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6502401503045Apostila de Violão Popular<br />Módulo Básico<br />Professor: Marlon Ferreira de                                 Araujo<br />              Aluno:______________<br />Estude, pratique e faça música de forma simples e direta.<br />Uma pequena história sobre o violão O violão é um instrumento típico da música brasileira. Porém, não foi criado no país. Especula-se que sua origem seja da região Oriental, levada à Península Ibérica pelos Árabes. Outra teoria é que seja originário da Grécia ou de Roma, descendendo da Lira grega. Seja qual for a  sua origem, ao longo dos séculos os instrumentos percussores do violão foram sendo gradativamente transformados, sendo muito usados na Espanha e em Portugal. A nomenclatura espanhola do violão é guitarra, assim como a inglesa (guitar). Por isso, para evitar confusões de nomes, em vários países se costuma chamar o violão de Spanish Guitar (Guitarra Espanhola), distinguindo-o da Guitarra Elétrica. O nome violão é especificamente usado no Brasil e em Portugal, sendo neste último também chamado de Viola. <br />As partes do violão<br />2 - Classificações quanto ao instrumento<br />O violão pode ser:<br />   Violão nylon, que são aqueles que usam cordas modelo nylon, possuem um número reduzido de modelos (formas) e são usados em estilos leves como toda Mpb e músicas de temas clássicos.<br />   Violão aço, são aqueles que usam cordas de aço, possuem um universo de modelos, o mais versátil é o Folk, pois ele pode ser tocado em vários estilos musicais, principalmente o Pop e Rock além de conseguirmos executar vários arranjos de baixo, guitarra, podendo-se usar palheta de guitarra para tocá-los, que particularmente penso produzir um som mais brilhante quando usadas nesses violões do que tocadas com os dedos, proporcionando assim uma grande velocidade nos solos, lembrando a tocabilidade de uma guitarra.<br />Classificação quanto ao estilo que se pode tocar<br />Violão harmonia – faz apena o fundo da música para dar brilho, nelas são valorizadas as 3as e 5as arpejando as cordas sobre acordes.<br />Violão melodia – é o método em que seguimos a música, tocando todos os acordes valorizando as notas reais dos mesmos.<br />Violão solo – é o estilo onde tocamos apenas nota por nota de uma melodia.<br />Violão base – é o estilo que dá mais peso à música, ele é tocado com palhetas e batidas.<br /> Capítulo 1 - Iniciação ao violão<br />Vamos aprender e fixar na mente os conceitos básicos da música que vocês irão aprender ao decorrer de qualquer curso de música.<br />MÚSICA – É a arte que combina sons de uma maneira agradável, harmônica e suscetível aos nossos ouvidos, eu costumo relaciona La ao íntimo do nosso coração.<br />MELODIA – Combinação de sons sucessivos, com uma determinada função musical.<br /> HARMONIA – Combinação de sons simultâneos, sons diversos ( de instrumentos diferentes  ou não ) que agradavelmente correlacionem entre si.<br />RITMO – É uma combinação de valores das notas dispostas em um determinado tempo em que são executadas.<br />VIOLÂO<br />1610995489585  O violão é um instrumento de 6 cordas, sendo estas mesmas contadas de baixo para cima, como mostra o desenho abaixo:<br />Sendo que para carda nota se atribuiu uma nota musical na seguinte ordem:        <br />1° corda (MI aguda) 2° corda (SI) 3° corda (SOL) 4° corda (RÈ) 5 ° corda (LA)<br />6° corda (MI grave)<br />  Dedos 1234 tocaram as casas/PIMA tocaram as cordas<br />Conhecendo as notas musicais<br />   São 7 as notas músicas que existem, seus nomes são: DÓ – RÉ – MI – FA – SOL – LA – SI. Tais notas dispostas desse modo formão a escala de tom maior, as notas de uma escala também podem ser chamada de graus, vejam a seguir: <br />  DÓ RÉMIFASOLLASI<br />    I        II       III         IV         V     VI      VII<br />  1º       2º      3º        4º         5º     6º      7º<br />Ascendente -  Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Do<br />Descendente - Dó Si Lá Sol Fá Mi Ré Dó<br />Capítulo 2 - Conceito sobre Cifrado<br />  As cifras são padrões usados para escrever as notas musicais usando letras maiúsculas do nosso alfabeto. CIFRADO é uma nomenclatura universalmente usada para representar os acordes. A maior parte das edições musicais vem escrita a cifra correspondente a harmonia.<br />   Nota                                            Cifrada<br />  La                                   A<br />  Si                                    B<br />  Dó                                  C<br />  Ré                                  D<br />  Mi                                   E<br />  Fa                                   F<br />  Sol                                  G<br />Obs. Uma dica muito importante para você aluno, é memorizar cada letra com sua respectiva nota, ou seja, decore as cifras praticando bastante os acordes que você ira aprender ou já sabe!<br />  <br />Capítulo 3 - Notas no braço do instrumento<br />        Bom, você deve esta se perguntando o que são de fato escalas, escalas maiores e etc.para introduzir no assunto, vamos conhecer primeiro o conceito dos ACIDENTES MUSICAIS, veja a figura abaixo:<br />Na figura acima temos o símbolo (#), esse sinal é chamado de SUSTENIDO  e é um acidente musical.<br />  O sustenido (#) eleva a altura da nota em ½ tom.