Formadora: Carla Sarmento
Psicossociologia do Trabalho
Formadora: Carla Sarmento
Objectivos
 Aplicar os métodos e técnicas de avaliação dos factores
psicossociais;
 Reconhecer a importância da intervenção psicossocial no
âmbito de alterações na organização do trabalho e no
indivíduo;
 Aplicar medidas preventivas que favoreçam o controlo do
stress e do erro humano;
Formadora: Carla Sarmento
Conteúdos
 Metodologia e técnicas de avaliação dos factores psicossociais;
 Intervenção psicossocial
 Alterações na organização do trabalho
 Alterações no indivíduo
Formadora: Carla Sarmento
Conteúdos
 Stress
 Conceito
 Factores de risco
 Avaliação do risco
 Consequências
 Medidas preventivas
 Erro humano
 Conceito
 Causas e consequências
 Medidas preventivas
Formadora: Carla Sarmento
Metodologias e técnicas de avaliação dos
factores psicossociais
Formadora: Carla Sarmento
Psicossociologia do trabalho
 Tem como objecto de estudo as interacções entre os diversos
actores do mundo do trabalho;
 O objectivo é estudar de que forma é que as características
desses actores (individualmente ou em grupo) influenciam a
organização e de que modo são influenciados por ela.
Distribuição percentual das ausências ao trabalho por motivo principal (Balanço Social, 1996)
Ausências ao trabalho
Doençanatural
Outrascausas
Acidentede trabalho
DoençaProfissional
Maternidade
Assistênciainadiável
Formadora: Carla Sarmento
Factores psicossociais no trabalho
Condições de trabalho Indivíduo + condições de vida
Produtividade e
qualidade
Saúde e segurança no
trabalho
Satisfação profissional
Formadora: Carla Sarmento
Factores psicossociais no trabalho
 O termo “psicossocial” remete para os fenómenos de
natureza psicológica, resultantes da percepção e avaliação das
estruturas e processos sociais.
Por exemplo: a organização do trabalho, a cultura da empresa, a
liderança, o sistema de gestão da saúde e segurança no trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
 Os factores psicossociais no trabalho são os que resultam da
interacção entre:
O individuo
As suas condições de vida
As suas condições de trabalho
…E que são susceptíveis de influenciar:
Formadora: Carla Sarmento
“ …. O desempenho, a
produtividade, a qualidade
do trabalho”
Formadora: Carla Sarmento
“ …A saúde, o bem-estar e a
segurança do trabalhador”
Formadora: Carla Sarmento
“… A motivação e a
satisfação profissionais”
Formadora: Carla Sarmento
As consequências que os factores psicossociais têm no
sistema de trabalho, tanto a nível organizacional, como ao
nível do individuo, são um dos principais desafios que se
coloca à prevenção de riscos de trabalho no nosso tempo.
Formadora: Carla Sarmento
Condições de trabalho
 Segundo um estudo
desenvolvido por Maslow
no ano de 1954, os seres
humanos têm uma série de
necessidades que devem
satisfazer.
Formadora: Carla Sarmento
Formadora: Carla Sarmento
 Com o objectivo de satisfazer estas necessidades, o ser
humano deve realizar uma série de actividades, as quais
apresentam determinadas exigências para a pessoa que as
realiza. Esta deve ultrapassar essas exigências utilizando os
seus recursos pessoais.
 Ao resultado da comparação entre as exigências que a tarefa
impõe e a capacidade do individuo para a realizar dá-se o
nome de “carga do trabalho”
Formadora: Carla Sarmento
Em qualquer actividade existem três tipos de
exigências gerais:
Físicas;
Cognitivas;
Psíquicas
Formadora: Carla Sarmento
.
Por exemplo:
 Actividades com grande exigência física: Cavar
intensamente;
 Actividades com grande exigência cognitiva: piloto de
avião;
 Actividades com grande exigência psíquica: chefias
intermédias
Formadora: Carla Sarmento
 Ambiente físico
 Sistema técnico e
organizacional de
trabalho
 Outras estruturas e
processos
organizacionais
Formadora: Carla Sarmento
 As condições de trabalho formam um sistema que engloba os
subsistemas:
 Ambiente (físico, químico e biológico do trabalho)
Ruído, temperatura, humidade, substâncias químicas, micro
organismos, etc.
 Tecnologia de produção e organização do trabalho
 Mais as restantes estruturas e processos organizacionais (por
exemplo, a cultura da empresa, a política de pessoal, a política de
saúde e segurança no trabalho, a liderança, etc).
Formadora: Carla Sarmento
Trabalho Físico
 A realização de actividades físicas
requer o uso de recursos do organismo.
 Para levar a cabo estas funções,
desenvolvem-se no corpo humano uma
série de processos nos quais intervém a
energia acumulada ingerida através de
alimentos e da respiração cuja
metabolização produz o trabalho
muscular
Formadora: Carla Sarmento
 Dado que não existe nenhuma tarefa que requeira
unicamente exigências de um determinado tipo,
entende-se por trabalho físico aquele em que
predominem este tipo de exigências:
- Mobilizar o corpo ou parte dele;
- Movimentar cargas;
- Manter o corpo numa determinada posição
Formadora: Carla Sarmento
A comparação das
exigências físicas com as
capacidades físicas
pessoais irá dar-nos a
carga de trabalho físico a
que está submetido o
trabalhador que a realiza.
Formadora: Carla Sarmento
 Entende-se assim por carga
física o grau de exigência,
sobre o trabalhador,
exercido pelo conjunto de
requisitos físicos aos quais
se vê submetido ao longo
da sua jornada laboral.
Formadora: Carla Sarmento
Carga Mental
O conceito de carga mental explica-se a partir da definição de:
 Carga externa (pressão ou stress mental);
 Carga interna (tensão ou strain mental).
Formadora: Carla Sarmento
 Elementos que influenciam a carga mental num
posto de trabalho:
– Exigências da tarefa;
– Condições ambientais;
– Factores da organização do trabalho;
– Factores sociais.
Formadora: Carla Sarmento
 Indivíduo:
Personalidade, etc.;
 Matriz sociocultural;
 Estilos de vida;
Indivíduo + condições de vida
Formadora: Carla Sarmento
É um sistema que compreende o indivíduo mais as suas
condições de vida fora do trabalho, nomeadamente :
 O indivíduo
 As suas características demográficas, genéticas, antropométricas (peso, altura,
massa corporal) psicológicas, sociométricas (por ex., situação na profissão)
 Os seus conhecimentos e competências
 A sua personalidade
 A sua história clínica
 As suas necessidades, expectativas, motivação e preferências…
Indivíduo + condições de vida
Formadora: Carla Sarmento
 A sua matriz sociocultural , determinando em grande
parte os seus valores e crenças, a sua maneira de ser e de
estar no mundo (por ex., a ideologia defensiva das
profissões ou ocupações de risco : médico, mineiro,
trabalhador da construção civil, militar…);
 Além dos estilos de vida e demais condições de vida em
geral (por ex., comportamentos ou hábitos saudáveis,
família, suporte social, tempos livres)
Formadora: Carla Sarmento
A modificação destes factores podem ter aspectos positivos e
negativos, assim uma pessoa com a idade:
 acumula experiências que lhe permitem ultrapassar situações
potencialmente negativas;
 por outro lado, a diminuição da capacidade física pode ser um
elemento negativo perante a impossibilidade ou maior dificuldade
de realizar determinadas tarefas
Formadora: Carla Sarmento
Factores Organizacionais
 Carga mental;
 Controlo nas decisões;
 Conteúdo do trabalho;
 Supervisão – participação;
 Definição do papel;
 Interesse pelo trabalho;
 Relações pessoais;
Formadora: Carla Sarmento
Controlo nas Decisões
 Numa tarefa o controlo faz-se
a partir de três grandes eixos:
 Autonomia;
 Iniciativa;
 Responsabilidade;
Formadora: Carla Sarmento
Conteúdo do Trabalho
Dentro dos factores definidos, temos
os seguintes:
 Ambiente de trabalho e equipas de
trabalho;
 Descrição das tarefas;
 Cargas de trabalho/ritmo de trabalho
 Programa de trabalho (trabalho por
turnos)
Formadora: Carla Sarmento
Supervisão -Participação
 O estilo de autoridade
numa organização é um
factor fundamental na hora
de se conseguir a
participação real dos
trabalhadores nos aspectos
relacionados com o seu
trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
Definição do Papel
 O papel que o trabalhador
desempenha na organização
pode levar a que apareçam
riscos laborais por dois
motivos fundamentais:
 O conflito de papel;
 A ambiguidade do papel;
Formadora: Carla Sarmento
Interesses do Trabalhador
 A organização deve mostrar interesse por corresponder às
necessidades e expectativas do trabalhador, por exemplo da
seguinte forma:
 Assegurar a estabilidade do emprego;
 Considerando a evolução da carreira profissional dos
trabalhadores;
 Facilitar formação aos trabalhadores.
Formadora: Carla Sarmento
 O interesse real da
organização pelo
trabalhador tem como
contrapartida um maior
empenho e dedicação por
parte do trabalhador.
Formadora: Carla Sarmento
Relações Laborais
 A qualidade das relações laborais
repercute-se de forma considerável na
aparição de efeitos negativos na saúde
dos trabalhadores.
 Existem três tipos de relações:
 Com os superiores;
 Com os colegas;
 Com os subordinados.
Formadora: Carla Sarmento
Riscos Psicossociais
 As consequências
prejudiciais sobre a saúde e
o bem estar do trabalhador
que derivam de uma
situação onde estão
presentes condições
psicossociais adversas ou
desfavoráveis podem ser:
 Stress laboral;
 (In)satisfação laboral;
 Burnout;
 Mobbing
 Violência no trabalho
Formadora: Carla Sarmento
Stress
 É um conjunto de reacções
físicas, químicas e mentais de
uma pessoa a estímulos ou a
factores de stress ambientais.
 Função adaptativa do stress
Formadora: Carla Sarmento
(In) Satisfação Laboral
A satisfação laboral expressa em que
medida se ajustam as características
do trabalho aos desejos, aspirações,
expectativas e necessidades do
trabalhador, de acordo com o que é
percebido pelo próprio trabalhador.
Formadora: Carla Sarmento
 As características do trabalho mais relevantes na satisfação ou
insatisfação são:
 O conteúdo do trabalho;
 A organização do trabalho;
 O salário;
 A promoção;
 As relações humanos;
 O reforço obtido;
 O estilo de liderança
Formadora: Carla Sarmento
Burnout
O Burnout ou síndrome do esgotamento
psíquico, é um tipo característico de stress
laboral que se manifesta de forma mais
especifica nos trabalhadores que trabalham
em relações directa com outras pessoas
externas á empresa:professores,médicos,…
Formadora: Carla Sarmento
 Surge quando o trabalhador vê defraudadas as
expectativas que tinha e se sente impossibilitado de
modificar ou controlar essa situação.
 Sintomas:
Esgotamento emocional, cansaço físico e
psicológico;
Formadora: Carla Sarmento
Sentimento de inadequação, de incompetência,
de ineficácia, etc., de não poder realizar
devidamente as tarefas que tem de realizar;
Abstracção do que o rodeia, desenvolvendo
uma atitude fria e despersonalizada em relação
aos outros, mostrando uma falta de
compromisso com o seu trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
Mobbing ou Assédio
Moral
Comportamento injustificado e
continuado para com um trabalhador ou grupo de trabalhadores,
susceptível de constituir um risco para a saúde e segurança.
O assédio moral envolve, frequentemente o uso indevido ou
abuso de poder, em situações em que as pessoas visadas têm
dificuldades em defender-se.
Formadora: Carla Sarmento
 Factores desencadeadores do assédio moral no trabalho:
 Cultura organizacional que aprova o comportamento
do assédio moral ou não o reconhecem como
problema;
 Mudança repentina na organização;
 Más relações entre pessoal e direcção e baixos níveis de
satisfação com direcção;
Formadora: Carla Sarmento
 Escassas relações com os companheiros;
 Níveis extremos de exigências laboral;
 Deficiência na politica de
pessoas e falta de valores
comuns;
 Níveis altos de
stressores laborais;
 Conflitos de papel;
 Emprego inseguro
Formadora: Carla Sarmento
Efeitos do Mobbing
 Quadros elevados de stress;
 Sentimentos de aversão face a
alguém ou algo, temor
irracional a pessoas, animais,
situações ou actos;
 Alterações do estado de
ânimo;
 Transtornos emocionais;
 Sentimentos de culpa;
Conflitos familiares;
 Transtornos do sono;
 Problemas digestivos
Formadora: Carla Sarmento
Violência no Trabalho
 Compreende os insultos, as ameaças a agressão física ou
psicológica exercida contra um trabalhador por pessoas da
organização, incluindo os utentes e clientes e que põem em
perigo a saúde, a segurança e o bem estar do trabalhador.
Formadora: Carla Sarmento
Violência no Trabalho
Efeitos
 As consequências para o trabalhador são muitas e diversas,
desde os danos físicos ou psicológico produzidos de forma
directa pelo acto de violência, pode produzir-se a
desmotivação, o stress, inclusivamente para as pessoas que
tenham testemunhado agressão ou conhecido os danos
causados ao companheiro, alterações do sono….
