Bora Bora,       viver, este seria de certeza um dos primeiros da
          da Starwood               na Polinésia Francesa, onde teve oportunidade    lista. Rui Reis admite que situação de violência
                                                                                     nalgumas regiões do país dificulta muito a con-
                                                                                     solidação de uma imagem de país ideal para ir
                                                                                     passar férias. No entanto, afirma, “quando as
                                                                                     pessoas chegam ao México, rapidamente repa-
                                                                                     ram que a realidade é muito mais agradável e
                                                                                     segura do que as notícias transmitem”.
                                                                                     Já com uma longa experiência na hotelaria,
                                                                                     Rui Reis retira um lição. “As grandes diferen-
                                                                                     ças entre os vários países e lugares onde tenho
                                                                                     trabalhado não são realmente tão grandes”.
                                                                                     O responsável diz que encontra cada vez mais
                                                                                     semelhanças entre todos, do que diferenças.
                                                                                     “Os clientes esperam sempre a melhor quali-
                                                                                     dade de serviço, um sorriso, um esforço por
                                                                                     parte do hotel por satisfazer as suas neces-
                                                                                     sidades quando se hospedam longe de casa e
                                                                                     estão pressionados com o seu próprio stress e


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                                                                 ter sido Diretor de Área da Starwood na Poli-     Bora Bora E
                                                                 nésia Francesa, a cargo de 4 hotéis em 3 ilhas    México
                                                                 diferentes.                                       Em cima, à esq. Rui
                                                                 Outro, a abertura do primeiro Hotel St. Regis     Reis com a Família.
                                                                 na América Latina (na realidade, abriu 7 meses    Em baixo, a fazer
                                                                 depois do St. Regis Punta Mita, mas o projecto    mergulho com o
                                                                 era anterior). Hoje em dia este hotel é um dos    filho, em Bora Bora
                                                                 melhores ou talvez o melhor hotel de uma das
                                                                 maiores cidades do mundo, com cerca de 20
                                                                 milhões de habitantes.
                                                                 2009 e 2010 foram anos particularmente difí-
                                                                 ceis e consolidar este projecto em condições
                                                                 tão complicadas foi sem dúvida um grande
                                                                 logro na minha carreira”.

              inquietação provocados pela viagem”.               Percurso Profissional
              A viver há quatro anos na cidade do México,        Rui Reis começou a carreira, em 1988, no
              Rui Reis não prevê o que o futuro lhe reserva.     Vila Magna Albufeira Jardim, no Algarve. Em
              “Normalmente, não penso muito nisso até ao         Portugal, ainda trabalhou no Sheraton porto
              dia em que decido partir para outro projecto.      Hotel. De lá partiu para o Rio de Janeiro onde
              Costumo dizer, quando me perguntam isto,           trabalhou no Hotel Copa d’Or. Mudou-se para
              que quando chego a um lugar comporto-me            o México, e entre 1994 e 1998, desempenhou
              como se fosse ficar aí para sempre; claro, sa-     funções do Sheraton Maria Isabel Hotel 
              bendo que nada é para sempre. Mas esta ati-        Towers, na cidade do México. A partir daqui
              tude facilita muito todas as decisões e relações   trabalhou sempre na Starwood, em diversas
              com as pessoas locais na construção de um          marcas, como Westin ou The Luxury Collec-
              clima de colaboração e amizade.”                   tion. Mudou-se para Bora Bora, em 2004, para
                                                                 dirigir o Bora Bora Nui Resort  Spa. Chegou
              Momento mais importante do percurso                a director de Área da Starwood na Polinésia
              profissional                                       Francesa em 2008, antes de ingressar no The
              “Sem dúvida um dos momentos mais altos foi         St. Regis Mexico City. h


                                                                                                        Julho/Agosto 2012   hotelaria   33




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. management / Opinião




                   Promoção
                   Interna
          A Promoção Interna do turismo pode assumir                       por parte do Turista Nacional, é condição ne-
          inúmeras interpretações, consoante o plano de                    cessária para assegurar uma maior atractividade
          actuação que se considere prioritário. Assim,                    deste grupo cultural perante o Turista que nos
          iremos considerar a promoção interna de tu-                      visita dos mercados emissores de relevância.
          rismo que visa na essência o Turista Interno e                   A criação de acções promotoras das caracte-
          o residente habitual das zonas de intervenção                    rísticas e particularidades das inúmeras insti-
          promocional.                                                     tuições culturais, quer sejam elas monumentos,
          Numa época de dificuldades económicas e fi-                      exposições, eventos, entre outros, é crucial para
          nanceiras, pese embora o crescimento das via-       Tiago        fixar nacionalmente uma nova franja de turista,
          gens e turismo a nível mundial (5%), será in-       Venâncio     aquela que incita e desenvolve o City-Break a
          teressante ponderar a aplicação de métodos e        / C.O.O.     nível global. Dotar estas atracções de guias, de
          planos de cativação dos residentes nacionais e      da Dynamic   explicações, e de interacções com os visitantes
          locais no desenvolvimento turístico nacional,       Hotels       é condição para a sua adequabilidade aos no-
          por forma a compensar eventuais quedas turís-                    vos padrões de consumo dos mesmos, ao invés
          ticas, quer a nível de dormidas, quer a nível de                 da simples contemplação. É necessário criar a
          rentabilidade por turista. A Promoção turística                  sensação de descoberta de todo um património
          deverá enveredar por caminhos similares aos                      histórico-cultural e natural perante os residentes
          praticados ao nível exterior, ou seja, a promo-                  nacionais, por forma a desenvolver homogene-
          ção do que o Destino tem de melhor, e ofere-                     amente as diversas valências deste património
          cer essas potencialidades a todos os habitantes                  nacional, e criar condições de sustentabilidade
          nacionais e locais, criando desejo de explorar e                 para as desenvolver ainda mais, e potenciando
          conhecer todas as características do país onde                   uma base nacional para a sua racionalidade de
          reside.                                                          exploração e visitação.
          A potenciação dos Museus Nacionais, Monu-                        Nunca antes como agora, foi tão ou mais im-
          mentos e Cultura nacional poderá ser maxi-                       portante, voltar a olhar o que é nosso, e o que
          mizada se pensada a nível de consumo inter-                      deve ser aproveitado e desenvolvido com este
          no com maior força, e dotando as mesmas de                       movimento. A Promoção Interna não deverá
          condições de perfeita leitura e compreensão. O                   ser unicamente baseada na divulgação de des-
          Cidadão Nacional é o consumidor de primeira                      tinos nacionais, mas sim promover a integração
          linha e atracção, pois este criará condições para                de todo um património numa perspectiva de
          a sua atractividade se expandir aos Turistas não                 sustentabilidade turística de atracção. É urgen-
          residentes, uma vez que dotará estas atracções                   te incrementar as taxas de consumo turísticas
          de condições de usabilidade e sustentabilidade                   histórico-culturais e naturais a nível interno!
          pela sua visitação e aceitação. Dotar a “Cultu-
          ra” de uma aceitabilidade e procura crescente                                         tiago.venancio@dynamic-hotels.com




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DOSSIER

           Fundos.
           Corrida contra o tempo.
             Perfilam-se como a solução encontrada pela banca para os activos em dificuldade pela crise financeira. A
             ideia é estabilizar os projectos e, posteriormente, aliená-los a investidores nacionais e internacionais. Mas
             especialistas alertam para o tempo que está a levar para encontrar solução para os projectos.




          Texto Carina Monteiro Fotografia fotolia



                                                                                                      Julho/Agosto 2012   hotelaria   37




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. dossier / Banca e a Hotelaria




           _
           FLIT                     Até agora conhecem-se dois                        maturidade, nomeadamente aqueles que estão
           O Fundo Lazer,           Fundos de Capital de Risco para                   relacionados com os sectores do perímetro de
           Imobiliário e Turismo    a gestão de projectos em dificuldade no sector    actividade do fundo.
           (FLIT) foi criado        turístico. O primeiro é o Fundo Lazer, Imo-       Para a carteira inicialmente constituída, atra-
           pela ECS Capital e       biliário e Turismo (FLIT), criado pela ECS        vés de aquisição de créditos às instituições fi-
           tem capital subscrito    Capital, de Fernando Esmeraldo e António de       nanceiras, entraram maioritariamente activos
           no valor de 385          Sousa, antigo governador do Banco de Portu-       da Indústria Hoteleira e Turismo. A selecção
           milhões de euros         gal e ex-presidente da Associação Portuguesa      teve por base, para além de outros critérios, o
                                    de Bancos; o segundo Fundo do qual se fala é
                                    da Explorer Investments. Mas por enquanto só      “o FLIT integra uma dezena de
                                    se sabe que a empresa está a estudar soluções
                                    para o sector do Turismo. Do FLIT sabe-se         activos, entre os quais o Colombo’s
                                    que iniciou a sua actividade transaccional no     Resort, em Porto Santo, o Hilton
                                    último trimestre de 2011, tendo capital subs-     Conrad, no Algarve e o Boavista
                                    crito no montante de 385 milhões de euros,
                                    mas está em cima da mesa a possibilidade de       Prime Office, no Porto..”
                                    ser alargado. Actualmente o FLIT integra uma
                                    dezena de activos, entre os quais o Colombo’s     resultado positivo dos modelos de viabilidade
                                    Resort, em Porto Santo, o Hilton Conrad, no       aplicados e a probabilidade de recuperação dos
                                    Algarve, o Boavista Prime Office e o Jazz Resi-   mesmos quando ultrapassadas as situações de
                                    dence, ambos no Porto.                            défice financeiro ou de gestão corrente.
                                    A empresa diz que o objectivo é manter os acti-
                                    vos no mercado com rentabilidade económica        Funcionamento
                                    na exploração e, por um lado, ajustar o tempo     De acordo com fonte do mercado o papel das
                                    de recuperação dos investimentos com maior        instituições financeiras no actual contexto está


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Banca e a Hotelaria / dossier .




               circunscrito, à componente de transacção, por
               um lado, e de estabilizador financeiro no iní-       Exemplo irlandês
               cio do projecto, por outro. A prazo pretende-se
                                                                    A Agência Nacional de Gestão de Activos (NAMA) foi criada em Dezem-
               que a definição de novas estratégias de negócio      bro de 2009 como parte de uma série de iniciativas levadas a cabo pelo
               e a concretização das acções agora delineadas        governo irlandês para fazer face aos graves problemas que surgiram no
               permitam, “aquando da estabilização dos mer-         sector bancário irlandês como o resultado de excessivos empréstimos
               cados financeiros e da actividade económica,         bancários.
               reequacionar o tratamento destes activos via         As instituições financeiras transferiram activos no valor de 74 mil mi-
               alienação ou parcerias nacionais ou interna-         lhões de euros para a Agência. O objetivo é obter o melhor retorno pos-
               cionais.” A tesouraria necessária para a prosse-     sível financeiro para o Estado desta carteira durante uma vida útil de
               cução de cada projecto é atribuída de acordo         até 10 anos. Entre Junho de 2011 e Maio de 2012 a NAMA lançou em
               com um plano de negócios viável e credível,          2011 “especie” de saldos de 850 propriedades que incluiam também
                                                                    hotéis em Cork ou Dublin, por exemplo.
               aplicado a cada um dos activos sujeitos a pro-
               cessos de recuperação.
               “Uma das principais tarefas do FLIT é encon-
               trar alternativas de capital e de gestão, no sen-   A questão dos bancos poderem vir a ser “a
               tido de melhorar de imediato a performance          maior cadeia hoteleira portuguesa” não é, per
               dos activos e consequentemente obter ganhos         si, um problema, defende um dos consulto-
               de liquidez e sustentabilidade económica ca-        res ouvidos. “Aconteceu nos Estados Unidos
               paz de permitir que a estrutura accionista re-      e na Grã-Bretanha nos anos 90”, lembra. “O
               cupere os investimentos efectuados”.                grande problema consiste no facto da banca
                                                                   portuguesa não ter capacidade de encontrar
               Riscos para o mercado                               uma solução para esses activos. Esta incapaci-
               A Publituris Hotelaria pediu a consultores          dade resulta desde logo pelo facto de qualquer
               do mercado a opinião sobre a forma como os          solução implicar desvalorizações dos activos e
               bancos estão a lidar com a restuturação da dí-      consequentemente uma contribuição negativa
               vida dos projectos hoteleiros em dificuldade.       para os resultados. Lembro que recentemente




                                                                                                               Julho/Agosto 2012   hotelaria   39




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. dossier / Banca e a Hotelaria




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             ECS Capital                                                                milhões de euros foi vendido pelo NAMA por
                                                                                        20 milhões. Somente quando os bancos estive-
             Gere activos avaliados em 845 milhões de euros;
             Criou o Fundo de Recuperação com um capital subscrito de €740 mi-          rem preparados, ou forem obrigados, a regis-
             lhões; e Fundo Albuquerque com um capital subscrito de 105 milhões         tar os activos a um preço actual de mercado,
             de euros. Este último está vocacionado para operações de investimento      poder-se-á começar a desenhar soluções”. O
             entre cinco e 15 milhões de euros;. Actualmente, os Fundos da ECS par-     segundo problema reside nas próprias compe-
             ticipam em empresa de diversos sectores de actividade, desde o sector      tências da banca, afirma o consultor. “Os ban-
             da energia ao sector agro -alimentar;                                      cos não são gestores hoteleiros. É neste âmbito
             A participação da ECS Capital no sector turístico- imobiliário não come-   que os Fundos existentes - como a ECS Ca-
             çou apenas com a criação do FLIT. Já antes, em 2010 e em 2011, o pro-      pital - podem ter um papel muito importan-
             jecto Golden Residence, na Madeira, e As Cascatas – Golf Resort  Spa,     te, pois mesmo que sejam criados apenas por
             em Vilamoura, integraram, respectivamente, o Fundo de Recuperação.
                                                                                        transferência dos activos do banco, as hipóte-
                                                                                        ses de recuperação dos activos serão maiores,


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Banca e a Hotelaria / dossier .




                  Radar
                  Março de 2012
                  O pedido de insolvência, no Tribunal de Ponta Delgada, pedido pelo BPI à Terraçores, a empresa proprietária do Hotel Vip, foi
                  retirado. Em causa está uma dívida de dez milhões de euros ao BPI.
                  O BPI havia pedido a insolvência da empresa proprietária, Terraçores empreendimentos, uma das empresas do grupo Mobilar de
                  Paulo Jorge Jesús.

                  In RTP/Açores


                  18 de Maio
                  O Millenium bcp e Banco Espírito Santo (BES) assinaram um acordo de princípio destinado a evitar a insolvência do grupo hote-
                  leiro CS, do empresário Carlos Saraiva. Também o Banco Popular, outro dos maiores credores do grupo, está a ultimar a assina-
                  tura de acordo, que prevê a passagem da quase totalidade dos activos, reunidos na Hersal - Investimentos Turísticos, para um
                  fundo que poderá vir a integrar a ECS Capital, de António de Sousa e Fernando Esmeraldo.

                  In Diário Económico


                  Junho de 2012
                  O BES pediu a insolvência do hotel de cinco estrelas Choupana Hills. O hotel chegou a 2010 com prejuízos de 1,3 milhões de
                  euros e uma quebra de 61% nas vendas face a 2007. No ano passado, o passivo atingia já 13 milhões.

                  In Público


                  *A Publituris Hotelaria questionou os bancos em questão sobre o ponto da situação destes projectos, mas não obteve
                  qualquer esclarecimento.



               pois aí residirá o foco dos gestores desses fun-
               dos; a passagem do actual foco “como é que o
               banco recupera os seus créditos” para “como
               é que o fundo recupera a operação” poderá ter
               um impacto muito positivo, não sendo de des-
               cartar que ao longo do tempo, e com a melho-


                “Somente quando os bancos
                estiverem preparados, ou forem
                obrigados, a registar os activos
                a um preço actual de mercado,
                poder-se-á começar a desenhar
                soluções.”

               ria das condições da economia e da operação
               dos seus activos, esses fundos ganhem capaci-
               dade de atrair poupanças/investimento priva-
               do, bem como fiquem com activos em posição
               de ser alienados”.
               Conclusão? O problema não reside no pro-
               cesso, mas no tempo que a solução para este
               problema está a demorar, “pois é esse tempo
               que faz definhar bons projectos/empreendi-
               mentos”. h


                                                                                                                   Julho/Agosto 2012   hotelaria   41




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. especial                      / Sustentabilidade




           Piscinas: quanto
           está disposto a
           poupar em dinheiro
           e no ambiente?
                                    A Hidrion, empresa 100% portuguesa propõe um sistema de
                                    tratamento de água para piscinas, mais automático e mais
                                    amigo do ambiente e da saúde, à base de iões

                                    Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




           Já se questionou várias vezes
           como pode reduzir os custos de manutenção
           das piscinas do hotel? A Hidrion tem uma
           solução capaz de reduzir esses custos através
           de um sistema inovador de tratamento de
           águas. Miguel Bento, responsável pela empre-
           sa, explica como: “O sistema de tratamento
           Hidrion fundamenta-se num processo elec-
           trolítico através do qual se libertam iões me-
           tálicos positivos, que destroem as células dos
           contaminantes carregados negativamente, tais
           como, bactérias, fungos e algas existentes na
           água, deixando-a pura e saudável”. O méto-
           do é milenar, mas foi aperfeiçoado pela em-
           presa: “Baseados num princípio já conhecido,
           empiricamente, desde o tempo dos romanos,                        _
           conseguimos aperfeiçoar um dispositivo de                        Hidrion,               dos custos de pessoal da manutenção, porque
           ionização metálica electrolítica, utilizando                     Em termos de inves-    a piscina fica quimicamente mais estável”, de-
           uma ideia original (patenteada) para a dis-                      timento inicial        fende.
           posição dos eléctrodos, a qual, além de tornar                   o sistema Hidrion      O resultado? “Melhoria evidente da qualidade
           a sua limpeza virtualmente desnecessária, as-                    é mais barato do que   água, água sem cheiros, sem sabor, sem os in-
           segura o “bombardeamento iónico” da totali-                      o sistema de Ultra     convenientes do cloro elevado; mais transpar-
           dade da água que atravesse o sistema e desse                     Violetas (UV)          ente e bem tratada”, afirma Miguel Bento.
           modo uma maior eficácia do processo”.                                                   Por outro lado, existe ainda uma vantagem
           O sistema pode ser utilizado tanto em piscinas                                          para as piscinas interiores. Como o menor uso
           de água doce como em piscinas de água sal-                                              do cloro evita-se a degradação do ambiente
           gada do mar.                                                                            das piscinas interiores normalmente aqueci-
           A Hidrion fala numa redução dos custos de                                               das. “Esta degradação é provocada pelo cloro,
           manutenção com a piscina superior a 50%.                                                que como se sabe é extremamente corrosivo”,
           Como? “Baixando a aplicação de produtos                                                 explica.
           químicos - devido à redução de 60 a 70 % nas                                            Miguel Bento diz que esta solução é a mais
           despesas com cloro e até 100 % nos algicidas                                            económica do mercado. “Comparando o siste-
           e floculantes-, mas também através da redução                                           ma Hidrion com as várias alternativas utiliza-


           42   hotelaria   Julho/Agosto 2012




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Sustentabilidade / especial .