<br />  Existe também outro acidente musical (que são dois) que veremos abaixo junto aos sustenidos (#) também, o nome dele é bemol e seu símbolo é (b)               <br />O bemol (b) abaixa a altura da nota em ½ tom. Atenção para uma regra imprescindível para estes acidentes:<br />Baixando um “s” (semitom ou ½) - bemol (b) ex: La baixando um “s”=Ab<br />Subindo um “s” (semitom ou ½) - sustenido (#) ex: La subindo um “s”=A#<br />Obs.: Se você voltar a pag. anterior e observar os quadros dos acidentes musicais notará que as notas E (Mi) e B (si) estão sem sustenido (#), isso porque tais notas não admitem tais acidentes. Há um mesmo caso com as notas F (Fa) e C (Dó) estas estão sem bemóis (b), porque tais notas não admitem um bemol.<br />Tabela de notas e seus acidentes<br />:       : Dó# :      : Ré# :     :       : Fa#  :       : Sol# :    : Lá# :       :<br />: Dó  :        : Ré :       : Mi  : Fa :        : Sol :     Lá :    : Si    : Dó :<br />:       : Réb :      : Mib  :     :       : Solb :       : Lab  :    :  Sib :       :<br />As notas em bemol ou sustenidos emitem o mesmo som, mas recebem dois nomes diferentes. Podemos dizer que: Db é igual a C#. Eb é igual a D#, Gb é igual a F#, Ab é igual a G# e Bb é igual a A#. Chamamos duas notas que produzem o mesmo som, mas com nomes diferentes de, ENARMONIA.<br />Capítulo 4 - Intervalos<br />       Intervalo é a distância entre dois sons, onde um SEMITOM equivale ao menor intervalo entre dois sons e um TOM equivale a um intervalo formado por dois semitons.<br />      Cada espaço que encontramos no braço do instrumento é um semitom (ou meio-tom) <br />  Ex: O intervalo da 1° casa até a 2° é de 1 SEMITOM, o espaço da 1° casa e a 3° casa é de 1 Tom<br />       A música ocidental possui um sistema composto por 12 partes, ou melhor, dizendo, 12 sons musicais diferentes. Temos, a princípio, sete sons principais chamados notas naturais, que derivam outros cinco sons, chamados acidentes musicais.<br />Para se ter uma relação concreta entre os sons, se fez necessário um padrão de medida entre as notas musicais. Essa unidade de medida é chamada tom.<br />O tom pode ser fragmentado em duas partes chamadas semitons. O semitom é o menor intervalo possível entre duas notas.<br /> Temos diversos tipos de intervalos: ascendente, descendente, melódico, harmônico, simples, composto, natural, enarmônico e invertido. Por enquanto nos interessam os seguintes intervalos que  estão em destaque, são:<br /> Intervalo ascendente: quando o primeiro som é mais grave que o seguinte.<br /> Intervalo harmônico: quando os sons são ouvidos simultaneamente.<br /> Intervalo enarmônico: quando os sons são iguais, mas têm nomes diferentes.<br />     *Estes intervalos nos ajudarão a entender como os acordes são montados, as escalas e etc.<br />Intervalos<br />Escalas Musicais<br />    Uma escala é uma seqüência de notas ascendentes ou descendentes na qual a última será a repetição da primeira uma oitava acima ou abaixo. A escala pode ser maior ou menor.<br />Para começar nosso estudo sobre escalas musicais usaremos e escala de Dó maior, que é o modelo maior por não conter notas alteradas (b e #) na sua formação.<br /> <br />I    II    III   IV    V   VI   VII   VIIIC    D    E     F    G    A     B     C<br /> <br />   Os números romanos sobre cada nota indicam os graus da escala, Grau é o nome dado a cada nota da escala.<br />Assim, a primeira nota (ou grau) da escala de C é o próprio Dó, a segunda é Ré, a terceira é Mi, e assim sucessivamente até a oitava que, obviamente, é novamente o próprio C.<br />   Observe o intervalo (ou distância) que separa cada uma destas notas. Da primeira (I), que é C, para a segunda (II), que é D, este intervalo é de 1 tom. Da segunda (II) para a terceira (III) que é E, esta distancia é também de 1 tom. Nesta escala a distancia só não é de 1 tom entre o III e o  IV grau (de E para F), e entre o VII e VIII grau (de B para C), nas quais esta distancia é de 1/2 tom ou, 1 traste no braço do instrumento.<br />   Na escala maior natural, os intervalos que separam as notas, serão sempre:<br /> <br />                  I tom II tom III semitom IV tom V tom VI tom VII semitom VIII<br />    <br />    Essa fórmula acima é a fórmula de contração de toda escalar maior em qualquer tonalidade.<br />  Para construir a escala maior nas demais alturas, basta seguir a mesma estrutura em relação aos intervalos de um grau para outro, isto é, intervalos de semitons entre os graus III - IV e VII - VIII, e de tom entre os demais graus.<br />  Aumentando cada nota de 1/2 em 1/2 tom, Temos uma escala conhecido por quot;
Cromáticaquot;