Formadora: Carla Sarmento
Métodos e Técnicas de Avaliação
Para medir os efeitos dos factores psicossociais na saúde e
segurança no trabalho , existem diferentes métodos e
técnicas, desenvolvidos por diferentes disciplinas , da
sociologia e da psicologia cognitiva e social, à ergonomia, à
fisiologia, à biomedicina , às neurociências , etc.
(questionários, escalas de atitudes, testes psicométricos …)
Formadora: Carla Sarmento
Avaliação dos factores psicossociais
 Realiza-se segundo os mesmos
princípios básicos para avaliação
das restantes condições de
trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
Passos a seguir:
 Identificar os riscos;
 Decidir quem pode estar afectado e de que forma;
 Avaliar o risco:
 Identificando as medidas que já estão implementadas;
 Valorizando o grau de eficiência;
 Propondo acções de controlo e planificação e a sua implantação;
 Registando os resultados;
 Revendo a avaliação periodicamente e comprovando o impacto das medidas
propostas.
Formadora: Carla Sarmento
Identificação dos Riscos
 Os factores de risco a considerar são:
 Cultura e clima da organização e como se encara o stress
relacionado com o trabalho;
 Exigências, tais como a carga de trabalho e a exposição a riscos
físicos;
 Que influência têm os trabalhadores no desenvolvimento da sua
actividade;
 As relações pessoais, abordando problemas como o esgotamento e o
assédio
Formadora: Carla Sarmento
 Gestão das mudanças organizacionais e como são comunicacionais;
 O grau de conhecimento pelos trabalhadores do seu papel na
organização;
 As redes de apoio;
 A necessidade de formação para o desenvolvimento da tarefa;
 As diferenças individuais;
Formadora: Carla Sarmento
Quem pode estar afectado
 Alguns dos indicadores que permitem detectar que
trabalhador ou grupo de trabalhadores podem estar
associados a consequências negativas são:
 Absentismo superior ao valor médio esperado;
 Elevada rotação do pessoal;
 Incumprimento de horários;
 Problemas disciplinares;
Formadora: Carla Sarmento
 Produtividade ou qualidade reduzidos;
 Tomada de decisões deficientes;
 Abuso do álcool ou de drogas, inclusivamente o
aparecimento de violência e assédio no trabalho;
 Problemas de sono;
 Transtornos de ansiedade;
 Depressão;
 Problemas cardiovasculares, úlceras pépticas,
hipertensão…
Formadora: Carla Sarmento
Avaliação do risco
 Para cada um dos itens descritos como factores de risco, devem
colocar-se as seguintes questões:
 Que medidas estão já a ser tomadas?
 São suficientes?
 Que mais se pode fazer?
Formadora: Carla Sarmento
Avaliação do risco
 Consiste no processo de detectar, identificar e quantificar os
riscos para a saúde e segurança dos trabalhadores decorrentes das
circunstâncias em que o perigo ocorre no local de trabalho
Formadora: Carla Sarmento
 Algumas ideias sobre o que investigar:
 Cultura;
 Exigências da tarefa;
 Como é o ambiente físico;
 Controlo;
 Relações;
 Mudanças organizacionais.
Formadora: Carla Sarmento
Controlo dos riscos
 Significa intervir sobre eles, no sentido de se obter a minimização
dos seus efeitos até a um nível aceitável;
 A eficácia do controlo depende em larga medida, de tal acção
incidir na fonte da sua génese e se direccionar no sentido da
adaptação do trabalho ao homem.
Formadora: Carla Sarmento
Medidas de Controlo
 O controlo dos riscos psicossociais passam por dois tipos de
actuação:
 Actuações sobre a organização;
 Actuações sobre o indivíduo
Formadora: Carla Sarmento
 Actuações sobre a organização:
 centram-se em cada um dos elementos descritos como factores de
risco:
 Cultura;
 Exigências;
 Ambiente físico;
 Controlo;
 Relações;
 Mudança;
 Função;
 Apoio, formação e factores individuais
Formadora: Carla Sarmento
Actuações sobre o indivíduo conselhos úteis:
 Micro-pausas;
 Postura;
 Respiração;
 Voz;
 Luz;
 Escritório/Gabinete;
 Desordem;
 Conselhos;
 Relaxamento
Formadora: Carla Sarmento
Instrumentos de avaliação dos riscos
psicossociais
 Listas de controlo:
 Conteúdos das tarefas;
 Condições de trabalho;
 Condições de emprego;
 Relações sociais no trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
1. Lista de Controlo do Conteúdo das
Tarefas
 Tipo de trabalho – monótono, desgaste emocional, pressão de
tempo, trabalhos solitários, organização do trabalho incorrecta,
apoio e informação insuficientes.
Formadora: Carla Sarmento
2. Lista de Controlo das Condições
de Trabalho
 Nível de ruído, situações perigosas, concepção ergonómica
deficiente
Formadora: Carla Sarmento
3. Lista de Controlo das Condições
de Emprego
 Desenvolvimento da carreira, oportunidades de formação,
sistema de remuneração, planeamento dos períodos de trabalho e
descanso, horas extraordinárias
Formadora: Carla Sarmento
4. Lista de Controlo das Relações
Sociais no Trabalho
 Sistema de consulta inadequado;
 Mau ambiente psicológico;
 Discriminação
Formadora: Carla Sarmento
 Questionários:
 Acerca das situações de trabalho;
 Acerca das consequências do stress
Instrumentos de avaliação dos riscos
psicossociais
Formadora: Carla Sarmento
Importância da avaliação para a
intervenção
 Avaliamos para considerar as características individuais dos
trabalhadores
Formadora: Carla Sarmento
Intervenção Psicossocial
Formadora: Carla Sarmento
O trabalho
 É difícil determinar se o trabalho deve ser
colocado entre as causas da felicidade ou da
infelicidade.
 É certo que há muitos trabalhos
extraordinariamente aborrecidos e que o
trabalho excessivo, mesmo o trabalho mais
monótono e para muitas pessoas preferível à
ociosidade”
Formadora: Carla Sarmento
O trabalho
 Actividade exercida num
espaço e num tempo;
 É definido socialmente;
 Não significa a mesma coisa
que o esforço físico ou
dispêndio de energia
Formadora: Carla Sarmento
O trabalho
 Aspecto social:
necessidade de subsistência
de uma sociedade;
 Aspecto individual:
necessidade intrínseca ao
ser humano
Formadora: Carla Sarmento
Características do trabalho
 1. Esforço: mobilização de
energia e atenção/tensão
intelectual ou física;
 2. Orientação para um
objectivo;
Formadora: Carla Sarmento
Características do trabalho
 3. Constrangimento: o que
diferencia o trabalho de outras
actividades humanas;
 4. Intrínseco ao trabalho:
vertente social do trabalho
(horários, qualidade…);
 5. Extrínseco ao trabalho:
obrigatoriedade
Formadora: Carla Sarmento
Vantagens do trabalho
 Preventivo contra o
aborrecimento;
 Torna o descanso mais
agradável;
 Obtenção de êxito/poder;
 Liberta a criatividade e a
inovação;
 Fortalece a auto-estima
Formadora: Carla Sarmento
Desvantagem do trabalho
 Frustração decorrente da
ausência de êxito e de
prestígio de alguns trabalhos
Formadora: Carla Sarmento
Dimensões do trabalho
 Técnica: posto de
trabalho, ferramentas,
máquinas ou sistemas que o
indivíduo opera ou vigia;
 Fisiológica: ambiente
físico de trabalho (relação
organismo/posto de
trabalho)
Formadora: Carla Sarmento
Dimensões do trabalho
 Fatiga – Medicina do
trabalho: trata das relações
entre a saúde dos trabalhadores e
o trabalho, visando a prevenção
das doenças e dos acidentes de
trabalho, assim como a
promoção da saúde e da
qualidade de vida
Formadora: Carla Sarmento
Dimensões do trabalho
 Psicológica: interacções
entre trabalho e
personalidade;
 Social: contexto de
relações interpessoais;
 Económica: produção de
riqueza e remuneração
Formadora: Carla Sarmento
Exigências da actual sociedade
 Aptidão para agir num ambiente de incertezas;
 Capacidades para processos de trabalho abstractos, sem rotinas;
 Aptidão para aceitar responsabilidades e tomar decisões;
 Trabalho em grupo e interactivo;
 Visão global dos sistemas
Formadora: Carla Sarmento
Profissão
 Uma profissão surge
quando um conjunto de
pessoas exerce uma
determinada técnica
fundada sobre uma
formação especializada
dando respostas a
necessidades sociais
Formadora: Carla Sarmento
Profissão surge…
 Especialização de um serviço com vista à satisfação de uma
determinada clientela;
 Criação de associações profissionais com vista ao estabelecimento
de códigos de conduta;
 Regulamentação específica sustentada num corpo teórico.
Formadora: Carla Sarmento
As profissões definem-se por:
 Conhecimento profissional;
 Conhecimento teórico;
 Elevados níveis de rendimento;
 Prestígio;
 Autonomia.
Formadora: Carla Sarmento
A evolução do trabalho…
 Deu-se através dos seguintes marcos históricos:
 Sociedade pré-industrial: aprendizagem complexa inerente
à função;
 Sociedade industrial:“homem certo no lugar certo”;
 Sociedade pós-industrial: aprendizagem contínua
(sociedade da informação/conhecimento)
Formadora: Carla Sarmento
Consequências da evolução do trabalho
 Industrialização generalizada;
 Alargamento das redes de comunicação;
 Evolução tecnológica;
 Competitividade dos mercados;
 Modificação das actividades profissionais;
 Actualização governamental;
 Acção sindical;
 Horários de trabalho;
 Vínculos laborais
Formadora: Carla Sarmento
Implicações da evolução do trabalho
na vida das pessoas
Formadora: Carla Sarmento
 Melhoria na habitação;
 Melhoria no poder de consumo;
 Gozo de férias/lazer;
 Maior dedicação à cultura;
Implicações na vida das pessoas…
Formadora: Carla Sarmento
Factores presentes no trabalho
 Factores individuais;
 Factores organizacionais;
 Factores sociais.
Formadora: Carla Sarmento
Características das organizações actuais
 Aptidões individuais;
 Personalidade;
 Motivação;
 Valores e atitudes
Participação do
indivíduo na
organização
Outros papéis
desempenhados
Formadora: Carla Sarmento
Aptidões Individuais
 Sensoriais – acuidade visual, sensibilidade auditiva, precisão
visual;
 Motoras – agilidade manual/digital, precisão motora,
coordenação motora;
 Cognitivas – raciocínio numérico, espacial, mecânico, verbal,
linguagem e memória
Formadora: Carla Sarmento
Aptidões individuais / produtividade
 Relação entre aptidões e funções a desempenhar;
 A avaliação das aptidões como a forma de predizer o desempenho
do sujeito
Formadora: Carla Sarmento
Personalidade
 Consiste na organização dinâmica dos sistemas psicofísicos
(traços, enquanto constantes e estáveis) que determinam o
comportamento e pensamento.
Formadora: Carla Sarmento
Personalidade / produtividade
 Adequação das características da personalidade à profissão e ao
desempenho das funções;
 Predizer o desempenho profissional a partir das características da
personalidade
Formadora: Carla Sarmento
Motivação
 Teorias do conteúdo: apelam à compreensão dos factores
internos que são responsáveis pelo modo de agir dos
indivíduos;
 Teorias do processo: explicam as diferenças e a diversidade
de escolhas por parte dos indivíduos. Enfatizam os processos
situacionais na selecção do comportamento
Formadora: Carla Sarmento
Atitudes
 Atitude - predisposição para responder de forma favorável ou
desfavorável a um objecto, pessoa, instituição ou
acontecimento;
 “Estado de preparação mental ou neural, organizado através
da experiência e exercendo uma influência directa ou
dinâmica sobre as respostas individuais a todos os objectos e
situações com que se relaciona” (Allport, 1954).
Formadora: Carla Sarmento
As atitudes…
 Não são directamente observadas;
 Explicam a relação entre a situação em que as pessoas se
encontram e o seu comportamento;
 Representam uma inferência nos processos psicológicos
internos de indivíduo a partir dos comportamentos
observados.
Formadora: Carla Sarmento
Satisfação no trabalho
Abordagem Unidimensional Abordagem Multidimensional
Satisfação com a chefia
Satisfação com a organização
Satisfação como atitude em relação
ao trabalho em geral
Satisfação com os colegas de
trabalho
Satisfação com as condições de
trabalho
Satisfação com a progressão na
carreira
Formadora: Carla Sarmento
Valores
 Objectivo, estado psicológico, relação ou condição material
que cada indivíduo procura obter/alcançar;
 Os valores profissionais referem-se aquilo que as pessoas
consideram importante na sua vida profissional.
Formadora: Carla Sarmento
Intervenção no absentismo
 Passos para combater o absentismo:
 Dar o exemplo;
 Manifestar apreço;
 Procurar agradar;
 Estimular;
 Integrar;
 Ponderar;
 Iniciar;
 Delegar
Formadora: Carla Sarmento
Intervenção nas condições de trabalho
 As condições de trabalho, historicamente, são fontes de risco
geradoras de acidentes, doenças, incapacidade e morte para os
trabalhadores;
 Hoje, o conhecimento científico e técnico pode ser um
instrumento valioso na prevenção dos riscos e na avaliação das
condições de trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
 Trabalhadores, conselhos de fábrica, sindicatos e técnicos
aliaram-se desenvolvendo uma metodologia de intervenção
nas condições de trabalho;
 Trata-se do Modelo Operário Italiano;
 Baseia-se em três princípios: grupo homogéneo, não
delegação e validação consensual.
