ESCOLA ESTADUAL TÉCNICAJOSÉ CAÑELLAS
ÁREA AMBIENTE E SAÚDE
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
PROF. ENF. MONIQUE PRESTES
PROF. ENF. VIRGINIA MARIA SCHUMACHER SCHEID
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL - 2TE e 4 TE
NOÇÕES DE
ADMINISTRAÇÃO
DE UNIDADE DE
ENFERMAGEM
FREDERICO WESTPHALEN - RS
1
2.
Objetivo da disciplina:
Aplicar,ler e interpretar as normas e rotinas vigentes da instituição de
saúde, identificar função e responsabilidades dos membros da equipe
de trabalho, planejar e organizar o trabalho na perspectiva do
atendimento integral e de qualidade ao cliente.
1.Administração
2.Filosofia do serviço de enfermagem
3.Estrutura organizacional
4.Administração de recursos materiais na enfermagem
5.Administração de recursos humanos na enfermagem
6.Ética, Coren e Cns
7.Normas para facilitar a comunicação
“Critica-se a quem faz alguma coisa,
pois é difícil criticar a quem não faz nada.”
2
3.
ADMINISTRAÇÃO
Conceito
É derivada dapalavra “administrare” que significa GERIR, SERVIR,
ATENDER, PREVER, ORGANIZAR, COMANDAR, COORDENAR E
CONTROLAR. Atualmente, administração é uma ciência que estuda meios e processos
capazes de fazer funcionar com o máximo de eficácia uma organização.
Objetivos da administração hospitalar
Dentre os objetivos da administração hospitalar destaca-se:
Compreender a organização estrutural e funcional do serviço de enfermagem e
avaliação da assistência;
Reconhecer as inter-relações do processo de trabalho em enfermagem e as
teorias de administração;
Desenvolver capacitação de planejamento, execução e avaliação da assistência.
Teorias da administração e a enfermagem
a) Teoria cientifica e a enfermagem: na pratica da administração do pessoal de
enfermagem, encontramos frequentemente propostas típicas dessa fase da
administração, assim, a preocupação com o como fazer tem sido a preocupação
constante da enfermagem enquanto pratica profissional. A divisão do trabalho
aliada a padronização das tarefas tem norteado essa pratica. A elaboração ou
simples adoção de manuais de técnicas e de procedimentos tem sido uma das
maiores preocupação dos enfermeiros que assumem a responsabilidade dos
serviços de enfermagem. As escalas diárias de divisão das atividades
estabelecem um método de trabalho funcionalista que é típico da fase
mecanicista da administração. A assistência de enfermagem é fragmentada em
atividades e para cada elemento executor é determinada uma ou mais tarefas,
dessa forma o elemento executor é determinada uma ou mais tarefas, dessa
forma o elemento executor se distancia do todo, que é a assistência de
enfermagem integral ao paciente, que é aquela que permite ao executor
participar do planejamento, execução e avaliação e avaliação de todas as
atividades que integram a assistência, ocorre somente na assistência a pacientes
graves.
A teoria da administração científica de Taylor, associada à prática de
Enfermagem, teve como base melhorar a produtividade dos profissionais através de
várias abordagens de gestão. Para a introdução desta teoria nos serviços de saúde, mais
propriamente na vida dos Enfermeiros, foram feitas pesquisas de forma a analisar o
tempo de execução de tarefas e a qualidade dos profissionais aquando da sua realização
com o intuito de gerir as suas competências para uma determinada tarefa que
posteriormente irá melhorar a eficácia e a eficiência dos serviços.
ASPECTOS NEGATIVOS: Tarefas repetitivas e monótonas; Diminuição
progressiva do ritmo de trabalho e aumento do stress; “Lei da fadiga” demasiado
simplista; Divisão social e técnica do processo produtivo.
3
4.
b) Teoria Clássicae a enfermagem: nas instituições de saúde a estruturação
rigidamente hierarquizada estabelece a subordinação integral de um individuo a
outro, e de um serviço a outro, a enfermagem, como um desses serviços,
reproduz na sua estruturação o modelo maior. Assim, os organogramas
comumente encontrados nos serviços de enfermagem mostram linhas de
subordinação integral definida e compatíveis com o poder atribuído, pela
organização, às pessoas que integram o serviço. As pessoas e as relações
interpessoais não são devidamente consideradas, e as propostas de trabalho
resultam em atividades rotineiras com avaliações exclusivamente quantitativas.
Sendo assim, a preocupação com a quantidade de trabalho desenvolvido é maior
do que com a qualidade. Os desenvolvimentos do pessoal de enfermagem e o
próprio serviço ficam assim comprometidos.
Uma das principais características dessa teoria estabelecida por Henry Fayol era
a divisão do trabalho em órgãos, não havia uma preocupação da divisão individual, mas
sim organizacional. A partir disso que surgiu a divisão horizontal do trabalho que
pressupunha o agrupamento por atividades e a divisão vertical estabelecendo uma
hierarquia.
c) Teoria das Relações Humanas e a Enfermagem: na administração do pessoal
de enfermagem a liderança surge como estratégia de condução de grupo até os
dias de hoje. A comunicação adequada entre enfermeiro e os demais membros
do grupo de enfermagem ou do grupo multiprofissional foi sendo considerado
fator relevante para a continuidade e otimização da assistência de enfermagem.
Quanto à motivação do pessoal encontramos interesses isolados, ou seja,
enfermeiros preocupados em proporcionar condições que estimulem e
incentivem o pessoal, mas não encontramos filosofias e políticas institucionais
que considere esse tópico na administração do pessoal der enfermagem.
Os abusos fizeram com que ela se transformasse numa forma paternalista de
administração, onde, na busca da harmonia, os conflitos eram abafados, e os confrontos
entre o empregado e a administração eram ignorados. A TRH e a Enfermagem:
comunicação entre o enfermeiro (líder) e os demais membros é fator relevante para a
continuidade e otimização da assistência de enfermagem. Papéis isolados em relação à
MOTIVAÇÃO: enfermeiro procura incentivar e estimular o pessoal da equipe, mas às
vezes o serviço não tem essa Filosofia.
d) Teoria Burocrática e a Enfermagem: nas instituições de saúde encontramos
frequentemente formas organizacionais burocráticas. Os serviços de
enfermagem seguem o modelo da instituição permitindo a visualização, nas
estruturas dinâmicas desses serviços, de propostas burocráticas. O pessoal de
enfermagem passa a ter características profissionais de técnicos especializados,
com comportamentos e posições estrategicamente definidos pelo grupo que
detém o poder da organização. A valorização das normas e regras parece ser,
entretanto o enfoque da teoria burocrática que mais tem influenciado a pratica da
enfermagem influencia essa que, na verdade constitui um dos fatores que tem
contribuído para uma pratica administrativa estanque, baseada em regras e
normas obsoletas com poucas perspectivas de mudanças. Percebe-se que a
administração na enfermagem sofre o mal de uma disfunção da teoria
burocrática.
4
5.
Exagerado apego àsregras, normas e regulamentos, transformando-os de
“meios” em “fins”; Valorização maior para as normas e regras do que para o
contingente humano; Impessoalidade no relacionamento humano; Necessidade de exibir
símbolos que evidenciem o poder dos participantes.
e) Teoria Comportamentalista e a Enfermagem: nesse pressuposto ocorre a
centralização das decisões e do poder da cúpula administrativa que são
compatíveis com as propostas das teorias clássica e científica comumente
adotada pelos administradores de enfermagem.
f) Teoria dos Sistemas e a enfermagem: nas organizações de saúde e nos
serviços de enfermagem encontramos nos últimos anos, como propostas
organizacionais inovadoras, estruturas com características desta teoria. Dessa
forma, as organizações são aceitas como subsistemas do sistema maior, o qual,
no caso, é o sistema de saúde, e com ele intercambio entre matéria e energia.