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               das em Portugal e apresentadas num estudo          nunca foi trabalhada. Sabemos que neste mo-                        Exportação,
               que foi publicado pela Universidade do Min-        mento de crise económica temos uma solução                         Grande parte do
               ho (disponível na Internet) verifica-se que:       que, devido às suas características, tem um                        volume de negócios
               Em termos de investimento inicial o sistema        enorme potencial de poupança para os nossos                        da empresa provém
               Hidrion é por exemplo pelo menos 6 vezes           clientes”, defende.                                                exportação.
               mais barato do que o sistema de Ultra Viole-                                                                          A empresa já vendeu
               tas (UV). Também nos custos de exploração o        Exportação                                                         mais de 400 equipa-
               sistema Hidrion consegue ser o mais económi-       Grande parte do volume de negócios da em-                          mentos para
               co 0.62 €/m3 por mês contra, por exemplo, o        presa provém exportação. A empresa já vendeu                       a Argentina
               cloro = 1.19 €/m3 por mês”.                        mais de 400 equipamentos para a Argentina,
                                                                  por exemplo, muitos dos quais para piscinas
               Hotelaria: área de negócios estratégica            de utilização pública. “Estamos representados
               Apesar de estratégico, o mercado dos em-           no Brasil (Recife) onde já fizemos algumas
               preendimentos turísticos tem tido compor-          instalações em clubes desportivos. Estamos
               tamentos diferentes quanto à procura de-           a estudar outras parcerias com empresas em
               sta solução. “Considerando apenas os hotéis,       São Paulo e Curitiba. Para Angola e África do
               podemos afirmar que ainda não representam          Sul temos algumas empresas interessadas nos
               uma grande parcela no volume de negócios           nossos equipamentos e estamos a avaliar essas
               da Hidrion. Isto deve-se apenas a um históri-      propostas”. Um dos mercados de aposta este
               co de tratamento de água à base de cloro e a       ano é o mercado francês - “o maior mercado
               um eventual desconhecimento técnico básico         europeu”- e, por isso, a empresa vai ter um
               sobre outros sistemas igualmente eficientes”.      expositor na feira de Lyon, em Novembro de
               O mesmo não acontece com os resorts de             2012. h
               férias. “Se por outro lado, considerarmos os
               empreendimentos de resorts de férias, Turis-
               mos Rurais, Turismos de Habitação e locais          Alguns exemplos mais recentes da aplicação do sistema Hidrion na Hotelaria portuguesa :
               públicos para colónias de férias de crianças,      	 Hotel Baía	                   Cascais	                            Piscina com 60 m3
               claramente existe uma procura crescente pela       	 Hotel Vila Galé Ópera	        Lisboa	                             Piscina com 80 m3
               ionização de cobre como sistema alternativo,       	 Hotel Quinta da Casa Branca	 Ilha da Madeira	                    Piscina com 250 m3
               mais saudável e amigo do ambiente”.                	 Hotel Vale da Telha	          Vale da Telha	                     Piscina com 330 m3
               “Apesar de termos muitos equipamentos em           	 Hotel Dom Gonçalo	            Fátima	                            Piscina com 106 m3
               piscinas de uso público, desde Piscinas Mu-        	 Hotel Belsol	                 Belmonte	                          Piscina com 110 m3
               nicipais, Ginásios, Resorts, Infantários, Turis-
                                                                  	 Aparthotel Alvor	             Alvor	            Piscinas com 600 m3, 400 m3 e 12 m3
               mos Rurais, a área dos Hotéis especificamente


                                                                                                                         Julho/Agosto 2012   hotelaria       43




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. especial / Sustentabilidade




           BREVES
           Corinthia Hotel Lisbon
           organiza campanha de
           preservação do ambiente
           Na sequência do projecto que tornará o Corinthia Hotel Lisbon no
           primeiro hotel Energeticamente Eficiente em Portugal, o Corinthia
           Hotel dedicou o mês de Junho às questões ambientais, realizando
           junto de todos os colaboradores uma campanha de sensibilização
           para a preservação do ambiente. De entre as iniciativas, destaque
           para a separação do lixo em todos os escritórios, refeitório e outras
           áreas de staff, redução do consumo de energia e utilização de papel
           reciclado em todas as fotocopiadoras.
           Para celebrar o fim de um mês de campanha, o Director Geral
           Roderick Micallef convidou todos os colaboradores a participar na
           plantação de um medronheiro no jardim do hotel. Esta iniciativa
           ocorre no ano em que a Corinthia Hotels celebra o seu 50º ani-
           versário pelo que, fica também associada a estas comemorações
           representando um marco na vida do hotel.
           Recorde-se que neste momento o Corinthia Hotel Lisbon encon-
           tra-se em plena fase de implementação de um grande projecto em
           parceria com a Galp Energia e o ISQ para que o hotel passe a pro-
           duzir a energia que consome tornando-se desta forma num hotel
           Energeticamente Eficiente.




            Políticas sustentáveis são cada vez
            mais importantes para a indústria do Turismo
             As políticas sustentáveis são cada vez mais um factor importante para os gestores de viagem, de acordo com uma nova pesquisa
             lançada pela Fundação GBTA, departamento de pesquisa da Global Business Travel Association (GBTA).
             O estudo revelou que as empresas concentram-se em medidas de sustentabilidade que podem gerar economia, influenciam o
             comportamento do viajante para tomar decisões melhores e procuram estabelecer relações fornecedores amigos do ambiente.
             O relatório “Estudo de benchmarking das políticas de viagem sustentáveis 2012”, também descobriu que, quando se trata de
             sustentabilidade, a Europa está à frente os EUA.
             “As empresas em todo o mundo concentram os seus programas de responsabilidade social no impacto no ambiente”, disse Ber-
             nard Harrop, director de sustentabilidade da Fundação GBTA. “A indústria das viagens tem um impacto desproporcional sobre o
             meio ambiente, mas a partir deste estudo aprendemos que falta aos gestores de viagens dados precisos para desenvolver os
             seus programas de viagem no melhor interesse do meio ambiente.”
             Com o foco renovado sobre a política ambiental, as empresas concentram-se nas relações com os fornecedores, procurando os
             que possuem serviços verdes e soluções para reduzir desperdício, minimizar a pegada de carbono e gerar resultados. Na Europa e
             na Austrália, mais de um terço dos compradores de viagens planeeia fazer alterações nos fornecedores nos próximos dois anos,
             a fim de cumprir com novas políticas de viagens sustentáveis. Entre 37% e 43% dos gestores de viagens antecipam mudar pelo
             menos um dos fornecedores: companhia aérea, hotel, transporte terrestre.



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. equipamentos                                / Nonius




          Nonius e DGSM:
          o que ganha o mercado
          com este negócio?
          O grupo Impresa, de Francisco Pinto Balsemão, chegou a um acordo de princípio com a
          NoniusSoft, S.A. O acordo prevê uma participação de 15,03% da Impresa no capital da
          NoniusSoft” e em contrapartida a Nonius adquire a totalidade do capital da IMPRESA.DGSM.

          Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




                                                                 _
          A primeira é especializada em                          António Silva,
          tecnologia para indústria hoteleira. A se-             CEO da Nonius,
          gunda disponibiliza “serviços e conteúdos de           empresas com
          entretenimento para o mercado de Hotelaria e           soluções tecnológias
          Saúde”. Nonuis e Imprensa DGSM, juntas o que           para a Hotelaria
          irão oferecer ao mercado?

          Quais as razões que motivaram a compra
          da DGSM ao Grupo Impresa? Quais as van-
          tagens do negócio?
          A Nonius adquiriu a totalidade do capital da IM-
          PRESA.DGSM e, em contrapartida, o grupo Im-
          presa entra para a estrutura accionista da Nonius.
          É nossa convicção que esta operação traz vários
          benefícios para os nossos parceiros, nomeadamen-
          te a oferta de mais e melhores produtos, soluções                             DGSM a ter uma estratégia conjunta e a responder
          e conteúdos para o mercado hoteleiro e hospitalar;                            ao novo conselho de administração da Nonius.
          uma melhor cobertura geográfica com três delega-
          ções: Porto (sede), Lisboa e São Paulo, Brasil; uma                           Qual o valor da transacção?
          maior eficiência e melhor capacidade de resposta                              O valor da transação é 1,58 milhões de euros.
          a todos os clientes; e uma estrutura accionista for-
          te, capaz de apoiar os projectos presentes e futuros                          Este negócio reforça a posição da Nonius na
          dos seus clientes, a nível nacional e internacional.                          oferta de soluções de IPTV para hotéis?
          Confiamos que a aquisição irá reforçar a posição                              Ao longo dos anos a Nonius assumiu-se como
          da Nonius enquanto líder destacado em tecno-                                  líder, no mercado nacional, de tecnologias de co-
          logias hoteleiras e hospitalares, graças às suas so-                          municações e entretenimento para hotéis. A fusão
          luções para acesso à Internet de alta velocidade                              com a DGSM vai permitir reforçar a oferta de
          (HSIA) e televisão interactiva (IPTV).                                        conteúdos e cota de mercado de soluções de TV
                                                                                        interativa para hotelaria. A Nonius, em conjunto
          Há alguma mudança de direcção na DGSM?                                        com a IMPRESA.DGSM, passa a ter as suas so-
          A DGSM é uma empresa estável e sustentável,                                   luções de IPTV em mais de 400 hotéis, distribuídos
          com uma equipa experiente e um produto conso-                                 por Portugal, resto da Europa, África e Brasil.
          lidado no mercado. A Nonius manteve e integrou
          toda equipa da DGSM e mantém a linha de pro-                                  Quais os objectivos para este ano, em ter-
          dutos e serviços.                                                             mos de negócio?
          O administrador da DGSM entra para o conselho                                 Espera-se que o volume de negócios consolidado
          de administração da Nonius passando a Nonius/                                 da NONIUS ronde os 2,3 milhões de euros. h


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Hostelco / equipamentos .




                Líderes mundiais da
               Hotelaria reúnem-se
               em Barcelona.
                                     Pelo primeira vez o salão Hostelco vai organizar um congresso mundial que
                                     conta com oradores dos quatro cantos do mundo.


                                                                                                 Texto Carina Monteiro Fotografia D.R.




               A Hostelco, o salão internacional de equipa-
               mento para hotelaria e restauração, que se realiza-
               se de dois em dois anos na Fira Barcelona, conta
               este ano com um congresso dedicado à hotelaria
               nos dias 17 e 18 de Outubro, designado Hospitality
               Industry World Congress (HIWC). A directora da
               Fira Barcelona, Isabel Piñol Baguna, e Albert Grau
               Vidal, sócio director da Magma Hospitality Consul-
               ting, a empresa que está a apoiar a organização do
               congresso, estiveram em Lisboa para a apresentação
               da feira e do respectivo evento.
               É a primeira vez que a Hostelco organiza um con-
               gresso, mas a iniciativa é para continuar. Para a edi-
               ção de estreia, a Hostelco elegeu quatro temáticas:
               “Os novos caminhos para a eficiência e rentabili-        _
               dade hoteleira”; “Expansão e internacionalização.        Fira                     soluções sobre os desafios colocados no congresso.
               Onde devemos ir?”; “As pessoas e a mudança: a            Barcelona,               A Hostelco vai disponibilizar, em breve, no seu site,
               nova inteligência do êxito”; e “A comercialização e      A Hostelco realiza-se    os preços e abrir as inscrições. A organização vai dis-
               o marketing, em mudança total”. O objectivo é ser        este ano entre os dias   ponibilizar passes para os dois dias do congresso e
               um evento mundial dos líderes da indústria hotelei-      17 e 21 de Outro         passes corporativos para empresas em que mais do
               ra e local de debate das últimas tendências do sector.   num nouvo recinto        que um colaborador queira participar.
               Estão confirmados dezenas de oradores de vários          da Fira Barcelona
               países, entre presidentes, CEO’s e directores gerais                              Novidades Hostelco
               de cadeias internacionais como a Four Seasons, Ac-                                A Hostelco, que se realiza este ano entre os dias 17
               cor, IHG, Hilton, mas também fora do sector.                                      e 21 de Outubro, apresenta algumas novidades. A
               O formato dos painéis rompe com o que é habi-                                     começar pelo recinto do evento. O salão mudou-
               tualmente visto nos congressos. Começa com um                                     se para um novo espaço dentro da Fira Barcelona.
               orador, segue-se uma mesa redonda e termina com                                   Agora está distribuída por dois pavilhões. Com um
               quatro sessões paralelas. Segundo a organização, o                                foco cada vez mais internacional, a Hostelco
               formato traz dinâmica e maior interacção. Em pa-                                  organiza este ano o I Forum de Hotelaria Bra-
               ralelo com o congresso há quatro eventos a desta-                                 sil Europa. A edição de 2010 contou com 62
               car: os prémios Hostelco; Linkedin meetings – um                                  mil visitantes, sensivelmente o mesmo espera-
               encontro entre os grupos mais activos na rede inte-                               do para esta edição. 15% do total de visitan-
               grados por profissionais da hotelaria; Hotel Influen-                             tes foram estrangeiros de 86 nacionalidades.
               cers Meetings – encontro de bloguers e jornalistas                                Portugal ocupou o terceiro lugar do ranking de
               especializados em Hotelaria; e speakers corner – um                               nacionalidades que visitaram a feira e o quarto
               espaço onde os parceiros do congresso apresentarão                                lugar na lista de expositores internacionais. h


                                                                                                                            Julho/Agosto 2012   hotelaria   47




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. equipamentos




          BREVES
          EGE                                                   IHG lança site
          tem novo site                                         de reservas em russo e turco
                                                                O Intercontinental Hotel Group lançou sites de reservas em russo e turco.
          A EGE, empresa líder no fornecimento de alcatifas     A medida faz parte da estratégia do grupo para atender às necessidades
          para Hotéis, representada em Portugal pela Decor-     de um número crescente de consumidores globais que estão adoptar os
          pisus, acaba de lançar o seu novo site www.ege-       canais online e móveis para a pesquisa e reserva de viagens.
          carpet.com.                                           De acordo com Michael Menis, vice-presidente Web  Marketing interac-
                                                                tivo da IHG: “O aumento nas reservas da Internet nestes países é devido
                                                                a muitos factores, incluindo o impacto das redes sociais, um aumento no
                                                                número de jovens que estão mais dispostos a comprar online e o aumen-
                                                                to da presença destes serviços na internet”.
                                                                “É importante as nossas marcas estarem onde os nossos clientes pre-
                                                                cisam que elas estejam e possam facilmente chegar a elas”, disse Me-
                                                                nis. “Para a Rússia e Turquia, isto significa responder ao facto da web
                                                                e móveis estarem a tornar-se cada vez mais populares como canais de
                                                                reserva”.




          Com um design inovador e adequado ao sector
          hoteleiro, a empresa lançou a recente colecção
          “ Cruiseresorts “, disponível na conhecida gama
          “Highline Express”. Disponível também no show-
          Room EGE em Paço de Arcos.




          Allianz Portugal
          lança novo Allianz Hotéis
          A seguradora lançou um seguro multirriscos dedicado ao sector hoteleiro. De acordo com a empresa: “O Allianz Hotéis é um
          produto claramente inovador. É o único que disponibiliza Riscos Elétricos, Computadores e Equipamento Eletrónico, Avaria de
          Máquinas e Bens Refrigerados, no já alargado conjunto de coberturas base. Esta é uma diferença exclusiva principalmente
          pelos capitais indemnizatórios, respetivamente de 150 mil euros para os Riscos Elétricos e de 100 mil euros para as outras 3
          coberturas”, explica a empresa. Outra vantagem a ter em conta é a facilidade de subscrição. Com apenas quatro informações,
          é possível obter uma simulação de coberturas e prémios.
          O Allianz Hotéis destina-se a hotéis de todas as categorias, aparthotéis e pousadas (históricas ou não). Adapta-se com facilida-
          de às características de qualquer estabelecimento hoteleiro, independentemente da sua dimensão ou categoria.


          48   hotelaria     Julho/Agosto 2012




46-48 Equipamentos.indd 48                                                                                                                  12-07-2012 17:00:13
Restaurante. Vinho.Lazer /    sugestões .


               Adega Machado
               reabre.
               A Adega Machado, uma das mais conheci-
               das casas de Fado do Bairro Alto, reabriu
               no início do Verão de 2012 com nova gerên-
               cia, decoração contemporânea e novos es-
               paços de animação. O Fado e a gastronomia
               tradicional portuguesa continuarão a ser o
               principal mote desta casa, fundada em 1937.
               Fechada há mais de três anos, a mítica casa
               de Fado da Rua do Norte, em Lisboa, reabre
               agora com três espaços distintos: uma sala
               principal com 110 lugares sentados e servi-
               ço à carta, uma adega moderna, com capa-
               cidade para 44 pessoas e serviço de vinho a
               copo e petiscos gourmet, e ainda um terra-                           está previsto que os fadistas interajam mais
               ço ao ar livre. Tanto a adega como o terraço                         com o público. A programação está a car-
               poderão ser reservados para grupos e even-                           go do fadista revelação Marco Rodrigues,
               tos, incluindo pequenas apresentações de                             que é também artista residente. O objectivo
               Fado. O projecto de arquitectura foi assina-                         da nova gerência é ainda aproximar a casa
               do por Luís Candeias (Atelier Paramento).                            de Fado de um público mais jovem, para
               “A decoração é contemporânea, diferen-                               convívio entre amigos, mas também a visi-
               te daquilo que estamos habituados a ver                              tantes nacionais e estrangeiros que queiram
               numa casa de Fado”, revela João Pedro Fer-                           aproveitar uma experiência diferente mas ao
               reira-Borges, um dos três gerentes do Gru-                           mesmo tempo genuinamente portuguesa.
               po Fado  Food que detém mais duas casas                             Neste novo espaço é ainda possível reviver a
               de Fado em Lisboa – o Café Luso, também                              história e tradição desta Casa de Fado através
               no Bairro Alto, e o Timpanas, em Alcântara.                          da exposição de 117 imagens e obras de valor
               Com esta recuperação, a Adega Machado                                museológico, com a assinatura Adega Macha-
               quer oferecer um espectáculo inovador pois                           do Guarda Segredos que se Cantam. h



                                      .Lazer                                          .Passeios                                        .Vinho
                                      Tivoli                                          Parques de Sintra                                Conde de Vimioso
                                      lança cartão T/NIGHT                            lança passeios de charrete                       Rosé para o Verão
                                                                                      no Parque da Pena

               A Tivoli Hotels  Resorts acaba de lançar o T/       A Parques de Sintra inaugurou no final de Junho os                 Com a chegada do Verão e das noi-
               Night, um cartão que dá vantagens exclusivas         passeios de charrete no Parque da Pena, propor-                    tes quentes, chega também o Conde
               na utilização dos espaços e serviços de lazer        cionando assim aos visitantes uma nova forma de                    de Vimioso Rosé 2011!
               dos Hotéis Tivoli. O cartão T/Night é gratuito e     conhecerem e desfrutarem daquele espaço, numa                      De aspecto cristalino rosa e aroma
               será distribuído aos melhores clientes nos quatro    experiência próxima da forma como D. Fernando II e                 a frutos vermelhos, o Conde de
               espaços, a partir do mês de Julho. Os titulares do   os seus convidados o faziam. Desta forma, todas as     Vimioso Rose é fino e elegante. Na boca revela-
               cartão beneficiam de 10% de desconto sobre           3ªs, 5ªs e 6ªs feiras, entre as 10h e as 16h30, será   se macio e frescocom complexidade. O final de
               todos os consumos no Duna Beach (Meia Praia),        possível a qualquer visitante adquirir um bilhete      boca é prolongado e de grande harmonia.
               Aqua Lounge (Marina de Portimão), Puro Beach         para passear de charrete entre os Lagos do Parque      Pela sua frescura, é edeal para um belo dia de sol
               (Marina de Vilamoura) e SkyBar (Tivoli Lisboa) e     da Pena e o Chalet da Condessa d’Edla, em contac-      ou uma noite romântica, a acompanharsaladas
               10% de desconto sobre o alojamento em todos          to direto com os cavalos Ardennais que vivem no        frias ou um maravilhoso peixe grelhado.
               os hotéis do grupo em Portugal. O cartão é válido    Parque, conhecendo também a Quinta da Pena e           O Conde de Vimioso é produzio pela Falua do
               até 31 de Outubro 2012. h                            Jardim da Condessa d’Edla, incluídos no percurso. h    enólogo João Portugal Ramos. h


                                                                                                                                        Julho/Agosto 2012    hotelaria    49




49 Sugestões.indd 49                                                                                                                                                  12-07-2012 17:01:55
. colaboradores
                                                Tiago Venâncio
                                                / C.O.O. da Dynamic Hotels

                                                Com um percurso académi-
                                                co ao nível da Gestão de Em-
                                                presas Turísticas e com um
                                                Executive Master em Gestão
                                                Hoteleira na ESHTE e EGE
                                                - Atlantic Business School.
                                                É na Dynamic Hotels que
                                                desenvolve a sua paixão,
                                                com Projectos Hoteleiros de
                                                relevo, como sejam o Holi-
                                                day Inn Figueira da Foz, o
                                                InterContinental Porto - Pa-
                                                lácio das Cardosas, o Indigo
                                                Lisboa, entre outros.




