A Transposição do São Francisco e aA Transposição do São Francisco e a
crise hídrica no Nordestecrise hídrica no Nordeste
Loja Maçônica Cavaleiros do Oriente n° 04
02 de março de 2015
João Suassuna
“O Rio São Francisco é generoso e não
há de secar porque os estados
nordestinos pegam um pouquinho de
sua água aqui e ali”.
Fonte: Fernando Henrique Cardoso, jornais do Recife – Edição de 06/06/1995
“A mínima porção de água que será
retirada com o projeto da Transposição
do São Francisco, sequer poderá ser
registrada pelos mais sensíveis aparelhos
que medem a vazão do rio”.
Fonte: Autoridades defendendo o projeto, jornais do Recife, edição de
08/03/2001
“No meu governo a Transposição será
discutida exaustivamente. Aliás, as
discussões de projetos polêmicos serão a
tônica do meu governo”
Fonte: Luiz Inácio Lula da Silva, jornais do Recife – Edição de setembro de 2002
“ O Rio São Francisco apresenta um
indesejável risco hidrológico, o que
exige atenção redobrada quanto ao uso
de suas águas”
Fonte: José Jorge, Senador da República, pronunciamento em 07/07/2003
“Faço a Transposição do São
Francisco, nem que seja com uma lata d
´água na cabeça”
Luiz Inácio Lula da Silva, jornais do Recife - Edição de maio de 2006
“Não existe colapso de abastecimento, o
que existe é uma dificuldade”.
A vazão atual do Rio São Francisco é de
1,1 mil metros cúbicos por segundo e as
bombas vão puxar (no teste da
transposição) sete metros cúbicos por
segundo. Normalmente, a vazão é de 2 mil
metros cúbicos por segundo, mas a
diminuição é atribuída à seca.
Fonte: Diretor de operação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf),
Mozart Arnaud
http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/10/15/primeiros-testes-da-transposicao-devem-ent
O que se percebe, claramente, é que há
uma convicção entre a maioria dos
brasileiros, de que “ÁGUA” é um bem
natural infinito e, portanto, o seu uso é
ilimitado.
João Suassuna, 2014
ÁGUA NO BRASILÁGUA NO BRASIL
O país detém 12% da água que escoa
superficialmente no mundo;
72% destes recursos estão na bacia amazônica
19% no Centro-oeste;
6% no Sul e no Sudeste
O Nordeste brasileiro detém apenas 3%, 2/3
dos quais na bacia do São Francisco.
Número de represas e potencialNúmero de represas e potencial
volumétrico acumuladovolumétrico acumulado
 O Nordeste possui cerca de 70.000 represas
 Represas interanuais: cerca de 400
 O potencial de acumulação dessas represas é de
cerca de 37 bilhões de m³
 É o maior potencial volumétrico represado em
regiões semiáridas do mundo
 A região possui um volume de cerca de 135
bilhões de m³ de águas subterrâneas, com
possibilidades de serem utilizados cerca de 27
bilhões de m³ (20% do total).
Fonte: BOMFIM, Manoel (2007)
Uma saga de 20 anos, no rio daUma saga de 20 anos, no rio da
Integração NacionalIntegração Nacional
Rio de múltiplos usos, com expressiva
contribuição na navegação, abastecimento,
geração de energia e, sobretudo, na irrigação
praticada em sua bacia hidrográfica. Não
houve, por parte das autoridades, a
preocupação com os cuidados que se fazem
necessários ao tratamento do ambiente
natural de sua bacia hidrográfica, o que
resultou em uma situação vexatória de
abandono e de difícil reversão desse quadro.
A realidade da Bacia do rio São
Francisco
-O rio São Francisco tem 2.820 km, de sua nascente, na
Serra da Canastra (MG), até a divisa dos estados de
Alagoas e Sergipe, onde deságua no Oceano Atlântico.
-O rio possui 158 afluentes, dos quais 90 são perenes e 68
temporários, e sua Bacia Hidrográfica tem uma área
aproximada de 640.000km².
-O rio banha 504 municípios dos Estados de Minas Gerais,
Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Distrito Federal.
-Estima-se um contingente populacional em sua bacia
hidrográfica de cerca de 15 milhões de habitantes
O São Francisco é um rio de múltiplos e conflituosos usos
Geração de Energia
O potencial de geração instalado é de cerca de 10.000 MW,
com poucas possibilidades de ser ampliado;
Desde 2005 que a Chesf já não consegue gerar mais a energia
necessária ao atendimento das demandas da região. Em
2010, por exemplo, a Companhia gerou 6.000 Mw médios, e a
região necessitou de 8.000 Mw médios.
Irrigação
O potencial irrigável da bacia é de cerca de 800 mil a 1 milhão
de ha. Já existem cerca de 340 mil ha irrigados, e essa área
tende a crescer cerca de 4% ao ano;
Estima-se que no Vale do São Francisco seja utilizado 0,5
litro/s para irrigar 1 ha.