Percebe-se, entretanto, que nessas organizações, coabitam com relativa
frequência, propostas compatíveis com outras teorias descritas ate agora. É
assim que o subsistema organizacional seleciona e aceita, do sistema maior,
apenas insumos compatíveis com suas politicas e diretrizes.
A Teoria dos Sistemas possui como principal característica a visão de que os
sistemas interagem entre si, sendo que a falha nesta interação ocasiona uma
modificação. Foi desenvolvida em 1960 e fundamentou-se em três premissas básicas: os
sistemas existem dentro de sistemas; os sistemas são abertos; e as funções de um
sistema dependem de sua estrutura.
g) Teoria Contigencional e a Enfermagem: nas instituições de saúde a teoria
Contigencional pode ser percebida como referencial de propostas
administrativas de um ou mais administradores, mas não embasando políticas ou
diretrizes institucionais. Cabe ressaltar que, de um modo geral, a abordagem
Contigencional ainda não integra o referencial teórico sobre administração em
cursos de formação de enfermagem. O sistema econômico, as propostas sociais,
os planos e propagandas educacionais interferem diretamente no desempenho
das instituições de saúde.
Por ser uma teoria recente é pouco percebida na prática da administração. Não
admite conceitos absolutos, mas sim relativos. Teorias que dão ênfase à variável
organizacional “estrutura” e outras que dão ênfase À variável “pessoas” não são
consideradas teorias diferentes entre si, mas diferentes formas de perceber a
organização.
5
6.
Atividade:
1-Quais os aspectosnegativos da teoria cientifica?
2-Qual as principais características da Teoria Clássica e cientifica?
3- O que fez com que a Teoria das Relações Humanas se transformasse numa forma
paternalista de administração?
4-O que a Teoria Burocrática valoriza no ambiente de trabalho?
5- O que a Teoria dos Sistemas possui como principal característica?
6- Discorra sobre a Teoria Comportamentalista.
7- Quais os pontos negativos das teorias?
8-Faça um breve relato sobre :Atitude de Filosofar: Reflexão originada a partir de
um questionamento:
9- Qual o objetivo do dizer de Saviani?
10- Importância da Filosofia?
11-O que é administração e objetivos?
“Só os persistentes, só aqueles que pesquisam muito, é que conseguem a Grande Obra.”
6
7.
Paulo Coelho
ESQUEMA COMPARATIVODA TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO
ABORDAGENS PRESCRITIVAS E
NORMATIVAS
ABORDAGENS DESCRITIVAS E EXPLICATIVAS
PRINCIPAIS
ASPECTOS
TEORIA
CLASSICA E
CIENTIFICA
TEORIA DAS
RELAÇÕES
HUMANAS
TEORIA DA
BUROCRACIA
TEORIA
COMPORTAMEN
TAL
TEORIA DOS
SISTEMAS
TEORIA DA
CONTINGENCIA
ENFASE
Nas tarefas e
na estrutura
organizacional
Nas pessoas
Na estrutura
organizacional
Na estrutura e
no ambiente
No ambiente
No ambiente e
na tecnologia,
sem desprezar
as tarefas, as
pessoas e a
estrutura
Abordagem da
Organização
Organização
formal
Organização
Informal
Organização
Formal
Organização
formal e
informal
Organização
como um
Sistema
variável
dependente do
ambiente e da
tecnologia
Conceito de
organização
Estrutura
formal como
conjunto de
órgãos, cargos
e tarefas
Sistema
Social como
conjunto de
papeis
Sistema Social
como conjunto
de funções
oficializadas
Sistema social
intencionalment
e construído e
reconstruído
Sistema
Aberto
Sistema Aberto
e Sistema
Fechado
Concepção de
Homem
Homo
Economius
Paternalismo
Homem
Organizacional
Poder de Cúpula
Homem
Funcional
Homem
Complexo
Comportamento
Organizacional
do individuo
Ser isolado que
reage como
individuo
(atromismo
tayloriano)
Ser social que
reage como
membro de
um grupo
social
Ser isolado que
reage como
ocupante de
cargo e
posição
Ser social que
vive dentro de
organizações
Desempenho
de Papeis
Desempenho
de Papeis.
Sistemas de
Incentivo
Incentivos
materiais e
salariais
Incentivo
Sociais e
simbólicos
incentivos
materiais e
salariais
Incentivos
mistos, tanto
materiais como
sociais
Incentivos
mistos
Incentivos
Mistos
Relação entre
Objetivos
organizacionais e
individuais
Identidade de
interesses, não
há conflito
perceptíveis
Identidade de
Interesses.
Todo conflito
é indesejável
e deve ser
evitado
Não há conflito
perceptível.
Prevalência
dos objetivos
da organização
Conflitos
inevitáveis e
mesmo
desejáveis que
levam a
inovação
Conflito de
papéis
Conflito de
Papeis
Resultados
Almejados
Máxima
Eficiência
Satisfação do
operário.
Máxima
Eficiência
Máxima
Eficiência
Máxima
Eficiência
Eficiência e
Eficácia
7
8.
FILOSOFIA DO SERVIÇODE ENFERMAGEM
Filosofia:
Palavra de origem grega onde filos quer dizer amigo e sofia significa sabedoria
Busca da sabedoria, que segundo os antigos era a capacidade de aplicar conhecimentos,
coerente e oportunamente, às situações vivenciadas no dia-dia.
Busca do sentido das coisas - inquietação, espanto ou perplexidade dos homens diante
de aspectos da realidade que procuravam compreender.
Atitude de Filosofar: Reflexão originada a partir de um questionamento
Reflexão:
Volta da consciência, do espírito, sobre si mesmo, para examinar o seu próprio
conteúdo por meio do entendimento, da razão.
Procura da razão, dos motivos, das circunstâncias e existência das coisas.
Quando o ser humano analisa consciente e criticamente suas questões, obtém
respostas que envolvem não somente a si, mas a outros homens e à sociedade como um
todo.
Desde então o homem vem buscando procurando as razões em todas as
circunstancias e os motivos da existência das coisas. Vêm atribuindo valores e
elaborando crenças em função dos quais passa a agir.
Segundo Saviani... todos e cada um de nós nos descobrimos existindo no mundo
– uma existência que é agir, sentir e pensar, e que transcorre normalmente até que algo
interrompe seu curso. “Neste momento, nós nos detemos, examinamos e procuramos
descobrir o que é esse algo”
Então... Esse algo desconhecido, sentindo como necessidade e, portanto um
problema, origina a atitude filosófica. Filosofia é a reflexão, pelo homem, a respeito dos
problemas sentidos. Dá ao homem, portanto, uma visão no mundo e de suas relações
nele, mas para que esses fundamentos sejam capazes de refletir-se na pratica, torna-se
necessário que o homem defina os seus objetivos. São os objetivos que permitem
converter as convicções da filosofia em ações, ou seja, teoria na prática.
Importância da Filosofia para a Enfermagem
A discussão sobre o assunto filosofia é g=fundamentalmente importante, pois
desvenda um método comumente utilizado para resolução dos problemas que afligem os
enfermeiros enquanto profissionais e seres humanos. Esse método que utiliza como
instrumento básico a reflexão leva-os a conhecer os fundamentos de suas ações e,
consequentemente, possibilita o replanejamento dessas ações segundo nova e dinâmica
escala de valores e prioridades advindas das relações no mundo.
Ao analisar sistematicamente, os problemas da profissão junto a sociedade
penetrando na sua essência e complexidade, se estão almejando novas alternativas para
uma pratica de enfermagem efetiva, consciente e comprometida com o momento
8
9.
histórico vivenciado. Somentepela reflexão sobre as questões específicas da categoria e
pela redefinição de estratégias de ações coerentes coma realidade, é que os enfermeiros
conseguirão manter uma base sólida de conhecimentos científicos que sirva para o
preparo de profissionais competentes e compromissos com a profissão, com a sociedade
e com o futuro que determinarão para si. A partir da definição de convicções e valores
próprios à enfermagem, serão asseguradas condutas compatíveis com o fazer.