<br />Escala de Dó maiorI II III IV V VI VII VIIIDÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ T T ST T T T ST<br />   A escala menor natural se dá a partir do sexto grau de uma escala maior, logo veremos sobre a relativa da escala, mas seguindo o exemplo: O sexto grau da escala de C é A, então a escala de Am (Lá menor) é a seguinte:<br /> <br />I     II      III    IV       V      VI     VII     VIII<br />A     B       C       D        E         F       G        A<br />   Observe que a escala de Am assim como a de C não possui acidentes (# ou b), ela é uma seqüência da escala de C.<br />Por isto a escala de Am é considerada a relativa de C.<br /> <br />   Note que os intervalos entre os graus na escala menor são diferentes da escala maior, agora eles são:<br /> <br />                              I tom II semitom III tom IV tom V semitom VI tom VII tom VIII<br />                  Essa fórmula acima é a fórmula de estrutura da escala menor natural em qualquer tonalidade.<br /> <br />  Esta seqüência é a mesma em todas as escalas menores.<br />  Existem outros tipos de escalas menores, mas este é outro assunto.<br />Escala de Lá menorI II bIII IV V bVI bVII VIIILÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ T ST T T ST T T <br /> <br />Escalas - Desenhos no Braço do Violão<br />      Agora que já vimos diversos aspectos teóricos relativos às principais escalas musicais, vamos nos concentrar em alguns pontos práticos, ou seja, em como transportar cada uma destas escalas para o braço do instrumento.<br />Existem alguns quot;
desenhosquot;
 básicos de escalas, mas não é este o nosso intuito.<br />Por quot;
desenhosquot;
 decoramos o formato da seqüência de notas no braço do instrumento, mas nosso intuito é entender como construí-los, e a partir desta prática (muita prática!) conhecer cada vez melhor o braço do nosso instrumento e a alquimia das escalas e acordes.<br />  De forma geral se usam 5 desenhos básicos de escalas no braço do instrumento, entretanto não vamos decorar estes desenhos básicos. Vamos construí-los com base naquilo que aprendemos até agora.<br />  Para construir nossa primeira escala no braço do instrumento, (de uma escala maior, por exemplo) siga os seguintes passos:<br />1o. - localize, na 6a. corda (E), a nota correspondente a escala desejada (à esta altura espero que você já saiba localizar uma nota no instrumento)<br />2o. – vá construindo a digitação de forma a obedecer a seqüência de intervalos da escala desejada.<br />Como vimos anteriormente, no caso de Dó maior: I, II, III, IV, V, VI, VII<br />                       <br /> Perceba que o dedo 2 na 6a.corda foi colocado sobre a nota C (8o. traste). Esta é, portanto, a escala de C. Se você mover este desenho como um todo para o inicio do braço da guitarra colocando, por exemplo, o 2o. dedo no 3o. traste, terá então a escala de G, e assim por diante.<br /> <br /> Vamos ver como ficaria um exemplo para escala menos<br />1o. - localize, na 6a. corda (E), a nota correspondente a escala<br />2o. - coloque o dedo 1 sobre o traste em questão;<br />3° - construa o desenho obedecendo aos intervalos que compõem uma escala menor<br /> <br /> Exemplo Lá menor:<br />I, II, bIII, IV, V, bVI, bVII, VII<br />  Desta forma, é possível também construir qualquer escala em qualquer posição do braço do instrumento.<br />Vamos construir agora uma escala com a tônica a partir da quinta corda (A)<br />1o. – localize, na 5a. corda (A), a nota correspondente a escala<br />2° - construa o desenho obedecendo aos intervalos que compõem a escala.<br />*Pratiquem cuidadosamente estes conceitos e desenhos pela extensão do braço do violão, partindo de diferentes tonalidades, assim você já Dara um passo adiante para o domínio, entendimento e memorização das escalas, além de isso também poder servir como um bom exercício técnico.<br />Capítulo 5 - Formação de acordes (maiores)<br />  Acorde é um conjunto de três ou mais notas executadas simultaneamente ou sincronizada mente, formando, assim, uma harmonia. Vejamos como se chamam certos grupos de notas:<br />Notas executadas uma a uma (separadamente) – Solo ou melodia<br />Duas notas executada juntas – Dupla ou dueto<br />Três notas executadas juntas – Acorde, trio, tríade ou acorde de 3 sons<br />Quatro notas executadas juntas – Acorde ou quarteto<br />Cinco notas executadas juntas – Acorde ou quinteto<br />Seis notas executadas juntas – Acorde ou sexteto <br />  Um acorde maior é formado pelo modo maior de uma escala, acordes são criados para tocar uma música propriamente dita.<br /> Acorde Tríade<br />  Um acorde tríade é um acorde formado por 3 notas conjuntas (tríade  3) da escala maior, usaremos como exemplo a escala de Dó maior para formar assim nosso acorde C maior, vejamos:<br />I II III IV V VI VII VIIIDÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ T T ST T T T ST<br />  As notas ou graus que precisamos pegar dessa escala para formar uma tríade são o I II III graus ou ainda Dó, Mi e Sol que respectivamente são 3 notas tiradas da escala maior, por isso o nome tríade.<br /> Então nosso acorde Dó maior ficaria da seguinte forma:<br />            TRÍADE <br />       /          |           lt;br />      /           |            lt;br />    1°          3°           5°                                      <br />    C           E            G  Dó maior                                                     <br />Obs.: As três notas que compõe um acorde podem ser repetidas em suas oitavas não alterando assim em nada sua composição harmônica da tríade maior do acorde.