Arranjos simples
Criar arranjos interessantes e que sirvam para lançar um tema (permitindo uma sensação
de tom e ritmo adequados) são competências básicas que todos os vocalistas devem
possuir. Existem centenas de exemplos, mais ou menos complexos, nos numerosos
álbuns gravados durante os últimos 100 anos. Investiguem e tentem encontrar exemplos
de cada um dos itens abaixo listado.
Intros
As intros permitem lançar o tempo e ritmo do tema dando igualmente indicação da
tonalidade. Devem estar relacionados com o tema e ter uma duração que não seja
demasiado curta (especialmente em tempos médios e rápidos) ou longa (em baladas) que
os tornem inconsequentes.
Turnaround
São progressões harmônicas (geralmente utilizando o ciclo das quintas) que preparam a
entrada no tema.
Os exemplos estão em diferentes tonalidades e devem ser transpostos para as tonalidades que
estiverem a utilizar.
Tons Maiores
1. C∆" " |Am7" " |Dm7" " |G7" " |
2. Em7" " |A7" " |D7sus D7" |G7sus G7" |
3. C∆" " |Bb∆" Eb7" |Ab∆" " |G7sus Db7" |
4. Em7" A7" |Dm7" G7" |Bb7" A7" |Ab7" G7sus"|
Tons Menores
1. Fm6" " | Dø7"" | Gø7"" | C7(b9)" " |
2. Fm7" " |Bb7" " |G7(b9)" |Gø7/C C7(b9)" |
3. Fm6" " |Ebm7"Ab7" |Db7" " |C7sus(b9) Gb7" |
4. Fm7" Ab7" |G7(b9) Gb9" |Fm7" D7(b9)|Db9" C7(b9)" |
"
Vamp
Vamps são dois ou três acordes que se repetem. Podem ter um número determinado de
repetições ou não (necessário sinalizar claramente o final da Vamp).
Conservatório de Música do Porto - Canto Jazz
Tons Maiores
1. Eb6" " |Db7" " |Eb6" " |Db7" " |
2. Eb6" " |E∆" " |Eb6" " |E∆" " |
3. Eb6" " |F9" E9" |Eb6" " |F9" E9" |
4. Eb7" " |Db7" D7" |Eb7" " |Db7" D7" |
Tons Menores
1. Gm7" " |Ab7" " |Gm7"" |Ab7" " |
2. Gm7" " |C7" " |Gm7"" |C7" " |
3. Gm6" Bb7|A7" Ab7" |Gm6" Bb7|A7" Ab7" |
4. Gm7" " |C7sus D7sus| Gm7" |C7sus D7sus|
Pedal
Chama-se um Pedal quando uma nota grave apenas (geralmente a quinta ou a tónica) vai
sendo tocada por baixo da variação harmônica. Tende a criar uma energia crescente
devido à tensão da harmonia em movimento sobre a nota de baixo estacionária.
Tons Maiores
1. Bb6/F" " | F7sus" |etc...
2. Bb∆" " |B∆/Bb" |C9/Bb" |B∆/Bb" |
Tons Menores
1. Fm7/C" |Gø7/C C7(b9)|etc.. Fm7/C Ab7" |Gø7" Gb7" |
2. Fm6" " |G9/F" Gb∆/F"| Fm6"" |G9/F" Gb∆/F
Arranjo
Para além destes existem uma série interminável de variações e arranjos escritos que
permitem criar vários ambientes. Como sempre não há melhor forma de os apreender do
que ouvir os trabalhos dos mestres de ontem e hoje!
Finais
Os arranjos para finais devem ser alvo de planeamento cuidadoso pois sendo frágeis ou
mal concebidos podem deitar a perder todo o trabalho efectuado ao longo do tema. Por
outro lado devem respeitar a grelha harmônica original para não existirem mudanças
bruscas de sonoridade que podem ser estranhos ou ser fonte de distração.
Conservatório de Música do Porto - Canto Jazz
Tag
Um dos finais mais utilizados é o Tag, ou seja a repetição da última frase pelo menos
duas vezes. Cuidado para não o tornar demasiado longo e aborrecido.
Vamp
Os vamps finais são iguais aos iniciais e podem ser abertas (sem duração determinada)
ou fechada (com um número determinado de repetições).
Retardos (para baladas)
Quando se cantam baladas os retardos são finais que transmitem controle, intimidade e
cumplicidade com a banda. Geralmente são realizados nos últimos três acordes da última
frase e ser combinados com Tags ou Vamps.
Conclusão
Independentemente dos arranjos escolhidos estes devem sempre ser testados, retificados
e escritos na Lead sheet de forma clara e simples.
O vocalista deve ser capaz de, rápida e claramente, explicar e dirigir o arranjo escrito de
forma a que os instrumentistas compreendam exactamente o que se pretende.
Por fim deve existir sempre equilíbrio na conduta e relação com os demais músicos. Isto
significa:
1. Aceitar críticas.
2. Saber ouvir novas ideias e sugestões.
3. Dar espaço à expressão dos outros músicos.
4. Assumir a liderança quando necessário.
5. Não se afastar demasiado das ideias que originaram os arranjos por imposição dos
demais.
6. Saber defender pontos de vista de forma madura sem antagonizar os demais.
7. Ensaiar e ensaiar e ensaiar até obterem o efeito pretendido.
Bom Trabalho!