Como realizar a definição da filosofia no serviço de Enfermagem
Em geral existe uma filosofia que norteia a existência de cada instituição e
influencia as filosofias dos diversos serviços que compõe essas entidades. Porem torna-
se necessário que os profissionais pertencentes a cada categoria e serviço de
enfermagem se preocupem em conhecer a essência das atividades por eles
desenvolvidas e em traçar objetivos. Sendo assim, os enfermeiros e todos os demais
funcionários do serviço de enfermagem devem, a partir do conhecimento da realidade
vivenciada, refletir sobre os problemas e definir estratégias que norteiam as ações.
A definição, bem como a discussão de uma filosofia do serviço de enfermagem
deve envolver todos os funcionários da equipe, e todos devem participar da
determinação de elementos e convicções, da definição dos objetivos, da
operacionalização desta teoria, da avaliação e aperfeiçoamento da mesma.
A filosofia e os objetivos devem transmitir mais do que simplesmente palavras,
deve ter para esses funcionários, um significado real. Isso exige um trabalho contínuo, a
vivencia de um processo reflexivo que evidencia contradições e acarreta muitas vezes o
surgimento de divergências, que deverão ser trabalhadas até que surja o consenso, esse
processo pode ser desgastante, demorado, mas envolve e compromete a todos,
propiciando o crescimento individual e coletivo.
Justamente por ser um processo específico a cada grupo, deve-se lembrar, ao
tomar ciência da filosofia de outros serviços de enfermagem, de que os elementos e as
convicções nela contidos retratam o produto da reflexão e do compromisso de
indivíduos, em certo momento histórico, numa dada realidade que lhes é específica, não
se aplicando, portanto a outros grupos desvinculados do referido processo. Então para a
formulação de uma filosofia, deve-se, refletir e decidir quais elementos a integrarão.
Por exemplo, para se discutirem sobre filosofia de um determinado serviço de
enfermagem, os participantes desse grupo poderão definir suas convicções a respeito
dos seguintes elementos: indivíduo, comunidade, saúde, paciente, família, serviço de
enfermagem, trabalho em equipe, etc.
Se é assim que esse grupo vê o ser humano e a comunidade, e acredita nessa
definição, suas ações serão fundamentadas a partir dessa crença, ou seja, todos deverão
agir coerentemente em relação a ela.
Dessa forma, esses funcionários vão explicitando e descrevendo a sua visão,
naquele contexto e naquele momento, a respeito de cada elemento que acharam
importante definir a filosofia. Convém salientar que a forma de descrição da filosofia de
um serviço de enfermagem pode variar, não havendo consenso, nem orientação
uniforme a respeito. Tendo em vista o conteúdo das convicções, o grupo passa então a
formular os objetivos do serviço de enfermagem.
O objetivo será o meio utilizado para a concretização das convicções na prática
de enfermagem. Com a definição dos objetivos, o pessoal de enfermagem terá subsídio
para elaborar um cronograma de atividades, ou seja, poderá iniciar o planejamento de
suas atividades.
9
10.
Para compreendermos melhor,destaquem-se abaixo alguns exemplos de
filosofia e objetivos descritos pelos elementos integrantes da enfermagem:
O paciente tem o direito de viver e morrer com dignidade e respeito, e é
responsabilidade da enfermagem prover a assistência ao paciente e sua família de
acordo com as necessidades individuais.
Cada paciente requer um grau variável de assistência física, emocional,
psicológica, espiritual e de reabilitação.
A filosofia da divisão de enfermagem é baseada no principio de que todo o
paciente tem direito de receber cuidados de enfermagem eficientes, dados sem
discriminação de raça, nacionalidade, religião ou situação econômica.
A principio a filosofia não terá função de fixar princípios e objetivos para os
profissionais, mas sim conforme a afirmação de Saviani, a de possibilitar a reflexão
sobre a essência de suas ações explicitando seus fundamentos, avaliando o significado
das soluções escolhidas e tornando as ações mais conscientes, coerentes e apropriadas
no momento histórico em que vivem esses profissionais.
10
11.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Estrutura Organizacional
Quandoum grupo de pessoas contribui com seus esforços para o alcance de um
objetivo, torna-se necessário estabelecer um acordo sobre atribuições de cada uma e
definir as relações de trabalho que devem existir entre elas.
Considerando os serviços de enfermagem como um grupo organizado de
pessoas, onde é grande o numero, a complexidade e a diversidade das atividades
realizadas, é evidente a necessidade da divisão e distribuição do trabalho entre os seus
elementos, bem como o estabelecimento do padrão de relações entre eles. Com isso os
esforços são coordenados para o alcance dos objetivos propostos, que é a prestação da
assistência de enfermagem.
Para tanto, precisa haver a definição da estrutura organizacional do serviço de
enfermagem. Normalmente quando se fala em estrutura, se pensa em estrutura formal da
organização, que é a estrutura planejada, formalizada oficialmente, aquela que está no
papel, representando a tentativa deliberada de estabelecer relações entre os componentes
que deverão alcançar os objetivos propostos. Determina quem faz o que e onde dentro
das organizações, assim como evidencia as relações de autoridade e poder existentes
entre os componentes organizacionais, sendo, portanto um dos meios de que se utilizam
as organizações para atingirem eficientemente os objetivos.
Entretanto qualquer pessoa, que faça ou tenha feito parte de uma organização,
verifica que numerosas intervenções que nela ocorrem não são prescritas pela estrutura
formal, isso significa dizer que além da estrutura formal as organizações possuem
estrutura informal, esta se refere aos aspectos das organizações que não foram
planejadas formalmente, mas que emergem espontânea e naturalmente de interações e
relacionamentos sociais entre as pessoas que ocupam posições na organização formal.
Na definição de EO os SE devem ser considerados, a filosofia e os objetivos do
serviço de enfermagem, o volume e a complexidade das atividades a serem executados,
os recursos disponíveis e as características desejáveis na estrutura. Um conjunto de
aspectos considerados na estrutura, dependendo do grau e da forma em que aparecem, é
que vai caracterizar, provocando as diferenças na estrutura de cada organização. Esse
conjunto de aspectos compreende:
Hierarquia;
Autoridade e responsabilidade;
Amplitude da supervisão;
Centralização e descentralização;
Formalização.
A enfermagem faz parte do sistema de saúde pública e hospitalar, com a
evolução das ciências foram surgindo muitas profissões, mas a enfermagem é a que está
presente 24 horas por dia, 7 dias por semana, e 365 dias no ano com a função de cuidar
o paciente e humanizar a administração.
A grande maioria dos encontros enfermagem paciente se dá nas instituições de
saúde, historicamente, é nestes locais que se podem dispensar cuidados que não são
possíveis em casa. As instituições de saúde revisão constantemente seus serviços a fim
de oferecer os melhores padrões de atendimento.
11
12.
Algumas coisas quegostaria que mudasse dentro do hospital e dentro do posto
de saúde?
-
-
2.Hierarquia
Esta relacionada com a especialização vertical que divide a organização em
camadas ou níveis de autoridade, tendo os superiores certo tipo de autoridade sobre os
subordinados. A enfase é colocada no relacionamento superior/subordinado.
12
Secre
tario
de
Saúd
e ou
Adm i
nstra
dor
da
Unid
ade
Enferm eiro
Técnicos e Auxiliares de
enferm agem
Administração Hospitalar e
Secretaria de Saúde
Enfermeiro Responsável
Técnico
Enfermeiro Assistencial
Auxiliar de
Enfermagem
Técnico de
Enfermagem
13.
Autoridade e responsabilidade
Autoridadeé o direito dos superiores darem ordens que teoricamente serão
obedecidas. Responsabilidade é a contrapartida da autoridade. A distribuição da
autoridade e responsabilidade entre os elementos dos diversos níveis da estrutura é
representada pela hierarquia da organização formal. Dentre as relações básicas de
autoridade encontra-se a autoridade administrativa e a autoridade técnica.