Um rio hidrologicamente pobreUm rio hidrologicamente pobre
Características do rio São Francisco
Rio hidrologicamente pobre
Vazão média: 2.800 m³/s
Área de bacia: 640.000 km²
Característica do rio Tocantins
Rio caudaloso
Vazão média: 11.800 m³/s
Área de bacia: 640.000 km²
Aspectos atuais da bacia do Velho Chico
- A nascente principal do rio secou;
- Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio
secou;
- O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes
do SF, interrompeu seu curso;
- A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de
sua capacidade, apenas;
- A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150
m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar
em um trecho de aproximadamente 40 km;
- A interrupção da hidrovia que transporta a produção
de grãos da região, pela incapacidade de se navegar
com embarcações de grade calado;
A nascente principal do SãoA nascente principal do São
Francisco secouFrancisco secou
Aspectos atuais da bacia do Velho Chico
- A nascente principal do rio secou;
- Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio
secou;
- O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes
do SF, interrompeu seu curso;
- A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de
sua capacidade, apenas;
- A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150
m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar
em um trecho de aproximadamente 40 km;
- A interrupção da hidrovia que transporta a produção
de grãos da região, pela incapacidade de se navegar
com embarcações de grade calado;
Em Iguatama, o São Francisco é umEm Iguatama, o São Francisco é um
filete de águafilete de água
Aspectos atuais da bacia do Velho Chico
- A nascente principal do rio secou;
- Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio
secou;
- O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes,
interrompeu seu curso;
- A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de
sua capacidade, apenas;
- A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150
m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar
em um trecho de aproximadamente 40 km;
- A interrupção da hidrovia que transporta a produção
de grãos da região, pela incapacidade de se navegar
com embarcações de grade calado;
Verde Grande secouVerde Grande secou
Aspectos atuais da bacia do Velho Chico
- A nascente principal do rio secou;
- Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio
secou;
- O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes
do SF, interrompeu seu curso;
- A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de
sua capacidade, apenas;
- A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150
m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar
em um trecho de aproximadamente 40 km;
- A interrupção da hidrovia que transporta a produção
de grãos da região, pela incapacidade de se navegar
com embarcações de grade calado;
A represa de Três Marias acumulaA represa de Três Marias acumula
cerca de 2% de sua capacidadecerca de 2% de sua capacidade
Aspectos atuais da bacia do Velho Chico
- A nascente principal do rio secou;
- Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio
secou;
- O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes
do SF, interrompeu seu curso;
- A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de
sua capacidade, apenas;
- A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150
m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar
em um trecho de aproximadamente 40 km;
- A interrupção da hidrovia que transporta a produção
de grãos da região, pela incapacidade de se navegar
com embarcações de grade calado;
A baixa vazão do rio em PiraporaA baixa vazão do rio em Pirapora
Aspectos atuais da bacia do Velho Chico
- A nascente principal do rio secou;
- Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio
secou;
- O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes
do SF, interrompeu seu curso;
- A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de
sua capacidade, apenas;
- A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150
m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar
em um trecho de aproximadamente 40 km;
- A interrupção da hidrovia que transporta a produção
de grãos da região, pela incapacidade de se navegar
com embarcações de grade calado;
A interrupção da hidroviaA interrupção da hidrovia
Rio São Francisco em Propriá SE
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Propriá/SE
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Propriá SE
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Propriá SE
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Gararú SE
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Gararú, no Baixo São Francisco
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Gararú, no Baixo São Francisco
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Piranhas, Alagoas
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco em Piranhas, Alagoas
Fotos de João Zinclar
Rio São Francisco no Baixo São Francisco
Fotos de João Zinclar
O manejo volumétrico na represa de
Sobradinho
- Sobradinho regularizou a vazão média do SF em
cerca de 2.060 m³/s. Atualmente, essa vazão encontra-
se em declínio, estando em cerca de 1.850 m³/s, em
sua foz;
- Recordes históricos de baixas afluências
volumétricas do São Francisco, na represa de
Sobradinho (chegaram a 290 m³/s, em outubro/2014)
e;
- Lançamentos volumétricos de Sobradinho para o
Bub-Médio e o Baixo São Francisco, de apenas 1.100
m³/s, contrariando determinação do IBAMA, que
exige, na foz do rio, volume mínimo de cerca de 1.300
m³s.
Situação volumétrica dosSituação volumétrica dos
reservatórios das hidrelétricas dareservatórios das hidrelétricas da
CHESF - 14/11/2014CHESF - 14/11/2014
* Em Xingó não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr a fio d´água.
Reservatório Data Afluência Defluência Vol.
Atual %
Ano
Anterior %
Sobradinho 22/10 290 1135 18,00 25,20
Itaparica 22/10 960 963 15,10 27,10
Xingó* 22/10 1036 1133 - -
Vazão de base do S.Francisco (a jusante de Sobradinho)Vazão de base do S.Francisco (a jusante de Sobradinho)
corresponde a 1.200 mcorresponde a 1.200 m³/s³/s
A vazão de base doA vazão de base do UrucuiaUrucuia corresponde a 51% do totalcorresponde a 51% do total
Fonte: ALBUQUERQUE, José do Patrocinio Tomaz - 2007Fonte: ALBUQUERQUE, José do Patrocinio Tomaz - 2007
Temos que tratar tudo isso de forma sistêmica e
dar uma resposta à sociedade, iniciando por um
programa consistente de revitalização da bacia do
rio, para que possamos entregar, às gerações
futuras, um rio em condições de continuar fazendo
jus ao nome que recebeu, de rio da integração
nacional.