Formadora: Carla Sarmento
Mapa de risco
 Concretamente criaram uma técnica de amostragem ou
esquema de análise chamado Mapa de Risco.
 Mapa de risco é um critério de abordagem da pesquisa do
grupo operário para o conhecimento e a definição científica
das próprias condições de trabalho......
Formadora: Carla Sarmento
 É um esquema de análise que tenta enfrentar globalmente os
problemas do ambiente e da prevenção do risco em todo o
contexto social;
 O mapa de risco é uma representação gráfica (esboço,
croqui, layout ou outro), de uma das partes ou de todo o
processo produtivo da empresa, onde se registram os riscos
e factores de risco a que os trabalhadores estão sujeitos e que
são vinculados, directa ou indirectamente, ao processo e
organização do trabalho e às condições de trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
 Os riscos e factores de risco podem ser registrados através de
figuras, cores, ou outros símbolos que os trabalhadores
considerarem a forma mais fácil de ser entendida.
 A representação adoptada deve ser compreendida e usada por
todos, de forma a tornar homogéneo os registros e as
análises.
Formadora: Carla Sarmento
 O processo de análise, tanto do ambiente como das condições de
trabalho, define e adopta oito grupos de risco, onde estão
agrupados, por categoria, diversos determinantes de nocividade
no trabalho, às quais os trabalhadores estão sujeitos
quotidianamente;
Formadora: Carla Sarmento
 Nos oito grupos de factores estão representados os já
tradicionais:
 físicos;
 químicos;
 biológicos, que junto com os factores de higiene compuseram um
grupo de factores biossanitários;
 fadiga ou esforço que foram introduzidos em um grupo de factores
chamado de ergonómicos
Formadora: Carla Sarmento
 A estes grupos de factores foi acrescentado um outro
grupo vinculado ao desgaste mental provocado pela
organização do processo de trabalho (factores
psicológicos);
 Por último, factores ambientais, que englobam os riscos
ao meio ambiente externo decorrentes do funcionamento
de determinados processos produtivos e de determinadas
formas de organização da produção e do trabalho
Formadora: Carla Sarmento
CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS
Grupo 1 - Factores Físicos
 São factores de risco específicos e característicos dos elementos e
das leis da física, que se encontram também fora do local de
trabalho.
 Fazem parte deste grupo: temperatura, iluminação, pressões
anormais, radiação ionizante, radiação não ionizante, ruído,
humidade, ventilação, vibração e outros.
Formadora: Carla Sarmento
Grupo 2 - Factores Químicos
 Factores gerados especificamente pelo uso ou manuseio de
substâncias ou produtos químicos existentes exclusivamente
no processo de trabalho.
 São os gases, fumos, vapores, névoas, poeiras etc.
Formadora: Carla Sarmento
Grupo 3 - Factores Biossanitários
 Factores de risco decorrentes da acção dos agentes
biológicos: vírus, bactérias, bacilos, fungos, animais etc.,
presentes em materiais biológicos, veiculados por seres
animados (vectores) e por objectos contaminados.
Formadora: Carla Sarmento
 O risco de contaminação é agravado pela precariedade das
condições de asseio e higiene em espaços laborais –
vestiários, banheiros, refeitórios, bebedouros etc. – as quais
também podem existir no acondicionamento, transporte,
destino do lixo e na captação e tratamento de esgoto.
Formadora: Carla Sarmento
Grupo 4 - Factores Psicológicos
 Compreende as condições de trabalho, diferentes
conforme as diversas formas de organização,
capazes de promover formas de desgaste e
sofrimento mental que colocam o equilíbrio
psíquico sob ameaça, como as situações de risco
de vida ou pressão intensa.
Formadora: Carla Sarmento
 Essas condições criam um trabalho psiquicamente
nocivo que leva a graves manifestações de stress,
distúrbios, doenças mentais e que devem e podem
ser prevenidas, pois os danos às vezes são
irreversíveis.
Formadora: Carla Sarmento
 É o caso da atenção, monotonia, concentração,
repetitividade, responsabilidade, perigo iminente,
jornada, horas-extras, pressão da chefia,
autoritarismo, ameaça de demissão, acúmulo de
tarefas, trabalho nocturno, trabalho em turnos.
Formadora: Carla Sarmento
Grupo 5 - Factores Ergonómicos
 Factores de risco ligados às actividades motrizes
responsáveis pela ocorrência da fadiga no ser
humano, gerada pelo esforço das estruturas
musculares e esqueléticas próprias da ação, uso e
gasto, no trabalho, respectivamente dos
movimentos, da força e da energia do corpo ou
de seus segmentos
Formadora: Carla Sarmento
 É o caso dos esforços físicos, das posturas
corporais, dos movimentos repetitivos, dos
ritmos de trabalho, das configurações do
ambiente laboral etc.
Formadora: Carla Sarmento
Grupo 6 - Factores de Segurança
 Factores de risco que comprometem a segurança dos
trabalhadores nos locais de trabalho e que são
desencadeadores de acidentes.
 Estes factores estão vinculados às condições das máquinas,
dos equipamentos, das ferramentas, das instalações
eléctricas, do piso, dos elevadores, também de manuseio das
substâncias e materiais inflamáveis e explosivos etc.
Formadora: Carla Sarmento
Grupo 7 - Factores Sociais
 Este grupo engloba aqueles factores de risco decorrentes
das condições de vida enfrentadas pelos trabalhadores,
pois é na natureza social do processo de saúde/doença
que se verifica o modo característico de adoecer e
morrer dos trabalhadores.
 Fazem parte deste grupo os factores sociais da saúde
como: transporte, alimentação, lazer, moradia etc.
Formadora: Carla Sarmento
Grupo 8 - Factores Ambientais
 São aqueles oriundos dos empreendimentos ou unidades
produtivas e que agridem o meio ambiente
comprometendo o equilíbrio entre os factores abióticos
e os factores bióticos, cujos efeitos atingem várias
colectividades humanas, inclusive consumidores.
 Fazem parte deste grupo os resíduos sólidos, os resíduos
líquidos, transporte de produtos e materiais etc.
Formadora: Carla Sarmento
MAPA DE RISCO
 O que é?
Um instrumento que representa o grupo e os factores de risco
existentes em um sector de trabalho ou em toda a empresa.
 Para que serve?
Serve como base para a discussão, de modo concreto, com todos
os trabalhadores, sobre os riscos no trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
Quem o faz?
O mapa é construído com a participação dos trabalhadores
através dos grupos homogéneos, organizados e acompanhados
por uma comissão coordenadora composta pela organização no local
de trabalho e sindicato.
Formadora: Carla Sarmento
 Como se faz?
Assinalando, de forma clara, na planta ou croqui de cada
sector ou de toda a empresa, os riscos ou factores de risco,
conforme os oito grupos de factores.
 Quais riscos?
Aqueles validados consensualmente pelos grupos homogéneos e
sistematizados pela comissão coordenadora, dando prioridade
aos mais graves e com maior frequência.
Formadora: Carla Sarmento
Com qual método?
1-Registando, diferentemente por grupos, os factores de risco
e utilizando para isso círculos e cores.
2-No final, o mapa registará os factores de risco existentes no
sector de trabalho e deverá indicar, por prioridades, aqueles a
serem eliminados.
Formadora: Carla Sarmento
3- Com os factores de risco já definidos deverá ser imediatamente
consubstanciado o mapa do sector através de:
 análise dos dados registados pela organização no local de trabalho,
pela empresa e por outras fontes;
 correlação entre os riscos e os danos;
 levantamento dos danos já ocorridos;
 consulta a estudos e pesquisas sobre os riscos existentes
Formadora: Carla Sarmento
4-Neste trabalho de mapeamento de risco devem participar
todos os trabalhadores, seja através do grupo homogéneo, seja
através de questionários, entrevistas ou outras formas de
informação e consulta.
Formadora: Carla Sarmento
Como?
1-Descrevendo e representando a organização do trabalho de cada
sector;
2-Analisando o porque está assim organizado o trabalho;
3-Levantando a nocividade existente através dos grupos de factores
de risco;
4-Registando a situação epidemiológica de cada sector e de toda a
empresa;
Formadora: Carla Sarmento
5-Propondo correcções ou transformações com carácter
preventivo.
6-Compilando o levantamento e as informações dos grupos
homogéneos:
 Para correlacionar os riscos, os factores de risco e os danos;
 Para qualificar com precisão os danos relatados pelos trabalhadores,
de modo a poder determinar quais controles servirão a uma
prevenção;
Formadora: Carla Sarmento
 Como deve ser desenvolvido o estudo, a investigação ou a
pesquisa sobre os riscos ou factores de risco presentes em cada
sector, na empresa e no meio ambiente;
 Como devem ser desenvolvidos estudos, investigações ou
pesquisas sobre os danos aos trabalhadores, à população, à
comunidade.
Formadora: Carla Sarmento
Stress
.
Formadora: Carla Sarmento
Conceito
 Pressão;
 Tensão;
 Forças externas desagradáveis;
 Resposta emocional;
 Stressor = o que é causado pelo ambiente externo (por ex.,
problemas no trabalho) como stress, resposta ao stressor ou
sofrimento (por ex. sensação de tensão).
Formadora: Carla Sarmento
Conceito
 É um conjunto de
reacções físicas,
químicas e mentais de
uma pessoa a
estímulos ou a
factores de stress
ambientais” (Idalberto
Chiavenato).
Formadora: Carla Sarmento
Conceito
 Conjunto de reacções
emocionais, cognitivas,
fisiológicas e do
comportamento, a certos
aspectos adversos ou
nocivos do conteúdo do
trabalho, da organização ou
do ambiente que rodeia o
trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
Modelo interactivo do stress no trabalho
Exigências Indivíduo
Sistema
Recursos
Formadora: Carla Sarmento
Modelo interactivo do stress no trabalho
Exigências Indivíduo
Sistema
Recursos
Formadora: Carla Sarmento
Modelo de stress no trabalho
Factores
organizacionais:
- Downsizing
- Reestruturação
- Intensificação do trabalho
-Trabalho monótono e
repetitivo
- Relações de trabalho
-Clima organizacional…
Sintomas:
- Fisiológicos
- Psicológicos
- Comportamentais
Acidente/Doença
Programa
Biopsicossocial
Factores extra-
organizacionais
Indivíduo
Formadora: Carla Sarmento
Factores de risco
 Individuais
 Organizacionais
Formadora: Carla Sarmento
Factores organizacionais indutores de Stress
 Características do trabalho;
 Papel na organização;
 Estrutura e clima organizacionais;
 Relacionamento interpessoal;
 Carreira profissional;
 Factores extrínsecos ao trabalho
Formadora: Carla Sarmento
Dimensões da Resposta de Stress
Fisiológica:
 Taquicardia e aumento da
frequência cardíaca;
 Aumento da pressão
arterial;
 Aumento da tensão
muscular;
 Subida dos níveis de
adrenalina;
 Aumento colesterol e
ácidos gordos;
 Inibição do sistema
imunológico;
 Redução da actuação do
sistema digestivo;
 Dificuldades respiratórias;
 Alterações do sono;
 Perturbações sexuais.
Formadora: Carla Sarmento
Psicológica:
 Perturbações da memória;
 Dificuldades de
concentração;
 Dificuldades na tomada de
decisões;
 Potenciação de
pensamentos irracionais e
negativos.
Psicológica:
 Aumento de erros no
processamento da
informação;
 Mau-humor;
 Hipersensibilidade à
critica.
Dimensões da Resposta de Stress
Formadora: Carla Sarmento
Psicológica:
 Irritabilidade;
 Labilidade afectiva;
 Excitação;
 Tristeza e melancolia.
Psicológica:
 Angústia;
 Diminuição do interesse sexual;
 Ansiedade difusa e disfuncional;
 Inquietação motora e tiques
nervosos;
 Gaguez
Dimensões da Resposta de Stress
Formadora: Carla Sarmento
Psicológica:
 Maior tendência para
sofrer acidentes (regra
geral, aumenta 3 vezes);
 Aumento do consumo de
drogas;
 Falta de apetite;
 Isolamento
Dimensões da Resposta de Stress
Formadora: Carla Sarmento
Social:
 Mau relacionamento
conjugal;
 Menor atenção aos filhos;
 Deterioração da
comunicação familiar;
 Diminuição dos papéis
familiares;
 Absentismo (compulsivo,
legal, doença…..)
Social:
 Diminuição de interesse,
eficiência e rendimento
profissionais;
 Menor qualidade de
desempenho;
 Abandono da profissão
Dimensões da Resposta de Stress
Formadora: Carla Sarmento
Variáveis individuais que influenciam o stress
Personalidade:
 Locus de controlo (externo e
interno);
 Auto-estima;
 Expectativas de auto-eficácia;
 Robustez de carácter;
 Sentido interno de coerência;
 Padrões de comportamento
Tipo A (altos níveis de
ambição e empenhamento
feroz);
 Afectividade negativa
Formadora: Carla Sarmento
Avaliação cognitiva:
 Suporte social;
 Crenças religiosas;
 Competência;
 Variáveis demográficas;
 Adição do stress.