<br />Formação de acordes (menores)<br />Bom, agora que já sabemos o que são acordes, tríades, e já sabemos forma um acorde maior e etc. agora vamos ver como se é formado os acordes tríades menores. É bastante simples de entender, pois o processo é o mesmo, a diferença é que iremos montar um acorde menor através de uma escala menor ou modo menor, vejamos apartir da nota A:<br />I II bIII IV V bVI bVII VIIILÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ T ST T T ST T T <br />          <br />          TRÍADE <br />       /          |           lt;br />      /           |            lt;br />    1°          b3°           5°                                      <br />    A            C            E La menor                           <br />         <br />Obs.: As três notas que compõe um acorde podem ser repetidas em suas oitavas não alterando assim em nada sua composição harmônica da tríade maior do acorde.<br /> Nota-se que o único detalhe que torna um acorde em menor é a diminuição do 3º da escala menor em um ST construindo assim uma tríade menor de um acorde.  Aprendidos a formação dos acordes maiores e menores, agora vamos aprender sobre tonalidades, encadeamentos básicos com acordes menores e maiores dando assim prática para o estudo de dedilhados, ritmos e etc.<br />Capítulo 6 - O Tom<br />      Dentro da linguagem musical o sistema tonal é divido em duas partes: Maior e Menor, conseqüentemente, chamados de tons maiores e tons menores. Os tons são em número de 30 (trinta); 15(quinze) tons maiores e (15) tons menores, incluindo todos os sustenidos e bemóis. Deve-se treiná-los de maneira ordenada e começar a acompanhar algumas músicas para que o ouvido comece a concordar com as combinações. Esses acordes emitirão sons diferentes uns dos outros, porém com alguma coisa em comum: se encaixam perfeitamente de maneira harmoniosa. Na execução de um encadeamento de acordes de um tom desejado, eles funcionarão como bola de ping-pong, pra lá e pra cá. É através desse sistema que a música vai trilhar dentro dos modos.<br />Características do Tom<br /> Tonalidade maior: a melodia expressa som de alegria, força, inclinando-se mais para a direita<br /> Tonalidade menor: a melodia expressa sentimento de tristeza, melancolia, inclinando-se mais para esquerda. Isto não significa que a letra da música seja triste ou alegre.<br />A música tem um tom, que pode ser maior ou menor.<br />A música tem um ritmo, que pode ser lento, normal ou rápido<br />Não se deve cantar em qualquer tom, a voz humana tem limites de tessitura<br />A música deve começar pelo acorde que originou o tom. Em Dó maior, o acorde inicial será (C) e sempre terminará no acorde que começou (tônica). É raro as vezes em que essa regra é modificada. Em La menor, o acorde inicial será Am e sempre terminará em Am.<br />   <br />Encadeamentos de Acordes<br />    Os acordes produzem sons diferentes, porém, eles trabalham em harmonia. Há uma combinação de acordes que, ao serem executados, formam um encadeamento harmonioso e agradável ao ouvido e permite produzir lindas melodias.<br />    Na próxima página você terá vários encadeamentos para treinamento do ouvido e fixação dos sons produzidos. Não basta apenas treiná-los, mas, ouvir que tipo de som foi emitido e as diferenças entre eles.<br />    Para cada encadeamento mostrado, treine demoradamente.<br />ENCADEAMENTOS DE ACORDES MAIORES<br />1º       C G C F C G C<br />2º       D A D G D A D<br />3º       E B E A E B E<br />4º       F C F Bb F C F<br />5º       G D G C G D G<br />6º       A E  A D A E A<br />7°       B F# B E B F# B<br />8º       C# G# C# F# C# G# C#<br />9º       D# A# D# G# D# A# D#<br />10º     F# C# F# B F# C# F#<br />11º     G# D# G# C# G# D# G#<br />12º     A# F A# D# A# F A#<br />       ENCADEAMENTOS DE ACORDES MENORES<br />1º      Cm G Cm Fm Cm G Cm<br />2º      Dm A Dm Gm Dm A Dm<br />3³      Em B Em Am Em B Em<br />4º      Fm C Fm Bbm Fm C Fm<br />5º      Gm D Gm Cm Gm D Gm<br />6º      Am E Am Dm Am E Am<br />7º      Bm F# Bm Em Bm F# Bm<br />8º      C#m G# C#m F# C#m G# C#m<br />9º      D#m A# D#m G#m D#m A# D#m<br />10°    F#m C# F#m Bm F#m C# F#m<br />11     G#m D# G#m C#m G#m D# G#m<br />12º    A#m F A#m D#m A#m F A#m<br />     Os acordes maiores precisam ter harmonia com os acordes menores e vice-versa. Eles não podem e não devem viver sozinhos ou isolados. Os encadeamentos, quando feitos com acordes maiores e menores juntos, dão mais riqueza, vida à harmonia, embelezamento à melodia e melhoram o ouvido. Veja abaixo as mesmas seqüências dadas anteriormente, desta vez com  inclusão dos acordes menores dentro dos encadeamentos maiores e a inclusão dos acordes maiores dentro dos encadeamentos menores.<br />ENCADEAMENTOS EM TONS MAIORES<br />C G Am Em F Dm G C<br />D A Bm F#m G Em A D<br />E B C#m C#m A F#m B E<br />F C Dm Am Bb Gm C F<br />G D Em Bm C Am D G<br />A E F#m C#m D Bm E A<br />B F# G#m D#m E C#m F# B<br />C# G# A#m Fm F# D#m G# C#<br />Eb Bb Cm Gm Ab Fm Bb Eb<br />F# C# D#m A#m B G#m C# F#<br />Ab Eb Fm Cm Db Bbm Eb Ab<br />Bb F Gm Dm Eb Cm F Bb<br />ENCADEAMENTOS EM TONS MENORES<br />Cm Ab Bb Eb Cm Fm G Cm<br />Dm Bb C F Dm Gm A Dm<br />Em C D G Em Am B Em<br />Fm Db Eb Ab Fm Bbm C Fm<br />Gm Eb F Bb Gm Cm D Gm<br />Am F G C Am Dm E Am<br />Bm G A D Bm Em F# Bm<br />C#m A B E C#m F#m G# C#m<br />D#m B C# F# D#m G#m A# D#m<br />F#m D E A F#m Bm C# F#m<br />G#m E F# B G#m C#m D# G#m<br />Bbm Gb Ab Db Bbm Ebm F Bbm   <br /> Execute os encadeamentos de maneira compassada e sem pressa. Para cada encadeamento gaste um bom tempo para que seu ouvido tenha sensibilidade musical.<br />  Bem é isso ai pessoal, espero que esta apostila básica de iniciação ao violão possa ter sido de grande utilidade para o aprendizado a quem queira aprender um pouco mais sobre esse clássico e popular instrumento, muito obrigado... Marlon Ferreira de Araujo (professor do Instituto Musical Violão Bonito), Deus Pai abençoe vocês nos estudos da vida!<br />O violão é um instrumento exigente, assim como tudo que exige dedicação, habilidade e amor para se aprender, assim é o nosso querido corpo de mulher, como uma mulher sua tocabilidade é intrínseca e bonita... Seja um feliz violonist(a) e ame seu instrumento.Marlon Ferreira <br />FIM<br /> <br />   <br />