           Filipa Vinha                                                        Mário Candeias                Rui Camacho
           / sócia fundadora da Miles-                                         / director de hotel           / paginador
           tones “Strategic Thinking in
           Tourism”                                                            Hoteleiro desde sempre,       Queria ser arquitecto, mas
                                                                               Mário Candeias tem um         foi pelo curso de Engenha-
           É sócia e fundadora da Miles-                                       MBA pela UALG e pós-          ria Física e de Materiais,
           tones, empresa especializada                                        graduações em Harvard e       na UNL, que começou.
           em marketing e vendas para                                          INSEAD na área de Corpo-      Ainda estudou arquitectu-
           o sector do turismo, hotelaria                                      rate Finance e em Cornell e   ra, durante três anos, mas
           e lazer. Marketing Digital, E-                                      Lausanne, em Administra-      o talento e a criatividade
           commerce, Revenue Manage-                                           ção Hoteleira. Desenvolve     fizeram-no render-se às
           ment, Gestão Canais Online                                          actividade no Grupo Pesta-    artes gráficas. Foi director
           e Contratação Comercial são                                         na após longa colaboração     de Arte e Produção Gráfi-
           alguns dos serviços prestados.                                      com o Grupo Tivoli. Man-      ca na “Idealmente”, antes
           Antes de fundar a Milestones                                        tem colaborações pontuais     de chegar à Workmedia. É
           foi Directora de Marketing do                                       com a Formação de Execu-      viciado em gadgets, cine-
           Pine Cliffs Resort  Sheraton                                       tivos, na UALG e no Turis-    ma e música.
           Algarve e Responsável de Ma-                                        mo de Portugal.
           rketing da Amorim Turismo.                                          No pouco tempo que lhe res-
           Tem um MBA pela Universi-                                           ta, costuma ler publicações
           ty of Porto Business School e                                       das áreas de Economia, Ges-
           Mestrado pela mesma institui-                                       tão, Finanças e Estratégia.
           ção, tendo apresentado a tese
           sob o tema: “o turismo de ex-
           periências proporcionado pelo
           legado regional autêntico”.


           50   hotelaria   Julho/Agosto 2012




50 Protagonistas.indd 50                                                                                                               12-07-2012 17:03:34
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Ano 08 • Nº 81 • Julho/Agosto 2012 • Mensal • Preço de Capa: €10 (Portugal)                     A REVISTA DO GESTOR HOTELEIRO




                                                                      +
                                                                                                                                                _
                                                Entrevista                                                                                      DOSSIER
                                                Primo Muñoz,                                                                                    Banca e Hotelaria
                                                director-geral da Hilton                                                                        Fundos de
                                                para a Península Ibérica                                                                        Investimento
                                                                                                                                                em análise




                            Julho/Agosto 2012
                                                                                                                                                                              81



                                                  Hoteleiros
                                                  sem fronteiras
                                                                                                                          Cinco gestores hoteleiros portugueses contam as
                                                                                                                          suas experiências em mercados como Nova Iorque,
                                                                                                                          Abu Dhabi, Brasil, México e Marraquexe.
                            81




01-02 e 51-52 Capa.indd 1                                                                                                                                                   12-07-2012 18:15:07