Variáveis individuais que influenciam o stress
Formadora: Carla Sarmento
Avaliação do risco
Ambiente Físico deTrabalho
 Iluminação adequada
 Ventilação – remoção de gases
 Temperatura adequada
 Ruído - auriculares
Ambiente Psicológico
 Relacionamento humano
 Actividades
 Estilo de gestão participativa
Ergonomia
Formadora: Carla Sarmento
Causas
1) Causas Individuais
2) Causas Socioeconómicas e
Culturais
3) Causas Organizacionais
Formadora: Carla Sarmento
Causas
Causas Individuais
 Idade e Sexo
 Antecedentes familiares
de patologia cardíaca
 Pressão Sanguínea acima
dos valores normais
 Obesidade
 Diabetes
 Tabagismo
 Alcoolismo
 Reduzida capacidade de
recuperação do esforço
despendido
 Percepção Individual da
situação e das fontes de
stress
Formadora: Carla Sarmento
Causas
Causas Socioeconómicas e
Culturais
 InovaçãoTecnológica
 Crescente competitividade
 Fenómenos relacionados com o
consumo e com a moda
 Rapidez da mudança tecnológica e
social
 Surgimento rápido de novas
profissões e desaparecimento
de outras
 Passagem de trabalho manual
para trabalho intelectual /
gestão da informação
 Degrada da qualidade do
ambiente (poluição, ritmo de
vida)
Formadora: Carla Sarmento
Causas
Causas Organizacionais
 Percentagem elevada de tempo
dedicada ao trabalho
 Tipo de trabalho realizado
(repetitivo)
 Sobrecarga de trabalho
 Ambiguidade de papéis /
conflito de papéis
 Condições de trabalho
 Trabalho por turnos
 Introdução de novas
tecnologias
 Viagens frequentes
 Desenvolvimento na carreira
Formadora: Carla Sarmento
Consequências
 Consumo excessivo de
drogas, álcool;
 Perturbações
gastrointestinais;
 Doenças cardiovasculares;
 Cancro;
 Depressão.
Formadora: Carla Sarmento
Consequências
 Distúrbios da ansiedade;
 Burnout;
 Perturbações sexuais e
reprodutoras;
 Perturbações do ciclo do
sono e da vigília;
 Perdas de memória;
 Morte.
Formadora: Carla Sarmento
Consequências Organizacionais do Stress
Custos Directos:
 Absentismo;
 Greves;
 Desempenho no trabalho;
 Acidentes no trabalho;
 Custos de Saúde,
compensações e
indemnizações.
Custos Indirectos:
 Perda de vitalidade;
 Falhas de comunicação;
 Qualidade das relações
interpessoais;
 Erros na tomada de decisões;
 Oportunidades perdidas.
Formadora: Carla Sarmento
Medidas Preventivas
Formadora: Carla Sarmento
Dimensões do Trabalho a considerar na Prevenção (Kasl, 1991)
Aspectos temporais da duração do trabalho;
 Conteúdo do trabalho;
 Interpessoal – grupo de trabalho;
 Interpessoal – controlo;
 Perfil da Empresa; (relacionado com os estilos de liderança)
Formadora: Carla Sarmento
Prevenção do Stress
Prevenção Primária (alvo:
factores de risco)
Modificar
Optimizar
Fontes organizacionais de
Stress
Prevenção secundária (alvo:
primeiros indícios)
Assistir
Corrigir
Resposta de Stress
Prevenção terciária (alvo:
sintomas das perturbações)
Assistir
Recuperar
Consequências negativas do
Stress
Formadora: Carla Sarmento
Diagnóstico do Stress no trabalho
 Indicadores de Stress;
 Fontes de Stress;
 Factores deVulnerabilidade ou Resistência
Formadora: Carla Sarmento
Área de Avaliação Indicadores
Participação Taxa de pontualidade (atrasos)
Taxa de absentismo
Queixas e reclamações
Saúde Taxa de utilização de serviços clínicos
Baixas médicas
Utilização de serviços assistenciais
Rendimento Despesas médicas
Prémios de seguros
Despesas com compensações e
indemnizações, etc.
Indicadores Organizacionais de Stress
Formadora: Carla Sarmento
Etapas de Prevenção do Stress
Diagnóstico Avaliação histórica
Métodos e instrumentos específicos de
diagnóstico
Programa de Intervenção Estratégias de prevenção do stress
Avaliação Métodos e instrumentos utilizados no
diagnóstico
Tomada de decisões
Formadora: Carla Sarmento
Recomendações para a Prevenção
(NIOSH, 1990)
Factores de risco psicossocial Recomendações
Sobrecarga de trabalho e trabalho Evitar a sobrecarga e ritmo de sobrecarga
Enriquecer o trabalho
Aumentar o controlo
Horário de trabalho Compatibilização com vida familiar e social
Rotação de turnos estável
Papéis no trabalho Bem definidos evitando conflitos
Formadora: Carla Sarmento
Medidas de Combate ao Stress
Nível da organização do trabalho:
 Tempo adequado de realização do trabalho;
 Descrição precisa do posto de trabalho;
 Recompensas pelo trabalho bem feito;
 Viabilizar queixas e opiniões;
 Harmonizar responsabilidade e autoridade;
 Valorizar o conhecimento do produto final do trabalho e o
orgulho no mesmo;
Formadora: Carla Sarmento
 Explicitar os fins e valores de organização e adaptá-los aos dos
trabalhadores, na medida do possível;
 Favorecer a tolerância, a segurança e a justiça no lugar de
trabalho;
 Suprimir as exposições físicas nocivas;
 Suprimir os diferentes riscos, na medida do possível;
 Aprender a evitar os riscos;
 Aprender a favorecer os êxitos
Medidas de Combate ao Stress
Formadora: Carla Sarmento
Nível de Empresa ou do País
 Horário de trabalho;
 Participação e Conhecimentos;
 Ambiente Social;
 Futuro;
 Mudança de trabalho;
 Conteúdo;
 Papéis;
Medidas de Combate ao Stress
Formadora: Carla Sarmento
Medidas de redução de stress (Albrech)
 Relações de cooperação e de amizade
 Relações construtivas com os superiores
 Compreender os problemas dos outros
 Negociar com o encarregado / gestor as metas possíveis
 Preparar o futuro com estudo
 Tempo de lazer
Formadora: Carla Sarmento
 Descansar o cérebro
 Alertar para a existência de ruídos e reduzi-los
 Sair do ambiente do trabalho (intervalos)
 Não fique muito tempo ligado a problemas existentes
 Enumere os problemas existentes e estabeleça prioridades para
a resolução dos mesmos.
 Isole-se por vezes para pensar sozinho
Medidas de redução de stress (Albrech)
Formadora: Carla Sarmento
Como reduzir o stress no local de trabalho:
 Permita que os empregados conversem entre si
 Reduza conflitos pessoais no trabalho
 Dê autonomia aos operários na resolução das tarefas
 Falar abertamente com os empregados
 Apoiar os esforços dos funcionários
 Reconheça a importância dos funcionários
 Consulte-os na resolução de problemas
Formadora: Carla Sarmento
Métodos para reduzir o stress
 Planeamento
 Exercício Físico
 Dieta
 Biofeedback
 Meditação
 Psicoterapia
 Psicanálise
Formadora: Carla Sarmento
ERRO HUMANO
Formadora: Carla Sarmento
O erro humano
A medida que o stress aumenta, aumenta a probabilidade de
ocorrência do erro humano no posto de trabalho.
Formadora: Carla Sarmento
Conceito
 Acidente: acontecimento indesejável ou infausto que ocorre
casualmente e resulta geralmente em danos, perdas, etc.;
desastre;
 Incidente: acontecimento imprevisto (geralmente de pouca
ou nenhuma gravidade) durante o curso de outro, que se
torna principal. Qualquer dificuldade suscitada na questão.
Formadora: Carla Sarmento
Conceito
 Erro: acção ou efeito de errar. Qualquer desacerto, praticado por
desconhecimento, inaptidão ou ignorância.
 Falha: ausência de alguma coisa sem a qual a pessoa ou coisa não
se julga perfeita; defeito; falta, erro, equívoco.
Formadora: Carla Sarmento
 O erros apresentam-se de várias formas, os mais comuns são
lapsos e equívocos.
 Os lapsos correspondem ao tipo de comportamento
automático: os nossos actos são realizados de forma
subconsciente;
 Os equívocos correspondem ao resultado de processos
conscientes, que nos levam a decisões incorrectas.
Formadora: Carla Sarmento
 Quase todos os erros são lapsos: ocorrem quando
pretendemos fazer algo e nos defrontamos fazendo outra
coisa.
 Os lapsos estão ligados ao comportamento especializado,
raramente ocorrem durante a aprendizagem, quando os actos
são conscientes e ainda não automatizados.
Formadora: Carla Sarmento
 Os lapsos decorrem frequentemente da falta de atenção,
quando se realiza várias coisas ao mesmo tempo.
 De modo geral, só temos capacidade de manter a atenção a
uma coisa ou acção a cada momento, mas na realidade quase
sempre se realiza várias actividades ao mesmo tempo.
Formadora: Carla Sarmento
Tipos de erros
 O termo tipo de erro leva-nos a pensar na origem presumível do
erro,situando-a entre as etapas que vão da concepção à execução
da sequência de acções, que podem ser classificadas em três
grandes categorias:
∗ a planificação,
∗ a reserva,
∗ a execução
Formadora: Carla Sarmento
ETAPA COGNITIVA TIPO FUNDAMENTAL
DE ERRO
Planificação Faltas
Reserva Lapsos
Execução Falhas
Formadora: Carla Sarmento
As faltas podem ainda ser subdivididas, consoante traduzam:
 uma falha de competência, quando um plano pré-estabelecido ou
uma solução dum problema são aplicados de forma inapropriada;
 uma falta de competência, quando um indivíduo não dispõe de uma
rotina apropriada e desenvolve o plano de acção a partir de princípios
de base, apoiando-se em conhecimentos que possui, pertinentes ou
não.
Formadora: Carla Sarmento
Classificação de RASMUSSEN
Três tipos de erros de base:
⇒ as falhas e os lapsos baseados nos automatismos;
⇒ as faltas baseadas nas regras;
⇒ as faltas baseadas nos conhecimentos declarativos.
Formadora: Carla Sarmento
 As falhas e os lapsos são erros que resultam de um defeito na
execução e/ou na reserva de uma sequência de acções,
independentemente da adequação do plano que as orienta
para o seu objectivo;
Formadora: Carla Sarmento
 As faltas podem ser definidas como deficiências ou defeitos
nos processos de julgamento e/ou inferência, que estão
implicados na selecção de um objectivo ou na especificação
dos meios para o atingir, independentemente do facto de que
as acções baseadas neste esquema de decisão se desenrolem
ou não conforme o plano.
Formadora: Carla Sarmento
Classificação de acordo com a maneira como o indivíduo reage
 Erro aleatório: devido à variabilidade da acção humana;
 Erro sistemático: causado pela inadaptação das características do
indivíduo ou da concepção do material;
 Erro esporádico: deslize, acção de carácter pouco frequente e
pouco explicável.
Formadora: Carla Sarmento
Classificação dos Erros
Segundo REASON (1993), encontramos três níveis de
classificação nas diferentes classificações dos erros:
∗ o nível comportamental;
∗ o nível contextual;
∗ o nível conceptual.
Formadora: Carla Sarmento
Porquê Erros?
 Design da tarefa
 Equipamentos
 Organização do trabalho
=> Influenciam a ocorrência de erros
=> os avanços da tecnologia e complexidade do sistema tornam
os erros mais graves e difíceis de controlar.
Formadora: Carla Sarmento
Causas
 Surge quando a sobrecarga da memória conecta-se com a
ocorrência de outros factores que também exigem a memória de
trabalho do sujeito
Por ex., quando se tem opção de múltiplas tarefas, sobrecarga
laboral, fatiga
 A acção isolada é facilmente comprometida
 As características individuais
Formadora: Carla Sarmento
Factores organizacionais
 Pressões exercidas para atender uma determinada meta sem
considerar os conflitos potenciais  colocar os trabalhadores
em duplo conflito
 Mecanismos que regulam a actividade;
 Natureza da tarefa e as condições em que é realizada
Formadora: Carla Sarmento
Consequências
Entre outras:
 Diminuição da produtividade;
 Desgaste mental;
 Sanções laborais;
Formadora: Carla Sarmento
Medidas preventivas
TÉCNICAS PARA ANÁLISE
DE RISCOS:
 Análise preliminar de risco (APR)
 Estudos de identificação de perigos e operacionalização
(HAZOP)
 Análise dos modos de falhas e efeitos (AMPE)
 Lista de verificação (CHECK-LIST)
 Análise por árvore de falhas (AAP)
Formadora: Carla Sarmento
 Análise por árvore de
eventos;
 Técnicas de incidente
crítico (TIC);
 Análise comparativa;
 Análise pela matriz de
interacções;
 Análise pela árvore das
causas (AAC);
Formadora: Carla Sarmento
Obrigado pela vossa atenção…

Apresentação Psicossociologia do trabalho-

  • 1.