Amplitude da Supervisão
A amplitude média adotada pela organização determina a configuração geral de
sua estrutura organizacional. Compreende o numero de subordinados que uma pessoa
pode supervisionar com eficiência.
Centralização e Descentralização
Centralização: refere-se á distribuição do poder nas organizações, está
relacionada com o direito de tomar decisões, que pode ser explicitado em termos de
quem tem o direito de tomar que tipos de decisões e quando.
Descentralização: refere-se à tomada rápida da decisão independente da pessoa
que ira toma-la, dando solução ao problema.
Assim centralização e descentralização referem-se principalmente ao grau de
delegação de tomada de decisões aos níveis mais baixos das organizações.
Centralização Descentralização
Vantagens Considera-se que as
decisões são tomadas por
quem tem uma visão geral
da organização criando
uniformidade nas decisões
além de estas serem
tomadas por pessoas
geralmente mais
preparadas para isso.
Encontra-se maior rapidez
na tomada de decisões, a
resolução dos problemas
por quem os vivencia,
sendo estas pessoas que
tem mais informações
sobre a situação e maior
envolvimento na tomada de
decisões, elevando a moral
e a motivação.
Formalização
A formalização prescreve como, quando e por quem as atividades deverão ser
executadas. Representa o uso de normas na organização e corresponde ao grau em que
as normas, procedimentos, instruções e comunicação são descritos. A formalização nos
serviços de enfermagem pode ser feita pela descrição de cargos e funções, de normas e
rotina, da padronização de procedimentos e pelas escalas de distribuição de pessoal.
13
14.
Organograma
É a representaçãográfica da estrutura, ou seja, é a representação dos órgãos e
relações de autoridade existentes entre eles – indicando os órgãos por meio de
retângulos e as relações de autoridade por meio de linhas.
Estrutura Organizacional dos Hospitais
Os hospitais não possuem somente funções restaurativas como se pensava
anteriormente, hoje sabe-se que ele está organizado no sentido de servir ás necessidades
preventivas, de ensino e pesquisa.
De maneira geral, os hospitais podem ser classificados sob os aspectos clínicos,
administrativos, pelo numero de leito e de acordo com a sua estrutura física.
A organização de um hospital depende da capacidade deste, da clientela a ser
atendida, das especialidades clínicas e dos serviços oferecidos á comunidade.
Geralmente os hospitais estão organizados por níveis hierárquicos:
Primeiro Nível: está o diretor geral do hospital, nos hospitais de grande porte,
neste nível pode existir um conselho administrativo chamado conselho diretor.
Segundo Nível: neste nível estão os diretores de área, diretor administrativo,
diretor médico, diretor técnico e diretor de enfermagem.
Terceiro Nível: neste nível encontramos as chefias dos setores ou serviços do
hospital.
ÁREA ASSISTENCIAL: CC, sala de recuperação, UTI, CME, unidade de
internação médica, cirúrgica, pediátrica, obstétrica, emergência, ambulatório e outros.
14
15.
ÁREA DE APOIOASSISTENCIAL: RX, laboratório, banco de sangue, serviço
social, nutrição e dietética, farmácia e outros.
ÁREA ADMINISTRATIVA: serviço de compras, almoxarifado, contas
médicas, serviço de finanças, serviço de pessoal, serviços gerais, manutenção e outros.
Estrutura Funcional dos Hospitais
Um hospital como qualquer outra organização, precisa ser estruturado para que
funcione adequadamente. Quando nos referimos à estrutura funcional, estamos falando
da estrutura formal da instituição, ou seja, a estrutura planejada, formalizada
oficialmente, aquela que está escrita ou ainda, da estrutura informal aquela que é
manifestada espontaneamente sem um planejamento prévio, aquela que não está escrita.
Normalmente a estrutura funcional formal é expressa através de documentos escritos
que representam a filosofia e os objetivos da instituição, bem como define os cargos, as
competências, as normas e rotinas e outros. Estes documentos servem para nortear as
atividades de todo o pessoal que atua na instituição visando atingir eficazmente seus
objetivos.
Unidades de Internação
O Ministério da Saúde define que a unidade de internação tem por finalidade
proporcionar ao paciente um ambiente propicio a sua rápida recuperação. Oferecer a
enfermagem condições que favoreçam um bom desempenho de suas funções;
Os componentes diferem de hospital para hospital, mas de uma maneira geral é
composto por: Posto de Enfermagem, sala de serviços, sala de enfermagem, sala de
utilidade, copa, enfermarias ou quartos, rouparia, banheiro de paciente (com chuveiro, 1
sanitário) e banheiro de funcionários.
Tipos de Unidades São unidades medicas cirúrgicas, pediátricas, isolamento,
tratamento intensivo, etc. Define também como unidade de internação um conjunto de
elementos destinados a acomodação do paciente internado, e que englobam facilidades
adequadas á prestação de cuidados necessários a um bom atendimento.
Padrões recomendados pelo Ministério da saúde para:
Quarto: é também chamado de unidade do paciente, pode ser privativo,
semiprivativo e enfermaria.
Posto de Enfermagem: é o local destinado as atividades administrativas da
unidade, além de ser o lugar onde são manuseados e guardados os prontuários dos
clientes.
Sala de Serviço: destina-se a guarda e preparo da medicação, bem como do
material utilizado na assistência ao cliente.
Sala de Curativo: esta sala é utilizada para a realização de exames e de curativos
dos clientes.
Sala de Utilidades: é o local destinado a limpeza, desinfecção e guarda de
utensílios sanitários usados no atendimento ao paciente.
Rouparia: destina-se a guarda de roupas limpas da unidade.
15
16.
Copa: esta saladestina-se a distribuição de refeições para os clientes internados e
ao preparo eventual de dietas especiais.
Sala de Equipamentos: nesta sala guardam-se o equipamento suplementar de uso
na unidade de enfermagem, como: macas, biombos, suporte de soro, focos de luz,
cadeiras de rodas e outros.
Sanitários: é recomendado que cada quarto ou enfermaria tenha acesso direto a
um sanitário que poderá servir simultaneamente a dois cômodos anexos, desde que
sejam observados alguns critérios quais sejam: deve ter no mínimo 1 vaso sanitário, 1
pia e 1 chuveiro para cada 6 leitos. A equipe de saúde deve ter sanitário próprio.
Unidade do Cliente
Entendemos por unidade do cliente, o quarto onde ele fica durante a sua
hospitalização. Para garantir o conforto e a segurança do cliente durante o período de
sua estada no hospital, é necessário que o quarto esteja equipado adequadamente.
Assim, a unidade do cliente deve ter condições especiais de iluminação natural e
artificial, ventilação, tomadas elétricas, fonte de oxigênio, fonte de ar comprimido e de
vácuo, sanitário, móveis e utensílios.
Prontuário do Cliente
É um conjunto de impressos onde são feitas anotações sobre o cliente durante a
sua passagem pelo hospital (ambulatório, emergência, unidade de internação). É um
documento importante de propriedade do hospital que prestou os serviços ao cliente, e
deve ser preenchido corretamente por todos os profissionais da equipe de saúde e
administração.
O preenchimento completo e correto do prontuário, além de ser uma exigência
do Sistema de saúde, é de fundamental importância para o cliente, para a família, para o
hospital e para toda equipe de saúde.
Importância do Prontuário do Paciente
Cliente e Família É um documento onde ficam registrados todos os dados
de evolução da doença, os resultados dos exames, e todo
tratamento. Podendo ser utilizado também, como um
documento em questões éticas e legais.
Equipe de Saúde Permite fazer um acompanhamento do cliente durante
sua passagem pelo hospital, serve de instrumento de
intercomunicação e de articulação da equipe, oferece
dados para pesquisa, investigação e ensino.