Artigos Miguel Guedes de Sousa

  • 1.
    Ano 08 •Nº 81 • Julho/Agosto 2012 • Mensal • Preço de Capa: €10 (Portugal) A REVISTA DO GESTOR HOTELEIRO + _ Entrevista DOSSIER Primo Muñoz, Banca e Hotelaria director-geral da Hilton Fundos de para a Península Ibérica Investimento em análise Julho/Agosto 2012 81 Hoteleiros sem fronteiras Cinco gestores hoteleiros portugueses contam as suas experiências em mercados como Nova Iorque, Abu Dhabi, Brasil, México e Marraquexe. 81 01-02 e 51-52 Capa.indd 1 12-07-2012 18:15:07
  • 2.
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  • 3.
    editorial . Cinco histórias, cinco vidas. Desde que assumi a direcção editorial da Pu- sil. Estes profissionais honram não só a sua blituris e da Hotelaria tenho tido o previlégio classe como Portugal. Em todos estes destinos de viajar pelo mundo. Na grande maioria das há não só um português como uma inspiração vezes visitei locais aos quais de outra forma lusa no local onde trabalham. nunca iria. Ou porque não estavam no meu Também nesta Hotelaria poderá encontrar um Top-de-destinos-a-visitar-antes-de-morrer ou Dossier dedicado à Banca e aos Fundos. Todos simplesmente não teria capacidade económica conhecemos as dificuldades que atravessam para os suportar. Há no entanto um ponto em muitos dos hotéis em Portugal e sabemos em comum: em quase todos os locais que visitei RUBEN surdina das dezenas de insolvências em curso. havia um hoteleiro português. Do mais óbvio OBADIA Infelizmente não houve uma única instituição Brasil ao Dubai, de Marrocos ao México, pas- / director bancária que se tenha dignado a responder ás sando por Nova Iorque. Em quase todos os perguntas colocadas pela Jornalista. É certo que encontros fortuitos tive oportunidade de jantar são negócios de muitos milhões e os problemas com estes verdadeiros embaixadores de Portu- são muitos e delicados. Mas quando tudo se gal. Falamos da vida que deixaram, da família sabe em surdina, porquê manter o silêncio? que trouxeram, da adaptação, das diferenças culturais, dos desafios que se colocam na ges- tão e no destino. Nesta edição da Hotelaria revelamos-lhe cin- co destas histórias.”Viajámos” a Marrocos, ao México, Brasil, Estados Unidos, Dubai e Bra- robadia@publituris.workmedia.pt Julho/Agosto 2012 hotelaria 03 03 Editorial.indd 3 12-07-2012 18:37:01
  • 4.
    sumário. _ Propriedade Publiotel – Empresa de Publicações Actualidade Turísticas e Hoteleiras, Lda. 10 › Distribuição NIPC 500224609 Paridade de preço é o desafio Conselho de Gerência 12 › Aumentar reservas directas Pedro Corrêa Mendes, Hélia Milheiro O que pode fazer? Director Ruben Obadia, robadia@publituris.workmedia.pt 13 › China Mercado de viagens vai duplicar entre 2008 e 2013 Editora Carina Monteiro, cmonteiro@publituris.workmedia.pt Grafismo 16 › SWOT Rui Camacho, rcamacho@workmedia.pt Rodrigo Machaz é o convidado da nova rúbrica da Publituris Hoteleria Projecto Gráfico João Artur Peral, www.joaoperal.com 18 › Hilton Fotografia Entrevista a Primo Muñoz, director de Área da Hilton João Reis, Hugo Gamboa para a Península Ibérica Departamento Comercial Paula Noronha (Directora), pnoronha@publituris.workmedia.pt; Paula Jesus, management. pjesus@publituris.workmedia.pt 22 › Hoteleiros pelo mundo Helena Umbelino As histórias de cinco gestores hoteleiros espalhados humbelino@publituris.workmedia.pt pelo mundo Assinaturas Carmo David, cdavid@publituris.workmedia.pt Dossier. Assinatura anual 60€, assinatura mensal 6€ 37 › Banca e a Hotelaria Os Fundos em análise Publicidade e Administração – Direcção e Redacção Rua Latino Coelho, nº 87, 1º Piso, Sala 32, 1050-134 Lisboa Especial. E-mail geral@publituris.workmedia.pt 42 › Sustentabilidade Telefone 210 992 813 Hidrion propõe solução económica para manutenção de Pedido Registo no INPI 365355 piscinas Registo no ICS 125023 Impressão Peres-Soctip, SA - Estrada Nacional 10, Km 108.3, 2135-114 Samora Correia - Porto Alto Equipamentos. Tiragem 3000 Exemplares 46 › Nonius Reservados os direitos de António Silva em entrevista reprodução, distribuição ou disponibilização a terceiros dos conteúdos publicados. 04 hotelaria Julho/Agosto 2012 04-05 Sumario.indd 4 12-07-2012 18:16:20
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  • 6.
    . figuras FIGURAS Casa da Calçada tem novo director geral Miguel Afonso Santos vai dirigir Polana Serena Hotel Oriol Juve é o novo Miguel Afonso Santos, até aqui direc- director geral da Casa tor geral do Grande Real Villa Itália da Calçada Relais & Hotel & Spa, vai dirigir, a partir de dia Chateaux localizada 1 de Agosto, o Polana Serena Hotel, em Amarante. em Maputo. “Em 2003 apaixonei-me Oriol Juve já desem- por um projecto chamado Hotéis Real, durante 9 anos dediquei-me penhou vários cargos com paixão e tudo fiz para acrescentar valor, diferenciar e contri- como sales manager, buir para o seu desenvolvimento. É hora de continuar a crescer e incluindo o de senior aprender, para isso decidi abraçar um novo desafio”, refere Miguel sales manager no Afonso Santos. O Polana Serena Hotel, de cinco estrelas, reabriu em resort Praia D’El Rey, 2010 após um investimento de 25 milhões de dólares e 21 meses cargo que desempe- de obras profundas. Construído em 1922, o Polana Serena Hotel é nhou até à data. considerado um dos mais requintados hotéis de África, sendo des- Antes assumiu funções de há muito conhecido como a “Grande Dama de Maputo”. no Westin CampoReal Golf Resort & Spa e no Sheraton Algarve Starwood distingue director de at Pine Cliffs Resort, Vendas e Marketing do Sheraton Algarve no Algarve. Jorge Lopes, director de Vendas e Marketing do Sheraton Al- Oriol Juve tem o bacharelato em International Hospi- garve Hotel, recebeu o prémio “Starwood President’s Award”, tality Management pela École Hôtelière de Lausanne, a distinção mais importante de carreira atribuída pelo grupo. na Suíça. O prémio “Starwood President’s Award” é anual e representa “o mérito e excelência do trabalho desenvolvido nas unida- des hoteleiras do grupo, tendo como objectivo reconhecer o Sofia Brandão embaixadora extraordinário desempenho de um colaborador Starwood”. Segundo o premiado, Jorge Lopes, “é uma verdadeira hon- da SLH em Portugal ra receber tão prestigiada distinção em apenas dois anos como colaborador Starwood”. Acrescenta ainda que “este O Aquapura Douro Valley foi nomeado pela Small Luxury prémio representa o esforço de uma equipa, da qual me Hotels of the World (SLH) embaixador de Relações Públicas, orgulho muito, e que tem contribuído para a qualidade dos da marca em Portugal, na pessoa de Sofia Brandão (soman- resultados que temos do assim este cargo ao embaixador de vendas). A directora alcançado”. de Vendas e Marketing do Aquapura assume “a função de Este prémio foi entre- divulgar, criar awareness e ser o ponto de contacto da im- gue a Jorge Lopes pelo prensa em Portugal para a SLH”, segundo nota de imprensa director-geral do She- do Aquapura. A SLH elege um embaixador para cada país raton Algarve Hotel, a em que quer ter presença. É o caso de Espanha, França, Luxury Collection Hotel, Alemanha, EUA, Reino Unido, entre outros. James Munro, em repre- A marca está presente em mais de 500 hotéis, em cerca de sentação de Roland Vos, 70 países por todo o mundo. Em Portugal, existem 8 hotéis Presidente da Starwood que integram a marca: Aquapura Douro Valley, Blue & Green Hotels & Resorts EMEA Vilalara Thalassa Resort, Carmo’s Boutique Hotel, Hotel da (Europa, Médio Oriente e Estrela, Hotel Infante Sagres, Internacional Design Hotel, África). L’AND Vineyards Resort e Palácio Estoril Hotel, Golf & Spa. 06 hotelaria Julho/Agosto 2012 06-07 Figuras.indd 6 12-07-2012 16:49:53
  • 7.
    figuras . Rita Alves Martins Cristina Freixa dirige é a nova responsável Hotel São Domingos do Vila Bicuda O quatro estrelas Hotel São Domingos, em Mértola, é agora Rita Alves Martins, directora ope- dirigido por Cristina Freixa, profissional com experiência em racional do Vila Bicuda, em Cascais, unidades de alojamento no Alentejo e enquanto formadora em Hotelaria e Turismo. desde 2003, é agora a responsável Com esta aposta a administração deste hotel de quatro es- do hotel. Rita Alves Martins tem o trelas pretende dar “um novo impulso à forma como este curso de Gestão Hoteleira da Esco- se posiciona no mercado, tanto a nível comercial como de la de Hotelaria e Turismo do Porto. relacionamento com parceiros/ fornecedores, e também na Começou o seu percurso profissional implementação de renovados conceitos de gestão”, informa na Quinta do Lago, tendo passado o hotel em comunicado. posteriormente pelo Holiday Inn Lisboa. Antes de iniciar actividade Cristina Freixa é licenciada em Gestão Hoteleira na Escola como directora operacional da Vila Bicuda, foi directora de aloja- Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo em Faro e tem uma mentos do Lapa Palace. pós-graduação em Direcção Hoteleira na Escola de Turis- mo e Hotelaria de Portalegre. A sua experiência profissio- nal passou pelo desenvolvimento de diversos projectos na Full Services Group, pela Direcção das unidades Hotel Rural Monte do Carmo e Quinta da Tapada de São Pedro e pela Miguel Júdice coordena coordenação e formação em hotelaria e turismo na Escola Profissional de Odemira. Segundo a própria, “o Hotel São áreas de Hotelaria e Turismo Domingos tem todas as condições para quem procura a tran- quilidade do Alentejo, sendo também um espaço seguro e do ISLA Campus Lisboa com vários motivos históricos e astronómicos para que uma família relaxe e tenha o seu momento – algo difícil de obter O ISLA Campus com a azáfama do Lisboa que, desde dia-a-dia. o passado dia 1 Além disso, o hotel de Abril de 2011, tem também exce- lentes infra-estru- passou a integrar a turas para acolher Laureate International grupos de trabalho Universities, o maior ou reuniões de em- grupo mundial de presas e negócios, Ensino Superior, que como por exemplo inclui as escolas de um auditório total- excelência da área de mente equipado, Hospitality: Glion e com luz natural e Les Roches (Escolas lotação para 100 Suíças), Kendall pessoas.” College (Chicago, Estados Unidos da América), Blue Delta Hotels and Resorts Mountain (Austrália), acaba de nomear Miguel Júdice como Coordenador nomeia novo presidente e CEO Executivo das suas Licenciaturas, Mestrados e Doutoramentos na área do Turismo. Miguel Júdice é CEO do grupo Lágrimas Hotels & Kenneth M. Greene assumirá, em Setembro, as funções Emotions, uma empresa que gere hotéis de charme de presidente e CEO da Delta Hotels and Resorts, um das e restaurantes de Norte a Sul de Portugal. Além principais cadeias hoteleiras do Canadá. Greene foi, mais recentemente, presidente e director ad- das funções executivas que desempenha no Grupo ministrativo para a região da Ásia-Pacífico do Grupo Wyn- Lágrimas, Miguel Júdice é, desde 2010, Presidente dham Hotels. Desde 2001, Ken Greene ocupou sucessivos da Associação da Hotelaria de Portugal, participando cargos de chefia na cadeia. activamente em inúmeros fóruns ligados à actividade Antes de ingressar na Wyndham, Greene desempenhou turística no nosso país. É licenciado em Gestão de funções de liderança em organizações globais tais como Empresas pela Universidade Católica Portuguesa o NRT, Inc., Cendant Corporation, HFS, Inc., e Coldwell e possui um Mestrado em Hospitality pela Cornell Banker Residential Afiliados, Inc. University. Julho/Agosto 2012 hotelaria 07 06-07 Figuras.indd 7 12-07-2012 16:50:00
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    . indicadores / Opinião “DESTRUIÇÃO CREATIVA” UPRISING Turismo e relevância económica global Lembrei-me do nome do célebre álbum de dro Santos Guerreiro, um jornalista brilhante Bob Marley (Uprising, 1980) quando vi re- mas para quem a indústria do Turismo tam- centemente as conclusões da cimeira do G20, bém aparenta ter nascido no dia anterior ao no México. seu editorial, e a acabar na calculatória de Pe- Esse álbum foi um dos corolários da reggae dro Romano, que confunde o peso do Turismo music e um manifesto à cultura rastafarian. nas exportações com o peso do Turismo total Uma cultura underground, quase proibida e no PIB (esqueceu-se do turismo doméstico), a genericamente mal-entendida por todos. Daí edição continua a não ver o potencial turísti- o nome do próprio álbum significar um misto Mário co na sua plenitude, em função da capacidade de alvorada com sublevação, um grito de afir- Candeias* instalada que temos e do contributo rápido mação dessa cultura. / Gestor Hoteleiro que poderia dar ao país, fruto do incremento Não sendo eu um apreciador de reggae, achei induzido da competitividade e do alinhamento no mínimo estranho estar a ver o produto da da oferta existente a novos comportamentos dita cimeira e fazer uma analogia tão distante da procura e mercados emissores. e inusitada. Em termos institucionais, passado 1 ano de Aprofundando o raciocínio, e já menos a novo Governo, ficámos a saber que a reenge- quente, a analogia até que aparenta aplicar-se. nharia das ERTs foi adiada para 2013. E tam- O Turismo, na sua longa marcha pela rele- bém ficámos agora a saber que os novos esta- vância, conquistada ao longo de 6 décadas de tutos do TP permitem oxigenar a instituição crescimento continuado e atingindo em 2012 (palavras do seu Presidente, indiciando que a impressionante cifra de 1 bilião de chegadas anteriormente o ar não circulava). Quanto ao internacionais, 2 triliões USD em receitas e Primeiro-Ministro, acho que ainda não o ouvi 100 milhões de empregos, só agora é reconhe- proferir uma única vez a palavra Turismo. cido pelo G20 como um importante contri- _ Para quando o Uprising do Turismo em Por- buinte para o desenvolvimento global. Destruição Creativa: tugal? Para quando a assunção da carta do Se pensarmos em termos de efeitos indirectos um conceito G20 em Portugal? Entre adiamentos e oxige- agregados, os números de receitas e emprego popularizado nos anos nações, o mais certo é termos que continuar a 50 pelo Economista quase triplicam. inspirar os nossos governantes com os sons de e Prémio Nobel Foi também recentemente noticiado, na ci- Joseph Schumpeter, intervenção de Bob Marley. meira do WTTC em Tokyo, que o Turismo é 5 que aplica a teoria vezes maior que a indústria automóvel global. económica à inovação e Na cimeira do G20, deu-se como que a alvo- progresso (destruindo ou tornando rada do Turismo, o seu Uprising, enquanto obsoletos conceitos sector estratégico para o mundo. Um sector e processos antigos, que até então era mais ou menos underground criamos metodologias na geometria sócio-económica mundial e pra- novas, tornando-nos ticamente inexistente no policy making global. mais competitivos, sofisticados e com De acordo com o G20, o Turismo passa a ser maior potencial) relevante para o crescimento global, para a Este economista foi criação de emprego, aumento das competên- tão proeminente cias e redução da pobreza global. Custou mas quanto John Maynard foi. Keynes e actualmente a coluna sobre Gestão Em Portugal, a coisa é um pouco mais anó- mcandeias13@hotmail.com na revista britânica The dina. O Jornal de Negócios fez recentemente Economist chama-se *Mário Candeias assina todos os meses a coluna Destruição uma edição sobre Turismo. A começar por Pe- Schumpeter Creativa 08 hotelaria Julho/Agosto 2012 08-15 Indicadores.indd 8 12-07-2012 16:51:16
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    . indicadores /Lausanne Paridade é o desafio da distribuição. De acordo com um novo estudo realizado pela Ecole Hôtelière de Lausanne (Suíça) e a RateTiger, a paridade é o factor dominante que afecta a distri- buição dos hotéis e as estratégias de receita actualmente. Resultado? Os hotéis negligenciaram os fundamentos do revenue management, mas por outro lado, mostraram abertura para outras alternativas à distribuição. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. _ EStudo, O desafio da paridade de preços e a natureza influenciadora das OTA’s desafia os hote- leiros a uma nova fonte de receitas e fluxos de reserva 10 hotelaria Julho/Agosto 2012 08-15 Indicadores.indd 10 12-07-2012 16:51:25
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    Lausanne / indicadores. O estudo multi-regional (realizado em cinco países), “O Desafio de Distribuição de 2012”, 5 canais de conclui que os revenue managers usam mais distribuição emergentes do que nunca ferramentas de gestão de canais e relatórios de preços, até 11 vezes por dia, em mé- 1.Backbid dia, para gerar receita nos seus principais canais. O BackBid é um site de reservas de hotel, onde os viajantes “postam” as No entanto, à medida que lutam para manter a suas reservas de hotéis e aceitam propostas de unidades alternativas consistência do preço, procuram agora novas ma- para encontrar o melhor valor para a sua estada. neiras de melhorar a exposição, alcançar novos O canal permite aos consumidores encontrar o melhor hotel pelo me- mercados e aumentar as reservas directas. lhor preço, sabendo todos os detalhes sobre uma determinada unidade, “As OTA’s monitorizam a paridade de preços e antes de aceitar uma nova oferta. Não há risco envolvido, pois podem pressionam os hotéis a actualizar os preços dos negar qualquer oferta e manter a reserva existente. seus canais”, refere Horatiu Tudori, professor se- nior de revenue management, da École Hôtelière de Lausanne, na Suíça. “Os hoteleiros gastam 2. Guestmob mais tempo na gestão da paridade de preços e a O Guestmob permite aos clientes escolher entre uma colecção de ho- téis em cidades seleccionadas. garantir a integridade do preço, o que lhes deixa Como funciona? O utilizador regista-se no site gratuitamente e, em se- pouco tempo para definir estratégias mais sofisti- guida, procura hotéis dentro de uma das 20 cidades seleccionadas nos cadas para reduzir o custo de distribuição e au- Estados Unidos por data. O Guestmob produz uma lista de hotéis que mentar a RevPAR.” normalmente incluem entre quatro a oito unidades com classificação e O estudo descobriu que os revenue managers localização similares, os quais os hóspedes podem ver pelo nome. focam-se em três principais questões: 1) aumento Só depois do cliente confirmar a reserva é que fica a conhecer qual o da RevPAR, 2) controlo os custos de distribuição hotel reservado. / e-business, e 3) o aumento da exposição. “Os ho- O canal agiliza o processo de reserva, organizando os hotéis por aquilo téis definiram como estratégia para 2012 a neces- que o cliente procura, em oposição a uma lista de centenas de unida- sidade de melhorar o RevPAR através de tarifas des, o que acontece na maioria dos motores de reserva de hotéis. As mais elevadas, ou aumentando o tempo de estada reservas feitas no Guestmob também são reembolsáveis. do hóspede. O principal desafio será diminuir os 3. Hall St. custos de distribuição, enquanto aumentam os Os hóspedes registam-se na plataforma, negoceiam taxas com os ho- téis, e, em seguida, podem desfrutar da reserva pré-paga ou vendê-la “As OTA’s monitorizam a a outros clientes paridade de preços e pressionam A plataforma reconhece que “as mudanças de última hora fazem parte do nosso dia-a-dia” e dá aos clientes a liberdade de mudar o nome das os hotéis a actualizar os preços suas reservas ou vendê-las a outros usuários. dos seus canais.” 4. Tingo preços e a ocupação, garantindo ao mesmo tempo Tingo monitoriza todas as alterações de preço do quarto já reservado a paridade de preços entre seus parceiros de dis- pelo cliente e, em seguida, faz uma nova reserva à taxa mais baixa, sem nenhum custo para o cliente caso a taxa tenha caído. tribuição para evitar políticas rigorosas”, continua A vantagem para os consumidores é óbvia: o cliente reserva o quarto Tudori. que quer e fica à espera que o preço baixe cada vez que fica mais perto “As OTA’s estão a ficar maiores e têm um tal da data da reserva. poder que não podemos lutar contra elas, por isso estamos a encontrar outras formas de comunicar 5. Traveltipping a nossa oferta e estar presente online. Claro que Os utilizadores começam a sua pesquisa, seleccionando uma das seis precisamos de estar presentes e precisamos ter al- regiões do mundo: América do Norte & Caraíbas, América Latina, Euro- guma disponibilidade e paridade com as OTA’s”, pa, África e Médio Oriente, Ásia e Oceania. Cada região apresenta vá- disse um dos inquiridos da pesquisa. rios pacotes de viagens, tais como quatro noites de estadia para duas O desafio da paridade de preços e a natureza in- pessoas na República Dominicana. fluenciadora das OTA’s desafia os hoteleiros a As ofertas são em quantidade limitada, permitindo que os fornecedo- res vendam o que querem, quando querem. O objectivo é ajudar os for- uma nova fonte de receitas e fluxos de reserva. O necedores a venderem o inventário angustiado e aumentar a receita estudo descobriu que os hoteleiros concentram- durante os períodos sazonais, de acordo com o site. se nas vendas directas através do desenvolvimento de novos contratos corporativos, impulsionado os seus próprios canais web, e a manutenção mais rápida da disponibilidade e tarifas em canais não- convencionais de distribuição para tentar “ganhar Fonte: www.hotelnewsnow.com este jogo”. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 11 08-15 Indicadores.indd 11 12-07-2012 16:51:26