O Projeto
Transposição atual com o ramalTransposição atual com o ramal
do agrestedo agreste
Algumas preocupações em relação
ao projeto da Transposição
O rio apresenta sinais deO rio apresenta sinais de
debilidade hídricadebilidade hídrica
Sobradinho, em 2001, chegou a
acumular apenas 5% de sua capacidade
útil.
A afluência, em Sobradinho, no mês de
outubro/2014, foi de 290 m³/s, apenas.
Em março de 2015 a represa encontra-
se com 16% de sua capacidade
Impossibilidade de transferência deImpossibilidade de transferência de
água em períodos secoságua em períodos secos
Fonte: Transposição do São Francisco
http://democraciaja.wordpress.com/transposicao-do-rio-sao-francisco/
“No período sem precipitações atmosféricas
e principalmente nas “secas”, a vazão do
Rio São Francisco cai e cai muito. Portanto,
em um momento de maior necessidade
hídrica no Setentrional, não haverá como se
transferir volumes, do rio, pela falta
destes”.
Área com potencialidades deÁrea com potencialidades de
irrigação com as águas dairrigação com as águas da
TransposiçãoTransposição
A área irrigada no Setentrional é de 73.577 ha
A meta da transposição é possibilitar um
adicional de 191.693 ha, totalizando 265.270 ha
Com base no consumo médio de 0,5 l/s/ha, essa
vazão seria suficiente para irrigar somente
52.800 ha, dos 191.693 ha adicionais previstos
no projeto.
Fonte: Impactos do Projeto de Transposição do rio São Francisco na agricultura irrigada
no Nordeste setentrional, Estudo 1573 - IPEA
Regime de retirada volumétrica doRegime de retirada volumétrica do
projetoprojeto
As autoridades irão iniciar o projeto
bombeando 26,4 m³/s (consumo
humano e animal) e atingirão 65 m³/s
médios requeridos pelo projeto, quando
Sobradinho estiver com 94% do seu
volume preenchido (uso na irrigação).
Os canais foram projetados para retirar,
do rio, até 127 m³/s
 Fonte: Projeto da Transposição do rio São Francisco, Ministério da Integração
Dificuldades no atendimento aosDificuldades no atendimento aos
projetos de irrigaçãoprojetos de irrigação
Potencial irrigável – cerca de 1 milhão de
hectares.
Efetivamente irrigados – cerca de 340 mil
hectares e em constante processo de
ampliação (4% ao ano).
Projeto Irecê (BA) com 60 mil ha.
Projeto Salitre (BA) com 30 mil ha.
Projeto Pontal (PE) com 10 mil ha.
Projeto Jaíba (MG) com mais de 100 mil
ha.
Canal do Sertão (PE) com 85 mil ha de cana
Canal Acauã/Araçagi (PB)Canal Acauã/Araçagi (PB)
112 km, passando por 12 municípios, para irrigação de 16 mil ha112 km, passando por 12 municípios, para irrigação de 16 mil ha
Canal da Integração (CE)Canal da Integração (CE)
66 km, passando por 13 municípios, para irrigação de 10,5 mil ha66 km, passando por 13 municípios, para irrigação de 10,5 mil ha
Volumes Evaporados: uma análise críticaVolumes Evaporados: uma análise crítica
Manoel Bomfim Ribeiro, 2011Manoel Bomfim Ribeiro, 2011
A evapotranspiração na região semiárida é
descomunal, chega a superar 2.000 mm/ano
A represa de Sobradinho evapora, em seu espelho
d´água (4.200 km²), cerca de 200 m³/s
O açude Castanhão evapora, por ano, cerca de 2
bilhões de m³
Volumes Evaporados: uma análise críticaVolumes Evaporados: uma análise crítica
Manoel Bomfim Ribeiro, 2011Manoel Bomfim Ribeiro, 2011
Os canais irão transportar uma média de 26,4 m³/s – 400
milhões de m³/ano (volume equivalente ao de um açude
médio no Semiárido) e um volume máximo de 127 m³/s
– 2 bilhões de m³/ano (volume igual ao da evaporação
do açude Castanhão).
Os dois canais da transposição irão transportar 2 bilhões
de m³/ano, para 8 grandes represas que acumulam 13
bilhões e evaporam 4 bilhões m³/ano.
Volumes Evaporados: uma análise críticaVolumes Evaporados: uma análise crítica
Manoel Bomfim Ribeiro, 2011Manoel Bomfim Ribeiro, 2011
As autoridades afirmam que 37 bilhões de m³ não
irão resolver os problemas de abastecimento do
Nordeste.
2 bilhões de m³ transpostos pelo projeto irão
resolver?