  • 2.
    Formadora: Carla Sarmento Objectivos Aplicar os métodos e técnicas de avaliação dos factores psicossociais;  Reconhecer a importância da intervenção psicossocial no âmbito de alterações na organização do trabalho e no indivíduo;  Aplicar medidas preventivas que favoreçam o controlo do stress e do erro humano;
  • 3.
    Formadora: Carla Sarmento Conteúdos Metodologia e técnicas de avaliação dos factores psicossociais;  Intervenção psicossocial  Alterações na organização do trabalho  Alterações no indivíduo
  • 4.
    Formadora: Carla Sarmento Conteúdos Stress  Conceito  Factores de risco  Avaliação do risco  Consequências  Medidas preventivas  Erro humano  Conceito  Causas e consequências  Medidas preventivas
  • 5.
    Formadora: Carla Sarmento Metodologiase técnicas de avaliação dos factores psicossociais
  • 6.
    Formadora: Carla Sarmento Psicossociologiado trabalho  Tem como objecto de estudo as interacções entre os diversos actores do mundo do trabalho;  O objectivo é estudar de que forma é que as características desses actores (individualmente ou em grupo) influenciam a organização e de que modo são influenciados por ela.
  • 7.
    Distribuição percentual dasausências ao trabalho por motivo principal (Balanço Social, 1996) Ausências ao trabalho Doençanatural Outrascausas Acidentede trabalho DoençaProfissional Maternidade Assistênciainadiável
  • 8.
    Formadora: Carla Sarmento Factorespsicossociais no trabalho Condições de trabalho Indivíduo + condições de vida Produtividade e qualidade Saúde e segurança no trabalho Satisfação profissional
  • 9.
    Formadora: Carla Sarmento Factorespsicossociais no trabalho  O termo “psicossocial” remete para os fenómenos de natureza psicológica, resultantes da percepção e avaliação das estruturas e processos sociais. Por exemplo: a organização do trabalho, a cultura da empresa, a liderança, o sistema de gestão da saúde e segurança no trabalho.
  • 10.
    Formadora: Carla Sarmento Os factores psicossociais no trabalho são os que resultam da interacção entre: O individuo As suas condições de vida As suas condições de trabalho …E que são susceptíveis de influenciar:
  • 11.
    Formadora: Carla Sarmento “…. O desempenho, a produtividade, a qualidade do trabalho”
  • 12.
    Formadora: Carla Sarmento “…A saúde, o bem-estar e a segurança do trabalhador”
  • 13.
    Formadora: Carla Sarmento “…A motivação e a satisfação profissionais”
  • 14.
    Formadora: Carla Sarmento Asconsequências que os factores psicossociais têm no sistema de trabalho, tanto a nível organizacional, como ao nível do individuo, são um dos principais desafios que se coloca à prevenção de riscos de trabalho no nosso tempo.
  • 15.
    Formadora: Carla Sarmento Condiçõesde trabalho  Segundo um estudo desenvolvido por Maslow no ano de 1954, os seres humanos têm uma série de necessidades que devem satisfazer.
  • 16.
  • 17.
    Formadora: Carla Sarmento Com o objectivo de satisfazer estas necessidades, o ser humano deve realizar uma série de actividades, as quais apresentam determinadas exigências para a pessoa que as realiza. Esta deve ultrapassar essas exigências utilizando os seus recursos pessoais.  Ao resultado da comparação entre as exigências que a tarefa impõe e a capacidade do individuo para a realizar dá-se o nome de “carga do trabalho”
  • 18.
    Formadora: Carla Sarmento Emqualquer actividade existem três tipos de exigências gerais: Físicas; Cognitivas; Psíquicas
  • 19.
    Formadora: Carla Sarmento . Porexemplo:  Actividades com grande exigência física: Cavar intensamente;  Actividades com grande exigência cognitiva: piloto de avião;  Actividades com grande exigência psíquica: chefias intermédias
  • 20.
    Formadora: Carla Sarmento Ambiente físico  Sistema técnico e organizacional de trabalho  Outras estruturas e processos organizacionais
  • 21.
    Formadora: Carla Sarmento As condições de trabalho formam um sistema que engloba os subsistemas:  Ambiente (físico, químico e biológico do trabalho) Ruído, temperatura, humidade, substâncias químicas, micro organismos, etc.  Tecnologia de produção e organização do trabalho  Mais as restantes estruturas e processos organizacionais (por exemplo, a cultura da empresa, a política de pessoal, a política de saúde e segurança no trabalho, a liderança, etc).
  • 22.
    Formadora: Carla Sarmento TrabalhoFísico  A realização de actividades físicas requer o uso de recursos do organismo.  Para levar a cabo estas funções, desenvolvem-se no corpo humano uma série de processos nos quais intervém a energia acumulada ingerida através de alimentos e da respiração cuja metabolização produz o trabalho muscular
  • 23.
    Formadora: Carla Sarmento Dado que não existe nenhuma tarefa que requeira unicamente exigências de um determinado tipo, entende-se por trabalho físico aquele em que predominem este tipo de exigências: - Mobilizar o corpo ou parte dele; - Movimentar cargas; - Manter o corpo numa determinada posição
  • 24.
    Formadora: Carla Sarmento Acomparação das exigências físicas com as capacidades físicas pessoais irá dar-nos a carga de trabalho físico a que está submetido o trabalhador que a realiza.
  • 25.
    Formadora: Carla Sarmento Entende-se assim por carga física o grau de exigência, sobre o trabalhador, exercido pelo conjunto de requisitos físicos aos quais se vê submetido ao longo da sua jornada laboral.
  • 26.
    Formadora: Carla Sarmento CargaMental O conceito de carga mental explica-se a partir da definição de:  Carga externa (pressão ou stress mental);  Carga interna (tensão ou strain mental).
  • 27.
    Formadora: Carla Sarmento Elementos que influenciam a carga mental num posto de trabalho: – Exigências da tarefa; – Condições ambientais; – Factores da organização do trabalho; – Factores sociais.
  • 28.
    Formadora: Carla Sarmento Indivíduo: Personalidade, etc.;  Matriz sociocultural;  Estilos de vida; Indivíduo + condições de vida
  • 29.
    Formadora: Carla Sarmento Éum sistema que compreende o indivíduo mais as suas condições de vida fora do trabalho, nomeadamente :  O indivíduo  As suas características demográficas, genéticas, antropométricas (peso, altura, massa corporal) psicológicas, sociométricas (por ex., situação na profissão)  Os seus conhecimentos e competências  A sua personalidade  A sua história clínica  As suas necessidades, expectativas, motivação e preferências… Indivíduo + condições de vida
  • 30.
    Formadora: Carla Sarmento A sua matriz sociocultural , determinando em grande parte os seus valores e crenças, a sua maneira de ser e de estar no mundo (por ex., a ideologia defensiva das profissões ou ocupações de risco : médico, mineiro, trabalhador da construção civil, militar…);  Além dos estilos de vida e demais condições de vida em geral (por ex., comportamentos ou hábitos saudáveis, família, suporte social, tempos livres)
  • 31.
    Formadora: Carla Sarmento Amodificação destes factores podem ter aspectos positivos e negativos, assim uma pessoa com a idade:  acumula experiências que lhe permitem ultrapassar situações potencialmente negativas;  por outro lado, a diminuição da capacidade física pode ser um elemento negativo perante a impossibilidade ou maior dificuldade de realizar determinadas tarefas
  • 32.
    Formadora: Carla Sarmento FactoresOrganizacionais  Carga mental;  Controlo nas decisões;  Conteúdo do trabalho;  Supervisão – participação;  Definição do papel;  Interesse pelo trabalho;  Relações pessoais;
  • 33.
    Formadora: Carla Sarmento Controlonas Decisões  Numa tarefa o controlo faz-se a partir de três grandes eixos:  Autonomia;  Iniciativa;  Responsabilidade;
  • 34.
    Formadora: Carla Sarmento Conteúdodo Trabalho Dentro dos factores definidos, temos os seguintes:  Ambiente de trabalho e equipas de trabalho;  Descrição das tarefas;  Cargas de trabalho/ritmo de trabalho  Programa de trabalho (trabalho por turnos)
  • 35.
    Formadora: Carla Sarmento Supervisão-Participação  O estilo de autoridade numa organização é um factor fundamental na hora de se conseguir a participação real dos trabalhadores nos aspectos relacionados com o seu trabalho.
  • 36.
    Formadora: Carla Sarmento Definiçãodo Papel  O papel que o trabalhador desempenha na organização pode levar a que apareçam riscos laborais por dois motivos fundamentais:  O conflito de papel;  A ambiguidade do papel;
  • 37.
    Formadora: Carla Sarmento Interessesdo Trabalhador  A organização deve mostrar interesse por corresponder às necessidades e expectativas do trabalhador, por exemplo da seguinte forma:  Assegurar a estabilidade do emprego;  Considerando a evolução da carreira profissional dos trabalhadores;  Facilitar formação aos trabalhadores.
  • 38.
    Formadora: Carla Sarmento O interesse real da organização pelo trabalhador tem como contrapartida um maior empenho e dedicação por parte do trabalhador.
  • 39.
    Formadora: Carla Sarmento RelaçõesLaborais  A qualidade das relações laborais repercute-se de forma considerável na aparição de efeitos negativos na saúde dos trabalhadores.  Existem três tipos de relações:  Com os superiores;  Com os colegas;  Com os subordinados.
  • 40.
    Formadora: Carla Sarmento RiscosPsicossociais  As consequências prejudiciais sobre a saúde e o bem estar do trabalhador que derivam de uma situação onde estão presentes condições psicossociais adversas ou desfavoráveis podem ser:  Stress laboral;  (In)satisfação laboral;  Burnout;  Mobbing  Violência no trabalho
  • 41.
    Formadora: Carla Sarmento Stress É um conjunto de reacções físicas, químicas e mentais de uma pessoa a estímulos ou a factores de stress ambientais.  Função adaptativa do stress
  • 42.
    Formadora: Carla Sarmento (In)Satisfação Laboral A satisfação laboral expressa em que medida se ajustam as características do trabalho aos desejos, aspirações, expectativas e necessidades do trabalhador, de acordo com o que é percebido pelo próprio trabalhador.
  • 43.
    Formadora: Carla Sarmento As características do trabalho mais relevantes na satisfação ou insatisfação são:  O conteúdo do trabalho;  A organização do trabalho;  O salário;  A promoção;  As relações humanos;  O reforço obtido;  O estilo de liderança
  • 44.
    Formadora: Carla Sarmento Burnout OBurnout ou síndrome do esgotamento psíquico, é um tipo característico de stress laboral que se manifesta de forma mais especifica nos trabalhadores que trabalham em relações directa com outras pessoas externas á empresa:professores,médicos,…
  • 45.
    Formadora: Carla Sarmento Surge quando o trabalhador vê defraudadas as expectativas que tinha e se sente impossibilitado de modificar ou controlar essa situação.  Sintomas: Esgotamento emocional, cansaço físico e psicológico;
  • 46.
    Formadora: Carla Sarmento Sentimentode inadequação, de incompetência, de ineficácia, etc., de não poder realizar devidamente as tarefas que tem de realizar; Abstracção do que o rodeia, desenvolvendo uma atitude fria e despersonalizada em relação aos outros, mostrando uma falta de compromisso com o seu trabalho.
  • 47.
    Formadora: Carla Sarmento Mobbingou Assédio Moral Comportamento injustificado e continuado para com um trabalhador ou grupo de trabalhadores, susceptível de constituir um risco para a saúde e segurança. O assédio moral envolve, frequentemente o uso indevido ou abuso de poder, em situações em que as pessoas visadas têm dificuldades em defender-se.
  • 48.
    Formadora: Carla Sarmento Factores desencadeadores do assédio moral no trabalho:  Cultura organizacional que aprova o comportamento do assédio moral ou não o reconhecem como problema;  Mudança repentina na organização;  Más relações entre pessoal e direcção e baixos níveis de satisfação com direcção;
  • 49.
    Formadora: Carla Sarmento Escassas relações com os companheiros;  Níveis extremos de exigências laboral;  Deficiência na politica de pessoas e falta de valores comuns;  Níveis altos de stressores laborais;  Conflitos de papel;  Emprego inseguro
  • 50.
    Formadora: Carla Sarmento Efeitosdo Mobbing  Quadros elevados de stress;  Sentimentos de aversão face a alguém ou algo, temor irracional a pessoas, animais, situações ou actos;  Alterações do estado de ânimo;  Transtornos emocionais;  Sentimentos de culpa; Conflitos familiares;  Transtornos do sono;  Problemas digestivos
  • 51.
    Formadora: Carla Sarmento Violênciano Trabalho  Compreende os insultos, as ameaças a agressão física ou psicológica exercida contra um trabalhador por pessoas da organização, incluindo os utentes e clientes e que põem em perigo a saúde, a segurança e o bem estar do trabalhador.
  • 52.
    Formadora: Carla Sarmento Violênciano Trabalho Efeitos  As consequências para o trabalhador são muitas e diversas, desde os danos físicos ou psicológico produzidos de forma directa pelo acto de violência, pode produzir-se a desmotivação, o stress, inclusivamente para as pessoas que tenham testemunhado agressão ou conhecido os danos causados ao companheiro, alterações do sono….
  • 53.