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    . indicadores /blog.revinate.com Como aumentar as reservas directas? Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. para mais informações. “Este é o momento ideal para iniciar um relacionamento com o cliente e levá-lo a fazer uma reserva directa”, defende. Antes de tudo, os hotéis devem ter acesso di- recto ao seu site a partir de todos os sites de avaliação (TripAdvisor, Yelp, etc) e das OTAs, sempre que possível. Isto irá orientar os clien- tes não só para o site do hotel, mas também para os seus canais sociais, onde o hotel pode comunicar com eles de formas únicas. Quando se cativa potenciais clientes através das redes sociais, aumenta o seu interesse no hotel. Isto _ pode impedi-los de voltar às OTAs, e fazê-los Sugestão, Um artigo publicado em blog.revi- considerar outras opções antes de reservar. “Se A maioria dos nate.com sugere aos hoteleiros o uso das redes lhes deu um preço de amigo ou permitiu-lhes clientes considera sociais e da tecnologia avançada para incentivar fazer uma reserva fácil através das redes sociais, que uma das mais os clientes a reservarem directamente no seu site. pode evitar pagar taxas à OTA. Um bom relac- valias de consultar as “É fácil perceber o porquê da popularidade das ionamento nas redes sociais com todos os fãs e OTA’s é ter acesso Online Travel Agencies (OTAs) - permitem a seguidores vai aumentar este efeito”. aos comentários dos pesquisa sem paralelo de um hotel por preço, Segundo o mesmo artigo, também pode ser clientes localização, avaliações de hóspedes, etc. As uma estratégica eficaz fornecer alguma funcio- OTAs são usadas como as páginas amarelas de nalidade que as OTAs oferecem directamente hotéis - se a unidade não estiver listada, os cli- no seu site. A maioria dos clientes considera que entes são menos propensos a saber que o hotel uma das mais valias de consultar as OTA’s é ter existe”, escreve o autor. A OTA é geralmente a acesso aos comentários dos clientes. Ao fornecer primeira paragem, quando alguém está a planear os comentários em tempo real de usuários do uma viagem. Muitas vezes, os utilizadores não TripAdvisor ou Yelp na sua página, o hotel está reservam durante essa primeira visita. Procuram a dar a garantia ao potencial cliente que a sua saber preços e disponibilidade antes de avançar unidade é a escolha certa. “Isto deve ser feito com a reserva de um hotel e transporte. Durante de forma transparente, publicando tanto os co- a consulta inicial os clientes podem ver alguns mentários bons como os maus, passando uma perfis, ler comentários, e clicar no site do hotel mensgem de credibilidade a quem está a ler”. h 12 hotelaria Julho/Agosto 2012 08-15 Indicadores.indd 12 12-07-2012 16:51:36
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    PhoCusWright / indicadores. Mercado chinês duplica até 2013. As reservas de viagens na China vão ultrapassar os 105 mil milhões de dólares ( 85 mil milhões de euros) em 2013, dos quais mais de 15 mil milhões serão feitos online. O mercado de viagens online vai crescer em torno de 500% entre 2008 e 2013. Texto Carina Monteiro O mercado chinês de viagens tem du (o motor de pesquisa líder) tornou-se accio- crescido de maneira explosiva e vai quase dupli- nista maioritário da Qunar, site de planeamento car entre 2008 e 2013, de acordo com um relató- de viagens, enquanto o fornecedor de serviços de rio da PhoCusWright. Segundo o documento, o internet Tencent e o gigante de e-commerce Ali- mercado de viagens online vai crescer em torno baba, entre outros, investiram fortemente no ne- de 500% entre 2008 e 2013, impulsionado pela gócio de viagens online. As viagens online estão rápida adpoção da Internet como forma de co- a registar um crescimento “meteórico”, normal- mercialização e de vários investimentos e parce- mente visto apenas em mercados online que es- rias entre as empresas fornecedoras naquele país tão agora a nascer”, diz Douglas Quinby, director e as empresas de viagens online. Em 2011, o Bai- sénior de pesquisa da PhoCusWright. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 13 08-15 Indicadores.indd 13 12-07-2012 16:51:39
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    . indicadores /IHG BREVES Famílias elegem hotéis para passar férias 50,8% das famílias portuguesas fica alojada em hotéis para passar as férias de verão e 85% afirmam tê-lo feito nos últimos três meses. Esta é um das conclusões de um estudo realizado pelo Holiday Inn, em Portugal e Espanha. Como principais vantagens dos hotéis, os inquiridos elegem a comodidade que supõe “ter tudo feito” (limpeza, pequeno-almoço, refei- ções…) e em seguida a poupança ao usufruir das ofertas especiais para famílias: alojamento das crianças grátis. Em Portugal são os casais mais jovens que dão mais importância à poupança em ficar alojado com a família num hotel, enquanto em Espanha a importância desta vantagem aumenta com a idade. Por outro lado, os inquiridos que dizem não passar férias com os filhos em hotéis (46%) explicam que não o fazem, sobretudo devido ao preço. Pais e filhos têm diferentes expectativas face ao quarto de hotel. Para os pais, 77,5% dos inquiridos, a primeira coisa que fazem ao chegar ao quarto é verificar se o mesmo está limpo, em seguida entram na casa de banho para ver os produtos de higiene que o hotel oferece (7,7%). Existem diferenças en- tre homens e mulheres, já que as mães vão ver os produtos para o banho e os pais exploram o mini bar. Por seu lado, os mais pequenos querem ver televi- são (para 62,8% é a primeira coisa que fazem ao entrar num quarto de hotel). Neste ponto também existem diferenças entre rapazes e raparigas, os primeiros preferem a televisão ao contrário das me- ninas que preferem experimentar a cama (dar saltos em cima da cama em alguns casos). Nova geração de Revenue Managers A terceira geração de revenue managers vai concentrar-se mais na optimização da receita a partir de um único cliente em vez do modelo tradicional de receita de quartos – num conceito emergente chamado Total Revenue Management - de acordo com um painel de especialistas em revenue management que falaram durante a “Conferência Optimização da Receita HSMAI”. Durante muito tempo os revenue managers têm-se centrado na optimização de receitas, em vez do gasto total do clien- te, que pode incluir spa, golfe ou alimentos e bebidas, disse Bonnie Buckhiester, presidente da Buckhiester Management. “Estamos muito centrados nos quartos. Não gastam tempo suficiente na optimização de outras áreas, F&B ou golfe”, disse. Buckhiester divide os revenue managers em três gerações. Os primeiros não eram chamados de revenue managers, foram principalmente os general managers e os directores de vendas que aplicavam estratégias de pricing. A segunda geração é a maioria dos revenue managers que estão agora no mercado, são muito analíticos e processam muitos números. Alguns não são tão bons no planeamento estratégico, disse. A terceira geração, aqueles que estão no início da carreira ou entrar agora na indústria, precisam de estar muito interessados na gestão da unidade como um todo. 14 hotelaria Julho/Agosto 2012 08-15 Indicadores.indd 14 12-07-2012 16:51:40
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    Opinião / indicadores. Novas tendências de mercado A mudança do racional para o emocional... Haverá um eterno conflito na mente humana a partilhar as suas descobertas em cada hotel, entre o racional e o emocional, mas vários es- dando voz a cada um por via das redes sociais, tudos apontam para a importância da emocão com total integração com as mesmas. Se consi- aquando do processo de compra. Hoje em dia, derarmos a marca mãe – Marriott Hotels & Re- os consumidores assumem como dado adquiri- sorts – podemos observar uma mudança muito do as características funcionais, os benefícios, a importante no grupo, dando passos significati- qualidade do produto e a respectiva marca. O vos para se posicionar de acordo com as novas que os consumidores procuram são produtos, tendências do mercado. Outra marca fora do serviços e campanhas de marketing que atordo- Filipa Vinha sector, mas que preconiza valores assentes no em os seus sentidos, toquem os seus corações e / sócia fundadora marketing emocional, Louis Vuitton, lançou estimulem as suas mentes. Procuram produtos da Milestones há algum tempo uma campanha deslumbrante e campanhas de marketing que permitam uma “Strategic que marca a importância que uma viagem pode experiência. Passa assim o foco do marketing a Thinking in ter na vida (procure no youtube “louis vuitton estar centrado na experiência do consumidor. Tourism” a journey”), com um vídeo extremamente bem A experiência é crucial e está no centro das conseguido, por Bruno Aveillan. atenções. Empresas como a Starbucks, Apple, Adicionalmente, outras tendências do sector Google preocupam-se grandemente com a ex- também apontam neste sentido. A importância periência do consumidor. No caso da hotelaria, do “não onde, mas como”; trata-se de um novo a experiência é também o cerne da questão, movimento que simboliza o viajar com o co- porque é através dela que o hóspede analisa a ração e com sentido de integridade perante o promessa de marca e avalia emocionalmente se destino que se visita, procurando conhecer as um mero serviço poderá transformar-se numa verdadeiras raízes do destino. Outra tendência experiência memorável. Por outro lado, traba- está relacionada com o movimento “go local”, lhar a componente emocional acrescenta novas a vontade de conhecer verdadeiramente um variáveis de diferenciação à marca. Preço, ca- povo, um destino, uma cidade, viver como os racterísticas e benefícios não aportam valores que nela vivem, fazer o que os locais fazem. Um diferenciadores e podem ser facilmente copia- terceiro movimento prende-se com a escolha dos. Mas uma experiência muito própria, origi- de destinos / alojamentos que tenham preocu- nal e baseada na verdadeira promessa de marca pação com o meio ambiente e a prestação de pode transformar consumidores, em verdadei- um serviço turístico localmente sustentável. ros fãs, passando estes a serem os melhores O marketing emocional vai mais longe, apela vendedores da empresa. aos sentidos, levanta questões, vem de dentro Vemos reflectida esta tendência na nova cam- para fora, permite a diferenciação e cria valor panha dos Hotéis Renaissance do Grupo Mar- de marca. Aposte neste caminho. Recomendo riott, “Live Life to Discover”, sob o mote “ as seguintes leituras: http://sustainabletravel. transform any trip into an inspiring journey”. com/; http://renaissance-hotels.marriott.com/. Um mosaico de experiências é o que podemos observar logo na página de entrada do website. Adicionalmente, os hóspedes são convidados filipa.vinha@milestones.com.pt Julho/Agosto 2012 hotelaria 15 08-15 Indicadores.indd 15 12-07-2012 16:51:40
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    . fala-se / Opinião SWOT (Pontos fortes, pontos fracos. Oportunidade e Ameaças) * .Oportunidade Volvo Ocean Race É para mim uma grande honra estrear esta do nosso território é fundamental termos um nova secção da Publituris Hotelaria e, desde posicionamento internacional forte. Portugal já, agradeço o convite que me foi dirigido. Para tem assim como grande desafio posicionar-se começar, foi me pedido para escolher uma no- internacionalmente através de alguns clusters tícia do mês passado que considerasse uma que reflectem os recursos existentes e as possi- oportunidade ou uma ameaça para o turismo/ bilidades reais de desenvolvimento. Dois des- hotelaria. Sou um optimista por natureza, logo, ses clusters, já identificados, são o cluster do a minha escolha teria obrigatoriamente de cair turismo e o cluster do mar. A nossa cultura sobre uma oportunidade. Prefiro sempre de Rodrigo oceânica torna-se assim um elemento funda- ver o copo meio cheio do que meio vazio! As- Machaz mental e a grande oportunidade do nosso país sim, o meu destaque vai para a notícia que fez / diretor-geral da está na capacidade de tirar proveito dela. Na capa da “nova” revista Publituris: “Regata traz Memmo Hotels nossa cultura oceânica reside o nosso ADN, o 60 M€”. Não sou a pessoa certa para confir- nosso passado, o nosso presente e, obrigatoria- mar este valor, que à primeira vista surpreende mente, o nosso futuro. Tenhamos nós a capa- pela positiva, mas de uma coisa tenho a cer- cidade de tirar proveito desta oportunidade. h teza, o futuro de Portugal passa obrigatoria- mente pelo mar e muitos ainda são os que não perceberam que é nele que resido o maior ac- * Rubrica nova na Publituris Hotelaria. Todos tivo do nosso país. Somos um país à beira mar os meses convidamos uma personalidade do plantado mas ainda de costas voltadas para sector a fazer uma análise SWOT às notícias o mar. Para melhorarmos a competitividade do mês passado .Ameaça Ponto Forte .Ponto Fraco Pilotos da TAP Emirates com Espanha aprova ameaçam novas voos diários para Plano Nacional de Turismo greves Portugal Não ponho em causa o direito à greve, nem tão Que boa notícia a chegada da O Conselho de Ministros espanhol aprovou o Plano Nacional pouco as causas que motivam os pilotos e, que, Emirates a Portugal, a premiar o Integral de Turismo (PNIT). 28 medidas e 104 acções feitas sinceramente, não conheço a fundo. Mas marcar excelente trabalho do Embaixador em 6 meses pela SET em conjunto com o Turismo Espanhol. uma greve da TAP para Julho e Agosto deveria ser de Portugal para os Emirados Quer assim melhorar a competitividade do sector para que crime e dar cadeia. Pelo menos enquanto a TAP Árabes Unidos, Jaime Leitão. Ter um este seja o motor de crescimento e um dos sectores sobre fosse uma empresa pública e tivesse sobrevivido voo diário Lisboa-Dubai faz toda a os quais assenta a recuperação económica do país. à conta dos nossos impostos! E o crime está em diferença e no imediato traduz-se no O facto de o turismo não ser para o nosso governo um marcar, pois a sua anulação, à posteriori, em nada recrutamento de 300 colaboradores dos sectores chave para recuperação da nossa economia resolve os cancelamentos que, entretanto, foram portugueses. continua a ser o nosso grande ponto fraco. Se assim fosse, efectuados, nem limpa a péssima imagem que A Emirates tem clientes oriundos de teríamos um ministro para o turismo, um plano nacional o destino Portugal passa para o exterior. Dias mais de 123 destinos em 73 países. integral para o turismo com mediadas imediatas para atribulados estes que se vivem no turismo em Acima de tudo vai ser o nosso elo incentivar e apoiar o turismo, a nossa grande fonte de Portugal. Se num ano temos a natureza a enviar- de ligação com a Ásia, Austrália e o exportação. Por mais boa vontade, experiência e compe- nos nuvens de cinzas, no outro temos as SCUT’s Médio Oriente. Numa altura em que a tência que tenha o presidente do Turismo de Portugal, o e os pilotos da TAP a darem as boas-vindas economia destes mercados cresce a problema vem de cima! Quem tinha razão é André Jordan, aos turistas que insistimos em convidar a nos olhos vistos, com reflexos naturais no grande amigo e figura ímpar do turismo em Portugal, ao di- visitarem. Assim fica difícil acreditar no turismo turismo, este não é um ponto forte, é zer: “O turismo sempre foi um filho enjeitado da economia em Portugal!!! h um ponto fortíssimo. h portuguesa. h 16 hotelaria Julho/Agosto 2012 16-21 Fala-se.indd 16 12-07-2012 16:52:54
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    . fala-se /Hilton Worldwide Conrad quer promover Algarve o ano todo. O director-geral de Área da Hilton para a Península Ibérica, Primo Muñoz, em entrevista à Publituris Hotelaria fala sobre a estratégia de posicionamento do Conrad Algarve, que abre este Verão, na Quinta do Lago. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. _ A Hilton ainda não avança o dia internacionais. Conrad de abertura do Conrad Algarve, mas é certo que Estamos entusiasmados por receber os World Algarve, o resort vai abrir este Verão a tempo de acolher a Travel Awards no final deste ano, que são fre- O resort vai receber cerimónia dos World Travel Awards (WTA) dedi- quentemente descritos como “Os óscares da a gala dos World cada à categoria “Europa”, no dia 6 de Outubro. indústria de viagens” - um título que reflecte o Travel Awards, no nível de prestígio, que tem muito a ver com a dia 6 de Outubro Qual a data de abertura do Conrad Algarve? marca Conrad. Sentimos que a decisão do WTA O Conrad Algarve vai abrir ainda este Verão. Esta de trazer o evento para Conrad Algarve é uma propriedade impressionante combinará luxo confirmação dos nossos padrões de luxo e es- contemporâneo com um serviço personalizado tamos muito entusiasmados com esta que será que permite aos visitantes experimentarem o uma oportunidade fantástica para mostrarmos o luxo de serem eles mesmos. esplendor deste resort. Rodeado de extensos jardins e terraços, com pis- cina interior e exterior, o hotel será líder no seg- Na sua opinião quais são as principais opor- mento de luxo no Algarve e estamos muito ansio- tunidades e ameaças do destino Algarve? sos por acolher os primieros hóspedes do hotel. A Conrad Hotels & Resorts, uma das marcas de luxo premium da Hilton Worldwide, escolheu Quais são as expectativas para o Conrad? este local, porque o Algarve é uma das mais belas O hotel vai receber a gala dos World Travel regiões do Portugal e é visitado por turistas de Awards em Outubro. É um bom começo? O Conrad Algarve vai beneficiar da força da mar- ca Conrad Hotels & Resorts, bem como de toda Conrad Algarve a engenharia de marketing, vendas e distribuição • em 154 quartos; T da Hilton Worldwide. Estamos confiantes na ca- • esultou de um investimento de 150 milhões através de um contrato R pacidade do resort para atrair visitantes para o de management, por 20 anos, entre a Hilton e o Grupo Imocom, que destino todo o ano. declarou insolvência em Julho de 2011; Esta estância deslumbrante irá introduzir um • Conrad Algarve chegou a ter data inauguração agendada para dia O novo padrão de luxo contemporâneo e um ser- 1 de Setembro. viço personalizado para o Algarve, para Portugal • Resort integra agora o Fundo de Lazer e Imobiliário turístico, criado O e para o resto do continente europeu. Sabemos pela ECS Capital; que há uma procura significativa por alojamento • om a abertura do Conrad Algarve, são sete as propriedades da Hilton C de luxo na região e que o Algarve é um destino Worldwide na Península Ibérica. de sol popular no Inverno para muitos viajantes 18 hotelaria Julho/Agosto 2012 16-21 Fala-se.indd 18 12-07-2012 16:52:57
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    Hilton Worldwide /fala-se . _ “gostaríamos de ver um maior investimento em infra-estruturas, O que permitiria a turistas de outros países experimentarem as maravilhas do Algarve.” Julho/Agosto 2012 hotelaria 19 16-21 Fala-se.indd 19 12-07-2012 16:53:15
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    . fala-se /Hilton Worldwide _ todo o mundo durante todo o ano. Acreditamos Primo Muñoz, mundial e seis experiências gastronómicas únicas firmemente no crescimento do Algarve como um Director-geral num ambiente de luxo e criando uma atmosfera destino e estamos confiantes de que vai ter um de Área da Hilton que permite aos clientes descobrir a riqueza da crescimento tremendo no mercado turístico de para a Península cultura local e capacitá-los que o luxo é serem luxo. Ibérica eles mesmos. Sentimos que a melhor maneira de desenvol- A fim de apoiar este potencial de crescimento, gos- ver de forma sustentável o Turismo na região, é taríamos de ver um maior investimento em infra-es- atraindo turistas com elevado rendimento para o truturas, o que permitiria a turistas de outros países destino e incentivá-los a ver o Algarve como um experimentarem as maravilhas do Algarve. destino bonito, de luxo, o ano todo. Em muitos aspectos, o Conrad Algarve foi con- Assumiu o cargo de director-geral da Hil- cebido para ajudar a desenvolver esta identida- ton para a Península Ibérica em Maio. A de para o turismo na região, tornando-se uma que se deveu esta reestruturação e quais são atracção o ano todo. Isto será alcançado através as prioridades da sua direcção? de excelentes instalações, como um spa de classe Recentemente anunciámos uma série de novas nomeações para Espanha e Portugal, que foram o resultado da promoção interna. A minha no- “Há potencial para aumentar presença meação para director-geral da Península Ibé- rica alarga a minha anterior função, dando-me da Hilton na Península Ibérica” a responsabilidade pela operação dos nossos Carlos Miro, director development, Espanha Portugal, da Hilton Worl- hotéis portugueses, bem do nosso portfólio es- dwide, também falou à Publituris Hotelaria sobre os planos de expan- panhol. são da marca. Carlos Miro afirma que os dois mercados são “extrema- A Hilton Worldwide tem uma forte tradição mente receptivos” às marcas da Hilton e diz haver “muito potencial para na promoção dos funcionários da empresa, aumentar a presença na Península Ibérica” - particularmente com as proporcionando oportunidades de desenvol- marcas DoubleTree by Hilton, Hilton Garden Inn e Hampton by Hilton. vimento pessoal e profissional. O que começa “Acreditamos que há interesse por produtos consistentes, frescos e ino- para muitos como um trabalho a tempo parcial, vadores de marca internacional nestes mercados, onde o forte ‘motor’ da Hilton Worldwide é um benefício enorme”, afirma. muitas vezes, pode levar a uma carreira a longo O responsável refere, ainda, que existe um interesse crescente no mo- prazo na hotelaria - Eu comecei em 1977 no delo de negócio de franchising em Espanha. “Isto premite aos proprietá- Hilton Paris e, posteriormente, trabalhei em vá- rios manter a propriedade e a operação do seu hotel, ao mesmo tempo rios dos nossos hotéis na Europa. que têm a possibilidade de fazer parte de uma das marcas mundiais de Estou muito contente por assumir este novo e ex- hotéis mais emblemáticas”, defende. citante desafio - particularmente com a abertura De acordo com Carlos Miro, Portugal, bem como Espanha, são os merca- do tão esperado Conrad Algarve, no Verão. Vou dos-chave para a Hilton Worldwide e, conta, actualmente a cadeia está trabalhar em estreita colaboração com Joachim a trabalhar em projectos em várias cidades principais e secundárias, Hartl, director do hotel, e com a sua excelente bem como em resorts para expandir a sua presença. No entanto, o res- equipa, que está a trabalhar intensivamente para ponsável não adianta que projectos sao esses. “Não temos nada confir- garantir que este soberbo hotel oferecerá experi- mado nesta fase, mas esperamos fazer um anúncio no devido tempo”. ências excepcionais quando abrir. h 20 hotelaria Julho/Agosto 2012 16-21 Fala-se.indd 20 12-07-2012 16:53:40