Perdas Casuais
Transporte de predadores na água da
transposição
Custo da água posto nos Estados receptores
Migração dos animais silvestres na
área dos canais
Situação atual dos canais
Dimensionamento dos canaisDimensionamento dos canais,,
2012 - Google2012 - Google
Danos nos canaisDanos nos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
Danos nos canaisDanos nos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
Danos nos canaisDanos nos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
Danos nos canaisDanos nos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
Obra da Transposição demiteObra da Transposição demite
trabalhadores em Salgueirotrabalhadores em Salgueiro
Fonte:
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2015/
Alternativas ao projeto da transposição
Estimativa do volume de chuva caídaEstimativa do volume de chuva caída
no Nordesteno Nordeste
Do total da precipitação pluviométrica caída
anualmente no Nordeste semiárido, estimado
em 700 bilhões de m3
, cerca de 642 bilhões de
m3
são consumidos pelo fenômeno da
evapotranspiração. Dos 58 bilhões de m3
que
escoam pelos rios anualmente, 36 bilhões de
m3
são drenados para o mar.
Fonte: EMBRAPA (1981)
Potencialidades hídricas nordestinasPotencialidades hídricas nordestinas
As descargas dos rios nordestinos representam uma
infiltração de água nos seus aqüíferos da ordem de
58 bilhões de m³/ano.
A extração de apenas 1/3 dessas reservas
representaria potenciais suficientes para abastecer a
população nordestina (estimada em cerca de 50
milhões de pessoas), com uma taxa de 200
litros/pessoa/dia e ainda irrigar 2 milhões de hectares
com uma taxa de 7.000 m³/ha/ano.
Fonte: Rebouças, 2001
““A engenharia nacional de recursos hídricosA engenharia nacional de recursos hídricos
precisa entender que a única solução para osprecisa entender que a única solução para os
problemas de escassez de água nas cidadesproblemas de escassez de água nas cidades
não é o aumento da sua oferta, mediante anão é o aumento da sua oferta, mediante a
construção de obras extraordinárias, mas oconstrução de obras extraordinárias, mas o
desenvolvimento de campanhas permanentesdesenvolvimento de campanhas permanentes
de informação à população sobre o uso cadade informação à população sobre o uso cada
vez mais inteligente da água disponível”vez mais inteligente da água disponível”
Fonte: Rebouças, Aldo - 2001Fonte: Rebouças, Aldo - 2001
A SBPC e o abastecimento doA SBPC e o abastecimento do
Nordeste seco. Reunião deNordeste seco. Reunião de
agosto de 2004, no Recifeagosto de 2004, no Recife
Situação Volumétrica do rioSituação Volumétrica do rio
Volume alocável: 360 m³/s
Volume utilizado: 91 m³/s
Volume outorgado: 335 m³/s
Saldo para uso consuntivo: 25 m³/s
O projeto demandará uma vazão média de
65 m³/s, podendo atingir uma vazão
máxima de 127 m³/s.
Essas vazões correspondem a 25% e 47%,
respectivamente, da vazão alocável (360 –
91 m³/s= 269 m³/s),
Fonte: SBPC, 2004
Proposta da SBPC para a
solução do abastecimento do
Semiárido: a realização dea realização de
infraestrutura hídrica noinfraestrutura hídrica no
Setentrional.Setentrional.
Pacto das Águas entre União, Estados daPacto das Águas entre União, Estados da
bacia, usuários e sociedade civilbacia, usuários e sociedade civil
 Fazer cumprir o que determina o inciso XIX do
artigo 21 da Constituição de 1988, que estabelece
a competência da União em instituir um “Sistema
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”
e definir “Critérios de Outorga de Direitos de seu
uso”
 Lei Federal n° 9433 de 08/01/1997 que fixa os
fundamentos da Política Nacional dos Recursos
Hídricos
 Leis estaduais fundamentando a política de RH
 Necessidade de elaboração do “Orçamento das
Águas”.
O programa “Água para Todos”O programa “Água para Todos”
Cisterna RuralCisterna Rural
Cisterna Rural CalçadãoCisterna Rural Calçadão
Visão de Futuro
Necessidade de o Projeto da
Transposição vir a ser concluído e a
importância de se saber as reais
demandas hídricas da região
Preocupação com colapso do rio, em
razão da falta de planejamento no uso
de suas águas
http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/el-mar-de-aral-desaparece-el-cuarto-lago
Fonte:
Extinção do Mar de Aral
Mar de AralMar de Aral
Mar de AralMar de Aral
Mar de AralMar de Aral
A questão da água deve ser
considerada , doravante, como de
“Segurança Nacional”
O gerenciamento da água noO gerenciamento da água no
NordesteNordeste
O recurso hídrico existe em cada estado
nordestino, faltando apenas seu
indispensável gerenciamento para a
satisfação das necessidades do povo.
Inicialmente, é fundamental a
exploração desses volumes, de forma
planejada e, sobretudo, priorizando o
plano de revitalização da bacia do rio
São Francisco.
OBRIGADOOBRIGADO
 JOÃO SUASSUNA
Especialista em Convivência com o Semiárido
 Página na internet
http://www.remabrasil.org
 Correios eletrônicos
josu@fundaj.gov.br
jsuassuna43@gmail.com

Apresentacao joao suassuna 02mar2015

  • 1.
    A Transposição doSão Francisco e aA Transposição do São Francisco e a crise hídrica no Nordestecrise hídrica no Nordeste Loja Maçônica Cavaleiros do Oriente n° 04 02 de março de 2015 João Suassuna
  • 2.
    “O Rio SãoFrancisco é generoso e não há de secar porque os estados nordestinos pegam um pouquinho de sua água aqui e ali”. Fonte: Fernando Henrique Cardoso, jornais do Recife – Edição de 06/06/1995
  • 3.