    Formadora: Carla Sarmento Métodose Técnicas de Avaliação Para medir os efeitos dos factores psicossociais na saúde e segurança no trabalho , existem diferentes métodos e técnicas, desenvolvidos por diferentes disciplinas , da sociologia e da psicologia cognitiva e social, à ergonomia, à fisiologia, à biomedicina , às neurociências , etc. (questionários, escalas de atitudes, testes psicométricos …)
  • 54.
    Formadora: Carla Sarmento Avaliaçãodos factores psicossociais  Realiza-se segundo os mesmos princípios básicos para avaliação das restantes condições de trabalho.
  • 55.
    Formadora: Carla Sarmento Passosa seguir:  Identificar os riscos;  Decidir quem pode estar afectado e de que forma;  Avaliar o risco:  Identificando as medidas que já estão implementadas;  Valorizando o grau de eficiência;  Propondo acções de controlo e planificação e a sua implantação;  Registando os resultados;  Revendo a avaliação periodicamente e comprovando o impacto das medidas propostas.
  • 56.
    Formadora: Carla Sarmento Identificaçãodos Riscos  Os factores de risco a considerar são:  Cultura e clima da organização e como se encara o stress relacionado com o trabalho;  Exigências, tais como a carga de trabalho e a exposição a riscos físicos;  Que influência têm os trabalhadores no desenvolvimento da sua actividade;  As relações pessoais, abordando problemas como o esgotamento e o assédio
  • 57.
    Formadora: Carla Sarmento Gestão das mudanças organizacionais e como são comunicacionais;  O grau de conhecimento pelos trabalhadores do seu papel na organização;  As redes de apoio;  A necessidade de formação para o desenvolvimento da tarefa;  As diferenças individuais;
  • 58.
    Formadora: Carla Sarmento Quempode estar afectado  Alguns dos indicadores que permitem detectar que trabalhador ou grupo de trabalhadores podem estar associados a consequências negativas são:  Absentismo superior ao valor médio esperado;  Elevada rotação do pessoal;  Incumprimento de horários;  Problemas disciplinares;
  • 59.
    Formadora: Carla Sarmento Produtividade ou qualidade reduzidos;  Tomada de decisões deficientes;  Abuso do álcool ou de drogas, inclusivamente o aparecimento de violência e assédio no trabalho;  Problemas de sono;  Transtornos de ansiedade;  Depressão;  Problemas cardiovasculares, úlceras pépticas, hipertensão…
  • 60.
    Formadora: Carla Sarmento Avaliaçãodo risco  Para cada um dos itens descritos como factores de risco, devem colocar-se as seguintes questões:  Que medidas estão já a ser tomadas?  São suficientes?  Que mais se pode fazer?
  • 61.
    Formadora: Carla Sarmento Avaliaçãodo risco  Consiste no processo de detectar, identificar e quantificar os riscos para a saúde e segurança dos trabalhadores decorrentes das circunstâncias em que o perigo ocorre no local de trabalho
  • 62.
    Formadora: Carla Sarmento Algumas ideias sobre o que investigar:  Cultura;  Exigências da tarefa;  Como é o ambiente físico;  Controlo;  Relações;  Mudanças organizacionais.
  • 63.
    Formadora: Carla Sarmento Controlodos riscos  Significa intervir sobre eles, no sentido de se obter a minimização dos seus efeitos até a um nível aceitável;  A eficácia do controlo depende em larga medida, de tal acção incidir na fonte da sua génese e se direccionar no sentido da adaptação do trabalho ao homem.
  • 64.
    Formadora: Carla Sarmento Medidasde Controlo  O controlo dos riscos psicossociais passam por dois tipos de actuação:  Actuações sobre a organização;  Actuações sobre o indivíduo
  • 65.
    Formadora: Carla Sarmento Actuações sobre a organização:  centram-se em cada um dos elementos descritos como factores de risco:  Cultura;  Exigências;  Ambiente físico;  Controlo;  Relações;  Mudança;  Função;  Apoio, formação e factores individuais
  • 66.
    Formadora: Carla Sarmento Actuaçõessobre o indivíduo conselhos úteis:  Micro-pausas;  Postura;  Respiração;  Voz;  Luz;  Escritório/Gabinete;  Desordem;  Conselhos;  Relaxamento
  • 67.
    Formadora: Carla Sarmento Instrumentosde avaliação dos riscos psicossociais  Listas de controlo:  Conteúdos das tarefas;  Condições de trabalho;  Condições de emprego;  Relações sociais no trabalho.
  • 68.
    Formadora: Carla Sarmento 1.Lista de Controlo do Conteúdo das Tarefas  Tipo de trabalho – monótono, desgaste emocional, pressão de tempo, trabalhos solitários, organização do trabalho incorrecta, apoio e informação insuficientes.
  • 69.
    Formadora: Carla Sarmento 2.Lista de Controlo das Condições de Trabalho  Nível de ruído, situações perigosas, concepção ergonómica deficiente
  • 70.
    Formadora: Carla Sarmento 3.Lista de Controlo das Condições de Emprego  Desenvolvimento da carreira, oportunidades de formação, sistema de remuneração, planeamento dos períodos de trabalho e descanso, horas extraordinárias
  • 71.
    Formadora: Carla Sarmento 4.Lista de Controlo das Relações Sociais no Trabalho  Sistema de consulta inadequado;  Mau ambiente psicológico;  Discriminação
  • 72.
    Formadora: Carla Sarmento Questionários:  Acerca das situações de trabalho;  Acerca das consequências do stress Instrumentos de avaliação dos riscos psicossociais
  • 73.
    Formadora: Carla Sarmento Importânciada avaliação para a intervenção  Avaliamos para considerar as características individuais dos trabalhadores
  • 74.
  • 75.
    Formadora: Carla Sarmento Otrabalho  É difícil determinar se o trabalho deve ser colocado entre as causas da felicidade ou da infelicidade.  É certo que há muitos trabalhos extraordinariamente aborrecidos e que o trabalho excessivo, mesmo o trabalho mais monótono e para muitas pessoas preferível à ociosidade”
  • 76.
    Formadora: Carla Sarmento Otrabalho  Actividade exercida num espaço e num tempo;  É definido socialmente;  Não significa a mesma coisa que o esforço físico ou dispêndio de energia
  • 77.
    Formadora: Carla Sarmento Otrabalho  Aspecto social: necessidade de subsistência de uma sociedade;  Aspecto individual: necessidade intrínseca ao ser humano
  • 78.
    Formadora: Carla Sarmento Característicasdo trabalho  1. Esforço: mobilização de energia e atenção/tensão intelectual ou física;  2. Orientação para um objectivo;
  • 79.
    Formadora: Carla Sarmento Característicasdo trabalho  3. Constrangimento: o que diferencia o trabalho de outras actividades humanas;  4. Intrínseco ao trabalho: vertente social do trabalho (horários, qualidade…);  5. Extrínseco ao trabalho: obrigatoriedade
  • 80.
    Formadora: Carla Sarmento Vantagensdo trabalho  Preventivo contra o aborrecimento;  Torna o descanso mais agradável;  Obtenção de êxito/poder;  Liberta a criatividade e a inovação;  Fortalece a auto-estima
  • 81.
    Formadora: Carla Sarmento Desvantagemdo trabalho  Frustração decorrente da ausência de êxito e de prestígio de alguns trabalhos
  • 82.
    Formadora: Carla Sarmento Dimensõesdo trabalho  Técnica: posto de trabalho, ferramentas, máquinas ou sistemas que o indivíduo opera ou vigia;  Fisiológica: ambiente físico de trabalho (relação organismo/posto de trabalho)
  • 83.
    Formadora: Carla Sarmento Dimensõesdo trabalho  Fatiga – Medicina do trabalho: trata das relações entre a saúde dos trabalhadores e o trabalho, visando a prevenção das doenças e dos acidentes de trabalho, assim como a promoção da saúde e da qualidade de vida
  • 84.
    Formadora: Carla Sarmento Dimensõesdo trabalho  Psicológica: interacções entre trabalho e personalidade;  Social: contexto de relações interpessoais;  Económica: produção de riqueza e remuneração
  • 85.
    Formadora: Carla Sarmento Exigênciasda actual sociedade  Aptidão para agir num ambiente de incertezas;  Capacidades para processos de trabalho abstractos, sem rotinas;  Aptidão para aceitar responsabilidades e tomar decisões;  Trabalho em grupo e interactivo;  Visão global dos sistemas
  • 86.
    Formadora: Carla Sarmento Profissão Uma profissão surge quando um conjunto de pessoas exerce uma determinada técnica fundada sobre uma formação especializada dando respostas a necessidades sociais
  • 87.
    Formadora: Carla Sarmento Profissãosurge…  Especialização de um serviço com vista à satisfação de uma determinada clientela;  Criação de associações profissionais com vista ao estabelecimento de códigos de conduta;  Regulamentação específica sustentada num corpo teórico.
  • 88.
    Formadora: Carla Sarmento Asprofissões definem-se por:  Conhecimento profissional;  Conhecimento teórico;  Elevados níveis de rendimento;  Prestígio;  Autonomia.
  • 89.
    Formadora: Carla Sarmento Aevolução do trabalho…  Deu-se através dos seguintes marcos históricos:  Sociedade pré-industrial: aprendizagem complexa inerente à função;  Sociedade industrial:“homem certo no lugar certo”;  Sociedade pós-industrial: aprendizagem contínua (sociedade da informação/conhecimento)
  • 90.
    Formadora: Carla Sarmento Consequênciasda evolução do trabalho  Industrialização generalizada;  Alargamento das redes de comunicação;  Evolução tecnológica;  Competitividade dos mercados;  Modificação das actividades profissionais;  Actualização governamental;  Acção sindical;  Horários de trabalho;  Vínculos laborais
  • 91.
    Formadora: Carla Sarmento Implicaçõesda evolução do trabalho na vida das pessoas
  • 92.
    Formadora: Carla Sarmento Melhoria na habitação;  Melhoria no poder de consumo;  Gozo de férias/lazer;  Maior dedicação à cultura; Implicações na vida das pessoas…
  • 93.
    Formadora: Carla Sarmento Factorespresentes no trabalho  Factores individuais;  Factores organizacionais;  Factores sociais.
  • 94.
    Formadora: Carla Sarmento Característicasdas organizações actuais  Aptidões individuais;  Personalidade;  Motivação;  Valores e atitudes Participação do indivíduo na organização Outros papéis desempenhados
  • 95.
    Formadora: Carla Sarmento AptidõesIndividuais  Sensoriais – acuidade visual, sensibilidade auditiva, precisão visual;  Motoras – agilidade manual/digital, precisão motora, coordenação motora;  Cognitivas – raciocínio numérico, espacial, mecânico, verbal, linguagem e memória
  • 96.
    Formadora: Carla Sarmento Aptidõesindividuais / produtividade  Relação entre aptidões e funções a desempenhar;  A avaliação das aptidões como a forma de predizer o desempenho do sujeito
  • 97.
    Formadora: Carla Sarmento Personalidade Consiste na organização dinâmica dos sistemas psicofísicos (traços, enquanto constantes e estáveis) que determinam o comportamento e pensamento.
  • 98.
    Formadora: Carla Sarmento Personalidade/ produtividade  Adequação das características da personalidade à profissão e ao desempenho das funções;  Predizer o desempenho profissional a partir das características da personalidade
  • 99.
    Formadora: Carla Sarmento Motivação Teorias do conteúdo: apelam à compreensão dos factores internos que são responsáveis pelo modo de agir dos indivíduos;  Teorias do processo: explicam as diferenças e a diversidade de escolhas por parte dos indivíduos. Enfatizam os processos situacionais na selecção do comportamento
  • 100.
    Formadora: Carla Sarmento Atitudes Atitude - predisposição para responder de forma favorável ou desfavorável a um objecto, pessoa, instituição ou acontecimento;  “Estado de preparação mental ou neural, organizado através da experiência e exercendo uma influência directa ou dinâmica sobre as respostas individuais a todos os objectos e situações com que se relaciona” (Allport, 1954).
  • 101.
    Formadora: Carla Sarmento Asatitudes…  Não são directamente observadas;  Explicam a relação entre a situação em que as pessoas se encontram e o seu comportamento;  Representam uma inferência nos processos psicológicos internos de indivíduo a partir dos comportamentos observados.
  • 102.
    Formadora: Carla Sarmento Satisfaçãono trabalho Abordagem Unidimensional Abordagem Multidimensional Satisfação com a chefia Satisfação com a organização Satisfação como atitude em relação ao trabalho em geral Satisfação com os colegas de trabalho Satisfação com as condições de trabalho Satisfação com a progressão na carreira
  • 103.
    Formadora: Carla Sarmento Valores Objectivo, estado psicológico, relação ou condição material que cada indivíduo procura obter/alcançar;  Os valores profissionais referem-se aquilo que as pessoas consideram importante na sua vida profissional.
  • 104.
    Formadora: Carla Sarmento Intervençãono absentismo  Passos para combater o absentismo:  Dar o exemplo;  Manifestar apreço;  Procurar agradar;  Estimular;  Integrar;  Ponderar;  Iniciar;  Delegar
  • 105.