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    . management / Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo Ser hoteleiro no resto do mundo. Têm carreiras internacionais em cadeias hoteleiras de luxo. De Marraquexe ao Brasil. De Nova Iorque a Abu Dhabi, passando pelo México. Leia as histórias de cinco gestores hoteleiros que dirigem hotéis nestes mercados, as oportunidades, os desafios e as conquistas de cada um. 22 hotelaria Julho/Agosto 2012 22-36 Management.indd 22 12-07-2012 18:31:25
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    Hoteleiros portugueses espalhadospelo mundo / management . Ponta dos Ganchos Resort, Brasil Julho/Agosto 2012 hotelaria 23 22-36 Management.indd 23 12-07-2012 18:31:35
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    . management /Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo O sonho de trabalhar na Aman resorts. Miguel Guedes de Sousa é o exemplo de que “água mole em pedra dura, tanto bate, até que fura”. Só assim se explica a sua história com a cadeia Aman Resorts, na qual trabalha há dez anos. Tantos, quantos os que levou a tentar entrar na cadeia. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. _ Miguel Guedes de Sousa fez um es- imediata e total para trabalhar para a Aman, no Percurso tágio em Banguecoque, no Hotel Landmark. final da entrevista perguntou-me se conhecia Profissional, No final dessa experiência, o pai foi visitá-lo e um português seu amigo: António Gonçalves Miguel Guedes juntos foram visitar um hotel do qual Miguel Pereira, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros. de Sousa dirige tinha ouvido falar muito em Banguecoque: o Disse-lhe que conhecia muito bem. Adrian Ze- o Amanjena, desde Amanpuri, o primeiro hotel da cadeia Aman cha ligou-lhe logo a pedir referências. Quando Maio de 2008. Antes Resorts. Foi amor à primeira vista. “Fiquei desligou, sorriu e perguntou-me quando queria dirigiu o Ampulo, na totalmente fascinado com o conceito; a plena começar?”. Ilha Pamalican, harmonia da cultura local com o design limpo, Já na cadeia Aman, seguiu-se um mês a via- nas Filipinas respeitando sempre a envolvente natural sin- jar por todos os hotéis na Ásia como se fosse (2004-2008) gular da paisagem, com uma baixa densidade um cliente. O objectivo era “perceber, com- de construção acompanhada pela qualidade preender, entender, respirar, amar o conceito e ímpar dos materiais usados”. A partir daí, a filosofia Aman”. Miguel tinha uma certeza, queria trabalhar na Hoje em dia Miguel é director-geral do Aman- AMAN Resorts. “Sempre acreditei que “que- jena, em Marraquexe. Dirige uma equipa de rer era poder...e nunca desisti deste sonho, tive 300 pessoas, 298 marroquinos e duas portu- 10 anos a insistir!”. Miguel enviava currículos guesas, uma é resident manager e, a outra, é a cada três meses, estava atento a tudo o que sales manager. saía na imprensa internacional sobre a cadeia Ao mercado marroquino tece elogios. Diz que Aman, os novos destinos e aberturas, histórias, é um destino “super exótico com uma cultura experiências contadas pelos clientes, entrevistas e povo fascinante e com um clima super con- dadas do fundador e criador da Aman Resorts, fortável a dois passos da Europa e, do outro Adrian Zecha. Um dia recebeu um telefonema lado do Atlântico, estão os Estados Unidos e do escritório de Adrian Zecha para que parasse a América do Sul, o que torna a venda deste de enviar o currículo, mas com o convite para mercado fácil. “Marrocos conseguiu atrair in- se conhecerem, caso um dia Miguel viajasse vestimentos hoteleiros das melhores cadeias de para Singapura. Foi a deixa perfeita. No dia luxo mundiais. Os baixos impostos sobre ren- seguinte, Miguel apanhou o avião e foi a Singa- dimento tornaram o investimento internacional pura para ser entrevistado pelo próprio Adrian muito atractivo. Uma entidade decide na hora Zecha. ”Sabia tudo sobre ele e sobre a cadeia todas as aprovações e licenças”. Acresce a lei Aman Resorts”, conta. “Ficou surpreendido laboral flexível e baixos custos laborais. com o meu conhecimento e disponibilidade Em contrapartida, a Marrocos está muitas 24 hotelaria Julho/Agosto 2012 22-36 Management.indd 24 12-07-2012 18:31:39
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    Hoteleiros portugueses espalhadospelo mundo / management . vezes associada a ideia de “um país de risco político e terrorismo islamita”. Há, também, alguma dificuldade no transporte aéreo directo para Marraquexe, especialmente oriundos do mercado Norte e Sul-americano, além da forte dependência do mercado europeu, acrescenta. Quando lhe pedimos para contar um episó- dio que ilustre a diferença de culturas, Miguel refere a religião. “Sendo um País onde o Es- tado não tem separação da religião, as pessoas são muito mais crentes e religiosas, como tal os muçulmanos tem que rezar 5 vezes ao dia, tornando interessante gerir esses hábitos diaria- mente no local de trabalho. Mas os Portugueses são tolerantes e experientes com grande sentido de adaptação a gerir pessoas e locais de culturas diferentes”, afirma. Miguel Guedes de Sousa está há quatro anos em Marrocos e já vai dizendo que está na altura de mudar, apesar de “adorar profundamente aquele país”. Quem sabe não volta a Portugal. “Em alturas de crise surgem sempre oportuni- dades únicas! Mesmo em Portugal”, diz. Momento mais importante no percurso na Aman Resorts “Tive dois momentos muito importantes na minha carreira na Aman Resorts; Primeiro, no Amanpulo, nas Filipinas, durante a minha gestão. Em 2007 fomos considerados o Melhor Resort do Sudeste Asíatico e Melhor Hotel do Mundo até 100 quartos pelo guia Gallivanter. Segundo, em 2010, o Amanjena ganhou o pré- mio de Melhor Resort da África e Médio Ori- ente da Condé Nast Traveler e o Melhor Hotel do Mundo do guia Gallivanter”. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 25 22-36 Management.indd 25 12-07-2012 18:31:44
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    . management /Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo Brasil: a escolha natural. Quando Miguel Garcia decidiu procurar novos desafios, em 2009, o Brasil perfilava-se como um dos destinos de eleição. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. _ Brasil, Miguel Garcia dirige o resort ca. Os restantes 10% são maioritariamente de Por ano, abrem Ponta dos Ganchos, no Brasil, um dos mais outras regiões do Brasil, à excepção de Miguel diversos novos em- exclusivos empreendimentos do País. A aven- e o gerente do restaurante, Paulo Galveias, que preendimentos tura começou em 2009. Miguel Garcia preci- também é português. e a procura por sou de 15 dias para tomar a decisão de sair profissionais está de Portugal rumo ao Brasil. A ideia já estava Escassez de mão-de-obra qualificada em alta no País mais ou menos maturada, visto que já andava Quando Miguel Garcia decidiu procurar novos à procura de novos desafios, mas concretizou- desafios, em 2009, o Brasil perfilava-se como se com a proposta para resident manager do um dos destinos de eleição. “O crescimento resort. A proposta reunia todas as condições económico na época estava fulminante e isso para Miguel a aceitar: o desafio de ficar a cargo reflectia-se a todos os níveis, inclusive e obvia- de uma operação maior do que aquela que ex- mente no mercado hoteleiro. Isso traz muitas ercia na altura, no segmento onde mais se revê oportunidades, pois o mercado necessita de e inserido numa cultura diferente. Chegou e injectar a curto prazo mão de obra qualificada nem foi preciso esperar muito para atingir ao e pronta para entregar resultados”, explica. cargo de general manager. Colocaram-lhe as Neste mercado encontrou várias vantagens. metas e objectivos necessários para lá chegar, Desde logo a facilidade de adaptação e a lín- o que, frisa, “nem sempre acontece em todas gua. “Torna-nos muito mais competitivos do as empresas”. Em Dezembro de 2010 foi pro- que outras nacionalidades”. A segunda vanta- movido e ficou com a tutela geral do hotel. gem é o presente investimento no sector. “Por Actualmente dirige uma equipa composta por ano, abrem diversos novos empreendimentos 120 colaboradores, 90% dos quais são naturais e a procura por profissionais está em alta”. da região, de acordo uma política seguida pelo Como terceira vantagem, aponta a remune- hotel. “Fazemos questão que seja assim por di- ração. “Apesar de ser em reais é competitiva versas razões: primeiro, porque queremos que comparando com Portugal”, afirma, ressal- o nosso impacto social seja positivo e ajude no vando, no entanto, que não acontece “na gen- desenvolvimento local; segundo, porque não eralidade e em alguns patamares”. queremos ser um resort impessoal ou vulgar. Miguel Garcia também fala dos desafios. O Queremos que cada cliente sinta onde esta- primeiro de todos é forma diferente como se mos inseridos, a cultura, as tradições”, expli- trabalha, em geral, “mais informal”. “Em Por- 26 hotelaria Julho/Agosto 2012 22-36 Management.indd 26 12-07-2012 18:31:44
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    Hoteleiros portugueses espalhadospelo mundo / management . safios acrescidos, conta. “Neste segmento é preciso ter paixão pelo que se faz e ser mui- to exigente consigo mesmo. Ficar focado na melhoria contínua e nos detalhes que fazem a diferença é meio caminho andado” diz. “Es- tar sempre actualizado é uma obrigação e o grande desafio que se coloca é ter uma equipa de profissionais muito bem treinados e motiva- dos para entregar os resultados que se esperam e os que vão mais além. Neste segmento, além da infra-estrutura e da gastronomia, o que faz a diferença é o serviço e os intangíveis que são o verdadeiro ‘luxo’”. Miguel nem gosta de usar a palavra, já que, na sua opinião, foi banalizada. “Acredito que se massificou o conceito de luxo e, hoje em dia, vejo hotéis sem carisma, sem serviço, sem sentido de lugar, aos quais cha- ma de luxo só porque tem um par de cadeiras Philipe Starck no lobby...”. As diferenças deste segmento no Brasil comparado com Portugal, hoje em dia, são “muito poucas”, maioritari- amente culturais, apesar de “que aqui ainda são poucas as referências neste segmento para o tamanho do País”. A viver desde 2009 no País, Miguel Garcia diz _ que está quase “tropicalizado” (risos). “A in- tugal e bem, somos - na generalidade - mui- Miguel tegração no Brasil é fácil, mas há sempre dife- to profissionais, comprometidos com o que Garcia, renças de cultura, de hábitos, formas de lidar fazemos. Aqui senti, e muito, um descompro- Foi em 2012, pelo diferentes… Mas isso é a parte divertida de es- metimento com o profissionalismo, não só no segundo ano con- tar fora de Portugal, caso contrário não valeria sector hoteleiro. Está a mudar, mas ainda há secutivo, finalista a pena”. muito por se fazer.” Outro dos desafios apon- do prémio “Melhor Nos planos pretende ficar pelo menos mais tados é a escassez de mão-de-obra qualificada. Gerência de Resort”, cinco anos no Brasil, “não mais mais do que Ainda há poucas universidades focadas na nos prémios VIHP - isso”. “Estarei em busca de novos desafios e Hotelaria e Turismo para colocar profissionais Very Important outras cidades como Salvador, São Paulo ou no mercado e, também, há poucos a quererem Hotel Professional Rio estão na lista das possibilidades”, conclui. seguir carreira em Hotelaria e Turismo. Por último, Miguel aponta como grande desafio Momento mais importante da estada no o valor actual do mercado imobiliário. “Está Brasil impossível para novos hotéis entrarem nas “Houve vários momentos altos e desafiad- grandes cidades como Rio e São Paulo, está a ores - e ainda bem - desde 2009. Posso eleger afastar investimento hoteleiro, simplesmente e dois, o primeiro é a adaptação a uma nova basicamente porque ‘a conta não fecha’, como realidade, foi desafiador conquistar a equipa, aqui se diz”. sendo eu o único estrangeiro. O resultado tem No geral, Miguel Garcia encontra duas grandes sido muito bom. O segundo momento alto foi diferenças na forma de trabalho dos dois mer- a implementação e certificação da ISO 14001. cados. “A informalidade e a outra, que quero Podia eleger outros também importantes e levar comigo para qualquer parte do Globo, a gratificantes, mas este foi sem dúvida algo de amabilidade. Isto é uma dificuldade que nós, muita dedicação, empenho e resultado de um portugueses, temos em manter um ambiente grupo de trabalho formidável”. de trabalho leve, simpático e ao mesmo tempo produtivo. Normalmente e, pela experiência Percurso profissional que tenho, achamos por definição (não con- Até se tornar director-geral do resort Ponta sciente) é que o ambiente de trabalho para ser dos Ganchos, Miguel Garcia foi responsável produtivo tem de ser sério, formal e a simpatia de FB do Tivoli Lisboa. Antes trabalhou só quando aparece. Acredito pouco nisto”. também no departamento de FB do Four Trabalhar num segmento de “luxo” traz de- Seasons Hotel des Bergues. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 27 22-36 Management.indd 27 12-07-2012 18:31:48
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    . management /Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo A pressão do mercado americano. Jorge Tito na cadeia Sofitel desde 2005, altura em que dirigia o então Sofitel Vilalara. Daí transitou para o Sofitel Buenos Aires, hotel que dirigiu até ir para Nova Iorque. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. Jorge Tito é director-geral do Sofitel New York, num dos mercados hoteleiros mais competitivos do mundo, o americano. A oportunidade surgiu, candida- tou-se e foi escolhido. Assumiu funções em Agosto de 2010, deixando para trás um cur- rículo invejável, preenchido por funções em hotéis da América do Sul e Portugal. Jorge Tito dirige 284 colaboradores e essa é uma das partes mais desafiantes do seu trab- alho. Se por um lado o mercado americano é “competitivo, dinâmico e maduro”, o reverso da medalha mostra um ambiente laboral com- plexo. “Tenho dentro do hotel 28 delegados sindicais. A criatividade é limitada pela com- plexidade da lei laboral, tudo tem que ser muito mais discutido e analisado, apresentado e depois de aceite por todos os agentes vem a implementação. Uma simples reacção espon- tânea a um pedido de um cliente de última hora (normal na indústria hoteleira) pode ter custos incalculáveis. Um chef de cozinha não entra na cozinha (leia-se fogão) durante o ser- viço, esse não e o seu trabalho”, exemplifica. _ Continuar, ou não, a trabalhar neste merca- Sofitel New do, dependerá, diz, em parte da empresa e da York, sua vontade. “Trabalharei neste mercado até Jorge Tito assumiu ao dia que acharem que sou útil e que, ainda, funções no Sofitel tenho algo para dar. Da minha parte, até que New York em Agosto deixe de sentir a pressão natural que posso de 2010 28 hotelaria Julho/Agosto 2012 22-36 Management.indd 28 12-07-2012 18:31:48
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    Hoteleiros portugueses espalhadospelo mundo / management . fazer mais e melhor. Quando deixar de sentir essa pressão de todos os dias, é altura de par- tir. Felizmente, ainda não deixei de sentir essa pressão em nenhum dos projectos anteriores”. Momento mais importante da estada em Nova Iorque “Um projecto como estes é recheado de mui- tos momentos altos, difíceis de destacar, todos os dias há um momento alto porque o desafio é constante e muito intenso. Todas as semanas tenho momentos altos, ou pela singularidade dos casos ou pela quantidade dos mesmos num só dia. E uma cidade onde os hotéis trabalham a 90% de ocupação, qualquer decisão errada na estratégia comercial pode custar uma fortu- na. Dirijo um hotel com uma grande dinâmica de preços, os preços mudam várias vezes ao “uma cidade onde os hotéis trabalham a 90% de ocupação, qualquer decisão errada na estratégia comercial pode custar uma fortuna.” dia, cotizam-se cerca de 30/40 pedidos de gru- pos por dia, uma decisão errada numa cotiza- ção de um grupo pode custar facilmente 50 mil dólares. Os momentos altos, no final, são os pequenos sucessos de cada dia, as pequenas notas de satisfação dos clientes, os clientes que retornam e nos dizem que se sentem em casa, os resultados nas diferentes áreas de avaliação da minha performance, financeiros, de satisfa- ção de clientes, de satisfação de colaboradores, das auditorias de qualidade a que nos subte- mos etc”. Percurso profissional Jorge Tito é actualmente director-geral do Sofitel New York. Está na cadeia Sofitel desde 2005, altura em que dirigia o então Sofitel Vilalara. Daí transitou para o Sofitel Buenos Aires, hotel que dirigiu até ir para Nova Iorque. Antes de ingressar cadeia Sofitel desempenhou funções de direcção em diversos hotéis, entre os quais o Hotel Quinta do Lago (2004/2005), Le Meridien Rio de Janeiro (2000/2004) e o Le Meridien Bahia (1999/2000) e Le Meri- dien Penina (1992/1999). h Julho/Agosto 2012 hotelaria 29 22-36 Management.indd 29 12-07-2012 18:31:51
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    . management /Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo Na terra das mil e uma oportunidades. Fernando Horta já tinha trabalhado com a marca Starwood e queria voltar a fazê-lo. Juntou as duas vontades: a de trabalhar no mercado árabe e a de voltar à marca quando aceitou trabalhar no St. Regis, em Abu Dhabi. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. Fernando Horta é director de Semana começa ao Domingo Engenharia do The St. Regis Saadiyat Island Re- No mercado árabe, Fernando Horta encontrou sort, em Abu Dhabi, desde Março de 2011. Inte- três vantagens: a primeira é a mescla de culturas grou o projecto na fase final de construção. Para e o que pode aprende com isso. “No The St. Re- trás ficou um longo percurso em cargos de gestão gis Saadiyat Island Resort temos colegas de 44 em unidades hoteleiras nacionais e estrangeiras, diferentes nacionalidades”, explica. A segunda a última das quais o SANA Luanda, ainda na razão, refere, “este é um mercado em franca ebu- fase de pré-abertura. Foi de lá que partiu para lição onde tudo acontece. Em 2013 prevê-se que este novo projecto da marca Starwood, em Abu o aeroporto do Dubai destrone Heathrow como Dhabi. Fernando Horta já tinha trabalhado com o aeroporto com maior movimento do mundo. a marca americana e queria voltar a fazê-lo. Jun- Abu Dhabi é a capital dos Emirados, a uma mera tou as duas vontades: a de trabalhar no mercado hora de carro, e se a isso juntarmos a nata de cli- árabe e a de voltar à Starwood: “Desde 2008 que entes de todos os cantos do mundo, percebe-se mantinha um namoro com este destino, e só a que é um destino apetecível”. Por último, refere a crise global que atingiu o Dubai em 2008 impe- segurança que por lá se vive. diu que o casamento se tivesse concretizado mais Como não há bela sem senão, quisemos saber cedo. Eu queria muito voltar à Starwood, por quais as maiores dificuldades de trabalhar neste tudo o que a empresa representa de know-how destino. Fernando elege a língua - “que não é fácil hoteleiro e de condições de trabalho. Uma mul- de aprender, embora no trabalho se fale em in- tinacional com regras e projectos de carreira”, glês” e também há que respeitar e saber adaptar- afirma. Ainda recusou, em 2010, duas propostas _ para dirigir hotéis, porque sabia “que não con- Fernando seguiria adaptar-se aqueles mercados”, e, final- Horta, mente em 2011, o convite chegou. “Eu estava Antes de integrar disponível, e não me importei de dar um passo o projecto em Abu atrás na carreira, para estar numa área do globo Dhabi fez a pré- onde - juntamente com a China - ainda há muito abertura do SANA crescimento”. Luanda Fernando Horta dirige actualmente 29 pessoas, mas espera poder dirigir umas centenas dentro de algum tempo, “quando puder voltar às opera- ções como gosto”. 30 hotelaria Julho/Agosto 2012 22-36 Management.indd 30 12-07-2012 18:31:57