    “A mínima porçãode água que será retirada com o projeto da Transposição do São Francisco, sequer poderá ser registrada pelos mais sensíveis aparelhos que medem a vazão do rio”. Fonte: Autoridades defendendo o projeto, jornais do Recife, edição de 08/03/2001
  • 4.
    “No meu governoa Transposição será discutida exaustivamente. Aliás, as discussões de projetos polêmicos serão a tônica do meu governo” Fonte: Luiz Inácio Lula da Silva, jornais do Recife – Edição de setembro de 2002
  • 5.
    “ O RioSão Francisco apresenta um indesejável risco hidrológico, o que exige atenção redobrada quanto ao uso de suas águas” Fonte: José Jorge, Senador da República, pronunciamento em 07/07/2003
  • 6.
    “Faço a Transposiçãodo São Francisco, nem que seja com uma lata d ´água na cabeça” Luiz Inácio Lula da Silva, jornais do Recife - Edição de maio de 2006
  • 7.
    “Não existe colapsode abastecimento, o que existe é uma dificuldade”. A vazão atual do Rio São Francisco é de 1,1 mil metros cúbicos por segundo e as bombas vão puxar (no teste da transposição) sete metros cúbicos por segundo. Normalmente, a vazão é de 2 mil metros cúbicos por segundo, mas a diminuição é atribuída à seca. Fonte: Diretor de operação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Mozart Arnaud http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/10/15/primeiros-testes-da-transposicao-devem-ent
  • 8.
    O que sepercebe, claramente, é que há uma convicção entre a maioria dos brasileiros, de que “ÁGUA” é um bem natural infinito e, portanto, o seu uso é ilimitado. João Suassuna, 2014
  • 9.
    ÁGUA NO BRASILÁGUANO BRASIL O país detém 12% da água que escoa superficialmente no mundo; 72% destes recursos estão na bacia amazônica 19% no Centro-oeste; 6% no Sul e no Sudeste O Nordeste brasileiro detém apenas 3%, 2/3 dos quais na bacia do São Francisco.
  • 10.
    Número de represase potencialNúmero de represas e potencial volumétrico acumuladovolumétrico acumulado  O Nordeste possui cerca de 70.000 represas  Represas interanuais: cerca de 400  O potencial de acumulação dessas represas é de cerca de 37 bilhões de m³  É o maior potencial volumétrico represado em regiões semiáridas do mundo  A região possui um volume de cerca de 135 bilhões de m³ de águas subterrâneas, com possibilidades de serem utilizados cerca de 27 bilhões de m³ (20% do total). Fonte: BOMFIM, Manoel (2007)
  • 11.
    Uma saga de20 anos, no rio daUma saga de 20 anos, no rio da Integração NacionalIntegração Nacional Rio de múltiplos usos, com expressiva contribuição na navegação, abastecimento, geração de energia e, sobretudo, na irrigação praticada em sua bacia hidrográfica. Não houve, por parte das autoridades, a preocupação com os cuidados que se fazem necessários ao tratamento do ambiente natural de sua bacia hidrográfica, o que resultou em uma situação vexatória de abandono e de difícil reversão desse quadro.
  • 12.
    A realidade daBacia do rio São Francisco
  • 13.
    -O rio SãoFrancisco tem 2.820 km, de sua nascente, na Serra da Canastra (MG), até a divisa dos estados de Alagoas e Sergipe, onde deságua no Oceano Atlântico. -O rio possui 158 afluentes, dos quais 90 são perenes e 68 temporários, e sua Bacia Hidrográfica tem uma área aproximada de 640.000km². -O rio banha 504 municípios dos Estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Distrito Federal. -Estima-se um contingente populacional em sua bacia hidrográfica de cerca de 15 milhões de habitantes
  • 14.
    O São Franciscoé um rio de múltiplos e conflituosos usos Geração de Energia O potencial de geração instalado é de cerca de 10.000 MW, com poucas possibilidades de ser ampliado; Desde 2005 que a Chesf já não consegue gerar mais a energia necessária ao atendimento das demandas da região. Em 2010, por exemplo, a Companhia gerou 6.000 Mw médios, e a região necessitou de 8.000 Mw médios. Irrigação O potencial irrigável da bacia é de cerca de 800 mil a 1 milhão de ha. Já existem cerca de 340 mil ha irrigados, e essa área tende a crescer cerca de 4% ao ano; Estima-se que no Vale do São Francisco seja utilizado 0,5 litro/s para irrigar 1 ha.
  • 15.
    Um rio hidrologicamentepobreUm rio hidrologicamente pobre Características do rio São Francisco Rio hidrologicamente pobre Vazão média: 2.800 m³/s Área de bacia: 640.000 km² Característica do rio Tocantins Rio caudaloso Vazão média: 11.800 m³/s Área de bacia: 640.000 km²
  • 16.
    Aspectos atuais dabacia do Velho Chico - A nascente principal do rio secou; - Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio secou; - O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes do SF, interrompeu seu curso; - A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de sua capacidade, apenas; - A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150 m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar em um trecho de aproximadamente 40 km; - A interrupção da hidrovia que transporta a produção de grãos da região, pela incapacidade de se navegar com embarcações de grade calado;
  • 17.