    Formadora: Carla Sarmento Intervençãonas condições de trabalho  As condições de trabalho, historicamente, são fontes de risco geradoras de acidentes, doenças, incapacidade e morte para os trabalhadores;  Hoje, o conhecimento científico e técnico pode ser um instrumento valioso na prevenção dos riscos e na avaliação das condições de trabalho.
  • 106.
    Formadora: Carla Sarmento Trabalhadores, conselhos de fábrica, sindicatos e técnicos aliaram-se desenvolvendo uma metodologia de intervenção nas condições de trabalho;  Trata-se do Modelo Operário Italiano;  Baseia-se em três princípios: grupo homogéneo, não delegação e validação consensual.
  • 107.
    Formadora: Carla Sarmento Mapade risco  Concretamente criaram uma técnica de amostragem ou esquema de análise chamado Mapa de Risco.  Mapa de risco é um critério de abordagem da pesquisa do grupo operário para o conhecimento e a definição científica das próprias condições de trabalho......
  • 108.
    Formadora: Carla Sarmento É um esquema de análise que tenta enfrentar globalmente os problemas do ambiente e da prevenção do risco em todo o contexto social;  O mapa de risco é uma representação gráfica (esboço, croqui, layout ou outro), de uma das partes ou de todo o processo produtivo da empresa, onde se registram os riscos e factores de risco a que os trabalhadores estão sujeitos e que são vinculados, directa ou indirectamente, ao processo e organização do trabalho e às condições de trabalho.
  • 109.
    Formadora: Carla Sarmento Os riscos e factores de risco podem ser registrados através de figuras, cores, ou outros símbolos que os trabalhadores considerarem a forma mais fácil de ser entendida.  A representação adoptada deve ser compreendida e usada por todos, de forma a tornar homogéneo os registros e as análises.
  • 110.
    Formadora: Carla Sarmento O processo de análise, tanto do ambiente como das condições de trabalho, define e adopta oito grupos de risco, onde estão agrupados, por categoria, diversos determinantes de nocividade no trabalho, às quais os trabalhadores estão sujeitos quotidianamente;
  • 111.
    Formadora: Carla Sarmento Nos oito grupos de factores estão representados os já tradicionais:  físicos;  químicos;  biológicos, que junto com os factores de higiene compuseram um grupo de factores biossanitários;  fadiga ou esforço que foram introduzidos em um grupo de factores chamado de ergonómicos
  • 112.
    Formadora: Carla Sarmento A estes grupos de factores foi acrescentado um outro grupo vinculado ao desgaste mental provocado pela organização do processo de trabalho (factores psicológicos);  Por último, factores ambientais, que englobam os riscos ao meio ambiente externo decorrentes do funcionamento de determinados processos produtivos e de determinadas formas de organização da produção e do trabalho
  • 113.
    Formadora: Carla Sarmento CLASSIFICAÇÃODOS RISCOS Grupo 1 - Factores Físicos  São factores de risco específicos e característicos dos elementos e das leis da física, que se encontram também fora do local de trabalho.  Fazem parte deste grupo: temperatura, iluminação, pressões anormais, radiação ionizante, radiação não ionizante, ruído, humidade, ventilação, vibração e outros.
  • 114.
    Formadora: Carla Sarmento Grupo2 - Factores Químicos  Factores gerados especificamente pelo uso ou manuseio de substâncias ou produtos químicos existentes exclusivamente no processo de trabalho.  São os gases, fumos, vapores, névoas, poeiras etc.
  • 115.
    Formadora: Carla Sarmento Grupo3 - Factores Biossanitários  Factores de risco decorrentes da acção dos agentes biológicos: vírus, bactérias, bacilos, fungos, animais etc., presentes em materiais biológicos, veiculados por seres animados (vectores) e por objectos contaminados.
  • 116.
    Formadora: Carla Sarmento O risco de contaminação é agravado pela precariedade das condições de asseio e higiene em espaços laborais – vestiários, banheiros, refeitórios, bebedouros etc. – as quais também podem existir no acondicionamento, transporte, destino do lixo e na captação e tratamento de esgoto.
  • 117.
    Formadora: Carla Sarmento Grupo4 - Factores Psicológicos  Compreende as condições de trabalho, diferentes conforme as diversas formas de organização, capazes de promover formas de desgaste e sofrimento mental que colocam o equilíbrio psíquico sob ameaça, como as situações de risco de vida ou pressão intensa.
  • 118.
    Formadora: Carla Sarmento Essas condições criam um trabalho psiquicamente nocivo que leva a graves manifestações de stress, distúrbios, doenças mentais e que devem e podem ser prevenidas, pois os danos às vezes são irreversíveis.
  • 119.
    Formadora: Carla Sarmento É o caso da atenção, monotonia, concentração, repetitividade, responsabilidade, perigo iminente, jornada, horas-extras, pressão da chefia, autoritarismo, ameaça de demissão, acúmulo de tarefas, trabalho nocturno, trabalho em turnos.
  • 120.
    Formadora: Carla Sarmento Grupo5 - Factores Ergonómicos  Factores de risco ligados às actividades motrizes responsáveis pela ocorrência da fadiga no ser humano, gerada pelo esforço das estruturas musculares e esqueléticas próprias da ação, uso e gasto, no trabalho, respectivamente dos movimentos, da força e da energia do corpo ou de seus segmentos
  • 121.
    Formadora: Carla Sarmento É o caso dos esforços físicos, das posturas corporais, dos movimentos repetitivos, dos ritmos de trabalho, das configurações do ambiente laboral etc.
  • 122.
    Formadora: Carla Sarmento Grupo6 - Factores de Segurança  Factores de risco que comprometem a segurança dos trabalhadores nos locais de trabalho e que são desencadeadores de acidentes.  Estes factores estão vinculados às condições das máquinas, dos equipamentos, das ferramentas, das instalações eléctricas, do piso, dos elevadores, também de manuseio das substâncias e materiais inflamáveis e explosivos etc.
  • 123.
    Formadora: Carla Sarmento Grupo7 - Factores Sociais  Este grupo engloba aqueles factores de risco decorrentes das condições de vida enfrentadas pelos trabalhadores, pois é na natureza social do processo de saúde/doença que se verifica o modo característico de adoecer e morrer dos trabalhadores.  Fazem parte deste grupo os factores sociais da saúde como: transporte, alimentação, lazer, moradia etc.
  • 124.
    Formadora: Carla Sarmento Grupo8 - Factores Ambientais  São aqueles oriundos dos empreendimentos ou unidades produtivas e que agridem o meio ambiente comprometendo o equilíbrio entre os factores abióticos e os factores bióticos, cujos efeitos atingem várias colectividades humanas, inclusive consumidores.  Fazem parte deste grupo os resíduos sólidos, os resíduos líquidos, transporte de produtos e materiais etc.
  • 125.
    Formadora: Carla Sarmento MAPADE RISCO  O que é? Um instrumento que representa o grupo e os factores de risco existentes em um sector de trabalho ou em toda a empresa.  Para que serve? Serve como base para a discussão, de modo concreto, com todos os trabalhadores, sobre os riscos no trabalho.
  • 126.
    Formadora: Carla Sarmento Quemo faz? O mapa é construído com a participação dos trabalhadores através dos grupos homogéneos, organizados e acompanhados por uma comissão coordenadora composta pela organização no local de trabalho e sindicato.
  • 127.
    Formadora: Carla Sarmento Como se faz? Assinalando, de forma clara, na planta ou croqui de cada sector ou de toda a empresa, os riscos ou factores de risco, conforme os oito grupos de factores.  Quais riscos? Aqueles validados consensualmente pelos grupos homogéneos e sistematizados pela comissão coordenadora, dando prioridade aos mais graves e com maior frequência.
  • 128.
    Formadora: Carla Sarmento Comqual método? 1-Registando, diferentemente por grupos, os factores de risco e utilizando para isso círculos e cores. 2-No final, o mapa registará os factores de risco existentes no sector de trabalho e deverá indicar, por prioridades, aqueles a serem eliminados.
  • 129.
    Formadora: Carla Sarmento 3-Com os factores de risco já definidos deverá ser imediatamente consubstanciado o mapa do sector através de:  análise dos dados registados pela organização no local de trabalho, pela empresa e por outras fontes;  correlação entre os riscos e os danos;  levantamento dos danos já ocorridos;  consulta a estudos e pesquisas sobre os riscos existentes
  • 130.
    Formadora: Carla Sarmento 4-Nestetrabalho de mapeamento de risco devem participar todos os trabalhadores, seja através do grupo homogéneo, seja através de questionários, entrevistas ou outras formas de informação e consulta.
  • 131.
    Formadora: Carla Sarmento Como? 1-Descrevendoe representando a organização do trabalho de cada sector; 2-Analisando o porque está assim organizado o trabalho; 3-Levantando a nocividade existente através dos grupos de factores de risco; 4-Registando a situação epidemiológica de cada sector e de toda a empresa;
  • 132.
    Formadora: Carla Sarmento 5-Propondocorrecções ou transformações com carácter preventivo. 6-Compilando o levantamento e as informações dos grupos homogéneos:  Para correlacionar os riscos, os factores de risco e os danos;  Para qualificar com precisão os danos relatados pelos trabalhadores, de modo a poder determinar quais controles servirão a uma prevenção;
  • 133.
    Formadora: Carla Sarmento Como deve ser desenvolvido o estudo, a investigação ou a pesquisa sobre os riscos ou factores de risco presentes em cada sector, na empresa e no meio ambiente;  Como devem ser desenvolvidos estudos, investigações ou pesquisas sobre os danos aos trabalhadores, à população, à comunidade.
  • 134.
  • 135.
    Formadora: Carla Sarmento Conceito Pressão;  Tensão;  Forças externas desagradáveis;  Resposta emocional;  Stressor = o que é causado pelo ambiente externo (por ex., problemas no trabalho) como stress, resposta ao stressor ou sofrimento (por ex. sensação de tensão).
  • 136.
    Formadora: Carla Sarmento Conceito É um conjunto de reacções físicas, químicas e mentais de uma pessoa a estímulos ou a factores de stress ambientais” (Idalberto Chiavenato).
  • 137.
    Formadora: Carla Sarmento Conceito Conjunto de reacções emocionais, cognitivas, fisiológicas e do comportamento, a certos aspectos adversos ou nocivos do conteúdo do trabalho, da organização ou do ambiente que rodeia o trabalho.
  • 138.
    Formadora: Carla Sarmento Modelointeractivo do stress no trabalho Exigências Indivíduo Sistema Recursos
  • 139.
    Formadora: Carla Sarmento Modelointeractivo do stress no trabalho Exigências Indivíduo Sistema Recursos
  • 140.
    Formadora: Carla Sarmento Modelode stress no trabalho Factores organizacionais: - Downsizing - Reestruturação - Intensificação do trabalho -Trabalho monótono e repetitivo - Relações de trabalho -Clima organizacional… Sintomas: - Fisiológicos - Psicológicos - Comportamentais Acidente/Doença Programa Biopsicossocial Factores extra- organizacionais Indivíduo
  • 141.
    Formadora: Carla Sarmento Factoresde risco  Individuais  Organizacionais
  • 142.
    Formadora: Carla Sarmento Factoresorganizacionais indutores de Stress  Características do trabalho;  Papel na organização;  Estrutura e clima organizacionais;  Relacionamento interpessoal;  Carreira profissional;  Factores extrínsecos ao trabalho
  • 143.
    Formadora: Carla Sarmento Dimensõesda Resposta de Stress Fisiológica:  Taquicardia e aumento da frequência cardíaca;  Aumento da pressão arterial;  Aumento da tensão muscular;  Subida dos níveis de adrenalina;  Aumento colesterol e ácidos gordos;  Inibição do sistema imunológico;  Redução da actuação do sistema digestivo;  Dificuldades respiratórias;  Alterações do sono;  Perturbações sexuais.
  • 144.
    Formadora: Carla Sarmento Psicológica: Perturbações da memória;  Dificuldades de concentração;  Dificuldades na tomada de decisões;  Potenciação de pensamentos irracionais e negativos. Psicológica:  Aumento de erros no processamento da informação;  Mau-humor;  Hipersensibilidade à critica. Dimensões da Resposta de Stress
  • 145.
    Formadora: Carla Sarmento Psicológica: Irritabilidade;  Labilidade afectiva;  Excitação;  Tristeza e melancolia. Psicológica:  Angústia;  Diminuição do interesse sexual;  Ansiedade difusa e disfuncional;  Inquietação motora e tiques nervosos;  Gaguez Dimensões da Resposta de Stress
  • 146.
    Formadora: Carla Sarmento Psicológica: Maior tendência para sofrer acidentes (regra geral, aumenta 3 vezes);  Aumento do consumo de drogas;  Falta de apetite;  Isolamento Dimensões da Resposta de Stress
  • 147.
    Formadora: Carla Sarmento Social: Mau relacionamento conjugal;  Menor atenção aos filhos;  Deterioração da comunicação familiar;  Diminuição dos papéis familiares;  Absentismo (compulsivo, legal, doença…..) Social:  Diminuição de interesse, eficiência e rendimento profissionais;  Menor qualidade de desempenho;  Abandono da profissão Dimensões da Resposta de Stress
  • 148.