Hospital Constitui um documento que pode ser utilizado para fins
legais e para elaboração de trabalhos científicos.
O prontuário é composto de vários impressos ou documentos, variando de um
hospital para o outro. Os impressos devem ser colocados sempre na mesma ordem para
evitar perda de tempo para procura-los.
Nas informações sociais deve constar a identificação completa do cliente, como:
nome, Cartão Nacional do Sus, sexo, estado civil, data de nascimento, profissão,
16
17.
endereço, situação familiare social, termos de autorização e de responsabilidade, e o
relatório do serviço social.
Nas informações médicas deve estar anotado o histórico da doença, o exame
físico, a prescrição médica, a evolução clínica diária, os relatórios cirúrgicos e
anestésicos (quando houver) e os resultados dos exames complementares realizados.
Nas informações de enfermagem deve constar o histórico de Enfermagem, o
gráfico de sinais vitais e/ou de controle intensivo, a prescrição de enfermagem, a
evolução diária de enfermagem e outros registros adicionais.
Todos os profissionais que atuam direta e indiretamente com o cliente devem
fazer registros no prontuário, anotando de maneira clara, precisa, objetiva e sem rasuras,
não se esquecendo de colocar sua assinatura ou rubrica com o número de inscrição no
respectivo conselho.
Anotações e Registros de Enfermagem
As anotações e registros de enfermagem oferecem informações para a cliente,
para a equipe de enfermagem, para os médicos, para os outros profissionais de saúde e
para os alunos estagiários, sobre o estado do cliente durante a sua passagem pelo
hospital.
Anotações e registros de enfermagem
COMO ANOTAR As anotações devem ser claras, precisas,
legíveis, sem rasuras, sem borrões e
completas.
QUANDO ANOTAR As anotações deveram ser feitas logo após
a ocorrência da prestação do cuidado.
Deve constar a data e a hora em que foi
observada a ocorrência ou prestado o
cuidado.
QUEM DEVE ANOTAR Cada pessoa deve anotar o que fez e o que
observou. Caso tenha duvidas em anotar,
deve pedir ajuda a um colega ou ao
enfermeiro da unidade. Não se deve
anotar cuidados ou observações feitas por
outra pessoa. É importante que se assine
ou rubrique todas as anotações realizadas,
colocando o número de inscrição de Coren
e carimbo do profissional.
O QUE ANOTAR A princípio, todas as ocorrências
relacionadas ao cliente e aos cuidados e
ele prestados, são importantes e devem ser
anotadas.
17
18.
ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOSMATERIAIS NA ENFERMAGEM
Recursos Materiais
Os recursos materiais bem como os recursos humanos e financeiros, são
fundamentais para o funcionamento de qualquer tipo de organização, seja ela pública ou
privada, de serviço ou de fabricação, e constituem o fator que possibilita o alcançar
objetivos propostos por essas organizações.
Portanto a administração de materiais é um ramo especializado da
administração, pois trata especificamente de um conjunto de normas relacionadas com a
gerência de artigos essenciais à produção de um determinado bem ou serviço.
As funções do serviço de materiais nas instituições de saúde são:
Compra
Armazenamento
Distribuição
Controle
Os serviços que mais utilizam a área de recursos materiais nas instituições
hospitalares são: nutrição e dietética, lavanderia, farmácia, manutenção. A enfermagem
se torna um agente usuário do serviço de materiais nas instituições de saúde devido ao
número crescente de procedimentos que exigem o uso de materiais específicos.
Em se tratando da importância da administração dos recursos materiais para a
enfermagem é função administrativa do técnico de enfermagem auxiliar o enfermeiro no
exercício de atividades referentes à administração de materiais como a previsão,
provisão, organização e controle desses materiais.
A organização dos materiais nas unidades de enfermagem consiste na maneira
de como o enfermeiro irá dispor os materiais na unidade, procurando centralizá-los em
locais de fácil acesso para facilitar o uso e o controle. A fim de organizá-los melhor é
importante observar planta física da unidade e atividades a serem desenvolvidas na
mesma.
Funções do Técnico em Enfermagem
Controle do material em geral
Controle de materiais e equipamentos
Controle dos fármacos que estão na unidade
Os materiais se classificam em:
Permanentes: materiais duráveis (2 anos) como móveis, máquinas, instrumentos.
Consumo: são os que se desgastam com o uso e tem vida máxima de 2 anos,
podem ser perecíveis: sofrem ação de agentes físicos como luz, calor e umidade,
exemplos: medicação, alimentos ou perecível relativo: sofrem ação de agentes físicos ou
mecânicos em menor intensidade, exemplos: borracha, plástico, vidro, roupas.
O técnico em Enfermagem ao controle de Infecção hospitalar
18
19.
A infecção hospitalaré adquirida após internação do paciente no hospital, que se
manifesta durante a internação ou após a alta.
O técnico faz parte da equipe de enfermagem e deve ter consciência de sua
atuação no processo de prevenção e controle de infecção hospitalar, devem:
Participar de reuniões com a CCIH quando solicitados, para tomar conhecimento
e por em pratica às normas e rotina que foram padronizadas na unidade visando à
proteção do paciente e do profissional envolvido;
Participar de treinamentos sobre procedimentos de riscos, prevenção de IH;
Tomar conhecimento e colocar em prática as normas para a desinfecção: no
centro cirúrgico, berçário, lactário, laboratórios e unidades de internação;
Auxiliar no controle de fluxo de pacientes, visitas, materiais esterilizados,
contaminados, destino do lixo hospitalar, destino de roupa suja e outros;
Dar especial atenção a proteção individual e coletiva, empregar técnicas
assépticas ao manuseio de materiais, usar as precauções universais, adquirir o habito de
lavar as mãos.
19
20.
ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOSHUMANOS NA ENFERMAGEM
Dimensionamento, seleção e recrutamento de pessoal na enfermagem
Na administração de recursos humanos, o recrutamento e a seleção tem
importância única, pois é a porta de entrada que ira orientar todas as ações futuras em
termos de desenvolvimento de pessoal. Portanto é pelo processo seletivo que obtém
maior garantia de que entrem para a instituição indivíduos com crenças e valores, mas
também, com competência técnica apropriados para a obtenção de objetivos da
instituição.
Na área da saúde e, particularmente na enfermagem pela peculiaridade
profissional o processo seletivo necessita ser atendido como o ponto primeiro, quando
pensamos em desenvolvimento de pessoal dentro de uma proposta que aceita esse
aspecto como importante para a garantia de uma assistência de boa qualidade, já que na
maioria das instituições de saúde do país a equipe de enfermagem representa o
percentual mais significativo de pessoal, chegando a atingir 70%.
Compete ao enfermeiro atuante diretamente com a cliente estabelecer
parâmetros de dimensionamento de pessoal de enfermagem, de acordo com a realidade
institucional a qual faz parte. O método proposto para dimensionar o pessoal é
reconhecer a situação, calculo de pessoal, distribuição de pessoal e avaliação.
Como métodos de seleção de pessoal podem salientar:
Contratação por em determinado período de experiência;
Analise de formulário para solicitação do emprego;
Referencias e recomendações;
Analise do diploma e currículo;
Provas e testes de conhecimento;
Provas situacionais;
Entrevista.
Deveres:
Assiduidade, pontualidade e permanecia no trabalho durante o horário
contratado;
Agir com educação com superiores e chefes;
Zelar pelos interesses da instituição;
Respeitas a hierarquia;
Guardar reserva sobre assunto sigiloso (ética);
Vestir-se corretamente, mantendo conduta moral e social;
Submeter-se a inspeções médicas periódicas determinadas por lei.
Infrações que acarretam rescisão de contrato:
Má conduta moral
Negociatas no recinto de trabalho
Condenação criminal
Violação do segredo da instituição
Negligencia no desempenho das funções
Indisciplina e insubordinação
Embriaguez no trabalho
20
21.