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  • 1. 6502401503045Apostila de Violão Popular<br />Módulo Básico<br />Professor: Marlon Ferreira de Araujo<br /> Aluno:______________<br />Estude, pratique e faça música de forma simples e direta.<br />Uma pequena história sobre o violão O violão é um instrumento típico da música brasileira. Porém, não foi criado no país. Especula-se que sua origem seja da região Oriental, levada à Península Ibérica pelos Árabes. Outra teoria é que seja originário da Grécia ou de Roma, descendendo da Lira grega. Seja qual for a  sua origem, ao longo dos séculos os instrumentos percussores do violão foram sendo gradativamente transformados, sendo muito usados na Espanha e em Portugal. A nomenclatura espanhola do violão é guitarra, assim como a inglesa (guitar). Por isso, para evitar confusões de nomes, em vários países se costuma chamar o violão de Spanish Guitar (Guitarra Espanhola), distinguindo-o da Guitarra Elétrica. O nome violão é especificamente usado no Brasil e em Portugal, sendo neste último também chamado de Viola. <br />As partes do violão<br />2 - Classificações quanto ao instrumento<br />O violão pode ser:<br /> Violão nylon, que são aqueles que usam cordas modelo nylon, possuem um número reduzido de modelos (formas) e são usados em estilos leves como toda Mpb e músicas de temas clássicos.<br /> Violão aço, são aqueles que usam cordas de aço, possuem um universo de modelos, o mais versátil é o Folk, pois ele pode ser tocado em vários estilos musicais, principalmente o Pop e Rock além de conseguirmos executar vários arranjos de baixo, guitarra, podendo-se usar palheta de guitarra para tocá-los, que particularmente penso produzir um som mais brilhante quando usadas nesses violões do que tocadas com os dedos, proporcionando assim uma grande velocidade nos solos, lembrando a tocabilidade de uma guitarra.<br />Classificação quanto ao estilo que se pode tocar<br />Violão harmonia – faz apena o fundo da música para dar brilho, nelas são valorizadas as 3as e 5as arpejando as cordas sobre acordes.<br />Violão melodia – é o método em que seguimos a música, tocando todos os acordes valorizando as notas reais dos mesmos.<br />Violão solo – é o estilo onde tocamos apenas nota por nota de uma melodia.<br />Violão base – é o estilo que dá mais peso à música, ele é tocado com palhetas e batidas.<br /> Capítulo 1 - Iniciação ao violão<br />Vamos aprender e fixar na mente os conceitos básicos da música que vocês irão aprender ao decorrer de qualquer curso de música.<br />MÚSICA – É a arte que combina sons de uma maneira agradável, harmônica e suscetível aos nossos ouvidos, eu costumo relaciona La ao íntimo do nosso coração.<br />MELODIA – Combinação de sons sucessivos, com uma determinada função musical.<br /> HARMONIA – Combinação de sons simultâneos, sons diversos ( de instrumentos diferentes ou não ) que agradavelmente correlacionem entre si.<br />RITMO – É uma combinação de valores das notas dispostas em um determinado tempo em que são executadas.<br />VIOLÂO<br />1610995489585 O violão é um instrumento de 6 cordas, sendo estas mesmas contadas de baixo para cima, como mostra o desenho abaixo:<br />Sendo que para carda nota se atribuiu uma nota musical na seguinte ordem: <br />1° corda (MI aguda) 2° corda (SI) 3° corda (SOL) 4° corda (RÈ) 5 ° corda (LA)<br />6° corda (MI grave)<br /> Dedos 1234 tocaram as casas/PIMA tocaram as cordas<br />Conhecendo as notas musicais<br /> São 7 as notas músicas que existem, seus nomes são: DÓ – RÉ – MI – FA – SOL – LA – SI. Tais notas dispostas desse modo formão a escala de tom maior, as notas de uma escala também podem ser chamada de graus, vejam a seguir: <br /> DÓ RÉMIFASOLLASI<br /> I II III IV V VI VII<br /> 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º<br />Ascendente - Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Do<br />Descendente - Dó Si Lá Sol Fá Mi Ré Dó<br />Capítulo 2 - Conceito sobre Cifrado<br /> As cifras são padrões usados para escrever as notas musicais usando letras maiúsculas do nosso alfabeto. CIFRADO é uma nomenclatura universalmente usada para representar os acordes. A maior parte das edições musicais vem escrita a cifra correspondente a harmonia.<br /> Nota Cifrada<br /> La A<br /> Si B<br /> Dó C<br /> Ré D<br /> Mi E<br /> Fa F<br /> Sol G<br />Obs. Uma dica muito importante para você aluno, é memorizar cada letra com sua respectiva nota, ou seja, decore as cifras praticando bastante os acordes que você ira aprender ou já sabe!