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    Hoteleiros portugueses espalhadospelo mundo / management . _ se as tradições locais, mas isso nem é um prob- pretende ficar por vários anos”. Disso não tem the st. regis- lema para o Fernando Horta. Um problema ao dúvida. “Tive um convite há poucas semanas The Saadiyat qual ainda não está habituado é o facto de o fim para regressar a Portugal e ser director geral de Island de semana ser à sexta e sábado. “Custa adaptar a um belíssimo hotel de 5 estrelas e recusei. Pelo Resort, nossa mente a que a semana de trabalho começa menos até o nosso primeiro- ministro dizer aos O hotel abriu ao Domingo. Há ano e meio que não consigo ver que aconselhou a emigrar, que já podem voltar.” em 2011 uma corrida de Fórmula 1 em directo”, brinca. Momento mais importante da estada em Arte de bem receber Abu Dhabi Particularizar e definir o mercado laboral nos “Aquele em que abrimos a porta do primeiro St. Emirados Árabes Unidos não é uma tarefa fácil Regis no Médio Oriente (em 2012 abrem mais se tivermos em conta que é composto por várias 2) segundo os nossos 3 lemas: On Time, on Bud- comunidades de emigrantes. Por isso, quando get and on Brand. Algo que normalmente não se perguntamos a Fernando Horta que diferenças vê, abrir na data acordada, para uma função de culturais encontra entre mercado e outros onde 2000 pessoas no ballroom, com individualidades já trabalhou, ele ressalva este factor. “Temos 44 ligadas à Formula 1 e aos governos, e que não nacionalidades diferentes a trabalhar, sendo que podemos defraudar”. a maioria vem dos países do Sudoeste asiático onde a vontade de servir é inata, onde o sorriso Percurso profissional não é forçado, onde o bem estar dos clientes é Engenheiro de formação inicial, Fernando verdadeira e genuinamente a única razão de ser Horta trabalhou uns anos na Indústria até en- de estarem connosco. Isto leva-me a fazer com- trar no mundo da Hotelaria. Começou a trab- parações com outros locais onde trabalhei e faz- alhar na manutenção do Meridien Lisboa. De- me aprender maneiras diferentes de tratar os hós- pois, esteve seis anos no Meridien do Porto, e pedes”. Fernando não esquece o dia em que o nove no Sheraton Algarve, sempre como direc- hotel recebeu uma família que tinha um dos filhos tor técnico. Em 2004, já depois da graduação em fase terminal de uma doença grave. “Tivemos em direcção hoteleira e a meio do MBA em essa informação antes da chegada e, sem que nin- Gestão Hoteleira numa universidade Suíça, guém o encomendasse, um dos butlers contactou foi para Madrid como Director de Engenharia outras propriedades da cadeia para tentar saber de Espanha e Portugal para os hotéis da Star- as preferências da criança. Descobriu qual o ar- wood. Em 2005, foi convidado pela Amorim tista favorito da criança e, ao chegarem à suite, Turismo para abrir o Lake Spa Resort, em era essa música que tocava na aparelhagem”. Vilamoura, como director geral, função que Fernando Horta ainda não está completamente exerceu durante quatro anos, tendo entretanto integrado nos Emirados Árabes Unidos. Os 15 colaborado na conclusão do Tróia Design Ho- meses que já passaram desde que chegou a este tel. No final do Verão de 2009 assumiu a di- destino não lhe permitem para afirmar isso ai- recção geral do SANA Luanda, ainda na fase nda, mas são suficientes para dizier que está “a de pré-abertura, de onde saiu para os Emira- adorar a experiência e que, se tudo correr bem, dos Árabes Unidos. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 31 22-36 Management.indd 31 12-07-2012 18:31:59
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    . management /Hoteleiros portugueses espalhados pelo mundo De Bora Bora para o México. Rui Reis está a viver há quatro anos na cdidade do México, destino ao qual regressou depois de ter estado a dirgir hotéis da Starwood em Bora Bora. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. Em 2008, um ano antes do The St. Regis de trabalhar em diversas marcas da Starwood e México City abrir, Rui Reis foi convidado a chegar a director de Área da Starwood na Poli- dirigir o hotel. Não hesitou em aceitar o con- nésia Francesa. vite. Já tinha trabalhado no México e gostava Regressou ao México para fazer a abertura do de regressar. The St. Regis México City. Esteve um ano a Rui Reis começou a carreira em Portugal, no trabalhar directamente como os proprietários final dos anos 80 e início dos anos 90. Deu o e a equipa de pré-abertura. Hoje em dia dirige salto para o Rio de Janeiro, em 1993, e nunca um equipa de 250 pessoas. Do México diz que mais voltou a trabalhar em Portugal. Antes de é “um país maravilhoso para trabalhar, com _ regressar ao México - Rui Reis trabalhou na grande tradição no Turismo, gente de grande Rui REis, cidade do México (1993-1998) e nas princi- qualidade humana e técnica, muito hospi- Em Bora Bora, onde pais estâncias balneares do país, como Cancun taleiros”. E se tivesse de eleger um local para dirigiu vários hotéis (2000-2001) – estava sediado em Bora Bora, viver, este seria de certeza um dos primeiros da da Starwood na Polinésia Francesa, onde teve oportunidade lista. Rui Reis admite que situação de violência nalgumas regiões do país dificulta muito a con- solidação de uma imagem de país ideal para ir passar férias. No entanto, afirma, “quando as pessoas chegam ao México, rapidamente repa- ram que a realidade é muito mais agradável e segura do que as notícias transmitem”. Já com uma longa experiência na hotelaria, Rui Reis retira um lição. “As grandes diferen- ças entre os vários países e lugares onde tenho trabalhado não são realmente tão grandes”. O responsável diz que encontra cada vez mais semelhanças entre todos, do que diferenças. “Os clientes esperam sempre a melhor quali- dade de serviço, um sorriso, um esforço por parte do hotel por satisfazer as suas neces- sidades quando se hospedam longe de casa e estão pressionados com o seu próprio stress e 32 hotelaria Julho/Agosto 2012 22-36 Management.indd 32 12-07-2012 18:32:03
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    Hoteleiros portugueses espalhadospelo mundo / management . _ ter sido Diretor de Área da Starwood na Poli- Bora Bora E nésia Francesa, a cargo de 4 hotéis em 3 ilhas México diferentes. Em cima, à esq. Rui Outro, a abertura do primeiro Hotel St. Regis Reis com a Família. na América Latina (na realidade, abriu 7 meses Em baixo, a fazer depois do St. Regis Punta Mita, mas o projecto mergulho com o era anterior). Hoje em dia este hotel é um dos filho, em Bora Bora melhores ou talvez o melhor hotel de uma das maiores cidades do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes. 2009 e 2010 foram anos particularmente difí- ceis e consolidar este projecto em condições tão complicadas foi sem dúvida um grande logro na minha carreira”. inquietação provocados pela viagem”. Percurso Profissional A viver há quatro anos na cidade do México, Rui Reis começou a carreira, em 1988, no Rui Reis não prevê o que o futuro lhe reserva. Vila Magna Albufeira Jardim, no Algarve. Em “Normalmente, não penso muito nisso até ao Portugal, ainda trabalhou no Sheraton porto dia em que decido partir para outro projecto. Hotel. De lá partiu para o Rio de Janeiro onde Costumo dizer, quando me perguntam isto, trabalhou no Hotel Copa d’Or. Mudou-se para que quando chego a um lugar comporto-me o México, e entre 1994 e 1998, desempenhou como se fosse ficar aí para sempre; claro, sa- funções do Sheraton Maria Isabel Hotel bendo que nada é para sempre. Mas esta ati- Towers, na cidade do México. A partir daqui tude facilita muito todas as decisões e relações trabalhou sempre na Starwood, em diversas com as pessoas locais na construção de um marcas, como Westin ou The Luxury Collec- clima de colaboração e amizade.” tion. Mudou-se para Bora Bora, em 2004, para dirigir o Bora Bora Nui Resort Spa. Chegou Momento mais importante do percurso a director de Área da Starwood na Polinésia profissional Francesa em 2008, antes de ingressar no The “Sem dúvida um dos momentos mais altos foi St. Regis Mexico City. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 33 22-36 Management.indd 33 12-07-2012 18:32:08
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    . management /Opinião Promoção Interna A Promoção Interna do turismo pode assumir por parte do Turista Nacional, é condição ne- inúmeras interpretações, consoante o plano de cessária para assegurar uma maior atractividade actuação que se considere prioritário. Assim, deste grupo cultural perante o Turista que nos iremos considerar a promoção interna de tu- visita dos mercados emissores de relevância. rismo que visa na essência o Turista Interno e A criação de acções promotoras das caracte- o residente habitual das zonas de intervenção rísticas e particularidades das inúmeras insti- promocional. tuições culturais, quer sejam elas monumentos, Numa época de dificuldades económicas e fi- exposições, eventos, entre outros, é crucial para nanceiras, pese embora o crescimento das via- Tiago fixar nacionalmente uma nova franja de turista, gens e turismo a nível mundial (5%), será in- Venâncio aquela que incita e desenvolve o City-Break a teressante ponderar a aplicação de métodos e / C.O.O. nível global. Dotar estas atracções de guias, de planos de cativação dos residentes nacionais e da Dynamic explicações, e de interacções com os visitantes locais no desenvolvimento turístico nacional, Hotels é condição para a sua adequabilidade aos no- por forma a compensar eventuais quedas turís- vos padrões de consumo dos mesmos, ao invés ticas, quer a nível de dormidas, quer a nível de da simples contemplação. É necessário criar a rentabilidade por turista. A Promoção turística sensação de descoberta de todo um património deverá enveredar por caminhos similares aos histórico-cultural e natural perante os residentes praticados ao nível exterior, ou seja, a promo- nacionais, por forma a desenvolver homogene- ção do que o Destino tem de melhor, e ofere- amente as diversas valências deste património cer essas potencialidades a todos os habitantes nacional, e criar condições de sustentabilidade nacionais e locais, criando desejo de explorar e para as desenvolver ainda mais, e potenciando conhecer todas as características do país onde uma base nacional para a sua racionalidade de reside. exploração e visitação. A potenciação dos Museus Nacionais, Monu- Nunca antes como agora, foi tão ou mais im- mentos e Cultura nacional poderá ser maxi- portante, voltar a olhar o que é nosso, e o que mizada se pensada a nível de consumo inter- deve ser aproveitado e desenvolvido com este no com maior força, e dotando as mesmas de movimento. A Promoção Interna não deverá condições de perfeita leitura e compreensão. O ser unicamente baseada na divulgação de des- Cidadão Nacional é o consumidor de primeira tinos nacionais, mas sim promover a integração linha e atracção, pois este criará condições para de todo um património numa perspectiva de a sua atractividade se expandir aos Turistas não sustentabilidade turística de atracção. É urgen- residentes, uma vez que dotará estas atracções te incrementar as taxas de consumo turísticas de condições de usabilidade e sustentabilidade histórico-culturais e naturais a nível interno! pela sua visitação e aceitação. Dotar a “Cultu- ra” de uma aceitabilidade e procura crescente tiago.venancio@dynamic-hotels.com 34 hotelaria Julho/Agosto 2012 22-36 Management.indd 34 12-07-2012 18:32:17
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    DOSSIER Fundos. Corrida contra o tempo. Perfilam-se como a solução encontrada pela banca para os activos em dificuldade pela crise financeira. A ideia é estabilizar os projectos e, posteriormente, aliená-los a investidores nacionais e internacionais. Mas especialistas alertam para o tempo que está a levar para encontrar solução para os projectos. Texto Carina Monteiro Fotografia fotolia Julho/Agosto 2012 hotelaria 37 37-41 Dossier.indd 37 12-07-2012 16:55:17
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    . dossier /Banca e a Hotelaria _ FLIT Até agora conhecem-se dois maturidade, nomeadamente aqueles que estão O Fundo Lazer, Fundos de Capital de Risco para relacionados com os sectores do perímetro de Imobiliário e Turismo a gestão de projectos em dificuldade no sector actividade do fundo. (FLIT) foi criado turístico. O primeiro é o Fundo Lazer, Imo- Para a carteira inicialmente constituída, atra- pela ECS Capital e biliário e Turismo (FLIT), criado pela ECS vés de aquisição de créditos às instituições fi- tem capital subscrito Capital, de Fernando Esmeraldo e António de nanceiras, entraram maioritariamente activos no valor de 385 Sousa, antigo governador do Banco de Portu- da Indústria Hoteleira e Turismo. A selecção milhões de euros gal e ex-presidente da Associação Portuguesa teve por base, para além de outros critérios, o de Bancos; o segundo Fundo do qual se fala é da Explorer Investments. Mas por enquanto só “o FLIT integra uma dezena de se sabe que a empresa está a estudar soluções para o sector do Turismo. Do FLIT sabe-se activos, entre os quais o Colombo’s que iniciou a sua actividade transaccional no Resort, em Porto Santo, o Hilton último trimestre de 2011, tendo capital subs- Conrad, no Algarve e o Boavista crito no montante de 385 milhões de euros, mas está em cima da mesa a possibilidade de Prime Office, no Porto..” ser alargado. Actualmente o FLIT integra uma dezena de activos, entre os quais o Colombo’s resultado positivo dos modelos de viabilidade Resort, em Porto Santo, o Hilton Conrad, no aplicados e a probabilidade de recuperação dos Algarve, o Boavista Prime Office e o Jazz Resi- mesmos quando ultrapassadas as situações de dence, ambos no Porto. défice financeiro ou de gestão corrente. A empresa diz que o objectivo é manter os acti- vos no mercado com rentabilidade económica Funcionamento na exploração e, por um lado, ajustar o tempo De acordo com fonte do mercado o papel das de recuperação dos investimentos com maior instituições financeiras no actual contexto está 38 hotelaria Julho/Agosto 2012 37-41 Dossier.indd 38 12-07-2012 16:55:28
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    Banca e aHotelaria / dossier . circunscrito, à componente de transacção, por um lado, e de estabilizador financeiro no iní- Exemplo irlandês cio do projecto, por outro. A prazo pretende-se A Agência Nacional de Gestão de Activos (NAMA) foi criada em Dezem- que a definição de novas estratégias de negócio bro de 2009 como parte de uma série de iniciativas levadas a cabo pelo e a concretização das acções agora delineadas governo irlandês para fazer face aos graves problemas que surgiram no permitam, “aquando da estabilização dos mer- sector bancário irlandês como o resultado de excessivos empréstimos cados financeiros e da actividade económica, bancários. reequacionar o tratamento destes activos via As instituições financeiras transferiram activos no valor de 74 mil mi- alienação ou parcerias nacionais ou interna- lhões de euros para a Agência. O objetivo é obter o melhor retorno pos- cionais.” A tesouraria necessária para a prosse- sível financeiro para o Estado desta carteira durante uma vida útil de cução de cada projecto é atribuída de acordo até 10 anos. Entre Junho de 2011 e Maio de 2012 a NAMA lançou em com um plano de negócios viável e credível, 2011 “especie” de saldos de 850 propriedades que incluiam também hotéis em Cork ou Dublin, por exemplo. aplicado a cada um dos activos sujeitos a pro- cessos de recuperação. “Uma das principais tarefas do FLIT é encon- trar alternativas de capital e de gestão, no sen- A questão dos bancos poderem vir a ser “a tido de melhorar de imediato a performance maior cadeia hoteleira portuguesa” não é, per dos activos e consequentemente obter ganhos si, um problema, defende um dos consulto- de liquidez e sustentabilidade económica ca- res ouvidos. “Aconteceu nos Estados Unidos paz de permitir que a estrutura accionista re- e na Grã-Bretanha nos anos 90”, lembra. “O cupere os investimentos efectuados”. grande problema consiste no facto da banca portuguesa não ter capacidade de encontrar Riscos para o mercado uma solução para esses activos. Esta incapaci- A Publituris Hotelaria pediu a consultores dade resulta desde logo pelo facto de qualquer do mercado a opinião sobre a forma como os solução implicar desvalorizações dos activos e bancos estão a lidar com a restuturação da dí- consequentemente uma contribuição negativa vida dos projectos hoteleiros em dificuldade. para os resultados. Lembro que recentemente Julho/Agosto 2012 hotelaria 39 37-41 Dossier.indd 39 12-07-2012 16:55:32
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    . dossier /Banca e a Hotelaria um resort na Irlanda onde foram investidos 90 ECS Capital milhões de euros foi vendido pelo NAMA por 20 milhões. Somente quando os bancos estive- Gere activos avaliados em 845 milhões de euros; Criou o Fundo de Recuperação com um capital subscrito de €740 mi- rem preparados, ou forem obrigados, a regis- lhões; e Fundo Albuquerque com um capital subscrito de 105 milhões tar os activos a um preço actual de mercado, de euros. Este último está vocacionado para operações de investimento poder-se-á começar a desenhar soluções”. O entre cinco e 15 milhões de euros;. Actualmente, os Fundos da ECS par- segundo problema reside nas próprias compe- ticipam em empresa de diversos sectores de actividade, desde o sector tências da banca, afirma o consultor. “Os ban- da energia ao sector agro -alimentar; cos não são gestores hoteleiros. É neste âmbito A participação da ECS Capital no sector turístico- imobiliário não come- que os Fundos existentes - como a ECS Ca- çou apenas com a criação do FLIT. Já antes, em 2010 e em 2011, o pro- pital - podem ter um papel muito importan- jecto Golden Residence, na Madeira, e As Cascatas – Golf Resort Spa, te, pois mesmo que sejam criados apenas por em Vilamoura, integraram, respectivamente, o Fundo de Recuperação. transferência dos activos do banco, as hipóte- ses de recuperação dos activos serão maiores, 40 hotelaria Julho/Agosto 2012 37-41 Dossier.indd 40 12-07-2012 16:55:43
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    Banca e aHotelaria / dossier . Radar Março de 2012 O pedido de insolvência, no Tribunal de Ponta Delgada, pedido pelo BPI à Terraçores, a empresa proprietária do Hotel Vip, foi retirado. Em causa está uma dívida de dez milhões de euros ao BPI. O BPI havia pedido a insolvência da empresa proprietária, Terraçores empreendimentos, uma das empresas do grupo Mobilar de Paulo Jorge Jesús. In RTP/Açores 18 de Maio O Millenium bcp e Banco Espírito Santo (BES) assinaram um acordo de princípio destinado a evitar a insolvência do grupo hote- leiro CS, do empresário Carlos Saraiva. Também o Banco Popular, outro dos maiores credores do grupo, está a ultimar a assina- tura de acordo, que prevê a passagem da quase totalidade dos activos, reunidos na Hersal - Investimentos Turísticos, para um fundo que poderá vir a integrar a ECS Capital, de António de Sousa e Fernando Esmeraldo. In Diário Económico Junho de 2012 O BES pediu a insolvência do hotel de cinco estrelas Choupana Hills. O hotel chegou a 2010 com prejuízos de 1,3 milhões de euros e uma quebra de 61% nas vendas face a 2007. No ano passado, o passivo atingia já 13 milhões. In Público *A Publituris Hotelaria questionou os bancos em questão sobre o ponto da situação destes projectos, mas não obteve qualquer esclarecimento. pois aí residirá o foco dos gestores desses fun- dos; a passagem do actual foco “como é que o banco recupera os seus créditos” para “como é que o fundo recupera a operação” poderá ter um impacto muito positivo, não sendo de des- cartar que ao longo do tempo, e com a melho- “Somente quando os bancos estiverem preparados, ou forem obrigados, a registar os activos a um preço actual de mercado, poder-se-á começar a desenhar soluções.” ria das condições da economia e da operação dos seus activos, esses fundos ganhem capaci- dade de atrair poupanças/investimento priva- do, bem como fiquem com activos em posição de ser alienados”. Conclusão? O problema não reside no pro- cesso, mas no tempo que a solução para este problema está a demorar, “pois é esse tempo que faz definhar bons projectos/empreendi- mentos”. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 41 37-41 Dossier.indd 41 12-07-2012 16:55:53
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    . especial / Sustentabilidade Piscinas: quanto está disposto a poupar em dinheiro e no ambiente? A Hidrion, empresa 100% portuguesa propõe um sistema de tratamento de água para piscinas, mais automático e mais amigo do ambiente e da saúde, à base de iões Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. Já se questionou várias vezes como pode reduzir os custos de manutenção das piscinas do hotel? A Hidrion tem uma solução capaz de reduzir esses custos através de um sistema inovador de tratamento de águas. Miguel Bento, responsável pela empre- sa, explica como: “O sistema de tratamento Hidrion fundamenta-se num processo elec- trolítico através do qual se libertam iões me- tálicos positivos, que destroem as células dos contaminantes carregados negativamente, tais como, bactérias, fungos e algas existentes na água, deixando-a pura e saudável”. O méto- do é milenar, mas foi aperfeiçoado pela em- presa: “Baseados num princípio já conhecido, empiricamente, desde o tempo dos romanos, _ conseguimos aperfeiçoar um dispositivo de Hidrion, dos custos de pessoal da manutenção, porque ionização metálica electrolítica, utilizando Em termos de inves- a piscina fica quimicamente mais estável”, de- uma ideia original (patenteada) para a dis- timento inicial fende. posição dos eléctrodos, a qual, além de tornar o sistema Hidrion O resultado? “Melhoria evidente da qualidade a sua limpeza virtualmente desnecessária, as- é mais barato do que água, água sem cheiros, sem sabor, sem os in- segura o “bombardeamento iónico” da totali- o sistema de Ultra convenientes do cloro elevado; mais transpar- dade da água que atravesse o sistema e desse Violetas (UV) ente e bem tratada”, afirma Miguel Bento. modo uma maior eficácia do processo”. Por outro lado, existe ainda uma vantagem O sistema pode ser utilizado tanto em piscinas para as piscinas interiores. Como o menor uso de água doce como em piscinas de água sal- do cloro evita-se a degradação do ambiente gada do mar. das piscinas interiores normalmente aqueci- A Hidrion fala numa redução dos custos de das. “Esta degradação é provocada pelo cloro, manutenção com a piscina superior a 50%. que como se sabe é extremamente corrosivo”, Como? “Baixando a aplicação de produtos explica. químicos - devido à redução de 60 a 70 % nas Miguel Bento diz que esta solução é a mais despesas com cloro e até 100 % nos algicidas económica do mercado. “Comparando o siste- e floculantes-, mas também através da redução ma Hidrion com as várias alternativas utiliza- 42 hotelaria Julho/Agosto 2012 42-45 Especial.indd 42 12-07-2012 16:58:27