    A nascente principaldo SãoA nascente principal do São Francisco secouFrancisco secou
  • 18.
    Aspectos atuais dabacia do Velho Chico - A nascente principal do rio secou; - Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio secou; - O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes do SF, interrompeu seu curso; - A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de sua capacidade, apenas; - A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150 m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar em um trecho de aproximadamente 40 km; - A interrupção da hidrovia que transporta a produção de grãos da região, pela incapacidade de se navegar com embarcações de grade calado;
  • 19.
    Em Iguatama, oSão Francisco é umEm Iguatama, o São Francisco é um filete de águafilete de água
  • 20.
    Aspectos atuais dabacia do Velho Chico - A nascente principal do rio secou; - Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio secou; - O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes, interrompeu seu curso; - A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de sua capacidade, apenas; - A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150 m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar em um trecho de aproximadamente 40 km; - A interrupção da hidrovia que transporta a produção de grãos da região, pela incapacidade de se navegar com embarcações de grade calado;
  • 21.
  • 22.
    Aspectos atuais dabacia do Velho Chico - A nascente principal do rio secou; - Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio secou; - O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes do SF, interrompeu seu curso; - A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de sua capacidade, apenas; - A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150 m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar em um trecho de aproximadamente 40 km; - A interrupção da hidrovia que transporta a produção de grãos da região, pela incapacidade de se navegar com embarcações de grade calado;
  • 23.
    A represa deTrês Marias acumulaA represa de Três Marias acumula cerca de 2% de sua capacidadecerca de 2% de sua capacidade
  • 24.
    Aspectos atuais dabacia do Velho Chico - A nascente principal do rio secou; - Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio secou; - O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes do SF, interrompeu seu curso; - A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de sua capacidade, apenas; - A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150 m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar em um trecho de aproximadamente 40 km; - A interrupção da hidrovia que transporta a produção de grãos da região, pela incapacidade de se navegar com embarcações de grade calado;
  • 25.
    A baixa vazãodo rio em PiraporaA baixa vazão do rio em Pirapora
  • 26.
    Aspectos atuais dabacia do Velho Chico - A nascente principal do rio secou; - Em Iguatama (região próxima a sua nascente), o rio secou; - O rio Verde Grande, um de seus principais afluentes do SF, interrompeu seu curso; - A represa de Três Marias acumula cerca de 2% de sua capacidade, apenas; - A insignificante vazão do rio, em Pirapora (150 m³/s), com projeções assustadoras de o rio vir a secar em um trecho de aproximadamente 40 km; - A interrupção da hidrovia que transporta a produção de grãos da região, pela incapacidade de se navegar com embarcações de grade calado;
  • 27.
    A interrupção dahidroviaA interrupção da hidrovia
  • 28.
    Rio São Franciscoem Propriá SE Fotos de João Zinclar
  • 29.
    Rio São Franciscoem Propriá/SE Fotos de João Zinclar
  • 30.
    Rio São Franciscoem Propriá SE Fotos de João Zinclar
  • 31.
    Rio São Franciscoem Propriá SE Fotos de João Zinclar
  • 32.
    Rio São Franciscoem Gararú SE Fotos de João Zinclar
  • 33.
    Rio São Franciscoem Gararú, no Baixo São Francisco Fotos de João Zinclar
  • 34.
    Rio São Franciscoem Gararú, no Baixo São Francisco Fotos de João Zinclar
  • 35.
    Rio São Franciscoem Piranhas, Alagoas Fotos de João Zinclar
  • 36.
    Rio São Franciscoem Piranhas, Alagoas Fotos de João Zinclar
  • 37.
    Rio São Franciscono Baixo São Francisco Fotos de João Zinclar
  • 38.
    O manejo volumétricona represa de Sobradinho
  • 39.
    - Sobradinho regularizoua vazão média do SF em cerca de 2.060 m³/s. Atualmente, essa vazão encontra- se em declínio, estando em cerca de 1.850 m³/s, em sua foz; - Recordes históricos de baixas afluências volumétricas do São Francisco, na represa de Sobradinho (chegaram a 290 m³/s, em outubro/2014) e; - Lançamentos volumétricos de Sobradinho para o Bub-Médio e o Baixo São Francisco, de apenas 1.100 m³/s, contrariando determinação do IBAMA, que exige, na foz do rio, volume mínimo de cerca de 1.300 m³s.
  • 40.
    Situação volumétrica dosSituaçãovolumétrica dos reservatórios das hidrelétricas dareservatórios das hidrelétricas da CHESF - 14/11/2014CHESF - 14/11/2014 * Em Xingó não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr a fio d´água. Reservatório Data Afluência Defluência Vol. Atual % Ano Anterior % Sobradinho 22/10 290 1135 18,00 25,20 Itaparica 22/10 960 963 15,10 27,10 Xingó* 22/10 1036 1133 - -
  • 41.
    Vazão de basedo S.Francisco (a jusante de Sobradinho)Vazão de base do S.Francisco (a jusante de Sobradinho) corresponde a 1.200 mcorresponde a 1.200 m³/s³/s A vazão de base doA vazão de base do UrucuiaUrucuia corresponde a 51% do totalcorresponde a 51% do total Fonte: ALBUQUERQUE, José do Patrocinio Tomaz - 2007Fonte: ALBUQUERQUE, José do Patrocinio Tomaz - 2007
  • 42.