<br /> <br />Capítulo 3 - Notas no braço do instrumento<br /> Bom, você deve esta se perguntando o que são de fato escalas, escalas maiores e etc.para introduzir no assunto, vamos conhecer primeiro o conceito dos ACIDENTES MUSICAIS, veja a figura abaixo:<br />Na figura acima temos o símbolo (#), esse sinal é chamado de SUSTENIDO e é um acidente musical.<br /> O sustenido (#) eleva a altura da nota em ½ tom.<br /> Existe também outro acidente musical (que são dois) que veremos abaixo junto aos sustenidos (#) também, o nome dele é bemol e seu símbolo é (b) <br />O bemol (b) abaixa a altura da nota em ½ tom. Atenção para uma regra imprescindível para estes acidentes:<br />Baixando um “s” (semitom ou ½) - bemol (b) ex: La baixando um “s”=Ab<br />Subindo um “s” (semitom ou ½) - sustenido (#) ex: La subindo um “s”=A#<br />Obs.: Se você voltar a pag. anterior e observar os quadros dos acidentes musicais notará que as notas E (Mi) e B (si) estão sem sustenido (#), isso porque tais notas não admitem tais acidentes. Há um mesmo caso com as notas F (Fa) e C (Dó) estas estão sem bemóis (b), porque tais notas não admitem um bemol.<br />Tabela de notas e seus acidentes<br />: : Dó# : : Ré# : : : Fa# : : Sol# : : Lá# : :<br />: Dó : : Ré : : Mi : Fa : : Sol : Lá : : Si : Dó :<br />: : Réb : : Mib : : : Solb : : Lab : : Sib : :<br />As notas em bemol ou sustenidos emitem o mesmo som, mas recebem dois nomes diferentes. Podemos dizer que: Db é igual a C#. Eb é igual a D#, Gb é igual a F#, Ab é igual a G# e Bb é igual a A#. Chamamos duas notas que produzem o mesmo som, mas com nomes diferentes de, ENARMONIA.<br />Capítulo 4 - Intervalos<br /> Intervalo é a distância entre dois sons, onde um SEMITOM equivale ao menor intervalo entre dois sons e um TOM equivale a um intervalo formado por dois semitons.<br /> Cada espaço que encontramos no braço do instrumento é um semitom (ou meio-tom) <br /> Ex: O intervalo da 1° casa até a 2° é de 1 SEMITOM, o espaço da 1° casa e a 3° casa é de 1 Tom<br /> A música ocidental possui um sistema composto por 12 partes, ou melhor, dizendo, 12 sons musicais diferentes. Temos, a princípio, sete sons principais chamados notas naturais, que derivam outros cinco sons, chamados acidentes musicais.<br />Para se ter uma relação concreta entre os sons, se fez necessário um padrão de medida entre as notas musicais. Essa unidade de medida é chamada tom.<br />O tom pode ser fragmentado em duas partes chamadas semitons. O semitom é o menor intervalo possível entre duas notas.<br /> Temos diversos tipos de intervalos: ascendente, descendente, melódico, harmônico, simples, composto, natural, enarmônico e invertido. Por enquanto nos interessam os seguintes intervalos que estão em destaque, são:<br /> Intervalo ascendente: quando o primeiro som é mais grave que o seguinte.<br /> Intervalo harmônico: quando os sons são ouvidos simultaneamente.<br /> Intervalo enarmônico: quando os sons são iguais, mas têm nomes diferentes.<br /> *Estes intervalos nos ajudarão a entender como os acordes são montados, as escalas e etc.<br />Intervalos<br />Escalas Musicais<br /> Uma escala é uma seqüência de notas ascendentes ou descendentes na qual a última será a repetição da primeira uma oitava acima ou abaixo. A escala pode ser maior ou menor.<br />Para começar nosso estudo sobre escalas musicais usaremos e escala de Dó maior, que é o modelo maior por não conter notas alteradas (b e #) na sua formação.<br /> <br />I    II    III   IV    V   VI   VII   VIIIC    D    E     F    G    A     B     C<br /> <br /> Os números romanos sobre cada nota indicam os graus da escala, Grau é o nome dado a cada nota da escala.<br />Assim, a primeira nota (ou grau) da escala de C é o próprio Dó, a segunda é Ré, a terceira é Mi, e assim sucessivamente até a oitava que, obviamente, é novamente o próprio C.<br />  Observe o intervalo (ou distância) que separa cada uma destas notas. Da primeira (I), que é C, para a segunda (II), que é D, este intervalo é de 1 tom. Da segunda (II) para a terceira (III) que é E, esta distancia é também de 1 tom. Nesta escala a distancia só não é de 1 tom entre o III e o  IV grau (de E para F), e entre o VII e VIII grau (de B para C), nas quais esta distancia é de 1/2 tom ou, 1 traste no braço do instrumento.<br /> Na escala maior natural, os intervalos que separam as notas, serão sempre:<br /> <br /> I tom II tom III semitom IV tom V tom VI tom VII semitom VIII<br /> <br /> Essa fórmula acima é a fórmula de contração de toda escalar maior em qualquer tonalidade.<br /> Para construir a escala maior nas demais alturas, basta seguir a mesma estrutura em relação aos intervalos de um grau para outro, isto é, intervalos de semitons entre os graus III - IV e VII - VIII, e de tom entre os demais graus.<br /> Aumentando cada nota de 1/2 em 1/2 tom, Temos uma escala conhecido por quot; Cromáticaquot; <br />Escala de Dó maiorI II III IV V VI VII VIIIDÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ T T ST T T T ST<br /> A escala menor natural se dá a partir do sexto grau de uma escala maior, logo veremos sobre a relativa da escala, mas seguindo o exemplo: O sexto grau da escala de C é A, então a escala de Am (Lá menor) é a seguinte:<br /> <br />I     II      III    IV       V      VI     VII     VIII<br />A    B      C     D      E      F      G       A<br /> Observe que a escala de Am assim como a de C não possui acidentes (# ou b), ela é uma seqüência da escala de C.