Conservatório de Música do Porto - Canto Jazz

Arranjos 1 jazz

  • 1.
    Arranjos simples Criar arranjosinteressantes e que sirvam para lançar um tema (permitindo uma sensação de tom e ritmo adequados) são competências básicas que todos os vocalistas devem possuir. Existem centenas de exemplos, mais ou menos complexos, nos numerosos álbuns gravados durante os últimos 100 anos. Investiguem e tentem encontrar exemplos de cada um dos itens abaixo listado. Intros As intros permitem lançar o tempo e ritmo do tema dando igualmente indicação da tonalidade. Devem estar relacionados com o tema e ter uma duração que não seja demasiado curta (especialmente em tempos médios e rápidos) ou longa (em baladas) que os tornem inconsequentes. Turnaround São progressões harmônicas (geralmente utilizando o ciclo das quintas) que preparam a entrada no tema. Os exemplos estão em diferentes tonalidades e devem ser transpostos para as tonalidades que estiverem a utilizar. Tons Maiores 1. C∆" " |Am7" " |Dm7" " |G7" " | 2. Em7" " |A7" " |D7sus D7" |G7sus G7" | 3. C∆" " |Bb∆" Eb7" |Ab∆" " |G7sus Db7" | 4. Em7" A7" |Dm7" G7" |Bb7" A7" |Ab7" G7sus"| Tons Menores 1. Fm6" " | Dø7"" | Gø7"" | C7(b9)" " | 2. Fm7" " |Bb7" " |G7(b9)" |Gø7/C C7(b9)" | 3. Fm6" " |Ebm7"Ab7" |Db7" " |C7sus(b9) Gb7" | 4. Fm7" Ab7" |G7(b9) Gb9" |Fm7" D7(b9)|Db9" C7(b9)" | " Vamp Vamps são dois ou três acordes que se repetem. Podem ter um número determinado de repetições ou não (necessário sinalizar claramente o final da Vamp). Conservatório de Música do Porto - Canto Jazz
  • 2.
    Tons Maiores 1. Eb6"" |Db7" " |Eb6" " |Db7" " | 2. Eb6" " |E∆" " |Eb6" " |E∆" " | 3. Eb6" " |F9" E9" |Eb6" " |F9" E9" | 4. Eb7" " |Db7" D7" |Eb7" " |Db7" D7" | Tons Menores 1. Gm7" " |Ab7" " |Gm7"" |Ab7" " | 2. Gm7" " |C7" " |Gm7"" |C7" " | 3. Gm6" Bb7|A7" Ab7" |Gm6" Bb7|A7" Ab7" | 4. Gm7" " |C7sus D7sus| Gm7" |C7sus D7sus| Pedal Chama-se um Pedal quando uma nota grave apenas (geralmente a quinta ou a tónica) vai sendo tocada por baixo da variação harmônica. Tende a criar uma energia crescente devido à tensão da harmonia em movimento sobre a nota de baixo estacionária. Tons Maiores 1. Bb6/F" " | F7sus" |etc... 2. Bb∆" " |B∆/Bb" |C9/Bb" |B∆/Bb" | Tons Menores 1. Fm7/C" |Gø7/C C7(b9)|etc.. Fm7/C Ab7" |Gø7" Gb7" | 2. Fm6" " |G9/F" Gb∆/F"| Fm6"" |G9/F" Gb∆/F Arranjo Para além destes existem uma série interminável de variações e arranjos escritos que permitem criar vários ambientes. Como sempre não há melhor forma de os apreender do que ouvir os trabalhos dos mestres de ontem e hoje! Finais Os arranjos para finais devem ser alvo de planeamento cuidadoso pois sendo frágeis ou mal concebidos podem deitar a perder todo o trabalho efectuado ao longo do tema. Por outro lado devem respeitar a grelha harmônica original para não existirem mudanças bruscas de sonoridade que podem ser estranhos ou ser fonte de distração. Conservatório de Música do Porto - Canto Jazz
  • 3.
    Tag Um dos finaismais utilizados é o Tag, ou seja a repetição da última frase pelo menos duas vezes. Cuidado para não o tornar demasiado longo e aborrecido. Vamp Os vamps finais são iguais aos iniciais e podem ser abertas (sem duração determinada) ou fechada (com um número determinado de repetições). Retardos (para baladas) Quando se cantam baladas os retardos são finais que transmitem controle, intimidade e cumplicidade com a banda. Geralmente são realizados nos últimos três acordes da última frase e ser combinados com Tags ou Vamps. Conclusão Independentemente dos arranjos escolhidos estes devem sempre ser testados, retificados e escritos na Lead sheet de forma clara e simples. O vocalista deve ser capaz de, rápida e claramente, explicar e dirigir o arranjo escrito de forma a que os instrumentistas compreendam exactamente o que se pretende. Por fim deve existir sempre equilíbrio na conduta e relação com os demais músicos. Isto significa: 1. Aceitar críticas. 2. Saber ouvir novas ideias e sugestões. 3. Dar espaço à expressão dos outros músicos. 4. Assumir a liderança quando necessário. 5. Não se afastar demasiado das ideias que originaram os arranjos por imposição dos demais. 6. Saber defender pontos de vista de forma madura sem antagonizar os demais. 7. Ensaiar e ensaiar e ensaiar até obterem o efeito pretendido. Bom Trabalho! Conservatório de Música do Porto - Canto Jazz