    Temos que tratartudo isso de forma sistêmica e dar uma resposta à sociedade, iniciando por um programa consistente de revitalização da bacia do rio, para que possamos entregar, às gerações futuras, um rio em condições de continuar fazendo jus ao nome que recebeu, de rio da integração nacional.
  • 43.
  • 44.
    Transposição atual como ramalTransposição atual com o ramal do agrestedo agreste
  • 45.
    Algumas preocupações emrelação ao projeto da Transposição
  • 46.
    O rio apresentasinais deO rio apresenta sinais de debilidade hídricadebilidade hídrica Sobradinho, em 2001, chegou a acumular apenas 5% de sua capacidade útil. A afluência, em Sobradinho, no mês de outubro/2014, foi de 290 m³/s, apenas. Em março de 2015 a represa encontra- se com 16% de sua capacidade
  • 47.
    Impossibilidade de transferênciadeImpossibilidade de transferência de água em períodos secoságua em períodos secos Fonte: Transposição do São Francisco http://democraciaja.wordpress.com/transposicao-do-rio-sao-francisco/ “No período sem precipitações atmosféricas e principalmente nas “secas”, a vazão do Rio São Francisco cai e cai muito. Portanto, em um momento de maior necessidade hídrica no Setentrional, não haverá como se transferir volumes, do rio, pela falta destes”.
  • 48.
    Área com potencialidadesdeÁrea com potencialidades de irrigação com as águas dairrigação com as águas da TransposiçãoTransposição A área irrigada no Setentrional é de 73.577 ha A meta da transposição é possibilitar um adicional de 191.693 ha, totalizando 265.270 ha Com base no consumo médio de 0,5 l/s/ha, essa vazão seria suficiente para irrigar somente 52.800 ha, dos 191.693 ha adicionais previstos no projeto. Fonte: Impactos do Projeto de Transposição do rio São Francisco na agricultura irrigada no Nordeste setentrional, Estudo 1573 - IPEA
  • 49.
    Regime de retiradavolumétrica doRegime de retirada volumétrica do projetoprojeto As autoridades irão iniciar o projeto bombeando 26,4 m³/s (consumo humano e animal) e atingirão 65 m³/s médios requeridos pelo projeto, quando Sobradinho estiver com 94% do seu volume preenchido (uso na irrigação). Os canais foram projetados para retirar, do rio, até 127 m³/s  Fonte: Projeto da Transposição do rio São Francisco, Ministério da Integração
  • 50.
    Dificuldades no atendimentoaosDificuldades no atendimento aos projetos de irrigaçãoprojetos de irrigação Potencial irrigável – cerca de 1 milhão de hectares. Efetivamente irrigados – cerca de 340 mil hectares e em constante processo de ampliação (4% ao ano). Projeto Irecê (BA) com 60 mil ha. Projeto Salitre (BA) com 30 mil ha. Projeto Pontal (PE) com 10 mil ha. Projeto Jaíba (MG) com mais de 100 mil ha. Canal do Sertão (PE) com 85 mil ha de cana
  • 51.
    Canal Acauã/Araçagi (PB)CanalAcauã/Araçagi (PB) 112 km, passando por 12 municípios, para irrigação de 16 mil ha112 km, passando por 12 municípios, para irrigação de 16 mil ha
  • 52.
    Canal da Integração(CE)Canal da Integração (CE) 66 km, passando por 13 municípios, para irrigação de 10,5 mil ha66 km, passando por 13 municípios, para irrigação de 10,5 mil ha
  • 53.
    Volumes Evaporados: umaanálise críticaVolumes Evaporados: uma análise crítica Manoel Bomfim Ribeiro, 2011Manoel Bomfim Ribeiro, 2011 A evapotranspiração na região semiárida é descomunal, chega a superar 2.000 mm/ano A represa de Sobradinho evapora, em seu espelho d´água (4.200 km²), cerca de 200 m³/s O açude Castanhão evapora, por ano, cerca de 2 bilhões de m³
  • 54.
    Volumes Evaporados: umaanálise críticaVolumes Evaporados: uma análise crítica Manoel Bomfim Ribeiro, 2011Manoel Bomfim Ribeiro, 2011 Os canais irão transportar uma média de 26,4 m³/s – 400 milhões de m³/ano (volume equivalente ao de um açude médio no Semiárido) e um volume máximo de 127 m³/s – 2 bilhões de m³/ano (volume igual ao da evaporação do açude Castanhão). Os dois canais da transposição irão transportar 2 bilhões de m³/ano, para 8 grandes represas que acumulam 13 bilhões e evaporam 4 bilhões m³/ano.
  • 55.
    Volumes Evaporados: umaanálise críticaVolumes Evaporados: uma análise crítica Manoel Bomfim Ribeiro, 2011Manoel Bomfim Ribeiro, 2011 As autoridades afirmam que 37 bilhões de m³ não irão resolver os problemas de abastecimento do Nordeste. 2 bilhões de m³ transpostos pelo projeto irão resolver?