<br />Por isto a escala de Am é considerada a relativa de C.<br /> <br /> Note que os intervalos entre os graus na escala menor são diferentes da escala maior, agora eles são:<br /> <br /> I tom II semitom III tom IV tom V semitom VI tom VII tom VIII<br /> Essa fórmula acima é a fórmula de estrutura da escala menor natural em qualquer tonalidade.<br /> <br /> Esta seqüência é a mesma em todas as escalas menores.<br /> Existem outros tipos de escalas menores, mas este é outro assunto.<br />Escala de Lá menorI II bIII IV V bVI bVII VIIILÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ T ST T T ST T T <br /> <br />Escalas - Desenhos no Braço do Violão<br /> Agora que já vimos diversos aspectos teóricos relativos às principais escalas musicais, vamos nos concentrar em alguns pontos práticos, ou seja, em como transportar cada uma destas escalas para o braço do instrumento.<br />Existem alguns quot; desenhosquot; básicos de escalas, mas não é este o nosso intuito.<br />Por quot; desenhosquot; decoramos o formato da seqüência de notas no braço do instrumento, mas nosso intuito é entender como construí-los, e a partir desta prática (muita prática!) conhecer cada vez melhor o braço do nosso instrumento e a alquimia das escalas e acordes.<br /> De forma geral se usam 5 desenhos básicos de escalas no braço do instrumento, entretanto não vamos decorar estes desenhos básicos. Vamos construí-los com base naquilo que aprendemos até agora.<br /> Para construir nossa primeira escala no braço do instrumento, (de uma escala maior, por exemplo) siga os seguintes passos:<br />1o. - localize, na 6a. corda (E), a nota correspondente a escala desejada (à esta altura espero que você já saiba localizar uma nota no instrumento)<br />2o. – vá construindo a digitação de forma a obedecer a seqüência de intervalos da escala desejada.<br />Como vimos anteriormente, no caso de Dó maior: I, II, III, IV, V, VI, VII<br /> <br /> Perceba que o dedo 2 na 6a.corda foi colocado sobre a nota C (8o. traste). Esta é, portanto, a escala de C. Se você mover este desenho como um todo para o inicio do braço da guitarra colocando, por exemplo, o 2o. dedo no 3o. traste, terá então a escala de G, e assim por diante.<br /> <br /> Vamos ver como ficaria um exemplo para escala menos<br />1o. - localize, na 6a. corda (E), a nota correspondente a escala<br />2o. - coloque o dedo 1 sobre o traste em questão;<br />3° - construa o desenho obedecendo aos intervalos que compõem uma escala menor<br /> <br /> Exemplo Lá menor:<br />I, II, bIII, IV, V, bVI, bVII, VII<br /> Desta forma, é possível também construir qualquer escala em qualquer posição do braço do instrumento.<br />Vamos construir agora uma escala com a tônica a partir da quinta corda (A)<br />1o. – localize, na 5a. corda (A), a nota correspondente a escala<br />2° - construa o desenho obedecendo aos intervalos que compõem a escala.<br />*Pratiquem cuidadosamente estes conceitos e desenhos pela extensão do braço do violão, partindo de diferentes tonalidades, assim você já Dara um passo adiante para o domínio, entendimento e memorização das escalas, além de isso também poder servir como um bom exercício técnico.<br />Capítulo 5 - Formação de acordes (maiores)<br /> Acorde é um conjunto de três ou mais notas executadas simultaneamente ou sincronizada mente, formando, assim, uma harmonia. Vejamos como se chamam certos grupos de notas:<br />Notas executadas uma a uma (separadamente) – Solo ou melodia<br />Duas notas executada juntas – Dupla ou dueto<br />Três notas executadas juntas – Acorde, trio, tríade ou acorde de 3 sons<br />Quatro notas executadas juntas – Acorde ou quarteto<br />Cinco notas executadas juntas – Acorde ou quinteto<br />Seis notas executadas juntas – Acorde ou sexteto <br /> Um acorde maior é formado pelo modo maior de uma escala, acordes são criados para tocar uma música propriamente dita.<br /> Acorde Tríade<br /> Um acorde tríade é um acorde formado por 3 notas conjuntas (tríade 3) da escala maior, usaremos como exemplo a escala de Dó maior para formar assim nosso acorde C maior, vejamos:<br />I II III IV V VI VII VIIIDÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ T T ST T T T ST<br /> As notas ou graus que precisamos pegar dessa escala para formar uma tríade são o I II III graus ou ainda Dó, Mi e Sol que respectivamente são 3 notas tiradas da escala maior, por isso o nome tríade.<br /> Então nosso acorde Dó maior ficaria da seguinte forma:<br /> TRÍADE <br /> / | lt;br /> / | lt;br /> 1° 3° 5° <br /> C E G Dó maior <br />Obs.: As três notas que compõe um acorde podem ser repetidas em suas oitavas não alterando assim em nada sua composição harmônica da tríade maior do acorde.<br />Formação de acordes (menores)<br />Bom, agora que já sabemos o que são acordes, tríades, e já sabemos forma um acorde maior e etc. agora vamos ver como se é formado os acordes tríades menores. É bastante simples de entender, pois o processo é o mesmo, a diferença é que iremos montar um acorde menor através de uma escala menor ou modo menor, vejamos apartir da nota A:<br />I II bIII IV V bVI bVII VIIILÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ T ST T T ST T T <br /> <br /> TRÍADE <br /> / | lt;br /> / | lt;br /> 1° b3° 5° <br /> A C E La menor <br /> <br />Obs.: As três notas que compõe um acorde podem ser repetidas em suas oitavas não alterando assim em nada sua composição harmônica da tríade maior do acorde.