    Formadora: Carla Sarmento Variáveisindividuais que influenciam o stress Personalidade:  Locus de controlo (externo e interno);  Auto-estima;  Expectativas de auto-eficácia;  Robustez de carácter;  Sentido interno de coerência;  Padrões de comportamento Tipo A (altos níveis de ambição e empenhamento feroz);  Afectividade negativa
  • 149.
    Formadora: Carla Sarmento Avaliaçãocognitiva:  Suporte social;  Crenças religiosas;  Competência;  Variáveis demográficas;  Adição do stress. Variáveis individuais que influenciam o stress
  • 150.
    Formadora: Carla Sarmento Avaliaçãodo risco Ambiente Físico deTrabalho  Iluminação adequada  Ventilação – remoção de gases  Temperatura adequada  Ruído - auriculares Ambiente Psicológico  Relacionamento humano  Actividades  Estilo de gestão participativa Ergonomia
  • 151.
    Formadora: Carla Sarmento Causas 1)Causas Individuais 2) Causas Socioeconómicas e Culturais 3) Causas Organizacionais
  • 152.
    Formadora: Carla Sarmento Causas CausasIndividuais  Idade e Sexo  Antecedentes familiares de patologia cardíaca  Pressão Sanguínea acima dos valores normais  Obesidade  Diabetes  Tabagismo  Alcoolismo  Reduzida capacidade de recuperação do esforço despendido  Percepção Individual da situação e das fontes de stress
  • 153.
    Formadora: Carla Sarmento Causas CausasSocioeconómicas e Culturais  InovaçãoTecnológica  Crescente competitividade  Fenómenos relacionados com o consumo e com a moda  Rapidez da mudança tecnológica e social  Surgimento rápido de novas profissões e desaparecimento de outras  Passagem de trabalho manual para trabalho intelectual / gestão da informação  Degrada da qualidade do ambiente (poluição, ritmo de vida)
  • 154.
    Formadora: Carla Sarmento Causas CausasOrganizacionais  Percentagem elevada de tempo dedicada ao trabalho  Tipo de trabalho realizado (repetitivo)  Sobrecarga de trabalho  Ambiguidade de papéis / conflito de papéis  Condições de trabalho  Trabalho por turnos  Introdução de novas tecnologias  Viagens frequentes  Desenvolvimento na carreira
  • 155.
    Formadora: Carla Sarmento Consequências Consumo excessivo de drogas, álcool;  Perturbações gastrointestinais;  Doenças cardiovasculares;  Cancro;  Depressão.
  • 156.
    Formadora: Carla Sarmento Consequências Distúrbios da ansiedade;  Burnout;  Perturbações sexuais e reprodutoras;  Perturbações do ciclo do sono e da vigília;  Perdas de memória;  Morte.
  • 157.
    Formadora: Carla Sarmento ConsequênciasOrganizacionais do Stress Custos Directos:  Absentismo;  Greves;  Desempenho no trabalho;  Acidentes no trabalho;  Custos de Saúde, compensações e indemnizações. Custos Indirectos:  Perda de vitalidade;  Falhas de comunicação;  Qualidade das relações interpessoais;  Erros na tomada de decisões;  Oportunidades perdidas.
  • 158.
  • 159.
    Formadora: Carla Sarmento Dimensõesdo Trabalho a considerar na Prevenção (Kasl, 1991) Aspectos temporais da duração do trabalho;  Conteúdo do trabalho;  Interpessoal – grupo de trabalho;  Interpessoal – controlo;  Perfil da Empresa; (relacionado com os estilos de liderança)
  • 160.
    Formadora: Carla Sarmento Prevençãodo Stress Prevenção Primária (alvo: factores de risco) Modificar Optimizar Fontes organizacionais de Stress Prevenção secundária (alvo: primeiros indícios) Assistir Corrigir Resposta de Stress Prevenção terciária (alvo: sintomas das perturbações) Assistir Recuperar Consequências negativas do Stress
  • 161.
    Formadora: Carla Sarmento Diagnósticodo Stress no trabalho  Indicadores de Stress;  Fontes de Stress;  Factores deVulnerabilidade ou Resistência
  • 162.
    Formadora: Carla Sarmento Áreade Avaliação Indicadores Participação Taxa de pontualidade (atrasos) Taxa de absentismo Queixas e reclamações Saúde Taxa de utilização de serviços clínicos Baixas médicas Utilização de serviços assistenciais Rendimento Despesas médicas Prémios de seguros Despesas com compensações e indemnizações, etc. Indicadores Organizacionais de Stress
  • 163.
    Formadora: Carla Sarmento Etapasde Prevenção do Stress Diagnóstico Avaliação histórica Métodos e instrumentos específicos de diagnóstico Programa de Intervenção Estratégias de prevenção do stress Avaliação Métodos e instrumentos utilizados no diagnóstico Tomada de decisões
  • 164.
    Formadora: Carla Sarmento Recomendaçõespara a Prevenção (NIOSH, 1990) Factores de risco psicossocial Recomendações Sobrecarga de trabalho e trabalho Evitar a sobrecarga e ritmo de sobrecarga Enriquecer o trabalho Aumentar o controlo Horário de trabalho Compatibilização com vida familiar e social Rotação de turnos estável Papéis no trabalho Bem definidos evitando conflitos
  • 165.
    Formadora: Carla Sarmento Medidasde Combate ao Stress Nível da organização do trabalho:  Tempo adequado de realização do trabalho;  Descrição precisa do posto de trabalho;  Recompensas pelo trabalho bem feito;  Viabilizar queixas e opiniões;  Harmonizar responsabilidade e autoridade;  Valorizar o conhecimento do produto final do trabalho e o orgulho no mesmo;
  • 166.
    Formadora: Carla Sarmento Explicitar os fins e valores de organização e adaptá-los aos dos trabalhadores, na medida do possível;  Favorecer a tolerância, a segurança e a justiça no lugar de trabalho;  Suprimir as exposições físicas nocivas;  Suprimir os diferentes riscos, na medida do possível;  Aprender a evitar os riscos;  Aprender a favorecer os êxitos Medidas de Combate ao Stress
  • 167.
    Formadora: Carla Sarmento Nívelde Empresa ou do País  Horário de trabalho;  Participação e Conhecimentos;  Ambiente Social;  Futuro;  Mudança de trabalho;  Conteúdo;  Papéis; Medidas de Combate ao Stress
  • 168.
    Formadora: Carla Sarmento Medidasde redução de stress (Albrech)  Relações de cooperação e de amizade  Relações construtivas com os superiores  Compreender os problemas dos outros  Negociar com o encarregado / gestor as metas possíveis  Preparar o futuro com estudo  Tempo de lazer
  • 169.
    Formadora: Carla Sarmento Descansar o cérebro  Alertar para a existência de ruídos e reduzi-los  Sair do ambiente do trabalho (intervalos)  Não fique muito tempo ligado a problemas existentes  Enumere os problemas existentes e estabeleça prioridades para a resolução dos mesmos.  Isole-se por vezes para pensar sozinho Medidas de redução de stress (Albrech)
  • 170.
    Formadora: Carla Sarmento Comoreduzir o stress no local de trabalho:  Permita que os empregados conversem entre si  Reduza conflitos pessoais no trabalho  Dê autonomia aos operários na resolução das tarefas  Falar abertamente com os empregados  Apoiar os esforços dos funcionários  Reconheça a importância dos funcionários  Consulte-os na resolução de problemas
  • 171.
    Formadora: Carla Sarmento Métodospara reduzir o stress  Planeamento  Exercício Físico  Dieta  Biofeedback  Meditação  Psicoterapia  Psicanálise
  • 172.
  • 173.
    Formadora: Carla Sarmento Oerro humano A medida que o stress aumenta, aumenta a probabilidade de ocorrência do erro humano no posto de trabalho.
  • 174.
    Formadora: Carla Sarmento Conceito Acidente: acontecimento indesejável ou infausto que ocorre casualmente e resulta geralmente em danos, perdas, etc.; desastre;  Incidente: acontecimento imprevisto (geralmente de pouca ou nenhuma gravidade) durante o curso de outro, que se torna principal. Qualquer dificuldade suscitada na questão.
  • 175.
    Formadora: Carla Sarmento Conceito Erro: acção ou efeito de errar. Qualquer desacerto, praticado por desconhecimento, inaptidão ou ignorância.  Falha: ausência de alguma coisa sem a qual a pessoa ou coisa não se julga perfeita; defeito; falta, erro, equívoco.
  • 176.
    Formadora: Carla Sarmento O erros apresentam-se de várias formas, os mais comuns são lapsos e equívocos.  Os lapsos correspondem ao tipo de comportamento automático: os nossos actos são realizados de forma subconsciente;  Os equívocos correspondem ao resultado de processos conscientes, que nos levam a decisões incorrectas.
  • 177.
    Formadora: Carla Sarmento Quase todos os erros são lapsos: ocorrem quando pretendemos fazer algo e nos defrontamos fazendo outra coisa.  Os lapsos estão ligados ao comportamento especializado, raramente ocorrem durante a aprendizagem, quando os actos são conscientes e ainda não automatizados.
  • 178.
    Formadora: Carla Sarmento Os lapsos decorrem frequentemente da falta de atenção, quando se realiza várias coisas ao mesmo tempo.  De modo geral, só temos capacidade de manter a atenção a uma coisa ou acção a cada momento, mas na realidade quase sempre se realiza várias actividades ao mesmo tempo.
  • 179.
    Formadora: Carla Sarmento Tiposde erros  O termo tipo de erro leva-nos a pensar na origem presumível do erro,situando-a entre as etapas que vão da concepção à execução da sequência de acções, que podem ser classificadas em três grandes categorias: ∗ a planificação, ∗ a reserva, ∗ a execução
  • 180.
    Formadora: Carla Sarmento ETAPACOGNITIVA TIPO FUNDAMENTAL DE ERRO Planificação Faltas Reserva Lapsos Execução Falhas
  • 181.
    Formadora: Carla Sarmento Asfaltas podem ainda ser subdivididas, consoante traduzam:  uma falha de competência, quando um plano pré-estabelecido ou uma solução dum problema são aplicados de forma inapropriada;  uma falta de competência, quando um indivíduo não dispõe de uma rotina apropriada e desenvolve o plano de acção a partir de princípios de base, apoiando-se em conhecimentos que possui, pertinentes ou não.
  • 182.
    Formadora: Carla Sarmento Classificaçãode RASMUSSEN Três tipos de erros de base: ⇒ as falhas e os lapsos baseados nos automatismos; ⇒ as faltas baseadas nas regras; ⇒ as faltas baseadas nos conhecimentos declarativos.
  • 183.
    Formadora: Carla Sarmento As falhas e os lapsos são erros que resultam de um defeito na execução e/ou na reserva de uma sequência de acções, independentemente da adequação do plano que as orienta para o seu objectivo;
  • 184.
    Formadora: Carla Sarmento As faltas podem ser definidas como deficiências ou defeitos nos processos de julgamento e/ou inferência, que estão implicados na selecção de um objectivo ou na especificação dos meios para o atingir, independentemente do facto de que as acções baseadas neste esquema de decisão se desenrolem ou não conforme o plano.
  • 185.
    Formadora: Carla Sarmento Classificaçãode acordo com a maneira como o indivíduo reage  Erro aleatório: devido à variabilidade da acção humana;  Erro sistemático: causado pela inadaptação das características do indivíduo ou da concepção do material;  Erro esporádico: deslize, acção de carácter pouco frequente e pouco explicável.
  • 186.
    Formadora: Carla Sarmento Classificaçãodos Erros Segundo REASON (1993), encontramos três níveis de classificação nas diferentes classificações dos erros: ∗ o nível comportamental; ∗ o nível contextual; ∗ o nível conceptual.
  • 187.
    Formadora: Carla Sarmento PorquêErros?  Design da tarefa  Equipamentos  Organização do trabalho => Influenciam a ocorrência de erros => os avanços da tecnologia e complexidade do sistema tornam os erros mais graves e difíceis de controlar.
  • 188.
    Formadora: Carla Sarmento Causas Surge quando a sobrecarga da memória conecta-se com a ocorrência de outros factores que também exigem a memória de trabalho do sujeito Por ex., quando se tem opção de múltiplas tarefas, sobrecarga laboral, fatiga  A acção isolada é facilmente comprometida  As características individuais
  • 189.
    Formadora: Carla Sarmento Factoresorganizacionais  Pressões exercidas para atender uma determinada meta sem considerar os conflitos potenciais  colocar os trabalhadores em duplo conflito  Mecanismos que regulam a actividade;  Natureza da tarefa e as condições em que é realizada
  • 190.
    Formadora: Carla Sarmento Consequências Entreoutras:  Diminuição da produtividade;  Desgaste mental;  Sanções laborais;
  • 191.
    Formadora: Carla Sarmento Medidaspreventivas TÉCNICAS PARA ANÁLISE DE RISCOS:  Análise preliminar de risco (APR)  Estudos de identificação de perigos e operacionalização (HAZOP)  Análise dos modos de falhas e efeitos (AMPE)  Lista de verificação (CHECK-LIST)  Análise por árvore de falhas (AAP)
  • 192.
    Formadora: Carla Sarmento Análise por árvore de eventos;  Técnicas de incidente crítico (TIC);  Análise comparativa;  Análise pela matriz de interacções;  Análise pela árvore das causas (AAC);
  • 193.
    Formadora: Carla Sarmento Obrigadopela vossa atenção…