Abandono de emprego
Ausentar-sedo serviço sem autorização e sem motivo
Falta grave: todas as injustificadas, que ocorrem no sábado, domingo e feriados
e serviços noturnos.
Punições:
1º - advertência verbal ou escrita
2º - suspensão por um a quinze dias sem recebimento de salário.
3º - demissão por justa causa
Atividades:
1- O que é a estrutura funcional de um hospital?
2- Como a estrutura funcional de um hospital é expressa?
3- O que precisa ser considerado na definição da estrutura organizacional e
nos serviços de enfermagem?
4- Qual a ênfase na hierarquia organizacional?
5- Algumas coisas que gostaria que mudasse dentro do hospital e dentro do
posto de saúde?
6- Como os hospitais estão organizados quando aos nives de hierarquia e
assistencial?
7- Que aspectos compreendem a estrutura organizacional e o serviço de
enfermagem nas instituições de saúde
8- Diferencie autoridade e responsabilidade
9- Diferencie centralização de descentralização?
10- Qual a recomendação do ministério da saúde para unidade de internação?
11- Qual a importância do prontuário do paciente?
12- Como deve ser uma anotação de enfermagem?
21
22.
ÉTICA PROFISSIONAL NAENFERMAGEM: REFLEXÃO E
RESPONSABILIDADE NO CUIDAR COM BASE NA RESOLUÇÃO COFEN
Nº 564/2017 E ORIENTAÇÕES DO COREN-RS
Objetivos:
Compreender os princípios éticos que regem a profissão de técnico de
enfermagem.
Analisar situações do cotidiano à luz do Código de Ética da Enfermagem.
Estimular o pensamento crítico e o diálogo sobre condutas profissionais.
Materiais de Base:
Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN nº
564/2017)
Resolução COFEN nº 564/2017 – disponível no site do COFEN
Manual de Conduta Ética - COREN-RS
Conceitos Iniciais
O que é Ética?
Conjunto de princípios e valores universais que norteiam o comportamento
humano: respeito, justiça, solidariedade, responsabilidade.
Está relacionada com o que é certo ou errado no agir, especialmente quando
afeta outras pessoas.
Diferença entre Ética e Moral
Ética: princípios que regem a convivência humana.
Moral: costumes e valores específicos de uma cultura, religião ou grupo social.
Ética Profissional:
É o compromisso de agir corretamente no exercício da profissão, respeitando os
direitos dos pacientes, colegas e da sociedade.
Código De Ética Dos Profissionais De Enfermagem - COFEN 564/2017
O que é?
Documento que estabelece normas de conduta que os profissionais de
enfermagem devem seguir.
Serve como guia para atitudes éticas no trabalho e na relação com os outros.
Sua função é proteger a dignidade do paciente e do profissional.
Princípios fundamentais (art. 1º ao 17º)
A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde, a vida e a dignidade
humana.
Deve ser praticada com base em:
Princípios éticos e legais
Respeito à autonomia e aos direitos das pessoas
Boas práticas e segurança do paciente
Exemplo:
22
23.
“É direito dopaciente ser informado, de forma clara e acessível, sobre seu
estado de saúde.” → O profissional tem a responsabilidade de garantir a
comunicação adequada e humana.
DIREITOS DO PROFISSIONAL (Art. 18 ao 23)
O técnico de enfermagem tem direito a:
Recusar-se a realizar atividades que coloquem em risco sua vida ou a do
paciente.
Ter condições adequadas de trabalho.
Participar das decisões sobre o cuidado prestado.
Ser tratado com respeito e dignidade.
Exemplo:
Se o ambiente for insalubre ou a carga horária abusiva, o profissional tem direito
de denunciar ao COREN.
DEVERES DO PROFISSIONAL (Art. 24 ao 43)
Prestar assistência com competência técnica, ética e livre de preconceitos.
Manter sigilo sobre as informações dos pacientes.
Registrar corretamente todas as ações no prontuário.
Recusar práticas ilegais, antiéticas ou que coloquem a vida em risco.
Exemplo:
Divulgar informações de pacientes em redes sociais é infração ética grave.
INFRAÇÕES E PENALIDADES (Art. 44 ao 52)
O Código prevê sanções disciplinares em casos de conduta antiética:
Advertência
Multa
Suspensão do exercício profissional
Cassação do registro
Infrações incluem:
Negligência, imprudência ou imperícia
Violação do sigilo profissional
Omissão de cuidados
Discriminação, assédio ou abuso
Exemplo:
Não anotar um procedimento realizado no prontuário pode ser considerado
omissão grave.
O PAPEL DO COREN-RS E DO COFEN
COREN-RS:
Atua em nível estadual.
Registra, fiscaliza e orienta os profissionais.
Recebe e apura denúncias éticas.
Apoia o desenvolvimento da profissão.
COFEN:
Atua nacionalmente.
Define as normas éticas e profissionais.
Responsável por editar o Código de Ética.
Coordena o sistema COFEN/CORENs.
23
24.
DINÂMICA EM GRUPO:“E SE FOSSE COM VOCÊ?”
Exemplos de situações:
Uma técnica pública uma selfie com paciente no leito.
O profissional se recusa a atender um paciente HIV positivo.
Um colega comete erro e pede para “não contar”.
Discussão guiada:
Qual princípio ético está sendo violado?
Qual artigo do Código de Ética pode ser aplicado?
Como o profissional deveria agir?
REFLEXÃO FINAL
“A ética é o que você faz quando ninguém está olhando.”
Como eu ajo diante dos dilemas éticos?
Como manter minha conduta íntegra no ambiente de trabalho?
Como posso ajudar meus colegas a também agirem de forma ética?
O Código de Ética não é um castigo, mas uma ferramenta de proteção para o
profissional, o paciente e a sociedade.A ética deve estar presente em cada atitude,
decisão e cuidado prestado.
AULA: Como Fazer o Registro Profissional no COREN-RS
Objetivos:
Explicar passo a passo como realizar o registro profissional de Técnico em
Enfermagem no COREN-RS.
Apresentar os documentos necessários e como enviá-los.
Orientar sobre como acessar o site, usar a plataforma, acompanhar o processo e
emitir a carteirinha profissional.
Esclarecer dúvidas frequentes sobre prazos, taxas e exigências.
1. Introdução
O que é o registro profissional?
Documento obrigatório para o exercício legal da profissão.
Garante credibilidade, reconhecimento e direitos legais.
Sem o registro, não pode atuar como técnico de enfermagem, mesmo formado.
2. Apresentação do Site Oficial
Site oficial: www.portal.coren-rs.gov.br
Passo a passo básico:
Acessar o site
Clicar em "Primeiro Registro"
Escolher a categoria: Técnico de Enfermagem
Clicar em “Leia com atenção” e seguir as instruções
3. Documentos necessários
Documentos obrigatórios (digitalizados com qualidade):
Documento de identidade (RG ou CNH válida)
CPF
Título de eleitor
Certidão de quitação eleitoral (site: www.tse.jus.br)
Comprovante de residência
Foto 3x4 recente (formato digital, fundo branco)
24
25.
Certificado de conclusãodo curso
Histórico escolar
Certidão de nascimento ou casamento
Carteira de vacinação (COVID-19 e outras, se exigido)
Para homens:
Certificado de reservista ou dispensa militar
4. Como enviar a documentação
O COREN-RS aceita o envio online dos documentos pelo portal.
Após o envio, o candidato deve aguardar análise da documentação.
Se tudo estiver correto, será agendado o pagamento da taxa e a entrega da carteira.
5. Taxas e formas de pagamento
O registro envolve:
Taxa de inscrição
Anuidade proporcional
Emissão da carteira profissional
Parcelamento: pode ser feito via boleto ou cartão.
Importante: a anuidade começa a ser cobrada a partir do mês do registro, e não
do ano inteiro se for feito no final do ano.