<br /> Nota-se que o único detalhe que torna um acorde em menor é a diminuição do 3º da escala menor em um ST construindo assim uma tríade menor de um acorde. Aprendidos a formação dos acordes maiores e menores, agora vamos aprender sobre tonalidades, encadeamentos básicos com acordes menores e maiores dando assim prática para o estudo de dedilhados, ritmos e etc.<br />Capítulo 6 - O Tom<br /> Dentro da linguagem musical o sistema tonal é divido em duas partes: Maior e Menor, conseqüentemente, chamados de tons maiores e tons menores. Os tons são em número de 30 (trinta); 15(quinze) tons maiores e (15) tons menores, incluindo todos os sustenidos e bemóis. Deve-se treiná-los de maneira ordenada e começar a acompanhar algumas músicas para que o ouvido comece a concordar com as combinações. Esses acordes emitirão sons diferentes uns dos outros, porém com alguma coisa em comum: se encaixam perfeitamente de maneira harmoniosa. Na execução de um encadeamento de acordes de um tom desejado, eles funcionarão como bola de ping-pong, pra lá e pra cá. É através desse sistema que a música vai trilhar dentro dos modos.<br />Características do Tom<br /> Tonalidade maior: a melodia expressa som de alegria, força, inclinando-se mais para a direita<br /> Tonalidade menor: a melodia expressa sentimento de tristeza, melancolia, inclinando-se mais para esquerda. Isto não significa que a letra da música seja triste ou alegre.<br />A música tem um tom, que pode ser maior ou menor.<br />A música tem um ritmo, que pode ser lento, normal ou rápido<br />Não se deve cantar em qualquer tom, a voz humana tem limites de tessitura<br />A música deve começar pelo acorde que originou o tom. Em Dó maior, o acorde inicial será (C) e sempre terminará no acorde que começou (tônica). É raro as vezes em que essa regra é modificada. Em La menor, o acorde inicial será Am e sempre terminará em Am.<br /> <br />Encadeamentos de Acordes<br /> Os acordes produzem sons diferentes, porém, eles trabalham em harmonia. Há uma combinação de acordes que, ao serem executados, formam um encadeamento harmonioso e agradável ao ouvido e permite produzir lindas melodias.<br /> Na próxima página você terá vários encadeamentos para treinamento do ouvido e fixação dos sons produzidos. Não basta apenas treiná-los, mas, ouvir que tipo de som foi emitido e as diferenças entre eles.<br /> Para cada encadeamento mostrado, treine demoradamente.<br />ENCADEAMENTOS DE ACORDES MAIORES<br />1º C G C F C G C<br />2º D A D G D A D<br />3º E B E A E B E<br />4º F C F Bb F C F<br />5º G D G C G D G<br />6º A E A D A E A<br />7° B F# B E B F# B<br />8º C# G# C# F# C# G# C#<br />9º D# A# D# G# D# A# D#<br />10º F# C# F# B F# C# F#<br />11º G# D# G# C# G# D# G#<br />12º A# F A# D# A# F A#<br /> ENCADEAMENTOS DE ACORDES MENORES<br />1º Cm G Cm Fm Cm G Cm<br />2º Dm A Dm Gm Dm A Dm<br />3³ Em B Em Am Em B Em<br />4º Fm C Fm Bbm Fm C Fm<br />5º Gm D Gm Cm Gm D Gm<br />6º Am E Am Dm Am E Am<br />7º Bm F# Bm Em Bm F# Bm<br />8º C#m G# C#m F# C#m G# C#m<br />9º D#m A# D#m G#m D#m A# D#m<br />10° F#m C# F#m Bm F#m C# F#m<br />11 G#m D# G#m C#m G#m D# G#m<br />12º A#m F A#m D#m A#m F A#m<br /> Os acordes maiores precisam ter harmonia com os acordes menores e vice-versa. Eles não podem e não devem viver sozinhos ou isolados. Os encadeamentos, quando feitos com acordes maiores e menores juntos, dão mais riqueza, vida à harmonia, embelezamento à melodia e melhoram o ouvido. Veja abaixo as mesmas seqüências dadas anteriormente, desta vez com inclusão dos acordes menores dentro dos encadeamentos maiores e a inclusão dos acordes maiores dentro dos encadeamentos menores.<br />ENCADEAMENTOS EM TONS MAIORES<br />C G Am Em F Dm G C<br />D A Bm F#m G Em A D<br />E B C#m C#m A F#m B E<br />F C Dm Am Bb Gm C F<br />G D Em Bm C Am D G<br />A E F#m C#m D Bm E A<br />B F# G#m D#m E C#m F# B<br />C# G# A#m Fm F# D#m G# C#<br />Eb Bb Cm Gm Ab Fm Bb Eb<br />F# C# D#m A#m B G#m C# F#<br />Ab Eb Fm Cm Db Bbm Eb Ab<br />Bb F Gm Dm Eb Cm F Bb<br />ENCADEAMENTOS EM TONS MENORES<br />Cm Ab Bb Eb Cm Fm G Cm<br />Dm Bb C F Dm Gm A Dm<br />Em C D G Em Am B Em<br />Fm Db Eb Ab Fm Bbm C Fm<br />Gm Eb F Bb Gm Cm D Gm<br />Am F G C Am Dm E Am<br />Bm G A D Bm Em F# Bm<br />C#m A B E C#m F#m G# C#m<br />D#m B C# F# D#m G#m A# D#m<br />F#m D E A F#m Bm C# F#m<br />G#m E F# B G#m C#m D# G#m<br />Bbm Gb Ab Db Bbm Ebm F Bbm <br /> Execute os encadeamentos de maneira compassada e sem pressa. Para cada encadeamento gaste um bom tempo para que seu ouvido tenha sensibilidade musical.<br /> Bem é isso ai pessoal, espero que esta apostila básica de iniciação ao violão possa ter sido de grande utilidade para o aprendizado a quem queira aprender um pouco mais sobre esse clássico e popular instrumento, muito obrigado... Marlon Ferreira de Araujo (professor do Instituto Musical Violão Bonito), Deus Pai abençoe vocês nos estudos da vida!<br />O violão é um instrumento exigente, assim como tudo que exige dedicação, habilidade e amor para se aprender, assim é o nosso querido corpo de mulher, como uma mulher sua tocabilidade é intrínseca e bonita... Seja um feliz violonist(a) e ame seu instrumento.Marlon Ferreira <br />FIM<br /> <br /> <br />