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    Sustentabilidade / especial. _ das em Portugal e apresentadas num estudo nunca foi trabalhada. Sabemos que neste mo- Exportação, que foi publicado pela Universidade do Min- mento de crise económica temos uma solução Grande parte do ho (disponível na Internet) verifica-se que: que, devido às suas características, tem um volume de negócios Em termos de investimento inicial o sistema enorme potencial de poupança para os nossos da empresa provém Hidrion é por exemplo pelo menos 6 vezes clientes”, defende. exportação. mais barato do que o sistema de Ultra Viole- A empresa já vendeu tas (UV). Também nos custos de exploração o Exportação mais de 400 equipa- sistema Hidrion consegue ser o mais económi- Grande parte do volume de negócios da em- mentos para co 0.62 €/m3 por mês contra, por exemplo, o presa provém exportação. A empresa já vendeu a Argentina cloro = 1.19 €/m3 por mês”. mais de 400 equipamentos para a Argentina, por exemplo, muitos dos quais para piscinas Hotelaria: área de negócios estratégica de utilização pública. “Estamos representados Apesar de estratégico, o mercado dos em- no Brasil (Recife) onde já fizemos algumas preendimentos turísticos tem tido compor- instalações em clubes desportivos. Estamos tamentos diferentes quanto à procura de- a estudar outras parcerias com empresas em sta solução. “Considerando apenas os hotéis, São Paulo e Curitiba. Para Angola e África do podemos afirmar que ainda não representam Sul temos algumas empresas interessadas nos uma grande parcela no volume de negócios nossos equipamentos e estamos a avaliar essas da Hidrion. Isto deve-se apenas a um históri- propostas”. Um dos mercados de aposta este co de tratamento de água à base de cloro e a ano é o mercado francês - “o maior mercado um eventual desconhecimento técnico básico europeu”- e, por isso, a empresa vai ter um sobre outros sistemas igualmente eficientes”. expositor na feira de Lyon, em Novembro de O mesmo não acontece com os resorts de 2012. h férias. “Se por outro lado, considerarmos os empreendimentos de resorts de férias, Turis- mos Rurais, Turismos de Habitação e locais Alguns exemplos mais recentes da aplicação do sistema Hidrion na Hotelaria portuguesa : públicos para colónias de férias de crianças, Hotel Baía Cascais Piscina com 60 m3 claramente existe uma procura crescente pela Hotel Vila Galé Ópera Lisboa Piscina com 80 m3 ionização de cobre como sistema alternativo, Hotel Quinta da Casa Branca Ilha da Madeira Piscina com 250 m3 mais saudável e amigo do ambiente”. Hotel Vale da Telha Vale da Telha Piscina com 330 m3 “Apesar de termos muitos equipamentos em Hotel Dom Gonçalo Fátima Piscina com 106 m3 piscinas de uso público, desde Piscinas Mu- Hotel Belsol Belmonte Piscina com 110 m3 nicipais, Ginásios, Resorts, Infantários, Turis- Aparthotel Alvor Alvor Piscinas com 600 m3, 400 m3 e 12 m3 mos Rurais, a área dos Hotéis especificamente Julho/Agosto 2012 hotelaria 43 42-45 Especial.indd 43 12-07-2012 16:58:32
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    . especial /Sustentabilidade BREVES Corinthia Hotel Lisbon organiza campanha de preservação do ambiente Na sequência do projecto que tornará o Corinthia Hotel Lisbon no primeiro hotel Energeticamente Eficiente em Portugal, o Corinthia Hotel dedicou o mês de Junho às questões ambientais, realizando junto de todos os colaboradores uma campanha de sensibilização para a preservação do ambiente. De entre as iniciativas, destaque para a separação do lixo em todos os escritórios, refeitório e outras áreas de staff, redução do consumo de energia e utilização de papel reciclado em todas as fotocopiadoras. Para celebrar o fim de um mês de campanha, o Director Geral Roderick Micallef convidou todos os colaboradores a participar na plantação de um medronheiro no jardim do hotel. Esta iniciativa ocorre no ano em que a Corinthia Hotels celebra o seu 50º ani- versário pelo que, fica também associada a estas comemorações representando um marco na vida do hotel. Recorde-se que neste momento o Corinthia Hotel Lisbon encon- tra-se em plena fase de implementação de um grande projecto em parceria com a Galp Energia e o ISQ para que o hotel passe a pro- duzir a energia que consome tornando-se desta forma num hotel Energeticamente Eficiente. Políticas sustentáveis são cada vez mais importantes para a indústria do Turismo As políticas sustentáveis são cada vez mais um factor importante para os gestores de viagem, de acordo com uma nova pesquisa lançada pela Fundação GBTA, departamento de pesquisa da Global Business Travel Association (GBTA). O estudo revelou que as empresas concentram-se em medidas de sustentabilidade que podem gerar economia, influenciam o comportamento do viajante para tomar decisões melhores e procuram estabelecer relações fornecedores amigos do ambiente. O relatório “Estudo de benchmarking das políticas de viagem sustentáveis 2012”, também descobriu que, quando se trata de sustentabilidade, a Europa está à frente os EUA. “As empresas em todo o mundo concentram os seus programas de responsabilidade social no impacto no ambiente”, disse Ber- nard Harrop, director de sustentabilidade da Fundação GBTA. “A indústria das viagens tem um impacto desproporcional sobre o meio ambiente, mas a partir deste estudo aprendemos que falta aos gestores de viagens dados precisos para desenvolver os seus programas de viagem no melhor interesse do meio ambiente.” Com o foco renovado sobre a política ambiental, as empresas concentram-se nas relações com os fornecedores, procurando os que possuem serviços verdes e soluções para reduzir desperdício, minimizar a pegada de carbono e gerar resultados. Na Europa e na Austrália, mais de um terço dos compradores de viagens planeeia fazer alterações nos fornecedores nos próximos dois anos, a fim de cumprir com novas políticas de viagens sustentáveis. Entre 37% e 43% dos gestores de viagens antecipam mudar pelo menos um dos fornecedores: companhia aérea, hotel, transporte terrestre. 44 hotelaria Julho/Agosto 2012 42-45 Especial.indd 44 12-07-2012 16:58:49
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    . equipamentos / Nonius Nonius e DGSM: o que ganha o mercado com este negócio? O grupo Impresa, de Francisco Pinto Balsemão, chegou a um acordo de princípio com a NoniusSoft, S.A. O acordo prevê uma participação de 15,03% da Impresa no capital da NoniusSoft” e em contrapartida a Nonius adquire a totalidade do capital da IMPRESA.DGSM. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. _ A primeira é especializada em António Silva, tecnologia para indústria hoteleira. A se- CEO da Nonius, gunda disponibiliza “serviços e conteúdos de empresas com entretenimento para o mercado de Hotelaria e soluções tecnológias Saúde”. Nonuis e Imprensa DGSM, juntas o que para a Hotelaria irão oferecer ao mercado? Quais as razões que motivaram a compra da DGSM ao Grupo Impresa? Quais as van- tagens do negócio? A Nonius adquiriu a totalidade do capital da IM- PRESA.DGSM e, em contrapartida, o grupo Im- presa entra para a estrutura accionista da Nonius. É nossa convicção que esta operação traz vários benefícios para os nossos parceiros, nomeadamen- te a oferta de mais e melhores produtos, soluções DGSM a ter uma estratégia conjunta e a responder e conteúdos para o mercado hoteleiro e hospitalar; ao novo conselho de administração da Nonius. uma melhor cobertura geográfica com três delega- ções: Porto (sede), Lisboa e São Paulo, Brasil; uma Qual o valor da transacção? maior eficiência e melhor capacidade de resposta O valor da transação é 1,58 milhões de euros. a todos os clientes; e uma estrutura accionista for- te, capaz de apoiar os projectos presentes e futuros Este negócio reforça a posição da Nonius na dos seus clientes, a nível nacional e internacional. oferta de soluções de IPTV para hotéis? Confiamos que a aquisição irá reforçar a posição Ao longo dos anos a Nonius assumiu-se como da Nonius enquanto líder destacado em tecno- líder, no mercado nacional, de tecnologias de co- logias hoteleiras e hospitalares, graças às suas so- municações e entretenimento para hotéis. A fusão luções para acesso à Internet de alta velocidade com a DGSM vai permitir reforçar a oferta de (HSIA) e televisão interactiva (IPTV). conteúdos e cota de mercado de soluções de TV interativa para hotelaria. A Nonius, em conjunto Há alguma mudança de direcção na DGSM? com a IMPRESA.DGSM, passa a ter as suas so- A DGSM é uma empresa estável e sustentável, luções de IPTV em mais de 400 hotéis, distribuídos com uma equipa experiente e um produto conso- por Portugal, resto da Europa, África e Brasil. lidado no mercado. A Nonius manteve e integrou toda equipa da DGSM e mantém a linha de pro- Quais os objectivos para este ano, em ter- dutos e serviços. mos de negócio? O administrador da DGSM entra para o conselho Espera-se que o volume de negócios consolidado de administração da Nonius passando a Nonius/ da NONIUS ronde os 2,3 milhões de euros. h 46 hotelaria Julho/Agosto 2012 46-48 Equipamentos.indd 46 12-07-2012 17:00:09
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    Hostelco / equipamentos. Líderes mundiais da Hotelaria reúnem-se em Barcelona. Pelo primeira vez o salão Hostelco vai organizar um congresso mundial que conta com oradores dos quatro cantos do mundo. Texto Carina Monteiro Fotografia D.R. A Hostelco, o salão internacional de equipa- mento para hotelaria e restauração, que se realiza- se de dois em dois anos na Fira Barcelona, conta este ano com um congresso dedicado à hotelaria nos dias 17 e 18 de Outubro, designado Hospitality Industry World Congress (HIWC). A directora da Fira Barcelona, Isabel Piñol Baguna, e Albert Grau Vidal, sócio director da Magma Hospitality Consul- ting, a empresa que está a apoiar a organização do congresso, estiveram em Lisboa para a apresentação da feira e do respectivo evento. É a primeira vez que a Hostelco organiza um con- gresso, mas a iniciativa é para continuar. Para a edi- ção de estreia, a Hostelco elegeu quatro temáticas: “Os novos caminhos para a eficiência e rentabili- _ dade hoteleira”; “Expansão e internacionalização. Fira soluções sobre os desafios colocados no congresso. Onde devemos ir?”; “As pessoas e a mudança: a Barcelona, A Hostelco vai disponibilizar, em breve, no seu site, nova inteligência do êxito”; e “A comercialização e A Hostelco realiza-se os preços e abrir as inscrições. A organização vai dis- o marketing, em mudança total”. O objectivo é ser este ano entre os dias ponibilizar passes para os dois dias do congresso e um evento mundial dos líderes da indústria hotelei- 17 e 21 de Outro passes corporativos para empresas em que mais do ra e local de debate das últimas tendências do sector. num nouvo recinto que um colaborador queira participar. Estão confirmados dezenas de oradores de vários da Fira Barcelona países, entre presidentes, CEO’s e directores gerais Novidades Hostelco de cadeias internacionais como a Four Seasons, Ac- A Hostelco, que se realiza este ano entre os dias 17 cor, IHG, Hilton, mas também fora do sector. e 21 de Outubro, apresenta algumas novidades. A O formato dos painéis rompe com o que é habi- começar pelo recinto do evento. O salão mudou- tualmente visto nos congressos. Começa com um se para um novo espaço dentro da Fira Barcelona. orador, segue-se uma mesa redonda e termina com Agora está distribuída por dois pavilhões. Com um quatro sessões paralelas. Segundo a organização, o foco cada vez mais internacional, a Hostelco formato traz dinâmica e maior interacção. Em pa- organiza este ano o I Forum de Hotelaria Bra- ralelo com o congresso há quatro eventos a desta- sil Europa. A edição de 2010 contou com 62 car: os prémios Hostelco; Linkedin meetings – um mil visitantes, sensivelmente o mesmo espera- encontro entre os grupos mais activos na rede inte- do para esta edição. 15% do total de visitan- grados por profissionais da hotelaria; Hotel Influen- tes foram estrangeiros de 86 nacionalidades. cers Meetings – encontro de bloguers e jornalistas Portugal ocupou o terceiro lugar do ranking de especializados em Hotelaria; e speakers corner – um nacionalidades que visitaram a feira e o quarto espaço onde os parceiros do congresso apresentarão lugar na lista de expositores internacionais. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 47 46-48 Equipamentos.indd 47 12-07-2012 17:00:11
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    . equipamentos BREVES EGE IHG lança site tem novo site de reservas em russo e turco O Intercontinental Hotel Group lançou sites de reservas em russo e turco. A EGE, empresa líder no fornecimento de alcatifas A medida faz parte da estratégia do grupo para atender às necessidades para Hotéis, representada em Portugal pela Decor- de um número crescente de consumidores globais que estão adoptar os pisus, acaba de lançar o seu novo site www.ege- canais online e móveis para a pesquisa e reserva de viagens. carpet.com. De acordo com Michael Menis, vice-presidente Web Marketing interac- tivo da IHG: “O aumento nas reservas da Internet nestes países é devido a muitos factores, incluindo o impacto das redes sociais, um aumento no número de jovens que estão mais dispostos a comprar online e o aumen- to da presença destes serviços na internet”. “É importante as nossas marcas estarem onde os nossos clientes pre- cisam que elas estejam e possam facilmente chegar a elas”, disse Me- nis. “Para a Rússia e Turquia, isto significa responder ao facto da web e móveis estarem a tornar-se cada vez mais populares como canais de reserva”. Com um design inovador e adequado ao sector hoteleiro, a empresa lançou a recente colecção “ Cruiseresorts “, disponível na conhecida gama “Highline Express”. Disponível também no show- Room EGE em Paço de Arcos. Allianz Portugal lança novo Allianz Hotéis A seguradora lançou um seguro multirriscos dedicado ao sector hoteleiro. De acordo com a empresa: “O Allianz Hotéis é um produto claramente inovador. É o único que disponibiliza Riscos Elétricos, Computadores e Equipamento Eletrónico, Avaria de Máquinas e Bens Refrigerados, no já alargado conjunto de coberturas base. Esta é uma diferença exclusiva principalmente pelos capitais indemnizatórios, respetivamente de 150 mil euros para os Riscos Elétricos e de 100 mil euros para as outras 3 coberturas”, explica a empresa. Outra vantagem a ter em conta é a facilidade de subscrição. Com apenas quatro informações, é possível obter uma simulação de coberturas e prémios. O Allianz Hotéis destina-se a hotéis de todas as categorias, aparthotéis e pousadas (históricas ou não). Adapta-se com facilida- de às características de qualquer estabelecimento hoteleiro, independentemente da sua dimensão ou categoria. 48 hotelaria Julho/Agosto 2012 46-48 Equipamentos.indd 48 12-07-2012 17:00:13
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    Restaurante. Vinho.Lazer / sugestões . Adega Machado reabre. A Adega Machado, uma das mais conheci- das casas de Fado do Bairro Alto, reabriu no início do Verão de 2012 com nova gerên- cia, decoração contemporânea e novos es- paços de animação. O Fado e a gastronomia tradicional portuguesa continuarão a ser o principal mote desta casa, fundada em 1937. Fechada há mais de três anos, a mítica casa de Fado da Rua do Norte, em Lisboa, reabre agora com três espaços distintos: uma sala principal com 110 lugares sentados e servi- ço à carta, uma adega moderna, com capa- cidade para 44 pessoas e serviço de vinho a copo e petiscos gourmet, e ainda um terra- está previsto que os fadistas interajam mais ço ao ar livre. Tanto a adega como o terraço com o público. A programação está a car- poderão ser reservados para grupos e even- go do fadista revelação Marco Rodrigues, tos, incluindo pequenas apresentações de que é também artista residente. O objectivo Fado. O projecto de arquitectura foi assina- da nova gerência é ainda aproximar a casa do por Luís Candeias (Atelier Paramento). de Fado de um público mais jovem, para “A decoração é contemporânea, diferen- convívio entre amigos, mas também a visi- te daquilo que estamos habituados a ver tantes nacionais e estrangeiros que queiram numa casa de Fado”, revela João Pedro Fer- aproveitar uma experiência diferente mas ao reira-Borges, um dos três gerentes do Gru- mesmo tempo genuinamente portuguesa. po Fado Food que detém mais duas casas Neste novo espaço é ainda possível reviver a de Fado em Lisboa – o Café Luso, também história e tradição desta Casa de Fado através no Bairro Alto, e o Timpanas, em Alcântara. da exposição de 117 imagens e obras de valor Com esta recuperação, a Adega Machado museológico, com a assinatura Adega Macha- quer oferecer um espectáculo inovador pois do Guarda Segredos que se Cantam. h .Lazer .Passeios .Vinho Tivoli Parques de Sintra Conde de Vimioso lança cartão T/NIGHT lança passeios de charrete Rosé para o Verão no Parque da Pena A Tivoli Hotels Resorts acaba de lançar o T/ A Parques de Sintra inaugurou no final de Junho os Com a chegada do Verão e das noi- Night, um cartão que dá vantagens exclusivas passeios de charrete no Parque da Pena, propor- tes quentes, chega também o Conde na utilização dos espaços e serviços de lazer cionando assim aos visitantes uma nova forma de de Vimioso Rosé 2011! dos Hotéis Tivoli. O cartão T/Night é gratuito e conhecerem e desfrutarem daquele espaço, numa De aspecto cristalino rosa e aroma será distribuído aos melhores clientes nos quatro experiência próxima da forma como D. Fernando II e a frutos vermelhos, o Conde de espaços, a partir do mês de Julho. Os titulares do os seus convidados o faziam. Desta forma, todas as Vimioso Rose é fino e elegante. Na boca revela- cartão beneficiam de 10% de desconto sobre 3ªs, 5ªs e 6ªs feiras, entre as 10h e as 16h30, será se macio e frescocom complexidade. O final de todos os consumos no Duna Beach (Meia Praia), possível a qualquer visitante adquirir um bilhete boca é prolongado e de grande harmonia. Aqua Lounge (Marina de Portimão), Puro Beach para passear de charrete entre os Lagos do Parque Pela sua frescura, é edeal para um belo dia de sol (Marina de Vilamoura) e SkyBar (Tivoli Lisboa) e da Pena e o Chalet da Condessa d’Edla, em contac- ou uma noite romântica, a acompanharsaladas 10% de desconto sobre o alojamento em todos to direto com os cavalos Ardennais que vivem no frias ou um maravilhoso peixe grelhado. os hotéis do grupo em Portugal. O cartão é válido Parque, conhecendo também a Quinta da Pena e O Conde de Vimioso é produzio pela Falua do até 31 de Outubro 2012. h Jardim da Condessa d’Edla, incluídos no percurso. h enólogo João Portugal Ramos. h Julho/Agosto 2012 hotelaria 49 49 Sugestões.indd 49 12-07-2012 17:01:55
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    . colaboradores Tiago Venâncio / C.O.O. da Dynamic Hotels Com um percurso académi- co ao nível da Gestão de Em- presas Turísticas e com um Executive Master em Gestão Hoteleira na ESHTE e EGE - Atlantic Business School. É na Dynamic Hotels que desenvolve a sua paixão, com Projectos Hoteleiros de relevo, como sejam o Holi- day Inn Figueira da Foz, o InterContinental Porto - Pa- lácio das Cardosas, o Indigo Lisboa, entre outros. Filipa Vinha Mário Candeias Rui Camacho / sócia fundadora da Miles- / director de hotel / paginador tones “Strategic Thinking in Tourism” Hoteleiro desde sempre, Queria ser arquitecto, mas Mário Candeias tem um foi pelo curso de Engenha- É sócia e fundadora da Miles- MBA pela UALG e pós- ria Física e de Materiais, tones, empresa especializada graduações em Harvard e na UNL, que começou. em marketing e vendas para INSEAD na área de Corpo- Ainda estudou arquitectu- o sector do turismo, hotelaria rate Finance e em Cornell e ra, durante três anos, mas e lazer. Marketing Digital, E- Lausanne, em Administra- o talento e a criatividade commerce, Revenue Manage- ção Hoteleira. Desenvolve fizeram-no render-se às ment, Gestão Canais Online actividade no Grupo Pesta- artes gráficas. Foi director e Contratação Comercial são na após longa colaboração de Arte e Produção Gráfi- alguns dos serviços prestados. com o Grupo Tivoli. Man- ca na “Idealmente”, antes Antes de fundar a Milestones tem colaborações pontuais de chegar à Workmedia. É foi Directora de Marketing do com a Formação de Execu- viciado em gadgets, cine- Pine Cliffs Resort Sheraton tivos, na UALG e no Turis- ma e música. Algarve e Responsável de Ma- mo de Portugal. rketing da Amorim Turismo. No pouco tempo que lhe res- Tem um MBA pela Universi- ta, costuma ler publicações ty of Porto Business School e das áreas de Economia, Ges- Mestrado pela mesma institui- tão, Finanças e Estratégia. ção, tendo apresentado a tese sob o tema: “o turismo de ex- periências proporcionado pelo legado regional autêntico”. 50 hotelaria Julho/Agosto 2012 50 Protagonistas.indd 50 12-07-2012 17:03:34
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    Ano 08 •Nº 81 • Julho/Agosto 2012 • Mensal • Preço de Capa: €10 (Portugal) A REVISTA DO GESTOR HOTELEIRO + _ Entrevista DOSSIER Primo Muñoz, Banca e Hotelaria director-geral da Hilton Fundos de para a Península Ibérica Investimento em análise Julho/Agosto 2012 81 Hoteleiros sem fronteiras Cinco gestores hoteleiros portugueses contam as suas experiências em mercados como Nova Iorque, Abu Dhabi, Brasil, México e Marraquexe. 81 01-02 e 51-52 Capa.indd 1 12-07-2012 18:15:07