6. Carteira Profissional e atuação
Após aprovação dos documentos e pagamento, o aluno recebe:
Carteira definitiva
Número de inscrição
Com esse número, já pode atuar legalmente.
7. Simulação prática
Entrar no site
Escolher a aba “Primeiro Registro”
Conferir a lista de documentos
Separar os arquivos em PDF ou imagem
8. Dúvidas Frequentes
Algumas questões comuns:
"Preciso ir até Porto Alegre?" → Não, o processo é todo online.
"Perdi meu RG, posso usar CNH?" → Sim.
"Não tenho título impresso, e agora?" → Pode emitir a certidão online no site do
TSE.
"E se eu errar um envio?" → O sistema permite reenviar após análise.
Cartão SUS e sua Importância no Sistema Único de Saúde
Objetivo da aula
25
26.
Ensinar aos alunosdo curso técnico em enfermagem o que é o Cartão SUS, sua
importância, funcionalidades e como utilizá-lo no cotidiano da assistência em saúde.
1. O que é o Cartão SUS?
* Documento de identificação do usuário no Sistema Único de Saúde.
* Contém o Número de Identificação Nacional do SUS (CNS).
* Armazena dados pessoais e informações sobre atendimentos realizados no
sistema público de saúde.
2. Informações contidas no Cartão SUS
* Nome completo
* Data de nascimento
* Nome da mãe
* CPF (quando disponível)
* CNS – Cartão Nacional de Saúde
* Endereço
* Código de município
* Sexo
* Unidade de saúde de referência
3. Para que serve o Cartão SUS?
* Identificar o cidadão nos serviços de saúde em todo o país.
* Criar e manter um histórico de atendimentos.
* Garantir continuidade do cuidado e melhoria na assistência prestada.
* Auxiliar na organização e gestão do SUS, permitindo a geração de estatísticas.
* Evitar duplicidade de cadastros.
* Integrar os dados do e-SUS, *Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC)*e
outras ferramentas digitais.
4. Importância para o Técnico de Enfermagem
* Utilizado no acolhimento e triagem de pacientes.
* Permite o acesso rápido ao histórico de saúde.
* Facilita a organização de procedimentos, agendamentos e registros.
* É essencial para garantir registro correto da produção de serviços nos sistemas
de informação (como o SISAB).
* Colabora com os monitoramento dos indicadores de saúde.
5. Como fazer o Cartão SUS?
* Pode ser feito presencialmente em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
* Também pode ser emitido pelo site do ConecteSUS ou pelo aplicativo
ConecteSUS Cidadão.
* Documentos necessários:
* Documento com foto (RG, CNH, etc.)
* CPF
* Comprovante de residência.
6. Versão digital – ConecteSUS
* Permite visualizar o Cartão SUS digital, histórico de vacinas, atendimentos,
exames, medicamentos e agendamentos.
26
27.
* Importante ferramentapara o **empoderamento do cidadão no cuidado com a
saúde.
7. Problemas comuns
* Pacientes com mais de um número do Cartão SUS.
* Informações desatualizadas.
* Cartões não emitidos ou perdidos.
**O que fazer?
→ Atualizar cadastro na UBS ou via ConecteSUS.
→ Informar aos pacientes sobre a importância da manutenção do cadastro.
8. Atuação do técnico de enfermagem
* Solicitar o Cartão SUS durante o acolhimento.
* Conferir os dados com o paciente.
* Orientar sobre a emissão e atualização.
* Promover o uso correto e consciente do cartão.
Atividade prática
Simulação em sala de aula:
→ Montar fichas fictícias com dados de pacientes.
→ Alunos praticam o acolhimento, solicitação e registro dos dados, conferindo
número do Cartão SUS.
→ Simular consulta ao histórico via aplicativo ConecteSUS.
Claro! Abaixo está uma **folha de atividade com questões sobre o Cartão
SUS**, voltada para alunos do curso técnico em enfermagem. A linguagem é acessível
e incentiva o raciocínio prático. Ao final, posso gerar em **PDF** se quiser.
Atividade – Cartão SUS e o Sistema Único de Saúde
Leia com atenção e responda às questões abaixo:
1. O que é o Cartão SUS e qual é a sua principal função dentro do Sistema Único
de Saúde?
2. Cite três informações que constam no Cartão Nacional de Saúde (Cartão
SUS).
3. Explique por que é importante manter os dados do Cartão SUS atualizados.
4. Você está acolhendo um paciente que perdeu o Cartão SUS e não sabe seu
número. O que você orientaria?
5. Marque com X a(s) alternativa(s) correta(s):
( ) O Cartão SUS é obrigatório apenas para quem vai a hospitais particulares.
( ) O Cartão SUS permite acompanhar o histórico de atendimentos do paciente.
( ) O número do Cartão SUS é válido somente no estado onde foi feito.
( ) Técnicos de enfermagem devem orientar os pacientes sobre como emitir e utilizar o
Cartão SUS.
( ) O Cartão SUS pode ser acessado na versão digital por meio do aplicativo
ConecteSUS.
27
28.
6. Como oCartão SUS auxilia no trabalho dos profissionais da enfermagem?
Dê dois exemplos.
7. Qual aplicativo oficial do Ministério da Saúde permite que o cidadão acesse
seu Cartão SUS, vacinas, exames e histórico de saúde?
8. Proponha uma ação educativa que um técnico de enfermagem poderia realizar para
incentivar a população a emitir o Cartão SUS.
NORMAS PARA FACILITAR A COMUNICAÇÃO
A arte de conversar
28
29.
A arte deconversar é um dos grandes motivos de sucesso e insucesso social.
Muitas pessoas se afastam da sociedade por que se sentem inibidas, ou não sabem o que
falar.
Segundo Marcelino de carvalho, embasado no pensamento de Jonathan Switf –
autor das Viagens de Gulliver escreveu os onze pecados mortais contra a arte do bem
conversar:
1. Desatenção: Acontece com muita frequência. O interlocutor está à frente, mas não
presta atenção ao que o outro fala ligado que está ao toque do celular ou com os olhos
voltados para o monitor do computador - prova cabal de indelicadeza.
2. Interromper e falar no mesmo tempo: Hoje as pessoas têm uma pressa intrínseca e
incorporada. O melhor é controlar (ou tentar controlar) a ansiedade. Numa conversa,
esse é um elemento dos mais negativos.
3. Exibicionismo: A cultura "express", também conhecida por "cultura de almanaque"
está muito em voga. Os fatos são julgados mais pelo status que certos conceitos
conferem às coisas do que pelo seu lado conteúdo. É bom ficar atento, pois uma coisa é
ser "leve" e outra, bem diferente e indesejável, é ser superficial.
4. O egoísmo: Condenável em todas as épocas e sociedades.
5. Dominar a conversa e o assunto: Parece haver uma pressão para que todos se
destaquem como "líderes". Numa conversa a coisa não funciona desse modo, é preciso
conquistar o interlocutor com argumentos e elegância.
6. O pedantismo: Se já era indesejável naquele tempo, hoje é mais do que nunca.
Ninguém tem tempo ou paciência para exibicionismos.
7. Interrupções: Há pessoas que interrompem a conversa para falar de outros assuntos,
ou para fazer alguma coisa ali e voltar rapidamente ou dar um aparte acolá. Não dá. É a
maneira mais rápida de acabar com qualquer interesse numa conversa.
8. Fazer graça: Como o mundo hoje é bem mais informal e democrático, quem faz
graça o tempo todo corre o risco de se transformar no "palhaço da turma" e de não ser
levado a sério mesmo quando quiser.
9. Espírito de contradição: Há quem pense que questionando o tempo todo está dando
provas de inteligência e sagacidade. Nada disso. Ao contrário, está tornando o clima
mais tenso e pesado. Portanto, questionar uma vez, tudo bem. Insistir um pouquinho
com delicadeza até dá. Mais que isso, só mesmo entre uma turma muito íntima. Se não,
é inconveniência.