  • 56.
  • 61.
    Transporte de predadoresna água da transposição
  • 62.
    Custo da águaposto nos Estados receptores
  • 63.
    Migração dos animaissilvestres na área dos canais
  • 64.
  • 65.
    Dimensionamento dos canaisDimensionamentodos canais,, 2012 - Google2012 - Google
  • 66.
    Danos nos canaisDanosnos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
  • 67.
    Danos nos canaisDanosnos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
  • 68.
    Danos nos canaisDanosnos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
  • 69.
    Danos nos canaisDanosnos canais, 2012 - Google, 2012 - Google
  • 70.
    Obra da TransposiçãodemiteObra da Transposição demite trabalhadores em Salgueirotrabalhadores em Salgueiro Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2015/
  • 71.
    Alternativas ao projetoda transposição
  • 72.
    Estimativa do volumede chuva caídaEstimativa do volume de chuva caída no Nordesteno Nordeste Do total da precipitação pluviométrica caída anualmente no Nordeste semiárido, estimado em 700 bilhões de m3 , cerca de 642 bilhões de m3 são consumidos pelo fenômeno da evapotranspiração. Dos 58 bilhões de m3 que escoam pelos rios anualmente, 36 bilhões de m3 são drenados para o mar. Fonte: EMBRAPA (1981)
  • 73.
    Potencialidades hídricas nordestinasPotencialidadeshídricas nordestinas As descargas dos rios nordestinos representam uma infiltração de água nos seus aqüíferos da ordem de 58 bilhões de m³/ano. A extração de apenas 1/3 dessas reservas representaria potenciais suficientes para abastecer a população nordestina (estimada em cerca de 50 milhões de pessoas), com uma taxa de 200 litros/pessoa/dia e ainda irrigar 2 milhões de hectares com uma taxa de 7.000 m³/ha/ano. Fonte: Rebouças, 2001
  • 74.
    ““A engenharia nacionalde recursos hídricosA engenharia nacional de recursos hídricos precisa entender que a única solução para osprecisa entender que a única solução para os problemas de escassez de água nas cidadesproblemas de escassez de água nas cidades não é o aumento da sua oferta, mediante anão é o aumento da sua oferta, mediante a construção de obras extraordinárias, mas oconstrução de obras extraordinárias, mas o desenvolvimento de campanhas permanentesdesenvolvimento de campanhas permanentes de informação à população sobre o uso cadade informação à população sobre o uso cada vez mais inteligente da água disponível”vez mais inteligente da água disponível” Fonte: Rebouças, Aldo - 2001Fonte: Rebouças, Aldo - 2001
  • 75.
    A SBPC eo abastecimento doA SBPC e o abastecimento do Nordeste seco. Reunião deNordeste seco. Reunião de agosto de 2004, no Recifeagosto de 2004, no Recife
  • 76.
    Situação Volumétrica dorioSituação Volumétrica do rio Volume alocável: 360 m³/s Volume utilizado: 91 m³/s Volume outorgado: 335 m³/s Saldo para uso consuntivo: 25 m³/s O projeto demandará uma vazão média de 65 m³/s, podendo atingir uma vazão máxima de 127 m³/s. Essas vazões correspondem a 25% e 47%, respectivamente, da vazão alocável (360 – 91 m³/s= 269 m³/s), Fonte: SBPC, 2004
  • 77.
    Proposta da SBPCpara a solução do abastecimento do Semiárido: a realização dea realização de infraestrutura hídrica noinfraestrutura hídrica no Setentrional.Setentrional.
  • 78.
    Pacto das Águasentre União, Estados daPacto das Águas entre União, Estados da bacia, usuários e sociedade civilbacia, usuários e sociedade civil  Fazer cumprir o que determina o inciso XIX do artigo 21 da Constituição de 1988, que estabelece a competência da União em instituir um “Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos” e definir “Critérios de Outorga de Direitos de seu uso”  Lei Federal n° 9433 de 08/01/1997 que fixa os fundamentos da Política Nacional dos Recursos Hídricos  Leis estaduais fundamentando a política de RH  Necessidade de elaboração do “Orçamento das Águas”.
  • 79.
    O programa “Águapara Todos”O programa “Água para Todos”
  • 80.
  • 81.
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  • 83.
    Necessidade de oProjeto da Transposição vir a ser concluído e a importância de se saber as reais demandas hídricas da região
  • 84.
    Preocupação com colapsodo rio, em razão da falta de planejamento no uso de suas águas
  • 85.
  • 86.
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  • 88.
  • 89.
    A questão daágua deve ser considerada , doravante, como de “Segurança Nacional”
  • 90.
    O gerenciamento daágua noO gerenciamento da água no NordesteNordeste O recurso hídrico existe em cada estado nordestino, faltando apenas seu indispensável gerenciamento para a satisfação das necessidades do povo. Inicialmente, é fundamental a exploração desses volumes, de forma planejada e, sobretudo, priorizando o plano de revitalização da bacia do rio São Francisco.
  • 91.
    OBRIGADOOBRIGADO  JOÃO SUASSUNA Especialistaem Convivência com o Semiárido  Página na internet http://www.remabrasil.org  Correios eletrônicos josu@fundaj.gov.br jsuassuna43@gmail.com