10. Falta de calma: Prejudica enormemente quem está argumentando ou expondo
alguma tese. Deve-se evitar a qualquer custo.
11. Assuntos pessoais: Trazer à baila assuntos pessoais em detrimento dos de ordem
geral é um cuidado que se deve ter sempre para não ser lembrado como
"inconveniente".
29
30.
Saber escutar
Saber escutaré tão importante quanto falar. Basta ouvirmos atentamente quem
nos dirige a palavra para nos tornarmos em realidade pessoas educadas, simpáticas e
comunicativas.
Como iniciar uma conversação
Falando-se em linguagem profissional esta deverá ser respeitosa, correta,
simples, porem sem vulgaridade. É preciso estar bem atentos ao que os outros nos
dizem em ambiente de trabalho, para evitar perguntas superficiais e podermos responder
ao que nos for apresentado com exatidão e presteza.
O que deve ser evitado durante a conversação
Chamar a atenção sobre si, elogiar insistentemente os presentes, propagar o
nosso talento ou sucessos, falar interrogando: compreendeu? Não acha? Entendeu?
Bocejar, apontar com o dedo, interromper o que está falando... (desculpe ou agora me
lembrei de um caso muito interessante... e começa a conversar). Falar sempre na
primeira pessoa, eu fiz, eu tenho, eu sei, eu conheço, eu disse... Deve se também evitar
gesticulação exageradas que é a prova de nervosismo e falta de controle. Quanto mais
educada e segura de si é uma pessoa, menos uso ela faz de gesticulações.
A expressão da fisionomia
A expressão da fisionomia realmente caracteriza certas pessoas. Naturalmente
nem todos possuem esse dom, no entanto o encanto pessoal pode ser conquistado
mediante o processo do descobrimento das maneiras sociais.
Os gestos
Os gestos são atos influentes na vivencia social. O torcer as mãos, pode ser de
alegria ou aflição. O morder os lábios, coçar a cabeça, e o sentar e levantar
continuamente indicam sempre qualidades negativas, nervosismo, impaciência, falta de
controle.
O olhar
Um grande meio de comunicação e expressão é sua forma de olhar ao se dirigir
ao outro. Torna-se importante manter um olhar voltado diretamente aos nossos
interlocutores. A forma de olhar deve ser suave fixando a pessoa sem no entanto
constrange-la por um permanente fixar de olhos.
A voz
A voz é uma característica individual fundamentada na personalidade do próprio
indivíduo. Ela é um dos fatores mais importantes na comunicação. Manifestamos pela
nossa voz a expressão, que menos envolve no momento. Uma das características
importantes da voz é a naturalidade, a clareza, a simpatia e sentimento que ela expressa.
É importante que ela denote segurança e desinibição:
Para educação da voz é importante constatar o seguinte:
Perceber quando sua voz está em destaque;
Quando é baixa demais e temos que repetir a mensagem várias vezes;
Identificar se for monótona;
Se ela denota nervosismo e agitação;
Se articulamos bem as palavras.
30
31.
Tipos de comunicação
Ostipos de comunicação variam de acordo com os instrumentos utilizados e o
seu fluxo. Podem ser:
Comunicação ascendente: é a que processa dos subordinados em direção aos
níveis hierarquicamente superiores. É recebendo informações que os indivíduos
que ocupam cargos de chefia conhecem e tem oportunidade de saber o que está
acontecendo. Essas comunicações devem ser regulares, periódicas, para se ter a
ideia do todo e dar continuidade. Estão incluídos aqui os relatórios, as anotações
de enfermagem no prontuário do paciente – que também podem ser
considerados como comunicação descendente e horizontal.
Comunicação descendente: é a comunicação que se processa dos superiores para
os subordinados, isto é, seguindo o organograma de cima para baixo.
Normalmente são comunicações específicas de tarefas, destinadas a fornecer,
esclarecer e orientar procedimentos, atribuições, normas, rotinas sob a forma de
memorandos, manuais, circulares, ordens de serviço, quadro de avisos, boletins
etc. Quando existe só este tipo de comunicação, as informações são dadas sem
que os elementos que as recebem tenham oportunidades de solicitar
esclarecimentos, o que não favorece a interação entre os participantes. Na
enfermagem, o instrumento via descendentes são amplamente utilizados. São
considerados importantes para uma melhor assistência de enfermagem e para
orientação ao funcionário. Considera-se que todos que irão se utilizar destes
instrumentos devem participar de sua elaboração.
Comunicação horizontal ou lateral: é a que se processa lado a lado, entre as
pessoas do mesmo nível hierárquico, quer executem ou não trabalho semelhante.
Nas organizações de saúde, um importante o instrumento de comunicação
horizontal é o prontuário do paciente. Para a enfermagem, devemos salientar
ainda a participação da enfermeira nas reuniões da equipe multiprofissional.
Comunicação diagonal: é a que cruza diagonalmente a cadeia de comando de
uma organização. Ocorre no relacionamento dos departamentos de linha e
grupos e assessoria, sob a forma de reuniões e relatórios.
Tanto no sentido horizontal como no diagonal, é preciso ressaltar a importância
da comunicação Inter unidades. Para que a assistência seja global, atendendo as reais
necessidades do indivíduo, é vital que as informações sejam passadas a todas as
unidades que irão atendê-lo, por exemplo, do ambulatório para a unidade de internação,
desta para o centro cirúrgico.
Fluxo de informação
Definimos fluxo da informação como sendo a trajetória que a informação
percorre para atingir o receptor. Em muitas situações esse percurso pode sofrer
alterações, modificando o conteúdo das informações. É necessário, portanto uma analise
do fluxo com proposito de diminuir ao máximo as interferências que possam ocorrer.
Vejamos agora esses modelos em situações de enfermagem. Cada um pode
apresentar vantagens no processo de transmitir informações, depende muito da situação:
- Em uma parada cardíaca: tem-se uma situação de emergência onde os elementos da
equipe de enfermagem devem agir rapidamente. Se a comunicação ocorrer em circulo,
31
32.
há possibilidade departicipação de todos os elementos, porem é fator vital nessa
situação e a comunicação em circulo é demorada. Se a comunicação ocorrer na forma
de canal, onde todos podem comunicar-se entre si haverá economia de tempo,
agilizando a assistência de enfermagem necessária ao paciente.
Na orientação de funcionários novos, é comum encontrar serviços onde essa
tarefa é realizada pelo funcionário mais antigo, como ocorre na comunicação em cadeia,
onde cada pessoa passa as mensagens para outra de acordo com sua compreensão e
interpretação. Pode ocorrer de a mensagem chegar ao ultimo elemento bastante alterada
em relação a original. Para essa situação, o modelo da roda é mais indicado, onde o
líder, em posição central, tem as orientações e as transmite aos funcionários. Além de
ser mais rápido um único elemento fazer a orientação, esse procedimento diminui a
possibilidade de se repassarem diferentes interpretações.
Comunicação informal
Faz parte do fluxo de comunicação da organização. Em muitas situações, é
inevitável e incontrolável. Não apresenta fluxo determinado, pois surge na interação
entre pessoas nas diversas oportunidades. Além da comunicação informal oral, são
comuns as expressões não verbais, onde mesmo com a ausência de fala há transmissão
de mensagem.
Atividades:
1- Quais as funções do técnico de enfermagem na organização dos materiais?
2- Quais as funções do serviço de materiais nas instituições de saúde?
3- Como os materiais são classificados?
4- Qual a função do técnico de enfermagem no CCIH/
5- Defina o conceito de escalas: mensal. Diária e férias?
6- Quais as infrações que acarretam rescisão de contrato e suas punições?
7- Defina o fluxo de informação?
32
33.
8- Cite os11 pecados da arte de conversar?
9- Quanto ao tipo de comunicação conceitue cada uma: ascendente,
descendente, horizontal ou lateral, diagonal?
10- O que é comunicação informal?
33